Veja os melhores Comentários do Forum do Small Caps
Escolha abaixo as ações que deseja consultar

terça-feira, 16 de julho de 2019

Elektro (EKTR)



Recomendações
Compra fridão (jan/18) - paulo_prof (mar/17dez/17) - SmallCaps (fev/09) - tota57 (jan/10)
Carteiras
Barrueco (ago/18) - ch3481 (abr/16mai/16) - fridao (jan/18fev/18) - ispholambra (jan/17set/17dez/17jan/18fev/18) - Lucro Liquido (jan/18) - MuadibGV (fev/18) - paulo_prof (out/14, nov/14, dez/14, 2015, 2016, jan/17, fev/17, mar/17, abr/17, mai/17nov/17dez/17fev/18jun/18mai/19jun/19jul/19)
Balanços
1T2019 -
paulo_prof  -
Os Resultados da Elektro foram muito bons, com forte evolução tanto anual quanto trimestral. O "problema" da empresa é o alto nível de investimentos que vem realizando já há tempos. Para se ter uma idéia, basta comparar os R$ 765 milhões investidos nos últimos 15 meses com o Ebitda de R$ 1,208 bilhões gerados no período. Se, ao Ebitda, somar-se o Resultado Financiero negativo (R$ 203 milhões) e subtrair-se a despesa de IR/CS (R$ 235 milhões), obtém-se R$ 770 milhões. Ou seja, praticamente todo o caixa livre foi empregado para custear os investimentos. Como ainda há dispêndio de caixa para remunerar o acionista, o endividamento líquido tem crescido.
Embora a alavancagem atgual não seja excessiva (Dívida Líquida ;/ Ebitda = 2,8) Isto explica porque a empresa decidiu cortar drasticamente a remuneração do acionista (até o exerc[icio de 2016 o payout era maior do que 100%; em 2017 caiu para 66% e em 2018 para 34,3%).
O ativo está muito barato, mas não há drivers para fazer o preço reagir. Acho que só mesmo quando a empresa passar a investir menos e, em consequência, aumentar o payout, é que os preços vão reagir.

A2018/4T2018 -
Paulo Prof - 
Os resultados foram bons, excetuando o Ebitda, cuja taxa de crescimento esperava maior, Em termos reais, o ebitda anual está "empacado". No exercício de 2018m a empresa investiu R$ 697 milhões, incluindo subvenções e a capitalização (PMSO). O investimento direto líquido foi de R$ 523 milhões. O lucro líquido no exercício foi de R$ 414 milhões e as despesas de depreciação/amortização, R$ 194 milhões.
Somando o lucro líquido e as despesas de depreciação/amortização obtém-se R$ 608 milhões e deduzindo o capex direto líquido resulta R$ 85 milhões.
Como estes R$ 85 milhões nem mesmo são suficientes para cobrir os proventos mínimos legais, a empresa é obrigada a aumentar o endividamento. Visando minimizar este aumento do endividamento, o Conselho Fiscal vem reduzindo o payout. Até o exercício de 2016 o payout sempre fora próximo dos 100%. Em 2017 caiu para 66% e, agora, para pífios 34,3%.
Há que se verificar como se comportarão as taxas de crescimento do ebitda e lucro. É de se esperar que os investimentos não só se traduzam num melhor serviço para os clientes (DEC e FEC), mas também para os acionistas.
Os investimentos para a expansão da rede somaram R$ 359 milhões, ou 51,5% do total. Admitindo que 48,5% do capex é necessário para a manutenção do serviço (ou seja com pouco efeito no crescimento da receita), e supondo que o percentual do investimento direto líquido aplicado à manutenção do serviço seja a mesma, conclui-se que aprox. R$ 269 milhões em investimentos diretos líquidos teriam sido necessários para a manutenção do serviço.
Deduzindo estes R$ 269 milhões dos R$ 608 milhões referidos acima, obtém-se aprox. R$ 340 milhões, que seria o "lucro efetivo do proprietário". Fazendo-se uma análise de FCD com os parâmetros usuais baseada neste lucro do proprietário, chega-se a R$ 22,00.
Considerando a baixíssima liquidez e a grande redução no payout, sou da oponião de que o risco não compensa.

3T2018 -
Paulo Prof - 
Resultados meia boca ... Ótimo crescimento da Receita Líquida impactado negativamente pelo aumento dos custos e despesas não gerenciáveis, um muito pior resultado financeiro e uma despesa de IR/CS maior do que o usual. O ativo me parece razoavelmente bem precififcado, embora a política de payout que a empresa deverá praticar no exercício de 2018 seja uma completa incógnita.
Pessoalmente, sinto um cheiro de possível sacanagem no ar ... a empresa parece estar forçando a desvalorização do ativo ...

2T2018 -
Paulo Prof - 
Não posso afirmar que gostei dos resultados da EKTR embora, na comparação semestral, a empresa tenha mostrado boa evolução. Ocorre que o 2T17 foi bastante fraco.
Em relação ao 1T18, houve uma grande evolução na receita líquida (+25%), mas uma sensivel perda na margem bruta resultou num resultado bruto aprox. igual ao do 1T18. Houve um aumento substancial das perdas (de 5,73% no 2T17, para 7,54%) e um aumento no custo da energia comprada para revenda (que deve ser compensado no próximo reajuste).
Finalmente, um outro aspecto negativo da empresa é a sua alavancagem um tanto, quanto excessiva. O endividamento líquido é 3,3 vezes o ebitda gerado nos últimos 12 meses. 38,3% do endividamento bruto é em dolar.

1T2018 -
ispholambra - 
Eu achei os resultados fracos... a economia ta melhorando devagar mas os numeros financeiros da empresa estao declinando trimestre a trimestre...
Pelo post do Prof. Paulo ela esta dentro da faixa do seu preço justo...o mercado nao gostou do resultado tambem...em que pese a liquidez pifia hoje sairam negocios a 20,02 e 20,01...
Sera que tem algo no operacional da empresa que esta puxando os resultados para baixo? Preciso ler o balanço...
A concessao da Elektro acaba em 2028... temos 10 anos pela frente ainda... mas precisamos de perspectivas melhores pra dar uma animada...

Paulo Prof -
Os resultados vieram dentro do esperado. Na comparação trimestral, o pior desempenho no 1T18 deveu-se quase que exclusivamente à maior despesa com Encargos de Uso do Sistema de Transmissão, que passaram de R$ 96 milhões no 1T17, para R$ 250 milhões. Esta maior despesa é devida à remuneração dos ativos das transmissoras que a Dilma teve que engulir para que as mesmas aderissem. Como no caso da EKTR, esta maior despesa será totalmente compensada no reajuste tarifário, não preocupa.
Como já foi mencionado acima, há um problema de contabilidade nas contas de 2016/2017. Em consequência, a comparação anual pode estar meio furada.
Se não errei nas contas, o endividamento líquido vem crescendo e pode incomodar (hoje está em 2,9 vezes o ebitda dos últimos 12 meses). Em termos nominais, era de R$ 1,74 bilhões ao final do 1T17 e ao final do 1T18 emplacou R$ 2,47 bilhões, um aumento de 42%.
O ativo parece estar bem precificado considerando a sua liquidez e o fato da administração ter decidido reduzir o payout dos 100% usuais para 66% (talvez para "controlar" o crescimento do endividamento líquido.

A2017/4T2017 -
paulo_prof -
Andei meio (bastante) ocupado desde o f.d.s. ...
Relativo a EKTR, andei comprando ... na base do conta gotas por causa da liquidez ...
Como o free float é ridículo de pequeno, o controlador não parece estar preocupado com a transparência. Em consequência, as informações que chegam ao acionista são parciais e podem induzir ao erro. Está bem claro que a governança é bastante fraca.
Nas Demonstrações Financeiras, não há uma palavra sequer relativa ao 4T17. Os números podem ser obtidos facilmente por subtração (2017 - 9M17), mas não há como saber as causas que impactaram os resultados do 4T17. Por outro lado, os números não "batem". Se vc somar a Receita Líquida e Resultado Bruto do 1T16, 2T16 e 3T16, não dá a soma dos 9T16. O mesmo ocorre com o Resultado Bruto de 2017. Soma 1T+2T+3T e não dá os 9M. O pessoal do financeiro deve ser meio fraco!
Se não há erros em minha planilha, depois de "ajustar" os resultados do 2T para que pelo menos fique corerente, a comparação na base trimestral seria a seguinte.

marcosvinicius2 -
PAPEL DEVIDAMENTE PRECIFICADO ( * ). Os resultados econômico-financeiros da ELEKTRO REDES, comparadas a 2016, a Receita Operacional Líquida (ROL) cresceu 22,22% e chegou a R$ 5,8 bilhões, o EBITDA teve um crescimento de 7,60% e fechou 2017 em R$ 873 milhões e o lucro saltou de R$ 351,7 milhões para R$ 374,4 milhões, um aumento de 6,47%.: RECEITA LIQUIDA = apesar do resultado inferior de 2016 (4.754 milhões), o resultado de 2017 (5.811 milhões) manteve-se no mesmo patamar de 2015 (5.578 milhões).; RESULTADO FINANCEIRO = há uma manutenção de valores no mesmo patamar: -150 milhões em 2015, -120 milhões em 2016 e -157 milhões em 2017.

3T2017 -
paulo_prof  -
Ótimos os resultados da EKTR. Houve evolução em praticamente tudo (Receita Líquida, Resultado Bruto, Resultado Financeiro, Resultado Operacional, Lucro Líquido, Ebitda, DEC, FEC, etc), apesar do reajuste de 10,4%, concedido em 27AGO2017, ter sido sentido somente em parte no trimestre. Não vejo ameaças no céu da empresa. O vôo, nos proximos trimestres, deverá ser de "brigadeiro".

2T2017 -
marcosvinicius2  -
O EBITDA encerrou o período em R$ 375.842 mil, um aumento de 16,3% em relação ao primeiro semestre de 2016 (R$ 323.128 mil) em função majoritariamente do:(i) crescimento de 4,2% do mercado total (clientes cativos e livres); e (ii) Reajuste Tarifário de agosto de 2016, que gerou impacto positivo de 5% ao longo do ano na Parcela B.

paulo_prof -
Achei o resultado "morno". No que concerne a comparação trimestral, excetuando o que concerne o Financeiro, houve evolução em todos os Resultados. Já na comparação anual (últimos 12 meses sobre os 12 meses anteriores) a Receita Líquida e o Resultado Bruto continuaram apresentando uma redução, embora menor do que aquela resgistrada ao final do 1T17. Devido ao melhor resultadio financeiro, os Resultados Antes dos Impostos e Líquido apresentaram evolução. Também houve evolução no que tange a geração de caixa medida pelo Ebitda.
A "gordura" de aprox. R$ 255 milhões que havia ao final do 1T17 e que deverá ser deduzida na definição do próximo reajuste, foi reduzida para R$ 227 milhões. Como já mencionado, este passivo líquido de Valores a devolver de Parcela A e outros itens financeiros, não gera resultados operacional e líquido diretamente, mas impacta o resultado financeiro.

1T2017 -
ispholambra -
resultado bem fraco...a vida das distribuidoras puras nao esta facil nao...

paulo_prof   -
Na minha opinião, o resultado veio dentro do esperado. Há que se ter cuidado quando se compara a Receita Líquida e Resultado Bruto em períodos distintos devido aos efeitos das bandeiras e custo da energia comprada para revenda. Estes efeitos são temporários e entram na equação de reajuste anual do preço da energia.
O lucro líquido do 4T16 foi fortemente impactado pela receita de uma reversão não recorrente de provisões (R$ 95 milhões). Em relação ao 1T16, todos os resultados marcaram um avanço. No operacional (Resultado Operacional, Lucro Líquido e Ebitda) houve avanço tanto na comparação anual, quanto trimestral. Só não dá para comparar com o 4T16 devido à Receita não Recorrente mencionada.
De (levemente) negativo, há o fato de que a empresa acumulou uma "gordura" de aprox. R$ 255 milhões que deverá ser deduzida na definição do próximo reajuste. Este passivo líquido de Valores a devolver de Parcela A e outros itens financeiros, não gera resultados operacional e líquido diretamente, mas impacta o resultado financeiro.
O que realmente incomoda no ativo é a sua liquidez ... Quem sabe a Iberdrola não decide mesmo incorporar a Neoenergia à EKTR, permitindo os seus sócios na Neoenergia venderem as suas ações via IPO e, em consequência, aumentar a liquidez.

A2016/4T2016 -
paulo_prof   -
Há que se verificar o que ocorreu no 4T16. Se não há um erro em minha planilha, apesar de uma queda importante na Receita Líquida e Resultado Bruto, o Resultado Operacional, Resultado Líquido e Ebitda aumentaram sensivelmente em relação ao 4T15.
Se não houve eventos não recorrentes, sou da opinião de que os resultados foram muito bons. Como a empresa distribui 100% de seu lucro líquido, o DY ao preço atual é interessante. Na minha opinião, o ativo pode muito bem substituir um FII numa carteira que visa fluxo de caixa. Apostaria que o risco de surpresas negativas é menor do que na média dos FIIs.
A AGO, em fins de abril, deverá aprovar proventos de R$ 0,585 por ação.

3T2016 -
paulo_prof   -
O Resultaado da EKTR mostra que ainda vai demorar para que as distribuidoras recuperem a lucratividade histórica. 
Características
Distribuição de Energia Elétrica
Links
360619  - paulo_prof  -  24 Abr 2019, 17:09
Os Resultados da Elektro foram muito bons, com forte evolução tanto anual quanto trimestral. O "problema" da empresa é o alto nível de investimentos que vem realizando já há tempos. Para se ter uma idéia, basta comparar os R$ 765 milhões investidos nos últimos 15 meses com o Ebitda de R$ 1,208 bilhões gerados no período. Se, ao Ebitda, somar-se o Resultado Financiero negativo (R$ 203 milhões) e subtrair-se a despesa de IR/CS (R$ 235 milhões), obtém-se R$ 770 milhões. Ou seja, praticamente todo o caixa livre foi empregado para custear os investimentos. Como ainda há dispêndio de caixa para remunerar o acionista, o endividamento líquido tem crescido.

Embora a alavancagem atgual não seja excessiva (Dívida Líquida ;/ Ebitda = 2,8) Isto explica porque a empresa decidiu cortar drasticamente a remuneração do acionista (até o exerc[icio de 2016 o payout era maior do que 100%; em 2017 caiu para 66% e em 2018 para 34,3%).

O ativo está muito barato, mas não há drivers para fazer o preço reagir. Acho que só mesmo quando a empresa passar a investir menos e, em consequência, aumentar o payout, é que os preços vão reagir.

EKTR4

PREÇO: R$ 18,00

PAYOUT (2018): 34,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,78

P/VPA 1,44

PSR 0,52

DY 4,41%

EV/EBITDA 6,26

MARGEM BRUTA 14,8%

MARGEM OPERACIONAL 9,6%

MARGEM LÍQUIDA 6,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,312

MARGEM EBITDA 15,1%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 173,5%

ROE 18,55%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,98



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +13,19%

RESULTADO BRUTO +6,86%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -10,24%

RESULTADO OPERACIONAL +24,19%

RESULTADO LÍQUIDO +24,58%

EBITDA +14,59%



b) 1T19 sobre 1T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +31,56%

RESULTADO BRUTO +41,13%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +31,96%

RESULTADO OPERACIONAL +45,74%

RESULTADO LÍQUIDO +46,52%

EBITDA +36,90%



c) lucro líquido, nominal

UA 24,58%

U2A 9,45%

U3A 11,90%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 12,82%

U2A 6,74%

U3A 4,40%



e) ebitda, nominal

UA 14,59%

U2A 8,65%

U3A 9,34%

U4A -0,72%

U5A 7,79%

U6A 13,22%

U7A 1,11%

U8A 1,43%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 28,90.

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -10,5% !!!!

358495 - paulo_prof  -  15 Fev 2019, 17:03
Os resultados foram bons, excetuando o Ebitda, cuja taxa de crescimento esperava maior, Em termos reais, o ebitda anual está "empacado". No exercício de 2018m a empresa investiu R$ 697 milhões, incluindo subvenções e a capitalização (PMSO). O investimento direto líquido foi de R$ 523 milhões. O lucro líquido no exercício foi de R$ 414 milhões e as despesas de depreciação/amortização, R$ 194 milhões.

Somando o lucro líquido e as despesas de depreciação/amortização obtém-se R$ 608 milhões e deduzindo o capex direto líquido resulta R$ 85 milhões.

Como estes R$ 85 milhões nem mesmo são suficientes para cobrir os proventos mínimos legais, a empresa é obrigada a aumentar o endividamento. Visando minimizar este aumento do endividamento, o Conselho Fiscal vem reduzindo o payout. Até o exercício de 2016 o payout sempre fora próximo dos 100%. Em 2017 caiu para 66% e, agora, para pífios 34,3%.

Há que se verificar como se comportarão as taxas de crescimento do ebitda e lucro. É de se esperar que os investimentos não só se traduzam num melhor serviço para os clientes (DEC e FEC), mas também para os acionistas.

Os investimentos para a expansão da rede somaram R$ 359 milhões, ou 51,5% do total. Admitindo que 48,5% do capex é necessário para a manutenção do serviço (ou seja com pouco efeito no crescimento da receita), e supondo que o percentual do investimento direto líquido aplicado à manutenção do serviço seja a mesma, conclui-se que aprox. R$ 269 milhões em investimentos diretos líquidos teriam sido necessários para a manutenção do serviço.

Deduzindo estes R$ 269 milhões dos R$ 608 milhões referidos acima, obtém-se aprox. R$ 340 milhões, que seria o "lucro efetivo do proprietário". Fazendo-se uma análise de FCD com os parâmetros usuais baseada neste lucro do proprietário, chega-se a R$ 22,00.

Considerando a baixíssima liquidez e a grande redução no payout, sou da oponião de que o risco não compensa.


EKTR4

PREÇO: R$ 19,00

PAYOUT (2018): 34,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,88

P/VPA 1,60

PSR 0,59

DY 3,86%

EV/EBITDA 6,89

MARGEM BRUTA 14,4%

MARGEM OPERACIONAL 9,4%

MARGEM LÍQUIDA 6,6%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,138

MARGEM EBITDA 14,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 172,5%

ROE 18,06%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,92



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +7,58%

RESULTADO BRUTO -5,17%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -18,89%

RESULTADO OPERACIONAL +9,22%

RESULTADO LÍQUIDO +10,66%

EBITDA +3,57%



b) 4T18 sobre 4T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -8,75%

RESULTADO BRUTO -8,06%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -87,88%

RESULTADO OPERACIONAL +71,79%

RESULTADO LÍQUIDO +123,43%

EBITDA +15,89%



c) lucro líquido, nominal

UA 10,66%

U2A 8,54%

U3A 3,73%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 9,09%

U2A 5,27%

U3A 1,89%



e) ebitda, nominal

UA 3,57%

U2A 6,98%

U3A 3,75%

U4A 0,66%

U5A 7,49%

U6A 5,67%

U7A -0,10%

U8A 0,93%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 26,72.

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -7,5% !!!!

354910 - paulo_prof  -  23 Out 2018, 02:11
Resultados meia boca ... Ótimo crescimento da Receita Líquida impactado negativamente pelo aumento dos custos e despesas não gerenciáveis, um muito pior resultado financeiro e uma despesa de IR/CS maior do que o usual. O ativo me parece razoavelmente bem precififcado, embora a política de payout que a empresa deverá praticar no exercício de 2018 seja uma completa incógnita.

Pessoalmente, sinto um cheiro de possível sacanagem no ar ... a empresa parece estar forçando a desvalorização do ativo ...

EKTR4

PREÇO: R$ 19,55

PAYOUT (2017): 66,0%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 12,05

P/VPA 1,67

PSR 0,59

DY 5,48%

EV/EBITDA 7,40

MARGEM BRUTA 13,4%

MARGEM OPERACIONAL 7,8%

MARGEM LÍQUIDA 4,9%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,623

MARGEM EBITDA 13,5%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 185,0%

ROE 13,87%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,91



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +19,36%

RESULTADO BRUTO +2,12%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +17,96%

RESULTADO OPERACIONAL -21,70%

RESULTADO LÍQUIDO -34,74%

EBITDA -10,05%



b) 3T18 sobre 3T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,90%

RESULTADO BRUTO -12,71%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +123,58%

RESULTADO OPERACIONAL -27,26%

RESULTADO LÍQUIDO -43,90%

EBITDA -5,92%



c) lucro líquido, nominal

UA -34,74%

U2A 8,59%

U3A -23,62%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 6,25%

U2A 3,92%

U3A -0,15%



e) ebitda, nominal

UA -10,05%

U2A 10,43%

U3A -13,21%

U4A 25,51%

U5A 9,26%

U6A 1,70%

U7A -1,33%

U8A 0,10%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 20,29.

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -0,5% !!!!

352180  - paulo_prof   -  24 Jul 2018, 03:49
Não posso afirmar que gostei dos resultados da EKTR embora, na comparação semestral, a empresa tenha mostrado boa evolução. Ocorre que o 2T17 foi bastante fraco.

Em relação ao 1T18, houve uma grande evolução na receita líquida (+25%), mas uma sensivel perda na margem bruta resultou num resultado bruto aprox. igual ao do 1T18. Houve um aumento substancial das perdas (de 5,73% no 2T17, para 7,54%) e um aumento no custo da energia comprada para revenda (que deve ser compensado no próximo reajuste).

Finalmente, um outro aspecto negativo da empresa é a sua alavancagem um tanto, quanto excessiva. O endividamento líquido é 3,3 vezes o ebitda gerado nos últimos 12 meses. 38,3% do endividamento bruto é em dolar.

EKTR4

PREÇO: R$ 18,73

PAYOUT (2017): 66,0%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9,48

P/VPA 1,67

PSR 0,58

DY 6,97%

EV/EBITDA 7,40

MARGEM BRUTA 14,3%

MARGEM OPERACIONAL 8,8%

MARGEM LÍQUIDA 6,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,976

MARGEM EBITDA 14,2%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 214,7%

ROE 17,62%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,94



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 26,97%

RESULTADO BRUTO +18,02%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -17,62%

RESULTADO OPERACIONAL +3,64%

RESULTADO LÍQUIDO -0,64%

EBITDA -0,27%



b) 2T18 sobre 2T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +28,21%

RESULTADO BRUTO +19,49%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -15,07%

RESULTADO OPERACIONAL +42,59%

RESULTADO LÍQUIDO +46,72%

EBITDA +18,70%



c) lucro líquido, nominal

UA -0,64%

U2A 14,55%

U3A -14,41%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 2,33%

U2A 1,82%

U3A -1,08%



e) ebitda, nominal

UA -0,27%

U2A 10,27%

U3A -9,39%

U4A 11,68%

U5A 13,47%

U6A 0,61%

U7A -0,82%

U8A 0,88%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 24,70.

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -6,0% !!!!

349796 - ispholambra  -  09 Mai 2018, 22:47
EKTR4
A empresa esta se endividando rapido... reteve dividendos...sera que é para participar da privatizacao das Concessionarias da Eletrobras?
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=621458

http://www2.bmfbovespa.com.br/Agencia-Noticias/ListarNoticias.aspx?idioma=pt-br&idNoticia=575347&header=201805091805ELEKTRO+(EKTR)+-+Ata+Reuniao+do+Conselho+de+Administracao+-+04%2f05%2f18++575347&tk=7731dfecd0a613ec737fc16d314539fb&WT.ac=ELEKTRO+(EKTR)+-+Ata+Reuniao+do+Conselho+de+Administracao+-+04%2f05%2f18++

349286 - paulo_prof   -  25 Abr 2018, 15:00
Sim. Continuo com as EKTR pelo menos até ter uma idéia melhor do racional da Iberdrola no que concerne a redução do payout.

No que se refere os resultados, tenho uma visão otimista, mas já que o Tota retornou (bom te-lo de volta), acho que teria uma opinião mais balizada.

O que os resultados do 1T18 mostram (em relação ao 1T17?

a) a empresa logrou êxito em levar sua contratação dentro dos limites regulamentares (sobrecontratação menor do que 5%)

b) variação no número de consumidores: +2,08%

c) variação na energia distribuída: +2,45% (cativos -2,13%; livres +12,1%)

d) variação nas perdas: -0,83% mas o total de 7,89% está acima do limite regulatório de 6,57% ... pode melhorar

e) variação da DEC e FEC, respectivamente: -22% e 8,5% - ambos abaixo dos limites regulatórios (6,96 para 8,39 e 4,35 para 4,50)

f) variação da Receita Operacional Líquida: +5,49%

g) variação dos custos gerenciáveis: -4,99%


No 1T18, os custos totais aumentaram 8,81%, com os custos não-gerenciáveis aumentando 12,85% (ou R$ 93,7 milhões nominais). Considerando que a empresa só poder ser penalizada pelas perdas acima do limite regulatório, e que esta penalização é pequena, a maior parte destes R$ 94 milhões deverá ser devolvida à empresa via tarifa.

Finalmente, um outro fator positivo no que concerne as distribuidoras, é a manutenção da Waac em 8,09% pelo menos até o final do dezembro de 2019. Só a partir de 1o. de janeiro de 2020 deverá ser adotada uma nova sistemática levando em consideração as condições gerais da economia e do mercado.

Moral da história: nos próximos 2 exercícios (2018 e 2019) os resultados da empresa só deverão melhorar. Ela tem "gordura" regulatória acumulada, atua num dos mercados mais sólidos do país (interior de São Paulo), e sempre deu mostras de um operacional muito competente.

349260 - ispholambra   -  24 Abr 2018, 22:12
Eu achei os resultados fracos... a economia ta melhorando devagar mas os numeros financeiros da empresa estao declinando trimestre a trimestre...

Pelo post do Prof. Paulo ela esta dentro da faixa do seu preço justo...o mercado nao gostou do resultado tambem...em que pese a liquidez pifia hoje sairam negocios a 20,02 e 20,01...

Sera que tem algo no operacional da empresa que esta puxando os resultados para baixo? Preciso ler o balanço...

A concessao da Elektro acaba em 2028... temos 10 anos pela frente ainda... mas precisamos de perspectivas melhores pra dar uma animada...

349237  - paulo_prof   -  24 Abr 2018, 15:15
Os resultados vieram dentro do esperado. Na comparação trimestral, o pior desempenho no 1T18 deveu-se quase que exclusivamente à maior despesa com Encargos de Uso do Sistema de Transmissão, que passaram de R$ 96 milhões no 1T17, para R$ 250 milhões. Esta maior despesa é devida à remuneração dos ativos das transmissoras que a Dilma teve que engulir para que as mesmas aderissem. Como no caso da EKTR, esta maior despesa será totalmente compensada no reajuste tarifário, não preocupa.

Como já foi mencionado acima, há um problema de contabilidade nas contas de 2016/2017. Em consequência, a comparação anual pode estar meio furada.

Se não errei nas contas, o endividamento líquido vem crescendo e pode incomodar (hoje está em 2,9 vezes o ebitda dos últimos 12 meses). Em termos nominais, era de R$ 1,74 bilhões ao final do 1T17 e ao final do 1T18 emplacou R$ 2,47 bilhões, um aumento de 42%.

O ativo parece estar bem precificado considerando a sua liquidez e o fato da administração ter decidido reduzir o payout dos 100% usuais para 66% (talvez para "controlar" o crescimento do endividamento líquido.

EKTR4

PREÇO: R$ 21,00

PAYOUT (2017) 66,0%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 11,31

P/VPA 1,94

PSR 0,69

DY 5,83%

EV/EBITDA 7,67

MARGEM BRUTA 14,7%

MARGEM OPERACIONAL 8,8%

MARGEM LÍQUIDA 6,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,856

MARGEM EBITDA 14,5%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 137,2%

ROE 17,13%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,14



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +21,84%

RESULTADO BRUTO +15,14%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,18%

RESULTADO OPERACIONAL +0,70%

RESULTADO LÍQUIDO -3,85%

EBITDA +0,25%



b) 1T18 sobre 1T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,54%

RESULTADO BRUTO -7,87%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -2,68%

RESULTADO OPERACIONAL -16,20

RESULTADO LÍQUIDO -16,98%

EBITDA -9,10%



c) lucro líquido, nominal

UA -3,85%

U2A 6,04%

U3A -11,57%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 0,99%

U2A 0,43%

U3A -0,99%



e) ebitda

UA 0,25%

U2A 5,37%

U3A -6,20%

U4A 5,43%

U5A 12,33%

U6A -1,43%

U7A -0,70%

U8A 1,33%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 23,20

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -2,0% !!!!

349224  - herdsman   -  23 Abr 2018, 23:21
Lucro Elektro 72 milhões... dentro do esperado

Dec e Fec ótimos.
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=612122&flnk

348782  - marcosvinicius2 -  09 Abr 2018, 23:05
COMENTÁRIO: PAPEL DEVIDAMENTE PRECIFICADO ( * ). Os resultados econômico-financeiros da ELEKTRO REDES, comparadas a 2016, a Receita Operacional Líquida (ROL) cresceu 22,22% e chegou a R$ 5,8 bilhões, o EBITDA teve um crescimento de 7,60% e fechou 2017 em R$ 873 milhões e o lucro saltou de R$ 351,7 milhões para R$ 374,4 milhões, um aumento de 6,47%.: RECEITA LIQUIDA = apesar do resultado inferior de 2016 (4.754 milhões), o resultado de 2017 (5.811 milhões) manteve-se no mesmo patamar de 2015 (5.578 milhões).; RESULTADO FINANCEIRO = há uma manutenção de valores no mesmo patamar: -150 milhões em 2015, -120 milhões em 2016 e -157 milhões em 2017.:

EKTR4
PREÇO: 21,00
PAYOUT (2017): 92,15%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 10,87
P/VPA 2,00
PSR 0,70
DY 8,48%
EV/EBITDA 7,86
MARGEM BRUTA 15,19%
MARGEM OPERACIONAL 9,26%
MARGEM LÍQUIDA 6,44%
LUCRO POR AÇÃO 1,932
MARGEM EBITDA 15,02%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 162,45%
ROE 18,44%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,95

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 22,22%
RESULTADO BRUTO 19,60%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 31,02%
RESULTADO OPERACIONAL 12,58%
RESULTADO LÍQUIDO 6,47%
EBITDA 13,28%

b) 4T17 sobre 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 22,22%
RESULTADO BRUTO 19,60%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 31,02%
RESULTADO OPERACIONAL 12,58%
RESULTADO LÍQUIDO 6,47%
EBITDA 13,28%

c) lucro (taxa média anual)
UA 6,47%
U2A 0,44%
U3A -5,17%

d) patrimônio líquido médio
UA 1,58%
U2A -1,53%
U3A 0,64%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 24,15
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,0% !!!!
[...]

347384  - paulo_prof   -  23 Fev 2018, 02:03
Tentei achar as razões para o aumento do endividamento líquido. Não achei muita coisa.

Analizando o Ativo e o Passivo percebe-se

a) em dezembro, a empresa era credora de R$ 219 milhões referentes a Parcela A e outros ítens financeiros; em outubro, a empresa era devedora de R$ 242 milhões

b) em dezembro, as contas a receber de clientes somavam R$ 1,363 bilhões; em outubro eram R$ 1,169 bilhões;

c) em dezembro a posição em derivativos era uma ativo de R$ 175 milhões; em outubro, a posição a receber em derivativos era menor, de R$ 128 milhões.

Ou seja, de outubro para dezembro nestes 3 ítens, os valores a receber (ativo) aumentaram 219 - (-242) + 1.363 - 1.169 + 175 - 128 = R$ 702 milhões. Este aumento em ativos que não são considerados no endidamento líquido tem que ser compensado pelo menos parcialmente por passivos, inclusive emissão de dívida.

347376  - alexandreimpa  -  22 Fev 2018, 21:47
Uma última dúvida. Uma preocupação que levantaram é sobre o aumento da dívida líquida nesse último trimestre. Esse aumento seria devido a esses custos para compra no mercado de curto prazo, mas que serão compensados ao longo de 2018?

347369  - paulo_prof  - 22 Fev 2018, 18:41
O release realmente é uma droga ... confesso ter dificuldades em entender as coisas e não me considero um "nó cego"!

Há que se ter cuidado ao interpretar variações na Receita Líquida e no Resultado Bruto de Distribuidoras.

Investimentos na melhoria dos ativos da empresa são contabilizados como Receita de Construção. Como o "custo" do investimento é exatamente igual à receita, há um impacto na Receita Líquida, mas não há no Resultado Bruto. Portanto, se num determinado período, a Receita de Construção for maior/menor do que a média, a Receita Líquida terá uma taxa de crescimento artificialmente majorada/diminuída.

Além de atender o mercado cativo, uma distribuidora atende a clientes do mercado livre, ou seja, serve de intermediária para clientes que não tem porte suficiente para contratarem a energia necessária de forma independente. Nesta intermediação, o preço cobrado pela distribuidora é o preço do mercado spot, mais taxas e impostos regulamentares e uma adicional pelo serviço de intermediação. Ou seja, a grosso modo, o Resultado Bruto das operações com clientes livres é a remuneração de intermediação. Novamente, quando o PLD está nas alturas/chão, a Receita Líquida recebida dos clientes livres dispara/encolhe, embora o Resultado Bruto seja pouco impactado. Não sei como Receita/Custo das operações envolvendo clientes livres são contabilizados. Eventualmente, pode/deve haver um hiato entre a receita e a despesa, ou seja, a distribuidora ter de pagar pela energia comprada antes de poder cobrar do cliente.

No frigir dos ovos, portanto, este aumento de 32% no custo da energia comprada para revenda quer dizer muito pouca coisa se o crescimento da receita líquida for maior.

O ítem 4.1.4 do release trata do balanço energético. Embora não há meios de fazer com que os números "batam" (a soma das parcelas não dá o total esperado), dá para inferir:

a) como o total do MCSD, 117 GWh, pequeno, variações em seu custo são praticamente irrelevantes;

b) em números redondos, o mercado livre é 1/3 do total; em consequência, um aumento considerável no PLD tem um forte impacto na receita;

O que não se sabe (e seria interessante saber) é se nos números apresentados há, ou não, um descompasso entre a contabilização dos custos da energia comprada para suprir o mercado livre e a contabilização das respectivas receitas. Não sou contador ... mas a (minha) lógica diz que as receitas e despesas devem ser contabilizadas no regime de competência, ou seja, na hora em que eu sei qual o custo, sei também qual deve ser a receita correspondente. Neste caso, não haveria impacto, ou seja, a receita e a despesa relativas ao mercado livre não seriam defasadas.

No geral, a menos que esteja enganado, como a energia contratada não é superior em 5% à energia distribuída aos clientes cativos, qualquer custo adicional na compra desta energia será repassado aos consumidores na próxima revisão.

347350 - alexandreimpa  -  22 Fev 2018, 01:31
Professor, uma dúvida.

Lá no release, um dos maiores aumentos de despesa foi devido à compra de energia para revenda.

Lá tem o seguinte trecho:

(I) Aumento de 32,06% do custo da energia elétrica comprada para revenda, equivalente a R$ 824.058 mil, decorrente principalmente dos fatores descritos a seguir.

 Processamentos de MCSDs de Energia Nova dos quais a ELEKTRO participou em 2017 mas ainda não foram concluídos pela CCEE dentro do período. Dessa forma, o impacto financeiro equivalente ainda não pode ser totalmente observado, visto que os processamentos de três meses tiveram liquidação provisória e apenas o de novembro de 2017 foi efetivamente processado. Essa liquidação provisória resultou em um aumento de custos no MCP. Para os demais meses o efeito financeiro será equilibrado em 2018, mas essa tratativa não causa nenhuma variação no resultado da companhia, visto que possui total cobertura através da CVA.

 Custos com Risco Hidrológico (Cotas, Itaipu e usinas que repactuaram) aumentaram principalmente em função da alta do PLD, que em 2017 para o SE teve seu valor médio em R$ 323/MWh contra R$ 94/MWh em 2016. A redução do GSF também foi fator importante para o aumento desses custos. Ainda relacionado a alta do PLD, houve excedente na conta de Energia de Reserva, possibilitando o rateio da receita para as distribuidoras. Isso fez com que a ELEKTRO apresentasse no líquido um crédito entre encargos de energia de reserva (EER) e encargos de serviço do sistema (ESS) em relação ao débito do ano passado.

********************

Em especial essa parte:

"Dessa forma, o impacto financeiro equivalente ainda não pode ser totalmente observado, visto que os processamentos de três meses tiveram liquidação provisória e apenas o de novembro de 2017 foi efetivamente processado. Essa liquidação provisória resultou em um aumento de custos no MCP."

Procurei no release do 3T17 e não achei nada sobre esse custo no mercado de curto prazo, então me parece que teria sido custo do 4T17. E nesse caso seria coerente com entrar na conta de investimentos.

Outro ponto que eles comentam no mesmo trecho é:

"Para os demais meses o efeito financeiro será equilibrado em 2018, mas essa tratativa não causa nenhuma variação no resultado da companhia, visto que possui total cobertura através da CVA."

Nesse caso, me parece que eles poderiam rebater o custo excedente para os consumidores e desta forma em 2018 não teria esse "fumo".

Fogo é que esse release está uma droga, no release anual anterior tinha uma discussão sobre o fluxo de caixa e nesse simplesmente omitiram.

Faz sentido isso o que eu falei?

Desde já agradeço a atenção e também sou um que gosta muito das suas postagens.

Grande abraço.



Edit: a formatação ficou uma droga pois estou pelo celular, peço desculpas.

347349  - paulo_prof -  22 Fev 2018, 00:44
Andei meio (bastante) ocupado desde o f.d.s. ...

Relativo a EKTR, andei comprando ... na base do conta gotas por causa da liquidez ...

Como o free float é ridículo de pequeno, o controlador não parece estar preocupado com a transparência. Em consequência, as informações que chegam ao acionista são parciais e podem induzir ao erro. Está bem claro que a governança é bastante fraca.

Nas Demonstrações Financeiras, não há uma palavra sequer relativa ao 4T17. Os números podem ser obtidos facilmente por subtração (2017 - 9M17), mas não há como saber as causas que impactaram os resultados do 4T17. Por outro lado, os números não "batem". Se vc somar a Receita Líquida e Resultado Bruto do 1T16, 2T16 e 3T16, não dá a soma dos 9T16. O mesmo ocorre com o Resultado Bruto de 2017. Soma 1T+2T+3T e não dá os 9M. O pessoal do financeiro deve ser meio fraco!

Se não há erros em minha planilha, depois de "ajustar" os resultados do 2T para que pelo menos fique corerente, a comparação na base trimestral seria a seguinte:

RECEITA LíQUIDA +34,23%

RESULTADO BRUTO +18,18%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +82,62%

RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS -44,02%

RESULTADO LIQUIDO -57,06%

EBITDA -25,08%

Isto é um samba do crioulo doido!!! Em R$, o quadro seria o seguinte:

.......................................................... 4T17 ........... 4T16

RESULTADO BRUTO .................. 202.504 ...... 171.347

DESPESAS OPERACIONAIS ..........-9.433 ........ 88.861

RESULTADO FINANCEIRO .......... -68.369 ....... -37.437

RESULTADO A. IMPOSTOS ........ 124.702 ....... 222.721

LUCRO LíQUIDO ........................... 88.893 ........188.373

EBITDA ......................................... 227.222 ....... 303.277

Como pode ser observado, as despesas operacionais do 4T16 são negativas, ou seja, turbinaram o lucro. Suspeito que nenhum evento não recorrente ocorreu no 4T16. É mais provável que um erro contábil é que tenha sido corrigido.

Moral da história: o "resultado" do 4T17 provavelmente nada quer dizer e a única comparação mais confiável é a anual.

RECEITA LíQUIDA +22,22%

RESULTADO BRUTO +19,60%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -2,10%

RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS +12,58%

RESULTADO LIQUIDO +6,47%

EBITDA +7,60%

No que se refere a decisão de reter 1/3 dos lucros, acho que tem a ver com os investimentos em linhas de transmissão (isto se é a Elektro Redes que tem as concessões e não a Elektro Holding que foi extinta).

O capex da Elektro em 2017 teria sido R$ 406.303 mil. Infelizmente, o relatório não discrimina os investimentos. Em consequência, não se sabe o que foi capex de manutenção (aquele para manter as atividades) e o que foi capex para ampliação das atividades. De acordo com a definição simples do Buffet, tem-se que Lucro do Proprietário = Lucro Líquido + depreciação/amortização - capex de manutenção. Para uma empresa distribuir 100% do lucro sem aumentar o endividamento, é necessário que o capex seja menor ou igual à depreciação/amortização. Não é o que vem ocorrendo. A depreciação/amortização está na faixa dos R$ 178 milhões e o capex está na faixa dos R$ 400 milhões. Embora o capex necessário para a construção das linhas de transmissão recentemente concedidas possa ser financiado via dívida, é provável que a empresa tenha decidido ficar auto-financiar uma parte, pois o endividamento liquido já é 2,68 vezes o ebitda gerado em 2017.



A situação corrente é



EKTR4

PREÇO: R$ 20,50

PAYOUT (2017) 66,0%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 10,61

P/VPA 1,96

PSR 0,68

DY 6,22%

EV/EBITDA 7,23

MARGEM BRUTA 15,2%

MARGEM OPERACIONAL 9,3%

MARGEM LÍQUIDA 6,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,932

MARGEM EBITDA 15,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 146,7%

ROE 18,44%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,95



Taxas de Crescimento

a) lucro líquido, nominal

UA 6,47%

U2A 0,44%

U3A -5,17%



b) patrimônio líquido médio, nominal

UA 1,58%

U2A -1,53%

U3A 0,64%



c) ebitda

UA 7,60%

U2A 2,47%

U3A -1,18%

U4A 7,77%

U5A 5,53%

U6A -1,14%

U7A 0,17%

U8A 1,88%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 24,15

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,5% !!!!

347334 - calabro  -  21 Fev 2018, 18:58
Vendo por este lado se você tiver um pouco de paciência, e ler o Press-release divulgado no último dia 19, vá até página 20, item 8.2. Diz lá que há a possibilidade de serem declarados JSCP nesta próxima assembléia de 26 de março. Só não dá certeza que serão declarados, assim como a RI te informou. Em todo caso mantive minhas 200 EKTR4. Abs

347325 - ruymg -   21 Fev 2018, 15:33
Esse forum tem muita visibilidade e ontem falou sobre Elektro.

Talvez, apenas talvez... a galera daqui interpretou mal aquela retenção de lucro.

E outros podem, apenas podem.. ter ido na conversa e aumentado o boato, (apenas boato) que que mudou a politica

de dividendos da Elektro.

1 - O fato é, sim, Ativa esta vendendo la na casa de R$ 22,00 faz um tempinho, não quer dizer que saiba tudo, que seja um Insider ou que Elektro esteja pegando fogo. Já vi muito tubarão vendendo posição num ativo. Quando há baixa liquidez tudo é mais nervoso. Mas muitas vezes um tubarão (nem é tão grande assim) vendendo sua posição num ação de baixa liquidez é a festa pros sardinhas que podem comprar mais barato.

2- Sim, o 4tri2017 veio com LUCRO um pouco menor que 4tri2016, mas fechou o ano de 2017 com LUCRO superior a 2016. Alem de aumento no faturamento e melhorados os índices de qualidade operacional. Sabiam que resultado das elétricas não são assim bem definidos e lineares? Podem variar de um tri para outro, tem que entender essa dinâmica e enxergar mais adiante..

3 - Só um desesperadinho ontem que derrubou essa ação, uma tal de Socopa, que deve inclusive ser leitor desse forum. Acho que fez besteira.

Em contato hoje com RI da Neoenergia / Elektro (Kellen Cavalari) me garantiram que nada mudou na politica de dividendos da Elektro e na próxima AGO, dia 26/03/18, talvez, somente talvez, haverá uma bela surpresinha (DY).

347260 - ispholambra - 20 Fev 2018, 03:32
Reservas de lucros podem ser usadas para novas aquisicoes ou expansao das atividades existentes, bem como para custeio e/ou diminuicao dos endividamento...

De qualquer forma a empresa retendo o lucro, melhora as os seus numeros... aumentando o seu valor...

A questao que fica é... Alguem ja sabia dessa mudança no payout com bastante antecedencia.. como bem mencionou o Professor Paulo...

e isso e injusto do ponto de vista etico empresarial...

Mas infelizmente estamos no Brasil...



Abraço



Ivan









Citação: lucro liquido - Post #347256 - 20/Fev/2018 03:09
É...estava bem estranho o volume, estava preocupado com o que poderia vir. Mas agora a pergunta que fica, o que vão fazer com essa reserva? Por que essa mudança ?

Citação: paulo_prof - Post #347254 - 20/Fev/2018 02:32
O Brasil é uma piada mesmo ...

A EKTR é uma empresa que nos últimos OITO exercícios distribuiu 100% do lucro líquido. Neste último exercício resolveu distribuir somente 66%; com o resto, a Diretoria resoveu Constituir uma Reserva de Retenção de Lucros.

Até aí, tudo bem ... uma empresa pode resolver mudar a sua política de payout ... ocorre que já há uns 15 ou 20 dias um tubarão operando pela Ativa colocou à venda mais de 35 mil EKTR4, ou seja, mais de 5% do free float. Coincidência? Me engana que eu gosto!

347254  - paulo_prof  -  20 Fev 2018, 02:32
O Brasil é uma piada mesmo ...

A EKTR é uma empresa que nos últimos OITO exercícios distribuiu 100% do lucro líquido. Neste último exercício resolveu distribuir somente 66%; com o resto, a Diretoria resoveu Constituir uma Reserva de Retenção de Lucros.

Até aí, tudo bem ... uma empresa pode resolver mudar a sua política de payout ... ocorre que já há uns 15 ou 20 dias um tubarão operando pela Ativa colocou à venda mais de 35 mil EKTR4, ou seja, mais de 5% do free float. Coincidência? Me engana que eu gosto!

347015 - ispholambra  -  10 Fev 2018, 00:59
Hoje comprei mais uns lotinhos tambem... nao e uma aposta muito grande...

Quanto ao fechamento de capital, eu acho altamente improvavel que o capital da empresa seja fechado... ate porque quando da compra da Elektro pela Iberdola, foi feita uma opa obrigatoria pelas acoes remanescentes e nao houve adesao...

De certa forma e ate interessante que a empresa continue com acoes em circulçacao, pois mesmo tendo uma liquidez reduzida, servem de base de como o mercado esta avaliando a empresa...

Me lembro tambem de quando a Oi foi fechar o capital da TNCP (Amazonia Celular), a cotacao tava 60,00/70,00, ofertaram 120,00... depois tiveram de ir subindo... tiveram uma oferta hostil que arrematou a maioria das acoes acima do preço ofertado... e depois se quiseram fechar o capital, tiveram de pagar acima de 180,00 por acao na epoca...

Logico que cada caso é um caso...mas eu nao acredito que tenham interesse em fechar o capital agora... principalmente porque a Oferta de Acoes do Neoenergia nao vingou...

Mas é só uma opiniao...

346981  - paulo_prof   -  08 Fev 2018, 22:24
Citação: muadibgv - Post #346979 - 08/Fev/2018 21:40
Prof,
E entre TAEE11 a 19,80 e EKTR4 a 21,00 qual vc preferiria?
Se vc me garantir que a Neoenergia nao vai inventar de fechar o capitral da EKTR, fico com a EKTR ... mas como vc não pode garantir isto, aumentei as posições de TAEE nas carteiras minha e da mulher.

Acho que a EKTR tem todas as condições de postar lucros anuais acima dos R$ 500 milhões. Para um payout na faixa dos 105% que vem praticando para as PN, tem-se aprox. R$ 2,70 em dividendos. Ao preço de R$ 22,00 isto dá 12% a.a. No caso da TAEE, a minha projeção para os próximos 12 meses é de um lucro na faixa dos R$ 700 milhões. Um payout de 90% corresponde a proventos brutos de aprox. R$ 1,84/ação. Como parte dos proventos serão na forma de JCP, o DY seria da ordem de 9%.

Ocorre que a EKTR está sendo negociada a mais de 2 vezes o PVA. Se a Neoenergia inventar uma moda qualquer, o minoritário está desprotegido, pois o direito de retirada de nada adianta.

Eu fico imaginando qual seria o interesse da Neoenergia manter o capital de sua melhor empresa aberto só para inglês ver. Não consigo visualizar vantagens no status quo. Tenho fortes suspeitas de que a jóia da coroa acabará sendo usada de alguma forma para a abertura do capital de outros ativos da Neoenergia.

Não fosse o risco da EKTR deixar de ser a atual EKTR, seja via cancelamento de registro, seja como parte de uma empresa com outros ativos de distribuição de energia elétrica, não vejo porque não tgrocar toda a posição em FIIs por EKTR4.
[...]
EKTR: Bem... recentemente tive uma boa argumentação com o professor a respeito dessa empresa. No meu ponto de vista, como empresa eu classificaria como uma das melhores (se não a melhor) no âmbito das distribuidoras, mas... Conhecendo o que eu conheço de Iberdrola, prefiro esperar. Existem riscos consideráveis nesse papel no curto/médio prazo.
[...]

O balanço do 4T12 da EKTR é indicativo das dificuldades pelas quais passaram (e passarão no 1T13) as distribuidoras que sofreram os rigores da reevisão do 3o. ciclo e que são obrigadas a comprar a maior parte da energia que consomem através de contratos provenientes de Leilões de Energia no Ambiente Regulado. Em consequência do cenário atual de baixos níveis nos reservatórios das usinas hidrelétricas, parte relevante da energia comprada é térmica, muito mais cara. De um lado, receitas sensivelmente menores ... de outro, despesas sensivelmente maiores ...

EKTR4
PREÇO: R$ 23,01
PAYOUT (2012): 100%

P/L 12,46
P/VPA 2,30
PSR 1,25
DY 8,02%
EV/EBITDA 28,90
MARGEM BRUTA 21,1%
MARGEM OPERACIONAL 14,1%
MARGEM LÍQUIDA 10,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,846
MARGEM EBITDA 5,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 85,5%
ROE 18,47%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,16

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 0,15%
RESULTADO BRUTO -28,19%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -18,56%
RESULTADO OPERACIONAL -28,94%
RESULTADO LÍQUIDO -27,37%
EBITDA -25,45%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 3,32%
RESULTADO BRUTO -67,99%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -63,95%
RESULTADO OPERACIONAL -83,35%
RESULTADO LÍQUIDO -58,10%
EBITDA -64,12%

c) lucro (taxa média anual)
UA -27,37%
U2A -10,89%
U3A -9,69%

d) patrimônio líquido médio
UA 29,44%
U2A 21,38%
U3A 16,18%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nula do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 23,08

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): 0%

346206  - cfernando - 16 Jan 2018, 21:48
Concordo com seu racional em relação à Neoenergia e concordo que um fechamento de capital da EKTR seria mais dispendioso pelos processos do que pelo preço das ações em si. Assim como vejo um papel relativamente descontado, principalmente quando comparamos com outras distribuidoras de energia. Diga se de passagem eu vejo o setor de distribuição como o mais complexo dentro todos os segmentos contidos no segmento de energia.

Mas enfim... Diante do risco iminente e real de um fechamento de capital ou mesmo de uma interferência bastante representativa da Iberdrola que pode impactar inclusive no estatuto de EKTR eu prefiro ficar de fora. É uma pena pois trata se de uma empresa com belos múltiplos e dentro de uma região de distribuição bastante atrativa.

346189  - paulo_prof   -  16 Jan 2018, 18:22
Potencialmente, sim, existe um risco de fechamento de capital da EKTR a preço abaixo do justo. Isto deve estar refletido no preço atual do ativo, que me parece descontado.

Não estudei o case da Neoenergia em detalhes para tentar estimar os potenciais danos. Pelo pouco que vi, não me parece que os controladores conseguirão simplesmente empurrar uma parte da empresa para o mercado via OPA, por um bom preço. Acho que a operação tem que contemplar também uma capitalizalção da empresa. Na minha opinião, a Neoenergia está alavancada demais. A Ebitda anual é algo abaixo dos R$ 3 bilhões e o endividamento líquido é de R$ 13 bilhões, mais da metade denominado em moeda estrangeira.

Só para efeito de argumento, suponha que o preço justo para as ações da EKTR seja R$ 25. O fechamento de capital custaria, então, algo na faixa dos R$ 15-16 milhões. Uma mixaria! É capaz do processo completo, incluindo uma avaliação da empresa, custar mais do que a despesa com o minoritário. Faria mais sentido oferecer ao minoritário condições para, talvez, trocar a sua participação na EKTR, por uma participação na Neoenergia. Basta a oferta ser interessante/justa.

Finalmente, há a questão da necessidade de anuência de 2/3 dos minoritários (aprox. 400 mil ações) para fechar o capital. Acredito que aqueles que estão comprando a R$ 22, não vão concordar por nada menor. Nos últimos dias, aprox. 70 mil ações já trocaram de mãos. Faltam aprox. R$ 130 mil. Quantas ações será que a Ativa ainda tem para vender?

Ou seja, acho que muita água ainda vai rolar até o minoritário da EKTR se ver diante do problema.

346181  - cfernando -  16 Jan 2018, 17:14
Obrigado pela resposta Professor! Era justamente aí onde eu queria entrar. A Neoenergia não abriu o capital por falta de demanda e, caso ela abrisse, a possibilidade de fechar o capital da Ektr seria quase 100%, contudo temos um free float baixo com relação à EKTR e, de acordo com o que o sr menciona, esse papel não estaria muito vulnerável a um fechamento de capital? Isso não traria prejuízos ao acionista minoritário?

346171  - paulo_prof   -  16 Jan 2018, 14:15
Citação: cfernando - Post #346162 - 16/Jan/2018 13:20
Professor bom dia
Quando o sr diz que a ação está “protegida” por ter um P/VPA de 2,19; o que significa exatamente esse “protegido”?
Além dos 99,68% da Elektro, a Neoenergia (Iberdrola + Previ + BBInvestimentos) controla 100% da Coelba, Celpe e Cosern.

Consta que a Neoenergia pretende abrir o capital, através de uma OPA. É minha percepção que não faz sentido abrir o capital da Neoenergia, e continuar mantendo o capital da Elektro aberto. Depois de abrir o capital da Neoenergia, acredito ser certa a tentativa de fechar o capital da Elektro.

Se, devido aos termos da oferta, a Neoenergia não conseguir os 2/3 dos votos necessários, pelo menos em tese poderá usar outros artifícios para "infernizar" a vida dos minoritários da Elektro ... cujo direito de retirada acabaria saindo barato para a empresa, devido ao seu Patrimônio Líquido super enxuto.

346138  - paulo_prof  -  15 Jan 2018, 22:39
A Elektro é uma distribuidora que atua basicamente no interior de São Paulo (cidades pequenas), atendendo aprox. 2,5 milhões de consumidores. É controlada pela Neoenergia, que tem 99,68% do capital total. Distribui 100% do lucro. Como as PN pagam 10% a mais em relação às ON, o payout em termos das PN é maior do que 100%. Aprox. 75% dos proventos são pagos como dividendos.

Como o free float das PN é de somente 0,59% (aprox. 600 mil ações), a liquidez é super pífia. Como a EKTR4 está sendo negociada a P/VPA = 2,19, há pouca "proteção" para o caso do controlador "inventar" de fechar o capital.

O endividamento líquido da empresa é um pouco superior a 2 vezes o Ebitda anual e, ao preço atual, a expectativa é de um DY na casa dos 10%. Em abril, espero uma distribuição de dividendos na casa dos R$ 0,80/ação.

A Receita Liquida atingiu um pico no exercício de 2015, tendo caído 15% no exercicio de 2016. Nos últimos 12 meses a Receita Líquida apresentou crescimento de 8,8%. Na base trimestral (3T17 sobre 3T16) a taxa de crescimento foi 40%.

Em suma, com a recuperação econômica e considerando o mercado onde atua, acho que nos próximos anos o céu deverá ser de brigadeiro para a empresa.

345373  - paulo_prof   -  20 Dez 2017, 10:43
Ótima e barata é a Elektro. Mas para vc não serve, devido a liquidez. Batante boa e menos barata é a Coelce. Muito barata, mas com governança sofrível, é a Celesc. Mas depois da compra de participação importante por parte da EDP e a IPO voluntária que vem aí a R$ 27,00, há grandes chances da governança melhorar. A EDP não está entrando na Celesc para perder dinheiro. Os apaniguados do Governador e da Assembléia estadual não serão completamente livres para dilapidar a empresa.

TODAS as estatais são javalis em potencial ... mas o risco também é muito alto. Em consequência, um desconto de no mínimo 40% tem que ser colocado na conta.

343591  - paulo_prof  -  07 Nov 2017, 02:06
A minha aposta pessoal é ENEV ... Mas EKTR comprada na faixa R$ 20-22 deverá dar um retorno anual real de aprox 10%.

Ótimos os resultados da EKTR. Houve evolução em praticamente tudo (Receita Líquida, Resultado Bruto, Resultado Financeiro, Resultado Operacional, Lucro Líquido, Ebitda, DEC, FEC, etc), apesar do reajuste de 10,4%, concedido em 27AGO2017, ter sido sentido somente em parte no trimestre. Não vejo ameaças no céu da empresa. O vôo, nos proximos trimestres, deverá ser de "brigadeiro".

EKTR4

PREÇO: R$ 20,00

PAYOUT (2016): 104,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,04

P/VPA 1,99

PSR 0,72

DY 12,99%

EV/EBITDA 6,40

MARGEM BRUTA 16,0%

MARGEM OPERACIONAL 11,9%

MARGEM LÍQUIDA 9,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,487

MARGEM EBITDA 16,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 148,2%

ROE 24,71%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,00



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA =8,82%

RESULTADO BRUTO +10,03%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -29,38%

RESULTADO OPERACIONAL +77,39%

RESULTADO LÍQUIDO +80,70%

EBITDA +27,66%



b) 3T17 sobre 3T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +40,16%

RESULTADO BRUTO +50,92%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -24,30%

RESULTADO OPERACIONAL +118,34%

RESULTADO LÍQUIDO +161,22%

EBITDA +45,94%



c) lucro líquido, nominal

UA 80,70%

U2A -17,36%

U3A 69,80%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 1,64%

U2A -3,21%

U3A 1,23%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 31,88

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11,5% !!!!

342013  - marcosvinicius2  -  13 Set 2017, 22:30
O EBITDA encerrou o período em R$ 375.842 mil, um aumento de 16,3% em relação ao primeiro semestre de 2016 (R$ 323.128 mil) em função majoritariamente do:(i) crescimento de 4,2% do mercado total (clientes cativos e livres); e (ii) Reajuste Tarifário de agosto de 2016, que gerou impacto positivo de 5% ao longo do ano na Parcela B;

EKTR4
PREÇO: 19,80
PAYOUT (2016): 89,77%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9,95
P/VPA 1,89
PSR 0,78
DY 9,16%
EV/EBITDA 8,16
MARGEM BRUTA 15,65%
MARGEM OPERACIONAL 10,82%
MARGEM LÍQUIDA 7,85%
LUCRO POR AÇÃO 1,989
MARGEM EBITDA 16,77%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 76,89%
ROE 18,99%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,09

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -1,49%
RESULTADO BRUTO -8,61%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -32,85%
RESULTADO OPERACIONAL 32,89%
RESULTADO LÍQUIDO 32,06%
EBITDA 10,92%

b) 2T17 sobre 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 8,05%
RESULTADO BRUTO 11,03%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 11,67%
RESULTADO OPERACIONAL 30,66%
RESULTADO LÍQUIDO 29,65%
EBITDA 17,29%

c) lucro (taxa média anual)
UA 32,06%
U2A -20,56%
U3A 13,66%

d) patrimônio líquido médio
UA 1,31%
U2A -2,74%
U3A 0,24%

 A Elektro Redes registrou Lucro Líquido de R$ 137.192 mil no primeiro semestre de 2017, 32,6% acima do resultado de junho de 2016 (R$ 103.462 mil), impactado basicamente pelos efeitos positivos do EBITDA, gestão eficiente de seu caixa e desaceleração dos indicadores econômicos e indexadores de sua dívida;

 A Elektro Redes registrou Lucro Líquido de R$ 137.192 mil no primeiro semestre de 2017, 32,6% acima do resultado de junho de 2016 (R$ 103.462 mil).


( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

341423  - pedrosousa -  24 Ago 2017, 22:36
24/08/2017 18:07 ELEKTRO (EKTR) - Fato Relevante - 24/08/17
ELEKTRO REDES S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF N.º 02.328.280/0001-97
NIRE N.º 35.300.153.570
FATO RELEVANTE
Campinas, 24 de agosto de 2017 Elektro Redes S.A. (“Elektro Redes”), nos termos do disposto no
artigo 157, parágrafo 4º, da Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, na Instrução CVM n.º 565, de 15 de junho de 2015 e na Instrução CVM n.º 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, em seguimento aos fatos relevantes divulgados pela Elektro Redes em 8 e 30 de junho de 2017, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral que, tendo em vista a obtenção das aprovações regulatórias necessárias e a satisfação das demais condições precedentes aplicáveis, foi consumada a incorporação da Elektro Holding S.A. (“Elektro Holding”), controladora direta da Elektro Redes, pela Neoenergia, conforme deliberação em assembleia geral extraordinária da Elektro Holding realizada em 24 de agosto de 2017. Dessa forma, em decorrência da consumação da incorporação, a Neoenergia passa a ser acionista da Elektro Redes, na qualidade de sucessora universal da Elektro Holding, que é extinta, sendo que a Iberdrola Energia permanece controladora da Elektro Redes.
A incorporação não confere direito de recesso aos acionistas da Elektro Redes.
Para esclarecimentos adicionais, favor entrar em contato com a Diretoria de Relações com Investidores da Elektro Redes.
Campinas, 24 de agosto de 2017.
Simone Borsato
Diretora Executiva de Controladoria, Financeiro e Relações com Investidores

340160 - paulo_prof -  17 Jul 2017, 18:26
Achei o resultado "morno". No que concerne a comparação trimestral, excetuando o que concerne o Financeiro, houve evolução em todos os Resultados. Já na comparação anual (últimos 12 meses sobre os 12 meses anteriores) a Receita Líquida e o Resultado Bruto continuaram apresentando uma redução, embora menor do que aquela resgistrada ao final do 1T17. Devido ao melhor resultadio financeiro, os Resultados Antes dos Impostos e Líquido apresentaram evolução. Também houve evolução no que tange a geração de caixa medida pelo Ebitda.

A "gordura" de aprox. R$ 255 milhões que havia ao final do 1T17 e que deverá ser deduzida na definição do próximo reajuste, foi reduzida para R$ 227 milhões. Como já mencionado, este passivo líquido de Valores a devolver de Parcela A e outros itens financeiros, não gera resultados operacional e líquido diretamente, mas impacta o resultado financeiro.


EKTR4

PREÇO: R$ 21,99

PAYOUT (2016): 104,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 11,06

P/VPA 2,10

PSR 0,87

DY 9,45%

EV/EBITDA 7,39

MARGEM BRUTA 15,6%

MARGEM OPERACIONAL 10,8%

MARGEM LÍQUIDA 7,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,989

MARGEM EBITDA 16,8%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 130,8%

ROE 18,99%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,10



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -1,72%

RESULTADO BRUTO -8,70%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -26,21%

RESULTADO OPERACIONAL +32,89%

RESULTADO LÍQUIDO +32,06%

EBITDA +13,35%



b) 2T17 sobre 2T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,05%

RESULTADO BRUTO +11,03%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +11,67%

RESULTADO OPERACIONAL +30,66%

RESULTADO LÍQUIDO +22,65%

EBITDA +17,34%



c) lucro líquido, nominal

UA 32,06%

U2A -20,56%

U3A 13,66%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 1,31%

U2A -2,74%

U3A 0,24%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 25,50

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,5% !!!!

340140  - marcosvinicius2  -  16 Jul 2017, 14:12
EXCELENTE ispholambra , essa é uma das empresas que eu adicionei ao meu BANCO DE DADOS, em breve começarei a postar os indic. fundamentalistas e a evolução histórica de alguns dados, como neste trimestre postarei as informações de forma concomitante com o prof., seria de grande ajuda caso alguem verifique alguma discrepância muito grande, informasse a situação, pois assim poderemos investigar qual foi o problema ocorrido, serve inclusive para aprendizado, alem de proporcionar uma sintonia fina na informação.

336986  - paulo_prof   -  21 Abr 2017, 15:48
Na minha opinião, o resultado veio dentro do esperado. Há que se ter cuidado quando se compara a Receita Líquida e Resultado Bruto em períodos distintos devido aos efeitos das bandeiras e custo da energia comprada para revenda. Estes efeitos são temporários e entram na equação de reajuste anual do preço da energia.

O lucro líquido do 4T16 foi fortemente impactado pela receita de uma reversão não recorrente de provisões (R$ 95 milhões). Em relação ao 1T16, todos os resultados marcaram um avanço. No operacional (Resultado Operacional, Lucro Líquido e Ebitda) houve avanço tanto na comparação anual, quanto trimestral. Só não dá para comparar com o 4T16 devido à Receita não Recorrente mencionada.

De (levemente) negativo, há o fato de que a empresa acumulou uma "gordura" de aprox. R$ 255 milhões que deverá ser deduzida na definição do próximo reajuste. Este passivo líquido de Valores a devolver de Parcela A e outros itens financeiros, não gera resultados operacional e líquido diretamente, mas impacta o resultado financeiro.

O que realmente incomoda no ativo é a sua liquidez ... Quem sabe a Iberdrola não decide mesmo incorporar a Neoenergia à EKTR, permitindo os seus sócios na Neoenergia venderem as suas ações via IPO e, em consequência, aumentar a liquidez.

EKTR4

PREÇO: R$ 21,81

PAYOUT (2016): 104,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 11,30

P/VPA 2,03

PSR 0,88

DY 9,25%

EV/EBITDA 7,46

MARGEM BRUTA 15,6%

MARGEM OPERACIONAL 10,6%

MARGEM LÍQUIDA 7,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,930

MARGEM EBITDA 16,6%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 123,8%

ROE 17,92%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,08



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -8,19%

RESULTADO BRUTO -12,85%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -29,39%

RESULTADO OPERACIONAL +15,92%

RESULTADO LÍQUIDO +16,95%

EBITDA +4,12%



b) 1T17 sobre 1T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,79%

RESULTADO BRUTO +6,21%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -15,77%

RESULTADO OPERACIONAL +32,99%

RESULTADO LÍQUIDO +34,35%

EBITDA +15,57%



c) lucro líquido, nominal

UA 16,95%

U2A -15,19%

U3A 2,31%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -0,14%

U2A -1,96%

U3A -0,18%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 24,74


Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,0% !!!!

336985  - ispholambra -  21 Abr 2017, 03:50
EKTR4... resultado bem fraco...a vida das distribuidoras puras nao esta facil nao...

Resultado do 1º Trimestre de 2017

A companhia divulgou lucro líquido de R$  87,3M no 1T17, uma variação de -53,7% em relação ao 4° trimestre de 2016 e aumento de 34,3% em relação ao 1° trimestre de 2016. A receita líquida totalizou R$ 1,2B neste trimestre, 7,7% menor que o 4T16, que  foi de R$ 1,3B. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida  havia atingido o valor de R$ 1,1B.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 18,7% contra 14,6% no 4T16 e 18,6% no mesmo período do  ano passado. Já a margem líquida ficou em 7,2% no 1° trimestre de 2017 contra 14,4% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 6,6B, redução de 6,2% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido alcançou a soma de R$ 2,1B neste trimestre, o que representou uma variação de 2,9% em  relação ao saldo no 1° trimestre de 2016.

334342  - paulo_prof   -  17 Fev 2017, 21:13
Há que se verificar o que ocorreu no 4T16. Se não há um erro em minha planilha, apesar de uma queda importante na Receita Líquida e Resultado Bruto, o Resultado Operacional, Resultado Líquido e Ebitda aumentaram sensivelmente em relação ao 4T15.

Se não houve eventos não recorrentes, sou da opinião de que os resultados foram muito bons. Como a empresa distribui 100% de seu lucro líquido, o DY ao preço atual é interessante. Na minha opinião, o ativo pode muito bem substituir um FII numa carteira que visa fluxo de caixa. Apostaria que o risco de surpresas negativas é menor do que na média dos FIIs.

A AGO, em fins de abril, deverá aprovar proventos de R$ 0,585 por ação.



EKTR4

PREÇO: R$ 20,50

PAYOUT (2016) 104,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 11,29

P/VPA 1,99

PSR 0,84

DY 9,25%

EV/EBITDA 7,32

MARGEM BRUTA 15,5%

MARGEM OPERACIONAL 10,0%

MARGEM LÍQUIDA 7,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,815

MARGEM EBITDA 16,2%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 136,8%

ROE 17,60%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,15



Taxas de Crescimento



a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T15, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -15,30%

RESULTADO BRUTO -18,88%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -19,76%

RESULTADO OPERACIONAL -7.97%

RESULTADO LÍQUIDO -5,25%

EBITDA -7,31%



b) 4T16 sobre 4T15, nominal

RECEITA OPERACI82,24ONAL LÍQUIDA -11,05%

RESULTADO BRUTO -20,04%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -73,70%

RESULTADO OPERACIONAL +115,25%

RESULTADO LÍQUIDO +10,52%

EBITDA +38,25%




c) lucro líquido, nominal

UA -5,25% -

U2A -10,50%

U3A 2,80%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -4,54%

U2A 0,18%

U3A -0,52%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 23,13

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -2,0% !!!!

334344  - pedrosousa -  17 Fev 2017, 21:20
17/02/2017 18:47 ELEKTRO (EKTR) - Dados Financeiros - Press-release - 31/12/16
Resultado em 31 de dezembro de 2016
17 de fevereiro de 2017
Relações com Investidores | Elektro Redes Redes S.A.
CNPJ 02.328.280/0001-97
RESULTADOS E DESEMPENHO EM 2016
(1) Em milhões de Reais, exceto onde indicada outra unidade de medida.
(2) Este indicador não contempla o valor das perdas nas Demais Instalações de Transmissão (DITs), que passou a ser contabilizado desde setembro/12 pela CCEE como perdas das distribuidoras. Caso incluído este efeito, o índice de perdas em dezembro/16 da Elektro Redes seria de 10,34% (8,79% em 2015)– ver item 12.2. – Perdas de Distribuição.
DESTAQUES
 Em 2016, a Elektro Redes reduziu em 13,9% o seu endividamento líquido a partir de uma gestão prudente de caixa, e realizou investimentos voltados à expansão e modernização, que melhoraram os indicadores operacionais de DEC e FEC, registrando os melhores índices de sua história. Esses resultados, mesmo em um ano de cenário econômico adverso, mostram o comprometimento de uma empresa focada em gestão operacional e financeira eficiente.
 Em 2016, a Elektro Redes foi eleita pela 10ª vez como a Melhor Distribuidora de Energia Elétrica
da Região Sudeste do País e também eleita pela 11ª vez a Melhor em Gestão Operacional no Brasil pelo Prêmio Abradee.
 Pelo segundo ano consecutivo, a Elektro Redes foi consagrada a Melhor Empresa para Trabalhar da América Latina e, pela 4ª vez consecutiva, a Melhor Empresa para Trabalhar no País, ambas as premiações pela pesquisa Great Place to Work.
 Eleita como a Melhor Empresa do Setor de Energia pelo Guia Você S/A – As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar, realizado em parceria com a FIA.
 Apesar do cenário de restrição de crédito no Brasil em 2016, a Elektro Redes manteve amplo acesso ao mercado financeiro e índices adequados de liquidez: a Companhia contou com a liberação da primeira parcela do financiamento junto ao Banco Europeu de Investimento (BEI) –
Resultados Econômico-Financeiros
(R$ milhões) (1)
Receita Bruta 7.950,3 9.631,8 -1.681,5 -17,5%
Receita Líquida 4.755,0 5.613,8 -858,8 -15,3%
Margem Operacional Líquida 1.323,0 1.488,3 -165,3 -11,1%
EBITDA 770,6 831,4 -60,8 -7,3%
Margem EBITDA 16,2% 14,8% 1,4 p.p. 9,5%
Lucro Líquido 351,7 371,2 -19,5 -5,3%
Dívida Líquida 1.670,5 1.939,3 -268,8 -13,9%
Investimentos 383,4 341,6 41,8 12,2%
Outros Resultados dez/16 dez/15 Variação Variação %
Volume de fornecimento (GWh) 11.370,7 12.537,3 -1.166,6 -9,3%
Consumo de energia na área de concessão (GWh) 15.737,9 16.087,4 -349,5 -2,2%
Clientes (milhares) 2.549 2.503 46 1,8%
DEC anualizado (horas) 8,24 8,50 -0,26 -3,1%
FEC anualizado (interrupções) 4,59 4,70 -0,11 -2,3%
Perdas de Distribuição (%) (2) 8,79% 6,95% 1,8 p.p. 26,5%
Rating corporativo (Standard & Poor's) brAA- brAA+ - -
31/12/2016 31/12/2015 Variação (1) Variação %
Resultado em 31 de dezembro de 2016
17 de fevereiro de 2017
Relações com Investidores | Elektro Redes S.A.
CNPJ 02.328.280/0001-97

com o crédito dos recursos em 1º de julho, no valor de R$ 180,2 milhões, a um custo final de 76,5% do CDI – e também com a liberação de R$ 104,8 milhões de recursos do contrato junto ao BNDES para financiamento do seu programa de CAPEX 2015-2016.
 Como consequência desta gestão financeira prudente, a Elektro Redes continua apresentando o melhor rating possível que uma empresa regulada poderia ter na escala de crédito nacional,  brAA-, que foi revisado em decorrência dos rebaixamentos do crédito soberano do Brasil, pela S&P.

328562  - paulo_prof   -  19 Out 2016, 10:46
O Resultaado da EKTR mostra que ainda vai demorar para que as distribuidoras recuperem a lucratividade histórica.

EKTR4
PREÇO: R$ 17,01
PAYOUT (2015): 105%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 12,36
P/VPA 1,69
PSR 0,68
DY 8,49%
EV/EBITDA 7,02
MARGEM BRUTA 16,1%
MARGEM OPERACIONAL 7,3%
MARGEM LÍQUIDA 5,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,376
MARGEM EBITDA 14,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 138,2%
ROE 13,68%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,24

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -17,39%
RESULTADO BRUTO -42,01%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +31,11%
RESULTADO OPERACIONAL -65,61%
RESULTADO LÍQUIDO -62,21%
EBITDA -47,80%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -6,91%
RESULTADO BRUTO -23,51%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +12,14%
RESULTADO OPERACIONAL -31,81%
RESULTADO LÍQUIDO -29,60%
EBITDA -16,81%

c) lucro (taxa média anual)
UA -62,21%
U2A 64,60%
U3A 0,67%

d) patrimônio líquido médio
UA -7,82%
U2A 1,02%
U3A -0,19%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 13,76

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +5,5%

320457  - ispholambra  -  22 Abr 2016, 15:37
Para quem ainda tem...

Achei o resultado bem fraco... mas ha de se ler o release...

Abraço

Ivan

22/04/2016 08:29 ELEKTRO (EKTR) - DEMONSTRACOES FINANCEIRAS DE 31/03/2016 (INDIVIDUAL)

ELEKTRO - ELETRICIDADE E SERVICOS S.A. 31/03/2016

Resumo dos Dados Individuais Recebidos

Reais Mil

Nome de Pregao ELEKTRO
Periodo 3M
Data de Encerramento 31/03/2016

Dados da Companhia
Patrimonio Liquido 2.027.861
Receita de Venda 1.142.762
Resutado Bruto 212.176
Resultado de Equivalencia Patrimonial 0
Resultado Financeiro (39.241)
Resultado Liquido das Operacoes Continuadas 64.948
Lucro (Prejuizo) do Periodo 64.948
Numero de Acoes, Ex-Tesouraria - (Unidade) 193.759.265

http://ri.elektro.com.br/Media/Default/DocGalleries/Resultados%20trimestrais%20e%20anuais/Release_Resultados_31-03-2016%20%28FINAL%29.pdf

166342 - DANIELBOSSAN -  06 Fev 2013, 22:52
EKTR4 Resultados

(Revisão tarifária)
(Baixo crescimento econômico)
(Desaceleração da industria)
(Aumento no custo de energia comprada, as hidrelétricas com reservatórios vazios)....

Vixe...

Resultado do 4º Trimestre de 2012

A empresa anunciou lucro líquido de R$ 39,9 M no 4° trimestre de 2012, uma variação de -58,4% em relação ao 3° trimestre de 2012 e decréscimo de 58,1% em relação ao quarto trimestre de 2011. A receita líquida totalizou R$ 931,4 M no 4° trimestre de 2012, 4,0% superior que o 3T12, que foi de R$ 895,2 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 901,5 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 8,4% contra 24,5% no terceiro trimestre de 2012 e 27,1% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 4,3% no 4T12 contra 10,7% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais atingiram o saldo de R$ 4,6 B, crescimento de 33,3% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 1,9 B no quarto trimestre de 2012, o que representou uma variação de 41,5% em relação ao saldo no quarto trimestre de 2011.

152928 - paulo_prof -  20 Out 2012, 23:38
Sinceramente ... faço pouca idéia ...

A partir do 3T12, a tarifa média para efeitos econômicos foi reduzida em aprox. 1,15%. Por outro lado, como a energia total comercializada vem crescendo numa taxa aprox. de 1,3% a.a., podemos supor que a Receita Líquida não deverá apresentar grandes variações.

A grande incerteza está no que concerne as despesas. Evidentemente a empresa estará tentando reduzir custos de todas as formas. Neste momento, entretanto, não há qualquer indicação que permita avaliar o grau de sucesso que terá nesta empreitada.

De cara, vejo três fatores que trabalham contra, aumentando os custos:

a) o real desvalorizado (em relação ao 3T11) aumentará sensivelmente o custo da energia comprada de Itaipu;

b) a seca provavelmente aumentará o custo da energia adquirida no mercado livre, porque grande parte será de orígem térmica; e

c) a dívida líquida no final do 2T12 era bastante superior aos níveis verificados no final do 4T11 e 2T12; é bastante provável que o resultado financeiro se situe entre os R$ 35 e 40 milhões negativos.

O aumento de custos em a) e b) será compensado por um aumento nas tarifas ... mas isto só ocorrerá em julho de 2013; até lá a empresa terá que financiar a diferença nos custos.

Por outro lado, a partir do 3T13, a empresa deverá devolver, via tarifa, um passivo regulatório de aprox. R$ 120 milhões por trimestre e, a partir de 3T14, aprox. R$ 240 milhões por trimestre.

Se, em média, a empresa conseguir um lucro trimestral de R$ 75 milhões nominais nos próximos 3 anos (ou seja, uma diminuição média anual de 5% do lucro real) acho que deverá dar-se por satisfeita. Neste caso, o preço justo seria algo no entorno dos R$ 19,00.

O resultado do 3T12 fornecerá algumas indicações que possivelmente vão permitir efetuar projeções com incerteza um pouco menores

152909 - paulo_prof -  20 Out 2012, 14:18
PREÇO: R$ 26,50
PAYOUT (2011): 97,7%

P/L 12,43
P/VPA 2,56
PSR 1,45
DY 7,86%
EV/EBITDA 32,06
MARGEM BRUTA 26,0%
MARGEM OPERACIONAL 16,7%
MARGEM LÍQUIDA 11,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,132
MARGEM EBITDA 5,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 81,4%
ROE 20,61%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,28

Taxas nominais médias de crescimento anual
a) do lucro líquido
UA -19,51%
U2A -4,37%
U3A -6,55%

b) do patrimônio líquido médio
UA 21,29%
U2A 19,86%
U3A 13,57%

Taxa nominal de crescimento 9M12 em relação aos 9M11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,92%
RESULTADO BRUTO -16,10%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +7,93%
RESULTADO OPERACIONAL -19,48%
RESULTADO LÍQUIDO -19,99%
EBITDA -16,77%

Taxa anual média de crescimento real necessária durante 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja IGUAL ao preço corrente (para uma perpetuidade real nula e taxa anual real de desconto de 8%): 0%

sou capaz de apostar que a empresa não conseguirá manter, nos próximos 3 anos e em termos reais, o lucro líquido obtido nos últimos 12 meses ...

152904 - danieljoseaa -  20 Out 2012, 03:12 
Para meu amigo Ch:
EKTR4:

Resultado do 3º Trimestre de 2012

A companhia anunciou lucro líquido de R$ 96,1 M no terceiro trimestre de 2012, uma variação de 33,6% em relação ao segundo trimestre de 2012 e decréscimo de 26,4% em relação ao 3° trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 895,2 M neste trimestre, crescimento de 6,4% em relação ao 2T12 e aumento de 0,2% em relação ao 3° trimestre de 2011.

A margem bruta atingiu 24,5% neste trimestre contra 19,9% no trimestre anterior e 30,4% no 3T11. Já a margem líquida ficou em 10,7% no 3° trimestre de 2012 contra 8,5% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 4,5 B, acréscimo de 34,7% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 2,0 B no terceiro trimestre de 2012, o que representou uma variação de 49,1% em relação ao saldo no terceiro trimestre de 2011.

Neste período, a ação oscilou 7,7% contra 8,9% do Ibovespa, enquanto que o valor de mercado alcançou R$ 5,2 B contra R$ 3,5 B no 3T11.

128768 -  paulo_prof - 30/Abr/2012 15:22
A Elektro é uma empresa que praticamente está em sua "perpetuidade". Em termos da EKTR4 distribui quase 100% do seu lucro líquido e, em termos reais, o lucro líquido, na média, vem decrescendo numa razão de aprox. 1% ao ano.


Inserindo o LPA referente aos últimos 12 meses, R$ 2,575, na fórmula do "preço justo" do FCD, com uma taxa de crescimento real do lucro de -1% durante 100 anos (o calculador do Guiainvest não permite perpetuidades negativas) e uma taxa de desconto de 8%, obtém-se R$ 28,33, apenas 6,5% superior ao preço do últimos negócio realizado.

Considerando que, como as demais distribuidoras, a Elektro também deverá sofrer, acho que a EKTR4 está cara (ou seja, a hipótese de que o lucro líquido decrescerá, em termos reais, apenas 1% ao ano, é super otimista).

PREÇO: R$ 26,50
PAYOUT (2011): 97,7%
P/L      10,29
P/VPA            3,87
PSR     1,44
DY      9,49%
EV/EBITDA  31,76
MARGEM BRUTA  29,6%
MARGEM OPERACIONAL          20,1%
MARGEM LÍQUIDA          14,0%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 2,575
MARGEM EBITDA 5,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       96,4%
ROE    37,60%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,41

Taxas anuais nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      6,56%
U2A    1,30%
U3A    4,24%

b) do patrimônio líquido médio
UA      4,31%
U2A    8,07%
U3A    6,02%

115468 - paulo_prof - 14/Fev/2012 22:08
Resultado fraco no trimestre, bom no exercício ...

PREÇO R$ 25,80
PAYOUT (2010) 98,8%
P/L      10,15
P/VPA            3,65
PSR     1,40
DY      9,74%
EV/EBITDA  31,09
MARGEM BRUTA  29,4%
MARGEM OPERACIONAL          19,8%
MARGEM LÍQUIDA          13,8%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 2,541
MARGEM EBITDA 5,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       90,4%
ROE    35,98%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,42

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      9,33%
U2A    0,70%
U3A    7,92%

b) do patrimônio líquido médio
UA      13,83%
U2A    10,07%
U3A    7,75%



Não arrisco um prognóstico para 2012 ... nçao tenho a mínima idéia de como a revisão de 3o. ciclo impactará a empresa ...

60679 - tota57 - 06/Jan/2011 08:50
Apesar do orgão regulador ter dado sinais de arrocho nas margens das elétricas, por conta do 3º ciclo de revisões tarifárias e renovação das concessões, notamos que tem mais "cachorro do que osso". Ou o negócio é bom demais e todos querem, ou é caso de sobrevivência, crescer para ganhar escala e reduzir custos com a sinergia, ou as duas coisas...rsrs

Valor Econômico

Previ envia recado para sócia Iberdrola

Energia: Fundo diz que para Elektro entrar na Neoenergia terá que, necessariamente, passar por sua aprovação

Josette Goulart | De São Paulo

Ações da espanhola Iberdrola, presidida por Jose Ignacio Sanchez Galan, ontem tiveram queda 1,48% na Bolsa de Madri

O fundo de pensão dos funcionários doBanco do Brasil (Previ) reagiu à notícia publicada pelo Valor de que a Iberdrola tem um acordo de exclusividade para a compra dos ativos da Ashmore Energy International(AEI), entre eles a Elektro, mandando um recado para seu sócio. A Previ terá que "necessariamente" aprovar uma eventual transferência da Elektro para a Neoenergia, disse o fundo formalmente em carta enviada primeiramente ao jornal e depois divulgada para o restante da imprensa e inclusive para executivos da Neoenergia. Previ e Iberdrola dividem o controle da empresa.

Incorporar a Elektro na Neoenergia faz parte da estratégia da Iberdrola, que quer ter ganhos de produtividade com as outras distribuidoras da controlada que estão localizadas no Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. O problema é que, para a Previ, uma das principais sócias também da CPFL Energia, o negócio agregaria mais valor se fosse adquirido pela CPFL. A Elektro é hoje vizinha da área de concessão da companhia paulista .

A vantagem da Iberdrola na compra, além do acordo de exclusividade, é que a empresa tem condições e interesse em adquirir o pacote completo da Ashmore. A AEI - uma espécie de condomínio de fundos de investimentos que aplicam em mercados emergentes - não quer vender a Elektro separadamente, pois sabe que é seu ativo mais valioso e teria dificuldades em vender os demais, espalhados pela América Latina, China e Leste Europeu. Por isso, quer atrelá-los à venda da distribuidora brasileira.

Diversas fontes muito próximas ao fundo, à Neoenergia e à CPFL dizem que a Previ barrou a participação direta da Neoenergia no processo de venda dos ativos da Ashmore em função do conflito com a CPFL. Ontem, na sua carta, o fundo, entretanto, refutou que um conflito de interesses tenha impossibilitado uma oferta da Neoenergia pela Elektro. "O processo de venda dos ativos da Ashmore está seguindo regras de mercado. Em momento algum a compra do ativo Elektro foi estudada ou avaliada no âmbito dos acionistas da Neoenergia, empresa na qual a Previ detém 49% de participação. Eventual proposta de venda da Elektro para a Neoenergia deverá ser analisada dentro das instâncias de governança da companhia e, necessariamente, ter a aprovação da Previ", informou o fundo.

A notícia do acordo de exclusividade para a compra dos ativos da AEI, que vale até o dia 15 de janeiro, afetou as ações da empresa presidida mundialmente por Ignacio Galan. Os papéis tiveram queda 1,48% na Bolsa de Madri. A empresa enviou um comunicado a alguns órgãos de imprensa negando que tenha feito "acordo para a compra dos ativos da AEI por US$ 8 bilhões". Questionada, entretanto, se negava o acordo de exclusividade na negociação, a direção de comunicação da empresa no México disse apenas que na Espanha os executivos não estavam mais disponíveis em função da festa do Dia de Reis que acontece hoje. A Iberdrola não fez qualquer comunicado oficial à Comissão de Valores Mobiliários da Espanha.

Desde que começaram os boatos de que o governo federal tinha interesse em formar uma superelétrica com a união de Neoenergia e CPFL Energia, os espanhóis começaram a reagir no país. Só no ano passado, a empresa que era tida como o entrave no crescimento da Neoenergia, aprovou uma série de investimentos agressivos. A Neoenergia entrou em Belo Monte, com 10% do capital, aprovou a menor tarifa da história dos leilões, em Teles Pires, e ainda foi extremamente agressiva no leilão de eólicas, sendo uma das maiores vendedoras de energia. O imbróglio com a Previ terá que ser resolvido, pois as duas empresas da qual o fundo é sócio sistematicamente têm competido entre si nos mais diferentes negócios. O fundo contratou o banco Morgan Stanleypara avaliar o ativo. Mas a ideia da fusão foi barrada pela Iberdrola, que não quis negociar.

O Estado de S.Paulo

Iberdrola tem preferência em oferta por ativos da AEI

Grupo espanhol tem prazo até o dia 15 para acertar a compra dos ativos, que incluem a distribuidora Elektro

A companhia espanhola Iberdrola tem exclusividade até o próximo dia 15 para apresentar uma proposta de compra dos ativos globais da americana Ashmore Energy International (AEI), o que inclui a distribuidora brasileira de energia Elektro.

A informação foi confirmada à Reuters por uma fonte que preferiu não se identificar. A fonte destacou, entretanto, que isso não significa um acordo fechado de compra. Se a proposta da Iberdrola, que no Brasil integra o bloco de controle da Neoenergia, não for satisfatória, outras empresas poderão, após o prazo, fazer suas ofertas pelos ativos da AEI. Procurada, a Iberdrola não quis comentar o assunto, mas enviou comunicado em que "nega ter assinado acordo para comprar a AEI por cerca de US$ 8 bilhões". A AEI disse que não comentaria o assunto.

A edição de ontem do jornal Valor Econômico informava que a oferta da Iberdrola pelos ativos da AEI é estimada em cerca de US$ 8 bilhões e inclui, além da Elektro, geradoras, gasodutos e distribuidoras de energia elétrica na América Latina, China e Leste Europeu.

Mas analistas afirmam que a compra de todos os ativos da AEI é improvável, embora a Neoenergia - onde a Iberdrola tem 39% de participação - possa estar interessada nos 99% da Elektro. "A Elektro poderia se encaixar na estratégia da Iberdrola em ativos de energia e de expandir sua presença no Brasil", disse um analista de um banco europeu.

Em agosto, uma fonte havia informado que a Neoenergia, que também tem como sócios a Previ e o Banco do Brasil, tinha feito proposta para compra da Elektro - informação negada pela Previ. De acordo com o IFR, um serviço da Thomson Reuters, também tinham interesse na Elektro a Cemig e a CPFL Energia. Um outro interessado seria o banco BTG Pactual.

- Tamanho - U$ 3,57 Billhões é o valor de mercado da Elektro mais sua dividas


- 1,95 milhões clientes em 228 cidades de SP e MS.

55081 - paulo_prof - 11/Nov/2010 17:11 
Novos múltiplos da EKTR4, baseados nos últimos 12 meses:

Preço: R$ 25,25
Payout: 99,3%
P/L 11,11
P/VPA 3,88
PSR 1,63
DY 8,93%
EV/EBTIDA 31,27
MARGEM BRUTA 28,3%
MARGEM OPERACIONAL 18,8%
MARGEM LÍQUIDA 14,6%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,272
MARGEM EBITDA 6,1%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 77,3%
ROE 34,94%


LIQUIDEZ CORRENTE 0,92

4980 - tota57 - 06/Set/2010 15:26
Em relação a especulação de venda dos ativos do Ashmore na América Latina, fundo que controla a eficiente Elektro (EKTR), notícias que circularam na ultima semana dão conta de que Neonergia, AES, Cemig e CPFL, seriam as empresas que estão participando ativamente da disputa.


Veio a público que esses ativos, que compreendem a Elektro, uma distribuidora Argentina, gasodutos e uma problemática termoelétrica em Cuiabá, valeriam de R$ 5 a R$ 7 Bilhões. Sozinha a Elektro poderia valer algo em torno de R$4,5 Bilhões, segundo matéria publicada no Valor Econômico de 02/09. Nota na Isto É dinheiro, na coluna Mercado em Numeros, informa que R$ 7 bilhões é o preço máximo para a CPFL comprar a Elektro.


É um festival de cifras que me despertaram o interesse de ver como ficariam os multiplos, considerando que a empresa pode gerar um Lucro Líquido igual ao do ano passado, que foi inferior ao verificado em anos anteriores. LL de 2009 = R$2,50/ação:


hipotese - Venda pelo Valor de Mercado de sexta-feira, considerando a cotação de R$ 28,75 tanto para ON´s como PN´s


Valor de Mercado = R$5,57 Bilhões

P/L = 11,50

DY% = 11,55%

EV/Ebitda = 8,51

Dívida Líquida/Ebitda = 1,1 X


Pois bem, ao menos que haja um ganho de sinergia muito expressivo, que na prática poderia se glossado pela Aneel num segundo momento de revisão tarifária, as cotações de EKTR estão no seu limite. Não vejo muita possibilidade do negócio ser fechado por um preço de ação superior a R$ 28,75.


Lembrando que a Cemig pagou pela Terna um EV/Ebitda de 8,5X. Na compra da parcela que a EQTL tinha na Light o preço pago foi um Ev/Ebitda de 7,5X.


30678 - small caps - 19/Mar/2010 17:43
ugaz, PETR "tá devendo" muito ainda para chegar ao topo histórico... e a tal subscrição de novas ações com capitalização pelo governo de reserva do pré-sal deve também contribuir para o engessamento.
Eu fui um daqueles que já vendeu suas ações. Tinha comprada ela no ano 2000, quando sim era uma verdadeira pechincha. Naquela época foi a vez das commodities, esquecídissimas... Geralmente o futuro costuma ser diferente do que se imagina... e foi, eis que eram ativos desprezados... hoje, estão na moda... passo ao largo, daí...
Em 2009, início, foi a vez dos bancos médios e construtoras.... devassadas pelos estrangeiros para nossa alegria...


EKTR4 foi de uma vez só para o preço justo... há ativos mais baratos agora do mesmo setor... mas quando se comentou por aqui, era uma grande oportunidade...


29074 - edbmsev - 01/Mar/2010 20:57
Se não me engano, a controladora da Elektro já tentou fechar seu capital em 2007, por meio de oferta pública de ações com preço na faixa de 11 reais. A meu ver, eventual fechamento de capital representa um dos maiores riscos para os minoritários da Elektro. Dado a baixíssima qtde de ações em circulação é improvável que haja muita preocupação dos controladores em adotar padrões elevados de governança corporativa.

Optei por ter a maior parte de minha carteira em elétricas alocada em COCE3, GETI3 e TRPL3/4, além de AFLU3. A Afluente é uma empresa que atua na área de geração e transmissão, tendo contrato bilateral firmado com a Coelba até 2.028. A Afluente é uma empresa relativamente pequena, paga dividendos anuais na faixa de 10-11%, tem fluxo de caixa bastante previsível e faz parte do grupo Neoenergia. O principal risco da Afluente é sua baixíssima liquidez. Mas comprei como vaca leiteira, reinvestindo seus dividendos em papéis de crescimento.

No momento, estou adotando a estratégia de ficar vendido parcialmente em ibovespa futuro e comprado em empresas boas pagadoras de dividendos, especialmente elétricas. 


29032 - tota57- 28/Fev/2010 21:49
Tens razão que há ativos com multiplos mais interessantes, mas a EKTR é uma opção para investidores que preferem comprar uma quantidade maior de empresas. Tenho visto por aqui colegas com 20, 30 e até 40 ativos. Nesses casos é uma opção para diluir o risco.

Eu não tenho o papel, pois minha cota de elétricas terá no máximo 4 empresas. Atualmente tenho 3, COCE3, GETI3 e ELPL6.

É ainda uma alternativa para aqueles que não querem comprar o risco que outras empresas tem. A GETI tem um compromisso de aumentar 15% a capacidade de geração, o que não deixa de ser uma oportunidade. Tem ainda o contrato com a ELPL que vai terminar em 2015. A Coce tem o risco da troca de controle. ELPL a divida não reconhecida com a Eletrobrás. EKTR parece ser menos arriscada, por isso esta mais cara.

Eu gosto de mais dos resultados que a empresa entrega, não só os resultados economico-financeiros, mas todos os indicadores operacionais. Independente dessa admiração eu não trocaria meus ativos por EKTR, primeiro porque não me agrada a estrutura societaria e segundo porque a 3 que tenho estão baratas. 


29027 - tota57 - 28/Fev/2010 19:26
Eu já comentei aqui que a Elektro é a jóia da coroa, uma excelente empresa que oferece os melhores indicadores de qualidade do serviço e do atendimento. No aspecto economico-financeiro os balanços falam por si só, hoje mesmo postei um Raio X com os multiplos dos ultimos anos. Endosso as estimativas do paulo_prof, talvez ela tenha um lucro liquido uns 5% maior que o previsto por ele, uma vez que há projeções de que o mercado de energia cresça aproximadamente 7% em 2010.
Em outras oportunidades lamentei o fato da empresa ter a estrutura societária concentrada nas mãos da AEI - Ashmore Energy Internacional. O Free-Float dela é irrisório, o que compromete a liquidez.
Temos visto alguns boatos de que a CPFL poderia comprar a Elektro. Eu particularmente não creio que isso vá acontecer. Digo isso porque no segundo semestre do ano passado a AEI fez uma IPO na bolsa de Nova Iorque. A Ashmore deve estar portanto com a burra cheia de dinheiro e não vejo motivos para ela vender a sua maior distribuidora de energia, a Elektro tem quase 50% dos consumidores dentre as distribuidoras controladas pela AEI, vejam no link abaixo. Digo mais, a AEI foca seu investimentos em empresas localizadas em paises em desenvolvimento. Arrisco-me a dizer que a AEI pode participar sim da consolidação do setor elétrico brasileiro, mas no papel de compradora e não no de vendedora.
Para ficar legal eles precisariam criar uma holding e fazer um IPO na Bovespa, aumentando a participação do capital de terceiros nas suas empresas brasileiras. Se isso ocorresse os pequenos investidores poderiam ser beneficiados.


http://www.aeienergy.com/?id=1


29024 - paulo_prof - 28/Fev/2010 20:08
Se houver interessados, acho que o Tota se coloca à disposição para uma análise + aprofundada da Elektro.
A receita operacional bruta cresceu 8,46% em relação ao exercício de 2008. Houve, entretanto, um acréscimo nas deduções, de modo que a receita operacional líquida cresceu menos, 5,97%, em relação à 2008. Esta redução foi devida ao efeito negativo do resultado definitivo da redução tarifária, que causou um impacto de R$ 55,8 milhões.
Devido ao aumento (9,4%) no custo da energia comprada para revenda (maior volume e aumento da tarifa média nos reajustes dos contartos de compra) e o aumento no custo de operação (13%), principalmente pessoal (14,2%), serviços de terceiros (19%), o Resultado Bruto foi 1,96% menor do que o de 2008.
O Ebitda ficou praticamente constante (queda de 0,3% em relação a 2008), mas o resultado financeiro foi muito melhor (um resultado financeiro negativo em R$ 140 milhões em 2008 foi revertido num resultado financeiro positivo de R$ 3 milhões). A maior parte do salto no resultado finaceiro foi devida a Lei do Parcelamento de débitos fiscais. Sem este fato não recorrente, o resultado financeiro teria sido negativo em R$ 93 milhões e o lucro líquido aprox. R$ 63 milhões menor. Um outro fator que contribuiu para o excelente resulado financeiro foi a variação do IGP-M, que experimentou uma deflação em 2009. O IGP-M é o indicador para os índices de reajuste das debêntures representando 28% da dívida bruta. As evoluções, em relação a 2008, do resultado operacional (+26,9%) e Resultado Líquido (23,9%), portanto, são devidos em grande parte a efeitos não recorrentes.
Na avaliação da empresa, o lucro líquido recorrente durante o exercício de 2009 teria sido de aprox. R$ 446 milhões.
Relativo ao Exercício de 2009, a EKTR distribuiu 95% do lucro líquido (ou seja, retirou a reserva legal de 5% e distribuiu o resto). Como a EKTR4 paga proventos 10% maiores do que a EKTR3, o payout efetivo (total distribuído para a EKTR4 * número total de ações, dividido pelo lucro líquido) em termos de EKTR4 foi de 100,4%.
Pelas minhas projeções (o papel aceita tudo), o lucro líquido de 2010 deverá ser de aprox. R$ 485 milhões (o mesmo de 2009). Nestas condições e ao preço de 6a. feira (R$ 25,00), os indicadores seriam:
P/L .............. 9,98
P/VPA ......... 4,30
PSR ............ 1,82
DY ............. 10,07%
EV/EBTIDA .. 7,54


Como anunciado, a próxima distribuição de proventos (dividendos complementares do exercício de 2009) terá como data "com" o dia 14ABR e será de aprox. R$ 0,84/ação.


25595 - tota57 - 16/Jan/2010 16:57
Eu devo ter comentado por aqui que a EKTR é jóia da coroa. Eu cresci na zona de concessão da empresa e conheço bem o seu desempenho. Recentemente a controladora lançou ADR´s em NY e descartou a possibilidade de vender ativos no Brasil. Se bobear os caras vem para cá e entram nessa brincadeira de compras de ativos.

A EKTR é tão boa e de baixo risco, que eles não dividem o bolo com ninguem, o controle é totalmente concentrado e o free-float inexistente. A unica coisa que falta para ela é aumentar a participação do capital de terceiros, ou seja, diluir um pouco esse controle. 


24623 - paulo_prof - 06/Jan/2010 19:45
O meu chute é que nos 4 próximos trimestres, a EKTR apresentará um lucro líquido de aprox. R$ 550 milhões. Se o payout for mantido, isto implicará em proventos de R$ 2,50/ação. Ainda na minha estimativa, a próxima distribuição de dividendos deverá se dar (dia "com") no início de abril, de aprox. R$ 0,70/ação. Depois, só em meados de agosto.

Continuando com o chute, acho que nos próximos 4 trimestres, a ELPL apresentará um lucro líquido de aprox. R$ 670 milhões. Se o payout for mantido, isto implicará em proventos de R$ 4,22/ação. Estimo que distribuirá dividendos de R$ 3,23/ação em fins de abril. Depois também, só em meados de agosto.

Se a EQTL não vendesse a Light para a CMIG, eu tinha estimado um lucro líquido de R$ 315 milhões nos próximos 4 trimestres, com proventos de R$ 2,00/ação. De qualquer forma, estimo que distribuirá aprox. R$ 1,70/ação antes do final de março. Depois distribuirá uma mixaria só em DEZ2010. Pela Light, entretanto, a CEMIG pagará aos acionistas da EQTL, R$ 7,414/ação (+ aprox. R$ 0,70 pela parte dos R$ 1,70 que são da Light, se o processo todo terminar antes do final de março).

De acordo com as minhas estimativas, sem a Light, o lucro líquido anual da EQTL passará para algo próximo de R$ 180 milhões e o patrimônio líquido passará para algo próximo de R$ 810 milhões.

Hoje, a CEMAR (ENMA3B) está sendo negociada a um P/L = 5,4; P/VPA = 2,08 e DY = 11,4%. Se vc subtrair, do preço de hoje (R$ 17,70) os R$ 7,41 da Cemig + os 0,70 a serem pagos pelos proventos da Light, vc chega a R$ 9,59 pela "nova" EQTL, ou seja, um P/L = 5,65 e um P/VPA = 1,25 (relativamente mais barato/interessante do que comprar ENMA3B).

A grande questão é: quanto tempo levará para que todo este processo se desenrole? Antes ou depois de fins de março? Quais as perspectivas da Cemar (onde é que anda o Tota)? 

20434 - padrinho - 11/Nov/2009 22:58
citação: tota57Salve prof,

Boa essa tal de Elektro, verdadeira joia da coroa. Tão boa que os controladores não querem dividir o bolo, o free-float é desprezível.

Tem muita empresa de olha para comprar, mas pelo visto os americanos não venderão, parece-me até que estão lançando ADR´s, o que torna sem sentido a venda do ativo.

Revisando EKTR4 verifiquei que do total de 101.878.293 ações preferenciais somente 0,59% estão no mercado, ou seja, 601.082 ações significariam o free float da empresa dentro do nosso mercado... alguma parte desta devem estar em carteiras de LP e povoarão o book em momentos muito raros. Hoje foram negociados 700 PN´s...As ON estão "soltas e perdidas" na miserável fração de 0,03%. Respeito, e muito, aqueles que tem a paciência e persistência pra trabalhar este tipo de ativo. 


18010 - tota57 - 22/Out/2009 11:57
Energia: Negociação foi interrompida depois que a AEI decidiu levar adiante emissão de US$ 800 milhões
Oferta de ações de acionista da Elektro barra planos da CPFL
Josette Goulart, de São Paulo 22/10/2009
Adquirir a Elektro, empresa de distribuição de energia que atua em 223 cidades paulistanas, a maior parte delas na extensão de sua própria área de concessão, era o sonho da CPFL Energia pela sinergia que o negócio lhe traria e a posição líder de mercado que passaria a ocupar. Mas há cerca de um mês, quando achou que estava prestes a fechar negócio, a CPFL foi surpreendida com a ordem de suspensão das negociações vinda do acionista da Elektro, Ashmore Energy International (AEI). Com sede nas Ilhas Cayman, ela tem ativos de infraestrutura em países emergentes e é dona de 99,7% do capital da distribuidora brasileira.
O motivo ficou claro na semana passada, quando a AEI decidiu levar adiante seu plano de emissão de ações no mercado americano. O prospecto foi entregue à comissão de valores mobiliários americana, a SEC, em agosto, mas foi somente no dia 14 deste mês que ela marcou a data para sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Nova York. Será na próxima segunda-feira, dia 26.
A expectativa é de uma captação de recursos entre US$ 700 milhões e US$ 800 milhões. Este será uma das maiores ofertas no mercado americano neste ano, segundo a agência de notícias DowJones Newswire. Se a oferta for um sucesso de público, dificilmente uma empresa com tanto recurso novo em caixa se desfaria de um de seus principais ativos. A Elektro é hoje a maior empresa de distribuição sob o guarda-chuva da Ashmore. Sem contar, que os novos acionistas que vão comprar o papel estarão comprando o investimento brasileiro, tão em voga hoje entre os investidores. Desta forma, o sonho da CPFL será adiado por tempo indeterminado na visão de analistas do setor ouvidos pelo Valor. Procuradas, as duas empresas não quiseram se pronunciar.
A AEI começou suas atividades como um fundo de participações administrado por uma empresa de gestão de recursos londrina também chamada Ashmore. Em 2006, entrou na operação a Prisma Energy International, uma empresa sobrevivente do falido grupo Enron. A Prisma mudou então seu nome para Ashmore Energy International. Hoje, ela tem ainda como sócio um fundo de private equity do governo de Cingapura, que detém 23% do capital da AEI.
A empresa opera em 19 países sendo que os ativos brasileiros representaram 36% do lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (lajida) da AEI em 2008. É o maior negócio do grupo. Em segundo lugar, vem a operação colombiana. No Brasil, a Ashmore tem ainda uma termelétrica (a EPE) e empresas de transporte e distribuição de gás natural (Cuiabá GOM, Cuiabá TBS e TBG). A área de distribuição representa 51% do portfólio da AEI, que tem ainda distribuidoras no Peru, Argentina, Chile, El Salvador, Panamá.
A Elektro era cobiçada por diversas empresas brasileiras que querem consolidar suas operações. Com sua saída do páreo, mais uma vez os grandes grupos vão se deparar com a dificuldade de fazer aquisições e fazer acontecer a famigerada consolidação do setor de distribuição no país.
O Brasil possui hoje 64 empresas distribuidoras. A maior parte delas ainda continua na mão dos diversos governos, seja estadual, municipal ou federal. Assim são poucos os ativos à venda. Um deles seria a Rede Energia, mas os donos da companhia tem conseguido tocar seus negócios, apesar da dívida elevada, com a ajuda do governo federal que, por meio da Eletrobrás , estuda entrar em algumas empresas do grupo. Ainda se espera que grupos estrangeiros vendam suas distribuidoras no Nordeste. Mas, passado o pior da crise, alguns analistas creem que esse processo possa se arrastar mais. 


7545  - tota57 - 21/Jun/2009 19:21
Vou reproduzir alguns posts que coloquei no tópico das Ondas.
Desde sexta off line, final de semana corrido. Abaixo breve comentário sobre questões levantadas sobre elétricas desde sexta.
Elet3- Forte valorização na sexta, decorrente de nova especulação sobre o pagamento de dividendos atrasados das décadas de 70 e 80. O montante desses dividendos é de 10 bilhoes, sendo que 80% ficariam com o proprio governo, inclusive BNDES. As noticias são de que poderiam pagar ainda esse ano, metade em $$$ e metade em ações.A empresa tem 13 Bi em caixa e tem como honra esse compromisso, mas essa promessa vem se arrastando a tempo. Particularmente não tenho informação de nenhuma fonte de que o pagamento ocorrerá de fato. Eletrobrás tem 32% das usinas vencendo concessão em 2015, controla distribuidoras problematicas, vem participando de inumeros leilões em parceria com iniciativa privada, mas pode ser utilizada em projetos de baixo retorno, visando atender interesses politicos. Preço do ativo na sexta já esta bem proximo das maximas alcançadas nos ultimos 3 anos, mas a tem uma baixa relação P/VP. Pode ser uma baita oportunidade, mas eu não gosto da empresa devido a ingerencia do estado, mesmo tendo relação Preço Valor Patrimonial baixíssimo e possibilidade desse derrame de dividendos.
ELPL6- Forte valorização na semana passada. Coincidencia ou não surgem novas noticias de que o BNDES vendera a participação que tem na Brasiliana, que controla GETI e ELPL. Entre 2007 e 2008 a GETI andava a cada noticia de que o BNDES venderia suas ações. Lembrando que o Grupo AES tem prioridade na compra e já manisfestou de publico que exercerá esse direito. ELPL tem uma divida de R$ 1 BI em discussão com a Eletrobrás e dizem que ha chances reais de dançar. Esse passivo não esta contabilizado, mas a empresa gera caixa para pagar. Porem, convenhamos que 1 BI é um rombo e tanto.
Cesp6- Já chegou a valer R$50, mas tem 2/3 das concessões, Usinas de Jupiá e Ilha Solteira, vencendo em 2015. Creio que essas renovações de concessão vão acabar acontecendo, mas com onus, ou seja, o governo vai querer um contrapartida no preço da energia vendida pela empresa. Para voces terem uma ideia a GETI vende energia para a Eletropaulo a R$140 e Cesp nos ultimos anos vinha entregando energia na casa de R$85. Esses contratos estão vencendo e nos proximos anos talvez consiga preços mais interessantes, o problema é essa novela do vencimento da concessão.


Moçada...tanto Cesp como Elet são oportunidades de ganhos elevados, dependendo do desdobramento de todas essas pendengas. Eu estou fora e ficarei, ao menos que algum passarinho cante nos meus ouvidos...rsrssrrs 


5348 - paulorizzi - 09/Mai/2009 15:56
Uma análise rápida do balanço da Elektro (EKTR4) mostra que só houve uma queda (em relação à média trimestral de 2008) de 5,2% na receita bruta obtida da energia industrial. As receitas nos demais setores cresceu: residencial (17,9%), comercial (19,4%), Rural (1,2%), Poder Público (25,2%), Iluminação (5,5%), Serviços Públicos (5,5%), Clientes Livres (7,1%). A Receita Operacional Bruta Total cresceu 9,3% em relação à média trimestral de 2008.
Acho lícito esperar que, no resto de 2009, a empresa consiga no mínimo repetir o resultado do 1T09. Nestas condições, (se não errei as contas) os seus múltiplos (interessantes) ficariam:


P/L=6; P/VPA=2,45; PSR=1,16; DY = 15,8% (para um Payout de 95% como praticado no exercício de 2008); ROE: 40,7%

2364 - gustgef - 11/Mar/2009 23:56
"Aparentemente você não viu meu comentário. Achei interessante a situação da EKTR4, apesar de sua baixíssima liquidez. Distribuiu 14,5% de dividendos (cotação de 12,56), entretanto há um viés de crescimento nas receitas devido à reajustes tarifários. Seria uma boa opção ou deixei passar alguma coisa?"

1383 - small caps - 03/Fev/2009 20:30
"EKTR4 tem também tem múltiplos muito bons. É interessante apenas verificar qual o prazo de concessão e quando será a próxima revisão tarifária. Se esta for mais distante e o prazo de concessão após 2020, os preços são atrativos."

Nenhum comentário: