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sábado, 10 de outubro de 2009

Celesc (CLSC)






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Recomendação: 

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Balanços:
3T2011 – herdsman – achou fraco
                 Barbado – achou ruim
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Características:
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3144 de 5068 Modificado em 28/Mar/2009 00:33 0

paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez 2007

"citação: danieljoseaaSmall, Paulo e amigos, qual a opinião de vocês sobre Copel e Celesc?"

Não gosto de ambas! Como empresas de utilidade pública deveriam pagar proventos muito melhores. O DY de ambas é ridículo.

"Ambas as empresas apresentam crescimento razoável em termos de Ativos Totais e Patrimônio Líquido. Ocorre que o crescimento da CPLE não se reflete no aumento da receita líquida e lucro, provavelmente por causa do governador populista, que no fundo joga para a platéia subsidiando meio mundo. A CELESC é só um pouco melhor. Não sei realmente o que ocorre. O Small certamente deve saber. Se alguém me colocasse uma faca no pescoço e me obrigasse a ficar com uma das duas, eu escolheria a CELESC. Quero distância de tudo o que tenha a mão do Requião."

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3740 de 5069 07/Abr/2009 10:26 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"capa, também não gosto de CLSC6. Embora tenha um bom caixa líquido, a administração não se mostra muito eficiente no controle das despesas gerenciáveis. Distribui poucos dividendos. Inclusive vendi ações da companhia para comprar mais COCE5, também."

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6867 de 6880Modificado em 07/Jun/2009 17:33 [Citar este comentário] 0

1 tota57Comentários: 2664 - Desde: Abr 2007

Na Celesc achei interessante a composição do Capital Total da empresa. Observamos a presença de players importantes na empresa: Geraçao Futuro, Previ, Poland e Tarpon.

Diferentemente da maior parte das empresas do Setor a Celesc tem disponibilidade em Caixa suficiente para pagar toda sua dívida. Creio que ela tem um grande espaço para melhorar sua produtividade, o que podemos observar pelo baixo valor no multiplo Ebitda/Mwh.

O Small que é da terra deve conhecer bem o ativo e ficaria agradeçido se ele puder se manifestar sobre a empresa.

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6909 de 694107/Jun/2009 23:20 [Citar este comentário] 0

1 tota57Comentários: 2675 - Desde: Abr 2007

daniel,

Acabei de chegar de uma festinha e estou dando a ultima espiada para ir dormir.

Estudarei um pouco mais a Celesc.

Salvo engano a concessão dela termina em 2015 e o governo ainda não decidiu o que fazer. Tem muito interesse em jogo, são várias distribuidoras, geradoras e até transmissoras nessa situação, dentre elas, Cesp, Cemig, CTEEP, Copel,etc... Eu particularmente acho que vão acabar renovando essas concessões, mas certamente vão fazer algo para que o consumidor seja beneficiado.

Outro ponto que pesa contra Celesc, em relação a outras elétricas é a distribuuição de dividendos, bem inferior.

De qualquer forma vou seguir analisando o ativo. Espero que o Small Caps leia esses posts e manisfeste sua opinião à respeito, pois ele mora em Santa Catarina e deve conhecer bem a Celesc.

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6912 de 694108/Jun/2009 00:10 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] danielbeharComentários: 1269 - Desde: Jul 2007

Tota,

Certamente que ele vai ler.

Também moro em Santa Catarina, mais especificamente em Joinville. A CELESC nunca chamou muito a minha atenção em razão dos parcos dividendos.

Já flertei com COPEL, mas enquanto o Requião mandar no Paraná, é melhor ficar de fora. Não sei quanto do preço já embute o risco político. Dependendo das pesquisas para o próximo pleito, ela pode dar uma disparada. Dá medo de perder o bonde. rss Enfim, acho a COPEL uma jóia, mas por enquanto vou ficar só monitorando.

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12111 de 12214Modificado em 18/Ago/2009 22:16 0 tota57Comentários: 3773 - Desde: Abr 2007

citação: paulo_profTota, Small

Excetuando o fato de ser estatal (estou sabendo que vc é alérgico) e dos dividendos não serem aquela Brastemp, há algum argumento sólido para ficar fora de CLSC6? Não tive tempo/paciência para ler o relatório. Há algo no 2T09 que não seja recorrente?

Boa noite professor,

Eu estou com 50% da carteira em eletricas, GETI3 e COCE3, restando pouco espaço para comprar outra empresa, se o fizer terei que vender parte do que tenho nessas vacas leiteiras.

Eu já havia feito, um tempo atrás, esse mesmo questionamento para o Small, pois ele é de SC e talvez tenha mais informações da empresa.

Tem algumas coisas na Celesc que me agradam:

1- Na Estrutura de Capital ela tem acionistas que dificilmente queimam vela boa com defundo ruim. Boa parte do capital total está com Previ, Tarpon, Poland e Geração Futuro. Recentemente a Previ, que tem 33% do capital votante, tentou mudar a Governança, para Novo Mercado, mas nem conseguiu viabilizar a Assembleia Extraordinária, houve inclusive interferencia do Sindicato dos Empregados.

2- No inicio do ano eu fiz um estudo de elétricas e a Celesc tinha o melhor EV/Ebtida do mercado = 2,4. Não li o relatório, mas para responder seu post fui conferir como esta o Ebtida do 1o Sem 2009, ele reduziu 52%, ou seja, o quadro já mudou. A empresa tem caixa para pagar toda divida e ainda sobra grana em disponibilidade, mas essa disponibilidade reduziu bem em relação ao meio do ano passado.

3- A empresa tem um enorme potencial para reduzir custos e, salvo engano, já começou a fazer um PDV. Li um depoimento de um diretor da empresa que afirmava que eles precisavam se adequar à Empresa de Referencia da Aneel. Atuamente a Celesc tem custos gerenciaveis maiores que os cobertos pela tarifa, ou seja, esta tendo que tirar do resultado.

4- Tem um multiplo que eu analiso que é o Ebtida/Mwh. Ano passado o quadro era o seguinte:

- Celesc - R$ 38,00

- Coelce - R$ 81,00

- Coelba - R$ 94,00

- Celpe - R$ 76,00

- Copel - R$ 86,00

- Light - R$ 82,00

- Elektro- R$ 70,00

- Equatorial - R$ 140,00

Para mim esse multiplo sinaliza que a empresa tem um baita mercado, mas gera muito menos caixa por MWh que outros pares do mercado. Vejo ai um sinal que a empresa tem uma grande oportunidade de melhorar o resultado. O da Equatorial é um numero meio estranho, tá muito fora da média verificada no mercado.

Enfim professor...essa empresa me intriga e tenho a impressão que um dia ela vai ainda vai dar muita alegria, principalmente se o estado deixar de ser o controlador. Eu vou estudar o relatorio dela no proximo final de semana e se encontrar alguma novidade posto por aqui.

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13686 de 13727Modificado em 06/Set/2009 10:13 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] paulo_profComentários: 317 - Desde: Jul 2009

citação: tota57

citação: ZOTTISmall! Tá por aí ainda???

Será que você poderia me explicar a situação de CLSC6?

Me parece uma oportunidade ótima Turnaround

Zotti,

Talvez no link abaixo tenha algum comentario que lhe interesse.

http://small.granweb.net/index.php?s=celesc&u=tota57

Zotti

A mim a CLSC6 também sempre intrigou. Independentemente das ponderações do TOTA no link acima (Tota, vc ainda está devendo uma leitura dos relatórios :-) a menos que esteja MUITO enganado, o ativo está erroneamente precificado pelo mercado. Efetivamente, a menos que algo de muito grave me tenha escapado, o ativo está muito barato.

A Celesc teve 2 trimestres seguidos terríveis (4T08 e 1T09). Isto é fato. Da minha interpretação dos relatórios, isto foi devido a uma diminuição de receita e um aumento de despesas. Além da crise, a receita foi impactada pelas enchentes de novembro. Do lado da despesa, com a evolução do dólar, a energia comprada de Itaipu (aprox 25% do total) ficou bem mais cara. Por outro lado, houve também um aumento na despesa com o gás (a Celesc é controladora, com 51%, da empresa distribuidora de gás encanado em Santa Catarina).

Com a valorização do real, as despesas APARENTEMENTE se estabilizaram em níveis "normais". Na minha visão leiga, os resultados do 2T09 são "típicos" e nada indica que não sejam recorrentes.

Se vc acredita nisto, CLSC6 tem os seguintes indicadores para os próximos 3 trimestres (preço de fechamento de 6a. feira):

P/L = 3,92; P/VPA = 0,70; PSR = 0,37; DY = 11%; EV/Ebitda = 2,13; margem bruta = 23,5%; margem operacional = 16,9%; margem líquida = 9,4%; margem ebitda - 16,4%; ROE = 17,9%; LiqCorr = 1,29; DivBrut/PatLiq = 20%; DivLiq = negativa

Por estas e outras a CLSC6 entrou em minha carteira e se o 3T09 vier parecido com o 2T09 (confirmando que o 4T08 e 1T09 foram um "lapso") vou aumentar, e bem, a posição.

A dependência de Itaipu (25% da energia) e a "bondade do governo Lula" com os "fracos e oprimidos" constituem uma ameaça no sentido de que a energia de Itaipu pode encarecer bastante! Não sou do ramo, mas quando/se isto acontecer, o impacto deve ser por um curto prazo uma vez que a ANEEL terá que aprovar o repasse do aumento de custos aos consumidores.

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13730 de 13779Modificado em 06/Set/2009 18:44 [Citar este comentário] 0

2 tota57Comentários: 4033 - Desde: Abr 2007

paulo prof,

Como estava em dívida e minha preguiça é o maior dos pecados, mesmo estando sem muito espaço e recursos para novas posições em elétricas, fiz a leitura dos relatórios dos 2 primeiros trimestres e faço minhas considerações.

Primeiro os aspectos negativos, na minha visão:

1- A empresa é controlada pelo governo do estado.

2- A Previ tentou mudar a Governança para Novo Mercado e não conseguiu sequer realizar a AGE. Não sei quais forças foram contrárias, mas o Sindicato dos empregados foi uma delas.

3- DY% médios pagos nos ultimos 10 anos de apenas 2,41%. Se consideramos os ultimos 5 anos o valor melhora para 3,78%. Esse multiplo é o forte do setor.

4- Margem Ebitda esta bem pior que os pares do setor elétrico. A maior parte das boas empresas tem margem maior que 27%. No 2o Tri a margem dela foi de 16%. Se considerarmos que o Ebitda do 2o trim como médio de um trimetre, ela consegue gerar um Ebitda anual de R$588 Milhões. No 1o Semestre a empresa distribuiu 7.907 Gwh, podendo fechar o ano com 15.814 Gwh. Pois bem isso significa que ela conseguira gerar R$37,18/Mwh. Professor esse multiplo esta bem pior que o observado em outras distribuidoras de energia, várias empresas conseguem o dobro desse resultado. No ano passado a Coelba, que tem a Previ como grande acionista, gerou R$94,XX e Coelce R$81,XX.

5- As disponibilidades vem sendo consumidas. Em Junho do ano passado ela tinha R$484M e em Junho desse ano caiu para R$274M.

6- A concessão da Celesc vence em Julho de 2015. Não se sabe com certeza, mas muita genta aposta que haverá renovação com ônus, ou seja, renova-se concedendo algum benefício para a população na forma de modicidade tarifária.

Agora os aspectos positivos:

1- A tarifa da Celesc foi reajustada em 6,96% agora em agosto. Esse reajuste recompoe os custos não gerenciáveis, como Conta de Compensação de Combustíveis e Energia comprada de Itaipu, que impactaram o resultado do 1o trim 09.

2- A empresa tem disponibilidade para pagar a dívida e ainda ficar com R$78M em caixa.

3- Na estrutura societária temos players de renome no mercado, como: Previ, Tarpon, Poland, Geração Futuro, Eletrobrás e um Free Float (Outros) de 21%.

4- Se ela repetir o Lucro do 2o Trim no segundo semestre, poderá terminar o ano com um P/L=5,42, considerando o preço de fechamento de sexta, R$34,31. Na realidade ela retornará aos valores dos ultimos anos, que chegaram a variar na casa de 4,XX.

5- Preço pelo Valor Patrimonial de 0,77, na cotação de sexta.

6- A comparação do Lucro de 2009, em relação ao de 2008, está prejudicada por uma reversão de provisão de R$130M, ocorrida no 1o trim 08.

7- O Mercado Cativo de energia cresceu 8% no 1o semestre, em comparação com mesmo periodo do ano passado. Esse numero esta bem acima da média nacional, que sofre o impacto da crise.

8- Observa-se uma significativa redução em alguns custos gerenciáveis pela empresa, exceto a conta de Pessoal e Adminstradores, que no 1o semestre teve uma gasto 13% superior (R$24M) ao do mesmo periodo do ano passado e na rubrica Outras Despesas, com um aumento de R$15M (115%). Na conta de Materiais houve uma redução de R$7M (-30%), na de Serviços de Terceiros uma redução de R$25M (-25%). Na realidade eu creio que aqui reside um problema da empresa. Recentemente li uma entrevista no Valor, aonde, salvo engano o presidente, comentou sobre a necessidade da Celesc se adequar à Empresa de Referência da Aneel. Essa Empresa de Referência nada mais é que os recursos financeiros que a Aneel disponibiliza para as distribuidoras na tarifa de energia. Se a empresa tiver custos gerenciáveis maiores que o coberto pela tarifa, vai ter que retirar essa receita de outra conta, como a de remuneração do acionista.

9- Considerando as cotações de sexta feira, a dívida liquida desse 2o trim e um Ebitda de R$588M (4 x Ebitda do 2o trim 09), a Celesc terá um EV/Ebitda=2,24x. A Light foi vendida ao consorcio RME por um EV/Ebitda=5,50x.

10- o TH das cotações da empresa foi de R$ 49,70, em 05 de junho de 2008. Em 2007 ela foi cotada a R$48,49.

Não tenho aqui em casa a informação de Perdas Regulatórias e Perdas Realizadas pela empresa. Esse dado é relevante porque compoe a tarifa, ou seja, se as Perdas Realizadas forem maiores que a reconhecida na tarifa pode-se explicar parte do problema.

Eu vejo excelentes oportunidades na empresa, principalmente se ela ajustar seus custos e despesas à Empresa de Referência da Aneel. Se mudar a Governança e diminuir a mão do estado fica melhor ainda. Vejam os resultados fantásticos que a Previ e Iberdrola estão conseguindo no Neoenergia, Coelba, Cosern e Celpe.

Confesso que tem um tempo que estou tentado a montar posição, mas esta dificil me desfazer de minha vacas leiteiras. Eu acho que a empresa esta barata, face aos excelente multiplos PVP e EV/Ebitda.
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20209 de 2022109/Nov/2009 22:38 [Citar este comentário] 0

1 padrinhoComentários: 928 - Desde: Jun 2007

O grande problema da Celesc é a total ingerência e a partidarização da empresa(estatal) pelo PMDB e sindicatos. Poderia ser uma boa dentro so setor mas tem que ajustar uma série de fatores...o principal deles seria um número de 2500 funcionários além do necessário. Segue link da revista Exame desta semana.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0955/negocios/batalha-par isotto-508259.html

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20213 de 2022109/Nov/2009 22:48 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] NyassadComentários: 436 - Desde: Dez 2007

citação: victorfleite

citação: alexandroobolpaulo prof,

Poderia comentar sobre CELESC. Estou pensando para LP.

Tentei usar a busca mas não deu certo no meu pc.

Obrigado.

Estranho.. ninguém comentou isso antes. O que aconteceu?

Aí vai uma análise completa. Particulamente tá bem longe de fazer parte da minha carteira.

Acho que vai te ajudar!!!

2009

Estagnação de receita continua

Embora o consumo de energia elétrica tenha subido 7,8% com relação a 12 meses atrás, houve aumento de somente 0,9% na receita bruta no período. De novo, se supõe que o principal responsável pela estagnação seja a queda na tarifa média.

Lucro despenca

Como houve aumentos de 4,2% nas deduções da receita, de 9,6% no custo de vendas e de 77,4% nas despesas operacionais (advindos, primariamente de uma recuperação das despesas com vendas) era inevitável uma grande retração no lucro líquido, que despencou 65,5% com relação ao primeiro semestre de 2007.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido do fim de junho é de 8,9%, representando forte recuo com respeito aos 15,8% de 2008.

Comentário

Nos últimos 18 meses temos assistido a uma forte e progressiva queda de rentabilidade com respeito ao nível de retorno do período 2003 a 2007. A causa principal parece ser o reajuste negativo imposto pela ANEEL, a agência reguladora. Não temos os detalhes do reajuste mas o Relatório da Administração sugere que a queda se deve à "política de extinção dos subsídios cruzados, estabelecida pelo Governo Federal".

Mas também há menção no mesmo Relatório que a "desverticalização" das atividades de geração e distribuição da empresa no fim de 2006, com a criação das subsidiárias Celesc Geração e Celesc Distribuição, permitiu "conhecer os reais custos" da segunda empresa e "compará-los com o da Empresa de Referência estipulado pela ANEEL" (sic).

O resultado colocou a empresa "diante de um grande desafio, que deve ser vencido até 2012, quando acontecerá a nova revisão de seus custos". Em outras palavras, a estrutura de custos da Distribuidora é mais pesada que a da Empresa de Referência e será difícil eliminar a disparidade.

Controle e Administração

Chapa branca detém 89% das ações votantes

Conforme as Informações Anuais (IAN) de 2008 submetidas à CVM, a Celesc é controlada pelo Estado de Santa Catarina que detém 50,2% das ações ordinárias. Mas paraestatais - os fundos de pensão Previ (Banco de Brasil) e Celos (Celesc) - possuem adicionais 39%.

É interessante observar que, de acordo com as IAN, fundos de investimento da iniciativa privada (Geração, Tarpon, e Poland da Gradual) possuem 54,63% das ações preferenciais (embora, em aviso recente, a Gradual tenha comunicado a alienação de pequena parte de sua participação).

As mesmas IAN informam que Glauco José Côrte é o Presidente do Conselho e Sergio Rodrigues Alves o Diretor Presidente (e Conselheiro).

Não podemos deixar de comentar a posição de Sr. Lirio Parisotto. Por que alguém que considera que a Celesc "caminha .. à inviabilização" é o "maior investidor individual" da empresa? Só podemos concluir que ele aposta na recuperação da empresa. Com ele como catalizador! Também não podemos ignorar a possibilidade dele ser também motivado por uma agenda política.

De qualquer forma as informações de Parisotto, confirmadas em parte pelo Presidente do Conselho, apontam claramente os problemas sérios de gestão que estão impactando a rentabilidade da Celesc.

Análise de Múltiplos

Alerta de sempre

Como sempre, alertamos que a Tabela de Dados é sujeita a todo tipo de distorção, com destaque para os efeitos da inflação e das variações cambiais. Aqui estamos mais interessados em tendências e ordens de grandeza do que números precisos. Para facilitar a comparação com o período anterior, usamos "dólares ajustados" para os anos a partir de 1999, fortemente impactados pela desvalorização.

Não se deve atribuir importância excessiva à previsão de lucro para 2009, feita parcialmente por computador. Por razões de espaço exibimos somente 10 anos da Tabela, que vai de 1995 a 2009 (15 anos).

Retornos inconsistentes

O registro histórico dos lucros da empresa é altamente inconsistente. Desde 1995 houve 8 anos de retorno que mal passou dos 4%, três deles de prejuízo. De 2003 a 2007 o retorno subiu de patamar, atingindo uma média de pouco mais de 20%. E nos últimos 18 meses houve nova deterioração, com o retorno anualizado caindo para 9% em 2009. Com tanta variação no registro não faz muito sentido calcular o preço/lucro médio histórico.

Análise do preço/patrimônio parece oferecer mais possibilidades. Sua média de 11 anos (só temos indicadores de mercado a partir de 1998) é de 74%, não muito distante do nível atual de 82%. Mas não podemos esquecer que a média é puxada para baixo pelos baixos valores do indicador durante os 5 anos quando o retorno não passou de 4,3%, menos da metade do retorno até agora em 2009.

Em contrapartida, antes de 2008 houve outros 5 anos com retornos próximos de 20% e um preço/patrimônio líquido médio de 101%, 23% acima no nível atual.

Retorno de 33% em 3 anos?

A relação histórica, um tanto elástica, entre retorno sobre patrimônio líquido e preço/patrimônio sugere que podemos esperar um acréscimo de cerca de um quarto no segundo indicador no evento de a empresa aumentar seu retorno dos atuais 9% para 20%.

Devido aos fatos relatados acima, acreditamos que uma melhora é inevitável. Agora, é irrealista esperar um retorno sobre patrimônio acima de 20% nos próximos 3 anos. Isso significa que o melhor que podemos esperar nesse prazo é um aumento de aproximadamente um quarto no preço da ação. Juntando os dividendos do período, o retorno potencial no investimento é de cerca de 33%.

Consideramos este retorno baixo perante o risco significativo que o cenário positivo imaginado não ocorrerá.

Cálculo do Valor Intrínseco

Receita cresce a respeitáveis 6,7% aa

É interessante observar que a grande variabilidade no lucro histórico, comentada na seção anterior, não se repete no caso da receita líquida. A mesma se multiplicou quase duas vezes e meia desde 1995, um desempenho que equivale à respeitável taxa de crescimento anual de 6,7% aa, em termos reais.

Cenários possíveis produzem margens insuficientes

Como não temos dados históricos consistentes para ajudar na previsão de lucros futuros vamos inverter o processo e estimar, usando o Método de Fluxo de Caixa Descontado, a taxa de crescimento de lucro de 10 anos necessária para tornar atraente investimento na empresa.

Dado à grande dispersão dos resultados históricos da empresa precisamos de uma margem de segurança de pelo menos 50%. Usando o lucro efetivo anualizado do primeiro semestre de R$ 152MM, payout de 25%, crescimento perpétuo de lucro de 4,0% aa (a partir do décimo primeiro ano) e taxa de desconto de 7,1%, nosso programa VALUE dá a resposta: 10,1% (Cenário A na Tabela abaixo).

Como esta taxa é claramente inviável, fica claro que o lucro base - isto é: o retorno atual - é insuficiente.

Vamos agora supor que uma taxa de crescimento de lucro viável para a próxima década é 6% aa. Nesta base fazemos mais simulações para descobrir o lucro base necessário. A resposta é um lucro de R$ 212MM, equivalente a um retorno sobre o patrimônio líquido do meio do ano de 12,1%, um terço maior que o retorno atual (Cenário B na Tabela).

Concluímos que seria necessário um choque imediato de redução de custos para atingir um retorno de 12,1% no futuro próximo e tornar o investimento na empresa atraente. Como não vemos possibilidade disso no atual contexto de administração estadual e proximidade de eleições não recomendamos a compra das ações da Celesc

Conclusões e Recomendação

O registro histórico da Celesc mostra bom crescimento de receita mas geração de lucros altamente inconsistente. A combinação da pressão da ANEEL para melhorias e o impacto da divulgação da "carta bomba" do ex-conselheiro Lirio Parisotto parecem tornar inevitável uma mudança nas práticas anti-econômicas da empresa.

Infelizmente, tanto a Análise de Múltiplos quanto as simulações efetuadas usando o Fluxo de Caixa Descontado deixam claro que nenhum cenário realista de recuperação oferece uma margem de segurança condizente com o risco do mesmo não se concretizar na prática.

Embora a situação financeira da empresa seja confortável à primeira vista, relatamos comentários de representantes graduados da empresa que sugerem dificuldades no financiamento de investimentos.

Não recomendamos a compra das ações da empresa.
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22265 de 2234425/Nov/2009 16:13 0 DiogoafonsoComentários: 141 - Desde: Mai 2008

citação: paulo_profcitação: DiogoafonsoProfessor,

Sobe a CLSC6, o resultado do 3T09 lhe agradou ?

Ainda mantem posicao ?

Abraço !

Achei o resultado bastante ruim. Desisti de entender a empresa. Parece um bêbedo ... completamente instável. Vendi a maior parte assim que saiu o resultado. Ainda consegui R$ 36,05.

Cheguei à conclusão que o PMDB de Santa Catarina é bem pior do que o Requião!


Mantenho uma posição simbólica só pelo baixo P/VPA. Quem sabe um dia o PMDB não cai fora e as coisas começam a mudar? A idéia é esquecer completamente o ativo para não me enervar.

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35558 de 3561114/Mai/2010 21:33 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] Titanic2000Comentários: 24 - Desde: Out 2009

citação: paulo_prof

citação: danieljoseaaTrecho extraído do resultado da Celesc, após ler o relatório não achei nada que fosse não recorrente, segundo eles houve um aumento expressivo da receita e diminuição de despesas:

Lucro Líquido

O lucro líquido da Celesc no 1T10 somou R$ 124,0 milhões, uma recuperação ante o prejuízo de R$ 8,2

milhões apresentado no mesmo período de 2009. Este resultado é explicado principalmente pelos fatores

mencionados anteriormente, principalmente o crescimento da receita e redução nas despesas operacionais.

Até o momento, de todos os resultados que vi, é de longe o melhor. Ao preço de fechamento de hoje, anualizado, o lucro líquido do 1T10 daria um P/L = 2,70. Foi o maior faturamento da história da Celesc e também o maior Ebitda. o lucro líquido só não foi maior do que o do 2T08.

Se os catarinenses conseguirem eleger um governo não populista, quem sabe até vale uma aposta.

Os novos múltiplos baseados nos últimos 12 meses (preço = R$ 34,69) são:

RECEITA OPERACIONAL BRUTA 5.841.970

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 3.783.189

RSULTADO BRUTO 866.086

RESULTADO FINANCEIRO 41.492

RESULTADO OPERACIONAL 446.072

RESULTADO NÃO OPERACIONAL 15.021

RESULTADO LÍQUIDO 259.503

EBITDA 577.525

ATIVO TOTAL 4.490.395

ATIVO CIRCULANTE 1.529.809

DISPONIBILIDADES 408.402

PASSIVO CIRCULANTE 1.141.861

DÍVIDA BRUTA 327.661

DÍVIDA LÍQUIDA -80.741

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.853.483

P/L 5,16

P/VPA 0,72

PSR 0,35

DY 5,74%

EV/EBTIDA 2,18

MARGEM BRUTA 22,9%

MARGEM OPERACIONAL 11,8%

MARGEM LÍQUIDA 6,9%

LUCRO POR AÇÃO R$ 6,728

MARGEM EBITDA 15,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 17,7%

ROE 14,00%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,34

P/(CAP GIRO/AÇÃO) 3,45

GIRO ATIVOS 0,84

P/(ATIVO/AÇÃO) 0,30

prof Paulo, a Celesc é sim uma excelente oportunidade...

Lírio Parissoto, o maior investidor individual do Brasil está apostando nela.

Foi eleito membro do conselho de administração no mês passado e vai induzir um choque de gestão na empresa.

Talvez a melhor relação "risco / potencial de retorno" da bovespa.

Postei algumas informações interessantes na discussão abaixo:

http://br.advfn.com/p.php?pid=fbb_thread&bb=fbb&id=6013369&bb_id=11 &detect=np&ptm=1273882040%23post6179150#post6179150

_________
1. INVESTIMENTOS

Os investimentos realizados pela Celesc no primeiro trimestre de 2010 foram de R$84.104 sendo 16,28% inferior a igual período do ano anterior, conforme evidenciado no quadro abaixo:
2. MERCADO ACIONÁRIO

No primeiro trimestre de 2010, as ações preferenciais da Celesc (CLSC6) apresentaram valorização de 4,81% enquanto as ações ordinárias (CLSC3) apresentaram alta de 16,28%. Esses desempenhos superaram o Índice do Setor de Energia Elétrica (IEE) que apresentou queda de 0,44% e o índice Bovespa (IBOVESPA) com valorização de 2,60% no primeiro trimestre de 2010.
O quadro a seguir apresenta as cotações finais em 31 de março de 2010 e respectivas variações percentuais das ações da Celesc e dos principais indicadores de mercado:


Valor de mercado da ação
Os valores de mercado das ações da Celesc S.A. em 31 de março de 2010, conforme quadro acima, são os seguintes: R$50,00 para cada ação ordinária (ON) e R$36,79 para cada ação preferencial classe “B” (PNB).
3. RECURSOS HUMANOS

A Celesc e suas controladas encerraram no primeiro trimestre de 2010 com um quadro funcional de 3.884 empregados, o que representa um decréscimo de 2,07% em relação ao mesmo período do ano anterior (3.966 empregados).
4. MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA
O quadro abaixo apresenta as informações sobre o mercado de energia elétrica da Celesc Distribuição S.A. por classe de consumo:

5. BALANÇO ENERGÉTICO
No primeiro trimestre de 2010, a energia distribuída pela Celesc Distribuição S.A. para o mercado total (cativo + livres), somou 4.949 GWh, situando-se 10,2% acima do verificado no mesmo período de 2009. Influenciado pelas altas temperaturas, o consumo das classes residencial e comercial registrou taxas elevadas de crescimento: respectivamente 12,9% e 9,5%. Apesar de afetadas pela base de comparação baixa, as estatísticas do primeiro trimestre de 2010 revelam recuperação expressiva do nível de atividade da indústria e forte expansão do consumo das famílias e no setor terciário.



6. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO


O Lucro Período apresentado pela Celesc, no primeiro de trimestre de 2010, foi de R$124.009, que representa um acréscimo se comparado ao mesmo período de 2009 (R$8.211 de Prejuízo).

No quadro a seguir pode-se visualizar, pelos principais indicadores econômicos, o desempenho da Celesc em 31 de março de 2010 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Índices Econômicos
31.03.2010
31.03.2009

Patrimônio Líquido

1.853.483
1.630.041
Resultado do Período
124.009
(8.211)

Receita Operacional Bruta

1.575.357
1.377.290
Receita Operacional Líquida
1.006.979
883.833
Resultado do Serviço
202.282
(6.393)
Resultado Financeiro
(1.981)
2.455

EBITDA ou LAJIDA

238.425
31.522
Margem de Serviço (RS / ROL)
20,09 %
(0,72) %
Margem Operacional Líquida (RP / ROL)
12,32 %
(0,93) %
Rentabilidade do Patrimônio Líquido (RP / (PL – RP))
7,17 %
(0,56) %
A Receita Operacional Líquida, até 31 de março de 2010, atingiu o montante de R$1.006.979, foi 13,93% maior se comparado com o mesmo período do ano de 2009 (R$883.833).

O Resultado do Serviço até 31 de março de 2010, no valor de R$202.282, superior se comparado com o mesmo período de 2009, foi decorrente principalmente do aumento do faturamento de Energia Elétrica de 16,3% e com redução dos gastos operacionais de 9,6%. E conseqüentemente impactou no aumento do EBITDA ou LAJIDA, quando comparado com o mesmo período de 2009.
O resultado do lucro acumulado por lote de cem ações foi R$3.215,08 (o Prejuízo por lote de cem ações em 31 de março de 2009 foi de R$21,29).

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38824 de 3899413/Jul/2010 11:40 [Citar este comentário]  0

3 small capsComentários: 3719 - Desde: Fev 2007


Ilustres,


O resultado de CLSC6 também me surpreendeu. Mas a impressão que tive é que embora classificado em receitas recorrentes, ocorreram receitas não recorrentes, talvez de faturas antes inadimplidas.

É importante verificar como vem o segundo trimestre. Suspeito que não virá com todo este vigor apresentado...

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39197 de 39243Modificado em 17/Jul/2010 20:11 [Citar este comentário]  1

[Nível 0]  SAMBA1 Usuário PremiumComentários: 445 - Desde: Out 2007

CELESC


Divulgado no Diário Catarinense, sábado 17/07/2010, coluna da jornalista Estela Beneti. A reunião do conselho da Celesc na última quinta-feira (15/07) revelou:


"Um dos problemas que ocupou boa parte do tempo da reunião foi a não inclusão, no balanço do primeiro trimestre da companhia, da compra de R$ 35 milhões em energia elétrica. Membros do conselho fiscal foram informados por um contador que essa recomendação partiu do diretor financeiro, Arnaldo Souza, mas, depois, o contador enviou comunicado ao conselho dizendo que a ordem não partiu de Souza. A não inclusão foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas o conselho de administração quer explicações mais claras sobre o fato. Afinal, ele ajudou a elevar o lucro da companhia no primeiro trimestre, que chegou a R$ 124 milhões no período."

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102117 de 102156Modificado em 12/Nov/2011 12:50 1
 paulo_profComentários: 5136 - Desde: Jul 2009
CLSC6

Resultados dos últimos 9 meses em relação a igual período de 2010:

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,0%
RESULTADO BRUTO +43,1%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -84,6%%
RESULTADO OPERACIONAL +44,6%
RESULTADO LÍQUIDO +39,9%
EBITDA +57,8%

Crescimento do Patrimônio Líquido em 12 meses: +10,4%

Multiplicadores relativos aos últimos 12 meses

PREÇO: R$ 36,00
PAYOUT: 29,6%
P/L      4,04
P/VPA            0,64
PSR     0,33
DY      7,32%
EV/EBITDA  2,17
MARGEM BRUTA  21,0%
MARGEM OPERACIONAL          11,3%
MARGEM LÍQUIDA          8,2%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 8,909
MARGEM EBITDA 14,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       17,7%
ROE    15,81%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,16

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      70,69%          
U2A    88,77%          
U3A    -2,76%           

b) do patrimônio líquido médio
UA      10,95%
U2A    11,08%
U3A    9,18%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido durante 3 anos necessária para um preço justo 50% maior do que a cotação anual (perpetuidade de 0% real; taxa de desconto anual real de 10%): -16,5%
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Por Tetzner
·  PERFIL DA EMPRESA:

- A Copel foi criada em outubro de 1954, é a maior empresa do Paraná e atua com tecnologia de ponta nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, além de telecomunicações.

Opera um abrangente e eficaz sistema elétrico com parque gerador próprio de usinas, linhas de transmissão, subestações, linhas e redes elétricas do sistema de distribuição e um moderno e poderoso sistema óptico de telecomunicações que integra as principais cidades do Estado.

Efetua em média, mais de 70 mil novas ligações a cada ano, atendendo praticamente 100% dos domicílios nas áreas urbanas e passa de 90% nas regiões rurais.       

Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )


PAINEL DE INDICADORES
13/11/11





SELIC
11,50%
Ativo
R$
PL
VP
GR
DY
LA
Dv
Ml
EB
MS
CPLE6
  34,32
8,3
0,80
6,7
4,7%
12,0%
0,2
15%
12,0%
22,7%






·  PONTOS POSITIVOS:

- retração de 11,1% em “caixa e equivalentes de caixa” em virtude dos desembolsos relacionados ao programa de investimentos da Companhia e ao pagamento da antecipação de juros sobre capital próprio;    (  3Tx2T11 )

- acréscimo de 6,7% em “clientes”, em razão do crescimento de mercado ocorrido durante o trimestre;

- ampliação de 54,5% em “aplicações financeiras”, em razão do rebalanceamento da carteira de títulos disponíveis para venda, substituindo papéis de curto por de longo prazo, os quais poderão ser utilizados como garantias de participação em leilões;

- Em 30 de setembro de 2011, o patrimônio líquido alcançou  o montante de R$ 11.993,6 milhões +1%, equivalente a R$ 43,83 por ação. ( de R$ 11.884,4 milhões, equivalente a R$ 43,43 por ação no 2T11 )
- No terceiro trimestre de 2011, a “receita operacional” atingiu R$ 2.014,1 milhões +9% ( R$ 1.842,3 milhões no 2T11 )
- A COPEL obteve lucro líquido de R$ 345,8 milhões no trimestre  +34% na comparação com 2T11 
·  PONTOS NEGATIVOS

- No terceiro trimestre de 2011, o total de custos e despesas operacionais atingiu R$ 1.649,0 milhões   +9% em relação ao 2T11 



·  VISÃO ESTRATÉGICA

- A COPEL entrará com participação de 49,9% em quatro parques eólicos da Dreen Brasil Investimentos e Participações, empresa vinculada ao Grupo Galvão Energia, que permanecerá com 50,1%. Os parques Farol (com 20 MW), Olho d’Água (30 MW), São Bento do Norte (30 MW) e Boa Vista (14 MW), com potência instalada conjunta de 94 MW, estão em construção no interior do  Rio Grande do Norte e tem previsão para entrar em operação em 2013.

A energia que será produzida foi comercializada por meio de contratos de 20 anos no 2º Leilão de Fontes Alternativas realizado em agosto de 2010. A instalação dos parques eólicos deverá contar com financiamentos do BNDES e enquadramento no REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento

da Infra-Estrutura). O faturamento dos empreendimentos deverá girar em torno de R$ 50 milhões anuais.    

·  CURIOSIDADES

-  A SPE (Sociedade de Propósito Específico) Costa Oeste, resultante de parceria entre a COPEL, com 51% de participação, e a Eletrosul, com 49%, irá construir e operar a Linha de Transmissão Cascavel Oeste - Umuarama (230 kV), com 143 km de extensão, e a Subestação Umuarama (230 - 138 kV), com 300 MVA, ambas

localizadas no Paraná. Os empreendimentos terão RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 8,9 milhões, contarão com investimento da ordem de R$ 75 milhões e devem entrar em operação em janeiro de 2014.            

·  OPINIÃO DO ANALISTA
- Pessoalmente acho que o RI tem que melhorar a comunicação com os acionistas e não fazer um relatório horrível como esse; sinceramente, entendo porque a empresa é tão mal compreendida. Trata-se de uma empresa de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica com ramificação em Telecomunicações e Gás Natural. Vejam o impacto no balanço da venda de uma Telecom em outra eletrica que analisei recentemente; esta possui além da telecom a Compagás. Está precificada abaixp do Valor Patrimonial e possui uma relação Dívida/PL ínfima. Mais grata surpresa!

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18488 de 1849116/Nov/2011 09:59 1
 BarbadoComentários: 1538 - Desde: Nov 2009
Rcbocardo

A Clsc6 é uma boa aposta, se formos colocar tudo o que temos fica um livro, mais veja mais detalhes:

Geração de lucros por ação:

2007 = 7,61
2008 = 9,58
2009 = 2,61 (pior ano da empresa)
2010 = 7,09
2011 = 6,03 (9 meses)

A soma desses lucros já dá o valor de mercado da ação hoje.

Evolução do Patrimonio Líquido

2006 = 1.205.980
2007 = 1.453.363 + 98.607 Dividendos
2008 = 1.638.252 + 73.656 idem
2009 = 1.729.474 + 36.275 idem
2010 = 1.940.507 + 77.938 idem
2011 = 2.173.424 (por enquanto nada ainda, normalmente paga em dezembro)

Então temos 2.173.424 (atuais) + dividendos pagos de 286.476 = 2.459.900.

Se começou com 1.205.980 e agora temos 2.459.900 = 103,98% de crescimento em 4 anos e 9 meses.

Ora, isso terá que ser refletido no preço das ações mais dia menos dia.

Política do dividendos



Política de Dividendos
“Texto extraído do Estatuto Social da Centrais Elétricas de Santa Catarina S. A. – Celesc, atualizado de acordo com alterações aprovadas pela Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 23.03.2009”.




CAPÍTULO V
Do Exercício Social, das Demonstrações Financeiras

e da Destinação dos Lucros



Artigo 38o – Apurado o resultado será promovida a sua distribuição, de acordo com deliberações da Assembléia competente, obedecidos os critérios da legislação em vigor.

§1o – Do lucro líquido do exercício serão destinados: i) 25% (vinte e cinco por cento) para pagamento de dividendos obrigatórios aos acionistas, calculados na forma da lei, podendo ser imputados a esse, o pagamento de juros sobre o capital próprio, se houver; ii) 5% (cinco por cento) do lucro líquido será destinado à composição da reserva legal até atingir 20% (vinte por cento) do capital social.

§2o – O saldo poderá ser transportado para o exercício seguinte ou receber outra destinação determinada pela Assembléia Geral, conforme legislação específica.



Artigo 39o – O dividendo deverá ser pago, salvo deliberação em contrário da Assembléia Geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social.



Artigo 40o – Os Administradores somente farão jus à participação nos lucros do exercício social em que for atribuído aos acionistas o dividendo obrigatório.

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103065 de 103080Modificado em 18/Nov/2011 17:33 0
 herdsman Comentários: 2273 - Desde: Nov 2008
CLSC6 está barato hoje.

O resultado de 3T veio mais fraco por causa de resultado financeiro negativo.
Como isto pode com uma caixa positivo também não sei.
No balanço diz: Outras despesas financeiras 33,6 milhões.
Mas se não fosse isto, o ativo esta perto de P/L = 3
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103066 de 10308018/Nov/2011 17:39 0
 harisonoliveiraComentários: 298 - Desde: Mar 2008
é herdsman... e o melhor que ainda vai pagar os dividendos do ano...
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103069 de 10308018/Nov/2011 17:46 0
BarbadoComentários: 1565 - Desde: Nov 2009
Eu já li o relatório e analisei os números, pelo "fundamentus" no 3/tr/10 o balanço veio ruim também:

Veja:

Lucro 1/tr/10 = 142.033
lucro 2/tr/10 = 43.721
lucro 3/tr/10 = 10.006(-)
lucro 4/tr/10 = 97.768
lucro 1/tr/11 = 116.179
lucro 2/tr/11 = 81.086
lucro 3/tr/11 = 48.590

É esquisito porque trata-se de empresa de energia, então não há tantas variações, ou melhor não deveria tem tantas variações assim.

Comprei um pouco hoje, é uma aposta, a conferir.

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106500 de 106572Modificado em 09/Dez/2011 19:30 0
 paulo_profComentários: 5306 - Desde: Jul 2009
citação: GARUDA20
Oi Paulo prof,

ja sabendo o valor que a CLSC6 pagara em dividendos, os sr. tem uma estimativa do Lucro Liquido do corrente ano.

Obrigado


A CLSC pagará JCP.

Tradicionalmente, ela costuma praticar um payout de 29,6%. Ocorre que, em 2007, ela pagou JCP em dezembro e Dividendos em abril. Não pode ser descartado que fará o mesmo neste exercício.

No máximo uma empresa pode pagar a TJLP aplicada sobre o patrimônio líquido (pro rata), excluídas algumas reservas, o que não é o caso da CLSC.

Um cálculo rápido mostra:

a) Patrîmônio Líquido Médio em 2011: R$ 2,075 milhões
b) TJLP: 6,16% a.a.

Isto daria um teto de aprox. R$ 128 milhões.

Por outro lado, a distribuição de JCP está limitada a 50% do lucro líquido antes da dedução destes JCP ou 50% do somatório dos lucros acumulados e reserva de lucros, o que for maior.

Como a CLSC tem uma reserva de lucros de R$ 680 milhões, não teria qualquer problema em pagar o teto como JCP. Mas a empresa decidiu pagar somente uma fração deste teto: R$ 82,5 milhões

Se vc achar que estes R$ 82,5 milhões correspondem a 29,6% do lucro líquido do exercício, este lucro seria de R$ 279 milhões. Como o lucro dos 9M11 já somou R$ 246 milhões, o lucro do 4T11 seria de somente aprox. R$ 33 milhões.

Não acredito. Acho que será maior do que isto (acima dos R$ 75 milhões) e há uma chance não nula da empresa distribuir dividendos modestos (não mais do que uns R$ 0,40).

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124506 de 12463304/Abr/2012 13:33 1
 BarbadoComentários: 2427 - Desde: Nov 2009
OLHA A CELESC AÍ GENTE....

RESULTADO 2011 – Mensagem do DRI

Estimado Investidor,

É com prazer que informamos sobre a divulgação de nossos resultados, ano 2011, ocorrida no último dia 30/03/2012. Trata-se do primeiro ano da nova gestão na Celesc. Ano no qual procuramos pautar nossas ações cotidianas sempre em sintonia com o mercado de capitais e com o interesse de nossos acionistas. Neste intuito, de prover informações que apoiem ou supram dúvidas no processo de tomada de decisões, encaminhamos carta com avaliação de alguns números, que gostaríamos de compartilhar, pois acreditamos reveladores de um novo perfil e dos novos rumos da Companhia:

A Receita Operacional Líquida Consolidada cresceu 3,8%;
A Despesa Operacional, rubrica "Pessoal e Administradores", apresentou redução de - 2,2%. No período anterior, entre 2009 e 2010, a mesma conta havia apresentado avanço de 17,4%;
Atendendo as melhores práticas contábeis, em 2011, houve constituição de provisão líquida, no valor de R$41,7 milhões. No período anterior, acumulado 2010, o efeito líquido das provisões havia impactado positivamente o resultado daquele exercício no valor total de R$82 milhões – Nota Explicativa nº27;
O Resultado Financeiro da Companhia foi impactado de forma não-recorrente, em 2011, por conta de encargos financeiros adicionais relativos a contratos de empréstimos junto à Eletrobras que, somados aos valores atribuídos à ação judicial que versa sobre Encargos de Capacidade, implicaram em redução de R$35,8 milhões no Resultado da Companhia;
Ainda assim, o lucro líquido foi 18,4% superior ao registrado em 2010, somando R$323,9 milhões em 2011.
Convidamos a todos a visitarem nossa página de Relações com Investidores (www.celesc.com.br/ri), onde poderão obter essas e outras informações relevantes.

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132089 de 13241716/Mai/2012 12:54 [Citar este comentário]  3
5 paulo_profComentários: 6448 - Desde: Jul 2009
CLSC4
PREÇO: R$ 39,96
PAYOUT: 29,6%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,28
P/VPA 0,68
PSR 0,36
DY 5,61%
EV/EBITDA 2,72
MARGEM BRUTA 21,6%
MARGEM OPERACIONAL 9,6%
MARGEM LÍQUIDA 6,8%
LUCRO POR AÇÃO R$ 7,574
MARGEM EBITDA 12,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 14,6%
ROE 12,93%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,18

Taxas anuais médias nominais de crescimento
a) lucro líquido
UA 17,96%
U2A 2,60%
U3A 18,82%

b) patrimônio líquido médio
UA 10,66%
U2A 11,39%
U3A 9,45%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido necessária nos próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja 1,3 vezes a cotação atual (perpetuidade real nula; taxa de desconto real de 8%): -19,5%

Taxas nominais de crescimento relativas ao 1T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,30%
RESULTADO BRUTO -1,11%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +12,36%
RESULTADO OPERACIONAL -25,25%
RESULTADO LÍQUIDO -27,32%
EBITDA -21,04%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO +9,84%
ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO PASSOU DE POSITIVO PARA NEGATIVO

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