"eclv, gosto das elétricas GETI3 e COCE5. A COCE5 é minha maior posição individual em carteira. Aproveitei para comprar nas recentes promoções. A REDE4 e 3 tinha feito uma pequena posição quando bateu nos R$ 3,00, mas diantes das altas, quando passou dos R$ 6,00, considerei melhor trocar por mais um pouco de COCE5. GETI3 é interessante por ser geradora de energia e ter um contrato de longo prazo com a ELPL6 em que é garantido o reajuste pelo IGPM da energia gerada. Tanto COCE5, como GETI3 têm pago 100% do lucro líquido a título de dividendos."
"Em relação a REDE4, por ser um ativo mais próximo de turnaround, achei mais atrativa a CEBR3, que possue múltiplos mais baratos. Ambas ainda não pagam dividendos, mas esta última em breve deve passar a fazê-lo."
"Nos preços atuais, CRIV3 e CRIV4 também estão boas para posicionamento e têm uma gestão aparentemente mais conservadora. Mantenho ações na minha carteira particular. Mas acabei preferindo BICB4 e PINE4 para a carteira small caps em razão de níveis superiores de governança corporativa, anúncios de recompra de ações e maior payout no que toca aos dividendos."
1441 de 5068 05/Fev/2009 13:55 0
JCDisciple Comentários: 93 - Desde: Nov 2008
"Trabalho no setor de energia elétrica, e posso te afirmar que neste contexto o PAC é somente um documento que descreve obras e investimentos que já estavam previstos e aconteceriam mesmo sem o PAC."
Suspeitei desde o principio.Mas aproveitando teu conhecimento JCDisciple(Jesus Christs Disciple ?) se equatorial está construindo usinas termoéletricas não vai ficar cara a energia dela em vez de comprar da Furnas?
"A energia produzida em hidrelétrica sempre será mais barata, pois é custo zero (ninguém dá gorjeta pra São Pedro). Porém, tem que analisar os contratos de venda de energia que ela fez. Uma coisa é a energia realmente gerada pela usina, outra coisa são os contratos. O mercado de energia elétrica é confuso. Tem alguns casos esquisitos em que a empresa ganha mesmo sem gerar."
"O ONS é quem decide quais usinas vai despachar. Em nome da Modicidade Tarifária, as mais caras são as últimas a serem utilizadas, porém estão disponíveis."
"Outro fato é que tem várias PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) que já estão com a energia vendida, e estão com as obras atrasadas. Essas empresas terão que comprar energia excedente a preço de mercado para honrar os contratos, e isso gera um prejuízo danado."
"Em todo caso, vai ter demanda pra todos..."
1442 de 5068 05/Fev/2009 13:57 0
JCDisciple Comentários: 93 - Desde: Nov 2008
"É verdade. Li o PAC todo em função de uma disciplina do MBA. Várias obras ali contempladas já estavam previstas, e algumas autorizadas e em andamento. O PAC só reuniu tudo em um grande documento, e acrescentou algumas coisas. Tem o seu valor, porém não é pra tanto. As coisas aconteceriam com ou sem o relatório."
"Atualmente, então, tenho ampliado participação em elétricas. Como estou bem posicionado em COCE5, EQTL3, CEPE5 e ELPL6, que são distribuidoras, passei a comprar um pouco mais de GETI3 e recentemente TRNA11. Esta vai demorar um pouco mais para distribuir todo o lucro em dividendos, mas é uma companhias de transmissão de energia, que deve ser comparada a TRPL4. Embora o P/L seja maior, o PSR da TRPL4 é uns 60% maior e o resultado da TRNA11 foi afetado pelo câmbio, o que em breve pode passar a trazer lucros, uma vez que com a emissão desenfreada de dólar pelo Governo americano, é mais provável que no futuro ele passe a se desvalorizar."
Estou também comprando mais participações em telefonia fixa. TLPP3 pagou 13% de dividendos nos últimos 12 meses e tem sólida situação patrimonial e TMAR5 e TNLP3 são um pouco mais arriscada dada a dívida. Mas tem indicadores relativos melhores.
"Em maio, com os balanços do primeiro trimestre deste ano, vou intensificar as compras no segmento industrial. Possivelmente estará sendo apresentado um dos piores balanços de várias companhias, mas vai ser possível visualizar aquelas que estão produzindo ao menos para pagar os custos fixos, que tem situação patrimonial sólida para enfrentar a crise e que foram ágeis para se adaptar para a desaceleração abrupta da atividade empresarial."
"O melhor da crise é que não há necessidade de ter pressa para fazer grandes compras. E como os juros reais cada vez mais baixos, o DY se torna cada vez mais tentador naquelas companhias que devem mais facilmente manter os resultados para que eles futuramente continuem sendo distribuídos."
6753 de 688006/Jun/2009 00:58 [Citar este comentário] 0
1 tota57Comentários: 2664 - Desde: Abr 2007
Oi Daniel, o sono não vem.
Olha eu sou suspeito para falar de elétricas, porque é o setor que trabalho a 25 anos. 50% da minha carteira é de elétricas, divididas em Coce3 e Geti3.
Pretendo manter essa participação de 50%, pois busco defender meu patrimonio e os bons dividendos. A próxima que quero comprar é a CEPE5. Gosto muito da Elektro, uma empresa fantástica. Vou ficar de olho pois quero pagar baratinho..rsrs
6943 de 695108/Jun/2009 18:41 [Citar este comentário] 0
1 tota57Comentários: 2689 - Desde: Abr 2007
Fim das concessões divide distribuidoras
Um embate começa a se evidenciar nos bastidores das discussões sobre o fim das concessões do setor elétrico que vai se concentrar no ano de 2015. Enquanto as empresas de geração de energia parecem aceitar o fato de que terão de preparar seus lances para manter suas hidrelétricas, as distribuidoras se dividem. De um lado, grupos privados com forte poder de compra defendem a licitação das 42 empresas de distribuição de energia que terão suas concessões vencendo até 2017. De outro, as estatais do Sul do país e grupos privados com menor capacidade de investimento se armam para brigar judicialmente pela prorrogação de suas concessões, se o governo federal decidir pela licitação. O imbróglio das distribuidoras que aparentemente poderia ser resolvido com emendas constitucionais, medidas provisórias, ou recursos legislativos que se valessem, esconde uma questão jurídica, política e econômica muito mais difícil de ser equacionada que a licitação das usinas hidrelétricas. Jurídica, porque os atuais contratos das empresas de distribuição trazem cláusulas que permitem a prorrogação por mais 20 anos dando argumentos para uma discussão judicial. Econômica, porque os investimentos constantes feitos pelas distribuidoras não permitem uma pura e simples redução de tarifa, e a venda das companhias podem gerar bilhões de reais. No quesito política, é mais fácil para o governo decidir o destino da Eletrobrás - que lhe pertence e que tem capacidade de disputar novamente seus próprios ativos - do que ter de resolver, às vésperas de uma eleição presidencial, o que fazer com empresas de distribuição estaduais comandadas por governadores importantes no mapa político brasileiro como o de Minas Gerais, Paraná, Rio grande do Sul, de Santa Catarina ou Distrito Federal. Uma licitação das empresas de distribuição traria um problema especialmente para a Cemig Distribuição, que tem toda a sua concessão vencendo em 2016. Hoje a estatal mineira é vista como a empresa consolidadora do setor e poderia perder este status para grandes investidores privados. Mas a empresa não fala sobre o assunto. As estatais do Sul estão confiantes na prorrogação de suas concessões. O presidente da catarinense Celesc, Eduardo Pinho Moreira, diz que não só os contratos preveem a prorrogação, como a empresa cumpre todos os seus compromissos fixados pela Aneel, mantém qualidade no atendimento e segue as regras estabelecidas pelo marco regulatório. "Ao longo dessa discussão das concessões, evitar o judiciário seria o ideal", diz. Apesar de acreditar que a concessão será prorrogada, Moreira teme a contrapartida a ser exigida pelo governo, principalmente depois que o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, aventou a possibilidade de mexer na metodologia das tarifas para equalizar os preços pelo país. A questão preocupa a Copel, já que a empresa de distribuição do Paraná tem hoje a segunda menor tarifa do país, segundo o presidente da companhia, Rubens Ghilardi. Ele também defende a prorrogação e lembra que as empresas privatizadas no governo Fernando Henrique tiveram suas concessões determinadas por um prazo de trinta anos. Apesar de grupos privados terem pago para ter esses contratos, Ghilardi lembra que as estatais também tiveram de adaptar-se a altos níveis de produtividade, demitir pessoas e cortas custos, de modo que fosse possível baixar as tarifas para o consumidor final. "Seria impensável uma não prorrogação", diz o presidente da gaúcha CEEE, Sérgio Camps de Morais. "A discussão será que tipo de contrapartida as empresas terão de bancar, já que pelo contrato existe a possibilidade da prorrogação". O problema para as distribuidoras é que mesmo que o governo decida pela prorrogação, já existem entendimentos em decisões tomadas pela Aneel e também do Tribunal de Contas da União (TCU) que estas cláusulas não são válidas. Isso porque a lei 10.848, de 2004, revogou o artigo da lei das licitações que permitia a prorrogação. Logo, entende a Aneel que essas cláusulas não são mais válidas. E mesmo que fossem, elas apenas indicam uma possibilidade de renovação e não a vinculação da renovação. A Rede Energia, empresa privada que detém concessão de diversas distribuidoras e tem várias delas vencendo em 2015, entende diferente. O vice-presidente jurídico da companhia, Alexei Vivan, não só entende que a cláusula é válida porque foi assinada em um momento em que a lei permitia a prorrogação, como também que a Aneel só poderia negar uma renovação em caso de descumprimento de quesitos de qualidade. Já o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, que também tem distribuidoras de seu grupo com o prazo de vencimento em 2015, defende uma nova licitação porque pretende tornar a CPFL a empresa consolidadora do setor. "Não tenho dúvidas de que a lei exige a licitação ao fim dos contratos", diz Ferreira. Ele defende a idéia de que a modicidade tarifária no caso da distribuição só será possível com uma consolidação. Isso porque as distribuidoras já passam, a cada quatro anos, por uma revisão de tarifas que faz com que a companhia tenha de seguir uma empresa de referência e reestruturar-se em termos de custos. Logo, as tarifas já estariam de acordo com critérios de modicidade. Para se ter um ganho extra seria necessário criar escala para economizar com compra de medidores e equipamentos em geral, que todo dia precisam ser trocados nas redes de distribuição do país. E isso, para Ferreira, só seria possível com um número menor de distribuidoras O ex-diretor-geral da Aneel, Jeson Kelman, diz que de fato há muitas empresas pequenas espalhadas pelo país, e seria importante uma consolidação regional.
Ao todo, são 64 distribuidoras, destas 42 têm seus contratos vencendo e a maior parte delas são empresas de pequeno porte com pouca representatividade no ranking do setor.
Jornal “Valor Econômico”
6944 de 695108/Jun/2009 18:41 [Citar este comentário] 0
1 tota57Comentários: 2689 - Desde: Abr 2007
Geradoras preparam-se para pagar por suas hidrelétricas
De São Paulo
08/06/2009
Desde que a tentativa frustrada de venda da Cesp pelo governo paulista expôs o problema do fim das concessões, as empresas geradoras de energia começaram a preparar-se para pagar pela manutenção dos seus ativos. O governo federal ainda não se decidiu se vai retomar as concessões e fazer um leilão por menor preço de energia ou se vai permitir uma prorrogação onerosa. Mas o fato é que até a Cesp já aceita esta última alternativa, segundo disse o presidente da empresa, Guilherme Augusto Cirne de Toledo, durante teleconferência para analistas e com isso poder manter as usinas de Ilha Solteira e Jupiá que respondem por 70% dos ativos da companhia.
A estatal gaúcha CEEE tem usinas com capacidade de cerca de mil megawatts vencendo em 2015 e a paranaense Copel pouco mais de 200 MW. As duas apostam em um sistema que têm chamado de máquina a máquina, ou seja, um leilão por cada ativo da usina e não pela usina completa.
Quem não se manifesta sobre o assunto é a Eletrobrás, a empresa que tem o maior parque gerador vencendo em 2015. Dos cerca de 20 gigawatts de energia produzidos por usinas que tem a concessão vencendo, 80% pertencem a empresas do grupo.
Diferentemente das distribuidoras, as concessionárias donas de usinas hidrelétricas não têm em seus contratos de concessão cláusulas de prorrogação que possam gerar algum embate judicial para discutir o assunto. Elas tornaram-se uma concessão em 2004, segundo explica a advogada Elena Landau, do escritório Sérgio Bermudes, e na época estavam apenas preocupadas em vender sua energia no leilão de energia velha que o governo federal estava promovendo. Para isso, precisavam ter um contrato de concessão.
O presidente da CEEE, Sérgio Camps de Morais, diz que a empresa de geração gaúcha tem 15 usinas vencendo, com capacidade de mil megawatts e energia assegurada de 400 MW, e ele diz que está estruturando-se para disputar as usinas em um possível leilão. Antes disso, a empresa está propondo à Aneel uma revitalização das usinas, com investimentos da ordem de R$ 100 milhões, desde que condicionada à renovação da concessão.
Desde o ano passado, secretários do Ministério de Minas e Energia e o próprio ministro têm dado declarações de que uma decisão estaria próxima. Mas até agora, as reuniões foram sendo adiadas seguidamente. Há pouco mais de duas semanas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) resolveu também participar do debate e promoveu um seminário fechado com os diferentes agentes do setor para apresentar uma proposta ao governo federal. "É importante que o governo ouça, e vários representantes da Aneel e Ministério de Minas e Energia participaram como ouvintes do evento", conta o presidente do conselho de infraestrutura da CNI, José de Freitas Mascarenhas.
"No geral, existe um consenso entre os agentes do setor de que é preciso pensar na modicidade tarifária", diz Mascarenhas. As usinas hidrelétricas já foram amortizadas ao longo dos anos. Isso significa que as tarifas atuais já pagaram todo o investimento necessária e agora estas tarifas podem ser reduzidas, beneficiando o consumidor. A CNI defende a queda das tarifas até para o país ter mais competitividade e atrair investimentos.
Apesar de a prorrogação ou licitação das usinas também requerer alterações na legislação, o setor considera que os preços da energia vão cair. Fazendo com que as próprias tarifas cobradas pelas empresas de distribuição também caiam. (JG)
7031 de 705511/Jun/2009 08:24 [Citar este comentário] 0
Vejo pelo forum das ondas e agora aqui que vc é expert em elétricas.... tenho COCE5 LIGT3 ELPL6 E EQTL3 NA CARTEIRA... pretendo aumentar minha posição e talvez comprar mais uma empresa.... diante dos problemas que estão pela frente o que seria melhor... quais ativos aumentar e quias diminuir exposição no setor elétrico.... sei que vc gosta de GETI mas ela esta bem esticada nos últimos tempos...
7041 de 705511/Jun/2009 13:04 [Citar este comentário] 0
1 tota57Comentários: 2703 - Desde: Abr 2007
Nenhuma das empresas que voce tem terão problemas com renovação de concessão no curto prazo, o que é um risco a menos. A Eqtl3 é sócia da Ligt3, tem 25% da Rio Minas Energia, aproximadamente 12,5% do total da Light. Comprado em Eqtl3 estarás parcialmente comprado em Ligt3, mas tudo bem podes manter essa posição, pois mercado da light é mais de tres vezes maior que o da Equatorial. As duas tem sérios problemas com furto de energia, o que pode ser uma oportunidade de aumento de receita, pois a Aneel considera parte do furto de energia na tarifa, ou seja todos nos pagamos pelo gato...rssrsss. A questão é que a Aneel estabelece metas para reduzir os gatos e é preciso ver se as empresas conseguirão cumprir essas metas, se não o fizerem vão ter que tirar de seus resultados.
Eu sairia fora da ELPL, apesar de boa pagadora de dividendos e do bom desempenho operacional. a razão é o risco referende a pendência judicial com a Eletrobrás (valor estimado de R$ 1 bilhão), com grande probabilidade de perda e sem o devido provisionamento.
Acho interessante ter uma Geradora e a GETI é a melhor alternativa. Se achas que esta caro, aguarde uma oportunidade e entra. Se vais comprar para longo prazo acho que podes comprar agora. Recomendo porém que compre a GETI3, que além de mais barata lhe dá o direito de Tag Along, caso haja troca de controle.
Eu ainda quero comprar uma Transmissora e gosto da TRPL, mas só vou entrar o dia que esse problema de renovação de concessão for equacionado. A maior parte dos ativos da TRPL vencem concessão em 2015.
Com essa possibilidade de venda dos ativos da Endesa no Brasil eu troquei minhas Coce5 por Coce3, pois não preciso de liquidez, mas sim da segurança do Tag Along. Coce3 garante 80% de Tag Along.
Acho que o setor elétrico passará por um processso de consolidação, nos proximos 6 anos. Acredito que haverá fusões e redução do numero de players, principalmente na distribuição de energia, aonde temos atualmente 64 empresas. Certamente nessa fase surgirão oportunidades, talvez algumas Small Caps do setor apareçam como oportunidade nessas trocas de controle. Vou ficar antenado, NetWork nessas horas pode ajudar.
7190 de 719814/Jun/2009 12:48 [Citar este comentário] 1
1 tota57Comentários: 2783 - Desde: Abr 2007
citação: KariocaTota,
Aproveitando sua presença.
Gostaria de lhe perguntar sobre as elétricas. Diante desses cortes de juros, tenho interesse em migrar minhas posições remanescentes em Renda Fixa para o setor elétrico - virar um pouco investidor.
Para isso, estou inciando a análise nos fundamentos das empresas, porém ainda não conclui pelo melhor investimento. De imediato, me chamou atenção GETI3 e LIGT3 - você tem alguma dica sobre essas empresas.
Um Abraço.
Salve Karioca,
O setor elétrico tem excelentes empresas e, pelas sua característica defensiva, acaba sendo uma boa alternativa de investimentos com foco em dividendos. Muitas empresas pagam dividendos acima de 10% ao ano, liquido de IRenda, bem melhor que muita Renda Fixa.
Se vai investir eu recomendo que estude as empresas, seu historico de lucros e distribuição de dividendos, pois o pagamento no presente não significa que ela pague sistematicamente todo ano.
Tenho 2 elétricas na minha carteira, que juntas somam 50% de tudo que tenho em ações.
Uma é a GETI3, Geradora de Energia, que distribui 100% do lucro a um bom tempo. Toda energia que ela produz é vendida para a Eletropaulo, que é do mesmo controlador, a um preço acima da média praticada nos leilões de energia. Hoje ela vende mais de R$ 140,00 o MWH. A tarifa é reajustada anualmente, com predominancia na indexação pelo IGPM, que nos ultimos 12 meses não está sendo lá essas coisas, nos ultimos meses o IGPM tem dado negativo. De qualquer forma a divida dela tambem esta atrelada ao IGPM.
A outra é a COCE3, Distribuidora de Energia do Estado do Ceara, que tambem paga excelentes dividendos sistematicamente anos a fio. Optei pelas Ordinárias porque há o risco da troca de Controle e a Coce3 garante 80% de Tag ALong. Mas tem o problema da liquidez que é muito ruim, o que não me preocupa porque não vou vender.
Gosto ainda da CEPE5, EKTR4, TRPL4 e começo a me interessar por Cemig.
TRPL e Cemig estão com cotratos de concessão vencendo em 2015 e só vou me arriscar assim que clarear qual a intenção do governo para a renovação dessas concessões. A Cemig esta muito agressiva, com muita sede de crescer e se consolidar como um dos maiores players do setor, vem tentanto adquirir participação em várias eletricas. TRPL participa e está ganhando varios leilões de construção de novas Linhas de Transmissão.
EKTR4 e CEPE5 não tem problemas de concessão e são empresas altamente eficientes e lucrativas, mas tambem sofrem com a questão da liquidez.
Essas são minhas preferencias, mas ainda há outros ativos interessantes no setor, como a propria Light, que voce mencionou.
Estude bem, as opções são muitas.
8103 de 812302/Jul/2009 00:33 0 small caps Comentários: 2899 - Desde: Fev 2007
Mille 2, as elétricas além de mostrarem com clareza o fator "defensivas", deverão manter os bons resultados, até pelos vários aumentos de tarifa que temos visto por aí... Não duvido de resultados ainda melhores que o do ano passado para boa parte delas, em que pese a crise vivenciada.
E quanto mais cai a SELIC, menos despesas financeiras essas companhias terão e mais atrativo se torna o DY, em muitos casos beirando os 12%, 15%, ou até mais...
12440 de 12452Modificado em 22/Ago/2009 19:46 [Citar este comentário] 0
2 tota57Comentários: 3822 - Desde: Abr 2007
citação: Mota04Tota, aproveitando sua passagem por aqui, queria lhe perguntar uma coisa...
Vc gosta mais de COCE E GETI pelo que percebi, porém a que tem pago melhores dividendos é a ELPL.
Qual vc indica como as melhores no setor como um todo, além do DY?
Mota,
Para mim as melhores como um todo são Coce e Geti, senão não teria colocado 50% dos meus investimentos nelas....rsrsrs
Brincadeira à parte a minha justificativa para as escolhas são os seguintes:
1- Desde o inicio queria um ativo de Geração, um de Transmissão e outro de Distribuição de Energia. Só não tenho o de Transmissão, que para mim a TRPL é o melhor, mas tem boa parte de sua concessão vencendo em 2015. Investimento em elétricas, via de regra, são com foco na defesa do patrimonio e na busca de bons dividendos, valorização são exceções.
2- Na Distribuição a Coelce tem indicadores operacionais e multiplos fundamentalistas excelentes, vide comentários no link abaixo. Nesse setor temos mais ativos interessantes: CEPE e EKTR, ambas com pouquíssima liquidez, EQTL, Light e ELPL. Algumas estão caras, por isso continuo com Coce, que ao meu ver está mais barata. Eletropaulo tem um dívida de R$1 bilhão com a Eletrobrás que não esta provisionada.
3- Na Geração pura temos poucas opções: Geti, TLBE e GEPA. Quando fui comprar fiquei entre as duas primeiras e decidi por Geti. Até 2015 Geti tem garantido o fornecimento de sua energia para a Eletropaulo, numa tarifa bem melhor que a praticada na Geração. A Aneel havia homologado, em 2003, um aditivo nesse contrato com a Eletropaulo, alterando a vigencia de 2015 para 2028. Em 2004 o Governo publicou a Lei 10.848, com o Novo Modelo do Setor Elétrico. À partir dessa lei a Aneel resolver negar o aditivo concedido e o assunto será decidido judicialmente. Caso a AES perca essa ação, à partir de 2016, sua energia será comercializada através dos leilões da CBEE, até lá muita agua vai rolar por baixo da ponte e nas turbinas das usinas. Geti tem ainda uma perrenga com o Governo do Estado, precisará instalar 400 MW de geração, compromisso da privatização, o problema é que em SP não potencial hidrico e até recentemente não havia garantia de fornecimento de gás para Termoelétricas. Esse compromisso de aumentar a geração é para mim uma oportunidade e não uma ameaça. Sua dívida hoje é de apenas 0,3 X Ebtida, a empresa tem possibilidade de aumentar o endividamento para investir, sem comprometer os dividendos. Pode tambem fazer o inverso, ou seja, investir com a redução de dividendos e amortizar a dívida. Tarifa e divida estão indexadas ao IGPM, o que faz com que ela não sofra os efeitos cambiais. Ela vem distribuindo 100% do lucro na forma de dividendos.
4- Temos ainda ativos que possuem os 3 setores, Geração, Transmissão e Distribuição: CPFE, Cemig e ENBR. Desses gosto mais de Cemig e Enbr.
Mota...tem um post meu acima com os ativos das elétricas e seus multiplos. O setor tem várias opções. Recomendo que voce estude os relatórios, mas cuidado com ativos que estão com os governos, são mais arriscados, pois podem ser usados com interesses sociais e políticos, como vem ocorrendo com Copel e Eletrobrás. Das que estao com o estado gosto mais de Cemig e Celesc.
24473 de 2448004/Jan/2010 13:35 [Citar este comentário] 2
3 small capsComentários: 3319 - Desde: Fev 2007
citação: bobsponjaBoa Tarde!!! A poucos dias atras o SMALL mencionou que iria preparar e divulgar o seu último trabalho, apontando as perpepctivas das Smalls para o ano de 2010. Por favor, alguém sabe se isto foi divulgado? Caso alguém saiba, peço a gentileza de me indicar onde encontrar.....tenham um 2010 com muita saúde....abraços.....
]
Ilustres, estou de férias! Volto em breve... Feliz 2010 mais uma vez.
Sobre a carteira para 2010, do texto abaixo já dá para extrair o que ainda considero interessante... com calma vou falar sobre o tema. Mas uma coisa é fundamental: NÃO HÁ MAIS BARGANHAS ABSURDAS! Então, não TENHO MAIS QUALQUER PRESSA em comprar ações...
Aliás, quem não comprou as várias barganhas durante a crise por "medo", deve URGENTENMENTE rever os métodos de análise...
bobsponja, sobre as perspectivas, seguem:
Abraço a todos!!!!!!!!!!! Que venha 2010 com mais small caps explodindo !!! :)
Perspectivas setoriais para as small caps em 2010
Comentários por Anderson Lueders - Blog Small Caps
Setor elétrico: O setor elétrico continuará sendo um setor defensivo. Num momento em que os preços das ações estão em níveis mais altos, são uma alternativa interessante, uma vez que as cotações costumam tanto subir menos que o mercado em período de alta, como cair menos quando a queda chega. O segmento deve ser beneficiado com a retomada da indústria. Há ainda diversas empresas no setor que projetam dividendos superiores a atual taxa SELIC. Se considerada a taxa real de juros, então, a atratividade fica ainda mais evidente, com várias empresas exibindo ganhos até mesmo o triplo acima deste nível. A preferência poderá recair pelas companhias melhor administradas conforme os indicadores de perda de energia e de qualidade e que tenham prazos de concessão mais extensos, não estando envolvidas no curto prazo nas discussões sobre a forma em que se dará a renovação. O perigo que tem rondado o setor, além deste do término das concessões, é que há discussões sobre a forma de cálculo das tarifas na ANEEL, objetivando a sua diminuição para os casos em que o mercado cresceu acima das expectativas. O setor também passará por mudanças contábeis que modificarão a forma de depreciação dos ativos, incrementando contabilmente os lucros das empresas em fase inicial de maturação dos investimentos e diminuindo o lucro daquelas que já haviam efetuado parte expressiva da depreciação.
Enquanto 2009 foi o ano das companhias com alto nível de caixa, 2010 tem grande probabilidade de representar o ano das empresas que estejam em segmento com demanda mais aquecida e com capacidade produtiva ociosa. Tais companhias poderão enfim aproveitar os investimentos que fizeram no passado e passar a exibir melhores resultados operacionais. As companhias com níveis de dívida pagáveis também estarão sendo favorecidas com a volta da liquidez e do menor nível de juros cobrado nos empréstimos.
24635 de 2464906/Jan/2010 22:33 [Citar este comentário] 2
1 uqazComentários: 133 - Desde: Out 2009
citação: Capa_PretaPreciso de uma recomendação quanto às elétricas meus queridos.
Estou na dúvida entre EKTR, ELPL e EQTL. Qual das 3 seria a mais interessante?
Abraço
Capa
É uma bela pergunta...vou tentar dar o meu pitaco comentando citações anteriores.
citação: fazambuj
eu ficaria com ELPL6. Depois dessa alta toda da bolsa, o porto seguro é vender energia para os ricaços de SP.
Acho que a ELPL6 pode ser uma boa não, pode ser uma ótima. Com os dividendos do ano passado dá um DY de 17% líquido. Mas volto a comentá-la mais tarde.
citação: paulo_prof
O meu chute é que nos 4 próximos trimestres, a EKTR apresentará um lucro líquido de aprox. R$ 550 milhões. Se o payout for mantido, isto implicará em proventos de R$ 2,50/ação. Ainda na minha estimativa, a próxima distribuição de dividendos deverá se dar (dia "com") no início de abril, de aprox. R$ 0,70/ação. Depois, só em meados de agosto.
Continuando com o chute, acho que nos próximos 4 trimestres, a ELPL apresentará um lucro líquido de aprox. R$ 670 milhões. Se o payout for mantido, isto implicará em proventos de R$ 4,22/ação. Estimo que distribuirá dividendos de R$ 3,23/ação em fins de abril. Depois também, só em meados de agosto.
Se a EQTL não vendesse a Light para a CMIG, eu tinha estimado um lucro líquido de R$ 315 milhões nos próximos 4 trimestres, com proventos de R$ 2,00/ação. De qualquer forma, estimo que distribuirá aprox. R$ 1,70/ação antes do final de março. Depois distribuirá uma mixaria só em DEZ2010. Pela Light, entretanto, a CEMIG pagará aos acionistas da EQTL, R$ 7,414/ação (+ aprox. R$ 0,70 pela parte dos R$ 1,70 que são da Light, se o processo todo terminar antes do final de março).
De acordo com as minhas estimativas, sem a Light, o lucro líquido anual da EQTL passará para algo próximo de R$ 180 milhões e o patrimônio líquido passará para algo próximo de R$ 810 milhões.
Hoje, a CEMAR (ENMA3B) está sendo negociada a um P/L = 5,4; P/VPA = 2,08 e DY = 11,4%. Se vc subtrair, do preço de hoje (R$ 17,70) os R$ 7,41 da Cemig + os 0,70 a serem pagos pelos proventos da Light, vc chega a R$ 9,59 pela "nova" EQTL, ou seja, um P/L = 5,65 e um P/VPA = 1,25 (relativamente mais barato/interessante do que comprar ENMA3B).
A grande questão é: quanto tempo levará para que todo este processo se desenrole? Antes ou depois de fins de março? Quais as perspectivas da Cemar (onde é que anda o Tota)?
Açãozinha razoavelmente segura. Resultados meio estranhso. Todo 2T0X, desde 2006, a receita é cerca 90-95% dos outros trimestres do ano. Diferentemente do prof (que chutou um lucro de 550 mi), estimo um lucro líquido para o próximo ano de 470 milhoes. LL/ação = 2,43 com um DY = 9,8%
Os múltiplos continuariam sem ser lá essas coisas...
2. ELPL6
Para ELPL o prof chutou 670 mi...juro que não entendi. É fácil notar q os resultados recorrentes são de 150 mi. Mais os 50 mi da prefeitura de sao paulo. Mais os 250 mi não recorrentes do refis, o que dá: 4 x 150 + 50 + 250 = 900 mi. Lembro que o Tota estimou 950 mi. Tomara que o prof tenha se enrolado nesta última estimativa dele, rs...
16/12/2009..0,438954428..Juros......0,37
13/08/2009..2,000886303..Dividendo..2,00
27/04/2009..3,811105972..Dividendo..3,81
Somando tudo dá 6,19/ação para LL/ação = 5,378143226. Como disse anteriormente o DY atual estah em 17%. A tendência é cair um pouquinho, acho.
3. EQTL: Passo.
Concluindo acho que se vc quiser tranquilidade, fique com EKTR4. Se quiser um pouco de emoção, ELPL. Agora se quiser arriscar mais um pouquinho (não como numa ECOD3 ou AGEN11, rs) especule com EQTL...esta promete maior volatilidade.
24861 de 24881Modificado em 09/Jan/2010 17:28 [Citar este comentário] 1
5 tota57Comentários: 5620 - Desde: Abr 2007
Perspectivas para o Setor Elétrico em 2010
Mercado- Com a possibilidade de crescimento de até 6% no PIB, o cenário para o consumo de energia elétrica não poderia se dos melhores. Em se confirmando esse aumento do PIB o consumo de energia elétrica pode aumentar até 9%. Esse aumento pode beneficiar as empresas de forma diferente, pois em 2009 a maior redução de consumo ocorreu em grandes consumidores, boa parte deles compradores de energia no mercado livre. A boa situação do nível dos reservatórios e a redução do custo do PLD, favorecendo o mercado livre, pode estimular a migração de grandes clientes do mercado cativo (distribuidoras) para o mercado livre (comercializadoras). Mesmo que esse movimento se confirme não há de todo grandes prejuízos para as distribuidoras, pois para acessar o mercado livre as empresas precisam pagar pedágio para usar as linhas e redes das distribuidoras.
Consolidação do Setor- O movimento de aquisições deve continuar, numa tendência de redução no numero de player’s. Somente na distribuição temos 65 empresas. Existe sinalização do órgão regulador e do governo no sentido de reduzir esse numero e produzir ganhos de sinergias e escala, transferindo eventuais ganhos de produtividade para a modicidade tarifária. As especulações de 2009 continuarão em 2010, ou seja, CEB, Celg, Celesc, Coelce, Cemar, Ampla, dentre outras, continuam na mira dos grupos consolidadores, com destaque para o apetite da Cemig e a pré-disposição da CPFL. Na esteira desse movimento as grandes empreiteiras aparecem em todos os espaços, principalmente Camargo Correa, Andrade Gutierrez e, querendo colocar um pesinho, a Odebrechet.
Política- Não podemos perder de vista que estamos num ano de eleição presidencial. Se o atual governo fizer a sucessão continuaremos vendo o setor com forte presença do estado.
Renovação de concessões- Eu creio que até o final das eleições o problema não vai ser resolvido. Há problemas políticos envolvidos, dentre eles Cesp, Cemig e Copel, que levam a uma postergação da solução para o período pós-eleitoral. Espero que esteja enganado, pois quanto mais esse assunto se arrasta, maior a aversão ao risco para os investidores cujas concessões vencem em 2015. Qual o estimulo para investir numa concessão que pode findar-se em 2015? Abaixo os mapas com as concessões que estão vencendo.
Tarifas- Se consideramos que o IGPM é o mais forte componente dos reajustes tarifários, de acordo com os contratos de concessão. Considerando ainda que a energia de Itaipu é indexada ao dólar, que foi depreciado em 2009 e projeta tendência de manutenção em 2010, certamente não veremos grandes reajustes nas tarifas. Teremos ainda o desfecho da polemica sobre a neutralidade da Parcela A nas tarifas, em especial a definição quanto a devolução, ou não, da diferença cobrada nos anos anteriores. A Aneel se posicionou, desde o início, alegando que não houve erro na cobrança, ou seja, que as tarifas foram reajustadas da forma como prevê a lei e os contratos de concessão. O movimento agora é para que haja um acordo bilateral para alteração dos contratos de concessão, o que resolveria o problema daqui para frente. Temos alguns bilhões em jogo nessa matéria.
Mudanças Contábeis- Normas internacionais de contabilidade, IASB – IFRIC12, podem introduzir critérios para padronizar conceitos que permitam a comparabilidade entre empresas em todo mundo. No caso do setor elétrico as novidades podem ser o surgimento do Ativo Financeiro, que é o valor estimado pelo órgão regulador para a indenização dos ativos no final da concessão. O Ativo Intangível, que é a receita até o final da concessão, uma espécie de antecipação de receita futura em função do investimento. A distribuidora não tem a receita de construção reconhecida pela Aneel para fins de tarifa. Essa mudança pode permitir, por exemplo, que uma empresa em fase de implantação, como as Usinas do Rio Madeira, podem gerar receita antes mesmo de produzir um Kwh de energia. Havendo receita poderão, inclusive, distribuir dividendos. Essas alterações contábeis podem provocar perdas do que são atualmente ativos imobilizados nos balanços, O conceito é que pertencem ao poder concedente (União). Pelo pouco que li e entendi, sobre o tema, o consenso é que as Distribuidoras de Energia e Operadoras de Rodovias estão enquadradas nesses conceitos. Para as Geradoras e Transmissoras ainda há polemicas. É importante estudarmos melhor esse assunto, pois essas mudanças podem impactar os resultados das empresas, inclusive o lucro liquido e dividendos.
Conclusão- Desenhado esse cenário vemos boas perspectivas para o setor, com a grande possibilidade de crescimento do mercado. As elétricas continuarão sendo ativos defensivos e conservadores, destacando-se pela forte política de distribuição de dividendos. Os riscos existem e estão aí, cabendo a cada um o exercício de fazer a escolha mais conveniente.
25978 de 2655619/Jan/2010 15:19 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] flavio613Comentários: 41 - Desde: Ago 2009
Olha as elétricas aí de novo.
SÃO PAULO - O consumo de energia elétrica no Brasil crescerá a uma taxa média anual entre 4% e 4,5% até 2020, o que exigirá investimentos no setor da ordem de US$ 10 bilhões por ano no período, segundo estudo realizado pela consultoria KPMG.
De acordo com o levantamento, para suprir esse aumento de demanda, o Brasil precisará alcançar uma capacidade de geração de energia de 152 GW (gigawatts) em uma década, o que representa um avanço de 63% sobre a capacidade instalada de 2006. Atualmente, o país responde por 2,6% do consumo mundial de eletricidade.
As estimativas da KPMG levam em conta um crescimento anual médio da economia brasileira próximo a 5% nos próximos anos, além de um incremento de 10% na população brasileira até 2020, tendo como base de comparação o ano de 2008.
Como a economia tende a crescer mais do que a população, espera-se que o consumo per capita de energia elétrica alcance 3.223 KWh (quilowatts hora) até 2020, superando levemente a projeção para o consumo médio per capita mundial, de 3.163 KWh.
"O Brasil terá que investir e mudar a composição de sua matriz energética para fontes alternativas", afirma Márcio Lutterbach, sócio de corporate finance da KPMG no Brasil.
Ele se refere a um maior investimento em fontes de energia nuclear e eólica, que hoje respondem por uma ínfima parte da geração elétrica no país.
Atualmente, mais de 85% da energia consumida no país provém de hidrelétricas, mas essa situação deve mudar nos próximos dez anos, de acordo com o estudo.
Até 2020, a energia elétrica produzida a partir de usinas térmicas movidas a gás natural responderá por 10,9% do total, na esteira de descobertas da Petrobras na Bacia de Campos, assim como um uso intensivo do gás fornecido pela Bolívia.
A KPMG também prevê que a energia nuclear responderá por 4% da eletricidade produzida no país até 2020, enquanto a geração a partir do uso de biomassa e resíduos será responsável por 3,9% do total.
O estudo ainda aponta um elevado nível de perdas no setor elétrico brasileiro, que respondem por 16,4% da produção, bem acima da média mundial de 8,5%.
O índice se deve à longa distancia pela qual a eletricidade é transmitida e distribuída, ao furto de energia e à falta de equipamentos modernos nas linhas de transmissão.
"Será preciso ter mais eficiência nas linhas e no controle de furtos, junto com investimentos em equipamentos mais modernos", afirma Lutterbach. De acordo com o levantamento da consultoria, as perdas no sistema elétrico deverão cair para 14,5% até 2020.
27335 de 2742303/Fev/2010 11:52 [Citar este comentário] 0
5 tota57Comentários: 5872 - Desde: Abr 2007
Cemig e CPFL acatam mudança; Eletropaulo não se pronuncia
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA AGÊNCIA FOLHA
O efeito da mudança nas regras de cálculo do reajuste irá variar de empresa para empresa e a cada ano. De acordo com o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, o impacto será tão mais forte quanto mais perto a empresa estiver da revisão tarifária -processo que acontece, em média, a cada quatro anos. "Os valores variam muito", afirmou Hubner.
Ontem, a Aneel reajustou as tarifas de sete pequenas distribuidoras de energia dentro das novas regras, e as consequências foram muito diferentes, chegando a haver perda para os 150 mil consumidores da distribuidora Borborema, que atende a 223 municípios na Paraíba. Para eles, o reajuste ficou 0,14 ponto percentual maior por conta da mudança.
O efeito negativo, nesse caso, será atenuado porque os consumidores residenciais da empresa terão, ainda assim, uma redução tarifária de 8,13%. Sem a mudança, essa redução seria ainda maior.
Nas demais seis empresas que tiveram alteração tarifária (Santa Maria, Jaguari, Mococa, CPFL Leste, CPFL Sul e Santa Cruz), o reajuste chegou a ser, no máximo, 0,7 ponto percentual menor do que seria dado normalmente. Para os consumidores residenciais dessas empresas, os reajustes variaram de reduções de 1,6% a aumentos de 8,78% (CPFL Leste).
O impacto das modificações só começará a ser visto com mais nitidez a partir de março, quando a primeira grande distribuidora (Ampla, que atende o Rio de Janeiro, com exceção da capital) terá reajuste.
Em abril, começam os aumentos das grandes empresas de São Paulo e Minas (CPFL e Cemig), e, em julho, será a vez da Eletropaulo, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo. Procurada, a empresa disse que aguarda receber ofício da Aneel para se pronunciar a respeito das mudanças nas regras de cálculo.
No ano passado, segundo o órgão, os clientes da Eletropaulo pagaram R$ 174,1 milhões por conta da falha na metodologia de reajuste, que deveria ser de 12,98% se as novas regras já estivessem em vigor, mas ficou em 14,88%.
Concessionárias
A estatal mineira Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que cumprirá a determinação da Aneel sobre a mudança na metodologia. A empresa não comentou a decisão tomada pelo órgão.
A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) afirmou, por meio de nota, que "ainda vai conhecer e analisar os termos finais da proposta de aditivo ao contrato de concessão" e que, no caso da empresa, o próximo reajuste de tarifa está previsto para o mês de abril.
No Paraná, a distribuidora Copel disse que ainda não sabe se irá recorrer da decisão sobre o reajuste das tarifas de energia elétrica e tampouco quando irá deliberar a respeito.
A CPFL, que atua no interior de São Paulo, informou que a partir de amanhã acatará os reajustes homologados pela Aneel em suas companhias Jaguari, Mococa, Santa Cruz, Paulista e Leste Paulista.
Consumidores
De acordo com Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, além da correção do cálculo nas tarifas de energia, a Aneel deve propor uma forma de compensação pelo prejuízo já causado aos consumidores.
"Não adianta apenas corrigir o problema daqui para a frente. É preciso também ressarcir o consumidor pelas perdas já realizadas. É necessário agora encontrar uma forma de abatimento nas contas futuras para que o consumidor não saia lesado", afirmou.
29263 de 2931403/Mar/2010 18:39 [Citar este comentário] 0
1 danielbeharComentários: 1648 - Desde: Jul 2007
» Setor elétrico: visão mais negativa para o curto prazo
Em seu relatório semanal "Straight Talk", o analista Marcos Severine assume uma visão mais negativa para o setor elétrico no curto prazo, a despeito do forte fluxo de notícias envolvendo atividade de fusão e aquisição, o leilão de Belo Monte e a recuperação no consumo de energia. Nesse cenário, o analista destaca apenas três nomes no setor: Eletrobrás (ELET3), AES Tietê (GETI4) e Cemig (CMIG4). Em relação a Eletrobrás, além da realização vista após o anúncio dos dividendos estar se revertendo, a ação apresenta bom potencial de valorização (de 107% em relação ao nível atual) e os resultados do 4º trimestre de 2009 devem ser um catalisador positivo. Já GETI4 apresenta valuation atraente, pouco risco, é um player de dividendos e tem receita ajustada pelo IGP-M. Por fim, as eleições já parecem estar precificadas na Cemig, assim como o cenário de prováveis fusões ou aquisições, e o risco de queda nas ações é limitado. Do lado negativo, o analista destaca Cesp (CESP6) e CPFL (CPFE3) como nomes para não ficar posicionado no momento. Para a primeira, a renovação das concessões deve pressionar as ações, enquanto CPFL tem potencial de valorização bastante limitado e apresenta riscos e incertezas em relação à atividade de fusão e aquisição.
» Energias do Brasil: resultados sem surpresas no 4º trimestre de 2009
Os resultados da Energias do Brasil (ENBR3) no 4º trimestre de 2009 não trouxeram surpresas e vieram em linha com a expectativa do analista Marcos Severine e com o consenso de mercado. A receita líquida de R$ 1,232 bilhão e o EBITDA (geração de caixa) de R$ 369 milhões ficaram estritamente em linha com o mercado, apesar de pouco acima da projeção do analista, enquanto o lucro líquido de R$ 175 milhões veio ligeiramente abaixo do esperado. Os números não devem impactar as ações de ENBR, na opinião do analista. Considerando que a empresa não apresenta catalisadores de curto prazo, registra bom desempenho nos últimos meses e tem limitado potencial de valorização, o analista reforça a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado). O analista também destaca que o único evento que pode impactar positivamente as ações no curto prazo seria o anúncio de uma troca de ativos com Light ou CPFL, com a ENBR trocando ativos de distribuição por ativos de geração. No entanto, ele não acredita nesse cenário no momento, com Light e CPFL mais envolvidas em outras atividades de fusão e aquisição.
* este relatório foi elaborado pela equipe de Pesquisa de Renda Variável da Itaú Corretora.
30804 de 3080521/Mar/2010 10:10 [Citar este comentário] 0
2 tota57Comentários: 6410 - Desde: Abr 2007
Lula deve prorrogar de novo Luz Para Todos
Governo não atingirá neste ano meta de universalizar energia; ministério da pré-candidata Dilma avalia estender prazo
Ideia é anunciar adiamento no lançamento do PAC 2, evento do dia 29 que marca saída simbólica de ministra para disputar Presidência
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA-FOLHA SP-21/03
Diante da iminência de não cumprir a promessa de universalização do acesso à luz elétrica nas comunidades rurais, o governo federal estuda prorrogar para além de 2010 o Luz para Todos, apontado pelo presidente Lula como o programa social de "maior alcance".
O programa foi criado em 2003, quando a pré-candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, hoje na Casa Civil, estava à frente do Ministério de Minas e Energia. Em discursos pelo país afora, Lula a tem apresentado como "mãe" do programa, assim como o faz em relação ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O decreto de criação do programa expira em 31 de dezembro e, a partir disso, as famílias não atendidas terão de negociar o fim da exclusão elétrica com as concessionárias locais, processo que pode levar anos.
Quando criado, o Luz para Todos antecipou a meta de universalização de energia no país de 2015 para 2008. O cronograma foi depois esticado para 2010, quando a meta de atendimento saltou de 2 milhões para quase 3,1 milhões de famílias.
O ritmo de atendimento tem sido, em média, de 430 mil famílias e, para este ano, resta uma meta acumulada de 850 mil, que o presidente Lula já admitiu que não será atingida.
Além das famílias cadastradas, há outras que nem mesmo foram incluídas na meta, em especial nos Estados do Norte, além de Bahia e Minas Gerais.
Para prorrogar o Luz para Todos, basta a edição de um novo decreto presidencial com uma nova data de término. Nos meses seguintes, caberia ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definir as novas metas do programa.
A discussão pela nova extensão está na Casa Civil. Uma opção é anunciá-la no lançamento do PAC 2, evento do dia 29 que marca a saída simbólica de Dilma do governo.
No ministério, a prorrogação é vista com entusiasmo. "Não se pode de repente fazer um corte num programa que teve sucesso total", diz Josias Matos de Araújo, secretário de Energia Elétrica da pasta.
Na mesma linha estão as concessionárias de distribuição de energia, que avançam com postes e fios com recursos de fundos federais. "Muitas empresas não cumprirão a meta. É impossível. A prorrogação permite a manutenção do subsídio e evita impacto nas tarifas", diz José Gabino, da Abradee (associação das distribuidoras).
Por conta da campanha eleitoral e da ligação de Dilma com o programa, o governo sabe que a eventual prorrogação virá carregada de prós e contras. Por um lado, oficializará o carimbo do não cumprimento das metas. Por outro, terá em mãos um discurso de prosseguimento dos programas sociais.
Para Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, o governo deveria aproveitar a prorrogação para corrigir uma "imperfeição". Segundo ele, o governo precisa compensar os gastos das empresas com a manutenção das redes de energia mais isoladas do país.
Hoje, o programa opera sem dinheiro da União. Cerca de 70% dos custos saem de fundos abastecidos com percentuais das contas de luz e o restante vem dos caixas das empresas e dos Estados. (EDUARDO SCOLESE
30830 de 3084521/Mar/2010 12:39 [Citar este comentário] 2
2 tota57Comentários: 6452 - Desde: Abr 2007
citação: MuadibGVTota, Ugaz,
Já que vcs obviamente tem bom conhecimento nesta área, peço que expliquem um pouco mais sobre o "luz para todos".
O programa financia a instalação dos postes, fios , etc. necessários para o atendimento de residências sem luz , certo? Gostaria de saber de que forma é feio o aporte da parte do governo federal e estadual no programa (recursos diretos, isenção de impostos, etc.) Esse aporte é a fundo perdido mesmo?
Uma vez instalado existe alguma garantia de rentabilidade para a empresa? Quer dizer, boa parte desses novos consumidores provavelmente não têm condições de manter suas contas em dia, o que poderia acabar acarretando baixa rentabilidade ou mesmo prejuízo para a distribuidora, via aumento da inadimplência.
Estava olhando a Cemar outro dia e vi que o governo estadual (do Maranhão) aprovou uma espécia de bolsa-luz para famílias de baixa renda. Será que existe algo semelhante no recálculo tarifário?
Abraços!
Muadib,
Os recursos do Governo Federal são a fundo perdido. A participação do governo federal varia de estado para estado, em alguns chega a ser de 70%. A diferença é custeada pelas distribuidoras e governos estaduais.
Essas participações dos governos são contabilizadas em uma conta de obrigações especiais, ou seja, as distribuidoras não recebem remuneração sobre essa parcela. A parcela de recursos aportada pela distribuidoras, que é de no mínimo 15%, é remunerada na tarifa.
Para manter essas linhas rurais a Aneel reconhece recursos de Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO). Vai parar na tarifa os custos para manutenção dessas linhas.
A rentabilidade desses clientes rurais é baixíssima, pois clientes rurais são subsidiados com tarifas menores, aproximadamente metade do preço. O consumo de energia dessas familias é pequeno, em alguns estados a média é de aproximadamente 50 Kwh/mês. Esses atendimentos só estão sendo viabilizados economicamente porque esta havendo esse aporte de recursos a fundo perdido. Na realidade todos consumidores de energia do Brasil estão pagando essa conta, pois os recursos a fundo perdido são da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE. Nos pagamos esse encargo na nossa Conta de Luz, esta embutido no preço. A Eletrobrás administra esses recursos.
Pois bem em tese os custos para manter esses atendimentos são cobertos pela tarifa, ou seja, as distribuidoras não podem ter prejuizo com esses atendiementos. A Aneel reconhece parte da inadimplencia na hora de formar a tarifa, em alguns estados admite-se aproximadamente 1% de inadimplencia na tarifa.
Trocando em miudos. É um atendimento social, com baixa remuneração para as distribuidoras.
35074 de 3520310/Mai/2010 19:40 [Citar este comentário] 0
2 tota57Comentários: 6591 - Desde: Abr 2007
Boa noite...Eles nã largam o osso 1.
Energia: Desde o início do governo Lula, ganhos cresceram 230% a mais que a inflação
Lucrativas, elétricas estrangeiras descartam vender ativos no país
As companhias elétricas estrangeiras regidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil viram seus lucros crescerem 230% acima da inflação, desde que se iniciou o governo Lula no ano de 2003. Mesmo em 2009, quando a crise fez com que o consumo de energia caísse e as principais elétricas de capital nacional registrassem queda nos resultados, as estrangeiras tiveram lucro real 5,5% maior do que o ano anterior. Tão lucrativas, não será a crise que agora se reaviva na Europa a incentivar qualquer movimento de saída do país para cobrir posições lá fora. Pelo contrário, elas esperam ganhar mais com o forte crescimento do consumo que já se verifica no primeiro trimestre deste ano.
Sejam americanas ou europeias, elas querem ficar no país e expandir seus negócios principalmente em geração. Aquelas que possuem ativos de distribuição podem até não ter intenção de comprar outras companhias, mas tampouco querem vender as suas, frustrando os planos das companhias nacionais que almejavam crescer comprando esses ativos. E quem diz que estão aqui para ficar são os principais executivos de seis das maiores elétricas estrangeiras que estão hoje no Brasil. Juntas AES Brasil, Duke Energy, EDP, Endesa, GDF Suez e Iberdrola investiram aproximadamente R$ 48 bilhões desde que chegaram ao Brasil - a maior parte delas nos processos de privatização, há dez anos. Só no ano passado, juntas elas lucraram cerca de R$ 7,5 bilhões.
"Se não saímos com a crise do racionamento quando perdemos muito dinheiro, não vai ser agora que vamos sair", diz o presidente da Endesa Brasil, Marcelo Llevénes, se referindo a um período em que as elétricas registraram prejuízos de bilhões de reais quando os consumidores reduziram em 20% o consumo de energia. Em março, a Coelce, empresa de distribuição da Endesa no Ceará, registrou um consumo 25% maior do que o ano anterior. A companhia ainda é dona da Ampla, que distribui energia no Estado do Rio de Janeiro.
A afirmação do presidente Llevénes põe fim aos planos da Cemig de crescer comprando os ativos da Endesa. Outra companhia espanhola que joga areia nas intenções de consolidação do setor - e nesse caso nas ambições da CPFL, sob o comando da Camargo Corrêa - é a Iberdrola. "Em uma empresa de mais de 100 anos, passamos por muitas crises, e nem por isso a solução de nossos problemas foi vender os ativos" , disse o diretor-geral da empresa no país, Mario Ruiz-Tagle Larrain. A Iberdrola é dona de 39% da Neoenergia, onde a Previ tem a mesma participação. Abaixo da Neoenergia estão ativos das distribuidoras da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Os planos de Cemig e CPFL também são frustrados pela AES. Dona da Eletropaulo, a maior distribuidora do país, a companhia americana reafirma seu desejo de adquirir os 49% hoje em poder do BNDESPar caso o banco coloque à venda sua parte na Brasiliana, dona da Eletropaulo e da AES Tietê. As duas companhias vêm dando muitas alegrias a seu principal acionista nos últimos anos. Depois de resolvida a pendenga de uma dívida não paga com o BNDES, a AES comemora o lucro constante que seus ativos registram no país.
A companhia de geração do grupo, a Tietê, é um exemplo. Lucrou desde 2003 mais de R$ 4 bilhões, corrigidos pela inflação. A Eletropaulo lucrou no mesmo período R$ 3,3 bilhões. "Diferentemente da distribuição, em que os ativos se escassearam, na geração é possível crescer em função dos novos projetos", diz o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares.
A companhia de geração sob o controle da AES era sonho de consumo do grupo Odebrecht, que planeja ser a maior geradora privada do país em dez anos. A empresa também tentou comprar os ativos de geração da Duke Energy. Mas desde o início do ano sob gestão de um novo presidente, Armando Henriques, a companhia reforçou que quer voltar a investir no país. As duas americanas estão há dez anos sem fazer novos investimentos expressivos.
A busca por novos e antigos ativos de geração, tanto das que já estão no setor há mais de uma década como a da novata Odebrecht, pode ser explicada pelos fortes resultados das companhias de geração, é só ver o caso da Tractebel, da francesa GDF Suez.
Há mais de dez anos no Brasil, os novos investimentos dessas companhias estrangeiras não precisam mais vir de fora do país. Seus resultados no Brasil é que garantem novos investimentos. Os dados de investimentos estrangeiros diretos no país registrados pelo Banco Central, por exemplo, mostram que desde 2000, quando chegaram a R$ 7 bilhões, o investimento direto em eletricidade vem caindo fortemente. Mas isso não significa que as estrangeiras estão investindo menos.
Os números mostram é que elas estão reinvestindo seus lucros. A EDP, por exemplo, desde 2004 investiu no país mais de R$ 5 bilhões, tendo como principal fonte de financiamento suas operações no país.
39655 de 3967522/Jul/2010 14:44 [Citar este comentário] 0
4 value investing Usuário PremiumComentários: 14942 - Desde: Jul 2007
Elétricas têm de investir R$ 2 bi em P&D e eficiência até dezembro
Josette Goulart e Carolina Mandl, de São Paulo
21/07/2010
As empresas de energia elétrica estão correndo contra o tempo para investir ainda neste ano mais de R$ 2 bilhões em programas de eficiência energética e de pesquisa e desenvolvimento, obrigatórios por lei. São recursos que já deveriam ter sido aplicados ao longo dos últimos anos, mas ficaram parados no balanço das companhias. Hoje, o volume é cerca de quatro vezes maior que a obrigação anual que elas têm.
Em meio à complexidade dos projetos e também do receio de ver seu faturamento encolher com os programas de eficiência energética, as distribuidoras foram adiando os investimentos obrigatórios, um procedimento autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), desde que o saldo fosse corrigido anualmente pela Selic, a taxa básica de juros.
Um levantamento feito pelo Valor nos balanços de 16 grupos que possuem empresas de energia com capital aberto mostra que os maiores investimentos deverão ser feitos pela Cemig, AES, Light, CPFL, Neoenergia, Copel e Celesc, nessa ordem. A Cemig tem um estoque de cinco anos não investidos e precisa aplicar neste ano R$ 400 milhões. Na AES, só a Eletropaulo registra um passivo de R$ 200 milhões. Algumas empresas, como a Celesc que tem R$ 154 milhões a investir, tentam convencer a Aneel de que não terão tempo para fazer as aplicações pela dificuldade de encontrar projetos para aplicar tantos recursos de uma só vez.
Os motivos apresentados pelas companhias para justificar o acúmulo desses recursos em seus caixas, apesar de os consumidores já terem pago, são muitos. Vão desde as constantes alterações de regras até a demora da Aneel em aprovar os projetos. Mas, no caso dos programas de eficiência energética, outra realidade está por trás dos números: a perda de receita. A ex-diretora da Aneel Joísa Dutra resume bem a questão: "Não é da lógica do negócio de uma distribuidora de energia querer vender menos, porque isso afeta seus resultados. E um bom programa de eficiência energética leva ao menor consumo de energia".
Em pesquisa e desenvolvimento (P&D) as dificuldades são ainda maiores, já que a quantidade de projetos é imensa para fazer frente aos cerca de R$ 1 bilhão que precisam ser investidos neste ano. Na média, esses projetos requerem apenas alguns milhões de reais e por isso a dificuldade. Sem contar que até 2008 a Aneel exigia que todos os projetos de P&D fossem analisados pela agência, o que atrasava a análise e muitas vezes, depois que os projetos eram aprovados, tecnologicamente o investimento não valia mais a pena.
A Aneel reconhece que fez constantes mudanças, o que colaborou para o atraso dos investimentos. Mas o superintendente de P&D e de eficiência energética da agência, Máximo Pompermayer, diz que de qualquer forma as empresas tiveram tempo para se preparar para a mudança da regra, que prevê que a partir de janeiro de 2011 será possível ter no passivo apenas o acumulado de dois anos de investimentos.
"Mas estamos levando em consideração a mudança da lei neste ano, que exigiu que o percentual dos investimentos em eficiência energética para baixa renda fossem de 60% e por isso podemos pensar em dar mais um prazo", diz Máximo. Apesar de esses recursos já terem sido pagos pelo consumidor na tarifa, Máximo diz que o fato de as companhias pagarem uma remuneração equivalentes à Selic nos valores que não foram investidos é bom para o consumidor.
Os dados da Aneel mostram que os projetos em eficiência energética cadastrados desde 2008 na agência vão requerer investimentos de R$ 1,35 bilhão e com esses recursos serão trocadas 320 mil geladeiras, mais de 11 milhões de lâmpadas fluorescentes e quase 12 mil ares-condicionados. Ou seja, o que muitas vezes ganha conotação de doações das empresas é de fato obrigação delas.
O volume é grande a ser investido. Para se ter uma noção, entre os anos de 1998 e 2007, ou seja, em dez anos o total aplicado foi de R$ 1,9 bilhão. Em P&D, entre 1998 e 2009 foi de R$ 1,5 bilhão.
Dados da Aneel mostram que o valor acumulado em dezembro de 2009 era de R$ 1,2 bilhão em P&D, cerca de quatro vezes o valor anual a ser investido, e em eficiência energética R$ 870 milhões, três vezes o valor anual. Todas as empresas são obrigadas a investir 1% de suas receitas. As distribuidoras de energia, entretanto, são as únicas obrigadas a investir em programas de eficiência energética.
"Sabemos que não vamos conseguir cumprir as regras da Aneel", diz o gerente de gestão técnica-comercial da Celesc, Luiz Antonio Garbelotto. "É impossível. Precisamos de pelo menos quatro anos para fazer todo esse investimento." O executivo diz que o principal motivo para a Celesc acumular um saldo de R$ 107 milhões para investir em eficiência energética foi a forma como os projetos precisam ser contratados. "Como somos uma empresa pública, todos os investimentos precisam passar por licitação, o que atrasa o andamento deles", explica o executivo.
Já a Cemig, que tem o maior volume a investir, garante que vai usar todos os recursos ainda este ano. A companhia informou que o maior entrave que teve foi também com os processos licitatórios que é obrigada a cumprir (veja reportagem abaixo). Outras empresas como Neoenergia, CPFL e AES não deram maiores explicações.
48755 de 4890305/Out/2010 08:34 [Citar este comentário] 1
4 tota57Comentários: 7454 - Desde: Abr 2007
Valor Econômico
Elétricas bombam com resultado do 1º turno
O setor elétrico foi o grande protagonista do pregão ontem, com a definição eleitoral em alguns Estados, como no Paraná e em Minas Gerais, e a realização de segundo turno para a eleição presidencial. No universo do Ibovespa, as ações preferenciais (PN, sem voto) classe B da paranaense Copel tiveram a maior alta: 4,42%.
Destaque ainda para as PNs da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), com ganho de 3,24%; Eletrobras, com valorização de 2,68% nas ordinárias (ON, com voto) e de 2,56% nas PNBs; Cesp PNB (+ 2,39%); Cemig PN (+1,81%) e CPFL Energia ON (+1,70%). Das 15 maiores altas do índice, 7 foram de empresas de energia.
A reação positiva da Copel está ligada à vitória no primeiro turno do candidato tucano Beto Richa para o governo estadual. "O risco político foi neutralizado", resume o analista de energia da Ativa Corretora, Ricardo Corrêa, referindo-se ao fim da gestão peemedebista de Roberto Requião. Com a mudança, o mercado aposta em menor interferência política na companhia e melhora na gestão e na governança corporativa (ver mais na página D3).
O mesmo raciocínio vale para a Cemig, com a vitória em Minas do tucano Antonio Anastasia. As ações sofreram com a possibilidade de o candidato Hélio Costa (PMDB) ganhar a disputa. Já no caso de Eletrobras, acredita Corrêa, a valorização dos papéis deve-se ao fato de a eleição presidencial ter ido para o segundo turno. "A Eletrobras é que a mais sofre com o risco político."
Ele refere-se ao "uso" da empresa para viabilizar leilões de energia, sanear distribuidoras endividadas e fazer política energética. De maneira geral, a percepção do mercado é que o governo do PSDB tende a ser mais amigável aos setores elétrico e de saneamento, que dependem de regulação, ao preservar a remuneração do acionista.
6367 de 649723/Dez/2010 21:18 [Citar este comentário] 0
2 rcbocardo Usuário PremiumComentários: 3341 - Desde: Jun 2007
Boa noite amigos!
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Noticiário Setorial
Energia Elétrica – Ontem, a EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas) divulgou os números sobre o consumo de energia elétrica durante o mês de Novembro/10. Os dados apresentados confirmam uma acomodação nas taxas de comparação relativas a 2009, uma vez que neste período do ano passado o Brasil já apresentava sinais de recuperação.
Em Novembro/10, o consumo total de energia elétrica no país atingiu 35.378 GWh, um crescimento A/A de 4,0%, no acumulado 12 meses o crescimento esta em 8,1%. O nível de consumo no país já esta em patamares bem elevados.
O consumo industrial manteve um bom crescimento de 6,2% A/A, sendo um volume de 15.726 GWh. Já o segmento residencial acomodou o crescimento em 3,9% A/A, chegando a 8,971 GWh em Novembro/10. O consumo da classe comercial foi de 5.823 GWh, um modesto crescimento de 1,0% A/A.
Os principais destaques em Novembro/10 foram: 1) crescimento de 7,1% A/A no consumo industrial na região Sudeste; 2) o forte consumo residencial na região Nordeste, que cresceu 12,0% A/A; 3) uma temperatura média mais baixa em 4ºC afetou o consumo no Rio de Janeiro, o estado apresentou uma queda de 7,2% A/A no consumo residencial. A temperatura média mais baixa também afetou o consumo em outros estados da região Sudeste e Sul.
Estes números divulgados são positivos para empresas com exposição a Nordeste e consumo industrial no Sudeste, portando distribuidoras como Coelce, Equatorial Energia, Cemig, CPFL, Energias do Brasil. Porém, devido às questões regulatórias ainda em discussão na Aneel, as distribuidoras seguem pressionadas, devido suas perspectivas para os próximos anos. Assim, continuamos com uma visão positiva para o setor de geração Tractebel, Cesp. No curto prazo temos recomendação para AES Eletropaulo, devido seu atrativo dividend yield.
Análise Coin Valores
Em termos de consumo de energia, 2010 está se caracterizando pela recuperação da classe industrial. Não custa lembrar que o setor industrial foi o mais afetado com a eclosão da crise ao final de 2008, impactando de forma decisiva o consumo de energia desta classe ao longo de 2009. Nos nove primeiros meses de 2010, as indústrias já consumiram 12,3% mais energia em relação ao período do ano passado.
O mal estar ficou por conta do 3º Ciclo de Revisão Tarifária que veio com péssimas novidades para boa parte das companhias do setor. No começo de setembro, a Diretoria da Aneel realizou Reunião Pública Ordinária deliberando a proposta de realização de Audiência Pública relativa à metodologia de cálculo da Taxa de Remuneração Regulatória (custo de capital) para aplicação no 3º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica das Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica. O WACC regulatório é uma importante variável determinante do preço da tarifa de energia, tendo sido proposto pela Aneel percentual de 7,15%, cerca de 2,9 p.p. inferior ao custo de capital utilizado no 2º Ciclo de Revisão Tarifária. Estima-se que o impacto desta revisão sobre a tarifa média das distribuidoras ao longo dos próximos três anos será uma queda entre 8% e 10%. Foi realmente muito ruim para o setor e as distribuidoras caíram fortemente após o anúncio. Há muita coisa no ar ainda e devemos assistir novos episódios desta saga nos próximos meses. As novidades que surgem, aparentemente, não são boas para o segmento de distribuição.
Voltando a abordar o consumo em 2010, das diversas medidas que foram adotadas pelo governo para mitigar os efeitos da crise, a redução do IPI para a linha branca foi sem dúvida uma das que mais afetaram positivamente o setor elétrico. Diante da redução de impostos, o consumo de eletrodomésticos aumentou e consequentemente o consumo de energia elétrica. O consumo residencial cresceu 5,8% em setembro. Para a Empresa de Pesquisa Energética - EPE, o avanço nesse segmento deveu-se à taxa de desemprego relativamente baixa e à expansão do crédito. Já no consumo comercial, a alta foi de 6,4% ante o mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o consumo de energia elétrica deve crescer ainda 4,5% no quarto trimestre de 2010 em comparação ao mesmo período de 2009. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estimam que o consumo de energia no Brasil apresente crescimento de 8,1% em 2010, ante elevação de 7,7% em 2009.
Em termos de geração, estamos animados com o futuro, todavia, a grande preocupação fica por conta da renovação das concessões. Compartilhamos da opinião de que o novo governo deve definir uma regra em 2011, caminhando para algo como concessão onerosa, ou seja, redução de tarifas no horizonte.
Já em transmissão temos características bem definidas tais como: segmento muito bem regulado, baixíssimo risco e não sujeito à flutuação de demanda. Aqui, a questão da revisão tarifária que culminou com WACC de 7,24% não causou tanto estrago quanto nas distribuidoras. Neste segmento, vem chamando atenção a elevação dos deságios nos leilões de transmissão, característica que deve se repetir em 2011. Atenção também para as licenças ambientais, como pudemos observar nos leilões relacionados principalmente ao Madeira. Passa a ser mais um componente que devemos acompanhar de perto na hora de calcular o retorno do projeto em si.
Reiteramos aqui nosso parecer do ano passado no qual enfatizávamos que o principal chamariz das companhias de energia, seja pela constância na distribuição, seja pelo volume, é a distribuição de proventos.
62186 de 6220323/Jan/2011 18:34 [Citar este comentário] 1
3 tota57Comentários: 7912 - Desde: Abr 2007
Prof,
Tem muitos interesses envolvidos para que haja uma redução de empresas distribuidoras de energia. Atualmente o Brasil tem 64 concessões.
Esse numero enorme de empresas acaba impedindo oportunidades de ganhos de sinergia na operação. A Aneel tambem tem custos para regular e fiscalizar as distribuidoras. Cada empresa tem um reajuste tarifario anual, precisa ser fiscalizada em várias frentes, sem falar nas revisões tarifárias. Não é segredo que diretores da Aneel vêem com bons olhos a redução de concessões, somente no estado de SP temos 14 distribuidoras.
Atualmente a distribuição de energia esta, predominantemente, nas mãos da iniciativa privada. Alguns players se apresentam como potenciais consolidadores, dentre eles CPFL, Neonergia, Cemig, Copel e AES Eletropaulo.
A Cemig tem um sócio da iniciativa privada, a Andrade Gutierrez tem 33% do capital da empresa. Além do sócio "peso-pesado", os mineiros tem utilizado um interessante modelo para aquisições. Eles estão criando fundos e entrando com uma participação pouco menor que 50%, até para não caracterizar uma estatização do setor. Com essa estratégia a empresa consegue colocar dinheiro de outros investidores nas aquisições, sem perder o controle e gestão dos ativos. Foi assim com a compra da Terna. Com a compra da Light e da Terna é de se esperar que haja um aumento na geração de caixa. Não descarto portanto o poder de fogo da Cemig.
A CPFL esta totalmente nas mãos da iniciativa privada, tendo outro "peso-pesado" à tiracolo, a Camargo Correa. Outro acionista importante é a Previ. Esses dias atrás a Camargo Correa vendeu a participação que tinha na holding do Itau, Itausa. Se não me engano levantou uns R$ 3 Bilhões. É certo portanto que esse pessoal também tem bala na agulha.
O Neoenergia, por sua vez, tem Iberdrola com 39% e a Previ/Fundos do BB com mais da metade do controle. Há um acordo de acionistas que garante aos espanhois a gestão do Neo. É um player muito forte, pois tem uma alavancagem menor que 1 X o Ebtida.
A Copel, como mencionastes, não tem divida nenhuma e esta entrando numa nova fase, com a mudança de governo. Já mandaram um recado de que daqui para frente a tarifa não será mais usada politicamente. É outra com muita capacidade de contrair dívida e crescer.
Já a Celesc eu acho que não vira. O Estado de SC tem apenas 20% do capital da empresa, apesar de possuir um pouco mais de 50% das ações Ordinarias. É uma empresa que sequer fez a lição de casa e vai penar muito com o novo ciclo de revisão tarifária. No modelo anterior ela já gastava 30% além do que era coberto pela tarifa, para os custos operacionais. Os outros acionistas, Geração Futuro, Previ, Eletrobrás e Tarpon, principalmente os dois primeiros, vivem em conflito com a administração da empresa. Para mim esta mais para ser comprada do que para comprar algo.
Já a AES Eletropaulo esta uma situação um pouco mais complicada, pois já tem um endividamento considerável e conta com a antipatia do BNDES. De qualquer forma não é bom desprezarmos os americanos.
Essa tacada da Iberdrola, comprando a Elektro, coloca pimenta nesse caldeirão e cria vários cenários para que a consolidação se acelere. O racional seria que fusões ocorressem respeitando a localização geografica dos ativos, possibilitando que de fato haja sinergia e aproveitamento das estruturas operacionais (engenharia, manutenção, atendimento, administração, etc...). Não seria racional, por exemplo, que o Neonergia incorporasse a Elektro, uma vez que suas distribuidoras estão no Nordeste. Para eles o ativo ideal seria a Coelce.
Bem como é uma briga de Titãs, cercados de estrategistas, são várias os cenarios e não será assim tão facil fazer essa tal consolidação acontecer, pois ninguem quer largar o osso.
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