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sábado, 4 de abril de 2020

Incorporações

Lançamentos de imóveis residenciais cresceram 38% em agosto, diz Fipe.

Os indicadores do mercado residencial brasileiro apontaram em junho continuidade da tendência de recuperação.

Os lançamentos de imóveis novos somaram 12,7 mil unidades em junho, conforme divulgado ontem pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fipe. Esse resultado equivale a uma elevação de 38% em relação ao mesmo mês de 2017. No acumulado de 2018, foram 40,3 mil lançamentos, patamar 32% superior ao evidenciado no mesmo período do ano passado.


Vendas - As vendas, por sua vez, totalizaram 9.469 unidades no mês, uma queda interanual de 5,6%. Quando considerado o acumulado neste ano, os dados revelam crescimento interanual de 11% do número de vendas.


Totalização vendas e lançamentos - Considerando-se os últimos doze meses, os lançamentos e as vendas apresentam altas de 32,5% e de 14,6%, respectivamente, evidenciado a recuperação do setor.

351116  - FoxHoundBR  -  12 Jun 2018, 17:14
Nem todas as construtoras sofreram muito com distratos, pois vai depender do tipo de imóvel. Construtoras focadas no segmento econômico (como MRV e Direcional, por exemplo) tiveram poucos distratos nos últimos 4-5 anos, proporcionalmente ao número de lançamentos, enquanto que as focadas nos segmentos de média e média-alta rendas (que respondem por mais da metade das construtoras listadas na Bolsa) são as que, de longe, mais sofreram (e continuam sofrendo) com os distratos.

Mas a partir de agora o problema delas será outro. Com essas novas regras, ao mesmo tempo em que aumenta muito a segurança jurídica para as construtoras, por outro lado também provocará uma queda da demanda por imóveis (principalmente os de média-renda e acima), uma vez que a partir de agora as pessoas pensarão duas vezes antes de pegar um financiamento de valor elevado, e se não tiverem a mínima certeza de que conseguirão quitar todas as parcelas do empréstimo elas certamente não irão contraí-lo. Ou seja, essa lei dos distratos aumenta a segurança para as construtoras investir e ampliar os seus negócios, mas também aumenta muito a insegurança para os compradores na hora de comprar o seu imóvel.

Enfim, a aprovação da lei dos distratos no Senado de fato será benéfica para todas as construtoras, mas ainda acho que ela tem de ser melhorada para atender bem as duas partes (construtoras e compradores).

351044  - alexandreimpa  -  11 Jun 2018, 11:57
Eu entendo que o mercado imobiliário vai entrar em algum equilíbrio. As construtoras ruins provavelmente não conseguirão tirar nem o lançamento do papel. Vai valer a pena comprar na planta imóvel de construtora boa se no momento da compra a pessoa acreditar que terá uma melhora do setor imobiliário, etc.

351043 - alexandreimpa -  11 Jun 2018, 11:52
Eu enxergo assim também, mas nem precisa procurar as campeãs de distratos, todas as construtoras, inclusive as melhores (como EZTEC por exemplo) sofrem bastante distratos. Esse número reduzindo, já vai ajudar muito.

351042  - mecn  -  11 Jun 2018, 11:39
Quanto pior a construtora, mais distratos tem. Já era ruim comprar imóvel na planta. Agora ficará 10x pior. Vc compra um sonho e eles te entregam um pesadelo. Comprar imóvel na planta só compensava, e olhe lá se compensava, quando havia aquela grande valorização dos mesmo. Agora que a economia está uma m@&$. São bastantes golpes, e agora estarão mais protegidos. Eles não valorizam mais. Vc compra um imóvel na planta, e às vezes te entregam muito menos do que prometeram. Geralmente eles demoram uns 3 anos para concluir o imóvel, mas no contrato eles ainda tem 6 meses de atraso. E na construção seu imóvel vai sendo corrigido pelo INCC. E a cada construção eles emitem um CNPJ novo para aquela construção. Geralmente eles atrasam mais que o previsto. Vamos dar um exemplo: vc comprei um imóvel de 100 mil. Na entrega esse valor já foi para uns 130 mil. Aí se não concluiu o pagamento, vc financia pela construtora(juros muito mais caros) ou bancos, aí tem mais um monte de exigências, e seus 130 mil já vira 300 mil em 30 anos. E se a construtora não entregar o imóvel, aí vc entra na justiça, depois de uns 10 anos em média, vc recebe seu dinheiro, se a construtora não tiver falido. Aí vc imagina agora, a construtora não te entrega o imóvel, vc entra na justiça, paga advogado, e ainda deixa metade do que pagou com ela. QUAL A VANTAGEM DE COMPRAR IMÓVEL NA PLANTA?????????

351041 - fridao  -  11 Jun 2018, 04:31
Nesse caso, o distrato parece ser um negócio bem interessante para a construtora, principalmente se o inquilino/comprador já tiver pago, digamos, uns 50% pra mais.
De certa forma, elas(as construtoras) vão ter, como se diz, a faca e o queijo na mão.

Resta descobrir agora quais construtoras são as campeãs em distratos...porque, no meu modo de ver, elas só tem a ganhar. Ou não?

351040 - alexandreimpa -  11 Jun 2018, 02:48
Depende. Inicialmente já pode retirar a comissão de corretagem e a multa de 50% (no caso do regime de patrimônio de afetação). Se o imóvel já está disponível para o distratante, além dos custos acima, a construtora também pode reter impostos incorridos, valor equivalente a aluguel pelo período, entre outros gastos. Ou seja, a construtora deve ficar o imóvel e com os 40 mil nesse seu exemplo, e se o imóvel estava disponível, além dos 40 mil a construtora ainda deve ficar com mais um pouco de grana. E o distratante deve ficar com bem menos do que os 40 mil já que terá de pagar a taxa de corretagem e talvez outras coisas (a depender se o imóvel estava disponível ou não).

Minha dúvida:

Fazendo umas contas de padeiro, sem considerar inflação, juros, etc,...digamos que um imóvel foi vendido por 100 Mil. O inquilino/comprador pagou 80%(80 Mil) e desistiu por falta de condições, certo? Nesse caso a construtora devolve 40 Mil e fica com os outros 40 Mil, certo?

Em resumo, a construtora agora tem de volta o imóvel e mais 40 Mil, correto isso?

Estando sob o regime de patrimônio de afetação é 50% (prática feita pelas de capital aberto). Mas a ideia não é tentar ganhar com o distrato, a ideia é desestimular o distrato, ou seja, a pessoa passa a perder tanto com o distrato que este só será opção em último caso. Estavam acontecendo diversos distratos pelos motivos mais fúteis, já que a penalidade em geral era muito baixa. Com a aprovação da lei, é esperada uma redução no número de distratos e isso trará benefícios para as construtoras.

25% 'e pouco para elas comemorarem. A empresas serias ja vinham retendo ate 20% - OS tribunais pacificaram o entendimento de que as contrutors devem devolver 80% ao consumidor. 5% a mais 'e pouco para comemorar, o importante e regulamentar em definitivo uma medida que era levada para a Justica decidir e porque a empresas desonestas ja costumavam a reter ate 100% do que o desistente pagou, era uma briga interminavel na Justica. a lei vem mais e para moralizar as desonestas e ajudar um pouco as honestas.

Sim, mas diversas construtoras estão com tudo pronto, só aguardando a aprovação da lei para começarem a anunciar novos lançamentos. E já teremos impacto imediato nesse sentido.

A lei só rege fatos futuros via de regra Irretroatividade Só vale para contratos assinados depois dela Ou seja Impacto mínimo

351021  - alexandreimpa -  10 Jun 2018, 05:05
Sendo aprovado, o simples fato de causar uma redução nos distratos deve impactar positivamente já no curto prazo sim. É claro que o cenário atual da economia não é favorável e isso não é suficiente para resolver, porém ajuda.

Para ilustrar vou colar um trecho do texto do Rodrigo Medeiros sobre o tema (que ele publicou em http://www.desmistificandofii.com/2018/06/07/a-nov...):

"Para terem uma ideia, se no 1º trimestre de 2018 os distratos da RDNI3 fossem de 50% dos ocorridos, a empresa teria condições de apresentar lucro. E observem que esses 50% ainda geraria um nível de distratos elevados."

351020  - FoxHoundBR -  10 Jun 2018, 04:43
Na minha opinião, a aprovação do PL dos distratos ajudará apenas a "estancar a sangria" no caixa das construtoras (elas vão queimar menos caixa para absorver os próximos prejuízos), mas melhorar mesmo só quando a "roda da Economia" voltar a girar e a demanda por imóveis voltar a aumentar, o que levará algum tempo (provavelmente só no próximo Governo, e ainda assim se o futuro presidente não fizer lambanças na área econômica).

Enfim, não espere por melhoras no caixa das construtoras no curto prazo.

351010  - colino19  -  09 Jun 2018, 04:44
Vc acha que ao inves de beneficiar as construtoras, elas estarao dando um tiro no pe? Nao creio, a primeira vista as pessoas vao buscar mais informacao e depois continuarao com os planos de comprar a sua "casa pr'opria".

HJ em dia as construtoras desonestas - que ainda sao muitas, ficam as vezes com ate 100% do que foi pago - nao devolvem nada, entao, esta medida vai moralizar o mercado.

Quanto as honestas, que ficavam com ate 20%, esse aumento para 25% nao vai significar muita coisa nao.

351000  - keep_calm  -  08 Jun 2018, 21:13
De fato é uma tese, mas se considerarmos a informação em tela, como está proposta, entendo que será benéfica para as construtoras. Quanto a questão de compra/venda, depende de outros fatores desse mercado. Abraço....

350991 - keep_calm   08 Jun 2018, 19:39
Foi aprovada na quarta-feira 6/6/2018, pelos deputados aumento na multa do chamado distrato contratual na compra de imóveis na planta.

Sob o argumento de que hoje, as construtoras ficam com um percentual de 10% a 25% do valor pago por quem desiste da compra do imóvel na planta, seguindo entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Com as novas regras aprovadas pela Câmara dos Deputados, a multa do distrato vai aumentar para até 50% do valor pago.

A mudança vale para imóveis do patrimônio de afetação, ou seja, aqueles imóveis que não estão registrados como patrimônio da construtora, que abre uma empresa, com CNPJ e contabilidade próprios, para administrar o empreendimento. A maioria dos contratos no país hoje é nessa modalidade.

Quando os imóveis estiverem no nome da construtora, a multa será menor: de até 25%.

O projeto também oficializa a tolerância de seis meses de atraso para as construtoras entregarem os imóveis sem pagar multa para o comprador. Só depois de passados os seis meses de prorrogação, o comprador pode pedir a rescisão do contrato, com direito de receber em até dois meses, todos os valores pagos corrigidos.



______________________________________

Vocês não acham que essa medida irá melhorar o caixa das incorporadoras..... Olho no lance.



Das 10 piores ações de imobiliárias das Américas em 2012, 6 são brasileiras
Levantamento feito pela Economática mostra ainda que a Viver foi a pior ação da América Latina e dos EUA no ano, com queda de 65,5%

Por Felipe Moreno |18h26 | 09-01-2013 A A A
SÃO PAULO - Das 10 maiores quedas de ações voltadas ao setor imobiliário em 2012 na América Latina e nos EUA, 6 empresas são de empresas brasileiras, mostra um estudo da Economática divulgado nesta quarta-feira (9). Esse número mostra o momento complicado que passa o setor por aqui: orçamentos estourados e problemas com mão-de-obra levaram diversas empresas a atrasar obras e diminuir o ritmo de lançamentos. 
A Viver (VIVR3), uma das menores do setor listada na BM&FBovespa, foi a grande campeã das perdas: queda de 65,48%, levando o valor de mercado da companhia aos US$ 105,01 milhões. Em 4º lugar, destaque para os papéis da PDG Realty (PDGR3), que viu o valor de mercado recuar 40,68%, aos US$ 2,24 bilhões.

Das 10 maiores quedas de imobiliárias nas américas, 6 são brasileiras (Getty Images)
A CR2 Empreendimentos Imobiliários (CRED3) foi a 5ª colocada, com perdas de 26,53%, Tecnisa (TCSA3) ficou em 6º, com queda de 26,48%. Por sua vez, a Rossi Residencial (RSID3) e a Brookfield (BISA3) ficaram em 8º e 9º, com perdas dolarizadas de 18,71% e 17,85% em 2012: atingindo valores de mercado de US$ 924,02 milhões e US$ 953,91 milhões respectivamente. 
O México teve duas entre as maiores quedas: Urbi Desarrollos, em 2º lugar, com perdas de 45,20% e Homex Desarrollos em 7º, com queda de 26,36%. A norte-americana Walter teve a 3ª maior queda, com recuo de 40,68%, enquanto os da chilena Salfacorp tiveram recuo de 17,10%, obtendo a 10ª posição. 
Empresa País de origem Valor de mercado 31/12/2011* Valor de mercado 31/12/2012* %
Viver Brasil 304.200 105.015 -65,48
Urbi Desarrollos México 1.111.729 609.252 -45,20
Walter EUA 3.781.338 2.243.101 -40,68
PDG Realty Brasil 3.534.187 2.150.646 -39,15
CR2 Empreendimentos Imobiliários Brasil 151.336 111.181 -26,53
Tecnisa Brasil 979.406 720.032 -26,48
Homex Desarollos México 939.874 692.162 -26,36
Rossi Residencial Brasil 1.136.742 924.024 -18,71
Brookfield Brasil 1.161.258 953.917 -17,85
Salfacorp Chile 1.080.439 895.702 -17,1

162023 - marcelio2 -  01 Jan 2013, 22:23

Valor: Depois do "boom", a nova realidade do setor de construção

A temporada de divulgação dos resultados do terceiro trimestre das incorporadoras de capital aberto trouxe nova onda de cortes nas metas de lançamentos para 2012. A busca de melhores margens e os atrasos na obtenção de licenças de projetos estão entre as principais desculpas atribuídas para as reduções dos chamados guidances pelas empresas ou para um possível não cumprimento.

Com o argumento de focar em rentabilidade e geração de caixa, a Rossi Residencial reduziu o ponto médio da meta de lançamentos para 2012 em 36,8%. A faixa projetada caiu para o intervalo de R$ 1,7 bilhão a R$ 1,9 bilhão, ante a meta anterior de R$ 2,5 bilhões a R$ 3,2 bilhões. No terceiro trimestre, os lançamentos da Rossi caíram 50% ante o mesmo intervalo do ano passado, para R$ 500 milhões.

Em teleconferência com o mercado, o diretor-presidente da Rossi, Leonardo Diniz, afirmou que a meta de lançamentos para 2013 será divulgada em breve. "Estamos discutindo o tamanho da empresa, mas 2012 não pode ser uma referência", disse Diniz.

A Trisul é outra incorporadora que diminuiu a meta de lançamentos para se dedicar a projetos com mais rentabilidade. O guidance passou de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões para o intervalo de R$ 300 milhões a R$ 310 milhões. Em função de menos lançamentos, a projeção de vendas contratadas da incorporadora caiu da faixa de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões para R$ 240 milhões a R$ 280 milhões.

A Gafisa cortou a meta do Valor Geral de Vendas (VGV) a ser lançado, neste ano, de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões para a faixa de R$ 2,4 bilhões a R$ 3 bilhões. A companhia optou por voltar a lançar projetos da Tenda, seu braço de baixa renda, somente em 2013 e não neste semestre, como estava previsto inicialmente.

A Tecnisa não deverá cumprir a meta de lançamentos de R$ 1,4 bilhão estabelecida para este ano. Durante teleconferência com analistas para comentar o desempenho no terceiro trimestre, executivos da Tecnisa sinalizaram que a expectativa é a de que o VGV lançado em 2012 se aproxime da meta, porém não a atinja. Isso se deve à postergação do lançamento de seu maior empreendimento, o Jardim das Perdizes, para 2013.

A Even Construtora e Incorporadora pode não atingir sua meta de lançar R$ 2,5 bilhões em 2012.

A MRV Engenharia já reconheceu que as vendas poderão ficar "um pouco abaixo", em função do desempenho até o momento. De janeiro a setembro, as vendas contratadas corresponderam a apenas a 55% do ponto médio projetado para o ano. Caso a meta não seja atingida, segundo a MRV, as vendas ficarão "muito próximas" à projeção.
(Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 16/11/2012 - Pág. B5)

161627 - pppadv -  27 Dez 2012, 10:53
Fitch prevê ano estável para construtoras

Por Renato Rostás e Chiara Quintão | Valor
http://www.valor.com.br/empresas/2951348/fitch-preve-ano-estavel-para-construtoras

SÃO PAULO - A contenção dos lançamentos e a menor queima de caixa previstos para 2013 faz com que a perspectiva sobre a nota de crédito das construtoras brasileiras seja estável para o ano que vem, diz a agência de classificação de risco Fitch em relatório divulgado hoje.

De acordo com a instituição, 30,8% das empresas que ela cobre no setor estão com chances de terem o rating cortado no curto prazo. Entretanto, a previsão é que seu perfil de crédito melhore ao longo de 2013, fazendo com que a avaliação sobre suas finanças se estabilize.

Para o ano que vem, a Fitch estima lançamentos em linha com 2012 ou em um patamar até menor. Como já vem sendo feito desde os estouros de orçamento e a evolução dos estoques, o foco deve continuar sendo nos empreendimentos de margem e retorno mais elevados, em vez do rápido crescimento que foi visto até algum tempo atrás.

Além disso, a agência acredita que algumas construtoras já vão apresentar um fluxo caixa livre positivo em 2013. Mas sua manutenção, mostra o relatório, vai depender do ritmo de lançamentos de novos projetos. De qualquer maneira, quem não gerar caixa no setor durante o ano que vem ao menos vai queimar menos, afirma a instituição.

Mesmo assim, as margens operacionais podem deixar a desejar. Para a Fitch, cada empresa do setor vai viver em 2013 os frutos das decisões estratégicas tomadas neste ano: quem conseguiu a maior taxa de eficiência ao reduzir custos nos orçamentos deve apresentar indicadores melhores, influenciando no rating de cada uma.

Entre as maiores preocupações dos analistas Fernanda Rezende e José Roberto Romero aparecem possíveis novas revisões para cima nos custos, novos cancelamentos de contratos, aumento dos estoques de imóveis e demora para entregar os projetos.

Apesar da perspectiva estável, a agência não acredita em uma redução forte da alavancagem financeira. Até setembro, a média do setor era de 4,6 vezes na relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).

MRV

Já para o presidente da MRV Engenharia, Rubens Menin, o setor não terá um bom ano em 2013. O executivo ponderou que os incentivos anunciados para o setor pelo governo federal, recentemente, vão ajudar, mas afirmou que 2013 será um ano de “poucos lançamentos”.

Menin citou que o banco de terrenos das incorporadoras tem sido reduzido há dois anos. Em 2012, as incorporadoras lançaram menos empreendimentos do que no ano passado.

O presidente da MRV não divulgou informações sobre as perspectivas para a companhia em 2013. Ele preferiu não comentar também se sua visão para o setor se estende à MRV.
(Renato Rostás e Chiara Quintão | Valor)

160759 - wakkomg -  17 Dez 2012, 18:01
Acho difícil ocorrer uma corrida para a venda já que muitos dos que compram imóveis tem "bala na agulha", não precisam desfazer do imóvel com rapidez e conseguem suportar um rendimento mensal pífio de aluguel se o imóvel continuar valorizando.

Porém oportunidades de compras poderão sugir daqueles que compraram na planta para vender na entrega das chaves e tem dificuldades de assumir a dívida restante do imóvel... acredito que estes terão maior necessidade de passar o imóvel para frente e baixar os preços...

160752 - pppadv -  17 Dez 2012, 17:51
Acho que o primeiro efeito será a fuga dos "investidores", que são uma grande parte dos compradores em lançamentos das incorporadoras, daí para o encalhe ou recuo de lançamentos até um novo reequilíbrio de preços ....

160746 - M84 -  17 Dez 2012, 17:39
na minha opinião vc esta certo!!! E pode não parar por ai.... o aumento da oferta de imóveis para locação pode forçar uma baixa nos valores cobrados, se este valor cair para taxas inferiores a 0,7% (mensal) do valor total do imóvel pode haver uma corrida dos proprietários para se desfazerem do imóvel mais rapidamente, e isso pode baixar ainda mais o valor final de venda..... Agora, qual será o gatilho pra tudo isso?? Isso eu não sei heheh....

160740 - wakkomg -  17 Dez 2012, 17:28
Citação: Infomoney
Oferta de imóveis para aluguel em São Paulo sobe 28%
Segundo pesquisa, a escassez de imóveis destinados à locação vem diminuindo na capital paulista
Por Heraldo Marqueti Soares
|13h40 | 17-12-2012
SÃO PAULO – A oferta de imóveis, tanto residenciais quanto comerciais, subiu 28% na capital paulista, considerando o período entre janeiro e novembro de 2012.
Conforme apontou um levantamento da administradora imobiliária Lello, o cenário de escassez de imóveis para alugar vem apresentando sinais de melhora, com aumento nas buscas por apartamentos de dois e de três dormitórios com uma vaga na garagem, em regiões próximas às estações de metrô – sendo que o aluguel médio encontrado é de R$ 2.500.
Locações comerciais
Ainda segundo informou o levantamento, as locações comerciais mais buscadas em São Paulo são as de grandes lajes, galpões e lojas de rua em regiões estratégicas.
conclusão:

- a demanda por imóveis novos tende a enfraquecer?
- os valores dos aluguéis novos irão estabilizar?
- notícia boa ou ruim para os FIIs/ Construtoras?

ps: tenho observado isso aqui onde moro... a oferta de imóveis para aluguel cresceu bastante nos últimos anos... muita gente que comprou na planta esperando comprador na entrega das chaves pode estar encontrando dificuldades para vendê-los... aí o negócio é alugar para evitar despesas (condomínio e IPTU)... estou certo ou viajando??? rsrs

159915 - rnelias -  10 Dez 2012, 21:28
Olha a boooolhaaaa...

Venda de imóveis novos cai 46,3% em outubro, diz Secovi-SP

Foram vendidas 1.972 unidades no período.
Lançamento de imóveis somou 2.359 unidades, 38% abaixo do mês anterior.
Do G1, em São Paulo

A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo somaram 1.972 unidades em outubro - queda de 46,3% sobre o mês anterior, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (10) pelo sindicato que representa o setor (Secovi-SP).
Foi registrado o lançamento de 2.359 unidades, volume 38% abaixo do verificado em setembro (3.805 imóveis).

Os imóveis de dois dormitórios lideraram as vendas, com 1.116 unidades, equivalente a 56,6%, conforme informou a pesquisa.
No ano, as vendas atingiram 21.176 unidades, com variação negativa de 3,3% sobre igual período de 2011 (21.890 imóveis comercializados). O lançamento de imóveis entre janeiro e outubro de 2012 foi de 18.841 unidades, ante as 26.551 unidades lançadas até o décimo mês do ano de 2011, com variação negativa de 29,0%.
"Apesar de não repetir os resultados de setembro, está mantida a percepção de retomada de crescimento. Lançou-se em outubro o segundo maior volume de unidades de 2012, inferior apenas a setembro. O desempenho de vendas de outubro para período de 12 meses (60,9%) foi superior à média do ano, de 60,5%", disse o Secovi-SP, em nota.
Na avaliação do Secovi-SP, a redução de atividades econômicas de forma globalizada contribuiu para a timidez na desenvoltura da economia brasileira e, consequentemente, do mercado imobiliário neste ano.
“Além disso, outros fatores devem ser levados em conta na análise dos resultados, como os gargalos da legislação e a demora no processo de licenciamento de projetos. Os custos financeiros resultantes da demora na aprovação e as contrapartidas exigidas pelos licenciadores vêm contribuindo para reduzir a produção de novos empreendimentos, encarecer o custo do terreno e elevar o preço dos imóveis”, afirma o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, em nota.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/venda-de-imoveis-novos-cai-463-em-outubro-diz-secovi-sp.html

157520 - leamm  -  19 Nov 2012, 12:09
Tenho um tanto das 3 (cerca de 5 a 7% do meu capital em cada). Com relação as construtoras em geral o meu receio é:
1)O preço praticado em relação ao m2 não tem mais espaço para subir pois a renda não tem aumentado em termos reais na mesma proporção, logo o preço pode se manter ou cair.
2)Tenho a impressão que o mercado em geral acredita na manutenção ou pequena diminuição dos preços (estou nesse grupo). Esse pensamento afastará os compradores que adquirem imóveis com a função de investimentos - ganho de capital - reduzindo essa força compradora. No webcast da eztec falam há algum tempo, e nesse repetem, que os compradores estão mais seletivos - até pouco tempo atrás compravam tudo.
3)Agravamento da crise la fora com maior contágio para a economia interna. Particularmente tenho muito medo de construtoras - se não desempenham bem com a economia regular vão quebrar qdo a coisa piorar, o que certamente acontecerá mais cedo ou mais tarde. Claro que as citadas ao meu ver sobreviverão e poderão no retorno voltar mais fortes mas até isso acontecer a cotação vai despencar.

Todavia, acredito que o crédito vai continuar barato (compensando em parte o não aumento da renda), o "pleno emprego" uma realidade, que os preços vão permanecer próximo do que estão hoje e que a crise não afete muito mais do que já afetou a nossa economia. Caso tudo corra como planejado a relação entre o preço x qualidade e crescimento dessas construtoras está ainda muito bom. Com relação a Helbor fiquei decepcionado com a colocação feita por alguns foristas sobre a qualidade das construções, estão deixando de construir um nome para o LP como bem faz a EZTEC.

Mercado imobiliário no Brasil tem recorde de capital estrangeiro
Estudo da Ernst & Young diz que o País está à frente de EUA e China. Em dez anos, o PIB do setor poderá chegar a R$ 270 bilhões

Infomoney - Por Heraldo Marqueti Soares |19h39 | 01-11-2012
SÃO PAULO - Neste ano, o mercado de imóveis no Brasil atingiu presença recorde de capitais vindos do exterior, aponta o estudo “Real Estate Report”, feito pela Ernst & Young Terco. Anualmente, projetos imobiliários correspondem a um montante entre R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros e o PIB (Produto Interno Bruto) do setor pode chegar a R$ 270 bilhões em menos de dez anos.
O estudo diz que existe um déficit no mercado imobiliário e que para reduzi-lo seria preciso investir todo ano R$ 18 bilhões até 2030. “Isso para dar conta do déficit acumulado, sem considerar as necessidades de renovação de imóveis e fatores demográficos, como o crescimento populacional e a redução de habitantes por moradia”, diz o diretor de Fusões e Aquisições para o setor imobiliário da Ernst & Young Terço, Viktor Andrade.

Entretanto, a pesquisa ressalta os pontos positivos no cenário, como a grande demanda e o aumento da renda, além da maior lucratividade alcançada por quem constrói no País. “A margem bruta operacional do mercado imobiliário no Brasil é quase o dobro do que em países como Estados Unidos e China”, mostra o estudo, elogiando também o sistema de financiamento habitacional brasileiro “mais seguro, que impede grande parte das atitutes que levaram o mercado norte-americano ao colapso em 2008 – como a possibilidade de financiar mais de uma vez o mesmo imóvel”.
No mundo
Apesar de o mundo estar em crise financeira global, o Brasil continua bem no recebimento de investimentos estrangeiros, aparecendo à frente da Alemanha, França, Canadá, Índia e Japão, além dos já citados EUA e China.
Confiança
A pesquisa entrevistou líderes de multinacionais estrangeiras, apontando que 60% deles acreditam em um cenário positivo para investimentos no País em um futuro próximo. Outros 30% esperam um crescimento expressivo do mercado imobiliário e de construção já nos próximos dois anos.
Construções verdes
O estudo mostrou que o Brasil ocupa o 4º lugar do ranking mundial de construções verdes, com 51 prédios certificados e 525 em processo de certificação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China, evidenciando que o País tem acompanhado as tendências dos maiores mercados mundiais.

Análise Coin Valores
As empresas de construção civil devem fechar 2010 com o maior crescimento em quase duas décadas e meia. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), o PIB do setor deve ficar em R$ 152,4 bilhões, o que representa um expressivo crescimento de 11%, quando as projeções iniciais eram de expansão de cerca de 9%. O bom momento da economia, com expansão de renda e índices de desemprego decrescentes, ganhou o reforço, em 2009, do programa Minha Casa Minha Vida, criado como parte das políticas anticíclicas governamentais, por conta do caráter de forte demandante de mão de obra do setor de construção e pelo fato de ajudar a sustentar o crescimento de outros setores. O crescimento de cerca de 11% esperado para o fechamento de 2010, colabora para aumento de 17% na produção de cimento, 19% de expansão na produção de aço e 16,5% de evolução nas vendas de materiais de construção. Os frutos desses dois fatores começaram a ser mais fortemente percebidos agora em 2010, com o crescimento supramencionado puxado pelo segmento econômico, que virou a “menina dos olhos” da maioria das construtoras, e com a geração de 340 mil empregos formais pelo setor em todo o país até outubro. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), já são mais de 2,6 milhões nas obras, nível nunca antes observado. Esse ritmo acelerado de expansão também é responsável por um dos gargalos que
atualmente aflige o setor, a falta de mão de obra. E esse gargalo deve acelerar o processo de transformação do canteiro de obra em uma “linha de montagem”. Padronização é a palavra em voga entre as construtoras de olho no aumento dos clientes da classe C, com empreendimentos ficando cada vez mais parecidos e processos construtivos que mais lembram a montagem dos antigos LEGOs. O setor deve continuar experimentando boa evolução nos próximos anos. Para 2011, a evolução deve ficar em cerca de 6%, e quando levamos em consideração a forte base de comparação construída em 2010 vemos que o número não é insignificante. Para a próxima década o país deve encontrar as condições ideais para o crescimento econômico, com a pirâmide etária ficando mais “cheinha” na população economicamente ativa e quando olhamos para a participação do crédito imobiliário no PIB vemos que ainda temos muito a avançar. No Brasil, esse número orbita os 3%, nas economias “mais antigas”, o número deve cair, mas em um patamar ainda muito superior, e mesmo quando olhamos para países como México (11%) e Chile (15%), vemos que ainda há espaço para evoluirmos, mesmo com um nível de poupança abaixo do desses países.

48573 - paulo_prof - 03/Out/2010 18:08
De maneira geral, só um cenário externo muito adverso me faria vender parte da carteira. No mais, o processo usual de operação continua: "fatiar" ativos que se mostrem caros, substituindo-os por ativos mais "baratos"; gradualmente substituir ativos de crescimento caros, por ativos bons pagadores de proventos, mesmo se igualmente caros, etc.

Mais do que a própria Petrobrás, acho que o segmento de Petróleo e Gás será privilegiado nos próximos anos; a Inepar, quando/se "arrumar a casa" será uma séria candidata;

Todo o segmento da construção civil, se o da construção de moradias, de instalações esportivas ou de infra-estrutura; após a divulgação de resultados do 3T10 será possível determinar se há ativos mais promissores daqueles que vêm sendo discutidos aqui;

o segmento bancário, uma vez que o nível de crédito no país, especialmente o habitacional, ainda é ridiculamente baixo; idem no que se refere a ativos específicos;

o segmento da telefonia poder surpreender no médio prazo. De um lado, o aproveitamento das sinergias na integração entre a Telesp e Vivo poderão aumentar as margens sensivelmente; de outro, com o profissionalismo da PT (se a telegangue deixar), a Oi poderá finalmente emergir como empresa séria. Aguardar acontecimentos, mas ficar esperto;

o segmento de tecidos, calçados e vestuário. Com milhões sendo mensalmente incorporados à classe média, o segmento certamente será beneficiado se a competição (desleal) chinesa puder ser enquadrada. Aguardar acontecimentos.

No geral, acho que praticamente todos os ativos de alguma forma interessantes foram ou serão discutidos aqui. Por exemplo, não vejo grandes riscos em investir em CGAS5, CIEL3, etc.

32978 - small caps - 16/Abr/2010 00:05
Ilustres, algumas considerações que fiz sobre o setor imobiliário... estariam em ponto de compra?
Considerações:
a) Delay do setor: as empresas do setor em geral ainda reconhecem um nível de receita inferior ao que estão vendendo. Isto redunda em maior lucratividade futura; Quanto chegar o momento de inverter a tendência é fácil identificar e sair antes que o eventualmente o lucro passe a ser reduzido... (lucros e receitas a apropriar...)
b) Embora não saiba dizer onde está o tal MOAT de algumas empresas, sei que EZTC e HBOR passaram incólumes à crise e demonstraram uma fenomenal capacidade de adaptação. Enquanto uma ajustava os custos a outra aproveitava para comprar barganhas imobiliárias;
c) Em 1 ou 2 anos o nível de recebíveis equilibrará o nível de caixa, exigindo muito menos dele. Além disso, com a enxurrada de entregas de lançamentos, muitas delas passaram a receber IGPM + 12% dos recebíveis, caso não os repassem adiante, minimizando o fato de serem intensivas em capital;
d) O nível de crédito ao setor no país ainda é minúsculo, e o crescimento pela frente é exponencial. O contrário do que ocorre em diversos outros países;
e) A população que vai chegar ao ponto de “ter que comprar um imóvel” ainda me parece superior aos que vão “deixar de ocupar um imóvel”, sustentando a demanda até que a pirâmide etária inverta a tendência;
Porque algumas (têm caríssimas também) estão mais baratas? Suspeito que seja ignorância na análise de balanços de alguns (setor tem uma contabilidade totalmente diferenciada e este ano está mudando de novo – vai dar susto em desavisados – reconhecimento de receita só na entrega da obra de imóvel residencial) e também a comparação que fazem com outros países cujo estágio de desenvolvimento faz com que não haja a demanda que temos por aqui....
Ignorância é que gera oportunidades...

Perspectivas setoriais para as small caps em 2010
Comentários por Anderson Lueders - Blog Small Caps
Construtoras: as construtoras continuarão tendo a demanda positivamente afetada pelos fatores que interferem no desempenho do varejo, ao mesmo tempo em que o patamar de juros em níveis muito baixos para a recente história do país permite que uma gama significativa de interessados adquira imóvel. Há muito a crescer na relação crédito imobiliário/PIB, que não passa de 3% no país, quando em vários países é ao menos 10 vezes maior a relação. As construtoras que atendem a demanda da classe de renda mais baixa certamente será a mais favorecida. Significativa também continuará sendo a procura pelos imóveis de até R$ 500 mil, financiáveis por meio do Sistema Financeiro da Habitação, que possui os menores juros para o comprador. Há ainda, a venda de imóveis comerciais que tem apresentado excelente desempenho. Enquanto a taxa de juros estiver nestes níveis, certamente haverá atração para novos interessados. O investidor, no entanto, deverá ser bastante seletivo após as altas apresentadas em 2009 para as ações do segmento: É de se ressaltar que não serão todas as companhias que atendem a baixa renda que conseguirão ter os custos controlados a ponto de exibirem lucros que remunerem o capital empregado. O ideal é selecionar por empresas: a) com múltiplos interessantes, especialmente abaixo da relação P/VPA 2 e que demonstraram a manutenção de lucros mesmo diante da crise; b) que estejam reconhecendo receita inferior ao nível de vendas, elevando a probabilidade que venham a ter desempenho ainda superior em 2010 ao que apresentaram em 2009. O investidor deverá observar atentamente as mudanças contábeis que o setor estará sofrendo, por meio do qual a receita deixará de ser reconhecida conforme a evolução das obras e o nível de vendas para ser totalmente reconhecida no balanço quando da conclusão das obras.

16714 - ch3481 - 07/Out/2009 21:06
Por: Julia Ramos Moreira Leite
06/10/09 - 18h04
InfoMoney
SÃO PAULO - O setor imobiliário acumula, com folga, a maior valorização do Ibovespa no ano. Desde janeiro, os ativos das empresas do setor já avançaram quase 200%, com destaque para Rossi, Cyrela e Gafisa. Mas com esse avanço, quanto mais o setor pode trazer de ganhos ao investidor?
Primeiramente, é preciso lembrar que a valorização, apesar de impressionar, deve ser considerada de maneira relativa. "O setor foi o mais penalizado com a queda da bolsa - as ações, que já vinham recuando, caíram muito mais do que a bolsa no auge da crise", afirma Mario Roberto Mariante, analista de Construção Civil e Material de Construção da Planner. "A recuperação no mercado também é uma oportunidade de ganhos que ocorreu dentro do setor", diz o analista.
Um dos motivos para a queda do setor no ano passado foi a diminuição da demanda por imóveis. "A demanda foi muito afetada até mais pelo medo de as pessoas perderem o emprego, mais do que o próprio desemprego e muito da incerteza do que seria 2009", afirma Eduardo Silveira, analista do setor de Construção Civil e Shopping Centers do Banco Fator. Com isso, as empresas cancelaram lançamentos, focaram em venda de estoque e mantiveram o caixa, para sobreviver em um cenário bastante desfavorável, depois de um "boom" em 2006 e 2007.
Silveira lembra também que o setor tem uma correlação mais alta com o Ibovespa - o chamado Beta. "As pessoas olham muito agora para a alta, mas voltando para o ano passado, o setor caiu muito mais do que a bolsa. Se o índice cai 10%, a tendência é que caia 15% ou 20% - o mesmo vale para as altas do índice".
Minha Casa, Minha Vida
Para Silveira, o início da reversão da tendência de queda foi abril - quando foi anunciado o pacote habitacional do governo. "Além disso, começamos a ter dados macroeconômicos muito bons, que nunca aconteceram na história do Brasil, como juros de um dígito, um nível controlado de inflação, confiança do consumidor apresentando recuperação e emprego se mantendo estável", afirma o analista. Com esses dados, a média e baixa renda também começaram a melhorar, dando ainda mais impulso ao setor.
Prova disso é que, segundo o analista, as empresas que lideraram a alta foram as mais focadas no segmento de baixa renda - e, portanto, tem grande exposição ao pacote do governo. São elas MRV, Tenda, PDG e Rodobens. "Aí você tem duas que tem exposição, mas querem aumentar bastante, que são a Cyrela e a Rossi. A Rossi tem por volta de 30% na baixa renda e quer chegar a 50%, mesma coisa a Cyrela com a Living", completa o analista.
Segundo Silveira, as empresas estão voltando-se para uma faixa mais baixa de renda, onde há uma demanda muito forte - a PDG, por exemplo, que tinha um ticket médio um pouco mais alto que MRV e Tenda, está reduzindo esse número. "No Brasil, os bancos são obrigados a ter 65% dos depósitos de poupança voltados ao crédito imobiliário. O saldo hoje de depósito de poupança é acima de R$ 300 bilhões, então eu acho que para um ou dois anos há crédito imobiliário mais do que suficiente para financiar o crescimento das construtoras".
Curto prazo, longo prazo
Segundo Silveira, as empresas já enxergam o ano de 2009 quase igual aos níveis pré-crise. "O guidance de vendas e lançamentos da Cyrela, por exemplo, é praticamente o mesmo de 2008, então é um numero positivo dado o início do ano que era muito incerto". Com a recuperação da demanda, é bom ter estoques - o que está beneficiando o setor, e deve tornar o segundo semestre do ano melhor do que o anterior.
Entretanto, o analista aponta alguns requisitos para uma contínua valorização do setor. O primeiro deles é o caminho da bolsa - caso o rali da renda variável seja interrompido, dificilmente os ativos do setor vão quebrar a tendência e continuar avançando. O segundo é a economia brasileira, cujos dados macroeconômicos afetam fortemente o desempenho do setor.
Por fim, Silveira aponta a questão do crédito imobiliário como fundamental para as projeções do setor. "Existe um déficit habitacional muito grande no Brasil então a demanda está lá. Se houver crédito imobiliário, é só uma questão se as empresas vão ter capacidade construtiva de execução", afirma.
Já segundo Mario Roberto Mariante, analista de Construção Civil e Material de Construção da Planner, as oportunidades para o setor estão no longo prazo. Mesmo esperando bons resultados no terceiro trimestre do ano, Mariante afirma que o espaço para grandes valorizações este ano já foi. "O curto prazo já está precificado, assim como para 2009", afirma o analista. Além disso, Mariante questiona o aumento da demanda, que vem impulsionando os ativos do setor. "Fala-se que tem uma demanda muito forte, mas a coisa não está acontecendo na mesma velocidade que se comenta".
No longo prazo, por outro lado, a perspectiva é mais positiva. Para ele, a retomada dos lançamentos, e as entregas de imóveis lançados nos últimos dois anos vão agir como um reforço de caixa para as empresas, melhorando o cenário para o setor.
Silveira também aponta o longo prazo como mais positivo. "Claro que toda essa valorização que já ocorreu diminui o potencial de valorização, e no curto prazo, com as ofertas de ações - que são positivas no longo prazo para as empresas - ocorre uma diluição dos acionistas atuais, que causa uma pressão baixista no curto prazo nos preços dos ativos", afirma o analista.
Já Mariante não vê as ofertas de ações realizadas por algumas empresas do setor como uma indicação necessariamente positiva. Segundo o analista, algumas imobiliárias estão buscando recursos sem necessidade. "Elas estão aproveitando um momento do mercado de ações - mas o setor tem um ciclo muito longo, as empresas, muitas vezes, nem retornaram para os acionistas o que elas captaram nos IPOs", afirma. "Se for para crescer, se isso for refletir em crescimento e dar retorno para o acionista, tudo bem, mas eu não vejo que isso vá acontecer", conclui o analista.
Recomendações
Apesar de restrições a algumas empresas, que exigem período de silêncio devido a ofertas de ações (como PDG, Rossi e Brookfield), Silveira aponta dois tipos de empresa que merecem atenções. O primeiro são as empresas mais voltadas para baixa renda - e com maior exposição ao pacote do governo - que inclui, principalmente, a demanda pelo primeiro imóvel, que não foi tão afetada durante a crise. "Nesse caso, temos a Rodobens como atraente - a empresa tem uma boa estratégia, um bom produto, está focada na baixa renda".
O segundo tipo de empresa são aquelas com pouca exposição ao pacote, mas que tem muitos produtos no chamado segmento de média renda - especialmente até R$ 500 mil reais. Muitas das empresas no setor lidam predominantemente com a demanda de "imóvel upgrade" - ou seja, pessoas que têm um imóvel, mas querem trocá-lo por um maior ou melhor. Essa demanda caiu muito durante a crise, e traz, assim, melhores possibilidades de recuperação agora. "Nos últimos 2, 3 meses, as empresas de média renda performaram melhor do que as de baixa renda", afirma o analista. Nesse segmento, uma recomendação de Silveira é a Tecnisa.
Existe ainda um meio termo, que são empresas integradas, que tem tanto média quanto baixa renda. "A Cyrela, por exemplo, se beneficia dos dois mercados", afirma Silveira. Para ele, a recomendação para o investidor é ficar com uma empresa na baixa renda, uma na média e uma integrada.
Entretanto, Silveira faz uma ressalva importante na hora de decidir pelo investimento: "Olhando para os múltiplos, está num ponto mais alto. Talvez não seja o momento adequado para entrar no setor".
Mariante preferiu não se referir a empresas específicas, já que muitas delas, devido a ofertas de ações, estão em período de silêncio. Entretanto, o analista afirmou que há dois tipos de empresa que merecem atenção dos investidores: "algumas empresas que estão focadas no segmento de baixa renda, que é onde há uma demanda mais forte agora, e as empresas que estão mais bem estruturadas financeiramente".
As maiores companhias do setor, por sua vez, também não devem ser esquecidas. "Essas grandes têm seus projetos, e devem performar bem porque estão bem diversificadas, como Cyrela e Gafisa", conclui Mariante.

11754 - small caps - 14/Ago/2009 23:01
citação: SEVZFSmall caps
Boa noite.
Vê ainda upside em BISA3?
Tem múltiplos piores que EZTC3 e HBOR3, mas me parece que pode cair no gosto do mercado com a política agressiva de crescimento, atuação em todas as faixas de renda, etc.
Olhando por este prisma, e comparando com as "queridinhas" do setor (GFSA3, CYRE3, MRVE3, RSID3 e PDGR3), ainda guardaria uma boa valorização.
O que acha?
SEVZF, prefiro atualmente a segurança de múltiplos mais atraentes aliados a uma boa administração quando seleciono empresas do segmento da construção civil.
O fato de virar moda do mercado (a BISA3) apenas indica uma possibilidade de venda com preços mais salgados caso ainda tivesse a empresa, mas não fator decisivo para compra de ações.
Troquei todas as minhas demais construtoras por HBOR3 e EZTC3. Ainda tinha conseguido trocar um lote de BISA3 e de CRDE3 por um de HBOR3, que hoje é minha maior posição em carteira.
Abraços,
Small caps.
http://smallcaps.blogs.advfn.com/

7024 - hermesnet - 11/Jun/2009 02:56
o que esperar para o setor da construção civil e engenharia com mais essa queda da SELIC?
E sobre a Abyara que subscreveu direito 1,06 para cada ação encarteirada?
Li no log do forum que vc tinha preferencia em outros papeis no setor por causa do caixa da empresa.
E agora com essa novo aporte, renegociação das dívidas, venda de diversos ativos e diminuição do custo operacional em 2milhões ao mês?
Será que ela consegue se recuperar ?
Você continua acompanhando-a ?
Mais uma vez, parabéns para os senhores que mantém o nível neste forum!

3745 - eurico22 - 07/Abr/2009 11:42
"citação: 2RathCaros Paulo e Small,"
Gostaria da opinião de vcs sobre CRDE3 e sobre qual seria o banco mais atrativo depois de BICB e PINE.
Grato.
"Oi, Rath"
Vou tentar ajudar.
"Há muitos bancos interessantes, portanto a escolha de um terceiro (depois desses dois que, realmente, a maioria acha os melhores) depende muito do critério a ser usado."
"Eu gosto do Indusval, os preços estão camaradas. Temos que esperar para ver como vai ficar a lucratividade do banco após descontinuar o setor de crédito para veículos. Parece que eles não vão se arriscar, tomando uma postura conservadora."
"O ruim é a liquidez do papel, uma das piores entre os bancos médios."
Tambén ando curioso pra ver o resultado do ABC.
"Já nas construtoras o balanço é muito difícil de analisar, além de ser mais fácil maquiar valores de ativos. De qualquer forma, diria que é o mais interessante do setor depois de EZTEC e Helbor. Estou paquerando para iniciar posição."

3463 - small caps - 03/Abr/2009 16:00
"citação: Victor_CoelhoSmall, o que que voce acha dos papeis de construtoras como tend3, abya3 e inpr3??"
"estou comprado na tend3, acha que estou certo??"
Grato
"Victor_Coelho, concentrei as apostas no segmento em HBOR3, EZTEC3 e em menor proporção CRDE3 e BISA3."
"INPR3, ABYA3 e TEND3 vão levar um tempo para arrumar o que fizeram... e como as que citei, especialmente as menores, também possuem indicadores fundamentalistas atrativos, a diferença na analise relativa não me motivou a ampliar os riscos."

2899 - paulorizzi - 25/Mar/2009 19:02
"Sim. Eu realizei porque cheguei à conclusão de que a construção civil é um setor que eu não entendo e decidi seguir o conselho do nosso amigo Buffet: ""não invista no que vc não entende""."
"Eu havia entrado bastante bem (R$ 2,40, no leilão de fechamento em 30JAN) e vendi no dia 13MAR, a R$ 3,20 (acho que coloquei uma ordem de venda logo após a divulgação do balanço e ela só foi executada no dia 13?)."
"Já hoje, suspeito que que não fiz a coisa certa ... Vendi um pouco de BICB4 e outro tanto de PINE4 para pagar pelas HBOR3, quando provavelmente teria sido melhor ter vendido BISA3, mesmo com prejuízo. "

2857 - JJose - 25/Mar/2009 08:38
"Conselho do FGTS aprova R$4 bi para habitação em 2009, diz Lupi"
"BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou nesta terça-feira que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a destinação de 4 bilhões de reais do fundo para o plano de habitação do governo federal em 2009."
"Segundo Lupi, no total, o conselho aprovou 12 bilhões de reais para o plano. A idéia é que os 8 bilhões de reais remanescentes sejam liberados em 2010."
"Os recursos serão utilizados para financiar a compra de imóveis por famílias com renda superior a três salários mínimos. Para as famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, a compra será totalmente subsidiada com recursos do Tesouro Nacional."
Lupi descartou a possibilidade de que esses repasses abalem a saúde financeira do FGTS.
"""O FGTS tem saúde financeira forte e continuará com essa saúde financeira forte"", disse a jornalistas."

2817 - paulorizzi - 24/Mar/2009 11:48
"Considero o setor de construção civil difícil de entender. Os ativos com os melhores múltiplos são indiscutivelmente HBOR3 e EZTC3. Num patamar inferior, mas com melhores fundamentos do que as blue chips do setor, está BISA3. Como não entendo o setor, estou aguardando uma oportunidade para ""cair fora"". Vou manter posição até o governo anunciar as medidas para ver o que acontece. Em princípio, entretanto, julgando apenas pelos fundamentos, acho válido manter um pé em cada um dos 3 ativos."

1864 - jlc007 - 24/Fev/2009 22:35
Considerando a nova realidade econômica do setor imobiliário deveríamos ficar atentos ao seguinte :
-Bom ritmo de vendas
-lançamentos apenas com boa demanda
-Preferência por imóveis até 350.000 reais
-facilidade na captação de recursos para capital de giros.
-beneficiar-se mais das medidas de incentivo à construção
"Na opinião de vcs Small ,PAuloRizzi e outros que acompanham o setor e as prévias de balanços , quais ativos se encaixam melhor nestes parâmetros ?"
BISA? CCIM ? EZTEC ? HBOR ? Rodobens ? Outras?

1829 - paulorizzi - 23/Fev/2009 17:28
"Algumas empresas do setor de construção civil já apresentaram as prévias relativas ao 4T08. Para o que possa servir, abaixo vai um resumo do que encontrei."
"Os índices que calculei, foram:"
VV_4T08: Vendas Contratadas em 4_T08 / Lançamentos em 4_T08
VV_2008: Vendas Contratadas em 4_T08 / Lançamentos em 4_T08
"obs. nos dois ítens acima, seria interessante calcular a velocidade de venda em relação ao total disponível para a venda; infelizmente, não consegui os dados de estoque no início de período para várias empresas."
"DEST_4T08: Percentual de Aumento/Diminuição do Estoque em 4T08, em relação aos lançamentos em 2008"
"DEST_4T08: Percentual de Aumento/Diminuição do Estoque em 2008, em relação aos lançamentos em 2008"
"ídem, aqui seria mais interessante a informação do aumento/diminuição do estoque, em função do estoque inicial do período."
DLAN_4T08: Percentual de Lançamentos em 4T08 em relação aos Lançamentos em 2008
DVEN_4T08: Percentual de Vendas Contratadas em 4T08 em relação às Vendas Contratadas em 2008
"Camargo Cerreia: VV_4T08=1,65; VV_2008=0,93; DEST_4T08=-9,2%; DEST_2008=6,7%; DLAN_4T08=13,3; DVEN_4T08=23,4"
"Cyrela: VV_4T08=0,57; VV_2008=0,92; DEST_4T08=9,4%; DEST_2008=8,4%; DLAN_4T08=19,7; DVEN_4T08=12,2"
"Eztec: VV_4T08=0,66; VV_2008=0,87; DEST_4T08=6,4%; DEST_2008=13,5%; DLAN_4T08=16,4; DVEN_4T08=12,5"
"Helbor: VV_4T08=0,41; VV_2008=0,76; DEST_4T08=36,3%; DEST_2008=23,8%; DLAN_4T08=47,2; DVEN_4T08=25,6"
"Klabin Segal: VV_4T08=1,05; VV_2008=1,02; DEST_4T08=-0,5%; DEST_2008=-1,8%; DLAN_4T08=9,9; DVEN_4T08=10,2"
"MRV: VV_4T08=0,56; VV_2008=0,61; DEST_4T08=15,4%; DEST_2008=39,0%; DLAN_4T08=21,2; DVEN_4T08=19,3"
"PDG Realty: VV_4T08=0,58; VV_2008=0,69; DEST_4T08=13,3%; DEST_2008=30,7%; DLAN_4T08=28,3; DVEN_4T08=25,3"
"Rodobens VV_4T08=0,71; VV_2008=0,81; DEST_4T08=6,90%; DEST_2008=18,8%; DLAN_4T08=19,1; DVEN_4T08=16,6"
"Rossi: VV_4T08=0,48; VV_2008=0,81; DEST_4T08=17,9%; DEST_2008=18,8%; DLAN_4T08=28,0; DVEN_4T08=16,6"
"Tecnisa: VV_4T08=0,40; VV_2008=0,67; DEST_4T08=38,1%; DEST_2008=32,9%; DLAN_4T08=42,4; DVEN_4T08=25,1"
"Na hipótese de um processo uniforme (lançamentos e vendas uniformemente distribuídos ao longo do ano), e supondo a existência de um estoque para atender acelerações da demanda no curto prazo, os índices ""ideais"" seriam:"
"VV_4T08=1 (para cada real lançado, um real é vendido)"
VV_2008=1 (ídem)
DEST_4T08=0 (não há variação no estoque no fim do período)
DEST_2008=0 (ídem)
DLAN_4T08=25% (1/4 dos lançamentos do ano)
DVEN_4T08=25% (ídem)
Qual seria a empresa de melhor performance no 4T08?
"A Camargo Correia conseguiu produzir aprox. 1/4 das vendas anuais no 4T08, e parece ter decidido reduzir o seu estoque do final do 3T08, à custa da redução relativamente drástica nos lançamentos;"
"A Cyrela reduziu os lançamentos moderadamente, mas as vendas entraram em colapso (vendas no 4T08 foram 50% dos lançamentos); daí uma aceleração no aumento do estoque."
"A Eztec reduziu sensivelmente os lançamentos, mas as vendas reduziram mais ainda, acelerando o aumento do estoque."
"A Helbor é difícil de entender ... Mais de 47% dos lançamentos 2008 foram realizados no 4T08. Como as vendas produzidas, apesar de representarem 1/4 das vendas anuais, foram só 41% dos lançamentos, produziu-se um grande aumento do estoque."
"A Klabin Segal parece ter ajustado lançamentos e vendas, de modo a não produzir variações no estoque. Conseguiu isto com uma grande diminuição dos lançamentos e vendas (apenas 40% do que seria ""normal"")"
"Rossi e PDG Realty experimentaram aumentos expressíveis nos estoques. Rossi foi a campeã no aumento de estoques, apesar de uma diminuição moderada na velocidade de lançamentos e vendas. PDG Realty vendeu bem, mas lançou demais."
"Rodobens e Rossi tiveram números idênticos de percentual de vendas no trimestre e aumento de estoques no final do ano. Como mais de 1/4 dos lançamentos da Rossi ocorrerarm em 4T08 (em comparação com os 19% da Rodobens), o estoque no início do período eram menor."
"A Tecnisa foi outra empresa (como a Helbor) cujo percentual de lançamentos no 4T08 ultrapassou em muito, a média dos 25%. O percentual foi mais de 42%. Assim como a Helbor, vendeu bem, na média esperada de 25% das vendas anuais. Finalmente, juntamente com a Helbor, foi a empresa que apresentou o maior crescimento do estoque, como percentual dos lançamentos totais no ano."
"Os indicadores fundamentalistas da Helbor e da Tecnisa, são:"
"HOBR3: P/L = 5,22; P/VPA = 0,40; PSR = 0,49; DY = 4,6%; DIV/PAT = 52%; ROE2008 anualizado = 14,8%; LIQ COR = 2,25"
"TCSA3: P/L = 5,27; P/VPA = 0,50; PSR = 0,91; DY = 4,5%; DIV/PAT = 33%; ROE2008 anualizado = 11,3%; LIQ COR = 3,83"

2699 - paulorizzi - 20/Mar/2009 19:46
"a) no setor de construção civil, o único ativo no qual ""confio"" é ETER3. Se o setor ""bombar"", a empresa se beneficia, se o setor parar, a empresa ainda assim vai caminhar, mesmom que mais devagar. Estou inclusive aumentando a minha posição, apesar do risco do STF decidir contra o uso do amianto crisotilla. Devo confessar que é um setor que eu não gosto, pois me dá a impressão de ser bastante manipulado, inclusive por controladores. Por outro lado, diante da crise internacional, acho que é um setor totalmente dependente de políticas que o governo Lula está mostrando não ter competência para formular. O último ativo em carfteira (além de ETER3) é BISA3. Vou rifar também assim que tiver uma oportunidade."
"b) Rossi + Gafisa ??? nada sei ... mesmo porque, no momento, não me interessa!"

2628 - WK2007 - 19/Mar/2009 14:35
AÇÕES - CONSTRUÇÃO CIVIL
À espera do pacote do governo
"Os investidores não estão pagando para ver os possíveis benefícios do pacote de ajuda que o governo prepara para a construção. As ações das principais empresas do setor continuam em queda. O problema, dizem os especialistas, é que não se sabe o que será anunciado, nem quando. Espera-se que o Planalto dê mais atenção à baixa renda - e que tente replicar parte do bem-sucedido modelo mexicano de financiamento popular. ""O governo diz que vai construir 1 milhão de casas, mas se forem casas muito baratas, de 40 000 reais, as incorporadoras listadas em bolsa não serão beneficiadas porque não atuam nesse mercado"", diz Conrado Vegner, analista da corretora Raymond James."
Fonte: revista Exame.

2450 - small caps - 14/Mar/2009 00:29
"Não colocaria todas de construção no mesmo balaio. O balanço da HBOR3 veio excelente, muito melhor que o da CCIM3, cujos práticas contábeis é que mais distanciavam-se do novo padrão."
Considero (opinião pessoal) que EZTC3 está mais para a HBOR3 do que para a CCIM3 em termos contábeis e não espero a mesma decepção que tive com esta.

1968 - paulorizzi - 27/Fev/2009 21:15
"citação: RikinhoObrigado, Paulo. O motivo de sempre: governo. Mais do mesmo."
"Hoje a Gafisa informou o fim da parceria com a Odebrecht, não sei se chegou a ser importante. Mas vc acha que deve ter algum impacto adicional?"
Acho que não. Acho mais provável que o setor como um todo vá reagir quando finalmente o tal plano for detalhado (seja qual for o plano). É possível que haja um movimento orquestrado pelos profissionais do mercado para se posicionar antes desta reação.

1964 - mr Floyd - 27/Fev/2009 19:22

"Paulo, esses caras do governo estão dormindo tranquilos vc não viu que enquanto por esse mundo a fora os governantes trabalham de dia e de noite para minimizar os efeitos da crise e aqui resolveram prolongar as ferias de carnaval..."

1963 - paulorizzi - 27/Fev/2009 18:23
"citação: RikinhoAlguém comenta Rossi , Gafisa e Cyrella? As quedas são constantes. Em relação à Cyrella, ainda dá pra entender em função de ter presença maior em médio-alto e alto padrão. Mas Gafisa e Rossi têm presença no médio-baixo. Pergunto por que o governo tem dito que dará prioridade à construção civil."
"Bela prioridade que o governo está dando para a construção civil!!! Até agora, foi só gogó. Falou-se em aumentar o limite de financiamento do SFH de R$ 350 milhões para alguma coisa entre R$ 500 e 800 milhões. Isto foi, se não me engano, na 1a. metade de janeiro."
"Falou-se em 500 mil, mas como este número não estava redondo, foi aumentado para 1 milhão de moradias nos próximos 2 anos. Falou-se ... Enfim, como parece ser costume deste governo, fala muito e faz quase nada. Quando o nosso presidente anunciou que as coisas ficariam para depois do carnaval, deu no que deu."
"O fato é que o mercado de imóveis acima de R$ 400-500 milhões (composto em boa parte por investidores) ""travou"" porque a demanda resolveu dar um tempo para não ser pego no contra-pé. O mercado no segmento intermediário ""travou"" porque ficou muito mais difícil conseguir financiamento. Onde se observou menos problemas foi no mercado de imóveis abaixo de R$ 100 milhões."
"A minha empresa preferida no setor é ... a Eternit. Aí não importa se é de baixa, média ou de alta renda. Desde que o setor como um todo reaqueça, a empresa se beneficiará."
"Além do mais, Gafisa e Cyrella ainda estão caras. "

1868 - paulorizzi - 25/Fev/2009 11:59
"Na minha opinião, até agora só houve muito papo do governo e nenhuma ação. Nas faixas de renda cobertas pelo valor que vc menciona, o único problema continua o de crédito. Os bancos estão atuando de uma forma super restritiva. Ao que consta, parece que o segmento que mais sofreu no final do ano passado foi o dos imóveis acima de R$ 350 mil. O que menos sofreu parece ter sido o de imóveis de até R$ 100 mil. Teoricamente, então, teriam sofrido menos a PDG Realty, MRV, Tenda, etc., que têm uma atuação mais concentrada na baixa renda."
"Se os problemas de crédito forem resolvidos, o setor melhorará como um todo. Não só para imóveis destinados à baixa renda."

1030 - small caps - 18/Jan/2009 22:30
"Sobre o setor imobiliário, já escrevi que:"
O setor tem características contábeis diferenciadas e isto dificulta muito a análise por parte dos investidores. Veja porque:
"A construtora, antes de construir o imóvel, faz o lançamento, vende parte do empreendimento, e depois começam as obras. Quando o imóvel é vendido, se ainda não há construção, não há qualquer lucro acerca do negócio realizado."
"Geralmente as construtoras colocam as informações dos imóveis já vendidos, mas que a construção e o lucro não foram realizados nas notas explicativas. É o que se chama de lucros a realizar."
"Muita gente, então, não vai compreender porque muitas construtoras continuarão apresentando bons lucros apesar da queda das vendas."
"O reconhecimento contábil do lucro ( e também das receitas e despesas) ocorre apenas pelo critério de percentual da obra concluída, via de regra."
"Assim, algumas construtoras podem ter bons resultados, mesmo se a crise durar todo o próximo ano. E isto pode deixar muita gente surpresa..."
"A EZTC3, por exemplo, se fosse liquidada, ou seja, construísse o que está contratado, e vendesse os imóveis prontos, valeria mais de R$ 8,00, conforme consta num de seus releases de resultado e acredito que na apresentação que fez na APIMEC também."
"A BISA3 é para quem gosta de uma construtora mais “ousada”, uma vez que manteve um ritmo bastante forte de lançamentos apesar da crise. Tem maior potencial de valorização que a EZTC3, mas também um risco superior. CCIM3 está na mesma toada."
"Uma intermediária eu considero a HBOR3. que não tem a mesma situação absurdamente tranqüila de caixa da EZTC3, nem o ritmo alucinante de lançamentos da BISA3. É uma situação intermediária. A empresa apresentou um resultado trimestral do terceiro trimestre de “cair o queixo” "

927 - small caps - 14/Jan/2009 01:00
"(924) buric, concordo com você. Mas no curto prazo, considero que a falta de demanda por novos projetos no setor será mais forte. Se seus indicadores fundamentalistas estivessem mais baratos, já teríamos que ter comprado, antes mesmo de aguardar a melhora do ambiente econômico. Mas não parece ser o caso. Faz um tempo que li o seu relatório empresarial, e não sei precisar agora se nele não constou que a companhia não estimava resultados tão promissores no curto prazo em razão da demanda. Provavelmente com o balanço anual, volto a avaliar a companhia."
"O grande erro, como disse antes, foi perder o boom do setor e agora ter que se recuperar num mundo bem mais complexo."

925 - small caps - 14/Jan/2009 00:53
"(922) buric, o tema é interessante. Acredito que as companhias mais beneficiadas pelo eventual pacote do governo são aquelas que focam seus projetos para a baixa renda. Não parece ser o caso das maiores construtoras negociadas em bolsa. Uma ou outra agora começa a ter participação no segmento, mas é necessário verificar a habilidade de lucrar nele, diante das diferenciadas características. As margens do setor econômico são muito mais apertadas."
"Os múltiplos (fundamentalistas) das empresas maiores estão, na maioria, pelo menos o dobro mais caros que o das menores construtoras."
Acredito que a melhor maneira para se posicionar no setor é selecionando aquelas com múltiplos baratos e que tenham como características o texto que mencionei na newsletter com as perspectivas das small caps:
http://smallcaps.blogs.advfn.com/2009/01/06/perspectivas-para-as-small-caps-em- 2009-newsletter-da-advfn/

922 - buric - 14/Jan/2009 00:41
"O governo está preparando um pacote para a construção civil. Tenho minhas dúvidas de quanto esse pacote realmente mudará o cenário de 2009, como o governo espera."
"Porém existem empresas, e você mesmo sempre cita - como a EZTC3 por exemplo - que estão contemplando um ano catastrofico adiante. Talvez o pacote seja o iniciador de diminuição do pessimismo."
"Minha dúvida é se apesar de ter múltiplos maiores, será que as empresas mais líquidas da contrução civil (como CYRE3, GFSA3) não terão projeção de cotações maiores que as menores?"
"Gostaria de conversar sobre o assunto com alguém e nada melhor que o forum para isso. Como você vê esse pacote? Será que ele impactará mais as construtoras, as incorporadoras, brokers??"
"ps: dirigi ao small, mas estendo a discussão a todos..."

865 - small caps - 11/Jan/2009 19:28
"VAMOQVAMO, a resposta que referi acima é a seguinte:"
Não sei se você leu a newsletter sobre as perspectivas para as small caps em
"2009 que escrevi. Nela constou que os setores que considero com preços extremamente atraentes são o de bancos médios e de construção civil, conforme consta no blog."
E na carteira small caps contém algumas destas empresas: EZTC3 e BISA3.
"As ações que considero mais atrantes do setor são: EZTC3, BISA3, HBOR3 e CCIM3."
"Na referida newsletter citei que: “No que toca às construtoras de menor porte, o investidor deve privilegiar aquelas que mantiveram caixa suficiente para realizar os projetos iniciados sem ter que recorrer a financiamentos mais onerosos durante o ano de 2008. A seleção deve verificar aquelas que possuem boa velocidade de vendas e mantiveram postura cautelosa nos lançamentos de empreendimentos imobiliários. Algumas negociam com Preço/Lucro abaixo de 4, Preço/Valor Patrimonial menor que 0,5 e ainda possuem posição de caixa superior às dívidas.”."
O setor tem características contábeis diferenciadas e isto dificulta muito a análise por parte dos investidores. Veja porque:
"A construtora, antes de construir o imóvel, faz o lançamento, vende parte do empreendimento, e depois começam as obras. Quando o imóvel é vendido, se ainda não há construção, não há qualquer lucro acerca do negócio realizado."
"Geralmente as construtoras colocam as informações dos imóveis já vendidos, mas que a construção e o lucro não foram realizados nas notas explicativas. É o que se chama de lucros a realizar."
"Muita gente, então, não vai compreender porque muitas construtoras continuarão apresentando bons lucros apesar da queda das vendas."
"O reconhecimento contábil do lucro ( e também das receitas e despesas) ocorre apenas pelo critério de percentual da obra concluída, via de regra."
"Assim, algumas construtoras podem ter bons resultados, mesmo se a crise durar todo o próximo ano. E isto pode deixar muita gente surpresa..."
"A EZTC3, por exemplo, se fosse liquidada, ou seja, construísse o que está contratado, e vendesse os imóveis prontos, valeria mais de R$ 8,00, conforme consta num de seus releases de resultado e acredito que na apresentação que fez na APIMEC também."
"A BISA3 é para quem gosta de uma construtora mais “ousada”, uma vez que manteve um ritmo bastante forte de lançamentos apesar da crise. Tem maior potencial de valorização que a EZTC3, mas também um risco superior. CCIM3 está na mesma toada."
"Uma intermediária eu considero a HBOR3. que não tem a mesma situação absurdamente tranqüila de caixa da EZTC3, nem o ritmo alucinante de lançamentos da BISA3. É uma situação intermediária. A empresa apresentou um resultado trimestral do terceiro trimestre de “cair o queixo” "

539 - small caps - 08/Dez/2008 19:23

"Do setor de construção civil, considero como mais atrativas: EZTC3, HBOR3, BISA3 e CCIM3. ABYA3 e INPR3 estão com baixíssima relação P/VPA, mas tem o problema de caixa para resolver. Foram muito imprudentes. Se equacionado este problema e mantiverem-se com boas margens operacionais, também guardam bons upsides. Mas, prefiro neste caso a segurança da EZTC3 para maiores aplicações, deixando menores aportes para estas empresas que apresentam dificuldades superiores de êxito."

416 - small caps - 22/Nov/2008 10:13

"thiagotoni, obrigado. Construção civil realmente deve desacelerar. No entanto, na análise de atratividade das empresas o valor é uma das variáveis. A relação disto com o preço é outra. Assim, como o preço esta bastante baixo quando se considera os múltiplos (ainda que o desempenho caia para metade), considero válido o início de compras de ações no segmento, aos poucos, aproveitando-se dos preços cada vez mais baixos. TEND3, especificamente, é uma das poucas a acumular prejuízos em 12 meses e ainda assim não tem o menor P/VPA do segmento. Tem melhores opções, como EZTC3, HBOR3, BISA3, CCIM3, etc..."

306 - small caps - 09/Nov/2008 23:27
Estou montando posição no setor de construção civil também. Os preços atuais já permitem isto.
"Finalizei a montagem em elétrica (várias com DY acima de 10%, com algumas se aproximando de 20%...) e bancos médios (idem)."
"Agora estou comprando aos poucos algumas ações de construtoras. As maiores posições estão com EZTC3, HBOR3 e CCIM3. As menores naquelas que oferecem maiores riscos de caixa."
"Gosto muito das três que citei antes em razão do caixa folgado que possuem e pela aparente racionalidade nos lançamentos. Não saíram anunciando lançamento a qualquer custo para agradar o mercado. A EZTC3, particularmente, negocia próximo ao valor que tem em caixa. Você leva a empresa de graça. E com o lucro acumulado nos últimos 12 meses, já dá para imaginar um DY próximo de 10% ano que vem, isto se distribuir apenas 25% do lucro líquido como manda a legislação... Há ainda as recompras de ações..."
"INPR3 é um pouco mais arriscada em razão da pequena quantia em caixa. Saiu boatos de que estaria buscando por sócios para injetar $$$$, o que inclusive impulsionou as ações. Tem preços muito baixos, como P/VPA de 0,23 apenas. O risco, então, é não conseguir o capital de giro necessário para movimentar as obras."
"AGIN3 e RSID3 estão na mesma situação que a INPR3, fazendo com que o posicionamento nos papéis, caso efetuado, seja mais comedido."

53 - small caps - 24/Set/2008 00:30

"rmgoncalves. O melhor a se fazer quando se inicia no mercado é testar suas habilidades de decisões com pouco capital envolvido enquanto aprende. A análise que traz resultados consistentes é com base no valor das empresas. As construtoras em geral estão apanhando no mercado, reflexo da crise que o setor vive nos EUA, especialmente. Os gringos estão saindo forte do papel e não tem a quer vender. Isto faz os preços desabarem. Como vai ser incorporada pela GAFISA, o que vale é verificar os dados desta empresa, que não está muito barata, com P/VPA ainda em 1,87, quando muitas companhias do setor estão com o indicador próximo a 0,5. Está interessante fazer pequenas posições diversificadas em EZTC3, BISA3 e HBOR3."

14 - small caps - 15/Set/2008 00:15
"sandro bugon, tudo bem? Vc trabalha com o Eduardo? Se sim, mande meus agradecimentos para ele."
"No setor da construção civil, estou me posicionando especialmente em EZTC3, HBOR3 e BISA3. A INPR3 também considero um risco interessante de ser corrido. O seu grande problema é a necessidade de caixa, num período de forte aumento do custo do capital. Custa muito pouco em termos de múltiplos P/VPA (0,30) e PSR (0,74). Mas não deve ser uma posição substancial, pois ela precisa ser eficiente para fazer caixa frente as necessidades de construção e, portanto, consumo de capital de giro."

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