33683 de 3376026/Abr/2010 09:59 [Citar este comentário] 0
1 danielbeharComentários: 1680 - Desde: Jul 2007
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» Educação: revisão do setor
A analista Juliana Rozenbaum revisou suas estimativas para as empresas do setor de educação, que agora têm novas recomendações e preços justos para o final de 2010. No curto prazo, a analista acredita que o foco recaia mais sobre a expansão de margem e menos sobre o crescimento. Após a onda de fusões e aquisições nos últimos anos e o impacto negativo que a crise econômica teve sobre o número de matrículas e o capital de giro das empresas do setor, as companhias do segmento de educação agora estão focadas em ganhos de eficiência, a fim de recuperar as margens e compensar o menor crescimento orgânico esperado. A execução e os valuations, no entanto, devem ser monitorados de perto. A ação preferida no setor é Kroton (KROT11), que tem preço justo de R$ 22,20. Na opinião da analista, o mercado teve uma reação exagerada a respeito da reestruturação operacional da empresa. As ações KROT11 estão sendo negociadas com desconto de 22% em relação a seus pares, mesmo antes de se considerar a total integração de sinergias neste ano, e devem se beneficiar da eficiência acadêmica da IUNI. As recomendações de Anhanguera (AEDU11) e Estácio (ESTC3) continuam sendo de outperform (desempenho acima da média do mercado) e market perform (desempenho em linha com a média do mercado), respectivamente, enquanto SEB (SEBB1) foi rebaixada para market perform – de acordo com a analista, apesar de ainda considerar a SEB uma empresa diferenciada no setor, seu valuation relativo está menos atraente devido ao desempenho abaixo do mercado de seus pares.
Análise Coin Valores
As perspectivas para 2011 são positivas, baseadas em vários fatores que vêm impulsionando o setor educacional privado nos últimos anos. Assim como observado em outros diversos setores, chama atenção a ascensão da classe C, que depois de concentrar seu consumo em bens duráveis ao longo dos últimos anos, está aumentando o consumo de serviços como educação e saúde. Dentre os 21 milhões de brasileiros da classe C com idade entre 18 e 35 anos, apenas 9% cursou ou está cursando o ensino superior. Desta forma, o mercado de ensino superior tem a chance de crescer significativamente buscando penetração nos níveis de renda mais baixos. Uma das barreiras de entrada para o ensino superior esta relacionado à renda, diante disso, observa-se que a penetração é elevada nas classes A e B, porém baixa nas
demais, desta maneira abre-se para as intuições a oportunidade de investimentos focados na classe C e D.
De acordo com dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC), cerca de um terço da população brasileira é composta por jovens estudantes matriculados no Ensino Básico.
Este contingente é de 60 milhões de alunos. Mas apenas 4,7 milhões ascendem ao ensino superior (1,2 milhão estuda em instituições públicas e 3,5 milhões em faculdades privadas).
Segundo informações divulgadas na mídia, para transpor as barreiras do ensino superior as instituições privadas de ensino superior contam com duas ferramentas: financiamento estudantil (FIES - Financiamento ao Estudante de Ensino Superior - pelo governo) e tecnologia.
No rol de medidas de estímulo governamental, vale destacar que em 20 de outubro deste ano foi anunciada a criação do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), e a partir de então o estudante que pleitear recursos do Fies não precisará mais apresentar fiador. O fundo será o fiador do estudante, desde que ele esteja matriculado em cursos de licenciatura ou que tenha renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio. A noticia foi positiva para o setor e beneficiará as companhias que aderirem ao fundo. A principal barreira para o financiamento estudantil era a necessidade de um fiador. A conclusão desta medida é que a partir de agora podemos esperar crescimento das matriculas no ensino superior, redução no número de evasão e queda significativa nos índices de inadimplência.
Outro ponto importante no tabuleiro deste setor é o uso da tecnologia. Com a popularização da internet e da banda larga o Ensino a Distância (EAD) começou a ganhar cada vez mais espaço. Segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distancia (Abed) havia 649.854 pessoas matriculadas no curso on-line superior em 2009. Entre 2005 e 2008, os estudantes do ensino a distância cresceram mais de 600%.
Segundo apuramos via mídia, novas tecnologias viabilizam a entrega de conteúdo digital à distância, seja via satélite ou pela Internet. Deste modo, reduz-se os principais custos do negócio em aproximadamente 75%, o que permite reduzir a mensalidade. Na opinião de especialistas, essas ferramentas serão importantes para que as instituições privadas de ensino superior deixem para trás uma incômoda situação de baixo crescimento e elevada inadimplência. Em nossa opinião, a combinação de crescimento econômico, ajuda governamental, baixa penetração e investimento em tecnologia, são os ingredientes necessários para o sucesso das companhias listadas em bolsa e para o setor como um todo.
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