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Nos bancos: BGIP4, BBAS3, BNBR4, PINE4, DAYC4 e PRBC4;

Na construção civil: JHSF3, HBOR3, EZTC3 e ETER3;

Na elétricas: COCE3, GETI3, ELPL4, ENBR3, CEPE5 e EQTL3;

Nos serviços diversos: CGAS3, VLID3, VIVT3, CARD3, CIEL3, RDCD3 e SLED4.

Na indústria: WHRL3, TKNO4, GRND3, POMO3 e FRAS4.
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Paulo Prof:
BBAS3, CGRA4, CIEL3, CSNA3, CTSA4, ENMA3B, ETER3, PDGR3, SAPR4, TIMP3, VALE5, VLID3, WHRL4

domingo, 11 de outubro de 2009

Magnesita (MAGG)

Magnesita (MAGG)

Materiais Diversos

Recomendação: recomendação de compra pelo Small Caps em NOV/2008

247 de 5068 01/Nov/2008 21:37 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"fabiomez, MAGG3 é uma ótima opção para compor a carteira de ações. Após a mudança na administração a empresa tem ficado mais eficiente e está no momento mais barato do que antes da troca de controle."

265 de 5068 03/Nov/2008 20:36 0

ldsandrade Comentários: 596 - Desde: Jun 2008

"Small caps,"

"2)A MAGG esteve subavaliada, no entanto o que a empresa considera ativos intangíveis vale 80% VP. Industria de base e exportadora de commodities com tamanho ativo intangível? Isso é loucura. Além disso, com o VP do balanço a empresa está alavancada. Considerando esse absurdo, a empresa está alavancadassa."

"Sobre a Vale, o lucro recorde está de rir. Puro recorde contábil. Houve sim um aumento do lucro operacional, mas o lucro financeiro foi explosivo."

3941 de 5069 Modificado em 09/Abr/2009 21:37 0

paulorizzi Usuário Premium Comentários: 703 - Desde: Dez 2007

"Do ponto de vista fundamentalista, há muito pouco a comemorar: o crescimento da receita, EBITDA, ativo total, etc, em relação a 2007, é sensível. Mas a recuperação do desastre do 4T08 (prejuízo de quase R$ 130 milhões, após ter obtido um lucro de mais de R$ 80 milhões nos 9M08) deverá ser lenta e incerta. O P/VPA é razoável, mas o PSR é meio alto para que o ativo seja considerado candidato atraente para upside."

Do ponto de vista técnico a situação parece ser outros quinhentos.

5013 de 5069 Modificado em 01/Mai/2009 21:59 0

tittonel Comentários: 1344 - Desde: Fev 2007

"Paulo, capa e demais amigos foristas..."

"O que vcs acham da magg3, andei olhando o demonstrativo anual e parece me que a queda no 4 trimestre foi grande mais por parte de do desaquecimento no setor automobilistico e construção civil, mas pelo que tenho visto esses setores ja comecaram a aquecer novamente..."

o que vcs acham??? vale uma aposta...???

"acabei liquidando minha carteira usim3, pine4, rapt4, dura4 e cnfb4 com a concordata da chrysler mas parece que o mercado nao sentiu....rsrs"

o vida dura de investidor..

24602 de 2462306/Jan/2010 13:44 [Citar este comentário] 0

4 paulo_profComentários: 1195 - Desde: Jul 2009

citação: fazambujpaulo_prof,

já destes uma olhada na magg3? Com certeza não está uma pechincha, mas com a retomada do setor siderúrgico, poderia ter uma pequena participação na carteira.

Será?

O valor de mercado é de R$ 3,84 bilhões. O P/VPA está acima de 2. Para ficar com um P/L minimamente palatável, teria que apresentar um lucro líquido anual, digamos, superior a R$ 340 milhões, ou seja, uma média trimestral de R$ 85 milhões. Não está conseguindo nem 1/3 disto, aliás, nunca chegou nem perto disto em sua história. Tem apresentado um crescimento espantoso, é verdade, mas o que adianta o crescimento se não é capaz de gerar o lucro correspondente?

Na retomada da siderurgia, QUANDO REALMENTE VIER, acho que FESA4 é uma muito melhor aposta.

24612 de 24623Modificado em 06/Jan/2010 16:50 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] fazambujComentários: 187 - Desde: Mai 2007

em relação a magg3, este papel fica um pouco mais especulativo devido à compra da lwb. Os resultados da empresa comprada eu não consegui

Fica difícil fazer uma previsão de p/l. E, realmente, estou um pouco desconfiado da capacidade da magg3 em gerar bom resultados com a adquirida. Mas se a magg conseguir margem de 10%, então teríamos uns US$20M a mais de lucro? E a magg passa a operar em outros mercados. Talvez por isso a magg esteja cara.

(o link anterior estava errado)

29510 de 2960706/Mar/2010 08:43 [Citar este comentário] 2

3 FOCKINKComentários: 3233 - Desde: Jul 2009

MAgnesita...continua mal das pernas...vai entender!!!

Nome de Pregao MAGNESITA SA

Periodo ANL - 12M

Data Encerramento 31/12/2009

Patrimonio Liquido 2.219.692

Receita Liquida 1.926.568

Resultado Bruto 626.904

Receita (Despesa) Financeira Liquida (238.679)

Resultado da Equivalencia Patrimonial

Resultado Operacional 544

Lucro (Prejuizo) Liquido (29.685)

Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Mil ) 257.954

Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA (0,11508)

Valor Patrimonial da Acao - VPA 8,60499

______________________________________________________________________________

PRINCIPAIS INDICADORES

Indicador

Trimestre

Variação %

1T10 (a)

4T09 (b)

1T09 (c)

(a/b)

(a/c)

Receita operacional líquida (R$ mil)

565.915

537.711

451.000

5,2

25,5

Receita líquida no mercado interno (%)

45,9

46,7

38,8

-

-

Receita líquida no mercado externo (%)

54,1

53,3

61,2

-

-

Lucro bruto (R$ mil)

196.170

183.612

129.349

6,8

51,7

Margem bruta (%)

34,7

34,1

28,7

-

-

Resultado operacional - EBIT (R$ mil)

93.754

108.886

10.863

(13,9)

763,1

EBITDA (R$ mil)

123.131

138.821

44.430

(11,3)

177,1

Margem EBITDA (%)

21,8

25,8

9,9

-

-

Resultado líquido (R$ mil)

14.597

20.060

(61.923)

(27,2)

(123,6)

Endividamento líquido (R$ mil)

1.413.591

1.414.787

2.103.771

(0,1)

(32,8)

Patrimônio líquido (R$ mil)

2.200.613

2.219.692

2.019.889

(0,9)

8,9

CAPEX (R$ milhões)

5,6

16,1

10,6

(65,2)

(47,2)

CPP – Cost per Performance

Focada na expansão da sua atuação por meio do exclusivo modelo de CPP, a Companhia firmou, no 1T10, dois novos contratos no segmento de aço: Novacero, no Equador e Gerdau Casterville, nos Estados Unidos. A replicação desse modelo para outros mercados, que proporciona uma relação mais próxima e customizada com os clientes, ao mesmo tempo que agrega valor à ambas as partes, integra o planejamento estratégico da Companhia e já representa 31% da receita líquida de refratários para a siderurgia.

*EBITDA

A retomada da atividade econômica em países da América do Norte e da Europa permitiu às unidades fora da América do Sul registrar uma recuperação mais expressiva no período. Assim, tais unidades apresentaram crescimento de 16,5% da receita líquida em relação ao 4T09. Esse desempenho, somado ao das unidades na América do Sul, permitiu à Magnesita registrar Ebitda de R$ 123,1 milhões, representativos de 21,8% da receita líquida.

*Endividamento

Por meio da sua subsidiária integral sediada na Alemanha, Rearden G Holdings EINS GmbH, a Companhia emitiu US$ 400,0 milhões em títulos com vencimento em 2020 e juros de 7,875% a.a. com pagamentos semestrais. Além dessa emissão, a partir da melhora do risco de crédito da Magnesita e da nova realidade do mercado financeiro, outras duas linhas de financiamento, correspondentes a 50,0% do endividamento total, tiveram seus prazos estendidos e taxas de juros reduzidas.


DESEMPENHO OPERACIONAL

Receita Líquida

A receita líquida somou R$ 565,9 milhões no 1T10, com crescimento de 5,2% ante o 4T09, quando havia atingido R$ 537,7 milhões. O mercado interno contribuiu com 45,9% da receita líquida do período, comparado aos 46,7% do trimestre anterior.

O aumento da participação do mercado externo, que atingiu 54,1% no 1T10 ante 53,3% no 4T09, reflete a recuperação dos mercados atendidos pelas unidades da América do Norte e Europa e manutenção do ritmo da unidade na China.

O setor de aço, cuja produção mundial cresceu 4,4% no trimestre, participou com 84,0% da receita de refratários versus 88,7% no 4T09. Há indicação de que as usinas de aço carbono na Europa estejam operando a 80% da capacidade, e a 70% nos EUA, enquanto que as produtoras de aço inox a 75% na Europa e próximo de 100% nos EUA. Já o setor de cimento, que teve sua participação aumentada em 2,9 pontos percentuais, atingindo 11,7% no 1T10, continua aquecido na América do Sul e com tendência de manutenção de baixa atividade nos EUA e Europa, excepcionalmente interrompida no trimestre por um ou outro projeto de construção de estradas em algumas regiões (programas de incentivos governamentais no combate à crise), bem como por efeitos sazonais.

Receita Líquida - R$ mil

Produtos/Mercado

Trimestre

Variação %

1T10 (a)

4T09 (b)

1T09 (c)

(a/b)

(a/c)

Mercado Interno

259.994

250.954

174.884

3,6

48,7

Refratários - Unidades na AS

217.545

206.766

142.468

5,2

52,7

Sínter de Magnesita

502

1.270

2.189

(60,5)

(77,1)

Outros Minerais (*)

10.555

12.708

8.373

(16,9)

26,1

Serviços

31.392

30.209

21.853

3,9

43,6

Mercado Externo

305.921

286.757

276.117

6,7

10,8

Refratários - Unidades na AS

35.385

43.932

42.648

(19,5)

(17,0)

Refratários - demais unidades

253.758

219.095

222.828

15,8

13,9

Sínter de Magnesita

6.327

16.483

1.081

(61,6)

485,3

Sínter de Dolomita

3.119

1.924

3.257

62,1

(4,2)

Outros Minerais (*)

4.774

3.371

5.815

41,6

(17,9)

Outros Produtos (**)

2.558

1.952

470

31,0

443,9

Serviços

-

-

17

-

-

Total

565.915

537.711

451.000

5,2

25,5

Refratários

506.688

469.793

407.945

7,9

24,2

Sínter de Magnesita/Dolomita

9.948

19.677

6.527

(49,4)

52,4

Outros Minerais (*)

15.329

16.079

14.188

(4,7)

8,0

Outros Produtos (**)

2.558

1.952

470

31,0

443,9

Serviços

31.392

30.209

21.870

3,9

43,5

Obs: AS = América do Sul.

(*) “Outros minerais” correspondem a cromita, talco, óxido de magnésio, etc.

(**) “Outros produtos” correspondem a sub-produtos vendidos pelas unidades fora da AS.

Volume de Vendas (t)

Produtos/Mercado

Trimestre

Variação %

1T10 (a)

4T09 (b)

1T09 (c)

(a/b)

(a/c)

Mercado Interno

96.945

102.717

70.043

(5,6)

38,4

Refratários - Unidades da AS

80.079

77.547

52.890

3,3

51,4

Sínter de Magnesita

522

1.059

1.830

(50,7)

(71,5)

Outros Minerais (*)

16.344

24.111

15.323

(32,2)

6,7

Mercado Externo

330.972

437.547

291.271

(24,4)

13,6

Refratários - Unidades da AS

16.987

19.959

16.305

(14,9)

4,2

Refratários - Demais unidades

161.120

141.173

111.554

14,1

44,4

Sínter de Magnesita

13.929

31.089

858

(55,2)

1.523,4

Sínter de Dolomita

12.048

7.923

7.961

52,1

51,3

Outros Minerais (*)

125.114

234.731

153.990

(46,7)

(18,8)

Outros produtos (**)

1.774

2.672

602

(33,6)

194,6

Total

427.917

540.264

361.314

(20,8)

18,4

Refratários

258.186

238.679

180.749

8,2

42,8

Sínter de Magnesita/Dolomita

26.499

40.071

10.649

(33,9)

148,8

Outros Minerais (*)

141.458

258.842

169.313

(45,3)

(16,5)

Outros produtos (**)

1.774

2.672

602

(33,6)

194,6

Obs.: AS = América do Sul.

(*) “Outros minerais” correspondem a cromita, talco, óxido de magnésio, etc.

(**) “Outros produtos” correspondem a sub-produtos vendidos pelas unidades fora da AS.

Mercado Interno (MI)

O mercado siderúrgico no Brasil, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Aço Brasil, manteve no 1T10 o patamar verificado nos dois trimestres anteriores, com cerca de 8,0 milhões de toneladas. Assim, a produção de aço bruto no 1T10 aponta aumento de 60,5% ante 1T09.

A indústria de cimento, embora não tenha divulgado seus números para o trimestre, tem indicação de ter mantido a produção nos patamares verificados ao longo do ano de 2009, dado o aquecimento do setor, em muito motivado pelas obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.

No 1T10, o volume de produtos refratários foi de 80.079 t, nível já acima daqueles registrados nos períodos pré-crise. Em relação ao 4T09, houve um crescimento de 3,3% e, em termos de receita, esses produtos contribuíram com R$ 217,5 milhões, representando um aumento de 5,2% em relação ao 4T09 e de 52,7% em relação ao 1T09.

Com relação ao segmento de minerais, na comparação com o 4T09, houve uma redução do volume de vendas de 32,2%, com impacto de R$ 2,2 milhões na receita líquida. A variação deveu-se basicamente à menor venda de cromita. Com isso, as receitas provenientes deste segmento ficaram 16,9% abaixo das apuradas no 4T09, ao totalizar R$ 10,6 milhões ante R$ 12,7 milhões no trimestre anterior. Comparado com o mesmo trimestre de 2009, quando registrou-se uma receita de R$ 8,4 milhões, houve um crescimento de 26,1%.

No segmento de serviços, cuja atuação é voltada para a manutenção refratária e mecânica nos clientes de siderurgia, a receita líquida somou R$ 31,4 milhões no trimestre, montante 3,9% superior ao obtido no 4T09. O crescimento foi alcançado pela maior demanda da indústria siderúrgica, inclusive motivando a contratação de novos funcionários para a execução desses serviços, o que contribuiu substancialmente para o aumento 561 pessoas no quadro funcional ao final do trimestre.

A partir da melhora verificada nas vendas de refratários e o aumento no volume de serviços relacionados a esses produtos, a receita líquida no MI cresceu 3,6% em relação ao 4T09 ao totalizar R$ 260,0 milhões no trimestre. Esse valor ainda está abaixo da média trimestral de R$ 275,5 milhões dos nove primeiros meses de 2008 (pré-crise), mas bem acima dos R$ 174,9 milhões do 1T09.

O mix de produtos no MI, considerando-se um nível de detalhamento mais macro e o 4T09 como base de comparação, praticamente não sofreu alterações. Os refratários tiveram sua participação relativa na receita líquida total do mercado interno aumentada em 1,3 ponto percentual. Por outro lado, as vendas de sínter de magnesita e de outros minerais, em conjunto, tiveram sua contribuição reduzida em 1,3 ponto percentual. Já a participação dos serviços realizados junto aos clientes do Brasil permaneceu inalterada em 12,1%.

Mercado Externo (ME)

No 1T10, as unidades da América do Norte e da Europa, cuja recuperação vem apresentando um ritmo mais lento do que no Brasil, contribuíram para um crescimento significativo no volume de vendas de produtos refratários (+14,1%). Esse aumento contribuiu para elevar a receita total no ME para R$ 305,9 milhões, 6,7% acima da receita apurada no 4T09.

De forma a expurgar os efeitos do câmbio sobre a moeda europeia (que apresentou desvalorização de 4,0% no trimestre frente ao real) e sobre a moeda americana (que, ao contrário, se fortaleceu em 2,3%), é importante analisar o desempenho dessas unidades também em euros. Desta forma, verifica-se um crescimento mais expressivo da receita pelas unidades dos EUA, de 35,0%, seguida das unidades da Ásia com 28,0% e da Europa com 11% , sempre em relação ao 4T09. Também fica evidenciado que, excetuando-se as unidades da Europa, as demais já estão apresentando receitas acima dos níveis registrados até setembro de 2008 (pré-crise). Em reais, as unidades fora da América do Sul registraram receita líquida de R$ 263,1 milhões, resultando num crescimento de 16,5% e 13,6% ante o 4T09 e o 1T09, respectivamente.

Com relação aos produtos refratários, as Unidades da América do Sul registraram receita de R$ 35,4 milhões com vendas para o ME, valor inferior em 19,5% e 17,0% ao auferido no 4T09 e 1T09, respectivamente. A menor receita em relação ao 4T09 deveu-se, principalmente, ao menor volume (-14,9%). Na comparação com o 1T09, quando o volume foi praticamente o mesmo, a variação deveu-se, principalmente, à maior taxa do câmbio (US$ 1,00 = R$ 2,31) naquele período, proporcionando maior receita em reais. Nesta linha de produtos, o melhor desempenho ficou por conta do setor de cimento que, embora represente a menor parcela da receita com vendas de refratários (11,7%) teve um crescimento de 48,4% em relação ao 4T09, mas ainda inferior, em 26,1%, ao realizado no 1T09.

Em termos de volume total destinado ao mercado externo, houve redução de 24,4%, em grande parte explicada pela redução das vendas de sínter de magnesita (direcionado para consumo próprio) e outros minerais. Com isso, o mix de produtos foi enobrecido com a maior participação dos refratários.

A Magnesita segue em busca de replicar o modelo de negócios de contratos atrelados ao volume de produção do cliente (CPP - Cost per Performance) nos demais países em que opera, ao mesmo tempo em que consolida sua atuação no Brasil. Neste sentido, durante o 1T10, foi possível expandir esse modelo para as plantas siderúrgicas da Novacero no Equador e da Gerdau Cartersville nos Estados Unidos. Ao final do trimestre, os contratos de CPP representavam 31% da receita líquida de refratários para a siderurgia, um avanço de 4,0 pontos percentuais em relação à posição de 31/12/09.

DISTRIBUIÇÃO DA RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

MERCADO INTERNO E EXTERNO

1T09

1T10

RECEITA LÍQUIDA TOTAL

POR LOCAL DE OPERAÇÃO - 1T10

RECEITA LÍQUIDA TOTAL

POR LOCALIZAÇÃO DO CLIENTE - 1T10

CUSTOS

No 1T10, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) foi de R$ 369,7 milhões, 4,4% superior ao registrado no 4T09, acompanhando o aumento de 5,2% da receita no período. Comparado ao 1T09, o crescimento foi de 15,0%, já que naquele período os reflexos da crise foram mais intensificados. Considerando apenas as unidades da América do Sul, o CPV totalizou R$ 183,6 milhões no 1T10 ante R$ 188,7 milhões no 4T09, representando uma redução de 2,7% em linha com a diminuição de 2,9% na receita líquida. Os custos do 1T10 incluem o alto turnover de colaboradores ocorrido, principalmente, nas unidades da América do Sul. As contratações que foram realizadas no decorrer do trimestre estão quase que integralmente relacionadas à produção e prestação de serviços para atender ao aumento de demanda. Em um primeiro momento, esse contingente de novos profissionais pode implicar em perda de eficiência na atividade produtiva, considerando a maturação do treinamento na função, nos aspectos relacionados à segurança e o avanço na curva de aprendizado, impactando negativamente o CPV.

Nas demais unidades, o CPV somou R$ 186,1 milhões no 1T10 ante R$ 165,4 milhões no 4T09, um acréscimo de 12,5%. No entanto, essa evolução foi inferior ao crescimento da receita líquida de 16,5% no período, denotando ganho de eficiência e rentabilidade pelo aumento da escala de produção, bem como pela gestão mais eficaz dos custos.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS E COMERCIAIS

As despesas comerciais registraram participação relativa de 10,8% da receita líquida no 1T10 ante 9,4% no trimestre anterior. Corresponderam a R$ 61,1 milhões, com aumento de 21,0% ante o 4T09 e de 17,1% em relação às despesas apuradas no 1T09. Nas unidades da América do Sul, houve aumento das despesas com frete contribuindo para que a participação relativa dessas despesas, na receita líquida gerada por essas unidades, sofresse um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação ao 4T09. As despesas administrativas alcançaram R$ 54,1 milhões ante R$ 52,0 milhões no 4T09. O aumento de 4,0% reflete gastos maiores pelas unidades da Europa e dos Estados Unidos que ainda têm o ônus da implementação de medidas que objetivam a redução de custos e adequação ao modelo estrutural das demais unidades.

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS

A conta de Outras Receitas e Despesas Operacionais registrou receita de R$ 12,7 milhões no 1T10, resultado, principalmente, da receita da venda de imóveis em São Caetano do Sul, em São Paulo, no montante de R$ 9,2 milhões. Após a venda da maior parte dessa área em 2008, a Companhia optou por negociar a área remanescente em lotes, o que tem resultado em maiores valores por m e poderá se estender pelos próximos trimestres, dado o sucesso de vendas do empreendimento. Adicionalmente, houve uma reversão de provisões fiscais no total de R$ 7,9 milhões. Um maior detalhamento deste item pode ser visto na nota explicativa de no. 17 do ITR (Formulário de Informações Trimestrais da CVM).

EBITDA

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 123,1 milhões no 1T10 com uma margem de 21,8%, resultado 177,1% superior ao do 1T09, quando a Companhia havia apurado R$44,4 milhões com margem de 9,9%.

Comparado ao 4T09, o Ebitda do 1T10 foi 11,3% inferior, com redução de 4,0 pontos percentuais na margem que havia sido de 25,8% naquele trimestre.

Vale lembrar que o Ebitda do 4T09 teve o impacto positivo de diversos itens não recorrentes que, se expurgados, resultaria em um Ebitda pro-forma total de R$ 123,0 milhões e uma margem de 22,9%. No 1T10, também ocorreram alguns eventos extraordinários que merecem os mesmos ajustes. Assim, considerando o efeito positivo de R$17,1 milhões referentes à reversão de provisões fiscais e ao ganho líquido na venda dos lotes de São Caetano, bem como o efeito negativo de R$4,5 milhões decorrentes dos gastos com reestruturação, dos benefícios pagos a empregados e de provisão para contingências, apura-se um Ebitda ajustado de R$ 110,5 milhões, representativos de 19,5% da receita líquida. Entretanto, vale ressaltar que, dos R$17,1 milhões de ganhos registrados no 1T10, R$9,2 milhões referem-se à venda do imóvel e que tal efeito deve continuar a ocorrer nos próximos trimestres, uma vez que a parcela vendida até o encerramento do trimestre corresponde a menos da metade da área total do imóvel. Da redução de 3,4 pontos percentuais, se comparadas as margens Ebitda ajustadas do 4T09 (22,9%) e do 1T10 (19,5%), 1,4 ponto percentual deveram-se ao aumento das despesas comerciais. O o restante deveu-se a vários outros fatores, dentre eles, a maior contribuição das unidades fora da América do Sul, cujas margens, apesar de estarem melhorando, ainda são menores do que as margens da America do Sul. Adicionalmente, as margens das unidades fora da América do Sul sofrem o impacto de vários novos contratos de CPP que no seu ciclo inicial apresentam menor rentabilidade.

O Ebitda pro-forma do trimestre reflete, de um lado, o excelente desempenho das vendas, e, de outro, o aumento das despesas comerciais e administrativas. Por meio da disciplina e ferramentas de gestão de custos adotados pela Companhia, já foram identificadas áreas de maior foco e ações específicas estão sendo implantadas visando à redução das despesas comerciais, principalmente no que diz respeito aos fretes, e também das despesas gerais e administrativas.

RESULTADO FINANCEIRO

O resultado financeiro líquido no trimestre, incluindo as variações monetárias e cambiais, foi uma despesa de R$ 72,5 milhões. As variações monetárias e cambiais líquidas geraram uma despesa contábil de R$ 7,8 milhões, montante R$ 4,4 milhões abaixo do registrado no 4T09. Já, as despesas financeiras líquidas somaram R$ 64,7 milhões, ante R$ 57,3 milhões no 4T09 e R$ 52,0 milhões no 1T09. O aumento de R$ 7,4 milhões em comparação com o período anterior é explicado, em grande parte, pelo aumento das taxas de juros contratadas para as notas de crédito a exportações, com o Itau-Unibanco e Banco Bradesco; e para o Senior Export Notes com o Banco JP Morgan, a partir do 2º semestre de 2009 quando da renegociação dos covenants financeiros.

Em março de 2010, a Companhia emitiu títulos de longo prazo, sob as regras 144 A/S, no montante de US$ 400,0 milhões. Destes, US$ 300,0 milhões foram utilizados para quitar antecipadamente a dívida da Companhia de que trata o “Senior Export Facility Agreement” celebrado com o J.P. Morgan Chase Bank, N.A. em 16/9/2009, quando da operação de aquisição da LWB. Assim, em 31/03/10, o endividamento líquido era de R$ 1.413,6 milhões, sem alteração significativa em relação ao encerramento de 2009, mas com uma redução de R$ 690,2 milhões em relação ao saldo de R$ 2.103,8 milhões em 31/03/09. O pagamento antecipado da dívida com o JP Morgan também contribuiu para aumentar as despesas financeiras do trimestre na medida em que os custos da transação, no montante de aproximadamente €8,0 milhões, que estavam sendo capitalizados, tiveram que ser reconhecidos de uma só vez nos resultados.

Em termos de moeda, 47,5% (R$ 884,3 milhões) da dívida estão denominados em moeda estrangeira, os quais contam com um hedge natural da receita líquida do mercado externo que atingiu R$ 1.099,1 milhões em 2009. Em termos de custos, o carregamento da dívida tem, atualmente, taxa média de aproximadamente 10,0% a.a.

A Magnesita também concluiu com sucesso durante o 1T10, a renegociação das Notas de Credito a Exportação (NCE) com o Banco Bradesco S.A. e com o Banco Itaú BBA S.A. (na qualidade de sucessor do Unibanco – União dos Bancos Brasileiros S.A.), instrumentos financeiros que representam, hoje, aproximadamente 50% do endividamento total do Grupo. Em razão da melhora do risco de crédito da Companhia, foi negociada a redução das taxas de juros aplicáveis. Para ambas as dívidas, o spread foi reduzido de 4,00% para 2,75% ao ano acima da taxa média diária do CDI. Foram também alteradas as condições de amortização, proporcionando o alongamento da dívida. No caso da NCE com o Bradesco, a amortização, originalmente dividida em quatro parcelas anuais de R$ 33,3 milhões a partir de 2010, foi alterada para três parcelas anuais de R$ 44,5 milhões, a primeira delas a vencer apenas em 2013. No caso do Itaú-Unibanco, foram concedidos mais 2 anos de carência. Com isso, a Companhia não possui em seu fluxo de dívida nenhum desembolso considerável durante os próximos dois anos, à exceção, basicamente, dos contratos de adiantamentos de crédito (ACC).

O reconhecimento destas ações associada à melhora operacional da Companhia proporcionou o upgrade do rating atribuído pela agência de ratings Standard & Poors que elevou a classificação da Magnesita para BB-, com perspectiva estável.

RESULTADO LÍQUIDO

A Companhia registrou lucro líquido de R$ 14,6 milhões no 1T10, sendo que as Unidades da América do Sul contribuíram com R$ 33,6 milhões e as demais Unidades com prejuízo de R$ 19,0 milhões.

IMPOSTOS

No trimestre, foi provisionada uma despesa de R$ 6,7 milhões a título de IR e CS, assim distribuídos: unidades da América do Sul, despesa de R$ 8,9 milhões; e demais unidades, crédito de R$ 2,2 milhões.

Devido ao saldo fiscal de ágio, que em 31/03/10 somava R$ 1.280,1 milhões, os resultados das operações no Brasil são deduzidos destas amortizações para fins de cálculo do IR e CS, não tendo gerado desembolsos para este fim no 1T10.

INVESTIMENTOS

No 1T10, os investimentos realizados por todas as unidades da Magnesita somaram R$ 5,6 milhões, e foram alocados basicamente em manutenção, melhoria de processos, meio ambiente, segurança e investimentos em clientes. As unidades da América do Sul receberam 67,7% dos investimentos do trimestre. O restante ficou assim distribuído: Ásia, 5,8%; Europa, 7,4% e América do Norte com 19,1%.

UTILIZAÇÃO DE REFRATÁRIOS RECICLADOS

A Magnesita firmou parceria com a Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) para execução do projeto “reciclagem de refratários após o uso”. É estimado o fornecimento de até 500 toneladas/ano de materiais refratários para reciclagem. A execução do projeto só é possível devido à tecnologia sustentável e inovadora de que dispõe a Magnesita. O comprometimento e a iniciativa da Companhia, com a cooperação da Sinobras, contribuirão para o desenvolvimento sustentável da siderurgia nacional.

EVENTOS SUBSEQUENTES

Conforme amplamente divulgado ao mercado, no final de abril de 2010, a Magnesita e a Krosaki Harima Inc. firmaram acordo para criação de uma joint venture com participação de 40% e 60%, respectivamente. A nova Empresa irá produzir e comercializar produtos refratários de flow control para usinas siderúrgicas nos EUA, Canadá e México, permitindo às duas empresas participantes compartilharem tecnologia, produtos e instalações industriais na América do Norte. A joint venture oferecerá produtos e soluções de flow control de alta qualidade, agregando eficiência operacional superior, padrão de qualidade internacional e redução significativa de custos na produção de aço.

A joint venture combinará a liderança em tecnologia de produtos refratários destinados ao controle do fluxo de lingotamento do aço e a capacidade de produção da Krosaki com o modelo de negócio baseado na oferta de soluções refratárias, denominado CPP – Cost per Performance, recentemente introduzido na América do Norte pela Magnesita e com alto potencial de crescimento nesse mercado. Essa combinação permitirá à Krosaki USA expandir sua participação no mercado de produtos de flow control da América do Norte e à Magnesita, consolidar sua posição de liderança na oferta de um completo modelo de soluções em refratários.

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