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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Copel (CPLE)


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Códigos de Negociação
Tipo
CPLE3; CPLE5; CPLE6
 Nível 1 

Balanços

2T2019 -

1T2019 -

A2018/4T2018 -
Resultados muito bons no 4T18, mas completamente dentro do esperado. O ativo continua barato prá caramba, embora a alavancagem incomode. O endividamernto liquido (incluindo as obrigações com os planos de pensão) é aprox. 3,6 vezes o Ebitda gerado no exercício. Como consequência direta, creio eu, o payout praticado pela empresa é pequeno. Mesmo com um payout próximo do mínimo legal, o endividamento líquido vem aumentando. De dezembro de 2017 para dezembro de 2018 aumentou 8,2% nominais. Felizmente, devido a fatores extra endividamento, a empresa costuma ter um resultado financeiro favorável - em 2018, teve uma receita com a correção monetária e repasse do CRC de R$ 215 milhões (restam ainda 76 parcelas mensais) e R$ 192 milhões em acréscimos moratórios sobre faturas de energia. A expectativa é que o payout aumente na medida em que seja reduzida a alavancagem.

3T2018 -

2T2018 -

1T2018 -

PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RESULTADO ECONÔMICO-FINANCEIRO = Receitas (NE nº 32): A Receita operacional líquida, acumulada até março de 2018, atingiu R$ 3.348.681, montante 1,6% superior aos R$3.297.011 registrados no mesmo período de 2017. Essa variação decorreu, principalmente, pelos seguintes fatos: a) aumento de 16,3% na Receita de fornecimento de energia elétrica, em virtude principalmente dos reflexos da Revisão Tarifária Anual, que reajustou a tarifa de energia em 10,28%; b) decréscimo de 14,7% na Receita de suprimento de energia elétrica, principalmente pela redução nas vendas liquidadas na CCEE devido a alocação menor de energia no mercado de curto prazo; c) redução de 32,6% na Receita de disponibilidade da rede elétrica, devido principalmente pelo reconhecimento do ajuste do laudo definitivo dos ativos RBSE em 2017 de R$ 183.015 enquanto que em 2018 foi reconhecido somente a atualização do ativo; d) decréscimo de 9,5% na Receita de construção, reflexos do menor investimento em linhas de transmissão; e) aumento de 23,8% na Receita de telecomunicações, decorrente principalmente do aumento do número de clientes, sobretudo no mercado varejo com o produto Copel Fibra; e f) acréscimo de 237,5% no Resultado de ativos e passivos financeiros setoriais, decorrente principalmente da constituição de ativos setoriais relativos aos custos de energia e da amortização dos passivos setoriais.

3T2017 -

2T2017 -
Receitas (NE nº 32)Até junho de 2017, a Receita operacional líquida atingiu R$ 6.470.240, montante 6,1% inferior aos R$6.890.589 registrados no mesmo período de 2016. Essa variação decorreu, principalmente, pelos seguintes fatos: a) redução de 27,3% na Receita de Fornecimento de energia elétrica, em virtude principalmente da:  redução média de 12,9% na tarifa aplicada a partir de junhode 2016; e  retração de 14,3% no mercado cativo em comparação ao mesmo período do ano de 2016, basicamente pela saída de consumidores cativos para o mercado livre e pela conjuntura econômica atual no país; b)acréscimo de 14,3% na Receita de Suprimento de energia elétrica, devido principalmente ao aumento da receita na CCEE decorrente do maior PLD médio no período, R$ 219,16/MWh no 2º trimestre de 2017 ante R$ 47,37/MWh no 2º trimestre de 2016; c) decréscimo de 25,6% na Receita de Disponibilidade da Rede Elétrica, principalmente pelo reajuste tarifário médio de -12,9% na tarifa de uso, resultado parcialmente compensado pelo efeito da remensuração do fluxo de caixa em decorrência do laudo de avaliação relativo aos ativos RBSE e acréscimo 2,0% no consumo do mercado fio de energia.



1T2017 -


A2016/4T2016 -
Acho que está evidente que a empresa aproveitou o ótimo resultado do 1o. semestre para provisionar um impairment de ativos que nas condições presentes dão indicações de estarem sobre-avaliados. Assim, de um lado "limpa a área" para resultados consistentes no médio prazo. Por outro lado, deixa de pagar uma boa grana em IR/CS. Finalmente, reduz o montante a ser distribuído ao acionista (não se pode afirmar que a situação no circulante seja tranquila ... uma liquidez corrente de 0,78 quer dizer que para cada R$ 1,00 que vc está devendo no curto prazo, vc só dispõe de R$ 0,78 em caixa ... o popular vender o almoço para comprar a janta! Embora o endividamento líquido tenha aumentado 29% em um ano, ainda não preocupa ... a sua relação com o Ebitda anual (que foi fortemente impactado pelas despesas de provisão para o impairment) é 2,74.

3T2016 -

2T2016 -

A2015/4T2015 -

3T2015 -
Os demais segmentos de negócio da Copel tiveram resultados "normais". A Copel Geração e Transmissão, apesar da Receita menor do que em 2014, apresentou resultados levemente superiores. A termelétrica Araucária (que é apresentada como um negócio em separado) teve resultados muito inferiores quando comparados com aqueles do ano passado, porque foi pouco despachada no 3T15.

2T2015 -
paulo_prof  -
Resultado "normal" da Copel ... A diferença em relação ao 1T15 foi resultado, basicamente, de uma menor Receita na CCEE, resultado de concentrar a energia no mercado de curto prazo no 1T15. Por outro lado, a termelétrica Araucaria também faturou menos no 2T15, do que no 1T15. Em compensação, devido a maior diferença cambial, o Resultado Financeiro foi maior. O Ativo continua barato!

1T2015 -
paulo_prof  -
Confesso que o resultado me surpreendeu positivamente. Ninguém poderia esperar a empresa superar os resultados do 1T14, os melhores da história!
Uma pendenga que está custando relativamente caro para a CPLE é o atraso de entrada em operação da hidrelétrica Colider. A Copel está reivindicando o "abono" de 644 dias de atraso devido a fatores fora de sua responsabilidade/controle, mas a ANEEL só reconhece uma parte deste período. Enquanto não se resolve a pendenga, a CPLE está sendo obrigada a entregar energia de outras fontes ao preço dos contratos da Colider (R$ 140,00), deixando de vender esta energia no mercado spot. Nesta brincadeira deixou de faturar R$ 73 milhões.
No final do 1T15 a CPLE apresentou o laudo do valor residual dos ativos de transmissão existentes antes de 31MAR2000. Se aprovado pela ANEEL, a empresa poderá ter uma receita não recorrente (valor avaliado - valor contábil) de aprox. R$ 720 milhões. Não se sabe como este valor será ressarcido pela União (provavelmente via tarifa, em 30 anos).

A2014/4T2014 -
paulo_prof  -
Confessando ter efetuado uma leitura (muito) "dinâmica" do relatório, acredito que o resultado tenha sido excelente, especialmente se for considerado que a empresa reconheceu, no resultado de 2014, um impairment não recorrente de R$ 807 milhões. Ou seja, não fosse esta baixa no valor dos ativos, o lucro líquido do exercício teria sido R$ 387 milhões (32%) maior !!!
A maior parte desta baixa no valor dos ativos (R$ 679 milhões) refere-se à UHE Colíder; o restante refere-se aos demais ativos de geração.
Na minha opinião, como em termos de lucro líquido o resultado de 2014 foi excepcional, a empresa aproveitou para forçar uma redução do mesmo via impairment. A consequência "prática" desta decisão foi uma redução sensível no IR/CS devido, ou seja, em vez de repassar esta grana para o governo, a empresa a manteve em seu caixa.
Uma possível pendência que poderá resultar em prejuízos para a Copel e que não consta do relatório é o atraso na entrega do linhão Paranaíta - Ribeirãozinho, sem o qual a energia que já poderia estar sendo gerada pela Teles Pires não pode ser escoada. O consórcio responsável pela linha pode vir a ser condenado pela justiça a ressarcir os danos causados, e o impacto não seria desprezível.
Acredito que os resultados do 1T14 serão importantes para se avaliar como a empresa está funcionando num regime de realismo tarifário, sem acumular ativos/passivos regulatórios. Acredito que no exercício de 2015 o lucro líquido da Copel Distribuição será sensivelmente menor do que aquele postado em 2014 ... mas este menor resultado no segmento de distribuição deverá ser compensado por um melhor resultado no segmento de geração e transmissão.

3T2014 -
paulo_prof  -
Muito bom o resultado da Copel ... Me surpreendeu porque a empresa, ao usar a estratégia de alocar a maior parte de sua energia assegurada no início do ano (foi por isto que no 1T14 teve o maior lucro trimestral de sua história) ficou exposta ao mercado de curto prazo, porque no 3T14 houve um rebaixamento expressivo da garantia física. O resultado líquido só não foi melhor do que aquele do 3T13 devido ao Resultado Financeiro (no 3T13 foi positivo em R$ 84 milhões; no 3T14 foi negativo em R$ 16 milhões, um "swing" de R$ 100 milhões no Resultado Operacional).

1T2014 -
paulo_prof  -
COPEL Lucro prá ninguém botar defeito !!!

A2013/4T2013 -
renato1631  -
Muito bom o resultado!

3T2013 -
paulo_prof  -
Considerando que os resultados do 4T12 foram impactados por um resultado financeiro muito adverso e por eventos não recorrentes, produzindo um prejuízo de aprox. R$ 106 milhões, talvez seja mais representativo calcular os índices com referência aos 9M13, anualizados:
Continua uma teta ...

2T2013 -
danieljoseaa  -
Me pareceu muito bom.......tá barata pacas!!! qual é a pegadinha ?

paulo_prof  -
Embora eu não acredite que no 2TS13 a empresa consiga repetir os resultados do 1o. semestre, considero anualizar os resultados do 1o. semestre mais representativo do que considerar os últimos 12 meses.
Uma teta ... céu de brigadeiro ... não vejo nenhuma ameaça à frente ...

ZOTTI  -
Eu tbém gostei. Acho que LL anual de 1 bi já é uma realidade.

Barbado  -
Foi muito bom, a geração de caixa continua forte:
i-) Capex de 431 milhões no 2/tr/13, acumulado no ano 701 milhões;
ii-) Redução da dívida líquida de 1.559 milhões para 1.066 milhões.

pobre  -
Lucro bom, porém como o Small já disse, devemos associar o lucro com a situação que o mercado trata a empresa, e como o mercado "bateu demais" na empresa neste ano, esse lucro bom torna-se ótimo e devemos esperar por uma bela recuperação. Indicadores no chão...Mas mercado é mercado, nunca se sabe...Eu não vendo as minhas tão cedo, e espero que CPLE6 chegue pelo menos a 40 para vender! Será????

Características
Geração. Transmissão. Comercialização e Distribuição de Energia Elétrica

Apresentações

Assembleias

Balanços (Calendário)

Teleconferência ITR 1T 2020

Teleconferência ITR 2T 2020

Teleconferência ITR 3T 2020

Dividend Yield
2020
2019






3,20%





Payout
2020
2019
 2018





 25,7%







Resultados Expurgados Sólidos de cima em baixo, tanto na comparação trimestral, quanto anual.

Parece haver uma grande margem, no preço, para absorver os impactos negativos que deverão ser sentidos no 1T20 e 2T20.

Assim que for possível enxergar a luz no fim do túnel, acredito que o preço reagirá muito acima do preço atual.
YIr%201VPUsUrNZ2STw=
No que segue, foram efetuados os seguintes deduções/adições nos resultados:

1T19: adição de R$ 79 milhões no Resultado Operacional e Ebitda e 0,66R$ 79 milhões no Lucro

2T19: adição de R$ 78 milhões no Resultado Operacional e Ebitda e 0,66R$ 78 milhões no Lucro

3T19: deduções de R$ 101 milhões na Receita Líquida e Resultado Bruto, referentes ao ganho da ação ICMS/COFINS da Compagás; R$ 233 milhões no Resultado Operacional e Ebitda, referentes às Receitas e Despesas Não recorrentes; 0,66*R$ 233 milhões no Lucro Líquido

2019: adição de R$ 101 milhões na Receita Líquida e Resultado Bruto, referentes ao ganho da ação ICMS/COFINS da Compagás; deduções de R$ 147 milhões no Resultado Operacional e Ebitda, referentes às Receitas e Despesas Não recorrentes e 0,66*R$ 147 milhões no Lucro Líquido



CPLE3

PREÇO: R$ 55,53

PAYOUT (2018) 25,7%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,03

P/VPA 0,95

PSR 0,94

DY 3,20%

EV/EBITDA 6,38

MARGEM BRUTA 27,2%

MARGEM OPERACIONAL 15,8%

MARGEM LÍQUIDA 11,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 6,917

MARGEM EBITDA 25,6%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 82,8%

ROE 11,81%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,00



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,09%

RESULTADO BRUTO +27,67%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +11,51%

RESULTADO OPERACIONAL +30,63%

RESULTADO LÍQUIDO +34,53%

EBITDA +31,63%



b) 4T19 vs 4T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +20,64%

RESULTADO BRUTO +33,09%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -6,83%

RESULTADO OPERACIONAL +15,49%

RESULTADO LÍQUIDO +40,59%

EBITDA +57,37%



c) lucro (taxa média anual)

UA 34,53%

U2A 35,33%

U3A 33,83%



d) patrimônio líquido médio

UA 5,09%

U2A 4,48%

U3A 3,83%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 31,63%

U2A 20,01%

U3A 15,33%

U4A 10,23%

U5A 11,91%

U6A 14,57%

U7A 15,07%

U8A 10,13%

U9A 12,13%

U10A 9,06%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 86,46

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -9,5% !!!
367546 - suportetrader - 03/Mar/2020 15:34
Professor, o senhor acompanha CPLE3? Acha que seria interessante uma troca de CPLE3 por BBSE3 ou IRBR3 ou ainda ENBR3? Tenho uma carteira de longo prazo e movimento muito pouco. Meu PM em CPLE3 está em R$ 21,95 e estou questionando se ela já deu o que tinha para dar.
Não acho que a CPLE3 já deu o que tinha que dar. Na minha opinião, ainda não está cara. Por outro lado, entretanto, acho que há muitos ativos que estão mais baratos. Há que se levar em conta, entretanto, a despesa com IR. Não usar o limite dos 20k todos os meses, entretanto, seria injustificável. Nesta queda de preços, vc pode tentar comprar ativos que vc acha terem potencial interessante, Se conseguir, venda ativos de sua carteira com potencial menor.

Ultimamente, por exemplo, andei comprando IRBR, BBAS e BRSR. Paguei com a venda de TIET, mesmo considerando que não é de todo improvável surgir um novo interessado em comprar a empresa e esta acabar sendo envolvida num leilão como ocorreu com a ELPL. 

367572 - montoro666  -  04 Mar 2020, 11:27
Tenho um P.M. parecido em CPLE3.

Como vc movimenta pouco, na dúvida, sugiro ao menos fazer o que o prof. comentou: vender no dia X e recomprar no dia X+1 no limite dos 20k para aumentar o PM.

Fiz justamente ontem isso com CPLE3, e por acaso (operei na hora do almoço) vendi quase na máxima do dia nos 83,2x reais. Devo recomprar hoje por uns 81,xx, aumento o P.M virtualmente, e continuo com a mesma quantidade de ações (neste caso vou aumentar um pouquinho, mas por pura sorte).

Já fiz isso mês passado também, e já aumentei o P.M de forma significativa.

Essa é a estratégia que eu uso para não ficar tão parado no mercado, mas também não fazer movimentos equivocados
                                                                                           ▲                                                                      ▲
relatório analisa o desempenho do mercado de energia elétrica da Copel entre outubro e dezembro de 2019

365196  - paulo_prof  - 13 Nov 2019, 13:26
Resultados Excelentes, mesmo expurgando uma série de não receitas recorrentes referentes à reversão de R$ 183,6 milhões de impairment de ativos de geração, ao resultado do trânsito em julgado da ação em que a Compagas discutia a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Pasep e Cofins, com efeito de R$ 100,9 milhões na receita operacional, e pelo resultado positivo de R$ 82,8 milhões referente ao valor justo na compra e venda de energia da Copel Comercialização, parcialmente compensados pelo registro de R$ 136,5 milhões com impairment e baixas dos valores decorrentes de desativação de ativos de telecomunicações.

O grande diferencial ocorreu no custo da energia revendida, que caiu de R$ 2,3 bilhões no 3T18, para R$ 1,7 bilhões, o que permitiu um Resultado Bruto Ajustado (já expurgado o ganho da ação judicial da Compagás) 34% maior.

As perspectivas futuras de curto prazo são boas. Até o final do ano a UHE Colider deverá estar 100% operacional e, em consequência, já a partir de janeiro de 2020, as UHE Baixo Iguaçu de Colíder e o Complexo Eólico Cutia estarão faturando integralmente os seus respectivos contratos. Restará apenas uma decisão final no que tange a responsabilidade da Copel pelo atraso da entrada em operação da UHE Colider.

Ao que tudo indica, a empresa será capaz de manter uma trajetória de aumento do lucro real nos próximos anos. Em consequência, acho que o ativo ainda está barato. O que não ajuda, entretanto, é o baixo payout. Com o endividamento liquido acima de 3 vezes o ebitda recorrente anual, acho que ainda vai demorar um pouco para que a empresa decida aumentar o payout, especialmente considerando que em 2020 estão previstos investimentos superiores a R$ 2 bilhões.
w4=


No que segue, foram efetuados os seguintes ajustes nos resultados do 3T19

a) expurgo de R$ 101 milhões na Receita Líquida e Resultado Bruto, referentes ao ganho da ação ICMS/COFINS da Compagás

b) expurgo de R$ 233 milhões no Resultado Operacional e Ebitda, referentes às Receitas e Despesas Não recorrentes do 3T19

c) expurgo de 0,66*R$ 233 milhões no Lucro Líquido



CPLE3

PREÇO: R$ 57,80

PAYOUT (2018) 25,7%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 9.66

P/VPA 0.91

PSR 1.03

DY 2.66%

EV/EBITDA 7.48

MARGEM BRUTA 26.7%

MARGEM OPERACIONAL 15.2%

MARGEM LÍQUIDA 10.6%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5.986

MARGEM EBITDA 23.9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 78.6%

ROE 9.39%

LIQUIDEZ CORRENTE 1.39



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,39%

RESULTADO BRUTO +20,98%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -7,23%

RESULTADO OPERACIONAL +42,17%

RESULTADO LÍQUIDO +47,78%

EBITDA +48,47%



b) 3T19 vs 3T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -3,63%

RESULTADO BRUTO +34,03%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +6,72%

RESULTADO OPERACIONAL +22,44%

RESULTADO LÍQUIDO +17,78%

EBITDA +13,23%



c) lucro (taxa média anual)

UA 47,78%

U2A 54,25%

U3A 3,99%



d) patrimônio líquido médio

UA 6,45%

U2A 4,90%

U3A 4,11%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 22,63%

U2A 22,03%

U3A -0,72%

U4A 14,17%

U5A 12,02%

U6A 14,59%

U7A 10,31%

U8A 10,22%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 74,82

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -5,5% !!!

365186  - herdsman - 12/Nov/2019 23:14
Copel uns 600 milhoes de lucro no 3T.
Pelas minhas contas 571 milhões... vai bombar de novo...

613 milhões.

Mas tem muitos ganhos "não recorrentes".

Porém os custos com pessoal etc. bem controlados.


Se ficamos com lucro recorrente de 400 milhões e perenizamos isto, ficamos com P/L de 10.

O impacto positivo das novas receitas de colider e baixo iguaço já esta neste resultado.

Vamos ver o que o prof. Paulo e sr. Mercado acham disso. 
                                                                                           ▲                                                                      ▲

Os resultados podem ser considerados bons, praticamente em linha com aqueles do 2T18. A comparação anual mostra uma boa evolução em relação a todos os aspectos. Por outro lado, entretanto, em relação aos resultados do 1T19 houve uma involução de cima em baixo. Mas não preocupa. Apesar da alta considerável de preço, o ativo continua barato.
p.php?pid=chartscreenshot&u=0sp6CbGaIeq4



CPLE3

PREÇO: R$ 51,49

PAYOUT (2018) 25,7%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,95

P/VPA 0,83

PSR 0,91

DY 2,87%

EV/EBITDA 6,99

MARGEM BRUTA 24,6%

MARGEM OPERACIONAL 14,3%

MARGEM LÍQUIDA 10,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,755

MARGEM EBITDA 23,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 76,6%

ROE 9,33%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,16



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +7,12%

RESULTADO BRUTO +14,14%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -4,13%

RESULTADO OPERACIONAL +46,06%

RESULTADO LÍQUIDO +35,45%

EBITDA +29,72%



b) 2T19 vs 2T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,66%

RESULTADO BRUTO +13,09%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +21,76%

RESULTADO OPERACIONAL +3,76%

RESULTADO LÍQUIDO +0,61%

EBITDA +13,65%



c) lucro (taxa média anual)

UA 35,45%

U2A 171,49%

U3A -0,73%



d) patrimônio líquido médio

UA 5,58%

U2A 4,19%

U3A 4,29%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 29,72%

U2A 25,98%

U3A -0,44%

U4A 10,99%

U5A 11,79%

U6A 13,75%

U7A 9,81%

U8A 10,25%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 71,94

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -7,5% !!!

361254  - paulo_prof   -  15 Mai 2019, 16:55
Aos poucos, o mercado está descobrindo este ativo super barato. Os Resultados do 1T19 foram excelentes, com evolução firme cobre os resultados do 1T18 que já foram muito bons. Há 5 trimestres a empresa vem apresentando resultados muito consistentes, e crescentes. Estes resultados e a política de baixo payout adotada pela empresa nos últimos 2 anos está permitindo a redução da alavancagem. O endividamento líquido (incluindo benefícios pós-emprego) emplacou 3,12 vezes o Ebitda gerado nos últimos 12 meses, e 2,47 vezes o ebitda do 1T19 anualizado.

A Receita do 2T19 deverá ser reforçada pela venda da energia das usinas Baixo Iguaçu e Colider. Em consequência, não é improvável a empresa conseguir um 6o. trimestre consecutivo de resultados crescentes. Ao preço atual, a empresa está sendo negociada a 70% do valor patrimonial, uma pechincha, considerando que, equacionado o endividamento, a empresa poderá decidir aumentar o payout.

CPLE3

PREÇO: R$ 42,53

PAYOUT (2018) 25,7%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,40
P/VPA 0,70
PSR 0,75
DY 3,47%
EV/EBITDA 6,47
MARGEM BRUTA 24,0%
MARGEM OPERACIONAL 14,3%
MARGEM LÍQUIDA 10,2%
LUCRO POR AÇÃO R$ 5,747
MARGEM EBITDA 22,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 78,7%
ROE 9,51%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,87


Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +9,99%

RESULTADO BRUTO +16,14%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -30,14%

RESULTADO OPERACIONAL +76,94%

RESULTADO LÍQUIDO +64,59%

EBITDA +31,61%



b) 1T19 vs 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +16,34%

RESULTADO BRUTO +31,15%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +40,97%

RESULTADO OPERACIONAL +48,03%

RESULTADO LÍQUIDO +49,87%

EBITDA +42,24%



c) lucro (taxa média anual)

UA 64,59%
U2A 21,43%
U3A 20,80%


d) patrimônio líquido médio

UA 5,10%

U2A 3,24%

U3A 4,71%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 31,61%
U2A 4,62%
U3A 11,47%
U4A 10,41%
U5A 11,38%
U6A 13,62%
U7A 8,75%
U8A 10,31%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 71,84

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11,5% !!!

361240 - herdsman   -  15 Mai 2019, 02:11
Capturar5cdb67471cdc9.JPG

359987 - paulo_prof  -  29 Mar 2019, 22:15
Resultados muito bons no 4T18, mas completamente dentro do esperado. O ativo continua barato prá caramba, embora a alavancagem incomode. O endividamernto liquido (incluindo as obrigações com os planos de pensão) é aprox. 3,6 vezes o Ebitda gerado no exercício. Como consequência direta, creio eu, o payout praticado pela empresa é pequeno. Mesmo com um payout próximo do mínimo legal, o endividamento líquido vem aumentando. De dezembro de 2017 para dezembro de 2018 aumentou 8,2% nominais. Felizmente, devido a fatores extra endividamento, a empresa costuma ter um resultado financeiro favorável - em 2018, teve uma receita com a correção monetária e repasse do CRC de R$ 215 milhões (restam ainda 76 parcelas mensais) e R$ 192 milhões em acréscimos moratórios sobre faturas de energia. A expectativa é que o payout aumente na medida em que seja reduzida a alavancagem.


CPLE3

PREÇO: R$ 32,10

PAYOUT (2018) 25,7%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,24

P/VPA 0,55

PSR 0,59

DY 4,11%

EV/EBITDA 6,35

MARGEM BRUTA 23,0%

MARGEM OPERACIONAL 13,1%

MARGEM LÍQUIDA 9,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,142

MARGEM EBITDA 21,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 82,8%

ROE 8,78%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,00



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,49%

RESULTADO BRUTO +2,22%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -41,92%

RESULTADO OPERACIONAL +40,42%

RESULTADO LÍQUIDO +36,13%

EBITDA +9,41%



b) 4T18 vs 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -6,12%

RESULTADO BRUTO +4,11%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -41,76%

RESULTADO OPERACIONAL +289,18%

RESULTADO LÍQUIDO +402,76%

EBITDA +45,01%



c) lucro (taxa média anual)

UA 36,13%

U2A 33,48%

U3A 5,66%



d) patrimônio líquido médio

UA 3,88%

U2A 3,20%

U3A 4,54%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 9,41%

U2A 7,95%

U3A 3,89%

U4A 7,46%

U5A 11,43%

U6A 12,52%

U7A 7,36%

U8A 9,91%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 64,27

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -15,0% !!!

357060 - texmor  -  23 Dez 2018, 08:32
Aos preços atuais o p/l das CPLE é de 7,mas não acho que a contabilidade da empresa deve ser mascarada, encaro os 835 milhões que ela diz investir em distribuição como custo, já que o acionista não tera aumento de lucro nenhum com estes "investimentos". Fora isso a execução dos projetos dela é ruim quando comparada com outras empresas , basta ver o histórico de postergacões da usina Colíder. Aos preços de 20 reais sem dúvida é um papel barato , mas a 30 a comparação com as EGIE chega a ser covardia

355738 - paulo_prof  -  09 Nov 2018, 00:08
Se não houver não recorrentes (não tive acesso ao relatório detalhado), os Resultados vieram muito bons, dentro do esperado, inclusive no que concerne a queda da margem bruta (passou de uma média de 25,5% no 1o semestre de 2018 para menos de 20%, devido principalmente ao maior custo da energia comprada para revenda). Não vejo ameaças no 4T18 ... pelo contrário, ficarei muito surpreso se os resultados vierem abaixo daqueles do 3T18.

Moral da história: desde que não haja interferência do novo governo do Paraná na política geral da empresa, o ativo continua barato prá caramba!

CPLE3

PREÇO: R$ 26,75

PAYOUT (2017) 26,48%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,60

P/VPA 0,45

PSR 0,48

DY 4,04%

EV/EBITDA 6,18

MARGEM BRUTA 22,4%

MARGEM OPERACIONAL 10,8%

MARGEM LÍQUIDA 7,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 4,050

MARGEM EBITDA 19,2%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 71,5%

ROE 6,83%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,77



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +13,15%

RESULTADO BRUTO +13,15%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -39,28%

RESULTADO OPERACIONAL +89,30%

RESULTADO LÍQUIDO +61,01%

EBITDA +17,84%



b) 3T18 vs 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +18,26%

RESULTADO BRUTO +6,16%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +26,24%

RESULTADO OPERACIONAL +32,66%

RESULTADO LÍQUIDO -13,27%

EBITDA +23,14%



c) lucro (taxa média anual)

UA 61,01%

U2A -12,77%

U3A 2,34%



d) patrimônio líquido médio

UA 3,38%

U2A 2,96%

U3A 4,67%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 17,84%

U2A -12,00%

U3A 10,37%

U4A 8,70%

U5A 12,37%

U6A 7,83%

U7A 8,09%

U8A 6,83%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 50,62

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -14,0% !!!

352931  - paulo_prof  -  19 Ago 2018, 14:01
No presente momento, a alavancagem da Copel é de fato excessiva. Embora alguns investimentos deverão gerar ebitda no curto prazo e, assim, melhorar o nível de alavancagem, há ativos que estão fora do "core business" da empresa e que exigem investimentos pesados contínuos. É o caso da Copel Telecomunicações. Neste exercício a empresa tinha planejado investir R$ 340 milhões no segmento, mais de 10% do total, quando o ebitda gerado pelo mesmo nos últimos 12 meses foi 8,3% do total e o lucro postado, apenas 4,3% do total. Com o desenvestimento da Copel Telecomunicação, além de reduzir o endividamento liquido em aprox. R$ 420 milhões, entraria uma boa grana para o caixa. Outro ativo que na minha opinião também não faz muito sentido manter é a Sercomtel, de Londrina.

Sem dúvida, a venda destes dois ativos seria positivo para a empresa.

Na minha opinião, entretanto, o que está travando o valor do ativo é a grande vantagem que o Ratinho tem sobre a Cida Borghetti nas pesquisas. Em junho, logo após a Aneel ter aprovado o aumento de mais de 15%, o Ratinho apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa do Paraná pleiteando a suspensão do reajuste tarifário. Como ele sabia que o seu requerimento seria inócuo, é possível que estivesse jogando para a torcida. Mas se ele vencer o pleito e reduzir as tarifas da Copel Distribuição, ninguém poderá dizer que foi pego de surpresa. Por outro lado, pode muito bem decidir reduzir o payout para o mínimo legal. Finalmente, se o desenvestimento em telecomunicações não ocorrer no governo Richa, não é certo que ocorra num eventual governo Ratinho. Evidentemente, a pressão para que a Sercomtel e a Copel Telecomunicações não sejam privatizadas é enorme. A esquerda, sindicatos e empregados estão gritando alto para barrar qualquer iniciativa na área, inclusive usando como justificativa baboseiras como a que afirma que em mãos privadas a segurança da privacidade dos dados não estaria assegiurada.

352852 - paulo_prof -  15 Ago 2018, 12:15
Nas comparações anual e trimestral, todos os resultados mostram grande evolução. Na comparação semestral, o único resultado diminuiu foi o ebitda (-6%). Os resultados vieram aproximadamente em linha com aqueles postados no 1T18,

O reajuste tarrifário médio, aplicado às tarifas em 24JUN, foi de 16%.

Durante o 3T18 entraram ou entrarão em operação uma linha de transmissão de 334km, uma das unidades geradoras da hidrelétrica Colíder, R$ 753 milhões, e o complexo eólico de Cutia.

Pelo lado negativo, em junho, também, foi homologada a RAP de transmissão para o ciclo 2018/2019, totalizando 734 milhões, pequena redução relativa à RAP anterior, de R$ 753 milhões e o problema do GSF causado pela hidrologia desfavorável, que certamente deverá impactar o custo da energia.

No balanço geral, a tendência é os resultados do 2o. semestre virem algo melhores do que aqueles do 1o. semestre. Ou seja, não visualizo grandes ameaças pela frente a não ser, é claro, o risco político. Ocorre que nos preços atuais a margem de segurança é tão grande, que dificilmente um político conseguirá destruir totalmente.

CPLE3

PREÇO: R$ 18,15

PAYOUT (2017) 26,48%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 4,27

P/VPA 0,31

PSR 0,34

DY 6,25%

EV/EBITDA 5,44

MARGEM BRUTA 23,1%

MARGEM OPERACIONAL 10,5%

MARGEM LÍQUIDA 8,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 4,249

MARGEM EBITDA 19,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 74,4%

ROE 7,33%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,79



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,41%

RESULTADO BRUTO +36,37%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -48,97%

RESULTADO OPERACIONAL +177,32%

RESULTADO LÍQUIDO +446,16%

EBITDA +22,34%



b) 2T18 vs 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +13,63%

RESULTADO BRUTO +21,69%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -59,99%

RESULTADO OPERACIONAL +106,37%

RESULTADO LÍQUIDO +147,93%

EBITDA +17,82%



c) lucro (taxa média anual)

UA 444,16%

U2A -15,02%

U3A -0,10%



d) patrimônio líquido médio

UA 2,82%

U2A 3,65%

U3A 4,65%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 22,34%

U2A -12,77%

U3A 5,37%

U4A 7,71%

U5A 10,80%

U6A 6,80%

U7A 7,72%

U8A 6,38%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 53,51

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -23,0% !!!

351882 - paulo_prof  -  10 Jul 2018, 15:35
Em termos de seus múltiplos, há poucas dúvidas que a CPLE estaria barata. Mas ...

a) a alavancagem da empresa (ebitda anual/endividamento líquido = 3,9) me parece excessivo;

b) o payout (26,7% no exercício de 2017) é pífio (provavelmente devido a a)); e

c) o risco político parece ser alto (tanto o Ratinho, quanto o Osmar Dias, já afirmaram contrários aos aumentos das tarifas que a Aneel já concedeu à Copel)

Está evidente que, devido a diversos fatores, houve um descasamento entre a a geração de caixa medida pelo Ebitda e o endividamento líquido. Em consequência, a Copel foi obrigada a reduzir o seu payout ao mínimo legal. Para re-equilibrar as finanças, necessita de gerar caixa. Se os 2 candidatos mais bem posicionados na corrida para o governo do estado estão "prometendo" que usarão a empresa politicamente, boa coisa não haverá de vir.

351878  - ESN10  -  10 Jul 2018, 12:38
prof. Paulo estive no mato grosso em colider..la tem uma usina da Copel de 300 mw

Que iria começar operação...qual sua análise de cple6 ?

351149 - marcosvinicius2 -  13 Jun 2018, 03:43
COMENTÁRIO: PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RESULTADO ECONÔMICO-FINANCEIRO = Receitas (NE nº 32): A Receita operacional líquida, acumulada até março de 2018, atingiu R$ 3.348.681, montante 1,6% superior aos R$3.297.011 registrados no mesmo período de 2017. Essa variação decorreu, principalmente, pelos seguintes fatos: a) aumento de 16,3% na Receita de fornecimento de energia elétrica, em virtude principalmente dos reflexos da Revisão Tarifária Anual, que reajustou a tarifa de energia em 10,28%; b) decréscimo de 14,7% na Receita de suprimento de energia elétrica, principalmente pela redução nas vendas liquidadas na CCEE devido a alocação menor de energia no mercado de curto prazo; c) redução de 32,6% na Receita de disponibilidade da rede elétrica, devido principalmente pelo reconhecimento do ajuste do laudo definitivo dos ativos RBSE em 2017 de R$ 183.015 enquanto que em 2018 foi reconhecido somente a atualização do ativo; d) decréscimo de 9,5% na Receita de construção, reflexos do menor investimento em linhas de transmissão; e) aumento de 23,8% na Receita de telecomunicações, decorrente principalmente do aumento do número de clientes, sobretudo no mercado varejo com o produto Copel Fibra; e f) acréscimo de 237,5% no Resultado de ativos e passivos financeiros setoriais, decorrente principalmente da constituição de ativos setoriais relativos aos custos de energia e da amortização dos passivos setoriais.:

CPLE6
PREÇO: 22,09
PAYOUT (2017): 84,91%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,33
P/VPA 0,39
PSR 0,43
DY 13,42%
EV/EBITDA 6,84
MARGEM BRUTA 22,69%
MARGEM OPERACIONAL 8,86%
MARGEM LÍQUIDA 6,79%
LUCRO POR AÇÃO 3,492
MARGEM EBITDA 18,72%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 88,31%
ROE 6,16%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,02

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 5,64%
RESULTADO BRUTO -3,69%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 17,41%
RESULTADO OPERACIONAL -36,18%
RESULTADO LÍQUIDO -22,66%
EBITDA -18,43%

b) 1T18 sobre 1T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 1,57%
RESULTADO BRUTO -15,62%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -55,35%
RESULTADO OPERACIONAL -21,90%
RESULTADO LÍQUIDO -19,02%
EBITDA -23,68%

c) lucro (taxa média anual)
UA -22,66%
U2A 3,49%
U3A -4,68%

d) patrimônio líquido médio
UA 1,16%
U2A 4,50%
U3A 4,67%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 43,65
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -15,00% !!!!
[...]

350206 - paulo_prof  -  23 Mai 2018, 23:52
Achei o resultado da Copel no 1T18, embora sensivelmente mais fraco do que aquele postado no 1T17, bastante razoável. O que mais deve preocupar é a alavancagem (o endividamento líquido é excessivo, considerada a capacidade de geração de caixa medida pelo ebitda) e o risco político (não dá para confiar que o eleitor paranaense tenha discernimento para não eleger o Requião). Não fossem estes "senões", daria para afirmar que o ativo está bastante barato.

CPLE3

PREÇO: R$ 21,14

PAYOUT (2017) 26,48%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,05

P/VPA 0,37

PSR 0,41

DY 4,37%

EV/EBITDA 6,07

MARGEM BRUTA 22,7%

MARGEM OPERACIONAL 8,9%

MARGEM LÍQUIDA 6,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,492

MARGEM EBITDA 18,8%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 77,3%

ROE 6,16%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,02



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,71%

RESULTADO BRUTO -3,42%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -7,73%

RESULTADO OPERACIONAL -30,15%

RESULTADO LÍQUIDO -14,41%

EBITDA -18,02%



b) 1T18 vs 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,57%

RESULTADO BRUTO -15,62%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -55,35%

RESULTADO OPERACIONAL -21,90%

RESULTADO LÍQUIDO -19,02%

EBITDA -23,68%



c) lucro (taxa média anual)

UA -10,41%

U2A 3,49%

U3A -4,68%



d) patrimônio líquido médio

UA 1,40%

U2A 4,51%

U3A 4,68%



e) ebitda (taxa média anual)

UA -18,02%

U2A 2,66%

U3A 4,21%

U4A 6,89%

U5A 10,38%

U6A 5,39%

U7A 7,60%

U8A 5,26%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 43,65

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -16,0% !!!

349312 - tota_57 -  26 Abr 2018, 00:34
É isso. Esse é o problema de empresas públicas.

Imagina se estivesse nas mãos da iniciativa privada.

Ainda assim é uma baita empresa, tem muitos ativos em G T e D.

349309 - herdsman  -  25 Abr 2018, 23:05
A Copel só decepciona : Este Colider já era para estar gerando em 2016.

A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, empresa que gera, transmite, distribui e comercializa energia, com ações listadas na B3 (CPLE3, CPLE5, CPLE6), na NYSE (ELPVY, ELP) e na LATIBEX (XCOP), em atendimento ao disposto na Instrução CVM nº 358/02, vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que a previsão de entrada em operação comercial da Usina Hidrelétrica Colíder foi revisada, sendo que a primeira unidade geradora está prevista para junho de 2018, ante a previsão de entrada em operação em maio de 2018.

349307  - tota_57   -  25 Abr 2018, 21:00
Tenho um pouco de CPLE, de fato tem multiplos interessantes. Porém tem o risco politico, contralada pelo estado do Paraná.

No post abaixo comentei um pouco à respeito dela.
https://br.advfn.com/forum/advfn/2234977/17463#349...

349257  - tota_57   -  24 Abr 2018, 21:45
Se for olhar as elétricas pelos multiplos fundamentalistas, em especial DY%, P/L e P/VP, só tem um ativo que passaria no filtro que eu usava 5 anos atrás, a Copel. O complicado é apostar na gestão de uma empresa controlada por um governo estadual. Eu tenho um pouquinho dela, comprei em 2013.


CPLE3

DY% - 12,07% (nos ultimos 5 anos só não pagou DY em 2016)

P/VP - 0,4

P/L - 5,9

Eu não recomendo comprar elétricas nesse momento.

Ainda estou aquecendo as turbinas, voltando aos estudos. Por hora estou concentrado nos FII para aplicar os recursos da venda das ELPLs.

349306 - SuporteTrader -  25 Abr 2018, 20:49
[...]
Aproveitando seu conhecimento sobre elétricas, o q pensa sobre CPLE3? Olhando o P/L, P/VP e DY, me parece muito descontada, não? Ou estou vendo coisa rsrs?

349004  - jhcecato  -  17 Abr 2018, 14:29
[...]
CPLE3 e CMIG3 particularmente não gosto do risco politico então nem cheguei a olhar multiplos além de já ter exposição significativa em outras empresas do setor (TAEE11 e EGIE3 principalmente)
[...]

346512 - cfernando  - 26 Jan 2018, 21:23
Olá Professor!
O sr tem toda razão em relação às informações mencionadas quanto a Cemig e Copel, entretanto eu vejo os ativos da Cemig mais atrativos (maior valor) em relação à Copel, principalmente no que tange a transmissão. Finalmente o que me incomoda muito em relação à Copel e até mesmo em Sanepar e seu gestor: O governo do estado do Paraná. São empresas bastante descontadas, mas é muito incerto o que acontecerá ano que vem.

Em tempo: Nao que o governo de Minas seja uma maravilha, mas muito provavelmente teremos uma surpresa positiva em Minas no que tange às estatais (alteração de governo) a partir de 2018. Algo que não vejo no Paraná.

346501 - paulo_prof -  26 Jan 2018, 16:36
cfernando, bancando o advogado do diabo, por que CMIG4 e não, por exemplo, CPLE3?

Ambas atuam nos 4 segmentos da energia elétrica (geração, transmissão, distribuição e comercialização) e ambas estão descontadas (pelo menos em relação ao VPA).

Ambas apresentaram impactos de eventos não recorrentes em seus últimos balanços, de modo que há que se ter um cuidado no cálculo dos múltiplos, principalmente queles que envolvem Ebitda e Lucro.

A Cemig só deixou de "apropriar" completamente os resultados das usinas recentemente licitadas (São Simão, Jaguara e Miranda) a partir do 2T17, de modo que resultados trimestrais até o 1T17, inclusive. Além de "contaminados", parte destes resultados podem acabar tendo que ser devolvidos, se a União resolver acionar a Cemig na justiça, por apropriação indébita. No 3T17, a Cemig contabilizou uma despesa de R$ 588 milhões devido a adesão ao PERT, uma receita financeira de R$ 277 milhões devido ao recálculo de valores relativos a compromissos com o Estado de Minas Gerais (AFAC) e uma despesa de R$ 112 milhões relativos à provisão para perdas em investimentos (impairment). A grosso modo, portanto, o Ebitda do 3T poderia ser aumentado em aprox. R$ 470 milhões e o lucro líquido, aumentado em aprox. R$ 305 milhões. Se considerarmos um Ebitda trimestral médio de R$ 570 milhões, obteríamos Endividamento Líquido / Ebitda = 5,9; EV/EBITDA = 9,87. Considerando um lucro trimestral médio de R$ 235 milhões, obtém-se P/L = 9,57. Os demais múltiplos seriam P/VPA = 0,68, ROE = 7,1%.

No caso da Copel, os Resultados do 3T17 teriam sido impactados por uma reversão de impairment de R$ 158 milhões e uma Receita Financeira de R$ 114 milhões devidos à adesão ao PERT. Em consequência, o Ebitda teria sido impactado positivamente em R$ 158 milhões e o lucro líquido em pelo menos R$ 180 milhões. Anualizando os resultados dos 9M17 corrigidos, obtém-se um Ebitda de R$ 2,77 bilhões e um lucro líquido de R$ 1 bilhão, fornecendo os múltiplos (ao preço corrente da CPLE3 de R$ 21,28), P/L = 5,82; P/VPA = 0,37; EV/EBITDA = 5,52; Endividamento Liquido/Ebitda = 3,42, ROE = 6,4%.

A Cemig distribuiu 200% do lucro líquido apurado no exercício de 2016. A Copel distribuiu 50%. Acho que está mais do que evidente de que o payout da Cemig não será repetido. Se vierem 30% no exercicio de 2017, os acionistas minoritários deverão se dar por muito satisfeitos, pois a maior probabilidade é que a distribuição seja a mínima legal. Em 2018 não acho que a distribuilão chegue a 50%. No que se refere a Copel, o controlador mandou distribuir 50% e o CEO reclamou ... mas teve que engolir. Não acredito que que a política seja modificada nos exercícios de 2017 e 2018

345376  - Jonas_Schwingel -  20 Dez 2017, 12:26
A Copel continua comprovando isto. A empresa está vendendo o almoço para comprar a janta, com endividamento preocupante, no entanto o controlador resolveu distribuir antecipadamente mais R$ 266M em dividendos, como se não bastasse a distribuição exagerada do começo no ano. Simplesmente não faz sentido.

A preocupação do político é sempre a próxima eleição, não a saúde do patrimônio do minoritário.

344581  - Jonas_Schwingel  -  30 Nov 2017, 12:26
O resultado preparado pela administração da Copel não me inspira confiança. Além de estar recheado de não recorrentes, como salientado pelo professor, falta uma postura mais honesta por parte da empresa no tocante ao que tem dado errado para a empresa nos últimos semestres. Errar não é um problema. Acontece com qualquer empresa de tempos em tempos. Entretanto, uma boa gestão, em vez de fazer vista grossa para os problemas, deveria ter uma postura honesta, assumindo erros e deixando o investidor mais informado sobre o que está sendo feito e quais as perspectivas de melhora. Deveriam detalhar mais os perrengues que estão passando em suas obras fora do PR, a ausência de receitas que já deveriam estar ocorrendo e a presença de multas no lugar. Deveriam detalhar melhor os problemas de caixa vs. dívidas de curto prazo.

Eu vi um resultado bastante omisso. Sem contar as últimas páginas das notas explicativas, onde são entulhadas todas as coisas desagradáveis aos acionistas minoritários que o controlador mantém para benefícios próprios. É uma grande empresa com um belo ativo, porém o mercado não é bobo e sempre aplicará o devido desconto na cotação em decorrência do tipo de gestão que a empresa tem. Entre as estatais listadas, é uma das melhores, mas ainda há anos luz de uma boa gestão privada.

Papel está barato, mas considerando as mazelas da gestão, prefiro ficar de fora.
https://jonas-schwingel.blogspot.com.br/

344574  - paulo_prof   - 30 Nov 2017, 09:58
O resultado líquido contábil da Copel foi bastante bom, mas veio recheado de eventos não recorrentes. Desconsiderados os efeitos correspondentes, achei o resultado muito fraco, até abaixo do esperado. Os principais eventos não recocrrentes que turbinaram o lucro líquido da empresa foram a Reversão da Provisão para Perdas por impairment (impacto de R$ 158,1 milhões no Resultado Antes dos Impostos) e Adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (impacto de R$ 113,7 milhões no lucro líquido). Não fossem estes eventos, na minha avaliação o lucro líquido do 3T17 teria emplacado aprox. R$ 165 milhões, não muito melhor do que o fraquíssimo resultado do 2T17. A margem bruta no 3T17 continuou nos mesmos níveis pífios do 2T17.

O lucro líquido contábil da Copel GT, de R$ 165 milhões, foi fortemente impactado positivamente pelo registro de R$ 162,7 milhões (impacto estimado sobre o lucro líquido de R$ 108 milhões) relacionados a reversão de perdas estimadas para redução ao valor recuperável de ativos de geração, Infelizmente, a DRE da Copel GT não separa o que é geração e transmissão. Excluindo a receita não recorrente acima, suspeito que o segmento de geração tenha postado um prejuízo que não foi pequeno, obra e graça do enorme custo da energia comprada para revenda, motivada pelo GSF ridículo (62,2%) observado no trimestre.

Não se pode dizer que a empresa esteja bem, financeiramente. A sua liquidez corrente é 0,81 (está vendendo o almoço para comprar a janta) e a sua alavancagem é (a meu ver) excessiva (o endividamento líquido, incluindo impostos a pagar e benefícios pós-emprego no não circulante) emplacou 3,82. Desconsiderando os efeitos não recorrentes, esta razão aumentaria para aprox. 4,35. Não é a toa que a Copel planeza desfazer-se de suas SAPR. Mas mesmo se bem sucedida na venda de suas units da SAPR, a redução na alavancagem financeira será pífia.

CPLE3

PREÇO: R$ 20,20

PAYOUT (2016) 50,4%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,48

P/VPA 0,35

PSR 0,41

DY 7,77%

EV/EBITDA 6,05

MARGEM BRUTA 20,5%

MARGEM OPERACIONAL 7,5%

MARGEM LÍQUIDA 6,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,117

MARGEM EBITDA 18,5%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 71,2%

ROE 5,48%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,81



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T16 (há um forte evento recorrente nos resultados dos 12 meses terminados no 3T16)

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +0,39%

RESULTADO BRUTO -25,43%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -11,63%

RESULTADO OPERACIONAL -55,37%

RESULTADO LÍQUIDO -40,56%

EBITDA -34,74%



b) 3T17 vs 3T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +25,04%

RESULTADO BRUTO +56,86%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -34,70%

RESULTADO OPERACIONAL +788,40%

RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo

EBITDA +48,12%



c) lucro (taxa média anual)

UA -40,56%

U2A -9,18%

U3A -9,29%



d) patrimônio líquido médio

UA 2,77%

U2A 5,44%

U3A 5,17%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 38,86

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -17,0% !!!

341915  - marcosvinicius2  -  09 Set 2017, 14:26
Lajida =O lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização – Lajida (earnings before interest, taxes, depreciation and amortization - Ebitda) FOI de 6.470.240 no 2.T17 apresentando uma redução em relação a 2T16 que foi de 6.890.589. O Lucro liquido no período 30.06.2017 foi de 568.251, uma redução significativa quando comparado ao período de 30.06.2016 onde o resultado foi de 1.132.667. Provisão para IRPJ E CSLL também sofreu uma redução de 579.128 para 326.114 (2T16 X 2717):

CPLE6
PREÇO: 29,12
PAYOUT (2016): 67,92%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 20,83
P/VPA 0,52
PSR 0,62
DY 11,01%
EV/EBITDA 7,85
MARGEM BRUTA 20,15%
MARGEM OPERACIONAL 5,61%
MARGEM LÍQUIDA 2,99%
LUCRO POR AÇÃO 1,398
MARGEM EBITDA 18,71%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 82,16%
ROE 2,52%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,81

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -4,09%
RESULTADO BRUTO -20,46%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 215,25%
RESULTADO OPERACIONAL -69,04%
RESULTADO LÍQUIDO -76,24%
EBITDA -28,02%

b) 2T17 sobre 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -14,11%
RESULTADO BRUTO -50,34%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -305,28%
RESULTADO OPERACIONAL -82,56%
RESULTADO LÍQUIDO -85,90%
EBITDA -54,14%

c) lucro (taxa média anual)
UA -76,24%
U2A -42,72%
U3A -31,48%

d) patrimônio líquido médio
UA 4,71%
U2A 5,69%
U3A 5,37%

Receitas (NE nº 32)Até junho de 2017, a Receita operacional líquida atingiu R$ 6.470.240, montante 6,1% inferior aos R$6.890.589 registrados no mesmo período de 2016. Essa variação decorreu, principalmente, pelos seguintes fatos: a) redução de 27,3% na Receita de Fornecimento de energia elétrica, em virtude principalmente da:  redução média de 12,9% na tarifa aplicada a partir de junhode 2016; e  retração de 14,3% no mercado cativo em comparação ao mesmo período do ano de 2016, basicamente pela saída de consumidores cativos para o mercado livre e pela conjuntura econômica atual no país; b)acréscimo de 14,3% na Receita de Suprimento de energia elétrica, devido principalmente ao aumento da receita na CCEE decorrente do maior PLD médio no período, R$ 219,16/MWh no 2º trimestre de 2017 ante R$ 47,37/MWh no 2º trimestre de 2016; c) decréscimo de 25,6% na Receita de Disponibilidade da Rede Elétrica, principalmente pelo reajuste tarifário médio de -12,9% na tarifa de uso, resultado parcialmente compensado pelo efeito da remensuração do fluxo de caixa em decorrência do laudo de avaliação relativo aos ativos RBSE e acréscimo 2,0% no consumo do mercado fio de energia.

Resultado Financeiro (NE nº 34) = A variação de R$ 265.754 no resultado financeiro deve-se, principalmente ao decréscimo na receita financeira de 44,4% decorrente da redução dos acréscimos moratórios sobre faturas de energia e pela deflação dos índices financeiros que atualizam as receitas financeiras, comparado ao 1º semestre de 2016.

( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

340959  - williamcw   -  11 Ago 2017, 15:29
Oferta Subsequente de Ações - Follow-on
A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, empresa que gera, transmite, distribui e comercializa energia, com ações listadas na Brasil, Bolsa, Balcão - B3 (CPLE3, CPLE5, CPLE6), na NYSE (ELPVY, ELP) e na LATIBEX (XCOP), em cumprimento ao disposto na Instrução CVM 358/2002, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral que finalizou os estudos relacionados a uma Oferta Subsequente de Ações - Follow-on e que decidiu não prosseguir com o processo, entendendo que há, neste momento, melhores alternativas de geração de caixa que possam continuar suportando o plano estratégico de crescimento sustentável da Companhia.
A Companhia manterá o mercado devidamente informado sobre quaisquer atualizações relevantes relacionadas ao assunto.
Curitiba, 10 de agosto de 2017.

Adriano Rudek de Moura
Diretor de Finanças e de Relações com Investidores

340948  - paulo_prof  - 11 Ago 2017, 03:22
De fato, parece que uma tempestade perfeita caiu sobre a Copel ... Não consegui enxergar um único fato positivo. Na base trimestral, a Receita Líquida caiu 16,7% fruto de um menor consumo de energia, migração de um enorme número de clientes industriais e comerciais do mercado cativo para o mercado livre, etc. O Custo dos produtos e serviços vendidos, por sua vez, aumentaram 9,6%. Como consequência, a margem bruta caiu uma enormidade, de 41,4% no 2T16 para 22,9% !!!!

Como se isto fosse pouco, a rubrica Despesas/Receitas Operacionais mais do que dobrou, passando de R$ 94 milhões no 2T16, para R$ 203 milhões. A cereja no bolo foi fornecida pelo Resultado Financeiro, que passou de R$ 14 milhões positivos no 2T16, para R$ 262 milhões negativos. Junta tudo, e queda da margem líquida foi mais impressionante ainda, passando de 26,1% no 2T16, para 4,4%.

Evidentemente, o Ebitda também caiu sensivelmente, 57,3%, assim como a margem ebitda, que passou de 43,5% para 30,5%.

Como consolo talvez reste a percepção de que no 2T16 os astros se alinharam 100% favoravelmente.


CPLE3

PREÇO: R$ 21,39

PAYOUT (2016) 50,4%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 15,30

P/VPA 0,39

PSR 0,46

DY 3,29%

EV/EBITDA 6,01

MARGEM BRUTA 19,4%

MARGEM OPERACIONAL 5,7%

MARGEM LÍQUIDA 3,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,398

MARGEM EBITDA 17,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 62,3%

ROE 2,52%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,81



Taxas de Crescimento Nominal



a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -7,37%

RESULTADO BRUTO -31,42%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +29,38%

RESULTADO OPERACIONAL -69,04%

RESULTADO LÍQUIDO -76,24%

EBITDA -38,039%



b) 2T17 vs 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -16,67%

RESULTADO BRUTO -53,91%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO passou de positivo para negativo

RESULTADO OPERACIONAL -82,56%

RESULTADO LÍQUIDO -85,90%

EBITDA -57,28%



c) lucro (taxa média anual)

UA -76,24%

U2A -42,72%

U3A -31,48%



d) patrimônio líquido médio

UA 4,71%

U2A 5,69%

U3A 5,37%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 17,92

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +4,5% !!!

340940  - ispholambra -  11 Ago 2017, 00:32
CPLE3
Achei o resultado trimestral divulgado ainda a pouco fraquissimo...
Aguardando a analise do Professor Paulo...

339268  - paulo_prof  -  12 Jun 2017, 18:54
Citação: gusmaran - Post #339261 - 12/Jun/2017 14:54
Bom dia, alguém poderia comentar a distribuição de dividendos da Copel ON (yield, se recorrente, e expectativas futuras) por gentileza?
Os dados são
Proventos da CPLE3
JCP brutos de R$ 0,98539/ação, a serem pagos até 30JUN
Dividendos de R$ 0,77927/ação, a serem pagos até 30DEZ
PREÇO: R$ 19,80
Yield, considerando um desconto de 5% nos proventos líquidos devido ao diferimento do pagamento: 7,8%
Na minha avaliação/chute, as projeções relevantes dos próximos 12 meses são:
Lucro líquido: R$ 1,3 milhões
Ebitda: R$ 3,3 bilhões
IR/CS: R$ 620 milhões
Resultado Financeiro Líquido Negativo: R$ 800 milhões
Proventos a serem pagos: R$ 480 milhões
CAPEX: R$ 2 bilhões
Se vc somar o Capex, Necessidade Financeira, Proventos e IR/CS chegará a aprox. R$ 3,9 bilhões. Em consequência, haveria uma necessidade de financiamento adicional de aprox. R$ 600 milhões.
O endividamento líquido hoje é de R$ 7,7 bilhões. Somando os R$ 600 milhões, chega-se a R$ 8,3 bilhões e dividindo pelo Ebitda projetado obtém-se 2,5 ... nada de muito dramático no curto prazo, mas podendo representar uma ameaça no médio prazo se os investimentos demorarem a frutificar (ou seja, se o ebitda a ser gerado pelos investimentos demorar para ser gerado), com o consequente corte do payout de 50%.
Se não for feito um aumento do capital no curto prazo, não acredito que o payout de 50% seja mantido.

339254  - menghele -  12 Jun 2017, 12:10
Prezado Prof. Paulo,

Entendo toda essa dissertação um dispêndio bastante inútil de energia cerebral, contudo SÓ POR AMOR SOCRÁTICO AO DEBATE, vão minhas ponderações:

(I) Quanto VALE hoje o "Controle" da COPEL com cerca de R$8 bi em dívidas dos quais 2,7 vencendo no curto prazo?

(II) Quanto seria o impacto no LL na Copel o "estorno" de despesas financeiras referentes à amortização de dívidas de curto prazo possivelmente a mais Onerosas, será que só isso non poderia compensar a "diluição" de cerca de 12,6%?

(III) Vejam bem: um aumento de capital COM ÁGIO para emissão de cerca de 161mi de ações preferenciais correspondente a 4 bi, aumentaria o CS da Copel de cerca 8 BI para cerca 12 BI, AUMENTANDO ASSIM A BASE DE DISTRIBUIÇÃO DE JUROS SOBRE CAPITAL, equalizando para MELHOR todos os impostos incidentes sobre o LL, e tendo um incremento do LL só e exclusivamente por PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO.

(Iv) A Companhia teria os recursos suficientes para equacionar a dívidas em parâmetros mais benignos e recursos para investimentos e eventualmente financiamento de novos projetos.

(V) Quanto valeria a participação do CONTROLADOR "diluída?" (com debentures sem juros certos?) em caso de alienação sem se aporrinhar com direitos, compra, venda, arbitragem..

(VI) Nesta aqui a resposta não vai demorar, EU, ESPECIALMENTE AQUI, se possível NÃO HA DÚVIDA que é sempre melhor ter as AÇÕES DO CONTROLADOR, e NESTE CASO não há mesmo razão para ter um diferença tão grande entre as duas classes (em desfavor da ordinária) - QUE PAGA (SÓ EM TERRA BRASILIS) UM PREMIO NEGATIVO PARA ESTAR DO LADO DO CONTROLADOR....rsrsrsrs

339251  - paulo_prof -  12 Jun 2017, 01:18
Tudo certo, Angelo ... chegar aos R$ 4 bilhões seria factível ... a questão é se uma capitalização de R$ 4 bilhões é provável? Sou inclinado a apostar que não.

O controlador não tem grana para pagar a sua parte no aumento de capital, correto? Neste caso será diluído.

O controlador tem hoje 58,63% das ordinárias, as quais recebem proventos 10% menores. Se vc fizer as contas, chegará à conclusão que o controlador abocanha hoje 29,68% dos proventos distribuidos pela empresa. Se a sua hipótese estiver correta, e 161.437 mil ações preferenciais forem subscritas por terceiros (nenhuma ação subscrita pelo controlador), o controlador passará a abocanhar 26,36% dos proventos a serem distribuídos. Para continuar recebendo os mesmos proventos, supondo um payout constante, o lucro teria que aumentar no mínimo 12,6%.

Na minha opnião, esta seria uma má estratégia. Se o controlador vai ser diluído por não acompanhar o aumento de capital, deverá cuidar para que o preço MÉDIO por ação subscrita seja o máximo possível. Fazer o aumento de capital de uma só vez não me parece ser uma estratégia vencedora. Melhor fazer uma parte, colocando o endividamento líquido num patamar adequado e melhorando os resultados, apostando que o preço de mercado aumente como consequência, e depois efetuar uma segunda etapa, a preços de subscrição sensivelmente maiores.

339249 - menghele -  12 Jun 2017, 00:22
Prezado Professor e demais Ilustres interessados em COPEL

Sem dúvida o montante de "aumento de capital" sugerida pelo valor econômico é uma estimativa, contudo em virtude da quantidade de ações preferenciais que hoje compões o capital social da COPEL (independente se A ou B) e as EMISSÍVEIS cerca de 161.438 , PORÉM não é bem assim, veja o que recita o estatuto da Copel:

CAPÍTULO II - DO CAPITAL E DAS AÇÕES

O capital social integralizado é de R$7.910.000.000,00 (sete bilhões, novecentos e dez milhões de reais), representado por 273.655.375 (duzentos e setenta e três milhões, seiscentos e cinquenta e cinco mil e trezentas e setenta e cinco) ações, sem valor nominal, sendo 145.031.080 (cento e quarenta e cinco milhões, trinta e um mil e oitenta) ações ordinárias e 128.624.295 (cento e vinte e oito milhões, seiscentos e vinte e quatro mil, duzentas e noventa e cinco) ações preferenciais e, destas, 328.627 (trezentos e vinte e oito mil, seiscentas e vinte e sete) são ações classe “A” e 128.295.668 (cento e vinte e oito milhões, duzentos e noventa e cinco mil e seiscentas e sessenta e oito) são ações classe “B”.

4
§1º O capital social poderá ser aumentado, mediante deliberação do Conselho de Administração e I N D E P E N D E N T E M E N T E D E R E F O R M A E S T A T U T A R I A, até o limite de 500.000.000 (quinhentos milhões) de ações.

== ONDE ESTÁ ESCRITO QUE O ESTATUTO NÃO POSSA SER REFORMADO?? alias, a Copel nos últimos 10 exercícios de 2007 até 2016 realizou 13 (treze) reformas estatutárias....no exercício 2013 foram trés ( ESTATUTO SOCIAL - ANEXO I - pagina 13), em TODOS os últimos 10 exercícios foi operada uma reforma estatutária, em 2017 ainda não....

E já que que por isso precisa deter 50% cento mais 1, das ações ordinárias que compões o capital social...acho bem que o CONTROLADOR poderá bem fazer o que quiser a respeito.

Além disso tem Lei 6404/76
Dispõe sobre as Sociedades por Ações.
Art. 172. O estatuto da companhia aberta que contiver autorização para o aumento do capital pode prever a emissão, sem direito de preferência para os antigos acionistas, ou com redução do prazo de que trata o § 4o do art. 171, de ações e debêntures conversíveis em ações, ou bônus de subscrição, cuja colocação seja feita mediante: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) (Vide Lei nº 12.838, de 2013)

I - venda em bolsa de valores ou subscrição pública; ou

II - permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos termos dos artigos 257 a 263.

II - permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos termos dos arts. 257 e 263. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

Parágrafo único. O estatuto da companhia, ainda que fechada, pode excluir o direito de preferência para subscrição de ações nos termos de lei especial sobre incentivos fiscais.

O § (i) prevê a possibilidade de EXCLUSÃO DO DIREITO DE PREFERENCIA, em caso de venda direta na bolsa de valores, o que POR ORA não existe no Estatuto da Copel, porém não dá para dizer que o dispositivo não possa ser introduzido.

O que será que o Controlador quer?

Dito isso, podemos chegar a seguinte conclusão: QUE NÃO PODERÁ HAVER IMPEDIMENTO PARA EMISSÃO DE ATÉ nº 161.437.865 ( 290.062.160 - 128.624.295) ações preferenciais "B" SE FOR INTERESSE DO CONTROLADOR, e mantendo a proporcionalidade requerida em lei (2 x 1) e podendo, SE HAVERÁ INVESTIDORES INSTITUCIONAIS com interesse para aquisição de lotes expressivos (que não seriam facilmente adquiridos em bolsa em vista da liquidez) LEVANTAR SIM OS TAIS 4 BILHÕES - seria um preço de cerca R$24,77

Considerando que se trata de uma OFERTA PRIMARIA (totalmente para o caixa da Companhia)....eu entendo possível, e um muito bom ponto de entrada, como preço e MOMENTO.

339247  - paulo_prof  -  11 Jun 2017, 22:31
Ignorando as diferenças entre a CPLE5 e CPLE6, hoje o capital social da Copel é constituído de

145,031 milhões de ações ordinárias

128,624 milhões de ações preferenciais

273.655 milhões de ações no total

O estatuto permite aumentar a base de ações até 500 milhões, desde que a proporção obedeça o limite legal de no máximo 2 preferenciais para cada ordinária.

Hoje, se o controlador assim o desejasse, poderia efetuar um aumento de capital emitindo um total de até 161,438 milhões de ações preferenciais.

Se admitirmos que é provável uma emissão exclusiva de ações preferenciais com diluição do controlador, devido a sua precária situação financeira atual, é do interesse do controlador fixar o maior preço possível. Se de fato acabar ocorrendo um aumento de capital, não acredito que o preço fique sensivelmente abaixo dos R$ 25,00. A última vez que esteve abaixo deste valor foi há quase um ano. Para pressionar os minoritários, a Copel poderá inclusive encontrar quem se comprometa a subscrever por valor fixado por um processo de bookbuilding.

Potencialmente, então, a empresa poderia aumentar o capital em aprox. R$ 4 bilhões, recorrendo exclusivamente à emissão de preferenciais. Como já argumentei alhures, não creio que chegue perto deste valor. Acredito que os R$ 4 bilhões foram mencionados pela fonte do Valor Econômico como um teto e não como aquilo que a empresa estaria buscando.

Quanto menor o montante total a ser levantado, maiores serão as alternativas para a "alquimia" a ser empregada. Esta poderá inclusive contemplar o direito das ordinárias de subscrever parte em ordinárias e parte em preferenciais, com o controlador usando os proventos a serem recebidos em 2017 para subscrever a sua parte em ordinárias e vendendo ou repassando os seus direitos às preferenciais. Desta forma, uma vez fixado o montante total da emissão, o controlador poderia minimizar a sua diluição.

O que parece certo é que os preços atuais da CPLE3 e CPLE6 parecem representar uma oportunidade.

339245  - paulo_prof -  11 Jun 2017, 18:59
Os tais R$ 4 bilhões foram mencionados na matéria do Valor Econômico ... Por que insistir nos mesmos de uma forma estrita? Estou apostando que não vão acontecer ... nem a pau! Se a capitalização via subscrição privada de fato acontecer, e este é um grande se, acho que não deverá ultrapassar os R$ 1,5 bilhões.

Como a legislação aolicável à CPLE limita o número de preferenciais em 2/3 do total das ações emitidas há "espaço" para uma emissão de até 161,438 milhões de ações, mais do que o suficiente para atingir os R$ 1,5 ou 2 bi contemplados em minha estimativa.

Em tempo, hoje a lei limita as preferenciais a 50% do numero total de ações. Entretanto, para aquelas empresas que tinham ações preferenciais emitidas até a promulgação da lei em 2001 (caso da Copel), o limite de 2/3 permanece.

339241  - leocardoso -  11 Jun 2017, 14:14
Fazendo o meio de campo, pois não sinto capaz de tirar minhas próprias conclusões à respeito. .segue a resposta do Daniel. ...abs

Se a empresa fizer a emissao apenas em preferenciais a um preço de 23,00 precisaria de 175 milhoes açoes para levantar os 4 bilhoes. Isso faria com que tivessem 300 milhoes açoes preferenciais contra a 145 milhoes açoes ordinarias.
Fugiria da lei das SA.
E ainda estou desconsiderando as Cple5.
Ou o preço precisaria ser de 25,00 para entrar na lei com 160 milhoes de acoes ou serao necessarias a emissao de ordinarias tb

339238  - menghele -  10 Jun 2017, 19:11
Prezado Prof. PAULO,

Interessante a dissertação "em tela" sobre o "valor patrimonial" à ser atribuído às classes de ações, dentro do conceito básico do que o preferencialista, pela ausência do direito básico ao voto torna-se um mero emprestador de capital, ou seja, um "debenturista" que não tem garantia de receber um juro preestabelecido, mais que contudo pode se apropriar do crescimento da companhia via distribuição de dividendo.

Dentre os direitos que se detém em uma sociedade, sem duvidas o direito ao voto figura como um dos mais importantes, pois e através dele que serão tomadas as decisões sobre praticamente tudo o que ocorre na sociedade. É um direito social com previsão expressa na Lei 6404/76, (LSA) entre os artigos 110 e 115.

No art. 17 da LSA , consta um rol exemplificativo das preferências ou vantagens que se possui ao deter ações do tipo preferencial:

Art. 17. As preferências ou vantagens das ações preferenciais podem consistir:

I - em prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo;

II - em prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele; ou

III - na acumulação das preferências e vantagens de que tratam os incisos I e II.

o §§ (II) objetiva a POSSIBILIDADE que em caso de liquidação da Companhia, no rateio da liquidez advinda da venda do ativo e quitado o passivo o preferencialista receba um "valor por ação" acima do possuidor de ações ordinárias. As possibilidades previstas em Lei devem ser bem enunciadas no Estatuto Social, e que "in casu" isso não existe, ou seja no Estatuto da Copel

não encontrei isso, ou seja o preferencialista, dentro de algumas condições só tem direito a um dividendo majorado.
http://ri.copel.com/ptb/estatutos-politicas-e-comi...

Portando, correta a Sua ponderação de inconsistência quanto a utilização de "dois valores patrimoniais" diferenciando as ordinárias das preferenciais.

Pessoalmente até creio que bem provável que após a oferta pública primaria volte a encurtar o spread entre as duas classes de ações, e que esta operação está abrindo uma janela de oportunidade para se posicionar com calma e com visão de longo prazo nos papeis da Empresa.

Não sei qual será a alquimia que será utilizada para a oferta pública mais é concordo que será mais provável e emissão de só ações preferenciais, o que no exercício do direito de opção irá favorecer o minoritário detentor de ORDINÁRIAS,

Por outras razões continuo preferindo CELESC.... esquecida...e denigrida, mais o mercado não é obvio e racional pois até hoje não conheci mais malucos milionários que matemáticos. Mais detenho em carteira as duas para fins previdenciários.

339234 - paulo_prof  -  10 Jun 2017, 13:56
Ao ler o artigo acima, verifiquei que havia um erro em minha planilha referente ao Patrimônio Líquido do 1T17 ...

De uma maneira geral, acho que chegamos à mesma conclusão: de que um investimento nas CPLE aos preços atuais pode ser uma boa!

Por outro lado, entretanto, tenho algumas objeções referentes ao conteúdo do artigo.

O Daniel é um analista de valores mobiliários certificado pelo CNPI. Nesta condição, me sinto meio como alguém que tem a petulância de querer ensinar o padre nosso ao vigário!

O Daniel (e se ele o faz, deve ser praxe em seu meio), estabelece uma valor patrimonial para a CPLE3 e outro para a CPLE6 (a CPLE5 ele assume, por simplicidade, ser de fato uma CPLE6).

No meu modo de entender, isto está conceitualmente furado. O valor patrimonial básico por ação simplesmente é o patrimônio líquido dividido pelo número de ações ex-tesouraria. Não entendo a necessidade que o Daniel (e muitos de seus pares) tem em "inventar" uma definição pelo simples fato de que, estatutariamente, as preferenciais têm direito a proventos 10% superiores aqueles das ordinárias. Proventos são proventos, valor patrimonial é valor patrimonial. Não há relação entre um e outro.

Por outro lado, ele faz a hipótese de uma subscrição da CPLE6 a R$ 23 e da CPLE3 a R$ 18,00. Para mim, isto não faz sentido! Não é porque o preço de mercado da CPLE3 é tão menor do que aquele da CPLE6, que a empresa possa estabelecer preços distintos para as duas classe de ativos. Se isto fosse possível, o governo do Paraná (e os minoritários ordinaristas) conseguiriam manter os seus percentuais de participação na empresa, pagando 22% menos do que os preferencialistas!!!!!

O preço terá que ser um só! E aí é que a porca torce o rabo! Se fosse estabelecido um preço na faixa dos R$ 23-25, os minoritários ordinaristas dificilmente iriam subscrever! Seria muito mais barato comprar a mercado. Se fosse estabelecido um preço na faixa dos R$ 18-20, a vantagem para os preferencialistas seria excessiva.

Por estas e outras (controlador sem grana para acompanhar o aumento de capital) é que eu acho que se a subscrição ocorrer, deverá ser somente em preferenciais.

339170  - paulo_prof  -  08 Jun 2017, 23:48
No que concerne a CPLE, acredito que não será trivial o controlador encontrar um modelo de capitalização que seja fácil de implementar.

Suponha que a meta, de fato, seja a de levantar R$ 4 bilhões.

Como os preços de mercado das CPLE3 e da CPLE6 são muito distintos (R$ 20,32 e R$ 25,62), a primeira questão importante que se apresenta é:

qual seria o preço da subscrição?

A minha aposta é que a capitalização da empresa acabará sendo feita somente em ações preferenciais. Ou seja, tando as ordinárias quanto as preferencias darão direito a subscrição, mas toda a capitalização deverá ser realizada em preferenciais.

Supondo um preço de subscrição de R$ 25,00, e uma capitalização de R$ 4 bilhões, estaríamos falando de aprox. 160 milhões de ações. Como hoje o total de ações é de aprox. 274 milhões de ações, seria algo no entorno de 0,584 ações novas para cada ação possuída.

Como o governo do Paraná detém 58,63% das ordinárias, teria direito de subscrever aprox. 50 milhões de ações, num total aprox. de R$ 1,25 bilhões.

Pessoalmente, duvido que na situação financeira que o Paraná se encontra, o controlador exerceria o seu direito. Se for o caso, passa, ou vende, os seus direitos a terceiros. Como, em tese, a subscrição somente seria feita em termos das preferenciais, seria diluído, mas continuaria no controle, mantendo o percentual do capital votante.

A Assembléia Legislativa do Paraná só autorizou o governo a vender o excesso de sua posição de controle, a um preço acima do valor patrimonial. Como o governo não estaria vendendo uma única ação e permanecendo no controle, a exigência não estaria sendo violada. Resumindo, o controlador seria diluído no que concerne o capital total da empresa, mas não em relação ao capital votante.

O endividamento líquido da Copel ao final do 1T17 era de aprox. R$ 7,7 bilhões, com aprox. R$ 2,75 bilhões em empréstimos bancários devidos no curto prazo. O Ebitda anual recorrente é da ordem de R$ 3,2 bilhões. Em consequência, a alavancagem não me parece excessiva. Pelas minhas estimativas, em 2017 a empresa deverá dispender R$ 1,2 bilhões com impostos e resultado financeiro negativo. Como está planejando investir R$ 2 bilhões e devendo pagar os R$ 500 milhões em proventos, necessitará de R$ 3,7 bilhões. Em consequência, haveria necessidade de "apenas" R$ 500 milhões além do fluxo de caixa medido pelo Ebitda. Em algum momento, nos próximos anos, os investimentos devem amadurecer e produzir um incremento no ebitda, equilibrando as despesas de capex, remuneração dos acionistas, resultado financeiro e impostos.

Acho que R$ 4 bilhões são excessivos. Se fosse apostar o montante de uma eventual capitalização, acho que R$ 1,5-2 bilhões seriam mais do que suficientes. A aprox. R$ 25,00, isto representaria algo bem mais razoável, uma subscrição de 0,25-0,3 ações novas, para cada ação possuída.

No que concerne os indicadores, uma capitalização de R$ 1,5-2 bilhões mediante aumento da base de ações da ordem de 30%, continuaria interessante. O P/L atual (de 4,50/5,67 para a CPLE3/CPLE6) aumentaria em aprox. 15%. O P/VPA atual da CPLE6 (0,46), a R$ 25,00 na nova base de ações passaria a 0,50. O Resultado Financeiro melhoraria devido à redução do endividamento líquido, e o DY seria reduzido em aprox. 11%.

339141 - pedrosousa -  08 Jun 2017, 14:28
08/06/2017 09:38 COPEL (CPLE-N1) - Fato Relevante - 08/06/17
Esclarecimentos sobre notícia divulgada na mídia

A Companhia Paranaense de Energia – COPEL, empresa que gera, transmite, distribui e comercializa energia, com ações listadas na BM&FBovespa (CPLE3, CPLE5, CPLE6), na NYSE (ELPVY, ELP) e na LATIBEX (XCOP), vem prestar esclarecimentos acerca de notícia veiculada pelo Valor Econômico, hoje, sob o título "Copel prepara oferta de ações de R$ 4 bi", solicitados por meio do Ofício no 1.133/2017-SAE, enviado hoje pela BM&FBovespa, o qual segue abaixo transcrito.

____________________________________________________

"08 de junho de 2017
1.133/2017-SAE
Companhia Paranaense De Energia – Copel
At. Sr. Adriano Rudek de Moura
Diretor de Relações com Investidores
Ref.: Solicitação de esclarecimentos sobre notícia veiculada na imprensa
Prezados Senhores,
Em notícia veiculada pelo jornal Valor Econômico, em 08/06/2017, consta, entre outras informações, que essa empresa:
 Colocou na rua um plano para fazer uma oferta de ações na qual pretende captar cerca de R$ 4 bilhões;
 Pediu que bancos e escritórios de advocacia interessados em assessorá-la no processo apresentem suas propostas até sexta-feira (primeira de uma série de medidas práticas antes de protocolar o pedido de oferta na Comissão de Valores Mobiliários), por isso, ainda não há prazo para a operação;
 Tem expectativa que a operação seja totalmente primária.
Não identificamos essas informações nos documentos enviados por essa companhia, por meio do Sistema Empresas.NET. Em caso de contraditório, favor informar o documento e as páginas em que constam as informações e a data e hora em que as mesmas foram enviadas.
Cabe ressaltar que a companhia deve divulgar informações periódicas, eventuais e demais informações de interesse do mercado, por meio do Sistema Empresas.NET, garantindo sua ampla e imediata disseminação e o tratamento equitativo de seus investidores e demais participantes do mercado.
Isto posto, solicitamos esclarecimentos sobre os itens assinalados, até 09/06/2017, sem prejuízo ao disposto no parágrafo único do art. 6º da Instrução CVM nº 358/02, com a sua confirmação ou não, bem como outras informações consideradas importantes.

Fato Relevante – 04/17
A resposta dessa empresa deve ser enviada por meio do módulo IPE, selecionando-se a Categoria: Fato Relevante ou a Categoria: Comunicado ao Mercado, o Tipo: Esclarecimentos sobre consultas CVM/Bovespa e, em seguida, o Assunto: Notícia divulgada na mídia, o que resultará na transmissão simultânea do arquivo para a BM&FBOVESPA e CVM. A opção de responder através de Fato Relevante não afasta eventual apuração, pela CVM, das responsabilidades pela sua divulgação intempestiva, nos termos da Instrução CVM nº 358/02.
Ressaltamos a obrigação, disposta no parágrafo único do art. 4º da Instrução CVM nº 358/02, de inquirir os administradores e acionistas controladores da companhia, bem como todas as demais pessoas com acesso a atos ou fatos relevantes, com o objetivo de averiguar se estes teriam conhecimento de informações que deveriam ser divulgadas ao mercado.
No arquivo a ser enviado deve ser transcrito o teor da consulta acima formulada antes da resposta dessa empresa.
Esta solicitação se insere no âmbito do Convênio de Cooperação, firmado pela CVM e BM&FBOVESPA em 13/12/2011, e o seu não atendimento poderá sujeitar essa companhia à eventual aplicação de multa cominatória pela Superintendência de Relações com Empresas – SEP da CVM, respeitado o disposto na Instrução CVM nº 452/07.
Atenciosamente,
Nelson Barroso Ortega
Superintendência de Acompanhamento de Empresas
BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros "

____________________________________________________

A Copel confirma que avalia uma eventual oferta subsequente de ações, como parte de um estudo abrangente de otimização de caixa, com o objetivo de suportar o plano estratégico de crescimento sustentável da Companhia.
A Copel manterá o mercado devidamente informado sobre quaisquer atualizações relevantes relacionadas ao assunto.
Curitiba, 08 de junho de 2017.
Adriano Rudek de Moura
Diretor de Finanças e de Relações com Investidores

338002  - TraderCenter  -  16 Mai 2017, 21:07
Análise Fundamentalista - Lupa Mercantil
Salve Galera!! mais uns resultados positivos para comemorar!!!
[...]
A Copel anunciou seu resultado financeiro na noite desta segunda-feira (15) referente ao primeiro trimestre de 2017.

A Copel investiu R$ 587,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, conforme o balanço da empresa divulgado nesta segunda-feira (15). “Temos realizado um nível de investimento importante para o crescimento da empresa e para garantir qualidade no fornecimento de energia aos paranaenses”, disse o presidente da Copel, Antonio Guetter.

No período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 417,3 milhões ante R$ 136,1 milhões no 1T16. A receita operacional líquida atingiu R$ 3,2 bilhões, representando um crescimento de 7,0% no 1T17, resultado, principalmente, do aumento de 32,9% na linha “disponibilidade da rede elétrica”, composta pelas receitas de TUSD e TUST.
[...]

337926  - herdsman   -  16 Mai 2017, 00:51
Copel me surpreendeu.
Revisão para mais de garantia física das suas maiores UHE´s.
Desataram a nó do collider me parece.
417 milhões de lucro
payout de 50%
Divida parou de crescer.
Quem sabe não deslanche agora.
http://ri.copel.com/ptb/8787/bri12_17port%20versao%202.pdf

337940  - paulo_prof   - 16 Mai 2017, 04:48
Otimos resultados, com o lucro líquido sendo algo impactado pelo resultado financeiro favorável, pelo resultado da revisão do 4o. ciclo e bastante turbinado pelo reconhecimento dos R$ 224,6 milhões referentes à remensuração dos ativos de transmissão cuja concessão foi renovada durante o delírio da Dilma. Pelo lado negativo, foi constituída estimativa complementar de R$ 30 milhões para redução do valor recuperável do complexo eólico Cutia.

Sou da opinião de que há espaço para o preço do ativo desenvolver.

CPLE3
PREÇO: R$ 23,17
PAYOUT (2015) 26,1%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 5,13

P/VPA 0,44

PSR 0,48

DY 9,82%

EV/EBITDA 4,35

MARGEM BRUTA 24,8%

MARGEM OPERACIONAL 14,7%

MARGEM LÍQUIDA 9,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 4,515

MARGEM EBITDA 24,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 61,8%

ROE 8,57%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,80


Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -3,45%

RESULTADO BRUTO +23,75%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +3,44%

RESULTADO OPERACIONAL +53,52%

RESULTADO LÍQUIDO +38,46%

EBITDA +29,39%


b) 1T17 vs 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,95%

RESULTADO BRUTO +71,72%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -6,51%

RESULTADO OPERACIONAL +248,39%

RESULTADO LÍQUIDO +207,36%

EBITDA +90,42%

c) lucro (taxa média anual)

UA 38,46%

U2A 5,82%

U3A 0,50%


d) patrimônio líquido médio

UA 6,43%

U2A 5,71%

U3A 5,31%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 57,88

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -23,0% !!!

337702  - pedrosousa  -  09 Mai 2017, 22:10
09/05/2017 17:24 COPEL (CPLE-N1) - Fato Relevante - 09/05/17

Fato Relevante–03/17
Laudo de Avaliação dos Ativos de Transmissão–RBSE e RPC
A Companhia Paranaense de Energia–COPEL, empresa que gera, transmite, distribui e comercializa energia,com ações listadas na BM&FBovespa (CPLE3, CPLE5, CPLE6), na NYSE (ELPVY, ELP) e na LATIBEX (XCOP), comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em reunião realizada hoje,

a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica–Aneel homologou o resultado da fiscalização do laudo de avaliação dos ativos de transmissão de energia elétrica existentes em 31 de maio de 2000 (Rede Básica Sistema Existente–RBSE e Demais Instalações de Transmissão–RPC) referentes aos contrato de concessão nº 060/2001 da Copel Geração e Transmissão S.A., e reconheceu o montante de R$ 667,6 milhões como o valor líquido dos bens para fins de indenização na data base de 31 de dezembro de 2012.

Até 31 de dezembro de 2016, com base nas informações disponível na Portaria nº 120/2016 e no

Procedimento de Regulação Tarifária–PRORET, a Companhia, com base em sua melhor estimativa,

já havia reconhecido em suas demonstrações financeiras o valor de R$ 580,7 milhões na data base de 31 de dezembro de 2012 e a respectiva remensuração da estimativa do fluxo de caixa, o qual representou um saldo do ativo de R$ 1.187,0 milhões, dos quais R$ 809,7 milhões tiveram como contrapartida a receita operacional e refletiram no resultado de 2016.

A variação ocorrida pela remensuração do ativo com base no valor homologado pela Aneel impactará em R$ 224,6 milhões a receita operacional da Companhia no primeiro trimestre de 2017.

O laudo de avaliação dos ativos relacionados à RBSE da Copel GeT foi apresentado à Aneel em 31 de março de 2015 e tinha como valor base de indenização o montante de R$ 882,9 milhões, valor R$ 215,3 milhões inferior ao homologado pela Agência, sendo que a principal glosa (R$ 196,3 milhões) está relacionada aos ativos da Subestação SF6 de Salto Caxias.

Curitiba, 09 de maio de 2017.
Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani
Diretor de Finanças e de Relações com Investidores

337644  - paulo_prof  -  08 Mai 2017, 16:22
e o endividamento líquido se mantiver abaixo de 3 vezes o ebitda anual, não há problemas. Com a queda dos juros, acho até que esta "regra" que está presente em praticamente todos os convenants de debêntures poderá ser relaxada para algo no entorno dos 3,5.

O que não pode é continuar aumentando o endividamento líquido sem aumentar o ebitda.

Pessoalmente, acho que o maior problema é a incapacidade da Copel de cumprir prazos. A UHE Colíder deveria estar funcionando desde 2015!!! Se a primeira turbina começar a gerar energia em janeiro de 2018, já é para se comemorar. Outra usina que já deveria estar gerando energia é a UHE Baixo Iguaçu (30% da Copel). Esta é mais um cujo início de geração foi para as calendas. Com estes atrasos, a Copel está sendo obrigada a comprar energia no mercado spot para cumprir os seus contratos. Um bom percentual dos investimentos foi direcionado a projetos de transmissão. A partir do 2o. semestre a Copel deverá acrescentar uns R$ 150 milhões a sua RAP. Também no 2o. semestre, vários parques eólicos começarão a gerar energia e fluxo de caixa.

Acho que a situação financeira da empresa vai depender de como o mercado vai se comportar, principalmente no que concerne as despesas com a compra de energia.

337638  - Jonas_Schwingel -  08 Mai 2017, 13:04
Professor,
Sobre o endividamento da Copel, o sr. não acha que a situação está começando a ficar meio desconfortável? Me parece que a tendência é o resultado financeiro passar a "comer" uma fatia cada vez maior da última linha?

337631 - paulo_prof -  07 Mai 2017, 23:58
Para simplificar o argumento, vamos admitir que o caixa livre (ebitda + resultado financeiro - IR/CS - proventos) seja aplicado no programa de investimentos do ano seguinte.

No exercício de 2014, o caixa livre calculado como suposto acima somou R$ 1,24 bilhões. O programa de investimentos previsto para 2015 totalizou R$ 2,48 bilhões, sendo efetivamente executados R$ 2,36 bilhões. Ou seja, aprox. R$ 1,12 bilhões tiveram que ser financiados.

No exercício de 2015, o caixa livre somou R$ 1,56 bilhões, para um programa de investimentos em 2016 de R$ 3,24 bilhões, tendo sido efetivamente executados R$ 3,58 bilhões. Ou seja, aprox. 2 bilhões tiveram que ser financiados.

No exercício de 2016, o caixa livre (já levando em consideração a rasteira que o controlador passou na diretoria) somou R$ 1,18 bilhões, para um programa de investimentos em 2017 totalizando R$ 2,03 bilhões. Se o programa de investimentos for executado como planejado, R$ 1,15 bilhões terão que ser financiados.

O ROE, que em 2014 havia atingido uma média de 9,09%, caiu para 8,56% em 2015 e para 6,40% em 2016. A geração de caixa medida pelo EBITDA, em relação ao PatLiq médio, emplacou 17,77% em 2014, aumentou para 20,12% em 2015, mas caiu para 18,38% em 2016.

Quando o controlador, à revelia da Diretoria, resolveu aumentar os proventos em R$ 220 milhões, não parece te-lo feito de um forma irresponsável. Na minha opinião, é a Diretoria quem pode estar devendo ... O controlador pode estar calculando que se o enorme investimento realizado em 2016 der o retorno esperado, o aumento do payout relativo a 2016 acabarã sendo praticamente pago pelo mesmo. Agora, se a coisa azedar, a Diretoria estarã sob uma enorme pressão para explicar por que o seu programa de investimentos não estã produzindo os resultados esperados.

Ahh ... e concordo com o Fallas ... não há sindicato que seja capaz de enxergar além de seu próprio umbigo !!!

337441  - Jonas_Schwingel -  03 Mai 2017, 13:40
Citação: jonas_schwingel - Post #337420 - 02/Mai/2017 18:33
Copel resolveu pagar 50% do LL em dividendos. R$ 506M. Voltaram atrás na redução do payout?
Explicação do ocorrido pelo Sindicato dos Engenheiros

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Governo derruba decisão da diretoria da Copel e dobra distribuição dos lucros para acionistas

Manobra do governo amplia de R$ 282 milhões para R$ 506 milhões a divisão dos lucros e diminui o valor de reinvestimento na estatal.

Na última sexta-feira (28) o governo atropelou a decisão do Conselho de Administração da Copel eaprovou aumento do valor de distribuição de lucros para os acionistas. Com isso, em vez de R$ 282 milhões, serão distribuídos R$ 506 milhões para os acionistas. Além de deixar clara a postura de “lucro acima de tudo”, a iniciativa do governo põe em risco a saúde financeira da empresa, reduzindo o valor de destinação do lucro em reinvestimento.

Para o diretor-financeiro do Senge, Leandro Grassman, a manobra do governo pode prejudicar a estatal, que terá que buscar recursos externos para investir na expansão dos serviços. “São mais de R$ 220 milhões que deixam de circular dentro da própria estatal e que irão para o bolso dos acionistas. Quem perde com isso é a Copel, que para manter o ritmo de investimento terá que arcar com juros de empréstimos externos”, afirma Grassman, que também é engenheiro eletricista da empresa.

Em março passado, o governo amargou uma derrota ao tentar aumentar a distribuição dos lucros de 25% para 50%. Em reunião do Conselho de Administração, no dia 28 de março, conforme apontado na ata, o secretário da fazenda e conselheiro da Copel, Mauro Ricardo, apresentou “a posição do Governo do Estado do Paraná, que é favorável ao percentual de 50% para pagamento de dividendos aos acionistas”.

A decisão, no entanto, contrariava a orientação da diretoria da empresa, que havia proposto a manutenção dos mesmos percentuais do ano passado. Com isso, a diretoria da Copel defendia, conforme proposta para a reunião, a destinação de R$ 729 milhões “para constituição da Reserva de Retenção de Lucros”, com a finalidade de assegurar o programa de investimentos da Companhia.

A derrota na reunião do CAD, no entanto, não derrubou a intenção do acionista majoritário da empresa em aprovar o aumento da distribuição dos lucros. Na assembleia dos acionistas, conforme aponta o sumário das decisões, disponível no site da Copel, o tema novamente voltou à pauta como “proposta submetida pelo Controlador”, que é o governo. A manobra de reapresentação garantiu aos acionistas a adição de R$ 223 milhões na conta, passando de R$ 280 milhões – conforme indicação dos 25% – para R$ 506 milhões.

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Não tenho o papel. Mas notícias assim só reforçam minha opção por não ter estatais. Ser sócio de políticos dá nisso. O aumento de payout pode ser confortável agora, mas compromete a saúde financeira da companhia. Sem contar o desmando de passar por cima da diretoria e das informações já publicadas no balanço, o que coloca na lata de lixo a credibilidade da empresa para com o mercado.

Estatais negociam eternamente com desconto. Quase nunca chegam no 'preço justo'. Pra comprá-las só quando o desconto é absurdo... e pra vender longo adiante. Sem chance de buy-and-hold nestes papéis.

336106  - paulo_prof  -  29 Mar 2017, 05:06
Acho que está evidente que a empresa aproveitou o ótimo resultado do 1o. semestre para provisionar um impairment de ativos que nas condições presentes dão indicações de estarem sobre-avaliados. Assim, de um lado "limpa a área" para resultados consistentes no médio prazo. Por outro lado, deixa de pagar uma boa grana em IR/CS. Finalmente, reduz o montante a ser distribuído ao acionista (não se pode afirmar que a situação no circulante seja tranquila ... uma liquidez corrente de 0,78 quer dizer que para cada R$ 1,00 que vc está devendo no curto prazo, vc só dispõe de R$ 0,78 em caixa ... o popular vender o almoço para comprar a janta! Embora o endividamento líquido tenha aumentado 29% em um ano, ainda não preocupa ... a sua relação com o Ebitda anual (que foi fortemente impactado pelas despesas de provisão para o impairment) é 2,74.

De uma maneira geral acho que o ativo ainda está barato, e pode evoluir.


CPLE3

PREÇO: R$ 25,61

PAYOUT (2016): 28,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,31

P/VPA 0,47

PSR 0,53

DY 3,85%

EV/EBITDA 5,29

MARGEM BRUTA 21,9%

MARGEM OPERACIONAL 11,3%

MARGEM LÍQUIDA 7,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,503

MARGEM EBITDA 21,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 59,5%

ROE 6,45%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,78



Taxas de Crescimento Nominal



a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -12,34%

RESULTADO BRUTO -8.86%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +72,13%

RESULTADO OPERACIONAL -17,77%

RESULTADO LÍQUIDO -19,63%

EBITDA -1,80%



b) 4T16 vs 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -3,61%

RESULTADO BRUTO -69,80%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -33,08%

RESULTADO OPERACIONAL passou de positivo para negativo

RESULTADO LÍQUIDO passou de positivo para negativo

EBITDA -78,37%



c) lucro (taxa média anual)

UA -19,63%

U2A -10,84%

U3A -3,67%



d) patrimônio líquido médio

UA 7,52%

U2A 6,26%

U3A 5,77%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 44,91

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -14,0%

336104  - herdsman -  29 Mar 2017, 01:56
Copel me estraga o resultado do 4T com "registro de R$ 603,7 milhões em “provisões e reversões”, dos quais R$ 567,1 milhões referem-se ao
reconhecimento de perdas com impairment dos ativos de geração e de distribuição de gás,"

JSCP propostas para cple3 0,99 R$


Os nojentos da Saraiva não lucram nada mas em um ano o patrimônio liquido aumenta 120 milhões (??) Os 0,18 R$ de dividendos que estão devendo de 2015 propuseram pagar em dezembro 2017. Haja saco.

No que concerne a CPLE3 há que se ter um certo cuidado. Se o governo do Paraná realmente decidir levar a Copel ao nível 2 da Bovespa, o fato é positivo principalmente para as CPLE3, cujo preço deverá se aproximar do preço da CPLE6 e cujos proventos deverão aumentar. É também positivo para ambos os ativos porque melhora o nível de governança, aumenta o tag along das ordinárias e cria o tag along para as preferenciais, etc.

Mas isto de pouco servirá no curto prazo, se a empresa continuar a sofrer. O segmento de distribuição, da Copel, tem dificuldades para gerar lucro. Por outro lado, quero crer que a térmica Araucária, assim como no 2T16, também não tenha sido despachada devido os baixos preços no mercado spot. Deverá, mais uma vez, engrossar a despesa com R$ 25 milhões. O resultado deverá ser sensivelmente melhor do que aquele do 4T, mas nada parecido com aquele do ano passado ... se der R$ 100 milhões positivos já estarei satisfeito.

Mas e a portaria 120 do MME que beneficia Copel, além de Eletrobrás, Cemig, Celg, Ceee, Cteep? tb não devemos levar em consideração como um drive positivo para os próximos anos (médio, longo prazo)?



A Copel já reconheceu na receita operacional do 2T16, os R$ 978 milhões relativos à Indenização. Ou seja, do ponto de vista contábil, agora só poderá contabilizar o "rendimento" da RBSE. Note que (que eu saiba) a ANEEL ainda não homologou o valor calculado pela Copel, ou seja, pelo menos em tese este valor poderá ser menor (impactando resultados futuros). O que vai ocorrer é que na RAP será incluída a remuneração e a amortização da RBSE, em suaves prestações.

No 2T16, além do reconhecimento dos R$ 978 milhões da RBSE, foi contabilizada também uma Receita devida à Reversão em Provisões para litígios, de R$ 211 milhões, totalizando R$ 1,189 bilhões em Receitas Não Recorrentes. Se vc deduzir estas receitas não recorrentes, o Resultado Antes dos Impostos teria sido de aprox. R$ 377 milhões, e o lucro líquido, 207 milhões, R$ 786 milhões menor do que o lucro líquido contabilizado.

O endividamento líquido de R$ 7 bilhões só é "tranquilo" quando comparado com o ebitda anual, por causa do ebitda excepcional do 2T16. A relação endividamento líquido / ebitda emplacou 2,03 ao final do 3T16. Desconsiderando as receitas não recorrentes do 2T16, a relação ficaria 3,09.

Quero deixar claro que não antevejo grandes ameaças para a Copel. Por outro lado, entretanto, quero alertar que nem tudo são flores e que os múltiplos atuais estão inflados por eventos não recorrentes. 

Ok, mas o q anima não é o q passou e sim o q vem pela frente na copel (espero q não sejam apenas promessas):

Ativos em construção:

- em transmissão teremos:

A Copel GeT está ampliando significativamente a sua participação no segmento de transmissão por meio de investimentos próprios e parcerias em SPEs. Em conjunto, os empreendimentos equivalem a um total de 2.901 km de linhas de transmissão e 7 subestações que irão proporcionar uma RAP atualizada de R$ 345,4 milhões referentes à participação da Copel GeT nos empreendimentos.

exemplo:
Licença de operação para Guaraciaba

No dia 30 de agosto (2016) foi concedida a Licença de Operação ao empreendimento pertencente à SPE Guaraciaba Transmissora de Energia (49% Copel GeT e 51% State Grid), permitindo sua operação comercial. A LT acrescenta R$ 48,7 milhões à RAP da Copel GeT.

em geração teremos:

Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu

que, em decorrência de ato do poder público, caso fortuito e força maior, o início da geração comercial da unidade 1 está previsto para 1º de novembro de 2018, e das unidades 2 e 3, para dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

A Copel possui 49% de participação no Complexo Eólico Voltalia São Miguel do Gostoso I, localizado no Estado do Rio Grande do Norte. A energia foi comercializada no 4º Leilão de Energia de Reserva em contratos de 20 anos com início de suprimento em julho de 2015.

As obras desses parques foram concluídas em abril de 2015 e estão aptos a operar desde então. No entanto, a operação comercial só terá início após a conclusão das obras das instalações de transmissão (ICG Touros) de responsabilidade do agente de transmissão, prevista para 2017.

e tb tem os ativos em construção

Copel Geração e Transmissão

A Copel GeT está construindo duas usinas hidrelétricas que irão adicionar um total de 405 MW em capacidade instalada ao seu parque gerador:

- Usina Hidrelétrica Colíder

Cerca de 91% das obras foram concluídas. A entrada em operação da usina está prevista para o 2º semestre de 2017.

- Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu

Em decorrência de ato do poder público, caso fortuito e força maior, o início da geração comercial da unidade 1 está previsto para 1º de novembro de 2018, e das unidades 2 e 3, para dezembro de 2018 e janeiro de 2019.
                                                         ▲                                               ▲
330026  - paulo_prof  -  15 Nov 2016, 19:15
No 3T16 a Copel contabilizou despesas não recorrentes de aprox. R$ 350 milhões, impactando o ebitda e o lucro líquido de trimestre. Não deve preocupar. Evidentemente, as condições de operação da empresa poderiam ser sensivelmente melhores (há um menor consumo de energia devido a crise, migração de clientes cativos para o mercado livre, não despacho da usina Araucária, etc.) mas o respectivo impacto não ameaça a saúde financeira da empresa.

A maior parte das despesas não recorrente (R$ 206 milhões) é relativa a uma sobre-avaliação do valor indenizatório da RBSE efetuada no 2T16 (com consequente lucro líquido e ebitda recorde). Se a avaliação tivesse levado a um valor menor, o lucro líquido de 2T16 teria sido menor e o lucro líquido do 3T16 positivo. Os resultados do 4T16 deverão mostrar qual será o novo padrão. Acredito que a empresa não tem dificuldade em gerar anualmente, um ebitda de R$ 2,5 bilhões e um lucro líquido acima de R$ 1 bilhão. Em termos da CPLE3, ao preço corrente de R$ 20,00, o lucro líquido anual real de R$ 1 bilhão e Ebitda de R$ 2,5 bilhões corresponde aos seguintes multiplicadores

P/L 5,47
P/VPA 0,36
PSR 0,42
DY 4,77% (para o payout praticado em 2015)
EV/EBITDA 4,99
MARGEM BRUTA 25,7%
MARGEM OPERACIONAL 17,2%
MARGEM LÍQUIDA 7,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,654
MARGEM EBITDA 19,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 57,3%
ROE 6,54%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,05
DIVIDA LíQUIDA /EBITDA ANUAL 2,8
PREÇO JUSTO (perpetuidade nula, crescimento do lucro real nulo) R$ 36,54

Ou seja, acredito que ao preço de hoje, o risco de um investimento em CPLE3 é muito baixo.

325931  - TraderCenter   -  12 Ago 2016, 20:11
Elétrica Copel (CPLE6) registra lucro de R$996,6 mi no 2º tri 2016

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) divulgou nesta quinta-feira um lucro líquido de 996,6 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 230 por cento ante o mesmo período do ano passado.


Os números foram influenciados pela contabilização de recebíveis referentes à indenização pelos ativos de transmissão da Rede Básica Sistema Existente (RBSE) anteriores a maio de 2000.

Em seu informe trimestral, a companhia explicou que mensurou a estimativa do fluxo de caixa para esses ativos no montante atualizado de R$ 1,355 bilhão, com base nas informações contidas na portaria 120 do Ministério de Minas e Energia, divulgada em abril, ocasionando "efeito de R$ 977,777 milhões na receita operacional e de R$ 645,333 milhões no lucro líquido".

A portaria determina que os valores não depreciados passem a compor a Base de Remuneração Regulatória das concessionárias a partir do reajuste tarifário de 2017 e aborda aspectos relacionados à atualização, remuneração e prazo de recebimento dos valores. No entanto, as determinações ainda dependem de regulamentação da agência reguladora, a Aneel.

Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu 1,54 bilhão de reais, alta de 212,7 por cento se comparado a um ano antes, ajudado pelo mesmo efeito extraordinário.
LUPA MERCANTIL - ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

325894  - paulo_prof   -  11 Ago 2016, 23:39
O que é que deu na Copel? Disparado, o maior lucro líquido trimestral da história da empresa!

Há que se ler o Relatório, que ainda não foi divulgado, para confirmar não ter havido eventos não recorrentes !!!

Ativo super barato!

CPLE3
PREÇO: R$ 21,50
PAYOUT (2015) 26,1%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 3,65
P/VPA 0,38
PSR 0,44
DY 7,14%
EV/EBITDA 3,71
MARGEM BRUTA 24,3%
MARGEM OPERACIONAL 17,4%
MARGEM LÍQUIDA 12,1%
LUCRO POR AÇÃO R$ 5,883
MARGEM EBITDA 24,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 49,9%
ROE 10,47%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,01

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -16,01%
RESULTADO BRUTO +11,58%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL +25,32%
RESULTADO LÍQUIDO +38,05%
EBITDA +41,01%

b) 2T16 vs 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -5,48%
RESULTADO BRUTO +120,00%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +5,90%
RESULTADO OPERACIONAL +233,98%
RESULTADO LÍQUIDO +260,63%
EBITDA +212,69%

c) lucro (taxa média anual)
UA 38,05%
U2A 16,35%
U3A 24,14%

d) patrimônio líquido médio
UA 6,67%
U2A 5,70%
U3A 5,16%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 58,83

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -26,5% !!!

319160  - danieljoseaa   -  18 Mar 2016, 00:32
Belo resultado da CPLE3.........que beleza, 400 milhões de lucro no 4° tri.
https://www.rad.cvm.gov.br/enetconsulta/frmGerenciaPaginaFRE.aspx?CodigoTipoInstituicao=2&NumeroSequencialDocumento=54155

310950  - paulo_prof  -  11 Nov 2015, 22:31
Os resultados da Copel foram fortemente impactados negativamente pelo segmento da Distribuição. Este postou um prejuízo líquido de 73 milhões no trimestre. O Resultado Operacional do segmento da distribuição foi negativo em R$ 109 milhões e o Ebitda, negativo em R$ 86 milhões. O segmento da distribuição recebeu investimentos de R$ 151 milhões.

Os demais segmentos de negócio da Copel tiveram resultados "normais". A Copel Geração e Transmissão, apesar da Receita menor do que em 2014, apresentou resultados levemente superiores. A termelétrica Araucária (que é apresentada como um negócio em separado) teve resultados muito inferiores quando comparados com aqueles do ano passado, porque foi pouco despachada no 3T15.

CPLE3
PREÇO: R$ 22,55
PAYOUT (2014): 49,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,97
P/VPA 0,44
PSR 0,39
DY 8,26%
EV/EBITDA 5,61
MARGEM BRUTA 17,8%
MARGEM OPERACIONAL 10,3%
MARGEM LÍQUIDA 6,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,779
MARGEM EBITDA 13,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 51,0%
ROE 7,44%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,66

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 3T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +33,22%
RESULTADO BRUTO +15,76%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -10,27%
RESULTADO OPERACIONAL -0,13%
RESULTADO LÍQUIDO -9,50%
EBITDA +3,00%

b) 3T15 sobre 3T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -1,27%
RESULTADO BRUTO -33,59%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -55,01%
RESULTADO OPERACIONAL -65,07%
RESULTADO LÍQUIDO -60,11%
EBITDA -39,66%

c) lucro líquido, nominal
UA -9,50%
U2A 14,21%
U3A 1,53%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,63%
U2A 4,61%
U3A 3,99%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 37,79

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -12,0%

304037  - paulo_prof  - 14 Ago 2015, 00:58
Resultado "normal" da Copel ... A diferença em relação ao 1T15 foi resultado, basicamente, de uma menor Receita na CCEE, resultado de concentrar a energia no mercado de curto prazo no 1T15. Por outro lado, a termelétrica Araucaria também faturou menos no 2T15, do que no 1T15. Em compensação, devido a maior diferença cambial, o Resultado Financeiro foi maior. O Ativo continua barato!

CPLE3
PREÇO: R$ 22,00
PAYOUT (2014): 49,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,16
P/VPA 0,44
PSR 0,38
DY 9,55%
EV/EBITDA 4,99
MARGEM BRUTA 19,1%
MARGEM OPERACIONAL 11,7%
MARGEM LÍQUIDA 7,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,262
MARGEM EBITDA 14,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 50,6%
ROE 8,45%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,64

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +46,26%
RESULTADO BRUTO +28,40%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -45,07%
RESULTADO OPERACIONAL +7,90%
RESULTADO LÍQUIDO -1,93%
EBITDA +14,23%

b) 2T15 sobre 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +25,36%
RESULTADO BRUTO +13,95%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +186,78%
RESULTADO OPERACIONAL +26,31%
RESULTADO LÍQUIDO +29,58
EBITDA +5,66%

c) lucro líquido, nominal
UA -1,93%
U2A 17,72%
U3A 4,75%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,74%
U2A 4,41%
U3A 4,22%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 42,62

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -15,0%

297440  - paulo_prof  -  15 Mai 2015, 19:50
Confesso que o resultado me surpreendeu positivamente. Ninguém poderia esperar a empresa superar os resultados do 1T14, os melhores da história!

Uma pendenga que está custando relativamente caro para a CPLE é o atraso de entrada em operação da hidrelétrica Colider. A Copel está reivindicando o "abono" de 644 dias de atraso devido a fatores fora de sua responsabilidade/controle, mas a ANEEL só reconhece uma parte deste período. Enquanto não se resolve a pendenga, a CPLE está sendo obrigada a entregar energia de outras fontes ao preço dos contratos da Colider (R$ 140,00), deixando de vender esta energia no mercado spot. Nesta brincadeira deixou de faturar R$ 73 milhões.

No final do 1T15 a CPLE apresentou o laudo do valor residual dos ativos de transmissão existentes antes de 31MAR2000. Se aprovado pela ANEEL, a empresa poderá ter uma receita não recorrente (valor avaliado - valor contábil) de aprox. R$ 720 milhões. Não se sabe como este valor será ressarcido pela União (provavelmente via tarifa, em 30 anos).

CPLE3
PREÇO: R$ 23,55
PAYOUT (2014): 52,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,84
P/VPA 0,47
PSR 0,43
DY 8,44%
EV/EBITDA 5,00
MARGEM BRUTA 19,5%
MARGEM OPERACIONAL 11,6%
MARGEM LÍQUIDA 7,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,032
MARGEM EBITDA 15,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 47,6%
ROE 8,02%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,25

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +53,33%
RESULTADO BRUTO +25,00%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -75,54%
RESULTADO OPERACIONAL +1,65%
RESULTADO LÍQUIDO -9,36%
EBITDA +14,49%

b) 1T15 sobre 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +38,87%
RESULTADO BRUTO +21,99%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -63,16%
RESULTADO OPERACIONAL -12,14%
RESULTADO LÍQUIDO -19,12
EBITDA -2,75%

c) lucro líquido, nominal
UA -9,36%
U2A 19,05%
U3A 0,34%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,52%
U2A 4,25%
U3A 4,24%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 40,32

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -12,0%

297319  - dusteffen  -  15 Mai 2015, 01:04
Estatal paranaense Copel vê lucro cair 19,4% no primeiro trimestre

Por Thais Carrança | Valor

SÃO PAULO -
(Atualizada às 21h26)
A estatal elétrica paranaense Copel registrou uma queda de 19,4% no lucro líquido do primeiro trimestre, em relação a igual período de 2014, para R$ 470 milhões. O resultado da empresa foi impactado por uma alta de 50,2% nos custos e despesas operacionais, que somaram R$ 3,6 bilhões de janeiro a março, devido principalmente à alta de 82,4% na conta de energia elétrica para revenda.

No período, a companhia pagou mais caro na energia comprada em leilões do mercado regulado, além de sofrer com o reajuste dos contratos pela inflação. No 18º leilão de ajuste, realizado em 15 de janeiro, a Copel Distribuição adquiriu 302 MW médios a R$ 385,87 por MWh, preço considerado elevado.

A empresa foi afetada ainda pelo impacto do reajuste tarifário e da alta do dólar sobre a energia adquirida de Itaipu. Também a base de comparação foi prejudicada, pois no primeiro trimestre de 2014, a Copel recebeu repasse de recursos de R$ 831,8 milhões via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e Conta ACR, que compensaram os custos naquele período.

A alta de custos e despesas da Copel superou o incremento de receitas da Copel no trimestre, de 38,9%, para R$ 4,24 bilhões. O crescimento de receitas foi impulsionado pelo ajuste tarifário ocorrido em junho e pela revisão tarifária extraordinária concedida em março, além de aumento do mercado.

Também a venda de energia elétrica da usina termelétrica de Araucária no mercado de curto prazo e estratégia de alocação de energia da Copel Geração e Transmissão no mercado spot contribuíram para o avanço de receitas, com as vendas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) somando R$ 994,1 milhões, alta de 32,4% na comparação anual.

No trimestre, a companhia elétrica reconheceu uma receita de R$ 560,9 milhões referentes ao saldo de ativos e passivos regulatórios do segmento de distribuição, conforme mudança contábil aprovada ao fim de 2014.

O lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa atingiu R$ 834,9 milhões, 2,8% inferior a um ano antes.

Apesar da queda, a última linha do balanço veio acima das estimativas do mercado, de um lucro líquido de R$ 301 milhões, segundo a média das projeções de Bank of America, Itaú BBA, JP Morgan, Morgan Stanley e BTG Pactual, conforme levantamento do Valor.
(Thais Carrança | Valor)

292450  - paulo_prof  -  21 Mar 2015, 15:23
Confessando ter efetuado uma leitura (muito) "dinâmica" do relatório, acredito que o resultado tenha sido excelente, especialmente se for considerado que a empresa reconheceu, no resultado de 2014, um impairment não recorrente de R$ 807 milhões. Ou seja, não fosse esta baixa no valor dos ativos, o lucro líquido do exercício teria sido R$ 387 milhões (32%) maior !!!

A maior parte desta baixa no valor dos ativos (R$ 679 milhões) refere-se à UHE Colíder; o restante refere-se aos demais ativos de geração.

Na minha opinião, como em termos de lucro líquido o resultado de 2014 foi excepcional, a empresa aproveitou para forçar uma redução do mesmo via impairment. A consequência "prática" desta decisão foi uma redução sensível no IR/CS devido, ou seja, em vez de repassar esta grana para o governo, a empresa a manteve em seu caixa.

Uma possível pendência que poderá resultar em prejuízos para a Copel e que não consta do relatório é o atraso na entrega do linhão Paranaíta - Ribeirãozinho, sem o qual a energia que já poderia estar sendo gerada pela Teles Pires não pode ser escoada. O consórcio responsável pela linha pode vir a ser condenado pela justiça a ressarcir os danos causados, e o impacto não seria desprezível.

Acredito que os resultados do 1T14 serão importantes para se avaliar como a empresa está funcionando num regime de realismo tarifário, sem acumular ativos/passivos regulatórios. Acredito que no exercício de 2015 o lucro líquido da Copel Distribuição será sensivelmente menor do que aquele postado em 2014 ... mas este menor resultado no segmento de distribuição deverá ser compensado por um melhor resultado no segmento de geração e transmissão.

CPLE3
PREÇO: R$ 24,37
PAYOUT (2014): 52,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,53
P/VPA 0,50
PSR 0,48
DY 9,46%
EV/EBITDA 4,92
MARGEM BRUTA 19,8%
MARGEM OPERACIONAL 13,3%
MARGEM LÍQUIDA 8,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,407
MARGEM EBITDA 16,8%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 45,4%
ROE 9,05%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,29

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +51,61%
RESULTADO BRUTO +28,53%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -43,70%
RESULTADO OPERACIONAL +23,31%
RESULTADO LÍQUIDO +12,44%
EBITDA +27,90%

b) 4T14 sobre 4T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +82,58%
RESULTADO BRUTO +90,04%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -77,01%
RESULTADO OPERACIONAL +146,57%
RESULTADO LÍQUIDO +36,31
EBITDA +97,72%

c) lucro líquido, nominal
UA 12,44%
U2A 31,19%
U3A 1,37%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,79%
U2A 4,05%
U3A 4,40%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 44,07

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -13,5%

283101 - paulo_prof  -  14 Nov 2014, 00:49
Muito bom o resultado da Copel ... Me surpreendeu porque a empresa, ao usar a estratégia de alocar a maior parte de sua energia assegurada no início do ano (foi por isto que no 1T14 teve o maior lucro trimestral de sua história) ficou exposta ao mercado de curto prazo, porque no 3T14 houve um rebaixamento expressivo da garantia física. O resultado líquido só não foi melhor do que aquele do 3T13 devido ao Resultado Financeiro (no 3T13 foi positivo em R$ 84 milhões; no 3T14 foi negativo em R$ 16 milhões, um "swing" de R$ 100 milhões no Resultado Operacional).


CPLE3
PREÇO: R$ 22,50
PAYOUT (2013): 47,8%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,39
P/VPA 0,46
PSR 0,52
DY 9,26%
EV/EBITDA 4,54
MARGEM BRUTA 20,5%
MARGEM OPERACIONAL 13,8%
MARGEM LÍQUIDA 9,6%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,176
MARGEM EBITDA 17,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 42,2%
ROE 8,54%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,41

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 3T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +30,41%
RESULTADO BRUTO +15,89%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +53,75%
RESULTADO OPERACIONAL +41,08%
RESULTADO LÍQUIDO +44,14%
EBITDA +28,33%

b) 3T14 sobre 3T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +45,78%
RESULTADO BRUTO +14,69%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL -18,52%
RESULTADO LÍQUIDO -17,44
EBITDA +7,03%

c) lucro líquido, nominal
UA 44,14%
U2A 7,53%
U3A 0,50%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,60%
U2A 3,67%
U3A 4,55%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 41,76

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -14,0%

272058  - paulo_prof  -  14 Ago 2014, 02:31
CPLE3
PREÇO: R$ 25,00
PAYOUT (2013): 47,8%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,75
P/VPA 0,52
PSR 0,63
DY 8,67%
EV/EBITDA 4,89
MARGEM BRUTA 21,7%
MARGEM OPERACIONAL 15,8%
MARGEM LÍQUIDA 10,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,345
MARGEM EBITDA 18,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 43,4%
ROE 9,04%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,69

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +21,79%
RESULTADO BRUTO +12,18%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +95,02%
RESULTADO OPERACIONAL +39,16%
RESULTADO LÍQUIDO +41,32%
EBITDA +24,04%

b) 2T14 sobre 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +48,40%
RESULTADO BRUTO +0,16%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -43,96%
RESULTADO OPERACIONAL -3,73%
RESULTADO LÍQUIDO -11,68
EBITDA +6,35%

c) lucro líquido, nominal
UA 41,32%
U2A 8,26%
U3A 3,78%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,09%
U2A 3,96%
U3A 6,01%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 43,45

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -12,5%

269037  - vellinhotrt4  -  22 Jul 2014, 18:51
Setor Elétrico

Aneel reduz reajuste da Copel de 35,05% para 24,86%

Angelo Pavini | Arena do Pavini

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu de 35,05% para 24,86% o reajuste médio previsto para a conta de luz a ser aplicado a 4,2 milhões de clientes da Copel Distribuidora, residentes em 396 municípios do Paraná.

O principal motivo para o reajuste foi o aumento de custos pagos pela distribuidora para a compra de energia suplementar, após o término do período de suprimento de alguns contratos de venda – tipo de energia contratada a preços mais baratos do que os obtidos em leilões de suplementação.

As empresas têm o direito de repassar esses aumentos de custos a suas tarifas. Em nota, a Aneel informa que também causou impacto a variação da tarifa cobrada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. O reajuste da Copel estava suspenso desde o dia 25 de junho, quando a Aneel acolheu o pedido da empresa. Ainda segundo a nota, o novo percentual será compensado de forma retroativa tendo como referência o dia 24 de junho.

As informações são da Agência Brasil.
Às 12h45, a ação preferencial (PN, sem voto) série B da Copel estava em alta de 1,21% na BM&FBovespa.

258629  - mctait  -  16 Mai 2014, 12:42
Algumas ressalvas quanto ao resultado da copel:

No 1T13 a energia vendida no mercado de curto prazo foi de 1800 GWh, enquanto no 1T14 a energia vendida no mercado de curto prazo foi de 500 GWh. Como não foi realizado sazonalização o resultado apresentado de manutenção do lucro da copel GET em cerca de R$ 430 milhoes é excelente. Este resultado deverá ser mantido ao longo do ano. Deve-se considerar que outras empresas sazonalizaram a energia de curto prazo no 1o trimestre como GETI, ELET e LIGT. Não sei das demais.

A COPEL DIS reduziu seu prejuizo de R$ 67 milhoes para R$ 15 milhoes. Entretanto, considerando os ajustes de CVA que terão que ser considerados no ajuste da tarifa, o lucro do período deveria ser de R$ 160 milhoes versus R$ 4 milhoes de prejuizo em 2013. O principal fator a considerar é uma restrição do governo do estado do Paraná a um reajuste completo por parte da copel DIS. Caso o governo do Paraná autorize integralmente o reajuste de Junho a copel distribuição poderá ter lucros de cercade R$ 200 milhoes por trimestre.

A UTE Araucária que estava locada a Petrobras, contribuiu com um lucro de R$ 130 milhoes em fevereiro e março. Considerando o PLD no teto durante o ano de 2014 a copel deverá ter lucros trimestrais da ordem de R$ 200 milhoes por trimestre com esta unidade.

A COPEL TELECOM vem crescendo a cada trimestre com a internet por fibra para residencias. Deverá ao menos repetir os R$15 milhoes por trimestre.

Compagás e elejor contribuem em cerca de R$ 50 milhoes no lucro trimestral.

Considerando que o lucro do 2T14 venha em linha com o 1T14, o lucro do semestre será de cerca de R$ 1.150 bilhoes, equanto no 3T14 e 4T14 poderemos ter lucros de cerca de R$ 900 milhoes. Entretanto, considerando que o governo do Paraná não irá autorizar o reajuste total, este lucro poderá cair para cerca de R$ 700 milhoes. (Reajuste parcial como em 2013 para manter a COPEL DIS com lucro zero).

PORTANTO, minha estimativa de lucro anual para a COPEL é de cerca de R$ 2.500 bilhoes.
PREMISSAS:
-Reajuste parcial da tarifa.
-Manutenção do PLD no teto.
-El nino ajudando a copel a manter os seus reservatórios cheios.

Logo, LPA de cerca de R$ 9. E distribução de dividendos de 50%. DY% em cerca de 13%.

258557 - paulo_prof  -  16 Mai 2014, 01:27
Pois é ... a Copel Distribuição obteve uma receita de aprox. R$ 840 milhões com a venda de energia, pela qual pagou R$ R$ 1.035 milhões ... levou quase R$ 200 milhões na cabeça ...

O que salvou a lavoura da Copel Distribuição foi o Resultado Financeiro (+R$56 milhões) e a tal de Disponibilidade de rede elétrica para terceiros, que gerou um resultado de R$ (530-90) milhões !!! (confesso não ter idéia do que isto significa !!!)

258262  - paulo_prof  -  15 Mai 2014, 00:04
COPEL Lucro prá ninguém botar defeito !!!


CPLE3
PREÇO: R$ 24,35
PAYOUT (2013): 47,8%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,47
P/VPA 0,53
PSR 0,68
DY 9,12%
EV/EBITDA 4,48
MARGEM BRUTA 24,0%
MARGEM OPERACIONAL 17,6%
MARGEM LÍQUIDA 12,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,448
MARGEM EBITDA 20,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 35,8%
ROE 9,62%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,40

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,32%
RESULTADO BRUTO +20,44%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +892,54%
RESULTADO OPERACIONAL +58,98%
RESULTADO LÍQUIDO +56,37%
EBITDA +25,51%

b) 1T14 sobre 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +28,17%
RESULTADO BRUTO +32,24%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +50,16%
RESULTADO OPERACIONAL +37,77%
RESULTADO LÍQUIDO +36,92
EBITDA +29,12%

c) lucro líquido, nominal
UA 56,37%
U2A 5,56%
U3A 4,97%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 3,99%
U2A 4,10%
U3A 7,73%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 44,48

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -13,5%

246378  - paulo_prof  -  18 Mar 2014, 02:57
Nos últimos 5 exercícios:

payout médio = 34,04%
taxa anual média de crescimento nominal do lucro líquido = +7,88%
taxa anual média de crescimento nominal do ebitda = +3,68%
taxa anual média de crescimento nominal do patrimônio líquido médio = 10,06%
ROE médio = 8,70%

CPLE3
PREÇO: R$ 18,04
PAYOUT (2013): 49,9%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 4,60
P/VPA 0,39
PSR 0,54
DY 10,84%
EV/EBITDA 4,01
MARGEM BRUTA 23,3%
MARGEM OPERACIONAL 16,4%
MARGEM LÍQUIDA 11,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,919
MARGEM EBITDA 19,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 35,8%
ROE 8,48%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,40

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,09%
RESULTADO BRUTO +9,71%
RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo
RESULTADO OPERACIONAL +54,91%
RESULTADO LÍQUIDO +53,07%
EBITDA +18,10%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +2,32%
RESULTADO BRUTO +12,00%
RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo
RESULTADO OPERACIONAL passou de negativo para positivo
RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo
EBITDA +364,32%

c) lucro líquido, nominal
UA 53,07%
U2A -3,75%
U3A 2,78%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 3,31%
U2A 4,20%
U3A 9,37%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 39,19

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -17,5%

246372  - renato1631  -  18 Mar 2014, 02:11
Muito bom o resultado!

Lucro líquido da Copel cresce 53% em 2013, para R$ 1,072 bilhão

Por Valor

SÃO PAULO - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou lucro líquido de R$ 1,072 bilhão em 2013, em alta de 53,0% sobre o lucro líquido de R$ 700,688 milhões em 2012, conforme demonstração de resultados consolidados divulgada na noite desta segunda-feira. O resultado líquido considerado é o atribuível aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos.

De acordo com a demonstração, disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a receita líquida da Copel foi de R$ 9,180 bilhões em 2013, ante R$ 8,493 bilhões no ano anterior, em alta de 8,0%.

O custo do serviço em 2013 alcançou R$ 7,037 bilhões, ante R$ 6,540 bilhões em 2012, um avanço de 7,5%.

O lucro bruto em 2013 atingiu R$ 2,142 bilhões, comparado a R$ 1,952 bilhão no ano anterior, uma expansão de 9,7%.

As despesas operacionais da Copel em 2013 foram de R$ 916,023 milhões, ante despesas operacionais de R$ 953,438 milhões em 2012, uma redução de 3,9%.

O lucro operacional da companhia em 2013 foi de R$ 1,226 bilhão, uma expansão de 22,7% sobre os R$ 999,178 milhões registrados no ano anterior.

A Copel registrou receita financeira líquida de R$ 280,311 milhões em 2013, revertendo com folga a despesa financeira líquida de R$ 26,650 milhões do ano anterior.

(Valor)

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/3483154/lucro-liquido-da-copel-cresce-53-em-2013-para-r-1072-bilhao#ixzz2wHC62pvC

222450  - paulo_prof  -  09 Nov 2013, 20:34
CPLE3
PREÇO: R$ 21,98
PAYOUT (2012): 35,2%

Relativo aos últimos 12 meses:
P/L 7,59
P/VPA 0,47
PSR 0,66
DY 4,64%
EV/EBITDA 4,47
MARGEM BRUTA 23,0%
MARGEM OPERACIONAL 12,7%
MARGEM LÍQUIDA 8,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,897
MARGEM EBITDA 18,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 27,4%
ROE 6,18%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,45

Considerando que os resultados do 4T12 foram impactados por um resultado financeiro muito adverso e por eventos não recorrentes, produzindo um prejuízo de aprox. R$ 106 milhões, talvez seja mais representativo calcular os índices com referência aos 9M13, anualizados:

P/L 5,02
P/VPA 0,47
PSR 0,67
DY 7,02%
EV/EBITDA 3,58
MARGEM BRUTA 26,6%
MARGEM OPERACIONAL 20,2%
MARGEM LÍQUIDA 13,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,378
MARGEM EBITDA 23,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 27,4%
ROE 9,34%

Taxas de Crescimento Nominal

a) 9M13 vs 9M12
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,35%
RESULTADO BRUTO +9,28%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +168,36%
RESULTADO OPERACIONAL +16,40%
RESULTADO LÍQUIDO +11,43
EBITDA +4,99%

b) 2T12 vs 2T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,66%
RESULTADO BRUTO +33,17%
RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo
RESULTADO OPERACIONAL 64,97%
RESULTADO LÍQUIDO +35,52%
EBITDA +10,47%

c) lucro (taxa média anual)
UA -19,77%
U2A -16,07%
U3A -8,00%

d) patrimônio líquido médio
UA 2,79%
U2A 4,55%
U3A 11,13%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 36,21

Cálculo como acima mas considerando o lucro líquido anualizado dos últimos 9 meses: R$ 54,78

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11,0%

Se for considerado o lucro anualizado dos últimos 12 meses, a taxa de crescimento necessária cai para -20% a.a.

Continua uma teta ...

203555  - danieljoseaa  -  15 Ago 2013, 03:06
Cheguei agora há pouco e não li nada mais a fundo, minhas impressões "superficiais" de alguns resultados de hoje, das que tenho em carteira:

CPLE3

Me pareceu muito bom.......tá barata pacas!!! qual é a pegadinha ?
[...]

203530  - paulo_prof  -  15 Ago 2013, 01:54
CPLE3
PREÇO: R$ 23,60
PAYOUT (2012): 35,2%

Embora eu não acredite que no 2TS13 a empresa consiga repetir os resultados do 1o. semestre, considero anualizar os resultados do 1o. semestre mais representativo do que considerar os últimos 12 meses.

Assim, relativos ao 1o. semestre anualizado, os múltiplos são:
P/L 5,11
P/VPA 0,51
PSR 0,72
DY 6,90%
EV/EBITDA 3,46
MARGEM BRUTA 28,0%
MARGEM OPERACIONAL 21,4%
MARGEM LÍQUIDA 14,1%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,622
MARGEM EBITDA 24,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 25,8%
ROE 9,99%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,57

Taxas de Crescimento Nominal

a) 1S13 vs 1S12
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,61%
RESULTADO BRUTO +13,71%
RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo
RESULTADO OPERACIONAL +37,28%
RESULTADO LÍQUIDO +28,64
EBITDA +10,45%

b) 2T12 vs 2T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,66%
RESULTADO BRUTO +33,17%
RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo
RESULTADO OPERACIONAL 64,97%
RESULTADO LÍQUIDO +35,52%
EBITDA +10,47%

c) lucro (taxa média anual)
UA 24,66%
U2A 9,04%
U3A 7,33%

d) patrimônio líquido médio
UA 3,88%
U2A 7,01%
U3A 11,63%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 57,78

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -19,5%

Uma teta ... céu de brigadeiro ... não vejo nenhuma ameaça à frente ...

203420  - pobre  -  14 Ago 2013, 23:30
Lucro bom, porém como o Small já disse, devemos associar o lucro com a situação que o mercado trata a empresa, e como o mercado "bateu demais" na empresa neste ano, esse lucro bom torna-se ótimo e devemos esperar por uma bela recuperação. Indicadores no chão...Mas mercado é mercado, nunca se sabe...Eu não vendo as minhas tão cedo, e espero que CPLE6 chegue pelo menos a 40 para vender! Será????
Esperemos a análise do Prof Paulo

203416 - Barbado  -  14 Ago 2013, 23:26
Foi muito bom, a geração de caixa continua forte:

i-) Capex de 431 milhões no 2/tr/13, acumulado no ano 701 milhões;
ii-) Redução da dívida líquida de 1.559 milhões para 1.066 milhões.

203415  - ZOTTI  -  14 Ago 2013, 23:20
Eu tbém gostei. Acho que LL anual de 1 bi já é uma realidade.

176257 - edbmsev -  28 Mar 2013, 00:01
Citação: Super Pinheiro
Copel vai rever política de dividendos, diz diretor
Comente
Reuters
27/03/2013 17h50
SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) - A Copel, empresa de energia paranaense, irá rever a sua política de dividendos com intenção de melhorar a distribuição, segundo afirmou o diretor financeiro da empresa, Luiz Eduardo Sebastiani, nesta quarta-feira, em teleconferência.
"Está na nossa pauta a revisão da política de dividendos...uma política mais firme de distribuição de dividendos", disse Sebastiani, sem dar mais detalhes.
O diretor disse ainda que a empresa também avaliará o nível de alavancagem e acrescentou que a companhia continuará buscando novos investimentos, para gerar novas receitas.
O executivo mencionou que é necessário um programa para otimizar os custos da empresa, ao mencionar o atual cenário do setor, como a renovação das concessões que resultou em menor receita para algumas companhias. A Copel aceitou renovar concessões de transmissão de energia, mas recusou a renovação de hidrelétricas.
Como parte da redução de custos, a Copel espera reduzir os gastos de folha de pagamento em pelo menos 10 por cento a partir de 2014, na comparação com 2012, como resultado do Plano de Sucessão e Desligamento Voluntário, que já está em andamento.
O presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, disse ainda que 2012 foi um ano de ajustes, mas que 2013 será melhor para os negócios. A Copel fechou 2012 com lucro líquido de 726,5 milhões de reais, queda de 38,3 por cento ante o fechado do ano anterior.
No primeiro trimestre de 2013, segundo Zimmer, já será possível perceber efeitos positivos da comercialização de energia realizada em janeiro no resultado da empresa.
A Copel negociou todas as sobras de geração de energia que tinha para o ano --8,5 por cento da energia assegurada-- em janeiro, para tirar proveito do preço alto no período.
"Em 2013 estamos completamente contratados", disse o presidente.
Zimmer disse ainda que espera que a termelétrica Araucária opere durante todo o ano de 2013, diante da situação de recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.
CRC
O diretor financeiro da Copel informou que a empresa tem saldo de 1,34 bilhão de reais com o governo do Estado do Paraná, referente à Conta de Resultados a Compensar (CRC).
A liquidação antecipada da CRC ainda está sendo negociada com o governo paranaense, informou ele.
A CRC foi um mecanismo criado pelo governo federal para compensar insuficiências tarifárias das empresas de energia. Isso ocorria em um período em que as tarifas não sofriam os ajustes da maneira como acontece atualmente e eram usadas como instrumentos de controle da inflação pelo governo. Para garantir uma remuneração mínima para as empresas, o governo gerava créditos na CRC.
(Por Anna Flávia Rochas)
Em síntese, parece que a Copel aumentará a alavancagem financeira a fim de viabilizar um aumento do payout e do DY.

Não parece ser o melhor momento para tal estratégia por dois motivos: (i) o CAPEX da empresa permanecerá elevado, na faixa de 2 Bilhões de reais e (ii) as receitas de transmissão em 2013 devem cair devido à renovação de parte dos ativos nos termos da MP579 (se não me engano, impacto na receita de cerca de 180 MM sem redução de custos a ela vinculados).

O mercado parece ter aprovado a nova política de dividendos da Copel, pois o papel subiu forte nos dois últimos pregões. Parte da alta também poder ser atribuída ao fantasma da terceira revisão tarifária que, no caso da Copel, foi implementada no final de 2012 sem grandes surpresas na base de remuneração regulatória (ao contrário de Cemig e CPFL que estão atravessando agora por tal processo).

É interessante notar no DFP de 2012 da Copel que os eventos não recorrentes da terceira revisão tarifária e o programa de demissão voluntária levaram o braço de distribuição a dar prejuízo, embora seja responsável pela maior parte das receitas. Quase todo o lucro foi gerado pelo braço de geração e transmissão, com alguma contribuição positiva de suas participações em telecomunicações (backbone de fibra ótica valioso), saneamento (indireta na Sanepar) e gás (ainda incipiente).

No DFP de 2012, afirma-se que o programa de demissão voluntária será interrompido. A meu ver, tal fato justifica a forte adesão ao programa de demissão voluntária no 4T12, que levou a despesas não recorrentes de 110 milhões de reais. Quem queria participar do programa teve que correr para aderir ao plano.

O relatório traz ainda informações detalhadas sobre o plano de pensão e aposentadoria de benefício definido da Copel. Pelos dados que vi, não me parece que a queda da Selic gerará déficit atuarial relevante para a empresa. Algo positivo, pois há muitas empresas que estão sofrendo efeitos adversos da queda dos juros em seus fundos de pensão.

Me chamou a atenção o fato de a Copel afirmar que a Aneel não antecipou a renovação da concessão de distribuição conforme esperado pela empresa, o que, segundo ela, poderia ter sido feito no âmbito da MP579. Certamente a renovação será prorrogada, até porque a empresa apresenta bons indicadores de qualidade, mas espero que não haja surpresas negativas.

A concessão vence em julho de 2015 e pelo fato de a Copel ter tido o equilíbrio econômico-financeiro de seu contrato de concessão ajustado há poucos meses pela terceira revisão tarifária não seria esperado que a Aneel aplicasses termos mais rigorosos na renovação da concessão. Mas do governo pode-se esperar tudo. Aguardemos.

175629 - eurico22 -  26 Mar 2013, 03:20
Putz...

Copel vem de uma topada de 270 milhoes de lucro por trimestre e posta 90 de prejuízo. Vamos lá:

Uma olhada superficial no balanço mostra 29 milhões em despesa por impairment e 148 milhões por programa de demissão voluntária. Isso no 4 trimestre.
Além disso, houve 155 milhoes de reconhecimento de despesas referentes ao terceiro ciclo tarifário. Não fica claro, sem ler notas explicativas, quanto desse valor refere-se ao 4 trimestre.

Ou seja, se fosse referente ao quarto tb, e não tivesse nada a ver com o impairment (acho que não tem), teriamos 242 milhoes de lucro no trimestre, o que seria bem mais razoável.

De qq maneira, estou pensando em voz alta, pois entendo muito pouco do setor. Vou esperar a opinião dos colegas mais experientes...

175617 - paulo_prof -  26 Mar 2013, 02:42
Se não houver um erro nas contas (o resultado do 4T foi obtido subtraindo-se o resultado dos 9M12 do resultado do exercício), muito ruim o resultado do 4T12 da CPLE !!!! Preju de R$ 80 milhões (para um lucro de mais de R$ 180 milhões no 4T11).

CPLE6
PREÇO: R$ 22,70
PAYOUT (2012): 38,6%

P/L 8,55
P/VPA 0,51
PSR 0,73
DY 4,52%
EV/EBITDA 4,72
MARGEM BRUTA 22,9%
MARGEM OPERACIONAL 11,4%
MARGEM LÍQUIDA 8,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,655
MARGEM EBITDA 18,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 26,7%
ROE 5,94%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,65

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 9,72%
RESULTADO BRUTO -15,78%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL -38,59%
RESULTADO LÍQUIDO -37,24%
EBITDA -18,89%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 15,74%
RESULTADO BRUTO -45,38%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL passou de negativo para positivo
RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo
EBITDA -69,25%

c) lucro (taxa média anual)
UA -37,24%
U2A -14,24%
U3A -10,88%

d) patrimônio líquido médio
UA 5,39%
U2A 12,69%
U3A 12,51%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 33,19

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -8,5%

166164 - small caps -  06 Fev 2013, 12:54
Citação: pobre
sem querer abusar mestre...
continuas com Copel?
Sim, a margem de segurança é considerável, e não é administrada por pessoas que abominam o lucro, apesar de serem políticos.

As perdas que terá com a renovação das concessões serão parcialmente compensadas com os diversos projetos que começarão a gerar receitas...

165837 - dbsevero - 04 Fev 2013, 22:33
Curitiba, 04 de fevereiro de 2013.
RI 01/13 - Fornecimento de energia elétrica da Copel cresceu 5,4% em 2012

O fornecimento de energia elétrica da Copel, composto pelas vendas no mercado cativo da Copel Distribuição e as vendas no mercado livre da Copel Geração e Transmissão registrou expansão de 5,4% entre janeiro e dezembro. O mercado cativo cresceu 3,5% e foi responsável pelo consumo de 23.234 GWh, enquanto o mercado livre da Copel Geração e Transmissão elevou-se 52,8%, consumindo 1.404 GWh no período.
Fonte:http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Fri%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F5B736B33D9A4D3B003257B0800491829

162744 - rnelias -  08 Jan 2013, 18:00
Copel
Curiosidade e divagações de um leigo...
Estava olhando as usinas da Copel
http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2FA93BECD1BAF3210F03257412006227BB

Pelo pouco que observo das previsões meteorológicas, as frentes frias que perdem força no RJ vem todas do sul (com origem no sul do chile, uruguai e argentina). Em janeiro e fevereiro, a umidade tende a aumentar devido o calor excessivo com a incidência de pancadas fortes de chuva. Estando o Paraná entre o ponto de acumulação da frente fria (hermanos) e de sua dissipação (RJ), arriscaria umas fichas de que ainda há esperanças para a Copel.

Ahora... se fosse lá para as bandas do nordeste eu estaria bem mais preocupado rs

161972 - karlsei -  31 Dez 2012, 19:44
Com relação a COCE tenho o papel há muitos anos, além do dividendo ser pago sempre perto ou no fim do ano outro inconveniente é o marasmo do papel durante o ano. Coisa que não aconteceu neste 2012 diante das oscilações sofridas.
Não tenho Geti nem Cpel. Lanço o desafio, qual das duas poderia ser tão boa vaca leiteira como a Coelce.
Tenho TRPL, e, de maneira contrária ao mercado, não tenho a mesma aversão. Posso estar redondamente enganado mas reparem no endividamento de TRPL e o tamanho da indenização. É claro que esta indenização não será paga de uma vez só, mas o endividamento também tem prazo para pgto. Cabe uma reflexão sobre esta "continha".

161971 - edbmsev -  31 Dez 2012, 19:16
Citação: paulo_prof
Citação: Barbado
Citação: herdsman
Citação: tota57
Citação: herdsman
E já que a questão das elétricas não sai da pauta tão já, aqui minhas ponderações:
Premissa 1) Hidroelétricas que não caducam nos próximos anos são propensas a dar lucro.
Se for para escolher entre Aestietê, Copel e Tractebel posso fazer o seguinte comparação Capacidade de Hidropower dividido pelo Valor do Mercado.
Lá vai.
MW VM KW por 1000 R$
GETI3 2700 8 bi 0,33
CPLE3 5000 6,9 bi 0,72
TBLE3 6000 21,7 bi 0,27
COPEL está bem mais atraente. E nem falamos em transmissão e distribuição com certeza podem dar sua contribuição.
Ah não paga tanto dividendo?
Isto pode ser uma bela ilusão gente. No caso do geti e tble não houve crescimento nenhuma no patrimônio liquido nos últimos 2 anos. Enquanto o Copel
foi aumentando seu patrimonio em 15%.
E sou do Paraná. Aqui chove.

Boa tarde Herds,
Permita-me fazer um contraditório. Pelo valor de mercado a comparação é injusta, pois CPLE tem ativos de transmissão e distribuição, diferentemente de TBLE e GETI.
Eu não fui visitar os dados de TBLE, mas note na tabela abaixo que, em se tratando de Geração, GETI é imbatível, ao menos até o final de 2015. Não consegui os dados da CPLE exclusivos da geração, os relatórios da empresa consideram GeT.
Independente desse contraditório eu considero a CPLE como uma boa oportunidade para o setor elétrico para 2013, em função de já ter passado pela revisão tarifária em 2012 e de ter sofrido "baixo impacto" nas renovações de concessões. Essa aposta se torna mais interessante devido a desvalorização que o ativo sofreu em 2012. Há que se considerar ainda que a CPLE esta participando da expansão da Transmissão e deve adicionar uma RAP de R$175 milhões. Como nem tudo é perfeito há o risco político, que deve ser considerado.cplexgeti.jpg

Pelo valor do mercado é injusto para o Copel, por além de 'comprar' mais capacidade de geração ainda leva de brinde a transmissão e distribuição.
A Geti precisa ser 'muito competente' na venda de energia a partir de 2015 para poder apresentar margens como hoje. A Copel porém ficando na média dos leilões já está garantindo margens iguais ao que exibe hoje. Quanto ao risco político não vejo muitos problemas para Beto Richa se reeleger.

Boa tarde...
Instigado pelo Herdsman fui atrás de números, achei que faria um levantamento rápido e preciso, mas levei umas 3 horas para achar os dados abaixo, e quero aproveitar a experiência do Tota57 que está na área.
Valor de Mercado
CPLE3 = 6.896
GETI3 = 7.998
TBLE3 -21.769
Receita Líquida 9 últimos meses
CPLE3 = 1.907.046 (relativos a GeT nota explicativa 31.4 do balanço 3/tr/12)
GETI3 = 1.618.000
TBLE3 = 3.645.089
Lucro líquido últimos 9 meses
CPLE3 = 592 (relativos a GeT nota explicativa 31.4 balanço 3/tr/12)
GETI3 = 720
TBLE3 =1.077
Patrimônio Líquido (base 30/09/12)
CPLE3 = 7.041.634 (relativos a GeT nota explicativa 31.3 balanço 3/tr/12)
GETI3 = 1.906.152
TBLE3 = 5.305.353
% de lucros em relação ao Valor de Mercado nos 9 meses de 2012
CPLE3 - 592/6.896 = 8,58
GETI3 - 720/7.998 = 9,00
TBLE3 - 1.066/21.769 = 4,90
Pontos a ponderar:
i-) Geti3 gera mais lucros porque tem um preço de venda maior por conta do contrato com a Eletropaulo que vence no final de 2015, depois disso a tendência a convergir ao preço das demais geradoras;
ii-) O patrimonio líquido da CPLE3 (apenas Geração e Transmissão) é 3,7 superior ao da GETI3 e 1,33 ao da TBLE3.
iii-) Geti3 está emperrada em seus projetos de expandir a capacidade geradora por conta de falta de garantia de suprimento de gás por parte da Petrobrás;
iv-) CPLE3 e TBLE3 estão expandindo sem muitas dificuldades seus respectivos negócios;
v-) A TBLE3 e GETI3 pagam dividendos infinitamente superiores à CPLE3;
vi-) A TBLE3 sempre acaba comprando os ativos de sua controladora, não saberia dizer se são a preços justos ou goela a baixo.
vii-) A CPLE3 terá perdas da ordem de + ou - 300 milhões por conta da MP579 as outras não;
viii-) Em relação a CPLE3 há que se considerar os valiosos ativos já existentes de: Distribuição, Telecomunicações e Saneamento. Excelentes projetos em desenvolvimento na área de transmissão e geração.
Se meus números não tiverem "erros grandes" diria que a TBLE3 é a mais cara, que a GETI3 tem o "risoco do fim do contrato com a Eletropaulo" + o impasse do gás na expansão de seus negócios e que a CPLE3 é a mais promissora mas o risco governo não pode ser minimizado.
Há um pequeno detalhe que não podemos ignorar: VAMOS TER QUE COMBINAR COM O MERCADO PARA QUE ELE TENHA O MESMO ENTENDIMENTO E ISSO NUNCA FOI FÁCIL.

Há um outro dado que considero essencial em qualquer análise/comparação ... a taxa de crescimento anual do lucro (taxas anuais médias nominais):
CPLE
UA -12,21%
U2A -1,47%
U3A -1,25%
GETI
UA 31,08%
U2A 17,26%
U3A 5,62%
TBLE
UA 57,77%
U2A 34,85%
U3A 26,91%
Dá para desconfiar porque a CPLE está mais "barata" e a TBLE a mais "cara" ???
Duro é saber o quão mais caro Tractebel deveria estar em relação a Copel. Não há dúvidas que Tractebel é uma das melhores empresas do setor elétrico, se não a melhor. Também gosto muito da gestão da CPFL.

Copel está com o lucro praticamente estável há alguns anos, apesar da ter retido grande parte dos lucros gerados. Sinal de que a rentabilidade dos lucros retidos não foi vantajosa para os minoritários. Melhor seria se tivesse distribuído os recursos em forma de dividendos. Mas desde o ingresso do Beto Richa no governo paranaense as coisas têm mudado, havendo pelo menos a aplicação dos aumentos autorizados pela Aneel em sua integralidade nas tarifas. Resta saber se o grande número de projetos em maturação irá proporcionar boa rentabilidade ao capital investido. Disto depende a evolução futura do lucro da Copel e, por consequência, seu preço de mercado e proventos.

Agora se em 2014 o governo paranaense mudar, acho melhor pular fora do papel. Imagine se ingressa no governo alguém com a mentalidade do Requião.

Aí que está o principal risco em se investir em empresas estaduais, sejam bancos ou empresas de utilities: a falta de continuidade na gestão.

161939 - edbmsev -  30 Dez 2012, 23:48
Lembrando ainda que há diversas distribuidoras de capital aberto que enfrentarão a temida revisão tarifária em 2013, como é o caso da própria Cosern, da Coelba, da Celesc, da Cemig e de outras.

Isto me preocupa no caso de Cemig, ainda mais tendo em vista o relacionamento azedo entre os governos mineiro e federal. É torcer para que a Andrade Gutierrez possa contribuir na construção de uma solução intermediária entre as partes. O fato de a empresa influenciar nas decisões estratégicas da Cemig é um alento para o minoritário.

No caso de Copel, uma vantagem é a empresa já ter sofrido o processo de revisão tarifária em 2012. Uma desvantagem é o ambiente político menos estável no Paraná, com o risco de o PSDB perder as eleições estaduais em 2014. Em MG, acho difícil o Aécio deixar de ter influencia no destino da Cemig.

161606 - edbmsev -  26 Dez 2012, 21:32
Quando digo que prefiro CPLE3, refiro-me ao fato de a Copel ter sido pouco afetada pela MP579 e ter projetos de transmissão e geração em maturação que tendem a compensar as perdas advindas das medidas governamentais.

Como empresa, entendo que a administração e a governança corporativa da Cemig são superiores, assim como é mais atrativa sua política de dividendos. O fato de a Cemig ter um sócio privado forte, como é o caso da Andrade Gutierrez, também me parece um aspecto positivo.

Mas não há dúvidas de que o impacto da MP579 no fluxo de caixa gerado pela Cemig é considerável e que precificar a empresa no momento é algo complexo.

161335 - small caps -  21 Dez 2012, 15:05
Citação: pobre
Small, bom dia
O que achou do plano de investimentos para 2013 divulgado ontem da Copel?
As premissas para o ano que se inicia são tão boas para a empresa assim mesmo como imagino ou estou empolgado demais?
Tô segurando para não comprar mais...daqui a pouco estou all in na danada! rsrsrs
abraços
Copel, ao contrário da irmã Celesc, não dorme no ponto... continua crescendo e tem muitas concessões em construção, garantindo um futuro razoável...

A empresa costuma enfatizar que seus investimentos remuneram acima do custo de capital. A mudança na Sanepar foi mais rápida e evidente.

Tenho impressão que, após o balanço que pode ter algum impacto da prorogação das concessões de transmissão (bem menor que a média do mercado), o mercado acorde e a tire do mesmo saco de ELET, TRPL, CMIG, etc...

161318 - small caps -  21 Dez 2012, 12:46
Small, sabe dizer quando CMIG passará por nova revisão tarifária?
Alguma chance dessa distribuição generosa já estar antecipando a não renovação do contrato pela Cemig? Já que a empresa resolveu contrariar os caprichos da Dilma, melhor embolsar os lucros logo do que deixar para o governo arranjar alguma desculpa para garfa-los na forma de multas, devoluções, etc...
Revisão em 2013:

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/08/17/internas_economia,312328/cemig-promove-reducao-de-custos-para-manter-lucro.shtml

Deve ser impactada também pelas concessões vincendas em breve...

CPLE3 e COCE3 já passaram pelas suas revisões tarifárias. Seus balanços ja estão mais proximos da nova realidade...

O último trimestre de CPLE3 provavelmente ja foi todo sob efeito da revisão:
http://bandab.pron.com.br/jornalismo/aneel-aprova-revisao-tarifaria-para-copel-39302/

Em CPLE3 deve sumir uns trocos em razão dos ativos de transmissão, especialmente... mas a indenização não ficou tão abaixo do que consta na contabilidade...

161267 - paulo_prof -  20 Dez 2012, 23:32
Citação: herdsman
Pra trade? Ou este P/L de 14 é atrativo?
Vender CPLE3 para comprar TBLE3, não entendi, ou foi so pelo DY%.
Não bota fé na CLSC4? Deve ter um P/L de 4 se corrigimos por todos os eventos fora da curva.
Que CPLE3 e CLSC4 estão bem mais baratas do que a TBLE3, não resta qualquer dúvida !!!

Mas ... e daí?

O meu objetivo no investimento em TBLE3 é um ganho líquido, entre proventos e valorização, de 25% (ou R$ 7,50 sobre o preço médio de R$ 30,00) no mais tardar até AGO2013. Até lá, a empresa distribuirá R$ 2,00 em dividendos. Para completar os 25% líquidos, será necessário que o ativo atinja o preço de R$ 36,50.

O meu objetivo em CPLE6/CPLE3 foi um rendimento líquido de 15%. Quando ele foi o atingido, considerei manter as CPLE3 para o novo objetivo dos 25%. Cheguei à conclusão, entretanto, que a CPLE3 praticamente não tem "drivers" no curto prazo para que o mercado se anime a pagar o meu preço meta. Achei que investindo numa "queridinha de mercado" as minhas chances são maiores.

161244 - aprendiz quebrado do professor -  20 Dez 2012, 22:00
Copel planeja investir R$ 1,964 bilhão em 2013
Na geração e transmissão de energia serão investidos R$ 907,8 milhões, sendo que a maior parte dos recursos vai para a usina hidrelétrica Colíder

Por Reuters

SÃO PAULO - A Copel planeja investir 1,964 bilhão de reais em 2013, informou a empresa de energia paranaense nesta quinta-feira, em comunicado.
No segmento de distribuição de energia, a empresa investirá 986,4 milhões de reais. Outros 69,9 milhões de reais serão destinados ao setor de telecomunicações.

Na geração e transmissão de energia serão investidos 907,8 milhões de reais, sendo que a maior parte dos recursos vai para a usina hidrelétrica Colíder (449 milhões de reais), que a empresa está construindo no Mato Grosso.
Ainda no segmento de geração, a hidrelétrica Mauá receberá 58,6 milhões de reais em recursos e a pequena central hidrelétrica (PCH) Cavernoso II receberá 8,3 milhões de reais.
A linha de transmissão Araraquara-Taubaté receberá 132,8 milhões de reais e a subestação Cerquilho terá 20,5 milhões de reais.
O valor total de investimentos previsto para 2013 não contempla eventuais aquisições ou investimentos de coligadas e controladas, disse a Copel, em comunicado.

161091 - small caps -  19 Dez 2012, 18:14
E continuam crescendo:

19/12/2012 15:40 COPEL (CPLE-N1) - COPEL ARREMATA DOIS LOTES NO LEILAO DE TRANSMISSAO DA ANEEL

(19/12) COPEL (CPLE-N1)
DRI: Ricardo Portugal Alves
COPEL arremata dois Lotes no Leilao de Transmissao da Aneel

A empresa enviou o seguinte comunicado:

A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em cumprimento ao disposto na Instrucao CVM 358/2002, comunica ao mercado que, no Leilao de Transmissao Aneel 007/2012 realizado nesta data, conquistou o direito de construir e operar os seguintes empreendimentos:


Lote LT SE Local RAP CAPEX (1) SPE Operacao
(Km) (Estados) (R$ milhoes) (R$ milhoes) Comercial(2)
(meses)

B 37 1 SP 5,9 57,8 100% COPEL GeT 22

G 967 - BA, MG e GO 100,3 960 24,5% COPEL GeT 36
24,5% Furnas
51% State Grid

1 Valor de Referencia da Aneel.
2 Em relacao a data de assinatura do respectivo contrato de concessao.

Todos os empreendimentos integram o Programa de Aceleracao do Crescimento (PAC).
A vigencia dos contratos de concessao e de 30 anos a partir de sua data de assinatura.

A administracao da COPEL reitera seu compromisso com a disciplina financeira na  conducao de seu plano de expansao, tendo em vista que os lotes arrematados possuem retornos esperados acima do custo de capital proprio da Companhia.

161082 - small caps -  19 Dez 2012, 17:33
O negócio é mesmo relevante...

Vide notas explicativas, item 7:

http://www.rad.cvm.gov.br/ENETCONSULTA/frmGerenciaPaginaFRE.aspx?NumeroSequencialDocumento=22501&CodigoTipoInstituicao=2

O valor atualizado monta a quase R$ 1,4 BILHÃO!

Só espero que não haja eventual desconto muito alto... mas como a empresa negocia a P/VPA um pouco acima de 0,5... o mercado não espera muita coisa boa para o futuro da companhia...

Segue trecho:

7 Repasse CRC ao Governo do Estado do Paraná
Através do quarto termo aditivo, assinado em 21.01.2005, a Companhia renegociou, com o Governo do Estado do Paraná, o saldo da Conta de Resultados a Compensar - CRC, em 31.12.2004, no montante de R$ 1.197.404, em 244 prestações recalculadas pelo sistema price de amortização, atualizado pela variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna - IGP-DI, e juros de 6,65% a.a., os quais são recebidos mensalmente, com vencimento da primeira parcela

161075 - small caps   -  19 Dez 2012, 17:07
Sobre Copel, ainda,...

Ao mesmo tempo em que algumas concessões vencem (poucas na área de geração), outras estão engatinhando para começar a gerar receita...

Observem o tamanho do investimento realizado e o preço em que a energia será vendido... Fruto de uma época em que o custo e capital era muitíssimo superior ao atual...

Na área de transmissão são vários empreendimentos sendo construídos que devem em parte compensar em parte o fim das vacas gordas no segmento...

É por isso que a dívida líquida da empresa estava aumentando um pouco... investimentos importantes sendo realizados.

Segue:

Início da operação comercial da UHE Mauá
A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em cumprimento ao disposto na Instrução CVM 358/2002, comunica ao mercado que, a primeira unidade geradora da Usina Hidrelétrica Mauá – com potência de 117 MW - está operando comercialmente desde o dia 23 de novembro de 2012.
Mais quatro unidades geradoras estão em fase de testes e iniciarão a fase de operação comercial em breve. Duas delas, com potência de 117 MW cada uma, juntamente com a unidade atualmente em operação comercial, formam a casa de força principal da usina (potência de 350 MW). As outras duas unidades, com 5,5 MW de potência cada uma, formam a casa de força complementar (potência de 11 MW).
A UHE Mauá possui 361 MW de potência e está localizada no rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira. O direito de construir e operar a usina pelo prazo de 35 anos foi arrematado pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul - formado pela COPEL (51%) e Eletrosul (49%) - durante o Leilão ANEEL nº 04/2006, realizado em 10 de outubro de 2006. Foram investidos cerca de R$ 1,4 bilhão em sua construção, que contou com R$ 704 milhões de financiamento do BNDES. A energia gerada pela usina – 192 MW médios - foi vendida no mercado regulado por 30 anos, a contar de 1º de janeiro de 2011 ao preço de R$ 154,69/MWh (base outubro de 2012).

161073 - small caps -  19 Dez 2012, 17:03

Tem um valor para receber do Estado:

Negociação para Liquidação Antecipada da CRC
A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em cumprimento ao disposto na  Instrução CVM 358/2002, comunica ao mercado que está em negociação com o Governo  do Estado do Paraná para liquidar antecipadamente o saldo da Conta de Resultados a  Compensar – CRC. A negociação ora em andamento, após concluída, deverá ser submetida à aprovação dos órgãos competentes.

É uma bela grana que pode entrar em caixa... o impacto? é possível que aceitem alguma redução da dívida... uma vez que haverá antecipação de pagamento...

De qualquer sorte, é uma bela iniciativa para diminuir o risco do controlador estatal... o Estado do Paraná não parece mais interessado em utilizar suas empresas estatais como palanque eleitoral.

160181 paulo_prof -  12 Dez 2012, 16:24
Citação: uqaz
Pomba, vc fez o q ainda não tive coragem de fazer rs
[...]
Do lado da CPLE3, embora eu ache que o ativo esteja mais descontado do que a TRPL4, aparentemente não há "drivers" para que o mercado pague sensivelmente mais do que está pagando. Nem mesmo o aumento de capacidade que a empresa está agregando de agora até o início de 2013 parece animar o mercado.

Sinceramente, prefiro ter em carteira um ativo "volátil" do que algo que fica parado quase que indefinidamente ... Com TRPL4, pelo menos a vida parece ficar mais interessante !!!!

160055 - renato1631 -  11 Dez 2012, 21:19
Copel

Copel e Eletrosul investem R$ 1,4 bi em hidrelétrica Mauá
Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)
11/12/12

O empreendimento, que compõe o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem capacidade instalada de 361 MW.

A Usina Hidrelétrica Mauá, construída entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, no Paraná, será inaugurada nesta quarta-feira (12/12).

O empreendimento, que compõe o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem capacidade instalada de 361 MW - suficiente para atender a 1 milhão de pessoas - e recebeu investimento de aproximadamente R$ 1,4 bilhão do consórcio energético Cruzeiro do Sul, formado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia), com 51%, e pela Eletrosul Centrais Elétricas, empresa Eletrobras, com 49%.

"Entregar essa usina representa a retomada da geração de energia em um estado onde a empresa já teve uma participação efetiva no aproveitamento hidrelétrico com as usinas de Salto Osório e Salto Santiago", disse Eurides Mescolotto, presidente da Eletrosul.

Apenas duas das cinco unidades geradoras da usina estarão operando comercialmente. As outras três estão na fase der testes. Até janeiro de 2013, todas as unidades estarão com suas operações em andamento.

159493 - polycrav -  06 Dez 2012, 12:15
O "efeito Dilma" nas elétricas...

1. Cesp 

Perda com indenizações
R$ 5,373 bilhões (diferença entre a indenização calculada pela empresa -R$ 7,132 bi- e a oferecida pelo governo -R$ 1,759 bi)
Perda com tarifas
R$ 2,316 bilhões (receita atual -R$ 2,5 bi- menos a obtida com a tarifa exigida pelo governo -R$ 184 mi)
Perda com ações
Queda de 39% entre o anúncio do plano e a recusa na adesão 

2. Cemig 

Perda com indenizações
A empresa não divulga. O mercado estima que poderiam chegar a R$ 6,8 bi
Perda com tarifas
A empresa não divulga
Perda com ações
Queda de 19% entre o anúncio do plano e a recusa na adesão 

3. Copel 

Perda com indenizações
R$ 80 milhões (governo ofereceu zero)
Perda com tarifas
- geração: R$ 72 milhões
(R$ 96 mi faturados atualmente menos receita com tarifas exigidas no plano -R$ 24 mi)
- transmissão: R$ 178 mi
(R$ 305 mi de receita atual menos R$ 127 mi se aderisse ao plano) 

159346 - paulo_prof -    05 Dez 2012, 15:18
Citação: eduardocairo
Pessoal, quais os ativos vocês acham que ainda valem entrada nos preços atuais? Grande abraço.
BBAS3 ... está de graça ...

Só o lucro com o BBPO11 representa 25 centavos e um aumento importante no índice de Basiléia, tornando mais remota uma necessidade de capitalização no curto prazo. Importante, também, o fato do BB ter aprendido o "caminho das pedras". Considerando o interesse do mercado no BBPO11, quando julgar conveniente, o BB poderá repetir a experiência, mas agora com uma oferta muito superior, na casa de vários bilhões.

Acho que no setor elétrico há várias pechinchas. Sou capaz de apostar que a GETI3, a CMIG3 e a TRPL4, nos preços atuais acabarão se mostrando ótimas opções.

A CPLE3 também está muito barata ... mas como o payout é pequeno, será necessário ter muito mais paciência.

159232 - paulo_prof -   04 Dez 2012, 19:18
A minha estimativa de preço justo da CPLE6 é de aprox. R$ 43,00. Aplicando um desconto de 24% sobre este preço, chega-se a uma estimativa de aprox. R$ 34,00 para a CPLE3.

Infelizmente, não enxergo drivers no curto prazo que possam induzir uma alta expressiva e continuada nos preços. O payout é muito baixo para torná-la um opção sólida para as carteiras de dividendos e a queda no lucro que advirá devido a renovação da concessão de transmissão tenderá a inibir uma alta nas cotações.

A minha posição na CPL3 é, em conseqüência, bastante modesta.


335118 - 05 Mar 2017, 22:29
A Copel já reconheceu na receita operacional do 2T16, os R$ 978 milhões relativos à Indenização. Ou seja, do ponto de vista contábil, agora só poderá contabilizar o "rendimento" da RBSE. Note que (que eu saiba) a ANEEL ainda não homologou o valor calculado pela Copel, ou seja, pelo menos em tese este valor poderá ser menor (impactando resultados futuros). O que vai ocorrer é que na RAP será incluída a remuneração e a amortização da RBSE, em suaves prestações.

No 2T16, além do reconhecimento dos R$ 978 milhões da RBSE, foi contabilizada também uma Receita devida à Reversão em Provisões para litígios, de R$ 211 milhões, totalizando R$ 1,189 bilhões em Receitas Não Recorrentes. Se vc deduzir estas receitas não recorrentes, o Resultado Antes dos Impostos teria sido de aprox. R$ 377 milhões, e o lucro líquido, 207 milhões, R$ 786 milhões menor do que o lucro líquido contabilizado.

O endividamento líquido de R$ 7 bilhões só é "tranquilo" quando comparado com o ebitda anual, por causa do ebitda excepcional do 2T16. A relação endividamento líquido / ebitda emplacou 2,03 ao final do 3T16. Desconsiderando as receitas não recorrentes do 2T16, a relação ficaria 3,09.

Quero deixar claro que não antevejo grandes ameaças para a Copel. Por outro lado, entretanto, quero alertar que nem tudo são flores e que os múltiplos atuais estão inflados por eventos não recorrentes.

158836 - ghfranco -  30 Nov 2012, 19:17
30/11/2012 16:49 COPEL (CPLE-N1) - DECISAO SOBRE A PROPOSTA ANTECIPADA DA PRORROGACAO DAS CONC.

(30/11) COPEL (CPLE-N1) - Decisao sobre a Proposta de Antecipacao da Prorrogacao  das Concessoes
DRI: Ricardo Portugal Alves

A empresa enviou comunicado, no qual consta:

A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em cumprimento ao disposto na Instrucao CVM 358/2002, comunica ao mercado que, na data de hoje, os seus acionistas, reunidos na 184 Assembleia Geral Extraordinaria, respaldados por  recomendacao do Conselho de Administracao, expedida em sua 109 Reuniao  Extraordinaria, decidiram:

(i) DECLINAR da proposta do Poder Concedente para antecipacao da prorrogacao das  centrais geradoras abaixo relacionadas, constantes no Contrato de Concessao  ANEEL n 045/1999:

(ii) ACEITAR a proposta do Poder Concedente para antecipacao da prorrogacao dos ativos de transmissao, constantes no Contrato de Concessao ANEEL n 060/2001.

A decisao levou em conta a capacidade de geracao de caixa e a dimensao estrategica desses ativos, preservando ao maximo o valor da empresa em ambos os casos.

A nao prorrogacao das concessoes de geracao acima descritas fundamenta-se na agregacao de valor que o contrato atual representa, quando considerada a capacidade de geracao de fluxos de caixa comparando-se os valores atuais de remuneracao de energia com os ofertados para a prorrogacao daqueles ativos.

A decisao de prorrogar o contrato de concessao de transmissao visou a perenidade do negocio de transmissao da COPEL, porque dilui custos operacionais e permite reter o valioso conhecimento acumulado em transmissao ao longo dos anos, elementos que dao a Companhia plena condicao de continuar atuando enquanto agente consolidador desse ramo de negocio no Brasil. Essa decisao considerou ainda a alteracao promovida pela MP 591, de 29 de novembro de 2012, que autorizou o Poder Concedente a pagar indenizacao adicional relativa aos ativos da Rede Basica do Sistema Existente (RBSE) constituidos anteriormente a maio de 2000 e ainda nao depreciados. Considerando-se os termos da MP 591, a Companhia estima receber indenizacao complementar que, calculada de acordo com as regras do IFRS, refletiam aproximadamente R$ 180 milhoes em 30 de setembro de 2012.

O aceite em antecipar a prorrogacao das concessoes de transmissao tambem contribui diretamente para a reducao dos precos da energia eletrica no Brasil, demonstrando o compromisso permanente da COPEL e do Estado do Parana em prol da ampliacao da competitividade de nosso pais.

A Administracao da COPEL, com o intuito de mitigar os impactos da MP 579 sobre a expectativa de geracao de caixa das concessoes de energia eletrica outorgadas a Companhia, entende como prioritaria a implantacao de um minucioso programa de otimizacao de custos.

157251 - Ploko -  16 Nov 2012, 02:04
Se eu bem conheço a Copel, em se tratando dos ativos de geração, em especial a Usina Governador Parigot de Souza, carinhosamente chamada de Usina GPS, que é a maior dentre as que estão na pauta para a renovação, não tenho dúvidas de que a empresa irá renovar a sua concessão.

Digo isto pois esta usina é simplesmente a "menina dos olhos" da empresa. Ela foi e ainda é uma verdadeira obra de engenharia para a época em que ela foi construída em 1971, dentro de uma rocha em pela Serra do Mar.

Olhando apenas do ponto de vista financeiro, pode não ser vantajosa a renovação para a Copel, mas ela abrir mão de operar e manter este belo patrimônio, acho muito difícil.

Neste video é possível entender em detalhes do que estou falando. Apesar do video já ser bem antigo, mostra bem como é a bela Usina de GPS! Para quem admira estas obras, em particular Usinas Hidrelétricas, vale a pena uma visita.

http://www.youtube.com/watch?v=sQkHMdVDsVM

157230 - paulo_prof -  15 Nov 2012, 22:52
Sou da opinião de que o risco de um investimento hoje na CPLE é próximo de zero ... pena que a empresa é má pagadora de proventos ...

Já na CMIG a incerteza é grande ... quais são as chances da justiça obrigar o governo a renovar automaticamente, por mais 20 anos, as concessões das 3 usinas? Acho que a briga é boa e tem chances de ser bem sucedida (se eu fosse juiz, considerando que neste ano e no ano passado ocorreram renovações automáticas, o governo teria dificuldades em justificar a diferença de tratamento ... fica parecendo que a não isonomia de tratamento tem motivação política).

157228 - paulo_prof -  15 Nov 2012, 22:43
Na minha opinião, se a Copel tivesse certeza de que conseguiria, sem problemas, vencer a licitação para as novas concessões, seria economicamente vantajoso não renovar agora.

Em conseqüência, do ponto de vista de resultados, a pior situação é se decidir pela renovação.

As minhas hipóteses (pior caso) para algumas contas de padeiro são as seguintes:

a) Receita Anual Líquida corrente da Copel GT (Geração/Transmissão): R$ 2,25 bilhões
b) Lucro Operacional Anual corrente da Copel GT: R$ 1,1 bilhões
c) Despesas Anuais de Amortização e Depreciação: 11,5% da Receita Líquida
d) Demais Despesas Operacionais correntes (incluindo financeiro) mantidas integralmente = R$ 890 milhões
e) Perda de Receita Anual de Transmissão: R$ 200 milhões
f) Perda de Receita Anual de Geração: R$ 50 milhões
g) Baixa Contábil de Ativos: R$ 300 milhões
h) Receita Anual da idenização = R$ 60 milhões
i) Lucro Líquido Anual do "resto" da Copel = R$ 380 milhões

Moral da história: o quadro da Copel GT após a renovação das concessões seria

Receita Líquida Anual = 2.250 - 250 = R$ 2.000 milhões
Despesa Anual de Amortização/Depreciação = - R$ 250 milhões
Demais Despesas Operacionais = - R$ 890 milhões
Receita Anual Idenização = R$ 60 milhões
Resultado Operacional = R$ 920 milhões
IR/CS = - R$ 320 milhões
Lucro Líquido da Copel GT = R$ 600 milhões

Lucro Líquido da Copel = R$ 980 milhões

Isto corresponde a um LPA = R$ 3,58

Devido a baixa contábil de dos R$ 300 milhões, o lucro líquido do 4T12 seria pífio, da ordem de R$ 80 milhões.

Desprezando o resultado do 4T12 e considerando somente a situação a partir da renovação, supondo que o lucro anual calculado acima se mantenha inalterado, em termos reais, pelo prazo da concessão de 30 anos, e adotando uma taxa anual de desconto real de 8% obtém-se um preço justo de R$ 40,00 !!!!!

Haja margem de segurança !!!!! ou não ???

157225 - small caps -  15 Nov 2012, 21:57
É por aí Barbado...

No que tange ao ativo de geração, já que não haverá indenização, considero pertinente acreditar que a empresa não vai querer prorrogar a concessão agora. Pena que no mundo político nem sempre as coisas são técnicas (apesar de que no Paraná, aparentemente, o populismo foi deixado um pouco de lado nas estatais), como fez a TRPL4. Aliás, digno de aplausos!

E, em não renovando, é possível que os R$ 133,9 milhões sejam amortizados até o prazo final da concessão, 2015 provavelmente.

Na transmissão, até é mais provável renovar antecipadamente, pois o valor da indenização mais a nova RAP até lá é superior ao que vai gerar de receita até 2015 se ficar como está. E, junto da queda da receita líquida, vem uma melhora de uns R$ 60 / 70 milhões anuais no resultado financeiro em razão do valor da indenização... diminuindo um pouco o impacto da perda de receita. E sobre tudo incide impostos, diluindo a perda total ao final.

De qualquer sorte, vejo que a empresa já estava se preparando para o cenário de 2015, pois investe forte em novos ativos de geração e transmissão. Um dos ativos de geração, inclusive, está começando por agora sua operação comercial.

OBS: CPLE3 acabou de passar pela revisão tarifária em junho e a revisão extraordinária não muda os critérios, apenas mudará a tarifa para considerar eventual redução dos custos da parcela A (compra de energia, gastos com transmissão e encargos que serão reduzidos).

157224 - small caps -  15 Nov 2012, 21:50
 Citação: jlc007
O que vcs acham da disputa CMIG3 x CPLE3 ?
Pelo jeito Small fez opção pela segunda , mas os números publicados pelo Prof sobre CMIG são tentadores ?
Qual escolher?
CMIG3 é melhor administrada que a CPLE3 e mais generosa nos proventos.

Só que CPLE3 está muiiiiiiiiiiiiiiito mais barata e o impacto da renovação das concessões é bem menor também.

Além disso, a dívida líquida da CMIG3 não é nada desprezível.

157217 - Barbado -  15 Nov 2012, 20:06
Pelo que pude extrair do Release os impactos da Medida Provisória 579 são as seguintes:

Geração: Irá perder 5% da capacidade instalada ou 272 MW, insignificante no aspecto receita, porém a indenização desses ativos é "nula", então haverá baixa total dos ativos registrados em 30/09/12 no valor de 133,9 milhões.

Transmissão: 93% das linhas de transmissão vão para o ralo, haverá uma indenização de 893,9 milhões para um valor contábil de 1.072,3 ou seja mais uma baixa nos ativos da ordem de 178,4 milhões.

As receitas de RAP hoje são da ordem de 328,7 milhões, havendo um corte de 93% restarão apenas 23 milhões, porém haverá um novo valor a vigorar que será de 116,1, logo a RAP final será de 23 + 116,1 = 139,1 ou seja perda de receita da ordem de 189,6 milhões (328,7 - 139,1).

Distribuição: Por força dessa Medida Provisória em 02/2013 a Distribuidora passará por uma Revisão Tarifária Extraordinária para ajustar as tarifas de acordo com a redução dos encargos setoriais e novos custos de compra e transporte de energia.

A empresa fará uma AGO (Assembléia Geral Extraordinária) em 30/11/2012 para decidir se aceita ou recusa a renovação das concessões.

O mercado colocou todas as elétricas no mesmo "saco" entretando se considerarmos os dados acima, para quem tem um horizonte de mais "longo prazo" é uma boa aposta.

157209 - small caps -  15 Nov 2012, 18:45
Sobre CPLE,

Acho que foi o Daniel que perguntou:

Sim, ela ja apresentou o balanço após a revisão tarifário ocorrida em junho... ou seja, já é um lucro real. Está com P/L entre 5 e 6, portanto.

Ano que vem pode ser impactada pela queda de receita de transmissão e geração. Mas não são tão relevantes para o balanço como as demais do setor.. e a baixa contábil não deve superar os R$ 300 milhões em caso de aceitação. A queda de receita deve diminuir, talvez uns R$ 200 milhões anuais no lucro líquido. Mas tem vários projetos em vias de começar o receitamento... que deve compensar em parte esta perda.

É de se esperar numa previsão pouco otimista e desprezando os novos negócios, e o impacto contábil de eventual aceitação da prorrogação das (poucas) concessões que vencem até 2017, um lucro de uns R$ 900 milhões anuais, pelo menos.

Deve pagar proventos este ano ainda. Aliás, o lucro deste ano também ja esta afetado por baixas contábeis não recorrentes decorrentes da revisão tarifária ocorrida em junho, reconhecido no segundo trimestre (por isto a queda mais elevada do lucro em comparação ao ano passado.

Portanto, foi neste ativo que busquei a forma de recompor um pouco minha posição nas elétricas, após a forte queda ocorrida.

156897 - herdsman -  14 Nov 2012, 08:20
E atenção se nos equalizamos o resultado do 3T2012 da COPEL por impostos diferidos
o resultado é : 334 milhões contra somente 312 milhões em 2011 (também corrigido pelos impostos diferidos).
Entendo que uma elétrica hoje queira esconder um pouco o lucro.

156889 - small caps - 14 Nov 2012, 02:54
Alias, gostaria de ver esta mesma transparência que a Copel teve nas demais empresas do setor...

Quando algo dá errado... ela logo tem feito baixas contábeis... Procedimento que merece destaque...

156888 - small caps -  14 Nov 2012, 02:52
Ilustres, a própria COPEL discorre sobre eventuais efeitos contábeis em caso de aceitação da renovação das suas concessões. Note que o bicho papão é bem menor nesta empresa do que na média do mercado... Num cenário pessimismo, o impacto contábil deve chegar bruto a uns R$ 300 milhões...

Tem empresa cujo impacto será multi-bilionário...
Segue:

Prorrogação das Concessões
Em 11 de setembro, o governo federal adotou a Medida Provisória (MP) nº 579/2012 que dispõe sobre a prorrogação das concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, sobre a redução dos encargos setoriais e sobre a  modicidade tarifária.
No segmento de geração, a Copel possui apenas 5,0% de sua capacidade instalada – ou 271,9 MW – com vencimento até  2017. A portaria MME/MF 580 estabeleceu valor nulo para as indenizações destes ativos, ao passo que o valor contabilizado  no balanço da Companhia ao final do trimestre era de R$ 133,9 milhões. As novas tarifas definidas pelo poder concedente estão dispostas na tabela a seguir. As próximas concessões de geração vencerão em 2023, 2029 e 2030.
Usinas Hidrelétricas
Potência
(MW)
Tarifa
(R$/kW.ano)
Governador Pedro Viriato Parigot de Souza (Capivari/ Cachoeira)
260,0 57,11
Mourão I 8,2 163,57
Chopim I 2,0 249,13
Rio dos Patos 1,7 237,49
Já no segmento de distribuição, a Companhia passou pelo 3º Ciclo de Revisão Tarifária em junho, resultando num efeito tarifário médio percebido para o consumidor de -0,65%. Conforme previsto na MP 579, a Copel Distribuição passará por uma Revisão Tarifária Extraordinária em fevereiro de 2013 para ajustar as tarifas de acordo com o impacto da redução dos encargos setoriais e do menor custo de compra e transporte de energia.
Por fim, no segmento de transmissão, a Copel conta atualmente com 2.023 km de linhas de transmissão e 10.902 MVA de  capacidade em subestações. A Receita Anual Permitida (RAP) desses ativos é de R$ 328,7 milhões para o ciclo 2012/2013, sendo que cerca de 93%, equivalente a R$ 304,8 milhões estão sujeitos aos efeitos da MP 579 (Contrato 060/2001). A portaria MME/MF 580 estabeleceu indenização de R$ 893,9 milhões para estes ativos, ao passo que o valor contabilizado no
balanço da Copel ao final do trimestre representava R$ 1.072,3 milhões (incluídas as instalações autorizadas pela Aneel que estão sendo construídas). A RAP homologada caso seja aceita a antecipação da renovação das concessões é de R$ 116,1 milhões.
A administração da Companhia está realizando diversos estudos e projeções internas, a fim de concluir sobre a ratificação ou não da prorrogação dessas concessões, cuja resposta final é devida até o dia 4 de dezembro de 2012. Foi convocada para o dia 30 de novembro de 2012 uma Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de deliberar sobre a prorrogação das concessões de geração e transmissão abrangidas pela MP 579, decisão a partir da qual serão reconhecidos os efeitos contábeis pertinentes.

156877 - small caps -  14 Nov 2012, 01:55
COCE e CPLE soltaram balanços após as revisões tarifárias nas distribuidoras... por isso balanços excelentes...
[...]

156860 - Rafiusk_ro -  14 Nov 2012, 01:28
COPEL

O lucro líquido da Copel totalizou R$ 824,0 milhões nos nove primeiros meses de 2012, montante 16,6% menor do que os R$ 988,1 milhões apurados durante o mesmo período de 2011. Essa redução no lucro líquido é explicada:
(i) por ajustes no balanço patrimonial da Copel Distribuição conforme determinação do agente regulador do setor elétrico, a Aneel, relacionados aos efeitos do 3º Ciclo de Revisão Tarifária – impacto negativo líquido de R$ 134,2 milhões – que  resultou em redução tarifária média percebida pelo consumidor de 0,65%, e à adequação à Resolução Aneel nº 474/12 – impacto negativo líquido de R$ 28,1 milhões - que determinou o alongamento da vida útil dos ativos de energia; e
(ii) pelo movimento de ativos e passivos regulatórios não reconhecidos pelo IFRS (efeito negativo de R$ 102,5 milhões).

156842 - paulo_prof -  14 Nov 2012, 01:09
CPLE6
PREÇO: R$ 27,62
PAYOUT (2011): 38,2%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses:
P/L 7,65
P/VPA 0,60
PSR 0,92
DY 4,99%
EV/EBITDA 4,91
MARGEM BRUTA 27,0%
MARGEM OPERACIONAL 17,0%
MARGEM LÍQUIDA 12,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,611
MARGEM EBITDA 21,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 17,7%
ROE 7,88%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,55

Taxas de Crescimento dos Resultados dos 9M12 em relação aos Resultados dos 9M11:
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +7,5%
RESULTADO BRUTO -6,1%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -48,1%
RESULTADO OPERACIONAL -14,2%
RESULTADO LÍQUIDO -17,4%
EBITDA -7,3%

Taxas de Crescimento dos Resultados dos 3T12 em relação aos Resultados dos 3T11:
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +1,9%
RESULTADO BRUTO -8,8%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +490,4%
RESULTADO OPERACIONAL +18,0%
RESULTADO LÍQUIDO -7,8%
EBITDA -5,2%

Taxas Anuais Médias de Crescimento Nominal
a) do lucro líquido:
UA -12,21%
U2A -1,47%
U3A -1,25%

b) do patrimônio líquido médio
UA 6,34%
U2A 15,56%
U3A 13,05%

Taxa anual média REAL de crescimento do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária durante os próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e desconto anual real de 8% seja IGUAL ao preço atual: -16,0%

154920 - paulo_prof -  02 Nov 2012, 19:05
Interessante... teria que ver como está contabilizado o valor da transmissão que, de qualquer sorte, é das menores fontes de receitamento da CPLE3.
Isto pode trazer impactos não recorrentes... tanto de um lado como de outro... em tese, a diferença contábil entre o ativo que consta em balanço e o que foi reconhecido como valor indenizável poderia aparecer como lucro ou prejuízo não recorrente...
Para a empresa que vc citou a diferença é bem mais relevante...
Atendo-se à sua última frase, o que vc quis dizer, se referiu a que, a diferença do valor contábil para o valor que será pago de indenização?
Se for isso, procurei nas notas explicativas e não achei esse bendito valor contábil, vi um valor lá de 252 milhões, mas não sei se é isso............dá um help aí Small, vc que sabe o caminho das pedras.
Se referiu a essa diferença, ou viajei??
Se não estou enganado, uma das concessões que está vencendo seria a da Copel Distribuidora, não? Nas Demonstrações Financeiras das Controladas, o valor contabilizado na rubrica Contas a receber vinculadas à concessão seria de R$ 2,243 bilhões em 20JUN. Além disto, a Copel também contabiliza um intangível apreciável correspondente à Copel Distribuição. Algo acima dos R$ 1,3 bilhões. Se os 900 milhões aos quais vc se refere acima incluem a Copel Distribuição ... sai de baixo ...

Já no que tange a Copel Geração e Transmissão, a situação em 30JUN2012 era a seguinte: Contas a receber vinculadas à concessão = R$ 1,081 bilhões. Ocorre que há poucas (em número) concessões vencendo. Não há informação sobre os percentuais das capacidades totaois de geração e de transmissão que estão vencendo.

154852 - small caps -  02 Nov 2012, 01:59
Citação: danieljoseaa
Small, a Copel vai levar quase 900 Milhões, não sei se é o valor "justo" ou não.
Interessante... teria que ver como está contabilizado o valor da transmissão que, de qualquer sorte, é das menores fontes de receitamento da CPLE3.

Isto pode trazer impactos não recorrentes... tanto de um lado como de outro... em tese, a diferença contábil entre o ativo que consta em balanço e o que foi reconhecido como valor indenizável poderia aparecer como lucro ou prejuízo não recorrente...

Para a empresa que vc citou a diferença é bem mais relevante...

149353  - jbegood -  19 Set 2012, 13:44
Segue post copiado lá do fórum dividendos! Geração Futuro comentando suas posições em elétricas!

Citação: GF
Redução no preço da energia elétrica

As medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os preços de energia elétrica, trouxeram muita oscilação para as ações.

A redução de tarifas será de duas formas:

- A primeira é a redução e eliminação de encargos federais – CCC, CDE e RGR - sobre o preço da energia elétrica, e isto reduzirá em cerca de 7% a tarifa do consumidor final, não afetando a rentabilidade das empresas e possivelmente causando um impacto positivo pelo aumento consumo.

- A segunda medida, que reduzirá em aproximadamente 13% as tarifas, refere-se às imposições pelo governo para renovar as concessões de usinas de geração que tem concessão vencendo de 2015 a 2017 – exigindo corte de tarifas e investimentos para renovar estas usinas.

Como são impactadas as empresas do portfólio da Geração? As notícias impactaram todo o setor na bolsa, mas cada empresa tem um impacto diferente nos resultados. A geração investe em quatro empresas de energia, e o impacto em cada uma delas está explicado abaixo:
[...]
COPEL – A Copel atua no segmento de distribuição, geração e transmissão. No segmento de distribuição sua atividade já é totalmente regulada e sofre interferências da Aneel na revisão tarifária, o que já aconteceu em 2012 e somente ocorrerá novamente daqui a 4 anos. Este segmento deve ter impacto marginalmente positivo da redução de encargos pelo governo, com o aumento no consumo. No segmento de geração menos de 5% da capacidade de geração da Copel é impactado pelas medidas anunciadas, de forma que a empresa terá um impacto negativo muito diluído no resultado. Consideramos que a Copel não terá resultados prejudicados de forma relevante pelas medidas.
[...]

148903 - paulo_prof -  16 Set 2012, 15:06
No que concerne a observação do Tota que identifiquei em negrito, se não estou enganado:
a) a empresa, no 2T12, contabilizou, como despesa fianceira, R$ 195 milhões relativos à diferença da conta da ANEEL e da empresa concernente à base da remuneração regulatória e que não estão sendo questionados administrativamente junto à ANEEL (Atualização do valor justo do contas a receber vinculadas à concessão). Pelo que entendi, há ainda R$ 155 milhões de diferença que a empresa está contestando administrativamente junto a ANEEL. Em caso de negativa final, esta diferença representará aprox. R$ 102 milhões líquidos no lucro;

b) pelo lado positivo, também se entendi direito, a Conta de Compensação da Parcela A melhorou muito do final do 4T11 para o final do 2T12: de um passivo regulatório de aprox. R$ 119 milhões, a conta passou para um passivo de aprox. R$ 32 milhões, uma "melhora" de aprox. 87 milhões.

Mas, tenho que concordar com o Tota. No frigir dos ovos o que vai realmente "pegar" é o preço que a empresa vai conseguir na venda de sua energia à medida que os contratos de fornecimento vão vencendo.

148882 - tota57 -  15 Set 2012, 22:44
Quanto tempo meu caro.

Eu tive uma semana puxada no trabalho, muita coisa acontecendo em paralelo a essa tempestade que assola o setor elétrico.

É muito difícil tomar decisões sem informações. Acho que nem as empresas afetadas esperavam regras tão rígidas. Somente o governo e as empresas é que possuem dados que permitem simulações para esse novo cenário, mesmo assim já deu para notar que existem muitos pontos e valores diferentes, como por exemplo os que dizem respeito a depreciação dos ativos.

Até 15/10 as empresa terão que decidir se renovam ou não, antes mesmo de conhecerem os valores dos ativos não depreciados e das tarifas que serão praticadas. Terão que decidir com as informações que possuem e com as interpretações que fizerem do Decreto Presidencial que será publicado depois de amanhã.

O prazo para assinatura dos aditivos contratuais é 04/12, nesse momento as empresas já terão informações oficiais de tarifas e valores de ativos não depreciados. Existe portanto a hipotese de manifestarem interesse e não assinarem o aditivo, caso os números sejam muito divergentes.

No momento de crise é que surgem oportunidades, já que muitas empresas tiveram suas cotações caindo entre 20% e 50%. Talvez o mercado tenha exagerado com algumas.

Eu estou tentando tirar alguma conclusão se vale ou não entrar em alguma empresa. De antemão sei aonde não entrar, TRPL, ELET e CMIG.

Em relação a Copel alguns números sinalizam que ela terá impacto menor que as citadas acima, como:

- Apenas 5% dos seus ativos de Geração estão vencendo
- Na Transmissão eu não consegui confirmar, mas ela tem 38% de ativos existentes, que creio são os antigos que vencerão.
- Independente do valor exato a Transmissão da CPLE responde por apenas 3,5% da ROL do Grupo.
- A divida liquida da empresa é muito baixa, somente 0,5 x Ebitda.
- Na cotação do dia 13/09 a empresa esta negociada a 0,63 do valor patrimonial, apesar não sabermos os efeitos das medidas no balanço (reavaliações/provisões)
- A empresa já passou pelo processo de revisão tarifária, nesse ultimo trimestre já foi possível perceber o impacto no resultado. Portanto no segmento da distribuição não deve sofrer reduções
- Por fim a Copel esta fazendo novos investimentos em Geração e Transmissão, com concessões que vencerão até 2042.

Um ponto que não consegui avaliar é em relação aos contratos da Geração que vencerão nos proximos anos, estou me referindo a contratos com clientes, e não contrato de concessão. No gráfico abaixo, que retirei de uma apresentação da empresa, nota-se que até 2017 eles terão 60% da energia assegurada disponível. Se fiz a leitura correta significa que a Copel precisará vender essa energia. Nesse ponto é que o bicho pega, tanto para ela como para a GETI, já que não sabemos a que preços conseguiram colocar a energia no mercado, uma vez que teremos 22,3 GW de oferta desses contratos de concessão que estão vencendo. Toda essa energia estão falando em R$30 Mwh, o volume é grande a capacidade instalada do Brasil é de 118 GW.

Portanto o fato de apenas 5% ser contratos de concessão vencendo não é suficiente para garantir que a COPEL não sofrerá com a negociação futura com contratos de venda de energia vincendos. Num país aonde se pretende baixar o custo da energia gerada, chamada energia velha, como é o caso de COPEL e GETI, a que preço eles conseguirão vender?

Meu filho tinha uns caraminguás para comprar ações, ele esta cursando eng elétrica e queria comprar elétrica, me ligou e recomendei que ele apostasse na Copel. Ele comprou um pouco. Talvez eu também faça uma aposta na semana que vem, mas precisarei vender outro ativo.

Finalizando eu repito o que já disse por aqui esses dias, a vida das elétricas não será mais a mesma, independente do segmento. Daqui para frente a ordem do governo é reduzir margens e baixar o preço da conta de luz. Então não dá para recomendar compra.

132145 - paulo_prof - 16/Mai/2012 14:54
PREÇO: R$ 45,80
PAYOUT: 38,2%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 11,47
P/VPA 1,03
PSR 1,57
DY 3,33%
EV/EBITDA 7,23
MARGEM BRUTA 30,0%
MARGEM OPERACIONAL 18,6%
MARGEM LÍQUIDA 13,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 3,992
MARGEM EBITDA 23,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 18,1%
ROE 9,00%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,93

Taxas anuais médias nominais de crescimento
a) lucro líquido
UA 3,81%
U2A 1,07%
U3A -0,09%

b) patrimônio líquido médio
UA 15,36%
U2A 15,93%
U3A 13,71%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido necessária nos próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja 1,3 vezes a cotação atual (perpetuidade real nula; taxa de desconto real de 8%): +7%

Taxas nominais de crescimento relativas ao 1T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,86%
RESULTADO BRUTO +11,84%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -86,15%
RESULTADO OPERACIONAL -17,63%
RESULTADO LÍQUIDO -17,22%
EBITDA -0,30%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO +6,38%

ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO PASSOU DE NEGATIVO PARA POSITIVO

122582 - paulo_prof - 27/Mar/2012 00:29
PREÇO: R$ 44,75
PAYOUT (2011): 38,2%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L    10,58
P/VPA         1,04
PSR   1,57
DY    3,61%
EV/EBITDA         6,89
MARGEM BRUTA        29,8%
MARGEM OPERACIONAL    20,4%
MARGEM LÍQUIDA     14,9%
LUCRO POR AÇÃO      R$ 4,230
MARGEM EBITDA       23,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO          18,4%
ROE  9,79%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,80

Taxas anuais média nominais de crescimento
a) do lucro líquido
UA    17,20%       
U2A  6,20%        
U3A  2,38%        

b) do patrimônio líquido médio
UA    20,49%
U2A  16,25%
U3A  14,12%

Copel tentará financiamento do BNDES para estações e linha de transmissão
Por: Equipe InfoMoney
17/06/10 - 17h51
InfoMoney
SÃO PAULO - A Copel (CPLE6) enviou nesta quinta-feira (17) esclarecimento ao mercado a respeito do resultado do primeiro leilão de linhas de transmissão de 2010 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A empresa paranaense arremantou a Linha de Transmissão Araraquara 2 - Taubaté (lote A) e a Subestação Cerquilho III (lote I).
Segundo o esclarecimento, a empresa "elaborou estudos minuciosos que proporcionaram alternativas às propostas originais dos projetos", e firmou uma série de pré-contratos favoráveis junto a seus fornecedores, visando reduzir os custos das obras, o que viabilizou as ofertas em níveis competitivos.


A empresa afirmou que os lotes arrematados são estratégicos, tendo em vista que a região receberá o fluxo de energia das usinas do rio Madeira. Assim, a Copel vai pleitear uma exceção com o CMN (Conselho Monetário Nacional), para que os empreendimentos sejam elegíveis para financiamento via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), dado que as obras fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

26500 - tota57 - 23/Jan/2010 18:43
Copel acompanha Cemig na invasão ao Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro corre o risco de virar terra estrangeira,ao menos no setor elétrico. Depois da venda da Light para a Cemig,agora é a paranaense Copel que pretende invadir o estado. A empresa é candidata à compra daAmpla,distribuidora controlada pela Enel. Já teria, inclusive,apresentado uma primeira proposta aos italianos no fim de 2009. A negociação econômica, no entanto, é a parte mais simples do enredo.O que promete ser complexo é a costura política da operação.A eventual compra da Ampla pela Copel terá de passar obrigatoriamente por conversações com o governo do estado. Trata-se de um assunto extremamente delicado. Caso a negociação da Ampla se consume, as duas grandes empresas de energia do Rio de Janeiro passariam ao domínio de concessionárias de outros
estados. Em última linha: o mando no setor elétrico do Rio ficaria nas mãos dos
governos de Minas Gerais e do Paraná. Isso se os mineiros não fizerem barba,
cabelo e bigode. Ressaltese que a Cemig também tem interesse na compra da Ampla. No ano passado, o próprio governador Aécio Neves esteve na Itália conversando com o board da Enel. Na ocasião, manifestou a disposição de adquirir
alguns dos ativos do grupo no país, incluindo a distribuidora fluminense.
Além do enfraquecimento político do Rio, a investida da Cemig e da Copel trazem
a reboque o risco de exportação do centro de decisão. Nada impediria, por exemplo, que a sede e, consequentemente, a diretoria da Light ou da própria Ampla fossem transferidas para seus novos estados controladores. Do ponto de vista operacional, pode até ser um movimento difícil, por se tratarem de duas concessionárias de serviços públicos, mas impossível não é. Ao mesmo tempo em
que movimenta as peças no tabuleiro político, o governador Roberto Requião monta
o modelo para a eventual entrada da Copel no Rio de Janeiro. A ideia é criar uma
empresa de participações que seria também usada para a compra de concessões em outros estados. A Copel deverá ser acompanhada de private equities e investidores do setor elétrico. No plano de voo traçado pelo governo paranaense, a estatal assumiria 49% das ações. O restante do capital seria dividido entre os sócios privados. Este consórcio ficaria responsável pela compra dos 46,89% da Ampla em poder da Enel. O mais provável é que avance também


sobre a participação da EDP, dona de 7,7% da distribuidora fluminense.

22534 - small caps - 27/Nov/2009 23:43
citação: apoloft
small, o que acha da Copel????
Uma que estou acompanhando e tem tudo para decolar com Copa e Olimpiadas no Brasil é Embraer.... o que acha????
Copel só anda o dia que o Requião estiver longe. Populismo barato e prejuízo para o acionista. Tem coisa muito melhor no mercado. O dia que ele se mandar, aí é outra história...
Embraer ainda não dei o bote... deve sofrer com mais rescisões, despesas administrativas elevadas em razão disso... e pouca demanda internacional... Sofre muito com a crise estrangeira... Por enquanto só acompanhamento. A empresa tem uma bela administração... e por isso merece o acompanhamento.

18099 - tota57 - 22/Out/2009 23:03
Pessoal,
Mais um boato de aquisição de ativos do setor elétrico. De acordo com o Relatorio Reservado de hj a COPEL entrou na disputa para comprar a parte da AES na Brasiliana. Para os que não sabem a Brasiliana controla a AES Eletropaulo e AES Tiete. Diz o relatorio que o Requião esta negociando com o grupo americano.


Ultimamente toda semana tem especulação envolvendo ativos elétricos..rsrs 

7155 - tota57 - 13/Jun/2009 18:16
citação: GEORGE CAVALCANTITOTAL,
favor comentar COPEL
agradeço!
George,
O reajuste tarifário da Copel deve sair daqui a poucos dias, mas de antemão sabe-se que esse reajuste sofrerá uma redução de 7,49%, decorrente da homologação definitiva da revisão tarifária da empresa, que aconteceu de forma provisória em junho do ano passado.
Do ponto de vista operacional, ou seja, da qualidade do atendimento e dos serviços prestados, a Copel é uma baita empresa.
Do ponto de vista de investimento tenho minhas restrições pela ingerencia do governo na administração da empresa. Para voce ter uma ideia a Copel Geração pratica descontos na venda de energia para a Copel Distribuição, o que é bom para os clientes, mas ruim para os acionistas.
A concessão da Copel Distribuidora vence em 2015 e a renovação por mais 20 anos esta sendo questionada, havendo opiniões contraditórias. Há quem diga que o contrato de concessão preve a renovação, mas há outro entendimento, inclusive da Aneel, de que o Decreto Presidencial 10848, se sobrepoe a essa clausula.
Mesmo assim a empresa possue multiplos fundamentalistas interessantes:
P/L = 7,5 (CPLE6 cotação de ontem)
DY% = 3,34% (Idem)
Liquidez Corrente = 3,35 (balanço 1o tri 09)
P/VP = 0,99 (CPLE6 cotação de ontem)
Liquidez (%) = 0,78 (excelente)
Cotação minima ultimas 52 semanas = R$ 19,20
Cotação máxima ultimas 52 semanas = R$ 34,63
Cotação fechamento pregão de ontem = R$ 30,03 (mais perto topo que fundo)
EV/Ebitda = 3,95 (Balanço 2008)
Divida liquida = R$ 51 milhões (irrisória em relação a geração de caixa)


É isso amigo. Gosto muito dela como empresa, mas não como investimento para meu suado dim dim.

6912 - danielbehar - 08/Jun/2009 00:10
Certamente que ele vai ler.
Também moro em Santa Catarina, mais especificamente em Joinville. A CELESC nunca chamou muito a minha atenção em razão dos parcos dividendos.
Já flertei com COPEL, mas enquanto o Requião mandar no Paraná, é melhor ficar de fora. Não sei quanto do preço já embute o risco político. Dependendo das pesquisas para o próximo pleito, ela pode dar uma disparada. Dá medo de perder o bonde. rss Enfim, acho a COPEL uma jóia, mas por enquanto vou ficar só monitorando.

3155 - paulorizzi - 28/Mar/2009 16:02
"Não é isto. Qualquer empresa, de qualquer setor, deve ter reponsabilidade social. Toda e qualquer ação neste sentido, como um programa de luz subsidiada, representa custo e este custo está considerado e diluído no balanço. Não sou contrário a isto. No final, devido a custos sociais não mais do que justos, o lucro evidentemente diminui. Não estou questionando esta diminuição. O que estou questionando é o que é feito com o lucro, que já foi diminuído pelos subsídios."
"A COPEL, faça sol, chuva ou trovoada, paga porventos de 25% do lucro líquido e ponto. Como quase 90% do valor é pago em JCP, há que se descontar os 15% de impostos, de forma que efetivamente sobram 22,5% do lucro líquido no bolso do acionista. Inúmeras empresas fazem o mesmo, mas dentro de uma estratégia de gerar valor para o acionista via crescimento da empresa, negócios, lucro e, em conseqüência, crescimento dos proventos (em valor absoluto)."


"Com a COPEL parece que nada acontece. Não li relatórios (nem vou perder tempo lendo) para ""descobrir"" o que está acontecendo. Por que a COPEL só distribui 25% do seu lucro. O que estaria fazendo com os outros 75%? Não me parece que esteja gerando o valor esperado. Por que?"

3144 - paulorizzi - 28/Mar/2009 00:33
"citação: danieljoseaaSmall, Paulo e amigos, qual a opinião de vocês sobre Copel e Celesc?"

Não gosto de ambas! Como empresas de utilidade pública deveriam pagar proventos muito melhores. O DY de ambas é ridículo.

"Ambas as empresas apresentam crescimento razoável em termos de Ativos Totais e Patrimônio Líquido. Ocorre que o crescimento da CPLE não se reflete no aumento da receita líquida e lucro, provavelmente por causa do governador populista, que no fundo joga para a platéia subsidiando meio mundo. A CELESC é só um pouco melhor. Não sei realmente o que ocorre. O Small certamente deve saber. Se alguém me colocasse uma faca no pescoço e me obrigasse a ficar com uma das duas, eu escolheria a CELESC. Quero distância de tudo o que tenha a mão do Requião."

Análise Coin Valores
A Copel – Companhia Paranaense de Energia - gera, transmite, distribui e comercializa energia, além de prestar serviços de telecomunicações. A empresa é uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro. A posição de prestígio da Copel no setor é o resultado de 56 anos de experiência e competência em energia. A Copel abriu seu capital ao mercado de ações em abril de 1994 na Bolsa de Valores de São Paulo – BMF&BOVESPA - e tornou-se, em julho de 1997, a primeira empresa do setor elétrico brasileiro listada na Bolsa de Valores de Nova York. Sua marca também está presente, desde junho de 2002, na Europa, com seu ingresso no Latibex – o braço latino-americano da Bolsa de Valores de Madri. Em maio de 2008, formalizou seu ingresso no Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa. Atualmente, a Companhia atende diretamente a 3.718.949 unidades consumidoras em 393 municípios e 1.112 localidades (distritos, vilas e povoados). A Copel possui 18 usinas próprias e participação em outras 7 empresas de geração de energia, totalizando uma capacidade instalada de 5.160 MW. Para transmitir e distribuir a energia gerada, a Companhia conta com 1.913 km de linhas de transmissão e 181.367 km de linhas de distribuição, sendo a terceira maior rede de distribuição do Brasil.
Para prestar serviços de telecomunicações aos seus 877 clientes corporativos em 233 municípios, a Companhia conta com 10.677 km de cabos ópticos auto-sustentados. A Copel tem em seu quadro de pessoal 8.950 empregados.

RETROSPECTIVA 2010
Nos primeiros nove meses de 2010, a Copel apresentou lucro líquido de R$ 675,9 milhões, equivalente a R$ 2,47 por ação. A empresa possui endividamento equivalente a 19,6% do patrimônio líquido, caracterizando-a como uma das menos endividadas do setor. O EBITDA foi de R$ 1.044,3 milhões. Diante do cenário de recuperação da economia, o mercado fio da companhia cresceu 7,0% entre janeiro e setembro de 2010. O consumo industrial, comercial e residencial foram os principais responsáveis por este desempenho, apresentando crescimento de 8,3%, 8,0% e 5,4% em relação a igual período do ano anterior, respectivamente. Em 2010, a Copel arrematou a concessão para construir e operar (i) a Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada no rio Teles Pires (Mato Grosso), com capacidade instalada de 300 MW, e (ii) a linha de transmissão de 500 kV Araraquara 2 – Taubaté, localizada no interior do Estado de São Paulo, com 356 km de extensão, e a subestação Cerquilho III, localizada na mesma região, com tensão 230 kV e 300 MVA de potência. Adicionalmente, a Copel obteve a autorização para construção e operação da PCH Cavernoso II, localizada no Estado do Paraná, com potência de 19 MW.

PERSPECTIVA 2011
Para 2011, o Conselho de Administração da Copel aprovou um Programa de Investimentos de R$ 2.061 milhões, dos quais R$ 1.025 milhões serão aplicados em obras de geração e transmissão. Na conclusão da Usina Hidrelétrica de Mauá serão aplicados cerca de R$ 164 milhões e R$ 492 milhões no início da construção da Usina Hidrelétrica de Colíder.

Por Tetzner
PERFIL DA EMPRESA:
- A Copel foi criada em outubro de 1954, é a maior empresa do Paraná e atua com tecnologia de ponta nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, além de telecomunicações.
Opera um abrangente e eficaz sistema elétrico com parque gerador próprio de usinas, linhas de transmissão, subestações, linhas e redes elétricas do sistema de distribuição e um moderno e poderoso sistema óptico de telecomunicações que integra as principais cidades do Estado.
Efetua em média, mais de 70 mil novas ligações a cada ano, atendendo praticamente 100% dos domicílios nas áreas urbanas e passa de 90% nas regiões rurais.       

Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )


PAINEL DE INDICADORES
13/11/11





SELIC
11,50%
Ativo
R$
PL
VP
GR
DY
LA
Dv
Ml
EB
MS
CPLE6
  34,32
8,3
0,80
6,7
4,7%
12,0%
0,2
15%
12,0%
22,7%



·  PONTOS POSITIVOS:
- retração de 11,1% em “caixa e equivalentes de caixa” em virtude dos desembolsos relacionados ao programa de investimentos da Companhia e ao pagamento da antecipação de juros sobre capital próprio;    (  3Tx2T11 )
- acréscimo de 6,7% em “clientes”, em razão do crescimento de mercado ocorrido durante o trimestre;
- ampliação de 54,5% em “aplicações financeiras”, em razão do rebalanceamento da carteira de títulos disponíveis para venda, substituindo papéis de curto por de longo prazo, os quais poderão ser utilizados como garantias de participação em leilões;
- Em 30 de setembro de 2011, o patrimônio líquido alcançou  o montante de R$ 11.993,6 milhões +1%, equivalente a R$ 43,83 por ação. ( de R$ 11.884,4 milhões, equivalente a R$ 43,43 por ação no 2T11 )
- No terceiro trimestre de 2011, a “receita operacional” atingiu R$ 2.014,1 milhões +9% ( R$ 1.842,3 milhões no 2T11 )
- A COPEL obteve lucro líquido de R$ 345,8 milhões no trimestre  +34% na comparação com 2T11 
·  PONTOS NEGATIVOS
- No terceiro trimestre de 2011, o total de custos e despesas operacionais atingiu R$ 1.649,0 milhões   +9% em relação ao 2T11 
 
·  VISÃO ESTRATÉGICA
- A COPEL entrará com participação de 49,9% em quatro parques eólicos da Dreen Brasil Investimentos e Participações, empresa vinculada ao Grupo Galvão Energia, que permanecerá com 50,1%. Os parques Farol (com 20 MW), Olho d’Água (30 MW), São Bento do Norte (30 MW) e Boa Vista (14 MW), com potência instalada conjunta de 94 MW, estão em construção no interior do  Rio Grande do Norte e tem previsão para entrar em operação em 2013.
A energia que será produzida foi comercializada por meio de contratos de 20 anos no 2º Leilão de Fontes Alternativas realizado em agosto de 2010. A instalação dos parques eólicos deverá contar com financiamentos do BNDES e enquadramento no REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento
da Infra-Estrutura). O faturamento dos empreendimentos deverá girar em torno de R$ 50 milhões anuais.    

·  CURIOSIDADES
-  A SPE (Sociedade de Propósito Específico) Costa Oeste, resultante de parceria entre a COPEL, com 51% de participação, e a Eletrosul, com 49%, irá construir e operar a Linha de Transmissão Cascavel Oeste - Umuarama (230 kV), com 143 km de extensão, e a Subestação Umuarama (230 - 138 kV), com 300 MVA, ambas
localizadas no Paraná. Os empreendimentos terão RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 8,9 milhões, contarão com investimento da ordem de R$ 75 milhões e devem entrar em operação em janeiro de 2014.            

·  OPINIÃO DO ANALISTA
- Pessoalmente acho que o RI tem que melhorar a comunicação com os acionistas e não fazer um relatório horrível como esse; sinceramente, entendo porque a empresa é tão mal compreendida. Trata-se de uma empresa de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica com ramificação em Telecomunicações e Gás Natural. Vejam o impacto no balanço da venda de uma Telecom em outra eletrica que analisei recentemente; esta possui além da telecom a Compagás. Está precificada abaixp do Valor Patrimonial e possui uma relação Dívida/PL ínfima. Mais grata surpresa!

Por Tetzner
Gostaria de compartilhar o pronto atendimento e a eficiência operacional do RI da Copel.

Como disse acima na análise, esta é uma aquisição recente e tive a oportunidade de contribuir para a melhoria do operacional da empresa.

Meu contato não só foi bem acolhido, como o evento que o motivou foi prontamente solucionado e num sinal de atenção aos acionistas recebi todas as informações diretamente da Diretoria ( por contato telefônico ).

Empresa séria é assim: escuta, entende, respeita, corrige e dá feed back.

Parabéns ao RI da Copel

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