"gustgef,
há um tempinho, você perguntou sobre a TRNA11... não?"
"Bem,
o setor elétrico é dividido em três tipos de atividades."
"Tem
a geradora de energia, cuja função, como o nome diz, é administrar as usinas
hidrelétricas ou outros meios de geração, como as térmicas. Exemplo é a GETI3.
O capital inicial é intensivo, mas depois são anos (prazo da concessão) só
recebendo pelos investimentos feitos. É por isso que algumas empresas deste
segmento como um todo parecem sempre com liquidez corrente apertada e dívidas
altas. Isto se deve ao fato de não precisarem mais investir tanto como no
início e pelo fluxo contínuo de capital sem que para tanto seja dispendido
muitos recursos na atividade diária."
"Tem
a distribuidora de energia, cuja função é receber a energia da Transmissora e
levar até o consumidor final. Exemplos são COCE5, CEPE5 e ELPL6. Aqui também os
investimentos iniciais são mais fortes no início."
"Por
fim, há as transmissoras, como é o caso da TRPL4 e da TRNA11. Nesta categoria,
a características de investimentos iniciais altas também é preponderante. A
transmissora faz os ""linhões"" de energia que atravessam o
país, ligando geradoras e distribuidoras."
"Mas
há algo muito peculiar nas transmissoras, que se comportam quase como uma"
"""operação
de renda fixa"". O valor a ser recebido pela transmissora independe
da energia transitada em suas linhas. É o que se chama de RAP (receita anual
permitida). Faça chuva ou faça sol, o fluxo de caixa já está definido, e por
isso se comportam como uma alternativa ainda mais defensiva."
Só é
necessário sempre verificar os prazos de concessão (que no caso da TRNA11 estão
no início - o contrário em TRPL4 que tem algumas concessões vencendo mais
brevemente) e a situação financeira.
"TRNA11 foi levemente afetada pelo câmbio, uma vez que
parte dos recursos emprestados pelo BNDES a ela são corrigidos por uma cesta de
moedas. No entanto, a estabilização do dólar e a queda dos juros deve
contribuir para redução das despesas financeiras, e, consequentemente, aumento
do lucro."
"No
caso das transmissoras não podemos esquecer as revisões que reduzem a RAP,
periodicamente. Outro fator que pode reduzir a receita da empresa são os
descontos em função da Parcela Variável, que deduz da RAP o período que a linha
ficou desligada para manutenção ou por defeito (Resolução 270 da ANEEL ou CPST
específico)."
"As
empresas que são Geradoras e Transmissoras também estão sujeitas a estas
regras, como as subsidiárias da Eletrobrás."
"Falamos
da TRNA11 por aqui há pouco mais de um ou dois meses. Citada como exemplo no
setor de transmissão... Custava menos de R$ 25,00..."
Belo
prêmio para quem comprou :) Segue notícia abaixo:
"Abraços,"
Small
caps.
http://smallcaps.blogs.advfn.com/
Cemig
anuncia compra do controle da Terna
Valor
Online
39926.84375
"SÃO
PAULO - A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) anunciou na noite desta
quinta-feira que firmou acordo para comprar o controle da empresa de
transmissão de energia Terna Participações por R$ 2,330 bilhões. O pagamento
será de R$ 40,29 por unit da empresa, o que equivale a um prêmio de 27,7% sobre
o preço de fechamento do papel da companhia hoje na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), de R$ 31,55."
"Segundo
a Cemig, este montante será pago pela fatia de 65,86% que a italiana Terna -
Rete Elettrica Nazionale S.p.A. detêm no capital total da companhia aberta
Terna Participações."
"Como
terá que fazer uma oferta pública para aquisição das ações restantes, que estão
nas mãos de acionistas minoritários, a Cemig que terá que desembolsar mais R$
1,207 bilhão. Desta forma, a operação passa a totalizar R$ 3,537 bilhões."
"O
valor ofertado por ação será o mesmo pago aos controladores, conforme
determinam as normas do Nível 2 de governança corporativa da Bovespa e o
estatuto da companhia. No comunicado em que trata da aquisição, a Cemig destaca
que os valores finais por ação poderão sofrer ajustes, a depender do pagamento
de dividendos aos acionistas antes do fechamento da aquisição."
"A
Terna atua como uma holding que controla empresas de transmissão de energia
elétrica em 11 estados do Brasil, que juntas possuem mais de3.750
km de
linhas de transmissão integrantes da Rede Básica."
"A
Cemig diz que a aquisição amplia sua rede de transmissão em 63%, para8.643
km, e eleva sua fatia de mercado neste segmento de 5,4%
para 12,6%. A empresa mineira diz ainda que a área de transmissão passará a
representar aproximadamente 17,6% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização) consolidado da Cemig, ante uma fatia de 6,6% em
2008."
"Ainda
segundo o comunicado da Cemig, a taxa de retorno real da operação é de 10,6%
para o caso base e poderá superar 12% ""considerando a captura de
potenciais sinergias""."
"Na
avaliação do presidente do conselho de administração da Cemig, Sérgio Barroso,
""a aquisição da Terna representa uma excelente oportunidade de
investimento""."
-
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (a “TAESA” ou a “Companhia”),
atual denominação da Terna Participações S.A., é um dos maiores grupos de
transmissão de energia elétrica do Brasil, e conta atualmente com 3.712 km de
linhas de transmissão de alta voltagem (de 230 a 500 kV). A Companhia abriu o
seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo em Outubro de 2006, e conta com
4,72% de seu capital em negociação na BOVESPA.
A TAESA é uma sociedade cujos principais acionistas são o Fundo de
Investimentos em Participações Coliseu, com 38,59% de participação em seu
capital social e a CEMIG Geração e Transmissão S.A., com 56,69% de participação
em seu capital total.
O Fundo de Investimentos em Participações Coliseu é composto, em sua maioria,
por investidores institucionais. A CEMIG Geração e Transmissão S.A. (CEMIG GT)
é uma subsidiária integral da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, uma
empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado de Minas Gerais,
que atua nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica. O parque
gerador da CEMIG GT é um dos maiores do país, com capacidade total instalada de
6.600 MW.
A TAESA se destaca pelo alto nível de conhecimento técnico e pelos elevados
padrões gerenciais e operacionais, visando garantir um retorno satisfatório
para seus acionistas e um ambiente de trabalho motivador para seus
colaboradores.
Período
Analisado:3T11 - 3o
Trimestre de 2.011 ( Julho/Agosto/Setembro )
-
EBITDA 453M +220%
3Tx2T11
- Margem EBITDA 94,9% +7,6 p.p.3Tx2T11 - Lucro Líquido 276,9 M +280%3Tx2T11
- Encargos de Dívida -47,3 -2% ( Atualmente a maior parte da
dívida da empresa está atrelada pelo CDI )
- Dívida Bruta totalizou R$ 1.560 MM, -1,4%3Tx2T11
- Caixa totalizou R$ 475,8MM +32% 3Tx2T11 - Dívida Líquida totalizou R$ 1.083,8MM. -11,5% 3Tx2T11 - Div Líquida/EBITDA fechou em 1,4x. era de 1,7 no3Tx2T11
·PONTOS
NEGATIVOS
-
Custos, Despesas e Dep/Amort totalizaram R$ 24,5MM, ajuste positivo do IFRS de
R$ 27,8MM concentrado na linha de Dep/Amort. O valor não ajustado totalizou R$
52,4MM +6,3% com uma redução de 3,2% sobre 3T10.
·VISÃO
ESTRATÉGICA
-Transmissora
estrategicamente posicionada; que atua em um Ambiente regulatório estável e
confiável ; que opera e mantém
concessões de alta qualidade, sendo sempre muito eficiente em termos
operacionais.
Nosso negócio é naturalmente protegido contra a inflação umavez que os
contratos de concessão preveem o reajuste anual
das receitas. A combinação da eficiência operacional com a regularidade dos
contratos de concessão nos garante um fluxo
de caixa robusto e estável.
A robustez e estabilidade da geração de caixa suportam a política de
dividendos da TAESA que se manteve consistente
ao longo dos anos.
Em adição à politica de dividendos, a Companhia cresceu
significativamente nos últimos anos, orientando seu
crescimento pela criação de valor e pela disciplina financeira.
É uma empresa cuja gestão está baseada nas melhores práticas de
governança corporativa e que conta com a
participação ativa e equilibrada de seus sócios e conselheiros.
·CURIOSIDADES
-
No dia 10 de outubro de 2011, a TAESA realizou uma Assembléia Geral
Extraordinária que aprovou a emissão de notas promissórias de até R$ 1,4
bilhão. Os recursos serão usados principalmente para financiar a aquisição dos
ativos da ABENGOA.
- Em 2011, a Companhia pagou 95% do Lucro Líquido de 2010 e também uma Reserva
de Lucros Acumulados criada devido à adoção do IFRS. O montante total de R$
741MM foi alcançado em 31 de outubro de 2011, quando a TAESA pagou o saldo de
R$ 333MM referentes a reserva de lucro.
-De acordo com os princípios do IFRS a Companhia não possui os ativos da
concessão, de fato a Companhia é uma concessionária que detém o direito de
construir, operar e manter os ativos até fim da concessão. Baseado nesse
conceito, a Companhia deve realocar a RAP a ser recebida ao longo de 30 anos de
concessão em 3 novos itens: Construção, O&M, Remuneração dos
Recebíveis.
·OPINIÃO
DO ANALISTA
-
Empresa menos líquida, excelente pagadora de dividendos, com boa defesa da
inflação, endividamento controlado e para quem gosta de investimentos de longo
prazo sem necessidade de muitas operações. Como acionista só tenho a agradecer
a administração pelo resultado espetacular.
Paulo Prof, comprei recentemente TRPN3 e gostaria
de saber qual a sua consideração sobre o ativo, tendo em vista a sua atual
cotação está bastante descontada,praticamente no seu suporte de 01 ano;tendo em
vista que o ativo em Março e Julho paga DY de quase R$ 3,00 por ação?
Existe algum fato novo que impactará os DY de
quase 20% ou será mantido estes DY?
Agradeço antecipadamente.
O DY da TRPN3 está diretamente ligado à taxa de
performance dos fundos Tarpon e estes dependem da evolução dos preços dos
ativos em carteira.
A última vez que olhei, as principais posições
eram em BRFS3, AMAR3, GOAU3, CYRE3 e CLSC6. Além destas, havia CREM3, DAYC4,
CGAS5, DIRR3, TEMP3, CGAS3, SPGS3, CTNM4, GGBR4 e GOAU3.
Acho que se pode ter uma idéia da taxa de
performance verificando o valor das cotas. No início de junho do ano passado, a
cota do fundo Tarpon Master chegou a custar R$ 2,55. A menos que esteja
enganado, não mais atingiu este valor até o final do 3T11.
No 4T11 atingiu R$ 2,66. Isto parece indicar que
a marca d'água anterior foi ultrapassada. No 4T11, portanto, parece que vai
haver alguma receita proveniente da taxa de performance.
Tradicionalmente,
entretanto, as maiores receitas das taxas de performance ocorrem no 1o.
semestre de cada ano.
O primeiro grande ponto positivo é que não vai
ter problemas de curto prazo, nem de revisão tarifária, nem de término de
concessões.
Vale a pena comparar com TRPL, que atua no mesmo
negócio. Considero os múltiplos mais descontados, embora o gap já esteja em
tendência de fechar, até porque a maioria da rede de transmissão daquela vence
agora em 2015.
A receita dela é fixa, pela disponibilidade da
rede, não importando o uso. Portanto, é parecido com uma renda fixa, sem
qualquer elasticidade no balanço em relação à demanda. É favorecida pela queda
dos juros. Tem reajuste de tarifas pelo IGPM e por isto que no 3º. Trimestre é
o melhor do ano.
Isto porque, pelo IFRS eles recompõem o
patrimônio a ser amortizado no período de concessão. A dívida líquida caiu
rápido e resolveram dar uma intensificada nos proventos após a mudança
decorrente do IFRS.
As concessões vencem lá por 2030, com redução de
receita pela metade daqui uns 5/7 anos.
Estão querendo crescer. Já compraram a Abengoa
por pouco mais de R$ 1 bi, valor parecido que querem arrecadar numa emissão
PRIMÁRIA de ações para recompor o free float.
Por fim, como gosto do setor elétrico para
dividendos, considerei uma alternativa interessante para diversificar o risco
advindo da revisão tarifária que está por acontecer no segmento de distribuição
de energia.
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