Veja os melhores Comentários do Forum do Small Caps
Escolha abaixo as ações que deseja consultar

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Afluente (AFLU)



Recomendações
 Não negociado na B3

Balanços
2T2017 -
paulo_prof   -
Embora o Angelo possa argumentar que seja uma perda de tempo ocupar-se de uma micro-cap cujo valor de empresa não chega a R$ 100 milhões, para quem possa servir, vamos lá!
A Receita Líquida no trimestre sofreu uma queda de 23,56% em relação ao 2T16. As razão principal foi a muito menor recieta auferida no 2T17 pela venda de energia no mercado de curto prazo (fora do contrato de fornecimento com a Coelba, e pela menor remuneração do ativo financeiro devido a queda da inflação.
Pelo lado dos custos do produto vendido, houve um aumento de 213%, basicamento devido ao enorme aumento no custo da energia comprada para revenda (aprox. R$ 3 milhões a mais, um aumento de 397%). Tendo gerado energia insuficiente devido as condições hidrológicas no trimestre, em vez de vender energia no mercado spot; teve que comprar. Em consequência, o Resultado Bruto foi impactado em 82%.
Considerando que o quadro hídrico enfrentado no 2T17 pode ser considerado como não recorrente (afinal, a empresa deve, na média, ser capaz de gerar a energia que comprometeu vender), na minha opinão, apesar do sensível aumento em seu preço desde a [ultima avaliação, o ativo permanece barato.
Ocorre que, recentemente, o controle da empresa foi vendido, e o controlador será obrigado a efetuar uma OPA e oferecer pelo menos 80% do preço pago aos antigos controladores, ou R$ 5,68 por ação ordinária. O controlador quer ampliar o escopo da OPA obrigatória para fechar o capital, oferecendo um só preço a todos os minoritários remanescente, que somam apenas 1,37% do capital da empresa.
O banco Fator foi contratado pelo controlador para emitir um laudo de avaliação. Este laudo chegou a um valor econômico da ação entre R$ 5,05 e R$ 5,57. Para variar, como o papel aceita tudo, na minha opinião, o banco Fator subavaliou o ativo ao usar uma taxa de desconto nominal excessiva, de 14,73%.
Uma prova de que o ativo está sub-avaliado é o preço pago pela Contour Global, pelo controle: R$ 7,10.
Se eu tivesse o ativo em carteira, embora ache que o controlador acabará sendo bem sucedido em seu pleito, pelo menos num primeiro momento seria contra o fechamento de capital.

A2016/4T2016 -
paulo_prof  -
Ativo parece barato ... não fosse a liquidez prá lá de pífia, seria "buy" na veia. A surpresa negativa é que parece que no exercício de 2016 o payout não será de 100%, como era habitual. Este ano os caras estão propondo à AGO uma Reserva Espacial de Dividendos Não Distribuídos ... praticamente do mesmo tamanho do montante distribuído em dividendos, referente ao exercício de 2016. Vai saber o que os caras pretendem? Aumentar o caixa?

3T2016 -
paulo_prof  -
Ativo interessante ... Pode valer uma entrada mesmo nos R$ 3,50 que estão sendo oferecidos no book ... Empresa com endividamento negativo e sem necessidades de investimentos. Como aprox. 50% do IR/CS é coberto pelo Resultado Financeiro positivo, o Ebitda sobra quase intacto para distribuição aos acionistas (se a empresa assim o decidir). 

A2012/4T2012 -
paulo_prof  -
Está aí uma empresa para a qual parece não haver tempo ruim ... Distribui praticamente todo o seu lucro e é um relógio. Uma pena que a sua liquidez não seja um pouco melhor ... definitivamente, caso necessário, não há como sair do ativo sem fornecer um polpudo desconto.
Notícias Bovespa
OPA UNIFICADA DE ACOES ON e PN DA AFLUENTE GERACAO DE ENERGIA ELETRICA S.A....

Ag. BOVESPA - Operaçoes • 25 de outubro de 2017

OFERTA PUBLICA UNIFICADA DE AQUISICAO DE ACOES ORDINARIAS E DE ACOES PREFERENCIAIS DE EMISSAO DA AFLUENTE GERACAO DE ENERGIA ELETRICA S.A.

Preco: R$ 5,33 por acao ordinaria ou por acao preferencial, ja atualizado;
Motivo da OPA: Alienacao de Controle e Cancelamento de Registro;
Total de acoes objeto: 226.674 acoes ordinarias e 30.542 acoes preferenciais classe A;
Data do leilao: 30/10/2017, as 15h00;
Prazo para habilitacao dos interessados: 27/10/2017, ate 18h00;
Prazo para registro das ofertas: 30/10/2017, ate 13h00;
Bloqueio das acoes: Os acionistas habilitados que desejarem vender suas acoes objeto deverao providenciar a transferencia de suas acoes para a carteira 7105-6 ate 30/10/2017 as 13h00;
Codigo para registro das ofertas: AFLU3L e AFLU5L;
Condicao: O Cancelamento de Registro sera obtido somente se os titulares das acoes que aceitarem ou concordarem expressamente com a OPA para Cancelamento de Registro representarem mais de 2/3 das acoes. Caso ocorra a aceitacao da Oferta por titulares de pelo menos 1/3 das acoes e menos de 2/3 das acoes objeto da Oferta, a Ofertante somente podera adquirir ate 1/3 (um terco) das acoes preferenciais de emissao da Companhia que sejam Acoes Objeto da Oferta, ou seja, ate 10.181 acoes preferenciais de emissao da Companhia, procedendo-se ao rateio entre os acionistas detentores de acoes preferenciais que aceitaram a Oferta. As acoes ordinarias de emissao da Companhia nao observarao o limite de aquisicao previsto neste item, de acordo com o artigo 254-A da Lei das S.A., conforme item 2.4 do Edital;
Formularios de Manifestacao: Os acionistas que desejarem vender as acoes, se habilitarem junto a uma Sociedade Corretora e registrarem oferta ao preco da OPA estarao automaticamente concordando com o Cancelamento de Registro. Aqueles que estiverem de acordo com o Cancelamento de Registro, mas que nao desejarem vender as acoes deverao indicar pelo formulario de manifestacao, que podera ser obtido nos websites da B3, da Instituicao Intermediaria ou da Companhia. O Formulario devera ser entregue na respectiva Sociedade Corretora ate 27/10/2017 as 12h, que por sua vez, devera ser entregue ao Diretor de Operacoes da B3 ate 30/10/2017 as 13h;
Corretora representante da ofertante: Banco Fator S.A.;
Publicacao do edital na imprensa: Valor Economico, em 20/09/2017.

A integra do edital esta disponivel no site www.bmfbovespa.com.br.

341499  - paulo_prof   -  28 Ago 2017, 05:02
Angelo

É evidente que, de uma maneira geral, fatores como a liquidez, influência política, etc., e, especialmente, o tamanho da posição que o investidor pretende formar no ativo, importam. Ocorre que a sua consideração no valuation do ativo necessariamente é subjetiva e, em consequência, para cada cabeça será outra a sentença. Como também é subjetiva a taxa básica de juros que deverá vigorar nos próximos 10 ou 20 anos. Mais uma vez, cada um terá a sua.

Em relação aos ativos negociados na NYSE, é evidente que há uma componente importante que é introduzida pela realidade dos firanges e certamente, o uso de uma taxa de desconto "universal" é conceitualmente furado.

Mas aí vem a questão: qual seria a alternativa? Eu sou da opinião de que indicadores "padrões" ajudam mais do que, subjetivamente, estabelecer uma taxa de desconto para cada caso. Tenho certeza de que se o fizesse, a crítica acabaria sendo mais incisiva. Com uma taxa "universal", caberá a cada interessado, fazer as adaptações ou correções que julgar necessárias. Talvez, o que pudesse ser discutido é, uma vez estabelecido que uma única taxa de desconto será utilizada, qual seria hoje a taxa mais adequada.

No caso específico da AFLU3, que motivou a sua intervenção, acredito que as coisas são bastante simples. Mais simples, por exemplo, que os casos de uma VALE, BBAS ou ITUB.

Estas últimas são extremamente sensíveis à percepção do momento político. Se os firanges acreditarem que há chances efetivas do país ser governado por populistas, os ativos derreterão. Já no caso de uma AFLU, a hidrologia impacta muito mais do que a política.

No meu modo de entender, as maiores incertezas que impactam a AFLU são a probabilidade do controlador ser bem sucedido em seu pleito de fechamento de capital e, em caso contrário, se mudará a política de payout.

Para aqueles investidores (cujo poder de fogo seja compatível com o valor de firma e liquidez) que acreditem que a OPA de fechamento de capital não será bem sucedida e que, em consequência, este continuará tendo interesse em manter o payout corrente, acho que o ativo não encerra grandes riscos adicionais. Acredito que seja possível montar uma posição modesta com um preço médio em torno dos R$ 6,00, sem problemas (em agosto foram negociadas aprox. 10 mil ações a um preço médio abaixo disto). A hipótese, de que o lucro dos últimos 12 meses será mantido em termos reais nos próximos anos, é conservadora. Se o payout atual for mantido, o ativo renderia um DY acima dos 9%. Nesta faixa de remuneração, pelo menos para mim, a liquidez perderia importância.

341492  - menghele -  28 Ago 2017, 00:10
Caro Prof. Paulo,

Entendo o Seu "viés" didático e de pesquisador, porém a "liquidez" é uma fator crucial, até mesmo para que "existam parceiros". Casualmente em um seu comentário anterior sobre este ativo tenho dado uma olhada rápida, spreads gigantes entre C/V. Sendo assim, pelo menos para mim, "ter o trabalho" de
formar uma posição tem que justificar o "labor" para o acompanhamento.

Existem também "momentos" e "ondas de euforia" especiais (irracionais) onde as ações com pouca liquidez são levadas a preços incríveis. Isso "nas fases" normalmente acontece após 1ª, 2ª 3ª linha ter se apreciado bem.

A GRANDE QUESTÃO é a seguinte, como podem ser "interpretados" os "preços relativos" das "blue chips" brasileiras, neste momento?

BBAS3/VALE3/ITUB3-4/BBDC3-4/ITSA3-4 estariam historicamente "caras" ao ponto de "olhar" essas
empresinhas?

Se nos papeis acima, tendo ADR e sendo hoje o "investidor estrangeiro" o "provedor de liquidez" ao Mercado brasileiro (o parceiro) é justo imaginar que a "analise" dos preços comparativos dessas ações deveria ser "deflacionado pelo dólar", pois tem que avaliar os "ATIVOS", segundo o "OLHAR" de quem coloca a grana, então "in casu", esses ativos tem que ser historicamente olhados DEFLACIONADOS PELO DÓLAR.

Estou formatando uma opinião sobre o IBOV/USA$, ai sugiro partirmos para uma outra "FRENTE" de análise, contudo aqui hoje o grande "divisor de águas" é o próximo Governo/Presidente.

Quando o Professor avalia o VALOR ATUAL de uma Ação e coloca uma "TAXA DE DESCONTO DE 8%" (arbitrando) está na realidade usando um "parâmetro do passado" quando a taxa de juros, que até o Brasil de Hoje seria admissível. Contudo, olhando ali no lado vejo o seguinte:

PAÍS/TAVA DE JUROS (REDESCONTO BC)/TAXA DE INFLAÇÃO

BRASIL /9,25% /2,71

URUGUAY/9,25% / 5,24

COLOMBIA/ 5,5% /3,4

PARAGUAY / 5,25% / 2.9

PERU /3,75% / 2,85

BOLÍVIA / 2,74% (SIM é isso mesmo)/ 1,84

CHILE / 2,5% / 1,7


Então, SE, DIGO E REPITO SE, partirmos de um pressuposto otimista, para "as coisas" desenrolarem para o "certo", não da para imaginar o Brasilzão do "futuro" com os juros do passado, pois é inequívoco que (com exceção do México, onde está tendo um refluxo inflacionário, mais a meu ver este pais,está um uma outra "fase macro") o "mostro da inflação" está deixando de ser o principal problema na America do Sul/Latina.

Bom, ai vem: Com os SE colocados adiante, será que a "taxa de desconto" das Blue Chips do IBOVUS$

estão certas? (8%)

Sera que as TAXAS DE DESCONTO PRATICADAS DE FORMA HOMOGÊNEAS (8% em cima de tudo) é certo, ou

por exemplo deveria ser "diversificada" por SETOR ECONÔMICO?

(EX. Atividade bancária 8% e mineração/siderurgia - hiper cíclico 8%)



Ou será que um dia volta ao "investiment grade" com outra "taxa de Juro" e PRINCIPALMENTE "OUTRO CUSTO DO DINHEIRO"?

Pois não esqueça que AS MULTINACIONAIS BRASILEIRAS e AS GRANDES EMPRESAS podem se financiar no mercado internacional via emissão de dívida (bonds) enquanto as "Pequenas" ou se financiam com o Controlador ou com a "agiotagem" dos Bancos Brasileiros.

Quando e SE isso acontecer poderá ver essas "micro caps" multiplicar o valor muitas vezes.

Enfim, que vai comprar as ações de 4ª línea serão brasileiros na "onda certa", ACHO QUE POR ORA

tem muito caminho pela frente.

Estou muito ocupado coordenando um "project finance" no Estado do Rio e uma outra operação empresarial no NE, assim tenho pouquíssimo tempo a disposição, junto ao fato que os anos pesam e que já deveria estar fazendo como o Amigo pesquisando ações e buscando vinhos, MÁS estou na "gara" ainda correndo com "cavalli di razza" più giovani, enfim quando abre o portal e toca a campainha devo ainda correr...

Pretendo quando puder COLABORAR MAIS, AJUDAR MAIS,

como a Prof, Paulo faz.

Abraços

Angelo

341484  - paulo_prof   -  27 Ago 2017, 14:10
Embora o Angelo possa argumentar que seja uma perda de tempo ocupar-se de uma micro-cap cujo valor de empresa não chega a R$ 100 milhões, para quem possa servir, vamos lá!

A Receita Líquida no trimestre sofreu uma queda de 23,56% em relação ao 2T16. As razão principal foi a muito menor recieta auferida no 2T17 pela venda de energia no mercado de curto prazo (fora do contrato de fornecimento com a Coelba, e pela menor remuneração do ativo financeiro devido a queda da inflação.

Pelo lado dos custos do produto vendido, houve um aumento de 213%, basicamento devido ao enorme aumento no custo da energia comprada para revenda (aprox. R$ 3 milhões a mais, um aumento de 397%). Tendo gerado energia insuficiente devido as condições hidrológicas no trimestre, em vez de vender energia no mercado spot; teve que comprar. Em consequência, o Resultado Bruto foi impactado em 82%.

Considerando que o quadro hídrico enfrentado no 2T17 pode ser considerado como não recorrente (afinal, a empresa deve, na média, ser capaz de gerar a energia que comprometeu vender), na minha opinão, apesar do sensível aumento em seu preço desde a [ultima avaliação, o ativo permanece barato.

Ocorre que, recentemente, o controle da empresa foi vendido, e o controlador será obrigado a efetuar uma OPA e oferecer pelo menos 80% do preço pago aos antigos controladores, ou R$ 5,68 por ação ordinária. O controlador quer ampliar o escopo da OPA obrigatória para fechar o capital, oferecendo um só preço a todos os minoritários remanescente, que somam apenas 1,37% do capital da empresa.

O banco Fator foi contratado pelo controlador para emitir um laudo de avaliação. Este laudo chegou a um valor econômico da ação entre R$ 5,05 e R$ 5,57. Para variar, como o papel aceita tudo, na minha opinião, o banco Fator subavaliou o ativo ao usar uma taxa de desconto nominal excessiva, de 14,73%.

Uma prova de que o ativo está sub-avaliado é o preço pago pela Contour Global, pelo controle: R$ 7,10.

Se eu tivesse o ativo em carteira, embora ache que o controlador acabará sendo bem sucedido em seu pleito, pelo menos num primeiro momento seria contra o fechamento de capital.

AFLU3

PREÇO: R$ 5,79

PAYOUT (2016): 50,4%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 10,14

P/VPA 2,62

PSR 3,29

DY 9,56%

EV/EBITDA 6,90

MARGEM BRUTA 37,5%

MARGEM OPERACIONAL 36,4%

MARGEM LÍQUIDA 32,5%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,571

MARGEM EBITDA 43,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%

ROE 25,87%

LIQUIDEZ CORRENTE 2,28



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,91%

RESULTADO BRUTO +68,76%

RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +28,04%

RESULTADO OPERACIONAL +73,75%

RESULTADO LÍQUIDO +93,38%

EBITDA +71,27



b) 2T17 vs 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -23,56%

RESULTADO BRUTO -81,56%

RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -27,37%

RESULTADO OPERACIONAL-80,91%

RESULTADO LÍQUIDO -84,54%

EBITDA -76,41%



c) lucro (taxa média anual)

UA 93,38%

U2A 124,70%

U3A 8,96%



d) patrimônio líquido médio

UA 11,34%

U2A 4,97%

U3A 1,04%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,38

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%):-5.5%

336898  - paulo_prof   -  19 Abr 2017, 14:52
Mais uma (boa) empresa fechando o capital.

Segundo o FR de janeiro, a Contour Global teria pago R$ 6,68 por ação à NeoEnergia, para assumir o controle. Agora está ofertando R$ 5,32 ao minoritário, que não tem como se defender. A AFLU3 não tem tag along. De qualquer forma, os R$ 6,68 supostamente pagos podem de fato ser qualquer coisa. O negócio entre a NeoEnergia e a Contour Global envolveu, além da Afluente, outros empreendimentos: Bahia PCH I, Goiás Sul, Rio PCH I, Capuava Energy e EnergyWorks. Como somente a AFLU tem acionistas minoritários, não há como garantir que o preço pago especificamente pela Afluente não tenha sido substancialmente maior. Seria facílimo sobre-estimar os preços dos outros empreendimentos.

O preço ofertado está entre os limites determinados pelo Banco Fator, usando o FCD.

O Laudo de Avaliação está em http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&protocolo=558436&funcao=visualizar&site=B

Para quem tem interesse na avaliação de ativos via Fluxo de Caixa Descontado, este laudo pode servir como referência didática.

Quem está acostumado com a metodologia do FCD sabe que os resultados são altamente dependentes das hipóteses adotadas e, em especial, a taxa de desconto. O que eu nunca entendi é porque as avaliações são realizadas com base os valores nominais. Além da parte operacional, capex, etc, caras chutam uma inflação futura para determinar o fluxo de caixa nominal e depois usam uma taxa de desconto também nominal para trazer o FCD a valor presente. Porque não ignorar simplesmente a inflação, especialmente naqueles casos em que a Receita é corrigida por um índice de inflação? A menos que me provem o contrário, acho que introduzir a inflação é uma forma de tornar o processo de avaliação menos transparente e, assim, facilitar o atendimento de interesses subalternos.

Enfim!

Citação: Fato Relevante da AfluenteAFLUENTE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA S.A.
Companhia aberta
CNPJ/MF Nº 07.620.094/0001-40
FATO RELEVANTE
A AFLUENTE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA S.A. (“Companhia”), em cumprimento às disposições do parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada e da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) de nº 358 de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, em continuidade ao informado no Fato Relevante divulgado pela Companhia em 17 de março de 2017, vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que, no âmbito da oferta pública proposta pela Contour Global do Brasil Participações Ltda. (“Contour Global”) (a) em virtude da alienação direta do controle da Companhia, de acordo com o disposto no artigo 254-A da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das S.A.”) e no artigo 29 e seguintes da Instrução CVM nº 361, de 5 de março de 2002 (“Instrução CVM 361”), conforme alterada; e (b) com o intuito de cancelar o registro de companhia aberta da Companhia perante a CVM (“OPA”), a Contour Global comunicou que foi realizado o protocolo dos documentos relacionados à OPA na CVM, nesta data, e que foi atribuído, para cada ação ordinária ou preferencial objeto da OPA, o valor de R$ 5,32 (“Preço por Ação”), o qual se encontra dentro do intervalo apurado no laudo de avaliação das ações de emissão da Companhia (“Laudo de Avaliação”), elaborado pelo Banco Fator S.A., instituição especializada contratada para emissão de laudo de avaliação, de R$5,07 a R$5,57, apurado segundo a metodologia de fluxo de caixa descontado.
O Preço por Ação está sujeito a ajustes por dividendos, juros sobre capital próprio que venham a ser declarados pela Companhia ou, ainda, grupamento, desdobramentos ou conversão das ações de emissão da Companhia. Na hipótese de ajuste de Preço por Ação, a Contour Global informará a Companhia de tal fato, para que esta, por sua vez, divulgue fato relevante comunicando tal ajuste ao mercado.
Ademais, a Ofertante informou que o preço por ação na OPA está de acordo com os critérios estabelecidos no artigo 254-A da Lei das S.A. e no artigo 29, parágrafo 7º da Instrução CVM 361.
O Laudo de Avaliação foi disponibilizado simultaneamente à divulgação deste Fato Relevante, por meio do Sistema IPE da CVM e da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, na sede e no website da Companhia (Praia do Flamengo, nº 78, 1º andar, Rio de Janeiro/RJ e http://www.contourglobal.com/asset/afluente-g) e na sede do Banco Fator S.A., na qualidade de instituição intermediária da OPA (Rua Dr. Renato Paes de Barros, nº 1.017, 11º e 12º andares – São Paulo/SP), nos termos do artigo 8º, parágrafo 5º da Instrução CVM 361.
A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer novos fatos relevantes relacionados à OPA e ao cancelamento do registro de companhia aberta, nos termos da legislação aplicável.
Este Fato Relevante é de caráter exclusivamente informativo e não constitui oferta de aquisição de valores mobiliários.
Rio de Janeiro, 18 de abril de 2017
AFLUENTE GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA S.A.
Tiago Manuel Caetano Rodrigues Henriques Jorge Rodrigues
Diretor de Relações com Investidores
334785  - paulo_prof  -  27 Fev 2017, 16:10

Dívida? A Afluente não tem dívidas. O que ocorreu é que em 30DEZ2015 tinha R$ 9,412 milhões em caixa e equivalentes de caixa, e em 30DEZ2016 tinha aprox. R$ 5 milhões a menos. Mas isto é circunstancial. Houve algum desembolso de caixa no 4T16 que não houve no 4T15.

No que concerne o balanço patrimonial dá para ver que houve alterações significativas ... de 30DEZ2015 a 30DEZ2016, o Ativo Financeiro da Concessão, que era de R$ 5,97 milhões, aumentou para R$ 12,79 milhões. Por outro lado, entretanto, o intangível que em 2105 foi contabilizado por R$ 30,07 milhões, caiu para R$ 23,23 milhões. Somando o ativo financeiro com o intangível, tem-se ativos de R$ 36,04 milhões em 2015 que foram contabilizados por R$ 36,02 milhões em 2016. Ou seja, o contador resolveu trocar seis por meia dúzia!

334774  - paulo_prof  -  26 Fev 2017, 23:14
Ativo parece barato ... não fosse a liquidez prá lá de pífia, seria "buy" na veia. A surpresa negativa é que parece que no exercício de 2016 o payout não será de 100%, como era habitual. Este ano os caras estão propondo à AGO uma Reserva Espacial de Dividendos Não Distribuídos ... praticamente do mesmo tamanho do montante distribuído em dividendos, referente ao exercício de 2016. Vai saber o que os caras pretendem? Aumentar o caixa?

AFLU3

PREÇO: R$ 4,85

PAYOUT (2016): 50,4%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 8,14

P/VPA 2,14

PSR 2,58

DY 6,19%

EV/EBITDA 5,88

MARGEM BRUTA 35,5%

MARGEM OPERACIONAL 35,6%

MARGEM LÍQUIDA 31,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,596

MARGEM EBITDA 41,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%

ROE 26,29%

LIQUIDEZ CORRENTE 4,85



Taxas de Crescimento Nominal



a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +23,70%

RESULTADO BRUTO +200,53%

RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -6,61%

RESULTADO OPERACIONAL +201,68%

RESULTADO LÍQUIDO +273,21%

EBITDA +173,68



b) 4T16 vs 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,75%

RESULTADO BRUTO +76,60%

RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +31,08%

RESULTADO OPERACIONAL+98,99%

RESULTADO LÍQUIDO +117,76%

EBITDA +124,08%



c) lucro (taxa média anual)

UA 273,21%

U2A 88,69%

U3A 10,25%



d) patrimônio líquido médio

UA 5,99%

U2A 0,91%

U3A -0,97%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,45

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%):-9.5%

330202  - paulo_prof  -  20 Nov 2016, 23:21
Ativo interessante ... Pode valer uma entrada mesmo nos R$ 3,50 que estão sendo oferecidos no book ... Empresa com endividamento negativo e sem necessidades de investimentos. Como aprox. 50% do IR/CS é coberto pelo Resultado Financeiro positivo, o Ebitda sobra quase intacto para distribuição aos acionistas (se a empresa assim o decidir).

AFLU3
PREÇO: R$ 3,00
PAYOUT 2015: 96,9%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 6,03
P/VPA 1,26
PSR 1,65
DY 16,08%
EV/EBITDA 3,96
MARGEM BRUTA 32,6%
MARGEM OPERACIONAL 31,4%
MARGEM LÍQUIDA 27,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,498
MARGEM EBITDA 35,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%
ROE 20,86%
LIQUIDEZ CORRENTE 3,14
DÍVIDA LÍQUIDA negativa

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +23,75%
RESULTADO BRUTO +214,81%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +23,14%
RESULTADO OPERACIONAL +262,39%
RESULTADO LÍQUIDO +406,76%
EBITDA +192,78%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,47%
RESULTADO BRUTO passou de negativo para positivo
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +45,33%
RESULTADO OPERACIONAL passou de negativo para positivo
RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo
EBITDA passou de negativo para positivo

c) lucro (taxa média anual)
UA 406,76%
U2A 40,68%
U3A 4,35%

d) patrimônio líquido médio
UA 3,82%
U2A -1,27%
U3A -1,96%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 4,98

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -11,5%

272338  - paulo_prof  -  15 Ago 2014, 19:57
AFLU3
PREÇO: R$ 5,00
PAYOUT (2013): 96,9%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 11,33
P/VPA 2,32
PSR 3,14
DY 8,56%
EV/EBITDA 7,01
MARGEM BRUTA 38,4%
MARGEM OPERACIONAL 31,4%
MARGEM LÍQUIDA 27,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,441
MARGEM EBITDA 41,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%
ROE 20,52%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,40

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +31,52%
RESULTADO BRUTO -5,36%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL +0,77%
RESULTADO LÍQUIDO -1,14%
EBITDA +10,92%

b) 2T14 sobre 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,81%
RESULTADO BRUTO -20,10%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO +109,38%
RESULTADO OPERACIONAL +4,20%
RESULTADO LÍQUIDO +7,60%
EBITDA -10,39%

c) lucro líquido, nominal
UA -1,14%
U2A -8,37%
U3A 3,02%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA -4,56%
U2A -1,05%
U3A 1,03%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 4,41

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +3,0%

258877  - paulo_prof  -  18 Mai 2014, 00:17
AFLU3
PREÇO: R$ 5,15
PAYOUT (2013): 96,9%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 11,93
P/VPA 2,23
PSR 3,27
DY 8,13%
EV/EBITDA 7,40
MARGEM BRUTA 41,4%
MARGEM OPERACIONAL 31,3%
MARGEM LÍQUIDA 27,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,432
MARGEM EBITDA 43,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%
ROE 18,73%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,08

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +26,78%
RESULTADO BRUTO -4,64%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL -7,80%
RESULTADO LÍQUIDO -11,85%
EBITDA +7,54%

b) 1T14 sobre 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +8,18%
RESULTADO BRUTO +13,10%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL -19,37%
RESULTADO LÍQUIDO -23,33%
EBITDA +48,34%

c) lucro líquido, nominal
UA -11,85%
U2A -3,09%
U3A 2,20%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA -5,77%
U2A -0,24%
U3A 1,16%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 4,32

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +4,5%

258611  - israel007  -  16 Mai 2014, 03:55
[...]
AFLU3

Ação da empresa Afluente Geração de Energia Elétrica S.A.
Atua no setor utilidade pública

Resultado do 1º Trimestre de 2014

A companhia registrou lucro líquido de R$ 805,0 k no 1° trimestre de 2014, uma variação de -59,7% em relação ao 4T13 e redução de 23,3% em relação ao 1° trimestre de 2013. A receita líquida totalizou R$ 5,9 M no primeiro trimestre de 2014, 27,0% menor que o 4T13, que foi de R$ 8,1 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 5,5 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 32,4% contra 34,6% no 4T13 e 34,0% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 13,6% no 1T14 contra 24,5% no trimestre ligeiramente anterior.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 47,9 M, redução de 8,9% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 44,2 M neste trimestre, o que representou uma variação de -4,4% em relação ao saldo no primeiro trimestre de 2013.
[...]

248294  - paulo_prof  -  25 Mar 2014, 14:24
Nos últimos 4 exercícios:

payout médio = 94,26%
taxa anual média de crescimento nominal do lucro líquido = +4,18%
taxa anual média de crescimento nominal do ebitda = +1,01%
taxa anual média de crescimento nominal do patrimônio líquido médio = +2,56%
ROE médio = 20,07%

AFLU3
PREÇO: R$ 5,55
PAYOUT (2013): 96,9%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 12,48
P/VPA 2,41
PSR 3,58
DY 7,77%
EV/EBITDA 8,60
MARGEM BRUTA 41,9%
MARGEM OPERACIONAL 32,7%
MARGEM LÍQUIDA 28,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,445
MARGEM EBITDA 40,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%
ROE 19,29%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,08

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +24,17%
RESULTADO BRUTO -13,85%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -87,78%
RESULTADO OPERACIONAL -18,83%
RESULTADO LÍQUIDO -23,02%
EBITDA -10,72%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +41,72%
RESULTADO BRUTO +1,22%
RESULTADO FINANCEIRO passou de positivo para negativo
RESULTADO OPERACIONAL -63,43%
RESULTADO LÍQUIDO +6,85%
EBITDA +28,01%

c) lucro líquido, nominal
UA -23,02%
U2A 5,39%
U3A 4,18%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA -4,02%
U2A 1,15%
U3A 2,56%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 4,45

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +5,5%

176570  - paulo_prof  -  28 Mar 2013, 18:22
Está aí uma empresa para a qual parece não haver tempo ruim ... Distribui praticamente todo o seu lucro e é um relógio. Uma pena que a sua liquidez não seja um pouco melhor ... definitivamente, caso necessário, não há como sair do ativo sem fornecer um polpudo desconto.

AFLU3
PREÇO: R$ 5,80
PAYOUT 2012: 95,9%

P/L 10,04
P/VPA 2,42
PSR 4,64
DY 9,55%
EV/EBITDA 4,20
MARGEM BRUTA 60,3%
MARGEM OPERACIONAL 50,0%
MARGEM LÍQUIDA 46,2%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,578
MARGEM EBITDA 56,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,0%
ROE 24,07%
LIQUIDEZ CORRENTE 2,02

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 13,44%
RESULTADO BRUTO 57,49%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -18,98%
RESULTADO OPERACIONAL 38,85%
RESULTADO LÍQUIDO 44,29%
EBITDA 27,61%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 7,45%
RESULTADO BRUTO 193,86%
RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -48,95%
RESULTADO OPERACIONAL 58,01%
RESULTADO LÍQUIDO 80,48%
EBITDA 47,02%

c) lucro (taxa média anual)
UA 44,29%
U2A 21,20%
U3A -27,28%

d) patrimônio líquido médio
UA 6,60%
U2A 6,02%
U3A -20,31%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,23

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -5,0%

52977 - danieljoseaa - 03/Nov/2010 11:59
Impressionante a decadência nos lucros da Afluente(Aflu3) este ano:
(03/11) AFLUENTE GERACAO DE ENERGIA ELETRI 30/09/2010 LS

Resumo dos Dados da Companhia Recebidos

R$ Mil Legislacao Societaria
Descricao
Nome de Pregao AFLUENTE
Periodo 9M
Data Encerramento 30/09/2010

Patrimonio Liquido 41.322
Receita Liquida 13.635
Resultado Bruto 8.433
Receita (Despesa) Financeira Liquida 655
Resultado da Equivalencia Patrimonial
Resultado Operacional 7.684
Lucro (Prejuizo) Liquido 5.631
Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Unidad 18.817.734
Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA 0,29924
Valor Patrimonial da Acao - VPA 2,19591

27412 - tota57 - 03/Fev/2010 21:36
Esse trecho do FR, de 10 de dezembro, da a entender que o Neo pode usar a AFLU(G) ou AFLU(T) para ir a mercado de capitais e participar de leilões relacionados a novas Usinas e Linhas de Transmissão.
Objetivos da Operação.
1.1 A Cisão Parcial tem por finalidade (i) proporcionar a reorganização das atividades de geração e transmissão de energia elétrica, atualmente exercidas pela Afluente-G, (ii) redesenhar a estrutura societária do Grupo Neoenergia do qual fazem parte a Afluente-G e a Afluente-T, estabelecendo uma melhor visibilidade desse grupo junto aos investidores, (iii) oferecer condições que possam promover e não obstar a liquidez das ações, (iv) melhorar a percepção do mercado em geral, podendo até ampliar as condições de acesso da Afluente-G e a Afluente-T ao mercado de capitais, e (v) permitir a otimização da participação das companhias envolvidas nesta operação em leilões e licitações públicos relacionadas às atividades econômicas por elas desenvolvidas.

27411 -  tota57 - 03/Fev/2010 21:28
A Afluente Geração e Transmissão de Energia Elétrica S.A. opera as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Correntina e Alto Fêmeas, localizadas respectivamente nos municípios de Correntina e São Desidério, no estado da Bahia, além de 3 Linhas de Transmissão e circuitos em 4 Subestações.

27408 -  tota57- 03/Fev/2010 21:23
Herds, Paulo e Daniel,
A Afluente foi criada para atender a legislação, no processo de desverticalização que separou os ativos de Distribuição dos de Geração e Transmissão. Atualmente esses negócios devem ser geridos por pessoas jurídicas distintas.
Observem no link abaixo que a Afluente tem um contrato bilateral com a Coelba, até 2027. É exatamente o que há entre GETI e ELPL, com uma diferença. O contrato da ELPL com a GETI esta sendo discutido na justiça, pois tinha sido prorrogado para 2028, mas a Aneel revogou e a vigencia esta garantida ate o final de 2015.
Não conheço o contrato da Afluente, mas normalmente esse tipo de contrato tem um preço previamente estabelecido, homologado pela Aneel, que anualmente é corrigido por um indexador. No caso da GETI o indexador é o IGPM.
Observei pelos comentarios de voces que a afluente esta promovendo uma cisão dos ativos de geração e transmissão. É preciso entender melhor qual o motivo. Será que a Neoenergia quer usar uma dessas empresas para expandir seus negocios num desses setores? Eu nunca estudei Afluente, pois entendia que fora criada exclusivamente para atender a legislação. Não via possibilidade da Afluente crescer alem do quintal da Coelba.
Vou procurar me informar melhor.
http://www.neoenergia.com/section/afluente.asp

27378 - paulo_prof - 03/Fev/2010 16:55
4 paulo_profComentários: 1485 - Desde: Jul 2009
citação: danielbehar
citação: paulo_prof
citação: herdsmanResultado do AFLU3 me parece foi algo como 28.5 milhões, está no relatorio da Neoenergia. Portanto pior que 2008. Mesmo assim hoje um tanto de negocios.Mas por 15 R$ fica um P/L de 10. Não sei?
Herds
O lucro líquido do 3T09 foi de R$ 9,298 milhões e o do 4T09 foi de R$ 7,262 milhões. Ao preço de R$ 15,00, (P/L)3UM = 9,72 e (P/L)6UM = 8,52.
Acredito que vc esteja informado em relação à cisão parcial da Afluente em duas empresas Afluente-G (geração) e Afluente-T (transmissão). Se que a cisão foi aprovada pela AGE. Não sei, entretanto, se já foi materializada (ou seja, cada ação "antiga" da AFLU dará 3,3524 ações novas da AFLU-T).
Como o Patrimônio Líquido da AFLU em 30DEZ2009 era de R$ 100,4 milhões e como a AFLU-T vai receber um patrimônio de R$ 63,1 milhões, o PatLiq da AFLU-G será de aprox. R$ 37,3 milhões.
Um outro fator a ser levado em consideração é que (a menos que esteja enganado) o único cliente da AFLU (tanto AFLU-G, como AFLU-T) é a Coelba, que pertence ao mesmo grupo. Não sei qual a liberdade que a Neoenergia teria para manipular a relação entre AFLU e CEEB. Não sei o quanto a ANEEL estaria se importando se o acionista desta ou daquela empresa eventualmente estivesse sendo prejudicado. Coisa para o Tota.
Prof. Paulo,
Excelentes esclarecimentos.
A última notícia que tenho é que as ações continuam sendo negociadas ex-direito (post. 27371).
De fato, há uma relação entre AFLU e CEEB parecida com a que existe entre ELPL e GETI.
Mantenho pequena posição - recentemente adquirida - apenas a título de diversificação.
Abs
Daniel
Ex direito ???
Pelo comunicado, me parece que as ações continuam com o direito ...
A Afluente Geração de Energia Elétrica S.A. informa que as ações de emissão da Afluente-G continuarão a ser negociadas com direito ao recebimento de ações de emissão da Afluente-T até a obtenção de seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o início da negociação de seus papéis na BM&FBOVESPA.

2563 - paulorizzi  - 18/Mar/2009 00:34
"citação: danielbeharSmall, Paulo e outros,"
Não sei se alguém aqui já se debruçou sobre AFLUENTE (AFLU3/5) - Grupo Neonergia?
"Múltiplos interessantes. Pelo histórico, o FUDAMENTUS projeta DY de 11,9% pra ON´S (as preferências não são negociadas desde 2008)."
"ROE = 35,9%."
"Enfim, gostaria de ler os comentários dos mais experientes."
Abraços
Daniel
http://www.neoenergia.com/ri/
Entre as controladas da NeoEnergia negociadas na Bovespa estão (de acordo com o Fundamentus):
"AFLU3: P/L=7,68; P/VPA=2,76; PSR=5,96; ROE=35,9%; DY=11,9%"
"CEEB3: P/L=6,91; P/VPA=3,45; PSR=1,81; ROE=50,0%; DY=11,2%"
"CEEB5: P/L=6,91; P/VPA=3,07; PSR=1,61; ROE=50,0%; DY=12,5%"
"CEPE5: P/L=5,28; P/VPA=1,88; PSR=1,11; ROE=35,6%; DY=13,2%"
"CSRN3: P/L=6,81; P/VPA=2,62; PSR=1,82; ROE=38,5%; DY=12,0%"
"CSRN5: P/L=7,92; P/VPA=3,05; PSR=2,11; ROE=38,5%; DY=11,4%"
"CSRN6: P/L=6,57; P/VPA=2,53; PSR=1,75; ROE=38,5%; DY=13,7%"
"Considerando que todos os ativos listados acima são mais líquidos do que AFLU3, e levando em consideração os somente os múltiplos (sem entrar nos detalhes das empresas - que desconheço), me parece que há opções melhores do que AFLU3. Por exemplo, CEPE5, que inclusive tem uma liquidez razoável. Mas antes, ter-se-ia que esgotar o espaço na carteira para CEBR3, COCE5 e EQTL3,, que sem duvida são mais interessantes."

1400 - small caps - 03/Fev/2009 23:51
citação: jparthurSmall
"Viu sua mensagem a respeito de AFLU3. Mas vi que o preço da ação (15,97) hoje é 3 vezes o VPA (5,28). ai não entendi a sua recomendação."
A Afluente inclusive publicou os resultados de 2008 que estão na Bovespa.
"jparthur, sua observação é muito importante. Mas a análise que fiz foi da AFLU5, que tem cotações mais em conta. De qualquer sorte, o P/VPA deve ser analisado junto do ROE. Este está muito bom (27,4%), bastante acima do custo de capital atual."
"Os múltiplos parecem mais elásticos no P/VPA, mas esta é uma característica das geradoras. Observe como é o da GETI e verá o que digo."

1383 - small cap - 03/Fev/2009 20:30
"citação: danieljoseaaSmall, qual sua opinião sobre aflu5 e ektr4? achei interessante seus indicadores principalmente aflu5 com nenhum endividamento, dinheiro em caixa (23 milhões), P/L 5,86, P/VPA 1,61, DY de 16,1%, Roe 27,4% (fonte: Fundamentus)"

1. CONTEXTO OPERACIONAL
"A AFLUENTE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA S. A., Companhia de capital aberto, controlada pela Neoenergia S.A, foi constituída em 31 de agosto de 2005, atendendo a segregação de atividades na Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia - COELBA no processo de desverticalização do setor elétrico brasileiro, determinado pelo Governo Federal, conforme estabelece a Lei nº. 10.848, de 15 de março de 2004, e em atendimento a cláusula 12ª. do Contrato de Concessão nº. 010, firmado entre a COELBA e a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, em 08 de agosto de 1997, bem como em atenção a Resolução Autorizativa nº. 306, de 05 de setembro de 2005, que anui com a versão patrimonial e conseqüente transferência das concessões de geração e transmissão de energia elétrica para uma empresa subsidiária."
"A Companhia tem por objetivo social o estudo, projetos, construção e exploração dos sistemas de geração e transmissão de energia elétrica e serviços correlatos que lhe venham a ser concedidos ou autorizados por qualquer título de direito, atividades associadas ao serviço de energia elétrica, podendo administrar sistemas de geração e transmissão de energia pertencentes ao Estado, à União ou aos Municípios, prestar serviços técnicos de sua especialidade, e participar do capital de outras sociedades na qualidade de sócia ou acionista."
Os múltiplos estão realmente atrativos e os controladores são bastante competentes.

Nenhum comentário: