"sandro bugon, tudo bem? Vc trabalha com o Eduardo? Se sim, mande meus agradecimentos para ele."
"No setor da construção civil, estou me posicionando especialmente em EZTC3, HBOR3 e BISA3. A INPR3 também considero um risco interessante de ser corrido. O seu grande problema é a necessidade de caixa, num período de forte aumento do custo do capital. Custa muito pouco em termos de múltiplos P/VPA (0,30) e PSR (0,74). Mas não deve ser uma posição substancial, pois ela precisa ser eficiente para fazer caixa frente as necessidades de construção e, portanto, consumo de capital de giro."
"rmgoncalves. O melhor a se fazer quando se inicia no mercado é testar suas habilidades de decisões com pouco capital envolvido enquanto aprende. A análise que traz resultados consistentes é com base no valor das empresas. As construtoras em geral estão apanhando no mercado, reflexo da crise que o setor vive nos EUA, especialmente. Os gringos estão saindo forte do papel e não tem a quer vender. Isto faz os preços desabarem. Como vai ser incorporada pela GAFISA, o que vale é verificar os dados desta empresa, que não está muito barata, com P/VPA ainda em 1,87, quando muitas companhias do setor estão com o indicador próximo a 0,5. Está interessante fazer pequenas posições diversificadas em EZTC3, BISA3 e HBOR3."
Estou montando posição no setor de construção civil também. Os preços atuais já permitem isto.
"Finalizei a montagem em elétrica (várias com DY acima de 10%, com algumas se aproximando de 20%...) e bancos médios (idem)."
"Agora estou comprando aos poucos algumas ações de construtoras. As maiores posições estão com EZTC3, HBOR3 e CCIM3. As menores naquelas que oferecem maiores riscos de caixa."
"Gosto muito das três que citei antes em razão do caixa folgado que possuem e pela aparente racionalidade nos lançamentos. Não saíram anunciando lançamento a qualquer custo para agradar o mercado. A EZTC3, particularmente, negocia próximo ao valor que tem em caixa. Você leva a empresa de graça. E com o lucro acumulado nos últimos 12 meses, já dá para imaginar um DY próximo de 10% ano que vem, isto se distribuir apenas 25% do lucro líquido como manda a legislação... Há ainda as recompras de ações..."
"INPR3 é um pouco mais arriscada em razão da pequena quantia em caixa. Saiu boatos de que estaria buscando por sócios para injetar $$$$, o que inclusive impulsionou as ações. Tem preços muito baixos, como P/VPA de 0,23 apenas. O risco, então, é não conseguir o capital de giro necessário para movimentar as obras."
"AGIN3 e RSID3 estão na mesma situação que a INPR3, fazendo com que o posicionamento nos papéis, caso efetuado, seja mais comedido."
"thiagotoni, obrigado. Construção civil realmente deve desacelerar. No entanto, na análise de atratividade das empresas o valor é uma das variáveis. A relação disto com o preço é outra. Assim, como o preço esta bastante baixo quando se considera os múltiplos (ainda que o desempenho caia para metade), considero válido o início de compras de ações no segmento, aos poucos, aproveitando-se dos preços cada vez mais baixos. TEND3, especificamente, é uma das poucas a acumular prejuízos em 12 meses e ainda assim não tem o menor P/VPA do segmento. Tem melhores opções, como EZTC3, HBOR3, BISA3, CCIM3, etc..."
"Do setor de construção civil, considero como mais atrativas: EZTC3, HBOR3, BISA3 e CCIM3. ABYA3 e INPR3 estão com baixíssima relação P/VPA, mas tem o problema de caixa para resolver. Foram muito imprudentes. Se equacionado este problema e mantiverem-se com boas margens operacionais, também guardam bons upsides. Mas, prefiro neste caso a segurança da EZTC3 para maiores aplicações, deixando menores aportes para estas empresas que apresentam dificuldades superiores de êxito."
"VAMOQVAMO, a resposta que referi acima é a seguinte:"
Não sei se você leu a newsletter sobre as perspectivas para as small caps em
"2009 que escrevi. Nela constou que os setores que considero com preços extremamente atraentes são o de bancos médios e de construção civil, conforme consta no blog."
E na carteira small caps contém algumas destas empresas: EZTC3 e BISA3.
"As ações que considero mais atrantes do setor são: EZTC3, BISA3, HBOR3 e CCIM3."
"Na referida newsletter citei que: “No que toca às construtoras de menor porte, o investidor deve privilegiar aquelas que mantiveram caixa suficiente para realizar os projetos iniciados sem ter que recorrer a financiamentos mais onerosos durante o ano de 2008. A seleção deve verificar aquelas que possuem boa velocidade de vendas e mantiveram postura cautelosa nos lançamentos de empreendimentos imobiliários. Algumas negociam com Preço/Lucro abaixo de 4, Preço/Valor Patrimonial menor que 0,5 e ainda possuem posição de caixa superior às dívidas.”."
O setor tem características contábeis diferenciadas e isto dificulta muito a análise por parte dos investidores. Veja porque:
"A construtora, antes de construir o imóvel, faz o lançamento, vende parte do empreendimento, e depois começam as obras. Quando o imóvel é vendido, se ainda não há construção, não há qualquer lucro acerca do negócio realizado."
"Geralmente as construtoras colocam as informações dos imóveis já vendidos, mas que a construção e o lucro não foram realizados nas notas explicativas. É o que se chama de lucros a realizar."
"Muita gente, então, não vai compreender porque muitas construtoras continuarão apresentando bons lucros apesar da queda das vendas."
"O reconhecimento contábil do lucro ( e também das receitas e despesas) ocorre apenas pelo critério de percentual da obra concluída, via de regra."
"Assim, algumas construtoras podem ter bons resultados, mesmo se a crise durar todo o próximo ano. E isto pode deixar muita gente surpresa..."
"A EZTC3, por exemplo, se fosse liquidada, ou seja, construísse o que está contratado, e vendesse os imóveis prontos, valeria mais de R$ 8,00, conforme consta num de seus releases de resultado e acredito que na apresentação que fez na APIMEC também."
"A BISA3 é para quem gosta de uma construtora mais “ousada”, uma vez que manteve um ritmo bastante forte de lançamentos apesar da crise. Tem maior potencial de valorização que a EZTC3, mas também um risco superior. CCIM3 está na mesma toada."
"Uma intermediária eu considero a HBOR3. que não tem a mesma situação absurdamente tranqüila de caixa da EZTC3, nem o ritmo alucinante de lançamentos da BISA3. É uma situação intermediária. A empresa apresentou um resultado trimestral do terceiro trimestre de “cair o queixo” "
922 de 5068 14/Jan/2009 00:41 0
buric Comentários: 301 - Desde: Mai 2007
"Small,"
"O governo está preparando um pacote para a construção civil. Tenho minhas dúvidas de quanto esse pacote realmente mudará o cenário de 2009, como o governo espera."
"Porém existem empresas, e você mesmo sempre cita - como a EZTC3 por exemplo - que estão contemplando um ano catastrofico adiante. Talvez o pacote seja o iniciador de diminuição do pessimismo."
"Minha dúvida é se apesar de ter múltiplos maiores, será que as empresas mais líquidas da contrução civil (como CYRE3, GFSA3) não terão projeção de cotações maiores que as menores?"
"Gostaria de conversar sobre o assunto com alguém e nada melhor que o forum para isso. Como você vê esse pacote? Será que ele impactará mais as construtoras, as incorporadoras, brokers??"
"ps: dirigi ao small, mas estendo a discussão a todos..."
"(922) buric, o tema é interessante. Acredito que as companhias mais beneficiadas pelo eventual pacote do governo são aquelas que focam seus projetos para a baixa renda. Não parece ser o caso das maiores construtoras negociadas em bolsa. Uma ou outra agora começa a ter participação no segmento, mas é necessário verificar a habilidade de lucrar nele, diante das diferenciadas características. As margens do setor econômico são muito mais apertadas."
"Os múltiplos (fundamentalistas) das empresas maiores estão, na maioria, pelo menos o dobro mais caros que o das menores construtoras."
Acredito que a melhor maneira para se posicionar no setor é selecionando aquelas com múltiplos baratos e que tenham como características o texto que mencionei na newsletter com as perspectivas das small caps:
"(924) buric, concordo com você. Mas no curto prazo, considero que a falta de demanda por novos projetos no setor será mais forte. Se seus indicadores fundamentalistas estivessem mais baratos, já teríamos que ter comprado, antes mesmo de aguardar a melhora do ambiente econômico. Mas não parece ser o caso. Faz um tempo que li o seu relatório empresarial, e não sei precisar agora se nele não constou que a companhia não estimava resultados tão promissores no curto prazo em razão da demanda. Provavelmente com o balanço anual, volto a avaliar a companhia."
"O grande erro, como disse antes, foi perder o boom do setor e agora ter que se recuperar num mundo bem mais complexo."
O setor tem características contábeis diferenciadas e isto dificulta muito a análise por parte dos investidores. Veja porque:
"A construtora, antes de construir o imóvel, faz o lançamento, vende parte do empreendimento, e depois começam as obras. Quando o imóvel é vendido, se ainda não há construção, não há qualquer lucro acerca do negócio realizado."
"Geralmente as construtoras colocam as informações dos imóveis já vendidos, mas que a construção e o lucro não foram realizados nas notas explicativas. É o que se chama de lucros a realizar."
"Muita gente, então, não vai compreender porque muitas construtoras continuarão apresentando bons lucros apesar da queda das vendas."
"O reconhecimento contábil do lucro ( e também das receitas e despesas) ocorre apenas pelo critério de percentual da obra concluída, via de regra."
"Assim, algumas construtoras podem ter bons resultados, mesmo se a crise durar todo o próximo ano. E isto pode deixar muita gente surpresa..."
"A EZTC3, por exemplo, se fosse liquidada, ou seja, construísse o que está contratado, e vendesse os imóveis prontos, valeria mais de R$ 8,00, conforme consta num de seus releases de resultado e acredito que na apresentação que fez na APIMEC também."
"A BISA3 é para quem gosta de uma construtora mais “ousada”, uma vez que manteve um ritmo bastante forte de lançamentos apesar da crise. Tem maior potencial de valorização que a EZTC3, mas também um risco superior. CCIM3 está na mesma toada."
"Uma intermediária eu considero a HBOR3. que não tem a mesma situação absurdamente tranqüila de caixa da EZTC3, nem o ritmo alucinante de lançamentos da BISA3. É uma situação intermediária. A empresa apresentou um resultado trimestral do terceiro trimestre de “cair o queixo” "
"Algumas empresas do setor de construção civil já apresentaram as prévias relativas ao 4T08. Para o que possa servir, abaixo vai um resumo do que encontrei."
"Os índices que calculei, foram:"
VV_4T08: Vendas Contratadas em 4_T08 / Lançamentos em 4_T08
VV_2008: Vendas Contratadas em 4_T08 / Lançamentos em 4_T08
"obs. nos dois ítens acima, seria interessante calcular a velocidade de venda em relação ao total disponível para a venda; infelizmente, não consegui os dados de estoque no início de período para várias empresas."
"DEST_4T08: Percentual de Aumento/Diminuição do Estoque em 4T08, em relação aos lançamentos em 2008"
"DEST_4T08: Percentual de Aumento/Diminuição do Estoque em 2008, em relação aos lançamentos em 2008"
"ídem, aqui seria mais interessante a informação do aumento/diminuição do estoque, em função do estoque inicial do período."
DLAN_4T08: Percentual de Lançamentos em 4T08 em relação aos Lançamentos em 2008
DVEN_4T08: Percentual de Vendas Contratadas em 4T08 em relação às Vendas Contratadas em 2008
"Na hipótese de um processo uniforme (lançamentos e vendas uniformemente distribuídos ao longo do ano), e supondo a existência de um estoque para atender acelerações da demanda no curto prazo, os índices ""ideais"" seriam:"
"VV_4T08=1 (para cada real lançado, um real é vendido)"
VV_2008=1 (ídem)
DEST_4T08=0 (não há variação no estoque no fim do período)
DEST_2008=0 (ídem)
DLAN_4T08=25% (1/4 dos lançamentos do ano)
DVEN_4T08=25% (ídem)
Qual seria a empresa de melhor performance no 4T08?
"A Camargo Correia conseguiu produzir aprox. 1/4 das vendas anuais no 4T08, e parece ter decidido reduzir o seu estoque do final do 3T08, à custa da redução relativamente drástica nos lançamentos;"
"A Cyrela reduziu os lançamentos moderadamente, mas as vendas entraram em colapso (vendas no 4T08 foram 50% dos lançamentos); daí uma aceleração no aumento do estoque."
"A Eztec reduziu sensivelmente os lançamentos, mas as vendas reduziram mais ainda, acelerando o aumento do estoque."
"A Helbor é difícil de entender ... Mais de 47% dos lançamentos 2008 foram realizados no 4T08. Como as vendas produzidas, apesar de representarem 1/4 das vendas anuais, foram só 41% dos lançamentos, produziu-se um grande aumento do estoque."
"A Klabin Segal parece ter ajustado lançamentos e vendas, de modo a não produzir variações no estoque. Conseguiu isto com uma grande diminuição dos lançamentos e vendas (apenas 40% do que seria ""normal"")"
"Rossi e PDG Realty experimentaram aumentos expressíveis nos estoques. Rossi foi a campeã no aumento de estoques, apesar de uma diminuição moderada na velocidade de lançamentos e vendas. PDG Realty vendeu bem, mas lançou demais."
"Rodobens e Rossi tiveram números idênticos de percentual de vendas no trimestre e aumento de estoques no final do ano. Como mais de 1/4 dos lançamentos da Rossi ocorrerarm em 4T08 (em comparação com os 19% da Rodobens), o estoque no início do período eram menor."
"A Tecnisa foi outra empresa (como a Helbor) cujo percentual de lançamentos no 4T08 ultrapassou em muito, a média dos 25%. O percentual foi mais de 42%. Assim como a Helbor, vendeu bem, na média esperada de 25% das vendas anuais. Finalmente, juntamente com a Helbor, foi a empresa que apresentou o maior crescimento do estoque, como percentual dos lançamentos totais no ano."
"Os indicadores fundamentalistas da Helbor e da Tecnisa, são:"
"Na minha opinião, até agora só houve muito papo do governo e nenhuma ação. Nas faixas de renda cobertas pelo valor que vc menciona, o único problema continua o de crédito. Os bancos estão atuando de uma forma super restritiva. Ao que consta, parece que o segmento que mais sofreu no final do ano passado foi o dos imóveis acima de R$ 350 mil. O que menos sofreu parece ter sido o de imóveis de até R$ 100 mil. Teoricamente, então, teriam sofrido menos a PDG Realty, MRV, Tenda, etc., que têm uma atuação mais concentrada na baixa renda."
"Se os problemas de crédito forem resolvidos, o setor melhorará como um todo. Não só para imóveis destinados à baixa renda."
"citação: RikinhoAlguém comenta Rossi , Gafisa e Cyrella? As quedas são constantes. Em relação à Cyrella, ainda dá pra entender em função de ter presença maior em médio-alto e alto padrão. Mas Gafisa e Rossi têm presença no médio-baixo. Pergunto por que o governo tem dito que dará prioridade à construção civil."
"Bela prioridade que o governo está dando para a construção civil!!! Até agora, foi só gogó. Falou-se em aumentar o limite de financiamento do SFH de R$ 350 milhões para alguma coisa entre R$ 500 e 800 milhões. Isto foi, se não me engano, na 1a. metade de janeiro."
"Falou-se em 500 mil, mas como este número não estava redondo, foi aumentado para 1 milhão de moradias nos próximos 2 anos. Falou-se ... Enfim, como parece ser costume deste governo, fala muito e faz quase nada. Quando o nosso presidente anunciou que as coisas ficariam para depois do carnaval, deu no que deu."
"O fato é que o mercado de imóveis acima de R$ 400-500 milhões (composto em boa parte por investidores) ""travou"" porque a demanda resolveu dar um tempo para não ser pego no contra-pé. O mercado no segmento intermediário ""travou"" porque ficou muito mais difícil conseguir financiamento. Onde se observou menos problemas foi no mercado de imóveis abaixo de R$ 100 milhões."
"A minha empresa preferida no setor é ... a Eternit. Aí não importa se é de baixa, média ou de alta renda. Desde que o setor como um todo reaqueça, a empresa se beneficiará."
"Além do mais, Gafisa e Cyrella ainda estão caras. "
1964 de 5068 27/Fev/2009 19:22 0
mr Floyd Usuário Premium Comentários: 307 - Desde: Jun 2007
"Paulo, esses caras do governo estão dormindo tranquilos vc não viu que enquanto por esse mundo a fora os governantes trabalham de dia e de noite para minimizar os efeitos da crise e aqui resolveram prolongar as ferias de carnaval..."
"citação: RikinhoObrigado, Paulo. O motivo de sempre: governo. Mais do mesmo."
"Hoje a Gafisa informou o fim da parceria com a Odebrecht, não sei se chegou a ser importante. Mas vc acha que deve ter algum impacto adicional?"
Acho que não. Acho mais provável que o setor como um todo vá reagir quando finalmente o tal plano for detalhado (seja qual for o plano). É possível que haja um movimento orquestrado pelos profissionais do mercado para se posicionar antes desta reação.
"Não colocaria todas de construção no mesmo balaio. O balanço da HBOR3 veio excelente, muito melhor que o da CCIM3, cujos práticas contábeis é que mais distanciavam-se do novo padrão."
Considero (opinião pessoal) que EZTC3 está mais para a HBOR3 do que para a CCIM3 em termos contábeis e não espero a mesma decepção que tive com esta.
2628 de 5068 19/Mar/2009 14:35 0
WK2007 Comentários: 242 - Desde: Out 2007
AÇÕES - CONSTRUÇÃO CIVIL
À espera do pacote do governo
"Os investidores não estão pagando para ver os possíveis benefícios do pacote de ajuda que o governo prepara para a construção. As ações das principais empresas do setor continuam em queda. O problema, dizem os especialistas, é que não se sabe o que será anunciado, nem quando. Espera-se que o Planalto dê mais atenção à baixa renda - e que tente replicar parte do bem-sucedido modelo mexicano de financiamento popular. ""O governo diz que vai construir 1 milhão de casas, mas se forem casas muito baratas, de 40 000 reais, as incorporadoras listadas em bolsa não serão beneficiadas porque não atuam nesse mercado"", diz Conrado Vegner, analista da corretora Raymond James."
"a) no setor de construção civil, o único ativo no qual ""confio"" é ETER3. Se o setor ""bombar"", a empresa se beneficia, se o setor parar, a empresa ainda assim vai caminhar, mesmom que mais devagar. Estou inclusive aumentando a minha posição, apesar do risco do STF decidir contra o uso do amianto crisotilla. Devo confessar que é um setor que eu não gosto, pois me dá a impressão de ser bastante manipulado, inclusive por controladores. Por outro lado, diante da crise internacional, acho que é um setor totalmente dependente de políticas que o governo Lula está mostrando não ter competência para formular. O último ativo em carfteira (além de ETER3) é BISA3. Vou rifar também assim que tiver uma oportunidade."
"b) Rossi + Gafisa ??? nada sei ... mesmo porque, no momento, não me interessa!"
"Considero o setor de construção civil difícil de entender. Os ativos com os melhores múltiplos são indiscutivelmente HBOR3 e EZTC3. Num patamar inferior, mas com melhores fundamentos do que as blue chips do setor, está BISA3. Como não entendo o setor, estou aguardando uma oportunidade para ""cair fora"". Vou manter posição até o governo anunciar as medidas para ver o que acontece. Em princípio, entretanto, julgando apenas pelos fundamentos, acho válido manter um pé em cada um dos 3 ativos."
2857 de 5068 25/Mar/2009 08:38 0
JJose Usuário Premium Comentários: 1337 - Desde: Jun 2008
"Conselho do FGTS aprova R$4 bi para habitação em 2009, diz Lupi"
"BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou nesta terça-feira que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a destinação de 4 bilhões de reais do fundo para o plano de habitação do governo federal em 2009."
"Segundo Lupi, no total, o conselho aprovou 12 bilhões de reais para o plano. A idéia é que os 8 bilhões de reais remanescentes sejam liberados em 2010."
"Os recursos serão utilizados para financiar a compra de imóveis por famílias com renda superior a três salários mínimos. Para as famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, a compra será totalmente subsidiada com recursos do Tesouro Nacional."
Lupi descartou a possibilidade de que esses repasses abalem a saúde financeira do FGTS.
"""O FGTS tem saúde financeira forte e continuará com essa saúde financeira forte"", disse a jornalistas."
"Sim. Eu realizei porque cheguei à conclusão de que a construção civil é um setor que eu não entendo e decidi seguir o conselho do nosso amigo Buffet: ""não invista no que vc não entende""."
"Eu havia entrado bastante bem (R$ 2,40, no leilão de fechamento em 30JAN) e vendi no dia 13MAR, a R$ 3,20 (acho que coloquei uma ordem de venda logo após a divulgação do balanço e ela só foi executada no dia 13?)."
"Já hoje, suspeito que que não fiz a coisa certa ... Vendi um pouco de BICB4 e outro tanto de PINE4 para pagar pelas HBOR3, quando provavelmente teria sido melhor ter vendido BISA3, mesmo com prejuízo. "
"citação: Victor_CoelhoSmall, o que que voce acha dos papeis de construtoras como tend3, abya3 e inpr3??"
"estou comprado na tend3, acha que estou certo??"
Grato
"Victor_Coelho, concentrei as apostas no segmento em HBOR3, EZTEC3 e em menor proporção CRDE3 e BISA3."
"INPR3, ABYA3 e TEND3 vão levar um tempo para arrumar o que fizeram... e como as que citei, especialmente as menores, também possuem indicadores fundamentalistas atrativos, a diferença na analise relativa não me motivou a ampliar os riscos."
3745 de 5069 Modificado em 07/Abr/2009 11:42 0
eurico22 Comentários: 151 - Desde: Nov 2007
"citação: 2RathCaros Paulo e Small,"
Gostaria da opinião de vcs sobre CRDE3 e sobre qual seria o banco mais atrativo depois de BICB e PINE.
Grato.
"Oi, Rath"
Vou tentar ajudar.
"Há muitos bancos interessantes, portanto a escolha de um terceiro (depois desses dois que, realmente, a maioria acha os melhores) depende muito do critério a ser usado."
"Eu gosto do Indusval, os preços estão camaradas. Temos que esperar para ver como vai ficar a lucratividade do banco após descontinuar o setor de crédito para veículos. Parece que eles não vão se arriscar, tomando uma postura conservadora."
"O ruim é a liquidez do papel, uma das piores entre os bancos médios."
Tambén ando curioso pra ver o resultado do ABC.
"Já nas construtoras o balanço é muito difícil de analisar, além de ser mais fácil maquiar valores de ativos. De qualquer forma, diria que é o mais interessante do setor depois de EZTEC e Helbor. Estou paquerando para iniciar posição."
7024 de 7055Modificado em 11/Jun/2009 02:56 [Citar este comentário] 0
1 hermesnet Usuário PremiumComentários: 373 - Desde: Set 2008
Smal,
o que esperar para o setor da construção civil e engenharia com mais essa queda da SELIC?
E sobre a Abyara que subscreveu direito 1,06 para cada ação encarteirada?
Li no log do forum que vc tinha preferencia em outros papeis no setor por causa do caixa da empresa.
E agora com essa novo aporte, renegociação das dívidas, venda de diversos ativos e diminuição do custo operacional em 2milhões ao mês?
Será que ela consegue se recuperar ?
Você continua acompanhando-a ?
Mais uma vez, parabéns para os senhores que mantém o nível neste forum!
11754 de 1180014/Ago/2009 23:01 [Citar este comentário] 0
Tem múltiplos piores que EZTC3 e HBOR3, mas me parece que pode cair no gosto do mercado com a política agressiva de crescimento, atuação em todas as faixas de renda, etc.
Olhando por este prisma, e comparando com as "queridinhas" do setor (GFSA3, CYRE3, MRVE3, RSID3 e PDGR3), ainda guardaria uma boa valorização.
O que acha?
SEVZF, prefiro atualmente a segurança de múltiplos mais atraentes aliados a uma boa administração quando seleciono empresas do segmento da construção civil.
O fato de virar moda do mercado (a BISA3) apenas indica uma possibilidade de venda com preços mais salgados caso ainda tivesse a empresa, mas não fator decisivo para compra de ações.
Troquei todas as minhas demais construtoras por HBOR3 e EZTC3. Ainda tinha conseguido trocar um lote de BISA3 e de CRDE3 por um de HBOR3, que hoje é minha maior posição em carteira.
Abraços,
Small caps.
http://smallcaps.blogs.advfn.com/
16714 de 1673007/Out/2009 21:06 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] ch3481Comentários: 1150 - Desde: Nov 2008
Por: Julia Ramos Moreira Leite
06/10/09 - 18h04
InfoMoney
SÃO PAULO - O setor imobiliário acumula, com folga, a maior valorização do Ibovespa no ano. Desde janeiro, os ativos das empresas do setor já avançaram quase 200%, com destaque para Rossi, Cyrela e Gafisa. Mas com esse avanço, quanto mais o setor pode trazer de ganhos ao investidor?
Primeiramente, é preciso lembrar que a valorização, apesar de impressionar, deve ser considerada de maneira relativa. "O setor foi o mais penalizado com a queda da bolsa - as ações, que já vinham recuando, caíram muito mais do que a bolsa no auge da crise", afirma Mario Roberto Mariante, analista de Construção Civil e Material de Construção da Planner. "A recuperação no mercado também é uma oportunidade de ganhos que ocorreu dentro do setor", diz o analista.
Um dos motivos para a queda do setor no ano passado foi a diminuição da demanda por imóveis. "A demanda foi muito afetada até mais pelo medo de as pessoas perderem o emprego, mais do que o próprio desemprego e muito da incerteza do que seria 2009", afirma Eduardo Silveira, analista do setor de Construção Civil e Shopping Centers do Banco Fator. Com isso, as empresas cancelaram lançamentos, focaram em venda de estoque e mantiveram o caixa, para sobreviver em um cenário bastante desfavorável, depois de um "boom" em 2006 e 2007.
Silveira lembra também que o setor tem uma correlação mais alta com o Ibovespa - o chamado Beta. "As pessoas olham muito agora para a alta, mas voltando para o ano passado, o setor caiu muito mais do que a bolsa. Se o índice cai 10%, a tendência é que caia 15% ou 20% - o mesmo vale para as altas do índice".
Minha Casa, Minha Vida
Para Silveira, o início da reversão da tendência de queda foi abril - quando foi anunciado o pacote habitacional do governo. "Além disso, começamos a ter dados macroeconômicos muito bons, que nunca aconteceram na história do Brasil, como juros de um dígito, um nível controlado de inflação, confiança do consumidor apresentando recuperação e emprego se mantendo estável", afirma o analista. Com esses dados, a média e baixa renda também começaram a melhorar, dando ainda mais impulso ao setor.
Prova disso é que, segundo o analista, as empresas que lideraram a alta foram as mais focadas no segmento de baixa renda - e, portanto, tem grande exposição ao pacote do governo. São elas MRV, Tenda, PDG e Rodobens. "Aí você tem duas que tem exposição, mas querem aumentar bastante, que são a Cyrela e a Rossi. A Rossi tem por volta de 30% na baixa renda e quer chegar a 50%, mesma coisa a Cyrela com a Living", completa o analista.
Segundo Silveira, as empresas estão voltando-se para uma faixa mais baixa de renda, onde há uma demanda muito forte - a PDG, por exemplo, que tinha um ticket médio um pouco mais alto que MRV e Tenda, está reduzindo esse número. "No Brasil, os bancos são obrigados a ter 65% dos depósitos de poupança voltados ao crédito imobiliário. O saldo hoje de depósito de poupança é acima de R$ 300 bilhões, então eu acho que para um ou dois anos há crédito imobiliário mais do que suficiente para financiar o crescimento das construtoras".
Curto prazo, longo prazo
Segundo Silveira, as empresas já enxergam o ano de 2009 quase igual aos níveis pré-crise. "O guidance de vendas e lançamentos da Cyrela, por exemplo, é praticamente o mesmo de 2008, então é um numero positivo dado o início do ano que era muito incerto". Com a recuperação da demanda, é bom ter estoques - o que está beneficiando o setor, e deve tornar o segundo semestre do ano melhor do que o anterior.
Entretanto, o analista aponta alguns requisitos para uma contínua valorização do setor. O primeiro deles é o caminho da bolsa - caso o rali da renda variável seja interrompido, dificilmente os ativos do setor vão quebrar a tendência e continuar avançando. O segundo é a economia brasileira, cujos dados macroeconômicos afetam fortemente o desempenho do setor.
Por fim, Silveira aponta a questão do crédito imobiliário como fundamental para as projeções do setor. "Existe um déficit habitacional muito grande no Brasil então a demanda está lá. Se houver crédito imobiliário, é só uma questão se as empresas vão ter capacidade construtiva de execução", afirma.
Já segundo Mario Roberto Mariante, analista de Construção Civil e Material de Construção da Planner, as oportunidades para o setor estão no longo prazo. Mesmo esperando bons resultados no terceiro trimestre do ano, Mariante afirma que o espaço para grandes valorizações este ano já foi. "O curto prazo já está precificado, assim como para 2009", afirma o analista. Além disso, Mariante questiona o aumento da demanda, que vem impulsionando os ativos do setor. "Fala-se que tem uma demanda muito forte, mas a coisa não está acontecendo na mesma velocidade que se comenta".
No longo prazo, por outro lado, a perspectiva é mais positiva. Para ele, a retomada dos lançamentos, e as entregas de imóveis lançados nos últimos dois anos vão agir como um reforço de caixa para as empresas, melhorando o cenário para o setor.
Silveira também aponta o longo prazo como mais positivo. "Claro que toda essa valorização que já ocorreu diminui o potencial de valorização, e no curto prazo, com as ofertas de ações - que são positivas no longo prazo para as empresas - ocorre uma diluição dos acionistas atuais, que causa uma pressão baixista no curto prazo nos preços dos ativos", afirma o analista.
Já Mariante não vê as ofertas de ações realizadas por algumas empresas do setor como uma indicação necessariamente positiva. Segundo o analista, algumas imobiliárias estão buscando recursos sem necessidade. "Elas estão aproveitando um momento do mercado de ações - mas o setor tem um ciclo muito longo, as empresas, muitas vezes, nem retornaram para os acionistas o que elas captaram nos IPOs", afirma. "Se for para crescer, se isso for refletir em crescimento e dar retorno para o acionista, tudo bem, mas eu não vejo que isso vá acontecer", conclui o analista.
Recomendações
Apesar de restrições a algumas empresas, que exigem período de silêncio devido a ofertas de ações (como PDG, Rossi e Brookfield), Silveira aponta dois tipos de empresa que merecem atenções. O primeiro são as empresas mais voltadas para baixa renda - e com maior exposição ao pacote do governo - que inclui, principalmente, a demanda pelo primeiro imóvel, que não foi tão afetada durante a crise. "Nesse caso, temos a Rodobens como atraente - a empresa tem uma boa estratégia, um bom produto, está focada na baixa renda".
O segundo tipo de empresa são aquelas com pouca exposição ao pacote, mas que tem muitos produtos no chamado segmento de média renda - especialmente até R$ 500 mil reais. Muitas das empresas no setor lidam predominantemente com a demanda de "imóvel upgrade" - ou seja, pessoas que têm um imóvel, mas querem trocá-lo por um maior ou melhor. Essa demanda caiu muito durante a crise, e traz, assim, melhores possibilidades de recuperação agora. "Nos últimos 2, 3 meses, as empresas de média renda performaram melhor do que as de baixa renda", afirma o analista. Nesse segmento, uma recomendação de Silveira é a Tecnisa.
Existe ainda um meio termo, que são empresas integradas, que tem tanto média quanto baixa renda. "A Cyrela, por exemplo, se beneficia dos dois mercados", afirma Silveira. Para ele, a recomendação para o investidor é ficar com uma empresa na baixa renda, uma na média e uma integrada.
Entretanto, Silveira faz uma ressalva importante na hora de decidir pelo investimento: "Olhando para os múltiplos, está num ponto mais alto. Talvez não seja o momento adequado para entrar no setor".
Mariante preferiu não se referir a empresas específicas, já que muitas delas, devido a ofertas de ações, estão em período de silêncio. Entretanto, o analista afirmou que há dois tipos de empresa que merecem atenção dos investidores: "algumas empresas que estão focadas no segmento de baixa renda, que é onde há uma demanda mais forte agora, e as empresas que estão mais bem estruturadas financeiramente".
As maiores companhias do setor, por sua vez, também não devem ser esquecidas. "Essas grandes têm seus projetos, e devem performar bem porque estão bem diversificadas, como Cyrela e Gafisa", conclui Mariante.
24473 de 2448004/Jan/2010 13:35 [Citar este comentário] 2
3 small capsComentários: 3319 - Desde: Fev 2007
citação: bobsponjaBoa Tarde!!! A poucos dias atras o SMALL mencionou que iria preparar e divulgar o seu último trabalho, apontando as perpepctivas das Smalls para o ano de 2010. Por favor, alguém sabe se isto foi divulgado? Caso alguém saiba, peço a gentileza de me indicar onde encontrar.....tenham um 2010 com muita saúde....abraços.....
]
Ilustres, estou de férias! Volto em breve... Feliz 2010 mais uma vez.
Sobre a carteira para 2010, do texto abaixo já dá para extrair o que ainda considero interessante... com calma vou falar sobre o tema. Mas uma coisa é fundamental: NÃO HÁ MAIS BARGANHAS ABSURDAS! Então, não TENHO MAIS QUALQUER PRESSA em comprar ações...
Aliás, quem não comprou as várias barganhas durante a crise por "medo", deve URGENTENMENTE rever os métodos de análise...
bobsponja, sobre as perspectivas, seguem:
Abraço a todos!!!!!!!!!!! Que venha 2010 com mais small caps explodindo !!! :)
Perspectivas setoriais para as small caps em 2010
Comentários por Anderson Lueders - Blog Small Caps
Construtoras: as construtoras continuarão tendo a demanda positivamente afetada pelos fatores que interferem no desempenho do varejo, ao mesmo tempo em que o patamar de juros em níveis muito baixos para a recente história do país permite que uma gama significativa de interessados adquira imóvel. Há muito a crescer na relação crédito imobiliário/PIB, que não passa de 3% no país, quando em vários países é ao menos 10 vezes maior a relação. As construtoras que atendem a demanda da classe de renda mais baixa certamente será a mais favorecida. Significativa também continuará sendo a procura pelos imóveis de até R$ 500 mil, financiáveis por meio do Sistema Financeiro da Habitação, que possui os menores juros para o comprador. Há ainda, a venda de imóveis comerciais que tem apresentado excelente desempenho. Enquanto a taxa de juros estiver nestes níveis, certamente haverá atração para novos interessados. O investidor, no entanto, deverá ser bastante seletivo após as altas apresentadas em 2009 para as ações do segmento: É de se ressaltar que não serão todas as companhias que atendem a baixa renda que conseguirão ter os custos controlados a ponto de exibirem lucros que remunerem o capital empregado. O ideal é selecionar por empresas: a) com múltiplos interessantes, especialmente abaixo da relação P/VPA 2 e que demonstraram a manutenção de lucros mesmo diante da crise; b) que estejam reconhecendo receita inferior ao nível de vendas, elevando a probabilidade que venham a ter desempenho ainda superior em 2010 ao que apresentaram em 2009. O investidor deverá observar atentamente as mudanças contábeis que o setor estará sofrendo, por meio do qual a receita deixará de ser reconhecida conforme a evolução das obras e o nível de vendas para ser totalmente reconhecida no balanço quando da conclusão das obras.
32978 de 3304916/Abr/2010 00:05 [Citar este comentário] 4
3 small capsComentários: 3587 - Desde: Fev 2007
Ilustres, algumas considerações que fiz sobre o setor imobiliário... estariam em ponto de compra?
Considerações:
a) Delay do setor: as empresas do setor em geral ainda reconhecem um nível de receita inferior ao que estão vendendo. Isto redunda em maior lucratividade futura; Quanto chegar o momento de inverter a tendência é fácil identificar e sair antes que o eventualmente o lucro passe a ser reduzido... (lucros e receitas a apropriar...)
b) Embora não saiba dizer onde está o tal MOAT de algumas empresas, sei que EZTC e HBOR passaram incólumes à crise e demonstraram uma fenomenal capacidade de adaptação. Enquanto uma ajustava os custos a outra aproveitava para comprar barganhas imobiliárias;
c) Em 1 ou 2 anos o nível de recebíveis equilibrará o nível de caixa, exigindo muito menos dele. Além disso, com a enxurrada de entregas de lançamentos, muitas delas passaram a receber IGPM + 12% dos recebíveis, caso não os repassem adiante, minimizando o fato de serem intensivas em capital;
d) O nível de crédito ao setor no país ainda é minúsculo, e o crescimento pela frente é exponencial. O contrário do que ocorre em diversos outros países;
e) A população que vai chegar ao ponto de “ter que comprar um imóvel” ainda me parece superior aos que vão “deixar de ocupar um imóvel”, sustentando a demanda até que a pirâmide etária inverta a tendência;
Porque algumas (têm caríssimas também) estão mais baratas? Suspeito que seja ignorância na análise de balanços de alguns (setor tem uma contabilidade totalmente diferenciada e este ano está mudando de novo – vai dar susto em desavisados – reconhecimento de receita só na entrega da obra de imóvel residencial) e também a comparação que fazem com outros países cujo estágio de desenvolvimento faz com que não haja a demanda que temos por aqui....
Ignorância é que gera oportunidades...
Abraços,
Small caps.
48573 de 48606Modificado em 03/Out/2010 18:08 [Citar este comentário] 2
3 paulo_profComentários: 2645 - Desde: Jul 2009
De maneira geral, só um cenário externo muito adverso me faria vender parte da carteira. No mais, o processo usual de operação continua: "fatiar" ativos que se mostrem caros, substituindo-os por ativos mais "baratos"; gradualmente substituir ativos de crescimento caros, por ativos bons pagadores de proventos, mesmo se igualmente caros, etc.
Mais do que a própria Petrobrás, acho que o segmento de Petróleo e Gás será privilegiado nos próximos anos; a Inepar, quando/se "arrumar a casa" será uma séria candidata;
Todo o segmento da construção civil, se o da construção de moradias, de instalações esportivas ou de infra-estrutura; após a divulgação de resultados do 3T10 será possível determinar se há ativos mais promissores daqueles que vêm sendo discutidos aqui;
o segmento bancário, uma vez que o nível de crédito no país, especialmente o habitacional, ainda é ridiculamente baixo; idem no que se refere a ativos específicos;
o segmento da telefonia poder surpreender no médio prazo. De um lado, o aproveitamento das sinergias na integração entre a Telesp e Vivo poderão aumentar as margens sensivelmente; de outro, com o profissionalismo da PT (se a telegangue deixar), a Oi poderá finalmente emergir como empresa séria. Aguardar acontecimentos, mas ficar esperto;
o segmento de tecidos, calçados e vestuário. Com milhões sendo mensalmente incorporados à classe média, o segmento certamente será beneficiado se a competição (desleal) chinesa puder ser enquadrada. Aguardar acontecimentos.
No geral, acho que praticamente todos os ativos de alguma forma interessantes foram ou serão discutidos aqui. Por exemplo, não vejo grandes riscos em investir em CGAS5, CIEL3, etc.
Análise Coin Valores
As empresas de construção civil devem fechar 2010 com o maior crescimento em quase duas décadas e meia. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), o PIB do setor deve ficar em R$ 152,4 bilhões, o que representa um expressivo crescimento de 11%, quando as projeções iniciais eram de expansão de cerca de 9%. O bom momento da economia, com expansão de renda e índices de desemprego decrescentes, ganhou o reforço, em 2009, do programa Minha Casa Minha Vida, criado como parte das políticas anticíclicas governamentais, por conta do caráter de forte demandante de mão de obra do setor de construção e pelo fato de ajudar a sustentar o crescimento de outros setores. O crescimento de cerca de 11% esperado para o fechamento de 2010, colabora para aumento de 17% na produção de cimento, 19% de expansão na produção de aço e 16,5% de evolução nas vendas de materiais de construção. Os frutos desses dois fatores começaram a ser mais fortemente percebidos agora em 2010, com o crescimento supramencionado puxado pelo segmento econômico, que virou a “menina dos olhos” da maioria das construtoras, e com a geração de 340 mil empregos formais pelo setor em todo o país até outubro. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), já são mais de 2,6 milhões nas obras, nível nunca antes observado. Esse ritmo acelerado de expansão também é responsável por um dos gargalos que
atualmente aflige o setor, a falta de mão de obra. E esse gargalo deve acelerar o processo de transformação do canteiro de obra em uma “linha de montagem”. Padronização é a palavra em voga entre as construtoras de olho no aumento dos clientes da classe C, com empreendimentos ficando cada vez mais parecidos e processos construtivos que mais lembram a montagem dos antigos LEGOs. O setor deve continuar experimentando boa evolução nos próximos anos. Para 2011, a evolução deve ficar em cerca de 6%, e quando levamos em consideração a forte base de comparação construída em 2010 vemos que o número não é insignificante. Para a próxima década o país deve encontrar as condições ideais para o crescimento econômico, com a pirâmide etária ficando mais “cheinha” na população economicamente ativa e quando olhamos para a participação do crédito imobiliário no PIB vemos que ainda temos muito a avançar. No Brasil, esse número orbita os 3%, nas economias “mais antigas”, o número deve cair, mas em um patamar ainda muito superior, e mesmo quando olhamos para países como México (11%) e Chile (15%), vemos que ainda há espaço para evoluirmos, mesmo com um nível de poupança abaixo do desses países.
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