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sábado, 16 de janeiro de 2010

Oi (OIBR)



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OIBR
4T2012
2012
Lucro
113M
837M
174610 - karcher1000 -  21 Mar 2013, 23:10
Por Felipe Moreno |18h11 | 21-03-2013 A A A

SÃO PAULO - Os acionistas da Oi (OIBR3; OIBR4) no final do pregão desta quinta-feira receberão uma alta quantia em proventos, se comparados com o valor da ação no final da sessão. De uma vez só, os acionistas preferenciais receberão cerca de R$ 0,61, equivalente a 8,69% do preço da ação, que fechou aos R$ 7,02 neste pregão.
Enquanto isso, os detentores dos ativos ordinários receberão os mesmos R$ 0,61, mas que, por conta do valor mais elevado da ação - de R$ 8,15 -, é um dividend yield (valor do dividendo sobre o preço da ação) de 7,84%. As duas ações tiveram um breve rali nos últimos minutos do pregão, conforme os investidores tentavam se aproveitar desse provento. A ação preferencial, que chegou a cair 1,69%, terminou com queda de 0,43%, enquanto os ordinários, que caíam 4,00% no intraday, fecharam com alta de 0,62%.
Os R$ 0,61 equivalem à um dividendo de R$ 0,51 e R$ 0,099 de bonificação, com posterior resgate e cancelamento das ações ali emitidas. Esse valor deve ser ajustado no preço da ação amanhã, que deve abrir R$ 0,61 mais baixo do que o normal, mas o pagamento de dividendos elevados ajuda o preço da ação, até mesmo por um fator psicológico - ele leva as pessoas a pensarem que o ativo estaria barato.

A Oi pagará dividendos bastante elevados (Divulgação)
A companhia deverá pagar outros proventos ao longo do ano, o que deve elevar ainda mais o dividend yield anual. Esse valor a ser pago já supera o rendimento de outros investimentos populares, como a poupança e os dividendos da maioria das empresas listadas na BM&FBovespa - com os yields anuais raramente ultrapassando o patamar dos 10%.
Os proventos pagos pela Oi são motivos de controvérsia no mercado: a empresa continua se endividando para o pagamento dos mesmos, por considerar que a remuneração dos acionistas é um assunto "estratégico" para a empresa.
Por conta da percepção negativa recente da empresa em relação ao endividamento e a alta necessidade de realizar investimentos - de cerca de R$ 6 bilhões por ano-, o valor da ação está muito abaixo dos valores patrimoniais, que indicariam que a ação deveria valer, ao menos, R$ 11,00. O valor de mercado da empresa é um quarto de sua principal rival, a Telefônica (VIVT4), e a empresa continua tomando pesadas multas pela Aneel (Agência Nacional de Telecomunicações) em decorrência da fraca qualidade de alguns serviços prestados pela empresa.

167719 - paulo_prof  -  19 Fev 2013, 15:53
Citação: rappdav
Prof, irá manter as OIBR que possui?
No curtíssimo prazo, vou manter. Mas ainda preciso estudar melhor o caso para decidir se manter para o médio prazo ou a qual preço cair fora.

Considero a Oi um caso estranhíssimo ... Para mim, não faz sentido o maior acionista (de longe), a Portugal Telecom, tendo a grana e a competência técnica para atuar de forma decisiva, cedo ou tarde não intervir ... por bem ou por mal ...

No curto prazo, há fatores que podem servir de driver para o ativo. Além da distribuição do bilhão em dividendos, devido a valorização do real, o resultado do 1T12 deverá vir muito bom. Há uma muito boa chance da CVM aceitar os argumentos para divulgar o Resultado Líquido sem as despesas de mais valia. Embora uma decisão favorável da CVM não terá qualquer influência no fluxo de caixa, do ponto psicológico seria um "boost" e tanto.

Na minha avaliação, se a CVM aprovar o pleito da Oi, o Lucro liquido do 1T13 será superior a R$ 600 milhões.

167704 - paulo_prof  -  19 Fev 2013, 14:50
Ainda sobre a Oi
Suponha que a empresa atinja a banda inferior do guidance no que se refere o Ebitda (R$ 9 bilhões) e Capex (R$ 6 bilhões). Se, adicionalmente, forem substraídos os proventos anuais de R$ 2 bilhões, sobraria R$ 1 bilhão.

Além do Capex e proventos, a empresa ainda teria as seguintes despesas:

Depósitos Judiciais ??? = - R$ 1,5 bilhões ???
Impostos ??? = - R$ 1 bilhão ???
Aumento do Capital de Giro ??? = - R$ 1 bilhão ???
Resultado Financeiro ??? = - R$ 2 bilhões ???
Outras Despesas/Receitas ??? = R$ 0,5 bilhões ???

TOTAL ??? = - 5,0 bilhões

Ou seja, o Endividamento Líquido teria que aumentar uns R$ 4 bilhões.

Continuando a usar a Contabilidade Criativa, o Endividamento Líquido aumentaria para R$ 29,1 bilhões e a razão Dívida Líquida pelo Ebitda, 3,1 , "estouraria" o limite de 3.

Se um valor intermediário do guidance para o Ebitda for atingido, digamos R$ 9,4 bilhões, A Dívida Líquida seria R$ 28,7 bilhões e a razão (3,05) ainda seria superior a 3.

Na banda superior do Guidance, R$ 9,8 bilhões, a dívida líquida e razão seriam, respectivamente, R$ 28,3 bilhões e 2,89

Moral da História: ou o Ebitda de fato atinge a banda superior do guidance, ou Despesas com Impostos, Resultado Financeiro Negativo, Aumento do Capital de Giro, Aumento dos Depósitos Judiciais e Outras Receitas/Despesas terá que ser mantido menor do que R$ 4,5 bilhões.

Eu acho que dificilmente o Ebitda vai atingir os R$ 9,8 bilhões da banda superior do guidance. Em conseqüência, o nosso contador criativo vai ter que achar uma forma de limitar a soma acima ... possivelmente inflando o sub ítem Outras Despesas/Receitas que obviamente terá que ser positivo.

167691 - paulo_prof -  19 Fev 2013, 13:32
O "case" da Oi tem aspectos que poderiam gerar uma discussão bastante interessante.

Excetuando a Portugal Telecom, que por enquanto deve estar com as mãos meio amarradas e que provavelmente negociou a obtenção de "regalias" com os seus sócios brasileiros, todos, controladores e minoritários parecem "de acordo" a sugar as tetas da empresa, apesar desta politica ser nitidamente prejudicial à empresa.

O Valim foi contra a distribuição dos R$ 2 bilhões referentes ao exercício de 2012 e, a menos que me provem o contrário, não permitiria a distribuição dos R$ 1 bilhão em dividendos complementares (em adição aqueles distribuídos em AGO12), com o argumento de que os critérios estabelecidos não foram cumpridos (qualquer contabilidade "normal" levaria a uma dívida líquida sensivelmente maior do que 3 vezes o Ebitda anual). Além de economizar este bilhão, não permitiria também a distribuição prevista para agosto deste ano, economizando mais R$ 1 bilhão. Com uma economia de R$ 2 bilhões, seria muito tranqüilo aumentar o capex para R$ 7,5 bilhões e, assim, prover a empresa com a competitividade de que necessita.

Mas a telegangue, desde o início da mamata sempre demonstrou não ter a mínima intenção de colocar um único centavo próprio no negócio. Sem os proventos generosos, não há como fechar as despesas geradas pela dívida da Telemar Participações. Esta situação deverá perdurar até que apareça uma solução de compra da retirada da telegangue do negócio. Quando isto acontecer, a primeira providência dos novos controaldores será a de capitalizar a Oi para reduzir o seu nível de endividamento.

O que é interessante é que nesta, a telegangue e os "Danieljosés" estão de acordo em "dilapidar" a empresa mesmo que isto signifique a sua "morte". O minoritário realmente interessado no futuro da empresa deveria atuar no sentido de inviabilizar a permanência da telegangue no negócio. Uma forma de atuação neste sentido talvez fosse uma ação judicial contestando a distribuição da grana que a telegangue necessita para fechar as suas contas ...

167688 - paulo_prof -  19 Fev 2013, 13:02
Em relação aos resultados da Oi, tenho as seguintes observações:

a) para conseguir que o Endividamento Líquido não superasse 3 vezes o Ebitda anual, e assim garantir que os controladores possa continuar recebendo o seu quinhão dos R$ 2 bi anuais, grana essencial para que as dívidas da Telemar Participações possam ser mantidas sob controle sem que a telegangue seja obrigada a aumentar o capital, o financeiro da empresa teve que fazer uso de uma "criatividade" que colaca aquela do Mantega no chinelo ...

1- o Relatório informa que a dívida líquida é de R$ 25 bilhões e o Ebitda dos últimos 12 meses é de R$ 8,8 bilhões, levando a uma relação Dívida Líquida / Ebitda de 2,84

2- O Ebitda Consolidado do Exercício de fato somou R$ 7,92 bilhões ... para aumentar o Ebitda (denominador da equação) o contador teve que considerar uma contabilidade "pró-forma" no 1T12, somando dos Ebitdas das partes que vieram a constituir a Oi reestruturada como conhecemos hoje, durante o 1T12.

Até aí, tudo bem ... não seria justo que os resultados antes de completada a re-estruturação se limitassem aqueles da Brasil Telecom (a maior parte dos resultados do 1T12 referem-se exclusivamente aos números da empresa que absorveu as demais).

A contabilidade mais criativa, entretanto, é aquela que justifica a diminuição do numerador, ou seja, o endividamento líquido.

3- A dívida Bruta considerada pelo contador, de R$ 32,9 bilhões, não inclui os quase R$ 1,1 bilhões do Programa de Refinanciamento Fiscal !!! Se um Refinanciamento pactuado com a Receita, com regras rígidas e claras para que os benefícios concedidos não sejam cancelados, não é considerado Dívida, será difícil encontrar o que possa ser ... mas não seria a primeira vez que uma dívida com a Receita Federal é considerada do tipo se a situação estiver russa, deixo de pagar e depois aguardo um outro prograjma de refinanciamento para limpar a minha barra ...

4- Ocorre que mesmo "desinflando" a Dívida Bruta, a Dívida Líquida ainda seria maior do que 3 vezes o Ebitda "Pró-Forma" de R$ 8,8 bilhões. Para conseguir uma razão abaixo de 3, o contador teve que "inflar" o "caixa" da empresa consolidada. Somando os R$ 4,4 bilhões do Caixa e Equivalentes de Caixa com os R$ 2,5 bilhões das Aplicações Financeiras obtém-se R$ 6,9 bilhões ... R$ 900 milhões abaixo do "Caixa" efetivamente contabilizado por nosso contador criativo ...

Para "fechar" a conta, foi necessário contabilizar também um Ativo financeiro disponível para venda, de R$ 906 milhões. Estes R$ 906 milhões correspondem ao investimento que a Oi fez para adquirir os 10% no capital social da Portugal Telecom !!!

Vai ser criativo no inferno!!!!

De toda a Receita auferida no 4T12, R$ 816 milhões correspondem à alienação de imóveis (R$ 300 milhões) e alienação de controlada proprietária de 1.200 torres móveis não reversíveis (R$ 516 milhões).

Embora o Relatório mencione um ganho não recorrente de R$ 200 milhões com estas operações, suspeito que possa ter sido sensivelmente maior. Os R$ 200 milhões referidos é o resultado final de Outras Receitas - Outras Despesas, e não necessariamente o resultado da venda dos imóveis e da empresa das torres.

Sem a venda dos imóveis e torres, o Resultado Antes dos Impostos provavelmente seria menor do que R$ 100 milhões.

Mais importante, porém, é o impacto que estas vendas tiveram sobre o Ebitda. Suspeito que sem estas vendas o Ebitda do 4T12 teria sido menor do que aquele do 3T12, de R$ 2,2 bilhões.

Acho que a menos que o Ebitda do exercício de 2013 seja bastante turbinado por vendas de ativos, dificilmente o guidance entre R$ 9 e 9,8 bilhões será atingido.

167644  - small caps -  19 Fev 2013, 03:31
Daniel, o resultado foi muito bom operacionalmente.

Melhoria de diversas áreas... a sangria acabou...

E quanto mais lia o relatório... mais vinha a minha cabeça:

Liga correndo para aquelas antas dos donos da Oi para buscar de volta o executivo que demitiram!!!!!!!!!!!

CARAJO, como foram demitir um cara que enfim conseguiu estancar a longa sangria da empresa....

PPPADV, ve se faça alguma coisa!!!!!


Vai bombar.......kkkkkkkkkk.

A parte que me interessa, que venham os dividendos....rsrs.

Pela queda dos últimos dias.... o buraco parecia bem mais embaixo....

Muito embora, não podemos nos iludir e esquecer que parte deste resultado se deve a venda de torres...

Enfim, se continuar ao menos mantendo a receita e com um investimento de até R$ 6 bi... ainda pode dar caldo...

O problema é se a receita voltasse a cair como estava acontecendo, ou se o investimento necessário fosse maior que os R$ 6 bi ano... quanto menor for este item, mais possível seria o pagamento do dividendo prometido...

167643 - ispholambra -  19 Fev 2013, 03:29
Resultados da OI...

Pelo menos postou lucro... mas o lucro postado nao cobre nem a metade dos dividendos pagos... ou seja... a empresa esta literalmente tomando grana no mercado e queimando capital pra remunerar os acionistas... essa prática e ainda mais abominável que a politica que a ELPL adotou de distribuir 100% do lucro... Vamos ver... mas a única certeza que eu tenho é que se nao botarem a cabeça no lugar... cortarem os dividendos e investirem tudo em melhoria de servicos e expansao de base de clientes... esse negocio vai acabar mau....

Apenas uma opiniao...

167642 - small caps -  19 Fev 2013, 03:28
E isto aqui também é bom:

"Resultado Líquido
O lucro líquido consolidado da Oi S.A. totalizou R$113 milhões no trimestre. No ano de 2012, a Oi S.A. registrou um lucro líquido de R$837 milhões. Vale ressaltar que o impacto da mais valia nesse lucro líquido foi de R$294 milhões neste trimestre e de R$948 milhões no ano.
O lucro líquido do 4T12, assim como o do ano de 2012, não são comparáveis com o lucro do 4T11 e 2011 devido à conclusão da reorganização societária em 27 de fevereiro de 2012.
Caso o pleito da Companhia junto à CVM, para que essa mais valia não afete o resultado corrente da Companhia, seja aprovado, o lucro líquido recorrente no exercício findo 2012 seria de R$1,8 bilhão. Na visão da Oi S.A., esse valor reflete de forma mais adequada o lucro líquido do exercício. É importante lembrar que a amortização dessa mais valia não tem efeitos fiscais."

O maior perigo é que um aumento rápido dos juros teria um efeito "devastador" no resultado da empresa, ante a sua alta exposição a dívidas...

167639 - small caps -  19 Fev 2013, 03:19
Citação: danieljoseaa
Reportagem da Valor, onde comentam as expectativas dos analistas para o resultado da OI..............lendo agora de novo, na média deu uma expectativa de 745 Mi de lucro anual..........veio 837.............pelo menos teoricamente, veio acima das expectativas da maioria.
http://www.valor.com.br/empresas/3010080/balanco-da-oi-nao-deve-surpreender-dizem-analistas
Vamos ver como se comportará esta bagaça............
Boa noite para os amigos, até amanhã!
Daniel, o resultado foi muito bom operacionalmente.

Melhoria de diversas áreas... a sangria acabou...

E quanto mais lia o relatório... mais vinha a minha cabeça:

Liga correndo para aquelas antas dos donos da Oi para buscar de volta o executivo que demitiram!!!!!!!!!!!

CARAJO, como foram demitir um cara que enfim conseguiu estancar a longa sangria da empresa....

PPPADV, ve se faça alguma coisa!!!!!

167298 - paulo_prof -  15 Fev 2013, 18:40
Citação: danieljoseaa
OI multada em 34 milhões pela anatel....................BBAS "ixprudiu" e BMTO4 e WHRL4 acho que darão uma nova estilingada :):)
Essa OI é uma B..........kkkk......mas, se vier abaixo de 7, compro mais e vendo em abril com uns 20%/25% de valorização, assim espero, rs.
Recomendo cuidado extremo com esta joça ...

O preço atual é R$ 7,25.

Vamos supor que os proventos prometidos sejam efetivamente pagos (o que nem de longe é uma certeza!) e que o sejam em dividendos (sem desconto de IR). Supondo uma taxa de desconto anual nominal de 12%, teremos:

R$ 0,61 em 15ABR2013 ... valor presente = R$ 0,599
R$ 0,61 em 15AGO2013 ... valor presente = R$ 0,576
R$ 0,61 em 15ABR2014 ... valor presente = R$ 0,534
R$ 0,61 em 15AGO2014 ... valor presente = R$ 0,515
R$ 0,61 em 15ABR2015 ... valor presente = R$ 0,477
TOTAL = R$ 2,701

Descontando este valor da cotação atual, obtém-se R$ 4,55

Suponha, agora, que a Oi apresentará um período de 5 anos de crescimento dos lucros e considere o LPA dos últimos 12 meses: R$ 0,525. Para uma perpetuidade real nula e uma taxa de desconto anual real de 8%, para "empatar" com a cotação atual descontada, a taxa real de crescimento do lucro nestes 5 anos teria que ser maior do que -8%.

A conta acima não leva em consideração o risco dos proventos prometidos acabarem não sendo pagos. De acordo com o Valim, o nível anual de investimentos não é compativel com o aumento dos lucros. Pelo contrário, mantido o nível de investimentos atual é mais provável que a Oi continue perdendo mercado e o LPA tem mais chance de declinar do que crescer. Por outro lado, não é certo que a empresa consiga manter a meta de investir R$ 6 bilhões ao ano, pagar R$ 2 bilhões aos acionistas e ainda manter a dívida líquida abaixo de 3 vezes o ebitda anual.

Para que o ativo valorize os 20%-25% que vc está esperando, será necessário que apareça algum coelho na cartola dos resultados de 2012 ...

167002 - pppadv -  13 Fev 2013, 22:25
Telefonia | 13/02/2013 09:13

Uma tarefa inglória na Oi

Um gigante endividado. Controladores ávidos por dividendos bilionários. Um setor em crise. Por que a presidência da operadora de telefonia Oi é um dos cargos mais difíceis do Brasil

Marcelo Correa / EXAME
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1034/noticias/uma-tarefa-ingloria-na-oi?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-diaria.html

Loja da Oi no Rio: a operadora perde mercado e carrega uma dívida de 25 bilhões de reais

São Paulo - Durante os 16 meses em que presidiu a operadora de telefonia Oi, o executivo gaúcho Francisco Valim contou várias vezes a história de um acidente aéreo ocorrido nos Estados Unidos na década de 70. Na aterrissagem em Miami, a lâmpada vermelha que indicava a abertura do trem de pouso não acendeu.

Os pilotos gastaram tempo demais tentando descobrir por que a luz não funcionava, em vez de observar a altitude do avião e acionar o trem de pouso ma­nual­mente. Acabaram se esborrachando no chão. "Muitas vezes, a gente fica focado na luzinha vermelha e esquece que tem de pousar o avião", dizia no fim da história utilizada em palestras a funcionários.

Por trás da parábola aeronáutica de Valim estava a percepção de que a miríade de problemas de curto prazo da Oi não deveria tirar o foco das necessidades de longo prazo da empresa (sobretudo os vultosos investimentos necessários para melhorar os serviços e cumprir as metas de cobertura traçadas pelo governo).

Em 22 de janeiro, Valim foi ejetado do comando da Oi bem antes do pouso que planejara. Em seu lugar, assumiu o presidente do conselho de administração, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha. A empresa vai começar a procurar agora um nome definitivo.

Foi questão de minutos para que representantes dos controladores da Oi — os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte, BNDES, fundos de pensão de estatais e a Portugal Telecom — debitassem a demissão na conta do temperamento de Valim. Definido como um financista de estilo assertivo e, às vezes, até rude, ele acabou trombando com os controladores em diversas ocasiões.

Conversava com eles apenas em reuniões de conselho. Nessas ocasiões, era duro quando discordava de algo — duro demais, dizem representantes dos controladores. Uma de suas respostas a um pedido ao qual não queria atender foi que a demanda não seguia o estatuto da empresa, escrito pelos próprios conselheiros. Que mudassem o estatuto primeiro. Logo, a irritação com esse estilo começou a tomar conta da turma que manda na Oi.

É fácil, assim, atribuir a queda de Valim à sua inabilidade política. Mas a verdade é um pouco mais complicada que isso. Nem o mais maleável dos executivos teria vida fácil no comando da Oi — o cargo é um dos mais difíceis do mercado brasileiro. A principal questão é: como conciliar os interesses dos controladores às necessidades de uma empresa que perde mercado e carrega uma dívida de 25 bilhões de reais, disparado a maior do setor?

Talvez o episódio que melhor simbolize os paradoxos da gestão da Oi seja justamente aquele que serviu de gota d’água para a demissão de Valim. Na discussão do orçamento de 2013, o executivo afirmou que seria necessário investir 7,5 bilhões de reais, em vez dos 6 bilhões previstos.

Ocorre que mais investimento significaria menos dividendos. Os sócios exigiram que fosse preservado o pagamento de dividendos. Segundo a corretora Planner, o lucro da Oi deve ficar em menos de 1 bilhão de reais em 2012, mas, mesmo assim, a empresa terá de pagar 2 bilhões de dividendos — e, como os proventos estão sendo pagos com base em dívida, não em lucro real, isso não é sustentável no longo prazo.

A conta não fecha

Assim se chega mais perto da raiz dos problemas da Oi: sua enorme dívida, cujas origens remontam ao leilão de privatização da Telebras, em 1998. A Telemar, holding que controla a Oi, foi formada por sócios com pouco capital e teve de se endividar para crescer (no ano passado, a agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou as notas de ambas).

A trajetória culminou na compra da também endividada Brasil Telecom para a criação da "supertele" nacional, em 2008, com as bênçãos do governo. A operadora resultante da fusão virou um monstrengo.

O peso da dívida e a complexidade de unir duas empresas tão diferentes pioraram os serviços, derrubaram a participação de mercado em vários segmentos e fizeram o valor de suas ações cair para menos da metade do que valiam antes da fusão. Para tentar alegrar o mercado (e se alegrar também), os controladores aprovaram um plano de reestruturação que previa a distribuição de

8 bilhões de reais em dividendos de 2012 a 2015. Como uma empresa tão endividada e com tantos desafios conseguiria pagar tanto a seus acionistas? Parecia a quadratura do círculo. E, como a briga em torno do orçamento de 2013 mostra, era mesmo.

Além de amainar o ímpeto dos controladores, o futuro presidente da Oi terá de lidar com o legado de anos em que a empresa teve o menor investimento do setor — um problema sério num ramo em que a evolução tecnológica torna as operadoras verdadeiros ralos de capital.

A crise das teles em julho do ano passado, quando o governo proibiu as operadoras TIM, Oi e Claro de vender novos planos de celular, deixou evidente que há problemas graves de qualidade no setor. Em 2012, a Oi passou a liderar listas de reclamações de consumidores. “As necessidades da empresa são ainda maiores, porque ela está espalhada pelo Brasil inteiro, inclusive nos rincões menos rentáveis”, diz Juarez Quadros, sócio da Orion Consult e ex-ministro das Comunicações.

O mercado recebeu mal a saída de Valim. A avaliação é de que ele estava começando a entregar resultados próximos do prometido. Os analistas creditam o aumento de investimentos reivindicado por ele ao aperto da regulação no ano passado. De fato, a Agência Nacional de Telecomunicações só liberou as vendas de novos celulares das operadoras depois que elas se comprometeram a aumentar os investimentos em rede móvel e no atendimento a clientes até 2014.

Os controladores da empresa afirmam que o plano será mantido. Isso significa que a Oi investirá, em média, 6 bilhões de reais e pagará 2 bilhões em dividendos ao ano até 2015. Dar dinheiro aos controladores, agradar aos reguladores, pagar os credores, conquistar clientes, investir e apaziguar os acionistas minoritários. Tudo ao mesmo tempo. É mesmo uma tarefa inglória.

165999  - paulo_prof  -  05 Fev 2013, 19:27
Citação: BAC 1000
Prof Paulo, qual a sua estimativa para OIBR4 em abril?
Será que chegaremos nos 10,XX?
Estou achando que chega no mínimo em 9,XX e o Sr?
Acho que vai depender de como foi contabilizado o Ebitda do exercício de 2012 e das receitas não recorrentes do 4T12.

Se o Ebitda que foi informado de fato é o Ebitda consolidado (e não um Ebitda pró forma) e as receitas não recorrentes do 4T12 tiverem sido abaixo dos R$ 800 milhões, então o preço pode eventualmente chegar nos 10,xx.

Agora, se o Ebitda informado, de R$ 8,7 bilhões, tiver sido contabilizado pró-forma (considerando no 1T12 a soma dos Ebitdas das empresas que compunham a Oi na época) e se a Receita não recorrente do 4T12 foi superior aos R$ 700 milhões, isto significaria que o Ebitda recorrente do 4T12 foi muito ruim. Aí, se o preço ficar como está, já estará de muito bom tamanho.

No dia 18 de fevereiro saberemos!

165486 - danieljoseaa -  02 Fev 2013, 02:22
Vixe..............como é que eu vou responder um post desse ??? :):):)

Prof, quando digo compra certa em OIBR4 é simplesmente pelos dividendos prometidos em 2013/2014/parte de 2015, pura e simplesmente em relação a isso......na atual cotação são 15% neste ano + 15% em 2014 e mais 7,5% em 2015, estou confiando que esses caras vão cumprir o "prometido".....enfim, de forma resumida, minha intenção com essa ação é pegar esses proventos em abril(?), quem sabe, dependendo da cotação, pegar os de agosto, aproveitar uma provável valorização nessas épocas e tchau......só esses proventos me prendem nessa ação, nada além disso, se isso furar(dividendos), eu pulo fora o quanto antes.

Além desses proventos, não vejo nada de bom nesta empresa, serviço ruim, atendimento ao cliente deprimente(já senti na pele isso), endividamento ABSURDO, idoneidade dos administradores no mínimo questionável, enfim, só coisa ruim, setor de atuação com alto nível de competitividade(mundo cão).....por isso casar com "isso" nem pensar..............apesar desses dividendos prometidos, minha posição nela é de 2,5% da carteira, se conseguir comprar abaixo de 8,00 levo para 4% até a época pré dividendos.

Não estou defendendo essa bagaça não prof, dividendos only!!

Agora Prof, para não dizer que além dos proventos, não tem nada de bom, tem P/VP de 0,7, PSR 0,73 e P/Ebitda de 5,16, só para não dizer que só marretei, rs.

Tv por assinatura pode até estar crescendo, mas, as margens do principal, que é a telefonia, tanto fixa, quanto móvel, indo para o ralo cada vez mais, enfim, sinceramente este setor, talvez depois do de aviação seja o pior pra mim.......dividendos only!

Agora Prof, minha opinião, que não quer dizer nada, em caso de manutenção desses dividendos, a chance de perda em um investimento nesta ação nesse valor atual é ínfimo......por isso meu devaneio de caracterizá-la como compra certa nesses valores atuais.

Tá levando fé nesses proventos não Prof ? se não em engano, esses dividendos seriam pagos com o dinheiro em caixa que há uns 3 ou 4 trimestres atrás somava 15 bilhões de reais, não faço ideia de quanto anda hoje.

165483 - paulo_prof - 02 Fev 2013, 01:50
Sem desejar ser uma "desmancha prazeres", deixe-me fazer o papel de advogado do diabo.

Por que vc considera a OIBR4 no preço atual uma compra certa?

A re-estruturação da Oi foi completada no 1T12. Em conseqüência, para o exercício de 2012 há duas contabilidades:

a) a "oficial", que considera somente os resultados da BRTO antes da re-estruturação (afinal, foi a BRTO que absorveu as outras empresas) e

b) a "pró forma", que no 1T12 considera a soma dos resultados das empresas que hoje constituem a Oi

No que tange o Ebitda, aquele "oficial" no 1T12 somou R$ 1,15 bilhões. Já o Ebitda "pró-forma" do 1T12 somou R$ 2,01 bilhões.

Somando, ao Ebitda "pró-forma" do 1T12, os Ebitdas do 2T12 e 3T12, obtém-se R$ 6,337 bilhões.

A Depreciação e Amortização nos 9M12 somou R$ 3,2 bilhões sendo que a projeção para o exercício é de R$ 4,5 bilhões.

O resultado financeiro dos 9M12 foi de R$ 1,48 bilhões negativos; a projeção para o exercício é de aprox. R$ 2,1 bilhões negativos.

De acordo com o FR, o Ebitda anual teria sido R$ 8,7 bilhões.

Em conseqüência, o resultado antes dos impostos seria aprox.

R$ (8,7 - 4,5 - 2,1)bilhões = R$ 2,1 bilhões

Mas, no 4T12, a empresa vendeu imóveis num valor total de R$ 0,3 bilhões. Além disto, a empresa vendeu torres cuja receita pode ter chegado a R$ 0,65 bilhões. Supondo que a receita com a venda das torres no 4T12 tenha sido de aprox. R$ 0,6 bilhões, conclui-se que o resultado recorrente antes dos impostos no exercício foi de aprox. R$ 1,2 bilhões. Deduzindo os R$ 0,8 bilhões postados nos 9M12, chega-se a um Resultado antes dos impostos de R$ 0,4 bilhões no 4T12.

Se a incidência do imposto de renda e contribuição social fosse a padrão, o lucro líquido do 4T12 seria de aprox. R$ 265 milhões. Provavelmente, o IR/CS efetivo foi sensivelmente menor do que o "normal" e o lucro líquido do 4T12 pode ter chegado a R$ 350 milhões.

Mas o que deve preocupar é que o Ebitda recorrente do exercício mal e porcamente deve ter somado R$ 7,8 bilhões e, a menos que melhore sensivelmente a sua geração de Ebitda em 2013 e/ou continue vendendo ativos, a empresa não conseguirá manter a relação do endividamento líquido e Ebitda necessária para poder continuar pagando os proventos de R$ 2 bilhões anuais.

164585 - paulo_prof -  25 Jan 2013, 15:05
Citação: eurico22
Fala, Prof!
É isso aí mesmo, meu amigo.
Fontes: amigo Small e ITR do 3 TRI-12. Algo como "tirando os fatores não recorrentes, o lucro do trimestre seria de 500 milhões".
Vou ficar te devendo a página pq tou estudando pra um concurso em março, tá uma loucura aqui, ok?
Sim, de fato há a despesa de ágio no 3T12 ...

Mas não deve ser esquecido que a Oi, com a desculpa de estar migrando para uma nova versão do programa SAP (na BRTO rodaria uma versão e na OI/TMAR outra), não pagou um único centavo a seus fornecedores no mês de setembro do ano passado. Muito provavelmente, uma boa parte das despesas do 3T12 acabaram, em conseqüência, não sendo contabilizadas. Há quem afirme, inclusive, que este teria sido um subterfúgio usado pelo Valim para camuflar um mau resultado no 3T12, que de outra forma viria com prejuízo.

164499 - paulo_prof  -  24 Jan 2013, 18:32
Fazendo uma conta de padeiro tem-se que, em média, cada torre da TorreSur custou aprox. R$ 538 mil; se a Oi vendeu 1.200 torres em dezembro, pode ter recebido aprox. R$ 650 milhões pelas mesmas. Some-se os R$ 300 milhões pela venda dos imóveis e chega-se a quase R$ 1 bilhão.

De quanto pode ter sido o lucro bruto com a venda dos ativos? uns R$ 500 milhões?

De acordo com a minha planilha, o ebitda da Oi nos 9M12 foi de R$ 5,5 bilhões. De acordo com o FR de anteontem, o ebitda do exercício de 2012 teria sido de R$ 8,7 bilhões.

Não está claro, entretanto, se o ebitda divulgado inclui, no 1T12 (a reorganização societária se deu durante o 1T12), somente o ebitda da BRTO, ou se é pro-forma, incluindo também o ebitda pertinente da TNLP/TMAR. A diferença é de aprox. R$ 0,9 bilhões.

Suspeito fortemente que o número divulgado é pró-forma, ou seja, considerando a soma das partes que constituíam a Oi antes da reorganização. Neste caso, o ebitda do 4T12 teria sido aprox. R$ 2,3 bilhões. Caso contrário, o ebitda do 4T12 foi de R$ 3,2 bilhões.

Deduzindo os R$ 400/500 milhões da venda de ativos, chega-se a um Ebitda das operações do 4T12, entre R$ 1,8 e 2,8 bilhões.

Como no 2T12/3T12 o ebitda trimestral foi de aprox. R$ 2,15 bilhões, o ebitda do 4T12 pode tanto ter sido bastante bom (se foi de aprox. R$ 2,8 bilhões), quanto muito preocupante (se foi de aprox. R$ 1,8 bilhões).

164478 - pppadv -  24 Jan 2013, 15:17
Operadoras põem torres à venda para levantar capital
Autor(es): Por Daniele Madureira | De São Paulo
Valor Econômico - 22/01/2013
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/22/operadoras-poem-torres-a-venda-para-levantar-capital

As torres de telefonia celular estão à venda. As construções metálicas - que se multiplicaram nos últimos anos, tornando-se o sinal mais visível do avanço do setor - já foram estratégicas para as operadoras, na época em que cada uma delas preferia instalar sua própria infraestrutura. Mais recentemente, com a decisão das teles em compartilhar infraestrutura, as torres se tornaram uma incômoda fonte de gastos com manutenção. A preferência, agora, é por vender esses ativos, passando a pagar aluguel pelo seu uso.

Entre as maiores operadoras, Vivo e Oi são as mais avançadas nesse processo, segundo profissionais do setor ouvidos pelo Valor. Desde o fim de 2010 até o terceiro trimestre do ano passado, a Vivo vendeu 3.925 torres, o que rendeu R$ 1,1 bilhão ao caixa da operadora.

As compradoras são, na maioria, empresas novatas no mercado nacional, especializadas na oferta terceirizada de infraestrutura e que têm por trás fundos de participações. É o caso da TorreSur, que pertence ao fundo americano Providence. A empresa iniciou atividades no país em novembro de 2010 e, desde então, aplicou R$ 1,4 bilhão na compra de 2,6 mil torres. A aquisição mais recente foi um lote de 1,2 mil torres da Oi, nas regiões Norte e Sul do país, em dezembro. Neste ano, a TorreSur pretende avançar na compra de ativos para desbancar a American Tower da liderança do segmento no Brasil, mas o volume de investimento não é revelado.

A TorreSur tem 4 mil torres, sendo que 65% delas são próprias. Nas demais, a empresa tem o direito de uso - a torre continua propriedade da operadora, mas a companhia presta os serviços por um período de 15 anos. Em ambos os modelos, a TorreSur fica responsável pela manutenção (pintura, iluminação etc), reforço na estrutura (para comportar novas antenas) e locação (negociação com o dono do espaço e busca de outras operadoras para dividir esse custo).

"Para a operadora, é interessante porque, além de capitalizar a empresa, o custo do aluguel é inferior ao de manutenção da torre", disse Marcio Maciel, diretor da TorreSur.

No ano passado, a TorreSur criou uma nova empresa, a BTS, para construção de torres. "Construímos em locais onde há chance de compartilhar a infraestrutura com outras operadoras", disse Maciel.

Uma operadora desembolsa, em média, cerca de R$ 250 mil para construir uma torre metálica no solo e R$ 150 mil por uma torre do tipo "roof top" (instalada no alto de um prédio). Além disso, precisa pagar aluguel pelo uso do espaço para os condomínios ou proprietários do terreno.

Ao vender a infraestrutura e passar a alugá-la, a conta diminui sensivelmente, já que não há gastos de instalação. O aluguel pago às empresas especializadas vai de R$ 2 mil a R$ 5 mil por mês. Quanto mais antenas instaladas por uma operadora na torre, maior o valor pago. É preciso pagar, também, o aluguel do espaço ocupado pela torre. Os preços variam de R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês, dependendo do tipo de torre, se está no chão ou no alto do prédio. O valor é rateado entre as operadoras: quanto maior o número delas, menor o custo.

"As operadoras têm uma enorme necessidade de investir: existe a pressão para melhorar a qualidade da telefonia móvel, o 3G está em andamento e o 4G precisa ser lançado", disse o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Arthur Barrionuevo, especialista em telecomunicações. "É muito capital para um setor que é muito tributado, o que impacta o retorno das companhias."

Nesse cenário, disse Barrionuevo, interessa fazer dinheiro com ativos que não são essenciais.

O crescimento do uso de smartphones no Brasil, que requer volume maior tráfego de dados, e o início da operação do serviço 4G no país estão atraindo cada vez mais empresas de locação de torres. A American Tower é um dos competidores mais antigos. Está há cerca de dez anos no país e continua na liderança em número de torres. Procurada pela reportagem, a empresa não concedeu entrevista.

Segundo apurou o Valor, a American Tower administra 4,3 mil torres no país (entre próprias e das operadoras). A TorreSur tem 4 mil. A BR Towers, do GP Investimentos, criada em setembro do ano passado, tem 2 mil pontos sob seu controle. A mais nova a entrar nesse mercado é a americana SBA Communications, que comprou 800 torres da Vivo em dezembro.

Apesar de todo esse movimento, há um imenso mercado a desbravar. Estima-se que existam cerca de 60 mil torres de telefonia no país. Dessas, menos de 10 mil estão sob controle de terceiros.

O custo menor não é o único atrativo para as companhias de telecomunicações. Instalar as torres de telefonia costumar ser uma enorme dor de cabeça porque há uma diversidade de leis municipais sobre o assunto, com exigências diferentes entre si. Ao transferir para terceiros essa responsabilidade - incluindo atividades que nada tem a ver com seu negócio central, como pintar e iluminar as torres - as operadoras podem se concentrar melhor em seus serviços centrais.

"[A terceirização] nos permite levantar capital para áreas que realmente interessam, com os investimentos em 3G e 4G", afirma o diretor de planejamento e tecnologia da Telefônica/Vivo, Leonardo Capdeville. Segundo o executivo, a chegada de mais empresas de terceirização vai aumentar a oferta de torres. "Mais fundos americanos e europeus já nos procuraram, interessados em investir em infraestrutura", disse. "A tendência de compartilhar torres deve se acentuar ".

Isso não significa, porém, que no futuro todas as torres serão de terceiros ou compartilhadas. "Entre cinco e dez anos, acredito que as torres capazes de prover cobertura de forma mais ampla sejam de terceiros", afirmou Capdeville. "Mas nos pontos onde a operadora precisar se destacar por sua cobertura, ela vai manter uma torre própria", disse. Ao se desfazer de torres, disse o executivo, a Vivo analisa não só aspecto financeiro, mas a estratégia da operação.

Na Vivo, 91% das 13 mil torres que a empresa usa são compartilhadas. Nessa conta, entram torres da própria Vivo, das empresas de locação ou das concorrentes - TIM, Oi, Claro ou Nextel. Com as rivais, os contratos de locação costumam ser de cinco anos, renováveis por mais cinco.

164471 - paulo_prof -  24 Jan 2013, 14:52
Citação: 2Rath
Citação: 2Rath
Small e Prof,
Como vocês avaliam o potencial da SLED4? Tenho ela em carteira visando justamente os dois próximos balanços, mas vi que ela anda um pouco esquecida aqui no fórum.
Obrigado.
Ajuda ae, tô entre ficar com ela pros balanços ou comprar mais Oi perto dos 8 reais...
[...]
Não estou convencido de que a OIBR4 a R$ 8,xx seja um bom negócio. No Ebitda que foi anunciado, quero crer que está incluído o lucro antes dos impostos da venda de imóveis realizada no 4T12. Não lembro se, a exemplo da Vivo, a Oi também andou vendendo as suas antenas. Em caso afirmativo, dependendo do ganho que teve com o negócio, os resultados do 4T12 foram efetivamente extremamente pífios, porque uma parcela considerável do Ebitda teria sido originada na venda de ativos e não no operacional.

Alguém pode confirmar se a Oi vendeu, ou não, antenas?

164401 - pppadv -  23 Jan 2013, 16:57
Sobre a trajetória da OI tendo em vista o que ocorre na Portugal Telecom:

Comunicado | Lisboa | 11 de janeiro de 2013
Portugal Telecom apresenta o novo MEO

A Portugal Telecom, SGPS, S.A. (PT) apresenta o novo MEO, o qual inclui o reposicionamento da marca e o lançamento do primeiro serviço quadruple play, verdadeiramente convergente fixo-móvel incluindo TV, internet, telefone e telemóvel – o M4O. Tal como referido na Conferência de Tecnologia e Inovação da PT, realizada em outubro em Lisboa, tendo presente as tendências de consumo dos seus clientes, a estratégia da PT para o segmento residencial e pessoal consiste na aposta na convergência fixo-móvel e de serviços, voz, internet e TV.
Seguindo as tendências da convergência - oferta de TV, internet, telefone fixo e telemóvel sob a mesma marca o MEO vai assumir um novo posicionamento. O MEO que significava uma oferta de triple play assente na oferta duma nova experiência de televisão será a partir de hoje uma marca que oferece um pacote de serviços integrados de telecomunicações e entretenimento. O novo MEO assentará o seu posicionamento em três conceitos:

(1) simplicidade: uma só rede móvel para falar grátis e sem barreiras para todas as redes em Portugal, dados móveis incluídos em todos os telemóveis beneficiando da rede 4G LTE da PT com velocidades de até 100Mbps e com possibilidade de partilha do plafond de dados entre vários equipamentos pessoais;

(2) comodidade: uma só marca para voz, internet e TV dentro e fora de casa, em mobilidade, com um só ponto de contato comercial e de apoio ao cliente fixo e móvel, uma só fatura com todos os serviços e com maior previsibilidade nos gastos, mantendo os serviços nucleares na fatura e os outros através do tradicional sistema pré-pago, e

(3) poupança: a concentração de serviços na marca MEO permite à PT transferir economias de escala obtidas para os seus clientes permitindo assim poupanças imediatas, enquanto, em simultâneo, é oferecida a possibilidade de aceder a smartphones através dum regime de prestações sem juros na fatura MEO, reduzindo assim as barreiras ao acesso destes equipamentos, ambicionados pelos portugueses.

Matéria completa no link:
http://ir.telecom.pt/NR/rdonlyres/9200AA6B-7210-4B43-B578-6C8B8A5982F4/1462912/Press4P_P1.pdf

164370 - paulo_prof -  23 Jan 2013, 12:42
Acho que o "problema" da Oi é a situação financeira de seu controlador, a Telemar Participações.

A dívida líquida da Telemar Participações é R$ 3,12 bilhões. Se admitirmos que o custo anual desta dívida gira em torno de uns 10%, concluímos que a empresa necessitaria de uns R$ 310 milhões anuais somente para administrar a dívida (excluindo os custos gerais e administrativos).

Ocorre que os proventos anuais de R$ 2 bilhões prometidos pela Oi, considerando que a Telemar Participações tem somente 13,9% da empresa, geram R$ 280 milhões, o que é insuficiente para cobrir os encargos do endividamento. Ou seja, enquanto a Oi mantiver a promessa de distribuir R$ 2 bilhões por ano em proventos, os sócios da Telemar Participações teriam que aportar aprox. R$ 50 milhões na empresa para se manter na linha d'água.

Está claro que se a Oi não distribuir os R$ 2 bilhões prometidos, a telegangue terá que comparecer com mais grana própria. Alguém já acusou a telegangue de comprar a Oi sem colocar um tostão do bolso próprio no negócio. Pelo jeito, a meta de não colocar a mão no bolso continua sagrada!

Como a relação dívida líquida/ebitda anual da Oi já é praticamente 3, no limite da condição para que os R$ 2 bilhões em proventos sejam distribuídos (se esta relação for maior do que 3, o "rating" de crédito pode ser rebaixado, com o conseqüente aumento dos custos de financiamento) e os controladores necessitam dos proventos como prometidos, quem "paga a conta" são os investimentos. Ou seja, os investimentos da Oi no presente e no futuro próximo são/serão limitados de forma a manter a razão da dívida líquida pelo ebitda anual abaixo de 3.

De acordo com o plano de investimentos do Valim para 2013, os investimentos deveriam somar R$ 7,5 bilhões. Como muito provavelmente a empresa não teria a geração de caixa suficiente para a cobertura de todos os compromissos, o endividamento líquido teria que aumentar e a relação iria superar o limite estabelecido, ameaçando a distribuição dos R$ 2 bilhões anuais.

Me parece evidente que se o Valim estava insistindo na necessidade de investir os R$ 7,5 bilhões (25% acima do que os controladores estavam dispostos a aprovar) é por que são necessários para que a empresa cumpra a meta de crescimento da receita e ebitda. O normal, nesta situação, seria abrir mão de parte dos proventos agora, para não prejudicar o futuro da empresa. Com a queda do Valim, o controlador está dando um sinal inequívoco ao mercado de que a prioridade é o fluxo para o seu próprio caixa, mesmo que isto implique em prejuízo para a empresa no longo prazo.

Resta verificar se os portugueses (tenho poucas dúvidas que o comando operacional da empresa ficará em suas mãos) serão capazes de tirar um coelho da cartola e, com menos, fazer quase tanto quanto o Valim se propunha ...

164362 - paulo_prof -  23 Jan 2013, 02:59
No exercício, a receita líquida deverá somar aprox. R$ 29,5 bilhões. O lucro antes do financeiro e dos impostos deverá somar R$ 4,2 bilhões. O lucro antes dos impostos do exercício de 2012 deverá somar R$ 2,1 bilhões. O lucro líquido "normal" seria de aprox. R$ 1,4 bilhões mas acredito que acabará sendo maior devido ao deferimento de impostos.

Se, de fato, a dívida líquida fechou o ano em R$ 25 bilhões e o Ebitda somou R$ 8,7 bilhões no exercício, a dívida líquida mais a remuneração de R$ 1 bilhão somam R$ 26 bilhões, ou 2,99 vezes o Ebitda do exercício do ano anterior ao do pagamento da remuneração, satisfazendo o FR de 17ABR2012 "na casca" para poder distribuir R$ 1 bilhão em proventos em sua AGO de abril!!!!

Para que em agosto de 2013 a empresa possa pagar mais R$ 1 bilhão em proventos será necessário que a dívida líquida não cresça nos próximos 2 trimestres.

Acho que amanhã o mercado vai devolver a maior parte do massacre de hoje.

Parece que as faíscas realmente saltaram entre o Valim e os portugueses. O Valim provavelmente passou da conta ao sacanear os portugueses e estes conseguiram dar o troco. Como a telegangue de telefonia nada deve entender, acho que agora os portugueses vão mandar de fato. Só espero que os portugas tenham "cintura" suficiente para administrar as particularidades de nosso mercado. Nos próximos 3 meses logo veremos se a Oi será capaz de deixar o topo do rol de reclamações.

164343 - small caps -  23 Jan 2013, 00:06
P/EBTIDA 2...

O problema é o tamanho da dívida.. se for bem administrada... ela poderá continuar sendo a vaca leiteira dos últimos anos...

Na real, poucas vacas leiteiras permanecem no pasto...

As melhores subiram tanto de preço que o leite ficou até azedo...

164342 - small caps -  23 Jan 2013, 00:03
Receita de R$ 27,5 bilhões da Oi em 2012 se refere apenas a serviços
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Por Fernando Torres
O dado antecipado e não auditado de receita divulgado na noite de hoje pela Oi, de R$ 27,5 bilhões em 2012, se refere apenas às vendas de serviços da operadora de celular, sem incluir o faturamento com a venda de aparelhos, esclareceu a companhia.
A meta da companhia para o ano passado era ter receita líquida de R$ 28,9 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão de aparelhos - que como são subsidiados, dão margem negativa.
Quando apresentou os resultados do terceiro trimestre, a Oi havia informado que a receita com aparelhos ficaria entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões abaixo do inicialmente projetado. Ainda assim, na ocasião a empresa não quis revisar a projeção de receita líquida total de R$ 28,9 bilhões, por conta das vendas de Natal.
A divulgação dos números oficiais para o ano fechado está prevista para 18 de fevereiro.
http://www.valor.com.br/empresas/2980196/receita-de-r-275-bilhoes-da-oi-em-2012-se-refere-apenas-servicos#ixzz2IkhrvRf9

164337 - alesl -  22 Jan 2013, 23:35
Oi antecipa resultados de 2012 e divulga receita de R$ 27,5 bilhões
http://www.valor.com.br/empresas/2980118/oi-antecipa-resultados-de-2012-e-divulga-receita-de-r-275-bilhoes#ixzz2IkbRWFeL

164336 - charles43 - 22 Jan 2013, 23:23
RI da OI acabou de divulgar previa do balanco....Receita liquida 27bi Lucro Ebtida 8,7BI divida 25Bi esta garantido o dividendos propostos ano passado....

164334 - M84 -  22 Jan 2013, 23:09
Paulo Prof,
o senhor poderia comentar a prévia dos resultados!?

RIO - A reação negativa dos investidores à troca de comando no grupo Oi, que fez a ação da empresa recuar 7,93% nesta terça-feira, levou a companhia a antecipar alguns dados do balanço financeiro do quarto trimestre, que só será divulgado em 18 de fevereiro.

Ainda sem auditar os números, a empresa informou ter fechado 2012 com uma receita líquida de R$ 27,5 bilhões. A cifra é menor do que a meta prometida pela companhia, de R$ 28,9 bilhões.

A informação bate com a tese de que a saída de Francisco Valim da presidência da Oi refletiu a insatisfação dos controladores com os resultados do grupo.

A empresa adiantou ainda a divulgação da geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação, amortização e juros, na sigla em inglês), que ficou em R$ 8,7 bilhões no mesmo período, ligeiramente abaixo da projeção da Oi, de R$ 8,8 bilhões.

A empresa informou também que vai propor o pagamento adicional de R$ 1 bilhão em dividendos relativos ao exercício do ano passado.

162868 - pppadv -  09 Jan 2013, 13:05
Oi obtém empréstimo do BNDES
08/01/2013
http://ethevaldo.com.br/noticia/oi-obtem-emprestimo-do-bndes/

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 5,4 bilhões para a Oi. O objetivo é financiar o plano de investimentos da operadora no triênio 2012-2014, incluindo expansão das redes fixa, móvel e de banda larga, infraestrutura de TV por assinatura e tecnologia da informação.

Do total, R$ 1,4 bilhão devem ser destinados a equipamentos nacionais, sendo 55% para fornecedores que investem localmente em inovação. O Instituto Oi Futuro receberá R$ 27 milhões para investimentos em projetos de educação e cultura.

161352 - pppadv -  21 Dez 2012, 16:15
Reversibilidade | 19/12/2012 16:04

Imóveis vendidos pela Oi serão locados por ela própria
"Documentos internos da Oi" mostram que a empresa está vendendo os imóveis para serem posteriormente locados pela própria Oi
http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/imoveis-vendidos-pela-oi-serao-locados-por-ela-propria

São Paulo - A ProTeste enviou um ofício à Anatel nesta quarta, 19, em que requer medidas mais efetivas da agência no controle dos bens reversíveis. O ofício da entidade foi motivado pela notícia divulgada na semana passada de que a Oi vendeu três imóveis em que arrecadou R$ 299,705 milhões, sendo que pelo menos um deles pertencia ao patrimônio do Sistema Telebras.

O que chama a atenção no documento da ProTeste é a informação de "documentos internos da Oi" mostram que a empresa está vendendo os imóveis para serem posteriormente locados pela própria Oi.

"Este fato, entre outros que causam bastante perplexidades, implica em que se questione a razoabilidade da venda, já que a concessionária continua a precisar dos imóveis para o desempenho de suas funções, bem como a oneração da concessão, em prejuízo da modicidade tarifária", diz o ofício assinado pela advogada Flávia Lefèvre.

A advogada também mecniona a sentença em ação civil pública movida pela ProTeste que abirgou a Anatel a disponibilizar as listas dos bens correspondentes aos contratos de 1998 e de 2005 e que essas listas fossem anexadas aos respectivos contratos.

Para cumprir a sentença a Anatel publicou uma lista dos bens reversíveis das concessionárias que para a ProTeste é "bastante hermética", já que não contém informações importantes como os endereços dos imóveis e informações sobre as redes associadas ao STFC. A Anatel, consicente dessa falha, exigiu das empresas a apresentação de um inventário mais detalhado o que ainda não foi concluído pela Oi.

A ProTeste também lembra que desde outubro de 2012 circularam notícias na imprensa dando conta de decisões do conselho de administração da Oi que autorizavam a venda de imóveis como forma de reforçar o caixa da empresa.

"A despeito do anúncio público e notório, divulgado amplamente tanto pela mídia especializada quanto pela grande mídia, tudo indica que a Anatel deixou de adotar as providências necessárias para evitar os prejuízos hoje já ocorridos".

Tais providência para a ProTeste, na verdade, deveriam ter sido adotadas desde maio, quando através de um leião eletrônico a Oi colocou a venda 89 imóveis, cujos preços mínimos somados atingiam R$ 58 milhões. O leilão foi cancelado pela empresa em razão da publicidade e da repercussão que os fatos tiveram.

O ofício da ProTeste está disponível na home page de TELETIME

161123 pppadv -  19 Dez 2012, 22:35
OI (OIBR) - OI ADERE AO NIVEL 1 DE GOVERNANCA CORPORATIVA (17/12) DRI: Alex Waldemar Zornig
http://br.advfn.com/noticias/Oi-oibr-Oi-Adere-Ao-Nivel-1-De-Governanca-Corpor_55503483.html?xref=newsalert

Enviou o seguinte Comunicado ao Mercado:

"Oi S.A. (BM&FBovespa: OIBR3, OIBR4 e NYSE: OIBR), principal provedora de servicos de telecomunicacoes do pais, comunica que formalizou o ingresso das suas acoes no Nivel 1 de Governanca Corporativa da BM&FBovespa.

A partir de segunda feira dia 17/12/2012 as acoes passam a integrar a Carteira do IGC - Indice de Acoes com Governanca Corporativa Diferenciada.

Com esta acao, a companhia que pelo quinto ano consecutivo participa do Indice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), alem de integrar os indices IBRX-50 e ICO2 (Indice Carbono Eficiente), reafirma o seu compromisso em aprimorar continuamente sua estrutura de Governanca Corporativa, consonante as melhores praticas do mercado.

160969- small caps -    18 Dez 2012, 23:37
uqaz, ótima discussão.

Começamos assim:

Observe o balanço do último trimestre anualizado:

Ponto para STBP11 e TAEE11... claro, há uma boa dose de sazonalidade. O negócio futuro delas, de TPIS3 e de JHSF3 já está "contratado". Eles simplesmente não precisam inventar nada de novo... Basta executar o que já está planejado...e se beneficiam fortemente da queda dos juros da econômia...

O momento delas é propício... STBP11 com o porto de Imbituba... que ainda não atingiu o ponto de equilíbrio, mas avança... JHSF3 avança na renda recorrente com vigor... muitos negócios na área que ja geram despesas e pressionam a dívida... a desavalancagem será rápida depois que a receita estiver andando nos imóveis para a renda recorrente...

OIBR4, se tirar a amortização de ágio, negocia com P/L abaixo de 10, considerando o último balanço. Está ganhando mercado, finalmente, inclusive em televisão... Em pós-pago em celular também, que é o mais rentável...

já prossigo...

160726 - pppadv -  17 Dez 2012, 16:45
Investimento da Oi em rede pode atingir R$ 4,5 bi neste ano

Por Marta Nogueira | Valor
http://www.valor.com.br/empresas/2942852/investimento-da-oi-em-rede-pode-atingir-r-45-bi-neste-ano

RIO - O presidente da Oi, Francisco Valim, afirmou nesta segunda-feira que o investimento da empresa em rede neste ano deve ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. O montante, de acordo com o executivo, inclui os valores investidos para o lançamento do serviço de TV por assinatura via protocolo de internet (IPTV), que ocorre hoje na cidade do Rio de Janeiro.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que participou do lançamento do serviço, destacou que a novidade apresentada pela Oi é possível devido a um trabalho do ministério e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com a elaboração de uma nova lei que permitiu que as teles pudessem fornecer serviços de TV paga.

A Lei 12.485/2011, conhecida como Nova Lei da TV Paga, possibilita que as concessionárias de telefonia utilizem suas redes para fornecer serviços de TV paga. A lei foi aprovada no Congresso Nacional em agosto de 2011 e sancionada em setembro. “O fato de ter tirado as amarras dá oportunidades muito grandes”, disse o ministro.

O lançamento do novo serviço da Oi foi feito apenas para a zona Sul do Rio de Janeiro e a Barra da Tijuca. Bernardo destacou, durante seu discurso, que as companhias devem olhar com atenção o crescimento e a possível demanda de outras regiões, como a zona Norte da cidade. “Hoje temos segmentos com bom poder aquisitivo [em outras regiões]”, disse. “Precisamos apostar. Fica dado o pitaco”, afirmou. Segundo o ministro, cada vez mais os clientes têm procurado serviços diversificados e de boa qualidade.

Questionado por que inicialmente o lançamento foi feito para a zona Sul e Barra da Tijuca, o presidente da Oi afirmou que é possível instalar com mais rapidez o serviço em prédios mais novos. Valim preferiu não dar detalhes do cronograma para o fornecimento da nova tecnologia em outras capitais.

Durante o evento, o ministro Paulo Bernardo destacou que o volume de investimentos das teles em 2012 deve alcançar R$ 24 bilhões, bem acima da média registrada nos últimos dez anos, de R$ 17 bilhões anuais. Em 2011, segundo o ministro, os investimentos alcançaram R$ 21 bilhões. “Em 2013, [os investimentos] devem crescer mais”, estimou Bernardo.
(Marta Nogueira | Valor)

160704 - pppadv -  17 Dez 2012, 14:40
Isto É Dinheiro
Nº edição: 791 | 30.NOV.12 - 21:00 | Atualizado em 16.12 - 16:55

Francisco Valim, presidente da Oi
"A Oi vai voltar a ser a maior empresa de telefonia do País "

Desde abril, o executivo Francisco Valim, está às voltas com a tarefa de pôr em prática o plano aprovado pelos acionistas, o grupo La Fonte, da família Jereissati, a AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez, além de Portugal Telecom e do BNDES.

Por Rosenildo Gomes FERREIRA
http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/105749_A+OI+VAI+VOLTAR+A+SER+A+MAIOR+EMPRESA+DE+TELEFONIA+DO+PAIS

Desde abril, o executivo Francisco Valim, 48 anos, está às voltas com a tarefa de pôr em prática o plano aprovado pelos acionistas, o grupo La Fonte, da família Jereissati, a AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez, além de Portugal Telecom e do BNDES, para recuperar a Oi. Para isso, ele recebeu um cheque de R$ 24 bilhões. Os recursos estão sendo usados em projetos de expansão e criação de novos serviços, destinados a recuperar espaço em um segmento altamente competitivo, no qual os erros costumam custar caro. Até agora, o executivo tem se saído bem. A empresa cresceu e está lançando pacotes para ampliar o ganho com a telefonia fixa. “Fomos a única operadora que ampliou a base de clientes de celulares pós-pagos neste ano”, diz Valim. No terceiro trimestre, a receita líquida da Oi atingiu R$ 7,04 bilhões, 1,9% acima do período anterior. Apesar disso, Valim ainda precisa lidar com o ceticismo do mercado. Em outubro, a agência americana de risco Moody’s rebaixou a nota da Oi.

DINHEIRO – A recente decisão da Anatel, de suspender temporariamente a venda de chips, causou prejuízo à Oi?
FRANCISCO VALIM – Do ponto de vista financeiro, não tivemos perdas que pudessem causar impacto em nosso balanço. Assim como as demais empresas do setor, nós pactuamos um plano de melhoria da telefonia móvel com a Anatel, que está sendo cumprido por nós. Melhorar os serviços, de forma geral, é uma busca constante das empresas que atuam no setor.

DINHEIRO –A postura da Anatel deixou claro que a agência passaria a ser mais rigorosa. No quesito multas, por exemplo, apenas neste ano foram aplicadas penalidades que somam R$ 1,43 bilhão, das quais a maior fatia contra a Oi. A empresa não cumpre a lei?
VALIM – Esse debate envolve dois tipos de questões. Um deles é a dosimetria. Eu acredito que existe uma desproporcionalidade no valor das multas e até mesmo na sua aplicação. Um exemplo claro é o de uma tribo indígena de Mato Grosso do Sul. O grupo cresceu e ultrapassou a marca de 300 habitantes. Bem, a lei diz que todas as localidades acima desse contingente populacional têm de contar com serviço celular e ao menos um telefone público. Só que o cacique não permitiu que instalássemos telefone na tribo. Mesmo assim, a Oi foi multada diversas vezes e, hoje, as penalidades somam R$ 2,5 milhões.

DINHEIRO – A Oi já conseguiu recuperar terreno na telefonia móvel, área na qual está mais atrasada em relação às demais?
VALIM – Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que a Oi chegou depois, mas isso não significa que ela esteja atrasada. As pessoas quando comparam a Oi com as demais se esquecem que começamos do zero, ao contrário das três maiores que compraram operações existentes. Desde 2002, construímos uma base de 45 milhões de clientes, sendo que nove milhões estão em São Paulo, mercado no qual entramos há apenas três anos. Sem contar que a Oi é a operadora que mais cresceu em pós-pago, em 2012. Enquanto nossa base de clientes cresceu 2,3 pontos percentuais de participação, as demais ou ficaram estagnadas ou perderam clientes.

DINHEIRO – O grande ativo da Oi é a telefonia fixa, um nicho que vem perdendo força. No que isso atrapalha o futuro da empresa?
VALIM – Essa discussão pode ser encarada sob a ótica do copo meio cheio ou meio vazio. Vou usar o primeiro critério. Pense que hoje temos um fluxo de receita de quase 19 milhões de domicílios. Estamos usando essa base de clientes para melhorar nossa rentabilidade, oferecendo pacotes que incluem banda larga e tevê por assinatura. Ao fazer isso estou mantendo ou ampliando o fluxo de caixa atual. É claro que existe um efeito substituição do telefone fixo pelo móvel, mas isso não significa dizer que o telefone fixo irá desaparecer. Isso não aconteceu em nenhum país do mundo.

DINHEIRO – Quanto da receita da Oi ainda vem da telefonia fixa?
VALIM – Somando o mercado residencial e corporativo trata-se de uma fatia de cerca de 60% de nosso negócio. A Oi demorou a perceber que o assinante residencial é um ativo importante e que deveria procurar rentabilizá-lo. No móvel, já passamos a ser o terceiro player (a posição se refere ao critério de receita líquida do serviço de celular).

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Jovens navegam na internet em uma lan house de São Paulo

DINHEIRO – E como isso foi conseguido?
VALIM – Nós nos preparamos para esse momento, adotando algumas medidas. Uma delas foi o investimento na regionalização, fazendo com que a empresa deixasse de ser centralizada no Rio de Janeiro e ficasse mais próxima de seus clientes. Para isso, desenvolvemos novos canais de comercialização próprios e terceirizados, incluindo a abertura de lojas, a criação de um sistema de televendas e a nomeação de vendedores de porta em porta. Também atuamos fortemente na melhoria da qualidade do serviço para reduzir o nível de cancelamentos. Essa combinação de fatores é que fez com que tivéssemos um resultado positivo no ano.

DINHEIRO – O sr. criticou as operadoras que adotam promoções agressivas, como a TIM. A Oi não pretende usar esse expediente para crescer?
VALIM – Toda promoção agressiva gera uma demanda assombrosamente elevada e não há como gerar retorno em um mercado de pré-pago, como o brasileiro. As pessoas, quando comparam a telefonia brasileira com a europeia, se esquecem de analisar as diferenças entre os mercados. Lá, 40% a 50% dos telefones são pós-pagos, o que garante uma capacidade financeira diferenciada. Aqui no Brasil o modelo de negócio é de mais baixa rentabilidade.

DINHEIRO – A entrada do 4G antes da maturação do 3G foi criticada pelo setor. Essa decisão do governo mexeu com a estratégia da Oi?
VALIM – O 3G não vai desaparecer, assim como o serviço de voz fixo também não. O mundo não é da rede, mas sim do aparelho. Quem tem aparelho 3G precisa de um incentivo para migrar para o aparelho 4G. E quem vai fazer isso primeiro é quem necessita transmitir um grande volume de dados ou tem renda disponível.

DINHEIRO –Mas nós não estamos atrasados em relação à Europa ou aos EUA?
VALIM – As pessoas normalmente fazem essas comparações usando uma análise mais emocional do que técnica. A meu ver, não existe uma grande distância entre a qualidade dos serviços aqui e lá fora. Acho que ainda existem oportunidades de crescimento, por exemplo, na internet fixa, pois esse nicho foi limitado durante muito tempo, devido à indisponibilidade de renda das famílias para a aquisição de computador. Contudo, mesmo nos EUA, a penetração da banda larga não é total e atinge 80% da população. Aqui, já estamos em 40%.

13.jpg
Orelhão instalado em rua do centro do Rio de Janeiro

DINHEIRO – As empresas em geral têm condições de atender a essa demanda?
VALIM – Na verdade, nós já damos conta da demanda atual. Não há uma fila de pessoas querendo comprar produtos de telefonia como existiu no tempo da Telebras. As empresas é que estão brigando para atrair clientes. É claro que existem áreas muito remotas do País que dependem de infraestrutura cara para que seja possível a prestação do serviço. E isso quem vai resolver é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Somos integrantes do plano e já incorporamos mais de duas mil cidades, desde outubro de 2011. Mas nem todo mundo está disposto a pagar qualquer preço pelo serviço. É preciso adequar o serviço à capacidade financeira da população.

DINHEIRO – No que a IPTV (sistema que utiliza protocolo de internet) pode ajudar a Oi?
VALIM – Esse serviço permitirá que recuperemos alguns clientes perdidos devido à incapacidade de competir com as novas operadoras. Além disso, nos dará a possibilidade de termos uma TV por assinatura diferenciada, porque o serviço será oferecido via fibra ótica, cuja capacidade de transmissão de dados é enorme.

DINHEIRO – No que esse sistema é melhor que o atual?
VALIM – Seu principal trunfo é que ele torna irrelevante o conceito de tempo. Ou seja, o cliente terá a possibilidade de assistir ao programa que quiser, na hora que desejar, podendo, inclusive, ver dois programas simultaneamente. Nosso objetivo é atingir 2,5 milhões de domicílios até 2015, começando por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras grandes cidades. São Paulo não está no topo da lista porque, lá, temos de resolver duas questões primeiro: a falta de infraestrutura e o fato de sermos conhecidos como uma operadora de telefonia celular e não como uma marca de solução completa.

DINHEIRO – Quanto da verba de investimento de R$ 24 bilhões está sendo usado para novos serviços e tecnologias inovadoras destinadas a atrair novos clientes?
VALIM – Até 80% dos recursos são para viabilizar a entrada em novos mercados e também para dar suporte aos consumidores que serão incorporados à empresa nesse período.

DINHEIRO – Qual será o perfil da Oi ao final de 2015?
VALIM – A Oi vai voltar a ocupar seu lugar de direito, que é o posto de maior empresa de telefonia do País. Mas isso não é um fim em si mesmo, pois queremos ser a operadora de telecomunicações preferida dos brasileiros.

DINHEIRO – Como o sr. recebeu a decisão da agência Moody’s, que rebaixou a nota de avaliação da Oi?
VALIM – Confesso que ficamos surpresos quando a Moody’s fez essa revisão em outubro. Até porque seis meses antes eles haviam retificado a nota e ainda indicaram uma perspectiva positiva. O rebaixamento foi um presente que não gostaríamos de ter recebido.

DINHEIRO – E o que está sendo feito para reverter esse quadro?
VALIM – A decisão da Moody’s é soberana. Respeitamos, apesar de não concordarmos, porque não houve deterioração do cenário da companhia, em relação a abril. Até porque duas outras agências, a Fitch e a Standard & Poors, mantêm uma avaliação positiva.

160702 - pppadv -  17 Dez 2012, 14:31
Oi lança serviço de IPTV no Rio de Janeiro

Por Marta Nogueira | Valor
http://www.valor.com.br/empresas/2942682/oi-lanca-servico-de-iptv-no-rio-de-janeiro

RIO - A Oi lançou nesta segunda-feira o serviço de TV por assinatura via protocolo de internet (IPTV) no Rio de Janeiro e serviço de banda larga de até 200 megabytes por segundo (Mbps), por meio de uma rede de fibra ótica que vai até a casa do cliente (FTTH).

O evento de lançamento, teve a presença do presidente da Oi, Francisco Valim, e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A tecnologia adotada pela empresa na IPTV permitirá que os usuários da Oi gravem a programação, vejam programas que já foram transmitidos, entre outras funcionalidades. De acordo com a companhia, os clientes do serviço terão também acesso à programação da TV em tablets, além de poder conectar em até cinco pontos com canais básicos.

Na primeira etapa do lançamento da IPTV, o serviço estará disponível em áreas do Rio de Janeiro, como Barra da Tijuca e zona Sul. Posteriormente, será lançado em Belo Horizonte e outras capitais. A empresa ainda guarda em sigilo a estratégia de lançamento em outros locais.

A Alcatel-Lucent será a integradora dos equipamentos para o serviço de IPTV da Oi. A operadora também conta com a plataforma Mediaroom, da Microsoft.
(Marta Nogueira | Valor)

160309 - pppadv  -  13 Dez 2012, 15:39
Oi pode não alcançar meta para receita líquida neste ano, diz diretor

Por Daniele Madureira | Valor
http://www.valor.com.br/empresas/2939088/oi-pode-nao-alcancar-meta-para-receita-liquida-neste-ano-diz-diretor

SÃO PAULO - A operadora de telefonia Oi confia que irá encerrar 2012 cumprindo quase todas as previsões de resultado informadas em abril, durante o Oi Investors Day. A única dúvida, segundo Bayard Gontijo, diretor de relações com investidores da companhia, está relacionada à meta de receita líquida.

A Oi encerrou setembro com R$ 20,7 bilhões de receita líquida no acumulado dos nove primeiros meses do ano. A meta para 2012 é de R$ 28,9 bilhões.

"Tem a questão do subsídio a aparelhos que, por enquanto, não precisamos fazer, mas temos uma estratégia nesse sentido", afirmou Gontijo durante reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em São Paulo.

De acordo com o executivo, a Oi passou este ano da quarta para a terceira posição no ranking das operadoras em geração de receita de mobilidade, com destaque para a adição líquida de pós-pago (a diferença entre os assinantes que entraram e saíram da base de clientes).

"Temos feito um trabalho importante na oferta de novos serviços e na melhora dos canais de venda", afirmou Gontijo. O executivo destacou a atuação da Oi na convergência de produtos, com a oferta combinada de serviços de voz, dados e TV por assinatura.

Para 2012, a meta de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) é de R$ 8,8 bilhões. O investimento em ativos deve atingir R$ 6 bilhões. A dívida líquida prevista para o ano é de R$ 24,9 bilhões.

No início de 2012, a dívida líquida da Oi estava em R$ 16 bilhões. "Entendo a tensão de todo mundo [com o aumento da dívida], mas tivemos o desembolso da reestruturação societária, o capex e o pagamento de dividendos", disse Gontijo. "Estamos dentro do guidance".
(Daniele Madureira | Valor)

156877 - small caps -  14 Nov 2012, 01:55
[...]
OIBR4 finalmente estancou a perda de clientes e de receita.
[...]

156833 - small caps -  14 Nov 2012, 00:43
OIBR4
Transpondo do balanço:

"Lucro líquido ainda possui os efeitos negativos da amortização da mais valia da aquisição da BRT. Caso não tivesse sido impactado por esse efeito, o Lucro teria acumulado R$1,4 bilhão nos 9M12"

Maravilha... mais um balanço que supera as expectativas :)

156831 - small caps -  14 Nov 2012, 00:41
OIBR4:
Os R$ 2 bi de dividendo anual ficam um pouco mais próximo... lucro ultrapassaria os R$ 500 milhões sem a amortização de ágio...

156829 - renato1631 -  14 Nov 2012, 00:37
Oi

Oi tem lucro de R$315 mi no 3o tri e supera previsões

SÃO PAULO, 13 Nov (Reuters) - A operadora de telecomunicações Oi divulgou nesta terça-feira lucro líquido de 315 milhões de reais no terceiro, mais que o dobro da previsão média de analistas.

A empresa, que no início deste ano passou por ampla reorganização societária, divulgou os números do trimestre em apresentação a analistas que será feita na quarta-feira. O demonstrativo do resultado ainda não estava disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até perto de 22h30 de terça-feira.

Na apresentação, a Oi não informou o lucro referente ao mesmo período de 2011.

A receita líquida de julho a setembro totalizou 7 bilhões de reais, enquanto o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em 2,2 bilhões de reais, com margem de 31 por cento.

A dívida bruta em setembro estava em 31,4 bilhões de reais, redução de 350 milhões de reais sobre junho. O custo do endividamento permaneceu estável entre os dois trimestres, segundo a Oi.

(Por Cesar Bianconi)

154481 -  nelsonnpires  -  31 Out 2012, 15:15
Moody's rebaixa Oi e Telemar perde grau de investimento

151798 - paulo_prof -  11 Out 2012, 04:40
Citação: vbreda
Citação: padrinho
Prof Paulo,
o Sr. ainda mantém OIBR4 em carteira?
Tô aqui matutando, devido a quantidade de VIVT´s compradas em setembro e incorporadas a outras mais antigas da carteira, na possibilidade de trocar boa parte (ou a totalidade) por GETI.

Tenho essa dúvida também, poderia analisar OIBR4 por favor??
Se o Conselho da empresa aprovou a distribuição anual de R$ 2 bilhões em proventos nos próximos anos, é de se esperar que acredita poder gerar um lucro anual acima deste valor.

Ocorre que já há muito a Oi não tem sido capaz de gerar lucro acima dos R$ 500 milhões no trimestre.

Potencial parece ter ... mas enquanto este potencial não puder ser realizado, há que se ter cuidado.

O preço atual é compatível com uma taxa de crescimento anual real do lucro de apenas 5%, ou seja, aparentemente perfeitamente factível e muito distante ainda da taxa de crescimento que seria necessária para que a empresa alcance os R$ 2 bilhões anuais de lucro.

A indicação, portanto, é de que o ativo hoje estaria barato, desde que o lucro líquido nos próximos trimestres não seja inferior aos R$ 350 milhões.

Logo veremos o que deu no 3T12 ...

149745 - pppadv -  22 Set 2012, 17:55
Plantão de Notícias | TeleSíntese
Oi assina contrato com governo do Pernambuco

Publicado em Sexta, 21 Setembro 2012 11:28
http://telesintese.com.br/index.php/plantao/20657-oi-assina-contrato-com-governo-do-pernambuco

Projeto PE-Conectado prevê desde telefonia fixa até monitoramento de câmeras de segurança nas ruas e em prédios públicos

O governo de Pernambuco e a operadora Oi assinaram na quinta-feira (20) o contrato do projeto PE-Conectado. Apenas nos próximos 12 meses a companhia investirá R$ 500 milhões na expansão das redes 2G, 3G e banda larga, além da instalação de novos equipamentos que vão aprimorar a eficiência dos seus serviços no estado.

O projeto PE-Conectado prevê a instalação de 11,5 mil pontos de videomonitoramento, instaladas em vias e prédios públicos considerados de elevado valor operacional pelos órgãos de segurança do Estado, e tem por objetivo aumentar a segurança da população e melhorar o trabalho de investigação e repressão da criminalidade.

A rede ampliará ainda a capacidade da Internet do governo (de 1Gbps para 2,5 Gbps), segurança da Rede (PRTMs), quantidade dos Links (de 2.837 para 4.080 Acessos Dedicados) e de telefones fixos (de 30.000 para 40.000 Pontos de Voz Fixos). O projeto prevê, entre outros, o aumento da quantidade de telefones móveis (de 5 mil para 11mil), integração dos tráfegos (fixo-móvel, móvel-fixo intra-grupo), gestão do tráfego 0800 estadual, inclusão de servidores de fax (2.500 pontos), inclusão de novas modalidades de videoconferência, inclusão do serviço de Rede local sem fio aberta (para uso público e inclusão digital) e fechada (tipo wi-fi).

"O PE Conectado é um grande serviço para o Estado de Pernambuco, pois vai fazer as políticas públicas chegarem à população mais remota. Com isso, quem ganhou foi a sociedade pernambucana. Foi necessário coragem para inovar ", afirmou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na solenidade de assinatura do contrato, no Centro de Convenções de Pernambuco.

"Pernambuco, hoje, é símbolo de inovação tecnológica para todo o resto do país. A Oi deu sua contribuição para consolidar este papel do estado, trazendo sempre tecnologias e apoiando a inclusão sociodigital do povo pernambucano", afirmou o presidente da Oi, Francisco Valim, no evento.

Ao integrar o serviço de telefonia móvel na rede de telemática do Estado, o PE-Conectado permitirá a ampliação do grupo que faz chamadas com tarifa “zero” para todo e qualquer ponto de voz fixo ou móvel contratado por todos os órgãos da Administração Pública Estadual. Dessa forma, todas as chamadas realizadas entre os telefones fixos e telefones móveis institucionais serão consideradas como tarifa “zero”. As chamadas originadas de um telefone móvel institucional para um telefone fixo institucional e vice-versa não serão tarifadas. Estima-se uma economia, apenas com a integração do serviço de telefonia móvel, em torno de R$ 3,5 milhões, ao longo dos quatro anos.

Atualmente o Estado conta com vários serviços 0800 contratados de forma individualizada e com os preços diferenciados. Os órgãos com maior tráfego conseguem preços melhores do que os que possuem uma demanda menor, a mesma coisa para o videomonitoramento. Hoje não há uma gestão centralizada sobre esses serviços e no PE-Conectado o preço será único, devendo ser praticado por todos os órgãos e entidades.

A ideia é que por meio da rede seja possível ainda promover a inclusão digital através de políticas públicas, difundindo a transferência e capacitação tecnológica através de instrumentos como Educação à Distância, cursos de qualificação e formação profissional, troca de experiência, reuniões à distância, videoconferências e teleconferências.

A economia obtida com a manutenção da convergência de telefonia fixa, dados e imagem é da ordem de R$ 77,9 milhões e reflete ainda a integração dos novos serviços que serão implantados. O projeto PE-Conectado também trará economia para o serviço 0800 cuja estimativa é da ordem de R$ 18 milhões, e para o serviço de videomonitoramento calculado em R$ 120 milhões.

Além das economias relativas ao incremento dos serviços agregados à rede, foi possível obter uma redução do valor inicial do projeto: de R$ 1,26 bilhão para R$ 1,02 bilhão, a partir da competição proporcionada pelo pregão presencial.

A empresa divulgou que o projeto permitirá ao governo de Pernambuco economizar, ao todo, R$ 452,5 milhões ao longo dos quatro anos em que o serviço será prestado. "O modelo acompanha uma tendência mundial de convergência de serviços em uma única plataforma e é considerado uma novidade no setor público. A ideia é maximizar a utilização da infraestrutura, gerar economia de escala e maior eficiência". Oi e seus consorciados estimam que serão gerados 1,5 mil empregos no estado de Pernambuco, através da contratação de empresas locais. (Da redação, com assessoria de imprensa)

149744 - pppadv -  22 Set 2012, 17:51
Plantão de Notícias | TeleSíntese
Bens reversíveis da Oi representam R$ 7,3 bilhões nos dias atuais

Publicado em Sexta, 21 Setembro 2012 15:35
Escrito por Lúcia Berbert
http://telesintese.com.br/index.php/plantao/20660-bens-reversiveis-da-oi-representam-r-7-3-bilhoes-nos-dias-atuais

A Telefônica tem bens avaliados hoje em R$ 6,7 bilhões e a Embratel, em R$ 2,9 bilhões.

Com maior área de atuação, a Oi é a concessionária de telefonia fixa que tem número maior de bens reversíveis, com valor de aquisição de R$ 58,4 bilhões, conforme informações divulgadas nesta sexta-feira (21) pela Anatel. Isto porque o grupo detém duas empresas – a Brasil Telecom e a Telemar – privatizadas separadamente. O valor contábil (após depreciação e amortização) nos dias de hoje é de R$ 7,3 bilhões.

De acordo com o conselheiro Jarbas Valente, a diferença acentuada entre o valor de aquisição e o contábil é explicada não só pela depreciação e amortização dos bens, mas também pela redução dos custos dos equipamentos necessários para a prestação do serviço. “Antes, os equipamentos eram enormes e caros, cenário diferente dos dias de hoje”, justificou. Além do mais, os bens reversíveis da Oi passam por um inventário, determinado pela Anatel em 2011 em função da detecção de erros, e que somente será concluído em junho de 2013.

Os bens da Telefônica chegam a R$ 38,9 bilhões, em valores de aquisição, e R$ 6,7 bilhões, em valores contábeis. Os da Embratel somam R$ 9,3 bilhões, em valores de aquisição, e R$ 2,9 bilhões, em valores contábeis. Os bens dessas duas concessionárias já passaram por inventários e já foram atualizados na lista divulgada pela Anatel.

Os bens da CTBC somam R$ 1,2 bilhão e R$ 259 milhões, respectivamente em valores de aquisição e contábeis. Os da Sercomtel chegam a R$ 309 milhões e R$ 76 milhões.

145221 - paulo_prof -  17 Ago 2012, 19:38
Estou apostando que a Oi será capaz de pagar os R$ 1 bi em proventos em abril de 2013. Neste caso, até abril/maio de 2013, serão pagos proventos de R$ 1,22 para cada OIBR4. Ao preço de R$ 8,57 e em 9 meses, isto fornece um DY acima de 18%.

Para pagar as contas das OIBR4 que adquiri, tive que fazer caixa, vendendo ativos. A posição das AEFI11 na carteira, além de relativamente grande, foi montada a um PM muito baixo.



131749 - paulo_prof - 15/Mai/2012 16:25
Não gostei dos resultados da Oi. O lucro teria que ter vindo acima dos R$ 500 milhões, para que a meta de distribuição de R$ 2 bilhões em proventos ao ano, nos próximos, seja factível. De qualquer forma, para quem acredita que a diretoria vai cumprir a promessa (de distribuir os R$ 2 bilhões), ao preço atual o DY é de interessantíssimos 13,9%.

OIBR4
PREÇO: R$ 8,82
PAYOUT (2011): R$ 1,222/ação

P/L 11,48
P/VPA 0,59
PSR 1,35
DY 13,85%
EV/EBITDA 10,69
MARGEM BRUTA 49,1%
MARGEM OPERACIONAL 15,9%
MARGEM LÍQUIDA 11,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,769
MARGEM EBITDA 28,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 139,0%
ROE 5,14%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,74

Taxas anuais médias nominais de crescimento
a) lucro líquido
UA -25,27%
U3A 25,98%

b) patrimônio líquido médio
UA 20,59%
U2A 18,90%
U3A 31,57%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido necessária nos próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja 1,3 vezes a cotação atual (perpetuidade real nula; taxa de desconto real de 8%): +7%

Taxas nominais de crescimento relativas ao 1T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +61,59%
RESULTADO BRUTO +48,78%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -15,66%
RESULTADO OPERACIONAL +163,28%
RESULTADO LÍQUIDO +269,63%
EBITDA +73,17%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO +113,86%
ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO +1580%

Note que no 1T11 a Oi ainda não estava consolidada. Portanto, não há realmente termo de comparação.


123314 - paulo_prof - 30/Mar/2012 00:40
BRTO4
PREÇO: R$ 12,69 - 2,54 (cala boca) = 10,15
PAYOUT (2010): 100%

P/L         5,95
P/VPA  0,57
PSR        0,65
DY          4,60%
EV/EBITDA         2,85
MARGEM BRUTA            50,4%
MARGEM OPERACIONAL            16,2%
MARGEM LÍQUIDA         10,9%
LUCRO POR AÇÃO          R$ 1,705
MARGEM EBITDA           28,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO                80,8%
ROE       9,50%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,42

Taxas anuais médias nominais de crescmento
a) do lucro líquido
UA         -48,97%
U3A       -0,79% 

b) do patrimônio líquido médio
UA         -7,34%
U2A       11,81%
U3A       21,33%
Para um preço justo 50% maior do que a cotação atual (descontada a bonificação) calculado pela fórmula do FCD com uma perpetuidade real nula e uma taxa de desconto anual real de 10%, a taxa de crescimento anual real do lucro líquido nos próximos 3 anos teria que ser maior do que -4%.

31337 - WK2007 - 26/Mar/2010 14:36
A novela Oi/BrT tem um novo capítulo
De Olho na Bolsa
Autor(es): Daniela Camba
Valor Econômico - 26/03/2010
A novela sobre a incorporação da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar) promete novos capítulos emocionantes, com a participação especial dos acionistas minoritários. No capítulo de ontem, a Oi anunciou uma nova relação de troca das ações da Brasil Telecom pelos papéis da Oi, assumindo uma provisão adicional de R$ 1,9 bilhão na Brasil Telecom por conta de disputas judiciais dos antigos planos de expansão, no Rio Grande do Sul. Na nova relação, os donos de ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Brasil Telecom Operadora (BRTO) receberão para cada uma ação 0,2191 ação preferencial classe C da Telemar. A relação de troca anterior era bem melhor aos preferencialistas da Brasil Telecom - 0,2685. O mesmo ocorre com as ordinárias (ON, com direito a voto). Na nova relação de troca, os donos de ON da Brasil Telecom receberão para cada uma ação 0,3955 ON da Telemar, sendo que na relação anterior esse número era de 0,4305.
Os papéis da Brasil Telecom sentiram na pele a piora. As PN fecharam em queda de 5,45%, a maior desvalorização dentro do Índice Bovespa. Já as ON caíram 17,62%. Em relatório, a analista da Ativa Corretora Luciana Leocadio afirma que, considerando apenas o efeito dessas novas provisões, a relação de troca das PN da Brasil Telecom pelas da Oi sofreu uma redução de 18,4%. Já avaliando o impacto para as ações do grupo, com base nos preços de fechamento de quarta-feira, as PN da Brasil Telecom deveriam ter uma queda relativa de cerca de 10,4% em relação às PN da Telemar Norte Leste (TMAR).
Segundo um analista que prefere não se identificar, depois do anúncio de que haveria uma nova relação de troca, profissionais de mercado e investidores fizeram as contas e imaginavam uma relação de troca das preferenciais entre 0,22 e 0,23 e não o 0,21 que foi definido. Apesar dos números ruins, o pior dessa história é o fato de a Oi ter resolvido olhar os números da Brasil Telecom de lupa só depois de comprá-la e de já ter definido o preço. "Não faz sentido comprar um ativo no regime 'porteira fechada' e depois do negócio fechado resolver que fará uma 'due diligence' rigorosa", diz o analista. Ele lembra que o laudo da nova relação de troca não deixa claro que, em decorrência da provisão, isso seria necessário.
Para Luciana, da Ativa Corretora, o pior reflexo será para as preferenciais da Brasil Telecom. Ela acredita que existem grandes chances de os minoritários rejeitarem a nova proposta, já que ela se baseia numa avaliação da Oi de provisões em processos judiciais ainda não concluídos e que não necessariamente resultarão em perdas para a companhia. No caso da troca ser rejeitada, segundo Luciana, o mais provável é que a Oi cancele a operação, deixando as ações da Brasil Telecom no mercado com baixa liquidez, o que deve provocar uma nova onda de quedas dos papéis.
Nesse cenário de, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come, o que fazer então? Os analistas acreditam que o melhor é ficar longe das ações tanto de Brasil Telecom quanto de Oi. O risco em Brasil Telecom é ter de aceitar uma relação de troca ruim ou ficar com um papel com liquidez cada vez menor. Já em Oi o grande temor continua sendo uma governança corporativa bastante duvidosa.
Cena externa ajuda, mas Petrobras não
Ontem o cenário externo ajudou o mercado, mas a Petrobras foi a vilã da bolsa. O Ibovespa fechou em baixa de 0,68%, aos 68.441 pontos, puxado para baixo pelas ações preferenciais da Petrobras, que caíram 2,46%, e pelas ordinárias, 2,10%. Na quarta-feira, os papéis da estatal subiram com a sinalização da companhia de que haverá uma capitalização com ou sem a cessão onerosa dos 5 bilhões de barris. Já ontem, os investidores começaram a pensar o quanto uma operação gigantesca da Petrobras poderá inundar o mercado.


Daniele Camba é repórter de Investimentos

25552 - buric - 16/Jan/2010 02:54
Concordo 100% com você. Nesta sua citação está o core do problema "Se houver um contrato a ser cumprido pelas partes, caberia a opinião de nossos colegas advogados. Como leigo, eu não acho que a necessidade de um aumento da provisão pode ser considerada motivo para ajustar a relação de substituição, uma vez que esta relação foi determinada pelas cotações dos ativos na época, e não pelos patrimônios líquidos, dívidas, disponibilidades, etc." Teoricamente o valor de mercado precifica o valor da empresa, contemplando todos esses fatores + expectativa. Ou seja, o fator de conversão estaria dado e ponto.

Tentei encontrar algo que comprovasse esse ponto, que justificaria a compra: "Em adição, Fato Relevante de abril de 2008 é muitíssimo claro ao dizer que a relação de troca só pode ser alterada por questões de ordem societária. Aspectos de qualquer outra natureza não têm capacidade de mudá-la. Logo, a queda das ações de BrT não tem fundamento."

Porém, vi o contrário no fato relevante: "A relação de substituição das ações acima indicada contempla a estrutura acionária e de capital atual das companhias

envolvidas e poderá sofrer ajustes caso haja modificação na estrutura acionária ou de capital em qualquer destas sociedades."

Acho melhor deixar pra lá...

25551 - paulo_prof - 16/Jan/2010 01:20
citação: buriccitação: paulo_profcitação: fazambujHoje foi o dia de relembrar os comentários sobre a telegang...Pois é ...Dá para acreditar que os caras dão as cartas controlando somente 7,65% das ações da TMAR que, no fundo, é a OI?





No esquema abaixo, os percentuais são relativos ao número total de ações (ON + PN).

Por outro lado, como a TMAR tem menos de 50% da BRTO, será feito o diabo para minimizar a fatia da TMAR que os minoritários terão após a incorporação. Para mim, esta jogada de hoje, que diminuirá o número de ações da TMAR que deverá ser emitido em razão da incorporação da BRTO não é surpresa. O coitado do investidor em BRTO4 está sendo massacrado. Acostumado a proventos polpudos no passado, desde dezembro de 2008 não viu mais a cor da grana. Agora, vai ser espoliado das ações da TMAR.

telegangue.jpg

Paulo, ainda vou estudar um pouco para decidir, mas olhe a opinião abaixo a respeito dessa depreciação. Se possível gostaria da sua opinião.


Flash Note - Compra forte de BRTO4

Buy, buy and buy BRTO4. Não podíamos esperar pela segunda-feira para dar este call. A reação do mercado ao temor de abertura da relação de troca com as ações da Telemar gerou uma oportunidade de trade formidável, obrigando-nos a sanar a dúvida e dar a recomendação ainda antes do almoço.

Não há o menor sentido na magnitude desta queda e sugerimos a todos que entrem pesado na compra de BRTO4, pois a ação deve voltar rapidamente.

A quem não acompanhou os recentes desdobramentos do caso: a Oi publicou Fato

Relevante dando conta do início do processo de revisão de conciliação de práticas e estimativas contábeis sobre Brasil Telecom e Telemar. Ajustando as premissas para a incorporação da quantidade de ações judiciais referentes a direitos de titulares de Planos de Expansão no Rio Grande do Sul, houve um aumento de provisão no valor bruto de R$ 1,3 bilhão, em suposto prejuízo da Brasil Telecom. Primeiro, as ações da Brasil Telecom caíram de R$ 16,70 para R$ 15,00 em reação à notícia. Isso já cobre o R$ 1,3 bilhão e abre uma oportunidade fantástica de trade. Depois, a relação de troca foi estabelecida segundo preços de mercado. E de nada adianta valores absolutos quando estamos falando de uma relação de troca. Se eu tenho uma Ferrari de R$ 1 milhão, você tem uma Lamborghini de R$ 1,5 milhão e acordamos trocar por 1,5x, a mesma relação valeria se estivéssemos falando de R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. O que interessa é a relação de troca e não o absoluto de cada um.

Em adição, Fato Relevante de abril de 2008 é muitíssimo claro ao dizer que a relação de troca só pode ser alterada por questões de ordem societária. Aspectos de qualquer outra natureza não têm capacidade de mudá-la. Logo, a queda das ações de BrT não tem fundamento.

Para reforçar o argumento, lembramos que, quando do estabelecimento da relação de troca, para Brasil Telecom abrir mão de ações judiciais contra a Telemar, esta última pôs R$ 400 milhões no caixa da Brasil Telecom. A relação de troca manteve-se inalterada após esta movimentação. Se, quando tivemos um imbalance desfavorável à Telemar, a relação permaneceu intacta, não faz o menor sentido imaginarmos resultado diferente quando se trata de um imbalance para Brasil Telecom. Compre antes de ir almoçar!


buric

O Fato Relevante de 25ABR2008 diz que:

a) 1 BRTO3 = 0,4137146 TMAR3 e 1 BRTO4 = 0,2530852 ação preferencial da TMAR (depois instituíram a TMAR7); e

b) A relação de substituição das ações acima indicada contempla a estrutura acionária e de capital atual das companhias envolvidas e poderá sofrer ajustes caso haja modificação na estrutura acionária ou de capital em qualquer destas sociedades.

Em tese, a opinião acima interpreta corretamente o que está no Fato Relevante. Inclusive, o valor da distribuição extraordinária de dividendos ao acionista da Telemar em compensação pela futuro aumento da base acionária foi calculado em cima dos valores informados acima.

Por outro lado, entretanto, não está claro o quanto este Fato Relevante é de fato determinante, "binding". Seria o conteúdo do Fato Relevante baseado num contrato a ser cumprido pelas partes? Há quem assine pelos minoritários?

Se houver um contrato a ser cumprido pelas partes, caberia a opinião de nossos colegas advogados. Como leigo, eu não acho que a necessidade de um aumento da provisão pode ser considerada motivo para ajustar a relação de substituição, uma vez que esta relação foi determinada pelas cotações dos ativos na época, e não pelos patrimônios líquidos, dívidas, disponibilidades, etc.

Para a Telegangue que controla a Telemar (e para os minoritários da TMAR), o interesse é, tanto quanto possível, minimizar o número de ações a serem entregues aos minoritários da BRTO. Quanto menor a fatia dos minoritários da BRTO na TMAR, maior a fatia de quem já possui TMAR.

Tenho a certeza de que esta questão acabará sendo decidida na justiça. Enquanto a justiça não decidir (e nós sabemos quanto isto poderá demorar), a incorporação não vai prosperar. Não prosperando a incorporação, o acionista da BRTO não vai ver cor dos dividendos nem neste ano (certamente) nem no próximo (possivelmente). Quando finalmente a justiça decidir e a incorporação se materializar, o acionista da BRTO vai requerer os dividendos da TMAR que deixou de receber durante todos estes anos. Uma confusão dos diabos ...

Além da Telegangue no comando, a governança corporativa da Oi é uma lástima. Só para dar uma idéia, o Fato Relevante de abril de 2008 estimava em 120 dias a conclusão da reestruturação societária ... só rindo, mesmo!
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