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terça-feira, 16 de julho de 2019

Eternit (ETER)

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Em Recuperacao Judicial

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Balanços
3T2017 -
marcosvinicius2  -
RESULTADO LIQUIDO DO 3T17 MELHOROU EM RELAÇÃO AO 2T17 E PIOROU NA COMPARAÇÃO COM O 3T16, NA REALIDADE A ULTIMA VEZ QUE A EMPRESA APRESENTOU RESULTADO POSITIVO FOI NO 1T16. DOS ULTIMOS 46 TRIMESTRES, 07 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (15,2174%). PREJUÍZO Atribuído a Sócios da Empresa Controladora DO 3T17 = -20.599 FOI MENOR DO QUE O PREJUIZO APRESENTADO NO 2T17 = -23.091 E MAIOR (TAMBEM) EM RELAÇÃO AO APRESENTADO NO 3T16 = -7.320. RESULTADO BRUTO TAMBEM FOI MENOR NA COMPARAÇÃO ENTRE 3T16 = 63.994 X 3T17 = 40.171. VALOR DE MERCADO (MIL) = 189.740; VALOR MAXIMO (MIL) = 1.074.000 NO 4T10; VE PSBE (MIL) = ND.

1T2017 -
observando -
Uma grata surpresa ver neste Balanço, divulgado hoje, que a empresa reduziu para muito pouco o prejuízo de um trimestre para o outro.
Sinal de que no próximo trimestre já deve apresentar lucro, acompanhando a boa recuperação do restante dos setores e do país!

A2016/4T2016 -
paulo_prof   -
Os números são horríveis. No que tange o resto, tenho que ler o relatório.

3T2016 -
marcosvinicius2 -
Receita Líquida Consolidada 
A receita líquida consolidada no 3T16 atingiu R$ 204,3 milhões, 16,6% inferior ao 3T15. As receitas provenientes do mercado interno foram de R$ 172,9 milhões, redução de 11,9%, principalmente em função de menores volumes de vendas na mineração e telhas de concreto, além de uma maior comercialização de um mix popular. Nas exportações do mineral crisotila, a receita líquida apresentou redução de 35,5% em comparação ao 3T15, totalizando R$ 31,4 milhões, decorrente do menor volume de vendas e redução do preço em dólar para fazer frente a forte concorrência, além da depreciação de 8,3% do dólar frente ao real (comparação entre PTAX médio do período). 
Na comparação entre o 3T16 e 3T15, o desempenho dos principais segmentos apresentou redução de 33,2% no mineral crisotila, 6,3% no fibrocimento e 30,8% em telhas de concreto e acessórios para telhado, atingindo R$ 53,8 milhões, R$ 138,6 milhões e R$ 11,6 milhões, respectivamente.
Nos primeiros nove meses de 2016, a receita líquida consolidada atingiu R$ 636,9 milhões, 13,2% inferior ao mesmo período de 2015. As exportações somaram R$ 106,2 milhões e as vendas no mercado interno totalizaram R$ 530,7 milhões, redução de 29,9% e 8,9% respectivamente, pelos motivos citados anteriormente.
Prejuízo/Lucro Líquido 
No 3T16, a Eternit registrou prejuízo de R$ 7,4 milhões, decorrente dos aspectos comentados no EBITDA ajustado, apesar da melhoria do resultado de equivalência patrimonial e do resultado financeiro líquido. A margem líquida retraiu 6 pontos percentuais e encerrou o período em -4%.
Nos 9M16, o prejuízo líquido atingiu R$ 8,1 milhões e margem líquida de -1% contra um lucro líquido de R$ 41,7 milhões e margem líquida de 6% nos 9M15.

1T2016 -
MuadibGV   -
Uma que me agradou e aumentei posição foi Eternit. 
Pelas minhas contas, se manter a performance desse trimestre (que foi horrorosa) o fluxo de caixa paga a compra em quatro anos.
Não estou falando em dividendos, mas em fluxo de caixa que pode ou não ser distribuído.
Mas é posição de menos de 1% da carteira, por causa da questão jurídica do amianto.

1T2012 – 
SmallCaps –
achou fantástico

1T2011 -
Cadu -
achou fraquinho

A2010/4T2010 -
Cadu -
achou excelente

3T2010 -
lbiazao -
gostou

1T2010 -
smallcaps -
considerou bomu

A2008/4T2008 –
considerado bom pelo paulorizzi.
Características
Industrialização e comercialização de produtos de fibrocimento, cimento, concreto, gesso, produtos de matéria plástica, bem como outros materiais de construção e respectivos acessórios.
Links
   








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  • 360772 - jonathanmelo  -  29 Abr 2019, 16:29
    Reuniao do Alcolumbre e do Onix Lorenzoni na mina de Crisotila de Minaçu em Goiás esse final de semana. O STF irá julgar efeito suspensivo da ação do Amianto. O Barsi colocou a filha no Conselho de administração da eternit (ETER3). Turnaround de grande potencial!

    348270  - mantonio01   -  21 Mar 2018, 02:17
    Pelo visto, o Tiago Reis cravou enfaticamente a morte da empresa, pra ele ETERNIT já era, ao concluir:

    "Por fim, a fatídica história da Eternit representa mais um passo do fim do “velho Brasil”, aquele com uma gestão antiquada e sem alinhamento com as melhores práticas. Eu tenho certeza absoluta que a empresa que irá ocupar o seu espaço terá uma gestão mais moderna e eficiente, pois certamente terá acionistas controladores mais alinhados com estes princípios."

    348269  - NumBroker   -  21 Mar 2018, 00:28
    Nessa reportagem do Infomoney o Tiago Reis dá uma pincelada na gestão da Eternit. Tacou o pau no Adler.

    Tiago Reis - Eternit: Um triste fim de uma história que poderia ter final feliz
    Confira o artigo do analista de investimento Tiago Reis, sócio-fundador da Suno Research, na coluna "Conteúdo do Leitor", do InfoMoney


    É com muita tristeza que recebi a noticia de que a Eternit (ETER3 -9,09%) pediu recuperação judicial.

    Não me deixa triste o fato de uma empresa pedir recuperação judicial. Este é um processo normal em economias capitalistas: empresas ineficientes morrem e abrem espaço para outras empresas mais eficientes atuarem.

    O que me deixa triste a respeito da Eternit é o “como” e o “por que” a empresa entrou em recuperação judicial.

    Antes de nos aprofundarmos sobre o caso da Eternit é importante falar sobre a estrutura societária da empresa que, em teoria, era uma Corporation, ou seja, sem controlador. Na prática era uma empresa de controle definido: o senho Victor Adler quem controlava, aliado com outros acionistas alinhados com seus interesses, a maioria das vagas do Conselho de Administração.

    Dito isso, o que leva uma empresa a pedir recuperação judicial? O único motivo que leva uma empresa a recuperação judicial é o excesso de dívidas.

    E a Eternit até menos de dez anos atrás era uma empresa saudável, com caixa e sem dívidas. Como que ela foi passar a ter dívidas?

    Desde 2011, a empresa, sob a liderança de Adler, começou a buscar esforços para diversificar suas fontes de receita.

    Os esforços foram divididos em três frentes:

    Aquisição da Tégula, uma fábrica de telhas de cimento;
    Construção de uma fábrica de fibras alternativas em Manaus;
    Construção de uma fábrica de louças sanitárias.
    Cada um desses esforços teve seu motivo foi um fracasso.

    A Tégula, que era uma empresa lucrativa antes da aquisição, se tornou deficitária na mão da Eternit por erros da gestão comercial.

    A fábrica de fibras, localizada em Manaus, nunca deu um mês de lucro para a empresa, sobretudo pelos altos custos logísticos da região.

    Já a fábrica de louças sanitárias, por erros do time de produção e pequena escala, nunca conseguiu produzir resultados também.

    Todos estes esforços foram tocados com dívidas em Euro, quando a cotação do Euro estava R$2,00. O diretor financeiro, Rodrigo Luz, foi um dos arquitetos desta perigosa arquitetura financeira: investir em ativos que dão prejuízos financiados com dívidas em moeda estrangeira.

    O que acontece quando o Euro vai de R$2,00 para R$4,00? A empresa pede recuperação judicial. Simples assim.

    A narrativa que a empresa passa em seu fato relevante é que o pedido de recuperação judicial é consequência da “persistente deterioração dos fundamentos da economia”. O curioso é que empresas de materiais de construção como Duratex e Portobello estão fortes, as cotações de ambas as empresas negociam próximas das máximas históricas.

    Quem acompanha o caso de perto sabe que as justificativas transmitidas pela empresa não passam de “história para boi dormir”.

    Já em 2014 eu escrevia uma carta para o Conselho de Administração alertando sobre os rumos que levariam a gestão da empresa a não produzir resultados, custaria caro para os acionistas, investir em projetos que poderiam colocar em risco as finanças da empresa.

    Esta minha carta recebeu atenção da imprensa na época. Eu dizia na carta:

    “Mudanças na gestão da empresa são necessárias e inevitáveis. A discussão é se os acionistas querem fazer uma mudança sem traumas hoje ou sob pressão no futuro. Não será a mesma diretoria que criou os problemas que irá resolvê-los.”

    A gestão da Eternit era uma gestão antiquada, sem preocupação com eficiência operacional e alocação de capital inteligente.

    No ano passado, fui convidado pelo megainvestidor Luiz Barsi para ser suplente para uma vaga no Conselho Fiscal. Eu aceitei o convite pela amizade que construímos ao longo de anos. Era um cargo meramente figurativo e sem poder nenhum. É como ser terceiro reserva de goleiro da seleção brasileira, nunca entrará em campo.

    O Conselho Fiscal possui três vagas. Uma indicada por Luiz Barsi, outra por Victor Adler e outra por Lírio Parisotto. E cada um indicava o respectivo suplente.

    Curiosamente, durante a votação de suplentes, o senhor Victor Adler pediu voto múltiplo somente para minha vaga de suplente. O certo seria abrir voto múltiplo para as três vagas. E a gestão que comandava a assembléia, estranhamente, aceitou este pedido.

    O Adler, junto com outros acionistas, acabou elegendo outro suplente para meu lugar. Eu não liguei nem um pouco, pelo contrário, até fiquei feliz. Adler havia me tirado de uma potencial fria, que eu só havia aceitado, pois era um pedido do meu amigo Luiz Barsi.

    Mas mesmo assim eu achei estranho. Por que será que ele gostaria de me ver longe do conselho fiscal da companhia? Por que não queria que eu tivesse acesso as principais contas da empresa? É natural ficar com a pulga atrás da orelha em situações como essa.

    Ao longo dos últimos anos eu conquistei uma boa reputação junto ao mercado financeiro como especialista em análise de fraudes e fragilidades em balanços. Meus questionamentos viraram manchetes de importantes veículos de imprensa.

    Eu havia levantado questões graves no balanço em importantes empresas brasileiras, como Petrobras (isso ainda em 2013, antes do Petrolão estourar) e PDG.

    E agora, infelizmente, eu posso botar em meu currículo, mais uma empresa com balanço sensível que eu avisei antes de estourar a bomba: A Eternit.

    Adler, por ser um investidor informado, sabia desta minha reputação. E mesmo com sabendo disso não queria que eu tivesse acesso aos números da empresa. Se eu fosse um acionista da empresa, gostaria de saber o motivo.

    Esta história poderia ter final feliz, caso os maiores acionistas da empresa, liderados pelo investidor Victor Adler, tivessem direcionado a empresa para outros caminhos. Caminhos esses que eu sugeri em 2014 e a revista Exame deu destaque.

    As lições que ficam da Eternit? Seria interessante fazer esta pergunta diretamente para o senhor Victor Adler, afinal, quem esta na frente de uma tragédia e vive em primeira pessoa como protagonista do evento tem mais a ensinar do quem observa de fora, como nós.

    O que eu imagino que ele tenha aprendido e poderia ensinar para nós? Gestão importa. Uma gestão ruim é capaz de destruir um negócio extremamente lucrativo como era a Eternit.

    A trágica história da Eternit traz lágrimas nos olhos de diversas viúvas. E não falo isso no sentido figurado. A Eternit chegou a ser uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa, o que a caracterizava como uma “ação de viúva”, uma ação que tem caráter defensivo e pagadora de dividendos.

    A tragédia da Eternit também traz tristeza entre funcionários e o próprio governo. A empresa emprega milhares de pessoas e é o maior pagador de ICMS do Estado de Goiás.

    É possível que o que aconteceu com a Eternit tenha algum efeito negativo na economia e nas comunidades deste importante estado brasileiro.

    Por fim, a fatídica história da Eternit representa mais um passo do fim do “velho Brasil”, aquele com uma gestão antiquada e sem alinhamento com as melhores práticas. Eu tenho certeza absoluta que a empresa que irá ocupar o seu espaço terá uma gestão mais moderna e eficiente, pois certamente terá acionistas controladores mais alinhados com estes princípios.

    fonte: http://www.infomoney.com.br/eternit/noticia/7339557/tiago-reis-eternit-triste-fim-uma-historia-que-poderia-ter

    348263  - MuadibGV   -  20 Mar 2018, 21:06
    Mas a Eternit nem controlador tem... Pode olhar a composição acionária.
    Esse pedido me pegou de surpresa, porque olhando os números não parecia tão ruim.
    Apesar dos prejuízos seguidos a cia. estava gerando ebitda positivo.
    Eu já tinha vendido (e avisei aqui) mas no geral levei um prejuízo razoável com Eternit.
    No frigir dos ovos, parece que a questão conjuntural da crise na construção civil não era o problema, e sim uma queda estrutural no preço do amianto, fruto de substituições e banimento do produto no Brasil e no mundo.
    Mas concordo que a cia fez lambança quanto tentou expandir para "outros negócios": tudo o que conseguiu foi torrar seu caixa.

    348257  - Rocha Preta inc  -  20 Mar 2018, 17:41
    "controlador" foi jogando a empresa pro zero, incrível. as 3 burradas com manaus, fabrica de telha e fábrica de privada parecem ter sido de propósito quase. Pro barsi é irrelevante, espero que os PF pequeno tenham saído.

    Essa semana movimentaram o papel, com boatos de fábrica operando em 3 turnos, acho que até divulgado pela empresa... Pra agora socar venda com esse anuncio. É assustador o nível de manipulação do mercado e nada acontece.

    De resto, reforça a lição, os números da DRE são apenas uma fotografia e pagar dividendo não significa nada.

    348256  - NumBroker   -  20 Mar 2018, 17:19
    Essa não deu pro Barsi salvar, não dá pra ganhar todas. Mas olha só a confiança: “O Grupo Eternit está confiante de que a situação de crise ora enfrentada é passageira e não deve afetar de forma definitiva suas atividades.”

    Tomara que se salve, vendendo sei lá o que...
    https://exame.abril.com.br/mercados/eternit-pede-recuperacao-judicial-e-cai-na-bolsa

    348243 - Rocha Preta inc  -  20 Mar 2018, 13:34
    ETER3 na RJ
    http://www.valor.com.br/empresas/5395569/eternit-a...

    346165  - paulo_prof  -  16 Jan 2018, 13:43
    A LEI Nº 9.055, DE 1 DE JUNHO DE 1995, em seu artigo 2o., diz: O asbesto/amianto da variedade crisotila (asbesto branco), do grupo dos minerais das serpentinas, e as demais fibras, naturais e artificiais de qualquer origem, utilizadas para o mesmo fim, serão extraídas, industrializadas, utilizadas e comercializadas em consonância com as disposições desta Lei.

    Por outro lado, existem leis em vários estados, que proíbem o uso do amianto crisotila.

    O STF decidiu que o artigo da Lei, mostrado acima, é inconstitucional.

    O que estava em discussão antes, era se os estados podiam proibir o uso do amianto, considerando que havia uma lei federal regulamentando o tema. Com a decisão do Supremo, fica claro que as Leis Estaduais que proíbem ou limitam o uso do amianto crisotila são constitucionais, ou seja, não violam uma Lei maior. Mas isto não quer dizer que o uso do amianto crisotila está proibido em todo país. A menos que esteja enganado, não há um dispositivo legal neste sentido. Como consequência, o uso do amianto crisotlla estaria "liberado" naqueles estados que ainda não o proibiram, incluindo Goiás, onde está a mina da Sama.

    346148  - ispholambra - 16 Jan 2018, 11:47
    So uma pergunta... A proibição do amianto foi total? A empresa não pode mais explorar as minas e vender o amianto no exterior?

    O que dava lucro na empresa era o amianto... Os novos negócios prospectados só deram prejuízo...

    346144  - bielzf  -  16 Jan 2018, 08:50
    Peofessoe Paulo! Quando comecei a acompanhar a bolsa uma das ações queridas na distribuição de dividendos era ETER3, inclusive eles tinham um tratamento muito interessante aos acionistas. Hj vimos o que ela virou, porém eu comecei a ler os relatórios da administração, acompanhar pra visualizar alguma possível reversão do destino, talvez um Turn. Vc tem alguma opinião formada sobre ela? Acredita na salvação da empresa? Desde já agradeço , att

    344468  - RoseCouto  -  28 Nov 2017, 15:51
    MERCADOS
    Eternit vai deixar de usar amianto e ações sobem na Bolsa


    Ações da fabricante de telhas são cotadas atualmente a pouco mais de R$1; mudança será feita até o final do próximo ano

    Por Rita Azevedo access_time 28 nov 2017, 12h14 - Publicado em 28 nov 2017, 12h08

    size_960_16_9_fabrica-da-eternit12.jpg


    São Paulo — As ações da Eternit chegaram a subir 20% na Bolsa nesta terça-feira, depois que a empresa informou que, até o final do próximo ano, irá substituir a utilização do amianto na produção de telhas de fibrocimento.

    Os papéis, atualmente cotados a pouco mais de 1 real, acumulam perdas de quase 13% na B3 desde o começo do ano.

    A mudança, segundo a Eternit, acompanha uma tendência no mercado, percebida nos últimos anos, de os consumidores deixarem de adquirir produtos que contenham amianto, especialmente na construção civil.

    “A Eternit investiu, nos últimos anos, cerca de R$ 25 milhões na adaptação dos equipamentos e do processo de produção de suas unidades industriais, para que pudesse substituir progressivamente a fibra mineral pela fibra sintética de polipropileno.

    No final de 2015, concluiu o investimento de aproximadamente R$ 95 milhões na implantação de uma nova fábrica em Manaus para a produção da fibra de polipropileno, suficiente para abastecer todas as unidades fabris da companhia e ainda a demanda de terceiros”, informou a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Atualmente, as fábricas localizadas nas cidades do Rio de Janeiro, Colombo (PR), Simões Filho (BA), Goiânia e Anápolis (GO), utilizam em média 60% de fibra sintética de polipropileno e 40% de fibra mineral de amianto crisotila na fabricação de telhas. Segundo a empresa, até o final de 2018, o processo produtivo das telhas, utilizará 100% fibra sintética de polipropileno.

    A produção de fibras de amianto crisotila pela Sama (mineradora controlada pela Eternit) continuará normalmente e vem sendo gradualmente direcionada para o mercado externo, atendendo clientes em outros países aonde o produto é permitido, tais como Alemanha, Estados Unidos e Índia.

    Processos

    O uso do amianto como matéria-prima rendeu processos à Eternit. No último dia 23, a companhia informou ao mercado que o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro aumentou o valor de uma indenização por danos morais de 30 milhões de reais para 50 milhões de reais. No processo, a Justiça também determinou a substituição do amianto na fábrica do Rio de Janeiro em um prazo de 120 dias. Na época, a companhia disse que tentará reverter a condenação em instâncias superiores.

    Em agosto deste ano, a Eternit foi condenada, em primeira instância, a pagar uma indenização de 500 milhões de reais na Bahia em uma ação civil pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Segundo a empresa, a ACP se refere à mina de São Felix, onde a Sama — empresa controlada pela Eternit — encerrou formalmente as suas atividades em 1967. A empresa também deve recorrer.

    Também em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o artigo da lei federal que permitia o uso e a comercialização do amianto no país. Outros pontos importantes, como a proibição em alguns estados ou em todo país, ainda não foram analisados pelos ministros.

    Fonte:
    https://exame.abril.com.br/mercados/eternit-vai-deixar-de-usar-amianto-e-acoes-sobem-na-bolsa/#

    344258 - pedrosousa  -  23 Nov 2017, 13:38
    23/11/2017 09:13 ETERNIT (ETER-NM) - Fato Relevante - 23/11/17

    ETERNIT S.A.
    C.N.P.J. n. º 61.092.037/0001-81
    NIRE 35.300.013.344
    FATO RELEVANTE
    Esclarecimentos sobre a Ação Civil Pública do Rio de Janeiro
    A ETERNIT S.A. (B3: ETER3) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público do Trabalho. Pelo que foi verbalizado na sessão de julgamento concluída em 22 de novembro de 2017, houve a majoração do valor da condenação de indenização por dano moral coletivo para R$ 50 milhões e foi determinada a substituição da matéria prima amianto na unidade do Rio de Janeiro no prazo de 120 dias a contar da data deste julgamento.
    A decisão ainda não foi publicada, cujo conteúdo ainda não foi disponibilizado e será objeto de análise mais detalhada.
    Independente da questão jurídica, a Eternit vem gradativamente preparando suas unidades de produção de telhas de fibrocimento para fabricar produtos sem amianto e já atende a demanda dos Estados da Federação, onde há restrição legal, com telhas produzidas com fibras sintéticas.
    A Companhia esclarece que não haverá nenhum impacto na produção de telhas da fábrica do Rio de Janeiro, pois já opera exclusivamente com fibras sintéticas.
    Desse modo, a Eternit informa que tomará todas as medidas legais que estiverem ao seu alcance para reverter a condenação de indenização por dano moral coletivo nas Instâncias Superiores.
    São Paulo, 23 de novembro de 2017.
    Rodrigo Lopes da Luz
    Diretor de Relações com Investidores

    344257  - pedrosousa  -  23 Nov 2017, 13:21
    https://www.terra.com.br/economia/tribunal-do-rio-...
    Economia
    Tribunal do Rio estabelece em R$ 50 mi indenização por danos morais a ser paga pela Eternit
    23 nov 2017
    11h08

    A companhia Eternit , que produz materiais para coberturas e telhados, além de louças sanitárias e caixas-d'água, informou nesta quinta-feira que o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro elevou para 50 milhões de reais o valor de uma indenização por danos morais coletivos.

    Além da decisão sobre a indenização, a companhia também recebeu determinação da Justiça para encerrar a produção de telhas com amianto em sua instalação no Rio de Janeiro dentro de 120 dias.

    A Eternit disse, em fato relevante, que "vem gradativamente preparando suas unidades de produção de telhas de fibrocimento para fabricar produtos sem amianto e já atende a demanda dos Estados da Federação, onde há restrição legal, com telhas produzidas com fibras sintéticas".

    Segundo a empresa, a linha de produção de telhas no Rio de Janeiro não será impactada, "pois (a instalação) já opera exclusivamente com fibras sintéticas".

    A Eternit disse também que irá recorrer contra o aumento da indenização por danos morais.

    344145  - MuadibGV -  19 Nov 2017, 21:53
    Eu tomei um prejuízo razoável com ETER3 antes de desistir da empresa.

    Meu cálculo era que bastaria uns dois ou três anos de funcionamento normal pra compra se pagar , e que a proibição do amianto não viria antes disso.

    Mas a crise veio forte e , ao que parece, também existe uma redução estrutural na demanda de amianto. Então mesmo que a construção civil saia dessa crise talvez a demanda nunca volte ao normal.

    Existe uma tendência mundial de redução de consumo do amianto.

    E agora, com a proibição do STF, parece que a vaca foi pro brejo.

    344134  - paulo_prof -  18 Nov 2017, 21:12
    No que concerne a ETER3, não vejo capacidade da empresa conseguir efetuar o turn around no curto prazo. A menos que esteja enganado, NENHUM de seus segmentos de negócio está produzindo um resultado líquido positivo. De acordo com as informações da empresa, os resultados foram os seguintes

    FIBROCIMENTO

    Nos 9M2017 a empresa teve uma receita líquida de R$ 337,6 milhões, um resultado bruto de R$ 62,4 milhões (margem de 18,5%) e produziu um prejuízo antes do IR/CS de R$ 21,2 milhoes. No 3T17, para uma receita líquida de R$ 116,7 milhões, um resultado bruto de R$ 19,5 milhões (margem de 16,7%), o prejuízo antes dos impostos foi de R$ 2,8 milhões. A depreciação no trimestre foi de R$ 4,2 milhões. Embora o prejuízo tenha sido reduzido (melhor resultado financeiro e menores despesas operacionais), houve perda de margem bruta. Se a empresa conseguir aumentar a receita, provavelmente a margem brita aumentará e como tem hoje uma disciplina muito maior no que concerne o controle das despesas, acredito que este segmento possa dar resultados positivos no curto prazo.



    MINERAL CRISOTILA

    Nos 9M17 a Receita Líquida somou R$ 121,4 milhões, e o Resultado Bruto, R$ 64,1 milhões (margem de 52,8%). O Resultado Antes dos Impostos foi negativo em R$ 0,1 milhões. No 3T17, a Receita de R$ 36,9 milhões e o Resultado Bruto de R$ 16,6 mihões (margem de 45%), produziu um resultado antes dos impostos negativo em R$ 7,6 milhões. A depreciação no trimestre foi de R$ 3,1 milhões.



    TELHAS DE CONCRETO (TEGULA)

    Nos 9M17 a Receita Líquida somou R$ 23,2 milhões, e o Resultado Bruto, R$ 6,6 milhões (margem de 28,4%). O Resultado Antes dos Impostos foi negativo em R$ 2,9 milhões. No 3T17, a Receita de R$ 8,6 milhões e o Resultado Bruto de R$ 3,4 mihões (margem de 38,8%), produziu um resultado antes dos impostos negativo em R$ 0,8 milhões. A depreciação no trimestre foi de R$ 0,5 milhões.

    Aqui, nos últimos 6 meses, a empresa dispendeu R$ 18,6 milhões na re-estruturação (desativação de todas as unidades, exceto a de Atibaia) e mais R$ 4,3 milhões em provisões para contingências trabalhistas.



    LOUÇAS (CSC)

    Nos 9M17 a Receita Líquida somou R$ 18,8 milhões, e o Resultado Bruto, R$ 1,8 milhões (margem de 9,5%). O Resultado Antes dos Impostos foi negativo em R$ 24,7 milhões. No 3T17, a Receita de R$ 7,5 milhões e o Resultado Bruto de R$ 0,7 mihões (margem de 9,3%), produziu um resultado antes dos impostos negativo em R$ 9,2 milhões. A depreciação no trimestre foi de R$ 0,8 milhões. Duvido que este negócio seja capaz de produzir lucro antes de uns 2 anos.

    343900  - marcosvinicius2  -  13 Nov 2017, 14:22
    COMENTÁRIO: RESULTADO LIQUIDO DO 3T17 MELHOROU EM RELAÇÃO AO 2T17 E PIOROU NA COMPARAÇÃO COM O 3T16, NA REALIDADE A ULTIMA VEZ QUE A EMPRESA APRESENTOU RESULTADO POSITIVO FOI NO 1T16. DOS ULTIMOS 46 TRIMESTRES, 07 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (15,2174%). PREJUÍZO Atribuído a Sócios da Empresa Controladora DO 3T17 = -20.599 FOI MENOR DO QUE O PREJUIZO APRESENTADO NO 2T17 = -23.091 E MAIOR (TAMBEM) EM RELAÇÃO AO APRESENTADO NO 3T16 = -7.320. RESULTADO BRUTO TAMBEM FOI MENOR NA COMPARAÇÃO ENTRE 3T16 = 63.994 X 3T17 = 40.171. VALOR DE MERCADO (MIL) = 189.740; VALOR MAXIMO (MIL) = 1.074.000 NO 4T10; VE PSBE (MIL) = ND:

    ETER3
    PREÇO: 1,06
    PAYOUT (2016): 0,00%

    Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

    P/L -2,49
    P/VPA 0,46
    PSR 0,27
    DY 0,00%
    EV/EBITDA -12,30
    MARGEM BRUTA 27,61%
    MARGEM OPERACIONAL -11,20%
    MARGEM LÍQUIDA -11,03%
    LUCRO POR AÇÃO -0,426
    MARGEM EBITDA -3,35%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 29,48%
    ROE -18,46%
    LIQUIDEZ CORRENTE 2,14

    Taxas de Crescimento Nominal

    a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -21,24%
    RESULTADO BRUTO -35,60%
    RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -12,24%
    RESULTADO OPERACIONAL 2228,84%
    RESULTADO LÍQUIDO 275,46%
    EBITDA -141,08%

    b) 3T17 sobre 3T16, nominal
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -16,91%
    RESULTADO BRUTO -37,23%
    RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -31,22%
    RESULTADO OPERACIONAL 246,90%
    RESULTADO LÍQUIDO 181,41%
    EBITDA -182,53%

    c) lucro (taxa média anual)
    UA 275,46%
    U2A ND
    U3A -195,63%

    d) patrimônio líquido médio
    UA -11,85%
    U2A -7,94%
    U3A -4,81%

    A receita líquida consolidada somou R$ 169,8 milhões no 3T17, 17,0% inferior ao 3T16, decorrente dos menores volumes de vendas em seus segmentos de atuação, neutralizando as ações de reposicionamento de preço no mercado interno.A receita das exportações do crisotila apresentou aumento de 5,8% na comparação com o 3T16, apesar da depreciação de 2,5% do dólar frente ao real e da redução do preço em dólar.

    No 3T17 o EBITDA ajustado e recorrente atingiu R$ 15,7 milhões, redução de 32,3% frente ao 3T16, em função da baixa utilização da capacidade industrial (para reduzir os níveis de estoques) e retração das vendas. Para minimizar os impactos negativos no EBITDA, a Companhia reduziu as despesas operacionais recorrentes em 17,3%, em linha com o programa estruturado de redução do SG&A. No mesmo período a Eternit registrou prejuízo recorrente de R$ 8,2 milhões em função dos aspectos comentados no EBITDA apesar da melhoria do resultado de equivalência patrimonial e do resultado financeiro líquido.

    Com foco na geração do fluxo de caixa livre, a Eternit encerrou o 3T17 com uma dívida líquida de R$ 73,5 milhões, além das amortizações realizadas no período.


    ( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
    ( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
    ( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
    ( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

    341468  - FoxHoundBR -  26 Ago 2017, 02:47
    A Eternit está em uma situação crítica. Ao mesmo tempo que tem de lidar com o imenso endividamento , agora, com a restrição do uso do amianto (que quem acompanha o papel sabe que era "pedra cantada"), a empresa terá de se reinventar e criar novos produtos para suprir as quedas de receitas devido à proibição. O problema aqui é saber se os gestores da empresa terão a atitude suficiente de se reinventar, ou se continuarão nesse mesmo marasmo.

    Eu gosto de investir em empresas em situação difícil, mas entrar nesse papel agora é prejuízo na certa; talvez melhore no futuro, mas agora não vejo isso. Também passo longe.

    341367  - paulo_prof   -  23 Ago 2017, 16:10
    Excetuando a questão do amianto, o maior problema da empresa é a Companhia Sulamericana de Cerâmica. A ETER controla a CSC em conjunto, tendo 60% do capital. Para a ETER, a CSC deu prejuízo de R$ 14 milhões em 2014, R$ 28 milhões em 2015, R$ 29 milhões em 2016 e R$ 15 milhões no 1S17.

    Por outro lado, quando uma empresa vende menos, normalmente cai também a margem bruta. Como consequência, a queda percentual no Resultado Bruto acaba sendo maior. No 2T17, a ETER teve uma Receita Líquida 19,75% menor do que aquela do 1o. semestre de 2016. Em termos nominais, a queda da receita líquida somou R$ 40 milhões. A margem bruta passou de 31% no 2T16 para 25,5% no 2T17. Isto resultou num Resultado Bruto 34% menor, ou R$ 21,5 milhões nominais.

    Com um Resultado Bruto R$ 21,5 milhões menor, mesmo reduzindo um pouco as despesas não há como não acelerar o crescimento do prejuízo. Para reverter a maré, acho que não bastará a recuperação da economia. Há que se equacionar, também, a problema de fazer o mico CSC sair do vermelho.

    Para produzir lucro sem resolver a questão da CSC, acho que só com um crescimento da Receita Líquida de 40%. Ou seja, não deverá ocorrer no curto prazo.

    340340 - MuadibGV   -  25 Jul 2017, 02:09
    Santos8,
    Concordo que esses investimentos foram péssimos. A empresa tinha caixa líquido antes deles e agora tem dívida líquida. Creio que a idéia, questionável, era viabilizar a empresa numa fase pós-amianto. Mas fracassou.

    De qualquer forma, isso já está nos preços e não afeta mais a empresa , porque não estão investindo mais nisso. De fato, eu comecei a comprar Eternit depois que vi que haviam parado essa sangria com investimentos improdutivos.

    Agora , a única forma que aparece é quando o prejuízo referente a essas operações é descontado pra formar o EBITDA.

    340308  - MuadibGV   -  24 Jul 2017, 00:42
    Tb tenho, e até já rolei (vendi e comprei de novo) pra gerar prejuízo.
    O drama na Eternit , mesmo com a questão do amianto, é saber o quanto da queda de resultados da empresa se deve à crise da construção civil no Brasil e o quanto se deve a redução "estrutural" na demanda por amianto.
    Se a queda nos resultados foi por causa da crise, tem potencial pra valorizar várias vezes, tipo uma CSU.
    Já postei tempos atrás que a demanda a nível global por amianto só faz cair.
    Posição pequena.

    340301  - paulo_prof  -  23 Jul 2017, 11:28
    Também acho que há poucas saídas no curto/médio prazos. O único fator operacional positivo da empresa parece ter sido a redução das despesas com vendas e administrativas. Mas nos níveis atuais de margem bruta, para sair do buraco, a empresa teria que conseguir uma Receita Líquida trimestral na faixa dos R$ 190-200 milhões.

    339675  - Minkowski -  30 Jun 2017, 17:06
    Minas aumentas custos com o tempo (mais fundo, etc.) e a tendência é (mesmo o Brasil não se mexendo) cada vez mais restrição do amianto, reduzindo volume e possivelmente preço da exportação do amianto (que se não engano era mais rentável que o negócio de telhas), ou seja, mesmo numa recuperação não deve voltar ao auge.

    Em segundo lugar a sequência de investimentos desastrosos que só dão prejuízo me parece uma tentativa de perpetuar empresa para garantir salários da diretoria, consilho, etc. mesmo às custas do valor presente da Cia., o que me faz duvidar do alinhamento de interesses dos administradores/bloco de controle e minoritários.

    339656  - ispholambra -  30 Jun 2017, 02:59
    [...]
    Dei uma estudada em ETER3... mas essa nao da jogo... se a recuperacao ocorrer vai ser muito lenta... tentaram diversificar os negocios e se ferraram... os novos negocios estao dando todos pra trás... e mercado do amianto e do fibrocimento, tanto no Brasil como no exterior tiveram quedas significativas... de bom em ETER3 é somente uma pequena diminuicao do endividamento... entao dessa eu fico de fora...
    [...]

    338081  - Marasmo -  17 Mai 2017, 23:05
    Alguém por aqui tem em carteira ou acompanha a empresa Eternit...?
    Em termos de valor de mercado está no fundo histórico e em termos de administração está passando por uma reestruturação...
    Em reunião do Conselho da Administração foi aprovado a troca do Diretor Presidente...
    Barsi tem conseguido colocar em prática algumas sugestões para melhorar a gestão como o fechamento de algumas plantas não lucrativas...

    337801  - observando -  12 Mai 2017, 04:21
    ETER3
    Uma grata surpresa ver neste Balanço, divulgado hoje, que a empresa reduziu para muito pouco o prejuízo de um trimestre para o outro.
    Sinal de que no próximo trimestre já deve apresentar lucro, acompanhando a boa recuperação do restante dos setores e do país!
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    Joga a toalha, Barsi... vai afundar o teu $$$ junto com a Eternit...

    EXCLUSIVO: Luiz Barsi convoca acionistas a lutarem por "uma Eternit melhor" em vídeo

    No vídeo, o megainvestidor diz que é muito importante que os acionistas compareçam na próxima assembleia da empresa e derrubem a intenção daqueles que querem continuar produzindo investimentos mal direcionados

    SÃO PAULO - Em um vídeo de 6 minutos, o megainvestidor Luiz Barsi convoca os acionistas minoritários da Eternit (ETER3) a comparecerem em massa na próxima assembleia geral ordinária da empresa, que ocorrerá dia 19 de abril. O vídeo foi enviado pela Suno Research com exclusividade ao InfoMoney nesta segunda-feira (3).

    No vídeo, Barsi chama os acionistas para tentarem derrubar o "status negativo, em que os principais acionistas sempre votam mirando os interesses pessoas e não os interesses da companhia".

    O megainvestidor, que detém 13,6% de ações da empresa, diz que é muito importante que os acionistas compareçam na reunião e derrubem a intenção daqueles que querem continuar produzindo investimentos mal direcionados. "Esse é o meu apelo e a minha convocação", diz.

    Entre os temas que serão debatidos na próxima assembleia, estão: 1) apreciação da demonstração financeira do exercício social encerrado dia 31 de dezembro de 2016; 2) ratificar o pagamento do provento; 3) eleger o 7° membro do conselho de administração; 4) eleger o presidente do conselho de administração; e 5) fixar o montante de remuneração global a ser pago aos administradores.

    336394  - FoxHoundBR -  03 Abr 2017, 22:32
    No vídeo postado ele explica em detalhes o motivo da divergência com os gestores da Eternit. Ele reclama que, além de decisões de investimentos mal direcionadas (e inviáveis financeiramente) por parte da empresa, a administração implantou uma nova fábrica em Manaus (ao invés de fazê-lo em um local próximo da região Sudeste) - o que encarecerá os gastos com logística - e quer seguir adiante com isso, e o Barsi é contra.

    Olhando de fora (pois não sou acionista e acompanho pouco a empresa), na minha opinião o Barsi tem razão, pois com a queda nas receitas e a avalanche de ações judiciais que a empresa está enfrentando por causa da questão do amianto, ela não pode se dar ao luxo de jogar dinheiro fora desse jeito construindo fábricas distantes, mesmo com os incentivos fiscais que a Zona Franca confere às empresas de lá.

    336399  - NumBroker   -  04 Abr 2017, 01:44
    Sim, não acompanho de perto, mas sei que ela está fazendo cagada há anos. Agora o que você faria se fosse acionista e visse isso acontecer ao longo do tempo? Entrava pro conselho pra mudar a estratégia que está afundando a empresa ou simplesmente vende e assume prejuízo e parte pra outra?

    Não entendo o motivo dele não sair da empresa que minguou os dividendos. Sei lá, parece que vai contra a estratégia que ele mesmo prega.

    336404  - FoxHoundBR -  04 Abr 2017, 03:42
    Pela grana que ele tem, ele poderia muito bem aumentar posição no papel até se tornar majoritário, trocar todo o Conselho de ADM e executivos dos postos-chave e colocar pessoas de confiança que o problema estaria resolvido. Mas pelo que observei dele, ele não é muito de adotar estratégias agressivas como essa.

    E para mim, ele só não saiu ainda da Eternit provavelmente por teimosia mesmo, pois a mentalidade dele sempre foi de "buy and holder" e não será agora que ele mudará. Aliás, esse foi o mesmo erro que ele cometeu quando era acionista da Oi, mas nesse último caso eu diria que, além de teimoso, ele também foi um pouco ganancioso.

    336440  - MuadibGV   -  04 Abr 2017, 21:37
    Minha visão sobre o que se passa na Eternit é que há alguns anos atrás, quando essa cia. era fortemente lucrativa , se discutia qual seria seu futuro em caso de banimento do amianto.

    Uma corrente, que venceu, defendia diversificar as atividades para acabar com a dependência do amianto. Outra, que o Barsi integrava, achava melhor distribuir o que pudesse e enquanto pudesse de lucro para os acionistas.

    Claro que a direção da cia. se alinhou à tese da continuidade, afinal seus próprios empregos estavam em jogo, mas de qualquer forma ganharam também no voto dos acionistas.

    Como resultado foi construída essa fábrica em Manaus, que até hoje só deu prejuízo. Nos primeiros anos de funcionamento a direção apontava o faturamento crescente de "outros produtos" como se fosse um sucesso, mas escondia nos releases o fato de que esses novos produtos geravam EBITDA negativo. Ou seja, o tempo mostrou que o Barsi tinha razão e que essa fábrica só serviu para aumentar o endividamento da Eternit.

    Olhando para o futuro, o problema da Eternit não é nem tanto essa crise atual da construção civil brasileira ou as ações judiciais que chovem sem parar, mas sim a tendência estrutural de redução do consumo global de amianto. Quem pesquisar sobre isso vai descobrir que o consumo global desse mineral (?) só vem caindo.

    Portanto, quando a construção civil voltar a bombar no Brasil não temos garantia de que a Eternit voltará a ter os números que tinha antes.

    Eu tenho em carteira, mas pouco. Creio que o tempo residual de geração de caixa da empresa vai valer a cotação atual.
                                                             ▲                                               ▲
    335707  - paulo_prof   - 18 Mar 2017, 21:38
    Os números são horríveis. No que tange o resto, tenho que ler o relatório.

    334211  - paulo_prof   -  15 Fev 2017, 15:58
    Embora se deva reconhecer que a questão do amianto tem atrapalhado, nem tanto pelas ações judiciais cujo potencial de dano sempre me pareceu limitado, mas também pela risco de ser proibida a mineração e, em consequência, a exportação do amianto crisotila, acho que o driver de curto prazo da empresa é o cenário econômico no setor de construção civil. Enquanto o setor não voltar a produzir, não vejo como a empresa postar resultados positivos. Noutras palavras, a recente decisão judicial tira alguma nuvens turvas do horizonte, mas não pode ser considerado um driver para destravar o preço do ativo.

    334207 - pobre - 15/Fev/2017 14:01
    prof Paulo bom dia

    Qual sua análise sobre eternit após esta decisão judicial ainda que em primeira instância.

    Nuvens negras já se foram? Mesmo que ainda não haja cenário de céu de brigadeiro, o ativo não estaria sub precificado pelo mercado?

    334001  - paulo_prof -  11 Fev 2017, 19:17
    Citação: fridao - Post #333999 - 11/Fev/2017 15:18
    Boa tarde, ilustres,
    Uma "perguntinha"...será que ETER3 pode dar uma esticada à partir de segunda-feira, considerando o FR de ontem?
    Prof. Paulo, sua opinião é muito importante...rss
    Quando houve a decisão em 1a. instância, quero crer que a empresa tenha provisionado aprox. R$ 23 milhões.

    Não é do meu conhecimento de que a empresa tivesse esclarecido quais foram as decisões da 1a. instância que ensejaram a constituição da provisão, ou seja, quais decisões foram julgadas de perda provável pelos advogados:

    (i) indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 milhões; EXCLUÍDA

    (ii) indenização por danos morais, no valor de R$ 300 mil, e indenização por danos existenciais, no valor de R$ 80 mil, a cada ex-trabalhador que já tenha sido diagnosticado com doenças relacionadas ao amianto; REDUZIDO PARA R$ 100 MIL e 50 MIL, RESPECTIVAMENTE

    (iii) indenização por danos morais, no valor de R$ 300 mil, aos familiares dependentes de cada trabalhador já falecido em razão de doença relacionada ao amianto, desde que o falecimento tenha ocorrido após o ajuizamento da presente demanda; REDUZIDO PARA R$ 100 MIL

    (iv) indenização por danos morais, no valor de R$ 50 mil, a cada ex-trabalhador não diagnosticado com doenças relacionadas ao amianto; EXCLUÍDA

    (v) indenização por danos morais, no valor de R$ 300 mil, e indenização por danos existenciais, no valor de R$ 80 mil, a familiar com diagnóstico de doenças relacionadas ao amianto; EXCLUÍDA

    (vi) indenização por danos materiais consistente em pensão mensal, no valor equivalente a cinco salários mínimos, devida a partir da sentença ao(à) viúvo(a)/companheiro(a) e aos filhos inválidos até a data em que o de cujus completaria 70 anos e aos filhos não inválidos até a data em que completem 25 anos; EXCLUÍDA

    (vii) assistência integral e vitalícia à saúde aos beneficiários indicados na fundamentação; EXCLUÍDA

    (viii) realização e cobertura de consultas, exames, de todo o tipo de tratamento médico, nutricional, psicológico, fisioterapêutico e terapêutico, além de internações em favor do ex-trabalhador ou familiar; MANTIDA NO QUE SE REFERE AO EX-TRABALHADOR (EXCLUÍDA NO QUE SE REFERE AO FAMILIAR)

    Embora não tenha ideia de quantos tivessem sido os ex-trabalhadores diagnosticados com doença relacionados com o amianto, suspeito que a provisão constituída o ano passado seja mais do que o suficiente. Por ocasião da decisão de 1a. instância, considerando alguns dias antes porque neste país o insider é a regra, e alguns dias depois, para permitir a correção de eventual overshooting pelo mercado, a cotação sofreu baixa de 6,5% (saiu de R$ 1,87 em 26FEV e chegou a R$ 1,75 em 10MAR). Acho que na 2a. feira o mercado deverá reagir favoravelmente, mas não acredito em algo substancial.

    333764  - marcosvinicius2 -  06 Fev 2017, 21:25
    EDIT.: Houve modificação significativa na quantidade de ações no período 1T07 X 2T07, 4T09 X 1T10 E 2T14 X 3T14 (desdobramento ou emissões?) e Resultado Não Operacional (Não Encontrado).

    ETER3
    PREÇO: 1,52
    PAYOUT (2015): 185,57%

    Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

    P/L -13,39
    P/VPA 0,55
    PSR 0,31
    DY -13,86%
    EV/EBITDA 7,49
    MARGEM BRUTA 33,77%
    MARGEM OPERACIONAL -0,38%
    MARGEM LÍQUIDA -2,31%
    LUCRO POR AÇÃO -0,113
    MARGEM EBITDA 6,42%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 32,31%
    ROE -4,13%
    LIQUIDEZ CORRENTE 2,16

    Taxas de Crescimento Nominal

    a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -12,03%
    RESULTADO BRUTO -25,20%
    RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 11,13%
    RESULTADO OPERACIONAL -103,03%
    RESULTADO LÍQUIDO -131,30%
    EBITDA -66,29%

    b) 3T16 vs 3T15
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -16,60%
    RESULTADO BRUTO -36,17%
    RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -63,30%
    RESULTADO OPERACIONAL -139,25%
    RESULTADO LÍQUIDO -254,66%
    EBITDA -76,52%

    c) lucro (taxa média anual)
    UA -131,30%
    U2A ND
    U3A -157,66%

    d) patrimônio líquido médio
    UA -3,85%
    U2A -1,08%
    U3A 0,72%

    PSBe - Preço Sugerido pelo Balanço, exponencial no lucro:

    Citação: PSBe - Preço Sugerido pelo Balanço, exponencial no lucro

    PSBe = ((Patrimônio Líquido + Receita Líquida4T + Resultado ñ operacional + ((Lucro4T - Resultado ñ operacional) * EXP( Margem Líquida * -LN(ABS(Margem Líquida)*100*5,56%*SINAL(Margem Líquida))))*Cotação unitária)/nº de ações

    Sendo que;
    SE(Cotação unitária;1;1000)
    Margem Líquida descontada do 'Resultado ñ operacional'
    Obs.: Receita Líquida e Lucro em 4 trimestres ou anual


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    Receita Líquida Consolidada

    A receita líquida consolidada no 3T16 atingiu R$ 204,3 milhões, 16,6% inferior ao 3T15. As receitas provenientes do mercado interno foram de R$ 172,9 milhões, redução de 11,9%, principalmente em função de menores volumes de vendas na mineração e telhas de concreto, além de uma maior comercialização de um mix popular. Nas exportações do mineral crisotila, a receita líquida apresentou redução de 35,5% em comparação ao 3T15, totalizando R$ 31,4 milhões, decorrente do menor volume de vendas e redução do preço em dólar para fazer frente a forte concorrência, além da depreciação de 8,3% do dólar frente ao real (comparação entre PTAX médio do período).

    Na comparação entre o 3T16 e 3T15, o desempenho dos principais segmentos apresentou redução de 33,2% no mineral crisotila, 6,3% no fibrocimento e 30,8% em telhas de concreto e acessórios para telhado, atingindo R$ 53,8 milhões, R$ 138,6 milhões e R$ 11,6 milhões, respectivamente.

    Nos primeiros nove meses de 2016, a receita líquida consolidada atingiu R$ 636,9 milhões, 13,2% inferior ao mesmo período de 2015. As exportações somaram R$ 106,2 milhões e as vendas no mercado interno totalizaram R$ 530,7 milhões, redução de 29,9% e 8,9% respectivamente, pelos motivos citados anteriormente.

    Prejuízo/Lucro Líquido

    No 3T16, a Eternit registrou prejuízo de R$ 7,4 milhões, decorrente dos aspectos comentados no EBITDA ajustado, apesar da melhoria do resultado de equivalência patrimonial e do resultado financeiro líquido. A margem líquida retraiu 6 pontos percentuais e encerrou o período em -4%.
    Nos 9M16, o prejuízo líquido atingiu R$ 8,1 milhões e margem líquida de -1% contra um lucro líquido de R$ 41,7 milhões e margem líquida de 6% nos 9M15.

    prof. paulo o sr. tem uma analise de ETER3 vale uma compra nesses valores vi que possui pouca divida
    332731  - paulo_prof  -  19 Jan 2017, 17:51
    Não fosse o risco da questão do amianto, acho que o ganho esperado do investimento no ativo certamente compensaria os riscos. Embora nesta época de vacas magras a empresa esteja postando prejuízos, isto não preocupa porque a geração de caixa medida pelo ebitda é mais do que suficiente para pagar o serviço do endividamento (nos últimos 12 meses, o resultado financeiro foi negativo em R$ 20 milhões, enquanto que o ebitda emplacou R$ 56 milhões).

    Agora, acho difícil "medir" o risco que a questão do amianto representa. Aqui, portanto, cabe a cada um decidir baseado em suas próprias convicções. 

    332733  - MuadibGV  -  19 Jan 2017, 17:57
    Prof, Acho q além do amianto existe um risco quanto às telhas metálicas: tem alguns trimestres q a cia divulga q esta concorrência está prejudicando vendas externas. Lado positivo são os investimentos em novos setores diminuindo. Comprado em torno de um por cento com belo prejuízo, por enquanto. Mas vai disparar logo logo.
                                                                                               ▲                                                                      ▲

    Small, Prof.Paulo....o que acham de ETER3?Tem chance de turnaround?
    Entrariam para medio prazo neste momento ou aguardariam melhora nos balanços e definição das ações judiciais?
    Roger, durante anos, mais de uma década, a ETER3 foi uma vaca leiteira fiel e infalível.

    No entanto, a gestão começou a investir em ativos fora do seu core business e ficou claro que a vantagem competitiva da empresa é mesmo a mina onde extrai a matéria prima. Não teve administração competente para outros negócios.

    Não bastasse isso, permaneceu com a política de dividendos agressiva e agora sua dívida líquida está bastante alta quando se observa seu diminuto caixa.


    O preço está muito, muito mais barato, mas infelizmente isso se deve ao momento que a empresa vive. Qualquer mudança desse momento passa por um turnaround, que ainda não se mostra acontecendo.


    Mais um ativo para acompanhar. Acertar um desses é difícil, mas é quando surgem os ganhos estratosféricos, como se deu com MGLU esse ano. 
                                                                                               ▲                                                                      ▲
    326229  - paulo_prof   -  20 Ago 2016, 23:39
    Não há muito o que comentar ... queda nas receitas de exportação, queda nas receitas internas, redução na margem bruta ...

    No mercado interno, a queda de receita foi consequência de um menor volume de vendas e da comercialização de um mix de menor valor agregado. No mercado externo, além de um menor volume, houve uma redução de preço em dólar, devido à forte concorrência do mineral crisotila e aumento de telhas de aço no mercado asiático.

    Em relação ao 1o. semestre de 2015, a Receita Líquida no 1S16 caiu 11,6%. Devido a queda da margem bruta (de 38,3% a 33,1%), o Resultado Bruto caiu 23,5%. Como se isto não bastasse, o Resultado Financeiro, negativo, aumentou 214%. Aí não há empresa que resista ... prejuízo na certa.

    No curto prazo, não vejo espaço para a recuperação. No mercado externo, o volume de vendas deverá aumentar (no 1S2016 os importadores resolveram reduzir estoques), mas o preço em reais deverá diminuir. De qualquer forma, a Receita Liquida no mercado externo é somente da ordem de 20% do total. Em consequência, a recuperação só virá quando as vendas no mercado interno forem recuperadas. Acho que isto é coisa para 2017. Até lá, é mais provável que o resultado continue vermelho.

    321706  - MuadibGV   -  13 Mai 2016, 22:33
    Uma que me agradou e aumentei posição foi Eternit.
    Pelas minhas contas, se manter a performance desse trimestre (que foi horrorosa) o fluxo de caixa paga a compra em quatro anos.
    Não estou falando em dividendos, mas em fluxo de caixa que pode ou não ser distribuído.
    Mas é posição de menos de 1% da carteira, por causa da questão jurídica do amianto.

    Professor, me parece que essa previsão de 50% do lucro é feito pela própria eternit.Acompanhe abaixo a suposta carta que o ri envia para quem pergunta sobre a possível proibição do amianto.

    Agradecemos o seu contato com a Eternit.

    A Eternit, com 72 anos de atividades, é a mais diversificada indústria de coberturas do país, com atuação nos segmentos de louças, metais sanitários e componentes para sistemas construtivos e se prepara para ter produtos do piso ao teto e ser a mais diversificada em materiais de construção do país.

    Em relação à questão do amianto, com base nos resultados do terceiro trimestre de 2012, cerca de 32% do faturamento líquido consolidado está ligado diretamente ao amianto, ou seja, a comercialização da fibra in natura; 50% de produtos de fibrocimento e 18% de novos produtos sem a utilização do amianto.

    Caso haja uma proibição abrupta, o que não se justifica e não faz sentido, a Companhia perderia cerca de 32% do faturamento líquido consolidado referente à comercialização da fibra in natura o que representa mais de 50% do lucro líquido.

    Independente do que ocorra é importante ressaltar que todo o parque industrial de fibrocimento da Eternit está sendo adaptado para a produção com ou sem amianto, sendo assim, os 50% do fibrocimento com amianto podem ser substituídos por outra matéria-prima. Há que se ressaltar que o mundo não tem fibras alternativas para suprir a demanda brasileira de amianto, ou seja, mais um motivo que não justifica a proibição abrupta.

    A Companhia se prepara para ser a mais diversificada indústria de materiais de construção do país. Para isso foi criado um Programa Estruturado de Expansão e Diversificação, que atua nas seguintes diretrizes:

    · Crescimento Orgânico: aumentar as atuais capacidades para vender o mais do mesmo.

    · Crescimento orgânico Diversificado: Inclusão de novos produtos no portfolio da Companhia, utilizando capacidade de terceiro ou desenvolvimento do produto.

    · Crescimento Inorgânico: Consiste em adquirir empresas do segmento de materiais de construção.

    As iniciativas deste programa já resultam em cerca de 18% do faturamento (3T12). O objetivo é ter produtos do piso ao teto e ter em torno de 50% do seu faturamento, a longo prazo, ligado a diversificação, ou seja, novos produtos.

    Confira abaixo os novos produtos do portfólio da Eternit:

    · Louças, assentos e metais sanitários

    · Telhas de concreto e um portfólio de mais de 30 itens de acessórios

    · Filtros e mármore sintético.

    A Companhia está convicta de que seus produtos são seguros para a população e que a realização de gestão sustentável em suas unidades, não coloca em risco a saúde de seus colaboradores, é o que aponta a pesquisa realizada por médicos ligados a importantes universidades brasileiras e do exterior, de renome, cujo objetivo, conforme projeto coordenado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, foi responder como está a saúde da população que utiliza telhas de fibrocimento e de trabalhadores na mineração.

    Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou-se em 31 de outubro o julgamento das ADI´s de São Paulo e Rio Grande do Sul, cujo impacto, é somente nestes estados, porém em virtude do tema ter sido debatido inclusive em audiência pública nos dias 24 e 31 de agosto de 2012, pode haver uma decisão por parte do STF a nível nacional.

    Segue em anexo o voto do Ministro Marco Aurélio, o qual foi muito consistente e embasado em audiência publica que ele conduziu em 24 e 31 de agosto de 2012.
    A Eternit entende que o STF irá considerar estas evidências técnicas e científicas para julgamento de mérito, não cedendo a pressões de grupos favoráveis ao banimento do mineral crisotila apenas com base na experiência
    europeia, que utilizou o amianto anfibólio, extremamente tóxico, sem os cuidados necessários, principalmente sob a forma de jateamento.

    A questão do amianto está no Supremo Tribunal Federal e temos que aguardar sua decisão, o que poderá ocorrer no início do ano que vem. Independentemente do teor da decisão do STF, a Companhia irá atingir seu objetivo, se for com o amianto ela irá atingir em um menor prazo, se for sem o amianto, o objetivo também será atingido, porém em um prazo maior.

    314584  - NumBroker   -  07 Jan 2016, 22:13
    Lá vai a Eternit apanhando de novo....

    Empresas banem amianto após acordo com Ministério Público
    07/01/2016 14:35

    Márcia Foletto | Agência O Globo

    As empresas Infibra e Confibra assinaram um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho em que se comprometem a banir o amianto de todas as suas operações fabris até 1º de janeiro de 2017, inclusive nos estoques de telhas, caixas d'água e afins produzidos com a matéria prima.

    Segundo a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto, as duas se juntam a outras duas empresas que abandonaram o uso da substância no Brasil.

    Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/empresas-banem-amianto-apos-acordo-com-ministerio-publico.html

    174090 - Barbado -  20 Mar 2013, 12:53
    ETERNIT

    Algumas observações sobre o papel que nos dois últimos pregões teve um aumento de volume.

    Release: PRODUÇÃO

    MINERAL CRISOTILA

    4/tr/11 = 79 mil toneladas
    4/tr/12 = 82,7 mil toneladas (+ 4,6%)

    no ano estável.

    TELHAS DE CONCRETO

    4/tr/11 = 1.573 mil m2
    4/tr/12 = 1.298 mil m2 (- 17,48%)

    no ano (-) 5,8%

    FIBROCIMENTO

    4/tr/11 = 214,7 mil toneladas
    4/tr/12 = 217,8 mil toneladas

    no ano (-) 8,5%

    Resumo do Release...


    A demanda por materiais de construção apresentou baixo desempenho no quarto trimestre, principalmente, no mês de dezembro, segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) enquanto a Companhia apresentou desempenho superior ao do setor e em relação ao 4T11.

    O volume vendido do mineral crisotila apresentou aumento de 4,6% no 4T12 quando comparado com o 4T11 devido ao bom desempenho no mercado externo. No mesmo período, os volumes vendidos de fibrocimento foram de 217,8 mil toneladas, levemente superior em relação ao 4T11, enquanto as telhas de concreto retraíram 17,4% em função da desaceleração neste mercado.

    A receita líquida consolidada, apesar da redução do volume vendido de telhas de concreto, apresentou crescimento de 16,0% e alcançou recorde de R$ 255,3 milhões no 4T12, em função do reposicionamento de preços em todo o portfólio e valorização do dólar frente ao real, impactando positivamente as exportações.

    Com um crescimento da receita líquida consolidada proporcionalmente maior que o aumento do custo dos produtos vendidos, o EBITDA atingiu R$ 53,6 milhões, 34,6% maior que o 4T11, apesar da evolução de 22,0% nas despesas operacionais, com destaque para os gastos com o direito de uso do solo (royalties) em função do acréscimo do faturamento da controlada SAMA e defesa da atividade do mineral crisotila.

    O lucro líquido no 4T12 atingiu R$ 29,0 milhões, 9,6% menor do que o apresentado no 4T11, principalmente, em função de um resultado financeiro menor e das primeiras despesas da implantação da fábrica de louças sanitárias.

    OBS: Não foi esse espetáculo todo o resultado do 4/tr/12 principalmente o de Telhas de Concreto e Fibrocimento, setores que serão vitais para recompor as margens da empresa se o "Amianto" for banido.

    QUANDO O ASSUNTO AMIANTO VOLTAR A MÍDIA É PROVÁVEL (NÃO CERTEZA) QUE AS COTAÇÕES DÊEM UMA FORTE RECUADA......

    173403 - felipeamc1975 -  16 Mar 2013, 01:10
    Não vejo motivos para preocupação com a questão do amianto. Caso haja proibição a ação deve cair cercade 30-40% como em 2008, oferecendo uma oportunidade única para dobrar a posição e aguardar uns 2-3 anos para lucrar uns 200% mais os dividendos anuais. Se não houver proibição a ação deve subir fortemente porque esta muito descontada em relação ao seu valor.

    Mais um detalhe, nos últimos 12 meses a Eternit pagou mais de 8.7% em dividendos (mais que a taxa Selic), o que já valeria o investimento. Se o preço da ação cair 30-40% o Dividend Yield vai subir e mesmo que nos próximos anos ela reduza o valor dos dividendos devido a queda dos lucros(o que é pouco provável pois a proibição do amianto deve ser gradual) vc ainda vai receber cerca de 7-8% de dividendos anuais porque vc vai adquirir a ação a um preço mais barato.

    É claro, parto do princípio que as pessoas tenham feito sua parte, isto é, que a ETER3 seja aprenas uma parte de um portfólio diversificado e que haja dinheiro em caixa ("em investimentos livres de risco") para poder aumentar a posição.

    173401 - paulo_prof -  16 Mar 2013, 00:47
    Boa noite professor!
    A previsão de impacto no lucro liquido na companhia caso o amianto venha a ser proibido é em torno de 50% do lucro certo? (Numeros que o mercado tem comentado ) Qual seria o valor justo nessa condição?( metade do lucro atual ). Eu chutaria algo entre 7,90 e 8,00 . Se for isso mesmo acredito que vale a pena manter uma posição mesmo que pequena na cia.O que você acha?
    Estes chutes sobre o impacto de uma eventual proibição do amianto estão todos furados!

    O que é FATO, é a divisão de Receita Líquida nos diversos segmentos de negócio da ETER:
    Fibrocimento: R$ 460 milhões
    Mineral Crisotila: R$ 294 milhões (58% externo; 42% interno)
    Telhas de concreto: R$ 76 milhões
    Outros: R$ 76 milhões

    Em termos de Lucro Bruto, os números são:
    Fibrocimento: R$ 141 milhões
    Mineral Crisotila: R$ 207 milhões (52% externo; 48% interno)
    Telhas de concreto: R$ 30 milhões
    Outros: R$ 19 milhões

    1a. pergunta: vc acha que o Brasil seria tão estúpido a ponto de proibir a exploração do material e venda a clientes externos? Para mim, isto não faria o mínimo sentido. Se a Sama for impedida de comercializar o mineral no país, acho que em pouco tempo será capaz de destinar toda a sua produção para exportação e o impacto seria mínimo.

    2a. pergunta: se a Eternit for proibida de usar o amianto para fabricar os seus produtos de fibrocimento, qual seria realmente o impacto no lucro bruto? Em 2012, o Lucro Bruto do segmento fibrocimento representou 35% do lucro bruto total. A empresa tem tecnologia para fabricar produtos em fibrocimento sem o uso do amianto. A questão é o custo. Os produtos seriam mais caros, eventualmente as margens seriam menores e talvez houvesse uma certa perda de mercado. Mas qual seria uma estimativa realista para o impacto, digamos, no lucro bruto do segmento?

    Eu aposto que não chega a 25%. Estaríamos, portanto, falando de uma quebra de aprox. R$ 35 milhões no Resultado Antes dos Impostos, ou uma quebra de aprox. 22% no lucro líquido.

    Supondo um lucro líquido de 75% do lucro postado em 2012, uma taxa de crescimento real deste lucro de 3% a.a. durante 5 anos e um crescimento real nulo na perpetuiidade, uma taxa de desconto real de 8% forneceria um preço justo de R$ 13,46, um upside de 47% sobre o preço atual.

    173254 - paulo_prof -  15 Mar 2013, 18:24
    ETER3
    PREÇO: R$ 9,15
    PAYOUT 2012: 63,3%

    P/L 7,24
    P/VPA 1,71
    PSR 0,90
    DY 8,74%
    EV/EBITDA 4,36
    MARGEM BRUTA 43,8%
    MARGEM OPERACIONAL 17,4%
    MARGEM LÍQUIDA 12,5%
    LUCRO POR AÇÃO R$ 1,263
    MARGEM EBITDA 20,3%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 16,7%
    ROE 23,57%
    LIQUIDEZ CORRENTE 2,05

    Taxas de Crescimento Nominal

    a) exercício de 2012 vs 2011
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 10,49%
    RESULTADO BRUTO 22,52%
    RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -83,75%
    RESULTADO OPERACIONAL 20,33%
    RESULTADO LÍQUIDO 16,27%
    EBITDA 31,56%

    b) 4T12 vs 4T11
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 16,03%
    RESULTADO BRUTO 26,58%
    RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
    RESULTADO OPERACIONAL -0,33%
    RESULTADO LÍQUIDO -10,50%
    EBITDA 34,37%

    c) lucro (taxa média anual)
    UA 16,27%
    U2A 5,21%
    U3A 15,58%

    d) patrimônio líquido médio
    UA 9,67%
    U2A 8,81%
    U3A 17,00%

    Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 15,79

    Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -12,0%

    Será que o risco do amianto justifica efetivamente a grande margem de segurança observável no preço corrente?

    172520 - Barbado -  13 Mar 2013, 14:21
    Citação: Luiz_84
    No atual momento, qual seria a melhor escolha: ETER ou PTBL?
    Os dois são papéis de "sardinha", a ETER tem o problema do "amianto" e quando a mídia (globo que gosta do $$ da Brasilit) dá enfase dos perigos "mortais" do amianto, qualquer 200.000 ações colocadas a venda, joga o papel no chão.

    A Portobello apesar de ter subido muito, tem bons "plus" para continuar a alta (leia o release do 3/tr/12), acho que a esse preço atual só vai dar para comprar antes da publicação do balanço.....

    Você pediu uma opinião eu dei, o palpite é meu com risco zero, o dinheiro é seu com 100% de risco.

    163767 - paulo_prof -  17 Jan 2013, 17:15
    Acho que não tem muito a comentar.

    Se o horizonte do investimento for acima de 3 anos, acho que o risco é muito pequeno, independente da decisão do Supremo.

    Evidentemente, se a decisão do Supremo for favorável, o ganho seria muito alto. No caso de uma decisão desfavorável do Supremo poderá ocorrer uma perda (pequena) que seria recuperada em relativamente pouco tempo.

    Para um investimento de curto prazo o risco é maior: no caso de uma decisão desfavorável do Supremo o mercado pode derrubar o ativo ainda mais.

    157252 - ghfranco -  16 Nov 2012, 02:17
    Padrinho e demais interessados em ETER:

    1) o quanto vai cair o LL deles num possível banimento do amianto e em quantos anos eles acham que voltam a equalizar essas perdas no LL.

    Por descuido, minha pergunta não abordou o impacto no LL, mas no material se encontra que o Mineral Crisotila corresponde a 32% da Receita Líquida (realmente bastante coisa); além disso 50,2% correspondem ao fibrocimento, do qual cerca de 24% dos custos corresponde ao crisotila (ETER tem 32% do Market Share em fibrocimento, aqui o impacto seria a diferença no custo de produção e há que se considerar que a qualidade do produto diminui, o que poderia forçar o market share). O presidente não crê em proibição imediata, mas mesmo assim afirma que a empresa tem se preparado para o cenário proibitivo. Sinalizou que, como a mineração é o negócio com melhor margem, a empresa teria mesmo que reduzi-las, ganhando em volume de vendas. Ele não fez esse link durante a resposta, mas Controlada Tégula (produção de telhas de concreto e louças) já aumentou sua capacidade de 60 milhões de metros quadrados para 100, deixando este aumento de capacidade estrategicamente ocioso por enquanto (creio que teria impacto de +10% na Receita Líquida). No caso do amianto não ser proibido, a SAMA aumentará sua produção em cerca de 17%, de 300 mil toneladas para 350.

    2) o que esperam de demanda na justiça, por parte dos trabalhadores, com a proibição do amianto.

    O presidente afirmou que os casos de doença vieram desde 1940, quando a empresa começou no Brasil, até a década de 70, depois disso não foram mais registrados casos. Acredito que, caso alguém queira se aproveitar da situação, terá de realmente provar um doença ocupacional. Aí volta-se à premissa básica: há registro de casos pós 1980?

    “Em São Paulo, atualmente, mais de 300 ações individuais tramitam na Justiça contra a Eternit, uma das primeiras a se instalar no ainda bairro paulistano de Osasco, em 1939. Em 1993, foi desativada, mas deixou um rastro de mortos e doentes.” Fonte: http://www.ecofidelidade.com.br/noticias.aspx?msgid=125
    Se poderia olhar nos informativos da empresa como estão as ações também.

    3) se conseguirão continuar com as exportações do amianto, ou se vão solicitar isto, caso se proíba definitivamente o amianto no Brasil.

    A proibição se refere não só à comercialização, mas à extração. Apesar de boa parte ser exportada, creio que a empresa não insistirá no crisotila, não há atualmente outras extrações em funcionamento na América Latina.

    ---

    Acabei lendo resumo enviado pela ETER acerca dos depoimentos dados na Audiência Pública que o STF conduziu, as manifestações em geral foram bastante tendenciosas, de um lado a outro, muitas pendiam para a paixão em detrimento da razão, muitas fugiam do foco do problema (argumentos econômicos, por exemplo), muitas baseadas apenas e simplesmente em suposições. Achei válido o debate, mas muito carente de fundamento técnico, muito mais voltado para a opinião do que para os fatos, alguns até com dados equivocados. A paixão/opinião forma a convicção, e após o racional sai à cata de argumentos que por ventura possa encontrar. Como exemplo, dos contra, um dos mais citados é que 55 países aboliram o amianto. O argumento quer implicar que por haver um número de países que tenham feito isso eles estão certos e devem ser seguidos, o que não é uma implicação necessária. Há citadas pesquisas e estatísticas para ambos os lados, mas minha impressão é de que aquelas a favor do uso controlado do amianto são mais específicas e rigorosas. Sou levado a crer que as outras, que muitas vezes citam o número de mortos por ano no mundo inteiro, têm um efeito mais retórico e tenham por fundamento aspectos mais generalistas (como são amplos não podem diferenciar condições de trabalho) e sobretudo estimados, não contabilizados. Com larga certeza todos os tipos de amianto são perigosos, o crisotila menos, e o que se argumenta é que o uso controlado da produção diminui mas não exclui o risco. Creio que sobre este ponto não haja discórdia.

    Achei interessante os seguintes dados: o crisotila é menos perigoso do que cloreto de vinila, arsênio, chumbo, sílica e mercúrio, a exemplo, e que não são proibidos. O crisotila é encontrado em natura em nossa atmofera, inclusive nas cidades, independente da região, embora, evidentemente, algumas tenham mais do que outras. Há vários indícios de que o uso do material produzido, em telhas e fibrocimento, não acarreta doenças no usuário. O real fator de risco é a inalação, e depende da dose, do tamanho da fibra e de sua resistência, mas aparentemente o pior caso não é a mineração, mas as indústrias de fibrocimento e têxtil, esse ponto não ficou claro para mim, permanece controverso (o depoimento do Médico Eduardo Algranti foi mais referência neste aspecto, há mais de um tipo de doença decorrente e certas doenças são mais comuns em certos ramos, há algo no próprio Criteria 203 da OMS). A OMS afirma que não há limite seguro para o uso do crisotila por não ter fundamentos técnicos (pesquisas, dados) para embasar o que seria um limite de exposição segura. O Criteria 203 afirma que se necessita de mais pesquisas sobre o amianto - link https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:tOTCdcS0JdsJ:www.mma.gov.br/port/conama/processos/18018FE8/PES033_MineralogiaCancerMesotelioma_ApresMiltonNascimento.pdf+&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShXvwl1DSUrMno6fNBwvyJOhulkkZDBeS5lf4_To6QwG9WxklMA20kFCCyOJF-zaFkGXjOae3MuGCNyuZgjT7iP4DmPjX4xtarlfg7uR4qmF7Yc-KVX4GvkPSuHa4F9YS302lBF&sig=AHIEtbRmmQWm7sIxAJkvfTWHQVbLl8tqIQ

    Em resumo, creio que não há elementos para caracterizar a necessidade de proibição imediata e que o mais sensato seria investir primeiramente em pesquisas e fiscalização, tanto por parte das empresas quanto dos órgãos governamentais responsáveis. Mas evidentemente os Ministros podem ter entendimento completamente diverso. Os votos já dados em relação à inconstitucionalidade das leis estaduais proibitivas, mesmo não tendo por foco exatamente decidir se o Amianto apresenta risco considerável, ilustram bem a controvérsia da questão.

    155765 - pppadv -  08 Nov 2012, 17:48
    Amianto puxa expansão da Eternit
    Autor(es): Por Ana Fernandes | De São Paulo
    Valor Econômico - 08/11/2012
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/8/amianto-puxa-expansao-da-eternit

    Em meio às discussões políticas e legais sobre o uso do amianto branco no país, o mineral continua a apresentar vigor econômico. É o que se pode ver no balanço da Eternit, divulgado ontem. Apesar de estar seguindo uma estratégia de diversificar o portfólio, com o objetivo de atingir 50% da receita de produtos fora da cadeia do amianto em um prazo de três a cinco anos, a venda do mineral foi ainda o grande motor da receita da empresa no terceiro trimestre.

    Entre julho e agosto, a receita cresceu 7,9% em relação a igual período de 2011, para R$ 229,8 milhões. A alta só foi possível graças ao desempenho do segmento de mineração. Impulsionada pelas exportações e pela valorização cambial, as vendas da fibra de amianto cresceram 58% na comparação anual, para R$ 73,5 milhões. "A mineração tem margens excepcionais, até porque exige grandes investimentos", disse ao Valor o presidente da Eternit, Élio Martins.

    Por sua vez, o fibrocimento (que utiliza amianto em sua composição) teve queda de 7,8% nas vendas, na mesma comparação, para R$ 115,4 milhões, e outros produtos, que incluem telhas de concreto, metais, louças sanitárias, recuaram 0,5%, para R$ 40,9 milhões.

    Na última linha do balanço, a Eternit teve lucro de R$ 27,1 milhões no trimestre, queda de 0,8% em relação a igual período de 2011. Para este ano, Martins diz que a empresa deve apresentar resultados semelhantes ao ano passado, o que será positivo ante o cenário difícil no setor de materiais.

    A mineração de amianto já chegou a representar mais de 90% do lucro da companhia, nos últimos anos vem respondendo por metade, e este ano, com a vantagem cambial, deve ser responsável por cerca de 60% do resultado líquido.

    O executivo admite que o uso do mineral divide opiniões, tanto na sociedade como no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a validade de leis estaduais que barram o amianto. Por isso, a empresa tem direcionado investimentos para novos segmentos. "É óbvio que há a pressão do risco das atividades com amianto serem impedidas, mas a diversificação é também uma oportunidade de negócio."

    Uma das principais apostas da Eternit é a fábrica da Companhia Sulamericana de Cerâmica, no Ceará, destinada à produção de louças sanitárias. A CSC é uma joint venture com a colombiana Corona. O investimento previsto é de R$ 97 milhões. A fábrica será inaugurada no primeiro semestre de 2013, com capacidade inicial de 1,5 milhão de peças por ano.

    Não fosse a insegurança jurídica, a empresa investiria nas atividades de mineração. Segundo o presidente, a mina de amianto em Minaçu (GO) - única no país - opera com capacidade total há quatro anos. Desde 2008, a empresa faz estudos para ampliar a produção, hoje de 300 mil toneladas de crisotila (amianto branco) por ano. Em valores atualizados, o desembolso seria de R$ 30 milhões para atingir 350 mil toneladas anuais.

    Questionado se uma decisão do STF contra as leis estaduais que barram o uso do mineral levaria a empresa a realizar o investimento, o presidente respondeu: "Só não fizemos ainda porque não tivemos segurança jurídica".

    155463 - paulo_prof -  07 Nov 2012, 17:25
    ETER3
    PREÇO: R$ 8,60
    PAYOUT (2011): 73,6%

    Múltiplos relativos aos últimos 12 meses:
    P/L 6,61
    P/VPA 1,64
    PSR 0,88
    DY 11,14%
    EV/EBITDA 4,53
    MARGEM BRUTA 42,8%
    MARGEM OPERACIONAL 18,1%
    MARGEM LÍQUIDA 13,4%
    LUCRO POR AÇÃO R$ 1,301
    MARGEM EBITDA 19,6%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 24,1%
    ROE 24,84%
    LIQUIDEZ CORRENTE 1,98

    Taxas de Crescimento dos Resultados dos 9M12 em relação aos Resultados dos 9M11:
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,5%
    RESULTADO BRUTO +21,0%
    RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -4,4%
    RESULTADO OPERACIONAL +30,2%
    RESULTADO LÍQUIDO +29,4%
    EBITDA +30,4%

    Taxas de Crescimento dos Resultados dos 3T12 em relação aos Resultados dos 3T11:
    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +7,9%
    RESULTADO BRUTO +13,1%
    RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -52,5%
    RESULTADO OPERACIONAL +2,6%
    RESULTADO LÍQUIDO +0,0%
    EBITDA +6,9%

    Taxas Anuais Médias de Crescimento Nominal:
    a) do lucro líquido:
    UA 23,59%
    U2A 13,51%
    U3A 12,36%

    b) do patrimônio líquido médio
    UA 8,88%
    U2A 8,97%
    U3A 20,63%

    Taxa anual média REAL de crescimento do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária durante os próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e desconto anual real de 8% seja IGUAL ao preço atual: - 20,5%

    155403 - israel007 -  07 Nov 2012, 11:53
    ETER3

    Empresa: ETERNIT S.A. Ação: ETERNIT ON Setor: Construção e Transporte Subsetor: Construção e Engenharia
    Resultado do 3º Trimestre de 2012

    A companhia anunciou lucro líquido de R$ 27,1 M no terceiro trimestre de 2012, uma variação de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2012 e redução de 0,8% em relação ao terceiro trimestre de 2011. A receita líquida somou R$ 119,6 M neste trimestre, acréscimo de 12,6% em relação ao 2° trimestre de 2012 e decréscimo de 4,1% em relação ao terceiro trimestre de 2011.

    A margem bruta atingiu 26,8% neste trimestre contra 29,1% no segundo trimestre de 2012 e 29,9% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 22,7% no terceiro trimestre de 2012 contra 25,4% no trimestre ligeiramente anterior.


    152272 - paulo_prof -  16 Out 2012, 19:08
    Pelo jeito ... só vou conseguir comprar se o Marco Aurélio surpreender e ferrar a empresa ... coisa que não acredito por que ele sempre deu mostras de ser razoavelmente esclarecido sobre as coisas em geral ...

    No que concerne a atividade de mineração da empresa, a argumentação do pessoal pago pela Saint Gobain seria ridícula ... para um juiz minimamente esclarecido.

    De início, a discussão da atividade de mineração, deveria ser completamente separada daquela da produção de artefatos com o material. No que concerne a mineração, há um monopólio e portanto a discussão não pode ser realizada em tese ... deve ser realizada sobre a dura realidade!

    O que outros países fizeram ou deixaram de fazer em relação a atividade de mineração não tem a mínima importância ... o que importa é que existe uma mina, existe um processo específico de mineração e um sistema específico de proteção aos trabalhadores. Tudo é mensurável e praticamente determinístico (os graus de incertezas são ínfimos). Tendo os dados das medidas, è a coisa mais simples da paróquia determinar o risco ao qual o mineiro está submetido em seu trabalho. Sou capaz de apostar que este risco é menor do que aquele do teto de sua casa desabar sobre a sua cabeça!

    Já no que concerne o uso das fibras de amianto crisotila, a discussão pode ser mais complicada. Embora o Brasil tenha condições de controle praticamente total sobre o uso (todas as empresas são cadastradas, e a Sama só pode entregar se o comprador tem cadastro), como não somos japoneses ou alemães, ... não dá para colocar a mão no fogo ...

    Tenho plena convicção de que o uso do amianto por uma empresa como a Eternit é 99,99% seguro. Mas como não descarto a possibilidade da fibra ser utilizada pelo zé da esquina (especialmente se o órgão com o mandato para o credenciamento estiver lotado de cumpanheiros incompetentes) ...

    152246 - alisonvm -  16 Out 2012, 16:49
    Alem das enumeras opções a substituição da matéria prima "amianto", ja buscadas pela empresa, mais estas citadas no post do Banzai, mais outras opções de mercados ou pesquisas ainda a ser buscado.digo:

    A ETER3, tem consciência de uma provavel chance de proibição do amianto, mas
    a empresa sabe que se isso vier mesmo a acontecer,não sera de uma hora pra outra, ex:se proíbe hoje e amanha ja não mais podera se produzir, não.

    mas uma eventual proibição, sera gradativa por exemplo: determina que 25% da produção seja desativada até 2020, mais 25% até 2025 e 100% até 2030, isso se a a decisão saisse hoje.

    Mas tbm vamos considerar na causa a favor da empresa o apelo social como impostos e geração de emprego, LOBBY.

    152234 - Banzai10 -  16 Out 2012, 15:47
    Para aqueles que tem ETER ou que estão interessados nela. É do Marcos Elias mas é um excelente ponto de vista:

    Eternit: para quem entende, para os sofisticados

    De Eternit, entendo bem. Até, e por conta desta minha vontade de entender sobre o papel, me considero amigo do mais-do-que-presidente da companhia, o Élio Martins. Embora ele nunca tenha me convidado ao seu sítio de Goiânia - convite que, no fundo, ainda aguardo com certa ânsia adolescente -, já tomamos cafés, almoçamos e jantamos, em São Paulo, e em Goiás. Já alugamos um Sêneca II, ano 1978, pilotado por um moleque de 18 anos (cuja experiência anterior se restringia ao transporte de garimpeiros e ao vai-e-vem de caixões, serviço regiamente bem pago pelas funerárias do interior do país) para visitar as minas da Sama, em Minaçu. Eu estava a procura do centro gerador de cânceres e fibroses pulmonares do nosso país. Ele queria me mostrar que nada daquilo existia: e o que encontrei? Nada, além de uma excelente mineradora.

    Aliás, comecemos aqui a colocar os pingos nos is, pois Eternit são duas empresas: uma é pure play em construção civil, com marcas próprias e revendas de seus produtos em mais de 3.000 pontos do país, e que independe(ria) do amianto. A outra é uma mineradora de Crisotila* (que tem o Brasil como terceiro maior produtor do planeta), com boas margens e boas perspectivas de aumento de preços no mercado internacional. E o que decorre daí? É que Eternit pode ser spinned-off em duas companhias, e unlock value para os detentores de ações de ETER3. Se fosse para convencer o público de IPOs (e IPO brazuca, cá entre nós, nos últimos cinco anos, tem sido para três tipos: para os flippers, para “individhuals” – ver Dilbert - que nunca ouviram falar de mercado de ações, e para gringo que não conhece o Brasil), poderíamos ter:

    a) A empresa de marcas em construção civil completamente livre de amianto, e isto porque, operacionalmente, nenhuma das plantas espalhadas de centro a sul do país, dependeria da Crisotila, se uma decisão for tomada em substituí-lo. A troca não afetaria em nada o processo de manufatura. Este filhote da Eternit poderia - literalmente - amanhã, passar a funcionar com silicato de cálcio, fibra de carbono, fibra de celulose, fibra cerâmica, fibra de vidro, fibra de aço, wollastonite, aramida, polietileno, polipropileno, politetrafluoretileno, ou qualquer outra porcaria que não tenha sido vítima do lobby da Saint-Gobain**;

    b) Uma multimineradora, somente voltada à exportação, e produzindo, além de Crisotila, Magnésio (a Crisotila é um Silicato de Magnésio) e até Ouro;

    Meu sentimento é que (a) e (b) acontecerão, além de, é claro, dada a situação de caixa e possibilidade de alavancagem, e graças ao iteano Saulo, a digestão de uma série de aquisições interessantes no setor.

    E se a companhia não quisesse nada de (a) + (b) + Saulo, o que poderia fazer?

    Fácil: exauriria suas minas em 2 ou 3 anos (mineraria apenas as áreas não estéreis de amianto, multiplicando por 10 a atual capacidade de produção da Crisotila, mas fazendo buracos enormes, estragando a topologia das minas, de forma a encurtar-lhes a expectativa de vida de 50 anos), destinando 100% da produção à exportação à China, dentre outros pobretões, ou 99% do Globo (como a China não é um país rico como o Brasil, e que também, infelizmente, não tem o nosso largo superávit habitacional, é, portanto, franca compradora da commodity), retornando - só com isso - o market cap atual total da companhia aos bolsos dos acionistas. E, tendo jogado fora sua atividade de mineração, e retornado 100% do investimento, ainda teria um dos mais completos portfólios de marcas para a construção civil: um play, sem dúvida, em real estate de baixa renda no país. Quem gosta de MRV ou Tenda, que tal olhar para a companhia?

    Mas no Brasil, e na falta de um único sell-side razoável, temos que a impressão de que a Eternit é apenas uma teimosa, tétrica fã de uma toxina qualquer, lutando para sobreviver mais um ano. Não é, mas o bom é que se pode comprá-la hoje ao preço tal de como se assim o fosse. Hoje, Eternit é um case esquisito de crescimento associado ao pagamento de um bom dividend yield.

    A empresa sempre teve um único defeito: seus maiores acionistas, muitos deles dentre os maiores ganhadores de dinheiro da velha guarda da bolsa brasileira, sempre estiveram distantes do dia-a-dia da companhia, o que a tornava acéfala ou megacefálica, como queiram. Teve este defeito, mas não tem mais: novas assets, garimpeiros modernos de ações, têm se aproximado indelevelmente do ativo. Vide, dentro outros, Mário Fleck.

    (*) A Crisotila é o Silicato hidratado de magnésio, e não oferece risco mensurável à saúde humana em níveis de exposição inferiores a 1 fibra/ml. A estrutura fibrosa do crisotila é flexível, fina e sedosa, sendo rapidamente eliminada pelo sistema respiratório. Estudos de biopersistência do amianto crisotila (tempo de permanência da fibra nos pulmões) evidenciam o fato de o produto ter baixo potencial de toxicidade, porque o núcleo de sua molécula é composto de magnésio, o que a torna biossolúvel.

    Já os anfibólios, não mais utilizados no Brasil, e não utilizados pela Eternit, propagam mais facilmente no ar, são rígidos e eliminados com dificuldade pelo sistema respiratório. Os anfibólios são fibras duras, retas e pontiagudas.

    (**) A Saint-Gobain cometeu crimes de guerra, e entre guerras, ao incentivar o uso do amianto francês, azul, chamado Crocidolita, na reconstrução naval do país. Foi punida lá, e OBRIGADA a vender sua participação em qualquer empresa de amianto em que tivesse share, vitimando, no passado, a Eternit. Hoje, faz campanha enganosa contra o amianto, por falta de caráter e de opção. Sempre torci para que qualquer de suas marcas não maculasse a camisa do TIMÃO, a título de patrocínio.

    150262 - Barbado -  27 Set 2012, 19:22
    Coin: panorama para Eternit é bom, apesar de temor no "caso do amianto"
    Executivos da companhia destacaram planos de expansão em reunião com a corretora; perspectiva de maior demanda baliza otimismo
    Por Lara Rizério 26-09-2012

    SÃO PAULO - Após o encontro com a Eternit (ETER3), a Coinvalores considera que o panorama para a empresa é bastante favorável, apesar dos temores acerca de uma decisão contrária ao uso de amianto no Brasil. A analista da corretora, Sandra Peres, recebeu a equipe de relações com investidores formada por Rodrigo Luz e Paula Barhum, que mostraram suas perspectivas e planos para a empresa.

    Luz e Paula destacaram os planos de crescimento orgânico diversificado com o ingresso em novos mercados via aquisição, além de esperar oferecer produtos do "piso até o teto". Dando sequência ao processo de diversificação, a empresa tem como “carro-chefe” a construção da fábrica multiprodutos em Porto Pecém, no Ceará, que contará com o investimento na planta de louças sanitárias realizado através de joint-venture com a colombiana Corona.
    Fábrica Eternit Rio de Janeiro

    Panorama favorável, mas impasse com uso de amianto
    Dado estes fatores, a analista considera que o panorama para a Eternit é bastante favorável. A boa perspectiva se baliza na projeção de maior demanda pelos componentes de construção que se expande pelo elevado déficit habitacional brasileiro - que sustentam com os programas de investimento do governo e com o consumo das famílias.

    Além disso, destaca a analista, está o crescimento da companhia alinhado á sua rentabilidade, através das metas de expansão de suas margens ao longo dos próximos anos. Outra ressalva aponta por ela é a elevada geração de caixa, primordial para a capitalização de seus projetos, assim como a confortável posição financeira e o baixo endividamento.

    Por outro lado, aponta Sandra, há o temor sobre uma decisão contrária ao uso do amianto no Brasil, que eliminaria em torno de 30% de sua receita consolidada. "Embora esse tema ainda esteja longe de ser concluído, nesse momento preferimos recomendar a manutenção dos papéis da companhia, que possui o maior payout (dividendo pago por ação/lucro por ação) do setor".

    Vale ressaltar que a companhia continua com 80% de sua receita líquida proveniente da comercialização de produtos à base de amianto crisotila como matéria-prima para fabricação. "Destacamos este ponto, pois a 'guerra pela sobrevivência' vem se arrastando ao longo de anos, pela questão do banimento ou livre comercialização", avalia a analista. Tendo em vista a ameaça à atividade, a Eternit já conta com linha de fabricação alternativa.

    146034 - gustgef -  24 Ago 2012, 20:42
    Galera vi algumas discussões sobre Eternit então vou soltar minha opinião.

    A eternit pode ser proibida de produzir o amianto ou comercializá-lo no Brasil. A primeira opção é pouco provável porque a CNTI (confederação nacional dos trabalhadores da industria) é contra devido a perda de mais de 5000 empregos.

    A segunda alternativa é pouco danosa para a Eternit uma vez que apenas 35% do seu Ebitda vem do fibrocimento o resto vem da mineração do Amianto que pode ser vendido para exportação e os preço internacionais estão bem interessantes, além do que o fibrocimento pode ser fabricado de outra forma.

    Outro fato importante a ser considerado é que essa audiencia foi chamada pela própria CNTI a fim de revogar a decisão do estado de São Paulo, portanto, há uma força muito grande dos trabalhadores contra a proibição.

    De toda forma ainda existe a possibilidade de o juiz estabelecer um prazo de 05 anos ou 10 anos para a situação no Brasil mudar, o que também dá fôlego para a Eternit trocar sua receita líquida.

    Digamos então que existe menos de 5% de chance do Worst Case Scenario acontecer. Nesse caso a proibição de fabricação seria imediato, nesse caso a empresa deveria ser negociada a uns 6 reais, porque seus lucros devem cair a 1/3.

    Em todas as outras possibilidades o preço de R$10,00 é uma piada. Pois a empresa cresce 15% ao ano e paga 9% de yield, uma máquina.

    Considero extremamente válido o investimento em Eternit nesses preços,

    Mas o dinheiro é de cada um de vocês.

    145968 - uqaz -  24 Ago 2012, 15:34
    Citação: danieljoseaa
    Citação: uqaz
    Citação: rnelias
    Citação: uqaz
    Citação: Barbado
    ETERNIT

    As vezes precisamos operar ao sabor das notícias, esta empresa teve duas importantes nesta semana:

    i-) audiência pública para resolver a pamonha do "amianto", independente do resultado num primeiro momento ela é negativa para a empresa e poderia levar os preços para baixo;

    ii-) a segunda foi postada aqui também recentemente (transcrita abaixo), porque "diabos" alguém vai alugar esse valor "astronômico" de ações de uma empresa que não tem liquidez, fazendo uma conta simples temos:

    6,70 para 4,42 = 34% foi o total de ações alugadas.

    Por enquando não socou venda aínda.

    CONCLUSÃO: Quem tinha ações deveria sair de "fininho" e voltar quando a poeira baixar. Foi o que fiz......

    SÃO PAULO - O investidor Victor Adler reduziu para 4,42% a sua participação acionária na Eternit (ETER3), em uma operação de empréstimo de ações realizada em 10 de agosto, conforme comunicado nesta quarta-feira (22). O investidor detinha 6,70% de participação acionária na companhia, conforme consta no site da BM&FBovespa, ao final de junho.

    Com essa movimentação, o investidor passa a deter 3.955 milhões de ações da companhia. A nota esclarece ainda que “o empréstimo das ações foi efetuado como estratégia de investimento e não objetiva alterar a administração ou a composição do controle da companhia”.

    Lembra do que aconteceu semana passada? Rossi, JHSF...enfim, resultados vieram ruins...mas as cotações bombaram. Acho que qualquer que seja a soluçao em ETER, vai bombar. A ver

    Uqaz, acho que a tentativa de leitura que o mercado tenta fazer de forma antecipada iria mais ou menos pela seguinte lógica:

    Proibindo hoje, o lucro de curto-prazo cai, saímos hoje (antecipando a possível queda do lucro) e voltamos quando percebermos (antes de todo mundo, é claro) que a empresa superou o episódio (o que não acredito que demore a ocorrer...)

    Não é bem assim...não vão cortar o amianto de uma vez, haverá um prazo de ajuste. 10 anos talvez. Ocorre é que o Mercado mediano não tem essa informação. Assim que descobrirem, volta a subir. Não quero saber o que o mercado acha ou deixa de achar. Perdeu os 9,00/ETER3 é barbada.

    8,00/ETER3 (meu preço médio) seria pedir demais...

    Mesmo com a decisão da justiça, os proventos continuarão. Talvez não haja aumento, mas continuam bem altos.

    1S07 0,63800
    1S08 0,43565
    1S09 0,39190
    1S10 0,34970
    1S11 0,39710
    1S12 0,32410

    No preço atual:

    2008 0,85700 8,65%
    2009 0,73385 7,41%
    2010 0,78450 7,92%
    2011 0,86340 8,71%

    Depende Uqaz, se o amianto for proibido, qual será o baque no lucro?(eu não faço idéia).............. os proventos seguirão o mesmo caminho.

    Rapaz, eu acho que não me fiz claro. Se o amianto for proibido, claro que vem uma pancada. Mas não é bem assim. Haverá um prazo de adequação. Desta forma, penso que o lucro não sofrerá uma pancada muito forte, a adequação será lenta e gradual. E do jeito que a Administração é boa consegue tirar isso de letra...

    Estou pensando em um prazo de 10 anos. Se vir mais que isso 15/20 anos...aí já viu né.


    152234 -  Banzai10 - 16/Out/2012 12:47
    Para aqueles que tem ETER ou que estão interessados nela. É do Marcos Elias mas é um excelente ponto de vista:


    Eternit: para quem entende, para os sofisticados

    De Eternit, entendo bem. Até, e por conta desta minha vontade de entender sobre o papel, me considero amigo do mais-do-que-presidente da companhia, o Élio Martins. Embora ele nunca tenha me convidado ao seu sítio de Goiânia - convite que, no fundo, ainda aguardo com certa ânsia adolescente -, já tomamos cafés, almoçamos e jantamos, em São Paulo, e em Goiás. Já alugamos um Sêneca II, ano 1978, pilotado por um moleque de 18 anos (cuja experiência anterior se restringia ao transporte de garimpeiros e ao vai-e-vem de caixões, serviço regiamente bem pago pelas funerárias do interior do país) para visitar as minas da Sama, em Minaçu. Eu estava a procura do centro gerador de cânceres e fibroses pulmonares do nosso país. Ele queria me mostrar que nada daquilo existia: e o que encontrei? Nada, além de uma excelente mineradora.

    Aliás, comecemos aqui a colocar os pingos nos is, pois Eternit são duas empresas: uma é pure play em construção civil, com marcas próprias e revendas de seus produtos em mais de 3.000 pontos do país, e que independe(ria) do amianto. A outra é uma mineradora de Crisotila* (que tem o Brasil como terceiro maior produtor do planeta), com boas margens e boas perspectivas de aumento de preços no mercado internacional. E o que decorre daí? É que Eternit pode ser spinned-off em duas companhias, e unlock value para os detentores de ações de ETER3. Se fosse para convencer o público de IPOs (e IPO brazuca, cá entre nós, nos últimos cinco anos, tem sido para três tipos: para os flippers, para “individhuals” – ver Dilbert - que nunca ouviram falar de mercado de ações, e para gringo que não conhece o Brasil), poderíamos ter:

    a) A empresa de marcas em construção civil completamente livre de amianto, e isto porque, operacionalmente, nenhuma das plantas espalhadas de centro a sul do país, dependeria da Crisotila, se uma decisão for tomada em substituí-lo. A troca não afetaria em nada o processo de manufatura. Este filhote da Eternit poderia - literalmente - amanhã, passar a funcionar com silicato de cálcio, fibra de carbono, fibra de celulose, fibra cerâmica, fibra de vidro, fibra de aço, wollastonite, aramida, polietileno, polipropileno, politetrafluoretileno, ou qualquer outra porcaria que não tenha sido vítima do lobby da Saint-Gobain**;

    b) Uma multimineradora, somente voltada à exportação, e produzindo, além de Crisotila, Magnésio (a Crisotila é um Silicato de Magnésio) e até Ouro;

    Meu sentimento é que (a) e (b) acontecerão, além de, é claro, dada a situação de caixa e possibilidade de alavancagem, e graças ao iteano Saulo, a digestão de uma série de aquisições interessantes no setor. 

    E se a companhia não quisesse nada de (a) + (b) + Saulo, o que poderia fazer?

    Fácil: exauriria suas minas em 2 ou 3 anos (mineraria apenas as áreas não estéreis de amianto, multiplicando por 10 a atual capacidade de produção da Crisotila, mas fazendo buracos enormes, estragando a topologia das minas, de forma a encurtar-lhes a expectativa de vida de 50 anos), destinando 100% da produção à exportação à China, dentre outros pobretões, ou 99% do Globo (como a China não é um país rico como o Brasil, e que também, infelizmente, não tem o nosso largo superávit habitacional, é, portanto, franca compradora da commodity), retornando - só com isso - o market cap atual total da companhia aos bolsos dos acionistas. E, tendo jogado fora sua atividade de mineração, e retornado 100% do investimento, ainda teria um dos mais completos portfólios de marcas para a construção civil: um play, sem dúvida, em real estate de baixa renda no país. Quem gosta de MRV ou Tenda, que tal olhar para a companhia?

    Mas no Brasil, e na falta de um único sell-side razoável, temos que a impressão de que a Eternit é apenas uma teimosa, tétrica fã de uma toxina qualquer, lutando para sobreviver mais um ano. Não é, mas o bom é que se pode comprá-la hoje ao preço tal de como se assim o fosse. Hoje, Eternit é um case esquisito de crescimento associado ao pagamento de um bom dividend yield.

    A empresa sempre teve um único defeito: seus maiores acionistas, muitos deles dentre os maiores ganhadores de dinheiro da velha guarda da bolsa brasileira, sempre estiveram distantes do dia-a-dia da companhia, o que a tornava acéfala ou megacefálica, como queiram. Teve este defeito, mas não tem mais: novas assets, garimpeiros modernos de ações, têm se aproximado indelevelmente do ativo. Vide, dentro outros, Mário Fleck.

    (*) A Crisotila é o Silicato hidratado de magnésio, e não oferece risco mensurável à saúde humana em níveis de exposição inferiores a 1 fibra/ml. A estrutura fibrosa do crisotila é flexível, fina e sedosa, sendo rapidamente eliminada pelo sistema respiratório. Estudos de biopersistência do amianto crisotila (tempo de permanência da fibra nos pulmões) evidenciam o fato de o produto ter baixo potencial de toxicidade, porque o núcleo de sua molécula é composto de magnésio, o que a torna biossolúvel.

    Já os anfibólios, não mais utilizados no Brasil, e não utilizados pela Eternit, propagam mais facilmente no ar, são rígidos e eliminados com dificuldade pelo sistema respiratório. Os anfibólios são fibras duras, retas e pontiagudas.

    (**) A Saint-Gobain cometeu crimes de guerra, e entre guerras, ao incentivar o uso do amianto francês, azul, chamado Crocidolita, na reconstrução naval do país. Foi punida lá, e OBRIGADA a vender sua participação em qualquer empresa de amianto em que tivesse share, vitimando, no passado, a Eternit. Hoje, faz campanha enganosa contra o amianto, por falta de caráter e de opção. Sempre torci para que qualquer de suas marcas não maculasse a camisa do TIMÃO, a título de patrocínio

    130043 - small caps - 08/Mai/2012 10:44
    Fantástico:


    "Lucro líquido da Eternit atinge R$ 30 milhões e EBITDA cresce 75% no 1T12
    A Eternit, maior e mais diversificada indústria de coberturas do país, encerrou o 1T12 com desempenho bem superior ao do setor de materiais de construção.
    A Companhia operou em plena capacidade na mineração do crisotila e acima de 80% nas linhas de produção do fibrocimento e telhas de concreto.

    O volume vendido do mineral crisotila no 1T12 foi de 72,9 mil toneladas, um crescimento de 6,0% quando comparado ao primeiro trimestre de 2011, em função do aumento de demanda e regularidade no fluxo das exportações.

    As vendas de fibrocimento apresentaram redução de 7,5% em relação ao 1T11, principalmente, em função do reposicionamento de preços. Já o volume de vendas das telhas de concreto apresentou crescimento de 6,8%, na comparação com o mesmo período de 2011, totalizando 1.397 mil metros quadrados, principalmente, em função da inauguração da nova fábrica em São José do Rio Preto (SP).

    No 1T12, a receita líquida consolidada da Eternit somou R$ 210,2 milhões, uma evolução de 12,9% em relação ao 1T11. Este desempenho reflete o crescimento de volumes de telhas de concreto e louças sanitárias, e o aumento de preços em todas as linhas de seu portfólio, além de um câmbio favorável.

    Como consequência, o EBITDA foi de 46,2 milhões, 75,1% maior que o mesmo período do ano anterior, com margem de 22%. O lucro líquido foi de R$ 29,9 milhões, com crescimento de 77,5% frente ao 1T11.

    Em linha com o Programa de Expansão e Diversificação, a Eternit entrou, neste primeiro trimestre, no mercado de metais sanitários. Utilizando capacidade de terceiros, a Companhia segue a mesma estratégia de lançamento das louças sanitárias, com um portfólio que vai do standard ao luxo."

    E se não é o executivo... desta vez a ameaça vem do Judiciário...

    120670 - paulo_prof - 14/Mar/2012 16:30
    PREÇO: R$ 9,30

    PAYOUT (2011): 73,6%

    Relativo aos últimos 12 meses:

    P/L      8,56
    P/VPA            1,90
    PSR     1,01
    DY      8,60%
    EV/EBITDA  5,98
    MARGEM BRUTA  39,5%
    MARGEM OPERACIONAL          16,0%
    MARGEM LÍQUIDA          11,8%
    LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,086
    MARGEM EBITDA 17,1%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       11,1%
    ROE    22,19%
    LIQUIDEZ CORRENTE     2,16

    Taxas anuais médias nominais de crescimento:

    a) do lucro líquido:
    UA      -4,79%           
    U2A    15,24%          
    U3A    6,18% 

    b) do patrimônio líquido médio
    UA      7,96%
    U2A    20,85%
    U3A    20,65%



    Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido, durante 3 anos, necessária para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD com taxa de desconto real de 10% e perpetuidade real nula seja 150% o preço atual (1,5*R$9,30=R$13,95): 9,5%

    120670 - paulo_prof - 14/Mar/2012 16:30
    ETER3


    PREÇO: R$ 9,30
    PAYOUT (2011): 73,6%

    Relativo aos últimos 12 meses:

    P/L      8,56
    P/VPA            1,90
    PSR     1,01
    DY      8,60%
    EV/EBITDA  5,98
    MARGEM BRUTA  39,5%
    MARGEM OPERACIONAL          16,0%
    MARGEM LÍQUIDA          11,8%
    LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,086
    MARGEM EBITDA 17,1%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       11,1%
    ROE    22,19%
    LIQUIDEZ CORRENTE     2,16

    Taxas anuais médias nominais de crescimento:

    a) do lucro líquido:
    UA      -4,79%           
    U2A    15,24%          
    U3A    6,18% 

    b) do patrimônio líquido médio
    UA      7,96%
    U2A    20,85%
    U3A    20,65%

    Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido, durante 3 anos, necessária para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD com taxa de desconto real de 10% e perpetuidade real nula seja 150% o preço atual (1,5*R$9,30=R$13,95): 9,5%

    111706 - paulo_prof 24/Jan/2012 22:44
    citação: rpiana

    ETER3

    Acho que quinta-feira (amanhã é feriado em SP) será o último dia para quem ainda não aproveitou os preços promocionais... Depois é claro, sempre haverá espaço para comprar, mas não com o desconto que está sendo oferecido.

    Não entendo nada de gráfico, mas olha esse aí embaixo (de tanto ver o dos outros aprendi a repetir as mesmas coisas!!!). Que fique claro que gosto de ver essas figurinhas somente para validar momentos de entrada (nem para saída uso).

    a) MM9 e MM21 cruzando para cima MM200;
    b) MACD linha vermelha cruzando linha azul no sentido positivo e acima de 0;
    c) Maior volume dos últimos três meses (parecido com o dia 13);

    Já aconteceu isso antes no mesmo gráfico e a cotação não andou... mas não tinha o item "a" acima. Será que vai ser diferente???

    Prefiro olhar pelo lado fundamentalista e a situação do mercado interno:

    d) ampliação da linha produtos, com compra de marcas de mercado (louça sanitárias)
    e) setor de construção para baixa renda aquecido - muitos lançamentos das construtoras. Depois de lançar tem que comprar material para construir!!!
    f) abertura de novas fábricas;
    g) nas crises (se acontecer) o governo tem sempre incentivado o setor de construção civil (redução de impostos) o que estimula a venda.
    h) taxa de juros baixando;
    i) maior disponibilidade para captação de recursos pelos bancos médios com maior oferta de crédito para pequenas empresas construtoras espalhadas pelo país.

    Prof... dê o seu voto.. é por ai? Ou estou raciocinando muito errado? Você não pensa em alocar ou aumentar posição em ETER3? Cola ai aqueles indicadores e aquele percentual de crescimento de FCD (adaptação show de bola do prof Paulo).

    Poly... essa figura não está interessante?

    A minha projeção para lucro do 4T10 é de aprox. R$ 35 milhões. Isto não será suficiente para que no exercício de 2011 a empresa consiga empatar o lucro obtido em 2010.


    Embora tenha ocorrido um expressivo aumento na Receita Líquida (nos 9M11 o aumento foi de 9,7% em relação aos 9M10, percentual que deve aumentar no 4T11), as margens brutas obtidas, especialmente aquelas do 1T11 e 2T11, foram sensivelmente menores do que aquelas do ano passado.

    No 3T11 já houve uma evolução na margem bruta, evolução que deverá continuar no 4T11. Parte da piora da margem bruta nos 9M11 (39,1%; quando nos 9M10 havia sido 44,9%) foi compensada por uma melhora nas despesas operacionais. Desta forma, a margem líquida nos 9M11 (10,9%) não experimentou queda de mesma amplitude (nos 9M10 a margem líquida havia sido 13,4%). No 3T11, a margem líquida também recuperou parte da perda (12,8%) e no 4T11 deverá ainda apresentar uma evolução.

    Estou projetando que o lucro líquido dos últimos 12 meses deva crescer numa taxa média anual real de aprox. 3,5% nos próximos 3 anos. Nestas condições, para uma perpetuidade real de 0% e taxa de desconto real de 9%, a fórmula do FCD fornece um "valor justo" de R$ 12,86.

    Baseado nos resultados dos últimos 12 meses, os multiplicadores são:

    PREÇO R$ 9,10
    PAYOUT 79% (2010)
    P/L      8,65
    P/VPA            1,92
    PSR     1,00
    DY      9,12%
    EV/EBITDA  5,90
    MARGEM BRUTA  38,8%
    MARGEM OPERACIONAL          14,5%
    MARGEM LÍQUIDA          11,6%
    LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,052
    MARGEM EBITDA 16,6%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       9,1%
    ROE    22,21%
    LIQUIDEZ CORRENTE     2,06

    Taxas anuais nominais médias de crescimento:

    a) do lucro
    UA      4,26% 
    U2A    7,13%
    U3A    6,60%
    9M11 sobre 9M10 -10,8%

    b) do pat liq
    UA      9,06%
    U2A    26,98%
    U3A    20,68%

    Acho que o risco de adquirir o ativo ao preço atual é muito pequeno!

    Por Tetzner
    ·  PERFIL DA EMPRESA:
    - A Eternit é a maior fabricante de telhas e caixas-d’água de fibrocimento do mercado brasileiro - um dos maiores mercados de construção civil do mundo, com uma demanda anual superior a 208 milhões de metros quadrados de telhas e 3,3 milhões de unidades de caixas-d’água.
    A Companhia está presente no Brasil desde 1940. Líder no segmento, é também a marca mais premiada do setor na categoria de telhas e caixas-d’água de fibrocimento. O Grupo Eternit conta hoje com mais de 1.500 colaboradores (em todas as unidades e nas subsidiárias SAMA e Precon Goiás), 4 fábricas próprias, 08 filiais de vendas (estrategicamente localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste do País), além de mais de 9.000 revendedores por todo o Brasil – o que a torna presente nos principais pólos consumidores do Brasil. Sua linha de produtos é composta por uma ampla gama de soluções para a construção civil, com modelos de telhas de fibrocimento, telhas metálicas, caixas-d’água de fibrocimento e polietileno, painéis Wall, placa cimentícia Eterplac e perfis metálicos. Sua subsidiária SAMA extrai, beneficia e comercializa amianto crisotila no mercado interno e externo. A Eternit é uma companhia de capital aberto, com ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), negociadas no Novo Mercado, segmento que congrega as empresas que voluntariamente se compromissaram com as mais elevadas práticas de governança corporativa.      
          

    Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )


    PAINEL DE INDICADORES
    21/11/11





    SELIC
    11,50%
    Ativo
    R$
    PL
    VP
    GR
    DY
    LA
    Dv
    Ml
    EB
    MS
    BMEB4
      11,42
    4,8
    0,57
    2,7
    8,2%
    20,8%
    0,0
    0%
    20,8%
    112,7%

    ·  PONTOS POSITIVOS:
    - Receita Bruta  280M  +7,27%  3Tx2T11
    - Receita Líquida  213M  +6,5%   3Tx2T11 Este resultado foi possível em função de maiores volumes vendidos de fibrocimento,  telhas de concreto e louças sanitárias, somando-se ainda o aumento de preços na mineração e recuperação nas demais linhas. Vale também ressaltar a apreciação do dólar frente ao real no final do 3T11.
    - Lucro Bruto  86M   +11,68%  3Tx2T11    
    - Margem Bruta 41%  +3p.p. 3Tx2T11 

    - Lucro Operacional (EBIT)   36M  +44% 3Tx2T11
    - Lucro Líquido  27M   +35%  3Tx2T11         
    - Margem Líquida 13% +3p.p.  3Tx2T11   

    - LPA (R$/ação)   0,31  +19%  3Tx2T11   
    - EBITDA  42M  +36%
    - Margem EBITDA  20%  +4p.p
    - O volume vendido de fibrocimento, incluindo componentes para sistemas construtivos, totalizou 231,7 mil toneladas +9,5% x 3T2T11 , um crescimento de 12,9% e as vendas de telhas de concreto cresceu 9,2% em comparação com o 3T10, em função de uma maior utilização da capacidade produtiva em prol das sinergias entre a Tégula e Eternit. 
    - No final do 3T11, Eternit apresentou uma posição financeira confortável, com caixa líquido de R$ 16,9 milhões. Em setembro de 2011, a dívida bruta da Eternit e suas controladas somavam R$ 38,5 milhões, em função da antecipação dos contratos de câmbio das exportações da controlada SAMA e da dívida da controlada Tégula em função da aquisição de moldes. As aplicações financeiras e disponibilidades do grupo Eternit totalizavam R$ 55,4 milhões.
    Faz-se necessário ressaltar que a Companhia não possui operações alavancadas com derivativos de qualquer espécie que possam significar posições especulativas.
    PONTOS NEGATIVOS
    - VISÃO ESTRATÉGICA
    - Em linha com as iniciativas de diversificação e crescimento, a companhia aumentou em 60% a capacidade de produção
    da Tégula e iniciará a construção de sua 12ª fábrica no Estado do Ceará, onde a primeira planta a ser instalada será a de
    louças sanitárias.  
    ·  CURIOSIDADES
    - A Companhia esclarece que a extração, industrialização, utilização, comercialização e transporte do Mineral crisotila e dos produtos que o contenham é regulamentada pela Lei Federal nº. 9.055/95 – Decreto nº. 2.350/97 e Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego. A competência para legislar sobre minerais é da União conforme preceitos constitucionais.
    No dia 29 de setembro de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF), julgou favoravelmente o pedido de liminar em que a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística questiona, através da ADPF 234/11, a Lei Estadual nº 12.684/2007, que proíbe o transporte do amianto crisotila e de produtos que contenham o mineral no Estado de São Paulo.
    Com isso, as empresas de cargas e logística podem voltar a trafegar pelas rodovias do Estado de São Paulo, transportando o amianto crisotila e produtos que o contenham quando destinados a outro Estado da Federação, bem como para a exportação.    
             

    ·  OPINIÃO DO ANALISTA
    -  Excelente empresa, ótimas margens, lucros crescentes, margem de segurança, apresenta baixo endividamento, aproveita-se da valorização do dólar e não se mete a especular com ele, ótima liquidez corrente,  ... o único senão é a questão jurídica do uso do amianto crisotila. Como acionista, só tenho a agradecer pelo ótimo trimestre.

    Por Fernando Mendel
    Um dos possíveis riscos da eternit é a questão do amianto.

    Alguns estados já proibiram/tentaram proibir e há um projeto federal em andamento sugerindo o banimento do amianto da industria.

    Se houver progressos quanto a esse projeto é quase certo que o preço da ação vai despencar.


    101240 - paulo_prof - 08/Nov/2011 16:29
    Resultados dos 9M11 relativamente aos 9M10;

    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +9,5%
    RESULTADO BRUTO -5,0%
    RESULTADO FINANCEIRO (POSITIVO) -24,6%
    RESULTADO OPERACIONAL -15,3%
    RESULTADO LÍQUIDO -10,9%
    EBITDA -9,1%

    O PatLiq ao final do 3T11 cresceu 8,0% em relação aquele ao final do 3T10.

    Múltiplos baseados nos últimos 12 meses:
    PREÇO: 9,12
    PAYOUT: 78,9%

    P/L      8,67
    P/VPA            1,92
    PSR     1,01
    DY      9,10%
    EV/EBITDA  5,95
    MARGEM BRUTA  38,8%
    MARGEM OPERACIONAL          14,5%
    MARGEM LÍQUIDA          11,6%
    LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,052
    MARGEM EBITDA 16,6%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       9,1%
    ROE    22,21%
    LIQUIDEZ CORRENTE     2,06

    Taxas anuais médias nominais de crescimento:
    a) do lucro líquido
    UA      4,21% 
    U2A    7,12%
    U3A    6,59%

    b) do patrimônio líquido médio
    UA      9,06%
    U2A    26,98%
    U3A    20,68%

    Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido nos próximos 3 anos para que o preço justo da ETER3 seja 50% maior do que o preço atual, supondo uma taxa anual real de desconto de 10% e uma perpetuidade real de 0%: +10,0%


    94741 - danieljoseaa - 23/Set/2011 22:41
    Entrevista com o presidente da ETER3......melhor mês da história em vol. de vendas, aumento da receita com o aumento do dólar, aquisições para ampliação do portfólio, milhões em caixa, dividendos trimestrais.........HHHUUUUUMMMM.......good, very good.

    Construção

    Eternit vai às compras para estar do chão ao teto

    Luciano Feltrin (lfeltrin@brasileconomico.com.br)
    23/09/11 13:08

    À frente da presidência da empresa há 11 anos, Élio Martins não vê com preocupação a escalada do dólar

    À frente da presidência da empresa há 11 anos, Élio Martins não vê com preocupação a escalada do dólar

    O agravamento da crise internacional parece não incomodar um seleto grupo de empresas. Um bom exemplo disso é a Eternit.

    A Eternit, tradicional fabricante de caixas d'água e telhas, acaba de registrar o melhor mês de sua história em volume de vendas e está em busca de fusões para ampliar sua cesta de produtos.

    Com caixa de R$ 40 milhões após já ter distribuído dividendos trimestrais aos acionistas, a companhia negocia aquisições e se prepara para entrar em duas novas áreas até o final do ano: mármore sintético (pias) e metais (torneiras).

    "Queremos ser capazes de oferecer produtos do piso ao teto para as residências", diz Élio Martins, à frente da presidência da empresa há 11 anos.

    Com uma das controladas do grupo - a mineradora Sama - exportando 40% de sua produção para países da América Central e Ásia, o executivo não vê com preocupação a escalada recente do dólar. Pelo contrário.

    "No nosso caso, os efeitos podem ser bons, com a receita em moeda estrangeira ajudando a engordar o balanço", prevê. "Como não temos dívidas ou derivativos, o único tema que causa emoção no meu dia a dia não é o caixa. É o amianto", afirma.

    Outro segmento no qual a Eternit tem buscado ganhar espaço é o de gradamento metálico. O material é utilizado em grandes construções para substituir madeira. Sai mais em conta e é mais durável.

    "É um produto que oferecemos para construtoras e não no balcão das lojas", explica Martins.

    Solidão

    Com ações na bolsa de valores desde 1948, a Eternit é uma das raras companhias do segmento a ter capital aberto. Motivo de lamentação para investidores estrangeiros que aplicam recursos no setor de construção civil e vivem em busca de novas opções.

    "Eles reclamam porque não conseguem enxergar a cadeia toda. Compram ações nas construtoras, mas não conseguem ter papéis de fornecedoras de insumos e matérias-primas, o que é muito comum fora do país. Serve até de termômetro para que apliquem mais ou menos nas construtoras", diz o presidente da empresa.

    Outro aspecto interessante de estar quase solitária na BM&F Bovespa - a fabricante de cerâmicas Portobello também tem papéis no pregão -, diz respeito à divulgação de dados e estratégias da empresa.

    "Todos os trimestres os concorrentes têm amplo acesso aos nossos números. Isso obriga a companhia a ser muito ágil em suas decisões para estar à frente quando o mercado fica sabendo nossa posição".

    Conhecida por ser uma das maiores pagadoras de proventos do mercado brasileiro, a empresa tem seu capital pulverizado na bolsa.

    Isso significa que, isoladamente, não há um investidor ou um grupo que controle a companhia.



    Aproximadamente 75% das ações da Eternit estão dispersas no mercado. Ou seja, pertencem a milhares de investidores.


    85247 - paulo_prof - 09/Ago/2011 11:31
    ETER3
    PREÇO: R$ 8,35
    PAYOUT: 78,9% (2010)

    últimos 12 meses
    P/L 8,09
    P/VPA 1,79
    PSR 0,94
    DY 9,75%
    EV/EBITDA 5,59
    MARGEM BRUTA 39,8%
    MARGEM OPERACIONAL 14,5%
    MARGEM LÍQUIDA 11,6%
    LUCRO POR AÇÃO R$ 1,033
    MARGEM EBITDA 16,3%
    DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 7,5%
    ROE 22,14%
    LIQUIDEZ CORRENTE 2,14

    últimos 3 meses (anualizado)
    P/L 8,90
    PSR 0,93
    DY 8,86%
    EV/EBITDA 5,78
    MARGEM BRUTA 38,4%
    MARGEM OPERACIONAL 13,8%
    MARGEM LÍQUIDA 10,4%
    LUCRO POR AÇÃO R$ 0,938
    MARGEM EBITDA 15,7%
    ROE 20,11%

    TAXAS DE CRESCIMENTO ANUAL MÉDIO DO LUCRO LÍQUIDO
    U1A 12,96%
    U2A 6,15%


    U3A 9,5


    1076 - paulorizzi - 20/Jan/2009 19:48
    "No exercício de 2007, o Lucro Líquido da ETER3 foi de R$ 43,7 milhões, o que correspondeu a um LPA (lucro por ação) de R$ 0,61. Relativo ao exercício de 2007, foram distribuídos um total de R$ 0,615 em proventos (vide tabela abaixo)"
    "25/abr/07 R$ 0,06000"
    "25/abr/07 R$ 0,08000"
    "02/jul/07 R$ 0,04000"
    "02/jul/07 R$ 0,03700"
    "24/out/07 R$ 0,07200"
    "24/out/07 R$ 0,04600"
    "19/dez/07 R$ 0,07000"

    484 - small caps - 03/Dez/2008 00:45
    "(469), Kudlow, realmente ETER3 tem os riscos de proibição que você mencionou. Porém, seus múltiplos muitos depreciados, o bom DY e o direcionamento na diversificação de suas atividades, torna o investimento possível. Mas é claro, com a adequada alocação de capital. A questão de danos à saúde é complexa e já vi estudos que dizem que se refere a outro tipo de amianto. Mas não me aprofundei na questão."

    106 - small caps - 06/Out/2008 23:25
    "Fabgalindo, ETER3 considero o preço atual atraente. O risco da proibição do amianto traz um belo desconto para a empresa que tem se beneficiado do incremento das atividades da construção civil. Na Revista InvestMais de novembro sairá uma reportagem sobre a empresa em que comento seus múltiplos e atratividade."

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