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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Taesa (TAEE)


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Códigos de Negociação
Tipo
TAEE11; TAEE3; TAEE4
  Nível 2

Balanços
A2019/4T2019 -
paulo_prof  -
Considerando o reajuste inflacionário da receita assegurado no contrato de concessão, a Taesa contabiliza mensalmente a correção monetária do ativo contratual da concessão no resultado. Dessa forma, o efeito inflacionário é diluído mês a mês considerando-se a inflação em IGP-M ou IPCA verificada no mês anterior. Os índices utilizados para a correção monetária do quarto trimestre de 2019 foram: IGP-M de -0,01%, 0,68% e 0,30% (acumulado +0,97%), e IPCA de -0,04%, 0,10% e 0,51% (acumulado +0,57%), referente aos meses de setembro, outubro e novembro de 2019, respectivamente. No quarto trimestre de 2018, o IGP-M foi de 1,52%, 0,89% e -0,49% (acumulado +1,92%), e IPCA de 0,48%, 0,45% e -0,21% (acumulado +0,72%), referente aos respectivos meses de 2018. Já no ano de 2019, o IGP-M acumulado foi de 3,97% enquanto o IPCA ficou em 3,27%. Já no acumulado de 2018, o IGP-M foi apurado em 9,68% e o IPCA em 4,05% (base para a correção monetária no ano: dezembro a novembro).
Em consequência, as receitas de correção monetaria no 4T19 e 2019 foram substancialmente menores do que aquelas do 4T18 e 2018. Por outro lado, as Receitas de Construção foram maiores em 2019 do que em 2018, mas menores no 4T19 do que foram no 4T18, principalmente devida a reversão da receita de construção de melhorias que ainda estão em construção. A empresa, de forma conservadora, reclassificou as melhorias de pequeno porte como custos de O&M, gerando uma baixa no saldo do ativo de contrato relacionado a esses projetos.
Com uma receita líquida menor e um resultado financeiro negativo maior (devido ao endividamento maior necessário para financiar os investimentos), o Resultado Operacional e Lucro Líquido foram sensivelmente menores do que no 4T18, impactando também os resultados no exercício.
No que se refere o futuro, os índices inflacionários não deverão variar muito em relação a 2019. Por outro lado, as receitas de construção deverão aumentar. Acredito, portanto, que os resultados nos próximos exercícios deverão aumentar, em termos reais, em relação aqueles de 2019. Em consequência, acho que o ativo pode estar relativamente barato.

3T2019 -
Nas frentes das oportunidades no mercado secundário, a Taesa adquiriu a participação de 11,624% da Brasnorte detida pela Bipar, passando a deter 100% do total das ações da Brasnorte, e celebrou um Contrato de Compra e Venda com a RC Administração e Participações S.A., tendo por objeto a aquisição da Rialma Transmissora de Energia I S.A. Sobre os empreendimentos em construção, a Companhia obteve nos últimos meses as licenças de instalação para ESTE e para parte de Ivaí e Sant’Ana, sendo esta última com uma importante antecipação da data de obtenção estimada pela ANEEL. A Companhia continua avançando nas obras das concessões que já obtiveram as licenças de instalação, com alguns projetos em fase final de conclusão e energização durante os próximos meses. Vale destacar a energização do trecho LT Miracema – Lajeado (circuito 2) de 30 km de extensão do empreendimento de Miracema, no dia 29 de setembro. É importante ressaltar também a 7ª emissão de debêntures da Taesa no montante de R$ 509 MM a IPCA + 4,5% por 25 anos, mais um título verde de longo prazo emitido pela Companhia neste ano para financiar os empreendimentos em construção, onde 90% do volume total foi colocado por pessoas físicas em mais de 4 mil CPFs.

2T2019 -

A2018 /4T2018-
A grosso modo, a diferença da receita em ambas as metodologias (ativo financeiro e ativo contratual) é a margem de construção. Se a empresa necessita de um capex menor do que aquele contratado no leilão, a margem financeira será positiva e a Receita será maior na metodologia de Ativo Contratual.utilioiiiiA contabilidade da empresa não recalculou as DREs do 1T18, 2T18 e 3T18. Simplesmente contabilizou a DRE do exercício de 2018 pela pela metodologia do Ativo Contratual. Os resultados do 4T18 (obtidos por diferença), incluem a margem de construção de todo o exercício. O impacto da utilização do Ativo Contratual no exercício é de +R$ 116,9 milhões. Como este impacto não tem efeito caixa, a empresa resolveu, depois de constituir a reserva legal correspondente (5%), contabilizar a diferença na Reserva Especial de Lucros. A mudança na contabilidade também gerou um saldo inicial para o Ativo Contratual (margens de construção geradas antes de 1o. de janeiro de 2018), no valor de R$ 113,4 milhões, que também engrossam a Reserva Especial. Em 31DEZ2018, esta Reserva Especial totaliza R$ 224,5 milhões, ou aprox. R$ 0,65 por ação que (algum dia) será distribuído como provento.

3T2018 -

PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RESULTADO LÍQUIDO = Resultado Líquido de R$ 267 milhões no 3T18 x R$ 97 milhões no 3T17; RESULTADO OPERACIONAL = R$ 306 milhões no 3T18 x 101 milhões no 3T17; RESULTADO DO PERÍODO = A Taesa alcançou um resultado consolidado de R$267.719 no 3T18, com um aumento de 175,1% em relação ao resultado do 3T17.; RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL = A variação refere-se: (i) aumento dos índices IGP-M e IPCA no 3T18 em relação ao 3T17 (3,10% X -1,28%) e (1,50% X 0,20%), respectivamente, o que impactou a correção monetária do ativo financeiro (ii) resultado das “Transmineiras”, adquiridas em novembro de 2017; e (iii) redução da despesa financeira pela quitação da 2ª emissão de debêntures da EATE e ECTE em outubro de 2017 e queda do CDI; RESULTADO FINANCEIRO = As variações referem-se basicamente:  Rendimentos de aplicação financeira–ao maior montante de aplicações financeiras devido ao acúmulo de caixa no 3T18, apesar de um CDI menor entre os trimestres comparados.  Juros incorridos- menor volume de dívida bruta, em decorrência da liquidação da 1ª série da 3ª emissão de debêntures em outubro de 2017, e das liquidações da 2ª e 4ª séries da 2ª emissão de debêntures em dezembro de 2017, (ii) repactuação do empréstimo com o Citibank reduzindo a taxa de juros, após swap, de 114% do CDI para 106% do CDI, e (iii) queda do CDI.  Variações monetárias– ao aumento do índice do IPCA entre os períodos comparados (0,86 no 3T18 e 0,27 no 3T17), indexador dos contratos da 3º, 4º e 5ºemissão de debêntures.

2T2018 -

1T2018 -


A2017/4T2017 -

PAPEL DEVIDAMENTE PRECIFICADO ( * ). RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA = a receita operacional liquida vem sofrendo redução nos ultimos anos: 1.542 milhões em 2015, 1.391 milhões em 2016 e 1.077 milhões em 2017.; RESULTADO BRUTO = Da mesma forma que a receita operacional liquida, redução significativa: 1.423 milhões em 2015, 2.241 milhões em 2016 e 879 milhões em 2017.; COMO CONSEQUENCIA O EBITDA tambem sofrendo redução: 1.539 milhões em 2015, 1.374 milhões em 2016 e 930 milhões em 2017. ENTRE 2015 E 2017 a EMPRESA sofreu uma redução significativa de quase 500 milhões, o que impactou de forma direta todos os Indicadores Financeiros:

3T2018 -
paulo_prof -
Os resultados não apresentaram surpresas. Embora com redução em relação ao 3T16, a geração de caixa medida pelo ebitda (regulatório) veio forte, permitindo uma redução substancial do endividamento líquido (foi reduzido nominalmente em quase R$ 300 milhões). O resultado financeiro negativo foi aprox. 50% menor do que há um ano, devido a redução do endividamento líquido e redução do custo este endividamento. O lucro líquido IFRS foi impactado negativamente pela redução do IGPM no trimestre (-1,29%) e pela quase estabilidade do IPCA no trimestre (+0,2%) . O lucro líquido evoluiu em relação ao 2T17 devido a uma menor variação monetária no 3T (a variação do IGPM e IPCA no 2T, respectivamente, foram -2,01% e +0,7%). No 4T17 os índices inflacionários não deverão apresentar deflação (a variação dos dois primeiros meses do trimestre fornecem +0,58% para o IPCA e +0,67% para o IGPM).
Positivos são também os 7 projetos em construção, que permitirão um acréscimo de R$ 825 milhões na RAP e a baixa alavancagem atual (ao final do 3T17, o endividamento líquido era aprox. 1,6 vezes o Ebitda anual) que permitirá considerar comprar concessões da Eeltrobrás e/ou Abengoa.

2T2017 -
ispholambra
O resultado em IFRS veio fraquissimo... ja o resultado regulatorio veio bom... mas nao anunciaram dividendos do segundo trimestre no release... sera que nao vai ter pingados agora em agosto?
De qualquer forma eu continuo firme no ativo... guiça caisse abaixo de 18,00....

paulo_prof   -
Os resultados, aparentemente ruins, são frutos da aplicação das regras IFRS. De uma forma resumida e simplificada, a Receita de uma transmissora é composta de 3 parcelas principais:
a) Operação e Manutenção
b) Remuneração do Ativo Financeiro
c) Correção Monetária do Ativo Financeiro
Da forma como a contabilidade IFRS é feita pela empresa, a correção monetária é avaliada mensalmente, baseada nos índices inflacionários do mês anterior. Quando há deflação, além da Receita de Correção Monetária ser negativa, a remuneração do ativo financeiro diminui. A grande redução de Receita Líquida no 2T17 e, em consequência, os demais resultados IFRS (resultado operacional, lu cro líquido e ebitda) foi devida à deflação no trimestre. Enquanto no 2T16 houve uma Receita de R$ 84,4 milhões relativa a Correção Monetária, no 2T17 houve uma Despesa de R$ 87,5 milhões. Por outro lado, devido a um menor ativo financeiro, a remuneração deste ativo sofreu uma redução de aprox. R$ 13 milhões no 2T17.
Excetuando o que concerne proventos, que são baseados nos resultados IFRS, achei bastante bons os resultados.
Na contabilidade regulatória, que é a que traduz mais de perto os efeitos caixa correntes, a Receita Líquida, Resultado Antes dos Impostos, Lucro e Ebitda no 2T17 foram maiores, respectivamente, em 10,5%, 47,4%, 29,5% e 12,9%, do que no 2T16.
Em 27 de junho, a ANEEL publicou a resolução homologatória estabelecendo a RAP das concessões de transmissão para o ciclo 2017-2018. A RAP das 34 concessionárias do grupo Taesa totalizou R$ 2,846 bilhões,1,0% maior que o ciclo anterior, já contemplando redução da RAP em 6 concessões.

1T2017 -
paulo_prof   -
A queda da inflação continua impactando os resultados IFRS da TAEE.
Na comparação trimestral do resultado IFRS o principal impacto é o reconhecimento mensal do ajuste inflacionário ,uma vez que no 1T17 o IGP-M e o IPCA acumulados foram de 1,26% e 1,01%, respectivamente, enquantono 1T16 os valores foram de 2,95% para o IGP-M e 3,16% para o IPCA.
Pelo lado regulatório, entretanto, o EBITDA totalizou R$394,8 milhões no 1T17, 7,4% acima quando comparado 1T16. A consequência prática de uma receita regulória maior do que a receita IFRS é uma redução do endividamento líquido e, em decorrência, uma menor despesa financeira. De fato, o endividamento líquido ao final do 4T16, de R$ 2,97 bilhões, caiu oara R$ 2,69 bilhões ao final do 1T17.
Possivelmente, impactos de menores IPCA e iGP-M ainda ser"ao sentidos no 2T17. Depois, a tendência é a de uma estabilidade dos índices de inflação, de modo que a trajetõria da Receita Líquida deverã ser continuamente ascendente.
De uma maneira geral, acredito que o ativo esteja relativamente bem precificado.

A2016/4T2016 -
De uma maneira geral, o ativo pode servir como uma opção de diversificação para investidores em FIIs. Não vejo grandes riscos de se investir no preço atual.

3T2016 -
paulo_prof   -
Resultado dentro das expectativas ... na minha opinião, o ativo está mais para o lado barato ...

paulo_prof -
Em 01JUL2014 a TAEE alterou a forma de estimar o fluxo de caixa futuro do ativo financeiro. Dada a previsibilidade do reajuste inflacionário assegurado no contrato de concessão, a Companhia passou a reconhecer tais efeitos mensalmente e não mais anualmente. Desde então, o efeito inflacionário é diluído mensalmente considerando-se a inflação em IGP-M ou IPCA verificada no mês anterior. O resultado do 3T14 foi impactado tanto pelo reajuste inflacionário anual em julho (mesma inflação utilizada para a RAP do Ciclo 2014-2015), quanto pelo reajuste mensal pela inflação. Os resultados do 4T14 en diante consideram apenas o efeito inflacionário mensal.
Moral da história: ao se comparar os resultados dos últimos 12 meses com aqueles dos 12 meses anteriores, os trimestres 3T14 e 3T15 não são comparáveis, porque os seus respectivos resultados estão expressos em bases distintas. 
Quando o resultado do 3T16 estiver disponível será possível ter uma ideia muito mais clara da tendência. De acordo com a minha planilha, em termos nominais, o lucro líquido dos 12 meses terminados no 2T16 é 19,7% menor do que aquele dos 12 meses anteriores. Por sua vez, também em termos nominais, o Ebitda dos 12 meses terminados no 2T16 é 10,7% menor do que aquele dos 12 meses anteriores. Estas altas taxas de crescimento negativo do lucro e ebitda deverão melhorar sensivelmente, embora tudo indique que continuarão negativas.
Ao preço atual e considerando o LPA gerado nos últimos 12 meses, P/L = 7,67, múltiplo indicando que o ativo estaria relativamente barato, a menos que o LPA, em termos nominais, estabilize no patamar atual nos próximos 5 anos.

2T2016 -
paulo_prof  -
O Resultado Líquido IFRS da Taesa no 2T16 foi impactado pela menor Receita Líquida ocasionada pela menor correção monetária do Ativo Financeiro de Transmissão, devido à menor variação do IPCA no 2T16 em relação à variação do IPCA no 2T15 (0,5% menor) e por uma PV (Parte Variável) negativa maior (diferença de R$ 10 milhões). A Receita Líquida Regulatória foi somente 2,2% maior do que aquela do 2T15, abaixo da variação da inflação. 
Ou seja, o resultado não pode ser considerado nada além de "regular". 

1T2016 -
paulo_prof   -
Resultado sem surpresas ... Ao contrário das distribuidoras, que estão sujeitas à redução do consumo, inadimplência e eventual sobre-contratação de energia e, em menor escala, das geradoras, que estão sujeitas ao GSF e eventual dificuldade de alocação da energia não contratada, as transmissoras continuam a embolsar a RAP faça chuva, faça sol.
Em termos trimestrais, todos os resultados foram positivos:

A2015/4T2015 -
herdsman  -
TAEE11 resultado bom. Previsível, pagando bons dividendos, mas serah que em 10 anos os ativos valem o mesmo tanto?

3T2015 -
paulo_prof  -
Achei o resultado da TAEE bastante consistente, embora não tenha gostado do resultado de equivalência patrimonial (há que se pesquisar o que ocorreu). Acredito que o ativo esteja bem precificado.

2T2015 -
small caps  -
Estudem o que "sobrou" do resultado de TRPL ao término das concessões mais antigas...
O lucro líquido não será tão impactado quanto o fluxo de caixa. O lucro não cai tanto, mas os dividendos são pagos com o fluxo de caixa e a queda da RAP interfere nele.
Por fim, na comparação com FII, creio que o imóvel estará valendo mais (em alguns casos MUITO mais) do que o valor residual destas concessões de transmissão.
Novamente vale a pena ver TRPL que hoje lucra menos de 40% do que lucrava antes do término das principais concessões.
Assim, importante entender que junto do dividendo anual, você pode estar levando também uma parcela de amortização do próprio capital investido.

paulo_prof  -
Desde o 3T14, a contabilidade IFRS da empresa mudou. Com a garantia que os valores aos quais a empresa tem direito por ocasião do reajuste tarifário anual serão pagos pelo governo, faça chuva, sol ou trovoada, a contabilidade IFRS permite que estes valores sejam computados no balanço patrimonial e DRE. A RAP (receita anual permitida) é reajustada anualmente pelo indexador estipulado no contrato de concessão e é aumentada por investimentos realizados no exercício. No caso da TAEE, o reajuste ocorre no 3T. É por isto que, historicamente, os resultados do 3T são muito melhores do que os demais ... Agora, não será mais assim. Os valores a a serem acrescidos à RAP nominal são constabilizados mes-a-mes. A DRE retrata esta atualização contínua e a consequência é que a volatilidade nos resultados acaba sendo eliminada. No 2T15, o impacto no lucro líquido IFRS x regulatório foi de +R$ 54 milhões. No 1T15 havia sido R$ 23 milhões,
Atualmente, a Taesa detém 28 concessões ou participações, sendo 23 da categoria II e 5 da categoria III. As concessões da categoria II são aquelas leiloadas entre 1999 e novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IGP-M) e que serão reduzidas pela metade no 16º ano de operação, não estando sujeitas à revisão tarifária. As concessões da categoria III são aquelas outorgadas depois de novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IPCA), porém sujeitas à revisão tarifária.
No que segue, portanto, as comparações anual e trimestral ano-a-ano devem ser vistas com cuidado ... as bases de comparação não são as mesmas. Os resultados do 3T15 serão sensivelmente menores do que aqueles do 3T14, impactando o resultado anual (e indicadores) para baixo.
De qualquer forma, acredito que a empresa será capaz de entregar um resultado líquido no exercício de 2015 da ordem de R$ 1 bilhão e um apetitoso DY acima dos 13%.

1T2015 -
paulo_prof  -
Vixe !!!! O resultado superou as minhas expectativas ... Projetei um lucro de R$ 300 milhões no 1o. semestre ... há chances reais de que a empresa consiga postar um lucro de até R$ 350 milhões no 1S15. O DY projetado para o exercício é de super interessantes 13,5% !!!! Isto, evidentemente, se o PT praticar um payout confirme a tradição da empresa!

A2014/4T2014 -
paulo_prof -
Bons Resultados, embora a última linha pudesse ter vindo melhor. O lucro líquido em 2014 foi praticamente igual, em termos nominais, ao lucro líquido de 2013 devido a maiores despesas de IR/CS. Mas a taxa anual do crescimento nominal do fluxo de caixa, medido pelo Ebitda continua interessante (média de aprox. 14% a.a.). Pelo menos por ora, o PT não mexeu nos proventos!!! Vale pelo DY e baixo risco.

3T2014 -
paulo_prof  -
Resultado OK ... mas esperava mais ... esperava que o resultado do 3T14 fosse pelo menos 6,5% melhor do que o do 3T13. De qualquer forma, devido a enorme queda no preço do ativo nos últimos 3 meses (em 14AGO o preço era R$ 22,15), o ativo parece estar barato ... Ao preço corrente, e a menos que o governo do PT enfie areia no negócio, deverá pagar proventos nos próximos 12 meses acima de 11%.

1T2014 -
paulo_prof  -
Bom o resultado da TAEE. A redução do lucro líquido em relação ao 1T13 (-34,85%) foi devida exclusivamente às despesas com IR/CS. No 1T13 foi negativa (diferimento líquido) em R$ 39 milhões e no 1T14 foi positiva em R$ 24 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda do 1T14 cresceu 9% em relação ao 1T13.

Assembleias
AGO - 30/04/2020 11:00 - Assunto(s):  Eleição de Membros dos Conselhos de Administração e Fiscal; Remuneração dos Administradores e Conselheiros; Destinação dos Resultados; Distribuição de Dividendos/Juros sobre Capital Próprio; Orçamento de Capital; Comentário dos administradores sobre a situação financeira da companhia; fixação do número de membros do Conselho Fiscal da Companhia;; contas dos administradores, as demonstrações contábeis e correspondentes notas explicativas, o relatório dos auditores independentes e o relatório anual da administração, referentes ao exercício socia

Classificação das Agências de Risco
S&P Global

Debêntures
9ª Emissão

Balanços (Calendário)
12/03/2020
 DFP 2019

 ITR 1T 2020

 ITR 2T 2020

 ITR 3T 2020

Dividend Yield
2020
2019






 6,08%





Payout
2020
2019






59,3%








368097  - paulo_prof  -  15 Mar 2020, 22:43
Considerando o reajuste inflacionário da receita assegurado no contrato de concessão, a Taesa contabiliza mensalmente a correção monetária do ativo contratual da concessão no resultado. Dessa forma, o efeito inflacionário é diluído mês a mês considerando-se a inflação em IGP-M ou IPCA verificada no mês anterior. Os índices utilizados para a correção monetária do quarto trimestre de 2019 foram: IGP-M de -0,01%, 0,68% e 0,30% (acumulado +0,97%), e IPCA de -0,04%, 0,10% e 0,51% (acumulado +0,57%), referente aos meses de setembro, outubro e novembro de 2019, respectivamente. No quarto trimestre de 2018, o IGP-M foi de 1,52%, 0,89% e -0,49% (acumulado +1,92%), e IPCA de 0,48%, 0,45% e -0,21% (acumulado +0,72%), referente aos respectivos meses de 2018. Já no ano de 2019, o IGP-M acumulado foi de 3,97% enquanto o IPCA ficou em 3,27%. Já no acumulado de 2018, o IGP-M foi apurado em 9,68% e o IPCA em 4,05% (base para a correção monetária no ano: dezembro a novembro).

Em consequência, as receitas de correção monetaria no 4T19 e 2019 foram substancialmente menores do que aquelas do 4T18 e 2018. Por outro lado, as Receitas de Construção foram maiores em 2019 do que em 2018, mas menores no 4T19 do que foram no 4T18, principalmente devida a reversão da receita de construção de melhorias que ainda estão em construção. A empresa, de forma conservadora, reclassificou as melhorias de pequeno porte como custos de O&M, gerando uma baixa no saldo do ativo de contrato relacionado a esses projetos.

Com uma receita líquida menor e um resultado financeiro negativo maior (devido ao endividamento maior necessário para financiar os investimentos), o Resultado Operacional e Lucro Líquido foram sensivelmente menores do que no 4T18, impactando também os resultados no exercício.

No que se refere o futuro, os índices inflacionários não deverão variar muito em relação a 2019. Por outro lado, as receitas de construção deverão aumentar. Acredito, portanto, que os resultados nos próximos exercícios deverão aumentar, em termos reais, em relação aqueles de 2019. Em consequência, acho que o ativo pode estar relativamente barato.
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TAEE11

PREÇO: R$ 28,35

PAYOUT (2019) 59,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9,75

P/VPA 1,98

PSR 5,44

DY 6,08%

EV/EBITDA 8,38

MARGEM BRUTA 68,0%

MARGEM OPERACIONAL 63,9%

MARGEM LÍQUIDA 55,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,908

MARGEM EBITDA 84,4%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 108,5%

ROE 20,33%

LIQUIDEZ CORRENTE 3,58



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +9,77%

RESULTADO BRUTO -4,08%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +22,54%

RESULTADO OPERACIONAL -5,95%

RESULTADO LÍQUIDO -6,48%

EBITDA (REGULATÓRIO) -9,86%



b) 4T19 sobre 4T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -13,78%

RESULTADO BRUTO -30,36%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +79,06%

RESULTADO OPERACIONAL -30,83%

RESULTADO LÍQUIDO -34,16%

EBITDA (REGULATÓRIO)+0,90%



c) lucro líquido, nominal

UA -6,48%

U2A 24,31%

U3A 5,14%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 8,18%

U2A 6,15%

U3A 3,65%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -9,86%

U2A -11,74%

U3A -7,30%

U4A -4,12%

U5A -2,18%

U6A 1,10%

U7A 4,97%

U8A 9,27%

U9A 8,70%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 36,35

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -5,5% !!!!

13/03/2020 - Conclusão da Aquisição de Rialma I

13/03/2020 - Press-release

365288  - paulo_prof  -  14 Nov 2019, 16:57
Ótimos Resultados. Evolução em todos os quesitos exceto o ebitda.

O lucro líquido em IFRS no terceiro trimestre de 2019 totalizou R$ 357,8 MM, um aumento anual de 21,4%, explicado pelo (i) aumento na margem de construção em função da evolução dos projetos em construção e da contabilização da margem de reforços, e pela (ii) redução de 22,6% na despesa financeira líquida devido ao maior volume médio de caixa aplicado, a maior rentabilidade alcançada nas aplicações durante o 3T19, e à queda do IPCA – indexador de 76% da dívida bruta da Companhia – entre os períodos comparados. Portanto, o lucro líquido acumulado do ano fechou em R$ 824,8 MM, um crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2018.

Ao fim do terceiro trimestre de 2019, a Taesa apresentou uma posição de caixa de R$ 2.057,3 MM, 6,3% menor que o registrado ao fim do trimestre anterior, em função do pagamento de proventos aos acionistas e de juros e amortizações, compensado em parte pela geração de caixa operacional no trimestre. Vale destacar ainda que a taxa média de aplicação do caixa ficou em cerca de 106% do CDI no 9M19. A dívida líquida encerrou o período em R$ 2.618,6 MM, 4,9% maior que o 2T19. Com isso, o índice de alavancagem (Dívida Líquida / EBITDA) da Companhia ficou em 2,0x no 3T19, acima do 1,8x registrado no 2T19.

O EBITDA Regulatório da Companhia totalizou R$ 275,2 MM no 3T19, apresentando uma queda de 11,3% em função principalmente do corte de 50% na RAP de algumas concessões. Com isso, a margem EBITDA ficou em 82,9% no trimestre. Já o EBITDA Regulatório acumulado do ano fechou em R$ 895,5 MM com uma margem de 84,9%.

A taxa de disponibilidade das linhas de transmissão da Taesa atingiu 99,88% e a Parcela Variável totalizou R$ 8,3 MM no 9M19, chegando a apenas 0,7% da RAP Consolidada da Taesa, destacando o alto desempenho operacional da Companhia e demonstrando excelência na operação e manutenção de suas linhas de transmissão.

Nas frentes das oportunidades no mercado secundário, a Taesa adquiriu a participação de 11,624% da Brasnorte detida pela Bipar, passando a deter 100% do total das ações da Brasnorte, e celebrou um Contrato de Compra e Venda com a RC Administração e Participações S.A., tendo por objeto a aquisição da Rialma Transmissora de Energia I S.A. Sobre os empreendimentos em construção, a Companhia obteve nos últimos meses as licenças de instalação para ESTE e para parte de Ivaí e Sant’Ana, sendo esta última com uma importante antecipação da data de obtenção estimada pela ANEEL. A Companhia continua avançando nas obras das concessões que já obtiveram as licenças de instalação, com alguns projetos em fase final de conclusão e energização durante os próximos meses. Vale destacar a energização do trecho LT Miracema – Lajeado (circuito 2) de 30 km de extensão do empreendimento de Miracema, no dia 29 de setembro. É importante ressaltar também a 7ª emissão de debêntures da Taesa no montante de R$ 509 MM a IPCA + 4,5% por 25 anos, mais um título verde de longo prazo emitido pela Companhia neste ano para financiar os empreendimentos em construção, onde 90% do volume total foi colocado por pessoas físicas em mais de 4 mil CPFs.

E recentemente, por meio de fato relevante divulgado em 28 de outubro de 2019, a Companhia passou a divulgar as projeções dos empreendimentos em construção 100% controlados pela Taesa, em linha com as melhores práticas de governança corporativa e com o objetivo de alinhar o mercado em relação às expectativas sobre estes projetos.

Por fim, a Companhia continua trabalhando para que todas as condições precedentes sejam cumpridas a fim de concluir o processo de aquisição dos ativos da Âmbar Energia e assim adicionar R$ 133 MM de RAP e 1.227 km de novas linhas a sua base de ativos.

Na minha opinião, o ativo ainda tem condições de evoluir.

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TAEE11

PREÇO: R$ 28,11

PAYOUT (2018) 80,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,85

P/VPA 1,94

PSR 5,20

DY 9,05%

EV/EBITDA 8,20

MARGEM BRUTA 70,6%

MARGEM OPERACIONAL 66,4%

MARGEM LÍQUIDA 58,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,175

MARGEM EBITDA 81,1%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 95,5%

ROE 21,89%

LIQUIDEZ CORRENTE 2,96



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +24,21%

RESULTADO BRUTO +6,37%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +2,28%

RESULTADO OPERACIONAL +2,09%

RESULTADO LÍQUIDO +1,31%

EBITDA (REGULATÓRIO) -17,11%



b) 3T19 sobre 3T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +38,61%

RESULTADO BRUTO +16,41%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -22,62%

RESULTADO OPERACIONAL +20,34%

RESULTADO LÍQUIDO +21,33%

EBITDA (REGULATÓRIO) -8,38%



c) lucro líquido, nominal

UA 1,31%

U2A 40,47%

U3A 3,50%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 7,55%

U2A 5,31%

U3A 2,89%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -17,11%

U2A -11,94%

U3A -6,68%

U4A -3,83%

U5A -1,93%

U6A 2,51%

U7A 6,16%

U8A 9,54%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 39,69

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -7,5% !!!!

363228  - paulo_prof   -  06 Ago 2019, 13:18
Os resultados foram muito bons, dentro do esperado. Evolução na Receita Líquida, Resultado Bruto, Resultado Antes dos Impostos e Resultado Líquido. "Piora" no Resultado Financeiro e Ebitda.

O aumento da Receita Líquida IFRS é principalmente devido ao acréscimo na Receita de Construção, ou seja, devido principalmente ao aumento dos investimentos nos projetos em construção e reforços, Por outro lado, houve também aumento na Receita devido a um aumento na variação do IPCA e IGPM. A perda na margem bruta é devida ao aumento da Receita de Construção.

O aumento do Resultado Líquido Negativo é fruto de maiores despesas com juros, devido ao maior endividamento líquido gerado pelos projetos em construção.

A involução do Ebitda Regulatório é devida ao corte de 50% na RAP de algums concessões. Esta redução no Ebitda Regulaório não preocupa, porque há uma defasagem entre os eventos regulatórios e IFRS. Enquanto no IFRS os investimentos que estão sendo efetuados já impactam, no Regulatório só impactarão com a entrada em serviço das novas concessões. Ou seja, uma nova concessão só gerará receita regulatória quando efetivamente entrar em operação.

Como o endividamento líquido da companhia é alto (R$ 2,56 bilhões), o corte dos juros da economia deverá impactar favoravelmente a DRE no futuro próximo. Levará um tempo para que dívidas mais caras sejam substituídas por instrumentos mais baratos.

Na minha opinão, o preço da TAEE11 ainda tem chão para evoluir.
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TAEE11

PREÇO: R$ 28,01

PAYOUT (2018) 80,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9,36

P/VPA 1,98

PSR 5,69

DY 8,56%

EV/EBITDA 7,90

MARGEM BRUTA 74,1%

MARGEM OPERACIONAL 68,9%

MARGEM LÍQUIDA 60,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,993

MARGEM EBITDA 91,1%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 97,3%

ROE 21,11%

LIQUIDEZ CORRENTE 4,37



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +32,18%

RESULTADO BRUTO +19,08%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +17,05%

RESULTADO OPERACIONAL +19,59%

RESULTADO LÍQUIDO +16,85%

EBITDA (REGULATÓRIO) -17,90%



b) 2T19 sobre 2T18, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,22%

RESULTADO BRUTO +5,57%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +30,86%

RESULTADO OPERACIONAL +12,37%

RESULTADO LÍQUIDO +11,32%

EBITDA (REGULATÓRIO) -12,23%



c) lucro líquido, nominal

UA 16,85%

U2A 23,62%

U3A 3,57%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 6,39%

U2A 3,80%

U3A 2,12%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -17,90%

U2A -12,04%

U3A -5,36%

U4A -3,05%

U5A -0,92%

U6A 3,95%

U7A 8,71%

U8A 9,86%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 37,41

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -6,5% !!!!

Boa tarde! Professor, o senhor mantém sua posição em Taesa? Quando passa de 27 a vontade de vender é grande, principalmente com a ideia de depois recomprar nos 20 e poucos, claro, sem nenhuma garantia de que voltará tão cedo a essa faixa.

Mantenho ...

o Resultado do 2T19 deverá vir sensivelmente acima daquele do 1T19 (a variação do IGPM no 2T19 foi de 2,65%, enquanto que no 1T19 havia sido negativa em 0,2%).

Por outro lado, se admitirmos que um investimento em TAEE11 pode ser considerado uma alternatgiva à renda fixa, há que se considerar que a taxa de juros está caindo.
NTNF5d02a08f10439.png

Como a taxa interna de retorno dos projetos contratados pela TAEE é fixa, uma queda dos juros na economia induz um aumento de preço dos títulos ... por exemplo, a NTNF 2029 que no dia 20MAI2019 estava sendo negociada a R$ 1.095,00, hoje está sendo negociada a R$ 1.181,00.

Se o preço da TAEE11, antes da queda dos juros, estava variando entre R$ 24 e R$ 26, é de se esperar que agora varie entre aprox. R$ 26 e 28.

De qualquer forma, vc pode sempre dar uma fatiada ... mas tem que saber o que vc vai comprar em troca. 
361965 - alesl - 13/Jun/2019 23:21
Professor, qual a sua expectativa para a queda da RAP da TAESA? Já que tem vários projetos que passam doa 15 anos

361969  - paulo_prof   - 14 Jun 2019, 02:24
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A partir da adoção do padrão contábil CPC 47. foi introduzido o conceito de margem de construção. Calcula-se o valor presente da RAP de cada projeto, na data do início de operação se o projeto ainda estiver em construção, ou na data de referência, se o projeto já estiver em operação (Ativo Contratual) . De outro lado, calcula-se o valor futuro do custo de construção também na data de início de operação (se o projeto já estiver em operação, o custo de construção, a menos que hajam adições, o valor é zero).

A diferença entre os dois valores é a margem de construção, que é parte da receita IFRS da empresa.



Sob o CPC 47, a Receita IFRS é composta por

- Operação e Manutenção

- Remuneração do ativo contratual de concessão, calculada pela multiplicação da taxa do projeto sobre o saldo do ativo contratual (contabilizada somente no período operacional da concessão)

- Correção monetária do ativo contratual de concessão, baseada no reajuste mensal pela inflação (IGPM ou IPCA conforme o caso)

- Construção e indenização, Conforme explicado, a partir da adoção do CPC 47 as eficiências geradas até então nos projetos em construção passam a ser contabilizadas como margem de construção nessa linha da receita, lembrando que os juros de remuneração do ativo também são adicionados à receita de construção durante o período pré-operacional.

- Outros



O impacto da redução de RAP de um projeto na contabilidade IFRS, portanto, é pequeno, pois já está contabilizada no ativo contratual. É evidente que este impacto é maior no trimestre em que se dá a redução, pois a queda de RAP não é atenuada pela taxa de desconto. Entretanto, num trimestre específico, normalmente não há uma redução apreciável de RAP.

Por outro lado, a redução de RAP é "compensada" pela margem de construção dos projetos em construção. Como a empresa é eficiente, invariavelmente as margens de construção de seus projetos em construção são positivas.

Finalmente, a empresa também tem comprado projetos brownfield, cujos ativos contratuais acabam compensando, em parte, reduções de RAP.
                                                                                           ▲                                                                      ▲
360893  - paulo_prof   -  01 Mai 2019, 04:55
Citação: quelonio - Post #360822 - 30/Abr/2019 18:09
Prof Paulo,
Sobre TAEE11, lembro que o sr esperava resultados ruins no 1T19, mas como houve mudança na forma de contabilizar as receitas, o sr mantém a perspectiva de um balanço no 1T19 ruim para a empresa?
Vendeu ou venderá sua posição antes da divulgação do balanço? grimacing
Muito obrigado
Quelonio -devagar também se chega
A variação do IGPM no 1T19 foi negativa em 0,1%. No 1T18 havia sido positiva em 1,73%. O IPCA variou 0,9% no 1T19 e 1,05% no 1T18.

Se a regra contábil a ser aplicada em ambos os períodos for a mesma, os resultados do 1T19 deverão ser piores do que aqueles do 1T18. Agora, se para o 1T19 for aplicado o critério novo e para o 1T18 for mantido o critério anterior, é possível que os resultados do 1T19 sejam até melhores do que aqueles do 1T18.

Ainda não sei o que vou fazer ... de qualquer forma, como a posição de TAEE é grande, é possível que venda uma parte e encontrar algo interessante para trocar.

360318  - paulo_prof   11 Abr 2019, 21:36
Citação: matsimon - Post #360293 - 11/Abr/2019 13:54
Prof.,
Essa mudança contabil em relação a Taesa, modificou as perspectivas para o proximo tri? Que seria de resultados menores devido ao IGPM e IPCA defasados de 1 mes?
Por ambos os métodos de contabilidade, a receita é impactada pela inflação: maior inflação (IGPM e/ou IPCA), maior receita.

Pelo que entendi, para uma empresa com diversos projetos em desenvolvimento, a nova contabilidade pode aumentar a receita porque introduz o conceito de margem de construção. Quando a projeção do investimento necessário para operacionalizar determinado projeto é menor do que o investimento que foi "contratado", a diferença é contabilizada como margem de construção. Se a empresa erra a mão no leilão, entretanto, a margem de cnstrução pode ser negativa.

No método anterior de contabilidade, os efeitos econômicos do projeto em desenvolvimento só eram contabilizados a partir da entrega.

359882 - paulo_prof  - 29 Mar 2019, 17:43
Na contabilzação IFRS até o 3T18, os investimentos eram reconhecidos como Ativo Financeiro a Custo Amortizado. Como consequência, a receita IFRS refletia a movimentação do Ativo Financeiro. A taxa considerada para o cálculo do Ativo Financeiro era a Taxa de Remuneração do Ativo Financeiro (TRAF) que igualava o valor presente dos investimento com o valor presente do fluxo de recebimentos do ativo financeiro, isto é, era a taxa interna de retorno do fluxo.

A partir de janeiro de 2018, o IFRS permitiu à empresa usar, como alternativa, o IFRS15, cujos princípios se baseiam no modelo de negócio que identifica o contrato com o cliente (bens ou serviços) e suas respectivas obrigações contratuais de desempenho, definindo-se o preço de transação e reconhecimento da receita a partir da realização dessas obrigações (reconhecimento do Ativo Contratual). Para o cálculo do Ativo Contratual, a taxa adotada passa a ser a taxa de mercado à época do leilão, fixada ao longo do prazo da concessão (“Taxa do Projeto”). A Taesa optou por adotar o WACC real de leilão (ANEEL) como a Taxa do Projeto.

Em consequência, a contabilização do ativo de transmissão passou a vigorar como Ativo Contratual e não mais como Ativo Financeiro. Portanto, o Ativo Contratual é calculado mensalmente a partir do fluxo futuro dos recebimentos trazidos a valor presente pela Taxa do Projeto. No método contábil adotado, as eficiências geradas no projeto em construção são contabilizadas como margem de construção na receita. Isto é, a receita de construção passa a constituir uma margem de construção, calculada pela diferença entre o Valor Presente da RAP e Valor Futuro do Custo de Construção no momento da entrada em operação,

A grosso modo, a diferença da receita em ambas as metodologias (ativo financeiro e ativo contratual) é a margem de construção. Se a empresa necessita de um capex menor do que aquele contratado no leilão, a margem financeira será positiva e a Receita será maior na metodologia de Ativo Contratual.utilioiiiiA contabilidade da empresa não recalculou as DREs do 1T18, 2T18 e 3T18. Simplesmente contabilizou a DRE do exercício de 2018 pela pela metodologia do Ativo Contratual. Os resultados do 4T18 (obtidos por diferença), incluem a margem de construção de todo o exercício. O impacto da utilização do Ativo Contratual no exercício é de +R$ 116,9 milhões. Como este impacto não tem efeito caixa, a empresa resolveu, depois de constituir a reserva legal correspondente (5%), contabilizar a diferença na Reserva Especial de Lucros. A mudança na contabilidade também gerou um saldo inicial para o Ativo Contratual (margens de construção geradas antes de 1o. de janeiro de 2018), no valor de R$ 113,4 milhões, que também engrossam a Reserva Especial. Em 31DEZ2018, esta Reserva Especial totaliza R$ 224,5 milhões, ou aprox. R$ 0,65 por ação que (algum dia) será distribuído como provento.

Embora o release informe o Ebitda IFRS, não passa de um exercício acadêmico. O que interessa é o Ebitda Regulatório, que não se altera com a mudança contábil. Como pode ser verificado, o Ebitda Regulatório é declinante nos últimos 4 anos. Isto é devido à redução contratual de RAP. Por outro lado, o lucro IFRS (que reflete o lucro regulatório futuro) é crescente, devido a consideração das novas concessões em construção. Em consequência, esta queda de ebitda não deve preocupar. O impacto de uma geração de caixa menor é uma redução temporária do payout relativo ao lucro ajustado.

Na minha opinião, o ativo continua barato e tem margem para valorizar.

TAEE11

PREÇO: R$ 25,18

PAYOUT (2018) 80,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,10

P/VPA 1,90

PSR 5,30

DY 9,89%

EV/EBITDA 6,64

MARGEM BRUTA 77,8%

MARGEM OPERACIONAL 74,5%

MARGEM LÍQUIDA 65,5%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,110

MARGEM EBITDA 102,8%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 72,2%

ROE 23,43%

LIQUIDEZ CORRENTE 2,98



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +51,82%

RESULTADO BRUTO +44,76%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,13%

RESULTADO OPERACIONAL +73,19%

RESULTADO LÍQUIDO +65,25%

EBITDA (REGULATÓRIO) -13,59%



b) 4T18 sobre 4T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +56,45%

RESULTADO BRUTO +33,51%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -19,13%

RESULTADO OPERACIONAL +24,18%

RESULTADO LÍQUIDO +17,83%

EBITDA (REGULATÓRIO) -29,34%



c) lucro líquido, nominal

UA 65,25%

U2A 11,48%

U3A 5,61%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 4,16%

U2A 1,46%

U3A 1,10%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -13,59%

U2A -5,99%

U3A -2,12%

U4A -0,16%

U5A 3,45%

U6A 7,67%

U7A 12,32%

U8A 11,28%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 38,87

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -9,5% !!!!

359132 - paulo_prof  - 08 Mar 2019, 00:08
Citação: roger35 - Post #359112 - 07/Mar/2019 18:37
Prof Paulo,
Alguns posts atrás o Sr disse que pretendia esperar os div da taee (do 4tr)e após vender no dia ex- dividendos....Como funciona esta estratégia?O Sr vende e recompra pra aumentar o preco medio como disse lá em 2009( e nao pagar imposto)? Ou vende no limite de isencao dos 20k mensais?ou vende acima de 20k toda a posicao e paga o imposto?
Não tenho uma estratégia, digamos, "mecânica". Pela contablidade que a TAEE vinha empregando, os resultados do 4T18 viriam bons e os do 1T19, super pífios. Isto porque nesta forma de contabilizar, a Receita relativa ao agtivo financeiro de concessão é altamente dependente da variação do IGPM e IPCA nos 3 meses terminados 1 mês antes da data da DRE (ou seja, SET, OUT e NOV para o 4T18 e DEZ, JAN e FEV para o 1T19). Neste caso, eu iria vender visando recomprar depois da divulgação do 1T19.

Agora, como a empresa vai mudar a forma de contabilizar, vou ter que ver como vem a DRE e ver se a empresa vai dar as ihnformações necessárias para poder estimar os resultados do 1T19.

359130 - paulo_prof  -  07 Mar 2019, 23:51
Citação: topoi - Post #359106 - 07/Mar/2019 16:35
Professor, acha que vale zerar a posição em TAEE após os dividendos?
Não sei ... a TAEE está mudando a forma de contabilizar a receita do ativo financeiro de concessão. Se os relatórios e a DFP do exercício de 2018 fornecerem as informações necessárias para se poder efetuar uma projeção dos resultados do 1T19, aí eventualmente haverá alguma base para a decisão. Na contabilidade antiga, o 1T19 da TAEE viria super pífio.

356902  - marcosvinicius2 - 18 Dez 2018, 01:07
COMENTÁRIO: PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RESULTADO LÍQUIDO = Resultado Líquido de R$ 267 milhões no 3T18 x R$ 97 milhões no 3T17; RESULTADO OPERACIONAL = R$ 306 milhões no 3T18 x 101 milhões no 3T17; RESULTADO DO PERÍODO = A Taesa alcançou um resultado consolidado de R$267.719 no 3T18, com um aumento de 175,1% em relação ao resultado do 3T17.; RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL = A variação refere-se: (i) aumento dos índices IGP-M e IPCA no 3T18 em relação ao 3T17 (3,10% X -1,28%) e (1,50% X 0,20%), respectivamente, o que impactou a correção monetária do ativo financeiro (ii) resultado das “Transmineiras”, adquiridas em novembro de 2017; e (iii) redução da despesa financeira pela quitação da 2ª emissão de debêntures da EATE e ECTE em outubro de 2017 e queda do CDI; RESULTADO FINANCEIRO = As variações referem-se basicamente:  Rendimentos de aplicação financeira–ao maior montante de aplicações financeiras devido ao acúmulo de caixa no 3T18, apesar de um CDI menor entre os trimestres comparados.  Juros incorridos- menor volume de dívida bruta, em decorrência da liquidação da 1ª série da 3ª emissão de debêntures em outubro de 2017, e das liquidações da 2ª e 4ª séries da 2ª emissão de debêntures em dezembro de 2017, (ii) repactuação do empréstimo com o Citibank reduzindo a taxa de juros, após swap, de 114% do CDI para 106% do CDI, e (iii) queda do CDI.  Variações monetárias– ao aumento do índice do IPCA entre os períodos comparados (0,86 no 3T18 e 0,27 no 3T17), indexador dos contratos da 3º, 4º e 5ºemissão de debêntures.:

TAEE11
PREÇO: R$ 22,48
PAYOUT (2017): 93,84%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,58
P/VPA 1,72
PSR 5,41
DY 12,38%
EV/EBITDA 8,27
MARGEM BRUTA 82,50%
MARGEM OPERACIONAL 80,22%
MARGEM LÍQUIDA 71,37%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,966
MARGEM EBITDA 96,09%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 85,79%
ROE 22,63%
LIQUIDEZ CORRENTE 3,80

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 41,11%
RESULTADO BRUTO 40,57%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -10,02%
RESULTADO OPERACIONAL 92,04%
RESULTADO LÍQUIDO 84,33%
EBITDA 62,40%

b) 3T18 sobre 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 87,61%
RESULTADO BRUTO 92,24%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 33,12%
RESULTADO OPERACIONAL 203,59%
RESULTADO LÍQUIDO 175,08%
EBITDA 148,69%

c) lucro (taxa média anual)
UA 84,33%
U2A 1,78%
U3A 7,74%

d) patrimônio líquido médio
UA 3,11%
U2A 0,63%
U3A 0,98%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 37,08
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11% !!!!
[...]

355583  - paulo_prof  -  06 Nov 2018, 20:28
Com uma variação do IGPM de 3,10% no trimestre (para uma deflação de -1,29 no 3T17) e um IPCA de 1,5%, era esperado os resultados "bombarem". Esperava um Resultado Financeiro melhor ... vou ter que dar uma olhada para ver o que aconteceu. Por outro lado, também esperava um Ebitda Regulatório mais em linha com aquele do 2T18. Também vou ter que ver o que ocorreu.

De qualquer forma, na minha opinião o ativo continua barato, mesmo levando em conta as reduções de RAP que deverão ocorrer nos próximos trimestres


TAEE11

PREÇO: R$ 23,00

PAYOUT (2017) 91,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,75

P/VPA 1,76

PSR 5,53

DY 11,79%

EV/EBITDA 5,58

MARGEM BRUTA 82,5%

MARGEM OPERACIONAL 80,2%

MARGEM LÍQUIDA 71,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,966

MARGEM EBITDA 127,4%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 82,5%

ROE 22,63%

LIQUIDEZ CORRENTE 3,80



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +41,11%

RESULTADO BRUTO +40,57%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -10,12%

RESULTADO OPERACIONAL +92,04%

RESULTADO LÍQUIDO +84,33%

EBITDA (REGULATÓRIO) -6,45%



b) 3T18 sobre 3T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +87,61%

RESULTADO BRUTO +92,24%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +33,12%

RESULTADO OPERACIONAL +203,59%

RESULTADO LÍQUIDO +175,08%

EBITDA (REGULATÓRIO) -12,75%



c) lucro líquido, nominal

UA 84,33%

U2A 1,78%

U3A 7,74%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 3,11%

U2A 0,63%

U3A 0,98%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -6,45%

U2A -0,98%

U3A 1,06%

U4A 2,28%

U5A 6,96%

U6A 10,63%

U7A 13,99%

U8A 16,72%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 37,07

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -10,5% !!!!

355240  - paulo_prof   -  30 Out 2018, 18:53
Citação: cesarsousa - Post #355233 - 30/Out/2018 17:08
Prof. Paulo,
Para longo prazo, qual seria mais interessante? TAEE ou TRPL?
E difícil dizer sem fazer as contas, e estas não são tão simples de se fazer.

Se não houver alterações, o RBSE será pago em 8 anos (julho de 2017 a junho de 2025). Como, em princípio, a amortização do RBSE é constante, no início do período o recebimento é maior devido aos juros. Moral da história: os resultados da TRPL estão vindo "turbinados" pela Receita e Correção RBSE. A cada ano, a contribuição do RBSE para os resultados diminui e, a partir do 3T15, será zero.

Para ter uma idéia do valor intrínseco da TRPL4 seria necessário obter uma estimativa do lucro líquido ex-RBSE e de sua taxa de crescimento real, e o valor presente por ação da RBSE remanescente.

Não há dúvidas de que a TRPL é bem mais agressiva (recentemente, a TAEE devolveu a sua parte em concessão que havia ganho em conjunto com a TRPL). Eventualmente, esta agressividade acabe sendo melhor recompensada, especialmente se os juros da economia caírem no longo prazo (embora a rentabilidade das concessões da TRPL eventualmente seja um pouco menor, no longo prazo tende a ter uma RAP maior.

353126 - effexop -  27 Ago 2018, 17:08
V TAEE11 HGRE11

C CRPG5 CTNM4 QUAL3 HYPE3 CARD3

Taesa muito monótona e com poucos investimentos para aumentar a receita... pouco potencial de crescimento. Hgre único fundo da carteira com prejuízo e previsão de diminuir rendimento... uma hora cansa. Hora de assumir mais risco. CTNM é o turnaround. Envelhecimento da população: apostando no setor de saúde e farmácias.

352571  - paulo_prof   -  07 Ago 2018, 16:16
O excelente resultado no trimestre era esperado, devido a variação do IGPM no período, turbinada pela greve dos caminhoneiros. Também muito bom, embora um pouco menor do que no 2T17, o ebitda gerado no período.

Devido a baixa variação dos índices inflacionários nos últimos 12 meses, base para os reajustes da RAP. a à redução da RAP de várias concessões, A RAP total a vigorar no ciclo 2018/2018 a partir de julho é 10% menor, em termos nominais, aquela que vigorou no ciclo anterior. Como não estão previstas grandes adições na RAP a curto prazo, é de se esperar uma redução do ebitda regulatório da mesma ordem (na realidade, deverá se mais, uma vez que o ebitda regulatório tem uma tendência de queda a cada trimestre dentro do mesmo ciclo).

Por outro lado, no 3T18 é de se esperar uma variação pequena do IGPM , visto que a greve provocou uma certa "gordura" no índice que deverá ser queimada no curto prazo. Por outro lado, como parte do endividamento da empresa é em moeda estrangeira (sofrendo o impacto da grande variação cambial no primeiro semestre), podemos esperar um Resultado Financeiro mais favorável no 2o. semestre.

Finalmente, há que se registrar a decisão da empresa de distribuir "somente" 63,4% do lucro IFRS auferido no trimestre. Há que se verificar, nos próximos trimestres, se esta "guinada" é circunstancial ou se representará uma mudança efetiva de política.

Para ter uma opinião efetiva em relação ao preço corrente do ativo, prefiro esperar os resultados do 3T18, pois deverão fornecer um quadro melhor do que será o novo "normal" de ebitda.

Por enquanto, a minha "impressão" é de que o ativo não está caro ... mas também não é aquela pechincha.


TAEE11

PREÇO: R$ 20,47

PAYOUT (2017) 91,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,28

P/VPA 1,60

PSR 5,67

DY 11,04%

EV/EBITDA 4,98

MARGEM BRUTA 82,6%

MARGEM OPERACIONAL 75,8%

MARGEM LÍQUIDA 68,5%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,471

MARGEM EBITDA 151,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 71,5%

ROE 19,30%

LIQUIDEZ CORRENTE 3,03



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,79%

RESULTADO BRUTO +3,96%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -29,50%

RESULTADO OPERACIONAL +24,82%

RESULTADO LÍQUIDO +26,21%

EBITDA (REGULATÓRIO) -5,77%



b) 2T18 sobre 2T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +107,50%

RESULTADO BRUTO +111,38%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +3,11%

RESULTADO OPERACIONAL +349,10%

RESULTADO LÍQUIDO +259,90%

EBITDA (REGULATÓRIO) -6,62%



c) lucro líquido, nominal

UA 26,21%

U2A -4,21%

U3A -9,68%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 1,28%

U2A 0,05%

U3A -0,17%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -5,77%

U2A 1,62%

U3A 2,47%

U4A 3,85%

U5A 8,98%

U6A 13,92%

U7A 14,52%

U8A 23,82%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 30,89

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -9,0% !!!!

352562  - Lucro Liquido  - 07 Ago 2018, 13:56
Vai entender....O Rating acabou de ser elevado para br AAA.

352548 - menghele  -  07 Ago 2018, 02:06
Excelente análise. Considere porém o efeito do câmbio no terceiro trimestre, que tudo indica q terá contribuição positiva nas despesas financeiras, pois ha serias chanches do real ja estar em uma trajectória de recuperação de valor e marginalmente a renegociação do endividamento em dólares e reais a taxas mais baixas, eventos ocorridos no 2o trimestre. Não desprezível o melhoramento do nível do endividamento/EBITDA de 1,7 Para 1,4 o que indica um potencial intrínseco de busca de novos negócios para suprir a diminuição da RAP já contatada. Empresa sem grandes sobressaltos...e emoções...assim POR ORA a cotação será guiada pela ausência de novidades sobre o crescimento futuro...ou seja...sem grandes variações. Sds

352544  - paulo_prof  -  07 Ago 2018, 01:06
O Ebitda da empresa, incluindo as participações, somou R$ 365 milhões. O IR/CS Líquido foi de R$ 30 milhões. Supondo que todo o resultado financeiro negativo, R$ 55 milhões, tenha saído do caixa (não foi, porque R$ 360 milhões do endividamento são em moeda estrangeira, de modo que partre do resultdo foi devido à correção cambial deste endividamento), "sobrariam" R$ 280 milhões. Como o lucro líquido IFRS foi de R$ 259 milhões, o caixa seria suficiente para distribuir 100% do lucro. Se não o foi, talvez seja porque a empresa talvez tenha decidido puxar o freio de mão ...

A variação do IGPM no 2T18 foi impactada pela greve. Ao que tudo indica, este impacto será pelo menos parcialmente corrigido no 3T18, impactando o lucro IFRS para baixo. O ebitda efetivo é aquele regulatório. Quanto maior o Ebitda em relação ao lucro líquido IFRS, maiores são as chances da empresa praticar um payout de 100%. Como pode ser observado na página 8 do release, entretanto, a RAP do ciclo 2018/2019 é 10% menor em termos nominais do que aquela vigente no ciclo anterior. A menor RAP impactará o Ebitda a partir do 3T18. Em consequência, acho que a política de 100% de payout possa ser coisa do passado.

351708 - menghele -  02 Jul 2018, 02:00
Quanto a "oportunidade" da Fusão, acho que a sinergia seria bestante além da sobreposição dos "balancos", deveria ser analisada com cuidado cada "línea", mesmo na acepção configurada pelo Prof. ou seja que os "ativos" da TAEE são integralmente geradores de RAP, enquanto nos ativos da TRPL há números vultuosos como "ativos financeiros", onde há sobras quanto a PRAZO de recuperabilidade...assim A PRINCIPIO "in casu" na fusão os acionistas da TAEE deveriam ser mais beneficiados...mais há sempre outras questões de "poder de fogo" dos controladores ...assim não dá para dizer qual das duas partes poderia "GANHAR MAIS"...

Eu pessoalmente estou iniciando a achar que o mercado enxerga alguma "doença" nessas empresas..ou seja até os FFIS de papel mais líquidos que resistiram bem a derrocada o IFIX tem se recuperado das minimas...e TAEE, tudo bem resistiu com um bom volume de negócios nos dias mais trágicos...e agora está com dificuldade em manter 18.70/18,80 ...em um cenário já contratado de AUMENTO dos resultados IRFS...?? E TRPL...fazendo as mínimas relativas do anos nesses últimos pregões..?

Estou iniciando a pensar que sofram da "doença BBSE", ou seja, boas empresas, porém NÃO SE CONSEGUE MAIS VISUALIZAR SE/COMO HAVERÁ CRESCIMENTO REAL ..ou seja..está ficando "consenso" demais que o sub-setor transmissão é um negócio "acíclico", praticamente sem riscos...enquanto chegam competidores internacionais, "trasportando" tecnologia e insumos financiados a taxa de 0% nos respectivos países...com outras fontes de acessos a recursos internacionais...enfim...

Quanto a questão do CADE, eu reenviei sua pergunta para o Escritório de Advocacia empresarial que me acompanha no Brasil, tão logo tenha a resposta informo.

351670  - paulo_prof  - 29 Jun 2018, 22:40
????

Não sei quais são os seus dados ... a menos que esteja engando, a máxima da TAEE11 seria R$ 25,90 e da TRPL4, R$ 72,75. Se considerarmos os precos correntes, R$ 18,7 e R$ 52,00, a redução da TRPL (28,6%) seria marginalmente maior do que aquela da TAEE11 (17,8%).

Mas, estas razões de preços não devem ser utilizados para fins comparativos. A percepção do mercado de ambas as empresa, em momentos distintos, pode ser completamente diferente.

As empresas são substancialmente diferentes.

A TAEE é uma transmissora cujos R$ 5,9 bilhões em ativos financeiros de transmissão produzem RAP. Dos ativos financeiros de transmissão da TRPL, totalizando aprox. R$ 12,8 bilhões, somente aprox. R$ 3,5 bilhões produzem RAP. O resto é indenização e, de fato, ninguém realmente sabe se/como/quando será pago.

Em consequencia, a TRPL está mais descontada em termos dos múltiplos (P/L, P/VPA, DY etc.).

Por outro lado, o recente leilão da Aneel acaba de mostrar a diferença de "atitude" de ambas em relação a taxas de retorno discutíveis ... enquanto a TRPL aparentemente está aceitando sem problemas (tem que achar o que fazer com a grana da indenização), a TAEE já está muito mais seletiva.

Quanto a ter mais alegrias do tipo ELPL4, concordo com o Angelo ... dificilmente vc terá com qualquer uma das duas.

351668  - paulo_prof   -  29 Jun 2018, 21:34
Como pode ser observado ... os resultados IFRS e "Regulatório" pouco tem a ver.

Os números que interessam são a Receita Líquida e Ebitda "Regulatórios" (grana que efetivamente entra no caixa) e o Lucro IFRS (resultado sobre o qual incide o payout).

Quando o lucro líquido IFRS é muito inferior ao lucro líquido "regulatório", o resultado, de um lado, é a redução de distribuição de proventos. De outro, entretanto, um Ebitda regulatório muito superior às necessidades de caixa (distribuição de proventos, cobertura do resultado financeiro negativo e pagamento de tributos) resulta numa redução do endividamento líquido e alavancagem.

A contabilidade "Regulatória" é míope, no sentido que só "enxerga" o curto prazo. Para cada conceção, a cada ano, a RAP é calculada conforme os contratos. No ano seguinte, a RAP é corrigida pela inflação (IGPM ou IPCA), e eventualmente é reduzida conforme o contrato. Conhecida a nova RAP, adiciona-se eventuais outras receitas e a parcela variável, deduz-se PIS/COFINS, ISS, e outras deduções e ... "buona notte". A Receita Líquida da concessão no exercício é conhecida.

Já a contabilidade IFRS é feita de trás para frente. Traz o Fluxo de Receita Líquida a valor presente, usando como taxa de desconto, a taxa de retorno definida para a concessão e depois supõe que este será amortizado de forma constante. Procedendo desta forma, a empresa substitui a curva cheia de "saltos" devidos à redução de RAP por uma curva suave. Por outro lado, como a qualquer momento o valor presente da concessão é conhecido, a atualização da inflação pode ser realizada mes-a-mes, quando na contabilidade Regulatória a correção da RAP é anual.

Se num ano, a inflação é muito pequena, e no ano seguinte aumenta sensivelmente, a contabilidade IFRS vai sofrer o impacto em tempo real. Na contabilidade Regulatória, o impacto somente será sentido nao reajuste anial.

Com a aceleração da inflação, portanto, o Lucro Líquido IFRS e, em consequência, os proventos, deverão evoluir.

Não faz sentido falar em Ebitda IFRS ... pois fluxo de caixa medido pelo ebitda é o EBIT efetivo (regulatório) + a depreciação/amortização contábil.

Mais uma vez ... o que interessa é se o Ebitda "Regulatório" é capaz de cobrir o resultado financeiro negativo caixa, as despepsas efetivas com IR/CS e a distribuição de proventos. Não necessariamente, o Ebitda deverá ser capaz de cobrir o Capex. Este, eventualmente, poderá ser financiado via aumento do endividamento.

O fato é que o endividamento líquido da Taesa já chegou a R$ 3,88 bilhões ao final do 2T13 (para um ebitda de R$ 1,15 bilhões), era de R$ 3,28 bilhões ao final do 2T16 (para um ebitda de R$ 1,43 bilhões) e emplacou R$ 2,18 bilhões ao final do 1T18 (para um ebitda de R$ 1,51 bilhões). Como os investimentos em curso, evidentemente o endividamento líquido tende a aumentar, mas ficaria muito surpreso se este aumento fosse expressivo em termos de alavancagem.

Se o ebitda anual corrente puder ser mantido, um aumento do envididamento líquido de até R$ 1,5 bilhões não representaria qualquer problema. Se os juros da economia continuarem bem comportados, acho que uma alavancagem de até 3,5 vezes o ebitda anual não seria problema. Isto corresponderia hoje a um aumento do endividamento líquido de R$ 3,12 bilhões !!!! Ocorre que se a empresa de fato aumentar o endividamento líquido neste limite, o ebitda anual estará muito acima dos R$ 1,51 bilhões atuais.

351602 - fridao  -  29 Jun 2018, 00:52
Desculpe-me pela intromissão. Estive pensando nessa possibilidade de "fusão" ainda hoje de manhã, mas surgiu-me uma dúvida em relação ao CADE, se seria passível de reprovação...nesse sentido gostaria de saber/conhecer a opinião dos nobres/ilustres que venham a tomar conhecimento da minha dívida, incluisive o prof. Paulo, relativa a isso...se me recordo, não é a primeira vez que isso é ventilado, inclusive, desconfio, pelo Barsi...mas isso vou pesquisar para não causar diz-que-diz.

351599 - menghele  -  29 Jun 2018, 00:24
perdoe-me para me entrometer onde não é pedida minha opinião. Contudo antes do Ilustre se manifestar lhe digo só o seguinte : tenho as duas, inclusive umas TRPL adquiridas agora justamente com os recursos advindos do leilão das ELPLs. São pickings válidos ambos, "BOAS" Empresas, sub - setor acíclico e resultados bastante previsíveis. Contudo são "Empresas de Consenso"...assim nunca vai "achar" uma ELPL/UNIP/RADL/Etc em ações de "consenso" os "tesouros" estão escondidos ...e bem escondidos...quem sabe não fala....principalmente na internet..ou não pode/quer falar.

ADEMAIS: Chegou ao meu ouvido, de gente de nível do Rio e que merece credito, que nós bastidores já estaria costurada em avaliação uma FUSÃO da TRPL com a TAEE, pois as duas além do que serem sócias em alguns empreendimentos ganhariam escala e teria um ganho expressivo de sinergia...teria um EBITDA consolidado (LAJDA)de cerca de R$3,5Bi enfim...pode mesmo ter sentido isso, inclusive a participações cruzadas....ou seja a TRPL é sócia inclusive da TAEE...e a CMIG se beneficia com isso...e os CHINESES poderiam entrar nessa nova SUPER EMPRESA...será?????

351598 - CAP7  -  28 Jun 2018, 23:22
Em relação as máximas, parece que TAEE11 está mais descontada que TRPL4, porém com DY menor.......em 5 anos........qual posso ter mais alegrias como foi elpl4 pra mim?

351582 - linelson  -  28 Jun 2018, 15:59
Já nos relatórios Suno não se preocupa com essa redução no RAP, pois no resultado IFRS já seria diluído essa redução no período do contrato. Essa diferença do resultado IFRS x regulatório ainda me confunde, vou pesquisar a respeito.

Os dividendos são distribuídos de acordo com o resultado IFRS (contábil) e não com o evidente recebido (caixa), certo? Assim, se durante 15 anos recebe X e os próximo 15 anos recebe 50% de X, o resultado IFRS considera 75% de X por ano?

351578  - karlsei  -  28 Jun 2018, 11:51
Prezados linelson e paulo_prof

O que me deixa um pouco preocupado é este recuo da RAP nos próximos dois anos (já prevista faz tempo) e a insistente afirmação da empresa em "não reduzir payout".

351577 - paulo_prof   -  28 Jun 2018, 03:53
Os investimentos necessários para colocar de pé as concessões atualmente em construção não devem preocupar. Os tais R$ 3,2 bilhões referidos pelo relatório referem-se aquela estimativa de capex necessário informada pela ANEEL no edital do leilão. Vence o leilão quem oferece a menor RAP. Evidentemente, a RAP oferecida no leilão é função do capex real que a transmissora acha que será necessário. Ou seja, eu não ficaria surpreso se ao final do ciclo de investimento estes R$ 3,2 bilhões se mostrarem sensivelmente menores.

De qualquer forma, a RAP associada a este suposto Capex de R$ 3,2 bilhões é de R$ 573 milhões. No meu modo de entender, isto é tudo o que importa. Supondo que a Taesa consiga pagar juros médios de 6%+IPCA e considerando um prazo médio de 2 anos para a maturação (efetivação da RAP), o investimento nas atuais concessão da Taesa em construção se pagaria (juros + amortizações), em média, em 11 anos de operação.

O que deve preocupar mais é se a empresa conseguirá vencer novas concessões nos futuros leilões. Se ela tiver que competir com empresas chinesas "irrigadas" diretamente pelo governo chinês, nada mais vai levar.

351568  - linelson   -  27 Jun 2018, 19:19
A Eleven Financial soltou um relatório hoje que me deixou preocupado ao não recomendar a compra das Debêntures da Taesa, justificando que poderia não ter fluxo de caixa para pagar a dívida.

Resumo:

* A operação totaliza R$ 400 milhões;

* Investimentos de R$ 3,2 bi (2018-2020) deve elevar a alacavacagem (dív líquida/EBITDA) de 1,78x para 3,71x em 2021;

* Projeção de recuo da RAP em 2018 (-15%) e 2019 (-16%), em função do término de contratos de concessões de transmissão. Em 2022, RAP adicionar de R$ 573 milhões por ano.

* A empresa não pretende reduzir o Payout atual ;

Qual a visão dos foristas sobre isso?

Notícias da Manhã

http://www.ricardoborges.com/noticias.htm

CEMIG (CMIG4) e TAESA (TAEE11) - Comunicando.

"A indiana Sterlite Power Transmission tem disparado torpedos na direção da Cemig. Em pauta, a compra de uma participação na Taesa – o braço de transmissão da estatal mineira. A empresa, por sinal, vem chamando a atenção no setor pelo apetite de suas investidas, algumas no limite da responsabilidade. Até hoje repercute no mercado o deságio recorde de 58% que a Sterlite ofereceu por um lote no leilão de transmissão da Aneel realizado em abril do ano passado. Muitos se perguntam como a companhia vai fechar a conta." (Fonte: Relatório Reservado)

Link para a matéria completa do jornal para ser lida:

https://relatorioreservado.com.br/transmissao-indi...

Para quem desejar acompanhar as notícias econômicas e financeiras dos principais jornais nacionais:

http://www.ricardoborges.com/manchetes.htm

350668  - paulo_prof  -  02 Jun 2018, 21:43
Citação: fridao - Post #350667 - 02/Jun/2018 16:14
Prof. Paulo,
SAPR4, excluindo efeito Requião, tá de graça...to be or not to be?...
Sim ... o preço está convidativo ... mas ainda acho que para o curto prazo (12-18 meses), devido a seu payout substancialmente maior e perspectiva de disparada do IGPM, a TAEE seja uma aposta bem melhor. Para cada R$ 1,00 em SAPR, tenho R$ 3,20 em TAEE.

[...]
TAEE11 5% - vaca leiteira de 600 kg
[...]

349817 - paulo_prof  -  10 Mai 2018, 14:42
Os resultados vieram muito bons, mas dentro de minhas expectativas, devido à recuperação dos índices de inflação, para valores mais, digamos, terrenos. Como acredito que o dólar pressionará a inflação, os resultados nominais do 2T18 e, em consequência, os proventos também deverão vir muito interessantes, Na minha avaliação, o ativo está num preço interessante, e pode prover uma muito boa alternativa a FIIs.

TAEE11

PREÇO: R$ 20,55

PAYOUT (2017) 91,5%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 10,66

P/VPA 1,55

PSR 6,67

DY 8,58%

EV/EBITDA 6,11

MARGEM BRUTA 81,6%

MARGEM OPERACIONAL 67,6%

MARGEM LÍQUIDA 62,6%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,928

MARGEM EBITDA 142,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 67,6%

ROE 14,55%

LIQUIDEZ CORRENTE 3,40



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -19,49%

RESULTADO BRUTO -24,37%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -39,75%

RESULTADO OPERACIONAL -21,21%

RESULTADO LÍQUIDO -17,98%

EBITDA (REGULATÓRIO) -0,34%



b) 1T18 sobre 1T17, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -4,70%

RESULTADO BRUTO -4,31%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -26,73%

RESULTADO OPERACIONAL +5,63%

RESULTADO LÍQUIDO +7,90%

EBITDA (REGULATÓRIO) -5,42%



c) lucro líquido, nominal

UA -17,98%

U2A -16,87%

U3A -12,61%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -0,16%

U2A -0,81%

U3A - 0,06%



e) ebitda regulatório, nominal

UA -0,34%

U2A 2,65%

U3A 3,53%

U4A 5,08%

U5A 7,31%

U6A 11,74%

U7A 11,11%

U8A 32,24%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 24,10

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,5% !!!!

349799  - Rocha Preta -  10 Mai 2018, 00:07
[...]
TAEE11

O primeiro trimestre de 2018 reforçou o compromisso da Taesa com o crescimento da Companhia e com a eficiência operacional.

A taxa de disponibilidade das linhas de transmissão da Taesa atingiu 99,97% e a relação PV sobre RAP ficou em 0,8% no período. Com isso, a Taesa demonstra seu compromisso em manter a qualidade na operação e manutenção dos ativos que opera.

O EBITDA Regulatório da Companhia totalizou R$ 373,4 MM no 1T18, 5,4% abaixo quando comparado ao mesmo período de 2017. A margem EBITDA no 1T18 ficou em 89,2%, ante a uma margem EBITDA de 89,9% no 1T17. O corte de 50% na RAP em algumas de nossas concessões foi o principal responsável pela redução do EBITDA entre os períodos comparados. Considerando as investidas em conjunto e coligadas, o EBITDA totalizou R$ 474,5 MM no 1T18, com uma margem EBITDA de 89,4%.

O lucro líquido em IFRS totalizou R$ 217,3 MM no 1T18, um aumento de 7,9% em relação ao 1T17, explicado (i) pela melhora no resultado financeiro da Companhia, que reduziu 26,7% na comparação anual em função do menor volume de dívida no 1T18 e da queda do CDI, e (ii) pelo crescimento de 19,7% na linha de equivalência patrimonial, impactado principalmente pelo maior resultado apresentado pelo grupo TBE e a participação direta adquirida nas Transmineiras.

Reforçando o foco no crescimento, no dia 26 de março de 2018, foi concluída a aquisição pela Taesa da participação de 24,95% e de 50,10% por parte da sua coligada, a Empresa Norte de Transmissão de Energia S.A. (“ENTE”), no capital social da IB SPE Transmissora de Energia Elétrica S.A., atualmente denominada EDTE. Com a conclusão da aquisição, a Taesa passa a deter direta e indiretamente 49,99% da EDTE, o que representa um incremento de R$ 32,1 MM na RAP da Companhia e um investimento total de R$ 368 MM.

Considerando a EDTE, a Taesa possui atualmente oito empreendimentos em construção, que juntos representam aproximadamente R$ 5,0 bilhões em investimentos e um total de R$ 888 MM em Receita Anual Permitida, considerando o valor total dos projetos. Se considerar apenas a participação da Taesa nos projetos, a RAP proporcional é R$ 573 MM e os investimentos R$ 3,2 bilhões.

Além disso, a Taesa está se preparando para participar do próximo leilão de transmissão, que deverá ocorrer ao final de junho deste ano. O leilão 002/2018 deverá apresentar 24 lotes localizados em 20 estados mais o Distrito Federal. Os empreendimentos totalizam, aproximadamente, 4 mil km de linhas de transmissão e a estimativa de investimentos é de R$ 8,9 bilhões.

349792 - cesarsousa   09 Mai 2018, 18:24
Resultado ruim... e empirosca deu venda.

349573 - paulo_prof  -  03 Mai 2018, 23:47
Citação: suportetrader - Post #349525 - 02/Mai/2018 19:43
Prezados Marcos Vicinius e Prof Paulo, primeiramente queria agradecer e parabenizar pelo trabalho que vocês fazem aqui no fórum. Nos ajudam muito com conhecimento, informação e experiência para que possamos fazer nossos estudos.
Se não for pedir muito, poderiam fazer um comparativo entre TAEE11 e TIET11, informando qual chama mais atenção em termos de fundamentos para longo prazo?
Acho que comparar TAEE11 e TIET11 não faz muito sentido. Embora ambas sejam classificadas como "elétricas", a TIET atua exclusivamente na geração e a TAEE exclusivamente na transmissão. São dois jogos com regras distintas.

Devido às características dos contratos que regem as concessões de transmissão, excetuando o que depende dos índices de inflação e eventuais despesas excepcionais causadas por acidentes, a previsibilidade das concessões vigentes é quase total. Mas as concessões vigentes terminam ... e os termos das concessões que a empresa conseguirá no futuro são desconhecidos. Há um tipo de concessão de transmissão no qual a RAP (Receita Anual Permitida) é reduzida em 50% após o transcurso de metade do prazo de concessão. Para garantir a "perpetuidade", as receitas perdidas ao ser atingido 50% do prazo de concessão e o final da concessão, têm que ser substituídas pelas receitas de novas concessões. Estas podem ser conseguidas através da aquisição de uma concessão vigente ou através da vitória em leilão de concessões. Ocorre que com a vinda das empresas chinesas, que têm acesso a dinheiro barato provido pelo governo chinês, as RAPs vêm caindo sistematicamente. Ou seja, a rentabilidade das novas concessões não é aquela de outros tempos. Se os juros dos empréstimos de longo prazo também permanecerem em patamares baixos, a rentabilidade das concessões futuras poderá permanecer interessante. Mas a menos que o poder úblico intervenha, será cada vez mais difícil competir com os chineses.

O endividamento líquido da Taesa em 30DEZ2017 era tranquilos 1,57 vezes o ebitda gerado nos 12 meses anteriores. Devido ao colapso da inflação, a empresa deixou de "faturar" a correção inflacionária. Em consequência, a Receita Líquida IFRS de 2017 regrediu 24,8% em relação a aquela de 2016, em média 15,6% a.a. em relação a aquela de 2015 e 10,5% a,a, em média em relação a aquela de 2014. Com a estabilização dos índices inflacionários, espera-se que os resultados de 2017 possam ser mantidos no médio prazo. Neste cenário, o valor intrínseco da TAEE11 será algo em torno dos R$ 23,50 e o DY esperado ao preço atual, de aprox. 8,4% nominal.

Por outro lado, no que concerne a geração, há vários tipos distintos de contratos de concessão. Na quase totalidade destes contratos, os riscos são maiores do que aqueles enfrentados pelas empresa de transmissão. Se a hidrologia não ajudar, o GSF pode derrubar a garantia física das usinas. Isto sem considerar que as garantias físicas concedidas estariam superavaliadas (parece não ser o caso das usinas da TIET) como sugerem diversos estudos, e que uma revisão muito provavelmente implicaria uma redução das mesmas. O excesso da energia gerada (aquela além da necessária para cobrir os contratos de venda e energia) é vendido no mercado de curto prazo, cujos preços não são previsíveis. Etc. etc.

O endividamento líquido da TIET em 30DEZ2017 era 2,87 vezes o ebitda gerado nos 12 meses anteriores. Considerando os novos projetos de geração anunciados pela empresa, acho que esta relação tenderá a aumentar até que os projetos estejam maduros (gerando ebitda). Em consequência, no curto prazo o resultado financeiro deverá impactar o lucro, base para a distribuilção de proventos.

Se eu fosse fazer apostas, acho que a TAEE dará um melhor retorno no médio prazo e a TIET deverá dar um melhor retorno no longo prazo, especialmente se concentrar os seus novos investimentos em geração solar.

Sou da opinião que, no futuro, o papel que as distribuidoras exercem hoje será extinto. O monopólio que hoje têm sobre o uso da fiação que chega aos consumidores não resistirá para sempre. A legislação as obrigará a, por um preço justo, conceder passagem de energia a quem o solicite. Por outro lado, a tendência é que a cada ano a potência média requerida para que um cliente possa migrar para o mercado livre, vá baixar. Chegará o tempo quando todos nóes seremos clientes "livres". Em consequência, acho que faz sentido a TIET se associar diretamente aos clientes em projetos de geração de energia solar distribuída. Tendo uma vasta experiência em geração solar e acesso privilegiado ao fornecimento de placas solares, a TIET provavelmente será muito competitiva na instalação e operação dos sistemas.

349304  - tota_57  -  25 Abr 2018, 20:28
Em tese boas empresas devem render mais que FII e Renda Fixa, não fosse isso a grana dos empresários estaria no banco e não nos ativos. O complexo é comprar as empresas certas.

A alocação de ativos depende do estágio de vida do investidor, e aposentei recentemente e estou diminuindo a parcela em ações.

349302 - SuporteTrader -  25 Abr 2018, 20:23
Excelente análise. Estou de olho na TIET, mas sou bem novo na análise da empresa. Você recomenda as TIET3 ou TIET11 para quem está interessado em entrar? Obrigado pelas contribuições!

349289 - roger35  -  25 Abr 2018, 16:16
Tota57, muito obrigado
Tenho as duas e pretendo manter tb...tenho duvida do retorno de todo esse investimento em energia eolica, se sera rentavel para a empresa( e acionistas por consequência...)
Obrigado pelas orientações....vc acha que atualmente/ para o futuro ,os fii serao mais rentaveis de um modo geral quando comparado às acoes?

349288  - tota_57  -  25 Abr 2018, 15:58
roger35,

Como a AES esta fazendo desinvestimentos no Brasil, vendeu a AES Sul e agora esta vendendo a ELPL, não é de se descartar a hipotese de vender tambem a TIET. Durante muitos anos a TIET foi uma grande vaca leiteira, distribuindo 100% do LL. Por outro lado não expandiu o parque de geração, mas sempre manteve um endividamento irrisório, para os padrões do setor elétrico. Agora a estratégia é outra, aumenta o endividamento e investe nas novas energias, solar e eolica. O preço do MWh instalado dessas novas energias esta ficando cada vez mais competitivo e com esse mix de hidroelétrica, solar e eólica eu acredito que ela ainda vai continuar rendendo bons dividendos, em especial se nos próximos anos os níveis dos reservatórios voltarem aos patamares do passado. Tenho ela desde 2007 e vou mante-la no carteira.

Em relação a TAEE eu não estou atualizado em relação aos movimentos atuais da CMIG, sabe-se que chegou a entrar no radar para desinvestimento. Não posso ajudar muito no momento, preciso pesquisar um pouco o ativo.

349274  - roger35   -  25 Abr 2018, 10:56
Tota 57, como tem avaliado a situação atual e futura da tiet e TAEE ?como ve o investimento em geracao eolica da tiet?obrigado

349099  -marcosvinicius2 -  19 Abr 2018, 22:45
COMENTÁRIO: PAPEL DEVIDAMENTE PRECIFICADO ( * ). RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA = a receita operacional liquida vem sofrendo redução nos ultimos anos: 1.542 milhões em 2015, 1.391 milhões em 2016 e 1.077 milhões em 2017.; RESULTADO BRUTO = Da mesma forma que a receita operacional liquida, redução significativa: 1.423 milhões em 2015, 2.241 milhões em 2016 e 879 milhões em 2017.; COMO CONSEQUENCIA O EBITDA tambem sofrendo redução: 1.539 milhões em 2015, 1.374 milhões em 2016 e 930 milhões em 2017. ENTRE 2015 E 2017 a EMPRESA sofreu uma redução significativa de quase 500 milhões, o que impactou de forma direta todos os Indicadores Financeiros:

TAEE11
PREÇO: 20,50
PAYOUT (2017): 93,84%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 10,89
P/VPA 1,62
PSR 6,56
DY 8,61%
EV/EBITDA 10,97
MARGEM BRUTA 81,64%
MARGEM OPERACIONAL 65,33%
MARGEM LÍQUIDA 60,19%
LUCRO POR AÇÃO 1,882
MARGEM EBITDA 86,36%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 73,66%
ROE 14,91%
LIQUIDEZ CORRENTE 3,02

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -22,57%
RESULTADO BRUTO -29,20%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -44,47%
RESULTADO OPERACIONAL -27,48%
RESULTADO LÍQUIDO -24,80%
EBITDA -32,33%

b) 4T17 sobre 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -22,57%
RESULTADO BRUTO -29,20%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -44,47%
RESULTADO OPERACIONAL -27,48%
RESULTADO LÍQUIDO -24,80%
EBITDA -32,33%

c) lucro (taxa média anual)
UA -24,80%
U2A -15,57%
U3A -10,52%

d) patrimônio líquido médio
UA -1,17%
U2A -0,39%
U3A -0,03%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 23,53
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -3,15% !!!!
[...]

347502  - Rocha Preta inc -  27 Fev 2018, 14:32
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/radar-taee...

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica – Taesa – divulgou ontem (26) ao mercado os seus resultados do quarto trimestre de 2017 e, neste sentido, foi possível perceber que a companhia continuou a apresentar um sólido e consistente desempenho operacional ao final de 2017, período no qual a empresa manteve forte geração de caixa, como resultado da disciplina financeira e foco na eficiência operacional.

347489 - paulo_prof -  27 Fev 2018, 02:26
No que me diz respeito, o resultado da TAEE surpreendeu positivamente. Veio sensivelmente melhor do que estava esperando. Esperava uma Receita Líquida IFRS de aprox. R$ 305 milhões no 4T17, veio R$ 55 milhões a mais. Em consequência, mesmo com uma queda da margem bruta, todos os resultados (Resultado Antes dos Impostos, Resultado Líquido e Ebitda) vireram sensivelmente melhores do que esperados.

Acredito que aos preços atuais o ativo esteja relativamente barato.

TAEE11

PREÇO: R$ 21,40

PAYOUT (2017) 91,5%


Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 11,37

P/VPA 1,70

PSR 6,84

DY 8,04%

EV/EBITDA 12,84

EV/EBITDA REGULAT[ORIO 6,37

MARGEM BRUTA 81,6%

MARGEM OPERACIONAL 65,3%

MARGEM LÍQUIDA 60,2%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,882

MARGEM EBITDA = 70,7%

MARGEM EBITDA REGULATÓRIO 142,6%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 69,9%

ROE 14,91%

LIQUIDEZ CORRENTE 3,02



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -22,57%

RESULTADO BRUTO -29,20%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -44,47%

RESULTADO OPERACIONAL -27,48%

RESULTADO LÍQUIDO -24,80%

EBITDA -33,12%

EBITDA REGULATÓRIO +2,90%



b) 4T17 sobre 4T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +20,94%

RESULTADO BRUTO +16,62%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -30,99%

RESULTADO OPERACIONAL +57,28%

RESULTADO LÍQUIDO +51,16%

EBITDA +18,331%

EBITDA REGULATÓRIO +1,41%



c) lucro líquido, nominal

UA -24,80%

U2A -15,57%

U3A -10,52%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -1,17%

U2A -0,39%

U3A -0,03%



e) ebitda regulatório, nominal

UA 2,90%

U2A 4,22%

U3A 4,62%

U4A 6,08%

U5A 9,45%

U6A 12,81%

U7A 11,55%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 23,52

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -2,0% !!!!

347485  - calabro -  27 Fev 2018, 00:16
Em 2017, a TAESA pagou R$ 608,3 MM (R$ 1,77/Unit) a título de dividendos e juros sobre capital próprio. Este montante pode ser dividido em (i) dividendos de R$ 174,7 MM (R$ 0,51/Unit) referentes ao resultado de 2016 aprovados na AGO do dia 28 de abril, (ii) dividendos intercalares no total de R$ 145,2 MM (R$ 0,42/Unit) referentes ao resultado de 2017 e, (iii) R$ 288,4 MM (R$ 0,84/Unit) como juros sob capital próprio, também referentes ao resultado de 2017.
O Conselho de Administração da Companhia aprovou a proposta de destinação do resultado de 2017 no valor de R$ 159,3 MM (R$ 0,46/Unit) a título de dividendos. A TAESA convocará a Assembleia de Acionistas para aprovar os resultados do ano e a distribuição de dividendos referente ao exercício social de 2017.

347028  - espectador  -  11 Fev 2018, 09:52
Agradeço imensamente a resposta precisa. Comparei os resultados do 2t2017 e do 3t2017 da TAESA em que é possível a observar a queda substancial da RAP da ETEO, de 112mi para 88mi, bem como o comportamento do ativo financeiro, remuneração e receita de operação e manutenção na contabilidade IFRS. Os cálculos não mentem. Como de costume, o senhor está certíssimo.

347020  - paulo_prof  -  10 Fev 2018, 13:48
"às amortizações do ativo financeiro e à redução de 50% da RAP das concessões TSN e NVT conforme previsto nos contratos de concessão celebrados entre os anos de 1999 a 2006 junto a ANEEL.".

Na minha opinião, esta afirmação está furada porque:

a) é incompatível com o modelo adotado (o de aplicar a TRAF sobre o ativo financeiro corrente); e

b) as concessões TSN e NVT só sofrerão redução de RAP a partir de 2018, o que evidentemente não pode impactar a remuneração do ativo financeiro em 2017.

Segundo o meu entendimento, a redução de RAP impacta efetivamente o ativo financeiro da concessão. Se impacta o ativo financeiro, pode-se argumentar que também impacta a remuneração e correção monetária deste ativo. Sem dúvida, mas o impacto é pequeno, porque é um percentual (TRAF no caso da remuneração, variação do IGPM no caso da correção) aplicado sobre o ativo financeiro corrente.

A menos que esteja enganado, o ativo financeiro é calculado a partir da seguinte fórmula

Ativo Financeiro no Fim do Período = Ativo Financeiro no Início do Período + Remuneração + Correção + Receita O&M + Receita Construção - RAP

Mas como a RAP do período é subtraída, o salto de 50% da RAP funcionaria no sentido de reduzir o impacto na queda do Ativo Financeiro.

De qualquer forma, como na RAP há uma parcela correspondente à amortização do Ativo Financeiro, a menos que ocorram Receitas de Construção compensatórias, o Ativo Financeiro trazido a valor presente tem que cair a cada trimestre.Em consequência, é importante a empresa adquirir novas concessões para que estas amortizações possam ser compensadas.

347018 - espectador   -  10 Fev 2018, 10:35
Caro Professor Paulo e demais seletos foristas. Embora acompanhe este espaço há um bom tempo, fico basicamente apenas observando. Diante do tempo curto e do elevado nível dos participantes, a mera observação do debate já tem sido de enorme valia. Assim, de antemão parabenizo todos que contribuem para que este espaço seja um veículo de enorme aprendizado. Todavia, possuo uma dúvida que se arrasta há mais tempo. Trata-se da linearização das receitas da TAESA no modelo contábil IFRS. Embora até tenha consultado o RI da TAESA em fevereiro de 2017 e tenha me dado por satisfeito à época, uma questão permanece nebulosa.

Vamos a ela. A receita operacional da TAESA no modelo contábil IFRS é basicamente composta pela remuneração sobre o ativo financeiro, correção monetária sobre o ativo financeiro, receita de operação e manutenção e receita de instalação.

A receita de instalação perdura durante a fase de construção do empreendimento, sendo substituída pelas demais tão logo a linha de transmissão entre em operação.

Por sua vez, não há dúvida de que a receita de operação e manutenção seja contabilizada de forma linear, apurando-se apenas 75% da receita devida no período anterior a redução da RAP e 150% após a redução.

No balanço é possível encontrar a seguinte afirmativa que consolida o entendimento:
“Adicionalmente, além da parcela que remunera a infraestrutura construída, utilizada para determinação do ativo financeiro de concessão a RAP inclui também uma parcela que remunera a operação e a manutenção da rede de transmissão, sendo esta reconhecida de forma linear e mensurada no início de cada concessão.”

A dúvida que permanece, no entanto, reside na receita de remuneração sobre o ativo financeiro. No balanço de 2016 é possível extrair a composição da receita de remuneração sobre o ativo financeiro.

“Ativo financeiro de concessão - Mensurado no início da concessão ao valor justo e posteriormente mantido ao custo amortizado. No início de cada concessão, a Taxa de Remuneração do Ativo Financeiro -TRAF é estimada pela Companhia por meio de componentes internos e externos de mercado, por concessão, e é utilizada para remunerar o ativo financeiro da referida concessão durante o período da construção. Após a entrada em operação comercial, a TRAF é revisada de acordo com os investimentos realizados após a finalização da construção.

O saldo do ativo financeiro de concessão reflete o valor do fluxo de caixa futuro descontado pela TRAF da concessão. São consideradas no fluxo de caixa futuro as estimativas da Companhia a determinação da parcela mensal da RAP que deve remunerar a infraestrutura e a indenização que se espera receber do Poder Concedente no fim da concessão. O valor indenizável é considerado pela Companhia como valor residual contábil ao término da concessão.

A Companhia utiliza os seus resultados históricos como base para determinação de suas estimativas, levando em consideração o tipo de concessão, a região de operação e as especificidades de cada leilão.

A taxa utilizada pela Companhia para remunerar o saldo de recebíveis de concessão de serviços, incluindo saldo de indenização, reflete o custo de oportunidade de um investidor à época da tomada de deciso de investir nos ativos de transmissão, tendo sido apurada por meio da metodologia de “Capital Asset Pricing Model – CAPM”, cuja composição observou os valores à época da realização do investimento. A TRAF sobre revisão na entrada da operação comercial da concessão.

A taxa considerada varia de 6% a 15%, de concessão para concessão, considerando as características específicas de cada uma delas e suas datas de investimento.”

Assim, em uma primeira análise, compreendi que o ativo financeiro reflete o montante consolidado do fluxo de caixa futuro que vai sendo abatido pela TRAF. Considerando que o último cálculo da TRAF seria no início da operação comercial é de se presumir esta formaria um valor constante a ser debitado do ativo financeiro. Nesse passo, havia concluído que a receita de remuneração do ativo financeiro também não sofreria impacto da queda de 50% da RAP, já que a TRAF seria um valor constante durante toda operação comercial.

Entretanto, no comentário sobre o desempenho da TAESA no ITR do 3T2017, a Administração destaca que as variações da Remuneração do ativo financeiro da concessão referem-se basicamente a: “às amortizações do ativo financeiro e à redução de 50% da RAP das concessões TSN e NVT conforme previsto nos contratos de concessão celebrados entre os anos de 1999 a 2006 junto a ANEEL.”

Ora, essa informação revela a falha do meu raciocínio anterior, bem como indica que a remuneração do ativo financeiro sofrerá o impacto da queda da RAP. Considerando que a remuneração sobre o ativo financeiro e a correspondente correção monetária alcançam quase 2/3 das receitas da Companhia em IFRS, presumo então que parte considerável da receita estaria exposta a queda da RAP,, mormente após 1.07.2018 com a nova resolução homologatória da ANEEL. Já os efeitos desse
impacto apenas seria amenizados com a entrada em operação comercial das linhas em construção. É isso mesmo?

347005 - paulo_prof  -  09 Fev 2018, 19:56
Citação: m boi mirim - Post #346993 - 09/Fev/2018 17:17
TAEE11 eu tenho mas pelo que li ela anda perdendo todos leilões e não consegue arrematar nenhuma nova concessão pela agressividade dos concorrentes que estão aceitando qquer retorno oferecido. Essa disciplina de capital é benéfica mas acho q o mercado tem dúvidas se ela vai conseguir voltar ao jogo e ser lucrativa como antes com essa concorrência
De fato, a Taesa não levou nenhuma concessão no 2o. e último leilão de 2017. No 1o. leilão de 2017 (abril) levou uma concessão no Paraná em sociedade com a TRPL (50%) que exigirá investimentos de aprox. R$ 1,9 bilhões, para uma RAP de R$ 267 milhões.

Não levar uma concessão em leilão não significa, necessariamente, estar fora do jogo. A empresa que ganha o leilão. especialmente se tem experiência limitada, costuma procurar sócios. Foi o que ocorreu com o Lote M do 1o. leilão de 2016. A Taesa e sua coligada ENTE (50% da Taesa) pagaram um pouco menos de R$ 9 milhões por 75% das ações da empresa de propósito específico responsável pelo empreendimento que exigirá investimentos de aprox. 370 milhões para uma RAP de aprox. R$ 60 milhões (base jan 2016).

No final do ano passado, a Taesa comprou a fatia que a Cemig tinha na Transleste, Transudeste e Transirapé, passando de uma participação de 5% para aprox. 30% nas mesmas, ou seja, se apropriando de uma RAP adicional de aprox. R$ 25 milhões.

Acho esta política de não entrar numa guerra de preços com empresas novatas correta. Melhor esperar baixar a poeira e depois procurar aquelas empresas que venceram concessões interessantes, com eventuais sinergias com ativos próprios, e oferecer sociedade.

346993  - M Boi Mirim -  09 Fev 2018, 17:17
TAEE11 eu tenho mas pelo que li ela anda perdendo todos leilões e não consegue arrematar nenhuma nova concessão pela agressividade dos concorrentes que estão aceitando qquer retorno oferecido. Essa disciplina de capital é benéfica mas acho q o mercado tem dúvidas se ela vai conseguir voltar ao jogo e ser lucrativa como antes com essa concorrência

346981  - paulo_prof   -  08 Fev 2018, 22:24
Citação: muadibgv - Post #346979 - 08/Fev/2018 21:40
Prof,
E entre TAEE11 a 19,80 e EKTR4 a 21,00 qual vc preferiria?
Se vc me garantir que a Neoenergia nao vai inventar de fechar o capitral da EKTR, fico com a EKTR ... mas como vc não pode garantir isto, aumentei as posições de TAEE nas carteiras minha e da mulher.

Acho que a EKTR tem todas as condições de postar lucros anuais acima dos R$ 500 milhões. Para um payout na faixa dos 105% que vem praticando para as PN, tem-se aprox. R$ 2,70 em dividendos. Ao preço de R$ 22,00 isto dá 12% a.a. No caso da TAEE, a minha projeção para os próximos 12 meses é de um lucro na faixa dos R$ 700 milhões. Um payout de 90% corresponde a proventos brutos de aprox. R$ 1,84/ação. Como parte dos proventos serão na forma de JCP, o DY seria da ordem de 9%.

Ocorre que a EKTR está sendo negociada a mais de 2 vezes o PVA. Se a Neoenergia inventar uma moda qualquer, o minoritário está desprotegido, pois o direito de retirada de nada adianta.

Eu fico imaginando qual seria o interesse da Neoenergia manter o capital de sua melhor empresa aberto só para inglês ver. Não consigo visualizar vantagens no status quo. Tenho fortes suspeitas de que a jóia da coroa acabará sendo usada de alguma forma para a abertura do capital de outros ativos da Neoenergia.

Não fosse o risco da EKTR deixar de ser a atual EKTR, seja via cancelamento de registro, seja como parte de uma empresa com outros ativos de distribuição de energia elétrica, não vejo porque não tgrocar toda a posição em FIIs por EKTR4.

346812  - Valuation Master - 04 Fev 2018, 22:34
Professor também estou com posição expressiva em taesa, dentro meus modelos conservadores joguei um lucro IFRS de 550 a 600 milhões pelos próximos dois anos.

A questão do lucro regulatório é uma grande pegadinha, pois demora em média 4 anos até entrar operações dos leilões que ela ganhou em 2016 e 2017, ou seja quando entrar as operações este lucro vai dar uma estilingada violenta refletindo IFRS, consequentemente quem entrou na ação na baixa vai carregar um bom yield on cost.


Existe um pessoal operando vendido e por isso a taxa de aluguel esta elevada, quando inverter a mão a ação vai recuperar um pouco campo positivo.

Aqui é uma ação conservadoras sendo vendida por um bom yield on cost!

Outra duas ações conservadores a preço de ocasião são: transmissão paulista e sanepar, embora as duas possuam maiores riscos do que a taesa em minha visão.

A estes preços levo alguns lotes sempre que posso, espero que o pessoal continue sem entender estão questão de IFRS vs regulatório para gente aumentar nossa posição gradativamente nos próximos dois anos ! Neste meio tempo IFRS deve ser afetado pelo IGPM , IPCA e redução do rap etc, consequentemente o preço da ação não vai apresentar muita reação.

346809  - paulo_prof   -  04 Fev 2018, 19:30
Acho o caso da TAEE um tanto quanto complicado para explicar ... vou tentar.

A tabela abaixo mostra os ítens principais da contabilidade do 3T16, que é típica.

Devido as diferenças nas contabilidades IFRS e Societária (Regulatória), no 3T17 a empresa gerou de fato R$ 312,6 milhões antes dos tributos, mas as regras IFRS permitiram contabilizar sómente R$ 101 milhões. Como se isto não bastasse, em vez de pagar os R$ 64 milhões de IR/CS que incidiriam sobre o Resultado gerado, de fato pagou menos de R$ 4 milhões.

Bom ... e daí? E daí ocorre que, embora tivesse gerado R$ 363 milhões de Ebitda, só distribuiu os R$ 97 milhões do Resultado Líquido IFRS. A diferença, depois de cobrir o resultado financeiro negativo e os impostos efetivamente pagos, constituíu o capex e a redução do endividamento.

A grande diferença entre as Receitas Regulatória (real, efetiva) e a Receita IFRS (contábil) é devida a dois fatores:

a) Redução da RAP de diversas concessões (na contabilidade IFRS esta redução já está sendo levada em consideração ... no âmbito regulatório, quando uma concessão sofrer a redução o baque será sentido de uma vez), e

b) Correção Monterária do Ativo Financeiro (na contabilidade IFRS, quando o IPCA ou IGPM forem negativos, este ítem é negativo; para se ter uma idéia, este ítem tirou R$ 44 milhões da Receita do 3T17; já na contabilidade regulatória este ítem não existe, pois a RAP independente da variação dos índices oficiiais no transcorrer do ano).

No 3T17, o IGPM apresentou deflação de 1,29% e o IPCA emplacou +0,02%. No 4T17, o IGPM evoluiu 1,19% e o IPCA, 0,9%. Em consequência, a Receita Líquida IFRS do 4T17 deverá ser uns R$ 90 milhões maior.

No que se refere o 1T19, o GPM de fevereiro, e os IPCAs de janeiro e fevereiro ainda não saíram ... de acordo com as últimas projeções, entretanto, o IGPM e o IPCA do 1T18 deverão emplacar, respectivamente, algo como 2,10% e 1,27%. Os Resultados do 1T19 deverão ser melhores do que aqueles do 4T18.

Se projetarmos um resultado líquido médio conservativo de aprox. R$ 700 milhões em 2018 e um payout de 90%, obteríamos um DY de 9% ao preço atual. Se este lucro pudesse ser mantido para sempre em termos reais, o valor do ativo para uma taxa de desconto de 8% seria de aprox. R$ 25,40.

Em consequência, tenho comprado alguns lotes nos R$ 20 baixos, mas tenho dado preferência a TRPL4 pois embora seja uma aposta bem mais arriscada, o prêmio também parece ser sensivelmente maior. No frigir dos ovos, vai depender de como o governo Temer vai acabar resolvendo o abacaxi que o governo Dilma criou, ou seja, de como finalmente serão pagos os tais investimentos ainda não amortizados dos ativos de transmissão antigos. Esta conta, cujos totais já obtiveram o aval da Aneel seria paga em 8 anos ... há indicações, entretanto, que a intenção do governo é jogar esta conta para as calendas. Se o prazo para o pagamento da indenização é ampliado e se o saldo devedor não for apropriadamente remunerado, a empresa vai perder duplamente: de um lado terá a sua capacidade de investimento reduzida, de outro, contará com um ativo pouco rentável.

346353  - izidoro   -  19 Jan 2018, 15:13
Iniciei uma pequena posiçao em TAEE11,cerca de 0,5% da carteira de RV.

No site da mesma vi que as concessoes das linhas começam a terminar em dezembro de 2030.

Alguem sabe me dizer o que acontece quando terminam as concessoes?

Se for feito um novo leilao e a concessionaria nao ganhar,existe algum valor residual a que ela tem direito ou o investimento vira po ao termino do contrato?

346327  - RRunner  -  19 Jan 2018, 00:10
pobre, na minha opinião QGEP tem uma baita administração.
entrei na faixa dos R$ 5,85, não lembro ao certo, mas vou esperar mais justamente por confiar na ADM.

345747  - ispholambra  -  03 Jan 2018, 21:24
TAEE11
E um otimo ativo... de vez em quando visita a casa dos 20,00/20,XX baixos... dai e hora de aproveitar a promocao...

Como os indices de inflacao devem aumentar em dezembro, o balanco em IFRS (que e usado para pagar dividendos) deve vir bem melhor que o do terceiro trimestre aonde os indices apresentaram ate retracao... mas de qualquer forma no balanço regulatorio... que é o balanço tradicional (limpo dos efeitos de arrasto do IFRS) sempre esteve bombando... é no final das quantas é esse o que importa, pois e nele que vemos que a empresa esta diminuindo forte o endividamento e aumentado o seu caixa...

Numa condicao melhor o ativo deve buscar 26/28... ou seja, nos preços atuais esta barata... mas nao acredito numa subida repentina e forte como a que vem ocorrendo com FESA4 e as UNIPS...

344391 - paulo_prof -  27 Nov 2017, 03:30
Na minha expectativa, as variações do IGPM e IPCA no 4T17 deverão emplacar, respectivamente, 1,09% e 0,95%. Em consequência, espero que o lucro líquido IFSR do 4T17 seja "engordado" em aprox. R$ 100 milhões relativamente ao 3T17, ou levemente acima do resultado do 4T16.

Para um preço do ativo na faixa dos R$ 22,00, se o lucro líquido do 4T17 puder ser mantido, o DY projetado é maior do que 9%, mesmo sem considerar a maturação dos ativos da concessão que estão em construção (ESTE, Mariana, Miracema, Janaúba e ERB1).

No que concerne o Resultado Financeiro, em função da redução do endividamento líquido, acho que o impacto será relativamente pequeno. Entre os finais do 2T17 e 3T17, o endividamento líquido caiu R$ 300 milhões em números redondos. O impacto no Resultado Financeiro negativo dever[a ser algo na faixa dos R$ 5 milhões no trimestre. Ao final do 4T17, o endividamento líquido deverá ser reduzido em aprox mais R$ 50 milhões.

344389 - menghele -  27 Nov 2017, 01:58
Vou aproveitar da ocasião desta pergunta, e de outra postagem também solicitada pelo Marcus Vinicius, sobre a "oportunidade" de aumento de posição nas UNITs da Taesa, nesses níveis de preço. Me lembro que em um nossa conversa anterior havia colocado a possibilidade de aumentar a posição em caso de uma "desandada" de preços. Interpreto na resposta meio "salomônica" acima, que o preço deste leilão R$21,10 por UNITs não tem sido um convite para um aumento de exposição ao ativo nas carteiras que administra.

Já traçamos em um passado recente uma ideia que ni médio prazo (meados de 2018 para diante?) os resultados IRFS (base para o calculo de distribuição dos dividendos), já estariam expurgados dos índices negativos de inflação e que a perca de RAP iniciaria a ser parcialmente compensada.

Tens alguma expectativa/calculo, ou poder simular os eventuais DIVIDENDO/ISCP da Taesa no segundo semestre 2018/ exercício 2019, haveria com seu bancos de dados a possibilidade "simulando alguma variável macro, tipo IPCA/IGPM 3,2% - chegar a alguma expectativa de Yeld?

A de ser considerado também o EFEITO POSITIVO das baixas distribuições ocorridas no segundo semestre de 2017, e as possíveis baixas distribuições no primeiro semestre de 2018, na DÍVIDA LIQUIDA e subsequentemente no resultado financeiro.

Quanto a PARTE TÉCNICA, pedi a excelente Cristina Dias, a apresentação de uns gráficos das UNITS da TAESA, com alguns indicadores, que graciosamente postou e vou copiando abaixo, com uma singela interpretação, até para mostrar uma "FOTOGRAFIA" do "momento técnico" deste último Leilão.

TAEE11 (DIARIO)
https://tvc-invdn-com.akamaized.net/data/tvc_d2d4b07271ae9f7bd09ae61890b2ea06.png

TAEE11 (SEMANAL)
https://tvc-invdn-com.akamaized.net/data/tvc_c164c484ff7f609bbabf6f4c9986362e.png

No diário há agora sinais CLAROS de resiliência a queda com aumentos de volumes negociados no entorno do fundo, uma "divergência de alta" confirmada no RSI, e as "B.Bollinger" abrindo...

344385  - paulo_prof   -  26 Nov 2017, 22:46
Citação: ulyssys - Post #344384 - 26/Nov/2017 21:24
Taesa11 ainda é um bom investimento para longo prazo?
A julgar pela demanda na 6a. feira (40 milhões de units), e ao preço médio de R$ 21,20m parece que sim. Afinal, excluindo as ações do bloco de controle, mais de 18% do capital remanescente da empresa trocou de mão!

344300  - Jonas_Schwingel  -  24 Nov 2017, 02:09
Minha visão do case Taesa é bastante semelhante à sua. Meu resumo da ópera é o seguinte. Vejo basicamente 4 forças de curto prazo pressionando os preços para baixo: 1. Venda relevante de papéis pela Cemig; 2. Contabilidade IRFS prejudicada pelo IGP-M negativo; 3. Perda de 50% da receita em algumas concessões; 4. Uma certa queda do setor elétrico como um todo. Prato cheio para os short sellers de curto prazo. Entendo que nenhum destes fatores tira a atratividade do papel para ter lugar num portfólio diversificado com visão de longo prazo. O item 3, que até pode aparentar ser preocupante, na verdade está no script. Concessões antigas e amortizadas vão tendo RAPs reduzidas; e novas subestações e linhas vão entrando.

Sobre o leilão, creio que a receita da Cemig será maior do que você apontou: 34M x 20,32 = 691M. É pouco para uma empresa que, nos últimos 4 trimestres, está com EBIT de 2,5B, resultado financeiro de -1B, dívida de curto prazo de 5B dentro de uma dívida total de 14B. Mas será um bom fôlego. Realmente uma pena a empresa precisar fazer fire selling de seus bons ativos para fazer caixa. Mas na situação dela é o que resta. Acho que para a Taesa isso vai ser bom, principalmente se o comprador for um player mais competente e alinhado do que a Cemig, o que não é difícil.

Outra que está pelo mesmo caminho, mas bem menos pior, é a Copel. Também estavam com problemas com a dívida de curto prazo, cogitando emissão de debêntures, empréstimos no BNDES e emissão de ações para fazer caixa, mas estão meio quietos e postergaram a publicação do 3T17 alegando motivos relacionados à contabilidade da UEGA. A crise hídrica fez com que termelétricas fossem acionadas. Pode ser que a UEGA tenha gerado um caixa para ajudar a empresa a honrar seus compromissos de curto prazo. A empresa meteu os pés pelas mãos construindo empreendimentos fora do PR. Fazer obras no próprio quintal é bem mais fácil. Tem empreendimento que já era pra estar gerando receita e em vez disso está é gerando multas pesadas por atrasos. E as dívidas vão vencendo sem ter a contrapartida.

Agradeço pelo elogio aos comentários. Prossiga também com os seus. Sempre pertinentes.

344298  - menghele   -  24 Nov 2017, 00:57
Muita sábia esta sua ponderação. Tenho também adquiridos as Units da Taesa, contudo não em uma porcentagem tão expressiva, mais como diversificação, e na ocasião da debandada de deu, quando teve um leilão anterior em 2016. Tenho tomado a liberdade em um meu post anterior, cerca 40 dias atrás, (Taee11 estava cotada em cerca de R$23,50) sobre uma certo "mercado pastoso das ações", mais "sensíveis a baixa" do que a "alta" e um gráfico enrolado, além de grandes Players com posições vendidas em "aberto", indicando justamente este "evento" como "VIÉS" negativo.

Entendo que NO CURTO PRAZO, o Leilão deverá "reequilibrar" o mercado das Units, pois se "tecnicamente" estava pesado por conta disso, haverá na circunstancia desmonte de operações a descoberto, e o marcado se reposicionar, pois se investidores estavam esperando a "ocasião" para "comprar" barato, está ela agora ai...

E mais, o "down side inflacionário" do queda do dólar e da recessão, já está "contratado" nos índices IPCA/IGPM, assim teremos mais um pouco de inflação (eu não descarto até um pequeno repique", CURANDO os resultados IRFS da Taesa, podendo esperar assim, já no segundo semestre de 2018 a volta dos tão "generosos" dividendos, isso associado a uma Selic (quiça 7% ou 6,75%) deverá deixar as ações da Empresa mais apetíveis, em vista do baixo risco intrínseco do negócio de trasmissão e da previsibilidade dos resultados.

Agora, NÃO SEI SE ESTE LEILÃO vai ser tão disputados assim também, PORQUE: veja bem 34 mi Units se meu cérebro cansado não está errando a conta serã cerca de R$70mi, o que é UMA GOTA, no OCEANO de dívida da Cemig, então é bem provável (ao menos que alguma Elétrica Chinesa queria ajudá-los e compre o problema da Light) que antes o depois os Gentlemens mineiros voltem ao mercado para vender o resto, ou busquem alguma "operação estruturada" para vender o resto (ISA??)..

Prossiga nos Seus excelentes cometários.

344270  - Jonas_Schwingel  -  23 Nov 2017, 17:29
Acho arriscado vender barato um papel como Taesa na esperança de comprar mais barato. É plausível o argumento para se fazer isso porque conhecemos a oferta, mas e a demanda? Alguém sabe? Se aparecer um player pesado levando tudo por, digamos, 22,00, que ainda é um excelente preço pelo ativo? O Sr. Mercado, vulgo The Great Humiliator, adora tirar sarro de quem acha que sabe o que vai acontecer no curto prazo. Um grande leilão como esse é uma grande oportunidade para o pessoal do dinheiro grosso montar posição num excelente papel. De qualquer forma, boa sorte aos colegas que venderam. Tomara que dê certo.

Professor, temos a mesma % de Taesa na carteira. Aqui também tenho 7% da RV e não participarei do leilão porque considero-me carregado no papel, que tem maior peso na carteira de ações, 2ª maior na RV. Na carteira da parceira o papel tem peso ainda maior, 9% da RV.

344260  - disc126  -  23 Nov 2017, 14:51
"Aqui vale adicionar parênteses, visto que as Units da Taesa representam 1 ação ON e 2 PN, o que significa, portanto, que a Cemig estará diminuindo, em sua participação na Taesa, 34 milhões e 68 milhões de ações ON e PN, respectivamente e, dessa forma, o total de suas ações passará a ser de aproximadamente 21%, frente aos 31,54% atuais."
Fonte: newsletter Suno

344252  - pedrosousa -  23 Nov 2017, 12:49
https://moneytimes.com.br/papeis-da-taesa-devem-se...
Comprar ou vender?

Papéis da Taesa devem ser pressionados no curto prazo, alerta Citi

Gustavo Kahil - 23/11/2017 - 9:56

O Citi avisa que as units da Taesa (TAEE11) serão pressionadas no curto prazo como o resultado do anúncio de que a Cemig (CMIG4) irá vender 34 milhões de papéis (18,42% do free float existente e cerca de 9,9% do capital total) em leilão marcado para sexta-feira, 24 de novembro, às 13hs.

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“O anúncio deve elevar a pressão sobre as ações da Taesa”, alerta o analista Marcelo Britto. A recomendação para as units é de compra, com preço-alvo de R$ 25,90. Já para a Cemig, a notícia será recebida com entusiasmo pelos investidores, argumenta Britto em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (23).

“Esperamos uma reação positiva do mercado. A venda das ações da Taesa deve ser utilizada para o pagamento de dívida. A venda é outro passo na direção da reestruturação de cerca de R$8,5 bilhões em dívida vencendo entre 2017-18”, explica. A recomendação às ações da Cemig é de compra. O preço-alvo projetado é de R$ 10,20.

Britto ressalta que o desinvestimento das ações da Taesa não está ligado ao acordo de acionistas que foi desenhado pela gestão da Cemig como parte do plano de venda de ativos anunciado em junho de 2017. “Após a conclusão do leilão, a Cemig ainda deve reter uma participação de 21,7% na Taesa”, calcula.

343939  - paulo_prof -  13 Nov 2017, 20:43
Os resultados não apresentaram surpresas. Embora com redução em relação ao 3T16, a geração de caixa medida pelo ebitda (regulatório) veio forte, permitindo uma redução substancial do endividamento líquido (foi reduzido nominalmente em quase R$ 300 milhões). O resultado financeiro negativo foi aprox. 50% menor do que há um ano, devido a redução do endividamento líquido e redução do custo este endividamento. O lucro líquido IFRS foi impactado negativamente pela redução do IGPM no trimestre (-1,29%) e pela quase estabilidade do IPCA no trimestre (+0,2%) . O lucro líquido evoluiu em relação ao 2T17 devido a uma menor variação monetária no 3T (a variação do IGPM e IPCA no 2T, respectivamente, foram -2,01% e +0,7%). No 4T17 os índices inflacionários não deverão apresentar deflação (a variação dos dois primeiros meses do trimestre fornecem +0,58% para o IPCA e +0,67% para o IGPM).

Positivos são também os 7 projetos em construção, que permitirão um acréscimo de R$ 825 milhões na RAP e a baixa alavancagem atual (ao final do 3T17, o endividamento líquido era aprox. 1,6 vezes o Ebitda anual) que permitirá considerar comprar concessões da Eeltrobrás e/ou Abengoa.

TAEE11

PREÇO: R$ 20,23

PAYOUT (2016) 90,9%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 12,57

P/VPA 1,64

PSR 6,87

DY 7,23%

EV/EBITDA 13,0

EV/EBITDA REGULATÓRIO 6,15

MARGEM BRUTA 82,8%

MARGEM OPERACIONAL 58,9%

MARGEM LÍQUIDA 54,6%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,609

MARGEM EBITDA REGULATÓRIA 150,9%

MARGEM EBITDA 71,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 82,3%

ROE 13,03%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,94



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -34,64%

RESULTADO BRUTO -41,36%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -44,82%

RESULTADO OPERACIONAL -47,27%

RESULTADO LÍQUIDO -43,80%

EBITDA -45,52%

EBITDA REGULATÓRIO +4,69%



b) 2T17 sobre 2T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -41,06%

RESULTADO BRUTO -46,74%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -49,03%

RESULTADO OPERACIONAL -55,26%

RESULTADO LÍQUIDO -65,24%

EBITDA -54,81%

EBITDA REGULATÓRIO -8,38%



c) lucro líquido, nominal

UA -43,80%

U2A -17,63%

U3A -12,61%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -1,78%

U2A -0,07%

U3A -0,26%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 20,63

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): 0,0% !!!!

343695  - herdsman - 09 Nov 2017, 10:14
Não esperava isto pois tinha na cabeça os valores do IPCA, mas agora vi que maior parte da RAP é corrigido pelo IGPM. E este foi negativo em jul-ago-set.
Já fiquei tranquilo.

343687  - roger35 -  08 Nov 2017, 21:42
Sim..... essa queda é boa parte resultado queda índices inflação.... se declararem algo no trimestre deve ser próximo de 0,24 por Unit....

343686  - Jonas_Schwingel - 08 Nov 2017, 21:38
Tem-se que tomar cuidado ao analisar o resultado da Taesa. O padrão IFRS faz com que índice inflacionários tenham forte impacto nos resultados. Na verdade, no regulatório houve aumento (1,4%) de lucro líquido no 3T17 em relação ao 3T16. Contudo, os dividendos são com base no IFRS e devem vir baixos. O lado positivo é que estes dividendos menores estão fazendo a empresa acumular caixa, o que melhora o resultado financeiro. É sempre bom ser sócio de uma empresa com caixa gordo. Pode servir para amortização de dívidas, investimentos com capital próprio, recompras ou dividendos.

Os dividendos menores referentes ao 2T17 engordaram o caixa da cia, que terminou set/17 acima de R$1bi. Deve engordar mais um pouco com este 3T17. Permaneço sócio. A inflação não ficará negativa para sempre, então o resultado IFRS ficará mais próximo do regulatório, que está plenamente saudável em minha opinião. Se eu já não tivesse uma boa % da carteira no ativo estaria comprando mais, principalmente se vier abaixo dos 20,00.

343685  - roger35-  08 Nov 2017, 21:27
Queda de quase 50%..... parece que nada de div por enquanto....
 - 
343684 - herdsman  -  08 Nov 2017, 20:58
Lucro de Taesa só 97 milhões.
HELP

343269  - alca41   -  27 Out 2017, 20:10
Sobre TAESA talvez esta noticia explique melhor a recente queda das ações, ao dizer que "priorizar a venda da Taesa, empresa de transmissão de energia, passou a ser vista como solução mais rápida para a Cemig. ..

Com o prazo final para a entrega das propostas previsto para a segunda-feira, a venda da participação da Cemig na companhia elétrica Light conta até agora com três interessados, apurou o Valor. Enel, Equatorial e mais um interessado estrangeiro avaliam o ativo. A procura pela Light ficou abaixo do previsto, de acordo com pessoas que avaliam a transação. Ao todo, cinco interessados assinaram documentos para ter acesso ao data room. Além de dívidas de curto prazo, a Cemig também tem uma "put" (opção de venda) que os bancos sócios no controle da Light - Santander, Banco do Brasil e Votorantim - têm contra a companhia, de cerca de R$ 1,5 bilhão. A opção vence em novembro, e a ideia inicial era utilizar os recursos da venda da Light para pagar as instituições financeiras. Sem algo definido sobre a empresa fluminense até o momento, priorizar a venda da Taesa, empresa de transmissão de energia, passou a ser vista como solução mais rápida. Uma fatia de 10,6% da Taesa já foi dada como garantia aos credores. Com essa participação, avaliada em quase R$ 900 milhões, a Cemig poderia usar para pagar uma parte da dívida. Por ser um ativo de transmissão "premium" teria muitos interessados. Um deles seria a colombiana ISA, que junto com a Cemig tem 68,76% do capital votante da empresa. A colombiana poderia fundir a Taesa com a Transmissão Paulista, sua controlada, em um movimento que formaria um gigante privado do setor. Investidores chineses como State Grid, China Three Gorges e Shangai Eletric, também são tidos como potenciais compradores. (Valor Econômico – 27.10.2017)

342260  - paulo_prof -  22 Set 2017, 04:06
O jogo do IGPM e do IPCA do 3T17 já foi jogado ... (a empresa considera a variação dos índices inflacionários do trimestre terminado no mês anterior). No 3T17 a variação do IGPM foi de -1,2866% e a variação do IPCA emplacou +0,2%. Em consequência, no 3T17 os Resultados serão novamente impactados por uma valor negativo da Correção Monetária do Ativo Financeiro. Não chegará aos R$ 87,5 milhões do 2T17, mas também não será pouco (estimo uns R$ 65 milhões).

Quem sabe, o viés negativo da oferta secundária da Cemig, adicionado ao fraco resultado que deverá ser divulgado em relação ao 3T17 não contribuam para derrubar o preço do ativo para um nivel interessante. Abaixo dos R$ 21,50 começo a pensar em aumentar a posição, pois a queda dos juros na economia turbinam a taxa interna de retorno contratada em tempos de juros altos. Um bom DY deverá vir acompanhado de um bom ganho de capital nos próximos 2 anos.

342256  - menghele   -  22 Set 2017, 00:48
Caro Prof. Paulo,
Como sempre: PARABÉNS!
sempre com disposição para gastar tempo e energia intelectual para difundir conhecimento e dirimir
dúvidas.
Acrescento sobre a empresa em questão, como "viés" positivo: Vários contratos de líneas de transmissão ainda não em operação com um "cenário" de queda dos juros, podendo assim melhoras a RAP "futura" e vista a não ciclicidade do ativo, a possibilidade de (finalmente?) vem uma sua análise de valor justo com uma taxa de desconto inferior a 8%a.a. (Já vimos que a "real" das NTNBs é menos de 4%, além se sinais de estabilização de IGPM/IPCA para assim não contribuírem negativamente na formação do resultado IRFS.

E como "viés" negativo a próxima bem possível oferta secundaria das ações remanescentes detidas pela CEMIG, e toda especulação e arbitragens que acontecerão no mercado. Lembro que a "taxa de aluguel" no ativo está muito alta, significando um posicionamento de players vendidos.

Pelo resto pouco percebo que os participantes do Fórum gostam muito deste ativo, que também tenho em carteira, contudo o "mercado" da TAESA está "pastoso"...o gráfico enrolado, está mais reativo as baixas do que as altas....entendo pelo "viés negativo".

342249 - paulo_prof   -  21 Set 2017, 21:36
A Receita de uma Transmissora é composta por:

a) Operação e Manutenção
b) Remuneração do Ativo Financeiro
c) Correção Monetária do Ativo Financeiro
d) Construção
e) Outras

A Receita Regulatória (aquela que efetivamente entra no caixa da empresa) é definida essencialmente pela RAP (Receita Anual Permitida), que é definida anualmente. A RAP de muitas concessões, inclusive, cai pela metade após 15 anos de operação. Quando a RAP de uma concessão cai para a metade, a Receita efetiva é impactada.

Na contabilidade IFRS, entretanto, praticamente todas as parcelas da Receita são conhecidas. A remuneração pela operação e manutenção é conhecida. O Ativo Financeiro é conhecido. Em vez de contabilizar uma RAP que vai variar durante a vida de cada ativo, a empresa divide o ativo financeiro de determinado ativo, pelo número de meses até o final da concessão. Por outro lado, como no contrato está estabelecido o índice de correção, não é necessário esperar um ano para proceder a correção do ativo financeiro. Esta correção pode ser efetuada mensalmente (ou trimestralmente).

A Receita Líquida Regulatória recebida pela Taesa no 2T17 foi de R$ 433 milhões (R$ 392 milhões no 2T16). A Receita Líquida IFRS (contabilizada), entretanto, foi de R$ 169 milhões (R$ 323 milhões no 2T16). As parcelas que compuseram a Receita Bruta, nos dois trimestres, são:

                                                                        2T17 2T16
a) Operação e Manutenção                        137,5 124,2
b) Remuneração do Ativo Financeiro        150,1 163,5
c) Correção Monetária do Ativo Financeiro -87,5 84,4
d) Construção                                                    3,6 3,4
e) Outras                                                          -3,9        -15,1

Percebe-se que a grande diferença está na Correção Monetária, que no 2T17 foi negativa. No 2T17, o IGP-M apresentou deflação acumulada de 2,00% e o IPCA acumulou 0,70% de inflação. No mesmo período de 2016, o IGP-M acumulado foi 1,66% e o IPCA ficou em 1,83%.

É evidente que uma muito menor Receita IFRS impactou fortemente o Ebitda e o Lucro.

O Ebitda regulatório (aquele efetivamente gerado) no 2T17 foi de R$ 385 milhões (R$ 341 milhões no 2T16); O Ebitda IFRS do 2T17 foi de R$ 115 milhões (R$ 268 milhões no 2T16). Finalmente, o Lucro Líquido regulatório emplacou R$ 276 milhões (R$ 213 milhões no 2T16). Já o Lucro Líquido IFRS foi de R$ 72 milhões (R$ 201 milhões no ano anterior).

340895  - paulo_prof   -  10 Ago 2017, 01:45
Os resultados, aparentemente ruins, são frutos da aplicação das regras IFRS. De uma forma resumida e simplificada, a Receita de uma transmissora é composta de 3 parcelas principais:

a) Operação e Manutenção

b) Remuneração do Ativo Financeiro

c) Correção Monetária do Ativo Financeiro

Da forma como a contabilidade IFRS é feita pela empresa, a correção monetária é avaliada mensalmente, baseada nos índices inflacionários do mês anterior. Quando há deflação, além da Receita de Correção Monetária ser negativa, a remuneração do ativo financeiro diminui. A grande redução de Receita Líquida no 2T17 e, em consequência, os demais resultados IFRS (resultado operacional, lu cro líquido e ebitda) foi devida à deflação no trimestre. Enquanto no 2T16 houve uma Receita de R$ 84,4 milhões relativa a Correção Monetária, no 2T17 houve uma Despesa de R$ 87,5 milhões. Por outro lado, devido a um menor ativo financeiro, a remuneração deste ativo sofreu uma redução de aprox. R$ 13 milhões no 2T17.

Excetuando o que concerne proventos, que são baseados nos resultados IFRS, achei bastante bons os resultados.

Na contabilidade regulatória, que é a que traduz mais de perto os efeitos caixa correntes, a Receita Líquida, Resultado Antes dos Impostos, Lucro e Ebitda no 2T17 foram maiores, respectivamente, em 10,5%, 47,4%, 29,5% e 12,9%, do que no 2T16.

Em 27 de junho, a ANEEL publicou a resolução homologatória estabelecendo a RAP das concessões de transmissão para o ciclo 2017-2018. A RAP das 34 concessionárias do grupo Taesa totalizou R$ 2,846 bilhões,1,0% maior que o ciclo anterior, já contemplando redução da RAP em 6 concessões.


TAEE11

PREÇO: R$ 23,84

PAYOUT (2016) 90,9%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 12,17

P/VPA 1,94

PSR 7,05

DY 7,47%

EV/EBITDA 12,33

EV/EBITDA REGULATÓRIO 6,99

MARGEM BRUTA 84,8%

MARGEM OPERACIONAL 64,9%

MARGEM LÍQUIDA 57,9%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,958

MARGEM EBITDA 76,2%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 81,6%

ROE 15,95%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,90



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -24,20%

RESULTADO BRUTO -30,91%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -35,13%

RESULTADO OPERACIONAL -30,80%

RESULTADO LÍQUIDO -27,30%

EBITDA -32,58%

EBITDA REGULATÓRIO +9,00%



b) 2T17 sobre 2T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -47,65%

RESULTADO BRUTO -52,46%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -46,87%

RESULTADO OPERACIONAL -70,67%

RESULTADO LÍQUIDO -65,24%

EBITDA -57,24%

EBITDA REGULATÓRIO +12,86%



c) lucro líquido, nominal

UA -27,30%

U2A -23,60%

U3A -5,95%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -1,17%

U2A -0,89%

U3A -0,12%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 25,10

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -1,0% !!!!

340888  - ispholambra  - 10 Ago 2017, 00:22
O resultado em IFRS veio fraquissimo... ja o resultado regulatorio veio bom... mas nao anunciaram dividendos do segundo trimestre no release... sera que nao vai ter pingados agora em agosto?

De qualquer forma eu continuo firme no ativo... guiça caisse abaixo de 18,00....

340883  - Gersonlp   -  09 Ago 2017, 23:41
TAEE11
resultado
https://www.rad.cvm.gov.br/ENET/frmNBC.aspx?NSD=67...

340843 - paulo_prof  - 08 Ago 2017, 21:59
Citação: stlanna - Post #340836 - 08/Ago/2017 19:28
Prof.,
O Sr. tem alguma ideia de como a transferência das transmissoras denominadas "transmineiras" para a Taesa poderá impactar negativamente ou incrementar o resultado da Taee doravante?
O impacto dependerá do preço que Taesa vai pagar. A Taesa hoje está negociando a 1,8 VPA, apresentando um ROE e aprox. 20% ou a EV/EBITDA = 10,45

O PatLiq das Transmineiras é de aprox. R$ 240 milhões, mas o ROE está na casa dos 23%. Em termos de lucro líquido, portanto,se fossem negociadas numa base de 1,8 Pat.Liq. = R$ 432 milhões, a Taesa levaria uma boa vantagem.

Se as Transmineiras fossem negociadas a EV/EBITDA = 10, ter-se-ia EV = 10xEBITDA = 10 * R$ 75,5 milhões = R$ 755 milhões. Como o endividamento líquido das Transmineiras é de aprox. R$ 130 milhões, o "valor de mercado" equivalente seria de aprox. R$ R$ 625 milhões. Em consequência, se a Taesa pagar abaixo de R$ 625 milhões o impacto não seria negativo.

Por sinal, a Taesa já detém, indiretamente, 5% do capital das Transmineiras.

339335  - pinheiro87  -  15 Jun 2017, 01:46
Acho que o pulo do gato nem é o preço a ser pago pela participação da Cemig e sim a mudança de controlador. Ao meu ver será positivo, vai dar uma guinada estratégica na empresa.

Futuramente quem sabe uma fusão com a TRPL. Aí sim o problema vai ser o preço ou a relação de troca, porque a ISA estará dos dois lados da transação. Mas uma coisa de cada vez...

339329 - fridao -  14 Jun 2017, 20:40
Assisti a um comentário do Barsi, em entrevista ao Suno (ou no Infomoney), onde ele torce por esse evento. Isso criaria valor para a Taesa, ou, a livraria da "mão " do Estado.

Se eu localizar o vídeo, posto aqui.

339328  - pinheiro87   -  14 Jun 2017, 20:01
Pensei o mesmo, acho que aumenta e muito a chance da Taesa ser absorvida pela ISA/TRPL.

Não é segredo que a Cemig quer se desfazer do ativo, na apresentação sobre desinvestimentos eles colocaram que a Taesa era alvo de "negociações societárias".

Essa aquisição da ISA colocou a cia no bloco de controle, provavelmente o próximo passo será a compra da participação da Cemig.

339326  - edbmsev  -  14 Jun 2017, 18:42
O q vcs acharam disto? Aumenta a possibilidade de possível fusão entre Taesa e Transmissão Paulista? A ISA Brasil agora está no grupo de controle de ambas.

O preço de aquisição q me pareceu estranho para ingresso no grupo de controle da Taesa, de cerca de R$ 19,9 por UNIT. Bem abaixo da cotação atual de mercado.
http://ri.taesa.com.br/taesa2013/web/conteudo_pt.a...

Na verdade, até concordo que em um primeiro momento a saída da Cemig pode ter um leve efeito negativo no valor de Taesa, uma vez que haverá um maior volume de venda. Em última análise, no entanto, acho que a saída da Cemig é positiva para as duas empresas. No que tange a Taesa, ela se livra do risco político relacionado ao governo do PT em MG. Em relação à Cemig, a companhia estimula ainda mais a mensagem de reestruturação que tem passado ao mercado nos últimos dois anos. Bom, honestamente, ainda que eu esteja errado, com o DY atual da Taesa vai ser bem difícil ela ficar abaixo de 22 - 24. Abraços a todos.

338993 - Gusmaran -  01 Jun 2017, 22:18
Pra quem tem Taesa fiquem espertos. Cemig vai vender sua participação. Está na apresentação ao mercado publicada hoje no site da Cemig.
http://cemig.infoinvest.com.br/ptb/15035/Apresentao_%20Encontro%20Anual_2017_%20Desinvestimento.pdf

335362 - clauc - 11 Mar 2017, 15:24
Prof. Paulo, que boa notícia essa da TAEE11!

Deixe-me só acrescentar que os insiders pelo jeito encheram de "agrados" ao mercado no balanço - dividendos lucro aos acionistas etc. - porque eles estão carregados de ações da TAEE, estão comprando vagarosamente para esperar a alta dessa divulgação + os dividendos.

E parece que a estratégia deles funcionou, a julgar pelas postagens daqui, mercado pode estar satisfeito com os resultados.

Vejam, há cerca de 8 semanas os insiders estão entrando de mansinho na TAEE11 (seta verde no OBV, gráfico abaixo), com habilidade, acumulando sem alterar o preço, eu até tinha mencionado lá no Ondas há mais de mês e ontem postei novamente o gráfico:

Foi um parto ficar monitorando o ativo por tanto tempo, já entrei nele e tive que sair porque precisei da grana para comprar Tesouro Direto num dia de pico de juros... Sorte que recomprei.

Espero que tenha um bom apside! Boa sorte a todos os acionistas.

337612  - paulo_prof   -  06 Mai 2017, 20:10
A queda da inflação continua impactando os resultados IFRS da TAEE.

Na comparação trimestral do resultado IFRS o principal impacto é o reconhecimento mensal do ajuste inflacionário ,uma vez que no 1T17 o IGP-M e o IPCA acumulados foram de 1,26% e 1,01%, respectivamente, enquantono 1T16 os valores foram de 2,95% para o IGP-M e 3,16% para o IPCA.

Pelo lado regulatório, entretanto, o EBITDA totalizou R$394,8 milhões no 1T17, 7,4% acima quando comparado 1T16. A consequência prática de uma receita regulória maior do que a receita IFRS é uma redução do endividamento líquido e, em decorrência, uma menor despesa financeira. De fato, o endividamento líquido ao final do 4T16, de R$ 2,97 bilhões, caiu oara R$ 2,69 bilhões ao final do 1T17.

Possivelmente, impactos de menores IPCA e iGP-M ainda ser"ao sentidos no 2T17. Depois, a tendência é a de uma estabilidade dos índices de inflação, de modo que a trajetõria da Receita Líquida deverã ser continuamente ascendente.

De uma maneira geral, acredito que o ativo esteja relativamente bem precificado.

TAEE11

PREÇO: R$ 22,50

PAYOUT (2016) 90,9%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9,57

P/VPA 1,72

PSR 5,88

DY 9,50%

EV/EBITDA 10,03

MARGEM BRUTA 86,9%

MARGEM OPERACIONAL 69,1%

MARGEM LÍQUIDA 61,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 2,351

MARGEM EBITDA 78,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 75,5%

ROE 17,96%

LIQUIDEZ CORRENTE 2,08



Taxas de Crescimento

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -17,85%

RESULTADO BRUTO -23,29%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -27,25%

RESULTADO OPERACIONAL -21,32%

RESULTADO LÍQUIDO -15,75%

EBITDA -25,14%



b) 1T17 sobre 1T16, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -17,94%

RESULTADO BRUTO -24,61%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -47,01%

RESULTADO OPERACIONAL -19,33%

RESULTADO LÍQUIDO -20,62%

EBITDA -26,87%



c) lucro líquido, nominal

UA -15,75%

U2A -9,80%

U3A -0,95%



d) patrimônio líquido médio, nominal

UA -1,46%

U2A 0,17%

U3A 0,00%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 30,14

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -7,0% !!!!

337026  - paulo_prof  -  24 Abr 2017, 20:16
Citação: gersonlp - Post #337021 - 24/Abr/2017 18:11
Taesa caindo bem hoje.
Será que vale comprar mais um pouco nesses preços ou ela fez mal negócio?
Dificilmente a Taesa e Cteep fizeram mau negócio ... 2/3 dos Lotes foram arrematados com deságio maior do que 30%.!!!

Acho que a Aneel deu uma exagerada no preço minimo para garantir o sucesso do leilão. O lote arrematado pela Taesa/Cteep foi o maior em disputa. Um deságio de 33% não necessariamente quer dizer que a rentabilidade do investimento será pífia. Houve um lote que foi arrematado pela Cteep com 58% de deságio!

336465  - CAP7   -  05 Abr 2017, 19:02
TAEE11

QUEDA DA RAP EM 2018

Em 2018, cerca de 40% da RAP atual da companhia sofrerá uma redução de 50%, o que já é uma condição conhecida desde o início dessas concessões e desde que nos envolvemos com este caso de investimento.

Esta questão tem deixado vários investidores preocupados, pois será de fato uma perda relevante de geração de caixa para a companhia.

Muitos investidores ficam com receios que a empresa não consiga ser maislucrativa ou pagar dividendos após essa redução.

O que ocorre é que as reduções de RAP das concessões da companhia já estão refletidas nos resultados atuais em IFRS, ou seja, as receitas da companhia com as reduções já estão linearizadas e o lucro líquido atual da empresa já reflete esta situação.

Desta forma, o lucro líquido da empresa não sofrerá nenhum impacto por contadessas reduções que ocorrem em 2018.

De fato, a empresa passará a gerar menos caixa, porém essa questão tambémnão nos preocupa, já que atualmente a geração de caixa da companhia é bastante superior ao seu lucro líquido, o que levou a empresa a reduzir seu endividamento nos últimos anos com o excesso de caixa gerado.

Outro ponto que ameniza a situação da menor geração de caixa é que com as constantes reduções nas taxas de juros, o resultado financeiro da empresa deve se beneficiar, já que a maior parte da dívida é indexada ao CDI.

Portanto apesar da queda da RAP impactar de fato a geração de caixa,entendemos que ela não afetará o pagamento de dividendos, já que a geraçãode caixa ficará em linha com o atual lucro líquido da companhia, talvez levemente menor no primeiro momento, o que pode levar a empresa aaumentar um pouco seu endividamento para manter o alto payout.

Outra estratégia que a companhia pode adotar é reduzir um pouco seu payout, para cerca de 70 ou 80% num primeiro momento, mas em conversa com a equipe de Relações com Investidores da empresa, fomos informados que essa não é a estratégia preferencial.

O fato da empresa possivelmente aumentar seu endividamento para manter o payout também não nos preocupa. A atual relação de Dívida Líquida/Ebitda (métrica de geração de caixa) da companhia está em cerca de 2 vezes, que é um patamar confortável.

Entendemos que este indicador poderia subir até 2,5 sem comprometer os resultados da companhia de forma relevante, inclusive por conta da empresa ter reduzido seu endividamento nos últimos anos e ter uma grande previsibilidade de seus resultados.

A título de comparação, ao final de 2014 a Dívida Líquida em relação ao Ebitda estava em 3,38 vezes. Portanto, a companhia reduziu de forma significativa o seu endividamento, estando agora em um patamar bastante saudável.

336469 - andremarafon -  05 Abr 2017, 21:07
Obrigado pelas explicações, exemplos e links, muito bom.

Faz tempo que eu leio o fórum mas agora comecei a estudar um pouco mais. Postarei sempre que tiver material relevante.

Eu já tinha feito este comparativo, segue abaixo.

A queda de recita em 2015 de acordo com a Aes foi devido as "afluências abaixo da média histórica, alto despacho térmico e perspectivas de retração no consumo".

A queda da receita mais acentuada identificada no comparativo, segundo a empresa, "se deu pelo o término do contrato com a AES Eletropaulo em 31/12/2015".

As projeções para 2017 e 2018 são estáveis na casa de 1.5 a 1.6.

receita58e53d1cabbdc.png
Um ponto interessante é que o Dy previsto tende a aumentar com relação ao ano passado:

2016: 7,1%

2017: 9,85%

2018: 10%

336468  - paulo_prof   -  05 Abr 2017, 20:59
Vc pode pensar como se a "gordura" fosse guardada no Patrimônio Líquido.

Excetuando talvez a sua sede, que pode ser alugada, uma Transmissora (pura) de Energia Elétrica não tem outros ativos que não o Ativo Financeiro de Concessão. O Imobilizado é muito pequeno (linhas de transmissão, casas de força, etc., etc., não pertencem à empresa) portanto, praticamente não há depreciação. Os "investimentos" são em empresas também de transmissão, que por sua vez também só têm ativos financeiros de concessão.

As despesas operacionais são relativamente pequenas, tipicamente na casa dos 6-7% da Receita Líquida.

O Balanço Patrimonial é simplérrimo: de uma lado, a) o ativo financeiro da concessão e, de outro, b) o endividamento líquido

Salvo algumas diferenças temporárias de relativamente pequena monta (contas a receber, impostos a recuperar, fornecedores, impostos diferidos, provisões, etc.), o Patrimônio Líquido é basicamente a) menos b).

Nos últimos anos, o Patrimônio Líquido tem permanecido praticamente constante em termos nominais. Como o Ativo Financeiro diminui se não há adição de RAP, para o Pat. Liq. permanecer constante, necessariamente o endividamento líquido teve que diminuir.

No limite, considerando a empresa em extinção, quando a RAP toda estivesse a 50%, provavelmente o Resultado Financeiro seria positivo, aumentando a Receita. Por outro lado, haveria ainda o Pat. Liq. a ser consumido em proventos ou devolução de capital.

336467  - Jonas_Schwingel  - 05 Abr 2017, 19:54
Em resumo:

- Dentro de minhas limitações, eu deduzi pelos gráficos dos "agregados" dos últimos anos que a empresa consegue se virar nos 30 e manter lucros crescentes e payout elevado apesar de se utilizar de alavancagem para dar conta de investimentos em novos ativos de transmissão. Meu gut feeling é que se foi assim nos últimos anos, há boa probabilidade de continuar sendo, principalmente num ambiente econômico favorável.

- Veio o professor e explicou os mecanismos com os quais a empresa consegue fazer o descrito acima, seguindo com uma excelente explanação a respeito da resiliência da RAP, cuja possibilidade de redução, como levantada pelo Ugaz, seria a principal pedra no sapato deste case.

Encaro como ativo para buy and hold. A chance de algo dar errado sempre existe e geralmente vem de Brasília, mas a diversificação está aí para isso.

336466  - uqaz -  05 Abr 2017, 19:13
Espetacular (hehehe, vou imprimir esse seu post pra refletir melhor)! Plano A a empresa segue adicionando novos RAPs. Plano B, caso isso não aconteça, garantia de dividendos mínimos.

Uma dúvida. Se de fato se forma uma gordura inicial não distribuída, reservada para tempos difíceis, persistindo esse ritmo de queda de endividamento e sem novas RAPs, por quanto tempo se manteria esse patamar de dividendos? Vc arrica a dizer que até o fim da última concessão, por exemplo?

Outra questão, onde eles "guardam" esse lucro IFRS de outros exercícios? Só em 2011 esses caras usaram disso:
taesa_graf-barra_politica-dividendos_PT.

336464  - paulo_prof   -  05 Abr 2017, 18:43
Citação: jonas_schwingel - Post #336461 - 05/Abr/2017 16:19
Professor, qual é a sua opinião a respeito da perenidade da RAP da Taesa?
Estou sem tempo (e saco) de procurar onde está a minha previsão de fluxo de RAP ... Talvez vc possa levantar os dados novamente, retratando em R$ de hoje, a "perda" programada no tempo.

Em 2016, a Taesa adicionou R$ 370 milhões, só considerando a sua participação nos leilões que venceu. Alguma coisa deve ter acrescentado à RAP via investimentos localizados em concessões que já são suas. Basta verificar, a partir de hoje, quando estes R$ 370+ milhões serão "anulados" com a queda da RAP, ou seja, quando a reta representando este valor cruzará o seu gráfico,

Para mim, é um moto contínuo ... O investimento necessário para produzir uma determinada RAP é grandemente amortizado no período de RAP cheia. Quando for ocasião de reduzir a RAP, esta já foi substituída por novos projetos e a roda continua a girar.

336463  - paulo_prof   -  05 Abr 2017, 18:33
A disciplina financeira da Taesa é orientada para a redução do custo da dívida, otimizaçãoda gestão do caixa e geração de retorno para os acionistas.

Ou vc acredta que os caras encarregados são competentes para atingir estes objetivos, ou então pouco há a fazer.

O endividamento líquido é o que é. O Resultado Financeiro, a menos de uma variação cambial sobre aprox. 10% da dívida bruta, que é denominada em moeda estrangeira, também é o que é. O lucro líquido IFRS (aquele que elimina eventuais saltos decorrentes da redução de RAP) é sobre o qual são distribuídos os proventos. O pulo do gato está no Ebitda. Aquele que a empresa gera efetivamente, é o Ebitda regulatório que hoje, evidentemente, é substancialmente maior do que o Ebitda "IFRS" (se é que se possa denominar qualquer Ebitda de IFRS).

Pense na coisa como se a decisão do investimento fosse feita em cima do "pensamento IFRS", ou seja, que a RAP será constante, em termos reais, ao longo de toda a concessão. Depois, pense como se o poder concedente tivesse lhe dando uma colher de chá, aumentando o desembolso no período inicial da concessão (evidentemente, compensando com uma redução do desembolso no período final da concessão).

Se vc "aproveitasse" esta colher de chá para encher as burras com proventos máximos na parte inicial da concessão, é evidente que a parte final da concessão seria de vacas magras. Mas isto é exatamente o que a administração da Taesa quer evitar. A "sobra" que há na parte inicial da concessão é utilizada para reduzir a alavancagem. Assim, na parte final o custo do financiamento é muito menor, compensando a redução da RAP, caso esta efetivamente se verificar pois se, RAP nova é acrescentada a cada ano, não há porque concluir que efetivamente há que ocorrer uma redução da RAP total.

Na minha opinião, é muito mais provável que não haja redução efetiva da RAP total. Entretanto, se a RAP total efetivamente reduzir, a disciplina financeira da empresa garantirá que não haverá interrupção importante no fluxo de proventos.



2013 2014 2015 2016
Ebitda Regulatório 1213 1343 1414 1493
Endividamento Líquido Médio 2897 3653 3349 3071
Endividamento Líquido / Ebitda 2,39 2,72 2,37 2,06
Resultado Financeiro Negativo 369 414 468 401
Resultado Financeiro / Ebitda 30,42% 30,83% 33,10% 26,86%


O quadro acima é auto-explicativo ... O endividamento "come" menos de 1/3 do Ebitda anual (em 2015 provavelmente uma parte maior do resultado financeiro foi devida à despesa não caixa com a correção cambial; o que, em 2016, deve ter sido em parte devolvido).

Como há um "excesso" financeiro devido à RAP ser maior do que a média e o lucro IFRS ser menor do que o lucro regulatório, e empresa é capaz de distribuir proventos à razão de aprox. 90% do lucro IFRS e também amortizar o financiamento. Se esta "política" é adotada para cada projeto de forma separada (quando a RAP deste projeto for reduzida à metade, o endividamento já terá sido amortizado), não há porque temer a queda da RAP num projeto específico.

336460  - Jonas_Schwingel  -  05 Abr 2017, 17:00
"A impressão que eu tenho é de que a empresa parou de comprar "RAP" em leilões".

Ugaz, pelas últimas informações divulgadas pela cia. não tenho esta impressão. A empresa se encontra justamente num momento pré-emissão de debêntures para captar recursos* e há outros documentos sobre participação em leilões vindouros**.

http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&protocolo=552778&funcao=visualizar&site=B

** http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=556054

O fantasma das tais interrupções na RAP creio ser um risco natural de se investir no ativo. O quão grande é este risco confesso não ter informações nem capacidade para medir. Talvez o professor.

336457  - uqaz   -  05 Abr 2017, 15:41
A questão que me incomoda não é a dívida ou o lucro da empresa. Dado que o resultado é uma obra de fixação (uma vez bem explicado pelo prof, pq são trazidas resultados futuros a valor presente), não dá pra precisar o fluxo de caixa.

Interrupções bruscas na RAP se traduzem em queda de bruta de dividendos. A questão aqui é, a amortização de dívidas não comerá uma maior parte do fluxo de caixa, qdo a RAP tiver uma queda abrupta? Eu não sei, se soubesse e conseguisse com segurança projetar isso, teria o papel. A impressão que eu tenho é de que a empresa parou de comprar "RAP" em leilões e o "vazamento" de amortizações está pra começar.

336456  - Jonas_Schwingel  -  05 Abr 2017, 14:49
Como muitos aqui, gosto muito do ativo TAEE11. Em conversa com colegas de mercado alguns colocaram em check a atratividade do papel devido a necessidade da empresa se endividar para fazer investimentos, fato decorrente do alto payout praticado pela cia. Minha opinião é de que isto provavelmente não representa um entrave à manutenção do papel em carteira. Abaixo meu raciocínio.

A cia. sempre praticou alto payout e, analisando seu track record, notamos que isto nunca representou um grande problema no que se refere à expansão de seus ativos de transmissão. Analisando o histórico dos últimos 5 anos, notamos grandes saltos no endividamento, acompanhados de grandes saltos no PL da empresa, ou seja, os recursos captados são transformados em ativos. Como resultado natural, o resultado financeiro aumenta (em termos negativos), refletindo o aumento no serviço da dívida.

Então vem a principal questão. A alavancagem está se pagando? Analisando também os últimos 5 anos, vemos que o aumento no endividamento não prejudicou sobremaneira a última linha nem a distribuição de proventos aos acionistas. A conclusão lógica que tiro disto é que o custo da dívida foi mais do que pago pelos investimentos realizados com o dinheiro captado. Complementando, penso que se a cia. conseguiu passar bem pelas épocas de alta nos juros (e no custo da dívida) e recessão econômica, a minha sensação é a de que daqui pra frente, num cenário de redução de juros e reaquecimento econômico, a dívida da empresa representa um risco ainda menor para o acionista.

Não dá para saber do futuro. Se os novos investimentos a serem feitos com recursos que estão prestes a serem captados mais do que pagarão o custo de tal dívida, não sei. Mas tenho motivos para acreditar que sim. Logo, acredito que a empresa continuará tendo lucros crescentes apesar do endividadamento e praticando seu alto payout para a alegria dos acionistas.

Taee158e4f98c40465.png
Se alguém se propor a defender que 'sim, a captação de recursos vindoura será ruim para os acionistas', agradeço imensamente.

335358  - leocardoso  -  11 Mar 2017, 11:27
Prof,
Ao que me parece a TAEE ainda não renovou as concessões vencidas e como distribui todo o lucro , possivelmente tem pouco caixa para participar sem aumentar a dívida, isso pode dar bode já já, não acha?? abs e obrigado

335360  - Tnl   -  11 Mar 2017, 14:50
Tenho a mesma duvida. Vi q vao emitir debentures pra captar $, alem disso não vejo problema se por acaso reduzissem o pay-out. a alupar parece q fez isso. As concessoes de transmissao nessas proximas rodadas deverao ter uma TIR melhor, quais seriam as empresas com mais caixa e expertise pra melhor se posicionar no cenário atual?? O aumento da concorrência prejudicara o setor? Professor ou quem quiser responder. Desde ja agradeco. O ceo da alupar abordou esses temas na palestra pra empiricus, quem puder ver, vale a pena.

335362  - clauc   -  11 Mar 2017, 15:24
Prof. Paulo, que boa notícia essa da TAEE11!

Deixe-me só acrescentar que os insiders pelo jeito encheram de "agrados" ao mercado no balanço - dividendos lucro aos acionistas etc. - porque eles estão carregados de ações da TAEE, estão comprando vagarosamente para esperar a alta dessa divulgação + os dividendos.

E parece que a estratégia deles funcionou, a julgar pelas postagens daqui, mercado pode estar satisfeito com os resultados.

Vejam, há cerca de 8 semanas os insiders estão entrando de mansinho na TAEE11 (seta verde no OBV, gráfico abaixo), com habilidade, acumulando sem alterar o preço, eu até tinha mencionado lá no Ondas há mais de mês e ontem postei novamente o gráfico:

OBV interessante no semanal há algum tempo. MM 21 começa a apontar para cima. Reagiu à MM9.
ScreenShot20170310at7.24.28PM58c327d81a3
Foi um parto ficar monitorando o ativo por tanto tempo, já entrei nele e tive que sair porque precisei da grana para comprar Tesouro Direto num dia de pico de juros... Sorte que recomprei.

Espero que tenha um bom apside! Boa sorte a todos os acionistas.

335418  - paulo_prof   -  13 Mar 2017, 22:59
Não estou entendendo ... Que eu saiba, só em 2030 vencerão as primeiras concessões (NVT, ETEO e ECTE).

Suponha, entretanto, que uma concessão vença amanhã ... A menos que esta concessão exija investimentos (melhorias, ampliações), a RAP de renovação é ridícula. Pelo menos em tese, se a linha está e as subestações estão operacionais, o leilão para definir qual será o novo operador desta linha deveria mirar o menor preço, verdade? Embora sendo um completo leigo no assunto, a lógica parece dizer que o custo de operar uma linha nestas condições é pequeno ... de modo que a remuneração deve também ser muito pequena.

O interesse, mesmo, deve ser o de tentar ganhar concessões zero km, onde a RAP máxima é definida em função do investimento necessário.

335425  - leocardoso   -  14 Mar 2017, 10:51
PROF,
Realmente vencem a partir de 2030, mas a receita vai cair pela metade a partir de 2015 até 2022,dependendo do vencimento das mesmas.

A Taesa , sempre distribuiu todo lucro , e me parece não ter feito investimentos 'a altura em novas linhas para manter a receita.

Então a solução de curto prazo nesse periodo de quedas de receita , deve impactar bem o lucro , não? abs

335454 - paulo_prof   -  14 Mar 2017, 17:46
Inicialmente, há que se entender bem os termos e a forma como a Taesa efetua a sua contabilidade. Os resultados REGULATÓRIOS são aqueles operacionais, "efetivos". Os resultados IFRS são aqueles que estão de acordo com as regras internacionais, e adotados na contabilidade oficial. Se vc admitir a hipótese de que a empresa será extinta no longo prazo, a soma dos resultados regulatórios no tempo deverá convergir para a soma dos resultados IFRS. Ou seja, num momento específico, estes resultados são geralmente distintos.

Como há uma previsibilidade absoluta no que concerne a RAP (sabe-se quanto foi concedido, sabe-se as regras de reajuste, se IPCA ou IGPM, sabe-se se haverá ou não a redução de 50% e sabe-se quando esta redução deverá se dar). O único parâmetro que não se sabe é a inflação futura. Se não sei a inflação futura, posso trazer tudo para o presente, ou seja, em vez de pensar que daqui há 10 anos a RAP de determinada concessão vai ser reduzida em 50%, posso calcular o valor ajustado desta RAP no presente, Para simplificar, digamos que a concessão é de 40 anos. Então terei mais 10 anos de RAP e 20 anos de 0,5RAP. Nos 30 anos que faltam de concessão, tenho então uma RAP média de 2/3 RAP. Digamos que 2/3 RAPcorrente concessão A é aquela em vigor no mês zero (mês do ano no qual a RAP concedida é reajustada). A cada mês posso reajustar esta RAP com base no índice pertinente (IGPM ou IPCA) do mês anterior. Desta forma, a Receita Líquida é conhecida. Como o efeito da redução da RAP lá na frente já foi considerado, na contabilidade IFRS não há "saltos" na Receita Bruta.

Já a Receita Regulatória é o que a empresa efetivamente fatura. Hoje, com todas as concessões girando a plena RAP, a receita é uma. Amanhã, quando várias concessões estarão a meia-receita, a receita total efetiva evidentemente será reduzida.

Para vc ter uma ideia dos números considere:

No 4T16: Receita Regulatória: R$ 554 milhões; Receita IFRS: R$ 359 milhões

Em 2016: Receita Regulatória: R$ 2.125 milhões; Receita IFRS: R$ 1.782 milhões

No 4T16: Ebitda Regulatório: R$ 493 milhões; Receita IFRS: R$ 253 milhões

Em 2016: Ebitda Regulatório: R$ 1.902 milhões; Ebitda IFRS: R$ 1.470 milhões

Note que o payout é decidido em termos do lucro IFRS (e não o regulatório)

Independentemente da questão regulatória/IFRS, não é verdade que a empresa está "parada" no que concerne novas concessões. Nas Demonstrações Financeiras de 2016, por exemplo, informa:

Em 13 de abril, a Companhia sagrou-se vencedora do lote P no leilão 013/2015 de forma

individual (100%). Na segunda parte do leilão 013/2015, realizado dia 28 de outubro, a

Companhia sagrou-se vencedora de 4 (quatro) lotes: 1 (um) de forma Individual (100%), 2

(dois) como integrante do Consórcio Columbia (50% Taesa e 50% CTEEP) e 1 (um) por meio da

coligada EATE (49,98%). Considerando a participação em suas investidas, a Companhia garantiu

um total de R$370 milhões de Receita Anual Permitida - RAP, o que corresponde ao investimento

de R$1,9 bilhão e mais 1.414 km de linhas de transmissão.


Em outro ponto de Relatório, está informado

Desde 2006, a Taesa tem investido na aquisição de concessões de transmissão de energia

elétrica. Das 33 concessões que possui atualmente, 23 (vinte e três) foram adquiridas por meio

de aquisições no mercado secundário (processos de M&A).


Ou seja, mais que participar de leilões, a TAESA costuma estar alerta para fazer aquisições em termos vantajosos, no mercado. Há a expectativa que a Eletrobrás, devido a sua precária situação financeira, tenha que vender ativos. A TAESA está de olho nos ativos de transmissão da Eletrobrás que eventualmente sejam oferecidos no mercado. Finalmente, a TAESA também pretende participar do próximo leilão de transmissão, seja individualmente ou em parceria, que será realizado em abril.

No que concerne a política de distribuição de proventos, não tenho condições de avaliar se um payout menor seria vantajoso para o acionista. Mas se eu considerar o Ebitda regulatório total de R$ 1,9 bilhões, uma alavancagem de 3xEbitda não seria excessiva. Ou seja, um aumento de endividamento de até aprox. R$ 1,7-1,8 bilhões não seria um absurdo. Neste sentido, uma AGE na próxima semana decidirá uma emissão de R$ 925 milhões em debêntures.
                                                         ▲                                               ▲
335346 - paulo_prof - 11 Mar 2017, 02:25
Os resultados regulatórios foram excelentes em ambas as bases, anual e trimestral. Por outro lado, entretanto, devo confessar que não gostei dos resultados IFRS, que são aqueles que "pegam", no que concerne proventos.. Ainda tenho que ler o release para entender o que houve. Parte da explicação está na queda da inflação. A Taesa reconhece o efeito inflacionário em sua receita, mensalmente, considerados o IPCA ou IGPM verificados no mês anterior. Com a queda dos índices de reajuste, há uma redução na correção monetária do ativo financeiro de transmissão, o que impacta a receita IFRS contábil. Os indicadores e informações abaixo são baseadas na DRE e Balanço Patrimonial IFRS.

A Receita Líquida efetiva (aquela que impacta o caixa) é a Regulatória. Esta cresceu um pouco abaixo da inflação, principalmente devido a uma das concessões (ETEO) ter sofrido uma redução de 50% na RAP. O Ebitda Regulatório apresentou evolução de 5,6% na base anual e de 8,6% ba base trimestral.

O Endividamento Líquido emplacou o fim do ano 7,6% inferior ao ano anterior, em termos nominais. Em termos reais, a redução do endividamento líquido pode ser considerada excepcional. Como os proventos consumiram aprox. R$ 930 milhões e o Ebitda Regulatório somou R$ 1.490 milhões, a redução importante do endividamento líquido veio a custo de um baixa nível de investimento. Mas como a empresa em 2016 sagrou-se vencedora em leilões que permitirão o aumento de R$ 370 milhões na RAP, o cenário neste e nos próximos anos deverá mudar. Como serão necessários investimentos da ordem R$ 1,9 bilhões, não deve ser descartada a hipótese do payout ser reduzido. Por outro lado, se a empresa decidir aumentar o endividamento para investir, não deverá surpreender.

De uma maneira geral, o ativo pode servir como uma opção de diversificação para investidores em FIIs. Não vejo grandes riscos de se investir no preço atual.

TAEE11
PREÇO: R$ 22,93
PAYOUT (2016) 90,9%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 9,16
P/VPA 1,83
PSR 5,68
DY 9,92%
EV/EBITDA 9,54
MARGEM BRUTA 89,3%
MARGEM OPERACIONAL 69,8%
MARGEM LÍQUIDA 62,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,502
MARGEM EBITDA 81,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 77,4%
ROE 20,01%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,82

Taxas de Crescimento
a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T15, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -9,81%
RESULTADO BRUTO -12,79%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -14,37%
RESULTADO OPERACIONAL -9,26%
RESULTADO LÍQUIDO -5,21%
EBITDA -13,89%

b) 4T16 sobre 4T15, nominal

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -35,12%
RESULTADO BRUTO -44,88%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -37,33%
RESULTADO OPERACIONAL -47,05%
RESULTADO LÍQUIDO -40,38%
EBITDA -47,84%

c) lucro líquido, nominal

UA -5,21%
U2A -2,39%
U3A -1,16%

d) patrimônio líquido médio, nominal

UA 0,39%
U2A 0,54%
U3A 0,52%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 31,28

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -8,0% !!!!

331197  - small caps   -  13 Dez 2016, 01:05
TAEE, abriu uma excelente oportunidade recentemente aos R$ 18,00.



Como de costumo, vi que os olhos por aqui estiveram atentos para aproveitar. Excelente ativo para diversificação e para gerar fluxo de caixa da riqueza na carteira.



Uma única observação é que chutando por alto uns 30 a 40% do lucro líquido decorre do reconhecimento da inflação no lucro corrente tendo em vista o reajuste dos valores a receber.



Assim, com o cenário de inflação mais controlada, é possível que o lucro tenha uma leve queda. Nos trimestres de inflação mais controlada já é possível ver esse efeito.

E, no passado, isso era reconhecido tudo de uma vez só no terceiro trimestre. O histórico no fundamentus é ótimo para visualizar esse efeito e o efeito trimestral inflacionário de agora:

http://www.fundamentus.com.br/graficos.php?papel=T...

Prezados, estou meio afastado do forum, mas colocando a leitura em dia notei muitos comentarios sobre TAEE11, qual a razao de tanta enforia? Trata-se dos proventos a serem distribuidos? Pelo que pude pesquisar os proventos sao pagos trimestralmente e giram em torno de 0,50 por acao, desta forma poderiamos considerar como um FII? Caso eu esteja correto em minha interpretacao qual seria o ultimo dia de compra para ter direito aos dividendos? Muito obrigado!!!!
É isso ai... ela é uma vaca leiteira nata... receitas reajustadas pela inflacao e com uma previsibilidade alta, boa administração, custos bem controlados... pelo fundamentus paga 17% a.a. de proventos... dessa forma, considerando os numeros pretéritos, ela e bem melhor que a maioria dos FIIs...porem estamos no Brasil, e tudo pode dar estupidamente errado... vide a lambança que o desgoverno do PT fez no setor eletrico a pouco tempo atras... e que ainda esta longe de um acerto...

Mas na minha humilde opiniao vale uma alocacao... no meu caso pode chegar ate a 6% da carteira...
                                                                                           ▲                                                                      ▲
329641  - paulo_prof   -  08 Nov 2016, 22:39
Resultado dentro das expectativas ... na minha opinião, o ativo está mais para o lado barato ...

TAEE11
PREÇO: R$ 20,90
PAYOUT (2015): 90,7%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,30
P/VPA 1,67
PSR 4,64
DY 12,43%
EV/EBITDA 34,36
MARGEM BRUTA 92,3%
MARGEM OPERACIONAL 73,1%
MARGEM LÍQUIDA 63,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,863
MARGEM EBITDA 19,2%

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,61%
RESULTADO BRUTO +11,40
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -1,75%
RESULTADO OPERACIONAL +23,04%
RESULTADO LÍQUIDO +20,72%
EBITDA +11,98%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +4,703%
RESULTADO BRUTO +1,22%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -3,90%
RESULTADO OPERACIONAL +19,69%
RESULTADO LÍQUIDO +36,83
EBITDA +4,51%

c) lucro (taxa média anual)
UA 20,72%
U2A 8,98%
U3A 4,22%

d) patrimônio líquido médio
UA 1,67%
U2A 0,51%
U3A 1,06%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 28,63

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -7,0%

329493 - paulo_prof -  04 Nov 2016, 20:02
Em 01JUL2014 a TAEE alterou a forma de estimar o fluxo de caixa futuro do ativo financeiro. Dada a previsibilidade do reajuste inflacionário assegurado no contrato de concessão, a Companhia passou a reconhecer tais efeitos mensalmente e não mais anualmente. Desde então, o efeito inflacionário é diluído mensalmente considerando-se a inflação em IGP-M ou IPCA verificada no mês anterior. O resultado do 3T14 foi impactado tanto pelo reajuste inflacionário anual em julho (mesma inflação utilizada para a RAP do Ciclo 2014-2015), quanto pelo reajuste mensal pela inflação. Os resultados do 4T14 en diante consideram apenas o efeito inflacionário mensal.

Moral da história: ao se comparar os resultados dos últimos 12 meses com aqueles dos 12 meses anteriores, os trimestres 3T14 e 3T15 não são comparáveis, porque os seus respectivos resultados estão expressos em bases distintas.

Quando o resultado do 3T16 estiver disponível será possível ter uma ideia muito mais clara da tendência. De acordo com a minha planilha, em termos nominais, o lucro líquido dos 12 meses terminados no 2T16 é 19,7% menor do que aquele dos 12 meses anteriores. Por sua vez, também em termos nominais, o Ebitda dos 12 meses terminados no 2T16 é 10,7% menor do que aquele dos 12 meses anteriores. Estas altas taxas de crescimento negativo do lucro e ebitda deverão melhorar sensivelmente, embora tudo indique que continuarão negativas.

Ao preço atual e considerando o LPA gerado nos últimos 12 meses, P/L = 7,67, múltiplo indicando que o ativo estaria relativamente barato, a menos que o LPA, em termos nominais, estabilize no patamar atual nos próximos 5 anos.

327956  - NumBroker  -  05 Out 2016, 16:03
Taesa – Valuation mais caro do setor

04.10 - 16:46 - Tiago Binsfeld
Nossos analistas revisaram suas estimativas para a Taesa, mantendo a recomendação de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) e preço justo estimado para o final de 2017 de R$ 20,00 por ação. Segundo nossos analistas, a companhia é a opção mais cara dentro de seu universo de cobertura sendo negociada a uma TIR real implícita de 4,7% em comparação com a média de 9,2% do setor. Nossos analistas destacam que para aqueles investidores que estiverem buscando uma opção defensiva com bom fluxo de dividendos, sua indicação seria a Cteep (TRPL4) ao invés das ações TAEE11. Além disso, nossos analistas destacam que a maior parte do crescimento potencial da companhia já foi precificado pelo mercado nos níveis atuais, fazendo com que fossem precisos investimentos de cerca de R$ 4,5 bilhões por parte da companhia, para haver um aumento adicional de seu VPL (valor presente líquido).
Fonte: Itaú

327258  - Barbado -  19 Set 2016, 14:24
Leia esse texto do mestre "Paulim" de 12.janeiro.14:

"O gráfico acima é confuso ... Mostra, ano-a-ano, os percentuais da redução total que deverá ocorrer ... embora existam concessões que não sofrerão redução.

Mais efetivo seria indicar os percentuais da RAP atual que deverão vigir em cada ciclo. Considerando o ciclo 2013/2014 como 100%, no ciclo 2016/17 há uma redução para 96,13%; em 2017/18, 90,86%; em 2018/19, 67,50%; em 2019/20, 59,26%; em 2020/21, 58,49%; em 2021/2022, 53,96% e somente em 2022/23, os 51,13%. Esta situação perdura até o ciclo 2029/2030, quando as concessões começam a terminar. A última concessão termina em 2042/43.

Como não entendo grandes coisas do negócio de transmissão de energia elétrica, tenho dificuldades em simular a futuro da TAEE até o final de suas concessões ...

De qualquer forma, para o que possa valer, efetuei uma simulação até o final das atuais concessões usando as seguintes hipóteses:

a) uma taxa de desconto anual real de 6% ... acho esta hipótese exagerada, especialmente se for observado que é uma média que deverá prevalecer no período;

b) que a receita líquida é 90% da RAP ... esta hipótese também é conservativa ... a receita líquida tem sido maior do que isto, de até 94% da RAP;

c) que os reajustes anuais da RAP serão todos baseados no IPCA (se o IGPM médio no período for maior do que o IPCA, a hipótese é conservativa);

d) que a margem líquida média no período de simulação será de aprox. 45% ... este é que é o grande chute ... no exercício de 2010, a margem líquida foi de 53,7%; em 2011, 52%; em 2012, 48%; nos últimos 12 meses, 59%; nos últimos 9 meses: 66% - A julgar pelo histórico recente da margem líquida, pode parecer que os 45% da hipótese são consideravelmente conservativos ... mas não é assim ... à medida que a receita líquida diminui, quero crer que existam custos fixos que "comerão" a margem ... por outro lado, entretanto, espera-se que o resultado financeiro melhore ao longo do período ... como não sou do "ramo", não tenho a mínima condição de chutar uma margem líquida média realista ... provavelmente, os 45% utilizados são conservativos. Isto porque no curto prazo (próximos 3 anos), com a RAP integral, a margem líquida será muito maior ... quando a RAP for sendo diminuída até aprox. 51% da RAP atual, em 2022, a margem líquida deverá ser menor do que os 45% adotados, mas o peso também deverá ser menor, devido ao redutor da taxa de desconto (ao se trazer um fluxo para o presente, os valores nos primeiros 4-5 anos têm um peso muito maior do que aqueles dos últimos 15 anos ...

e) super conservativamente, fiz a hipótese de que ao final das concessões o patrimônio líquido da empresa é zerado; ao valor justo encontrado deverá ser somado o VPA ao final da concessão, trazido a valor presente ...

Fiz as contas a partir de um tabelão dos RAPs de todas as concessões ao longo dos anos de concessão, obtendo, para cada ano, o RAP expresso em reais do ciclo 2013/2014 (estamos exatamente a meio período). Trouxe todos estes RAPs a "RAP presente" utilizando a taxa de desconto de 6%; somei o resultado e apliquei os 90% para obter uma estimativa do valor presente da receita líquida até o final das concessões; apliquei a margem líquida média de 45% para obter o valor presente do lucro a ser postado durante todo o período ...

Estou supondo que o valor presente do lucro é o valor justo da empresa hoje ... ou seja, R$ 6,6 bilhões, o que dá aprox. R$ 19,16/TAEE11.

Cabe a cada um de vcs avaliar as hipóteses que usei ... para concluir se o valor que achei é conservativo, ou não ...

Para ajudar (ou para bagunçar o coreto de vez), vou fornecer um dado adicional ...

Em outubro, a EATE (controlada em conjunto da Taesa e da Alupar) comprou 10% de participação nas transmissoras Transleste, Transirapé e Transudeste ...

Utilizando as hipóteses acima para calcular o "valor justo" desta aquisição, chega-se ao valor de R$ 27,08 milhões ...

Ocorre que a EATE pagou R$ 33,5 milhões pela aquisição !!! .

Se eu utilizasse o mesmo critério para calcular o valor justo da RAP total da concessão, obteria aprox. R$ 8,165 bilhões, ou R$ 23,70/TAEE11 !!!

325668  - paulo_prof  -  09 Ago 2016, 05:33
O Resultado Líquido IFRS da Taesa no 2T16 foi impactado pela menor Receita Líquida ocasionada pela menor correção monetária do Ativo Financeiro de Transmissão, devido à menor variação do IPCA no 2T16 em relação à variação do IPCA no 2T15 (0,5% menor) e por uma PV (Parte Variável) negativa maior (diferença de R$ 10 milhões). A Receita Líquida Regulatória foi somente 2,2% maior do que aquela do 2T15, abaixo da variação da inflação.

Ou seja, o resultado não pode ser considerado nada além de "regular".

TAEE11
PREÇO: R$ 23,48
PAYOUT (2015) 90,7%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 8,72
P/VPA 1,88
PSR 5,27
DY 10,40%
EV/EBITDA 8,64
MARGEM BRUTA 93,0%
MARGEM OPERACIONAL 71,1%
MARGEM LÍQUIDA 60,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,693
MARGEM EBITDA 85,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 83,9%
ROE 21,61%
LIQUIDEZ CORRENTE 4,20

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -9,82%
RESULTADO BRUTO -8,08%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +0,85%
RESULTADO OPERACIONAL -19,71%
RESULTADO LÍQUIDO -19,72%
EBITDA -10,70%

b) 2T16 vs 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -17,55%
RESULTADO BRUTO -17,62%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -13,57%
RESULTADO OPERACIONAL -23,08%
RESULTADO LÍQUIDO -13,85%
EBITDA -21,71%

c) lucro (taxa média anual)
UA -19,72%
U2A 6,97%
U3A 10,22%

d) patrimônio líquido médio
UA -0,60%
U2A 0,41%
U3A 1,67%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 26,93

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -3,0%

321248  - paulo_prof   -  06 Mai 2016, 14:22
Resultado sem surpresas ... Ao contrário das distribuidoras, que estão sujeitas à redução do consumo, inadimplência e eventual sobre-contratação de energia e, em menor escala, das geradoras, que estão sujeitas ao GSF e eventual dificuldade de alocação da energia não contratada, as transmissoras continuam a embolsar a RAP faça chuva, faça sol.

Em termos trimestrais, todos os resultados foram positivos:

1T16 em relação ao 1T15, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +18,23%
RESULTADO BRUTO +21,76%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -2,62%
RESULTADO OPERACIONAL +40,22%
RESULTADO LÍQUIDO +25,63
EBITDA +22,62%

Em termos anuais, os resultados foram menos positivos, mas bastante bons; quem atrapalhou um pouco foi o Resultado Financeiro Negativo, que nos últimos 12 meses cresceu mais do que a inflação.

últimos 12 meses sobre 12 meses anteriores, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +2,17%
RESULTADO BRUTO +12,74%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +12,19%
RESULTADO OPERACIONAL +5,10%
RESULTADO LÍQUIDO +6,23
EBITDA +10,84%

Ao preço corrente, espero um DY relativo a 2016 de aprox. 12-13%, o que fornece uma certa tranquilidade.

318816  - herdsman  -  10 Mar 2016, 18:25
Venda BRSR6. Até que enfim é meu pra vender.
Compra SLED4, SHUL4 , SAAG11.
Numa altura destes SAAG11 é 20% da carteira.
Já que é tarde pegar juros préfixados vamos de FII.

Resultados que me interessavam:

TAEE11 resultado bom. Previsível, pagando bons dividendos, mas serah que em 10 anos os ativos valem o mesmo tanto?
FESA4 decepcionou. Baianada com hedge, adiantaram 70 milhões pra CHESF a troco de que?
De jeito que o dólar esta 'louco' podem fácilmente meter os pés pelas mãos. Não vou aumentar posição.
QGEP3 resultado normal. Vai demorar para 'jorrar' o ouro preto. Abaixo de 4 aumento a aposta.

314568 - Barbado  -  07 Jan 2016, 19:43
Prof. Paulo (postado em 08.08.15 as 8,41 hrs.

Desde o 3T14, a contabilidade IFRS da empresa mudou. Com a garantia que os valores aos quais a empresa tem direito por ocasião do reajuste tarifário anual serão pagos pelo governo, faça chuva, sol ou trovoada, a contabilidade IFRS permite que estes valores sejam computados no balanço patrimonial e DRE. A RAP (receita anual permitida) é reajustada anualmente pelo indexador estipulado no contrato de concessão e é aumentada por investimentos realizados no exercício. No caso da TAEE, o reajuste ocorre no 3T. É por isto que, historicamente, os resultados do 3T são muito melhores do que os demais ... Agora, não será mais assim. Os valores a a serem acrescidos à RAP nominal são constabilizados mes-a-mes. A DRE retrata esta atualização contínua e a consequência é que a volatilidade nos resultados acaba sendo eliminada. No 2T15, o impacto no lucro líquido IFRS x regulatório foi de +R$ 54 milhões. No 1T15 havia sido R$ 23 milhões,

Atualmente, a Taesa detém 28 concessões ou participações, sendo 23 da categoria II e 5 da categoria III. As concessões da categoria II são aquelas leiloadas entre 1999 e novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IGP-M) e que serão reduzidas pela metade no 16º ano de operação, não estando sujeitas à revisão tarifária. As concessões da categoria III são aquelas outorgadas depois de novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IPCA), porém sujeitas à revisão tarifária.

No que segue, portanto, as comparações anual e trimestral ano-a-ano devem ser vistas com cuidado ... as bases de comparação não são as mesmas. Os resultados do 3T15 serão sensivelmente menores do que aqueles do 3T14, impactando o resultado anual (e indicadores) para baixo.

De qualquer forma, acredito que a empresa será capaz de entregar um resultado líquido no exercício de 2015 da ordem de R$ 1 bilhão e um apetitoso DY acima dos 13%.

TAEE11
PREÇO: R$ 19,80

------------------------------------------------------

Preço na ocasião R$ 19,80 preço hoje R$ 15,50 (fumo de 21,72%).

310583  - paulo_prof  -  05 Nov 2015, 22:02
Achei o resultado da TAEE bastante consistente, embora não tenha gostado do resultado de equivalência patrimonial (há que se pesquisar o que ocorreu). Acredito que o ativo esteja bem precificado.

TAEE11
PREÇO: R$ 20,44
PAYOUT (2014): 94,10%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 8,62
P/VPA 1,65
PSR 4,93
DY 10,92%
EV/EBITDA 8,67
MARGEM BRUTA 90,0%
MARGEM OPERACIONAL 64,5%
MARGEM LÍQUIDA 57,2%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,372
MARGEM EBITDA 83,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 93,7%
ROE 19,17%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,99

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 3T14, nominal (há que se observar que o resultado dos 12 meses terminados no 3T14 estão contaminados pelos resultados do 3T14, os quais foram contabilizados numa outra métrica - vide abaixo em negrito)
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -2,00%
RESULTADO BRUTO +1,21%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +6,31%
RESULTADO OPERACIONAL -9,51%
RESULTADO LÍQUIDO -1,62%
EBITDA -1,30%

b) lucro líquido, nominal
UA -1,62%
U2A -3,16%
U3A 14,65%

c) patrimônio líquido médio, nominal
UA -0,64%
U2A 0,76%
U3A 18,88%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 23,72

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -3,5%

303684  - audaz1981  -  12 Ago 2015, 11:31
O prof tinha razão, recebi resposta da Taesa sobre o resultado já estar adequado à perda de RAP:

Primeiramente, agradecemos o contato.

A partir de 2010 todas as empresas tiveram que divulgar seus resultados com base nas normas internacionais de contabilidade (IFRS), e com base nisso, o valor da RAP não tem efeito direto no resultado na Companhia, ou seja, a redução de 50% no 16º ano não aparecerá no resultado contábil da Companhia e sim no efeito caixa.

Caso necessite de mais informações, a equipe de RI da Taesa se coloca à disposição.

Atenciosamente,
Relações com Investidores
Taesa - Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.

Vou perguntar agora sobre o pay-out e DY%.

303402  - small caps  -  09 Ago 2015, 03:23
Sobre TAEE:

Estudem o que "sobrou" do resultado de TRPL ao término das concessões mais antigas...

O lucro líquido não será tão impactado quanto o fluxo de caixa. O lucro não cai tanto, mas os dividendos são pagos com o fluxo de caixa e a queda da RAP interfere nele.

Por fim, na comparação com FII, creio que o imóvel estará valendo mais (em alguns casos MUITO mais) do que o valor residual destas concessões de transmissão.

Novamente vale a pena ver TRPL que hoje lucra menos de 40% do que lucrava antes do término das principais concessões.

Assim, importante entender que junto do dividendo anual, você pode estar levando também uma parcela de amortização do próprio capital investido.

303396  - paulo_prof  -  09 Ago 2015, 01:51
Pois é ... Vc vê como funciona o "trabalho em equipe" ...

Eu estava acostumado a ver os lucros líquidos postados no 2T como os piores dos exercícios da Taesa ... com os melhores ocorrendo no 3T.

Quando vi o lucro líquido do 2T15, maior do que os resultados do 4T14 e 1T15, achei estranho ... aí tem coisa ... vamos ver o que é!

Vi a explicação da empresa informando que a partir do 3T14 estava alterando a forma de contabilizar as Receitas, evitando assim a pancada do reajuste no 3T.

Quando o Barbado citou o "problema" da redução da RAP aos 15 anos, fui verificar qual seria o impacto regulatório dessa redução, ou seja, efetivamente qual seria a redução média anual na Receita Bruta. Respondi que bastava a empresa conquistar concessões bastante pequenas em média para compensar a queda na receita.

Quando o Barbado "esclareceu" que seriam concessões "onerosas", ocorreu um "estalo" ... se a empresa resolveu alterar a forma de contabilizar a receita levando em conta a inflação mes-a-mes, por que não considerar todo o fluxo de caixa futuro, até o final de cada concessão, para determinar esta receita?

Fui procurar uma luz nas Notas Explicativas e não é que encontrei?

303379  - paulo_prof  - 08 Ago 2015, 18:15
A TAESA é controlada através de um acordo de acionistas que detém 81,45% das ON da companhia. Neste acordo de acionistas, a CMIG tem 56,2%; como através do acordo os acionistas do grupo de controle são obrigados a votar de acordo com as resoluções aprovadas no âmbito do acordo, a CMIG controla, de fato, a TAEE no que se refere a destinação dos resultados e outras matérias. Em consequência, a pergunta que se deve fazer é qual seria um possível interesse no governo de Minas Gerais em reduzir o payout ao mínimo legal.

Ao contrário de uma distribuidora (e, até certo ponto, de uma geradora), não há como uma transmissora beneficiar cliente específico ou um grupo de clientes. Se ela aceita receber uma receita menor, estará contribuindo para uma redução da conta de todos os consumidores. Neste sentido, portanto, não há porque o PT de Minas se "sacrificar" em prol dos consumidores de toda a nação. De outro lado, o sócio da CMIG no grupo de controle certamente não aprovaria esta política e o tema teria que ser resolvido na justiça.

Se os proventos não forem distribuídos na medida certa, o que é que a Taesa vai fazer com a grana? Vai sair comprando tudo o que ve pela frente? Pouco provável ... mas se este for o caso, desde que as suas aquisições sejam efetuadas com critério, eu particularmente não teria objeções.

Finalmente, pelo menos em princípio, a TAEE poderia "emprestar" recursos a "amigos" via mútuos ... mas mais uma vez encontraria resistência ferrenha do parceiro no grupo de controle, que está no negócio exclusivamente para ganhar dinheiro!

Na minha opinião, o payout só tem chance de diminuir se a TAESA ganhar uma nova mega concessão!

303378  - paulo_prof  -  08 Ago 2015, 16:43
Se, de fato, a empresa está contabilizando como receita bruta mensal, o valor justo pela remuneração de seus ativos, levando em consideração uma indenização justa ao final da concessão, de fato não é extremamente relevante se conseguirá continuar aumentando a sua RAP nos próximos 10 anos!

Se a minha conjectura está correta, se nos próximos 10 anos a empresa não acrescentar um único km de linha à sua base, tudo se passará como um FII com baixíssimo risco de inadimplência. A queda da RAP aos 15 anos de concessão já estaria contabilizada nas DREs atuais e a Receita Bruta de amanhã seria a Receita Bruta de hoje corrigida por um índice de inflação, dependendo da concessão.

Desde que o preço compense os proventos esperados, pessoalmente acho que o FII Taesa pode ser preferível ao FII XPCM, BBPO, AGCX e similares ... ou vc tem alguma segurança em relação ao que vai ocorrer quando os contratos destes FIIs terminarem? Já pensou o tamanho do elefante branco no que o imóvel do XPCM pode se tornar se a Petrobrás cair fora ao final do contrato? Ou estas agências se o modus operandi do relacionamento dos bancos com os seus clientes mudar substancialmente?

303376 - paulo_prof  -  08 Ago 2015, 16:18
Sim ... qualquer nova concessão é onerosa ...

Por outro lado, entretanto, tenho fortes suspeitas de que a redução de 50% da RAP aos 15 anos de concessão já está contabilizada no balanço patrimonial e na DRE de acordo com o IFRS!!! Já pensou na hipótese da minha suspeita estar correta?

Veja o que está explicado nas Notas Explicativas:

a) Ativo financeiro - A Companhia mensura o ativo financeiro no início da concessão ao valor justo e posteriormente o mantém ao custo amortizado. No início de cada concessão, a Taxa de Remuneração do Ativo Financeiro - TRAF é estimada pela Companhia por meio de componentes internos e externos de mercado. A TRAF é estimada por concessão e utilizada para remunerar o ativo financeiro da referida concessão.

O saldo do ativo financeiro reflete o valor do fluxo de caixa futuro descontado pela TRAF da concessão. São consideradas no fluxo de caixa futuro as estimativas da Companhia na determinação da parcela mensal da RAP que deve remunerar a infraestrutura e a indenização que se espera receber do Poder Concedente no fim da concessão. O valor indenizável é considerado pela Companhia como o valor residual contábil no término da concessão.

A Companhia utiliza os seus resultados históricos como base para determinação de suas estimativas, levando em consideração o tipo de concessão, a região de operação e as especificidades de cada leilão.

A partir de 1º de julho de 2014, a Companhia revisou a estimativa do fluxo de caixa futuro do ativo financeiro no que diz respeito ao reconhecimento dos efeitos inflacionários. Tais efeitos passaram a ser reconhecidos mensalmente e não mais anualmente, com base nos índices de IGP-M e IPCA do mês anterior ao mês de competência. A mudança na estimativa contábil é resultante de uma maior experiência com relação ao reajuste anual tendo como base as resoluções homologatórias da ANEEL.

No que concerne as concessões de transmissão, depois que as mesmas estão em operação, as incertezas são mínimas. Uma vez estimado qual é o valor presente da indenização que se espera receber ao final da concessão, é perfeitamente possível saber hoje qual deve ser o valor da remuneração mensal da infraestrutura. Como no final da concessão as contas têm que fechar, o IFRS permite que toda a contabilidade possa ser feita em cima destas estimativas.

Evidentemente, a contabilidade "regulatória" é outra ... a cada ano é estabelecido o valor da remuneração e este vai sendo ajustado durante a concessão ... eventuais resíduos podem sempre ser jogados no saco da indenização ao final da concessão.

Os fluxos de caixa "regulatório" e "IFRS" serão distintos; naquele, a remuneração no curto prazo é maior do que a de longo prazo, porque a RAP presente é o dobro da RAP futura ... mas, neste, não há porque ... se o fluxo de caixa regulatório foi calculado o mês passado e, conhecido o índice de reajuste do mês passado, o fluxo de caixa é calculado no mês presente, a Receita IFRS será baseada na diferença, que evidentemente já considera a redução da RAP no futuro!

Falta alguém aqui que seja do "ramo" para colocar uma pá de cal sobre o entendimento correto do tema ... afinal, uma decisão de investir ou não pode depender disto!

303367  - paulo_prof -  08 Ago 2015, 13:05
A RAP atual é de R$ 2,157 bilhões. Nos valores atuais, o impacto da redução nas concessões de categoria II são os seguintes:

2015: nenhum
2016: R$ 75 milhões
2017: R$ 29 milhões
2018: R$ 527 milhões
2019: R$ 120 milhões
2020: R$ 175 milhões
2021: nenhum
2022: R$ 110 milhões
2023: R$ 47 milhões
2024 e adiante: nenhum

Isto dá um total de aprox. R$ 980 milhões, ou uma média anual de R$ 110 milhões até 2024. Isto dá algo em torno de somente 350km em novas concessões, em média, por ano! Acho que a empresa não terá a mínima dificuldade em substituir a RAP que perderá ano-a-ano, com a RAP de novas concessões.

As primeiras concessões a vencerem são em 2030! Um raciocínio semelhante pode ser feito ... e quando as concessões começarem a vencer, alguém terá que operá-las e ser remunerado para tal.

303361  - paulo_prof  -  08 Ago 2015, 11:41
Desde o 3T14, a contabilidade IFRS da empresa mudou. Com a garantia que os valores aos quais a empresa tem direito por ocasião do reajuste tarifário anual serão pagos pelo governo, faça chuva, sol ou trovoada, a contabilidade IFRS permite que estes valores sejam computados no balanço patrimonial e DRE. A RAP (receita anual permitida) é reajustada anualmente pelo indexador estipulado no contrato de concessão e é aumentada por investimentos realizados no exercício. No caso da TAEE, o reajuste ocorre no 3T. É por isto que, historicamente, os resultados do 3T são muito melhores do que os demais ... Agora, não será mais assim. Os valores a a serem acrescidos à RAP nominal são constabilizados mes-a-mes. A DRE retrata esta atualização contínua e a consequência é que a volatilidade nos resultados acaba sendo eliminada. No 2T15, o impacto no lucro líquido IFRS x regulatório foi de +R$ 54 milhões. No 1T15 havia sido R$ 23 milhões,

Atualmente, a Taesa detém 28 concessões ou participações, sendo 23 da categoria II e 5 da categoria III. As concessões da categoria II são aquelas leiloadas entre 1999 e novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IGP-M) e que serão reduzidas pela metade no 16º ano de operação, não estando sujeitas à revisão tarifária. As concessões da categoria III são aquelas outorgadas depois de novembro de 2006 com contratos de 30 anos, receitas anualmente ajustadas pela inflação (IPCA), porém sujeitas à revisão tarifária.

No que segue, portanto, as comparações anual e trimestral ano-a-ano devem ser vistas com cuidado ... as bases de comparação não são as mesmas. Os resultados do 3T15 serão sensivelmente menores do que aqueles do 3T14, impactando o resultado anual (e indicadores) para baixo.

De qualquer forma, acredito que a empresa será capaz de entregar um resultado líquido no exercício de 2015 da ordem de R$ 1 bilhão e um apetitoso DY acima dos 13%.

TAEE11
PREÇO: R$ 19,80
PAYOUT (2013): 94,10%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,90
P/VPA 1,55
PSR 4,00
DY 15,95%
EV/EBITDA 6,85
MARGEM BRUTA 91,3%
MARGEM OPERACIONAL 79,8%
MARGEM LÍQUIDA 67,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,355
MARGEM EBITDA 86,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 91,1%
ROE 26,19%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,89

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +17,59%
RESULTADO BRUTO +23,52%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +2,18%
RESULTADO OPERACIONAL +41,42%
RESULTADO LÍQUIDO +42,52%
EBITDA +25,17%

b) 2T15 sobre 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +51,00%
RESULTADO BRUTO +61,05%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -3,47%
RESULTADO OPERACIONAL +154,84%
RESULTADO LÍQUIDO +200,35%
EBITDA +63,12%

c) lucro líquido, nominal
UA 42,52%
U2A 29,14%
U3A 30,54%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 1,44%
U2A 2,82%
U3A 27,78%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 33,55

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -12,0%

296854  - paulo_prof  -  09 Mai 2015, 01:12
Vixe !!!! O resultado superou as minhas expectativas ... Projetei um lucro de R$ 300 milhões no 1o. semestre ... há chances reais de que a empresa consiga postar um lucro de até R$ 350 milhões no 1S15. O DY projetado para o exercício é de super interessantes 13,5% !!!! Isto, evidentemente, se o PT praticar um payout confirme a tradição da empresa!

TAEE11
PREÇO: R$ 20,19
PAYOUT (2014): 94,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 6,99
P/VPA 1,57
PSR 4,43
DY 13,47%
EV/EBITDA 8,15
MARGEM BRUTA 90,1%
MARGEM OPERACIONAL 75,5%
MARGEM LÍQUIDA 63,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,889
MARGEM EBITDA 85,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 92,5%
ROE 22,48%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,75

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,17%
RESULTADO BRUTO +13,55%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +10,14%
RESULTADO OPERACIONAL +24,18%
RESULTADO LÍQUIDO +19,45%
EBITDA +15,38%

b) 1T15 sobre 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +28,03%
RESULTADO BRUTO +39,52%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +34,35%
RESULTADO OPERACIONAL +62,41%
RESULTADO LÍQUIDO +81,10%
EBITDA +40,90%

c) lucro líquido, nominal
UA 19,45%
U2A 22,38%
U3A 24,29%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA -0,32%
U2A 11,07%
U3A 23,98%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 28,89

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -8,0%

291718  - paulo_prof -  12 Mar 2015, 17:43
Bons Resultados, embora a última linha pudesse ter vindo melhor. O lucro líquido em 2014 foi praticamente igual, em termos nominais, ao lucro líquido de 2013 devido a maiores despesas de IR/CS. Mas a taxa anual do crescimento nominal do fluxo de caixa, medido pelo Ebitda continua interessante (média de aprox. 14% a.a.). Pelo menos por ora, o PT não mexeu nos proventos!!! Vale pelo DY e baixo risco.

TAEE11
PREÇO: R$ 20,50
PAYOUT (2014): 94,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 7,80
P/VPA 1,67
PSR 4,72
DY 12,06%
EV/EBITDA 8,62
MARGEM BRUTA 88,6%
MARGEM OPERACIONAL 73,6%
MARGEM LÍQUIDA 60,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,627
MARGEM EBITDA 83,8%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 91,1%
ROE 21,42%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,38

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,31%
RESULTADO BRUTO +7,78%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +12,08%
RESULTADO OPERACIONAL +15,73%
RESULTADO LÍQUIDO +1,34%
EBITDA +9,63%

b) 4T14 sobre 4T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +12,05%
RESULTADO BRUTO +23,03%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -10,44%
RESULTADO OPERACIONAL +70,29%
RESULTADO LÍQUIDO +52,55%
EBITDA +25,02%

c) lucro líquido, nominal
UA 1,34%
U2A 23,93%
U3A 22,24%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 0,47%
U2A 19,49%
U3A 22,92%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 26,27

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -5,5%

282541  - paulo_prof  -  11 Nov 2014, 00:02
Resultado OK ... mas esperava mais ... esperava que o resultado do 3T14 fosse pelo menos 6,5% melhor do que o do 3T13. De qualquer forma, devido a enorme queda no preço do ativo nos últimos 3 meses (em 14AGO o preço era R$ 22,15), o ativo parece estar barato ... Ao preço corrente, e a menos que o governo do PT enfie areia no negócio, deverá pagar proventos nos próximos 12 meses acima de 11%.

TAEE11
PREÇO: R$ 18,10
PAYOUT (2013): 91,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 7,51
P/VPA 1,35
PSR 4,28
DY 12,14%
EV/EBITDA 8,38
MARGEM BRUTA 87,1%
MARGEM OPERACIONAL 69,8%
MARGEM LÍQUIDA 56,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,411
MARGEM EBITDA 82,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 89,6%
ROE 18,03%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,43

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 3T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,44%
RESULTADO BRUTO +5,24%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +36,74%
RESULTADO OPERACIONAL +5,44%
RESULTADO LÍQUIDO -4,68%
EBITDA +6,96%

b) 3T14 sobre 3T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,64%
RESULTADO BRUTO +2,18%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -9,61%
RESULTADO OPERACIONAL +9,62%
RESULTADO LÍQUIDO +4,2%
EBITDA +4,58%

c) lucro líquido, nominal
UA -4,68%
U2A 23,77%
U3A 15,59%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 2,17%
U2A 30,04%
U3A 22,01%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 24,11

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -6,5%

272060  - paulo_prof  -  14 Ago 2014, 03:02
TAEE11
PREÇO: R$ 22,15
PAYOUT (2013): 91,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 9,41
P/VPA 1,86
PSR 5,27
DY 9,68%
EV/EBITDA 9,63
MARGEM BRUTA 86,9%
MARGEM OPERACIONAL 66,4%
MARGEM LÍQUIDA 56,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,354
MARGEM EBITDA 81,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 103,6%
ROE 19,74%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,07

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,51%
RESULTADO BRUTO +10,99%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +60,01%
RESULTADO OPERACIONAL +13,86%
RESULTADO LÍQUIDO +17,02%
EBITDA +11,36%

b) 2T14 sobre 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -1,38%
RESULTADO BRUTO +5,47%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +30,16%
RESULTADO OPERACIONAL +6,10%
RESULTADO LÍQUIDO -21,80%
EBITDA +7,68%

c) lucro líquido, nominal
UA 17,02%
U2A 24,93%
U3A 23,29%


d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,22%
U2A 43,42%
U3A 21,44%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 23,54

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -1,0%

258079  - paulo_prof  -  14 Mai 2014, 13:14
Bom o resultado da TAEE. A redução do lucro líquido em relação ao 1T13 (-34,85%) foi devida exclusivamente às despesas com IR/CS. No 1T13 foi negativa (diferimento líquido) em R$ 39 milhões e no 1T14 foi positiva em R$ 24 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda do 1T14 cresceu 9% em relação ao 1T13.

TAEE11
PREÇO: R$ 20,35
PAYOUT (2013): 91,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 8,41
P/VPA 1,59
PSR 4,83
DY 10,83%
EV/EBITDA 9,50
MARGEM BRUTA 85,9%
MARGEM OPERACIONAL 65,8%
MARGEM LÍQUIDA 57,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,419
MARGEM EBITDA 80,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 102,3%
ROE 18,87%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,74

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +19,80%
RESULTADO BRUTO +15,35%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +68,00%
RESULTADO OPERACIONAL +15,54%
RESULTADO LÍQUIDO +25,39%
EBITDA +15,31%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,62%
RESULTADO BRUTO +8,68%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +60,13%
RESULTADO OPERACIONAL +2,39%
RESULTADO LÍQUIDO -34,85%
EBITDA +9,32%

c) lucro líquido, nominal
UA 25,39%
U2A 26,78%
U3A 24,46%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 23,77%
U2A 238,28%
U3A 20,49%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 24,19

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -4,0%

247244  - paulo_prof  -  21 Mar 2014, 14:05
Nos últimos 5 exercícios:

payout médio = 107,99%
taxa anual média de crescimento nominal do lucro líquido = +26,35%
taxa anual média de crescimento nominal do ebitda = +14,92%
taxa anual média de crescimento nominal do patrimônio líquido médio = +26,52%
ROE médio = 20,09%

TAEE11
PREÇO: R$ 19,14
PAYOUT (2013): 64,0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 7,38
P/VPA 1,53
PSR 4,55
DY 8,66%
EV/EBITDA 9,36
MARGEM BRUTA 84,9%
MARGEM OPERACIONAL 65,7%
MARGEM LÍQUIDA 61,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,592
MARGEM EBITDA 79,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 101,4%
ROE 20,74%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,63

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +28,48%
RESULTADO BRUTO +19,18%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +49,42%
RESULTADO OPERACIONAL +18,40%
RESULTADO LÍQUIDO +51,54%
EBITDA +18,65%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +26,36%
RESULTADO BRUTO +10,14%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +100,29%
RESULTADO OPERACIONAL -10,90%
RESULTADO LÍQUIDO +17,92%
EBITDA +10,69%

c) lucro líquido, nominal
UA 51,54%
U2A 34,25%
U3A 27,71%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 42,10%
U2A 35,96%
U3A 22,82%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 25,92

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -7,0%

 175990 - israel007 -  27 Mar 2013, 13:21
Ação da empresa Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.
Atua no setor utilidade pública
Resultado do 4º Trimestre de 2012

A empresa registrou lucro líquido de R$ 119,9 M no 4° trimestre de 2012, redução de 60,0% em relação ao 3T12 e acréscimo de 64,4% em relação ao 4° trimestre de 2011. A receita líquida somou R$ 151,6 M neste trimestre, 47,3% menor que o terceiro trimestre de 2012, que foi de R$ 287,6 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 168,5 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 94,0% contra 94,1% no 3T12 e 88,5% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 79,1% no 4T12 contra 104,2% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 8,1 B, acréscimo de 45,8% em relação ao saldo no 4° trimestre de 2011. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 4,1 B no 4° trimestre de 2012, o que representou uma variação de 81,9% em relação ao saldo no 4T11.

172508 -  small caps -  13 Mar 2013, 13:59
Da TAESA, TAEE11, quando a situação é boa, a notícia vem assim:

"DELIBERAÇÕES TOMADAS: Após discussão sobre a matéria, os membros do Conselho de Administração presentes, sem quaisquer restrições e por unanimidade, deliberaram aprovar a liquidação antecipada das seguintes dívidas da Companhia, todas oriundas de operações de “Project Finance” executadas por Sociedades de Propósito Específico (“SPEs”) sucedidas pela Companhia, por incorporação:"

160969- small caps -    18 Dez 2012, 23:37
uqaz, ótima discussão.

Começamos assim:

Observe o balanço do último trimestre anualizado:

Ponto para STBP11 e TAEE11... claro, há uma boa dose de sazonalidade. O negócio futuro delas, de TPIS3 e de JHSF3 já está "contratado". Eles simplesmente não precisam inventar nada de novo... Basta executar o que já está planejado...e se beneficiam fortemente da queda dos juros da econômia...

O momento delas é propício... STBP11 com o porto de Imbituba... que ainda não atingiu o ponto de equilíbrio, mas avança... JHSF3 avança na renda recorrente com vigor... muitos negócios na área que ja geram despesas e pressionam a dívida... a desavalancagem será rápida depois que a receita estiver andando nos imóveis para a renda recorrente...

OIBR4, se tirar a amortização de ágio, negocia com P/L abaixo de 10, considerando o último balanço. Está ganhando mercado, finalmente, inclusive em televisão... Em pós-pago em celular também, que é o mais rentável...

já prossigo...

156921 - israel007 -  14 Nov 2012, 11:32
TAEE11
Empresa: TRANSMISSORA ALIANÇA DE ENERGIA ELÉTRICA S.A. Ação: TAESA UNT Setor: Utilidade Pública Subsetor: Energia Elétrica
Resultado do 3º Trimestre de 2012

A companhia anunciou lucro líquido de R$ 299,5 M no 3° trimestre de 2012, acréscimo de 305,1% em relação ao 2° trimestre de 2012 e acréscimo de 8,2% em relação ao 3° trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 287,6 M no terceiro trimestre de 2012, uma variação de 83,5% em relação ao trimestre ligeiramente anterior e decréscimo de 37,3% em relação ao 3° trimestre de 2011.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 94,1% contra 92,6% no segundo trimestre de 2012 e 97,2% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 104,2% no 3° trimestre de 2012 contra 47,2% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 8,3 B, acréscimo de 79,5% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 4,2 B no 3T12, o que representou uma variação de 77,0% em relação ao saldo no 3° trimestre de 2011.








3676 - small caps - 06/Abr/2009 13:10
"gustgef, há um tempinho, você perguntou sobre a TRNA11... não?"

"Bem, o setor elétrico é dividido em três tipos de atividades."

"Tem a geradora de energia, cuja função, como o nome diz, é administrar as usinas hidrelétricas ou outros meios de geração, como as térmicas. Exemplo é a GETI3. O capital inicial é intensivo, mas depois são anos (prazo da concessão) só recebendo pelos investimentos feitos. É por isso que algumas empresas deste segmento como um todo parecem sempre com liquidez corrente apertada e dívidas altas. Isto se deve ao fato de não precisarem mais investir tanto como no início e pelo fluxo contínuo de capital sem que para tanto seja dispendido muitos recursos na atividade diária."

"Tem a distribuidora de energia, cuja função é receber a energia da Transmissora e levar até o consumidor final. Exemplos são COCE5, CEPE5 e ELPL6. Aqui também os investimentos iniciais são mais fortes no início."

"Por fim, há as transmissoras, como é o caso da TRPL4 e da TRNA11. Nesta categoria, a características de investimentos iniciais altas também é preponderante. A transmissora faz os ""linhões"" de energia que atravessam o país, ligando geradoras e distribuidoras."

"Mas há algo muito peculiar nas transmissoras, que se comportam quase como uma"

"""operação de renda fixa"". O valor a ser recebido pela transmissora independe da energia transitada em suas linhas. É o que se chama de RAP (receita anual permitida). Faça chuva ou faça sol, o fluxo de caixa já está definido, e por isso se comportam como uma alternativa ainda mais defensiva."

Só é necessário sempre verificar os prazos de concessão (que no caso da TRNA11 estão no início - o contrário em TRPL4 que tem algumas concessões vencendo mais brevemente) e a situação financeira.

"TRNA11 foi levemente afetada pelo câmbio, uma vez que parte dos recursos emprestados pelo BNDES a ela são corrigidos por uma cesta de moedas. No entanto, a estabilização do dólar e a queda dos juros deve contribuir para redução das despesas financeiras, e, consequentemente, aumento do lucro."

116808 -  small caps - 24/Fev/2012 01:01
Ilustres, sobre TRNA11, meu ponto de vista:

O primeiro grande ponto positivo é que não vai ter problemas de curto prazo, nem de revisão tarifária, nem de término de concessões.
Vale a pena comparar com TRPL, que atua no mesmo negócio. Considero os múltiplos mais descontados, embora o gap já esteja em tendência de fechar, até porque a maioria da rede de transmissão daquela vence agora em 2015.
A receita dela é fixa, pela disponibilidade da rede, não importando o uso. Portanto, é parecido com uma renda fixa, sem qualquer elasticidade no balanço em relação à demanda. É favorecida pela queda dos juros. Tem reajuste de tarifas pelo IGPM e por isto que no 3º. Trimestre é o melhor do ano.
Isto porque, pelo IFRS eles recompõem o patrimônio a ser amortizado no período de concessão. A dívida líquida caiu rápido e resolveram dar uma intensificada nos proventos após a mudança decorrente do IFRS.
As concessões vencem lá por 2030, com redução de receita pela metade daqui uns 5/7 anos.
Estão querendo crescer. Já compraram a Abengoa por pouco mais de R$ 1 bi, valor parecido que querem arrecadar numa emissão PRIMÁRIA de ações para recompor o free float.
Por fim, como gosto do setor elétrico para dividendos, considerei uma alternativa interessante para diversificar o risco advindo da revisão tarifária que está por acontecer no segmento de distribuição de energia.

109588 - paulo_prof - 08/Jan/2012 17:23
citação: BAC 1000
Paulo Prof, comprei recentemente TRPN3 e gostaria de saber qual a sua consideração sobre o ativo, tendo em vista a sua atual cotação está bastante descontada,praticamente no seu suporte de 01 ano;tendo em vista que o ativo em Março e Julho paga DY de quase R$ 3,00 por ação?
Existe algum fato novo que impactará os DY de quase 20% ou será mantido estes DY?
Agradeço antecipadamente.

O DY da TRPN3 está diretamente ligado à taxa de performance dos fundos Tarpon e estes dependem da evolução dos preços dos ativos em carteira.

A última vez que olhei, as principais posições eram em BRFS3, AMAR3, GOAU3, CYRE3 e CLSC6. Além destas, havia CREM3, DAYC4, CGAS5, DIRR3, TEMP3, CGAS3, SPGS3, CTNM4, GGBR4 e GOAU3.

Acho que se pode ter uma idéia da taxa de performance verificando o valor das cotas. No início de junho do ano passado, a cota do fundo Tarpon Master chegou a custar R$ 2,55. A menos que esteja enganado, não mais atingiu este valor até o final do 3T11.

No 4T11 atingiu R$ 2,66. Isto parece indicar que a marca d'água anterior foi ultrapassada. No 4T11, portanto, parece que vai haver alguma receita proveniente da taxa de performance.

Tradicionalmente, entretanto, as maiores receitas das taxas de performance ocorrem no 1o. semestre de cada ano.

Por Tetzner
PERFIL DA EMPRESA:

- A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (a “TAESA” ou a “Companhia”), atual denominação da Terna Participações S.A., é um dos maiores grupos de transmissão de energia elétrica do Brasil, e conta atualmente com 3.712 km de linhas de transmissão de alta voltagem (de 230 a 500 kV). A Companhia abriu o seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo em Outubro de 2006, e conta com 4,72% de seu capital em negociação na BOVESPA.

A TAESA é uma sociedade cujos principais acionistas são o Fundo de Investimentos em Participações Coliseu, com 38,59% de participação em seu capital social e a CEMIG Geração e Transmissão S.A., com 56,69% de participação em seu capital total.

O Fundo de Investimentos em Participações Coliseu é composto, em sua maioria, por investidores institucionais. A CEMIG Geração e Transmissão S.A. (CEMIG GT) é uma subsidiária integral da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, uma empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado de Minas Gerais, que atua nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica. O parque gerador da CEMIG GT é um dos maiores do país, com capacidade total instalada de 6.600 MW.

A TAESA se destaca pelo alto nível de conhecimento técnico e pelos elevados padrões gerenciais e operacionais, visando garantir um retorno satisfatório para seus acionistas e um ambiente de trabalho motivador para seus colaboradores.        

Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )


PAINEL DE INDICADORES
20/11/11





SELIC
11,50%
Ativo
R$
PL
VP
GR
DY
LA
Dv
Ml
EB
MS
TRNA11
  34,70
6,0
1,27
7,6
27,8%
16,8%
0,7
56%
16,8%
71,6%






·  PONTOS POSITIVOS:

- EBITDA  453M    +220% 3Tx2T11

- Margem EBITDA  94,9%   +7,6 p.p. 3Tx2T11

- Lucro Líquido  276,9 M  +280% 3Tx2T11

- Encargos de Dívida  -47,3  -2%  ( Atualmente a maior parte da dívida da empresa está atrelada pelo CDI )

- Dívida Bruta totalizou R$ 1.560 MM, -1,4% 3Tx2T11 

- Caixa totalizou R$ 475,8MM  +32%  3Tx2T11   

- Dívida Líquida totalizou R$ 1.083,8MM.  -11,5%  3Tx2T11

- Div Líquida/EBITDA fechou em 1,4x.   era de 1,7 no 3Tx2T11
·  PONTOS NEGATIVOS

- Custos, Despesas e Dep/Amort totalizaram R$ 24,5MM, ajuste positivo do IFRS de R$ 27,8MM concentrado na linha de Dep/Amort. O valor não ajustado totalizou R$ 52,4MM +6,3%  com uma redução de 3,2% sobre 3T10.



·  VISÃO ESTRATÉGICA

-Transmissora estrategicamente posicionada; que atua em um Ambiente regulatório estável e confiável ; que opera e mantém

concessões de alta qualidade, sendo sempre muito eficiente em termos operacionais.

 Nosso negócio é naturalmente protegido contra a inflação umavez que os contratos de concessão preveem o reajuste anual

das receitas. A combinação da eficiência operacional com a regularidade dos contratos de concessão nos garante um fluxo

de caixa robusto e estável.

 A robustez e estabilidade da geração de caixa suportam a política de dividendos da TAESA que se manteve consistente

ao longo dos anos.

 Em adição à politica de dividendos, a Companhia cresceu significativamente nos últimos anos, orientando seu

crescimento pela criação de valor e pela disciplina financeira.

 É uma empresa cuja gestão está baseada nas melhores práticas de governança corporativa e que conta com a

participação ativa e equilibrada de seus sócios e conselheiros.   

·  CURIOSIDADES

-  No dia 10 de outubro de 2011, a TAESA realizou uma Assembléia Geral Extraordinária que aprovou a emissão de notas promissórias de até R$ 1,4 bilhão. Os recursos serão usados principalmente para financiar a aquisição dos ativos da ABENGOA. 

- Em 2011, a Companhia pagou 95% do Lucro Líquido de 2010 e também uma Reserva de Lucros Acumulados criada devido à adoção do IFRS. O montante total de R$ 741MM foi alcançado em 31 de outubro de 2011, quando a TAESA pagou o saldo de R$ 333MM referentes a reserva de lucro.

-De acordo com os princípios do IFRS a Companhia não possui os ativos da concessão, de fato a Companhia é uma concessionária que detém o direito de construir, operar e manter os ativos até fim da concessão. Baseado nesse conceito, a Companhia deve realocar a RAP a ser recebida ao longo de 30 anos de concessão em 3 novos itens: Construção, O&M, Remuneração dos Recebíveis.           

·  OPINIÃO DO ANALISTA
-  Empresa menos líquida, excelente pagadora de dividendos, com boa defesa da inflação, endividamento controlado e para quem gosta de investimentos de longo prazo sem necessidade de muitas operações. Como acionista só tenho a agradecer a administração pelo resultado espetacular.

Cemig anuncia compra do controle da Terna

Valor Online

"SÃO PAULO - A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) anunciou na noite desta quinta-feira que firmou acordo para comprar o controle da empresa de transmissão de energia Terna Participações por R$ 2,330 bilhões. O pagamento será de R$ 40,29 por unit da empresa, o que equivale a um prêmio de 27,7% sobre o preço de fechamento do papel da companhia hoje na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 31,55."

"Segundo a Cemig, este montante será pago pela fatia de 65,86% que a italiana Terna - Rete Elettrica Nazionale S.p.A. detêm no capital total da companhia aberta Terna Participações."

"Como terá que fazer uma oferta pública para aquisição das ações restantes, que estão nas mãos de acionistas minoritários, a Cemig que terá que desembolsar mais R$ 1,207 bilhão. Desta forma, a operação passa a totalizar R$ 3,537 bilhões."

"O valor ofertado por ação será o mesmo pago aos controladores, conforme determinam as normas do Nível 2 de governança corporativa da Bovespa e o estatuto da companhia. No comunicado em que trata da aquisição, a Cemig destaca que os valores finais por ação poderão sofrer ajustes, a depender do pagamento de dividendos aos acionistas antes do fechamento da aquisição."

"A Terna atua como uma holding que controla empresas de transmissão de energia elétrica em 11 estados do Brasil, que juntas possuem mais de 3.750 km de linhas de transmissão integrantes da Rede Básica."

"A Cemig diz que a aquisição amplia sua rede de transmissão em 63%, para 8.643 km, e eleva sua fatia de mercado neste segmento de 5,4% para 12,6%. A empresa mineira diz ainda que a área de transmissão passará a representar aproximadamente 17,6% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da Cemig, ante uma fatia de 6,6% em 2008."

"Ainda segundo o comunicado da Cemig, a taxa de retorno real da operação é de 10,6% para o caso base e poderá superar 12% ""considerando a captura de potenciais sinergias""."

"Na avaliação do presidente do conselho de administração da Cemig, Sérgio Barroso, ""a aquisição da Terna representa uma excelente oportunidade de investimento""."

4621 - small caps - 24/Abr/2009 00:45
"Falamos da TRNA11 por aqui há pouco mais de um ou dois meses. Citada como exemplo no setor de transmissão... Custava menos de R$ 25,00..."
Belo prêmio para quem comprou :) Segue notícia abaixo:

3678 -  JCDisciple - 06/Abr/2009 13:24
"No caso das transmissoras não podemos esquecer as revisões que reduzem a RAP, periodicamente. Outro fator que pode reduzir a receita da empresa são os descontos em função da Parcela Variável, que deduz da RAP o período que a linha ficou desligada para manutenção ou por defeito (Resolução 270 da ANEEL ou CPST específico)."

"As empresas que são Geradoras e Transmissoras também estão sujeitas a estas regras, como as subsidiárias da Eletrobrás."

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