Cemar (ENMA)
Compõe a carteira do Paulo Prof
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A2011 – CINTRAPC – esperava mais
Paulo Prof – veio morno
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24844 de
24881Modificado em 09/Jan/2010 13:46 [Citar este comentário] 1
5 tota57Comentários: 5620 - Desde:
Abr 2007
Findo o recesso retorno ao dia a
dia para encarar o novo ano, que certamente será muito diferente para mim. Vou
ter menos tempo para o mercado e vou reduzir a freqüência nos fóruns. Sempre
que possível passarei para dar uma espiada e uns pitacos, preferencialmente nos
finais de semana.
A grande novidade da virada é o
desinvestimento do PCP, controlador da badalada EQTL3, que tem muitos
investidores nesse tópico. Faço abaixo uma retrospectiva da empresa e alguns
comentários.
A Cemar foi privatizada em junho de
2000, controlada na época pela norte-americana Pennsylvania Power &
Light (PPL), que investiu de US$ 289 milhões para adquirir a concessão.
Em 2002 a empresa já passava por
dificuldades financeiras e tentou resolvê-los por meio de um pedido de reajuste
tarifário extraordinário, negado pela Aneel. Aquela época foi dura para muitas
empresas, que foram fortemente impactadas pelos custos do racionamento de
energia, ocorrido em 2001. Endividada e amargando prejuízos a PPL, de forma
inédita no setor elétrico, pediu concordata.
Veio a intervenção federal da Aneel
e a venda simbólica da empresa para o GP, que num segundo momento associou-se
ao Pactual. Vejam abaixo, na matéria da Folha de SP, publicada em 06/04/2006, a
engenharia financeira armada pelo GP e Pactual por ocasião do IPO da Equatorial.
http://arquivoetc.blogspot.com/2006/04/lus-nassif-o-quebra-cabea-da-cemar.html
Arrumar a Cemar demandou muito
trabalho e o famoso estilo GP de “higienização” de empresas, como resume bem a
matéria publicada na revista exame, em julho/2006.
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0872/negocios/m0083140.ht
ml
Pouco tempo depois, no final de
2007, o GP arruma as malas e cai fora, transferindo o controle total para o
Fundo do Pactual. Nada mal para quem investiu R$ 30 milhões na empresa e
embolsou R$ 493 milhões. O PCP se livrou das amarras do GP e livre para alçar
novos vôos no setor elétrico.
http://www.globalresearch.com.br/novo/conteudo.asp?conteudo=11771
No segundo semestre de 2009 o PCP
dá pinta de que também estava desistindo do setor elétrico.
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/11/18/fundo-pactu
al-desiste-do-setor-eletrico
Ano novo e os 69 sócios do PCP
confirmam a decisão de desinvestir. O fundo rachou e cada parte do grupo vai
seguir seu caminho. Essa decisão ratifica as especulações, do ano passado, de
que o PCP estava limpando as gavetas para sair da Cemar.
http://www.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/MostraMateria.asp?page=&cod=608
262
Simples assim. Fundos de Private
Equity compram empresas, reorganizam, enxugam, apresentam resultados, valorizam
o ativo e vendem no topo.
Vocês devem estar perguntando: Qual
será o futuro da Cemar? Os prováveis novos controladores encontrarão uma
empresa infinitamente mais organizada do que aquela herdada dos americanos do
PPL.
Se formos seguir a lógica de
sinergia e ganhos de escala o ativo pode ser bem interessante para o Neonergia,
que controla a distribuição de energia nos estados do Rio Grande do Norte,
Pernambuco e Bahia, todas no Nordeste. O problema é que a Previ, maior
acionista do Neonergia, precisa resolver se finca o pé na CPFL ou opta pelo
Neoenergia, pois do jeito que esta há muito conflito de interesses, caso a
estratégia seja de consolidação no setor. Sob essa mesma lógica a Coelce também
se encaixaria bem no Neoenergia.
Independente de quem será o futuro
controlador, o Maranhão continua sendo o mesmo estado que os americanos
encontraram, ou seja, um estado com sérios problemas socioeconômicos e um
mercado de energia pequeno. A Cemar melhorou muito mais ainda demandará muito
investimento para melhorar a qualidade dos serviços, pois apresenta indicadores
de desempenho do fornecimento de energia muito pior que o verificado em outros
estados, estou me referindo aos indicadores de DEC e FEC, que medem as
interrupções de fornecimento de energia para a população. Outro indicador que
preocupa é o de Perdas de Energia. A empresa anunciou uma redução de 1,7% nas
perdas anualizadas ao final do 3º trim 2009, em relação ao 2º trim 2009. Se a comparação
for feita com o final de 2008 a redução chegou a 2,5%. Os números estão aí e
quem sou eu para questionar, tiro o chapéu para a empresa pois esse desempenho
é fantástico, principalmente se observarmos que não houve investimento em novas
tecnologias de medição eletrônica centralizada, como esta ocorrendo na Ampla e
Light. Como a Cemar perde 26,4% da energia que compra é natural que tenha uma
grande oportunidade de reduzir o índice, até mesmo porque tem metas regressivas
estabelecidas pela Aneel no processo de revisão tarifária. Se não o fizer vai
ter que pagar a conta com o dinheiro dos acionistas. Por falar em tarifas a
empresa tem a mais cara do país, apesar de ser um dos estados mais carentes da
União. Esse preço tende a provocar uma pressão da sociedade e do órgão
regulador, mas reflete a realidade do crescimento dos custos operacionais,
inclusive os de operação e manutenção das linhas rurais do Programa Luz Para
Todos, bem como a remuneração do ativo imobilizado da empresa.
Feitas todas essas considerações eu
continuo vislumbrando, como investimento, oportunidades mais seguras em outros
ativos do setor. Na distribuição a Coelce continua sendo minha empresa
favorita. Perdas na casa de 11%, indicadores de DEC e FEC compatíveis com os
verificados no Sudeste, empresa mais bem avaliada pelos clientes do Brasil e
resultados econômico-financeiros consistentes, além dos múltiplos
fundamentalistas, justificam minha preferência. Em segundo lugar, na minha
preferência, a ELPL. Na área de geração desnecessário dizer que sou fã da GETI.
Elas também tem seus riscos. A COCE o risco de troca de controle, bem evidente.
A ELPL tem a dívida com Eletrobrás, mal resolvida. Já a GETI o risco e
oportunidade de ter que aumentar em 15% a capacidade de geração.
Fico por aqui e desejo,
tardiamente, que os colegas tenham um ano recheado de sucesso nos investimentos
e na vida pessoal.
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25616 de
25654Modificado em 16/Jan/2010 23:16 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] MuadibGVComentários: 306 - Desde: Fev 2009
A disparidade no EBITDA/MWh da Cemar em relação às demais
diminui bastante (apesar de ainda continuar significativa) se você usar a
energia requerida ao invés da energia vendida, já que a Cemar tem perdas bem
maiores que as demais. Pelos meus cálculos o EBITDA/MWh da Cemar seria 46%
maior que o da Coelce nesse critério.
Talvez a Cemar seja mais eficiente que as demais em relação
às perdas que foram admitidas como custos não-gerenciáveis em sua revisão,
apesar das suas perdas como percentual da energia vendida serem bem maiores que
a média.
Em sua penúltima tabela você pegou o valor da Cemar pela
cotação da ENMA. Mas comprando a Cemar via da Equatorial pelas cotações de
sexta-feira (ontem) você obtém um desconto de 20%, aproximadamente.
Você poderia citar a trajetória de perdas de energia
admitidas como custo não gerenciável para a Cemar e Coelce nos próximos anos,
ou colocar um link?
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25617 de 25654Modificado em 16/Jan/2010 23:06 [Citar este
comentário] 1
4 paulo_profComentários: 1320 - Desde: Jul 2009
Eu peguei os dados dos Relatórios 3T09 da Cemar e da Coelce:
CEMAR: Receita Líquida: R$ 826,7 milhões; Despesas Não
Gerenciáveis: R$ 338,4 milhões; Percentual: 40,9%
COELCE: Receita Líquida: R$ 1.551,4 milhões; Despesas Não
Gerenciáveis: R$ 854,2 milhões; Percentual: 55,1%
O que acontece se a receita líquida de fato obtida for
muito diferente da requerida?
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25630 de 25654Modificado em 17/Jan/2010 11:05 [Citar este
comentário] 0
5 tota57Comentários: 5731 - Desde: Abr 2007
Bem observado, confesso que não tomei o cuidado de conferir
como as duas empresas tinham lançado a depreciação e amortização.
Tinha um erro meu no Mercado, usei o projetado para 2009,
ao invés do realizado em 9 meses. Outra conta interessante é comparar com o
Mercado Requerido, que nada mais é que o total de energia injetada na
distribuidora, considerando a energia faturada e as perdas. Retirei a
depreciação e amortização da Coelce e recalculei com o mercado realizado nos 9
meses. Inclui tambem o numero de consumidores. No final a Coelce é quem tem
menores Custos Gerenciáveis, que é o que interessa, pois os Custos Não
Gerenciáveis são totalmente repassados para a tarifa.
Agora sim ficou mais lógico. Como disse anteriormente o
mercado menos denso da Cemar tem que apresentar custos maiores por MWH e/ou
Clientes, o que demonstra que a metodologia de Empresa de Referencia da Aneel
reflete as características dos estados.
É na Parcela B que as empresas tem que buscar a eficiência,
pois a Parcela A tende a ser neutra, com bolhas positivas, ou negativas, sendo
repassadas para a tarifa. Na Parcela A tem aquela discussão que virou CPI, pois
as empresas estão capturando o crescimento do mercado sobre os custos dos
encargos setoriais. Também na Parcela A a empresa pode capturar ganhos se
reduzir Perdas além das metas da Aneel, mas isso só ocorrerá durante o ciclo
tarifário, depois a eficiencia é repassada para a tarifa. A tendencia é que
haja neutralidade na Parcela A, restando oportunidade de ganhos apenas na
Parcela B.
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25655 de 2570717/Jan/2010 17:25 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] MuadibGVComentários: 308 - Desde: Fev 2009
Pelo que vi (e poderá ser confirmado por outros mais
entendidos) esse crédito poderá ser utilizado no prazo de 2 anos para bens
adquiridos a partir de 2004. No caso específico da CEMAR, a empresa possui um
benefício fiscal (que termina em 2013) que lhe permite depreciar seus
investimentos no prazo de um ano. Por causa disso tb pode utilizar todo o
crédito de PIS/COFINS no próprio ano.
Como a CEMAR tem investimentos em proporção à sua receita
bruta muito maiores que a COELCE também paga menos PIS/COFINS
proporcionalmente, explicando pelo menos parte do ganho.
Das ITR e releases vejo que a COELCE investiu em 2009 172
milhões. Supondo que todo esse investimento gera crédito de PIS / COFINS e
considerando que toda a depreciação seria no próprio ano (o que não é verdade
no caso da empresa, mas seria uma conta aproximada em caso de investimentos
anuais mais ou menos constantes) a empresa abateria 15,9
mi do PIS e
COFINS a pagar.
Já a CEMAR investiu 200 milhões , o que lhe daria um
crédito de 18,5
mi nos nove
primeiros meses do ano.
Resta ver o quanto isso explicaria no ganho de margem
líquida da empresa frente às demais.
Abraços!
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32136 de 3220404/Abr/2010 18:49 [Citar este comentário] 1
2 tota57Comentários: 6510 - Desde: Abr 2007
Boa noite prof paulo e demais amigos. Postei no topico do
rcbocardo um comentario da EQTL, a pedido do buric. Divido abaixo essa
informação.
citação: buricGostaria de ouvir o parecer do tota sobre
EQTL3. Sabem o que acontece com ele?
Estou muito assoberbado e devo ter
dificuldades para frequentar os foruns. Em relação a EQTL eu faço os seguinte
comentários:
Gostei muito da rápida adequação da Cemar aos
limites de perdas regulatorias. A Aneel estabelece um limite que é coberto pelo
preço da tarifa, que no caso da Cemar é de 25,6%. De 2008 para 2009
a Cemar
reduziu de 28,9% para 25,2%, ou seja, a empresa já chegou a um patamar de
perdas que garante que não terá que tirar dinheiro do resultado para cobrir
diferenças. De agora até a proxima revisão tarifária, em 2013, tudo que ela
conseguir reduzir de perdas será revertido em ganhos para a empresa. Se minhas
contas estiverem corretas essa redução de 3,7%, em 2009, representam
aproximadamente R$ 55 milhões na receita operacional liquida. O desempenho é
tão formidável que chama a atenção, pois conseguir resultado nesse indicador
demanda muito esforço e investimentos. A Cemar reduziu muito, 3,7 p.p. é muita
coisa.
Chamou a atenção a decisão do Carlos Piani ir para a
presidencia do conselho, trocando de posição com o Firmino Sampaio. O Piani é
um CEO que esta numa faixa etária para ficar à testa de um negócio, o cara é
muito novo. Normalmente o presidente do conselho não interfere na gestão
operacional da empresa. Muito estranha essa decisão, apesar da EQTL informar
que esta prospectando negocios para participar da consolidação do setor, essa
mudança pode ser uma pista de que vai haver alterações de rumos nos negocios da
EQTL. Ainda comungo da ideia de que eles vão vender a Cemar, aliás essa é a
filosofia de todo fundo de private equity, arrumar a casa e passar o negocio
para frente. O PCP fez alguns desinvestimentos, inclusive o da light.
Com a venda da participação na light a EQTL reduzirá pela
metade seu negocio na distribuição de energia.
Outro ponto que me chamou a atenção foi o impacto negativo
da adesão ao Refis. Os colegas do tópico sabem o quanto positivo foi essa
adesão para a Eletropaulo, foram R$250 milhões de resultado positivo no LL da
empresa. No caso da Cemar foi o inverso, a adesão provocou um resultado
negativo de uns R$ 90 milhões no LL do 4o trim. Não li atentamente os
resultados dos trimestres e anos anteriores, mas ficou para mim a sensação que
eles não tinham provisionado essa divida com o governo federal.
Em relação aos outros aspectos operacionais observo que a
Cemar tem obtido melhorias na qualidade dos serviços, com redução na quantidade
de apagões e melhor atendimento ao cliente, obtendo uma melhor avaliação da
população, mesmo com a tarifa de energia mais cara do país. É grande também o
investimento no Programa Luz Para Todos, acabou de assinar a 5a tranche com a
Eletrobrás, que demandará recursos a fundo perdido de mais de 300 milhões. Esse
aumento da base de clientes na área rural, apesar de usar recursos a fundo
perdido, é uma faca de dois gumes, pois o mercado rural é pouco rentável e
impacta a tarifa, aumentando o preço de energia, pois a empresa precisará de mais
recursos para manter esses milhares de km de linha rurais. Como a Aneel tem
pressionado a Epresa de Referencia, corre-se o risco desses custos não serem
integralmente reconhecidos na proxima revisão tarifária.
Trocando em miudos eu te digo que a EQTL é um ativo mais
arriscado que outros do setor elétrico, não que seja um ativo ruim, pelo
contrário. Temos empresas mais previsíveis, como COCE, GETI, ENBR, CEPE, ELPL,
TRPL, EKTR, para ficar dentre as que mais me agradam. Algumas podem até estar
na mira para aquisições, mas na minha visão estão baratas, vide EV/Ebtida de
COCE e ELPL, por exemplo.
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32147 de 3220404/Abr/2010 19:59 [Citar este comentário] 1
[Nível 0] MuadibGVComentários: 337 - Desde: Fev 2009
A adesão da Cemar ao parcelamento foi uma surpresa. Não
havia provisão para esse crédito tributário e as ITR da Cemar nem sequer
citavam o tal auto de infração. O que parece ter determinado a adesão foi o
fato da empresa ter conseguido compensar a maior parte do crédito tributário
com a montanha de prejuízos fiscais que tem. O efeito caixa foi pouco menos de
40 milhões de reais parceláveis em 15 anos.
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99775 de 9983727/Out/2011 22:56 2
paulo_profComentários: 0 - Desde: Jul 2009
multiplicadores baseados nos últimos 6 meses
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
122,3%
Taxas de crescimento anual médio
b) patrimônio líquido médio
Taxa anual real média de crescimento do lucro líquido dos
últimos 6 meses anualizados, necessária durante 3 anos, para que a fórmula do
FCD produza um "preço justo" 30% superior à cotação atual (com taxa
de desconto real de 10%, perpetuidade de 0%) = -15,5%
Nada mau ... parece ter tutano suficiente para aguentar
tranqüilamente a chuva da revisão tarifária ...
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99794 de
9983727/Out/2011 23:58 0
NotwenCardozo
Comentários: 0 - Desde: Abr 2008
CEMAR
agora está divulgando seus resultados apenas dentro dos resultados da EQTL3.
Tenho apenas CEMAR pois acho que estão melhorando bem a empresa (incrivel como
reduziram as perdas, vide gráfico na divulgação dos resultados) e deve haver um
aumento maior da demanda de energia devido à pobreza do MA. MA é um dos estados
que tem um enorme potencial de melhora econômica:
► A receita operacional líquida (ROL) do
3T11 atingiu R$498,5 milhões, 2,8% superior à ROL do 3T10, o que reflete
crescimento de 3,0% na CEMAR.
► O volume total de energia faturada da
CEMAR atingiu 1.146,0 GWh no 3T11, 6,9% superior ao 3T10.
► No 3T11, o EBITDA ajustado somou
R$131,6 milhões, aumento de 4,0% em relação ao valor apresentado no 3T10.
► O lucro líquido ajustado do trimestre
atingiu R$50,7 milhões, crescimento de 17,0% se comparado ao valor do mesmo
trimestre do ano anterior.
► No 3T11, os investimentos consolidados
da Equatorial totalizaram R$114,6 milhões e foram 1,2% maiores do que os
realizados no 3T10. Na CEMAR (excluindo investimentos diretos no Programa Luz
para Todos - PLPT), os investimentos totalizaram R$74,5 milhões, crescimento de
55,2%. Já os investimentos do PLPT somaram R$40,0 milhões.
► No 3T11, os índices de DEC e FEC da
CEMAR (acumulados dos últimos 12 meses) foram de 20,6 horas e 11,3 vezes,
respectivamente, registrando quedas de 11,4% e 24,0% em relação aos índices
observados ao final do 3T10.
► As perdas de energia da CEMAR dos
últimos 12 meses encerrados no 3T11 representaram 21,2% da energia requerida,
com redução de 1,0 p.p. em relação aos 22,2% verificados no 3T10.
► Em agosto de 2011, a Equatorial
celebrou acordo de investimento na Sol Energias, através do qual deverá aportar
R$6,0 milhões e deverá passar a deter 51% de seu capital total. O referido
aporte encontra-se em fase final de implementação, motivo pelo qual as
informações relativas à Sol Energias ainda não se encontram consolidadas nestes
Comentários de Desempenho.
2.1
DESEMPENHO OPERACIONAL – CEMAR
VENDAS DE
ENERGIA ELÉTRICA
No 3T11,
as vendas de energia cresceram 6,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior,
atingindo 1.146 GWh. O crescimento observado no trimestre
é
resultado de 3 causas principais: (i) crescimento econômico do Estado; (ii)
ligação de novos clientes à base de consumidores, e; (iii) a intensificação no
combate
às perdas de energia elétrica.
Historicamente,
o 2º semestre do ano é um período de baixa pluviometria no Maranhão, assim,
tanto no 3T10 como no 3T11, não houve grande influência da
variável
climática no consumo de energia no período, ao contrário do efeito que
influenciou positivamente o consumo no 1S10.
No 3T11,
a CEMAR apresentou lucro líquido de R$78,1 milhões, versus R$74,7 milhões de
lucro líquido apresentado no 3T10, um aumento de 4,6%.
O
resultado líquido apresentado no 3T11 representa R$0,48 por ação da CEMAR,
crescimento de 4,6% em relação aos R$0,45 apresentados no 3T10.
http://equatorialenergia.riweb.com.br/ri/Download.aspx?Arquivo=Y/jLGr7hzji0v3h5
7BDG3A==
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99797 de
99837Modificado em 28/Out/2011 00:32 0
NotwenCardozo
Comentários: 0 - Desde: Abr 2008
Note que o payout da Cemar é de apenas 71,8% do LL enquanto
EQTL3 é de 103,7%. ENMA3B tem P/L menor, taxa de crescimento anual média do LL
e do patrimônio líquido médio positiva e razoalvelmente alta.
Como disse o Small "Encontrei nela algo que
muito aprecio: dividendos e crescimento. Gosto de empresas que pagam 72% do
lucro em proventos e reinvestem uma parte para que ele nunca pare de crescer."
99,
do Conselho Monetário Nacional.
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115873 de 116298Modificado
em 16/Fev/2012 11:26 3
small capsComentários: 5783 - Desde: Fev 2007
DEMANDA DE
ENERGIA DA CEMAR CRESCE 6,1%.
EBITDA AJUSTADO
ATINGE R$133,7 MILHÕES.
1. DESTAQUES
FINANCEIROS E OPERACIONAIS
► O volume de
energia faturada no trimestre cresceu 6,1% em relação ao mesmo período em 2010,
atingindo 1.161 GWh.
► A Receita
Operacional Líquida (ROL) cresceu 13,5% no 4T11, totalizando R$566,9 milhões.
► O EBITDA
ajustado trimestral alcançou R$133,7 milhões no 4T11, queda de 0,2% em relação
ao valor do mesmo trimestre do ano anterior.
► O Lucro
Líquido ajustado atingiu R$77,8 milhões no 4T11, queda de 4,9% se comparado ao
valor do 4T10.
► Os
investimentos da CEMAR (excluindo investimentos diretos relacionados ao
Programa Luz para Todos - PLPT) somaram R$141,3 milhões no
4T11, 110,0%
superior aos investimentos realizados no 4T10.
► No 4T11, os
índices de DEC e FEC da CEMAR (acumulados dos últimos 12 meses) foram de 21,4
horas e 11,6 vezes, respectivamente, registrando
quedas de 0,3% e
17,1% em relação aos índices observados ao final do 4T10.
► As perdas de
energia dos últimos 12 meses encerrados no 4T11 representaram 21,0% da energia
requerida, com redução de 1,0 p.p. em relação aos
22,0%
verificados no 4T10.
► Em reunião do
Conselho de Administração da CEMAR realizada hoje, foi aprovada a proposta de
pagamento de R$93,6 milhões em dividendos, equivalentes a aproximadamente
R$0,57 por ação (ordinárias e preferenciais). Tal proposta deverá ser submetida
à Assembleia Geral Ordinária da Companhia, ainda sem data definida.
Foi o que
comentei há pouco. Não se trata de um ativo de 1a. linha. Muita volatilidade
das decisões. Um ano distribui tudo e um pouco mais. No outro fica pão dura...
não dá para saber o que querem antecipadamente... falta uma política fixa e
previsível...
Mas o preço
continua camarada...
Certamente,
muita gente esperava o pay-out de 100%...
Temos sempre que
tem muita atenção ao HISTÓRICO e o de Cemar e Equatorial é de VOLATILIDADE nas
decisões da cúpula...
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115911 de
116298Modificado em 16/Fev/2012 14:20 4
paulo_profComentários: 5828 - Desde: Jul 2009
O resultado da
ENMA em 2011 veio ... morno ...
Embora o lucro
líquido do 4T11 tivesse vindo acima do 4T10 (+3,3%), veio muito abaixo do
resultado do 3T11 (-38,1%).
Mas o que mais
me incomodou foi o payout aprovado para o exercício de 2011: na faixa de
ridículos 38% !!!
Isto dará
somente aprox. R$ 0,57/ação.
Vai saber qual é
a dos caras! Dizem que há necessidade de altos investimentos ...
citação:
Relatório ENMA
Para o futuro
próximo há expectativa de manutenção de taxas de crescimento elevadas, em
grande parte devido à implantação de grandes projetos industriais no Estado.
Para essa nova década, o Governo do Maranhão estima que os investimentos
alcançarão cerca de R$ 100 bilhões. Dentre os grandes projetos, merecem
destaque a refinaria Premium da Petrobrás, a fábrica de papel e celulose da
Suzano, a exploração de gás no interior do estado pela OGX, além de projetos de
mineração, e outros.
De forma a fazer
frente ao crescimento de seu mercado, a CEMAR tem realizado pesados
investimentos na melhoria e expansão de seu sistema. Alguns dos principais estrangulamentos
do sistema estão sendo tratados a partir da construção de linhas de
subtransmissão e do aumento da capacidade instalada. Além disso, o suprimento
da rede básica ao Maranhão foi colocado em evidência, o que gerou ações
concretas como ampliação dos pontos de suprimento existentes e construção de
três novos pontos nas regiões norte, sul e noroeste do Estado.
Diante forte
crescimento do triênio 2009-2011 e da expectativa para os próximos anos foi
necessário planejar um Programa de Obras, para o biênio 2011/2012, com vistas a
acompanhar e suportar todo o desenvolvimento previsto para o Estado do
Maranhão, inclusive com a antecipação de grandes obras, cujo resultado será o
aumento da capacidade instalada do sistema e a melhoria da qualidade da energia
distribuída.
Evidentemente,
embora a EQTL tenha reserva de lucros para implementar a sua própria política
de proventos, os proventos super pífios da ENMA poderão impactar a decisão da
EQTL.
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115912 de
11629816/Fev/2012 14:15 5
paulo_profComentários: 5828 - Desde: Jul 2009
ENMA3B
PREÇO: R$ 10,12
PAYOUT (2011):
37,8%
P/L 6,71
P/VPA 1,72
PSR 0,87
DY 5,63%
EV/EBITDA 5,38
MARGEM BRUTA 34,6%
MARGEM
OPERACIONAL 15,8%
MARGEM LÍQUIDA 12,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,507
MARGEM EBITDA 25,2%
DÍVIDA
BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 143,7%
ROE 25,67%
LIQUIDEZ
CORRENTE 1,43
Taxas anuais
médias nominais de crescimento:
a) do lucro
líquido
UA -11,17%
U2A 11,73%
U3A 2,80%
b) do patrimônio
líquido médio
UA 8,18%
U2A 13,49%
U3A 16,48%
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115983 de
11629916/Fev/2012 17:13 3
paulo_profComentários: 5828 - Desde: Jul 2009
Mensagem enviada
ao RI da Equatorial/Cemar
O Patrimônio
Líquido da Cemar em 29DEZ2011, como publicado nas Informações Finaceiras, está
equivocado.
Se o Patrimônio
Líquido em 30SET2011 era R$ 962.593 mil e o Lucro Líquido no 4T11 foi de R$
48.331 mil, o Patrimônio Líquido no final do 4T11 teria que ser R$ 1.010.924
mil, e não R$ 964.137 mil, como publicado!
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128844 de
12884901/Mai/2012 11:33 3
paulo_profComentários: 6323 - Desde: Jul 2009
ENMA3B (Cemar)
PREÇO: R$ 9,90
PAYOUT (2011):
37,8%
Múltiplos
relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,94
P/VPA 1,63
PSR 0,80
DY 6,37%
EV/EBITDA 5,26
MARGEM BRUTA 33,9%
MARGEM
OPERACIONAL 16,1%
MARGEM LÍQUIDA 13,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,666
MARGEM EBITDA 24,8%
DÍVIDA
BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 131,3%
ROE 27,46%
LIQUIDEZ
CORRENTE 1,06
Taxas anuais
médias nominais de crescimento:
a) do lucro
líquido
UA 4,33%
U2A 14,74%
U3A 4,16%
b) do patrimônio
líquido médio
UA 3,77%
U2A 11,58%
U3A 15,43%
Supondo uma
perpetuidade real nula e uma taxa de desconto real de 8%, para que a fórmula do
FCD produza uma preço justo de R$ 14,85 (50% maior do que a cotação atual), é
necessário que a taxa de crescimento real do lucro líquido nos próximos 3 anos
seja superior a -11,5%.
Relativamente ao
1T11, as taxas de crescimento nominal foram:
RECEITA
OPERACIONAL LÍQUIDA +30,48%
RESULTADO BRUTO
+18,79%
RESULTADO
FINANCEIRO NEGATIVO +22,69
RESULTADO
OPERACIONAL +34,73%
RESULTADO
LÍQUIDO +49,49%
EBITDA +19,97%
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO +3,68%
Moral da
história:
O ativo está
barato mesmo que a revisão de 3o. ciclo, que deverá ser aplicada no 2o.
semestre de 2013, tenha um forte impacto.
Embora a
política de payout da empresa seja espartana (apenas 37,8% em 2011 devido ao planejamento
de fortes investimentos no período de 2012-2014), o DY esperado em 2012 é de
"saudáveis" 7%.
Como leigo no
tema, não vejo grandes ameaças para que a empresa continue performando. Se o
nível de perda de energia é alto (na faixa dos 20%), também é alta a margem
para melhora futura. O nível de PDD e perdas permanece estável. Não há
indicações de que a inadimplência esteja aumentando. Finalmente, a Cemar será
uma das últimas distribuidoras a sofrer a revisão de 3o. ciclo. Os efeitos só
serão sentidos a partir do 3T13 (e isto se não houver atrasos).
Tota, há ameaças
relevantes que vc consegue enxergar?
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