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domingo, 11 de outubro de 2009

Magnesita (MAGG)


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Balanços
2T2018 -
marcosvinicius2 -
PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). EBITDA E EBITDA AJUSTADO = O EBITDA ajustado (excluindo outras receitas e despesas operacionais) totalizou US$ 111,2 milhões no 1S18, 21,9% acima do ano anterior. Esse desempenho é impulsionado principalmente pelo aumento nas vendas para aplicações de cimento nos Estados Unidos e, em menor grau, pela continuidade do desempenho positivo do segmento de aço. A margem EBITDA ajustada aumentou 120 bps ano-a-ano, para 17,8%, com o maior lucro bruto das soluções refratárias e a diluição das despesas de SG&A compensando as menores margens de minerais e serviços, conforme explicado acima.; RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS = O resultado financeiro líquido no 1S18 totalizou uma despesa de US$ 97,2 milhões no 1S18, comparado a uma despesa de US$ 45,5 milhões no 1S17. A perda foi impulsionada principalmente pela variação cambial não-caixa sobre a dívida denominada em moeda estrangeira; CAPITAL DE GIRO = O capital de giro ficou em US $ 169,9 milhões no final do trimestre, comparado a US $ 234,9 milhões no ano anterior. Esta redução em relação ao ano anterior é principalmente impulsionada pela redução de 32 dias no ciclo de giro de estoques e pela melhora em 5 dias nas contas a receber. Como percentual das vendas, a intensidade de capital de giro atingiu 13,3% no final do trimestre, 860 bps abaixo do 2T17.

3T2017 -
marcosvinicius2  -
PAPEL SOBREVALORIZADO (*). RESULTADO LIQUIDO DO 3T17 MELHOROU EM RELAÇÃO AO 2T17 E PIOROU NA COMPARAÇÃO COM O 3T16. DOS ULTIMOS 40 TRIMESTRES, 16 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (40,0000%). RESULTADO LÍQUIDO = A COMPANHIA REGISTROU UM PREJUÍZO DE US$44,0 MILHÕES NO 9M17, COMPARADO COMUM LUCRO DE US$40,1 MILHÕES CONTABILIZADO NO 9M16. A VARIAÇÃO ANO-CONTRA-ANO DECORREU, PRINCIPALMENTE, DAS BAIXAS CONTÁBEIS (IMPAIRMENT) REPORTADAS NA LINHA“OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS” RELACIONADAS À VENDA DO NEGÓCIO DE OBERHAUSEN, ALÉM DAS DESPESAS RELATIVAS A VARIAÇÕES CAMBIAIS.

3T2016 -
marcosvinicius2  -
O EBITDA ajustado (excluindo-se outras receitas e despesas operacionais) somou US$115,9 milhões no 9M16, 5,2% abaixo do ano anterior. Essa queda decorreu da fraca atividade econômica nos principais mercados da Companhia. 
A margem EBITDA atingiu 16,0% no 9M16, comparada a 15,6% no 9M15. O aumento de 40 p.b. foi impulsionado exclusivamente pela melhoria nas margens do segmento de refratários, que mais do que compensou a queda nas margens dos segmentos de serviços e minerais.
RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS: O resultado financeiro líquido no 9M16 foi uma despesa de US$10,8 milhões, em comparação com uma despesa de US$117,8 milhões no 9M15. O avanço refletiu a variação cambial positiva (não-caixa) de US$35.8 milhões no 9M16, revertendo a variação negativa de US$58.8 milhões registrada no ano anterior. Além disso, a redução nas despesas com juros, como resultado do refinanciamento de dívidas realizado em 2015, também contribuiu para a melhora do resultado financeiro no 9M16.
RESULTADO LÍQUIDO: A Companhia registrou um lucro líquido de US$40,1 milhões no 9M16, comparado ao prejuízo líquido de US$262,8 milhões no 9M15. O prejuízo registrado no 9M15 foi causado pelos ajustes contábeis relacionados a impairment e provisões, com impacto nas linhas “outras receitas/despesas operacionais” e “IR/CS”. Além disso, o avanço no 9M16 foi impulsionado pela melhora nos resultados operacionais e menores despesas financeiras líquidas, como explicado acima. A margem líquida ficou em 5,5% no 9M16. 
CAPITAL DE GIRO: O capital de giro totalizou US$257,3 milhões no final do trimestre, comparado a US$288,9 milhões no 3T15 e US$252,8 milhões no trimestre anterior. Como percentual das vendas trimestrais anualizadas, o capital de giro representava 26,9% no final do 3T16, comparado aos 25,0% registrados no trimestre anterior e 29,3% no 3T15.
Características
Mineração, produção e comercialização de extensa linha de materiais refratários.
Links
354045 - marcosvinicius2 -  24 Set 2018, 23:14
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). EBITDA E EBITDA AJUSTADO = O EBITDA ajustado (excluindo outras receitas e despesas operacionais) totalizou US$ 111,2 milhões no 1S18, 21,9% acima do ano anterior. Esse desempenho é impulsionado principalmente pelo aumento nas vendas para aplicações de cimento nos Estados Unidos e, em menor grau, pela continuidade do desempenho positivo do segmento de aço. A margem EBITDA ajustada aumentou 120 bps ano-a-ano, para 17,8%, com o maior lucro bruto das soluções refratárias e a diluição das despesas de SG&A compensando as menores margens de minerais e serviços, conforme explicado acima.; RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS = O resultado financeiro líquido no 1S18 totalizou uma despesa de US$ 97,2 milhões no 1S18, comparado a uma despesa de US$ 45,5 milhões no 1S17. A perda foi impulsionada principalmente pela variação cambial não-caixa sobre a dívida denominada em moeda estrangeira; CAPITAL DE GIRO = O capital de giro ficou em US $ 169,9 milhões no final do trimestre, comparado a US $ 234,9 milhões no ano anterior. Esta redução em relação ao ano anterior é principalmente impulsionada pela redução de 32 dias no ciclo de giro de estoques e pela melhora em 5 dias nas contas a receber. Como percentual das vendas, a intensidade de capital de giro atingiu 13,3% no final do trimestre, 860 bps abaixo do 2T17.:

MAGG3
PREÇO: R$ 72,40
PAYOUT (2017): -76,11%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -20,25
P/VPA 1,77
PSR 0,89
DY 3,76%
EV/EBITDA 17,77
MARGEM BRUTA 32,04%
MARGEM OPERACIONAL -5,42%
MARGEM LÍQUIDA -4,39%
LUCRO POR AÇÃO R$ -3,575
MARGEM EBITDA 8,64%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 153,47%
ROE -8,74%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,14

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 21,58%
RESULTADO BRUTO 15,30%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 54,92%
RESULTADO OPERACIONAL -929,42%
RESULTADO LÍQUIDO -206,03%
EBITDA -24,70%

b) 2T18 sobre 2T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 33,14%
RESULTADO BRUTO 3,92%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 145,31%
RESULTADO OPERACIONAL 75,46%
RESULTADO LÍQUIDO 28,08%
EBITDA -993,65%

c) lucro (taxa média anual)
UA -206,03%
U2A -55,12%
U3A 18,27%

d) patrimônio líquido médio
UA 2,80%
U2A 1,55%
U3A -11,96%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND !!!!
[...]

344453  - marcosvinicius2  -  28 Nov 2017, 12:36
PAPEL SOBREVALORIZADO (*). RESULTADO LIQUIDO DO 3T17 MELHOROU EM RELAÇÃO AO 2T17 E PIOROU NA COMPARAÇÃO COM O 3T16. DOS ULTIMOS 40 TRIMESTRES, 16 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (40,0000%). RESULTADO LÍQUIDO = A COMPANHIA REGISTROU UM PREJUÍZO DE US$44,0 MILHÕES NO 9M17, COMPARADO COMUM LUCRO DE US$40,1 MILHÕES CONTABILIZADO NO 9M16. A VARIAÇÃO ANO-CONTRA-ANO DECORREU, PRINCIPALMENTE, DAS BAIXAS CONTÁBEIS (IMPAIRMENT) REPORTADAS NA LINHA“OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS” RELACIONADAS À VENDA DO NEGÓCIO DE OBERHAUSEN, ALÉM DAS DESPESAS RELATIVAS A VARIAÇÕES CAMBIAIS.:

MAGG3
PREÇO: 46,00
PAYOUT (2016): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 14,18
P/VPA 1,26
PSR 0,67
DY 0,00%
EV/EBITDA 9,51
MARGEM BRUTA 32,83%
MARGEM OPERACIONAL 1,88%
MARGEM LÍQUIDA 4,73%
LUCRO POR AÇÃO 3,244
MARGEM EBITDA 13,65%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 66,27%
ROE 8,86%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,72

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 0,44%
RESULTADO BRUTO 2,51%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 41,74%
RESULTADO OPERACIONAL -43,20%
RESULTADO LÍQUIDO -4069,71%
EBITDA 7,77%

b) 3T17 sobre 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 17,94%
RESULTADO BRUTO 5,28%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -51,79%
RESULTADO OPERACIONAL -337,09%
RESULTADO LÍQUIDO 18,87%
EBITDA 8,68%

c) lucro (taxa média anual)
UA -4069,71%
U2A ND
U3A 160,46%

d) patrimônio líquido médio
UA 4,55%
U2A -15,53%
U3A -13,02%

EBITDA e EBITDA ajustado = O EBITDA ajustado (excluindo-se outras receitas e despesas operacionais) atingiu US$133,2 milhões no 9M17, 14,9% acima do ano anterior. O crescimento é decorrente principalmente da performance positiva nas vendas para siderurgia, e em menor escala, da melhora no lucro bruto no segmento de serviços, conforme foi discutido. A margem EBITDA ajustada permaneceu praticamente estável quando comparada ao ano anterior, em 15,8%, com a melhora na margem de serviços e diluição de SG&A compensando a queda nas margens de refratários e de minerais.

CAPITAL DE GIRO = Trimestre-contra-trimestre, o capital de giro declinou de forma significativa, para US$211,8 milhões, comparado a US$234,9 milhões no trimestre anterior, refletindo queda nos níveis de estoques e recebíveis. Como percentual de vendas, a intensidade de capital de giro recuou para 18,3%no 3T17, nível mais baixo na história da Magnesita, resultado do foco e comprometimento da Companhia em melhorar a gestão de capitalde giro.;

MAGG3_rl_lucro.png

( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

336901  - frenzal   -  19 Abr 2017, 15:54
Alguém aqui acompanha MAGG3?

Estava buscando as empresas de menor P/L no fundamentus e ela acabou aparecendo.

Me parece que ela teve algum lucro não recorrente no último trimestre, já que o EBIT e o resultado financeiro não chegam nos 300MM.

Em 2015 ela veio de um prejuízo monstro, mas que também ainda não sei nada sobre a causa.

Talvez seja interessante, no mínimo, colocá-la no radar, mas quero ver o que o pessoal aqui pensa.

334929 - marcosvinicius2  -  03 Mar 2017, 13:13
EDIT.: Houve modificação significativa na quantidade de ações no período 2T07 X 3T07, 3T08 X 4T08 E 4T15 X 1T16 (desdobramento ou emissões?) e Resultado Não Operacional (Não Encontrado).
O EBITDA ajustado (excluindo-se outras receitas e despesas operacionais) somou US$115,9 milhões no 9M16, 5,2% abaixo do ano anterior. Essa queda decorreu da fraca atividade econômica nos principais mercados da Companhia.
A margem EBITDA atingiu 16,0% no 9M16, comparada a 15,6% no 9M15. O aumento de 40 p.b. foi impulsionado exclusivamente pela melhoria nas margens do segmento de refratários, que mais do que compensou a queda nas margens dos segmentos de serviços e minerais.

MAGG3
PREÇO: 25,25
PAYOUT (2015): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -319,54
P/VPA 0,72
PSR 0,38
DY 0,00%
EV/EBITDA 8,12
MARGEM BRUTA 32,17%
MARGEM OPERACIONAL 3,32%
MARGEM LÍQUIDA -0,12%
LUCRO POR AÇÃO -0,079
MARGEM EBITDA 12,72%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 161,77%
ROE -0,23%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,71

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 8,49%
RESULTADO BRUTO 11,80%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -63,79%
RESULTADO OPERACIONAL -115,04%
RESULTADO LÍQUIDO -99,58%
EBITDA -402,73%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -12,53%
RESULTADO BRUTO -7,54%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -67,15%
RESULTADO OPERACIONAL -98,22%
RESULTADO LÍQUIDO -97,87%
EBITDA -127,96%

c) lucro (taxa média anual)
UA -99,58%
U2A ND
U3A -157,16%

d) patrimônio líquido médio
UA -31,75%
U2A -20,66%
U3A -13,42%

RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS: O resultado financeiro líquido no 9M16 foi uma despesa de US$10,8 milhões, em comparação com uma despesa de US$117,8 milhões no 9M15. O avanço refletiu a variação cambial positiva (não-caixa) de US$35.8 milhões no 9M16, revertendo a variação negativa de US$58.8 milhões registrada no ano anterior. Além disso, a redução nas despesas com juros, como resultado do refinanciamento de dívidas realizado em 2015, também contribuiu para a melhora do resultado financeiro no 9M16.

96658c386b.png

966edb1999.png

RESULTADO LÍQUIDO: A Companhia registrou um lucro líquido de US$40,1 milhões no 9M16, comparado ao prejuízo líquido de US$262,8 milhões no 9M15. O prejuízo registrado no 9M15 foi causado pelos ajustes contábeis relacionados a impairment e provisões, com impacto nas linhas “outras receitas/despesas operacionais” e “IR/CS”. Além disso, o avanço no 9M16 foi impulsionado pela melhora nos resultados operacionais e menores despesas financeiras líquidas, como explicado acima. A margem líquida ficou em 5,5% no 9M16.

CAPITAL DE GIRO: O capital de giro totalizou US$257,3 milhões no final do trimestre, comparado a US$288,9 milhões no 3T15 e US$252,8 milhões no trimestre anterior. Como percentual das vendas trimestrais anualizadas, o capital de giro representava 26,9% no final do 3T16, comparado aos 25,0% registrados no trimestre anterior e 29,3% no 3T15.

327984 - BAC 1000   - 06 Out 2016, 02:28
MAGG3 - PARABÉNS AOS COMPRADOS...

Austríaca RHI faz acordo para se fundir com brasileira Magnesita
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Reuters

05/10/201621h00
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FRANKFURT (Reuters) - O grupo austríaco de materiais térmicos refratários RHI anunciou nesta quarta-feira acordo para combinar suas atividades com a Magnesita por meio da compra de uma participação de pelo menos 46 por cento e não mais que 50 por cento mais uma ação da fabricante brasileira de produtos refratários.

A aquisição da fatia de 46 por cento será paga em dinheiro pelo valor de 118 milhões de euros. A transação prevê a emissão de 4,6 milhões de novas ações a serem emitidas pela companhia combinada, a RHI Magnesita.

Além disso, uma oferta pública subsequente obrigatória será lançada com a emissão de no máximo 5,4 milhões de ações da RHI Magnesita, o que elevará o total de novas ações emitidas pela empresa para até 10 milhões. A oferta vai incluir uma alternativa apenas em dinheiro que prevê valor de 8,19 euros por ação da Magnesita.

A operação deve ser concluída em 2017 e a nova empresa será sediada na Holanda, com ações listadas em Londres. O acordo foi acertado pela RHI com os acionistas controladores da Magnesita, a GP Investments e a Rhône. As duas empresas continuarão completamente separadas e independentes até a conclusão do negócio.

Como resultado da transação, a GP, maior acionista da Magnesita com 37,7 por cento de participação, vai se tornar acionista relevante da nova empresa combinada e terá presença no conselho de administração, informou a RHI.
Giro UOL

327456  - paulo_prof   -  22 Set 2016, 22:56
O HB do Itaú informa que o preço justo de MAGG3 seria R$ 15,00. Informa ainda que o preço justo de acordo com o "consenso de mercado" seria R$ 16,50. A R$ 18,50 portanto, o preço corrente estaria acima daquele justo.

Praticamente todo o endividamento liquido da MAGG é em moeda estrangeira. Em consequência, a última linha é extremamente dependente da variação cambial no trimestre. Como, no 1o. semestre, a variação cambial foi absurdamente favorável à empresa (o real valorizou mais de 18% em relação ao dólar), a última linha veio inflada por ganhos financeiros não recorrentes (quando o real voltar a desvalorizar, este ganho será revertido). Num ambiente de completa estabilidade cambial (não é só real x dolar; também real x euro; real x remimbi, etc), calculo que o resultado financeiro trimestral seja de aprox. R$ 57 milhões negativos. O meu chute para as demais linhas seria

Resultado Bruto: R$ 306 milhões
Despesas Operacionais e Outras: -R$ 203 milhões
EBIT: R$ 103 milhões
Resultado Financeiro: -R$ 57 milhões
Resultado antes dos Impostos: R$ 46 milhões
IR/CS: -R$ 16 milhões
Lucro Líquido: R$ 30 milhões
EBITDA: R$ 140 milhões

No curto prazo, portanto, supondo estabilidade cambial no nível atual (aprox. igual ao nível que vigorava em 30JUN2016) a empresa tem todas as condições de apresentar uma última linha interessante. Mas com o aumento dos juros em dezembro, redução da inflação e dos juros de mercado, não vejo como o real não se desvalorizar no médio prazo. Calculo o "custo" desta desvalorização do real para a empresa na faixa dos R$ 3,00 a 4,00/ação.

Um lucro anual constante de R$ 2,30/ação, com uma taxa de crescimento anual nominal de 4% e uma taxa de desconto de 15% leva a um preço justo de R$ 21,75. Deduzindo R$ 3,50 devido à desvalorização do real no médio prazo obtém-se aprox. R$ 18,25.

Para que o preço justo aumente em relação ao valor calculado seria necessário admitir que o lucro líquido crescerá a uma taxa anual nominal maior do que os 4% estimados acima.

325873  - BAC 1000 -  11 Ago 2016, 17:04
Magg3 vendeu uma de suas minas por uma boa quantia...
Me parece que não constou no balanço e deve constar no próximo...
Aproveita ´pra comprar pq essa ação ainda vai subir muito...
Hoje aumentei posição em SUZB5 e EUCA4; Comprei POSI3 3 MAGG3...

321714  - BAC 1000   -  14 Mai 2016, 01:41
MAGG3 - VAMOS VER COMO REAGIRÁ O MERCADO

RECEITAS/DESPESAS FINANCEIRAS
O resultado financeiro líquido no trimestre foi uma receita de US$3,0 milhões, contra uma despesa de US$33,9 milhões no 1T15. A melhora reflete a queda nas despesas com juros, devido ao refinanciamento do Bond 2020 em 2015. Além disso, a receita (não-caixa) com variações cambiais decorrente da apreciação do real no final do período contribuiu para a melhora do resultado financeiro neste trimestre.
RESULTADO LÍQUIDO
A Companhia registrou lucro líquido de US$22,7 milhões no 1T16, comparado ao prejuízo líquido de US$9,3 milhões no 1T15. A melhora decorreu principalmente do resultado financeiro, explicado acima.

321713  - BAC 1000   -  14 Mai 2016, 01:28
MAGG3 REVERTENDO O PREJUIZO

Demonstração do Resultado - Consolidado 01/01/2016 a 31/03/2016 01/01/2015 a 31/03/2015
Receita de Venda 913.487 806.162
Resultado Bruto 305.805 268.501
Resultado de Equivalência Patrimonial (30) 477
Resultado Financeiro 5.723 (97.164)
Resultado Líquido das Operações Continuadas 82.884 (26.830)
Lucro (Prejuízo) do Período 82.884 (26.830)
Lucro (Prejuízo) do Período Atribuído à Controladora 82.407 (27.100)

173430 - GUTODUMONT -  16 Mar 2013, 11:06
A fabricante de refratários Magnesita lucrou R$ 75,8 milhões em 2012, resultado 23% inferior aos R$ 98,6 milhões de 2011. A empresa afirma que a queda é explicada por gastos não recorrentes realizados em 2012 e pelo efeito de itens não recorrentes que impactaram positivamente o lucro no ano anterior. A receita líquida da empresa somou R$ 2,364 bilhões no ano passado, 6,2% acima do faturamento apurado um ano antes. Já o Ebitda da companhia caiu 15,8% no ano, para R$ 359,7 milhões. No quarto trimestre, a Magnesita registrou lucro de R$ 2,3 milhões, 79% abaixo dos R$ 11,3 milhões do mesmo período de 2011. Já receita líquida da companhia cresceu 2% no último trimestre de 2012, para R$ 611,1 milhões, levemente acima do esperado por analistas consultados pelo Valor (R$ 597,8 milhões). A empresa atribuiu a queda das vendas à redução da demanda de siderúrgicas, principalmente na Europa, e disse que as vendas na América do Sul e América do Norte compensaram em parte a queda no continente europeu. O Ebitda da empresa foi de R$ 82,7 milhões de outubro a dezembro, 4,8% superior aos R$ 78,9 milhões registrados no quarto trimestre de 2011. A companhia informou ainda que vendeu 1,060 milhão de toneladas de refratários em 2012, recuo de 3,8% em relação ao volume do ano anterior. A Magnesita terminou o ano passado com uma dívida bruta de R$ 1,878 bilhão, contra R$ 1,728 bilhão em 2011. O nível de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 2,94 vezes. Segundo a empresa, o aumento em relação ao final de 2011 (2,24 vezes) é explicado pelo efeito da desvalorização cambial com impacto nas dívidas em moeda estrangeira, além da maior parte dos desembolsos no projeto de expansão em Brumado em 2012, de R$ 92 milhões. Desconsiderando o bônus perpétuo na dívida, a alavancagem líquida seria de 1,52 vez.
Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2013/03/15/lucro-da-magnesita-cai-23-em-2012-para-r-758-milhoes.jhtm

160854 jbegood -  18 Dez 2012, 13:26
Pro Alison que gosta de Magnesita.

Magnesita (MAGG) – Magnesita avança na diversificação
A Magnesita está determinada a ampliar sua atuação com recursos minerais, estratégia que tem como objetivo a diversificação de suas receitas. Atualmente, a área de recursos minerais da companhia vende talco, magnésia cáustica, alguns outros produtos de menor valor agregado e, dependendo da demanda interna para a produção de refratários, sínter de Magnesita. O plano da companhia é dar início a 2 novos projetos ao ano, a partir de 2014. "Não digo que teremos mais 20 minerais em nosso portfólio nos próximos 5 anos, mas ficaríamos decepcionados se estivéssemos apenas com a Magnesita e o talco", afirmou Octavio Pereira Lopes, presidente da empresa. O que está por trás da estratégia é a busca por diversificação, para reduzir a forte participação dos refratários de aço. Nos primeiros nove meses deste ano, as vendas de soluções refratárias para a siderurgia corresponderam por 25% das receitas totais da companhia, que totalizaram R$ 1,8 bilhão. Enquanto isso, a área de minerais foi responsável por apenas 1,6% do faturamento, com R$ 30,6 milhões.

160034 - nelsonnpires -  11 Dez 2012, 18:04
Magg3,ja falada, se setor de mineração bombar ela vai atras, em geral com determinado tempo de atraso, mas busca as mineradoras, muita coisa sendo feita na empresa, mudança de foco de comercialização amparado por fundos de investimentos que possuem membros no conselho, novos projetos andando adeqadamente com licenças ambientais sendo conseguidas....vale analisarem

155840 - israel007 -  09 Nov 2012, 01:20
MAGG3

Empresa: MAGNESITA REFRATARIOS S.A. Ação: MAGNESITA SA ON Setor: Materiais Básicos Subsetor: Materiais Diversos
Resultado do 3º Trimestre de 2012

A empresa anunciou lucro líquido de R$ 9,7 M no 3° trimestre de 2012, uma variação de -73,0% em relação ao segundo trimestre de 2012 e decréscimo de 71,6% em relação ao 3° trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 304,0 M no 3T12, decréscimo de 7,5% em relação ao 2° trimestre de 2012 e acréscimo de 5,5% em relação ao 3° trimestre de 2011.

A margem bruta atingiu 33,6% neste trimestre contra 32,2% no 2T12 e 35,3% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 3,2% no terceiro trimestre de 2012 contra 10,9% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 4,3 B, acréscimo de 5,8% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 2,8 B no 3° trimestre de 2012, o que representou uma variação de 7,3% em relação ao saldo no 3° trimestre de 2011.


155623 - alisonvm -  08 Nov 2012, 05:24
MAGG3 sofreu muito em 2010 e 2011 onde precisou fazer uma OPA pra fazer caixa frente sua divida enorme, devido a aquisições tbm, desde então vem aumentando sensivelmente suas receitas e lucros e diminuindo sua divida tbm.
grande parte de suas receitas vem de seus negocios fora do pais e exporta tbm, onde se benefecia com a alta do dolar.

enquanto muitas siderurgicas e mineradoras vem passando apertos, pra não falar prejuizos, MAGG3 vem crescendo e agora imagina a partir de 2013 quando se espera uma recuperação no setor.

Graficamente falando a considero uma seguidora de tendencia, visto Qque a partir de 2010 assumiu uma tendencia de baixa que só parou em 2012 onde acaba de reverter essa tendencia pra alta que podera durar anos.

olha o grafico semanal de 2008 pra cá.


29510 - FOCKINK - 06/Mar/2010 08:43
MAgnesita...continua mal das pernas...vai entender!!!
Nome de Pregao MAGNESITA SA
Periodo ANL - 12M
Data Encerramento 31/12/2009
Patrimonio Liquido 2.219.692
Receita Liquida 1.926.568
Resultado Bruto 626.904
Receita (Despesa) Financeira Liquida (238.679)
Resultado da Equivalencia Patrimonial
Resultado Operacional 544
Lucro (Prejuizo) Liquido (29.685)
Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Mil ) 257.954
Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA (0,11508)
Valor Patrimonial da Acao - VPA 8,60499

Focada na expansão da sua atuação por meio do exclusivo modelo de CPP, a Companhia firmou, no 1T10, dois novos contratos no segmento de aço: Novacero, no Equador e Gerdau Casterville, nos Estados Unidos. A replicação desse modelo para outros mercados, que proporciona uma relação mais próxima e customizada com os clientes, ao mesmo tempo que agrega valor à ambas as partes, integra o planejamento estratégico da Companhia e já representa 31% da receita líquida de refratários para a siderurgia.
 *EBITDA
A retomada da atividade econômica em países da América do Norte e da Europa permitiu às unidades fora da América do Sul registrar uma recuperação mais expressiva no período. Assim, tais unidades apresentaram crescimento de 16,5% da receita líquida em relação ao 4T09. Esse desempenho, somado ao das unidades na América do Sul, permitiu à Magnesita registrar Ebitda de R$ 123,1 milhões, representativos de 21,8% da receita líquida.
*Endividamento
Por meio da sua subsidiária integral sediada na Alemanha, Rearden G Holdings EINS GmbH, a Companhia emitiu US$ 400,0 milhões em títulos com vencimento em 2020 e juros de 7,875% a.a. com pagamentos semestrais. Além dessa emissão, a partir da melhora do risco de crédito da Magnesita e da nova realidade do mercado financeiro, outras duas linhas de financiamento, correspondentes a 50,0% do endividamento total, tiveram seus prazos estendidos e taxas de juros reduzidas.

DESEMPENHO OPERACIONAL

Receita Líquida

A receita líquida somou R$ 565,9 milhões no 1T10, com crescimento de 5,2% ante o 4T09, quando havia atingido R$ 537,7 milhões. O mercado interno contribuiu com 45,9% da receita líquida do período, comparado aos 46,7% do trimestre anterior.

O aumento da participação do mercado externo, que atingiu 54,1% no 1T10 ante 53,3% no 4T09, reflete a recuperação dos mercados atendidos pelas unidades da América do Norte e Europa e manutenção do ritmo da unidade na China.
O setor de aço, cuja produção mundial cresceu 4,4% no trimestre, participou com 84,0% da receita de refratários versus 88,7% no 4T09. Há indicação de que as usinas de aço carbono na Europa estejam operando a 80% da capacidade, e a 70% nos EUA, enquanto que as produtoras de aço inox a 75% na Europa e próximo de 100% nos EUA. Já o setor de cimento, que teve sua participação aumentada em 2,9 pontos percentuais, atingindo 11,7% no 1T10, continua aquecido na América do Sul e com tendência de manutenção de baixa atividade nos EUA e Europa, excepcionalmente interrompida no trimestre por um ou outro projeto de construção de estradas em algumas regiões (programas de incentivos governamentais no combate à crise), bem como por efeitos sazonais.

Mercado Interno (MI)

O mercado siderúrgico no Brasil, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Aço Brasil, manteve no 1T10 o patamar verificado nos dois trimestres anteriores, com cerca de 8,0 milhões de toneladas. Assim, a produção de aço bruto no 1T10 aponta aumento de 60,5% ante 1T09.
A indústria de cimento, embora não tenha divulgado seus números para o trimestre, tem indicação de ter mantido a produção nos patamares verificados ao longo do ano de 2009, dado o aquecimento do setor, em muito motivado pelas obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.
No 1T10, o volume de produtos refratários foi de 80.079 t, nível já acima daqueles registrados nos períodos pré-crise. Em relação ao 4T09, houve um crescimento de 3,3% e, em termos de receita, esses produtos contribuíram com R$ 217,5 milhões, representando um aumento de 5,2% em relação ao 4T09 e de 52,7% em relação ao 1T09.
Com relação ao segmento de minerais, na comparação com o 4T09, houve uma redução do volume de vendas de 32,2%, com impacto de R$ 2,2 milhões na receita líquida. A variação deveu-se basicamente à menor venda de cromita. Com isso, as receitas provenientes deste segmento ficaram 16,9% abaixo das apuradas no 4T09, ao totalizar R$ 10,6 milhões ante R$ 12,7 milhões no trimestre anterior. Comparado com o mesmo trimestre de 2009, quando registrou-se uma receita de R$ 8,4 milhões, houve um crescimento de 26,1%.
No segmento de serviços, cuja atuação é voltada para a manutenção refratária e mecânica nos clientes de siderurgia, a receita líquida somou R$ 31,4 milhões no trimestre, montante 3,9% superior ao obtido no 4T09. O crescimento foi alcançado pela maior demanda da indústria siderúrgica, inclusive motivando a contratação de novos funcionários para a execução desses serviços, o que contribuiu substancialmente para o aumento 561 pessoas no quadro funcional ao final do trimestre.
A partir da melhora verificada nas vendas de refratários e o aumento no volume de serviços relacionados a esses produtos, a receita líquida no MI cresceu 3,6% em relação ao 4T09 ao totalizar R$ 260,0 milhões no trimestre. Esse valor ainda está abaixo da média trimestral de R$ 275,5 milhões dos nove primeiros meses de 2008 (pré-crise), mas bem acima dos R$ 174,9 milhões do 1T09.
O mix de produtos no MI, considerando-se um nível de detalhamento mais macro e o 4T09 como base de comparação, praticamente não sofreu alterações. Os refratários tiveram sua participação relativa na receita líquida total do mercado interno aumentada em 1,3 ponto percentual. Por outro lado, as vendas de sínter de magnesita e de outros minerais, em conjunto, tiveram sua contribuição reduzida em 1,3 ponto percentual. Já a participação dos serviços realizados junto aos clientes do Brasil permaneceu inalterada em 12,1%.
Mercado Externo (ME)

No 1T10, as unidades da América do Norte e da Europa, cuja recuperação vem apresentando um ritmo mais lento do que no Brasil, contribuíram para um crescimento significativo no volume de vendas de produtos refratários (+14,1%). Esse aumento contribuiu para elevar a receita total no ME para R$ 305,9 milhões, 6,7% acima da receita apurada no 4T09.

De forma a expurgar os efeitos do câmbio sobre a moeda europeia (que apresentou desvalorização de 4,0% no trimestre frente ao real) e sobre a moeda americana (que, ao contrário, se fortaleceu em 2,3%), é importante analisar o desempenho dessas unidades também em euros. Desta forma, verifica-se um crescimento mais expressivo da receita pelas unidades dos EUA, de 35,0%, seguida das unidades da Ásia com 28,0% e da Europa com 11% , sempre em relação ao 4T09. Também fica evidenciado que, excetuando-se as unidades da Europa, as demais já estão apresentando receitas acima dos níveis registrados até setembro de 2008 (pré-crise). Em reais, as unidades fora da América do Sul registraram receita líquida de R$ 263,1 milhões, resultando num crescimento de 16,5% e 13,6% ante o 4T09 e o 1T09, respectivamente.

Com relação aos produtos refratários, as Unidades da América do Sul registraram receita de R$ 35,4 milhões com vendas para o ME, valor inferior em 19,5% e 17,0% ao auferido no 4T09 e 1T09, respectivamente. A menor receita em relação ao 4T09 deveu-se, principalmente, ao menor volume (-14,9%). Na comparação com o 1T09, quando o volume foi praticamente o mesmo, a variação deveu-se, principalmente, à maior taxa do câmbio (US$ 1,00 = R$ 2,31) naquele período, proporcionando maior receita em reais. Nesta linha de produtos, o melhor desempenho ficou por conta do setor de cimento que, embora represente a menor parcela da receita com vendas de refratários (11,7%) teve um crescimento de 48,4% em relação ao 4T09, mas ainda inferior, em 26,1%, ao realizado no 1T09.

Em termos de volume total destinado ao mercado externo, houve redução de 24,4%, em grande parte explicada pela redução das vendas de sínter de magnesita (direcionado para consumo próprio) e outros minerais. Com isso, o mix de produtos foi enobrecido com a maior participação dos refratários.

A Magnesita segue em busca de replicar o modelo de negócios de contratos atrelados ao volume de produção do cliente (CPP - Cost per Performance) nos demais países em que opera, ao mesmo tempo em que consolida sua atuação no Brasil. Neste sentido, durante o 1T10, foi possível expandir esse modelo para as plantas siderúrgicas da Novacero no Equador e da Gerdau Cartersville nos Estados Unidos. Ao final do trimestre, os contratos de CPP representavam 31% da receita líquida de refratários para a siderurgia, um avanço de 4,0 pontos percentuais em relação à posição de 31/12/09.

CUSTOS
No 1T10, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) foi de R$ 369,7 milhões, 4,4% superior ao registrado no 4T09, acompanhando o aumento de 5,2% da receita no período. Comparado ao 1T09, o crescimento foi de 15,0%, já que naquele período os reflexos da crise foram mais intensificados. Considerando apenas as unidades da América do Sul, o CPV totalizou R$ 183,6 milhões no 1T10 ante R$ 188,7 milhões no 4T09, representando uma redução de 2,7% em linha com a diminuição de 2,9% na receita líquida. Os custos do 1T10 incluem o alto turnover de colaboradores ocorrido, principalmente, nas unidades da América do Sul. As contratações que foram realizadas no decorrer do trimestre estão quase que integralmente relacionadas à produção e prestação de serviços para atender ao aumento de demanda. Em um primeiro momento, esse contingente de novos profissionais pode implicar em perda de eficiência na atividade produtiva, considerando a maturação do treinamento na função, nos aspectos relacionados à segurança e o avanço na curva de aprendizado, impactando negativamente o CPV.

Nas demais unidades, o CPV somou R$ 186,1 milhões no 1T10 ante R$ 165,4 milhões no 4T09, um acréscimo de 12,5%. No entanto, essa evolução foi inferior ao crescimento da receita líquida de 16,5% no período, denotando ganho de eficiência e rentabilidade pelo aumento da escala de produção, bem como pela gestão mais eficaz dos custos.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS E COMERCIAIS
As despesas comerciais registraram participação relativa de 10,8% da receita líquida no 1T10 ante 9,4% no trimestre anterior. Corresponderam a R$ 61,1 milhões, com aumento de 21,0% ante o 4T09 e de 17,1% em relação às despesas apuradas no 1T09. Nas unidades da América do Sul, houve aumento das despesas com frete contribuindo para que a participação relativa dessas despesas, na receita líquida gerada por essas unidades, sofresse um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação ao 4T09. As despesas administrativas alcançaram R$ 54,1 milhões ante R$ 52,0 milhões no 4T09. O aumento de 4,0% reflete gastos maiores pelas unidades da Europa e dos Estados Unidos que ainda têm o ônus da implementação de medidas que objetivam a redução de custos e adequação ao modelo estrutural das demais unidades.

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
A conta de Outras Receitas e Despesas Operacionais registrou receita de R$ 12,7 milhões no 1T10, resultado, principalmente, da receita da venda de imóveis em São Caetano do Sul, em São Paulo, no montante de R$ 9,2 milhões. Após a venda da maior parte dessa área em 2008, a Companhia optou por negociar a área remanescente em lotes, o que tem resultado em maiores valores por m e poderá se estender pelos próximos trimestres, dado o sucesso de vendas do empreendimento. Adicionalmente, houve uma reversão de provisões fiscais no total de R$ 7,9 milhões. Um maior detalhamento deste item pode ser visto na nota explicativa de no. 17 do ITR (Formulário de Informações Trimestrais da CVM).

EBITDA
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 123,1 milhões no 1T10 com uma margem de 21,8%, resultado 177,1% superior ao do 1T09, quando a Companhia havia apurado R$44,4 milhões com margem de 9,9%.

Comparado ao 4T09, o Ebitda do 1T10 foi 11,3% inferior, com redução de 4,0 pontos percentuais na margem que havia sido de 25,8% naquele trimestre.

Vale lembrar que o Ebitda do 4T09 teve o impacto positivo de diversos itens não recorrentes que, se expurgados, resultaria em um Ebitda pro-forma total de R$ 123,0 milhões e uma margem de 22,9%. No 1T10, também ocorreram alguns eventos extraordinários que merecem os mesmos ajustes. Assim, considerando o efeito positivo de R$17,1 milhões referentes à reversão de provisões fiscais e ao ganho líquido na venda dos lotes de São Caetano, bem como o efeito negativo de R$4,5 milhões decorrentes dos gastos com reestruturação, dos benefícios pagos a empregados e de provisão para contingências, apura-se um Ebitda ajustado de R$ 110,5 milhões, representativos de 19,5% da receita líquida. Entretanto, vale ressaltar que, dos R$17,1 milhões de ganhos registrados no 1T10, R$9,2 milhões referem-se à venda do imóvel e que tal efeito deve continuar a ocorrer nos próximos trimestres, uma vez que a parcela vendida até o encerramento do trimestre corresponde a menos da metade da área total do imóvel. Da redução de 3,4 pontos percentuais, se comparadas as margens Ebitda ajustadas do 4T09 (22,9%) e do 1T10 (19,5%), 1,4 ponto percentual deveram-se ao aumento das despesas comerciais. O o restante deveu-se a vários outros fatores, dentre eles, a maior contribuição das unidades fora da América do Sul, cujas margens, apesar de estarem melhorando, ainda são menores do que as margens da America do Sul. Adicionalmente, as margens das unidades fora da América do Sul sofrem o impacto de vários novos contratos de CPP que no seu ciclo inicial apresentam menor rentabilidade.
O Ebitda pro-forma do trimestre reflete, de um lado, o excelente desempenho das vendas, e, de outro, o aumento das despesas comerciais e administrativas. Por meio da disciplina e ferramentas de gestão de custos adotados pela Companhia, já foram identificadas áreas de maior foco e ações específicas estão sendo implantadas visando à redução das despesas comerciais, principalmente no que diz respeito aos fretes, e também das despesas gerais e administrativas.
RESULTADO FINANCEIRO
O resultado financeiro líquido no trimestre, incluindo as variações monetárias e cambiais, foi uma despesa de R$ 72,5 milhões. As variações monetárias e cambiais líquidas geraram uma despesa contábil de R$ 7,8 milhões, montante R$ 4,4 milhões abaixo do registrado no 4T09. Já, as despesas financeiras líquidas somaram R$ 64,7 milhões, ante R$ 57,3 milhões no 4T09 e R$ 52,0 milhões no 1T09. O aumento de R$ 7,4 milhões em comparação com o período anterior é explicado, em grande parte, pelo aumento das taxas de juros contratadas para as notas de crédito a exportações, com o Itau-Unibanco e Banco Bradesco; e para o Senior Export Notes com o Banco JP Morgan, a partir do 2º semestre de 2009 quando da renegociação dos covenants financeiros.
Em março de 2010, a Companhia emitiu títulos de longo prazo, sob as regras 144 A/S, no montante de US$ 400,0 milhões. Destes, US$ 300,0 milhões foram utilizados para quitar antecipadamente a dívida da Companhia de que trata o “Senior Export Facility Agreement” celebrado com o J.P. Morgan Chase Bank, N.A. em 16/9/2009, quando da operação de aquisição da LWB. Assim, em 31/03/10, o endividamento líquido era de R$ 1.413,6 milhões, sem alteração significativa em relação ao encerramento de 2009, mas com uma redução de R$ 690,2 milhões em relação ao saldo de R$ 2.103,8 milhões em 31/03/09. O pagamento antecipado da dívida com o JP Morgan também contribuiu para aumentar as despesas financeiras do trimestre na medida em que os custos da transação, no montante de aproximadamente €8,0 milhões, que estavam sendo capitalizados, tiveram que ser reconhecidos de uma só vez nos resultados.
Em termos de moeda, 47,5% (R$ 884,3 milhões) da dívida estão denominados em moeda estrangeira, os quais contam com um hedge natural da receita líquida do mercado externo que atingiu R$ 1.099,1 milhões em 2009. Em termos de custos, o carregamento da dívida tem, atualmente, taxa média de aproximadamente 10,0% a.a.
A Magnesita também concluiu com sucesso durante o 1T10, a renegociação das Notas de Credito a Exportação (NCE) com o Banco Bradesco S.A. e com o Banco Itaú BBA S.A. (na qualidade de sucessor do Unibanco – União dos Bancos Brasileiros S.A.), instrumentos financeiros que representam, hoje, aproximadamente 50% do endividamento total do Grupo. Em razão da melhora do risco de crédito da Companhia, foi negociada a redução das taxas de juros aplicáveis. Para ambas as dívidas, o spread foi reduzido de 4,00% para 2,75% ao ano acima da taxa média diária do CDI. Foram também alteradas as condições de amortização, proporcionando o alongamento da dívida. No caso da NCE com o Bradesco, a amortização, originalmente dividida em quatro parcelas anuais de R$ 33,3 milhões a partir de 2010, foi alterada para três parcelas anuais de R$ 44,5 milhões, a primeira delas a vencer apenas em 2013. No caso do Itaú-Unibanco, foram concedidos mais 2 anos de carência. Com isso, a Companhia não possui em seu fluxo de dívida nenhum desembolso considerável durante os próximos dois anos, à exceção, basicamente, dos contratos de adiantamentos de crédito (ACC).
O reconhecimento destas ações associada à melhora operacional da Companhia proporcionou o upgrade do rating atribuído pela agência de ratings Standard & Poors que elevou a classificação da Magnesita para BB-, com perspectiva estável.
RESULTADO LÍQUIDO
A Companhia registrou lucro líquido de R$ 14,6 milhões no 1T10, sendo que as Unidades da América do Sul contribuíram com R$ 33,6 milhões e as demais Unidades com prejuízo de R$ 19,0 milhões.
IMPOSTOS
No trimestre, foi provisionada uma despesa de R$ 6,7 milhões a título de IR e CS, assim distribuídos: unidades da América do Sul, despesa de R$ 8,9 milhões; e demais unidades, crédito de R$ 2,2 milhões.
Devido ao saldo fiscal de ágio, que em 31/03/10 somava R$ 1.280,1 milhões, os resultados das operações no Brasil são deduzidos destas amortizações para fins de cálculo do IR e CS, não tendo gerado desembolsos para este fim no 1T10.
INVESTIMENTOS
No 1T10, os investimentos realizados por todas as unidades da Magnesita somaram R$ 5,6 milhões, e foram alocados basicamente em manutenção, melhoria de processos, meio ambiente, segurança e investimentos em clientes. As unidades da América do Sul receberam 67,7% dos investimentos do trimestre. O restante ficou assim distribuído: Ásia, 5,8%; Europa, 7,4% e América do Norte com 19,1%.
UTILIZAÇÃO DE REFRATÁRIOS RECICLADOS
A Magnesita firmou parceria com a Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) para execução do projeto “reciclagem de refratários após o uso”. É estimado o fornecimento de até 500 toneladas/ano de materiais refratários para reciclagem. A execução do projeto só é possível devido à tecnologia sustentável e inovadora de que dispõe a Magnesita. O comprometimento e a iniciativa da Companhia, com a cooperação da Sinobras, contribuirão para o desenvolvimento sustentável da siderurgia nacional.
EVENTOS SUBSEQUENTES
Conforme amplamente divulgado ao mercado, no final de abril de 2010, a Magnesita e a Krosaki Harima Inc. firmaram acordo para criação de uma joint venture com participação de 40% e 60%, respectivamente. A nova Empresa irá produzir e comercializar produtos refratários de flow control para usinas siderúrgicas nos EUA, Canadá e México, permitindo às duas empresas participantes compartilharem tecnologia, produtos e instalações industriais na América do Norte. A joint venture oferecerá produtos e soluções de flow control de alta qualidade, agregando eficiência operacional superior, padrão de qualidade internacional e redução significativa de custos na produção de aço.


A joint venture combinará a liderança em tecnologia de produtos refratários destinados ao controle do fluxo de lingotamento do aço e a capacidade de produção da Krosaki com o modelo de negócio baseado na oferta de soluções refratárias, denominado CPP – Cost per Performance, recentemente introduzido na América do Norte pela Magnesita e com alto potencial de crescimento nesse mercado. Essa combinação permitirá à Krosaki USA expandir sua participação no mercado de produtos de flow control da América do Norte e à Magnesita, consolidar sua posição de liderança na oferta de um completo modelo de soluções em refratários.


24612 - fazambuj - 06/Jan/2010 16:50
em relação a magg3, este papel fica um pouco mais especulativo devido à compra da lwb. Os resultados da empresa comprada eu não consegui
Fica difícil fazer uma previsão de p/l. E, realmente, estou um pouco desconfiado da capacidade da magg3 em gerar bom resultados com a adquirida. Mas se a magg conseguir margem de 10%, então teríamos uns US$20M a mais de lucro? E a magg passa a operar em outros mercados. Talvez por isso a magg esteja cara.


(o link anterior estava errado)


24602 - paulo_prof - 06/Jan/2010 13:44
citação: fazambujpaulo_prof,
já destes uma olhada na magg3? Com certeza não está uma pechincha, mas com a retomada do setor siderúrgico, poderia ter uma pequena participação na carteira.
Será?
O valor de mercado é de R$ 3,84 bilhões. O P/VPA está acima de 2. Para ficar com um P/L minimamente palatável, teria que apresentar um lucro líquido anual, digamos, superior a R$ 340 milhões, ou seja, uma média trimestral de R$ 85 milhões. Não está conseguindo nem 1/3 disto, aliás, nunca chegou nem perto disto em sua história. Tem apresentado um crescimento espantoso, é verdade, mas o que adianta o crescimento se não é capaz de gerar o lucro correspondente?


Na retomada da siderurgia, QUANDO REALMENTE VIER, acho que FESA4 é uma muito melhor aposta.


5013 - tittonel - 01/Mai/2009 21:59
"Paulo, capa e demais amigos foristas..."
"O que vcs acham da magg3, andei olhando o demonstrativo anual e parece me que a queda no 4 trimestre foi grande mais por parte de do desaquecimento no setor automobilistico e construção civil, mas pelo que tenho visto esses setores ja comecaram a aquecer novamente..."
o que vcs acham??? vale uma aposta...???
"acabei liquidando minha carteira usim3, pine4, rapt4, dura4 e cnfb4 com a concordata da chrysler mas parece que o mercado nao sentiu....rsrs"


o vida dura de investidor..


3941 - paulorizzi - 09/Abr/2009 21:37
"Do ponto de vista fundamentalista, há muito pouco a comemorar: o crescimento da receita, EBITDA, ativo total, etc, em relação a 2007, é sensível. Mas a recuperação do desastre do 4T08 (prejuízo de quase R$ 130 milhões, após ter obtido um lucro de mais de R$ 80 milhões nos 9M08) deverá ser lenta e incerta. O P/VPA é razoável, mas o PSR é meio alto para que o ativo seja considerado candidato atraente para upside."


Do ponto de vista técnico a situação parece ser outros quinhentos.


265 - ldsandrade - 03/Nov/2008 20:36
"2)A MAGG esteve subavaliada, no entanto o que a empresa considera ativos intangíveis vale 80% VP. Industria de base e exportadora de commodities com tamanho ativo intangível? Isso é loucura. Além disso, com o VP do balanço a empresa está alavancada. Considerando esse absurdo, a empresa está alavancadassa."


"Sobre a Vale, o lucro recorde está de rir. Puro recorde contábil. Houve sim um aumento do lucro operacional, mas o lucro financeiro foi explosivo."

247 - small caps - 01/Nov/2008 21:37
"fabiomez, MAGG3 é uma ótima opção para compor a carteira de ações. Após a mudança na administração a empresa tem ficado mais eficiente e está no momento mais barato do que antes da troca de controle."

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