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terça-feira, 16 de julho de 2019

Unipar (UNIP)


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Balanços
1T2019 -
paulo_prof   -
Resultados Muito Fracos. Quebra de aprox. R$ 105 milhões na Receita Líquida, com redução de apenas aprox. R$ 10 milhões no CPV. Parte da redução da receita foi devida aos menores preços da soda cáustica, e parte às menores vendas dos produtos fabricados em Sto. André.
Resultado Financeiro melhor em aprox. R$ 22 milhões. Em consequência, o Resultado Antes dos Impostos (expurgados os não recorrentes do 1T18) foi menor em R$ R$ 88 milhões. A quebra no lucro líquido (expurgados os não recorrentes do 1T18) foi de R$ 77 milhões. A produção da Carbocloro ficou aprox. em linha com aquela do 1T18. As produções em Sto. André (-22%) e Bahia Blanca (-9%) foram menores do que aquelas do 1T18.
A menos que o preço da soda aumente non mercado internacional, a situação não deverá melhorar muito no 2T19.
O ativo ainda está barato, porque o seu preço corrente reflete um lucro anual na casa dos R$ 250 milhões reais.

A2018/4T2018 -
paulo_prof  -
Como antecipado, a mudança do padrão contábil na Argentina tirou a previsibilidade de resultados. A Receita de Equivalência Patrimoninal da Indupa em 2018 foi contabilizada em R$ 183,5 milhões, sensivelmente maior do que os R$ 140 milhões que se obtém multiplicando o lucro líquido da Indupa expresso em ARS de 28DEZ pela taxa de câmbio vigente na data e por 0,8777 que é a participação da Unipar na Indupa.
Os resultados da Controladora (ex-Indupa) no 4T18 foram os seguintes:
Receita Liquida: R$ 259.199 mil (22,6% da Receita Líquida no exercício)
Resultado Bruto: R$ 151.446 mil (22,9% do Resultado Bruto no exercício; pequeno oganho de margem)
Resultado Financeiro: R$ 5.217 mil
Resultado Antes dos Impostos: R$ 85.320 mil
IR/CS: (R$ 8.111 mil) aliquota efetiva de 9,5%
Contribuição para o Lucro Líquido do 4T18: R$ 78.209 mil
Moral da história: os resultados operacionais do 4T18 foram meia boca ... salvou-se a última linha devido a baixa alíquota de IR sobre o Resultado da controladora e a forma de contabilizar a Receita de Equivalência Patrimonial (deduzindo a Receita de Equivalência Patrimonial dos 9M18, daquela do exercício, obtém-se R$ 85.599 mil).
Podem escrever ... isto está furado! mas é assim que foi contabilizado.
Com os R$ 154 milhões contabilizados no 4T18, mesmo levando em conta que parte deste lucro é espúrio e decorrente da contabilidade adotada, o ativo continua barato prá caramba.
Pela minha interpretação (como há uma provisão para tal no passivo em 31DEZ2018), deverá haver uma distribuição de dividendo adicional de aprox. R$ 0,46 por ação preferencial. Infelizmente, o Relatório dá margem a mil interpretações. Quem escreveu não é do ramo!

3T2018 -
Paulo Prof - 
O Resultado do 3T veio abaixo de minha expectativa no que tange o Ebitda e um pouco acima do que estava esperando em termos de lucro liquido.
De uma maneira geral, os resultados foram impactados por:
a) parada programada do fornecedor de etileno entre julho e agosto de 2018 na planta da Indupa em Bahia Blanca;bastante
b) constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa na Indupa Argentina, de aprox. R$ 44 milhões;
c) receita relativa à reversão de provisão constituída em função judicial que foi encerrada com acordo entre as partes, de aprox. R$ 23 milhões.
d) queda no volume de vendas nas comparações trimestral e de nove meses
e) aumento no preço médio dos produtos as comparações trimestral e de nove meses
Na Indupa Argentina, como resultado destes impactos (principalmente a despesa de constituição de PDD) resultou num Ebitda negativo. Ou seja, foi a Indupa Brasil quem bancou toda a diferença (e mais um pouco) entre os Ebitdas do consolidado e controladora.
O Ebitda CVM da Controladora foi de R$ 179 milhões (estava projetando R$ 160 milhões), beneficiado pelo impacto possitivo da receita não recorrente de R$ 23 mihões, referente à reversão de provisão.
Subtraindo dos R$ 245 milhões do Ebitda CVM Consolidado obtém-se R$ 66 milhões. Usando a taxa média de câmbio do 3T (R$ 3,958) calcula-se que o Ebitda da Indupa Argentina (controladora) foi de (R$ 23 milhões) negativos (havia projetado R$ 70 milhões). Em consequência, o ebitda da Indupa Brasil + Solalban deve ter sido algo no entorno dos R$ 89 milhões, em linha com os R$ 93 milhões que havia projetado.
O lucro líquido veio em linha com as minhas estimativas devido ao um IR/CS menor do que havia projetado. Assim, um IR/CS reduzido aplicado sobre um ebit menor do que o projetado acabou produzindo o resultado maior do que o projetado (R$ 160 milhões).
De qualquer forma, o ativo continua barato prá caramba! Nos próximos trimestres espero um aumento dos volumes vendidos, a preços menores em dolar e uma taxa de câmbio mais valorizada. Ou seja, não ficarei surpreso se a Receita Líquida involuir de 6% a 10%. Não acredito, entretanto, que a empresa não seja capaz de postar lucro trimestral na casa dos R$ 150 milhões, o que seria compatível com um preço da ordem dos R$ 62,00 (na pior das hipóteses).
Finalmente, há a questão do czapital da empresa, que é incompatível com o lucro que ela gera, e o payout que estimei em 30%. De 3, uma:
a) a empresa eleva o payout bem acima dos 30% estimados;
b) a empresa aumenta o capital; ou
c) a empresa realiza um investimento do porte (aí que reside o perigo).

RRunner -  
Não gostei desse resultado, deve ter sido impactado pela alta do dólar nos custos de importação. No 2ITR o impacto foi da multa referente a tentativa de aquisição da Liquigaz. Acho que o mercado vai sentar o porrete. Mas, posso estar errado.

2T2018 -
Lucro Liquido -  
Muito bom o resultado de Unipar.

Paulo Prof - 
O Resultado Líquido veio dentro do esperado, ou seja, o fresultado da controladora, vsito que a Indupa não contribuiu. O lucro veio abaixo do que estava esperando, porque houve uma despesa de IR/CS diferido, que não tinha como prever.
O fato é que o ativo continua barato prá caramba! De acordo com as minhas expectativas, no 2o. semestre a empresa deverá lucrar aprox. R$ 250 milhões e gerar um ebitda semelhante aquele do 1o. semestre.

1T2018 -
Paulo Prof - 
O que se pode dizer?
Acho que vale a pena ter uma visão de como o resultado foi conseguido.
Do ponto de vista da controladora, o Resultado Antes do Financeiro e dos Impostos foi de R$ 228 milhões. Destes, R$ 49 milhões (21,5%) foram devidos à uma Receita Não Recorrente, contabilizada como Ajuste de Preço de Aquisição (complemento da vantagem na aquisição só contabilizado no 1T18). Outros R$ 48 milhões (21%) foram gerados por equivalência patrimonial (lucro das Indupa). O complemento (R$ 131 milhões) foi gerado pela controladora. Ou seja, este resultado excepcional do 1T18 não deverá se repetir. Na minha avaliação, a empresa parece ser capaz de gerar no mínimo R$ 400 milhões ao ano. Nestas condições, o valor intrínseco da ação seria algo no entorno dos R$ 62,00.

A2017/4T2017 -
paulo_prof   -
Para se analisar os resultados através de comparações nas bases anual e trimestral há que se levar em consideração de que no que segue não foram expurgados os efeitos da Receita contabilizada como compra vantajosa da Indupa non 4T16 (R$ 516 milhões no Resultado Antes dos Impostos e Ebitda, e R$ 340,6 milhões no lucro líquido). Mesmo sem expurgar estas Receitas extraordinárias não recorrentes dos resultados de 2016, os resultados de 2017 chegaram muito perto (-28% no Resultado Antes dos Impostos, +7,77% no Resultado Líquido e -6,96% no Ebitda.
O Resultado Financeiro desfavorável no 4T17 já era esperado, pois o endividamento em moeda estrangeira resultante da compra da Indupa sofreu uma correção cambial considerável, devido a desvalorização do real no trimestre.
O que eu não esperava era a contribuição negativa da Indupa SAIC (que inclui a Indupa BR). No 4T17, foi contabilizada uma receita não recorrente referente ao desenvestimento na Tecsis (R$ 25 milhões) e uma despesa por equivalência patrimonial da Indupa SAIC, de R$ 6 milhões. No exercício, a Tecsis não contribuiu para o Resultado da Carbocoloro controladora, e a Indupa SAIC contribuiu com uma Receita por Equivalência Patrimonial de R$ 45 milhões. Ou seja, a Indupa SAIC contribuiu somente aprox. 14% para o Resultado Antes dos Impostos da Controladora Carbocloro. J[a no que concerne o Ebitda, a Indupa SAIC contribuiu com quase 25%. Há que se notar, também, que no 4T17 houve uma receita de IR/CS, o que turbinou o lucro.
Na minha opinião, a empresa não deverá ter grandes dificuldades em gerar lucros na faixa dos R$ 300 milhões. Em consequência, acho que a empresa ainda está barata. Nas condições de hoje, só começaria a pensar na possibilidade de vender, acima dos R$ 40,00 (com preço justo a aprox. R$ 45,00).

marcosvinicius2 -
PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA = A Receita Operacional Líquida Consolidada no ano de 2017 foi de R$ 3.019,6 milhões. A Receita Operacional Líquida da Controladora no ano de 2017 foi de R$984,2 milhões, alta de 11% em relação a 2016 (R$ 889,7 milhões), explicada principalmente pelo posicionamento do preço de soda no mercado internacional e pelo aumento do volume de vendas (1% superior).; EBITDA (calculado de acordo com a instrução CVM Nº 527/12)= Em 2017, registrou-se um EBITDA Consolidado de R$ 630,8 milhões. O EBITDA da Controladora em 2017 foi de R$ 474,2 milhões, 30% inferior a 2016 de R$ 678,0 milhões. Essa variação é explicada principalmente pelo efeito positivo de R$ 516,0 milhões de ganhos por compra vantajosa referente à aquisição da Indupa Argentina, reconhecido no 4T16.; RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO = No ano de 2017 o Resultado Financeiro Líquido Consolidado foi negativo no valor de R$93,8 milhões. O Resultado Financeiro Líquido da Controladora foi negativo no valor de R$ 33,5 milhões, 66% inferior a 2016 (R$ 99,8 milhões). Essa variação é explicada principalmente pela provisão para perda de valor recuperável da debênture emitida pela Tecsis no valor de R$ 38,0 milhões, contabilizada no 4T16 e pela redução da dívida líquida.; LUCRO LÍQUIDO = O Lucro Líquido Consolidado no ano de 2017 foi de R$ 306,3 milhões. O Lucro Líquido da Controladora foi de R$ 302,7 milhões, 8% superior a 2016 (R$280,8 milhões). Essa variação é explicada principalmente pelo melhor desempenho operacional.

3T2017 -
pinheiro87  -
Belos resultados de UNIP6 e FESA4, parabéns para quem acreditou e manteve os ativos apesar de OPA e Empiricus da vida.
Aparentemente a tentativa de fechamento de capital da UNIP6 se tratava de TENTATIVA DE ESTELIONATO. Qual será a próxima que o controlador vai aprontar?

paulo_prof   -
Brincadeira !!!! Comentar o que?

1T2017 -
paulo_prof   -
As comparações, simples e diretas, anual e trimestral, fazem pouco sentido, porque impactaram os resultados do 4T16 e o exercício de 2016, os efeitos positivos de R$ 516,0 milhões de ganhos por compra vantajosa referente à aquisição da Indupa Argentina, reconhecido no 4T16, e pelos efeitos negativos de: acréscimos de provisões para processos judiciais baseados na opinião dos assessores jurídicos da Companhia, sendo R$ 27,9 milhões no 4T16 e R$ 42,3 milhões em 2016; e resultado de equivalência patrimonial em empresa Coligada de R$ 67,9 milhões no 4T16 e R$ 75,4 milhões em 2016. Além disto, o resultado financeiro do 4T16 foi fortemente impactado pela provisão para perda de valor recuperável da debênture emitida pela Coligada, no valor de R$ 38,0 milhões, contabilizada no 4T16.
A anualização dos resultados do 1T17 resulta num P/L=5,37, mostrando que a probabilidade do controlador ser bem sucedido em seu pleito de fechamento de capital é mínima.

paulo_prof  -
O Resultado do 1T17 veio bastante "camuflado"! Como o Resultado viria bom demais em termos da última linha, a direção da empresa decidiu fazer uma despesa de USD 20 milhões a título de provisão para reestruturação. Esta provisão. supostamente, deve financiar o desenvolvimento de um plano para a análise dos diferentes processos de negócio da Indupa Argentina e Indupa Brasil, com vista a sua melhoria e otimização. Como as Indupas Argentina e Brasil acabaram de ser adquiridas, tal provisão, que reduziu a IR/CS a ser recolhido no trimestre substancialmente (aprox. R$ 22 milhões), não pode ser questionada pela Receita.
Não tivesse a empresa realizado esta despesa, o lucro líquido do 1T17 seria aprox. R$ 74 milhões !!!! e o Ebitda CVM teria sido da ordem de R$ 160 milhões!!!
Vcs acham que com um lucro e um ebitda destas ordens no 1T17, o controlador da empresa teria alguma chance de ver frutificatr a sua proposta de fechamento de capital?

A2016/4T2016 -
paulo_prof   -
Ainda não dá para enxergar através da bruma ... De um lado, foi contabilizada uma Receita Não Recorrente de R$ 244 milhões, como vantagem obtida com a compra da Sovay Indupa. Aqui também, a empresa decidiu usar a oportunidade para tirar do caminho ameaças futuras: efetuou despesas com provisões para demandas judiciais e com o impairment do investimento na Tecsis, somando R$ 102 milhões. Por outro lado, o Resultado Financeiro também contempla uma baixa do valor recuperável das debêntures da Tecsis, no valor de R$ 38 milhões. Finalmente, o Resultado da Equivalência Patrimonial foi um desastre total ... R$ 75 milhões negativos e não há sinais de que a sangria vá terminar tão cedo!
No que se refere o endividamento líquido, somei R$ 567 milhões, incluída a dívida com a Solvay Vinyls Holding A.G., de US$ 126.000 e sobre a qual incidem encargos de 3% a.a. e que será amortizada em cinco parcelas anuais de US$ 25.200, com vencimento inicial em 27 de dezembro de 2022 e término em 27 de dezembro de 2026. Não está claro qual será o tratamento que será dado ao endividamento que a Solvay Indupa Argentina e Brasil têm com a Solvay Vinyls Holding A.G.
Acho que teremos que aguardar o 1T17 para enxergar melhor através da bruma! Mas o homem quer mesmo fechar o capital ... agora contratou o BTG substituir o Votorantim no processo.

3T2016 -
paulo_prof  -
Embora a Tecsis continue a puxar para trás, achei muito bons os resultados da Unipar. É realmente uma pena o controlador fazer de tudo para passar a perna no minoritário, e existirem instituições financeiras no país que têm a cara de pau de avaliar a empresa por menos da metade de seu efetivo valor. Se o controlador conseguir fechar o capital da empresa pagando abaixo do valor patrimonial, 
será um escândalo. Infelizmente, com a CVM que temos, tudo é possível! 

2T2016 -
paulo_prof  -
Na minha opinião, o resultado da Unipar pode ser considerado razoável, considerando que foi impactado pela:
a) prejuízo (prá variar) da Tecsis (impacto negativo de R$ 8 milhões no resultado antes dos impostos) ;
b) despesa de variação cambial sobre operações Time Deposit - depósito de USD 40 milhões como garantia da aquisição da Solvay (impacto negativo de R$ 12 milhões no Resultado Financeiro); e
c) provisionamento da pendenga com a ANEEL relativa aos encargos da Conta de Desenvolvimento Energético (embora esteja pagando somente os valores definidos na liminar judicial, está contabilizando e provisionando os valores integrais, com impacto nas despesas de energia elétrica na composição do CPV; se a decisão judicial final for favorável, as provisões (hoje R$ 66 milhões) poderão ser revertidas. 

3T2012 -
GARUDA20 -
gostou

SagadoSamurai  -
sensacional

1T2010 -
PauloProf -
considerou fraco

A2009/4T2009 -
corretora Itaú -
considerou fraco
Características
Atuar no setor de soda, cloro e derivados, podendo participar como sócia ou acionista de outras sociedades, direta ou indiretamente, inclusive por meio de fundos de investimentos.
Links

362719  - vitorassis75   -  13 Jul 2019, 19:21
UNIP6 - ALUGUEL DE AÇÕES

Tenho unip6 a muitos anos e nessa semana percebi que as minhas estavam alugadas. Fui atrás pra ver e estavam alugadas a uma taxa ridicula de 0,06% ao ano! Tenho conta na XP e assinei o termo de custódia remunerada. Isso pode acontecer em outras corretoras também, cuidado esse aluguel a essa taxa ridicula é um tiro no pé. A pessoa aluga e derruba a cotação. Falei com meu agente e mandei cancelar o contrato e colocar com taxa acima de 10% ao ano.

Prestem atenção que as Unips de vocês podem estar alugadas a valores ridiculos e vocês nem saberem. Peçam para cancelar o contrato e botem taxas lá em cima ou tirem do aluguel. Se querem derrubar o papel vão ter que pagar caro por isso!

Fui atrás e vi que existe aproximadamente 50 milhoes de reais em ações alugadas. Isso é um valor bem considerável. No mínimo uns 30% desses aluguéis devem ser de doadores da XP. Façam o que eu fiz, se uns 20 milhoes desses 50 milhoes ficarem indisponiveis para derrubar a cotação vai ajudar bastante. Além dos tomadores de aluguel terem que recomprar as ações o que vai ajudar a subir o preço.

Isso vale para outras corretoras também, verifiquem se suas UNIPs não estão alugadas

362140 - ikkii - 21/Jun/2019 10:16
Professor,

Sobre Unipar, a própria empresa informou que a planta de Santo André estará praticamente inoperante neste 2T. Como você vê a questão da recompra na pedra, dia após dia, em altas quantidades? Não seria melhor a empresa guardar munição para usar após um resultado desastroso?

Na minha visão...de três, uma. O próximo trimestre não trará um resultado tão ruim assim, ou a empresa será vendida, ou os responsáveis pela recompra a estes preços são totalmente irresponsáveis.

A empresa tem até meados de 2020 para recomprar suas ações. Teria tempo de sobra pra encher a lata a preços de banana.
362166  - paulo_prof  -  21 Jun 2019, 19:18
Pois é ... as informações da Unipar são muito contraditórias ... mais dia, menos dia, a CVM dá uma ferrada no diretor de relações com os investidores, porque as coisas acontecem e a empresa não informa o mercado dividamente.

O que se sabe é que a empresa estaria fazendo um investimento de aprox. R$ 90 milhões na planta de Sto. André, para aumentar a produção de PVC em aprox. 10%. Pelo que entendi, a linha mais nova de produção da planta é aquela que receberia os investimentos. A linha mais antiga continuaria operando normalmente. Ocorre que não se sabe quando esta intervenção ocorreu, e nem se já foi concluída (em princípio, era para ter sido conluída em maio).

Por estas e outras é que informei, no zap zap do small, que estava mantendo a minha posição. O Frank estã me fazendo o favor ... ao não deixar as ações derreterem, está me dando uma oportunidade de esperar os resultados do 2T antes de tomar uma decisão.

Para mim, está tudo muito nebuloso ... não há informações confiáveis. Não tenho idéia dos preços da soda que estão sendo praticados; não tenho idéia do que esperar em termos de custos dos insumos e ocupação de capacidade. Não sei qual será o impacto da reversão do aporte para a capitalização da Indupa. Nem a taxa de câmbio em 30JUN sou capaz de estimar. Se não estou enganado, hoje estaria aprox. 2% abaixo daquela no final do 1T. Talvez caia mais um pouco e, em consequência, produza um ganho financeiro na contabilização da dívida com a Solvay. 

362173  - alexandroobol - 21 Jun 2019, 21:04
Caro Professor,
Pelo que vi no 1tri, a Unipar vem carregando um CPV imcompatível com a queda nos preços de seus produtos. Como o preço da soda/PVC é determinado pelo mercado, ou estes ventos mudam de lado ou tem que diminuir seu CPV. Eu já tô rezando pra não vir preju.
                                                                                           ▲                                                                      ▲

Professor,Sobre Unipar, a própria empresa informou que a planta de Santo André estará praticamente inoperante neste 2T. Como você vê a questão da recompra na pedra, dia após dia, em altas quantidades? Não seria melhor a empresa guardar munição para usar após um resultado desastroso?

Na minha visão...de três, uma. O próximo trimestre não trará um resultado tão ruim assim, ou a empresa será vendida, ou os responsáveis pela recompra a estes preços são totalmente irresponsáveis.

A empresa tem até meados de 2020 para recomprar suas ações. Teria tempo de sobra pra encher a lata a preços de banana.
São 6 milhões de ações para recompra. Não é fácil comprar essa quantidade de ações, porque quem tem não quer vender. Tem que comprar no mínimo 25 mil ações por pregão para conseguir a compra no prazo, e é isto que a empresa está fazendo.

Acredito q o 2T/19 da UNIP6 ñ virá pior do q o primeiro... e a tendência é melhorar com o passar dos trimestres. Além do mais... o comparativo ( 2T/18) foi fraco na maioria das empresas por conta da greve dos caminhoneiros...então...a base comparativa fraca irá favorecer tb. Quanto à recompra...essa pressa em comprar só me faz pensar q a empresa acha q o ativo está barato...e prefere comprar agora do q em 2020 bem mais caro...com empresa bem mais redonda e sem dívidas e com créditos a receber agendados para alguma data...minha opinião.

Mas a empresa não é obrigada a recomprar. Se o professor tiver razão, e as margens estiverem indo pro buraco, melhor deixar o dinheiro em caixa e buscar outra finalidade. 

362164  - paulo_prof   -  21 Jun 2019, 18:59
Não fico seguindo compras e vendas do ativo. Portanto, não faço idéia de quantas ações a empresa possa ter comprado neste mes de junho.

Para ter uma idéia dos múmeros passados, verifiquei que desde dezembro inclusive, até o final de maio, a empresa recomprou um total de 1,235 milhões de ações e recebeu mais 305 mil ações relativa à outra bonificação. No dia 26, receberá pelo menos mais 120 mil ações em bonificação. Digo pelo menos, porque no dia "com" certamente tinha mais do que as 703 mil ações possuídas em 31 de maio.

Se vc dividir as ações compradas pelos 5 meses em que compras foram realizadas (em fevereiro a empresa não recomprou ações), terá aprox. 250 mil ações por mês. Algo na faixa dos R$ 8-9 milhões mensais.

Acho que se a empresa está tendo este "gasto" mensal com o programa de recompra, é porque não vê grandes dificuldades em faze-lo.
                                                                                           ▲                                                                      ▲
Para o que possa servir ...

Andei fazendo algumas atualizações em minha planilha e segue o que encontrei:

a) em DEZ e JAN, a empresa recomprou um total de 531.500 ações; estas e outras, incluindo 305.011 bonificadas. num total de 3.990.758 ações foram canceladas em FEV; em MAR, ABR e MAI a empresa recomprou um total de 703.009 ações;

b) em 6 meses, portanto, a empresa recomprou 1.234.509 ações, ou uma média de 206 mil ações mensais; uma estimativa rápida e rasteira para o gasto mensal médio da empresa com a recompra é algo entre R$ 7 e 8 milhões;

c) abaixo são mostrados os dados financeiros da Carbocloro (Unipar Controladora - ex. Indupa) dos últimos trimestres

UniparControladora5d0bc20675516.png

d) acima, nas Despesas Operacionais só estão incluídas vendas, administrativas e gerais - outras despesas/receitas operacionais foram consideradas não recorrentes; Como pode ser observado, em boa parte do ano passado, as despesas operacionais totalizaram valores bastante acima dos valores históricos; felizmente, com a queda no resultado bruto, a empresa deu um jeito de reduzir as despesas operacionais.

e) o que me preocupa (além da queda do preço da soda cáustica no mercado internacional), é a grande perda de margem bruta, no 1T19 e que, ao que tudo indica, continará impactando os proximos trimestres; a margem bruta da controladora, que no exercício de 2018 esteve entre 56% e 59%, com média de 57,7%, caiu para 45,7% no 1T19; ou seja, houve uma perda de 12 pontos percentuais; receitas declinantes com custos crescentes não costuma acabar bem!

f) para o 2T19, em consequência, não será surpresa se o EBIT recorrente não alcançar os R$ 50 milhões ... Para que o resultado do 1T19 seja pelo menos replicado (o que na minha opinião não é impossível), será necessário uma reação vigorosa da Indupa (com aumento do lucro dos R$ 10 milhões para algo acima dos R$ 30 milhões) e/ou a contabilização de outras receitas operacionais não recorrentes.

Prof. O que tem achado de unip com essa queda da soda, é hora de zarpar?
Não estou conseguindo enxergar o cenário completo no qual está inserida a Unipar com clareza. A sua relativa recente história na produção de PVC não permitiu ainda ter uma visão relativamente clara de como se processa o ciclo soda cáustica - pvc. Os preços de ambas as commodities variam em ciclos. Entretanto, dificilmente estes ciclos são sincronizados. Como a soda cáustica é insumo para a produção de pvc, quando o seu preço está em baixa, a tendência seria a da margem na produção de pvc aumentar.

Por outro lado, também não vejo com clareza qual é tendência da variação de preço da soda cáustica. Não está claro como e em qual prazo a Braskem resolverá as suas agruras. Por outro lado, a Alunorte ainda representa uma incógnita. Com o ramp up da produção, a demanda irá gradualmente aumentar, mas ainda resta a questão do embargo ao 2o. depósito de resíduos. Se este embargo também for levantado no curto prazo, o aumento da demanda será dobrado.

Finalmente, há eventos não recorrentes que não podem ser esquecidos. De um lado, há a questão da devolução de capital que a Indupa fará à controladora e há os aprox. R$ 200 milhões devidos pela Eletrobrás que, mais dia, menos dia, terão que ser contabilizados.

Como, pelo menos em princípio, a empresa não terá onde desaguar toda a sua geração de caixa, terá que ou aumentar o payout, ou continuar a aumentar o capital via bonificação, associado com a recompra de ações. 

Mto obrigado Prof. Paulo. Tb estou vendo a questão de forma muito nebulosa. De fato a queda da soda trás impactos negativos, mas são inúmeros outros drivers positivos, mesmo pq Sto André ainda irá retornar a produzir a todo vapor e a fábrica da Argentina ainda pode se deparar com cenários mais favoráveis.. Agradeço a disposição de sempre.

Com a parada da planta da Braskem em Maceió, a demanda por soda da Unipar aumentará. Certo? 
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Estamos atentos a novas oportunidades, diz Christian Schnitzlein da Unipar

Diretor financeiro da Unipar, Christian Schnitzlein, declarou que a empresa está atenta a novas oportunidades. Em uma entrevista com o portal SUNO Notícias, o executivo explicou que a e empresa está atuando para a manutenção de uma estrutura de capital saudável e que parte do caixa foi alocado no programa de recompra de ações em circulação no mercado.

Confira a entrevista exclusiva com o diretor da Unipar:

A que você atribui a maior visibilidade da empresa no mercado e aumento de liquidez Como está a base acionária da Unipar?

A Unipar tem colocado em prática sua estratégia de estar mais próxima dos stakeholders: realizou o Dia do Investidor no final de 2018; desde o 3T18 adotou a realização de teleconferência de resultados trimestrais; tem praticado a divulgação de informações no site de RI e mailing e também intensificou a quantidade de reuniões com interessados. Em paralelo a estes movimentos, buscamos alinhamento com sellsides de bancos e casas independentes, que acompanhado dos movimentos de recompra e da manutenção de estrutura de capital, trouxeram uma maior visibilidade, liquidez para as ações da Unipar na bolsa e uma base acionária maior. A empresa também registrou a entrada nos índices da B3: Small Caps (SMLL), Dividendos (IDIV), Materiais básicos (IMAT) e no índice MSCI Brasil.

Como você acredita que tende a ser a alocação de capital nos próximos anos para a Unipar?

A Unipar está atuando para a manutenção de uma estrutura de capital saudável, fazendo os movimentos que julga necessários e preparada para possíveis oportunidades de investimentos na cadeia de atuação. Considerando que a empresa é geradora de caixa e a manutenção de baixos níveis de alavancagem são características do setor de atuação, temos alocado parte de nosso caixa no programa de recompra de ações em circulação no mercado.

Vocês acreditam que a aquisição da Indupa, que adicionou muito valor ao acionista, tende, em contrapartida, trazer outros patamares de receita e margens para a Unipar?

A aquisição da Indupa, no final de 2016, elevou a Unipar a um novo patamar de receita e volumes de produção, além de exposição a diferentes geografias (Argentina). Mundialmente as plantas de PVC operam com margens inferiores pois têm dependência de uma estrutura de custos variáveis diferentes e com isto, as margens percentuais da Unipar se ajustaram para patamares inferiores.

Na semana passada, vocês soltaram um fato relevante de incorporação dos lucros acumulados no capital social. Uma movimentação normal em qualquer empresa. Para vocês, o que isso significa?

A proposta divulgada na semana passada para o aumento de capital social com a utilização de reservas de lucros é um movimento contábil de adequação do nível de reservas ao capital social que segue legislação vigente e está em linha com a proposta da Unipar de trazer valor e liquidez aos acionistas, sem impactar ratios financeiros, mantendo sua política de distribuição de dividendos de 25% do lucro líquido e preparada para oportunidades de investimentos.
https://www.sunoresearch.com.br/noticias/atentos-novas-oportunidades-christian-schnitzlein-unipar/

361255  - paulo_prof   -  15 Mai 2019, 16:58
Citação: leocardoso - Post #361252 - 15/Mai/2019 15:09
Caro Prof Paulo..
Após o resultado o Sr tomou alguma providência em relação a Unip? Vendeu , comprou mais após a queda? grato e ótima semana abs
Não. Vem mais resultados fracos no 2T19 e há o programa de recompra. Em consequência, há chances dos preços caírem. Nos R$ 32 sou comprador.

361205  - robertoha   -  14 Mai 2019, 15:35
parece que a empresa está confiante na melhora do cenário.....
tp://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=690247

COMUNICADO AO MERCADO

A UNIPAR CARBOCLORO S.A. (B3: UNIP3, UNIP5 e UNIP6) (Fitch Ratings: AA-(bra)) (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n° 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, e na Instrução da CVM n° 567, de 17 de setembro de 2015, vem informar os seus acionistas e o mercado em geral que o Conselho de Administração da Companhia aprovou, em 13 de maio de 2019, o aditamento ao programa de recompra de ações da Companhia originalmente aprovado em 09 de novembro de 2018 e divulgado, na mesma data, por meio de Fato Relevante (“Aditamento ao Programa de Recompra”).

No âmbito do Aditamento ao Programa de Recompra, o Conselho de Administração aprovou a alteração do limite máximo de ações a serem adquiridas, em uma série de operações, anteriormente de 106.647 (cento e seis mil, seiscentas e quarenta e sete) ações preferenciais classe “A” e 1.155.319 (um milhão, cento e cinquenta e cinco mil, trezentas e dezenove) ações preferenciais classe “B” de emissão da Companhia, para até 298.448 (duzentas e noventa e oito mil, quatrocentos e quarenta e oito) ações preferenciais classe “A” e 7.368.109 (sete milhões, trezentos e sessenta e oito mil e cento e nove) ações preferenciais classe “B” de emissão da Companhia, mantendo-se inalteradas as demais disposições e o limite máximo de ações ordinárias a serem adquiridas no âmbito do programa de recompra aprovado em 09 de novembro de 2018.

Considerando que, até a presente data, a Companhia já havia efetuado a recompra de 156.800 (cento e cinquenta e seis mil e oitocentas) ações ordinárias, 38.100 (trinta e oito mil e cem) ações preferenciais classe “A” e 1.155.300 (um milhão, cento e cinquenta e cinco mil e trezentas) ações preferenciais classe “B” no âmbito do programa de recompra, restam disponíveis 1.078.129 (um milhão, setenta e oito mil e cento e vinte e nova) ações ordinárias, 260.348 (duzentas e sessenta mil e trezentas e quarenta e oito) ações preferenciais classe “A” e 6.212.809 (seis milhões, duzentas e doze mil e oitocentas e nove) ações preferenciais classe “B” de emissão da Companhia para recompra.

A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados sobre quaisquer atualizações relativas aos assuntos aqui previstos.

361194  - paulo_prof   -  14 Mai 2019, 01:42
Resultados Muito Fracos. Quebra de aprox. R$ 105 milhões na Receita Líquida, com redução de apenas aprox. R$ 10 milhões no CPV. Parte da redução da receita foi devida aos menores preços da soda cáustica, e parte às menores vendas dos produtos fabricados em Sto. André.

Resultado Financeiro melhor em aprox. R$ 22 milhões. Em consequência, o Resultado Antes dos Impostos (expurgados os não recorrentes do 1T18) foi menor em R$ R$ 88 milhões. A quebra no lucro líquido (expurgados os não recorrentes do 1T18) foi de R$ 77 milhões. A produção da Carbocloro ficou aprox. em linha com aquela do 1T18. As produções em Sto. André (-22%) e Bahia Blanca (-9%) foram menores do que aquelas do 1T18.

A menos que o preço da soda aumente non mercado internacional, a situação não deverá melhorar muito no 2T19.

O ativo ainda está barato, porque o seu preço corrente reflete um lucro anual na casa dos R$ 250 milhões reais.

Expurgos realizados:

no 1T18 e 2018, R$ 48.935 mil do Resultado Operacional (antes dos impostos) e Ebitda; R$ 31.707 do lucro líquido



UNIP6

PREÇO: R$ 36,75

PAYOUT (2018): 33,6% (



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 7,47
P/VPA 2,33
PSR 0,95
DY 4,14%
EV/EBITDA 4,48
MARGEM BRUTA 34,6%
MARGEM OPERACIONAL 16,1%
MARGEM LÍQUIDA 12,6%
LUCRO POR AÇÃO R$ 4,918
MARGEM EBITDA 25,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 107,6%
ROE 31,14%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,37


Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,11%

RESULTADO BRUTO +14,92%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +20,51%

RESULTADO OPERACIONAL +11,17%

RESULTADO LÍQUIDO +7,78%

EBITDA +7,40%



b) 1T19 vs 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -11,81%

RESULTADO BRUTO -29,59%

RESULTADO FINANCEIRO -79,22%

RESULTADO OPERACIONAL -44,75%

RESULTADO LÍQUIDO -55,69%

EBITDA -39,60%



c) lucro (taxa média anual)

UA 7,78%
U2A 23,50%
U3A 58,24%


d) patrimônio líquido médio

UA 18,58%

U2A 12,55%

U3A 15,88%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 7,40%
U2A 10,72%
U3A 49,78%
U4A 49,54%
U5A 49,05%
U6A 69,74%
U7A 86,37%
U8A
36,36
Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 61,47

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11,5%

361155  - ikkii  -  11 Mai 2019, 19:50
Caramba, duzentão de EBITDA enquanto o mercado empurra a empresa ladeira abaixo. Esse ano vai dar mais de 20% de retorno ao acionista... é pra leiteira nenhuma botar defeito. Como diz o prof. e o Rocha Preta, até na guerra essa UNIP dá lucro. Uma máquina de fazer dinheiro.

361147  - paulo_prof  -  11 Mai 2019, 01:22
A surpresa foi a Indupa Brasil .. Ela e a Solalban é que derrubaram o resultado da Indupa Consolidada. Acho que a Carbocloro deverá gerar um EBIT de aprox. R$ 130 milhões. Deduz o prejuízo de pouco mais de R$ 11 milhões da Indupa e o Resultado Financeiro negativo em aprox. R$ 10 milhões, para obter aprox. R$ 110 milhões. Deduz o IR/CS (não me pergunte quanto) para obter o lucro líquido. O Ebitda da Indupa foi de aprox. R$ 40 milhões. Soma com os aprox. R$ 150,5 milhões da Carbocloro para obter aprox. R$ 195 milhões.

361145  - SShion - 11 Mai 2019, 01:08
Professor Paulo...boa noite...saiu o resultado completo do 1T/19 da Indupa Argentina...já deu uma conferida? Se sim...o resultado fraco veio em linha com o esperado?
Unipar Indupa al 31.03.2019..pdf

360376  - paulo_prof   -  14 Abr 2019, 23:50 
Acho que não dá para muito para antecipar ...

a) a Unipar realmente não publicou um resultado para o 4T18 ... o que se tem são os resultados do exercício de 2018 contabilizados de acordo com uma regra/critério de contabilidade, e os resultados dos 9M18, contabilizados de acordo com outra regra/critério de contabilidade. Em consequência, os Resultados do 4T18 não podem simplesmente serem obtidos da diferença;

b) no 4T, o real valorizou 3,22% em relação ao dólar; no 1T19, o dólar valorizou 0,57% em relação ao real; como há o endividamento em dólar da Indupa com a Solvay, o Resultado Financeiro puxará o Resultado Líquido do 1T19 para baixo;

c) no 4T, o peso argentino havia valorizado 4,17% em relação ao real; já no 1T19, o peso desvalorizou 12,53% em relação ao real; em consequência, é possível/provável que a contribuição operacional (ex-financeiro) da Indupa para o resultado da Unipar também seja impactada negativamente.

360372 - SShion - 14 Abr 2019, 13:51
Prof. Paulo...bom dia.
Em um mês (14/05) sairá o resultado do 1T/19 da Unipar...qual sua expectativa? Sei q existem muitas variáveis... mas acredita q virá em linha com o resultado do 4T/18? Esta é minha percepção já q pouca coisa mudou em relação ao dólar/preço da soda/situação econômica dos hermanos/capacidade fabril, etc... ou se mudou...uma coisa parece compensar a outra...qual sua visão para aquele resultado?

360217 - disc126  -  08 Abr 2019, 14:34
https://kbinvestimentos.com.br/2019/04/08/o-caminho-do-crescimento-da-unipar/?wref=tp

359385 - paulo_prof -  18 Mar 2019, 22:10
Como antecipado, a mudança do padrão contábil na Argentina tirou a previsibilidade de resultados. A Receita de Equivalência Patrimoninal da Indupa em 2018 foi contabilizada em R$ 183,5 milhões, sensivelmente maior do que os R$ 140 milhões que se obtém multiplicando o lucro líquido da Indupa expresso em ARS de 28DEZ pela taxa de câmbio vigente na data e por 0,8777 que é a participação da Unipar na Indupa.

Os resultados da Controladora (ex-Indupa) no 4T18 foram os seguintes:

Receita Liquida: R$ 259.199 mil (22,6% da Receita Líquida no exercício)

Resultado Bruto: R$ 151.446 mil (22,9% do Resultado Bruto no exercício; pequeno oganho de margem)

Resultado Financeiro: R$ 5.217 mil

Resultado Antes dos Impostos: R$ 85.320 mil

IR/CS: (R$ 8.111 mil) aliquota efetiva de 9,5%

Contribuição para o Lucro Líquido do 4T18: R$ 78.209 mil

Moral da história: os resultados operacionais do 4T18 foram meia boca ... salvou-se a última linha devido a baixa alíquota de IR sobre o Resultado da controladora e a forma de contabilizar a Receita de Equivalência Patrimonial (deduzindo a Receita de Equivalência Patrimonial dos 9M18, daquela do exercício, obtém-se R$ 85.599 mil).

Podem escrever ... isto está furado! mas é assim que foi contabilizado.

Com os R$ 154 milhões contabilizados no 4T18, mesmo levando em conta que parte deste lucro é espúrio e decorrente da contabilidade adotada, o ativo continua barato prá caramba.

Pela minha interpretação (como há uma provisão para tal no passivo em 31DEZ2018), deverá haver uma distribuição de dividendo adicional de aprox. R$ 0,46 por ação preferencial. Infelizmente, o Relatório dá margem a mil interpretações. Quem escreveu não é do ramo!

Expurgos realizados:

no 1T18 e 2018, R$ 48.935 mil do Resultado Operacional (antes dos impostos) e Ebitda; R$ 31.707 do lucro líquido



UNIP6

PREÇO: R$ 43,02

PAYOUT (2018): 33,6% (de acordo com o meu entendimento ... o contador é enrolado pacas! não sabe explicar!)



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 7,21

P/VPA 2,78

PSR 1,08

DY 4,65%

EV/EBITDA 4,64

MARGEM BRUTA 36,3%

MARGEM OPERACIONAL 18,1%

MARGEM LÍQUIDA 15,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,966

MARGEM EBITDA 27,6%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 115,6%

ROE 38,59%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,42



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,89%

RESULTADO BRUTO +39,239%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +64,01%

RESULTADO OPERACIONAL +86,37%

RESULTADO LÍQUIDO +71,81%

EBITDA +51,86%



b) 4T18 vs 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +22,10%

RESULTADO BRUTO +25,498%

RESULTADO FINANCEIRO -92,74%

RESULTADO OPERACIONAL +75,31%

RESULTADO LÍQUIDO +40,03%

EBITDA -18,75%



c) lucro (taxa média anual)

UA 71,81%

U2A 36,07%

U3A 80,90%



d) patrimônio líquido médio

UA 11,43%

U2A 14,77%

U3A 15,17%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 51,88%

U2A 18,88%

U3A 59,51%

U4A 51,22%

U5A 82,07%

U6A 71,78%

U7A 58,41%

U8A 40,63%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 74,57

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -12,0%

359403 - Santos8 - 15 Mar 2019, 18:12  
A capacidade de geração de caixa da Unipar é uma coisa impressionante.

O endividamento financeiro líquido já está em meros R$ 166 milhões. Os caras já repagaram quase toda a dívida bancária assumida para comprar um monstro do tamanho da Indupa.

OK, ainda tem R$ 530 milhões de dívida com a Solvay, mas mesmo assim a Dívida Líquida + Débito com Terceiros / EBITDA já está em apenas 0,69x (era 1,41x apenas um ano antes!).

A Unipar é uma máquina de fazer dinheiro.

E para quem ouviu hoje a teleconferência sobre os resultados do 4T18 da UNIPAR (UNIP3, UNIP5, UNIP6), só reforça o excelente momento e posicionamento da empresa.

Nas entrelinhas, pode-se inferir que talvez venha mais surpresas boas por aí, após a Reforma da Previdência encaminhar-se bem. Com tanta geração de caixa, a Unipar, aparentemente, já estaria abaixo do nível ótimo de endividamento, de forma que para 2019 pode-se esperar ótimos dividendos novamente. Além disso, uma das respostas também indica a possibilidade de nova bonificação.

Quanto aos preços dos produtos, também gostei da resposta do CEO em relação à soda. Ele não dá, e nem poderia dar, diretrizes ou expectativas mais sólidas de preço, mas não teria falado em descompasso exagerado entre oferta e demanda ocorrida no 4T18, que tende a ser corrigido, se isso não contivesse alguma verdade. Ou seja, passou-me a impressão de expectativa genuína dele de que, ao menos, os preços da soda não vão piorar mais em 2019.

Outro ponto que dá para inferir é o que reforça o que já se sabia: a antiga Carbocloro, no balanço refletida como "controladora" (enfim, a fábrica de Cubatão), está plantada dentro do maior pólo consumidor de cloro e derivados da AL e, como os químicos sabem que cloro é um material muito difícil de transportar, a empresa consegue majorar com facilidade os preços do Cloro. Isso entendeu-se bem quando ele respondeu a alguém que apontou justamente para o fato da controladora isoladamente ter dado um resultado melhor do que se esperava.

357841  - paulo_prof  -  21 Jan 2019, 01:28
A questão não é, realmente, ficar de fora ou não. Acho que não há duvidas de que UNIP deve estar presente em qualquer carteira. A questão realmente é qual o percentual máximo que UNIP deve ocupar na carteira?

Em outubro, UNIP chegou a 25% de minha carteira e 7% na carteira da mulher. Depois dos proventos achei que era hora de reduzir bem as posições.

Amanhã, o preço da CGAS5 deverá saltar dos atuais $65,50 para uns $80. O risco de algo assim ocorrer com as UNIPs é próximo de zero! Ou seja, quando o preço retormar o viés de alta, sempre haverá tempo para recomprar o ativo. Eventualmente vc perde até uns 5% da alta ... mixaria!

357836  - aeronave -  20 Jan 2019, 19:58
prof Paulo

Em unip6 o controlador mudou seu jeito de agir e passou a maximizar os lucros após a opa mau sucedida.

Não me surpreenderá se após a recompra ele anunciar aumento de dividendos...

Até mesmo uma oferta de vendas pode acontecer...

Ou seja... não fico de fora nem a pau!!!

357834 - paulo_prof  -  20 Jan 2019, 18:46
Ocorre que o histórico de investimentos da empresa é um misto de sucessos e fracassos: 50% Carbocloro e Indupa de um lado; Quattor e Tecsis de outro ... Dependendo de seu tamanho, o fracasso pode arruinar anos de sucesso.

O controlador de uma Grendene, por exemplo, decidiu praticar um payout generoso. Com os proventos que ele embolsa, cria novas empresas/negócios (como , por exemplo, a UCAS). Já o controlador da Unipar, que de fato tem apenas uns 20% do capital da empresa, não tem interesse em embolsar os menos de 20% dos proventos que a empresa venha a distribuir (as ordinárias pagam menos que as preferenciais). O seu interesse é maximizar o capital disponível na empresa, para poder "brincar" com o que bem entender ... A diferença, é que no caso da Unipar, a participação do minoritário nas eventuais "loucuras" de seu controlador é compulsõria e como nunca mais os ativos serão negociados abaixo do valor patrimonial, o direito à retirada na prática inexiste.

Não dá para comparar uma Berkshire e o "track record" de seu controlador, com uma Unipar/Frank Geyer.

Não faço "trades" com uma empresa, por exemplo, como EGIE. Da mesma forma como havia feito com BBDC durante décadas, todos os proventos (e mais um pouco) são transformados em novas ações. No caso da UNIP, entretanto, quando ficar realmente claro de que a política do payout mínimo será para valer, não vejo porque praticar uma mesma política. Em vez de aplicar os recursos disponíveis na empresa, acaba sendo mais rentável investir em outras empresas para, em outro momento, eventualmente voltar a investir na empresa.

Ou seja, tenho vendido UNIP6 acima dos R$ 43,00 desde outubro, após a distribuição de proventos (preço médio de venda de R$ 44,30). Apliquei em DIRR, TRIS, QUAL, SAPR, LOGG, KLBN e SUZB, só para mencionar as que me vêm na memória. Se vender as ações que comprei, hoje recompro uma posição em UNIP6 muito maior do que aquela que vendi. Aliás, para recompor a posição que vendi com vantagem (sem considerar corretagem e o IR que tive que pagar, média de R$ 4,70 por ação), basta comprar abaixo dos R$ 40,60. Posso, portanto, esperar tranquilamente o preço reagir para decidir eventualmente recomprar.

357829 - FTB -  20 Jan 2019, 15:34
Prof, como sempre, você fez uma bela análise dos fundamentos da empresa. Mas no caso da UNIP6, permita-me discordar em um ponto. Eu não considero um payout baixo ruim para a companhia. Desde que o dinheiro entesourado seja em prol do aumento dos lucros futuros e do consequente aumento do valor da empresa. No entanto, conforme você já disse, o controlador não apresenta um histórico confiável na aplicação desse capital.

357826 - paulo_prof  -  20 Jan 2019, 15:06
Aos preços atuais, não tenho qualquer dúvida para afirmar que os ativos da empresa estão muito descontados, com enorme margem de segurança, mesmo se ocorresse uma redução sensível dos preços dos produtos vendidos, redução de demanda e/ou valorização do real. Na minha opinião, o único evento que pode ameaçar os fundamentos dos ativos da Unipar é a empresa se entupir de grana e acabar investindo em aventuras desastrosas (como já fez no passado). Mas nada disto parece estar no horizonte. Em consequência acho que, cedo ou tarde, o preço dos ativos acabará retratando os fundamentos de forma mais condizente.

Por outro lado, sabe-se que o controlador detesta praticar um payout acima do mínimo legal. Acho que em muitas ocasiões deixou isto bem claro. Eventualmente, quado e se o controlador precisar de grana para escapar de seus rolos com a justiça, o payout será mais generoso, mas parece que isto, quando/se ocorrer, será uma exceção.

Se a empresa praticasse um payout na faixa dos 50% não teria dúvida em afirmar que este seria um ativo para "buy & hold", com reinvestimento dos proventos e mais algum. Mas, o que fazer diante de um payout de 23,75%, perspectivas de um DY abaixo dos 4% e risco não nulo da grana acumulada no caixa acabar sendo usada de forma incompetente?

No meu caso particular, este "cen[ario" me tornou um investidor "infiel" no ativo, que ainda deverá "aindar de lado" em muitas oportunidades no futuro. Nestas "fases" costumo diminuir a posição para aplicar em outros ativos. No momento, a minha posição é sensivelmente menor (aprox. 40%) do que já foi no passado. Quando os preços começarem a retomar a tendência de alta, tentarei aumentar a participação. Se acabar sendo pego no contra-pé ... paciência.

Resumo da ópera: acho que as UNIPs são ativos em que o investidor deve procurar, em épocas propícias, realizar lucro.

357823 - cbscbs1   20 Jan 2019, 10:07
Prof. Paulo e demais foristas mais experientes, Tenho uma pequena posição em UNIP6. Seria a hora de comprar mais, já que que o mercado ta bombando, quase todo mundo subindo e ela continua parada desde meados de 2018? E é uma empresa com bons fundamentos.

A empresa contratou formador de mercado e esta fazendo recompra de ações, ela mesma pode estar segurando o preço, para cômpar "mais barato"?

Pelo volume de negócios diário, e o volume dos alugueis, os que estão alugando teriam a capacidade de segurar a cotação, e liberar em momento oportuno, maximizando seu lucro?

Haveria outo motivo para essa parada, se não manipulação?

Sendo manipulação, qual seria o gatilho para que as autoridades se manifestem?

Agradeceria imensamente a opinião de todos e espero ter feito considerações pertinentes.

356974 - paulo_prof  -  19 Dez 2018, 15:28
Citação: eduardojose - Post #356939 - 18/Dez/2018 18:43
Professor, estou com R$ para praticamente dobrar minha carteira.
Poderia citar alguns ativos que na sua visão, ainda estão interessantes para comprar?
Na minha opinião, FESA4 e UNIP6 não estão caras.

Na construção civil, acho que ainda dá para comprar TRIS3, TEND3, MRVE3 e DIRR3.

Uma outra que acho ter ainda chão para andar é a JSLG3.

Apesar dos preços correntes deprimidos, acredito no setro de papel e celulose. Acho que um mix de SUZB3 e KLBN11 para o longo prazo não tem erro.

Finalmente, há os bancos médios. Não vejo porque a ABCB4 não possa estar sendo negociada acima dos R$ 20,00 num prazo de 12 meses.

356781 - paulo_prof -  12 Dez 2018, 19:11
Citação: cbscbs1 - Post #356776 - 12/Dez/2018 17:08
Professor Paulo e outros mais experientes. Qual a logica, o que os controladores da UNIPAR estão sinalizando, quando diminuem quantidade de ações em circulação via recompra e depois aumentar a quantidade via bonificação. Agradeço antecipadamente as opiniões.
Os dois eventos são completamente independentes.

A bonificação é decorrente do aumento do capital social. Deduzidas as reservas legais, as reservas de lucro não podem ser maiores do que o capital social. Por ocasião da AGO que vai aprovar a destinação do lucro em abril de 2019, todo o excesso terá que ser distribuído aos acionistas na forma de proventos.

Já a recompra de ações, é uma forma da empresa dar destino a seu excesso de caixa, mantendo os recursos dentro da empresa. Ou seja, em vez de manter um caixa monstruoso na empresa, a empresa manterá os seus próprios papéis. Se, no futuro, necessitar de recursos para investir em outro negócio, sempre poderá vender os papéis em tesouraria.

Em consequência, ambas as ações visam minimizar o pagamento de proventos, mantendo os recursos na empresa.

356197 - gcn1 -  26 Nov 2018, 19:24
Citação: mmakoto - Post #356187 - 26/Nov/2018 17:26
Boa tarde pessoal. E essa queda em UNIP6 hein.. será que não abre uma janela de entrada? Alguém tem uma dica do que possa estar acontecendo? Obrigado.
Aconteceu uma oportunidade só isso, nos preços correntes o papel tem tudo para pagar um DY já no próx ano superior a 10% para quem entrar agora. Quanto a situação da empresa, financeiramente só melhora, os riscos são os mesmos e o dólar só sobe (o que beneficia ela) até porque há muito chão ainda pro BR realmente poder começar a melhorar e os gringos basicamente estão precificando isso (dólar subindo pesado hoje e bolsa caindo).

Considero Unipar um paraíso para o caos, já que a empresa está em um setor de demanda de consumo constante , se beneficia com a alta do dólar e de quebra distribui bons dividendos.

E quando tudo melhorar (se melhorar) a construção civil pode ter uma recuperação, o que demandará mais PVC que é justamente uma das coisas que a empresa produz.

Se você conhece o case, como a empresa funciona e o riscos, pode mandar bala na compra!

356103  - paulo_prof -  21 Nov 2018, 23:59
Se fizer as contas, verás que um preço justo de R$ 50,00 para as UNIP, exigiria um lucro trimestral da empresa na faixa dos 80 milhões, constante em termos reais, para todo o sempre. Isto adotando uma taxa de desconto de 8% real, que hoje para o Brasil é absurdamente alta (as ntnbs estão pagando por volta de 5%!).

Há um detalhe no case da Unipar que passa desaoercebido para a maioria dos investidores. Uma parte dos custos de uma empresa industrial é a despesa de depreciação de seu imobilizado permanente e eventual amortização de ágio. Para manter o seu parque fabril "up to date", a empresa é obigada a investir na compra de imobilizado e intangível ... o capex. Há empresas que conseguem manter o capex menor do que as despesas não caixa de depreciação e amortização. Quando isto ocorre, o lucro de fato está sendo "engordado". Ou seja, a empresa contabiliza uma despesa maior do que aquela realmente necessário para substituir o imobilizado depreciado.

No exercício de 2017, o capex da Unipar foi R$ 6,7 milhões maior do que a depreciação. Ou seja, parte do lucro líquido de fato foi necessária para custear, digamos, a modernização de imobilizado. Nos últimos 12 meses, a conta fechou no positivo, com o capex R$ 5,4 milhões menor do que a depreciação e amortização. Sabe qual foi o rsultado desta conta no último trimestre? R$ 22,3 milhões positivos.

A minha leitura é que de que a depreciação e amortização dos ativos da empresa é mais do que o suficiente para compensar o capex, com uma sobra considerável.

Voltando para a nossa conta, supondo que uns R$ 15 milhões trimestrais são gerados por esta diferença entre a depreciação e capex, sobrariam uns R$ 65 milhões trimestrais reais de lucro líquido, para justificar um preço justo de R$ 50,00.

Como vc pode ver, para o lcuro da empresa cair para R$ 65 milhões, haja redução do preço de soda e haja valorização do real.

Finalmente, não sei bem como explicar, há uma certa lógica no mercado ... para que o real valorize expressivamente, é necessário que os problemas econômico financeiros mais agudos seja equacionados. Mas neste caso é de se esperar que o sfiranges voltem para o ativo.

356082 - leocardoso -  21 Nov 2018, 11:04
Visto que existem vários ativos que são eternamente baratos, que a unip depende muito de comodite e dólar,que ela se valorizou expressivamente nos últimos anos,que o controlador não é lá uma brastemp...Que meu preço médio sem descontar dividendos é 5,00, Fiz a pergunta.
Vc acha que às vésperas da crise de 2008 o p/l de vale,petro e da própria unip,eram altos? Não eram.....

Agora , seus comentários que ví por aí são do tipo, vai bombar ,e sempre com falta de educação...
FILTRO, sorte pra vc

356030 - paulo_prof  -  19 Nov 2018, 14:42
De uma maneira geral, quando o preço das ações de uma empresa está muito abaixo do seu valor justo, em tendo recursos disponíveis, a recompra de ações é vantajosa para a empresa e acionistas minoritários.

No caso específico da Unipar, entretanto, há um detalhe que preocupa. Embora os Geyer controlam apenas aprox. 22% do capital da empresa, as ações em tesouraria, o Barsi e institucionais peso pesado (Verde, Belvedere, etc), somam outros 28%. Como grande parte dos minoritários não vende nem a pau, e o preço da ação unitária ser relativamente caro (lote padrão na faixa dos R$ 4 mil), o free float efetivo é muito menor do que 50%. Na minha opinião, um split de 1 para 4 ou 5 seria bom para a liquidez. Aumentando a liquidez, provavelmente mais institucionais se enteressariam pelo ativo, assim destranvando o preço.

Apesar de um programa de recompra não ser obrigado a ser executado, pode-se esperar que os ativos andem de lado nos próximos meses. Como, no curto prazo, não há "drivers" para a valorização dos ativos (institucionais podem não ter o que ganhar nos próximos 3-5 meses), é possível/provável que os ativos andem de lado. A exceção será se os firanges "acordarem" para a empresa.

355793 - paulo_prof  -  12 Nov 2018, 11:39
O Resultado do 3T veio abaixo de minha expectativa no que tange o Ebitda e um pouco acima do que estava esperando em termos de lucro liquido.

De uma maneira geral, os resultados foram impactados por:

a) parada programada do fornecedor de etileno entre julho e agosto de 2018 na planta da Indupa em Bahia Blanca;bastante

b) constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa na Indupa Argentina, de aprox. R$ 44 milhões;

c) receita relativa à reversão de provisão constituída em função judicial que foi encerrada com acordo entre as partes, de aprox. R$ 23 milhões.

d) queda no volume de vendas nas comparações trimestral e de nove meses

e) aumento no preço médio dos produtos as comparações trimestral e de nove meses

Na Indupa Argentina, como resultado destes impactos (principalmente a despesa de constituição de PDD) resultou num Ebitda negativo. Ou seja, foi a Indupa Brasil quem bancou toda a diferença (e mais um pouco) entre os Ebitdas do consolidado e controladora.

O Ebitda CVM da Controladora foi de R$ 179 milhões (estava projetando R$ 160 milhões), beneficiado pelo impacto possitivo da receita não recorrente de R$ 23 mihões, referente à reversão de provisão.

Subtraindo dos R$ 245 milhões do Ebitda CVM Consolidado obtém-se R$ 66 milhões. Usando a taxa média de câmbio do 3T (R$ 3,958) calcula-se que o Ebitda da Indupa Argentina (controladora) foi de (R$ 23 milhões) negativos (havia projetado R$ 70 milhões). Em consequência, o ebitda da Indupa Brasil + Solalban deve ter sido algo no entorno dos R$ 89 milhões, em linha com os R$ 93 milhões que havia projetado.

O lucro líquido veio em linha com as minhas estimativas devido ao um IR/CS menor do que havia projetado. Assim, um IR/CS reduzido aplicado sobre um ebit menor do que o projetado acabou produzindo o resultado maior do que o projetado (R$ 160 milhões).

De qualquer forma, o ativo continua barato prá caramba! Nos próximos trimestres espero um aumento dos volumes vendidos, a preços menores em dolar e uma taxa de câmbio mais valorizada. Ou seja, não ficarei surpreso se a Receita Líquida involuir de 6% a 10%. Não acredito, entretanto, que a empresa não seja capaz de postar lucro trimestral na casa dos R$ 150 milhões, o que seria compatível com um preço da ordem dos R$ 62,00 (na pior das hipóteses).

Finalmente, há a questão do czapital da empresa, que é incompatível com o lucro que ela gera, e o payout que estimei em 30%. De 3, uma:

a) a empresa eleva o payout bem acima dos 30% estimados;

b) a empresa aumenta o capital; ou

c) a empresa realiza um investimento do porte (aí que reside o perigo).


UNIP6

PREÇO: R$ 44,50

PAYOUT (estimado): 30%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 7,93

P/VPA 2,77

PSR 1,09

DY 3,78%

EV/EBITDA 4,34

MARGEM BRUTA 36,3%

MARGEM OPERACIONAL 17,3%

MARGEM LÍQUIDA 13,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,610

MARGEM EBITDA 30,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 127,9%

ROE 34,93%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,64



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +33,54%

RESULTADO BRUTO +57,19%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +114,25%

RESULTADO OPERACIONAL -8,06%

RESULTADO LÍQUIDO +10,93%

EBITDA +28,34%



b) 3T18 vs 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -1,05%

RESULTADO BRUTO +39,48%

RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo

RESULTADO OPERACIONAL +9,20%

RESULTADO LÍQUIDO +8,74%

EBITDA +31,64%



c) lucro (taxa média anual)

UA 10,93%

U2A 110,93%

U3A 85,79%



d) patrimônio líquido médio

UA 1,29%

U2A 14,50%

U3A 12,91%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 11,38%

U2A 95,82%

U3A 66,36%

U4A 54,40%

U5A 115,63%

U6A 172,39%

U7A 46,97%

U8A 25,70%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 70,12

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -10,0%

355775  - cosmesapp -  09 Nov 2018, 22:40
São Paulo, 09 de novembro de 2018 - A UNIPAR CARBOCLORO S.A. (B3: UNIP3, UNIP5 e UNIP6),Companhia com atividades preponderantes na fabricação de cloro, derivados de cloro e soda cáustica e acionista controlador da Unipar Indupa S.A.I.C., empresa argentina produtora de PVC (policloreto de vinila), soda cáustica e cloro na Argentina e no Brasil, divulga os resultados individuais e consolidados do terceiro trimestre de 2018 (3T18) e nove primeiros meses de 2018 (9M18).

DESTAQUES

RECEITA LÍQUIDA Consolidada atingiu R$ 791,1 milhões no 3T18 (-1,1%) e R$2.546,3 milhões nos 9M18 (+12,5%). A receita líquida na Controladora foi de R$ 303,6 milhões no 3T18 (+22,6%) e de R$ 886,4 milhões nos 9M18 (+22,3%)
EBITDA Consolidado foi de R$ 245,5 milhões no 3T18 (+31,6%) e de R$ 830,8 milhões nos 9M18 (+100,7%). O EBITDA da Controladora atingiu R$ 227,0 milhões no 3T18 (+39,6%) e R$ 615,2 milhões nos 9M18 (+89,5%)
LUCRO LÍQUIDO Consolidado atingiu R$ 146,3 milhões no 3T18 (+5,8%) e R$ 381,6 milhões nos 9M18 (+92,8%). Na Controladora, o lucro líquido foi de R$ 144,6 milhões no 3T18 (+8,7%) e R$ 374,2 milhões nos 9M18 (+94,1%)
ALAVANCAGEM FINANCEIRA Consolidada dívida líquida/EBITDA udm é de 0,19x em setembro/2018
Em outubro/2018, foi realizada a distribuição antecipada de DIVIDENDOS no montante total de R$ 100,0 milhões, com base no lucro acumulado apurado nos seis primeiros meses de 2018 e distribuição de dividendos adicionais no montante total de R$ 20,5 milhões, com base no saldo total da reserva de lucros a realiza

355649 - RRunner -  08 Nov 2018, 00:23
Não gostei desse resultado, deve ter sido impactado pela alta do dólar nos custos de importação. No 2ITR o impacto foi da multa referente a tentativa de aquisição da Liquigaz. Acho que o mercado vai sentar o porrete. Mas, posso estar errado.

Prefiro Cielo, no olho do furacão :-)

352943 - Jonas_Schwingel -  20 Ago 2018, 17:15
Citação: tnl - Post #352940 - 20/Ago/2018 12:56
Tá com 40% em unip, 20% em qgep e 5% em Bitcoin. Vendeu fii e Rf. Gosta de risco. Não fica preocupado com o cenário atual?
Mas é justamente o contrário. Penso que a queda nos preços de UNIP e QGEP após excelentes resultados diminui o risco, daí a concentração nestes papéis. Se o preço subir, e consequentemente o risco aumentar, devo reduzir posição neles e recompor RF.

Sobre BTC, vendi metade da posição no 2º semestre do ano passado devido às altas excessivas na cotação. Agora estou recomprando homeopaticamente pela metade do preço de venda pois não vejo piora nos fundamentos nem nas perspectivas de longo prazo do ativo. Meu alvo é de 10%. Ainda cabem muitas compras caso o bearmarket perdure.

Sobre 'cenário atual', sei que isto pode derrubar os preços no curto prazo, mas caso isto ocorra, devo aproveitar a ocasião para aumentar posição nos ativos que acho baratos. Todavia, minha opinião sobre o futuro do Brasil é positiva.

352833  - paulo_prof  -  14 Ago 2018, 22:52
O Resultado Líquido veio dentro do esperado, ou seja, o fresultado da controladora, vsito que a Indupa não contribuiu. O lucro veio abaixo do que estava esperando, porque houve uma despesa de IR/CS diferido, que não tinha como prever.

O fato é que o ativo continua barato prá caramba! De acordo com as minhas expectativas, no 2o. semestre a empresa deverá lucrar aprox. R$ 250 milhões e gerar um ebitda semelhante aquele do 1o. semestre.

UNIP6

PREÇO: R$ 48,50

PAYOUT (estimado): 30%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 8,28

P/VPA 3,39

PSR 1,18

DY 3,62%

EV/EBITDA 4,86

MARGEM BRUTA 33,5%

MARGEM OPERACIONAL 18,3%

MARGEM LÍQUIDA 14,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,859

MARGEM EBITDA 29,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 156,8%

ROE 41,01%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,49

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +74,53%

RESULTADO BRUTO +75,34%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +67,19%

RESULTADO OPERACIONAL +19,87%

RESULTADO LÍQUIDO +60,65%

EBITDA +28,34%

b) 2T18 vs 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +18,70%

RESULTADO BRUTO +41,13%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +217,98%

RESULTADO OPERACIONAL +112,13%

RESULTADO LÍQUIDO +180,28%

EBITDA +108,02%

c) lucro (taxa média anual)

UA 19,35%

U2A 90,43%

U3A 82,46%

d) patrimônio líquido médio

UA -3,58%

U2A 12,11%

U3A 10,73%

e) ebitda (taxa média anual)

UA 28,34%

U2A 106,63%

U3A 68,79%

U4A 55,94%

U5A 105,84%

U6A passou de negativo para positivo!

U7A 43,37%

U8A 11,94%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 73,24

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -9,0%

352830  - Lucro Liquido -  14 Ago 2018, 22:19
Muito bom o resultado de Unipar.

352740  - paulo_prof -  11 Ago 2018, 03:29
O "pulo do gato" está na contabilização, no Resultado Financeiro, de uma receita referente a diferenças de câmbio, de ARS 423 milhões. Ou seja, a perda cambial foi limitada a ARS 448 milhões.

Não consegui descobrir de onde veio esta receita. Especulo que a maior parte deve ter vindo da valorização, em pesos, dos ativos permanentes da Indupa Brasil. Só mesmo um contador para explicar.

De qualquer forma, a Indupa contribuiu com apenas ARS 22 milhões para o resultado da Unipar. Ou seja, no 2T18, o Resultado da Unipar foi praticamente aquele gerado pela Controladora.

352708 - paulo_prof  -  10 Ago 2018, 01:59
O engano foi meu ... estava raciocinando como se a dívida com a Solvay Vinyls Holding AG fosse atribuída à Unipar Carbocloro. Só agora, analisando os balanços do 1T18 da Unipar Indupa é que percebi que esta dívida é atribuída à Unipar Brasil e que, portanto, as despesas financeiras relacionadas transitam pela DRE Consolidada da Unipar Indupa S.A.I.C.

Aí, as contas mudam ...

No 1T18, o lucro total da Unipar Indupa S.A.I.C. foi de ARS 328,9 milhões. A julgar pelo comunicado que vc postou, o lucro do 1S18 foi de ARS 350,6. Ou seja, no 2T18, a Unipar Indupa S.A.I.C. teria tido um lucro de aprox. ARS 21,7 milhões, ou aprox. R$ 2,5 milhões (supondo o câmbio de R$ 0,1330 por ARS e uma participação de 87,76% da Unipar na Indupa).

Pense, agora, na empresa individual (controladora), cujo endividamento líquido é de aprox. R$ 300 milhões, praticamente 100% em R$. Uma taxa anual efetiva de 10% corresponde a uma despesa financeira de aprox. R$ 8 milhões. e a DRE ficaria

Receita Líquida = R$ 310 milhões

Resultado Bruto = R$ 180 milhões

Despesas Operacionais = (R$ 38 milhões)

Resultado da Equivalência = R$ 3 milhões

Resultado Antes do Financeiro e Tributos = R$ 145 milhões

Resultado Financeiro = (R$ 10 milhões)

Resultado Antes dos Impostos = R$ 135 milhões

IR/CS = (R$ 45 milhões)

Lucro Líquido = R$ 90 milhões

352700 - Rocha Preta inc -  09 Ago 2018, 21:54
Lá na argentina noticiaram o resultado como bem positivo, dado que a estimativa é de que a pancada da var. cambial tenha sido qualquer coisa entre 650 e 750 milhões de pesos. O fato de ter vindo positivo, apesar desse sarrafo, indicam um ebitda fora de série. E é improvável que o peso caia 45% novamente até o 3T.

Esse otros resultados integrales do período, não ficou claro, o que entendi é ser algo como other comprehensive income, agora como esse valor vem pro balanço consolidado, não sei.



Eu tinha estimado esta DRE antes da Indupa, com uma desp financeira de 90:



218estimado5b6ca92c092c4.PNG

Se a parte do LL que vem pra Unipar for de apenas 3 milhões de reais, complicou.

352694 - paulo_prof  -  09 Ago 2018, 20:47
O que vai puxar para baixo é o resultado financeiro ... porque este será fortemente impactado pelo endividamento em moeda estrangeira (USD 136 milhões + R$ 57 milhões), a maior parte do qual é devido à aquisição da Indupa. Por vias tortas, portanto, quem vai impactar o resultado da Unipar no frigir dos ovos é a (compra da) Indupa.

Digamos que o EBIT da Carbocloro seja de R$ 140 milhões (R$ 18 milhões maior do que no 1o. trimestre)

Digamos que o EBIT da Indupa seja de R$ 50 milhões.

Teríamos um EBIT total de aprox. R$ 190 milhões. Mas qual será o resultado financeiro? Eu acho que dá no mínimo uns R$ 90 milhões negativos.

Aí, teríamos um Resultado Antes dos Impostos de aprox. R$ 100 milhões. Mas se não há créditos de IR/CS para usar, haveria ainda uma despesa de IR/CS na casa dos R$ 15-20 milhões.

Para mim, portanto, o teto para o lucro líquido do 2T18 seria R$ 85 milhões.

Qualquer coisa abaixo dos R$ 65 milhões ou acima dos R$ 85 milhões para mim seria surpresa.

352681  - ikkii  -  09 Ago 2018, 18:51
Creio que a confusão do prof. Paulo, no segundo parágrafo, veio da integralização do resultado da Indupa. Quando se tira os 87,7% deste resultado, e se aplica a taxa de câmbio do BC, temos aproximadamente esses 48M.

Acho que o resultado da Indupa não vai puxar pra baixo não. A Carbocloro tem totais condições de entregar sozinha uns 100M, com soda e dólar a favor, somado com 30M da consolidação, creio que possamos observar algo entre 120 e 140M. Chutômetro.

352679 - paulo_prof  -  09 Ago 2018, 18:13
No que se refere o impacto da divida assumida pela compra da Indupa, acho que a conta é simples. São USD 136 milhões, a 3% a.a. de juros, pagos todos os anos em dezembro. Em 6 meses, suponha juros de 1,5% = USD 2,04 milhões. Ao câmbio de R$ 3,8558/ARS em 30JUN2018, tem-se aprox. R$ 7,9 milhões. No 2T18, de acordo com o Bacen, a o dólar valorizou R$ (3,8558 - 3,3238)/ARS = 0,532 R$/ARS *136.000ARS = R$ 72,4 milhões. Ou seja, o impacto total seria algo na casa dos R$ 80 milhões. Além disto, há outros R$ 57 milhões indexados ao dólar, o que monta a mais R$ 9 milhões negativos no resultado financeiro.

Já o que se refere os resultados da Indupa Argentina é um samba de crioulo doido ... No 1T18, a Carbocloro contabilizou R$ 48 milhões em equivalência patrimonial. O resultado da Indupa Argentina referente à participação da Unipar Carbocloro havia sido de 328,931 milhões de pesos. Fazendo as contas de padeiro, chega-se a uma taxa de câmbio de conversão, de R$ 0,1457/ARS ... ocorre que a taxa de câmbio divulgada pelo Banco Central em 31MAR era de R$ 0,1653/ARS.

Vai entender!

Ao que tudo indica, no todo (incluindo o endividamento da aquisição), a Indupa Argentina deve puxar o resultado para baixo!

352644 - Rocha Preta inc -  08 Ago 2018, 22:22
Prof,

Com essa salada contábil fica difícil saber quanto vem pro LL da Unip. A indupa teve esse integrales por conta da desvalorizaçã do peso ante o real, mas ao mesmo tempo, tem a pancada da variação cambial do passivo dolarizado. Eu acho que uns 80mm de reais do resultado serão incorporados no consolidado.

Alguma estimativa de como vem pro resultado consolidado? E qual seria o LL da Unipar divulgado dia 14/08?

351965  - Rocha Preta inc -  13 Jul 2018, 19:54
Replicando postagem do forum UNIPAR.

Deixo esse material bem completo do CADE para quem quiser aprofundar no case.

https://sei.cade.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pe...

Algumas partes importantes:

"Segundo a Cargill, apenas a Unipar Carbocloro e a Solvay Indupa seriam capazes de atender a necessidade de soda cáustica de alta pureza derivada do processo produtivo membrana (que cumpre os requisitos do FCC), necessário na indústria alimentícia para atender a especificação dos produtos finais. Produquímica, CMPC, Canexus e Braskem não possuiriam capacidade de produção para atender a indústria alimentícia, e os demais fabricantes nacionais de soda cáustica de alta pureza não utilizariam a tecnologia de membrana, e sim diafragma, razão pela qual não poderiam atender a indústria alimentícia."



"A Cutrale apontou as Requerentes como os fabricantes que atendem seus requisitos, entretanto, informou que atualmente o único fornecedor que tem fornecido certificado que atende as especificações de qualidade estabelecidas para o produto é a Unipar Carbocloro, pois a Solvay alega não poder garantir uma das especificações exigidas.

A CJ afirmou que, por ser uma empresa alimentícia, a soda cáustica deve por obrigatoriedade seguir padrões de qualidade que atendam às exigências da legislação vigente para produção de produtos alimentícios. A localização da Unipar Carbocloro, Solvay e ou distribuidor garantiriam concorrência estratégica para a compra deste item."

"Gelita (utiliza soda membrana, mercúrio ou diafragma): poderia tentar obter a soda caustica membrana via importação da Dow Química através se seu distribuidor no Brasil, no entanto destacou que não há uma regularidade de importação/fornecimento. Dessa forma, a Gelita informou que manteria sua aquisição localmente mesmo com um aumento de preço significante, para manter suas fábricas operando, uma vez que soda é insumo importante e necessário para sua produção."

"Pelo exposto, 7/10 clientes informaram que não poderiam desviar sua demanda para outros fornecedores caso as Requerentes aumentassem seus preços, ou poderiam desviar com aumento significativo do custo logístico. Entre os três clientes restantes, a CJ mencionou menor disponibilidade de produto dos concorrentes, e a Bauminas e a Guaíba não disseram nem que poderiam, nem que não poderiam direcionar sua demanda. A principal barreira citada pelos clientes oficiados foi o maior custo de transporte e logística para adquirir o ácido clorídrico dos concorrentes das Requerentes, o que tornaria um desvio de demanda mais custoso do que a absorção de um aumento de preços."

Esta parte explica em parte o porquê das margens da unipar serem melhores que as da indupa, parece que a Solvay era "boazinha" com os clientes, os problemas financeiros não permitiam "amassar" os clientes. Com o poder da barganha atual temos possibilidade de geração de caixa ainda maior (nada disso está precificado ainda!!!):

"- A Nestlé acredita que a Solvay pode começar a exigir volumes mínimos de compra, o que ocorre hoje com a Unipar Carbocloro.

- A Diatom (acesso restrito) também mencionaram que a Solvay praticaria, atualmente, melhores preços no mercado e maior facilidade de operação logística, o que poderia sofrer uma piora em um cenário pós concentração.
-A Sobel acredita que as consequências da operação serão somente negativas, visto que os preços da Carbocloro são 8% mais altos que os praticados pela Solvay."

351761  - Rocha Preta inc -  04 Jul 2018, 16:05
UNIPAR

Info quentinha do Bruno B., ele costumava postar aqui no forum, infelizmente parou. Muitas das informações eu já compartilhei aqui, mas vale a pena para ratificar.

Um resumo sobre o call com RI da empresa:


1) Greve dos caminhoneiros afetou 1 semana, mas boa parte foi recuperado em junho e no ano o efeito tende a ser zero.


2) Eventual aumento no preço do frete não tem impacto no custo da empresa. Venda FOB.

3) Em média 10% da produção da Argentina está direcionada para exportação. Indupa é a única produtora de PVC naquele país e este é net importador do produto, ou seja, não justifica exportar produção.


4) Unipar/Indupa tem contratos de 30 dias com os clientes e ao final do período os preços são reajustados. Já é prática do mercado.


5) Para cada 1T de cloro = 1,2T de Soda, ou seja, gargalo é o cloro que tem como maior cliente a Sabesp.


6) 87% da receita e 30% do custo (estimativa que fiz sobre o custo) são "dolarizados"

7) Indupa Argentina já conseguiu equilibrar os preços com o mercado internacional (estava muito abaixo do que era praticado no mercado internacional e isso gerava prejuízo para a empresa)

Em resumo, empresa vai bem com economia em baixa e dólar em alta (em função do spread entre custo e receitas dolarizados) e vai bem tb com a economia aquecida e dólar depreciado ( ganho de escala em função do aumento de demanda e facilidade para aumento de preço).

Continuo com 45% da posição da carteira no ativo e acreditando cada vez + no case. Muito barato!

Só lembrando que nos R$ 40,38 (preço atual) a empresa negocia a 3,88x EV/Ebitda e 6,7 P/L.....Isso é o que chamo de barganha.

Obs: Considerando R$ 1bi de Ebitda e R$ 500mm de LL para 2018.

350153  - Gersonlp  -  22 Mai 2018, 15:17
" O curioso caso da Unipar"

...Desde o começo do ano passado até agora, a fabricante de soda, cloro e derivados apresentou uma valorização astronômica de 535,3%. Negociada em janeiro a R$ 6,85 quando foi escolhida para compor a Carteira KB, os papéis de UNIP6 valem hoje R$ 43,52. O crescimento – no mesmo período – pode ser comparado ao das criptomoedas...

Você deve estar se perguntando: quais fatores contribuíram para essa alta?

O KB listou alguns dos motivos que podem ter feito os papéis de UNIP6 tornarem-se tão atrativos aos investidores.

https://kbinvestimentos.com.br/2018/05/22/o-curioso-caso-da-unipar/

350298  - marcosvinicius2 -  25 Mai 2018, 16:12
Citação: tadeuoc May 21, 2018 at 4:07pm
Mantendo tudo mais constante, ou seja, cambio, preços, custos etc do 1T18 meu NPV/ação aponta para um preço de R$ 70,00.

Unipar é um case um pouco difícil de estudar o passado. Existia uma série de "coisas estranhas" em seus números, existia a Tecsis, fraudes feitas pelo controlador que já confessou que roubou de 100-150 milhões de reais da empresa (não me recordo do valor correto). Também a empresa não divulgava quase nada direito, era uma caixa preta e nem divulgou informações pro-forma sem a Solvay Indupa.

Mas tentando um pouco recapitular veja a evolução dos preços de seus principais produtos, Soda e PVC. A Soda, de fato, teve um grande aumento mas o PVC ainda nem tanto. Diante disso podemos dizer que a receita do PVC só foi impactada pelo fator volume e não pelo preço.

Se voltássemos ao 1T16 e anualizássemos o lucro liquido e o ebitda teríamos algo em torno de 150mi de lucro e 300 mi de ebitda. O que, de fato, não condiziria com os preços atuais (P/L de 24 e EV/Ebitda de 11).

Mas temos de lembrar que temos sinergias de custo com a aquisição da Solvay Indupa e que tivemos um aumento da utilização da capacidade instalada (diluição de custos) devido ao aumento da atividade no país.

Sendo assim imagino que poderíamos ter, mesmo com a queda de preços, um ebitda anual de 500mi e um lucro de 250mi, ai teriamos um Ev/Ebitda de 7 e um P/L de 14, de fato não seria nenhuma pechincha mas o grande lance aqui seria o CF, que eu acredito que nesse cenário de queda de preços mencionado acima poderíamos gerar de 300-350mi anuais.

Como o Capex de manutenção é muito baixo, algo em torno de 50mi anuais, teriamos um FCF de 250-300mi anuais, o que daria um FCF yield de quase 10%. Ao nível de juros atuais me parece razoável.

Quanto ao fórum do ADVFN realmente tem muito torcedor lá e, às vezes, fica até chato, um monte de baboseiras, puxação de saco etc e poucas informações, de fato, úteis. Mas tem alguns bons comentários, outro dia postaram um trecho do CEO da Braskem falando sobre o ciclo da soda e dando motivos do porquê ele espera que o ciclo de preços se mantenha assim durante 3-5 anos.

Sempre bom ler outros pontos de vista.

Minha ignorância sobre os novos negócios da empresa é total. De toda forma vou deixar aqui minhas impressões. Caso o bochan ou outros que sejam especialistas na área puderem dar seus pitacos, será uma boa oportunidade para eu aprender alguma coisa.

Começando pela atividade antiga, a Carbocloro, considero um grande negócio. Sempre deu lucro e, pelas limitações ao transporte do cloro, é uma espécie de monopólio regional.

De outro lado, não deixo de ver que a produção de soda, atualmente a principal fonte de receita, faz parte de um mercado comoditizado e sem barreiras territoriais.

Por mais que eu goste de Carbocloro, seu valor, para mim, tem que ser calculado dando um grande peso aos resultados médios históricos, nao aos desvios atuais de curto prazo.

Sobre necessidade de investimentos, não se esqueça que a empresa tem uma planta de célula de mercúrio que precisará ser substituída por membrana. É um custo relativamente alto, ainda que adiável.

Quanto à solvay-Indupa, tenho a impressão de que não vale grande coisa. Deu prejuízo por muitos e muitos anos e era um negócio que a antiga controladora queria se desfazer há muito tempo, sem grande sucesso. Mercado de PVC parece ser bastante concorrido e ter margens muito baixas, não raramente, negativas. Não vejo porque o preço do PVC decolar.

Dificilmente as tais sinergias com a Carbocloro irão mudar esta realidade econômica.

A fábrica da Indupa em Santo André me parece muito mais passivo ambiental que a empresa assumiu do que propriamente um negócio. Não tenho ideia do valor dos negócios na Argentina, mas é certo que estão em um país que nas últimas décadas tem se mostrado ainda mais hostil ao livre mercado do que o Brasil.

A compra da Solvay-Indupa me pareceu um negócio tão ruim à época em que anunciado, que quase vendi minhas ações por uma micharia. Se hoje ainda estou aqui é por pura sorte.

Finalmente, não podemos nunca nos esquecer de quem é o controlador e de seu histórico. Sua postagem cita alguns dos muitos rolos em que ele se meteu, mas muitos outros poderiam ser citados.


Mas a Unipar sempre produziu Soda, não foi algo novo com a aquisição da Indupa.

Quanto a mudança de mercúrio para membrana você está correto, a expectativa eram 90mi de usd em 2018 e 90mi em 2019, sem necessidade de parada de produção. Entretanto apenas 1/3 da produção da companhia é via mercúrio.

O ultimo trimestre foi muito bom para a Solvay, crescimento em todas as linhas.

A Braskem, anteriormente, tentou comprar a Solvay-Indupa por 300milhoes de dolares. A unipar pagou 200 milhoes de dolares. Imagino que exista, sim, sinergias interessantes. Vale lembrar que a fábrica deles é no estado de SP, próxima ao parque de clientes da Unipar.

Imagino que na época, a Braskem tentaria entrar no mercado do Sudeste com mais força.

Citação: bochan May 22, 2018 at 7:11pm

Acho que o link do tadeuoc explica bem a situação da Unipar. Só dando uns pitacos a mais, baseado no pouco que sei do caso.
- A planta da Indupa em S. André é uma das mais antigas do Brasil, mas tem a eletrólise mais moderna do país. A Solvay vendeu todo o negócio soda-PVC em todo o mundo, não apenas no Brasil.
- A Carbocloro está em uma área congestionada em Cubatão, não tem onde crescer. A Indupa S. André tem muito espaço, mas está no meio da mata atlântica. Um caso é fisicamente quase impossível crescer, no outro é bem enrolado (licenças ambientais) mas possível. Uma olhada no google maps (satélite) deixa isto claro.
- A planta da Argentina pode dar muito lucro, muita dor de cabeça, ou as duas coisas ao mesmo tempo.
- PVC é um escoadouro para cloro, que é inevitavelmente produzido com a Soda. Então, quando aumenta a procura pela Soda, o preço desta sobe, sobra PVC e o preço deste cai. E vice-versa. Não faz sentido olhar só um produto, o pessoal deste mercado olha o conjunto soda+cloro.
- O outro grande consumidor de cloro é a fabricação de poliuretanos (espumas). No Brasil, a Dow é o grande fabricante. Mas esta "rota" química ( PU via cloro) é obsoleta, tem muito impacto ambiental. A Dow também é a proprietária da rota mais moderna, que não usa cloro. Se a Dow parar a planta da Bahia que produz cloro, para também a produção de soda. E é uma planta muito grande, a Unipar vai agradecer.
- O maior consumidor de soda do Brasil é a Alunorte, que importava soda americana. Com o incidente que tiveram, está sobrando um grande volume de soda americana, talvez impacte o mercado no 2T18.

Soda, Cloro, PVC são commodities, o Brasil é um nanico neste mundo. Três gigantes definem os preços:
- E. Unidos, pelo tamanho de sua economia.
- China: Crescimento inacreditável nas últimas décadas. Muitas plantas modernas e muitas obsoletas, uma capacidade total absurdamente elevada.
- Oriente médio: Petróleo, gás e energia baratos, plantas novas e muito grandes. Pagam o que for necessário para terem os melhores profissionais ($ não é problema).

Enquanto o mercado estiver indo bem, a Unipar vai surfar o momento, que aparentemente ainda vai durar. Mas uma depressão mundial pode afetar duplamente a Unipar: preços baixos e invasão do mercado.

Achei uma boa a compra da Indupa, pois deu a Unipar um grande avanço no único caminho que lhe resta (ao meu ver): Crescer. O espaço para um pequeno produtor local deve cair cada vez mais. Acho ainda que a Unipar deve aproveitar este bom momento e ir atrás de outras compras no mesmo setor.

Como acho que esta maré alta ainda dura um tempo, comprei um pouco de UNIP3 e UNIP6. os ganhos até agora foram muito bons, mas para mim, não é ação para longo prazo por um motivo básico: O controlador.

- Já deu um chapéu nos minoritários da Quattor. E ficou por isto mesmo.
- Já deu um chapéu na Estáter. E ficou por isto mesmo.
- Já tentou dar um chapéu nos minoritários da Unipar, com a ajuda do Santander. E só não ficou por isto mesmo por pouco.

Como certas profissionais: Pode ficar um pouco com elas, são atrativas, dão prazer, custo-benefício interessante. Mas tenha ciência dos riscos, não se apaixone, seguramente não são para casar.

349945  - Rocha Preta inc -  15 Mai 2018, 02:13
Quebramos o F5 esperando a DRE da Unip e o seu comentário sobre o mesmo. Mesmo tirando o não-recorrente, um LL de mais de 130M é excelente e há a projeção de aumento de preços dos produtos vendidos. O custo de venda me chamaou atenção e já parece estar diminuindo dado a repartição com a indupa. Espero ganhos de sinergia ainda maiores esse ano.

349943  - paulo_prof   -  15 Mai 2018, 02:06
O que se pode dizer?

Acho que vale a pena ter uma visão de como o resultado foi conseguido.

Do ponto de vista da controladora, o Resultado Antes do Financeiro e dos Impostos foi de R$ 228 milhões. Destes, R$ 49 milhões (21,5%) foram devidos à uma Receita Não Recorrente, contabilizada como Ajuste de Preço de Aquisição (complemento da vantagem na aquisição só contabilizado no 1T18). Outros R$ 48 milhões (21%) foram gerados por equivalência patrimonial (lucro das Indupa). O complemento (R$ 131 milhões) foi gerado pela controladora. Ou seja, este resultado excepcional do 1T18 não deverá se repetir. Na minha avaliação, a empresa parece ser capaz de gerar no mínimo R$ 400 milhões ao ano. Nestas condições, o valor intrínseco da ação seria algo no entorno dos R$ 62,00.

UNIP6

PREÇO: R$ 35,00

PAYOUT (estimado): 30%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 8,04

P/VPA 2,49

PSR 0,89

DY 3,73%

EV/EBITDA 4,29

MARGEM BRUTA 32,0%

MARGEM OPERACIONAL 16,9%

MARGEM LÍQUIDA 11,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 4,353

MARGEM EBITDA 26,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 166,0%

ROE 30,97%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,44



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +104,93%

RESULTADO BRUTO +133,55%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +8,27%

RESULTADO OPERACIONAL +15,58%

RESULTADO LÍQUIDO +25,75%

EBITDA +21,38%



b) 1T18 vs 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +21,07%

RESULTADO BRUTO +52,45%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +135,33%

RESULTADO OPERACIONAL +425,18%

RESULTADO LÍQUIDO +359,89%

EBITDA +229,02%



c) lucro (taxa média anual)

UA 25,75%

U2A 80,74%

U3A 88,47%



d) patrimônio líquido médio

UA 6,82%

U2A 14,56%

U3A 11,64%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 21,38%

U2A 82,31%

U3A 70,38%

U4A 64,24%

U5A 88,28%

U6A 106,38%

U7A 42,32%

U8A 5,05%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$54,41

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -9,5%

349935  - grizzo   -  15 Mai 2018, 00:22
Lucro UNIPAR 164 milhoes!!!!

349160  - marcosvinicius2 -  20 Abr 2018, 22:32
COMENTÁRIO: PAPEL SUBVALORIZADO ( * ). RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA = A Receita Operacional Líquida Consolidada no ano de 2017 foi de R$ 3.019,6 milhões. A Receita Operacional Líquida da Controladora no ano de 2017 foi de R$984,2 milhões, alta de 11% em relação a 2016 (R$ 889,7 milhões), explicada principalmente pelo posicionamento do preço de soda no mercado internacional e pelo aumento do volume de vendas (1% superior).; EBITDA (calculado de acordo com a instrução CVM Nº 527/12)= Em 2017, registrou-se um EBITDA Consolidado de R$ 630,8 milhões. O EBITDA da Controladora em 2017 foi de R$ 474,2 milhões, 30% inferior a 2016 de R$ 678,0 milhões. Essa variação é explicada principalmente pelo efeito positivo de R$ 516,0 milhões de ganhos por compra vantajosa referente à aquisição da Indupa Argentina, reconhecido no 4T16.; RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO = No ano de 2017 o Resultado Financeiro Líquido Consolidado foi negativo no valor de R$93,8 milhões. O Resultado Financeiro Líquido da Controladora foi negativo no valor de R$ 33,5 milhões, 66% inferior a 2016 (R$ 99,8 milhões). Essa variação é explicada principalmente pela provisão para perda de valor recuperável da debênture emitida pela Tecsis no valor de R$ 38,0 milhões, contabilizada no 4T16 e pela redução da dívida líquida.; LUCRO LÍQUIDO = O Lucro Líquido Consolidado no ano de 2017 foi de R$ 306,3 milhões. O Lucro Líquido da Controladora foi de R$ 302,7 milhões, 8% superior a 2016 (R$280,8 milhões). Essa variação é explicada principalmente pelo melhor desempenho operacional.:

UNIP6
PREÇO: 28,37
PAYOUT (2017): 229,62%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 7,83
P/VPA 2,39
PSR 0,78
DY 29,32%
EV/EBITDA 6,18
MARGEM BRUTA 29,97%
MARGEM OPERACIONAL 11,16%
MARGEM LÍQUIDA 10,02%
LUCRO POR AÇÃO 3,622
MARGEM EBITDA 19,07%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 160,34%
ROE 30,54%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,96

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 239,39%
RESULTADO BRUTO 133,55%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,94%
RESULTADO OPERACIONAL -28,11%
RESULTADO LÍQUIDO 7,77%
EBITDA -6,99%

b) 4T17 sobre 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 239,39%
RESULTADO BRUTO 133,55%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,94%
RESULTADO OPERACIONAL -28,11%
RESULTADO LÍQUIDO 7,77%
EBITDA -6,99%

c) lucro (taxa média anual)
UA 7,77%
U2A 85,63%
U3A 66,48%

d) patrimônio líquido médio
UA 18,20%
U2A 17,08%
U3A 12,31%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 45,28
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -10,5% !!!!
[...]

348525  - paulo_prof   -  29 Mar 2018, 21:27
Citação: celso araujo - Post #348452 - 28/Mar/2018 02:13
PAULO PROF
Na atual conjuntura economica, poderia citar empresas que ainda considere baratas nos atuais preços? Gostaria de estudar algumas indicações mais a fundo.
A atual conjuntura econômica é de incerteza ... eu acho que a probabilidade de elegermos um governo irresponsável é pequena, mas ... e vc?

A esquerda, bem como a extrema-direita de Bolsonaro, atrapalharam a proposta de reforma da previdência no que foi possível. Se houver um 2o. turno entre a esquerda e a extrema-direita, quais são as perspectivas de se reformar a previdência. Qual será a credibilidade do eleito para liderá-la. Quando o outro quer fazer sou contra e faço questão de atrapalhar ... quando eu vou fazer, quero que todos me ajudem?

Sem uma reforma da previdência suficientemente abrangente, não vejo como o governo equilibrar as contas. Quando não se consegue equilibrar as contas, as situações do Brasil no final do governo Diulma, do Rio, Minas e Rio Grande do Sul estão aí para ilustrarem as consequências.

Eu acho/espero/rezo para que não tenhamos que escolher entre populismos de esquerda e de direita. E se o centro (qualquer que seja) levar, acho que o ciclo (crescimento, inflação, etc) será virtuoso.
[...]
Finalmente, nos preços atuais não acho que FESA4 e UNIP estejam caras.

348088  - paulo_prof   - 15 Mar 2018, 04:16
Para se analisar os resultados através de comparações nas bases anual e trimestral há que se levar em consideração de que no que segue não foram expurgados os efeitos da Receita contabilizada como compra vantajosa da Indupa non 4T16 (R$ 516 milhões no Resultado Antes dos Impostos e Ebitda, e R$ 340,6 milhões no lucro líquido). Mesmo sem expurgar estas Receitas extraordinárias não recorrentes dos resultados de 2016, os resultados de 2017 chegaram muito perto (-28% no Resultado Antes dos Impostos, +7,77% no Resultado Líquido e -6,96% no Ebitda.

O Resultado Financeiro desfavorável no 4T17 já era esperado, pois o endividamento em moeda estrangeira resultante da compra da Indupa sofreu uma correção cambial considerável, devido a desvalorização do real no trimestre.

O que eu não esperava era a contribuição negativa da Indupa SAIC (que inclui a Indupa BR). No 4T17, foi contabilizada uma receita não recorrente referente ao desenvestimento na Tecsis (R$ 25 milhões) e uma despesa por equivalência patrimonial da Indupa SAIC, de R$ 6 milhões. No exercício, a Tecsis não contribuiu para o Resultado da Carbocoloro controladora, e a Indupa SAIC contribuiu com uma Receita por Equivalência Patrimonial de R$ 45 milhões. Ou seja, a Indupa SAIC contribuiu somente aprox. 14% para o Resultado Antes dos Impostos da Controladora Carbocloro. J[a no que concerne o Ebitda, a Indupa SAIC contribuiu com quase 25%. Há que se notar, também, que no 4T17 houve uma receita de IR/CS, o que turbinou o lucro.

Na minha opinião, a empresa não deverá ter grandes dificuldades em gerar lucros na faixa dos R$ 300 milhões. Em consequência, acho que a empresa ainda está barata. Nas condições de hoje, só começaria a pensar na possibilidade de vender, acima dos R$ 40,00 (com preço justo a aprox. R$ 45,00).

UNIP6

PREÇO: R$ 28,40

PAYOUT (2017): 154,9%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 7,57

P/VPA 2,31

PSR 0,76

DY 20,48%

EV/EBITDA 5,04

MARGEM BRUTA 30,0%

MARGEM OPERACIONAL 11,2%

MARGEM LÍQUIDA 10,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,754

MARGEM EBITDA 20,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 130,5%

ROE 30,54%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,96



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +239,39%

RESULTADO BRUTO +133,55%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,94%

RESULTADO OPERACIONAL -28,11%

RESULTADO LÍQUIDO +7,77%

EBITDA -6,96%



b) 4T17 vs 4T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +261,59%

RESULTADO BRUTO +148,96%

RESULTADO FINANCEIRO +0,51%

RESULTADO OPERACIONAL -79,26% (efeito vantagem compra Indupa)

RESULTADO LÍQUIDO -48,90% (efeito vantagem compra Indupa)

EBITDA -55,20% (efeito vantagem compra Indupa)



c) lucro (taxa média anual)

UA 7,77%

U2A 85,63%

U3A 66,48%



d) patrimônio líquido médio

UA 18,20%

U2A 17,08%

U3A 12,31%



e) ebitda (taxa média anual)

UA -6,96%

U2A 63,47%

U3A 51,00%

U4A 90,51%

U5A 76,06%

U6A 59,52%

U7A 39,09%

U8A 0,08%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 46,92

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -11,0%

348073  - Rocha Preta inc  -  14 Mar 2018, 22:10
Resultado Unipar
https://www.rad.cvm.gov.br/ENET/frmNBC.aspx?NSD=72...

347850  - paulo_prof  -  06 Mar 2018, 23:13
Não é bem o resultado argentino ...

A Indupa S.A.I.C. (argentina) consolida os resultados da Indupa brasileira. Como mostrado acima, o operacional da empresa consolidada, apesar de uma leve inflexão no 4T17, vai bem muito obrigado.

O problema está no resultado financeiro, quando há uma desvalorização do peso argentino no período. O Resultado Financeiro da Indupa argentina é "normal", relativamente a seu endividamento líquido. O problema aparece no Resultado Financeiro, em pesos argentinos, da Indupa brasileira, pois o seu endividamento líquido em reais sofre despesas de correção cambial quando o peso argentino se desvaloriza frente ao real.

Como não sou contador, não tenho certeza de como a Carbocloro deverá consolidar os resultados da Indupa (controladora argentina e controlada brasileira). Em tese, o endividamento líquido em pesos argentinos quando expresso em reais produzirá um ganho cambial que deverá "turbinar" o Resultado Financeiro da Carbocloro no Consolidado. Ou seja, o endividamento líquido da Indupa brasileira em reais acaba produzindo um efeito cambial neutro - representa uma despesa cambial em pesos na consolidação da Indupa argentina que depois produz uma receita em reais na consolidação da Carbocloro.

Moral da história ... não espero um grande impacto nos resultados do 4T17. Os resultados do exercício 2017 deverão vir excelentes.

347848  - fridao   -  06 Mar 2018, 20:30
Prof. Paulo,

Alguma preocupação com o Resultado Argentino?

Ou podemos dizer que foi apenas um "escorregão" e que as coisas tenderão a se ajeitar nos próximos trimestres?

E que a queda de hoje foi uma bela oportunidade de iniciar ou aumentar posição no ativo?

347824 - paulo_prof  -  06 Mar 2018, 03:13
O Resultado Argentino do 4T foi ruim ... um prejuízo de aprox. 37 milhões de pesos, quando no 3T foi postado um lucro de 267 milhões de pesos.

A Receita Líquida do 4T foi de 2,7 bilhões de pesos, quando no 3T fora de 3,06 bilhões. O Resultado Bruto caiu de 564 milhões de pesos no 3T para 500 milhões de pesos no 4T.

As Despesas Operacionais no 4T (280 milhões e pesos) foram marginalmente menores do que no 3T (309 milhões).

Em consequência, o EBIT emplacou 219 milhões no 4T, quando no 3T havia sido 256 milhões.

Até aí, tudo mais ou menos normal. O que ferrou mesmo foi o Resultado Financeiro, que passou de uma Receita de 51 milhões de pesos no 3T, para uma despesa de 181 milhões de pesos no 4T. O Resultado Financeiro desfavorável provavelmente foi ocasionado pela desvalorização do peso no 4T (1 USD passou de 17,21 em 30SET2017 para 18,549 em 30DEZ2017; 1 BRL passou de 4,45 para 5,70 e 1 EUR passou de 20,294 para 22,2829.

347821  - Rocha Preta inc  -  06 Mar 2018, 00:50
Resultado Indupa:
http://www.cnv.gov.ar/InfoFinan/WhatsNewSoc.asp?La...

Não analisei ainda, comenta-se de receita abaixo do esperado. Não deveria ter tanto impacto para UNIP. Tem que ver a reação do mercado argentino essa semana.

O indusval jogou forte nas vendas hoje, o que pareceu desmonte de algum tuba, espero que n seja o balanço vazado.

347310  - Rocha Preta inc-  21 Fev 2018, 02:48
Fitch Atribui Pela Primeira Vez Rating Nacional ‘AA-(bra)’ à Unipar Carbocloro; Perspectiva

Estável

Fitch Ratings – Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2018: A Fitch atribuiu, hoje, o Rating Nacional de Longo

Prazo ‘AA-(bra)’ (AA menos (bra)) à Unipar Carbocloro S.A. (Unipar). A Perspectiva do rating é Estável.

Doc completo no site da Unipar.

347232  - pobre   -  19 Fev 2018, 22:03
Aí vc vê o gráfico de unip6 e pensa... exageraram na subida.. ativo ficou caro...

Só que não!!!!

Ativo sendo negociado a p/l na casa de 6 para um lucro anual de 400 milhões.

Pois bem, já se fala que lucro do 4 trim pode vir na casa dos 150 milhões que corresponde a 600 milhões anuais e precificaria a empresa com p/l=4 ..... moleza....

Pode dobrar de valor ainda e ficaria com p/l=8.

Nos vemos nos 60 reais!!!!

347034  - paulo_prof   -  11 Fev 2018, 14:56
[...]
Acho que todas as carteiras deveriam ter uma exposição à UNIP. Quem não tem. mesmo aos preços atuais é uma barbada.
[...]

346041  - Gersonlp  -  11 Jan 2018, 20:56
Fitch Atribui Pela Primeira Vez Rating Nacional ‘AA-(bra)’ à Unipar Carbocloro; Perspectiva Estável

Fitch Ratings – Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2018: A Fitch atribuiu, hoje, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA-(bra)’ (AA menos (bra)) à Unipar Carbocloro S.A. (Unipar). A Perspectiva do rating é Estável.

O rating da Unipar Carbocloro reflete a posição mediana de seus negócios no setor latino-americano de petroquímicos, a liderança no mercado brasileiro de cloro-soda, o saudável histórico de geração de caixa operacional e margens, além do perfil financeiro conservador, suportado por baixa alavancagem e adequado perfil de dívida. A classificação incorpora o risco mediano da indústria de cloro-soda, que apresenta menor volatilidade de preços e demanda mais resiliente quando comparada a outras commodities petroquímicas. A
escala de negócios e a diversificação geográfica e de produtos da Unipar são mais limitadas do que as de seus pares globais, o que restringe o rating da empresa...
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=593565&flnk
são 6 páginas

345917  - jhcecato   -  09 Jan 2018, 12:23
Eu tive UNIP6 e surfei o começo dessa onda de valorização mas quando começou aquele imbroglio da OPA com o controlador deixando mais escancarado ainda que queria ferrar os minoritários a todo custo resolvi tirar meu time de campo com o lucro de até então para não ser pego no fogo cruzado.

Logicamente hoje fica a dor de corno de estar de fora mas o que me deixa um pouco mais tranquilo é que o racional da venda para mim ainda permanece. Acredito que na primeira oportunidade que tiver o controlador vai tentar outra "jogada" para prejudicar os minoritários. Evidente que dá pra ter muito lucro apesar disso mas acho bom manter isso em perspectiva.

O céu de brigadeiro sem duvida seria se de alguma maneira o controle da empresa trocasse para mãos mais confiáveis.

De toda forma não digo "dessa água não (mais) beberei" pois do ponto de vista fundamentalista o case em si é muito bom.

345897  - Luis Henriques  -  08 Jan 2018, 21:00
Sábias as suas palavras jonas, aliás como sempre. Mas no caso particular de UNIP tirando o problema da governança, é tão evidente que os preços atuais vão deixar saudades que por isso fiz o comentário que fiz, mais como desabafo.

345888  - Jonas_Schwingel  -  08 Jan 2018, 19:43
Aqui UNIP é 12% da carteira de ações, 6% da RV e 5% do global. Mas sei lá. Devagar se chega longe... e com mais chances de, de fato, chegar.

Olhar no retrovisor e descobrir que teria sido bom concentrar é uma coisa. Saber no que concentrar agora é outra. Antes do investimento "dar certo" o clima é de incerteza, tanto para você quanto para a comunidade financeira. Não fosse isso, não haveria desconto no preço pois se a possibilidade de "dar certo" fosse tão evidente a ponto de justificar uma concentração, isto já estaria precificado e o potencial de valorização seria muito menor.

O cérebro é sacana. Ele te chama de burro por não ter concentrado naquele investimento que você acertou. Naquele que você errou ele te chama de burro de novo por sequer ter aberto posição, mesmo que pequena. Mas na verdade, controlar o risco é algo inteligente, pois isso te manterá vivo. Neste arte, para ser um vencedor basta permanecer vivo e não perder dinheiro. A capitalização composta fará o trabalho pesado.

É do couro que sai a tira. Não há moleza no mercado. Quer ganhar bastante dinheiro nas suas escolhas corretas? Cresça sempre para que a fatia percentual máxima dedicada a um ativo seja, em termos absolutos, seja cada vez maior.

345771  - alexandroobol  -  04 Jan 2018, 19:03
Voltando ao caso UNIPAR, por mais que a empresa cresça via aquisições, o controlador continuará tendo apenas 20%. Se ele considera este percentual pouco, penso eu que a única saída é comprar mais papel, e quanto mais barato, melhor. E pra achar papel barato ele vai ter que fazer muita caca na empresa. Acho bom ele se contentar com sua parte e ser bem generoso nos proventos, o que lhe dará uma boa grana. Vai juntando dinheiro, depois vende o controle e aí sim compra uma unipar só pra ele.

345769  - edomr   -  04 Jan 2018, 16:30
Depende, importante lembrar que a Carbocloro vem trabalhando em média com 80% da sua capacidade produtiva.

Então, fora questões macro como Preço da Soda e Dolar, temos ainda a da empresa, mediante aumento da demanda pelo produto aumentar sua produção sem necessidade de grandes investimentos.

345767  - paulo_prof   -  04 Jan 2018, 16:04
kknove, na última década antes de 2015, o retorno sobre o patrimônio líquido médio sempre foi pífio ,,, abaixo de 10% quando não negativo. Em 2015 foi um pouco melhor, emplacando 10,89%. Só mesmo em 2016 "explodiu" para 25,40%, auxiliado por não recorrências. Em 2017, mesmo com o "write off" da Tecsis, deverá ficar acima disto. Ma parece mais do que evidente que o valor contábil dos ativos da empresa está tremendamente sub-avaliado e, em consequência, o ROE corrente está completamente fora da realidade.

Até 2016, embora a antiga Carbocloro tenha sido muito rentável, boa parte do lucro "sumia" dentro da holding (prejuízos da Tecsis + despesas administrativas injustificáveis e excessivas)

Também não conheço o mercado petroquimico para opinar se o surgimento de oportunidades é provável ou não. Mas como já houve uma incursão fora do core business, eu não descartaria outra ... quem sabe até na área de energia que, afinal, representa boa parte dos custos suportado pela empresa.

345765  - kknove   -  04 Jan 2018, 15:31
Professor, compartilho da sua opinião sobre a estratégia do controlador. Contudo, supondo q ele pretenda destinar o lucro retido à novas aquisições, tão logo não tenha mais dívidas para pagar, surge a questão da eficiência da alocação de capital. Sabemos que o controlador não alocou o capital de forma eficiente no passado recente, em especial nos negócios fora do core business. Ou seja, investiu de forma a reduzir o retorno médio da empresa. Não tenho conhecimento específico do mercado petroquímico para opinar. O senhor acha q a unipar pode encontrar oportunidades rentáveis no futuro para reinvestir? Obrigado

345763 - paulo_prof   - 04 Jan 2018, 14:27
A minha percepção é bastante distinta da sua ... o que o controlador deseja mesmo, acredito que seja controlar uma empresa de maior porte possível, minimizando o capital próprio necessário para tal.

O controlador sempre me deu a impressão de ser avesso à distribuição de proventos, talvez por que lhe cabem somente aprox. 20% dos proventos totais distribuidos. Para o controlador, melhor do que aprovar uma distribuição generosa de proventos parece ser aumentar as reservas para futuras aquisições.

Acho que a "derrocada" de aprox. 25% nos preços da soda cáustica não deverá impactar fortemente os resultados nos próximos trimestres, se o 3T17 for tomado como referência. Se não estou enganado, o preço corrente ainda está acima da média dos preços do 3T17. Por outro lado, não acredito que o dólar médio neste ano eleitoral fique abaixo dos R$ 3,30. Ou seja, não acredito que o dolar médio de 2018 será inferior aquele de 2017.

Eu não venderia o controle da empresa por menos de uns R$ 70,00 por ação.

345757  - alexandroobol -  04 Jan 2018, 10:55
Gostaria de sua opinião sobre UNIPAR.

Como já postei no outro forum, da unip6, vejo apenas duas situações, realistas, que possam interessar ao controlador: dividendos ou venda do controle.

Acontece que pra 2018, com a normalização dos preços internacionais da soda cáustica (já caiu mais de 20% desde o pico em novembro) e possível
estabilização do dólar nos R$ 3 baixo, não vejo muito espaço pra expansão dos lucros. Seria viável financeiramente o controlador, visando principalmente
a si próprio, aumentar a % de lucros distribuídos? Se sim, até quanto?

Quanto à venda do controle - o que acredito mais provável - quanto valeria uma unip3?

Pessoalmente, não consideraria como "alternativos" a QGEP3 e a UNIP6. Acho que o risco de um investimento nestes ativos nos preços atuais não é relevante. Ambos apresentam uma estrutura de capital muito boa para enfrentarem eventuais contingências.
[...]

344139  - zapparugby  -  19 Nov 2017, 12:28
Aproveitem a oportunidade compre UNIP6, melhor ação da bolsa no momento, melhores dividendos, melhores fundamentos e perspectiva de alta de 100% em curto prazo !! Quem segue a teoria de W.B a UNIP é a empresa !!

344062  - pinheiro87  -  17 Nov 2017, 01:04
Belos resultados de UNIP6 e FESA4, parabéns para quem acreditou e manteve os ativos apesar de OPA e Empiricus da vida.

Aparentemente a tentativa de fechamento de capital da UNIP6 se tratava de TENTATIVA DE ESTELIONATO. Qual será a próxima que o controlador vai aprontar?
[...]

344040  - paulo_prof   -  16 Nov 2017, 20:07
Brincadeira !!!! Comentar o que?

UNIP6

PREÇO: R$ 17,08

PAYOUT (2016): 28,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 3,38

P/VPA 1,39

PSR 0,56

DY 7,03%

EV/EBITDA 2,46

MARGEM BRUTA 30,9%

MARGEM OPERACIONAL 25,2%

MARGEM LÍQUIDA 16,5%

LUCRO POR AÇÃO R$ 5,058

MARGEM EBITDA 36,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 126,9%

ROE 41,12%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,93



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +168,47%

RESULTADO BRUTO +94,05%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +46,27%

RESULTADO OPERACIONAL +325,83%

RESULTADO LÍQUIDO +301,06%

EBITDA +244,54%



b) 3T17 vs 3T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +257,69%

RESULTADO BRUTO +133,71%

RESULTADO FINANCEIRO passou de negativo para positivo

RESULTADO OPERACIONAL +355,27%

RESULTADO LÍQUIDO +589,65%

EBITDA +210,99%



c) lucro (taxa média anual)

UA 301,06%

U2A 140,44%

U3A 84,98%



d) patrimônio líquido médio

UA 29,44%

U2A 19,21%

U3A 13,49%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 64,84

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -34,0%

343988  - Jonas_Schwingel -  14 Nov 2017, 22:56
Com toda a alta no preço de UNIP6 nos últimos meses, o P/L, que estava na casa dos 2,X, subiu para 4,2. Com o resultado recém divulgado, o lucro líquido 12M (4T16 + 9M17) fica em 459,4M, acima da minha expectativa de 400M. O LPA subiu de 3,5 para 5,5. Logo, o P/L da ação deve retornar à casa dos 2,X. Conforme preço de fechamento de hoje temos:

P/L = 14,9/5,5 = 2,7

Estava muito barato. Subiu bastante. Ficou muito barato de novo. A urgência do controlador em querer fechar o capital da empresa ficou bem explicada.

Parabéns aos comprados!

342772  - andremarafon -  06 Out 2017, 15:17
Veja bem eu comprei a 7,50 já tirei quase todo esse valor em Dy. Tudo vai de estudar e entender o que está acontecendo. Essa notícia é bem antiga para quem acompanha o mercado. Esses dias alguém criticou a Suno proque o preço teto deles é baixo agora criticam porque eles indicam, e assim vamos. Cada um precisa fazer a sua análise e não criticar o trabalho dos outros. Use os estudos dos outros para complementar os seus e não para criticar. Enfim o preço teto da Suno é baixo exatamente por isso meu amigo ...Abraços

342769  - Lucro Liquido - 06 Out 2017, 14:05
Mas a empresa não tem nada a ver com a falcatrua, a picaretagem envolve somente um dos sócios, onde o único beneficiário é ele mesmo, prejudicando os demais sócios e a própria empresa, espero que esse picareta seja chutado do controle.

É diferente da JBS por exempo, onde existe falcatrua do sócios controlador, beneficiando a própria empresa com dinheiro publico subsidiado.

342767  - NumBroker -  06 Out 2017, 13:03
Notícia requentada. Essa história é bem antiga e conhecida, a empresa não tava barata pq ninguém tinha descoberto, é pq tem muita coisa esquisita mesmo. A diferença agora é que acharam algumas provas.
https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/odebrecht-recorreu-a-lula-para-evitar-que-petrobras-concorresse-com-braskem-dizem-delatores.ghtml

O que não entendo é como a Suno Research indica essa empresa, logo ela que cita Décio Bazin que indica não investir em empresas envolvidas em escândalos. Mas enfim, o investimento tem dado certo, que é o que importa. Eu mesmo já peguei algumas da Lava Jato e deu uns bons trocados.

342765  - fridao   -  06 Out 2017, 04:58
UNIPARianos...notícia de utilidade pública...
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,prof...

342453  - paulo_prof -  28 Set 2017, 15:48
Já era esperado ... mas o que será após 1o. de janeiro ainda é uma tremenda incógnita.

Acho evidente que se deixarem, o controlador (Frank Geyer) vai assumir o comando. Ocorre que ele está mais sujo do que pau de galinheiro: se envolveu na Lava Jato, recebeu propina para vender a Quattor, é responsável direto pelo enorme prejuízo causado pela aventura de investimento na Tecsis, entre outros.

Acho, também, que todo a tentativa de cancelamento de registro da empresa uniu os minoritários. Como os minoritários possuem uma quinhão muito maior do capital do que o controlador, será muito difícil o Frank ganhar na justiça o direito de dirigir a empresa. Se eu tivesse que apostar, o Frank não estará nem no Conselho nem na Diretoria.

O ideal, para os minoritários e (na minha opinião) para o próprio Frank, seria a empresa migrar para o Novo Mercado. Mas se isto acabar ocorrendo, confesso que ficarei muito surpreso. Não é do feitio do Frank. Ele é o tipo de pessoa que acha que tem que mandar. Em consequência, o mais provável é que nomeie um preposto para agir em seu nome, puxando as cordinhas a partir dos bastidores. Evidentemente, quem ele escolher para formalmente dirigir a empresa estará sob os holofotes, não podendo fazer muita caca pois caso contrário poderá acabar defenestrado via CVM ou judicialmente pelos próprios minoritários.

342162  - paulo_prof  -  18 Set 2017, 19:55
Citação: cap7 - Post #342154 - 18/Set/2017 16:57
Professor Paulo
Pergunta de moleque....rrssss.....se o senhor não tivesse UNIP6 hoje em carteira......compraria nos preços atuais 12,xx paus? Por que? +1grinning.
Até uns 4% da carteira, sem dúvida. Para posições acima dos 5/6% ... eu esperaria os resultados do 3T17 para consolidar os dados das DREs das controladas.

De acordo com a minha estimativa, acredito que a empresa possa gerar, de forma recorrente, um Ebitda de aprox. R$ 150 milhões trimestrais. Anualizado, e ao preço de R$ 12,50, isto corresponde a um EV/Ebitda de aprox. 4,3, já considerado o aumento do endividamento líquido devido à distribuição extemporânea de dividendos e, em consequência, do aumento no valor de firma. Com EV/Ebitda na faixa de 4, a empresa está nitidamente barata.

O problema é verificar como a empresa será administrada daqui em diante e se realmente o affair Tecsis terminou, ou se ainda surgirão esqueletos adicionais.

341535  - pedrosousa -  29 Ago 2017, 13:19
29/08/2017 08:00 UNIPAR (UNIP) - Fato Relevante - 28/08/17
UNIPAR CARBOCLORO S.A.
CNPJ/MF nº 33.958.695/0001-78
NIRE nº 35.300.454.758
Companhia Aberta
FATO RELEVANTE
Unipar Carbocloro S.A. (“Companhia”), em atendimento ao disposto no §4°, do artigo 157, da lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, e na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, vem, em complemento às informações divulgadas em 27 de julho de 2017 e 2 de agosto de 2017 por meio de fato relevante, informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que a Companhia celebrou, nesta data, o instrumento particular de compra e venda de ações e debêntures e outras avenças (“Contrato”), o qual estabelece os principais termos e condições para o desinvestimento da totalidade da participação detida pela Companhia no capital social da Tecsis Tecnologia e Sistema Avançados S.A., atual coligada da Companhia (“Tecsis”) (“Transação”).
A celebração do Contrato implica na alienação nesta data das Ações à GI Eólica Participações Ltda. (“Eólica”), controlada da Estáter Gestão de Investimentos Ltda., pelo valor total de R$1,00 (um real), e ocorre após a conclusão da subscrição e integralização pela Companhia de 36.666.667 (trinta e seis milhões, seiscentos e sessenta e seis mil, seiscentos e sessenta e sete) ações ordinárias emitidas no âmbito de aumento de capital da Tecsis (“Ações”) no valor de até R$55.000.000,50 (cinquenta e cinco milhões de reais e cinquenta centavos).
Ressalta-se que a Transação não resultará em impacto negativo superveniente nos resultados da Companhia, tendo em vista que eventuais perdas decorrentes da participação acionária da Companhia na Tecsis foram objeto de provisionamento.
A Companhia manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre todo e qualquer desdobramento e atualização relacionado à Transação.
São Paulo, 28 de agosto de 2017.
Gustavo Lopes Theodozio
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

341109  - paulo_prof   -  15 Ago 2017, 20:25
Para simplificar as coisas, acho que um quadro conservativo é obtido anualizando os resultados do 1o. semestre, e aumentando o endividamento líquido em aprox. R$ 350 milhões, despendidos com os proventos pagos em agosto e o rolo Tecsis. O cálculo deve ser conservativo porque:

a) no 1T17 a empresa inventou despesas para reduzir o lucro e ebitda na marra!

b) no 2T17, o IR/CS foi desfavorável, porque houve uma despesa de R$ 15 milhões em impostos diferidos ... normalmente, este valor deveria engordar o lucro.

Pode-se verificar que no preço atual,. a margem de segurança parece enorme.

Nas condições mencionadas, ter-se-ia (se não errei nas contas):

UNIP6

PREÇO: R$ 11,25

PAYOUT: 23,75% (mínimo legal)



P/L 7,58

P/VPA 0,73

PSR 0,31

DY 3,13%

EV/EBITDA 4,03

MARGEM BRUTA 30,1%

MARGEM OPERACIONAL 7,5%

MARGEM LÍQUIDA 4,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,484

MARGEM EBITDA 15,5%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 85,0%

ROE 9,68%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,24



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 19,02

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -13,0%

341085  - grizzo   -  15 Ago 2017, 12:33
Professor Paulo, poderia fazer a sua avaliação?
Valor econômico Unipar: Lucro aumenta 143,5% no 2º trimestre, para R$ 25,4 milhões Por Victor Aguiar | Valor SÃO PAULO - A Unipar Carbocloro encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido atribuído aos sócios da controladora de R$ 25,4 milhões, alta de 143,5% ante o ganho de R$ 10,4 milhões contabilizado no mesmo intervalo de 2016. A receita líquida da empresa cresceu 236,4% na mesma base de comparação, passando de R$ 220,4 milhões para R$ 741,6 milhões. Considerando apenas a controladora, a receita operacional líquida somou R$ 239,2 milhões, alta de 9% entre os períodos. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) aumentou 41% na base anual, para R$ 132,9 milhões. O Ebitda da controladora entre abril e junho deste ano foi de R$ 70,9 milhões, avançando 20% na base anual.

340478  - paulo_prof  -  29 Jul 2017, 10:14
Em tese, o desembolso de R$ 110 milhões decorrentes do desenvestimento na Tecsis poderia ensejar uma redução dos preços colocados pelos minoritários no leilão da OPA. Desta vez, entretanto, de forma coerente, a CVM está mantendo os preços já colocados. O minoritário que desejar reduzir, terá que instruir a sua corretora para tal.

Mas a OPA é letra morta ... a derrota foi fragorosa e comunicar o desenvestimento na Tecsis agora é uma tentativa de arranjar uma desculpa para melar a operação.

Depois de todo este angu, os minoritários deverão se unir para tentar defenestrar o Frank, Persio e cia.

340339  - paulo_prof -  25 Jul 2017, 02:09
No que se refere a distribuição "extemporânea" de proventos, eu sabia que viria ... Se há grana na empresa que pode ser utilizada para o fechamento de capital, por que não tentar usá-la?

Que eu saiba, entretanto, o Frank só poderá usar os proventos se fechar o capital. Se não conseguir fechar o capital, não poderá usar os proventos como "entrada" de pagamento na compra de 1/3 das ações no book da OPA.

Em consequência, não sendo bem sucedido, muito provavelmente cancelará esta distribuição de proventos extraordinários.

Por outro lado, se realmente o Frank está disposto a tudo, não há o que fazer ... desde que pague o preço "justo", ok ... boa sorte. Já opinei antes que ter o Frank como sócio tem um custo ... que não é pequeno. Se ele me pagar os R$ 25,00 (com ou sem proventos, tanto faz) e conseguir com isto fechar o capital, ótimo. Foi o preço que coloquei, Se a ação da empresa realmente vale R$ 35 ou mais, tudo bem ... a diferença paguei para me livrar do Frank, Não vou ficar com dor de corno.

Uma coisa garanto ... os R$ 7,50 do Frank são um número como qualquer outro ... poderia ser R$ 5,00 ou R$ 10,00. É irrelevante. Não acho que consiga ter sucesso completo por menos de R$ 35,00. Pro R$ 20,00 deverá ser capaz de comprar 1/3.

340233 - paulo_prof   -  20 Jul 2017, 15:51
Citação: gguimaraes - Post #340230 - 20/Jul/2017 14:28
Já se posicionaram sobre UNIPAR? recebí ligação de minha corretora( Ágora )sobre minha decisão, solicitei que aguardassem até o dia 26.
No meu caso particular (corretora Bradesco) enviei o seguinte mail:

Prezados Senhores

Tenho X ações UNIP5 e Y ações UNIP6 sob custódia na Corretora Bradesco.

No que concerne a Oferta Pública de aquisição de ações para o cancelamento de registro da Unipar Carbocloro S.A., informo que sou CONTRA a proposta nos termos ofertados, ao preço de R$ 7,50 por ação.

Em consequência e para que as minhas X+Y ações sejam contabilizadas como ações em circulação, desejo habilitar-me para o Leilão. Para este fim, solicito que minhas ações sejam transferidas em tempo hábil para a carteira 7105-6, conforme instruído no Edital.

Uma vez transferidas para a carteira 7105-6, solicito colocar preço de venda mínimo de R$ 25,01 (vinte cinco reais e um centavo) para cada uma das X ações UNIP5L e Y ações UNIP6L. Ou seja, só concordarei com o cancelamento de registro se o controlador oferecer preço superior a R$ 25,00.

Obrigado

Cordialmente


A Corretora respondeu

Caro(a) Sr(a).,

Após verificações com o setor responsável, informamos que o seu pedido foi registrado para participação no leilão ao preço solicitado.

Atenciosamente, Bradesco S/A CTVM

340049 - RBONI   -  13 Jul 2017, 04:16
Luiz Barsi vê OPA da Unipar como “ofensa aos minoritários”

O megainvestidor Luiz Barsi Filho avalia que a OPA (Oferta Pública de Aquisição) - veja abaixo - lançada pela controladora da Unipar, a Vila Velha, é uma “ofensa aos minoritários”, mostra uma carta enviada a outros acionistas da companhia nesta quinta-feira (6). Segundo ele, os minoritários devem mostrar a sua insatisfação com o processo colocando um preço de venda de R$ 30, muito acima dos R$ 7,50 propostos. A tentativa de fechamento de capital se arrasta desde dezembro de 2015.

“Estou interpretando esse preço como uma ofensa aos acionistas minoritários, uma vez que, sem dúvida alguma, as ações da empresa valem muito além do que esse preço proposto. Basta saber que o valor patrimonial de cada ação é superior aos R$14,50, isto, sem contar com a expectativa de lucros que devem advir da Solvay e Indupa, onde, por declaração do atual controlador, as receitas deverão crescer de forma significativa, ultrapassando os R$2,3 bilhões”, explica Barsi.

Segundo o edital da OPA, o preço foi estabelecido com um prêmio de 36% por ação sobre a média dos preços indicados no Laudo de Avaliação elaborado pelo Santander como valor justo para as ações, que é de R$5,25 (ordinárias) e R$5,78 (preferenciais). Atualmente, os papéis UNIP3 negociam a R$ 9,55, os UNIP5 a R$ 10,42 e os UNIP6 a R$ 9,17.

Barsi sugere que os minoritários contrários ao fechamento de capital coloquem uma oferta no código que demonstra participar do leilão com o preço de venda em R$ 30, “que é o que interpreto que as ações já valem”, diz. As ordinários, ele indica, valeriam ainda mais. O investidor possui 15,7 do total da empresa, sendo 8,1% em UNIP5, 18,2% em UNIP6 e 11,5% em UNIP3.

339910  - pedrosousa   -  06 Jul 2017, 13:43
OPA DE ACOES ON,PNA E PNB DA UNIPAR CARBOCLORO S.A. - EM 28.07 - RESUMO

Ag. BOVESPA - Operaçoes • 6 de julho de 2017

OFERTA PUBLICA PARA AQUISICAO DE ACOES ORDINARIAS E DE ACOES PREFERENCIAIS CLASSE A E CLASSE B DE EMISSAO DA UNIPAR CARBOCLORO S.A.


Preco de compra: R$ 7,50 por acao;
Motivo da OPA: Cancelamento de registro;
Total de acoes objeto: 10.274.771 acoes ordinarias, 2.333.899 acoes preferenciais classe A e 50.084.516 acoes preferenciais classe B;
Data do leilao: 28/07/2017, as 15h00;
Prazo para habilitacao dos interessados: 27/07/2017, ate 18h00;
Prazo para registro das ofertas: 28/07/2017, ate 13h00;
Formulario de Manifestacao: acionista concorda com o cancelamento do registro da companhia, mas nao deseja vender suas acoes. Devera ser entregue pela Sociedade Corretora ao Diretor de Operacoes da B3 ate as 13h00 de 28/07/2017;
Bloqueio das acoes: Os acionistas habilitados titulares de acoes em circulacao que desejarem vender suas acoes objeto deverao providenciar a transferencia de suas acoes para a carteira 7105-6 e nos casos de acionistas habilitados nao titulares de Acoes em Circulacao para a carteira 7104-8 ate as 13h00 do dia 28/07/2017;
Codigo para registro das ofertas: UNIP3L, UNIP5L e UNIP6L
Corretora representante da ofertante: BTG Pactual CTVM S.A.;
Publicacao do edital na imprensa: Valor Economico, em 28/07/2017.
Condicoes para sucesso da OPA: O Cancelamento de Registro sera obtido se, e somente se, os titulares das acoes em Circulacao que aceitaram a OPA ou concordarem expressamente com o Cancelamento de Registro representarem mais de 2/3 (dois tercos) das Acoes em Circulacao. Sao consideradas acoes em circulacao todas as acoes ordinarias, preferenciais classe A e classe B de emissao da Companhia cujos titulares concordarem expressamente com o Cancelamento do Registro; ou se habilitem para o Leilao, independente de efetivamente venderem suas respectivas acoes no leilao, conforme item 3.4 do edital. Caso a adesao nao seja verificada, o ofertante desistira da OPA para Cancelamento de Registro.
A integra do edital esta disponivel no site www.bmfbovespa.com.br.

339516  - Minorotario_ -  23 Jun 2017, 00:03
Caros amigos,
Segue, em uma imagem, o motivo de eu não aderir à OPA e do meu preço alvo ser R$ 40,00:

uniparresumo594c4bcdce6ef.png

339464  - belemes -  21 Jun 2017, 13:29
Alguém acredita... que a Vila Velha tem cacife pra fechar o capital da Unipar Carbocloro/Indupa?
Saiu a publicação do seu balanço no Diário Oficial
Tem 7 mil Reais em caixa... não tem aplicações financeiras... e a única fonte é dividendos a receber...
https://www.imprensaoficial.com.br/DO/BuscaDO2001D...

339397  - paulo_prof -  17 Jun 2017, 03:42
A maior prova da total inadequação do relatório do Santander é a diferença entre a avaliação que fizeram da Indupa e a avaliação feita pela própria empresa em sua DRE.

O Santander avaliou o potencial de geração de valor para o acionista da Unipar em R$ 18,3 milhões. A contabilidade da Unipar avaliou a vantagem da compra em R$ 516 milhões brutos, o que dá no mínimo R$ 340 milhões líquidos, ou R$ 4,22/ação.

339392  - Minorotario_Unipar  -  16 Jun 2017, 23:06
Esse laudo é ridiculo. EBITDA consolidado de 2017 está em R$ 375 milhões.
Só o EBITDA do 1Q17 foi de ~R$ 170 milhões, ou 46% do ano

339391  - Minorotario_Unipar  -  16 Jun 2017, 23:02
O que, ceteris paribus, daria a seguinte avaliação:
avaliao594454c373012.png

Conclusões:

(1) - Laudo é ultrapassado pois ignora mais de um ano de resultados realizados e nova dívida líquida e preços internacionais de soda/PVC

(2) - Laudo superestima CAPEX e custo de Capital Rwacc, subestima EBITDA

(3) - Acionistas de peso deveriam se mobilizar para solicitar um novo laudo de OPA com alguma instituição com alguma credibilidade restante p.ex. CS ou JPM (lembrando que se o valor de avaliação for superior ao do laudo antigo quem paga o fee é a companhia)

339390  - belemes -  16 Jun 2017, 22:59
Realmente... esse relatório elaborado pelo Santander... só pode ter sido feito por um "estagiário"... considerando o investimento para mudar a tecnologia de parte da produção da unidade Carbocloro... além da citação do caso da Solvay... na época a Carbocloro também fez investimento e como se vê abaixo... o investimento foi R$ 275 milhões de Reais com a cotação média do dólar em 2007 a R$2,10 foram 130 milhões de dólares:

Carbocloro amplia em 40% sua capacidade de produção em Cubatão25/08/2008

A Carbocloro inaugurou na última quinta-feira (21) sua nova linha de produção, que amplia em 40% sua capacidade. Foram investidos R$ 275 milhões, sendo 30% com recursos próprios e 70% financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ampliação eleva a capacidade anual de produção de cloro de 253 mil para 360 mil toneladas, enquanto que a de soda cáustica irá para 375 mil
http://www.siresp.org.br/imprens/impresar.php?news...

339389  - Minorotario_Unipar  -  16 Jun 2017, 22:57
Com este novo custo de capital wacc, utilizando o mesmo fluxo (subestimado, nós sabemos) do laudo, obteríamos praticamente R$ 475 MM a mais de valor de empresa
novaspremissasfluxo5944544ade562.png

339388  - Minorotario_Unipar -  16 Jun 2017, 22:51
Hoje atualizei as premissas utilizadas no laudo. Segue resumido o WACC:
novaspremissas594452f25d2bb.png

339387  - Minorotario_Unipar  -  16 Jun 2017, 22:49
Peter, você esta coberto de razão. O CAPEX é gritante. Muito superestimado. Tanto da Carbocloro quanto da Indupa (que nem precisa trocar o mercurio). Alias, a convenção no Brasil diz que o prazo para a troca é 2025. Eles estão estimando o CAPEX em 2018-2019 (why ?????)

Temos outros pontos como EBITDA subavaliado e custo de capital wacc superestimado também...

339361  - paulo_prof   - 16 Jun 2017, 13:57
No que concerne uma decisão de investimento na Unipar, entretanto, há uma outra questão importante que deve ser levada em consideração: a política de investimentos da companhia.

Embora, que me lembre, nunca tenha sido mencionada em FRs ou Relatórios Financeiros da empresa, pode ser muito relevante no médio prazo.

No Relatório da Avaliação do Valor de Firma da Carbocloro, o Santander estima o Capex a ser investido nos próximos 10 anos. A previsão com despesas de capex seria a seguinte

2017: R$ 230 milhões

2018: R$ 540 milhões

2019: R$ 740 milhões

2020: R$ 400 milhões

A maior parte destes valores seria despendida na substituição do processo de produção de cloro/soda via células de mercúrio para o processo via membrana, iniciando pelas instalações da Carbocloro já este ano, 2018 e 2019 e concluindo com a adequação das instalações da Solvay Indupa, em 2019 e 2020.

Se, de fato, este programa de investimentos ocorrer, os resultados para o acionista em 2018, 2019 e 2020 deverão ser bastante fracos.

339359 - Minorotario_Unipar -  16 Jun 2017, 12:03
fora q a data da avaliação é de 06/07/2016 (base 1Q16). Ou seja, ja faz quase um ano.
Varias inconsistências nesse laudo. EBITDA Solvay.
Participação % da Carbocloro na Solvay.
Divida líquida antiga x atual
Custo wacc / custgo divida etc..

339358  - belemes -  16 Jun 2017, 01:01
E como o prazo da conclusão da OPA é até 31/12/2017...lembrando que o acordo até 2022 só vale no caso do sucesso da OPA... e, a não ser que o controlador aumente a oferta para, no mínimo, o VPA... que está acima de 15 Reais... não tem a mínima chance de sucesso da OPA.... daí... o controlador enfrentará enorme resistência dos minoritários para retornar ao comando da empresa... não haverá outra opção... a não ser a venda o controle(Vila Velha) ou a migração para o Novo Mercado.

E qualquer uma das opções será vantajosa para a valorização dos ativos da Unipar Carbocloro...

Se vender o controle... eventual futuro controlador vai querer ampliar sua participação... comprando PNB's no mercado;

No caso do migração do Novo Mercado... haveria uma disputa para aquisição das PNB's... o que elevaria a cotação desses ativos.

Portanto... qualquer das opções... deverá haver uma forte valorização nos ativos... corroborando ao que o Prof Paulo postou... "Não fosse o risco que o controlador e a governança representam, a UNIP6 custaria hoje o dobro ."... que seria o "mínimo"... pela capacidade de geração de caixa e lucros que a Unipar Carbocloro tem sido.

339356 - paulo_prof  -  15 Jun 2017, 23:12
Citação: cap7 - Post #339354 - 15/Jun/2017 18:10
professor
UNIP6 a 10,00 ainda vale apena comprar???
Não fosse o risco que o controlador e a governança representam, a UNIP6 custaria hoje o dobro ...

Ocorre que não há como investir e simplesmente ignorar que o controlador quer te ver pelas costas, mesmo que este hoje esteja "oficialmente" afastado da empresa.

Cabe a vc decidir se arrisca ser sócio de quem já deu inequívocas demonstrações de que a prioridade da gestão não é a de gerar valor para vc.

A Estáter foi contratada para implementar uma reestruturação administrativa e financeira da empresa. Mas a Estáter em princípio só continuará como gestor da empresa até meados de 2022, se a OPA para o fechamento de capital for bem sucedida.

339353 - belemes -  15 Jun 2017, 18:56
Verdade professor... estava esquecendo que a soda cáustica... o carro-chefe... subiu em torno de 100% no mercado internacional... e isso não estava evidente quando da avaliação.

Por outro lado... em análises internacionais sobre o mercado de cloro/soda... o "up" nos preços vão continuar até 2020...(produtores da Europa se comprometeram mudar o processo de produção até esta data) justamente por conta da substituição da tecnologia de produção por células de mercúrio, para membrana...

Portanto... há de se concluir que o custo do Capex seja coberto pelos preços dos produtos cloro/soda.

339352  - paulo_prof -  15 Jun 2017, 18:40
Para um controlador conseguir fechar o capital da empresa que controla, dando um "chapéu" no minoritário, são necessárias duas condições:

a) os preços dos ativos num longo período antecedente têm que ser mantidos baixos; e

b) a emissão de um relatório "oficial" por parte de um avaliador "cúmplice" da negociata, sub avaliando os ativos.

A condição a) normalmente é conseguida a partir de práticas legais. O controlador, deliberadamente, pode construir uma imagem negativa no mercado (e assim forçar um desconto importante no ativo), controle de preço no mercado quando a liquidez é pífia, contabilidade criativa para deliberadamente jogar os resultados da empfresa para baixo, etc. etc.

No que concerne a condição b) há que se levar em conta que o papel em princípio aceita quase tudo ... é muito difícil provar a má fé.

Era este ponto que eu queria levantar. No que se refere especificamente à Unipar, concordo com o Gus. Nesta altura do campeonato, NINGUÉM poderá dizer que não sabia ... se decidiu ser sócio do Frank Geyer, levou em conta os riscos envolvidos. Eu apenas usei o caso presente da Unipar para levantar a outra questão ... em terrae Brasilis a podridão é praticamente geral e irrestrita!

Quando ao relatório, propriamente dito, pode ser obtido em

http://www.uniparcarbocloro.com.br/default_downloa...
Na avaliação, a empresa é separada em duas, a Carbocloro e a Indupa, sem qualquer interação entre elas. Ambas são avaliadas pelo FCD, com uma Taxa de Desconto nominal de 15,5%, para uma taxa nominal de inflação de 4,5% . O crescimento médio nominal da receita líquida da Carbocloro nos 10 anos do período considerado é 4,7% (mal e porcamente vencendo a inflação), embora haja uma taxa de crescimento dos volumes produzidos e a inflação no dólar seja estimada em 2%. A taxa nominal média de crescimento da Receita Líquida da Indupa é de 6,5%.

Pela avaliação do Santander, o FCD da Indupa acrescenta só R$ 0,23/ação da Unipar, uma glória!

No caso da Carbocloro, está previsto um capex substancial, de USD 190 milhões ($10 milhões em 2017 e $90 milhões em 2018 e 2019), para a substituição da tecnologia de produção por células de mercúrio, para membrana. Este Capex é responsável por R$ 300 milhões negativos a valor presente, por ocasião da avaliação. Não fosse este evento, o valor de firma da Carbocloro (de aprox. R$ 650 milhões conforme o laudo) seria R$ 500 milhões maior!!!

É muito difícil provar que houve má fé ... para forçar uma FCD para baixo, vc pode subestimar a receita líquida, sobre-estimar o CPV e as despesas operacionais e, mais importante, sobre-estimar os investimentos necessários, o custo do endividamento e a taxa de desconto.

339339  - Gusmaran -  15 Jun 2017, 03:55
Ok, mas e ai? OPA nao deve sair, a empresa é "barata" porque o controlador é um monstro, mas....os dividendos devem aumentar paulatinamente o que deve aumentar o valor da ação. Então, considerando que esta ação deve ter no máximo uma participação residual na carteira, acredito que não merece tanta atenção no que tange a governança

339338  - paulo_prof -  15 Jun 2017, 03:27
Na minha opinião, o buraco é muito mais embaixo ...

Para não ficar completamente óbvio que a oferta do controlador é vil e completamente descolada dos fundamentos da empresa, foi necessário que o Santander assinasse um Laudo de Avaliação, na minha opinião, fajuto. Os caras tiveram a cara de pau de afirmar, em julho do ano passado, que o valor econômico das ações emitidas pela Unipar estaria entre R$ 5,25 e R$ 5,78.

Na minha opinião, o controlador querer passar a perna no minoritáio faz parte do jogo! Agora, uma consultoria profissional se prestar a fazer o trabalho sujo, é caso de polícia! E a CVM não está nem aí!

O pior é que toda santa semana recebo telefonemas do Santander me enchendo o saco para re-abrir a conta que fechei, que use os seus cartões de crédito, etc.

Com esta avaliação fajuta que teve o displante de fazer no caso da Unipar, o Santander para mim já era ... e para sempre!

Os caras definitivamente não são profissionais ... credibilidade zero!

339314  - belemes -  14 Jun 2017, 01:51
Dividendos distribuídos pela Carbocloro - informações que constam nos balanços publicados no período anterior à compra dos 50% da Carbocloro:

https://www.imprensaoficial.com.br/#13/06/2017:

Em milhões...

2010 e 2009
Dividendos e juros s/capital próprio pagos 27 (45.000) (110.000)

2012 e 2011
Dividendos e juros s/capital próprio pagos 24 (85.000) (90.000)

2006 e 2005
Dividendos distribuídos 95.000 131.000

339312  - Minorotario_Unipar  -  14 Jun 2017, 00:23
Hoje estava revendo a aquisição da Carbocloro em 2013. Podemos encontrar a DFP de 2012 aqui.

A dívida líquida era de aproximadamente R$ 100 milhões e EBITDA de R$194 milhões. Como o valor pago por 50% foi de R$ 550 milhões, o valor total da avaliação à epoca foi de R$ 1,1 bilhões e valor da firma (EV) de R$ 1,2 bilhões.

A titulo de comparação com a atual OPA, o valor de avaliação proposto à R$ 7,50 por ação é de R$ 600 milhões e o valor da firma (EV) é o mesmo R$ 1,2 bilhões. No entanto, o EBITDA saiu de R$ 194 milhões para aproximadamente R$ 600 milhões (R$ 170 milhões apenas no 1 tri de 2017!)

Caso fosse pago o mesmo múltiplo de aquisição que foi pago à Occidental (EV/EBITDA de 6,18), o valor por ação da OPA deveria ser aproximadamente R$ 39,00.

Esta reflexão demonstra como o valor proposto está fora de mercado e o quanto devemos bater o pé para ninguém vender a estes preços.

339310  - MuadibGV  -  14 Jun 2017, 00:19
Não tem pulo do gato nenhum no passo 2. Se o controlador (ou qualquer um) conseguir fechar o capital da cia. os dividendos passam a ser dele , e pronto.

Se a cia. tem 100 em dividendos pra distribuir e uma OPA de 80 é aceita, sorte de quem comprou e azar dos burros que venderam. Simples assim.

Estou simplificando , mas em resumo é isso.

O pulo do gato que haveria ( e que discuti algumas páginas pra trás) é o controlador não querer distribuir dividendos antes da OPA por causa dos 10% a mais para as PN.

Para o controlador, é melhor botas as mãos nos dividendos depois.

Se não me engano, calculei uns 8% de diferença a mais no montante que seria do controlador caso ele colocasse a mão na grana dos dividendos após a OPA.

339307  - Minorotario_Unipar -  13 Jun 2017, 23:53
Com relação á 1ª "malandragem", vc tem razão. Agora, com relação aos dividendos, acho importante ressaltar dois pontos:

1) É a dinamica q vc indicou. Compra e amortiza dividas com dividendos recebidos. Tudo ok aqui

2) Deduz do preço da OPA dividendos distribuídos aos acionistas. Isto é, na prática, pagar a OPA com o $ que ja é por direito dos atuais acionistas. É aqui q tá o pulo do gato

339298 - MuadibGV -  13 Jun 2017, 16:33
A malandragem que vejo , e que já foi apontada por muitos aqui, é a cia. ficar inventando prejuízos e provisões pra não distribuir seus lucros.

Agora, nesse ponto específico que vocês estão falando, não vi nenhum problema.

A Vila Velha vai tomar empréstimo, pagar a OPA e depois quitar o empréstimo com os dividendos da Unipar que lhe pertencem.

339296  - fridao -  13 Jun 2017, 16:28
Graças aos ilustres deste, e do outro forum, é que se deram mal. Deveriam ter estudado melhor o Barsi, o Evalareto, o Belemes, o Paulim...e outros mais, que não recordo agora.
Minoritário unido, jamais será vencido...

339293  - Santos8   -  13 Jun 2017, 15:56
Total malandragem. Estavam achando que os minoritários eram uma cambada de idiotas. Só que não.

339282  - belemes -  12 Jun 2017, 23:43
Racionem comigo:
Considerando que... geralmente a emissão de debêntures tem prazos q vão até 5 anos... e o controlador previa gastar uns 400 milhões na OPA... neste caso... teria que receber 80 milhões de dividendos/ano pra cumprir compromissos com debenturistas.
No caso das Unips... seria em torno de 1 Real... para as PNs valor 10% maior...

339281  - fridao   -  12 Jun 2017, 23:26
Malandragem?...

339280  - belemes -  12 Jun 2017, 23:21
Portanto... o controlador(Vila Velha) tem como propósito... quitar eventual OPA da Unipar Carbocloro por meio de dividendos...já que não tem capital pra quitá-la.

339279  - belemes -  12 Jun 2017, 23:19
E a resposta que tive do RI:

Ao Ilmo Sr.
Benedito Lemes
beditolemes@gmail.com
Prezado Sr. Benedito Lemes,
Fazemos referência ao seu e-mail enviado no dia 06/06/2017, no qual V. Sa. solicita esclarecimentos relacionados à oferta pública de aquisição de ações da Unipar Carbocloro S.A. (“Companhia”), visando o cancelamento de seu registro como companhia aberta perante a CVM (“OPA”).
Inicialmente, vale esclarecer que as questões relacionadas à OPA – tanto suas condições econômicas quanto sua estrutura jurídica – são, essencialmente, assuntos que dizem respeito à ofertante, a Vila Velha S.A. Administração e Participações (“Vila Velha” ou “Ofertante”). A Companhia é apenas objeto da OPA, e não tem controle ou ingerência sobre essas questões.
De toda forma, podemos afirmar que, especificamente quanto ao financiamento da OPA, não vislumbramos violação ao art. 4º, §3º, da Instrução CVM nº 361/2002. Isso porque a Companhia não
está arcando com nenhuma despesa desta natureza relativa à oferta.
A ata a que V. Sa. faz referência trata-se da ata de assembleia geral de debenturistas da 2ª emissão de debêntures da Companhia (“AGD”), realizada em 08/02/2017.
Naquela ocasião foi deliberada, entre outras coisas: (i) a anuência ao cancelamento de registro da Companhia, nos termos da Instrução CVM nº 480/2009; e (ii) a “anuência à Vila Velha S.A.
Administração e Participações (...) para alienar fiduciariamente ou empenhar as ações de emissão da Companhia que venham a ser adquiridas no âmbito de uma oferta pública de aquisição de ações de emissão da Companhia, visando o Cancelamento de Registro da Companhia (“OPA”), em favor de operação(ões) de crédito cujos recursos líquidos sejam utilizados para financiar a OPA, restando claro
que as garantias atualmente existentes não serão impactadas”.
Esta segunda deliberação – que, a nosso ver, pode estar na origem de seu questionamento – se deu pelo fato de que as debêntures são garantidas pela “cessão fiduciária da totalidade dos valores referentes à distribuição de resultados devidos pela Companhia aos acionistas Frank Geyer Abukair,
Maria Soares de Sampaio Geyer, e Vila Velha” (Cláusula 5.4.1 (i) da Escritura de Emissão). Assim, foi necessária a anuência dos debenturistas para:
(i) limitar a garantia estabelecida na Escritura de Emissão, ao reconhecer que os proventosa que os debenturistas fazem jus como garantia não abarcam aqueles relativos às ações adquiridas pela Ofertante no âmbito da OPA, deixando claro que a cessão fiduciária recai apenas sobre os proventos oriundos das ações de emissão da Companhia, nos termos da tabela constante da ata de AGD; e
(ii) possibilitar que a Vila Velha ceda as ações de emissão da Companhia que ela venha adquirir no âmbito da OPA (ou seja, que serão de sua titularidade) em garantia em operações que podem ser celebradas para financiar a OPA.
Ou seja, a deliberação envolve as ações de emissão da Companhia que são (e poderão ser, adepender do sucesso da OPA) detidas pela Vila Velha – sendo, portanto, apenas a Ofertante que está arcando com as despesas da OPA, e não a Companhia. As ações que serão adquiridas na OPA, vale lembrar, serão de titularidade da Ofertante – e não da Companhia.
Além disso, cumpre ressaltar que as debêntures foram emitidas em 19/11/2013, com o propósito específico de “pagamento das Notas Promissórias Comerciais da 1ª (Primeira) emissão da Companhia no valor de R$550.000.000,00”, conforme a Cláusula 3.9.1 da Escritura de Emissão – e
não para o financiamento de qualquer tipo de oferta pública.
Todos os documentos a que fazemos referência neste e-mail são públicos e podem ser consultados pelo sistema eletrônico da CVM. De toda forma, para sua conveniência, seguem anexas a ata que V. Sa. faz referência e o Instrumento Particular de Escritura da 2ª Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ação, em Série única, da Espécie Quirografária, para a DistribuiçãoPública com Esforços Restritos de Colocação, da Unipar Carbocloro S.A.
Sendo o que nos cabia para o momento, subscrevemo-nos e permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários.
Atenciosamente,
UNIPAR CARBOCLORO S.A.
Gustavo Lopes Theodozio
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
file:///C:/Users/Lemes/Documents/Esclarecimentos%20OPA%20Unipar%20Carbocloro.PDF

339278  - belemes -  12 Jun 2017, 23:17
Fiz um questionamento ao RI da Unipar... e como sei que alguns participantes deste forum investe na empresa...posto aqui ... primeiro o questionamento:

Prezado Sr.

Gustavo Lopes Theodozio

Diretor RI

Antes de fazer uma consulta na CVM sobre a dúvida da OPA a qual está em vigor da Unipar Carbocloro, pelo controlador, solicito esclarecimentos sobre a "quitação" financeira da referida OPA se esta não viola a Inst. CVM 361?

§3o "É vedada a transferência para a companhia objeto, a qualquer título, das despesas relativas ao lançamento e à liquidação de uma OPA, salvo se a OPA for formulada pela própria companhia, nos casos admitidos em lei."

Tomei conhecimento disso por meio na Jucesp na "Ficha Cadastral Completa" da Unipar Carbocloro, páginas 11 e 12, conforme cópia postada abaixo, diz que a OPA lançada pela controladora Vila Velha S.A. será financiada com a emissão de debêntures garantidos pelas ações adquiridas na OPA e, por isso, será a empresa "objeto" da OPA a responsável para quitar o financiamento.

No aguardo dos esclarecimentos.

Muito obrigado!

Benedito Lemes

DELIBERACOES SOBRE AS SEGUINTES ORDENS DO DIA: (I) DA ANUENCIA PREVIA AO CANCELAMENTO DE REGISTRO, NOS TERMOS DO ARTIGO 47, INCISO IV E ARTIGO 48, INCISO I, DA INSTRUCAO CVM 480, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2009 ("INSTRUCAO CVM 480"); (II) DA ANUENCIA A VILA VELHA S.A. ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES ("VILA VELHA") PARA ALIENAR FIDUCIARIAMENTE OU EMPENHAR AS ACOES DE EMISSAO DA COMPANHIA QUE VENHAM A SER ADQUIRIDAS NO AMBITO DE UMA OFERTA PUBLICA DE AQUISICAO DE ACOES DE EMISSAO DA COMPANHIA, VISANDO O CANCELAMENTO DE REGISTRO DA COMPANHIA ("OPA"), EM FAVOR DE OPERACAO(OES) DE CREDITO CUJOS RECURSOS LIQUIDOS SEJAM UTILIZADOS PARA FINANCIAR A OPA, RESTANDO CLARO QUE AS GARANTIAS ATUALMENTE EXISTENTES NAO SERAO IMPACTADAS; ; (III) A ALTERACAO DA REDACAO DA LETRA "B" DA CLAUSULA 6.1.1. DA ESCRITURA DE EMISSAO; (IV) A INCLUSAO DE NOVOS EVENTOS DE VENCIMENTO ANTECIPADO NA CLAUSULA 6.1.1. DA ESCRITURA DE EMISSAO; E (V) A AUTORIZACAO PARA QUE O AGENTE FIDUCIARIO, NA QUALIDADE DE REPRESENTANTE DOS DEBENTURISTAS, ADOTE E PRATIQUE, EM CONJUNTO COM A COMPANHIA, TODOS E QUAISQUER ATOS E TOME TODAS AS PROVIDENCIAS NECESSARIAS PARA DAR EFEITO AS DELIBERACOES ADOTADAS NA PRESENTE ASSEMBLEIA, INCLUINDO, SEM LIMITACAO, A CELEBRACAO E FORMALIZACAO DE ADITAMENTOS A ESCRITURA DE EMISSAO E AO CONTRATO DE GARANTIA, PARA REFLETIR EVENTUAIS ALTERACOES DECORRENTES DAS MATERIAS APROVADAS NO AMBITO DA PRESENTE ASSEMBLEIA, CONFORME APLICAVEL.

339184  - paulo_prof   -  09 Jun 2017, 13:30
O controlador da UNIP já deu mostras que detesta distribuir lucros. Quer ficar com tudo se possível. Não é a toa que quer fechar o capital.

Considerando a participação da família Geyer hoje, o fato das UNIP6 receberem proventos 10% maior do que as UNIP3 e as UNIP5 recebem 10% de sua participação no capital social, chega-se à conclusão que o controlador recebe somente aprox. 20% dos proventos distribuídos. Não há interesse em aumentar o capital da empresa. Em consequência, quanto menor o preço das ações, melhor para o controlador, pois se não conseguir fechar o capital, pode aumentar a participação comprando a mercado aos poucos.

Enquanto for possível, a administração da empresa continuará inventar despesas, especialmente em provisões, para desaguar quando for mais favorável ao controlador. Este processo, entretanto, tem limites. Se continuar poderá ser questionado na CVM. Por outro lado, a distribuição de lucros deverá continuar obedecendo o mínimo legal. O estatuto, entretanto, não permite que as reservas sejam ampliadas indefinidamente. Logo as burras estarão tão cheias, que será impossível continuar segurando.

339179  - pedrorjbr - 09 Jun 2017, 12:29
Paulo Prof e demais,
A aposta em UNIP se dá ao grande potencial de geração de caixa vindo da Carbocloro, o que possibilita a empresa a diminuir paulatinamente seu endividamento. Atualmente o payout da UNIP está em 28%. Ao final do endiviamento, voce acredita em um aumento do payout por parte da UNIP? Se sim, tem algum estimativa do valor e a preços atuais quanto isso corresponderia de DY?

339123 - Minorotario_Unipar -  08 Jun 2017, 00:33
Discordo veementemente das suas conclusões.
Na minha opinião, UNIP foi de longe o melhor resultado da temporada. Mais de R$ 170MM de EBITDA (Ex CDE e provisões da compra Solvay).

339024  - belemes -  03 Jun 2017, 13:00
É a hora e a vez... da Unipar Carbocloro... e o segundo semestre promete ser melhor ainda... já que os efeitos de aumentos de preço da soda cáustica... anunciado em maio... no mercado internacional... vão impactar os resultados do 3TR17 e 4TR17.

Texto do artigo abaixo... já traduzido pelo google do link https://www.platts.com/latest-news/petrochemicals/...

Shintech planeja elevar os preços dos soda cáusticos dos EUA em US $ 70 / dst

Houston (Platts) - 30 de maio de 2017 441 p.m. EDT / 2041 GMT

Shintech tornou-se o mais recente produtor de soda cáustica dos EUA a anunciar um aumento de preços, informando aos clientes que pretendia aumentar os preços em US $ 70 / dst, informou terça-feira uma fonte com conhecimento das operações da empresa.

Shintech anunciou inicialmente o aumento de sexta-feira para o soda cáustica de membrana. É efetivo imediatamente, ou como os contratos permitem, disse a fonte.

No início deste mês, outros produtores dos EUA anunciaram aumentos de US $ 55 a US $ 75 / dst, dependendo do grau. Os aumentos ocorrem no aumento do mercado à vista, que viu os preços spot domésticos em níveis não vistos desde 2012, de acordo com dados da S & P Global Platts . A capacidade global diminuiu ao longo do ano passado e a consolidação nos EUA nos últimos anos tem desempenhado um papel no aperto adicional e no fortalecimento dos preços, disseram fontes.

Olin foi o primeiro a anunciar um aumento, observando que aumentaria os preços de soda cáustica em US $ 70 / dst no terceiro trimestre. Na semana passada, a Westlake Chemical, a Occidental Chemical Corporation ea Formosa Plastics USA anunciaram intenções de aumentar os preços também.

338685  - ispholambra  -  28 Mai 2017, 17:39
Ando postando pouco por aqui... mas sempre que posso leio os posts desse espaço magnifico...
Ando sem tempo de postar... por questoes pessoais e profissionais... mas dos ultimos acontecimentos nao posso deixar de

dar um pitaco...

Entao vamos la...

O ativo da vez por aqui é a UNIP... seja a 3, a 5 ou a 6... na verdade nao vejo diferenca.... na minha humilde opiniao e um ativo que pelo potencial que ja tem...com certeza devia estar acima de 20,00... mas como e de praxe no Brasil... o controlador vive tentand roubar os minoritarios... e isso joga o ativo numa faixa de preços muito abaixo do potencial... Tive a oportunidade de comprar quando valia menos de 4,00... nao comprei por causa do controlador... perdi o bonde... mas parabens a quem comprou... assim como tambem parabenizo quem comprou SAPR4 no olho do furacao.... sao compras como essas que fazem de um simples investidor um futuro milionário...mas como eu disse... esses ativos nos preços atuais nao vejo tanta margem para melhoras na cotcao... mesmo tendo um potencial imenso ainda...
[...]

338683  - Santos8 -  28 Mai 2017, 14:06
Sobre a Unipar, digo o seguinte (já postei no fórum específico):

Participo do mercado há vários anos e lembro quando a Unipar era uma holding petroquímica, cujos maiores ativos eram as participações na empresa de 1ª geração do Pólo Petroquímico de Cubatão (a Petroquímica União) e numa empresa de 2ª geração produtora de polietileno (a Poliolefinas). Ambas constituíam a maior parte do patrimônio líquido da companhia, que apresentava ano após ano em seu balanço consolidado uma rentabilidade (ROE) razoável, embora nada de excepcional. Mas, já naquela época, uma empresa chamava atenção, por ser relativamente pequena dentro do consolidado, mas contribuir com uma grande parte da equivalência patrimonial (embora fosse apenas 50% da Unipar): a Carbocloro. Ano após ano, o ROE da Carbocloro se destacava, chegava a níveis de 50%. Aquela "pequena empresa" no contexto geral, não falhava nunca.


Veio a década de 90 e o afã de "crescimento pelo crescimento" frequentemente presente nas decisões de altos executivos (Buffett chama isso de "imperativo institucional") levou a Unipar a endividar-se para inchar. Participou do Programa de Desestatização do setor petroquímico, adquirindo participações na Petroflex e mais na Poliolefinas, bem como participação também adicional na Petroquímica União, assumindo a condição de sua principal acionista. Logo em seguida, constituiu a Rio Polímeros para construção de um complexo gás-químico no RJ, no sonho de ser sócia majoritária do maior empreendimento petroquímico implantado da América Latina ("ah, como é bom ser grande" - alguns pensam, em vez de pensar "ah, como é bom ser rentável"...)

Só que as cartas marcadas do capitalismo de Estado vigente no Brasil não favorecia a Unipar. A "amiga do rei" escolhida para dominar a petroquímica nacional era outra. Essa outra tinha amplas facilidades e crédito farto e barato, enquanto a Unipar, então superendividada, ficou no meio do caminho e não teve outra opção a não ser entregar todo o seu complexo petroquímico aos reis da Bahia, isso então já na era PT.

Com isso a Unipar encolheu de tamanho, mas voltou a apresentar um perfil razoável de endividamento, reduzindo-se apenas à participação de 50% na Carbocloro. Só que apareceu novamente para assombrar o tal "imperativo institucional" (que Buffett fala, enquanto cita os lemingues - leiam Lowenstein: "Buffett-A Formação de um Capitalista Americano" e Hagstrom: Warren Buffett-Estratégias de Investimento do Maior Investidor do Mundo", que eles explicam a analogia com os lemingues). O management começou a dar ouvidos a espertos consultores que, fazendo o seu papel de comissionados, convenceram a administração da empresa em 2011 a diversificar em gigantescas "pás de ventilador" (nada a ver, não é mesmo?...). Mas, enfim, nem tudo foi errado: em 2013, aproveitando um negócio de ocasião de gringos cansados do Brasil (sim, isso acontece), a Unipar adquiriu a outra metade da Carbocloro e a incorporou, passando a se chamar Unipar Carbocloro S/A. A velha Carbocloro, já modernizada e tendo sua capacidade de produção multiplicada por novos investimentos feitos ao longo do tempo, continuava a ser uma fenomenal geradora de caixa. Pelo jeito, fazer a simples eletrólise do sal de cozinha com economia de escala pode ser um excepcional negócio. Simples e compreensível, com histórico operacional consistente e boas perspectivas de longo prazo (sempre haverá mercado para cloro e soda cáustica).

Só que isso pode fazer crescer o olho dos "espertos", não importa se acionistas ou consultores. "Quem sabe os minoritários são um bando de idiotas, que vão nos entregar isso a 7,50 por ação?"... SQN...

Aliás, falando em idiotas, vem ele aí de novo, o sempre genial Buffett: "Você deve investir num negócio que até um idiota pode dirigir, porque algum dia algum vai". Será que o velho Warren conhece a Carbocloro?

338682  - paulo_prof   -  27 Mai 2017, 18:47
Acho que não ... uma empresa pode distribuir dividendos até o limite de sua Reserva de Lucros. O que não sei é se a empresa distribuir proventos depois da AGE da OPA, se estes proventos podem ser deduzidos do valor ofertado.

338681  - paulo_prof  -  27 Mai 2017, 18:42
Não sei qual é a regra do jogo no que se refere as preferenciais. Se a OPA tem que ser aprovada separadamente, no âmbito das UNIP5, de fato, as chances do Frank são nulas. Se a regra do jogo for que a OPA tem que ser aprovada somente nos âmbitos das ordinárias e preferenciais (e não no âmbito de todas as classes de ações), a aprovação no âmbito das preferenciais tem chance maior do que no âmbito das ordinárias. Nestas, se o Barsi e o Stuhlbergr não aprovarem, não há como a OPA ser bem sucedida.

338636  - belemes -  26 Mai 2017, 15:16
Professor... mas uma arquitetura dessa... pra OPA não violaria o artigo da Inst. CVM 361 referente ao artigo abaixo?

A conta da liquidação da OPA ficaria para empresa objeto... e seria obrigada emitir debêntures pra quitar.

Não seria questionável isso na própria CVM por infringir uma de suas Instruções?

Instr CVM 361/02

§3o
É vedada a transferência para a companhia objeto, a qualquer título, das despesas relativas ao
lançamento e à liquidação de uma OPA, salvo se a OPA for formulada pela própria companhia, nos casos admitidos em lei.

338630 - evalaretto - 26 Mai 2017, 15:01
Professor bom dia.
Já tem algum tempo conversei pessoalmente com o Barsi durante umas duas horas. Ele me afirmou categoricamente que não aceitaria a OPA por valor abaixo do VPA (lembrando que hoje o VPA está próximo de R$ 16,00 se considerarmos as ações em tesouraria).

Não o conhecia antes e ele não é meu amigo, mas me passou muita confiança.

Caso ele não queira acho que sozinha já barraria a OPA, ou estou enganado?

338627  - paulo_prof  -  26 Mai 2017, 14:25
Citação: muadibgv - Post #338535 - 25/Mai/2017 12:46
Jbegood,
Estou falando que o controlador vai fazer tudo que puder para não distribuir dividendos justamente pra não pagar os 10% a mais para os detentores de PN.
Deixa-me fazer o papel de advogado do diabo ...

Hoje, a Unipar tem uma Reserva de Lucros de R$ 731 milhões.

Vamos considerar a hipótese destes R$ 731 milhões serem distribuídos como dividendos e a parte da família Geyer nestes dividendos oferecida como complemento.

A família Geyer tem, no mínimo (não se pode assegurar que não tenha participação, por exemplo, no fundo G5), 62,75% das ordinárias (aprox. 17.476 mil ações) e 0,82% das preferenciais (aprox. 457 mil ações). Em consequência, desconsiderando as ações em tesouraria, no máximo o número de ações dos demais acionistas é 65.617 mil ações.

Dividindo a Reserva de Lucros pelo número de ações ex-tesouraria e ex-família Geyer chega-se a aprox. R$ 10,82.

Ou seja, fazendo uso da Reserva de Lucros da Unipar, a família Geyer poderia oferecer na OPA de fechamento de capital, até R$ 10,82 por ação sem tirar um centavo sequer do bolso!!!!

Para viabilizar esta oferta, a família Geyer não necessita que bancos emprestem diretamente à família. Bastaria que a Unipar assumisse uma dívida bancária adicional ou emitisse debêntures numk valor total de aprox. R$ 500-600 milhões. Ou seja, o endividamento líquido que hoje é de aprox. R$ 600 milhões, dobraria para R$ 1,2 bilhões. Como o ebitda anual seguramente é maior do que R$ 500 milhões, o nível de alavancagem seria considerado baixo e não deveriam surgir dificuldades para emplacar os financiamentos necessários.

Se a família Geyer tem condições de oferecer R$ 10,82 por ações sem colocar a mão no bolso, até quanto poderia oferecer assumindo um endividamento particular próprio?

Sei lá, se na OPA oferecer R$ 12,00-13,00 por ação ... cola, ou não?

De qualquer forma, eu não apostaria grana alta de que a família Geyer não vai consiguir fechar o capital no médio prazo.

338615  - Minorotario_Unipar -  26 Mai 2017, 11:56
Ou seja, na prática estaria comprando algo com o $ do próprio vendedor !!

338614  - Minorotario_Unipar  -  26 Mai 2017, 11:54
meu ponto é exatamente que o controlador deve topar distribuir dividendos por causa da estrutura da OPA. Novamente, segundo FR:

"A Vila Velha comunicou a Companhia que decidiu elevar o preço por ação a ser ofertado no âmbito da OPA para R$7,50 (“Preço por Ação”), a ser deduzido pelo valor de dividendos e juros sobre capital próprio eventualmente declarados pela Companhia até a data do leilão"
(link)

338612  - MuadibGV - 26 Mai 2017, 09:13
No meu comentário estava me referindo a uma possível venda do controle da Unipar, e não à OPA.
Agora, essa informação da Estater eu não sabia.

Sou gato escaldado, tinha ações da ARCZ6 quando fizeram uma relação de troca Caracu com a então Votorantim Celulose . Deram um jeito de valorizar as ações do grupo de controle da Aracruz em detrimento dos preferencialistas.

Desde então, creio (mas não tenho certeza) que a CVM se manifestou dizendo que nesses casos a assembléia de preferencialistas tem que aprovar também o evento (isso não valeu para a Aracruz).

Agora, quem "estruturou" o ferro para as PN da Aracruz foi justamente a "boutique de investimentos Estater". Então , melhor ficar de olho.

Essas estruturas de capital com ON e PN são uma excrescência que dá margem pra esse tipo de rolo. Deviam acabar mesmo.

Um artigo interessante:
http://blog.kanitz.com.br/privatizacao-2/

338611  - paulo_prof -  26 Mai 2017, 03:54
Parece que uma das "neuras" do Frank é ter que pagar os dividendos estatutários das UNIP5. O estatuto impõe que as UNIP5 anualmente têm direito a receber dividendos correspondentes a 10% da parcela que representam no capital social. Hoje, em números redondos, são um total de 83.550 mil ações. divididas em 27.850 UNIP3, 2.591 UNIP5 e 53.190 mil UNIP6. Como hoje o Capital Social soma R$ 384.331 mil, a parte que correspponde às UNIP5 é de 2591/83550*384331 = R$ 11.919 mil. Calculando os 10% e dividindo pelo número de UNIP5 obtém-se R$ 0,46 por UNIP5.

Mas, agora, veja a sacanagem que pode ser feita com os detentores da UNIP5. A empresa pode ir ao mercado e comprar ações para manter em tesouraria. Se fizer isto e não cancelar estas ações, embora o total nominal de ações permaneça o mesmo, não dá mais para dizer que o capital social é representado pelas mesmas 83.550 mil ações. Deduzindo as ações em tesouraria (que não podem receber proventos), o total efetivo de ações diminui e o percentual das UNIP5 neste total de fato é maior do que aquele calculado aciima. Se uma parcela maior do capital social está de fato associado às UNIP5, estas deveriam receber um dividendo estatutário também maior.

Hoje, o total de ações ex-tesouraria é de 80.629 mil. Como não há UNIP5 em tesouraria, a parcela do capital social que de fato está associado às UNIP5 seria 2591/80629*384331 = R$ 12.350 mil. Como consequência, o dividendo estatutário deveria ser majorado para R$ 0,476667.

Acho que ninguém reclamou porque ainda ou porque não se deu conta ou porque hoje o percentual que está sendo "garfado" dos preferencialistas UNIP5 ainda é relativamente pequeno, de "apenas" 3,6%.

338610 - belemes  -  26 Mai 2017, 03:16
O controlador... ao infringir a Lei das SAs... está fora do controle... passou o comando pra Estater... e não volta mais ao controle da Unipar Carbocloro enquanto esta for empresa de capital aberto...não é confiável e possível contestação... por isso só há esses caminhos alternativos:

1)ou... Fechar o capital;
2)ou Vender o controle... vendendo a Vila Velha;
3)ou... Migrar para o Novo Mercado... com as PNB se tornando ON para que seja reestruturado o controle da empresa ao permitir maior participação dos minoritários nas decisões sobre a empresa.

338609  - Jonas_Schwingel  -  26 Mai 2017, 03:01
A lei está do lado dos miniritários. Isto por sí só já é um alento e também um motivo plausível para se expor ao risco de ter posição num ativo com um controlador que nitidamente não é flor que se cheire. Todavia, penso que o risco não é pequeno e isto deve ser levado em consideração ao definir o peso do ativo na carteira.

338608  - belemes -  26 Mai 2017, 02:53
Pra quem não sabe... já há um processo na CVM... pra apurar as responsabilidades do controlador em relação à sua delação no Lava-Jato... em que recebeu "por fora" 150 milhões de dólares pra vender a Quarttor...
http://sistemas.cvm.gov.br/asp/cvmwww/processos/fo...

338607  - belemes  -  26 Mai 2017, 02:35
Além disso... o acionista controlador da Unipar Carbocloro não poderá provocar "prejuízos" aos acionistas minoritários...principalmente aos que detinham ações na época em que violou os artigos da Lei 6.404 - da SAs... por ter recebido "por fora"... de acordo com delação premiada na Lava-Jato... 150 milhões de dólares da Oderbrecht... pra vender a Quarttor..

Excetuando o prejuízo pra empresa... os prejuízos para acionistas minoritários atingidos só se concretizarão por meio de uma venda "imposta" ... no caso a OPA concretizada... em que o acionista minoritário seria forçado a vender.

Por isso... volto a afirmar... OPA só se a oferta for realmente "justa" e "convidativa"...

Art. 115. O acionista deve exercer o direito a voto no interesse da companhia; considerar-se-á abusivo o voto exercido com o fim de causar dano à companhia ou a outros acionistas, ou de obter, para si ou para outrem, vantagem a que não faz jus e de que resulte, ou possa resultar, prejuízo para a companhia ou para outros acionistas
Art. 116. Entende-se por acionista controlador a pessoa, natural ou jurídica, ou o grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto, ou sob controle comum, que:

Parágrafo único. O acionista controlador deve usar o poder com o fim de fazer a companhia realizar o seu objeto e cumprir sua função social, e tem deveres e responsabilidades para com os demais acionistas da empresa, os que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, cujos direitos e interesses deve lealmente respeitar e atender.

338606  - belemes  -  26 Mai 2017, 02:21
Instr CVM 361/02

§3o
É vedada a transferência para a companhia objeto, a qualquer título, das despesas relativas ao
lançamento e à liquidação de uma OPA, salvo se a OPA for formulada pela própria companhia, nos casos admitidos em lei.

Considerando que o controlador não tem "cacife" pra fechar o capital... e, como já deixou claro na divulgação da OPA... que a quitação depende do financiamento bancário... daí... ou os dividendos da Unipar Carbocloro serão expressivos... ou há algum grupo "forte" por trás da oferta... ou estará infringindo o artigo acima... ao transferir a quitação da OPA para Unipar Carbocloro.

338602  - MuadibGV  -  26 Mai 2017, 01:21
Costumam aprontar na alienação do controle, colocando relações de troca díspares para as ON e PN, assumindo dívidas da compradora, etc.

Veja que o Barsi mesmo também comprou um monte de ON.

338550  - ZOTTI  -  25 Mai 2017, 15:33
A Unipar sempre foi famosa por ter despesas nababescas. O famoso "tirar antes" da última linha.
Situação bem complicada.
Não podemos nos esquecer que temos um representante no Conselho Fiscal, o Daniel Alberini.
Um grupo de investidores minoritários (eu inclusive) se uniu com procurações e conseguiu elegê-lo.
Ele está lá nos representando. Importante mandar email com dúvidas sugestões e cobranças.

338541  - Jonas_Schwingel  -  25 Mai 2017, 14:36
Já que ninguém aqui discorda que os interesses do controlador não estão alinhados com os dos minoritários, para tentarmos mitigar os riscos, sugiro iniciarmos uma listagem de quais atitudes (que não sejam ilegais) o controlador pode tomar para prejudicar os minoritários. Inicio a lista com:
- Inventar despesas no balanço para reduzir a última linha e por conseguinte reduzir os dividendos, considerando que ele obviamente escolherá um payout sempre no mínimo de 25%;
- Diluir os minoritários com opções de compra;
- Exagerar na remuneração dos administradores ligados à controladora.

338538  - jbegood  -  25 Mai 2017, 14:14
Entendi. Na verdade o 'conflito de interesse' é ainda maior, tendo em vista que o controlador tem apenas 20% da empresa. Então, de cada 100 reais distribuídos via dividendos, ele só recebe 20.

338531  - Minorotario_Unipar -  25 Mai 2017, 11:41
concordo 100%, fera...

Meu palpite é que vão distribuir estas reservas de alguma maneira durante a OPA. Lembro de uma entrevista do Barsi falando que o controlador n tinha $ na física e se analisarmos os balanços da Vila Velha faz sentido. link

Lembrando que no fato relevante da OPA de 2017 (link) há o trecho "A Vila Velha comunicou a Companhia que decidiu elevar o preço por ação a ser
ofertado no âmbito da OPA para R$7,50 (“Preço por Ação”), a ser deduzido pelo valor
de dividendos e juros sobre capital próprio eventualmente declarados pela Companhia
até a data do leilão"

Ou seja, no limite, se pudessem distribuir R$ 7,00 em dividendos, o preço efetivamente oferecido na OPA seria de R$ 0,50. Pagando minoritários com o próprio dinheiro.

338529  - paulo_prof  - 25 Mai 2017, 04:44
Na contabilização dos resultados do exercício de 2016, a Adminstração da Unipar resolveu contabilizar ativos e passivos da Indupa por seus valores contábeis. Esta metodologia foi questionada pela CVM. A Unipar então decidiu avaliar ativos e passivos da Indupa por seus valores justos, mas este trabalho supostamente só terminou após a AGO, no dia 28ABR. A discriminação do Patrimônio Líquido disponível aos acionistas na AGO, baseada num lucro líquido de R$ 101,331 milhões, mostrava que a soma das Reservas de Retenção de Lucros/Investimentos (R$ 235 milhões) e de Especial para Dividendos Não Distribuídos (R$ 33 milhões) ainda era sensivelmente menor do que o Capital Social (R$ 384 milhões).

O trabalho de reavaliação dos ativos e passivos da Indupa mostrou um lucro líquido do exercício de 2016 muito maior, de R$ 280,836 milhões. No dia 3 de junho, em Reunião, a Administração aprovou uma nova distribuição do lucro líquido de 2016, que deverá ser ratificado por uma Assembléia de acionistas. A nova distribuição do lucro aumentou os dividendos das UNIP3 e UNIP6, e as reservas. Nesta nova distribuição, de fato, o Estatuto não estaria sendo cumprido, pois a soma da Reserva de Retenção de Lucros/Investimentos (R$ 353 milhões) e da Reserva Especial de Dividendos não Distribuídos (R$ 42 milhões) é de fato maior do que os R$ 384 milhões do Capital Social.

Por outro lado, entretanto, de acordo com os termos do Pronunciamento Técnico CPC 15(R1) do IFRS, é concedido o prazo de 1 ano para a empresa reconhecer o valor justo dos ativos e passivos da empresa adquirida. Em tese, portanto, os valores que foram reconhecidos e que constam das demonstrações financeiras do exercício de 2016 ainda podem mudar, e se ainda podem mudar, não se pode afirmar que a empresa está inadimplente com o seu estatuto.

338527  - Minorotario_Unipar -  25 Mai 2017, 01:40
Com relação à Tecsis, me estranha o fato da equivalencia continuar transitando pelo DRE mesmo após o saldo de investimento ter sido zerado, afinal, na Carbocloro a priori nao deu aval para empréstimos na Tecsis. Na minha opinião essa "provisão para saldo descoberto" é somente mais uma artimanha para "camuflar" o resultado consolidado.

Acredito que o msm valha para as provisões da CDE.

Com relação à margem Ebitda da Indupa no 1t17, está rodando na casa dos 13%, e imagino que tenha mto upside dado que a Solvay estava largada + sinergias operacionais com Carbocloro.

Last but not least, lembremos que o saldo de reservas de lucros ja ultrapassou o capital social (no próprio 4t16, graças a reapresentação do balanço) e ensejaria distribuição de dividendos e/ou aumento de capital. Ainda nao entendi como e porque nao foi assunto da AGO e pq n convocaram uma nova AGE para deliberar.

338525  - Gusmaran -  24 Mai 2017, 23:07
Não vai fechar o capital. Tem conselheiros de porte defendendo os minoritários e o papel vem valorizando.

338524  - paulo_prof  - 24 Mai 2017, 22:56
O Resultado do 1T17 veio bastante "camuflado"! Como o Resultado viria bom demais em termos da última linha, a direção da empresa decidiu fazer uma despesa de USD 20 milhões a título de provisão para reestruturação. Esta provisão. supostamente, deve financiar o desenvolvimento de um plano para a análise dos diferentes processos de negócio da Indupa Argentina e Indupa Brasil, com vista a sua melhoria e otimização. Como as Indupas Argentina e Brasil acabaram de ser adquiridas, tal provisão, que reduziu a IR/CS a ser recolhido no trimestre substancialmente (aprox. R$ 22 milhões), não pode ser questionada pela Receita.

Não tivesse a empresa realizado esta despesa, o lucro líquido do 1T17 seria aprox. R$ 74 milhões !!!! e o Ebitda CVM teria sido da ordem de R$ 160 milhões!!!

Vcs acham que com um lucro e um ebitda destas ordens no 1T17, o controlador da empresa teria alguma chance de ver frutificatr a sua proposta de fechamento de capital?

338523 - Gusmaran -  24 Mai 2017, 21:59
Sobre Unipar os multiplos sao os mais deprimidos da minha planilha. O negocio de carbocloro é gerador de caixa com boa margem, mas o negocio da Solvey vinha muito mal. O que mudou? Mudou que clientes da adquirida ja informaram que houve aumento de 10% nos produtos adquiridos da Solvey, e a margem ebit deve convergir pra 10/12%. P ex, a Braskem pratica algo entre 18 e 20% de margem. Se a indupa, que fatura R$ 2 Bi conseguir 10% de margem, serao R$ 200 M a maior na geração de caixa. O endividamento sera incinerado. A suno prevê yeld de 30% sobre 7,50 por ação em 5 anos. Enquanto isso, eles dizem que os acionistas devem receber algo perto de 5%. Quando este papel estiver pagando R$ 2,20 por ação de yeld, o preço da ação pode ser R$ 30/40.

338522  - Jonas_Schwingel -  24 Mai 2017, 21:49
Sobre UNIP, atualmente o case está sendo colocado às claras conforme a empresa vai postando os resultados. Suposições vão se materializando. É óbvio que quem entrou antes, quando as coisas estavam mais nebulosas e os preços mais deprimidos, receberá um prêmio maior pelo maior risco assumido. Essa regra não muda.

Tanto faz quem entrou a 4 reais e quem entrou agora. O que importa é o investidor cumprir seu papel de pagar menos do que vale.

O tanto que já subiu é irrelevante quando mudam os contextos. O comentário do jbegood foi na mosca!

338521  - MuadibGV  -  24 Mai 2017, 21:46
Eu não comprei UNIP, mas li o excelente estudo do Peter.
Parece um caso clássico de controlador desonesto inconformado em pagar 10% a mais de dividendos para as PN.
Resultado são aquisições ruins e recebimento de por fora, tudo pra não desembolsar grana pros preferencialistas.
As ordinárias valendo mais que as preferenciais tem razão de ser , com um controlador desse.

338470  - Jonas_Schwingel  - 24 Mai 2017, 03:42
Como o risco que importa é o de perder dinheiro, esse embróglio a respeito do controlador de Unipar não me impediu de iniciar posição.

O ativo paga bons dividendos, está bem abaixo de um "preço justo" e tem boas perspectivas nos resultados vindouros. Logo, se isso for servindo de driver para as cotações aumentarem, o espaço para propostas indecentes por parte do controlador irá diminuindo. Se vier a conseguir um OPA e o preço for maior do que paguei, OK.

Se falei asneira, por favor me corrijam. Sou iniciante no case.

338468  - belemes -  24 Mai 2017, 03:05
Se o controlador não correr... e oferecer uma boa oferta... a tendência será o VPA subir muito mais...
principalmente por conta dos "bons preços" da soda cáustica no mercado internacional.
Na China... que influencia a demanda e oferta mundial... o preços da soda cáustica subiu mais de 100% nos últimos 12 meses... no link abaixo... o gráfico mostra que essa pressão de preços pra cima continua 8% nos últimos 3 meses... preços em Yuan
http://www.sunsirs.com/uk/prodetail-368.html

338467  - evalaretto -  24 Mai 2017, 02:40
Não leva, acredite em mim, o Barsi não aceitará por menos do que o VPA.

338465  - BAC 1000 - 24 Mai 2017, 01:37
Nao vai conseguir...

338464  - pobre  -  24 Mai 2017, 01:33
Citação: bac 1000 - Post #338463 - 24/Mai/2017 00:23
Unip6 eh disparada a acao mais barata da bolsa...
Motivo=controlador picareta que está propondo OPA no valor de $7,50

338476  - Peter Lynch do Agreste -  24 Mai 2017, 13:07
Olá minoritário,

Legal que tenha gostado da análise!!

Então, quando eu utilizo premissas para determinar um resultado futuro eu tento ser mais conservador possível. No 1T17 tivemos um impacto de 65mi por conta de reestruturações. Não dá pra saber se haverá mais alguma coisa relacionada nos próximos meses. Outro ponto que torna difícil uma análise futura: a Tecsis é uma incógnita que tem só dado problemas.

Quanto ao CDE, isso é um drive importante, pois a Unipar vem provisionando essa conta há mais de um ano e ela já ganhou a causa em duas instâncias. Quando reverter esse resultado (4mi por mês), trará um bom ganho para a DRE, apesar de não ter efeito caixa.

Um ponto legal que observei ontem é que na apresentação da Braskem referente ao resultado do 1T17, no slide 14, a Braskem estima que os spreads para PVC tendem a aumentar ao longo desse ano. Durante a teleconferência, o seu CEO comentou que espera um aumento também em 2018. Isso é uma bela notícia para Unipar, pois a venda de PVC se torna mais rentável em dólar, e se somar uma apreciação do dólar, o resultado deve ser mais forte ainda.

337938  - paulo_prof   -  16 Mai 2017, 03:51
As comparações, simples e diretas, anual e trimestral, fazem pouco sentido, porque impactaram os resultados do 4T16 e o exercício de 2016, os efeitos positivos de R$ 516,0 milhões de ganhos por compra vantajosa referente à aquisição da Indupa Argentina, reconhecido no 4T16, e pelos efeitos negativos de: acréscimos de provisões para processos judiciais baseados na opinião dos assessores jurídicos da Companhia, sendo R$ 27,9 milhões no 4T16 e R$ 42,3 milhões em 2016; e resultado de equivalência patrimonial em empresa Coligada de R$ 67,9 milhões no 4T16 e R$ 75,4 milhões em 2016. Além disto, o resultado financeiro do 4T16 foi fortemente impactado pela provisão para perda de valor recuperável da debênture emitida pela Coligada, no valor de R$ 38,0 milhões, contabilizada no 4T16.

A anualização dos resultados do 1T17 resulta num P/L=5,37, mostrando que a probabilidade do controlador ser bem sucedido em seu pleito de fechamento de capital é mínima.

Na minha opinião, o ativo está barato. Quando o mercado julgar que a OPA de fechamento de capital não será bem sucedida, o ativo vai deslanchar.

UNIP6

PREÇO: R$ 9,18

PAYOUT (2016): 28,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses (com os expurgos)

P/L 2,65

P/VPA 0,62

PSR 0,54

DY 10,78%

EV/EBITDA 1,92

MARGEM BRUTA 36,0%

MARGEM OPERACIONAL 33,6%

MARGEM LÍQUIDA 20,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,462

MARGEM EBITDA 50,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 78,8%

ROE 23,20%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,14



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +54,44%

RESULTADO BRUTO +28,74%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +76,81%

RESULTADO OPERACIONAL +288,46%

RESULTADO LÍQUIDO +158,78%

EBITDA +173,84%



b) 1T17 vs 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +205,27%

RESULTADO BRUTO +106,20%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +14,86%

RESULTADO OPERACIONAL -11,07%

RESULTADO LÍQUIDO -4,71%

EBITDA +25,15%



c) lucro (taxa média anual)

UA 159,78%

U2A 130,73%

U3A 84,99%



d) patrimônio líquido médio

UA 22,85%

U2A 14,14%

U3A 15,34%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 44,38

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -41,5%

336107  - paulo_prof   -  29 Mar 2017, 06:14
Ainda não dá para enxergar através da bruma ... De um lado, foi contabilizada uma Receita Não Recorrente de R$ 244 milhões, como vantagem obtida com a compra da Sovay Indupa. Aqui também, a empresa decidiu usar a oportunidade para tirar do caminho ameaças futuras: efetuou despesas com provisões para demandas judiciais e com o impairment do investimento na Tecsis, somando R$ 102 milhões. Por outro lado, o Resultado Financeiro também contempla uma baixa do valor recuperável das debêntures da Tecsis, no valor de R$ 38 milhões. Finalmente, o Resultado da Equivalência Patrimonial foi um desastre total ... R$ 75 milhões negativos e não há sinais de que a sangria vá terminar tão cedo!


No que se refere o endividamento líquido, somei R$ 567 milhões, incluída a dívida com a Solvay Vinyls Holding A.G., de US$ 126.000 e sobre a qual incidem encargos de 3% a.a. e que será amortizada em cinco parcelas anuais de US$ 25.200, com vencimento inicial em 27 de dezembro de 2022 e término em 27 de dezembro de 2026. Não está claro qual será o tratamento que será dado ao endividamento que a Solvay Indupa Argentina e Brasil têm com a Solvay Vinyls Holding A.G.


Acho que teremos que aguardar o 1T17 para enxergar melhor através da bruma! Mas o homem quer mesmo fechar o capital ... agora contratou o BTG substituir o Votorantim no processo.


UNIP6

PREÇO: R$ 7,32

PAYOUT (2016): 28,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 5,82

P/VPA 0,65

PSR 0,66

DY 4,91%

EV/EBITDA 3,09

MARGEM BRUTA 43,6%

MARGEM OPERACIONAL 22,1%

MARGEM LÍQUIDA 11,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,257

MARGEM EBITDA 45,6%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 115,6%

ROE 11,20%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,08



Taxas de Crescimento Nominal



a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,58%

RESULTADO BRUTO +1,72%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +63,89%

RESULTADO OPERACIONAL +103,00%

RESULTADO LÍQUIDO +15,37%

EBITDA +71,99%



b) 4T16 vs 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -13,04%

RESULTADO BRUTO -5,71%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +252,03%

RESULTADO OPERACIONAL +124,66%

RESULTADO LÍQUIDO -0,96%

EBITDA +217,62%



c) lucro (taxa média anual)

UA 15,37%

U2A 24,29%

U3A 88,30%



d) patrimônio líquido médio

UA 10,49%

U2A 6,85%

U3A 15,79%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 16,11


Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -19,5%

335767  - paulo_prof  -  20 Mar 2017, 18:38
Em 22MAR2013, a Unipar aceitou pagar R$ 550 milhões pelos outros 50% da Carbocloro, avaliando o Enterprise Value dos 100% da Carbocloro em R$ 1,2 bilhões.

Em 14DEZ2015, o controlador Frank Abukakir faz uma oferta para fechar o capital da empresa, correspondendo a um Enterprise Value de aprox. R$ 600 milhões!!! Subsequentemente, fez uma oferta melhorada envolvendo o pagamento de uma parte num prazo de 5 anos. Esta oferta corresponde a um Enterprise Value de aprox. R$ 900 milhões, sem considerar a redução do valor presente das parcelas que seriam pagas no futuro.

O que vc acha de um sócio que te quer ver pelas costas e que, pouco menos de 3 anos depois, propõe que vc caia fora pela metade do valor nominal pago à Carbocloro? Mesmo a última oferta, de 18MAR2016, corresponde em termos reais a um Enterprise Value 50% menor do que aquele vigente por ocasião da compra dos 50% da Carbocloro.

Embora o Sr. Frank não tenha cometido ilegalidades, o teor de sua proposta não deve deixar dúvidas. O que prevalece é o eu sobre o nós ... tipo, "Vc, otário, foi necessário para concretizar a compra dos 50% da Carbocloro, pois naquela época não havia clima para que eu tivesse a cara de pau de fazer a presente oferta. Vc está sendo necessário para concretizar a compra da Solvay ... pois simplesmente não tenho onde conseguir o cacau necessário para lhe pagar um preço justo. Mas como quero a empresa só para mim de qualquer jeito, vou insisteir até conseguir levar vantagem sobre vc".

O problema da Unipar Carbocloro é só este. Um controlador que tendo somente pouco mais de 20% do capital da empresa, representa uma constante ameaça ao acionista que embora com quase 4 vezes o capital, não tem qualquer poder de mando na empresa.

Abaixo estão os Resultados da Solvay Indupa do Brasil. Como pode ser percebido, o maior problema é o Resultado Financeiro Líquido. O Balanço Patrimonial permite estimar o endividamento líquido médio em 2016: aprox. R$ 455 milhões. Este endividamento líquido gerou um resultado financeiro negativo, desconsiderando variações cambiais, de R$ 158 milhões, ou 35% !!!, um absurdo.

Não tenho ideia de como foi efetuada a contabilidade. Como a moeda contábil do controlador (Sovay Indupa S.A.I.C.) é o peso argentino, talvez discrepâncias importantes tenham sido introduzidas devidas à grande volatilidade da taxa de câmbio real-peso. De qualquer forma, a maior parte do endividamento é com partes ligadas (a Solvay Européia) ... e eu não duvido que "gatos" possam ser encontrados aí. A ideia de gerar um fluxo de caixa da controlada para a controladora via endividamento entre partes ligadas, de forma alguma seria inovador!

Com as taxas de juros vigentes hoje, acredito que um endividamento líquido de R$ 450 milhões não custe mais do que uns R$ 70-80 milhões anuais. Com um Resultado Financeiro nesta faixa, a empresa já produziria lucro mesmo aos preços de 2016. Se, de fato, aumentou os preços em 10%, poderá ficar no azul em 2017 (se o Frank deixar!).

Algo semelhante ocorre com a empresa argentina. O custo do financiamento é altíssimo. É muito difícil um resultado operacional conseguir compensar. Também não sei como a Unipar vai administrar a Solvay argentina. Se vai conseguir os financiamentos necessários na Argentina, ou se vai usar uma política semelhante à adotada pela Solvay Européia. A bruma deve começar a se dissolver nas Notas Explicativas do Balanço Patrimonial de 2016. A ver.
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Nada tenho a acrescentar ao que está no buscador.
Como a aquisição da Solvay Indupa foi efetivada somente em fins de dezembro, quero crer que o seu (péssimo) resultado ainda não vá impactar os resultados da Unipar. Como os preços da soda cáustica aumentaram no 4T16 no mercado internacional e o como a taxa de cmbio aumentou marginalmente do 3T para o 4T, a minha expectativa para o resultado do 4T é bastante positiva.

A verdadeira questão é como responderá a Solvay Indupa sob a nova gestão. Na minha visão, um dos fatores que impediam a Solvay Indupa a postar lucro, era o custo nominal de seu endividamento líquido. Para um endividamento líquido de ARS 1,885 bilhões em 30DEZ2015, a empresa apresentou um Resultado Financeiro Líquido negativo em ARS 0,798 bilhões, ou seja, 42%!!! Parte deste Resultado Financeiro negativo (ARS 0,319 bilhões) foi devida a desvalorização do peso argentino, mas mesmo o saldo de ARS 0,479 bilhões (25,4%) seria excessivo. Depois da aquisição, toda a dinâmica do endividamento da Solvay será modificada. O endividamento líquido da Solvay Indupa do Brasil deverá aprox. ter o mesmo custo do endividamento da Unipar. Por outro lado, as condições de financiamento da Solvay argentina deverão melhorar. Finalmente, a volatilidade resultante da taxa de câmbio real x peso argentino deverá ser amplamente reduzida, porque os resultados da Solvay do Brasil serão consolidados diretamente em reais (antes, uma valorização do real em relação ao peso argentino produzia uma despesa financeira na Solvay consolidada). Agora, se os empréstimos à Solvay argentina forem denominados em pesos, uma valorização do real não impactará os resultados em pesos. O valores nominais da controlada argentina (resultado líquido, endividamento, etc) entretanto. serão reduzidos em reais).
35760  - CAP7   -  20 Mar 2017, 15:18
No final de 2016, a empresa anunciou que a aquisição dos ativos da Solvey Indulpa, que representa a terceira unidade de negócios. A Solvey detinha ativos de cloro-soda (que a Unipar já detinha em seu portfólio) e também é fabricante de PVC. Desta forma, a Unipar entra novamente no setor petroquímico, depois de ficar anos fora.

A aquisição foi realizada por um valor de cerca de $200 milhões por um negócio que fatura cerca de R$2 bilhões.

Em conversas com fontes do setor, acreditamos que a Solvey, por ser uma empresa “a venda”, não conseguia atrair talentos e por consequência seus resultados eram insignificantes quando comparamos ao seu potencial.

Um cliente da Solvey, nos confirmou que em janeiro a empresa, sob nova direção, ja imprimiu um aumento de mais de 10% em seus produtos, que estavam com preços defasados.

Acreditamos que a Solvay possa apresentar margens operacionais de pelo menos 10% nos próximos anos, que ainda seriam inferiores a competidores como Braskem que consegue 15-20% de margem.

Ainda assim, com margem de 10% a empresa foi adquirida por um múltiplo de 3-4x a geração de caixa operacional projetada, que é um valor descontado. Foi um bom negócio que a Unipar fez ao adquirir a Solvey.

O endividamento da empresa vai aumentar no curto prazo, por conta da aquisição da Solvey. Porém, acreditamos que o endividamento é saudável. Além disso, com a forte geração de caixa da Carbocloro e o resultado futuro da Solvey, a empresa deve passar por um processo de redução de endividamento parecido com o que aconteceu no passado recente.

Acreditamos que no final deste processo de redução de dívida, a empresa será mais lucrativa do que é hoje e com uma capacidade de gerar caixa que trará grandes dividendos aos acionistas dentro de cerca de 5 anos.

Se no final deste processo de redução de dívida, a empresa decidir distribuir como dividendos todo o caixa excedente, acreditamos que a empresa possa pagar um dividend yield de mais de 30% sobre o preço atual. Até lá, os investidores devem receber 4-5% de yield.

A Solvey, tem faturamento de R$2bilhões. Acreditamos que em um prazo de 2anos a empresa possa operar com uma margem operacional de 10%. Se isso ocorrer, a empresa gerará R$200 milhões de caixa operacional. Acreditamos que um múltiplo de 5x seria conservador, baseado em precificação de
empresas semelhantes. Assim, a Solvey poderia valer R$1 bilhão.

Ao somar o valor da Tecsis, Carbocloro e Solvay chegamos a um preço de R$2 bilhões. A Unipar deve fechar o ano com uma dívida de cerca de R$800 milhões. Então o valor da empresa, livre de dívidas, é de R$1,2 bilhão. Quando comparamos com o preço atual de R$600 milhões vemos upside de 100% no papel.
                                                         ▲                                               ▲

Professor,
Considerando UNIP6:
17% Tecsis (achei mau negócio), 100% Carbocloro ( adquiriu 50% do antigo sócio, achei excelente negócio) e 100% Solvey petroquimica (adquirida em 28.12.16, muito recente), tenho interesse em iniciar posição no papel a 7,30 baixo, com o objetivo de receber no futuro polpudos DY.

Tenho informações de que não aprovarão a OPA. Sendo assim, sabedor de seu profundo conhecimento desta empresa, gostaria de seus preciosos comentários, no sentido de.........compro........ ou não?
335688 - paulo_prof   -  18 Mar 2017, 01:02
He, he, he ...

Não tenho a minima ideia de quão pesada será a âncora Solvay Indupa! Nada garante que não acabe mostrando ser uma outra Tecsis!

Não encontrei uma única DRE mostrando a última linha no azul. A empresa só dá prejuízo. Por outro lado, deduzindo o resultado financeiro caixa (desprezando os efeitos da variação cambial) e os impostos pagos do Ebitda, ou a conta dá um resultado negativo ou um valor positivo inexpressivo.

Eventualmente há sinergias entre a Carbocloro e Solvay Indupa que podem ser aproveitadas. Mas estou por fora.

Finalmente, há a questão do controlador. Será que o cara é confiável? Foi isto que ele mostrou desde os tempos da Quattor? Qual seria o grau de respeito que ele tem para com o minoritário?

Vc lembra os termos do acordo que ele assinou com a Estater?

Informa, por fim, que a Estáter permanecerá na gestão por um prazo inicial até 31.12.2017, prorrogável para 30.06.2022, caso seja concluída, com sucesso, a oferta pública de aquisição das ações de emissão da Companhia em circulação no mercado em curso, com o objetivo de cancelar o seu registro de companhia aberta.

Acho que está claro que se o registro da Unipar como companhia aberta não for cancelado até o final do ano, a Estater dança!

335695  - CAP7  -  18 Mar 2017, 18:27
O senhor tem este papel em carteira?
Recomendaria compra?

335697  - paulo_prof   -  18 Mar 2017, 19:19
Me desfiz de todas as UNIP6 que tinha, já há algum tempo.

A aquisição da Solvay Indupa foi anunciada em maio. Dei uma olhada nos Resultados de 2011 a 2015 e não gostei do que vi. Junta o fato de que o controlador me quer ver pelas costas e uma série de ativos com ótimas perspectivas e resolvi vender. quando a UNIP6 atingiu os R$ 6,90 em fins de agosto, "queimei" todas. Mas mantive as UNIP5 até hoje. Dei sorte, porque entre as compras está uma pancada de CARD3 abaixo dos R$ 5,00.

Estou mantendo as UNIP5 porque o DY é razoável, permitindo pagar para ver como esta aventura da Solvay vai se desenvolver.
                                                         ▲                                               ▲
332984  - paulo_prof   -  24 Jan 2017, 16:59
Citação: ikkii - Post #332956 - 24/Jan/2017 10:33
Unipar está dando sopa faz muito tempo.. impressionante como esse ativo é ignorado.
O problema é que o controlador manifestou intenção de fechar o capital. Por outro lado, como o papel aceita tudo, o Santander assina laudo avaliando as ações da empresa entre R$ 5,25 e R$ 5,78.

O controlador, num gesto de extrema bondade, manteve o preço ofertado no início do ano passado, de R$ 7,50 por ação, independente do tipo, deduzidos os proventos pagos.

Após deduzir os proventos pagos em 2016, os valores da oferta são:

UNIP3: R$ 7,22; UNIP5: R$ 7,04; UNIP6: R$ 7,18

sendo que parte (R$ 2,50) seria pago em 5 anos (R$ 0,50 corrigidos por ano)

Os preços correntes estão acima dos valores ofertados ... mas o que acontecerá quando finalmente for convocada a AGE para decidir sobre o fechamento do capital? Qual é a do Barsi? O voto dele será decisivo!

Uma outra incógnita é como será a "digestão" da Solway ... Pessoalmente, acho que no curto prazo, a aquisição deverá produzir prejuízo. No longo prazo poderá (ou não) ser interessante. Em tese, se de fato a aquisição da Solway resultar em prejuízos, a chance do controlador ter sucesso é maior.

Lembre-se que a Estater lucra alto mesmo somente se o fechamento do capital for bem sucedido.

329595  - paulo_prof  -  07 Nov 2016, 23:09
Embora a Tecsis continue a puxar para trás, achei muito bons os resultados da Unipar. É realmente uma pena o controlador fazer de tudo para passar a perna no minoritário, e existirem instituições financeiras no país que têm a cara de pau de avaliar a empresa por menos da metade de seu efetivo valor. Se o controlador conseguir fechar o capital da empresa pagando abaixo do valor patrimonial,
será um escândalo. Infelizmente, com a CVM que temos, tudo é possível!

UNIP6
PREÇO: R$ 6,60
PAYOUT (2015): 29,1%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 5,23
P/VPA 0,59
PSR 0,58
DY 5,57%
EV/EBITDA 2,96
MARGEM BRUTA 42,7%
MARGEM OPERACIONAL 15,9%
MARGEM LÍQUIDA 11,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,261
MARGEM EBITDA 28,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 57,8%
ROE 11,23%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,16

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +13,91%
RESULTADO BRUTO +6,49%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +4,41%
RESULTADO OPERACIONAL +89,57%
RESULTADO LÍQUIDO +44,15%
EBITDA +20,07%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,93%
RESULTADO BRUTO +16,24%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -24,52%
RESULTADO OPERACIONAL +16382%
RESULTADO LÍQUIDO +33,90%
EBITDA +93,21%

c) lucro (taxa média anual)
UA 44,15%
U2A 25,62%
U3A 148,49%

d) patrimônio líquido médio
UA 9,79%
U2A 6,28%
U3A 21,04%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 12,61

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -14,5%

329592  - Alascio  -  07 Nov 2016, 21:19
Resultados UNIPAR 3T16

DESTAQUES de 3T16 e de 9M16
 Receita líquida de R$ 223,5 milhões no 3T16 (6% superior ao 3T15) e de R$ 680,7 milhões no 9M16 (10% superior ao 9M15).
 Lucro bruto de R$ 97,4 milhões no 3T16 (16% superior ao 3T15) e de R$ 292,3 milhões no 9M16 (4% superior ao 9M15).
 Lucro líquido de R$ 19,3 milhões no 3T16 (34% superior ao 3T15) e de R$ 65,9 milhões no 9M16 (27% superior ao 9M15).
 Taxa média de utilização da capacidade instalada de 79% no 3T16 (1% inferior ao 3T15) e de 79% no 9M16 (4% inferior ao 9M15).
 EBITDA¹ de R$ 60,0 milhões no 3T16 (93% superior ao 3T15) e de R$ 193,9 milhões no 9M16 (15% superior ao 9M15).
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=536563&flnk

325819  - paulo_prof  -  10 Ago 2016, 23:52
Na minha opinião, o resultado da Unipar pode ser considerado razoável, considerando que foi impactado pela:

a) prejuízo (prá variar) da Tecsis (impacto negativo de R$ 8 milhões no resultado antes dos impostos) ;
b) despesa de variação cambial sobre operações Time Deposit - depósito de USD 40 milhões como garantia da aquisição da Solvay (impacto negativo de R$ 12 milhões no Resultado Financeiro); e
c) provisionamento da pendenga com a ANEEL relativa aos encargos da Conta de Desenvolvimento Energético (embora esteja pagando somente os valores definidos na liminar judicial, está contabilizando e provisionando os valores integrais, com impacto nas despesas de energia elétrica na composição do CPV; se a decisão judicial final for favorável, as provisões (hoje R$ 66 milhões) poderão ser revertidas.

UNIP6
PREÇO: R$ 6,19
PAYOUT (2015): 29,1

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 5,16
P/VPA 0,56
PSR 0,55
DY 5,65%
EV/EBITDA 3,37
MARGEM BRUTA 41,8%
MARGEM OPERACIONAL 12,5%
MARGEM LÍQUIDA 10,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,200
MARGEM EBITDA 25,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 64,8%
ROE 10,93%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,06

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +16,43%
RESULTADO BRUTO +3,58%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +18,41%
RESULTADO OPERACIONAL +62,35%
RESULTADO LÍQUIDO +67,50%
EBITDA +12,63

b) 2T16 vs 2T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,78%
RESULTADO BRUTO -4,95%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +77,87%
RESULTADO OPERACIONAL -21,59%
RESULTADO LÍQUIDO -50,55%
EBITDA -27,88%

c) lucro (taxa média anual)
UA 67,50%
U2A 15,83%
U3A 73,30%

d) patrimônio líquido médio
UA 8,01%
U2A 5,58%
U3A 27,58%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 12,00

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -15,0% !!!

321515 - rafnob   -  12 Mai 2016, 01:13
Saiu o resultado da Unipar Carbocloro. Agora nem sei se entrego pelo VPA.

Até Tecsis deu lucro... div/EBITDA de 1,42 pra 1,10. Isso tudo com aumento no CPV de 25% por causa da CDE.

321050  - RRunner   -  03 Mai 2016, 01:44
Unipar faz acordo para comprar 70,59% da Solvay Indupa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Unipar informou nesta segunda-feira que celebrou contrato com a Solvay Argentina para adquirir 70,59 por cento da fabricante de PVC e soda Solvay Indupa.

O valor da aquisição baseia-se no valor da empresa da Solvay Indupa da ordem de 202 milhões de dólares, sujeito a ajustes usuais, na data do fechamento da operação, disse a Unipar, em fato relevante. O contrato prevê a aquisição de 292.459.492 ações.

A Unipar deverá lançar oferta pública para a aquisição de até a totalidade das demais ações representativas do capital da Solvay Indupa negociadas na Bolsa de Comercio de Buenos Aires.

A Solvay Indupa possui uma planta localizada em Bahía Blanca, na Argentina, com capacidade instalada para produção de 220 mil toneladas de PVC e 160 mil toneladas de soda. A Solvay detém 99,9 por cento do capital da Indupa Brasil, com fábrica em Santo André (SP), e 58 por cento da Solalbán Energía, que possui ativos de geração de energia na Argentina.

"Para a Unipar, a aquisição tem por objetivo fortalecer sua posição na fabricação de cloro, soda e outros produtos químicos derivados, além de integrar ao seu portfólio o negócio de vinílicos (PVC), no Brasil e na Argentina", disse a empresa, em fato relevante.

A conclusão da aquisição está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

(Por Juliana Schincariol)
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0XU003?feedType=RSS&feedName=businessNews&utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter&dlvrit=1375018

319526  - cesarsousa   -  29 Mar 2016, 17:43
A Unipar apresentou lucro líquido de R$ 35,8 milhões no 4T15, avançando 93% em relação ao último trimestre de 2014. Em 2015, o lucro acumulado foi de R$ 87,8 milhões, 34% superior ao acumulado no ano anterior. 
Calote, ao meu ver UNIP6 é o almoço grátis do mercado no momento.

Se você comprar hoje aos R$4,14, existe a OPA te resguardando em R$4,40. Essa OPA dificilmente acontecerá nesse preço, devido à pressão dos minoritários e do próprio Luis Barsi. Ou o controlador aumenta significativamente o valor da oferta, ou não alcançará os 2/3 necessários.
Na pior das hipóteses vc colocaria 6% no bolso. 
Mas fica sempre a dúvida,
compro hoje e seguro até a OPA pra levar esses 6% ou compro um FII e fico levando 1%am até lá.

Quanto tempo tem até sair uma resposta definitiva sobre a OPA?

Vendi as unip justamente por isso, fico com esse papel na mão esperando esses 6% ou acumulo esse prejuízo( mesmo vendendo ao preço da OPA iria realizar prejuízo ) e parto para outra;

Isso depende de cada um. No caso dos FIIs vc vai ter esse retorno constante. No caso das UNIPs se a OPA é cancelada ou o controlador resolva pagar o VPA, a ação dobra de valor em bem pouco tempo.

Unipar é a ação mais barata do mercado. Infelizmente o controlador é um moleque. 
                                                                                           ▲                                                                      ▲
Como o papel aceita tudo ... vamos lá ...

Unipar-Carbocloro

Lucro Bruto: R$ 300 milhões

Despesas com Vendas: -80 milhões
Despesas Gerais e Administrativas 1 (ex carbocloro): -R$ 60 milhões
Despesas Gerais e Administrativas adicionais: -R$ 10 milhões
Amortização do ágio aquisição carbocloro: R$ -36 milhões
Amortização do ágio aquisição tecsis: R$ -4 milhões

Resultado Antes do IR/CS e Financeiro: R$ 110 milhões

Resultado Financeiro: -R$ 70 milhões

Resultado Antes do IR/CS: R$ 40 milhões

IR/CS: -R$ 13 milhões

Resultado Líquido: R$ 27 milhões

A este resultado líquido seria somado o resultado da equivalência patrimonial da Tecsis. Suponha R$ 28 milhões

O lucro líquido anual então seria da ordem de R$ 55 milhões.

Suponha, agora, que 30% do lucro da Tecsis, ou aprox R$ 8 milhões seja distribuído na forma de proventos.

A geração de caixa da Unipar seria aprox.

Resultado Antes do IR/CS e Financeiro: R$ 110 milhões
depreciação/amortização carbocloro: R$ 40 milhões
Amortização do ágio aquisição carbocloro: R$ 36 milhões
Amortização do ágio aquisição tecsis: R$ 4 milhões
Proventos tecsis: 8 milhões

EBITDA: R$ 198 milhões

Deduzindo o Resultado Financeiro e as Despesas de IR/CS obter-se-ia uma "sobra" de caixa de aprox. R$ 105 milhões para investimentos, amortização de financiamentos e remuneração do acionista!!!

175073 - paulo_prof -  23 Mar 2013, 04:37
Professor achou um bom negocio? Projeta um preço alvo para o papel agora?
Há que se verificar o que os caras realmente vão fazer ...

Eu não havia entendido qual era a vantagem, para a Unipar, da amortização do ágio da aquisição da Tecsis. Se toda a sua Receita é por Equivalência Patrimonial, não cabe IR/CS, pois este é pago na origem. Então, o que adianta contabilizar uma despesa que não tem efeito caixa e que só serviu para reduzir o lucro contábil (e com isto minimizar os proventos a serem pagos aos acionistas)?

Agora as coisas começam a fazer sentido ... se a atividade industrial realmente for absorvida pela Unipar, vai ser gerado um Resultado sobre o qual estas despesas poderão ser descarregadas.

Mas isto é um palpite de leigo ... de boas intenções o inferno está cheio.

175070 - paulo_prof -  23 Mar 2013, 04:22
Excelente noticia. Vou ter que recomprar mais um pouco do que vendi pós balanço. A questão é o tamanho da dívida agora.

O Patrimônio Líquido da Carbocloro em 30DEZ2012 era de R$ 375 milhões. Em conseqüência, a Unipar está pagando um ágio de mais de R$ 360 milhões.

Por outro lado, o lucro líquido da Carbocloro em 2012 foi de R$ 99 milhões. Suspeito que 50% do lucro não seja suficiente para o serviço da dívida.

Quem vai assumir a dívida e quem poderá amortizar o ágio é a Unipar. Entretanto, como ela não produz um único parafuso, não teria como "descarregar" estas despesas.

Em conseqüência, o negócio só fará sentido se as atividades industriais da Carbocloro forem "absorvidas" pela Unipar. Desta forma, o endividamento, ágio, etc., poderão ser computados como despesa e, em conseqüência, o IR/CS poderá ser reduzido.

Para se ter uma idéia, em 2012, o resultado da Carbocloro, antes dos impostos, somou R$ 139 milhões. Se admitirmos que o custo anual do financiamento dos R$ 550 milhões seja de aprox. R$ 60 milhões e a amortização do ágio outros R$ 35 milhões, o Resultado antes do IR/CS seria reduzido para aprox. R$ 40-45 milhões. O IR/CS seria reduzido a menos da metade dos R$ 40 milhões pagos em 2012.

Por outro lado, há também o ágio pago no investimento na Tecsis. A amortização deste ágio também poderia ser deduzida dos resultados da nova Unipar, produtora de cloro e soda cáustica.

Finalmente, se a Unipar realmente tornar-se uma empresa industrial (e não uma simples holding familiar e ineficiente), as despesas gerais e administrativas da Unipar/Carbocloro seriam reduzidas porque seria necessária somente uma diretoria e somente um conselho de administração.

Pelas minhas contas, o Ebitda da Carbocloro em 2012 foi de quase R$ 195 milhões, mais do que suficiente para pagas os custos financeiros, impostos e remunerar os acionistas.

As perspectivas são deveras interessantes ...

Mas se a Carbocloro for mantida como uma empresa separada, 100% controlada pela Unipar, seria um caos !!!

173766 - paulo_prof -  19 Mar 2013, 14:02
A posição de UNIP6 não chega a 1,5% ... mas estou seriamente pensando em aumentar a aposta. Vai que os caras diminuem, mesmo, as despesas. Aí a coisa é capaz de ficar boa.

Se nada de estranho acontecer, o resultado da Carbocloro em 2013 deverá ser melhor do que o de 2012 (os custos de energia deverão dar uma refrescada). A Tecsis é uma incógnita porque não se tem informações relativas a seu backlog de encomendas. Se este for saudável, um eventual trimestre fraco no 1T13 seria compensado ao longo do ano.

173740 - paulo_prof -  19 Mar 2013, 13:13
Bom ... em 2012, as despesas totalizaram R$ 33,3 milhões (-23,3 milhões em gerais e administrativas e -10 milhões em outras despesas). Do outro lado, houve o IR negativo de R$ 1,9 milhões (calculado sobre a amortização de ágio). As despesas líquidas, portanto, somaram aprox. R$ 31,4 milhões.

A meta é reduzir estas despesas líquidas para R$ 17 milhões, ou seja, uma redução de aprox. R$ 14,5 milhões líquidos (a Unipar controladora não paga IR; pelo contrário, a sua despesa de amortização de ágio gera uma "receita" de IR, ou seja, IR diferido.

Se a UNIP tiver sucesso em seu propósito, só esta diminuição de despesas líquidas representaria um aumento de R$ 0,0173 no LPA (ou 3,3% sobre o preço atual).

173700 - Ray Invest -  19 Mar 2013, 01:21
Professor, se entendi bem seu cálculo sobre a UNIP6, tivemos R$ 30 Mi de despesas em 2012. Para 2013 o Sr José Octavio espera que sejam até 17 Mi.

Se for isso, continua cara a administração, por outro lado teríamos + R$ 13 Mi bruto para a conta do LL, antes de descontar impostos, estou certo?

Nesse caso já daria para, aos poucos aumentando posição ao meu ver, levando em conta o bom desempenho da Carbocloro e acreditando que a Tecsis continue a melhorar seus números, pois se isso realmente acontecer (é apenas uma possibilidade) também dilui um pouco mais esses 17 Mi de despesas (que seriam 14 sem o ágio)...

O que vc acha?

173671 - paulo_prof -  18 Mar 2013, 23:46
Bom ... o José Octávio, presidente da empresa, me ligou hoje no final da tarde, para esclarecer as minhas dúvidas e responder as minhas criticas.

Em resumo, os pontos principais foram:

a) ele é presidente, diretor financeiro de fato, diretor de relações com os investidores, etc., ou seja, é responsável por tudo; hoje, para todos os efeitos, a sede da empresa já é em São Paulo; as instalações no Rio de Janeiro já foram desativadas

b) para auxiliá-lo há uma equipe de empregados e não raras vezes tem que recorrer a terceiros;

c) o custo anual total (salários, encargos e benefícios) dos diversos Conselhos, Diretoria e colaboradores gira em torno dos R$ 12 milhões anuais.

d) um custo que ainda deverá ocorrer por 9 anos é o da amortização do ágio pago pelo investimento na Tecsis; a despesa líquida da amortização do ágio (que não gera efeito caixa) é de aprox. R$ 3 milhões;

e) um outro custo do qual não é possível escapar é o PIS/Cofins sobre os JCPs pagos pela Carbocloro (aprox. R$ 1 milhão anual);

f) em 2012 houve uma série de despesas não recorrentes: remuneração de advogado de caisa antiga; pagamento de quitação de causa trabalhista; despesas para o desmembramento de um terreno do patrimônio da Quattor; despesas para o fechamento da sede no Rio de Janeiro; etc.

g) o terreno desmembrado (se não estou enganado é em Mauá) vale uns R$ 2 milhões ... é possível que seja colocado à venda;

h) para o exercicio de 2013 espera-se que as despesas da empresa sejam limitadas a R$ 17 milhões, com poucas chances para surpresas negativas.

173387 - paulo_prof -  15 Mar 2013, 23:57
A Carbocloro publicou os seus resultados.

Nos últimos 2 anos, as taxas médias nominais de crescimento foram:

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 7,45%
RESULTADO BRUTO 9,71%
EBIT 13,81%
RESULTADO FINANCEIRO 4,94%
DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇãO 3,82%
RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS 14,73%
RESULTADO LÍQUIDO 13,44%
EBITDA 11,38%

No último ano, as taxas de crescimento nominais foram:

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 2,91%
RESULTADO BRUTO 9,36%
EBIT 15,35%
RESULTADO FINANCEIRO 5,15%
DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇãO 0,16%
RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS 16,37%
RESULTADO LÍQUIDO 14,66%
EBITDA 11,64%

No exercício de 2012 as margens foram:

MARGEM BRUTA 41,26%
MARGEM EBIT 21,26%
MARGEM EBITDA 27,23%
MARGEM LÍQUIDA 13,87%

A Dívida Líquida em 30DEZ2012 era de R$ 99,5 milhões. No exercício de 2012, o Resultado Financeiro foi negativo em R$ 12,6 milhões. Em 20DEZ2012, o Patrimônio Líquido emplacou R$ 375 milhões.

Como o lucro líquido do exercício foi de R$ 98,552 milhões, a parte que cabe à Unipar por equivalência patrimonial é R$ 49,276 milhões, ou R$ 0,059/UNIP6.

Supondo, nos próximos 3 anos, que o lucro líquido crescerá em média 3% a.a. em termos reais e que, daí em diante, permanecerá constante em termos reais, adotando uma taxa de desconto anual real de 8%, a contribuição da Carbocloro para o preço justo da UNIP6 seria de R$ 0,80.

Se a família Geyer se comprometesse, nos exercícios daqui em diante, manter as despesas na holding menores do que a soma do resultado financeiro e da receita anual de equivalência patrimonial da Tecsis, o upside da UNIP6 seria de quase 60% !!!

172835 - vellinhotrt4 -  14 Mar 2013, 14:14
(14/03) UNIPAR PARTICIPACOES S.A. 31/12/2012
Resumo dos Dados Consolidados Recebidos

Reais Mil

Nome de Pregao UNIPAR
Periodo 12M
Data de Encerramento 31/12/2012

Dados Consolidados
Patrimonio Liquido 411.906
Receita de Venda 355.386
Resutado Bruto 146.650
Resultado de Equivalencia Patrimonial 16.878
Resultado Financeiro (1.773)
Resultado Liquido das Operacoes Continuadas 39.282
Lucro (Prejuizo) do Periodo 39.282

Dados Atribuiveis a Controladora
Patrimonio Liquido 411.906
Lucro (Prejuizo) do Periodo 39.282
Numero de Acoes, Ex-Tesouraria - (Mil) 835.014


Neste quadro, os dados consolidados de patrimonio liquido e de lucro
do periodo incluem a participacao dos acionistas nao controladores.


172713 - paulo_prof -  14 Mar 2013, 00:50
Citação: pampneto
Professor vai manter ou vender Unipar?
Quais os novos multiplos?
Acho que vou manter só para poder, em 2014, ir à AGO e contestar estes folgados ... O Conselho de Administração vai propor a mudança de sede para São Paulo. Vamos ver no que vai dar!

Vc sabe que o Conselho de Administração é composto por 4 membros da gang, não? Eles se auto-remuneram com mais de R$ 1 milhão por cabeça/ano. Para complementar, a Diretoria que não parece fazer absolutamente nada de relevante custa R$ 6,4 milhões por ano.

Se a sangria parasse por aí, vá lá que seja ... gastar R$ 10 milhões para administrar um patrimônio de R$ 400 milhões é super caro (2,5%) mas dá para suportar se quem administra é um Stuhlberger da vida. Agora, pagar mais de R$ 30 milhões, ou seja, quase 10% é soda ....

os múltiplos são:

UNIP6
PREÇO R$ 0,54
PAYOUT (2012) 20,6%

P/L 11,48
P/VPA 1,09
PSR 1,27
DY 1,79%
EV/EBITDA 5,38
MARGEM BRUTA 41,3%
MARGEM OPERACIONAL 16,2%
MARGEM LÍQUIDA 11,1%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,047
MARGEM EBITDA 23,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 66,7%
ROE 9,54%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,97

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 2,91%
RESULTADO BRUTO 9,36%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL 175,21%
RESULTADO LÍQUIDO 783,14%
EBITDA 121,46%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 18,70%
RESULTADO BRUTO 29,61%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL 13.160%%
RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo
EBITDA passou de negativo para positivo

c) lucro (taxa média anual)
UA 783,14%
U2A 13,87%

d) patrimônio líquido médio
UA 2,75%
U2A 4,63%
U3A -22,74%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 0,59

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -2,0%

No que se refere as empresas nas quais a UNIP investe, os resultados do 4T12 quando comparados com o 3T12 foram:

CARBOCLORO
Receita Líquida: 10,41%
Resultado Bruto: 9,40%
Ebitda: 7,92%
Resultado Líquido: 9,05%

TECSIS
Receita Líquida: -41,13%
Resultado Bruto: -58,67
Ebitda: -2,09%
Resultado Líquido: -80,38%

CARBOCLORO (50%) + TECSIS (25,25%)
Receita Líquida: -20%
Resultado Bruto: -24
Ebitda: +3%
Resultado Líquido: -43%

Na minha opinião, o resultado relativamente ruim da Tecsis no 4T12 (frente ao estupendo resultado do 3T12), pode ser conjuntural, produzido por uma receita maior do que a normal no 3T12, acompanhada por eventuais despesas maiores do que o normal no 4T12. Há que se ter um histórico de lucros de pelo menos mais 2 ou 3 trimestres para ter uma idéia das tendências.

172696 - uqaz -  13 Mar 2013, 23:28
Enquanto as variáveis não mudarem, sim, tudo continua o mesmo. Eu sou minoria. Eu sou o corno que paga a conta e não leva o serviço. E não me venha acusar ou acusar a próxima geração de imobilidade. Enquanto a justiça estiver distante da legalidade, ocorrem essas injustiças.

Quando todos comemoraram esse lixo que se chama Constituição Federal de 1988 que "vcs" deixaram aprovar, não vi ninguém reclamando de fórum privilegiado, voto secreto no Congresso, estabilidade no serviço público dentre outras bizarrices que existem na Carta.

Não fui eu ou Filipa que plantamos as sementes, somente colhemos os frutos.

172695 - paulo_prof -  13 Mar 2013, 23:18
Citação: uqaz
Mas paulo, os que não gostaram e os que gostaram sabem disso. Desde sempre foi assim!
Já mencionei e volto a lembrar. Em vez de "Ordem e Progresso" nosso lema deveria ser "Fazer o que?!"
Mas não dá para pensar assim ... Há que pelo menos se fazer algum barulho para que, como no caso o Marcus Elias, o "sistema" comece a pelo menos encher o saco dos malandros do mercado. Não fossem as reclamações de minorotários, não, de que consiga levar o imbroglio a bom termo, de sua perspectiva. Mas ficará ciente de que, mais dia menos dia, pode se estrepar!

Eu sei que vou passar desta para a outra sem viver a transformação ... mas vc não pode pensar que com a Filipa vá ocorrer o mesmo!

172693 - RRunner -  13 Mar 2013, 23:11
Sem querer contrariar a tese de investimento do pessoal na Unipar ... Meu conselho, se é que ele vale algo: fiquem longe dessa empresa.

No passado recente, a Unipar vendeu participações, tipo a da Quattor por quase R$ 900 milhões e os acionistas não viram um centavo desse dinheiro. Tiraram do balanço com uma maestria impressionante.

Pelas palavras do Prof Paulo, eles estão aprontando novamente e os acionistas vão ser entubados again!

172688 - paulo_prof -  13 Mar 2013, 22:59
Todos os investidores que se decepcionaram com os resultados da Unipar, têm que ter em mente que há algo de muito estranho nas contas da Unipar ...

O mistério, que deveria ser duramente questionado na Videoconferência, AGO e/ou RI diretamente, é o seguinte:

Como pode, uma empresa que não produz um único parafuso, em tendo lucro de R$ 66,138 milhões (R$ 49,275 milhões da Carbocloro; R$ 16,878 milhões da Tecsis e -R$ 15 mil da Unipar Commerce) com os seus investimentos em ativos e R$ 4,505 milhões de Resultado financeiro, ou seja, uma total de mais de R$ 70,64 milhões, postar um resultado líquido anual de apenas R$ 39,3 milhões ???

É isto mesmo senhores ... não há erros ... mais de R$ 31 milhões se "perderam"na holding; a pergunta que não quer calar é: Quem está se locupletando?

Ao se examinar a DRE da empresa controladora, percebe-se que esta torrou, em 2012, R$ 23,303 milhões com Despesas Gerais e Administração. Foram R$ 11,670 milhões com salários e benefícios; R$ 4,403 milhões com amortizações e depreciação; R$ 3,616 milhões com serviços de terceiros e R$ 3,572 milhões com outras despesas não discriminadas (que não me surpreenderia se acabarem sendo identificadas como despesas de viagem e restaurantes, em sua maioria)

Como se isto não bastasse, a holding perdulária também torrou mais R$ 9,952 milhões em Outras Despesas "Obscuras".

Para conseguir "torrar" mais de R$ 33 milhões num ano, sem produzir um único parafuso, a Unipar tem que ter uma baita estrutura (imóveis, equipamentos, pessoal) completamente ociosa.

Apresentar um Relatório Anual sem qualquer justificativa e sem sequer mencionar o fato, é uma falta de transparência total, com cheiro de má fé!

Como complemento, informo que:

a)a família Geyer, que controla a empresa, possui somente aprox. 25% do capital social; e

b) As despesas Gerais e Administrativas anuais da holding Bradespar, cujo patrimônio líquido é mais de 20 vezes maior, é de aprox. R$ 12 milhões ...


Algum investidor do Rio estaria disposto a questionar a direção da empresa por ocasião da AGO?

168785 - Alascio -  23 Fev 2013, 12:06
UNIP6

Tecsis investirá R$ 200 mi em fábrica na Bahia
Fri , 22/2/2013
Felipe Patury
Negócios Tags: Alagoinhas, Ford, Tecsis

A Tecsis, especializada na construção de pás para energia eólica, investirá R$ 200 milhões na contrução de uma nova fábrica longe de sua atual sede, em Sorocaba. Ela será erguida em Alagoinhas, na Bahia, e deverá empregar seis mil pessoas. Um dos argumentos que convenceu a empresa paulista a migrar para a Bahia foi o fato de a montadora Ford autorizar a Tecsis a utilizar seu porto privado.

167000 - alexandroobol -  13 Fev 2013, 22:23
UNIP6

Suas estimativas calcularam uma contribuição anual de 20 milhões vinda da carbocloro, já considerando as exageradas despesas do grupo controlador.

Quanto à Tecsis, quero eu acreditar num cenário onde o LL do 3T12 se repita trimestre sim(16 milhoes) - trimestre não(zero).

Teríamos então uma faixa de LL anual de 50 milhões (carbocloro+tecsis).
Considerando também que o grupo controlador continue conservador, mantendo sua dívida líquida quase zerada, qual seria o preço justo calculado pela sua fórmula?

166080 - small caps - 06 Fev 2013, 01:29
Citação: pampneto
Small o que esperar de UNIPAR?
A Tecsys é o ponto chave... e a recuperação por lá é bastante incipiente...
Mas o setor "promete", ao mesmo tempo em que o choque de gestão por lá já está bastante evidente.

A Carbocloro, a outra controlada, é um reloginho de lucratividade.

Aumentei posição no ativo este ano.

Para mais aquisições, vou aguardar o balanço.

163294 - paulo_prof -  13 Jan 2013, 19:37
Citação: Zeca77
Citação: DANIELBOSSAN
Poxa vida, quanto mais eu penso que sei, vejo que não sei nada. Tenho aprendido muito aqui. Eu escrevo pouco mas observo muito.
Apolo vai minha dica para Turn around: UNIP6
Minha aposta para valor...MAGG3.
SALUT,Apolo!
Daniel Bossan

De acordo com dados no site http://www.fundamentus.com.br/
o valor de mercado da empresa Magnesita(MAGG3) é de 2,4 bilhões e com um lucro anualizado(12 meses) de 84 milhões. Os resultados da Tecsis no 3TR12 demonstraram que a capacidade da empresa em gerar receita atingiu quase 500 milhões, com lucro líquido de mais de 67 milhões.
Notem a diferença entre as duas empresas, numa receita menor, o lucro da Tecsis é 79% do lucro anual Magnesita.
Dai vem as perguntas: Qual seria o valor de mercado da Tecsis? O que reflete isso nas Unips?
Na minha opinião, não dá para simplesmente anualizar os ótimos resultados da Tecsis no 3T12: Receita Líquida de R$ 499,1 milhões, Resultado Bruto de R$ 137,2 milhões, Ebitda de R$ 81,4 milhões e lucro líquido de R$ 67,8 milhões.

No 3T12, as margens postadas pela Tecsis foram as seguintes:
margem bruta: 27,5%
margem ebitda: 16,3%
margem líquida: 13,6%

Pergunto: quais serão as margens no 4T12, lembrando que no 2T12 foram:
margem bruta: 18,6%
margem ebitda: 9,8%
margem líquida: -0,7%

Como pode ser observado, a volatilidade nas margens é enorme.

O impacto dos resultados da Tecsis na Unipar é 25,25%.

Se (note que este é um grande "se") admitirmos que os resultados da Tecsis possam efetivamente serem anualizados, se supormos adicionalmente que a Tecsis continuará postando estes resultados, em termos reais, por todo o sempre, então, para uma taxa de desconto real de 8%, o valor justo da UNIP6 considerando somente a contribuição da Tecsis seria de aprox. R$ 1,00.

Se vc somar os aprox. R$ 0,70 que representam o preço justo devido a participação na Carbocloro, chega-se a R$ 1,70 e um valor "justo" para a Unipar de aprox. R$ 1,4 bilhões.

162535 - edbmsev -  06 Jan 2013, 19:42
Para se ter uma ideia de qual será a matriz energética brasileira nos próximos anos, sugiro consultarem o plano decenal da EPE:

http://www.epe.gov.br/PDEE/Forms/EPEEstudo.aspx

Acho q é exatamente o que o prof disse (ele está sempre certo, eheheh ...). A energia eólica tende a ser complementar na matriz energética brasileira.

Em relação à Unipar, um eventual racionamento poderia afetar negativamente sua subsidiária Carbocloro, que é eletrointensiva e responde por grande parte dos resultados da holding. Tecsis, por sua vez, tenderia a ser marginalmente favorecida por maior demanda de eólicas. Na soma, acho q a Unipar seria mais prejudicada por eventual racionamento do que beneficiada.

162474 - paulo_prof - 05 Jan 2013, 19:56
Citação: 17andre
Essa falta de chuvas pelo país, podendo ocasionar problema para as elétricas, pode de alguma forma beneficiar a UNIP, via Tecsis, no médio prazo? Um projeto de energia eólica demora muito para sair do papel?
Qual é a carta do baralho?
Acho que a energia eólica sempre vai ser "complementar" na matriz energética brasileira. Em conseqüência, o que a Tecsis vai faturar independe da chuva. Quanto menor for o custo de geração de energia eólica, mais cataventos país terá. Portanto, a Tecsis será beneficiada na medida em que conseguir oferecer pás a custos decrescentes.

Na falta de chuva, o percentual de geração de energia térmica aumenta. O parque gerador hidroelétrico normalmente perde receita. O lucro das distribuidoras, num primeiro momento, é impactado negativamente porque são elas que financiam a energia de orígem térmica, muito mais cara. No próximo ano, este custo adicional é arcado pelos consumidores e as distribuidoras são ressarcidas.

Que praticamente não sofre impactos são as transmissoras. Pelo contrário, se durante a seca, por exemplo, o Sudeste for alimentado com energia gerada no Norte, as transmissoras envolvidas é que serão beneficiadas.

161814 - alexandroobol -  29 Dez 2012, 00:39
UNIP6

retirado do site http://www.unipar.ind.br/unipar/web/index_pt.htm

"O "free float" das ações da UNIPAR é de 75,63%, sendo de 32,29% o free float das ações ordinárias e de 97,30% o das ações preferenciais."

Ou seja, como o prof já disse, o grupo controlador o faz com um pequeno número de ações em seu poder. Sendo assim, acredito que pra este grupo a melhor opção é "auferir rendas" inflando as despesas. Com eles, é claro!

Se o grupo controlador o fizesse por meio da posse de um alto nr de ações, aí sim poderiam reduzir sensivelmente as despesas, privilegiando os dividendos, pois seriam tb grandes beneficiários.

É tipo...japonÊs...tá na cara! Entendo a posição do prof em ficar de fora.

E se de repente eles investirem aquele dindin que está aplicado,....num negócio em que indiretamente tb sejam beneficiários ???? Arriscado...mas não impossível, dado o histórico da empresa.

161704 - paulo_prof -  28 Dez 2012, 12:09
No que tange o investimento na Carbocloro, acho que não há como dar errado. A empresa é consolidada e os Geyer, apesar do controle compartilhado, não têm como atrapalhar. No que concerne a Tecsis, eles não participam das decisões.

O problema da Unipar é os incompetentes dos Geyer inventar investir numa 3a. empresa e quebrar a cara. A Unipar tem uma dívida líquida negativa em R$ 31 milhões e R$ 354 milhões em caixa. Aposto que não vai demorar muito para que decidam efetuar um 3o. investimento.

Mas, vc tem razão. Eu, por exemplo, decidi não investir na Unipar porque me sentiria um trouxa permitindo a farra que os Geyer fazem com a empresa. Torrar R$ 24 milhões ao ano a título de despesas gerais e administrativas para "administrar" as participações na Carbocloro e Tecsis, é demais para o meu estômago.

Muitos argumentariam: mas, se de fato, o ativo valorizar, digamos, 50% em 2013, não valeria a pena pagar o "pedágio"? Eu acho que não vale ... da mesma forma que não quero ser parceiro dos Maluf, não quero compactuar com a sangria de uma empresa por aproveitadores.

161703 - paulo_prof -  28 Dez 2012, 11:50
A entrada da Unipar só contribuiu para a solução do problema financeiro. Qualquer empresa que fosse gerida pela família Geyer teria uma grande probabilidade de implodir. O que estes caras tiram da Unipar a título de despesas gerais e adminstrativas é um escândalo.

A Tecsis foi mais uma daquelas empresas que foram enganadas pelo canto da sereia dos derivativos de câmbio. Em 2008 quase faliu. Como a sua administração era centralizada no fundador/controlador (Bento Koike), os problemas financeiros jogaram a produção para um segundo plano na ordem do dia.

Com a capitalização da empresa, o foco pode mais uma vez ser a produção e, de um ano para cá, parece que os avanços são sensíveis. O tempo de produção de pá diminuiu sensivelmente, reduzindo o seu custo.

Como a energia eólica parece estar na moda, a demanda parece que continuará firme. A ameaça vem da Europa. Se as coisas lá azedarem de vez, a Tecsis pode sofrer em duas frentes: diminuição da demanda e aumento da concorrência das empresas européias.

161699 - edbmsev -  28 Dez 2012, 11:13
Lembrando que a Quattor foi um dos piores negócios empresariais no passado recente. Quem acompanhava a Unipar, sabe do que estou falando. Era uma das empresas líderes do setor petroquímico.

Foi uma tacada arriscada e desastrosa da Unipar. Virou uma small cap. Uma tragédia para quem era acionista da empresa. Fora a briga familiar que houve na época. Não sei qual é a composição societária da atual da empresa e se ainda persistem brigas entre os sócios.

161698 - edbmsev -  28 Dez 2012, 11:11
Acho que a administração da Unipar ficou queimada no mercado após o trágico negócio da Quattor, que praticamente destruiu o valor da empresa.

Logicamente, hoje é uma outra empresa, com 50% da Carbocloro, cerca de 25% da Tecsis e quase sem endividamento.

Entendo que o pior cenário seja a Tecsis não dar certo e quebrar, pois já esteve em dificuldades financeiras há pouco tempo. Mas não existe rentabilidade sem risco.

Se isto acontecesse, ainda assim a Unipar não estaria tão cara, pois a Carbocloro é uma empresa rentável e a participação patrimonial da Unipar nela vale uns 200 milhões de reais. O valor de mercado do ativo é bem maior e a Unipar atualmente vale cerca de 335 milhões de reais.

Pensava que a Unipar seria impactada positivamente pela redução do preço da energia, pois a Carbocloro é eletrointensiva. Mas talvez a Carbocloro tenha contratos no mercado livre de energia.

No fundo, a performance da Tecsis será o fiel da balança na evolução das cotações da Unipar. A cotação atual realmente não precifica eventual sucesso da Tecsis. Não sei se a mesma é ou não competitiva na produção de pás para produção de energia eólica. Se não me engano, há um fundo de private equity que está participando que aportou capital na Tecsis juntamente com a Unipar, o que é um bom sinal pois irão pressionar por melhorias rápidas de gestão.

Tinha lido que a Tecsis possui grande capacidade técnica, mas era uma empresa mal gerida em termos financeiros. Isto pode realmente mudar com a entrada da Unipar e de um fundo de private equity.

161696 - Ikki de Phoenix -  28 Dez 2012, 11:01
O problema é que a produção da Tecsis é muito irregular. Com a alta do dólar, acredito que o número de pedidos aumente gradativamente. No entanto, as informações que chegam é que as exportações nesse último trimestre foram fracas. Por outro lado, se observa grande movimentação no mercado interno a respeito da criação de parques eólicos.

Gostei da última frase, "na pior das hipóteses" o preço justo seria de R$0,90.
Valeu, mestre!

Citação: Ikki de Phoenix
Acredito que a rentabilidade da carteira dos seguidores do fórum tenha superado os 25% neste 2012. Não duvido que alguns tenham conseguido seus 40% ou mais. Foi um ano belíssimo para as small caps. De minha parte apenas UNIP6 se desvalorizou, cometi o erro de ir com muita sede ao pote. Pelo risco do negócio a posição deveria ser diminuta, no entanto coloquei 12% do patrimônio. Faz parte do aprendizado.
No mais, só tenho a agradecer a postura dos colegas desse espaço, compartilhando seus estudos e notícias quase que em tempo real.
Um próspero 2013 para todos!
Acho que vc não deve ficar preocupado com a UNIP6. Na minha opinião, a probabilidade de dar "xabu" é muito pequena.

O preço atual é compatível com um lucro anual de R$ 28 milhões, com uma taxa de crescimento real nula por toda a eternidade e taxa de desconto real de 8%.

Tudo o que a empresa necessita para postar um lucro anual acima dos R$ 28 milhões é que a Tecsis produza um lucro anual acima dos R$ 32 milhões.

Pelo que a Tecsis mostrou no 3T12, acho que mantida uma taxa de câmbio acima dos R$ 2,00, isto será uma "barbada". No 3T12 a Tecsis lucrou quase R$ 70 milhões. Mesmo que venha a lucrar, trimestralmente, muito menos do que isto, o preço atual de R$ 0,40 está muito barato ...

Na minha avaliação, na pior das hipóteses considerado o cenário atual, o preço justo seria de no mínimo R$ 0,90.

é só ter paciência ...

156813 - small caps -  13 Nov 2012, 23:36
Foi questão de momento da empresa...

Tenho impressão que a UNIP6 pode voar... se a empresa de pá deixar...

Repito, porém, que se trata de ativo de alto risco...

Talvez volte mais a frente em BICB4... o balanço do quarto trimestre também será fraco e a inadimplência acima de 14 dias subiu mais do que seria "recomendável" para um banco que diz estar sendo mais cauteloso... seletivo... na concessão de crédito...

Assim, entre a possibilidade de ganhar um troco em UNIP6, que está possivelmente consolidando um importante turnaround e os proventos do BICB... aumentei um pouco o risco da carteira...

E botei um pouco de UNIP5, que paga bons proventos... mas tem liquidez sofrível... risco calculado...

OBS: as vezes é necessário rifar algo interessante para poder comprar uma oferta relampago... como foi RDES11 a 104... e vendi FRAS4...

156778 - Ikki de Phoenix -  13 Nov 2012, 22:42
Excelente aula do nosso professor. Realmente esses 30 milhões de "taxa administrativa" na UNIP são difíceis de engolir. No mais, acho que vale uma aposta.

Gostaria de saber o parecer do Small, que foi o responsável por esse alvoroço todo no ativo.

156770 - paulo_prof -  13 Nov 2012, 22:30
UNIP6

A Unipar é uma holding de patrimônio líquido médio de R$ 400 milhões. Para "gerir" este patrimônio, dispende mais do que R$ 30 milhões no ano, ou seja, o custo desta gestão é de aprox. 7,5% a.a.!!! se isto não é roubo ... difícil dizer o que possa ser!!!

Como é de conhecimento de todos, a Unipar tem, basicamente, 2 investimentos: 50% da Carbocloro e 25,25% da Tecsis.

A Carbocloro contribui com aprox. R$ 45 milhões por ano em equivalência patrimonial. Deduzindo os aprox. R$ 30 milhões de "custos de gestão", sobram aprox. R$ 15 milhões. Somando aprox. R$ 5 milhões de Resultado Financeiro e IR diferido (em 2012 será maior do que isto, mas em 2013 será certamente menor), obtém-se aprox. R$ 20 milhões.

Ou seja, o lucro anual potencial da UNIP sem considerar a Tecsis é de aprox. R$ 20 milhões.

Considerando que aprox. 25% do Resultado Líquido da Tecsis deve ser somado a estes R$ 20 milhões para obter-se uma estimativa do resultado líquido anual da UNIP, o desafio é estimar qual possa ser o lucro líquido da Tecsis.

Infelizmente, acho que isto é uma missão praticamente impossível. Simplesmente, não há informações disponíveis que permitam efetuar uma projeção.

O 3T12 da Tecsis foi excepcional. Além de um aumento de 49% na Receita Líquida relativamente ao 2T12, houve uma melhora substancial da margem bruta, passando de 19% no 2T12 para 3T12. A diferença no câmbio não explica, pois o real desvalorizou somente 3% em média, no 3T12 em relação ao 2T12. A explicação está no aumento expressivo das encomendas e na melhora da eficiência do processo produtivo.

Na minha avaliação, em média, entre a encomenda e entrega de uma pá de catavento hoje em dia devem transcorrer 3 meses, no mínimo. Até uns 2 anos atrás, eram necessários aprox. 10 semanas somente para a manufatura. Hoje, este prazo deve ter caído pela metade, aprox. 5 semanas. Embora possa haver um certo percentual de encomendas de pás "padronizadas", via de regra uma pá de catavento tem especificações próprias individuais. Em conseqüência, recebida a encomenda parte-se praticamente do zero (projeto, confecção do molde, etc).

Se, de fato, entre a encomenda e entrega transcorrem 3 meses, ao divulgar o Relatório do 2T12, a Unipar já tinha conhecimento do backlog de encomendas. Por outro lado, também já tinha conhecimento do aumento de produtividade na manufatura. Por que não informou os seus acionistas? Por que, ao contrário, deu a entender que a capacidade de manufatura estava quase no limite? O grande salto da produtividade não foi do 1T12 para o 2T12. Foi no 3T12 ...

E aí? Como será o 4T12? Vai depender fortemente do backlog de encomendas, sobre o qual não há uma linha sequer ...

Considerando que a Tecsis lucrou quase R$ 70 milhões no 3T12, é lícito supor que seja capaz de postar um lucro anual na faixa dos R$ 280 milhões. Em termos de equivalência patrimonial isto corresponde a aprox. R$ 70 milhões para o resultado da Unipar.

Somados aos R$ 20 milhões estimados anteriormente, chega-se a um lucro potencial de aprox. R$ 90 milhões para a UNIP, ou um ROE na faixa de 22%.

Mas ... devagar ... há que se verificar quão consistente a Tecsis consegue ser.

PREÇO: R$ 0,46

múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 13,93
P/VPA 0,94
PSR 1,13
DY 0,00%
EV/EBITDA 5,43
MARGEM BRUTA 40,5%
MARGEM OPERACIONAL 12,9%
MARGEM LÍQUIDA 8,1%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,033
MARGEM EBITDA 21,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 94,0%
ROE 6,73%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,30

Taxas nominais de crescimento anual médio:
a) do lucro líquido
UA 62,83%
U3A 22,07%

b) do patrrimônio líquido médio
UA 1,25%
U2A 4,60%
U3A -27,72%

Taxa anual média REAL de crescimento do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária durante os próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e desconto anual real de 8% seja IGUAL ao preço atual: +4,0%

156677 - uqaz  -  13 Nov 2012, 16:34
Passei a apostar nesse cavalo tbm! 0,5% da carteira.

Observei o que o paulo escreveu...o resultado foi bananástico em relação a tecsis (...não tinha como prever):

"No que tange a Tecsis, vamos ser ainda mais otimistas e supor que seja capaz de lucrar, de forma recorrente, R$ 16 milhões ao ano."

No 3T12:
Margem Bruta: O lucro bruto no 3T12 ficou em R$ 137,2 milhões, uma elevação de 120% em relação ao 2T12, período cujo lucro bruto atingiu R$ 62,3 milhões. Em termos de margem, o 3T12 também apresentou evolução, com uma margem de 27%, sendo que no 2T12, a margem foi de 19%. Essa melhora é explicada pela contínua redução nos custos unitários de produção decorrente do aumento de produtividade alcançado nas unidades fabris da Tecsis, uma maior diversificação do mix de vendas e a desvalorização cambial do período que afetou positivamente os preços cotados em dólares americanos.

E

Resultado: No 3T12 a Tecsis apresentou um lucro líquido de R$ 67,8 milhões, uma melhora substancial em relação ao 2T12, que registrou um prejuízo líquido de R$ 2,5 milhões. A evolução relevante do lucro líquido deu-se em função da melhora nos resultados operacionais.

Utilização da Capacidade Instalada: A capacidade instalada na produção de pás aumentou em 32% na média entre o 3T12 e 2T12, com a adição de 7 moldes. A utilização dessa capacidade, medida pela razão de moldes ativos sobre moldes disponíveis, de 87% no 2T12 para 94% no 3T12.

Pode ser conversa de malandro...mas vamos ver o que acontece daq pra frente.

156632 - Alascio -  13 Nov 2012, 14:02
UNIPAR
Remuneração do pessoal-chave da administração
O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores. A remuneração paga a esses membros, no 3º trimestre de 2012, totalizou R$ 3.009 e R$ 4.548 ( setembro de 2011 - R$ 2.492 e R$ 3.941) na controladora e no consolidado, respectivamente.

Como está a compração destas despesas com outras empresas holding do mesmo porte?

156621 - SagadoSamurai -  13 Nov 2012, 13:37
Vocês vão me desculpar a insistência mas após os 21.3M de lucro de UNIP6 agora no 3TR12 o papel continua com múltiplos insanamente baixos. É papel pra ir direto para a casa dos 0.5x e por lá ficar por ora.

Resultado sensacional.

156499 - GARUDA20  -  12 Nov 2012, 23:28
CARAJO!!!

Unipar reverte prejuízo e lucra R$ 21 milhões no 3º trimestre

SÃO PAULO - A Unipar, holding cujo controle está nas mãos da família Geyer, um dos controladores da petroquímica Quattor, que foi incorporada pela Braskem, anunciou há pouco lucro líquido de R$ 21,3 milhões no terceiro trimestre, ante resultado negativo de R$ 18,9 milhões no mesmo período do ano passado.

A receita de vendas passou de R$ 81,2 milhões, no terceiro trimestre de 2011, para R$ 87,4 milhões, no mesmo período deste ano.

O lucro líquido acumulado nos nove meses é de R$ 30,5 milhões, elevação de 315% no período.

156477- Matiasco -  12 Nov 2012, 22:26
UNIP6

Carbocloro veio como de costume enquanto TECSIS foi uma grata surpresa.

Resultado: No 3T12 a Tecsis apresentou um lucro líquido de R$ 67,8 milhões, uma melhora substancial em relação ao 2T12, que registrou um prejuízo líquido de R$ 2,5 milhões. A evolução relevante do lucro líquido deu-se em função da melhora nos resultados operacionais.

Ainda bem que mantive as minhas UNIP, mas meu PM ainda está lá em cima.

156454 - SagadoSamurai -  12 Nov 2012, 20:54
E a Unipar lucrou 21 milhões no 3TR12.

Grande contribuidora do lucro a Tecsis como o previsto, devido a estabilidade do câmbio e o aumento brutal das exportações.

Fica aqui a lembrança a todos do post kilométrico do PROF. PAULO. dizendo que a empresa tinha pouco espaço para lucrar mais, e um monte de seguidores o parabenizando pela análise.

Análise na época que eu disse ser totalmente equivocada. Apesar do papel ter subido bastante, com este lucro, a empresa continua BARATA.

145194 - paulo_prof -  17 Ago 2012, 16:58
Citação: Alascio
Unip6 saiu de 0,25 para 0,30, alta de 20%, com as pespectivas dos resultados do 2T12 e está agora estabilizado em 0,30. Considerando que a Carbocloro é uma geradora rotineira de lucro e considerando que a TECSIS está zerando os prejuizos(grande demanda de pedidos) e com pespectivas de lucros já no 3T12, o que podemos esperar para o preço justo da UNIP6.

Quanto é que poderá, a Carbocloro, lucrar num ano? Vamos ser super otimistas: R$ 120 milhões.

No que tange a Tecsis, vamos ser ainda mais otimistas e supor que seja capaz de lucrar, de forma recorrente, R$ 16 milhões ao ano.

Isto daria aprox. R$ 64 milhões de resultado de equivalência patrimonial para a Unipar, por ano. 

Para um Patrimônio Líquido na faixa dos R$ 390 milhões, o ROE seriam de respeitáveis 16,4%.

Infelizmente, ocorre que esta equivalência patrimonial não é produzida de graça. 

A Unipar controladora tem aprox. R$ 340 milhões em caixa e aprox. R$ 300 milhões em dívidas bancárias. Isto deve produzir Resultados Financeiros de aprox. R$ 5 milhões no ano (suspeito que parte das dívidas sejam subsidiadas pelo BNDES).

Ocorre que para produzir estes (na melhor das hipóteses) R$ 64 milhões em Equivalência Patrimonial e R$ 5 milhões em Eesultado Financeiro, a holding Unipar consome aprox. R$ 20 milhões em despesas gerais e administrativas e aprox. R$ 9 milhões com outras despesas operacionais. 

Aí a coisa complica ... estes R$ 29 milhões representam 42% dos R$ 69 milhões que na melhor das hipóteses poderiam ser produzidos.

Subtraindo esta despesa absurda da receita anual máxima esperada, obtém-se R$ 40 milhões de lucro, e um ROE pífio de 10%.

Supondo que este lucro anual possa ser mantido, em termos reais, por todo o sempre, e uma taxa de desconto real de 10%, o preço "justo" do ativo seria R$ 0,48

144805 de 335381 - paulo_prof -  15 Ago 2012, 20:07
Vou atender o seu pedido mas como hoje a veia do professor está saltando em mim, vc terá que antes "assitir" uma aula ... rsss

Unipar Participações S.A. ... que bicho é este; quem controla; com qual participação no capital social?

Sem margem a dúvidas, é uma holding que tem participações em outras empresas, ou seja, como gosto de espezinhar o pppadv, é uma empresa que não produz um único parafuso ou serviço!

A empresa é controlada pela Vila Velha S.A. Adm e Part, que por sua vez é controlada pela família Geyer. Além da controladora, membros da família Geyer aparecem como investidores individuais. Considerando que estes Geyer's poderiam vender as suas participações que nada mudaria (a Vila Velha é controladora sozinha), o controle (absoluto, pois é detido com 57,3% das ações com direito a voto) é exercido com apenas 19,12% do capital.

Quando vc tem uma holding que é controlada por uma família e este controle é exercido via um percentual baixo do capital social, via de regra é ... problema, porque a empresa acaba servindo a apaniguados.

O que diz o ITR do 2T12?

No Balanço Patrimonial Passivo da Empresa Individual encontra-se: 
2.03 Patrimônio Líquido = 388.729 

Na Demonstração de Resultado da Empresa Individual encontra-se: 
3.04.02 Despesas Gerais e Administrativas = -5.586 -10.124 

Se vc multiplicar a despesa semestral por 2 e dividir pelo Patrimônio Líquido vc obterá 5,2088% !!! Isto, sem contar com o ítem 
4.05 Outras Despesas Operacionais -2.546 -4.381 
que também consome uma barbaridade ...

Vc sabe lá o que é isto? Pagar mais de 5% para um bando de desocupados administrar o patrimônio? Loucura Pura!!!

... mas o valor de mercado é 64% o valor patrimonial! mesmo se fosse 30% ... a "taxa de (má) administração" é altíssima.

Para vc ter uma idéia, fico enchendo o saco do pppadv porque a sua/nossa MLFT "cobra" uma taxa de 1,25%. Em comparação, é o paraíso, mesmo sem levar em consideração que na MLFT de tempos em tempos os administradores são capazes de grandes tacadas. Na UNIP, de tempos em tempos, os administradores são capazes é de grandes ... cagadas! Por má admnistração tiveram que entregar de mãos beijadas a posição que tinham na elite da petroquímica nacional.

Ainda como termos de comparação, na Bradespar o percentual seria aprox. 0,1235% e na Itausa, 0,1171% !!! 

Bom ... mas vejamos a performance dos investimentos.

A Unipar detém 50% do capital social da Carbocloro (cloro e soda cáustica) e 25,25% da Tecsis (pás de cataventos).

A Carbocloro é a jóia da coroa. Em 2012 deverá produzir algo entre R$ 53 e 58 milhões de resultados de equivalência patrimonial para a Unipar. Se R$ 50 milhões desta equivalência pudessem ser transformados em lucro limp para a Unipar, o P/L hoje seria de aprox. 5,00 !!! 

A Tecsis, entretanto, ainda não mostrou ter sido um bom investimento. Até o momento só produziu prejuízo, embora a empresa tenha conseguido uma redução importante deste prejuízo nos últimos trimestres (no 1S11 havia sido de R$ 128,3 milhões, no 1S12 caiu para R$ 13,9 milhões; no 1T12 havia sido R$ 11,4 milhões; no 2T12 caiu para R$ 2,5 milhões).

O que (me) preocupa é que não vejo perspectivas de um aumento importante do lucro no curto/médio prazo. No 2T12 a Tecsis experimentou um aumento muito grande na Receita. De R$ 191 milhões no 1T12, passou para R$ 335 milhões no 2T12. Este aumento foi conseguido tanto por um aumento nas encomendas, quanto por um maior preço em reais devido à valorização do dólar. A margem bruta aumentou devido à maior produtividade de escala e devido ao aumento do dólar. Tenho a impressão, entretanto, que a melhora na margem bruta enbcontrou o seu limite. 

Por outro lado, o resultado da Tecsis no 2T12 parece ter sido impactado pela dívida em moeda estrangeira. Não há dados, entretanto, para avaliar este impacto. A utilização da capacidade instalada reportada é de 87%, indicando que não há perspectivas de aumento sensível da produção a baixo custo.

Devido a estabilidade cambial no 3T12 acredito que, pela primeira vez desde a aquisição da participação, a Unipar terá lucro com a Tecsis. Isto porque espero que as condições favoráveis que a Tecsis encontrou no 2T12 sejam mantidas (volume de pedidos e preço) e que um resultado financeiro mais favorável possa ser produzido. O lucro, entretanto, deverá ser pequeno e não deve impactar muito o resultado da equivalência patrimonial. Chuto uns R$ 8 milhões de lucro da Unipar no 3T12.

Anualizando os Resultados da Unipar no 1S12, tem-se:

PREÇO R$ 0,30
PAYOUT 0%
P/L 13,70 
P/VPA 0,64 
PSR 0,73 
DY 0,00%
EV/EBITDA 2,84 
MARGEM BRUTA 42,0%
MARGEM OPERACIONAL 10,6%
MARGEM LÍQUIDA 5,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,022
MARGEM EBITDA 29,1%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 95,8%
ROE 4,70%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,13

Taxa anual de crescimento real do lucro líquido necessária, durante 3 anos, para que o valor intrínsico fornecido pela fórmula simplificada da FCD seja 30% superior à cotação atual (perpetuidade real nula, taxa de desconto real de 8%): +13,0%

132189 - paulo_prof - 16/Mai/2012 16:05
Parece que o minoritário da UNIP é, de fato, o MaiorOTÁRIO do mercado ...

Do Resultado da Equivalência Patrimonial de R$ 8,145 nilhões, mais R$ 127 mil em outras receitas, mais R$ 972 mil do Resultado Financeiro, totalizando R$ 9,244 milhões, a holding que não produz um único parafuso conseguiu a proeza de somar um total de R$ 6,373 milhões em despesas, incluindo R$ 4,538 milhões de despesas gerais e administrativas.

Ou seja, o controlador e seus apaniguados consomem R$ 6,373 milhões no trimestre, deixando a empresa com um lucro de apenas R$ 3 milhões.

Em comparação, os controladores da MLFT são amadores ...

Para variar, a Tecsis continua puxando o resultado positivo da Carbocloro para baixo. Se pode servir de consolo, esta "puxada", que caiu do 3T11 para o 4T11, diminuiu mais uma vez. De qualquer forma, se a empresa só tivesse os 50% da Carbocloro como ativos, o Resultado da Equivalência Patrimonial teria sido quase 3 vezes maior.

UNIP6
PREÇO: R$ 0,28
PAYOUT: 0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L -30,97
P/VPA 0,61
PSR 0,69
DY 0,00%
EV/EBITDA 9,52
MARGEM BRUTA 37,8%
MARGEM OPERACIONAL 1,8%
MARGEM LÍQUIDA -2,2%
LUCRO POR AÇÃO -R$ 0,009
MARGEM EBITDA 8,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 110,3%
ROE -1,96%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,20

Taxas anuais médias nominais de crescimento
b) patrimônio líquido médio
UA 3,55%
U2A -26,36%
U3A -29,29%

Taxas nominais de crescimento relativas ao 1T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -9,23%
RESULTADO BRUTO -16,70%
RESULTADO FINANCEIRO PASSOU DE POSITIVO PARA NEGATIVO
RESULTADO OPERACIONAL -66,93%
RESULTADO LÍQUIDO -79,84%
EBITDA -38,23%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO -1,25%
ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO PASSOU DE NEGATIVO PARA POSITIVO


121059 - paulo_prof - 16/Mar/2012 14:25
UNIP6
PREÇO: R$ 0,33
PAYOUT (2011): 0%

múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 61,95
P/VPA 0,72
PSR 0,80
DY 0,00%
EV/EBITDA 8,15
MARGEM BRUTA 38,8%
MARGEM OPERACIONAL 6,0%
MARGEM LÍQUIDA 1,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,005
MARGEM EBITDA 11,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 117,5%
ROE 1,17%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,11

Taxas anuais médias nominais de crescimento:

a) do lucro líquido
UA -85,32%

b) do patrimônio líquido médio
UA 6,55%
U2A -33,00%
U3A -30,92%

Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido necessária durante 3 anos para que o preço "justo" fornecido pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10% seja 50% superior à cotação atual: 120%

Não fosse a Tecsis, o lucro líquido da Unipar teria sido aprox. R$ 45 


121046 - paulo_prof - 6/Mar/2012 12:48
Eis aí mais uma empresa que vai chegar a lugar algum ...

Mais um pouco de prejuízo (R$ 2,9 milhões) no 4T11 ... são as pás de catavento da Tecsis puxando o resultado da Carbocloro para trás ...

citação: Plantão Empresas da Bovespa

16/03/2012 09:21 UNIPAR (UNIP-N1) - PROPOSTA A ASSEMBLEIA

(16/03) - UNIPAR (UNIP - N1) - Proposta a Assembleia
DRI: Jose Octavio Vianello De Mello


Na RCA de 15/03/2012 foi deliberado submeter a Assembleia Geral Ordinaria o Relatorio da Administracao e as Demonstracoes Financeiras do exercicio social findo em 31/12/2011, e demais documentos pertinentes, bem como os pareceres dos auditores independentes e do Conselho Fiscal, acompanhados das seguintes propostas: 1. - Destinacao do Resultado do Exercicio Social de 2011. Destinacao integral do lucro liquido do exercicio, no montante de R$4.448.173,38, para compensar a parcela correspondente dos prejuizos acumulados em exercicios anteriores, conforme art. 189 da Lei das S.A., que desse modo, foram reduzidos de R$ 457.937.920,24, para R$ 453.489.746,86; e, 1.1 - Dividendo do exercicio de 2011. Tendo em vista o disposto no art. 189 da Lei das S.A., bem como o fato de que os resultados obtidos no exercicio de 2011 nao sao suficientes para compensar o total de prejuizos acumulados em exercicios anteriores, persistindo o montante acima indicado a ser compensado, nao distribuir dividendo aos
acionistas.


33923 -  paulo_prof - 28/Abr/2010 19:35
O resultado da Unipar foi fraquinho ... fraquinho.
Como a Braskem só efetuou a liquidação financeira do negócio após o dia 31MAR, no ativo do balanço patrimonial ainda aparece a rubrica Investimento Destinado a Venda: R$ 659.329 mil. A dívida bruta ainda está estratosférica (para o tamanho da empresa) em R$ 967.745 milhões e, em conseqüência, o resultado finaceiro foi muito desfavorável, negativo em R$ 12 milhões. Será que pelo menos a Braskem vai pagar juros sobre o valor devido, tendo em vista um atraso de mais de 4 meses em sua liquidação?
Com o pagamento da Braskem, a dívida líquida ficará levemente negativa. Em conseqüência, daqui para frente o resultado financeiro da Unipar deverá ficar equilibrado, ou positivo.
Está evidente que o mercado, assim como eu, não gostou do resultado.

31279 - Dois22 - 25/Mar/2010 21:34
Unipar – União de Indústrias Petroquímicas S.A.
I. SUMÁRIO DA TRANSAÇÃO
O valor global da transação refletida no Acordo de Investimento com relação à Unipar é de R$ 870.000.000,00, sendo que:
• R$ 647.300.000,00 correspondem ao valor que será pago pela participação acionária da Unipar na Quattor;
• R$ 170.000.000,00 correspondem ao valor líquido atribuído por Unipar de suas obrigações no âmbito da opção de venda de ações da Quattor (resultantes do compromisso de migração da Rio Polímeros) outorgada pela Unipar ao BNDES Participações S.A. – BNDESPAR quando da constituição da Quattor, as quais serão assumidas pela Braskem;
• R$ 27.700.000,00 correspondem ao valor que será pago pela participação acionária da Unipar na Unipar Comercial; e
• R$ 25.000.000,00 correspondem ao valor que será pago pela participação acionária da Unipar na Polibutenos.
O pagamento do preço pela aquisição das ações de Quattor de titularidade de Unipar, corrigido pela variação do CDI conforme estabelecido no Acordo de Investimento, será feito da seguinte forma:
• R$ 50.000.000,00, a título de sinal e princípio de pagamento, em 18 de fevereiro de 2010;
• R$ 50.000.000,00, a título de complementação do sinal e princípio de pagamento, em 4 de março de 2010;
• os R$ 547.300.000,00 restantes, em cinco dias úteis após a obtenção pela Braskem das autorizações de credores estabelecidas no Acordo de Investimento, caso o aumento de capital da Braskem previsto no Acordo de Investimento já tiver sido integralizado;
• caso a integralização do aumento de capital da Braskem não ocorra até 15 de maio de 2010 por razões atribuíveis a terceiros, um novo complemento de sinal de R$ 200.000.000,00 será pago pela Braskem à Unipar em tal data, passando a parcela final, de R$ 347.300.000,00, a ser devida, independentemente das autorizações referidas acima, após cinco dias úteis da integralização de tal aumento de capital da Braskem.
O pagamento dos preços pelas aquisições das ações de Unipar Comercial e Polibutenos, também corrigidos pela variação do CDI conforme estabelecido no Acordo de Investimento, será feito em até cinco dias após a aquisição das ações de Quattor de titularidade da Unipar pela Braskem e concomitantemente com a assinatura dos contratos que embasarão as referidas transações.

A dívida líquida consolidada de Quattor, Unipar Comercial e Polibutenos soma R$ 6.685.000.000,00 em novembro de 2009 e será assumida pela Braskem na condição de nova controladora de Quattor, Unipar Comercial e Polibutenos. 

9760 - Alascio - 25/Mar/2010 19:05
1 - A receita líquida aumentou 9,8%, para R$ 5,045 bilhões.
2 - O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 626,6 milhões, 51,8% acima dos R$ 412,8 milhões obtidos em 2008.
3 - Em seu comentário de desempenho, a Unipar afirma que o prejuízo do trimestre foi fortemente influenciado pelo reflexo contábil (impairment - reavaliação de ativos) da venda da totalidade das participações societárias na Quattor, Unipar Comercial e Polibutenos, formalizada em 22 de janeiro de 2010.
4 - A venda dos ativos atingiu R$ 870 milhões, sendo R$ 647,3 milhões correspondentes à participação na Quattor; R$ 170 milhões à obrigação da Unipar no âmbito da opção de venda de ações da Quattor (resultantes do compromisso de migração da Rio Polímeros) outorgada ao BNDESPar e assumida pela Braskem; R$ 27,7 milhões correspondentes à participação na Unipar Comercial; e R$ 25 milhões da fatia da empresa na Polibutenos.
Moral da história:
- Tivemos lucro nos negócios da empresa;
- Na reavalição dos ativos que seriam vendidos em 2010 houve uma redução 700.000.000 aproximadamente.
- Teremos uma entrada de dinheiro de 870.000.000 em 2010 - parcelas
Pergunto:
- Porque essa correria na venda de ações, só porque tivemos um acerto contabil para pagar menos IR?
- Se ficaremos com uma empresa saúdavel com bons lucros(Carbocloro) e 870.000 em caixa(venda quattor, etc).
Creio que devemos aguardar a queda irracional e comprar para aguardar os novos resultados do 1T10.

Estou comprado em 1,2X e com posicão dobrada em 0,97 para reduzir o preço médio. Estou pensando em comprar mais um pouco, caso caia muito mais. Lógico que minha exposição é baixa, turnaround, conforme o livro do mestre Small recomenda. 

31274 - Dois22 - 25/Mar/2010 21:20
Boa noite Professor, tudo bom?


Retirei do forum da Unipar:


31271 - paulo_prof - 25/Mar/2010 20:51
paulo_prof desculpe a minha ignorância, mas se a dívida líquida vai cair o Patrimônio Líquido não vai subir e com isso o VPA?
Essa transação esta dando muita confusão, no fórum da unip falam que vai entrar 870.000 em parcelas e que esse balanço foi um acerto contábil para pagar menos IR.
O outro ponto, se não me engano, vc fez uma estimativa da carbocloro gerar uns 70 milhões de lucro/ano. Esse valor não é pequeno não, pelo menos parece bem inferior aos apresentados.
Grato.
Em 2009, o lucro líquido da Carbocloro foi de R$ 125 milhões. Em 2008 havia sido de R$ 120 milhões. Por que estimar um lucro para 2010 de R$ 140 milhões estaria pequeno? Lembre-se que a Unipar tem somente 50% da Carbocloro.
A grana que vai entrar é:
R$ 647,3 milhões pela Quattor
R$ 27,7 milhões Unipar Comercial; e
R$ 25 milhões pela Polibutenos,
totalizando R$ 695 milhões, ou seja, bem distante dos R$ 870 milhões que vc menciona.
No Balanço Patrimonial Ativo vc encontra (entre outras):
Disponibilidades - R$ 304,7 milhões
Investimento destinado a venda - R$ 641,7 milhões
TOTAL = 946,4 milhões
No Balanço Patrimonial Passivo, vc encontra:
circulante: Empréstimos e financiamentos - R$ 89,8 milhões
exigível a longo prazo: Empréstimos e financiamentos - R$ 893,4 milhões
TOTAL = 983,2 milhões
a) quando a grana entrar, provavelmente a maior parte vai para diminuir os empréstimos; diminui o passivo, mas também diminui o ativo, porque a linha de investimento destinado a venda vai sumir ...
b) Se vc somar a grana que vai entrar com as disponibilidades, vc obterá R$ 1 bilhão, que é levemente superior ao total dos financiamentos e empréstimos, ou seja, a dívida líquida vai a zero


c) não me pergunte o por que da diferença de m ais do R$ 50 milhões entre a grana que vai entrar (R$ 695 milhões) e o valor contabilizado para os bens destinados à venda (R$ 641,7 milhões) 

31162 - paulo_prof - 25/Mar/2010 11:00
citação: aecg
citação: ACPOLIVEIRAProf, será que não vale aproveitar esta queda e se posicionar em UNIP4. Olha o que diz na corretora Itaú:
Unipar: resultados fracos no 4º trimestre
A Unipar (UNIP6) mostrou resultados fracos no 4º trimestre de 2009, com EBITDA de R$ 106 milhões, ante a expectativa de R$ 178 milhões da analista Paula Kovarsky. Os números operacionais foram fortemente afetados pela baixa taxa de utilização de capacidade e pelos blecautes ocorridos no trimestre. Na opinião da analista, os números não devem afetar as ações da Unipar, uma vez que os ativos problemáticos que impactaram os resultados já foram vendidos, mas devem pesar sobre as ações da Braskem (BRKM5), uma vez que o balanço fraco deve tornar a aquisição da Quattor ainda mais cara.
citação: saorsFoi mais ou menos assim mesmo prof. Paulo. A Petrobrás colocou a Quattor na parede e com as dificuldades da crise conseguiu empurrar goela a baixo o preço que queria pagar. Mesmo assim não acho que foi de todo mal já que a Quattor ia requerer muito capital investido nos próximos anos para depois começar a dar um retorno, quem sabe dentro de 4 anos. Resta agora aos acionistas saber o que a UNIPAR vai fazer com o dinheiro em caixa.
citação: paulo_prof
citação: marcosheyse
citação: aecgResultado da Unip: http://www.mzweb.com.br/unipar/web/arquivos/UNIPAR_ER_4T09_port.pdf
Esse preju gigantesco já era esperando por vcs?
Não sou acionista dela, mas resolvi ler o começo do balanço... vi que teve um gigantesco fator não recorrente...
Uma vez anunciado o preço de venda dos ativos, muito menor do que os valores contabilizados, era evidente que a diferença teria que entrar como despesa e prejuízo.O resultado da UNIPAR no 4T09, prejuízo de R$ 746,1 milhões, foi fortemente influenciado pelo reflexo contábil (“impairment”) da operação de alienação da totalidade das participações societárias da companhia nas empresas Quattor Participações, Unipar Comercial e Polibutenos formalizada em 22/01/2010.
A alienação da participação na Quattor representou uma alternativa atrativa vis-à-vis a situação do referido ativo, inserido em um setor com perspectivas futuras desafiadoras e com riscos crescentes de refinanciamento a partir de 2011, que penalizavam muito o perfil de crédito e liquidez da UNIPAR. A oportunidade de negócio foi evidenciada pelo múltiplo de venda implícito na transação, que alcançou 15,0 x EBITDA do período, bastante superior ao observado em transações similares no setor.
No meu modo de entender, a venda dos ativos por quase a metade do valor contábil é muito suspeita. Se daqui há alguns anos ficarmos sabendo que os controladores andaram recebendo um PF, eu não me surpreenderei. De qualquer forma, acho que a negociata fica mal para a Braskem e Petrobrás. Se não houve negociatas por debaixo do pano, certamente houve um canhão apontado para a cabeça, tipo vcs não têm prá quem vender ... ou vende a nós a preço de banana ou vai para o pau!.
Bom ... isto não interessa mais. Com os R$ 700 milhões da venda dos ativos, a dívida líquida irá a zero.
Acredito que, em 2010, a carbocloro renderá, na melhor das hipóteses, uns R$ 70 milhões. Ao preço de hoje, isto corresponderia a um P/L = 11,6, para um P/VPA = 2,33. Nada muito animador. Mas também nenhuma tragédia, não fosse aquela família de incompetentes à frente do negócio.
Quem analisou o balanço a questão é se o dinheiro que vai entrar em maio já esta ou não contabilizado no balanço apresentado?
O VPA cair da casa de 1,30 para a casa dos 0,40 não é brincadeira.
O dinheiro que vai entrar não terá impacto no Patrimônio Líquido. No Relatório de 2009 está como bens colocados a venda. O que vai mudar sensivelmente é a dívida líquida. 

26594 - paulo_prof - 25/Jan/2010 12:10
Iorremar
Mais uma para vc (sobre a Unipar) ...
No Ativo Permanente da Controladora (ITR do 3T09), há R$ 313.875 mil de Intangível. Nas Notas Explicativas é informado que particamente todo o Intangível refere-se a ágio de aquisição/incorporação. Por outro lado, também no Ativo Permanente da Controladora, há R$ 1.189.224 mil relativos a investimentos em controladas, totalizando aprox. R$ 1,5 bilhões. Este valor deverá ser reduzido, um pouco, devido à amortização do ágio. Mas nunca será inferior a R$ 1,4 bilhões.
Considerando que o único investimento remanescente da Unipar é a participação na Carbocloro e que eventual ágio em sua aquisição já dever ter sido totalmente amortizado, chego à conclusão de que a quase totalidade dos R$ 1,5 bilhões acima virará pó. Se admitirmos que o investimento na Carbocloro é aprox. 50% do seu patrimônio líquido (R$ 176 milhões), chegamos à conclusão que no mínimo R$ 1,2 bilhões vão "evaporar" do Ativo Permanente, no balanço patrimonial do 1T10.
Como a Unipar efetivamente receberá R$ 700 milhões, deverá registrar prejuízo de aprox. R$ 500 milhões, não?
Considerando que o percentual de IR/Contribuições sobre o Resultado Operacional é de aprox. 34%, a empresa ficaria com um crédito sobre a base negativa de tributação/contribuição, de no mínimo R$ 170 milhões.
He, he ... olha os R$ 170 milhões de novo, aí! Boa parte da operação seria bancada pela viúva!
Mas para quem está comprado, estes R$ 170 milhões apareceriam como Ativo (impostos a recuperar) e, mais dia, menos dia, se transformariam em lucro.
Estou delirando? 

26406 - FOCKINK - 22/Jan/2010 13:58
vai enterder o mercado....com a venda da Quattor, a unipar receberá aproximadamente R$ 1,00 por ação...A participação da Unipar na Quator, corresponde a aproximadamente 50% da Unipar...ou seja..estão pagando no momento R$ 0,18 pelo que sobrará da Unipar...e o que sobrará..pelos meus estudos é que dá mais lucro a Unipar;;;;Estou pensando em vender tudo que tenho e comprar em UNIP6... 

26392 - FOCKINK - 22/Jan/2010 12:27
A Unipar, controladora da Quattor, anunciou hoje a conclusão do acordo para a venda de sua participação na petroquímica, correspondente a 60% do capital total e votante da empresa, à Braskem. A operação, negociada com Odebrecht (controladora da Braskem), Odebrecht Serviços e Participações, Petrobras, Petrobras Química e Braskem, movimentará R$ 870 milhões, valor no qual estão inclusas também a participação da Unipar na Polibutenos e Unipar Comercial. A maior parte do valor, de R$ 647,3 milhões, corresponde ao montante a ser pago pela participação acionária da Unipar na Quattor. O negócio também inclui R$ 170 milhões correspondentes ao valor líquido atribuído pela Unipar de suas obrigações no âmbito da opção de venda de ações da Quattor, outorgada pela Unipar ao BNDESPar, quando da constituição da Quattor em 2008, que serão assumidas pela Braskem. A participação de 33,33% do capital votante e total da Polibutenos foi negociada por R$ 25 milhões, enquanto a fatia de 100% da Unipar na Unipar Comercial foi estimada em R$ 27,7 milhões. 

25377 - paulo_prof - 14/Jan/2010 23:35
citação: pdraoPaulo, uma duvida sobre unip6 no caso da venda da empresa não poderia ocorrer o mesmo que aconteceu com aracruz ON e PN e os acionistas da PN serem prejudicados?
Os Geyer não possuem uma ação sequer da Quattor. Quem controla a Quattor com 60% é a Unipar, e não os seus controladores.
Para ocorrer o mesmo que ocorreu com a Aracruz, seria necessário que a Braskem comprasse o controle da Unipar dos Geyer, e depois deixasse os detentores das PN na mão. Ocorre que a Petrobrás está também metida no negócio. Se já seria difícil a Petrobrás ser sócia de um negócio onde o minoritário é prejudicado, em ano eleitoral é impossível. Podes crer, o Lula não acha que o teflon dele é completamente imune.
Por outro lado, a hipótese dos Geyer cederem o controle da Vila Velha, nunca foi ventilada. Pelo contrário. No início das negociações a proposta era de que os Geyer se tornassem sócios da Nova Braskem. Como eles não têm o cacau necessário para uma participação mínimamente relevante, decidiram mudar o negócio e comprar a Quattor da Unipar. Nestas condições, os Geyer só meterão a grana no bolso se os demais acionistas também puserem. Como as PN pagam 10% a mais em proventos, eu acho que qualquer remuneração virá na forma de devolução de capital.

25314 - dnainvest - 14/Jan/2010 17:39
Atenção Quem Estiver em UNIP6 !
Juiz revoga decisão que impedia negociação da QuattorNotícia publicada em 14/01/2010 17:12
O juiz Luiz Roberto Ayoub, em exercício na 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, revogou nesta quinta-feira, dia 14, a liminar que impedia negociações envolvendo as petroquímicas Quattor e Braskem. Segundo o magistrado, uma possível fusão entre as empresas não representaria dano irreparável à sociedade, já que a transação dependeria ainda do aval de agências reguladoras.
"A definitividade do negócio fica a depender da apreciação das reguladoras, não havendo, diante da possibilidade de sua reversão, qualquer risco de dano irreparável que demande o pronto pronunciamento do Poder Judiciário. Não há, portanto, qualquer risco que não possa aguardar a devida instauração do contraditório", afirmou o juiz na decisão.
De acordo com o Alberto Geyer, autor do processo, o motivo que deu origem ao pedido foi o temor de que, com a negociação, fosse criado um monopólio no setor petroquímico. Contudo, para Ayoub, a medida, tal como foi concedida no plantão judiciário, sem que a parte contrária fosse ouvida, não se justifica.
"Não se vislumbra hipótese de periculum in mora que atraia a norma do art. 804 do Código de Processo Civil, sendo, por isso, imperativo o chamado dos réus para o exercício do direito de defesa antes da apreciação da medida que se persegue. Igualmente ausentes os elementos que autorizam a concessão da medida pleiteada, motivo pelo qual, em juízo de retratação, revogo a decisão havida no plantão judiciário de 22 de dezembro de 2009", explicou. 


25157 - small caps - 13/Jan/2010 01:34
citação: DanielRodriguesSmall pode comentar UNIP6 e as chances de ganhos com a venda da Quattor? Porque será que existe essa diferença tão grande entre UNIP3 e UNIP6? Obrigado.
Geralmente há diferença entre ON's e PN's maiores quando há possibilidade de troca de controle ou briga dentro dele. É isto que há na Unipar. A família fica fazendo aquela birrinha enquanto a empresa deixa de exibir todo o potencial em razão disto... Baitas projetos, lucrativos, etc... mas...


Torço para que o negócio dê certo... a Unipar foi lucrativa em muitos negócios e parte deles não será vendido... O preço é até interessante que estão oferecendo pela Quator, diante do tamanho da dívida... espero que levem :)


25061 - paulo_prof - 12/Jan/2010 01:15
citação: brouceProf. Paulo, boa noite!
nunca falei com vc mas acompanho eventualmente este fórum e suas opiniões. Aprecio sua forma clara e objetiva de retratar uma opinião de um ativo.
Gostaria de saber o que lhe atraiu em UNIP6, já que vi vc informando que a possui em sua carteira. Fundamentos futuros com a BAK chegando?
Abraço
Brouce
O meu raciocínio foi muito simples.
Considere que há 835 milhões de ações
Suponha que a Braskem pague R$ 835 milhões
Isto corresponde a R$ 1,00/ação da Unipar
Como a cotação da UNIP6 é de R$ 1,19, de uma forma simplista, podemos dizer que os R$ 0,19 remanescentes são a parte que corresponde à "nova" Unipar, cujo único ativo será 50% da Carbocloro. Os R$ 0,19 correspondem a um valor de mercado, para a "nova" Unipar, de aprox. R$ 160 milhões.
Em 30SET2009, o PatLiq da Carbocloro era de R$ 351 milhões. 50% daria R$ 175 milhões, ou seja, um P/VPA = 0,91
Analisando o lucro dos 9M09 conclui-se que os 50% da Carbocloro contribuíram para 38,2% do lucro da Unipar. 50% do lucro líquido da Carbocloro nos 9M09 somaram R$ 58 milhões. Por razões que desconheço (não sou contador para entender o que houve), estes R$ 58 milhões traduziram somente R$ 25 milhões de lucro efetivo para a Unipar. Mas que seja, 4/3*25 milhões = 32 milhões de lucro anual, no mínimo, ou seja, P/L = 5.
Mas esta seria a pior das hípóteses. A Unipar tem 60% da Quattor, 100% da Unipar Comercial e 33,3% da Polibutenos, ativos que seriam alienados. Aplicando os percentuais aos patrimônios líquidos informados em 30SET2009, chega-se a R$ 1,014 bilhões. Será mesmo possível que a Braskem pague aprox. R$ 150 milhões a menos do valor patrimonial? Isto não faz sentido. De fato, deverá pagar um ágio sobre o valor patrimonial. De quanto, efetivamente, será este ágio? Não há informações. O meu chute pessoal é de que este ágio será de aprox. R$ 200 milhões, ou seja, além dos 50% da Carbocloro, a Unipar terá um caixa líquido de R$ 1,15 a 1,20 bilhões.
Como é que as madames Geyer conseguirão colocar a mão em pelo menos parte desta grana? Não vejo outra forma que a da distribuição de dividendos ou devolução de capital. Como as ações preferenciais recebem 110% do que recebem as ordinárias, distribuir dividendos seria um tiro no pé dos controladores. A devolução de capital parece-me uma aposta mais razoável. Quanto? É uma grande incógnita.
O fato é que não há informações suficientes para que se possa efetivamente efetuar uma análise com propriedade. Tenho consciência de que efetivamente fiz uma aposta. Embora eu acredite que chances estejam fortemente pendendo para o meu lado, não deixa de ser uma aposta. Se o negócio acabar não saindo, por exemplo, a aposta estará perdida.

De qualquer forma, o investimento que fiz foi simbólico, não chega a 1% de minha carteira. 


12126 - paulo_prof - 19/Ago/2009 01:19
citação: dnainvestProf Paulo,
o que achou do Balanço 2Tr09 da UNIPAR (UNIP6)?

UNIP6 não está em minha planilha e ainda não tive tempo de ler o relatório (se é que vou çer1). Consideradas as pancadas que o ativo andou levando nos últimos trimestres, não há dúvida que os resultados do 2T09 vieram para "refrescar". Mas a maior parte do resultado foi devido a ganhos financeiros, os quais só em parte deverão se repetir no 3T09. Do lado positivo, uma análise muito rápida nos números parece indicar que o EBITDA mais do que dobrou do 1T09 para o 2T09. Para gerar lucro, parece que a empresa necessita um resultado bruto de no mínimo R$ 115 milhões. A menos que no 2T09 houve alguma receita operacional não recorrente, tudo indica que no 3T09 não terá problemas para produzir o resultado bruto mínimo. Como certamente terá um ganho financeiro, o resultado operacional deverá ser bom, mas menor do que o do 2T09. Mas há que se ler o relatório. 


6900 - paulorizzi - 07/Jun/2009 22:16
A menos que esteja enganado, acho que estatutariamente é obrigada a pagar dividendos para a PNA (UNIP5).
Após um resultado positivo no 1T08 (R$ 56 milhões), vem colecionando resultados negativos: 2T08 (-R$ 18 milhões); 3T08 (-R$ 140 milhões); 4T08 (-R$ 50 milhões). Com a "derivada" apontando no sentido correto, houve a "recaída" do 1T09 (-R$ 75 milhões).


Eu acho que não há pressa. Eu não investiria enquanto a empresa não produzisse um resultado positivo.

6898 - 17andre - 07/Jun/2009 21:41
Acho que Unip6, apesar da dívida monstruosa, deve ter um resultado melhor, ou sem prejuízos, pois está com capacidade produtiva "a mil", além de ter praticamente concluída suas obras de expansão.
Também é boa pagadora de dividendos, apesar dos resultados.
O que acha?


4466 - paulorizzi - 22/Abr/2009 21:22
O dado está no relatório 2008:

2009 R$ 1.528 milhões

Total curto prazo 1.528 milhões

2010 R$ 754 milhões

2011 R$ 1.871 milhões

2012 R$ 1.560 milhões

2013 R$ 1.296 milhões

2014 R$ 806 milhões

2015 R$ 633 milhões

2016 e além R$ 559 milhões

Total longo prazo R$ 7.480 milhões

Total geral 9.008 milhões

Disponibilidades 1.208 milhões

Total líquido 7.800 milhões




4464 - andre- 22/Abr/2009 20:15
"Tentando analisar a UNIP6, fiquei com várias dúvidas, e preciso de ajuda:"
"Ela tem uma dívida monstruosa, e lendo suas notas explicativas, consta que a maior parte é de longo prazo."
"Pois bem, longo prazo não é 2009, é a partir de 2010. Mas pode ser que toda a dívida de longo prazo vença em 2010/2011, e aí a empresa iria enfrentar muitas dificuldades."


A minha pergunta é como obter esse tipo de informação?


2417 - paulorizzi - 12/Mar/2009 22:31
"Definitivamente, esta é uma empresa que eu não entendo. Tem uma dívida bruta ""cavalar"" (mais de 7 vezes o patrimônio líquido), não sabe o que é lucro desde 30MAR08 (inclusive com um prejuízo no 3T08 igual a todo o lucro conseguido no ano de 2007), e ainda distribui proventos como se nada estivesse acontecendo? "




2103 - small caps - 04/Mar/2009 21:39
"Leocardo, o problema é a dívida alta e em grande parte em dólar."

Li ontem no Valor Econômico que a petroquímica voltou a operar com 90% da capacidade produtiva em razão de maiores volumes de exportação.

"No passado recente, o preço do Petróleo detonou as margens e recentemente a explosão do Dólar em relação ao Real prejudicou as finanças."

"Ou seja, operacionalmente pode estar melhor com as margens em razão da queda do Petróleo, mas as finanças podem estar combalidas."

Ativo interessante para acompanhar de perto.



1531 - small caps - 08/Fev/2009 22:03
"citação: dpferaSmall,"

aguardo o dia em que recomendará compra de unip6.

Será que esse dia chegará???

"dpfera, no início do ano UNIP6 chegou a estar na carteira small caps. Tem projetos muito interessantes de crescimento e se alavancou bastante financeiramente para isto. No entanto, o cenário mudou demais. A parcela da dívida em dólar impactou bastante o balanço e o aumento dos custos (influenciado pelo petróleo) fez as margens caírem bastante."

"Assim, até é válido compras ações da companhia, mas com cuidado, pois o tamanho da dívida atual, conjugado com a queda de demanda pelos produtos que o setor produz é uma combinação bastante arriscada."



478 - small caps - 02/Dez/2008 20:28
"(461) leocardoso, UNIP6 deverá sofrer mais uma vez bastante com prejuízos derivados da dívida cambial. A venda de participações em projetos acessórios que realizou deve diminuir um pouco o impacto das elevadas dívidas que possue, melhorando um pouco sua liquidez. A seu favor está a queda do preço do Petróleo, que reduz o preço de matérias primas. Ou seja, deve continuar com resultados pressionados até a estabilização do câmbio."


53 - small caps - 24/Set/2008 00:30
"jlc007, sem dúvida seria benéfico para a Unipar o maior uso de suas instalações, até porque está no meio de um considerável aumento de sua capacidade produtiva. Enquanto isto não acontece, a empresa sofre no curto prazo com o aumento dos custos, que foi muito rápido, e não permitiu repasses de custos na mesma intensidade para manutenção das margens."




42 - small caps - 23/Set/2008 01:01
Olá pessoal. Muito obrigado pela consideração!

"jlc007 e drsaud, a UNIP6 tem sofrido muito com a explosão dos custos do Petróleo, que influi nas suas margens operacionais. Além disso, como tem dívida denominada em dólar e uma alavancagem razoável, a valorização da moeda americana deve trazer impactos contábeis negativos. Não obstante, ela tem um preço bastante interessante realmente. Eu não vendi minhas ações e possuo ampla diversificação. Tem como fatores de atratividade uma consolidação sendo efetuada que deve gerar sinergias, um PSR muito baixo (0,22)e P/L e P/VPA atrativos. Mas com o preço da sua matéria prima ainda alta, ela deve sofrer mais um pouco no curto prazo."

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