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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Telecomunicações










23/01/2013 às 18h09 |
Postado por: André Rocha Seção: Análise de ações, Conjuntura

Esqueça o setor de Telecom como investimento de longo prazo
http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/2981540/esqueca-o-setor-de-telecom-como-investimento-de-longo-prazo

Por que o setor de telecomunicações que já representou quase 50% do Ibovespa, hoje tem uma participação de apenas 4%? A destituição do presidente da Oi, Francisco Valim, é apenas mais um episódio de uma história conturbada. Com as características atuais do setor, as ações dessas companhias não servem para investidores com visão de longo prazo.

A frase atribuída a Heródoto "não há nada permanente, a não ser a mudança" pode ser associada ao setor de telecomunicações brasileiro. Nos últimos 15 anos, as ações das companhias do setor viveram o apogeu e o declínio. Após a privatização em 1998, quando a Telebrás foi desmembrada em 13 holdings, a enorme demanda reprimida por novos terminais fez com que os faturamentos dessas empresas apresentassem forte crescimento o que contribuiu para suas ações apresentarem forte valorização até 2002. Contudo, constantes investimentos em tecnologia, estagnação da venda de terminais fixos e exigência dos investidores por melhores regras de governança corporativa indicavam que mudanças estavam em curso, sinalizando um cenário negativo para as ações do setor.

Vários analistas e gestores tiveram dificuldades de perceber o novo contexto. Aqueles que eram pessimistas com o segmento em 2002 causavam espanto e reações agressivas dos seus interlocutores. Não era fácil ir contra a opinião dominante. Mas o pior aconteceu. Desde então, as ações vêm apresentando desempenho insatisfatório o que acabou por reduzir sua importância no principal índice do mercado acionário brasileiro. Por que isso ocorreu? As razões são várias:

1) Disputas entre os controladores: quem não se lembra das brigas pelo controle na operadora Brasil Telecom entre Opportunity, Telecom Italia e fundos de pensão ou na Vivo entre Portugal Telecom e Telefonica?

2) Operações controversas com riscos para os minoritários: a incorporação do ágio pela Telefonica, beneficiando apenas o controlador; a incorporação da Tele Centro-Oeste Celular pela Telesp Celular (hoje Vivo); a operação de reestruturação societária da Telemar (hoje Oi), em 2006, quando os acionistas votantes teriam direito a um prêmio substancial sobre os detentores de ações preferenciais. A lista de polêmicas é longa. Essas operações foram tão importantes para o mercado que acabaram por exigir um posicionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seja por intermédio de Instruções ou por decisões do Colegiado.

3) Constantes inovações tecnológicas: de tempos em tempos as companhias precisam adotar novas tecnologias (3G, 4G, a migração da tecnologia móvel CDMA para GSM na Vivo) o que exige investimentos consumindo o caixa operacional, elevando o endividamento e prejudicando a distribuição de dividendos.

4) Convergência tecnológica: o modelo de privatização foi concebido, considerando os serviços de forma estanque: telefonia fixa, móvel e de dados. O tempo provou que esse conceito estava errado. Atualmente, as empresas devem ser integradas oferecendo conjuntamente os três serviços anteriores e mais TV por assinatura. Essa transição não tem sido fácil. A primeira a sucumbir foi a Embratel que possuía apenas os serviços de dados. Acabou vendida ao grupo mexicano Telmex e hoje é apenas uma divisão do grupo econômico que engloba ainda a empresa móvel Claro e a de TV a cabo Net Serviços. Somente recentemente a Vivo juntou-se ao seu braço de telefonia fixa, a Telefonica. A TIM ainda carece de um braço de telefonia fixa. A Oi, forte na região costeira, não consegue ser tão competitiva em um centro importante como São Paulo.

5) Forte competição: o segmento de telecomunicações talvez seja o mais competitivo do mercado brasileiro. Se você mora em São Paulo não tem como fugir da Eletropaulo ou da Sabesp para ter luz e água, respectivamente. O mesmo vale para o morador do Rio de Janeiro, com Light e Cedae, ou o belo-horizontino, com Cemig e Copasa. Já no segmento de telefonia as opções são muitas. Em celular, por exemplo, você pode escolher a Claro, a Vivo, a Oi, a TIM, a Nextel ... Essa competição acirrada gera redução do preço dos serviços, altos investimentos no atendimento ao cliente e subsídios aos aparelhos. Menos lucro, menos dividendos e menos caixa.

A estratégia traçada pela Oi parece (ou parecia) apropriada: indicar crescimento, associado ao pagamento de dividendos, desde que não houvesse elevação do nível do endividamento. A saída do presidente levanta dúvidas se essa tática continua valendo. As ações (OIBR4) círam após a queda do executivo.

Em decorrência das diversas incertezas listadas acima, as ações do setor não são uma boa aposta para os investidores fundamentalistas com visão de longo prazo. Por outro lado, as ações podem ser úteis para aqueles com visão de curto prazo que levam em conta a análise gráfica.

Mas não são apenas os minoritários que sofrem, os usuários também parecem estar insatisfeitos tendo em vista as constantes reclamações. Assim, os governos estaduais parecem ser os únicos contentes com o setor, pois, sem qualquer esforço de arrecadação, conseguem uma elevada receita com ICMS incidente sobre os serviços telefônicos.

161297 pppadv -  21 Dez 2012, 11
Telefonia local e de longa distância está sob novas regras
Valor Econômico - 21/12/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/12/21/telefonia-local-e-de-longa-distancia-esta-sob-novas-regras

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem a definição de novos critérios de acompanhamento da qualidade do serviço de telefonia fixa no país. As regras valerão tanto para a modalidade de serviço fixo local quanto para a de longa distância. A agência quer tornar as regras mais rigorosas, especialmente para as prestadoras consideradas de maior porte.

Com a decisão, a Anatel altera o regulamento de gestão da qualidade do serviço de telefonia fixa. As novas normas entrarão em vigor 120 dias após a publicação no "Diário Oficial da União". O primeiro parecer, do conselheiro Marcelo Bechara, demonstrou que a agência quer alinhar, em parte, as regras da telefonia fixa aos regulamentos já em vigor na telefonia celular.

A agência enquadra como empresa de grande porte as concessionárias de telefonia fixa (Oi, Telefônica/Vivo, Sercomtel e CTBC, na modalidade local, e Embratel, na modalidade longa distância) dentro de suas respectivas áreas de outorga e as operadoras com mais de 50 mil clientes que atuam na condição de autorizadas, como GVT e Net.

A área técnica da agência se valeu do conceito de assimetria regulatória para fazer exigências mais rigorosas às empresas com maior poder no mercado. Isso ocorre com o objetivo de facilitar fortalecimento das prestadoras menores a fim de estimular a concorrência.

Em análises anteriores, Bechara considerou que justamente as empresas de menor porte se verão obrigadas a elevar a qualidade do serviço para sobreviver no mercado, mantendo-se competitivas. O benefício estabelecido às pequenas inclui dispensa de cumprir parte dos indicadores e procedimentos previstos no regulamento de qualidade para grandes prestadoras.

As novas obrigações que serão impostas incluem a realização de pesquisa de satisfação dos clientes, o envio de relatórios periódicos à agência, os quais serão divulgados pelo órgão regulador, e o cumprimento de percentuais mínimos de chamadas completadas.

160262 - Jorge Tomaz -  13 Dez 2012, 00:52
De bancos ao setor de energia: veja as medidas tomadas pelo governo em 2012 

Ano que está acabando foi bastante movimentado para diversos setores da economia, em meio a medidas de estímulo e redução do chamado custo-Brasil

Por Lara Rizério 
|10h33 | 11-12-2012

SÃO PAULO - O ano de 2012 foi bastante movimentado para os mercados brasileiros. Além de questões internacionais afetando os investidores, como a crise na zona do euro e a questão do abismo fiscal nos Estados Unidos, o governo brasileiro também teve uma grande influência na movimentação dos mercados, sejam eles de renda fixa ou variável. 
No ano corrente, vimos diversas atuações do governo em muitos setores da economia, em meio ao fraco desempenho econômico que também predomina o cenário nacional. Medidas de estímulo à indústria, discussões sobre reajuste na gasolina, redução de spread bancário e as mudanças de regulação no setor elétrico, afetaram as decisões de investimento durante todo o período. No mercado acionário, o viés de suas políticas foi tanto altista quanto baixista para alguns setores, assim como para o mercado de câmbio. Veja abaixo os principais "alvos" do governo durante este ano:
[...]
4. Telefonia móvel: o mês de julho foi bastante conturbado para as empresas de telefonia. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) também atuou de forma bastante forte em meados do mês, através da suspensão de vendas de novas linhas em diversos estados brasileiros, tendo como base o alto número de reclamações que os órgãos de defesa dos consumidores vinham recebendo. A TIM (TIMP3) foi proibida a comercializar em dezoito estados, enquanto a Oi (OIBR4) foi proibida de vender em cinco e a Claro, em três. A Vivo (VIVT4) foi a única que escapou das punições. Com essa proibição, as ações das companhias de capital aberto do setor despencaram. 
Para reverter a decisão, as operadores deveriam mostrar melhorias e um plano de ação; o governo mostrou-se disposto a preparar uma legislação de emergência para o compartilhamento de torres e de infraestrutura entre operadoras de celular e acelerar a criação de uma lei geral para a instalação de antenas no país. Entre o período de suspensão e de revogação desta, a agência reguladora cobrou de forma bastante intensa as operadoras sobre a execução do plano de investimentos. 
Finalmente, em 2 de agosto, foram autorizadas as vendas de novas linhas da Claro, Oi e TIM pela Anatel. Entretanto, com um aviso: caso as companhias não cumprissem as metas com ações de melhoria da qualidade de serviços, as vendas seriam novamente suspensas. 
[...]
http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2631770/bancos-setor-energia-veja-medidas-tomadas-pelo-governo-2012

156348 - small caps -  12 Nov 2012, 12:27
É muito difícil de digerir mesmo...
Todo mundo apanhando no setor de telecomunicações, não é?
E relendo:

"Nas economias de mercado, fusões e aquisições são negócios corriqueiros, mas a transação que envolve a Unicel e a Nextel chama especial atenção. Primeiro porque, a rigor, a Unicel não deveria ter o que vender. Sua concessão para operar só saiu por obra e graça da então ministra Erenice Guerra, que no auge do poder procurou pessoalmente conselheiros e técnicos da Anatel para defender a empresa dirigida por seu marido, José Roberto Camargo. A concessão saiu, e a Unicel entrou no mercado com o nome de fantasia AEIOU. Em pouco tempo, a AEIOU estava atolada em dívidas e, com apenas 22 000 clientes, sumiu do mapa em 2010, deixando para trás queixas amargas de consumidores e diversos processos na Justiça. A própria Anatel, a maior credora da empresa falida, publicou um comunicado no qual informava que a Unicel funcionava em “local incerto e não sabido”. Seria o fim da linha para qualquer outra empresa. Não para a Unicel."

Sem palavras...

150728 - pppadv - 02 Out 2012, 20:54
Bernardo elogia a indústria
01/10/2012
http://ethevaldo.com.br/noticia/bernardo-elogia-a-industria/

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a indústria brasileira de telecomunicações está correspondendo às medidas do governo para alavancar o crescimento do setor. O ministro discursou na cerimônia de comemoração da milésima estação rádio base para 4G produzida no Brasil pela Ericsson.

“Obrigado por acreditarem nesse processo. Nós precisamos continuar avançando. Se nós sentarmos à mesa, vamos descobrir que faltam algumas coisas que precisamos fazer, outras que a indústria precisa fazer. Temos políticas públicas capazes de dar conta de toda essa sofisticação tecnológica que buscamos”, afirmou Bernardo.

Segundo Sérgio Quiroga, presidente da Ericsson para América Latina e Caribe, com o avanço da implantação das redes 4G pelas operadoras nos próximos anos, a fábrica deve ampliar sua capacidade produtiva em 10% por ano.

Segundo o ministro Paulo Bernardo, outras fabricantes já se estão preparando para produzir equipamentos compatíveis com a tecnologia 4G em solo brasileiro. Em junho, quando ocorreu o leilão da faixa de 2,5 GHz, a Anatel exigiu 60% de conteúdo nacional nos equipamentos que vão compor a infraestrutura da rede.

Bernardo também participou da inauguração do novo datacenter da Embratel, na semana passada. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira, na capital paulista. “Temos um novo datacenter, um grande investimento, com tecnologia de última geração. O Brasil ainda tem muito a desenvolver nessa área. Temos conversado no governo sobre como adotar políticas públicas, como a computação em nuvem, para que avancemos muito, nas universidades e nas empresas”, disse o ministro das Comunicações.

149743 - pppadv -  22 Set 2012, 17:49
Plantão em Destaque
Anatel estima em R$ 17,3 bilhões os valores que teriam que ser devolvidos às operadoras ao final da concessão

Publicado em Sexta, 21 Setembro 2012 13:09
Escrito por Lúcia Berbert
http://telesintese.com.br/index.php/indice-geral-plantao-em-destaque/20658-anatel-estima-em-r-17-3-bilhoes-os-valores-que-teriam-que-ser-devolvidos-as-operadoras-ao-final-da-concessao

A Anatel divulgou, nesta sexta-feira (21), a relação de bens reversíveis das operadoras de telefonia fixa, que terão que ser devolvidos no final da concessão, em 2025. A lista, que já está disponível na página da agência na internet, avalia em R$ 108,3 bilhões o valor de aquisição de todos os bens móveis e imóveis, e o valor contábil (depois de depreciação e amortização) de R$ 17,3 bilhões (a preços de hoje), recursos que teriam que ser devolvidos às prestadoras ao final da concessão ao conjunto das empresas.

De acordo com o presidente da agência, João Rezende, as informações sobre os bens foram declaradas pelas empresas, mas são passíveis de fiscalização. Ele afirmou a relação inclui o backhaul onde passa o serviço de voz. No entanto, o percentual de fibras ópticas detalhado pelas prestadoras ainda é bastante inferior ao volume da rede de par de cobre, de 13% e 69%, no caso da Telemar, e 7% e 66%, no inventário da Telefônica.

A divulgação da relação dos bens reversíveis atende à Lei de Acesso à Informação, promulgada em maio deste ano, mas as listas terão que ser adaptadas para atender a decisão da justiça federal sobre o tema. Isto porque as informações correspondem aos bens de 1997 a 2011, enquanto que o juiz determinou que fossem anexados aos contratos de concessão a relação dos bens existentes na época da privatização e os registrados até 2005, nos contratos de prorrogação. “Vamos trabalhar para atender a exigência”, disse o superintendente de Serviços Públicos da Anatel, Roberto Pinto Martins.

A relação dos bens reversíveis foi estruturada por empresas em dois blocos: bens imóveis (terrenos, construções e benfeitorias) e móveis em 360 mil páginas. Além disso, é preciso ter acesso a um relatório com um conjunto agregado de informações, que permite uma visão do todo.

De acordo com esse relatório, o valor de aquisição dos bens de todas as prestadoras anteriores a julho de 1998 somam R$ 25,9 bilhões. Entre 1998 até 2005, prazo de validade do primeiro contrato, o valor chega a R$ 30,9 bilhões e, até 2011, esse valor sobe para R$ 51,4 bilhões.

É possível constatar, também, que a maioria dos bens (38%) é de meios de transmissão (Cabos, torres, postes e dutos). Os bens classificados como de comutação correspondem a 23% do total, enquanto 23% deles são de equipamentos de transmissão. Equipamentos e sistemas de informática representam 4% dos bens, mesmo percentual de prédios, terrenos e benfeitorias.

Rezende disse que a relação de bens reversíveis é dinâmica, alterada sempre que um equipamento ou sistema é alienado ou substituído. “O controle é feito pela Superintendência de Serviços Públicos, que tem autorização para aprovar essas mudanças”, disse. As concessionárias são obrigadas a apresentar, todos os anos, a Relação de Bens Reversíveis (RBR) à agência. “É uma espécie de declaração de Imposto de Renda”, comparou Rezende.

149742 - pppadv -  22 Set 2012, 17:43
mais sobre as teles fixas dos jornais de ontem:

Teles fixas amortizaram R$ 91 bilhões em ativos desde a privatização
Autor(es): EDUARDO RODRIGUES, ANNE WARTH
O Estado de S. Paulo - 21/09/2012
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/9/21/teles-fixas-amortizaram-r-91-bilhoes-em-ativos-desde-a-privatizacao

Telecomunicações. Pelos cálculos da Anatel, se o governo resolvesse retomar as concessões das empresas, que vencem em 2025, teria de desembolsar cerca de R$ 17 bilhões, dos quais 45% se referem a ativos como cabos, torres, postes e dutos

Enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sua para conseguir calcular o valor da indenização que as concessionárias de energia terão direito a receber na renovação das concessões que vencem a partir de 2015, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já tem as contas sobre os ativos das concessionárias de telefonia fixa, cujos contratos chegam ao fim somente em 2025.

Segundo levantamento obtido pelo Estado, se o governo decidisse retomar as concessões de serviço fixo hoje, teria de pagar R$ 17,365 bilhões a essas companhias. Segundo o órgão regulador, dos R$ 108,307 bilhões correspondentes ao valor de aquisição de todos os ativos utilizados para o funcionamento dessas redes, R$ 90,952 bilhões já foram amortizados desde a privatização do setor, em 1998.

As contas só valem para as concessionárias do serviço de telefonia fixa, conforme a divisão dos lotes do leilão realizado há 14 anos. Ou seja, para os bens da Telefônica/Vivo no Estado de São Paulo; da Sercomtel, no interior do Paraná; da CTBC, que atua em municípios de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás; e da Oi, nas áreas da Telemar e da Brasil Telecom que compreendem as demais áreas do País. Os valores também se referem à rede de longa distância da Embratel.

Dos R$ 17,365 bilhões que as concessionárias teriam direito a receber, 45% se referem a ativos de meios de transmissão, como cabos, torres, postes e dutos. Em segundo lugar, estão os equipamentos propriamente ditos, que representam 26% (somando transmissão e sistemas de informática). Já os terrenos e prédios dessas concessões representam apenas 8% do valor total não amortizado.

Reversão. A Telefônica/Vivo, por exemplo, tem hoje ativos relacionados à telefonia fixa em São Paulo calculados em R$ 38,928 bilhões, dos quais apenas R$ 6,713 bilhões ainda não foram depreciados. "Bens reversíveis são todos os ativos indispensáveis à continuidade da prestação do serviço. A legislação diz que o Estado tem a obrigação de prestar esse serviço público em regime de continuidade quando a concessão chegar ao fim. Como dar continuidade sem bens?", explicou uma fonte da Anatel.

Segundo essa fonte, o levantamento feito pela agência funciona como a "declaração do imposto de renda" - entregue pelas companhias todos os anos até o dia 30 de abril. "É importante termos informações precisas e seguras sobre o estado dos ativos dessas concessões. Não dá para chegar em 2020 e começar só então a discutir os grupos de bens que já foram amortizados ou que devem ser indenizados."

A grande questão por trás dessa reversibilidade é que as redes de telefonia fixa que podem voltar para as mãos do governo daqui a 13 anos são exatamente as mesmas utilizadas pelas empresas para a oferta dos serviços de telefonia móvel, internet banda larga e TV a cabo, todos prestados em regime privado.

"Lá na frente, será uma decisão empresarial destinar recursos para uma rede que será devolvida. Mas não há muita escolha, pois não é racional fazer uma estrutura paralela", completou, lembrando que ainda não foi definida a forma como o governo irá proceder ao fim das concessões. O caminho natural seria uma relicitação, mas, a exemplo do que ocorre no setor elétrico, a renovação pode ser a alternativa mais fácil.

A Anatel deve divulgar hoje os dados detalhados de cada companhia. Conforme tem ocorrido na renovação dos contratos de energia, as concessionárias de telefonia fixa podem argumentar que os montantes que têm direito a receber são maiores. "A preocupação das companhias não é com a divulgação dos valores, mas com a convergência deles às contas apresentadas a seus acionistas", concluiu a fonte.

48573 - paulo_prof - 03/Out/2010 18:08
De maneira geral, só um cenário externo muito adverso me faria vender parte da carteira. No mais, o processo usual de operação continua: "fatiar" ativos que se mostrem caros, substituindo-os por ativos mais "baratos"; gradualmente substituir ativos de crescimento caros, por ativos bons pagadores de proventos, mesmo se igualmente caros, etc.

Mais do que a própria Petrobrás, acho que o segmento de Petróleo e Gás será privilegiado nos próximos anos; a Inepar, quando/se "arrumar a casa" será uma séria candidata;

Todo o segmento da construção civil, se o da construção de moradias, de instalações esportivas ou de infra-estrutura; após a divulgação de resultados do 3T10 será possível determinar se há ativos mais promissores daqueles que vêm sendo discutidos aqui;

o segmento bancário, uma vez que o nível de crédito no país, especialmente o habitacional, ainda é ridiculamente baixo; idem no que se refere a ativos específicos;

o segmento da telefonia poder surpreender no médio prazo. De um lado, o aproveitamento das sinergias na integração entre a Telesp e Vivo poderão aumentar as margens sensivelmente; de outro, com o profissionalismo da PT (se a telegangue deixar), a Oi poderá finalmente emergir como empresa séria. Aguardar acontecimentos, mas ficar esperto;

o segmento de tecidos, calçados e vestuário. Com milhões sendo mensalmente incorporados à classe média, o segmento certamente será beneficiado se a competição (desleal) chinesa puder ser enquadrada. Aguardar acontecimentos.

No geral, acho que praticamente todos os ativos de alguma forma interessantes foram ou serão discutidos aqui. Por exemplo, não vejo grandes riscos em investir em CGAS5, CIEL3, etc.
Análise Coin Valores
Podemos dizer que 2010 foi marcado pelo processo de consolidação do setor. É correto afirmar que o mercado brasileiro de telecomunicações e mídia está se reorganizando. A aquisição de 50% do capital social da Brasilcel (controladora da VIVO) pela Telefónica, junto ao ingresso da Portugal Telecom no Grupo Telemar e a reestruturação societária da América Móvil caracterizam esse processo de consolidação setorial, resultando em empresas mais integradas e melhor capitalizadas. Outro fato marcante em 2010 foi a aprovação na câmara dos deputados do polêmico Projeto de Lei nº 29 – PL29 que aborda entre outras coisas a permissão para que empresas de capital estrangeiro controlem companhias de comunicação no Brasil, além da possibilidade de ser oferecida pelas teles o serviço de TV por Assinatura. Atualmente, o PL-29 tramita no Senado e deve ser votado somente em 2011. Os recentes leilões da Banda H também podem ser considerados outro evento importantíssimo neste ano que se encerra. As licenças arrematadas pela Nextel, segundo seu presidente, dobram o potencial de crescimento da empresa no Brasil. Ou seja, temos mais um competidor neste mercado. A pergunta é: cabe mais um competidor? Em nossa opinião, só em nichos. Esse processo de reorganização que ocorre no Brasil já era esperado e retrata o ambiente setorial no mundo de um modo geral. Internacionalmente, não é comum a exploração do serviço por mais de três grandes players, fato este que pode ser explicado pelas próprias características do setor. Explica-se, é um setor intensivo em tecnologia e capital, caracterizado por um ambiente

extremamente dinâmico, a mercê de constantes modificações. Em termos de projeções, o mercado brasileiro de telefonia móvel ainda deverá continuar apresentando forte expansão em 2011, com expansão de 10,5%. Em telefonia fixa, os números devem ser bem menos expressivos quando se fala de crescimento, em decorrência da continuidade do processo de migração fixo-móvel. Em banda larga e TV por assinatura, a expectativa é de aumento de concorrência, com tendência de forte expansão da base em 2011. Tal expectativa está ancorada nos seguintes fatores: aumento de cobertura destes serviços; acirramento da concorrência entre as concessionárias de telefonia, operadoras de TV a cabo e operadoras móveis; entrada de uma quinta prestadora de banda larga via 3G, que deverá impulsionar ainda mais o segmento. Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos, principalmente em termos de regulação, pois no campo de reorganização societária os maiores movimentos já foram efetuados. Fica a expectativa em relação à TIM, seria esta o próximo alvo?

2019 - small caps - 02/Mar/2009 22:31
Sobre o que tenho feito.
Estou também comprando mais participações em telefonia fixa. TLPP3 pagou 13% de dividendos nos últimos 12 meses e tem sólida situação patrimonial e TMAR5 e TNLP3 são um pouco mais arriscada dada a dívida. Mas tem indicadores relativos melhores.
"Em maio, com os balanços do primeiro trimestre deste ano, vou intensificar as compras no segmento industrial. Possivelmente estará sendo apresentado um dos piores balanços de várias companhias, mas vai ser possível visualizar aquelas que estão produzindo ao menos para pagar os custos fixos, que tem situação patrimonial sólida para enfrentar a crise e que foram ágeis para se adaptar para a desaceleração abrupta da atividade empresarial."
"O melhor da crise é que não há necessidade de ter pressa para fazer grandes compras. E como os juros reais cada vez mais baixos, o DY se torna cada vez mais tentador naquelas companhias que devem mais facilmente manter os resultados para que eles futuramente continuem sendo distribuídos."

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