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sábado, 18 de janeiro de 2020

Aes Tiete E (TIET)

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Tipo
TIET11; TIET3; TIET4
 Nível 2
Balanços
3T2019 -

2T2019 -

1T2019 -

A2018/4T2018 -

3T2018 -

COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). LUCRO LIQUIDO = No período de nove meses findo em 30 de setembro de 2018, a Companhia auferiu um lucro líquido no montante de R$183.085 ante um lucro líquido de R$245.922 no mesmo período do ano anterior. Os itens a seguir explicam os principais fatores que influenciaram a redução de 28,2% do resultado da Companhia; RECEITA OPERAC LIQUIDA = O aumento de 15,4% da receita operacional líquida é explicado principalmente pelo: • aumento de receita proveniente do Complexo Eólico Alto Sertão II, no montante de R$89.647, somada à receita do Complexo Solar Guaimbê, no montante de R$4.910; • aumento de receita proveniente da venda no mercado spot no montante de R$153.543, principalmente em função do maior preço médio ponderado do PLD no período no submercado SE/CO (R$324/MWh no 9M18 ante R$276/MWh no 9M17); RESULTADO FINANCEIRO = No 9M18 o resultado financeiro líquido consolidado totalizou uma despesa de R$252.806 ou 123,4% superior à despesa apresentada no 9M17, no montante de R$113.186; Imposto de renda e contribuição social = Redução de R$30.838 ou 23,6% das despesas com imposto de renda e contribuição social (correntes e diferidos) sobre o resultado do 9M18 em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução se deve principalmente ao menor lucro tributável apurado no 9M18, o qual foi inferior em 26,6%, parcialmente compensado pela utilização de prejuízo fiscal e base negativa no 9M17, o que não ocorreu no 9M18.

2T2018 -



A2017/4T2017 -

3T2017 -

O mar não está para peixe ... No 2T17 o GSF (Generation Scaling Factor) já foi baixo, emplacando 84%. No 3T17 o GSF caiu para incríveis 62%. Não há como lucrar num cenário hidrológico destes. O pior é que o nível médio dos reservatórios é hoje menor do que na mesma época do ano do racionamento. Em consequência, mesmo que chova, o ONS pode dicidir não despachar as hidrelétricas visando recuperar o nível dos reservatórios. Todas as térmicas disponíveis estão gerando a pleno vapor. Por outro lado, tudo o que a Argentina e o Uruguai não estão consumindo está sendo comprado pelo Brasil. Finalmente, parece que a entrega do linhão de Belo Monte será antecipada em dois meses (de maneira a poder gerar o máximo de energia, seja hidráulica ou térmica, no subsistema norte.



2T2017 -


1T2017 -

A2016/4T2016 -

3T2016 -

3T2015 -
Para se precaver de uma eventual hidrologia adversa no 4T15, a empresa resolveu suspender a distribuição de proventos relativos ao 3T15.

2T2014 -
paulo_prof  -
A situação da empresa de 2016 em diante, quando termina o contrato com a Eletropaulo, está longe de ser esclarecida ... Em consequência, tentar calcular um preço justo para os ativos GETI3/4 é missão praticamente impossível.
O que se sabe é que dos 1.268 MW médios que a empresa vende para a Eletropaulo, o portfólio atual totaliza 943 MWm vendida em contratos bilaterais para entrega em 2016, 807 MWm para entrega em 2017, 474 MWm para entrega em 2018, 248MWm para entrega em 2019 e 127MWm entrega em 2020, a um preço sensivelmente menor do que os R$ 206,32 que correntemente vêm sendo pagos pela Eletropaulo.
Ocorre que hoje a Eletropaulo ainda não contratou a energia necessária a partir de 2016, em substituição à energia hoje fornecida pela GETI. Não está descartada a possibilidade da GETI vir a ser fornecedora de parte da energia que a Eletropaulo terá que comprar. A menos que o governo Dilma continue com as suas trapalhadas no setor de energia, até o final do ano a situação teria que ser esclarecida. Já que a ANEEL não permitiu que Eletropaulo e AES Tietê firmassem uma renovação do contrato de fornecimento de energia, deverá promover leilões para que este fornecimento possa ser equacionado.
Qual será a quebra no lucro da GETI a partir de 2016 não arrisco a estimar.
Suponha que hoje seja o dia D (01JAN2016) e suponha um lucro constante em termos reais por toda a eternidade. Nestas condições, para uma taxa real média de desconto de 8% o preço atual seria compatível com um LPA de R$ 1,21, 56,6% menor do que o LPA dos últimos 12 meses !!!. Na minha opinião, isto é exagerado !!!
Considerando que a GETI costuma praticar payouts acima dos 100% e que ainda faltam 3 semestres para recolher dividendos, acho que o ativo está bastante barato e o risco de um investimento nestes preços é pequeno.

1T2014 -
small caps  -
GETI certamente surpreendeu com o lucro acima das expectativas...
De qualquer sorte, é bom ter em mente uma questão... antes de projetar anos a fio o lucro atual...

paulo_prof  -
Não li o relatório para verificar qual o risco da empresa ficar exposta ao mercado spot no caso da ONS determinar uma redução sensível na geração de energia ...
Considerando que a empresa está distribuindo o máximo de dividendos que a legislação permite, tudo indica que este risco é muito baixo!!!
Enquanto não a situação GETI x ELPL após 2015 não se clarificar, vamos recolhendo os apetitosos dividendos ...

3T2012 - 

3T2010 -
herdsman -
não gostou
Características
Ação defensiva, para ganhar dividendos.
Geração E Comercialização de Energia Elétrica
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Balanços (Calendário)
27/02/2020
 DFP 2019

 ITR 1T 2020

 ITR 2T 2020

 ITR 3T 2020



365044  - paulo_prof  -  08 Nov 2019, 13:10
Resultados Excelentes no 3T19. Embora a Receita Líquida tenha diminuído na comparação a/a, o aumento da margem bruta, impactado pela redução importante das despesas com a compra de energia para revenda, gerou um resultado bruto 35% maior. A consequência de um Resultado Bruto sensivelmente melhor e de um Resultado Financeiro consideravelmente melhor produziu expressivos Resultado Antes dos Impostos e Resultado Líquido. O aumento da margem bruta e controle de despesas também produziu um Ebitda sensivelmente maior.

Se a empresa conseguir manter os resultados dos próximos trimestres neste nível, pode estar barata.
p.php?pid=chartscreenshot&u=hzcVf9L3yDq8



TIET11

PREÇO: R$ 12,28

PAYOUT (2018): 117,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 16,14

P/VPA 3,16

PSR 2,43

DY 7,27%

EV/EBITDA 7,67

MARGEM BRUTA 36,2%

MARGEM OPERACIONAL 19,9%

MARGEM LÍQUIDA 15,1%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,761

MARGEM EBITDA 51,0%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 276,3%

ROE 19,58%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,16



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,40%

RESULTADO BRUTO +7,30%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -7,68%

RESULTADO OPERACIONAL +22,35%

RESULTADO LÍQUIDO +32,24%

EBITDA +8,25%



b) 3T19 vs 3T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -7,02%

RESULTADO BRUTO +34,87%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -26,08%

RESULTADO OPERACIONAL +136,54%

RESULTADO LÍQUIDO +174,57%

EBITDA +22,04%



c) lucro (taxa média anual)

UA 32,24%

U2A -5,88%

U3A -16,15%



d) patrimônio líquido médio

UA -2,85%

U2A -2,96%

U3A -6,45%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 8,25%

U2A 12,56%

U3A -0,84%

U4A 1,33%

U5A -5,33%

U6A -5,69%

U7A -6,88%

U8A -3,37%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 9,51

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +6,5%

364996  - keep_calm  -  06 Nov 2019, 17:21
AES Tietê Energia (TIET11): Teve lucro líquido consolidado de R$ 97,1 milhões, resultado 174,6% superior ao auferido no 3T18 (R$ 35,4 milhões).A empresa registrou Ebitda de R$ 254,2 milhões no 3T19, valor 22% superior a cifra do 3T18 (R$ 208,3 milhões). “Este resultado se deve principalmente ao incremento da margem líquida consolidada em R$ 45,4 milhões devido aos resultados trazidos pela estratégia comercial e à entrada em operação das novas capacidades solares. Outro ponto de destaque é a manutenção das despesas operacionais no período”, afirmou a AES..

363213  - paulo_prof   -  06 Ago 2019, 01:35
Uma trimestre para a Tietê esquecer! De um lado, a empresa aumentou as suas compras de energia como estratégia de mitigação do risco hidrológico. Ocorre que a hidrologia comportou-se relativamente bem e, em consequência, o GSF resultou bem maior e os PLDs bemos menores, do que o antecipado. Ou seja, sobrou energia, que teve que ser vendida no mercado de curto prazo, a preços menores do que aqueles dispendidos na compra. Por outro lado, a geração eólica foi 15% menor do que aquela do ano passado. Boa foi a geração de energia solar, mas o volume ainda é pequeno para poder compensar eventuais problemas na geração hídrica e eólica. Para completar a derrocada, o resultado financeiro foi bem mais negativo em relação ao ano passado.

Para o meu gosto, o ativo está relativamente caro.
eMkW7lk3Nvt0tvRyxnm4hoOm3gW4=

TIET11

PREÇO: R$ 12,55

PAYOUT (2017): 117,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 20,77

P/VPA 3,37

PSR 2,43

DY 5,65%

EV/EBITDA 8,07

MARGEM BRUTA 33,1%

MARGEM OPERACIONAL 16,2%

MARGEM LÍQUIDA 11,7%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,604

MARGEM EBITDA 47,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 290,6%

ROE 16,21%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,13



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,59%

RESULTADO BRUTO +5,43%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +11,17%

RESULTADO OPERACIONAL -0,12%

RESULTADO LÍQUIDO +3,79%

EBITDA +8,91%



b) 2T19 vs 2T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +7,32%

RESULTADO BRUTO -28,76%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +43,76%

RESULTADO OPERACIONAL -66,14%

RESULTADO LÍQUIDO -61,88%

EBITDA -16,57%



c) lucro (taxa média anual)

UA 3,79%

U2A -22,71%

U3A -25,61%



d) patrimônio líquido médio

UA -3,67%

U2A -3,73%

U3A -6,26%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 8,91%

U2A 6,45%

U3A -5,94%

U4A 14,96%

U5A -11,63%

U6A -6,73%

U7A -7,35%

U8A -3,48%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,55

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +12.5%

361006  - paulo_prof   -  07 Mai 2019, 14:40
Achei os resultados do trimestre apenas regulares. Se, de um lado, houve uma aumento expressivo da Receita L[iquida na comparação trimestral, houve também um aumento expressivo no CPV (especialmente da energia comprada para revenda), resultando num Resultado Bruto menor do que aquele postado no 1T18. Um melhor resultado financeiro e menores despesas operacionais acabaram resultando num Resultado Antes dos Impostos praticamente em loinha com aquele de um ano atrás. Finalmente, uma menor despesa de IR/CS gerou um lucro líquido maior.

Na comparação anual o quadro geral é positivo: todos os resultados, exceto o financeiro, evoluíram em termos reais. O endividamento líquido no final do trimestre era de 2,96 vezes o ebitda gerado nos 12 meses anteriores. Ao contratar dívida com limite de alavancagem de 4,5, a empresa mostra que pretende aumentar o seu endividamento líquido no curto prazo (há um hiato entre o investimento e a geração de caixa), sem reflexos sensíveis em sua política de payout.

De uma maneira geral, acho que o ativo não está caro.


TIET11

PREÇO: R$ 10,92

PAYOUT (2017): 117,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 14,55
P/VPA 2,72
PSR 2,15
DY 8,06%
EV/EBITDA 7,21
MARGEM BRUTA 36,7%
MARGEM OPERACIONAL 20,9%
MARGEM LÍQUIDA 14,8%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,750
MARGEM EBITDA 50,8%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 263,6%
ROE 18,70%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,84


Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +13,64%

RESULTADO BRUTO +21,06%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +15,67%

RESULTADO OPERACIONAL +25,10%

RESULTADO LÍQUIDO +30,03%

EBITDA +21,82%



b) 1T19 vs 1T18

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +16,48%

RESULTADO BRUTO -2,03%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -5,59%

RESULTADO OPERACIONAL +1,74%

RESULTADO LÍQUIDO +13,25%

EBITDA +2,09%



c) lucro (taxa média anual)

UA 30,03%
U2A -15,15%
U3A -21,08%


d) patrimônio líquido médio

UA -2,40%

U2A -3,15%

U3A -5,17%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 21,82%
U2A 7,09%
U3A -5,23%
U4A 9,03%
U5A -10,73%
U6A -5,85%
U7A -5,92%
U8A -2,90%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 9,37

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +4,0%

358770 - paulo_prof   -  27 Fev 2019, 13:29
Os Resultados do 4T18 foram excelentes. Apesar da Receita Líquida ter sido a mesma do 4T17 (há que se verificar as causas), a margem bruta foi substancialmente maior (42,1% vs 28,5%). Um resultado bruto subtancialmente melhor (+48%) resultou num ebitda também substancialmente maior (36%). Some-se um resultado financeiro favorável e fica explicada explosão de 142% no Resultado Líquido.

No exercício, os Resultados também podem ser considerados bons, apesar da estagnação do Lucro Líquido em termos nominais. Ocorre que a empresa está investindo fortemente e mantendo uma posílita de payout acima dos 100%. Em consequência, crescem os encargos financeiros, impactando o lucro líquido. Nesta fase de crescimento da empresa (com manutenção de payout) acho mais adequado olhar para a taxa de crescimento do ebitda. Deve, também, ser olhada a compatibilidade do endividamento líquido (que vem crescendo) com o crescimento do Ebitda.

Ao final do exercício, o endividamento líquido era igual a 3,07 vezes o ebitda gerado no exercicio, o que é considerada uma alavancagem adequada. A taxa de crescimento nominal do endividamento líquido ao final dos últimos 2 exercícios foi 30%, para uma taxa de crescimento do ebitda de apenas 21%. Embora isto ainda não deva preocupar, é algo que deve ser observado nos próximos resultados. Se esta tendência continuar, não haverá como a empresa manter o payout nos níveis atuais.

Por estas e outras, considero o ativo relativamente bem precificado, mas de baixo risco de investimento aos preços atuais.

TIET11

PREÇO: R$ 11,00

PAYOUT (2017): 117,3%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 15,03

P/VPA 2,84

PSR 2,25

DY 7,81%

EV/EBITDA 7,37

MARGEM BRUTA 38,2%

MARGEM OPERACIONAL 21,6%

MARGEM LÍQUIDA 15,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,732

MARGEM EBITDA 52,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 271,0%

ROE 18,90%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,11



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,31%

RESULTADO BRUTO +16,39%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +54,58%

RESULTADO OPERACIONAL -2,52%

RESULTADO LÍQUIDO -3,46%

EBITDA +21,16%



b) 4T18 vs 4T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +0,11%

RESULTADO BRUTO +47,75%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -31,29%

RESULTADO OPERACIONAL +221,92%

RESULTADO LÍQUIDO +141,91%

EBITDA +35,62%



c) lucro (taxa média anual)

UA -3,46%

U2A -10,38%

U3A -26,54%



d) patrimônio líquido médio

UA -3,29%

U2A -5,61%

U3A -2,58%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 21,16%

U2A 11,99%

U3A -10,45%

U4A 2,34%

U5A -7,97%

U6A -6,86%

U7A -5,23%

U8A -3,33%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$9,15

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +2,0%

356956 - marcosvinicius2 -  18 Dez 2018, 22:11
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). LUCRO LIQUIDO = No período de nove meses findo em 30 de setembro de 2018, a Companhia auferiu um lucro líquido no montante de R$183.085 ante um lucro líquido de R$245.922 no mesmo período do ano anterior. Os itens a seguir explicam os principais fatores que influenciaram a redução de 28,2% do resultado da Companhia; RECEITA OPERAC LIQUIDA = O aumento de 15,4% da receita operacional líquida é explicado principalmente pelo: • aumento de receita proveniente do Complexo Eólico Alto Sertão II, no montante de R$89.647, somada à receita do Complexo Solar Guaimbê, no montante de R$4.910; • aumento de receita proveniente da venda no mercado spot no montante de R$153.543, principalmente em função do maior preço médio ponderado do PLD no período no submercado SE/CO (R$324/MWh no 9M18 ante R$276/MWh no 9M17); RESULTADO FINANCEIRO = No 9M18 o resultado financeiro líquido consolidado totalizou uma despesa de R$252.806 ou 123,4% superior à despesa apresentada no 9M17, no montante de R$113.186; Imposto de renda e contribuição social = Redução de R$30.838 ou 23,6% das despesas com imposto de renda e contribuição social (correntes e diferidos) sobre o resultado do 9M18 em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução se deve principalmente ao menor lucro tributável apurado no 9M18, o qual foi inferior em 26,6%, parcialmente compensado pela utilização de prejuízo fiscal e base negativa no 9M17, o que não ocorreu no 9M18.:

TIET11
PREÇO: R$ 10,30
PAYOUT (2017): 108,74%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 17,90
P/VPA 2,67
PSR 2,11
DY 6,08%
EV/EBITDA 7,61
MARGEM BRUTA 34,92%
MARGEM OPERACIONAL 16,85%
MARGEM LÍQUIDA 11,78%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,575
MARGEM EBITDA 48,54%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 284,38%
ROE 14,90%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,10

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 18,29%
RESULTADO BRUTO 7,48%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 131,93%
RESULTADO OPERACIONAL -32,03%
RESULTADO LÍQUIDO -33,01%
EBITDA 15,27%

b) 3T18 sobre 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 22,95%
RESULTADO BRUTO 32,50%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 74,67%
RESULTADO OPERACIONAL -8,22%
RESULTADO LÍQUIDO -6,79%
EBITDA 29,01%

c) lucro (taxa média anual)
UA -33,01%
U2A -27,34%
U3A -5,76%

d) patrimônio líquido médio
UA -3,07%
U2A -8,19%
U3A -25,25%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,19
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +8,5% !!!!
[...]

355575 - paulo_prof  -  06 Nov 2018, 17:31
A (minha) surpresa foi a grande queda da margem bruta, devida principalmente pela necessidade de comprar energia para revenda, devida ao rebaixamento contabilizado no MRE, de 41,7%. Em relação ao 2T18 os seguintes elementos de custo foram relevantes: energia comprada para revenda (R$ 224 milhões vs. R$ 62 milhões); serviços de terceiros (R$ ]47 milhões vs. 32 milhões) . Em consequência, apesar de uma Receita Líquida 22,3% maior do que aquela do 2T17, o Resultado Bruto foi 32,3% menor!!!

Ao que tudo indica, o 4T18 deverá "bombar" devido ao aumento do GSF.

Continuo achando que o ativo não está barato para uma visão de curto prazo.


TIET11

PREÇO: R$ 10,63

PAYOUT (2017): 113,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 18,47

P/VPA 2,75

PSR 2,18

DY 6,13%

EV/EBITDA 7,53

MARGEM BRUTA 34,9%

MARGEM OPERACIONAL 16,9%

MARGEM LÍQUIDA 11,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,575

MARGEM EBITDA 48,7%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 272,7%

ROE 14,90%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,10



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +18,29%

RESULTADO BRUTO +7,48%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +131,93%

RESULTADO OPERACIONAL -32,03%

RESULTADO LÍQUIDO -33,01%

EBITDA +17,04%



b) 3T18 vs 3T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +22,95%

RESULTADO BRUTO +32,50%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +74,67%

RESULTADO OPERACIONAL -8,22%

RESULTADO LÍQUIDO -6,79%

EBITDA +29,79%



c) lucro (taxa média anual)

UA -33,01% -3,07%

U2A -33,23% -8,19%

U3A -18,46% 0,96%



d) patrimônio líquido médio

UA -3,07%

U2A -8,19%

U3A 0,96%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 17,04%

U2A -5,10%

U3A -0,88%

U4A -8,45%

U5A -8,25%

U6A -9,19%

U7A -4,93%

U8A -3,71%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,19

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +10,5%

352570 - paulo_prof  -  07 Ago 2018, 15:46
Os resultados vieram dentro do esperado. O aumento da Receita Líquida e Resultado Bruto (principalmente devido à entrada em operação do parque eólico) foi compensado pelo também aumento do Resultado Financeiro negativo (devido ao aumento do endividamento necessário para financiar os investimentos). O Aumento do Ebitda também é principalmente devido à entrada em operação do parque eólico.

A partir do 3T18, com a entrada em operação do parque solar Guaimbé, o ebitda aumentará em aprox. R$ 20 milhões trimestrais. Devido a estratégia de sazonalização da garantia física de energia hidráulica (parte da garantia física do 1o. semestre, período úmido, foi deslocada para o 2o. semestre, período seco), é possível que a empresa lucro algum com venda de energia no mercado spot nos próximos 2 trimestres. Ou seja, é possível/provável que ocorra um aumento na Receita Líquida com a manutenção da margem bruta. Em consequência, acredito que a empresa não deverá encontrar dificuldades para manter o lucro líquido do 2T18 nos próximos trimestres. Há que se verificar, entretanto, se a rentabilidade dos novos investimentos é adequada. Se não estou enganado, o preço total pago por Guaimbé foi R$ 650 milhões. Se este investimento produzir R$ 85 milhões de ebitda, seriam 13,1% de retorno. Mas para um ebitda de R$ 75 milhões, o rendimento cairia para 11,5%. Eu não gosto. Pelo sim, pelo não, ainda acho que o ativo não está barato.

TIET11

PREÇO: R$ 10,50

PAYOUT (2017): 113,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 18,04

P/VPA 2,60

PSR 2,27

DY 6,27%

EV/EBITDA 6,97

MARGEM BRUTA 35,1%

MARGEM OPERACIONAL 18,1%

MARGEM LÍQUIDA 12,6%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,582

MARGEM EBITDA 48,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 258,8%

ROE 14,43%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,66



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +15,87%

RESULTADO BRUTO -8,67%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +140,01%

RESULTADO OPERACIONAL -42,41%

RESULTADO LÍQUIDO -42,45%

EBITDA +4,04%



b) 2T18 vs 2T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +15,65%

RESULTADO BRUTO +19,52%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +122,35%

RESULTADO OPERACIONAL -3,78%

RESULTADO LÍQUIDO +2,18%

EBITDA +26,94%



c) lucro (taxa média anual)

UA -42,45%

U2A -37,03%

U3A 11,18%



d) patrimônio líquido médio

UA -3,80%

U2A -7,53%

U3A 2,11%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 4,04%

U2A -12,58%

U3A 17,05%

U4A -16,13%

U5A -9,58%

U6A -9,82%

U7A -5,14%

U8A -4,39%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,27

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +9,0%

352568  - paulo_prof  -  07 Ago 2018, 15:00
Os resultados vieram dentro do esperado. O aumento da Receita Líquida e Resultado Bruto (principalmente devido à entrada em operação do parque eólico) foi compensado pelo também aumento do Resultado Financeiro negativo (devido ao aumento do endividamento necessário para financiar os investimentos). O Aumento do Ebitda também é principalmente devido à entrada em operação do parque eólico.

A partir do 3T18, com a entrada em operação do parque solar Guaimbé, o ebitda aumentará em aprox. R$ 20 milhões trimestrais. Devido a estratégia de sazonalização da garantia física de energia hidráulica (parte da garantia física do 1o. semestre, período úmido, foi deslocada para o 2o. semestre, período seco), é possível que a empresa lucro algum com venda de energia no mercado spot nos próximos 2 trimestres. Ou seja, é possível/provável que ocorra um aumento na Receita Líquida com a manutenção da margem bruta. Em consequência, acredito que a empresa não deverá encontrar dificuldades para manter o lucro líquido do 2T18 nos próximos trimestres.

352535  - ispholambra -   06 Ago 2018, 23:23
Bom o resultado da AES Tiete...

Dividendos de 0,263 por unit date ex 10 agosto...pagamento em 10 de outubro...

Abaixo segue o release....
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=635495

349746  - paulo_prof   -  08 Mai 2018, 20:03
Resultados fracos ... A empresa foi impactada pela hidrologia desfavorável na bacia do Rio Grande e pelo custo do endividamento. Como já explicado, a empresa decidiu crescer via endividamento. O custo deste endividamento veio de imediato. Já o ebitda gerado pelos investimentos está vindo devagar. Devido a sazonalização da energia hidrelétrica, os resultados deverão vir um pouco melhores no 2o. semestre. No curto prazo, entretanto, acho que o ativo está caro.

TIET11

PREÇO: R$ 10,75

PAYOUT (2017): 113,1%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 18,63

P/VPA 2,62

PSR 2,41

DY 6,07%

EV/EBITDA 7,72

MARGEM BRUTA 34,4%

MARGEM OPERACIONAL 19,0%

MARGEM LÍQUIDA 12,9%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,577

MARGEM EBITDA 47,3%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 243,5%

ROE 14,08%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,75



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,98%

RESULTADO BRUTO -17,26%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +85,82%

RESULTADO OPERACIONAL -45,03%

RESULTADO LÍQUIDO -44,64%

EBITDA -5,86%



b) 1T18 vs 1T17

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,68%

RESULTADO BRUTO -12,46%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +201,59%

RESULTADO OPERACIONAL -48,84%

RESULTADO LÍQUIDO -56,54%

EBITDA -0,04%



c) lucro (taxa média anual)

UA -44,64%

U2A -38,51%

U3A -8,02%



d) patrimônio líquido médio

UA -3,90%

U2A -6,53%

U3A 0,42%



e) ebitda (taxa média anual)

UA -5,86%

U2A -16,41%

U3A 5,07%

U4A -17,40%

U5A -10,58%

U6A -9,88%

U7A -5,99%

U8A -5,41%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 7,21

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +10,0%

Citação: suportetrader - Post #349525 - 02/Mai/2018 19:43
Prezados Marcos Vicinius e Prof Paulo, primeiramente queria agradecer e parabenizar pelo trabalho que vocês fazem aqui no fórum. Nos ajudam muito com conhecimento, informação e experiência para que possamos fazer nossos estudos.
Se não for pedir muito, poderiam fazer um comparativo entre TAEE11 e TIET11, informando qual chama mais atenção em termos de fundamentos para longo prazo?
Acho que comparar TAEE11 e TIET11 não faz muito sentido. Embora ambas sejam classificadas como "elétricas", a TIET atua exclusivamente na geração e a TAEE exclusivamente na transmissão. São dois jogos com regras distintas.

Devido às características dos contratos que regem as concessões de transmissão, excetuando o que depende dos índices de inflação e eventuais despesas excepcionais causadas por acidentes, a previsibilidade das concessões vigentes é quase total. Mas as concessões vigentes terminam ... e os termos das concessões que a empresa conseguirá no futuro são desconhecidos. Há um tipo de concessão de transmissão no qual a RAP (Receita Anual Permitida) é reduzida em 50% após o transcurso de metade do prazo de concessão. Para garantir a "perpetuidade", as receitas perdidas ao ser atingido 50% do prazo de concessão e o final da concessão, têm que ser substituídas pelas receitas de novas concessões. Estas podem ser conseguidas através da aquisição de uma concessão vigente ou através da vitória em leilão de concessões. Ocorre que com a vinda das empresas chinesas, que têm acesso a dinheiro barato provido pelo governo chinês, as RAPs vêm caindo sistematicamente. Ou seja, a rentabilidade das novas concessões não é aquela de outros tempos. Se os juros dos empréstimos de longo prazo também permanecerem em patamares baixos, a rentabilidade das concessões futuras poderá permanecer interessante. Mas a menos que o poder úblico intervenha, será cada vez mais difícil competir com os chineses.

O endividamento líquido da Taesa em 30DEZ2017 era tranquilos 1,57 vezes o ebitda gerado nos 12 meses anteriores. Devido ao colapso da inflação, a empresa deixou de "faturar" a correção inflacionária. Em consequência, a Receita Líquida IFRS de 2017 regrediu 24,8% em relação a aquela de 2016, em média 15,6% a.a. em relação a aquela de 2015 e 10,5% a,a, em média em relação a aquela de 2014. Com a estabilização dos índices inflacionários, espera-se que os resultados de 2017 possam ser mantidos no médio prazo. Neste cenário, o valor intrínseco da TAEE11 será algo em torno dos R$ 23,50 e o DY esperado ao preço atual, de aprox. 8,4% nominal.

Por outro lado, no que concerne a geração, há vários tipos distintos de contratos de concessão. Na quase totalidade destes contratos, os riscos são maiores do que aqueles enfrentados pelas empresa de transmissão. Se a hidrologia não ajudar, o GSF pode derrubar a garantia física das usinas. Isto sem considerar que as garantias físicas concedidas estariam superavaliadas (parece não ser o caso das usinas da TIET) como sugerem diversos estudos, e que uma revisão muito provavelmente implicaria uma redução das mesmas. O excesso da energia gerada (aquela além da necessária para cobrir os contratos de venda e energia) é vendido no mercado de curto prazo, cujos preços não são previsíveis. Etc. etc.

O endividamento líquido da TIET em 30DEZ2017 era 2,87 vezes o ebitda gerado nos 12 meses anteriores. Considerando os novos projetos de geração anunciados pela empresa, acho que esta relação tenderá a aumentar até que os projetos estejam maduros (gerando ebitda). Em consequência, no curto prazo o resultado financeiro deverá impactar o lucro, base para a distribuilção de proventos.

Se eu fosse fazer apostas, acho que a TAEE dará um melhor retorno no médio prazo e a TIET deverá dar um melhor retorno no longo prazo, especialmente se concentrar os seus novos investimentos em geração solar.

Sou da opinião que, no futuro, o papel que as distribuidoras exercem hoje será extinto. O monopólio que hoje têm sobre o uso da fiação que chega aos consumidores não resistirá para sempre. A legislação as obrigará a, por um preço justo, conceder passagem de energia a quem o solicite. Por outro lado, a tendência é que a cada ano a potência média requerida para que um cliente possa migrar para o mercado livre, vá baixar. Chegará o tempo quando todos nóes seremos clientes "livres". Em consequência, acho que faz sentido a TIET se associar diretamente aos clientes em projetos de geração de energia solar distribuída. Tendo uma vasta experiência em geração solar e acesso privilegiado ao fornecimento de placas solares, a TIET provavelmente será muito competitiva na instalação e operação dos sistemas.

349305  - tota_57   -  25 Abr 2018, 20:38
Sem sombra de duvidas a Unit (TIET11). A Unit da TIET é composta por uma ação ordinária (TIET3) e 4 ações preferenciais (TIET4). A liquidez da TIET11 é infinitamente maior que as TIET3 e TIET4 e dão direito a 100% de Tag Along, no caso de venda da empresa voce receberá o mesmo que os acionistas controladores.

349304  - tota_57  -  25 Abr 2018, 20:28
Em tese boas empresas devem render mais que FII e Renda Fixa, não fosse isso a grana dos empresários estaria no banco e não nos ativos. O complexo é comprar as empresas certas.

A alocação de ativos depende do estágio de vida do investidor, e aposentei recentemente e estou diminuindo a parcela em ações.

349302 - SuporteTrader -  25 Abr 2018, 20:23
Excelente análise. Estou de olho na TIET, mas sou bem novo na análise da empresa. Você recomenda as TIET3 ou TIET11 para quem está interessado em entrar? Obrigado pelas contribuições!

349289 - roger35  -  25 Abr 2018, 16:16
Tota57, muito obrigado
Tenho as duas e pretendo manter tb...tenho duvida do retorno de todo esse investimento em energia eolica, se sera rentavel para a empresa( e acionistas por consequência...)
Obrigado pelas orientações....vc acha que atualmente/ para o futuro ,os fii serao mais rentaveis de um modo geral quando comparado às acoes?

349288  - tota_57  -  25 Abr 2018, 15:58
roger35,

Como a AES esta fazendo desinvestimentos no Brasil, vendeu a AES Sul e agora esta vendendo a ELPL, não é de se descartar a hipotese de vender tambem a TIET. Durante muitos anos a TIET foi uma grande vaca leiteira, distribuindo 100% do LL. Por outro lado não expandiu o parque de geração, mas sempre manteve um endividamento irrisório, para os padrões do setor elétrico. Agora a estratégia é outra, aumenta o endividamento e investe nas novas energias, solar e eolica. O preço do MWh instalado dessas novas energias esta ficando cada vez mais competitivo e com esse mix de hidroelétrica, solar e eólica eu acredito que ela ainda vai continuar rendendo bons dividendos, em especial se nos próximos anos os níveis dos reservatórios voltarem aos patamares do passado. Tenho ela desde 2007 e vou mante-la no carteira.

Em relação a TAEE eu não estou atualizado em relação aos movimentos atuais da CMIG, sabe-se que chegou a entrar no radar para desinvestimento. Não posso ajudar muito no momento, preciso pesquisar um pouco o ativo.

349274  - roger35   -  25 Abr 2018, 10:56
Tota 57, como tem avaliado a situação atual e futura da tiet e TAEE ?como ve o investimento em geracao eolica da tiet?obrigado

347499 - NumBroker -  27 Fev 2018, 13:34
No release da TIET dá a impressão que a alavancagem vai crescer nos próximos 3 anos.

Covenants

O índice de alavancagem (Dívida Líquida / EBITDA Ajustado) encerrou o trimestre em 2,5x, abaixo do limite.
Com a aquisição de Alto Sertão II, o limite estabelecido pelas dívidas da Companhia passou de 3,5x para 3,85x durante três anos.

347495  - Rocha Preta inc -  27 Fev 2018, 11:47
https://m.extra.globo.com/noticias/economia/govern...

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal autorizou a AES Tietê a importar energia elétrica, "de forma excepcional e temporária", da Argentina e do Uruguai, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

Trata-se da segunda empresa do grupo AES a receber essa autorização. Na semana passada, a AES Uruguaiana já havia sido liberada para importar energia dessas nações.

O sinal verde para a importação de eletricidade dos países vizinhos até dezembro de 2018 foi dado pelo Brasil em setembro do ano passado em meio a um cenário, naquele momento, de chuvas abaixo da média nos reservatórios das hidrelétricas do país.

347492- paulo_prof -  27 Fev 2018, 03:20
Excetuando a Receita Líquida, não gostei dos números da TIET. A Receita Líquida cresceu consideravelmente nas bases anual (+10,68%) e trimestral (+28,16%). A crise hidrológica, entretanto, foi responsável por um aumento considerável do custo da energia comprada para revenda, com perda correspondente na margem bruta. O Resultado bruto diminuiu 2% na base anual e cresceu modestamente em 5,32% na base trimestral. A decisão da empresa de financiar a expansão das atividades integralmente (e mais um pouco) via emissão de dívida, aumentou consideravelmente as despesas financeiras, impactando fortement eo lucro líquido. O Ebitda cresceu marginalmente (3,53%) na base anual e consideravelmente (18,66%) na base trimestral.

Tenho que ler o relatório para tentar entender porque a empresa decidiu continuar a distribuir mais de 100% do lucro líquido, no lugar de reduzir a alavancagem. O endividamento líquido passou de 1,08 vezes o ebitda anual em 20DEZ2016, para 2,87 em 30DEZ2017.

Nos próximos trimestres há que se monitorar a taxa de crescimento da geração de caixa medida pelo ebitda, e a linha de tendência da alavancagem. Se investimentos adicionais não forem realizados no curto prazo, acho que a curva de alavanvcagem será bem comportada, com a alavancagem decrescendo no curto prazo, especialmente no 1o. semestre de 2018, visto que o GSF será favorável.

Não dá para se dizer que nesta altura do campeonato, o ativo esteja barato.

TIET11

PREÇO: R$ 11,95

PAYOUT (2017): 113,1%


Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 15,76

P/VPA 3,02

PSR 2,72

DY 7,18%

EV/EBITDA 8,53

MARGEM BRUTA 36,5%

MARGEM OPERACIONAL 24,7%

MARGEM LÍQUIDA 17,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,758

MARGEM EBITDA 48,1%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 230,4%

ROE 19,15%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,79



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,68%

RESULTADO BRUTO -1,98%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +50,10%

RESULTADO OPERACIONAL -16,08%

RESULTADO LÍQUIDO -16,81%

EBITDA +3,53%



b) 4T17 vs 4T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +28,16%

RESULTADO BRUTO +5,32%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +159,75%

RESULTADO OPERACIONAL -54,70%

RESULTADO LÍQUIDO -47,84%

EBITDA +18,66%



c) lucro (taxa média anual)

UA -16,81%

U2A -35,92%

U3A -12,77%



d) patrimônio líquido médio

UA -7,87%

U2A -2,23%

U3A -2,00%



e) ebitda (taxa média anual)

UA 3,53%

U2A -23,01%

U3A -3,26%

U4A -14,09%

U5A -11,64%

U6A -9,03%

U7A -6,40%

U8A -5,07%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 9,47

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +5,5%

347483  - Rocha Preta inc  -  26 Fev 2018, 23:38
TIET11 "O lucro líquido totalizou R$ 298,3 milhões em 2017, 16,8% inferior ao obtido em 2016(R$ 358,5 milhões) resultado do aumento do EBITDA e dívida pela entrada de AltoSertão II. A administração da Companhia submeterá à aprovação dos seus acionistas,em Assembleia Geral, a distribuição de R$ 47,7 milhões de dividendos complementaresreferentes ao exercício social de 2017, totalizando uma distribuição de R$ 337,5 milhõesreferente ao resultado do exercício"

346966 - paulo_prof  -  08 Fev 2018, 15:43
Cada vez fica mais claro de que o risco hidrológico não deverá ser pago pelo consumidor. Terá que ser bancado pelo gerador.

Ocorre que o GSF tem misturado estações. Além da hidrologia, o ONS tem considerado no GSF todos os fatores que tenham reduzido a geração das hidroelétricas. Ou seja, uma balaio de gatos: despacho de termelétricas fora da ordem do mérito; hidrelétricas não despachadas por falta de linhas de transmissão; atrasos de projetos estruturantes (Belo Monte, etc).

Provavelmente, o que vai ocorrer agora é a APINE vai entrar com pedido de liminar para suspender o pagamento dos valores devidos aos fatores estranhos ao risco hidrológico propriamente dito. A liminar que estava em vigor desde 2015 limitava o GSF a 95%, independentemente das causas.

A cassação da liminar não impacta os resultados da TIET, mas vai impactar o seu caixa. Resta ver se a TIET será obrigada a pagar toda a pendência antes que nova liminar seja concedida. Dizem que aprox. 30% dos R$ 6 bilhões em aberto na CCEE são devidos a fatores outros que o hidrológico.

Citação: Comunicado da TIET11
COMUNICADO AO MERCADO
A AES TIETÊ ENERGIA S.A (“AES Tietê” ou “Companhia”) (B3: TIET11; TIET4; TIET3), em atendimento ao disposto no artigo 157, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76, bem como ao que prevê a Instrução CVM nº 358/02, vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral o que segue:

Nesta data, a Companhia tomou ciência da decisão proferida pela juíza federal da 20ª Vara Federal do Distrito Federal negando o pedido da Associação dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (“APINE”) e cassando a respectiva liminar que garantia à Companhia e demais associadas, desde 1º de junho de 2015, o direito de limitar ou neutralizar o impacto do deslocamento hidrelétrico no Mecanismo de Realocação de Energia (Generation Scaling Factor ou “GSF”).

Cabe ressaltar que, conforme divulgado por meio de suas demonstrações financeiras, a Companhia vem realizando mensalmente durante a vigência da liminar a provisão dos efeitos do GSF e que possui caixa disponível para um eventual pagamento.

A AES Tietê, em conjunto com as demais associadas da APINE, está estudando os termos da sentença para identificar a melhor alternativa para resguardar os seus direitos e manterá o mercado e seus acionistas oportuna e adequadamente informados sobre os fatos subsequentes.

346480  - paulo_prof -  25 Jan 2018, 15:25 
No caso específico da TIET, os valores, que a final do 3T17 somavam R$ 446 milhões, estão 100% provisionados. Ou seja, quando se resolver o angu, na pior das hipóteses a TIET ficará no zero-a-zero. Qualquer sentença que seja parcialmente favorável à empresa aumentará o ebita e o lucro.


Há uma outra liminar em favor da TIET (via APINE) que trata do rateio dos custos dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS) entre os participantes do sistema (geraodres, consumidores, etc). Nesta, a exposilção da TIET era de R$ 103 milhões em 30DEZ2016. Este valor não está provisionado.

346477  - cfernando   -  25 Jan 2018, 13:00
Esse assunto é bastante importante no que tange as empresas de geração. Concordo que o mercado irá precificar (derrubar) o preço de empresas interessantes como a AES TIETÊ , entretanto eu já verifico que o espaço para uma queda maior no preço de TIET11 está se encurtando visto que muitos papéis já subiram muito. Não é possível sabermos ao certo até onde/quanto ela pode cair, mas não acredito em quedas que possam traze la a preços abaixo de $10,00. Diante disso a pergunta é... Será que chega a $10,00 e é mais prudente esperar ou é melhor ir comprando aos poucos a partir de agora?

Outro case que merece atenção é CMIG4. Sumarizando uma opinião: Quando vejo os preços de CMIG4 e TIET11, não é difícil perceber que esses papéis estão sendo penalizados por situações pontuais de gestão (caso da CMIG) e GSF/risco hidrológico (ambas), contudo olhando para o médio prazo (entre 1 a 3 anos) não consigo ver esses papéis a esses preços. Muito pelo contrário, acredito que eles estarão muito distantes dos preços atuais. Vcs concordam?

346375  - paulo_prof -  19 Jan 2018, 21:26
Concordo que o melhor seria ser um pouco sovina.

Quanto às novas fontes de EBITDA e o ROIC/ROE delas o que me preocupa (confesso que não olhei a fundo) é que a empesa tinha uma obrigação com o governo do estado de SP de ampliar a geração e, dado que quase não há mais potencial hidrelétrico no estado, meu medo é que esteja aceitando retornos ruins para cumprir a obrigação. Talvez isso já tenha se resolvido. Não sei se isso foi resolvido com a termelétrica a gás e qual foi o fim da novela do fornecimento de gás.


A AES tem um histórico de:

a) distribuição de 100% do lucro líquido

b) financiamento majoritariamente através de emissão de dívida

Ao emitir dívida para financiar as aqusições recentes em geração eólica e solar, a distribuição de proventos vai "naturalmente" encolher, devido ao impacto sobre lucro do expressivo aumento que deverá ocorrer nas despesas financeiras. Mas a geração de caixa será suficiente para pagar as despesas, incluindo as financeiras e os impostos, remunerar o acionista e amortizar o endividamento. A redução de endividamento propiciará o aumento gradual da remuneração do acionista.

No que concerne a obrigação com o Estado de São Paulo, sou da opinão de que ocorreu o inverso ... não foi a obrigação com o estado de São Paulo que motivou a empresa a investir em energia solar ... foi a motivação de investir em energia solar que foi aproveitada para finalmente cumprir a obrigação. No duro no duro, todos estes anos a empresa enrolou o poder público e conseguiu empurar a obrigação com a barriga sem qualquer ônus.

Finalmente, a questão do ROIC/ROE. Não há como esperar que a empresa consiga de um projeto greenfield, um retorno parecido com aquele que obtém de um projeto brownfield altamente depreciado. No que concerne os projetos de energia solar, a preocupação da empresa deve estar centrada em minimizar os custos de construção e de financiamento. Nestes sentidos, talvez seja a empresa brasileira de energia melhor posicionada. O seu ótimo rating permite emissão de dívida relativamente barata e a sua atuação global no setor permitirá (se a Receita Federal não atrapalhar), minimizar o custo dos painéis necessários.
http://www.aes.com/investors/press-releases/press-...

346370  - Minkowski  -  19 Jan 2018, 20:27
Olá Jonas.

Concordo que o melhor seria ser um pouco sovina.

Quanto às novas fontes de EBITDA e o ROIC/ROE delas o que me preocupa (confesso que não olhei a fundo) é que a empesa tinha uma obrigação com o governo do estado de SP de ampliar a geração e, dado que quase não há mais potencial hidrelétrico no estado, meu medo é que esteja aceitando retornos ruins para cumprir a obrigação. Talvez isso já tenha se resolvido. Não sei se isso foi resolvido com a termelétrica a gás e qual foi o fim da novela do fornecimento de gás.

346316  - Jonas_Schwingel  -  18 Jan 2018, 20:39
Para acrescentar na discussão sobre TIET. Estava vendo mais coisa sobre a empresa no Google e encontrei isto. Está similar à minha visão... talvez mais otimista apenas.

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A AES Tietê Energia comunicou ontem (11) ao mercado que atualizou suas projeções referentes a previsão de investimentos para os anos de 2018 e 2019, incluindo os investimentos estimados relacionados aos ativos solares Complexo Solar Boa Hora (Boa Hora) e Complexo Solar Água Vermelha (AGV Solar).

De acordo com o informado, para o referido período, a companhia planeja investir um total de aproximadamente R$ 980 milhões que serão direcionados aos programas de modernização e manutenção de suas plantas hidrelétricas e os investimentos referentes à construção de Boa Hora e AGV Solar.


Acreditamos que a AES Tietê é uma companhia que se destaca por ser uma forte geradora de caixa, boa pagadora de proventos, e que possui métricas de rentabilidade elevadas em seu segmento.

Neste sentido, seus números reforçam bem esta visão, apesar de terem apresentando uma queda de desempenho no último terceiro trimestre de 2017 devido a fatores pontuais.

Como pontos de destaque em seus números no terceiro quarto do ano passado, é importante destacar o volume de energia gerada pelas usinas hidráulicas da AES Tietê Energia no período, que foi de 3.029,0 GWh no 3T17, 5,0% inferior ao gerado no mesmo período de 2016 (3.189,1 GWh) e de 518,6 GWh pelas usinas eólicas no 3T17, 35,9% superior ao registrado no 3T16 (381,6 GWh).

Dessa maneira, é intuitivo perceber que houve uma queda acentuada na geração de energia proveniente das fontes hidráulicas da companhia.

Este fator é um resultado direto da falta de chuvas em sua região de atuação, o que resultou num nível dos reservatórios 38,0%, inferior em 17,5 p.p. ao 3T16 (55,5%) ao final do 3T17.

Como consequência, os custos e despesas operacionais, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 298,9 milhões no 3T17, 59,1% superiores aos R$ 187,9 milhões registrados no 3T16, resultado que seguiu o movimento contrário ao aumento de 14,2% da receita líquida frente ao 3T16, que passou de R$ 402,4 milhões, na ocasião, para R$ 459,4 milhões no encerramento do terceiro trimestre deste ano.



Dessa forma, o Ebitda (proxy da geração de caixa operacional) da AES Tietê se consolidou em R$ 160,5 milhões no 3T17 contra R$ 214,5 milhões no 3T16, ao passo que seu lucro líquido se fez em R$ 37,9 milhões no 3T17 versus R$ 97,8 milhões no 3T16.

Entendemos que os resultados inferiores no período, quando comparados à trimestres anteriores, são reflexos diretos das condições pluviais desfavoráveis as quais passaram as regiões onde a companhia possui as suas nove usinas hidráulicas e três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).



Assim sendo, o fato da companhia anunciar que planeja investir um total de aproximadamente R$ 980 milhões que serão direcionados aos programas de modernização e manutenção de suas plantas hidrelétricas e os investimentos referentes aos ativos solares Complexo Solar Boa Hora (Boa Hora) e Complexo Solar Água Vermelha (AGV Solar) demonstra um forte interesse por parte de sua gestão em diversificar a sua fonte de geração de energia, necessidade esta que se faz bastante importante visto o transtorno que uma temporada de poucas pode causar no operacional da empresa.

Além disso, o fato de expandir a sua operação de geração de energia para outras fontes que não a hidráulica, demonstra uma atitude bastante astuta e resiliente de sua gestão, que demonstra não estar medindo esforções para se adaptar as novas tendências que chegam com cada vez mais representatividade no mercado de energia.

Adicionalmente, vale mencionar que a companhia, neste sentido, busca também complementar o seu portfólio com novas energias/tecnologias, como geração distribuída e armazenamento de energia via baterias.

No que diz respeito ao endividamento da AES Tietê Energia, a companhia informou que sua dívida bruta da totalizava R$ 3.603,9 milhões em 30 de setembro de 2017, valor 150,5% superior à posição da dívida bruta em 30 de setembro de 2016 (R$ 1.438,5 milhões) e com a maior parte de seu montante com vencimento previsto para 2018 e 2022 em diante.



Avaliamos que os resultados aquém do que já foi apresentado pela companhia no passado são pontuais, e continuamos avaliando a AES Tietê Energia como uma empresa que atua num setor no qual dificilmente existirá uma “falta” de demanda no futuro e, apesar das fontes de energia elétrica apresentarem uma tendência de se tornarem cada vez mais limpas e renováveis, os recentes processos de investimentos da AES Tietê em fontes de energia alternativas – como referenciado acima – demonstram um interesse muito grande por parte de sua gestão em se adaptar a essa nova realidade que tende a ser cada vez mais intensa num futuro próximo.

Recentemente, inclusive, enviamos a nossos assinantes, no relatório Suno Dividendos de 14 de setembro, uma entrevista com a equipe de Relações de Investidores da AES Tietê, na qual foram esclarecidos pontos interessantes em relação às estratégias de expansão da empresa, que envolve muitos investimentos com o objetivo de tornar 50% do seu Ebitda proveniente de fontes renováveis no médio prazo.

Gostamos muito dessa companhia, e entendemos que os próximos investimentos a serem feitos e as decisões recentes da empresa apresentam condições de proporcionar ótimos dividendos aos investidores no longo prazo, junto de crescimento nos resultados.

346304  - Jonas_Schwingel -  18 Jan 2018, 18:13
Boas colocações.

Sobre o ponto 1, vejo que a empresa tem ciência disto, daí sua postura de ter metas para que a parcela oriunda de outras fontes no EBITDA cresça. Eu gostaria de saber o ROE destes novos empreendimentos.

Sobre o 2, eu compartilho esta preocupação.

Na verdade, TIET ocupa na minha carteira a posição de geradora. Hoje vejo que teria sido melhor ter dado este posto para a GEPA ou EGIE. Por enquanto vou deixar rolar o investimento na empresa pois vejo possibilidade de melhora e o pessimismo já está no preço. Quero aguardar mais alguns trimestres para ver como se comporta a receita após as recentes chuvas e também quais serão próximo movimentos da administração. Gostaria que o recente período mais chuvoso engodasse sobremaneira as receitas e que a empresa amortizasse um pouco da dívida, mesmo que pra isso tenha que ser um pouco sovina nos dividendos.

346298  - Minkowski   -  18 Jan 2018, 17:50
Jonas, dois pontos a acrescentar.

Não é possível afirmar que as poucas chuvas nos últimos anos não sejam o "novo normal". O clima é cheio de variáveis acopladas (a evolução das chuvas, por exemplo, depende das temperaturas e vice versa) e variáveis sensíveis às codições iniciais (pequenas mudanças hoje podem gerar grandes mudanças no futuro). Na minha opinião, é impossível estimar adequadamente os riscos de TIET. Pra mim só faz sentido mesmo se tudo de ruim estiver no preço.

Outro ponto é que a situação financeira da AES não é das melhores, e é bem possível que pague dividendos e siga alavancando a TIET além do saudável para manter/aumentar os dividendos, e sabemos como isso pode terminar.

346286 - Jonas_Schwingel  -  18 Jan 2018, 15:59
A situação para as elétricas como um todo está pastosa. Cada uma tem seus problemas e praticamente todas estão isto nos preços. As que têm menos problemas, caíram menos. Normal.

No que concerne à TIET, não entendo perfeitamente as entranhas financeiras do case. Minha posição no ativo é recente e ainda estou pegando o fio da meada conforme os trimestres passam. O prof. conhece bem mais o conjunto da obra e comentaria sobre detalhes muito melhor que eu. Então comento sobre como vejo a situação de maneira geral.

Vejo 3 coisas pressionando os preços negativamente:

- resultados recentes fracos principalmente por causa de crise hídrica recente;

- endividamento crescendo devido a investimentos cujo objeto são projetos no ramo de geração alternativa que não estão convencendo a comunidade financeira;

- imbróglios das geradoras com o governo;

- dúvida a respeito da perenidade dos dividendos recentes em decorrência da patinada nos resultados.

Pelo lado bom, vejo principalmente a qualidade da gestão da empresa e a perenidade de demanda no ramo em que atua. A administração disse que irá manter o nível de dividendos, mantendo a política de financiar investimentos via dívida. Outro ponto é que caso as coisas melhorem, a empresa terá capacidade de pagar um dividendo futuro bastante interessante em relação ao preço atual.

Como acredito que as coisas ruins já estão no preço, minha posição na empresa é justificada por eu ver uma boa probabilidade de melhora no médio/longo prazo, a qual é embasada nos pontos positivos da empresa. Não tenho pressa para colher os frutos deste investimento, se é que dará frutos. Não há certezas em investimento. Por isso diversifico.

346281  - kknove   - 18 Jan 2018, 14:51
Jonas, seu blog é muito bacana e bem feito, sigo sempre. Parabéns! Vc poderia falar um pouco sobre o Tiet ? Sei q está sofrendo com a restrição hídrica e investindo forte em renováveis. Mas o papel está de fato barato ou há outros riscos no horizonte?

343828  - marcosvinicius2  -  11 Nov 2017, 13:45
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO (*). DOS ULTIMOS 47 TRIMESTRES, 04 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (8,5106%). LUCRO Atribuído a Sócios da Empresa Controladora DO 3T17 = 37.944 FOI MENOR DO QUE O LUCRO APRESENTADO NO 2T17 = 90.978 E MENOR (TAMBEM) DO QUE O APRESENTADO NO 3T16 = 97.846. RESULTADO BRUTO TAMBEM FOI MENOR NA COMPARAÇÃO ENTRE 3T16 = 178.005 X 3T17 = 104.890. VALOR DE MERCADO (MIL) = 25.672.391; VALOR MAXIMO (MIL) = 31.497.834 NO 3T16; VE PSBE (MIL) = 4.213.268:

TIET11
PREÇO: 13,05
PAYOUT (2016): 232,37%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 75,95
P/VPA 16,42
PSR 15,79
DY 3,06%
EV/EBITDA 35,11
MARGEM BRUTA 38,44%
MARGEM OPERACIONAL 29,33%
MARGEM LÍQUIDA 20,79%
LUCRO POR AÇÃO 0,172
MARGEM EBITDA 49,81%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 142,56%
ROE 21,62%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,77

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -123,16%
RESULTADO BRUTO -11,11%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 24,32%
RESULTADO OPERACIONAL -24,03%
RESULTADO LÍQUIDO -21,19%
EBITDA -10,51%

b) 3T17 sobre 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 14,16%
RESULTADO BRUTO -41,07%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 69,53%
RESULTADO OPERACIONAL -63,22%
RESULTADO LÍQUIDO -61,22%
EBITDA -24,72%

c) lucro (taxa média anual)
UA -21,19%
U2A 11,78%
U3A 47,88%

d) patrimônio líquido médio
UA -13,05%
U2A -34,36%
U3A -25,50%

Resultado financeiro = No 9M17 o resultado financeiro líquido consolidado totalizou uma despesa de R$113.186 ou 12,2% superior à despesa apresentada no 9M16, no montante de R$100.901. Contribuiu para esse desempenho: •maiores encargos de dívida no montante de R$25.480, principalmente em função do reconhecimento de encargos financeiros no montante de R$15.345, oriundo das dívidas das empresas adquiridas do Complexo Eólico Alto Sertão II, somado ao maior saldo de dívida devido à 3ª emissão de Nota Promissória da Companhia em junho de 2017 e à baixa do saldo do custo diferido referente ao pré-pagamento da 2ª e 3ª Emissão de Debêntures e da 2ª série da 4ª Emissão de Debêntures, no montante de R$7.943, compensando parcialmente pela menor taxa média do CDI (de 10,91%, no 9M17 ante 14,13% no 9M16); •pagamento de prêmio de resgate antecipado no montante de R$7.639 em função do pré-pagamento da 2ª e 3ª Emissão de Debêntures e da 2ª série da 4ª Emissão de Debêntures, o que não ocorreu no 9M16; •redução do ganho nas variações cambiais decorrente da menor valorização do Real frente ao Dólar no ano de 2017 (-10,70%), quando comparado ao mesmo período de 2016, sobre processo judicial que discute a aquisição obrigatória pela Companhia de energia oriunda de Itaipu; •recebimento de multa processual durante o período de 2016 referente processo movido em 2005 pela Companhia contra Furnas Centrais Elétricas S/A (“Furnas”) no montante de R$6.200;

Imposto de renda e contribuição social = Redução de R$11.290 ou 8,0% das despesas com imposto de renda e contribuição social (correntes e diferidos) sobre o resultado do 9M17 em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento se deve principalmente ao menor lucro tributável apurado no 9M17, o qual foi inferior em 7,6%.

Lucro líquido do período = O lucro líquido no 9M17 foi de R$254.922, representando uma redução de 7,4% ou R$20.494 em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a Companhia teve um lucro líquido de R$275.416.


( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

343590  - paulo_prof  -  07 Nov 2017, 00:44
O mar não está para peixe ... No 2T17 o GSF (Generation Scaling Factor) já foi baixo, emplacando 84%. No 3T17 o GSF caiu para incríveis 62%. Não há como lucrar num cenário hidrológico destes. O pior é que o nível médio dos reservatórios é hoje menor do que na mesma época do ano do racionamento. Em consequência, mesmo que chova, o ONS pode dicidir não despachar as hidrelétricas visando recuperar o nível dos reservatórios. Todas as térmicas disponíveis estão gerando a pleno vapor. Por outro lado, tudo o que a Argentina e o Uruguai não estão consumindo está sendo comprado pelo Brasil. Finalmente, parece que a entrega do linhão de Belo Monte será antecipada em dois meses (de maneira a poder gerar o máximo de energia, seja hidráulica ou térmica, no subsistema norte.

Por outro lado, a adminstração da Tietê parece decidida a manter a distribuição de 100% do lucro líquido e financiar 100% dos novos projetos via endividamento. A consequência será uma maior despesa financeira, com impacto no lucro líquido e distribuição de proventos.

Em função destes cenários, acredito que não seja o momento de apostar na TIET. Acho que haverá tempo para comprar a preços descontados quando a situção hídrica começar a melhorar.

TIET11

PREÇO: R$ 12,95

PAYOUT (2016): 111,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 15,07

P/VPA 3,26

PSR 3,13

DY 7,53%

EV/EBITDA 9,59

MARGEM BRUTA 38,4%

MARGEM OPERACIONAL 29,3%

MARGEM LÍQUIDA 20,8%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,859

MARGEM EBITDA 49,2%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 230,5%

ROE 21,62%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,77

Taxas de Crescimento Nominal



a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -11,38%

RESULTADO BRUTO -29,38%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -3,92%

RESULTADO OPERACIONAL -38,31%

RESULTADO LÍQUIDO -33,45%

EBITDA -23,05%



b) 3T17 vs 3T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,16%

RESULTADO BRUTO -41,07%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +69,53%

RESULTADO OPERACIONAL -63,22%

RESULTADO LÍQUIDO -61,22%

EBITDA -25,18%



c) lucro (taxa média anual)

UA -33,45%

U2A -10,04%

U3A -23,53%



d) patrimônio líquido médio

UA -13,05%

U2A 3,04%

U3A -3,82%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 11,01

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +4,5%

343504  - AltGrStrg -  02 Nov 2017, 17:30
Resultados fracos, mas não recorrentes.

O que fico alerta é em relação as aquisições da empresa, que ainda não impactaram os dividendos, mas tendem a impactar. Vejo com bons olhos as aquisições para LP, já que o setor tende a se desenvolver, devida a necessidade de energia futura para o país.

343503  - AltGrStrg   -  02 Nov 2017, 17:22
Destaco os principais pontos do release.

A empresa tem como objetivo a obtenção de 50% de seu EBITDA com fontes de energia renováveis a partir de 2020, sendo de fontes não hidrícas.

O principal motivo da queda foi a aquisição da energia para mitigação dos riscos hidrológicos (84 Mwm). Como diz a CIA:

"Com a intensificação do risco hidrológico previsto para 2017, a Companhia revisou seu portfólio
contratual e identificou em sua base de clientes eventuais oportunidades para descontratação ou redução
do volume de energia vendida, bem como celebrou alguns contratos de curto prazo, com o objetivo de
mitigar sua exposição nesse mercado" - As chuvas devem começar a voltar.


Os custos com aquisição de energia foram de 183,3M x 84,1 M (3tri /16) + 117,9%, devido ao maior preço médio (R$ 232,40/MWh no 3T17 vs. R$ 150,93/MWh no 3T16).

Houve uma pequena variação no volume de energia gerada pelas usinas hidraulicas (-5%).

Além disso Alto-Sertão foi adquirida em 03/08, já com ganho de produtividade devido a subestação Igaporã III, inaugurada em 19/06, que fez com que a energia não fosse mais desperdiçada. (Energia Gerada de 518,6 GWh (3 tri/17) x 381,6 GWh (3 tri/16) (+35,9%), também devido as melhoras de ventos.

As despesas financeiras aumentaram 52,4% (53,9 M x 82,2 M), devido as aquisições, mas o custo da divida diminuiu passando de 13,8% para 10% a.a, no mesmo periodo.

Em relação aos investimentos - As aquisições do Complexo eólico Alto Sertao II e do Complexo Solar Boa hora nos montantes de R$ 615,5 M e R$ 66,6M (valor bruto de R$ 75M, sendo que os impostos de 8,4M serão pagos no final de outubro/17), respectivamente, totalizando R$ 682,1M liquidos.

Faltando ser considerados o investimento no complexo solar Bauru(650M) dos quais 470M investidos em debentures entre setembro e março de 2018 e o restante 180M em maio.

Devido as aquisições a alavancagem da empresa aumentou consideravelmente (0,9 para 2,7 DivLiq/Ebitda consolidado)

Além disso destaco interessantes PLDs de Boa Hora (R$ 291,75/MWh) e Bauru (R$ 218,85/MWh)

Aguardo comentários.

343477  - ispholambra  -  02 Nov 2017, 00:01
Resultado altamente brochante....lucro de 37,9 milhoes no terceiro trimestre....

Distribuicao de 37,2 Milhoes em JCP e 4,4 Milhoes em dividendos no terceiro trimestre...

Abaixo segue o link para acessar o release... eu ainda nao li... perdi a vontade de ler...kkkkkkk

Mas essa queda toda deve ser reflexo das aquisicoes realizadas, uma vez que a TIET11 nao esta muito exposta ao mercado Spot...
http://ri.aestiete.com.br/listresultados.aspx?idCa...

342392  - ispholambra   -  27 Set 2017, 00:09
É isso ai Professor...eu creio que estao tentando matar dois coelhos numa tacada só...

Acredito que os projetos solares devam gerar bem mais que a energia efetivamente vendida nos leilões e a sobra a TIET11 devera usar para complementar a energia vendida pelas hidreletricas...pois ate bem pouco tempo atras, o seu lucro foi severamente impactado pelo rebaixamento da geracao no MRE, tendo a TIET11 ficar exposta em demasia ao mercado SPOT...

Nesse ano me parece que a empresa se planejou melhor e a exposicao ao PLD esta bem baixa ou praticamente inexiste...

De qualquer forma eu gosto de ver uma empresa do porte da Aes Tiete investindo novamente... e eu nao acredito que iriam comprar negocios que dessem prejuizo... acho que mesmo que for no longo prazo esses novos projetos adquiridos vao dar lucro...

342376  - paulo_prof  -  26 Set 2017, 19:49
Citação: muadibgv - Post #342368 - 26/Set/2017 16:04
Prof,
Salvo engano a Tietê tinha um tac ou algo do tipo obrigando-a a investir em outras fontes além da hidrelétrica.
Talvez a chave para entender esse investimento seja essa obrigação, e não sua rentabilidade.
Não é uma boa notícia para a cia, necessariamente.
Sim ... o compromisso que a TIET tem com o estado de São Paulo é o de acrescentar 400 MW ao parque gerador do estado. Há muito o prazo foi estourado, mas o governo do estado tem sido condescendente. Há muitos anos a TIET vem "tentando" cumprir com o compromisso via térmica a gás ... mas o projeto não foi adiante pela fela falta do suprimento sustentável de gás. Há alguns anos, a TIET passou a investir em PCHs, tendo construindo 3 delas num total de aprox. 15 MW de potência.

Nesta semana comprou dois projetos de energia solar:

a) direitos ao contrato de energia de reserva (complexo Boa Hora) de 3 usinas totalizando 90 MW de pico, por R$ 75 milhões; e

b) as 5 usinas de Guaimbé, totalizando 171 MW de pico, por R$ 650 milhões.

A autorização para a construção das usinas Boa Hora é em Pernambuco. Para matar dois coelhos, a TIET está solicitando à ANEEL a transferência dos projetos para São Paulo. Ao contrário das usinas em Guainbé, cujo preço é final, com as usinas operando, a compra das licenças Boa Hora não envolve um tostão sequer da implementação. Ou seja, os R$ 75 milhões dispendidos vão limpinhos para o bolso das vendedoras. Suspeito que o enorme ágio pago é devido ao preço do MWh do contrato, de R$ 291,75 (base novembro de 2015).

Por outro lado, quero crer que a TIET possa ter entrado num acordo com o estado de São Paulo no que tange os 400 MW do compromisso assumido quase 20 anos atrás. Enquanto hidrelétricas e termelétricas conseguem gerar próximo da potência máxima instalada, a potência média gerada no ano por uma usina fotovoltaica não chega a 20% da potência de pico. Se o governo de São Paulo está aceitando 400MW de energia fotovoltaica de pico para o cumprimento do acordo, de fato a TIET está resolvendo uma dor de cabeça de forma muito barata.

342364  - paulo_prof  -  26 Set 2017, 16:16
Andei fazendo algumas contas de padeiro para "sentir" onde a TIET estaria se metendo ...

De acordo com o FR da TIET, os dados da aquisição das usinas solares seriam:
Preço total: R$ 650 milhões
Potência Habilitada: 150 MW
Preço: R$ 218,85/MWh (data base outubro de 2014),
prazo: 20 anos

Trazendo o preço a valor presente usando a variação do IPCA obtém-se, aprox. R$ 267,00 por MW/h.
A Energia Contratada é de 29,5 MWm (isto pressupõe um fator de capacidade de 19,7% relativamente à Potência Habilitada de 150 MW).
Em valores correntes, portanto, a Receita Anual Bruta pela energia contratada seria aprox. R$ 69 milhões.

Não faço ideia de quais seriam os impostos incidentes e, portanto, da Receita Líquida, nem qual seria o percentual da Receita Líquida que seria "comido" com custos operacionais. Por outro lado, também desconheço a regra do jogo relativa ao que acontece após os 20 anos, no final do contrato. A TIET continuará proprietária das usinas, ou as mesmas reverterão para a União?

Supondo que o EBITDA anual seja 85% da Receita Bruta, ou R$ 59 milhões, e que este seja mantido pelos próximos 20 anos, a fórmula do FCD forneceria R$ 650 milhões para uma taxa real de desconto de 7,4% a.a.

Se não estou enganado, o custo da última emissão de debêntures é de IPCA + 6,78% a.a. Haveria, portanto, apenas uma minúscula margem para o lucro, não compensando os riscos.

Algumas das hipóteses abaixo teriam que se verificar, para a coisa fazer sentido:

a) o ebitda anual de fato seriamaior, seja porque o percentual está sub estimado, seja porque de fato há receita adicional (energia gerada maior do que energia contratada);

b) após os 20 anos, a TIET de fato continuaria proprietária da usina

c) a TIET de fato conseguiria emitir debêntures com custo menor.

342355  - ispholambra - 26 Set 2017, 01:41
TIET11

Estao adquirindo mais um complexo solar... dessa vez em Bauru...

Realmente essa e uma nova empresa...
http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=580374

341003  - paulo_prof   -  12 Ago 2017, 11:16
Os resultados poderiam ter sido melhores não fosse a queda da margem bruta. No 2T16 foi 49,4%. No 1T17 aumentou para 55% e no 2T17 caiu para 43%. Na base semestral, a margem bruta aumentou de 42,8% para 49%, devido a excepcional margem bruta postada no 1T17.

Em consequência da queda na margem bruta, excetuando o financeiro, os resultados do 2T17 foram todos mais fracos do que no 2T16.

Como a margem bruta no 2S16, 39,7%, foi sensivelmente menor do que aquela do 1S17, a minha expectativa os resultados do 2S17 mostrem uma evolução sobre os resultados do 2S16. Em consequência, e considerando que os investimentos recentes deverão agregar valor, acho que o ativo mostrará evolução.

TIET11

PREÇO: R$ 13,69

PAYOUT (2016): 111,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 13,54

P/VPA 3,31

PSR 3,43

DY 8,38%

EV/EBITDA 7,27

MARGEM BRUTA 44,5%

MARGEM OPERACIONAL 36,4%

MARGEM LÍQUIDA 25,4%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,011

MARGEM EBITDA 54,5%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 148,2%

ROE 24,44%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,25



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -24,00%

RESULTADO BRUTO -30,16%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -18,94%

RESULTADO OPERACIONAL -34,44%

RESULTADO LÍQUIDO -31,09%

EBITDA -24,02



b) 2T17 vs 2T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -3,07%

RESULTADO BRUTO -15,69%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -34,89%

RESULTADO OPERACIONAL -9,80%

RESULTADO LÍQUIDO -11,76%

EBITDA -11,69%



c) lucro (taxa média anual)

UA -31,09%

U2A 54,53%

U3A -27,96%



d) patrimônio líquido médio

UA -11,11%

U2A 5,19%

U3A -4,95%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 12,96

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +1,5%

340815  - roger35 -  08 Ago 2017, 11:25
Balanço veio em linha, pequena queda.... 0, 26 por unit... ex 11/08

340684  - ispholambra   -  03 Ago 2017, 02:38
Aes Tiete - TIET11

Hoje essa empresa voltou para a minha carteira... poderia ter comprado mais barato a umas semanas atras... mas ainda nao tinha estudado a empresa adequadamente para o proposito de investimento de longo prazo... mas mesmo ainda sem finalizar a analise, optei por comprar uma parte do pretendido hoje, aproveitando a pequena queda que o ativo teve apos anunciar a compra dos projetos de geracao fotovoltaica... o que ao meu ver foi um exagero do mercado...

E o que a Aes Tiete de hoje difere da GETI3 que eu investi num passado remoto? (sai do ativo em 2013/2014)... ao meu ver difere em quase tudo... e como investimento de longo prazo ela é muito mais atraente hoje do que outrora...

Infelizmente, no passado, a existencia de um contrato bilateral de comercializacao de energia com a sua irma da distribuição, a Eletropaulo, a valores que para epoca eram pra la de generosos fez com que a Aes Tiete ficasse "cozinhando o galo", sem apetite algum de investimento...que mesmo previstos junto ao Estado de SP quando do seu contrato de concessao... eram sempre adiados... isso ocorria principalmente porque a grana corria facil... as margens eram altissimas... e os dividendos sempre polpudos... mas dai veio a Aneel e datou um fim para o contrato... Dez/2015... ou seja a partir disso a Eletropaulo iria ter de comprar energia de outros fornecedores e a Aes Tiete iria obrigatoriamente interromper o fornecimento... pelo menos nos preços vigentes à época...

Entao veio o mercado e previu o caos...quedas expressivas das margens... dos dividendos... enfim era o fim da Aes Tiete...

NA verdade... seja por um quimeras da natureza ou por falta de planejamento e investimento da empresa, o cenario critico veio antes do fim de 2015... a partir de 2013 as geradoras comecaram a sentir os efeitos da baixissima pluviosidade da epoca... as garantias fisicas foram sendo rebaixadas e o preço da energia no mercado SPOT foi subindo e chegou ao teto previsto... mais de 800,00 o W.. como toda a energia tava vendida... a Aes Tiete teve de comprar no mercado SPOT e os seus lucros desde 2013 de alternaram muito... com trimestres otimos... regulares...fraquissimos e ate de prejuizos...

E hoje, quase dois anos apos o fim do contrato... como estao as coisas?

A empresa vende toda energia produzida aos consumidores livres... nao participou de nenhum leilao de energia para o mercado regulado...os preços praticados ainda hoje sao em media menores que quando da vigencia do contrato com a Eletropaulo... as receitas sao menores...porem... a empresa se mexeu... e esta se mexendo constantemente buscando melhorias...reduzindo custos e fazendo investimentos...

O planejamento esta muito melhor... recentemente o preço da energia no mercado SPOT disparou novamente... ja passamos de 500,00 o W nessa ultima semana... e a tendencia e desse preço bater no teto que é 533,82 para o ano de 2017... Mas a Aes Tiete se planejou melhor... e hoje conta com cerca de 17% das suas garantias fisicas livres... ou seja... a depender do que elas forem rebaixadas, pode ate sobrar energia para vender no mercado livre nesse preço pra la de alto...

Outro ponto positivo da empresa foi o retorno dos investimentos... primeiro a compra do Parque Eolico... agora esse empreendimento fotovoltaico... ou seja... a empresa esta buscando criar valor de longo prazo...

Sou suspeito pra falar... gosto do setor eletrico... tenho os FIPs I.E... tenho uma distribuidora e tenho as duas principais transmissoras em carteira... agora ta entrando a TIET11 tambem... tomara que o tempo mostre que ela foi uma boa escolha...

338828 - roger35 -  31 Mai 2017, 17:50
Os colegas estão á par do direito recesso na AES Tiete?Alguém vai exercer direito de recesso na compra da Nova Energia Holding S.A.?
Prof.Paulo, small, ou os outros colegas dia fórum o que acham?Vale a pena exercer o direito recesso ou não?
Muito obrigado.http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/frmNBC.asp?protocolo=566279

338393  - paulo_prof   - 22 Mai 2017, 16:33
Quanto maior o PLD, mais crítica é a situação, pois mais usinas térmicas (inclusive as mais caras) são despachadas. Quando energia térmica é gerada num sub-sistema, TODAS as usinas hidroelétricas que participam do MRE (instrumento concebido para compartilhar entre seus integrantes os riscos financeiros associados à comercialização de energia pelas usinas hidrelétricas despachadas de modo centralizado e otimizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, uma vez que a água é compartilhada por todos e o seu uso não é gerido pelo proprietário da usina) deste sub-sistema são impactadas, pois no total (e portanto na média) menos energia hidráulica será gerada. O fato de eventualmente a AES Tietê estar com os reservatórios cheios é irrelevante. Só significa que ela vai star gerando mais do que poderá vender.

Uma hidro-elétrica tem uma "garantia" física, que é a energia que pode vender em condições hidrológicas normais. Em condições hidrológicas adversas em determinado sub-mercado, a garantia física é reduzida por um fator, GSF, que impacta todas as usinas daquele submercado que participam do MRE. Algumas usinas são mais impactadas do que outras, porque cada usina pode, dentro de certos limites, definir como vai distribuir a sua garantia física durante o ano. Por exemplo, em vez de definir que distribuirá a sua garantia física uniformemente (1/12 avos do total a cada mês), pode definir um perfil distinto (tipo 54% no 1o. semestre distribuídos uniformemente ou não e 46% no 2o. semestre, distribuídos uniformemente ou não)

338377  - belemes -  22 Mai 2017, 01:44
E faz mais de 3 dias que está chovendo sobre as cabeceiras dos rios do Estado de São Paulo e Sul de Minas Gerais... que alimentam reservatórios do Sudeste/Centro Oeste... e essas águas deverão chegar aos reservatórios nos próximos dias... alterando os níveis das montantes das usinas... o que permitirá a liberação... pelo ONS... maior geração hidrelétrica... e, com isso... a parada de térmicas.

A continuar assim... em breve... deverá ser alterada as bandeiras na cobrança na contas de energia... reduzindo o valor das taxas.

338376  - belemes - 22 Mai 2017, 01:25
Prof. Paulo...Realmente... é insignificante... mas quando os reservatórios que envolve a empresa e os q estão na jusante(abaixo) estão baixos... a empresa, no caso a AES Tietê... sob ordens do ONS... tem que comprar energia no mercado(produzidos por termoelétricas) pra atender contratos. Essa foi uma situação que a própria AES Tietê já enfrentou e teve prejuízos por conta disso... compra mais caro e vende mais barato.

E, como o senhor mesmo postou... outras regiões estão em situações com quadro complicado... principalmente a Região Nordeste... o que permitirá a AES Tietê vender excedente no mercado, ainda que não seja uma quantidade expressiva.. num preço muito mais vantajoso.

"O Preço de Liquidação das Diferenças para o período entre 20 e 26 de maio foi fixado em R$ 471,16/MWh em todos os submercados. O preço no Norte saiu de R$ 145,62/MWh e alcançou o patamar dos demais, uma vez que os limites de intercâmbio referentes ao envio de energia por este submercado deixaram de ser atingidos."
https://www.canalenergia.com.br/noticias/53017115/...

338374  - paulo_prof  - 22 Mai 2017, 00:59
O nivel dos reservatórios que pertencem à AES Tietê é irrelevante. O GSF é definido em função do nível médio dos reservatórios do submercado Sudeste/Cento-Oeste, onde a AES Tietê está inserida. Como vc pode verificar, em http://www.ons.org.br/resultados_operacao/SDRO/Dia..., o mar não está para peixe! Excetuando o submercado norte, os demais estão em situação muito pior este ano do que no ano pássado, na mesam data.

338365  - belemes -  21 Mai 2017, 22:10
O volume dos ativos da AES Tietê TIET11 é muito forte... e não são participantes de fórum que farão a diferença... mas é oportuno observar... os níveis dos reservatórios de geração da empresa... e as chuvas que tem caído... fora da estação de chuvas... sobre o lençol freático e rios que contribuem pra armazenagem de águas em seus reservatórios... lembrando que água de chuva... para ela(empresa)... é dinheiro.

Vide o percentual de armazenagem do rio Tietê e rio Grande(Água Vermelha pertence AESTietê)... e já estamos na quase metade do ano e temos apenas 4 meses pra início de nova estação das chuvas.

Clicar em "submercado Sudeste/Centro Oeste" do item Hidrologia
http://www.ons.org.br/resultados_operacao/SDRO/Dia...

337670  - TraderCenter  -  08 Mai 2017, 22:00
[...]
A AES Tietê Energia, geradora do grupo AES Brasil, apurou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 126 milhões no primeiro trimestre de 2017, valor 69,2% acima do lucro de R$ 74,5 milhões em igual período de 2016.

As informações foram publicadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta sexta-feira. A AES Tietê apurou lucro líquido de R$ 126 milhões no primeiro trimestre de 2017, um resultado 69,2% maior que o ganho de R$ 74,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 259 milhões nos três primeiros meses deste ano, ante R$ 179,1 milhões de 12 meses antes, um aumento de 44,6%.
[...]

337626  - paulo_prof  -  07 Mai 2017, 19:57
Não, porque o lucro da TIET não está associado a um ativo financeiro de concessão e a Receita não é determinada por uma RAP como no caso das transmissoras.

No final da concessão, certamente haverá ativos que não estarão inteiramente amortizados. O poder concedente terá, então, que indenizar a empresa. A cada balanço patrimonial a empresa estima o valor atualizado destes ativos (igual à soma do imobilizado e do intangível). Evidentemente, no final da concessão poderão surgir conflitos (a ANEEL não reconhecer as contas da empresa) e eventuais ajustes serão necessários. Em consequência, deve-se ter uma certa cautela em relação aos valores publicados no balanço patrimonial. Em 31DEZ2015, o imobilizado mais o intangível deu R$ 3,220 bilhões. Em 31DEZ2016, esta soma emplacou R$ 3,145 bilhões. Note que o PatLiq em 31DEZ2016 era de "somente" R$ 1,58 bilhões.

337625  - herdsman - 07 Mai 2017, 18:24
Prof . Tenho uma pergunta sobre AES TIETE.
No caso do TAESA o declinio de RAP previsto depois de 15 anos já foi digamos 'depreciado' no IFRS.
E no caso de AES TIETE que perde todos seus direitos de exploração em 2029 está havendo algum tipo de 'depreciação' antes de publicar o 'lucro'??

337613  - paulo_prof   - 06 Mai 2017, 20:45
Muito bons os ressultados da TIET.
Na minha opinião, a TIET conseguiu num único trimestre, promover um turn around. A ordem do dia é a reduzir a dependência da hidrologia. Além de diversificar o portfolio adquirindo ativos de geração de energia ólica, a empresa descontratou parte de sua energia, em especial de contratos regulados. Em conseqüência, no 1T não teve que recorrer ao mercado spot para cumprir os seus contratos. Pelo contrãrio, acabou vendendo o excesso de energia neste mercado e os resultados já foram sentidos no trimestre. Excetuando o que concerne o Resultado Financeiro, todos os demais resultados mostraram grande evolução em relação ao 1T16.

Acredito que os prõximos trimestres mostrarão uma evolução nos resultados, de modo que o preço atual deverã deixar saudade.

TIET11

PREÇO: R$ 13,38

PAYOUT (2016): 111,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 12,84

P/VPA 3,09

PSR 3,33

DY 8,84%

EV/EBITDA 6,81

MARGEM BRUTA 46,2%

MARGEM OPERACIONAL 37,0%

MARGEM LÍQUIDA 25,9%

LUCRO POR AÇÃO R$ 1,042

MARGEM EBITDA 55,8%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 86,5%

ROE 24,04%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,02



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -31,81%

RESULTADO BRUTO -28,53%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +6,63%

RESULTADO OPERACIONAL -34,92%

RESULTADO LÍQUIDO -31,71%

EBITDA -25,77



b) 1T17 vs 1T16

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,22%

RESULTADO BRUTO +62,78%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +35,50%

RESULTADO OPERACIONAL +68,44%

RESULTADO LÍQUIDO +69,21%

EBITDA +44,64%



c) lucro (taxa média anual)

UA -31,71%

U2A 18,56%

U3A -26,99%



d) patrimônio líquido médio

UA -9,08%

U2A 2,66%

U3A -4,44%



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 13,36

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +0,5%

336887  - pedrosousa -  19 Abr 2017, 00:44
AES TIETÊ ENERGIA S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF Nº 04.128.563/0001-10
FATO RELEVANTE
A AES TIETÊ ENERGIA S.A. (TIET11, TIET3, TIET4) (“AES TIETÊ” ou “Companhia”), em cumprimento ao artigo 157, § 4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas alterações, e a Instrução nº 358, de 03 de Janeiro de 2002, e suas alterações, da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), em complemento ao Fato Relevante divulgado no dia 13 de janeiro de 2017 informando sobre apresentação de proposta para a aquisição pela AES TIETÊ do conjunto de parques eólicos que constituem o complexo Alto Sertão II (“Complexo Eólico Alto Sertão II” ou “Alto Sertão II”), informa aos seus acionistas e ao mercado em geral o que segue:
A Companhia celebrou, na presente data, com a Renova Energia S.A. (“Renova”), um contrato para a compra e venda da totalidade das ações da Nova Energia Holding S.A. (“Nova Energia”), detentora, por meio da Renova Eólica Participações S.A. (“Renova Eólica”), do Complexo Eólico Alto Sertão II (“Aquisição”).
O valor acordado para a Aquisição é de R$ 600 milhões (“Preço de Aquisição”) e tem por base a estimativa da Companhia para 31 de dezembro de 2016, feita a partir das demonstrações financeiras de 30 de setembro 2016 (“Data Base”). O Preço de Aquisição está sujeito a determinados ajustes usuais neste tipo de operação incluindo ajustes de capital de giro. Além do pagamento do Preço de Aquisição, a Companhia assumirá a dívida do projeto Alto Sertão II no valor de R$ 1.150 milhões.
Adicionalmente, o Preço de Aquisição poderá sofrer acréscimo de até R$ 100 milhões sob a forma de earn out, se o desempenho do Complexo Alto Sertão II, apurado após período de cinco anos contados da data do fechamento da operação, exceder a referência mínima assumida.
A Companhia esclarece, ainda, que o valor total de aquisição de R$ 650 milhões anunciado no Fato Relevante divulgado no dia 13 de janeiro de 2017 fazia referência ao preço a ser pago pela aquisição, o qual embutia um earn out projetado de R$ 50 milhões.
O fechamento da operação estará sujeito, ainda, ao cumprimento de condições precedentes comuns para este tipo de operação, inclusive a obtenção da aprovação pelo
ConselhoAdministrativo de Defesa Econômica (“CADE”), estimada para ocorrer no terceiro trimestre de 2017.
A Companhia convocará uma assembleia geral extraordinária de acionistas para deliberar sobre a aprovação da operação, nos termos do art. 256, §1º da Lei das S.A, sendo conferido aos acionistas dissidentes o direito de recesso e o respectivo reembolso pago conforme o valor  patrimonial das ações àqueles acionistas que dissentirem da deliberação e que forem comprovadamente titulares das ações, desde a divulgação do primeiro Fato Relevante em 13 de janeiro de 2017.
O Complexo Eólico Alto Sertão II está localizado no Estado da Bahia, possui capacidade instalada total de 386,1 MW, e energia contratada por 20 anos, por meio do leilão de energia de reserva e leilão de energia nova realizados em 2010 e 2011, cujos contratos expiram em 2033 e 2035, respectivamente. A sua aquisição está alinhada com sua estratégia de, até 2020, compor 50%  de seu EBITDA com fontes não hidráulicas, com contratos regulados de compra de energia de longo prazo.
A Companhia manterá o mercado e seus acionistas oportuna e adequadamente informados sobre os fatos subsequentes à Aquisição.
Barueri, 18 de abril 2017
AES TIETÊ ENERGIA S.A.
Francisco José Morandi Lopez
Diretor Vice-Presidente e de Relações com Investidores

336884  - nelsonnpires - 18 Abr 2017, 23:49
AES Tietê fecha compra de complexo da Renova por R$600 mi; assume dívida de R$1,15 bi

SÃO PAULO (Reuters) - A AES Tietê, da norte-americana AES, celebrou nesta terça-feira contrato para a compra do complexo eólico Alto Sertão II junto à Renova Energia, controlada pela Cemig, segundo fato relevante divulgado pela companhia.

Além do valor acordado para a compra, de 600 milhões de reais, a companhia assumirá a dívida do projeto Alto Sertão II no valor de 1,15 bilhão de reais.

336743 - Alascio   -  13 Abr 2017, 15:29
AES TIETÊ ENERGIA S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF Nº 04.128.563/0001-10
COMUNICADO AO MERCADO
A AES TIETÊ ENERGIA S.A. (“AES TIETÊ” ou “Companhia”), tendo em vista as notícias veiculadas pela mídia Valor Econômico nesta data, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que está em fase avançada de negociação para a assinatura do contrato de compra e venda com a Renova Energia S.A. para a aquisição pela AES TIETÊ do conjunto de parques eólicos que constituem o complexo Alto Sertão II, composto por 15 (quinze) Sociedades de Propósito Específico e 2 (duas) holdings, conforme fato relevante divulgado no dia 13 de janeiro de 2017. A finalização da assinatura do contrato está sujeita à aprovação pelas instâncias societárias competentes das partes envolvidas.
Adicionalmente, a Companhia informa que está adotando os procedimentos necessários para a emissão de debêntures no valor de R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais), cujos recursos  serão utilizados para o refinanciamento do passivo da AES TIETÊ, conforme fato relevante divulgado no dia 15 de março de 2017.
A Companhia manterá o mercado e seus acionistas oportuna e adequadamente informados sobre os fatos subsequentes às informações ora prestadas.
Barueri, 13 de abril 2017.
AES TIETÊ ENERGIA S.A.
Francisco José Morandi Lopez
Diretor Vice-Presidente e de Relações com Investidores

336526  - paulo_prof   -  07 Abr 2017, 01:54
Um muito grave problema que o Brasil está enfrentando, é protagonismo do judiciário! Em vez de basear as suas sentenças estritamente no que está nos autos, nos contratos assinados pelas partes e na lei, há juízes demais por aí que se julgam no dever de proferir as suas sentenças de acordo com as suas convicções pessoais.

O MRE é um instrumento concebido para compartilhar entre seus integrantes os riscos financeiros associados à comercialização de energia pelas usinas hidrelétricas despachadas de modo centralizado e otimizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), uma vez que a
água é compartilhada por todos e o seu uso não é gerido pelo proprietário da usina.

Quando, em 2015, verificou-se uma insuficiência importante da geração total das usinas hidrelétricas em relação à garantia física total do MRE, o GSF (generation scaling factor) e a perspectiva de uma exposição financeira de mais de R$ 10 bilhões no âmbito da CCEE, várias usinas do MRE recorreram ao judiciário. Este, repleto de Salomões de toga, decidiu que ou o GSF deve ser limitado a 95% da garantia física, ou que a ANEEL se abstenha de efetuar o ajuste no MRE.

Seguiu-se, então, uma novela ... resumindo, o governo baixou uma MP dispondo sobre a repactuação do risco hidrológico. A MP 688/2015 divide os contratos em dois: ACR (mercado regulado) e ACL (mercado livre). No ACR, basicamente, a questão foi resolvida com as bandeiras tarifárias. No ACL a pendenga continuou. Apesar do STJ ter cassado a liminar relativa à limitação do GSF, nem todas as empresas foram atingidas. Aprox. 10% da garantia física que era contingente antes da MP, continuaram com liminares válidas, incluindo a AES Tietê.

De outro lado, há a questão da sobre-contratação. Para poder atender a projeção de demanda, as distribuidoras garantiram a energia necessária nos leilões. Com a grande migração de clientes do mercado cativo/regulado, para o mercado livre, praticamente todas as distribuidoras estão sobre-contratadas, ou seja, têm que "engolir" a energia que não têm a quem vender. Com o PLD nas alturas (também devido ao fornecimento obrigatório daquela energia que as distribuidoras sobre-contratadas não necessitam), entretanto, a energia sobre-contratada pode ser vendida de volta no mercado spot. Um samba de crioulo doido! Só mesmo num país como o Brasil ...

Hoje, não está resolvida a questão da judicialização da repactuação do risco hidrológico; não está resolvida a questão da sobre-contratação; e quem acha que está resolvida a questão da indenização pelos ativos não depreciados por ocasião do delírio da Dilma, está enganado! Os clientes livres são organizados e ativos. Aposto que não pagarão a conta da transmissão ... mesmo porque tenho certeza que a conta está furada.

No que se refere a Tietê, parece que vendeu apenas 85% de sua energia assegurada. Por outro lado, o GSF médio de 2017 não deverá ficar muito abaixo disto. Em consequência, a exposição deverá ser pequena. A menos que esteja enganado, a AES Tietê está provisionando os valores devidos na CCEE e se a solução do imbroglio envolver uma extensão das concessões (fala-se em até 2 anos), certamente terá valido a pena fazer papel de bode na sala.

Quem de fato está se ferrando nesta judicialização são as térmicas à gás. São despachadas por ordem do ONS e recebem da CCEE ... são elas que de fato estão pagando a conta enquanto a grana da AES Tietê e outras ficar retida.

336485  - ispholambra  -  06 Abr 2017, 03:34
 TIET11
Aos desavisados... nao se iludam muito com a empresa... tirando o parque eolico que eles estao comprando da Renova, o restante da geracao da AES TIETE é proveniente de fonte hidraulica, o PLD disparou esses dias, as chuvas ate o fim de março foram bem menores que a previsao e que a necessidade... estamos com bandeira vermelha nesse mes e a tendencia e ficarmos com bandeira vermelha ate o fim do ano... estamos com a bandeira vermelha 1... mas se o PLD subir mais essa bandeira sobe pra 2 e fica ainda mais salgada...

As empresas que nesse cenário tiverem de comprar energia no mercado SPOT pra dar conta dos compromissos de entrega vai estar bem enrolada...

É só uma opiniao... cada um que tire as suas conclusoes.. mas eu estou fora...

336458  - marcosvinicius2  -  05 Abr 2017, 16:24
Eu não sou a pessoa mais indicada pra responder isso, mas vamos tentar:

Cotação TIET11 = R$ 13,66
Cotação TIET3 = R$ 2,71
cotação TIET4 = R$ 2,77

Então se ao inves de você comprar uma Unit, se você comprar 1 ON + 4PN = 13,79 > 13,66,
portanto a Unit está com desconto, por outro lado vamos analisar o DY entre a Unit e 1ON + 4PN

DY Unit = 1,25655/13,66 = 8,905975%

DY 1 ON + 4 PN = (2,4433 + 4 . 2,4433)/13,79
DY 1 ON + 4 PN = (5 . 2,4433)/13,79
DY 1 ON + 4 PN = 1,21655/13,79 = 8,905975%

PORTANTO em se tratando de DY, os valores pagos são os mesmos, portanto a Unit tem a vantagem no desconto da cotação.

E já que você está estudando TIET, compare as RECEITAS LIQUIDAS dos anos de 2010, 2011 e 2012 com 2013, 2014 e 2015.

336454  - fridao   - 05 Abr 2017, 14:34
Conclui-se, então, que as units estão com desconto?

336451  - acmmattos   -  05 Abr 2017, 14:00
o maior problema aqui é o free float,a liquidez das ações! A discrepância existe!

A empresa passou para nível 2 na bovespa,portanto, as Tiet 3 e 4 tem dividendos iguais e tag along de 100%,portanto,a units também tem tag along de 100%.

file:///C:/Users/Laudo/Downloads/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20-%20Reestrutura%C3%A7ao%20Societaria.pdf

no site da empresa tem como baixar esse pdf coma reestruturação

336447  - padrinho   -  05 Abr 2017, 13:07
Tem uma pegadinha aí.....

TIET11 é uma UNIT composta pelo que você falou acima e, portanto, os proventos são pagos considerando a composição dessa UNIT (o somatório das ONs + PNs).

As ONs e PNs recebem valores distintos (e bem menores) que a UNIT. Dá uma olhada no link abaixo referente a última distribuição.

http://ri.aestiete.com.br/Download.aspx?Arquivo=wo...
http://ri.aestiete.com.br/show.aspx?idMateria=qRO1...

Não ia ser tão fácil assim.....

336446  - andremarafon  -  05 Abr 2017, 12:51
Bom dia Pessoal!

Eu estava estuando a Aes Tiete e fiquei com uma dúvida conceitual.

A empresa é composta pelas ações abaixo:

TIET11: (1 ON + 4PN) cotada hoje em R$13,66 com DY de 15,4%

TIET3 (ON): cotada hoje em R$2,71

TIET4 (PN): cotada hoje em R$2,77

Desta forma entendo que a composição do preço da ação TIET11 que compõe as units deveria ser o somatório da (ON + 4*PN).

(2,71 + 4*2,77) = 13,79

O valor acima não deveria bater com o valor da ação TIET11? 16,66
Qual a diferença de investir 10.000,00 para comprar 732 ações TIET11 a 13,66 ou 3.610 ações TIET4 a 2,77 se ambas pagam o mesmo DY? Seria só porque a TIET11 é composta também pela ON que á mais barato (2,71) da PN (2,77) e paga o mesmo DY?

BOM DIA SÓCIOS, NÃO TEM QUE FAZER MUITA CONTA, O NOTICIÁRIO FALA EM R$ 700mi DA AES PELA FATIA DA LIGHT QUE SÃO 15,38% DE 360,8 MI DE PAPÉIS, OU SEJA, 55,49mi, CONSIDERANDO QUE SEJAM R$ 600mi, POIS ANTES FALAVAM EM R$ 650mi ADOTANDO A PIOR HIPÓTESE TEREMOS: 600/55,49 = 10,81, É ISSO MESMO SÓCIOS, A AES ESTÁ PAGANDO 10,81 PELO LOTE DE ON DA LIGHT, EU FALEI "ON", QUER DIZER ENTÃO QUE EM UNIT ESSE VALOR DEVE SER MULTIPLICADO POR 3, ENTÃO SÓCIOS SALVO ALGUM ERRO MEU, ESSES PAPÉIS ESTÃO APENAS COMEÇANDO A SUBIR, DIGO E REPITO, A MELHOR OPÇÃO DAS 4 ACREDITO QUE SEJA A RNEW12, NOTEM HOJE A CORRERIA QUANDO ROMPER 6,00 HOJE.....[]S E BOA SORTE!!!!
336366  - paulo_prof  -  03 Abr 2017, 15:41
?????????????????????

O que a aquisição, por parte da AES Tietê, do Complexo Eólico Alto Sertão II, detido por 15 (quinze) Sociedades de Propósito Específico, cuja a totalidade da participação acionária pertence a Renova Eólica Participações S.A. tem a ver com as ações da Light (LIGT3)? Zilch ,,, nada!

Em 30DEZ2016, o patrimônio líquido contábil do Alto Sertão II era de R$ 435 milhões, com uma dívida de R$ 1,15 bilhões. A AES Tietê ofereceu aprox. R$ 650 milhões para assumir 100% do controle das SPEs envolvidas. Só isto!

Como consequência da venda do Alto Sertão II, o endividamento líquido da Renova que era de aprox. R$ 2,77 bilhões em 30DEZ2016 passaria a algo próximo de R$ 1,14 bilhões. De uma lado o negócio representaria uma grande desalavancagem financeira (o endividamento líquido passaria a menos da metade daquele vigente em 30DEZ) mas de outro a Renova perderia parcela importante do Ebitda.

Se a AES Tietê livremente decidiu oferecer o que ofereceu, podem apostar que está levando vantagem! Não há porque investir em algo com uma baixa taxa de retorno. Por outro lado, para a Renova o negócio pode ter sido a boia salvadora (da recuperação judicial/quebra).
                                                         ▲                                               ▲
334754  - paulo_prof   -  25 Fev 2017, 13:35
Não gostei do resultado do 4T da Tiete ... Além de faturar 6,3% menos energia em volume, com o término do contrato da Eletropaulo, o preço médio foi muito menor. Em consequência, a Receita Líquida foi 40,5% menor. No ano, a energia faturada foi 8,2% maior, mas em função do preço médio muito menor, a Receita Líquida foi 42,8% menor.

No que segue abaixo, há comparações que não fazem muito sentido, pois até o ano passado a minha planilha considerava os números da empresa individual GETI, que em parte era controlada pela empresa que hoje é a TIET. Ou seja, do ponto de vista da antiga empresa controladora da GETI (hoje TIET), o lucro da GETI era dividido entre o controlador e os minoritários. Hoje, 100% do lucro da antiga GETI é contabilizado na TIET como controladora. Para ficar mais claro, a minha planilha contabiliza o lucro da GETI em 2015 como R$ 726 milhões. Na DRE da Tietê, o lucro total de 2015 é R$ 803 milhões, dos quais somente R$ 394 milhões são atribuídos aos acionistas controladores.

Embora as perspectivas futuras sejam aumento do lucro líquido e geração de caixa medida pelo ebitda, acho que o ativo está bastante caro.

TIET11

PREÇO: R$ 16,07

PAYOUT (2016): 111,6%



Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 17,64

P/VPA 4,01

PSR 4,05

DY 6,33%

EV/EBITDA 8,96

MARGEM BRUTA 41,3%

MARGEM OPERACIONAL 32,6%

MARGEM LÍQUIDA 23,0%

LUCRO POR AÇÃO R$ 0,911

MARGEM EBITDA 51,4%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 91,7%

ROE 22,72%

LIQUIDEZ CORRENTE 0,94



Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -40,54%

RESULTADO BRUTO -47,71%

RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -7,06%

RESULTADO OPERACIONAL -53,18%

RESULTADO LÍQUIDO -50,64%

EBITDA -42,74



b) 4T16 vs 4T15

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -42,89%

RESULTADO BRUTO -65,56%

RESULTADO FINANCEIRO POSITIVO -34,42%

RESULTADO OPERACIONAL-74,29%

RESULTADO LÍQUIDO -57,12%

EBITDA -58,66%



c) lucro (taxa média anual)

UA -50,64%

U2A -10,67%

U3A -25,90%



d) patrimônio líquido médio

UA 3,76%

U2A 1,08%

U3A 1,96%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 11,39

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +8,5%

329455  - paulo_prof   -  04 Nov 2016, 02:06
Resultado super meia boca da Tietê, explicado pelo menos em parte devido à hidrologia desfavorável. Há que se monitorar a situação no início do período chuvoso para avaliar se haverá uma recuperação da performance.

TIET11
PREÇO: R$ 16,18
PAYOUT (2015): 101%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L 13,57
P/VPA 3,84
PSR 3,47
DY 7,45%
EV/EBITDA 7,04
MARGEM BRUTA 48,2%
MARGEM OPERACIONAL 42,1%
MARGEM LÍQUIDA 25,6%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,193
MARGEM EBITDA 56,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 86,8%
ROE 28,31%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,84

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -36,21%
RESULTADO BRUTO +12,99%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +14,10%
RESULTADO OPERACIONAL +27,53%
RESULTADO LÍQUIDO +2,82%
EBITDA +9,17%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -36,32%
RESULTADO BRUTO -39,17%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -9,44%
RESULTADO OPERACIONAL -39,66%
RESULTADO LÍQUIDO -18,34%
EBITDA -36,03%

c) lucro (taxa média anual)
UA 2,82%
U2A -21,21%
U3A -17,39%

d) patrimônio líquido médio
UA 22,11%
U2A 1,16%
U3A -0,05%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 11,93

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +7,5%

317967  - ispholambra  - 25 Fev 2016, 02:06
Fridao, no caso da Aes Tiete, a queda no valor da energia no mercado Spot que esta acontecendo e muito ruim para a empresa... essa queda "salvou" o balanço do quarto trimestre de 2015... mas ate 2015 o "grosso" da energia era vendida a preços muito altos para a Eletropaulo no contrato bilateral... agora, a partir de 2016... o grosso tem de ser vendido no mercado livre... em negociacoes diretas com os consumidores...
Eu sempre gostei dessa empresa... mas vou esperar os resultados dos proximos trimestres para me decidir por voltar pra ela ou nao...acredito que com a economia no estado que esta... a empresa devera sofrer bastante...

310512  - paulo_prof  -  04 Nov 2015, 23:55
Consideradas todas as circunstâncias, foi bom o resultado da GETI.

A receita líquida no 3T15 foi 27% inferior ao 3T14, devido ao menor volume vendido para a Eletropaulo e nenhuma energia vendida no mercado spot. O volume total de energia vendida foi 12,7% menor.

Nos 9M15, a Receita Líquida foi 15,2% menor do que aquela dos 9M14, em maior parte devido à redução substancial da energia vendida no mercado spot e preço médio em 2015 substancialmente menor.

Para se precaver de uma eventual hidrologia adversa no 4T15, a empresa resolveu suspender a distribuição de proventos relativos ao 3T15.

GETI3
PREÇO: R$ 14,25
PAYOUT (2014): 103,1%

Múltiplos relativos aos últimos 9 meses, anualizados
P/L 8,25
P/VPA 3,39
PSR 2,05
DY 12,50%
EV/EBITDA 4,80
MARGEM BRUTA 43,8%
MARGEM OPERACIONAL 37,7%
MARGEM LÍQUIDA 24,8%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,727
MARGEM EBITDA 50,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 86,1%
ROE 41,12%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,71

Taxas de Crescimento:

a) últimos 9 meses anualizados sobre 12 meses terminados no 3T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -7,21%
RESULTADO BRUTO -0,72%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +224,90%
RESULTADO OPERACIONAL -10,69%
RESULTADO LÍQUIDO -12,89%
EBITDA -0,14%

b) lucro líquido, nominal
UA -12,89%
U2A -11,07%
U3A -12,49%

c) patrimônio líquido médio, nominal
UA -16,20%
U2A -9,58%
U3A -8,55%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 17,27

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -4,5%

288427 - paulo_prof  -  19 Jan 2015, 19:44
A AES Tietê é a empresa geradora de energia elétrica cuja garantia física de energia está 100% contratada. Quando, devido ao déficit hídrico, as garantias físicas das usinas do sistema têm que ser rebaixadas, a GETI tem que necessariamente recorrer ao mercado spot para comprar a energia que foi perdida no rebaixamento.

Embora tenha sido melhor do que o 3T14, o 4T14 não foi aquela Brastemp ... a GETI deve ter postado um lucro bem modesto ... Mas o ano de 2015 começou super mal ... com menos de 50% da média de chuvas para o período, um rebaixamento importante da garantia física é uma certeza ...

em resumo: se a carruagem continuar na toada atual, o preço de R$ 14,00 não se sustenta no curto prazo ...

284149 - PANICO2011  -  24 Nov 2014, 15:30
AES Tietê reverte lucro com prejuízo de R$ 83,6 milhões
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Divulgação / AES Tietê
AES Tietê
AES Tietê: receita líquida da companhia somou R$ 592,1 milhões no terceiro trimestre
Eulina Oliveira, do Estadão Conteúdo
São Paulo - A AES Tietê registrou prejuízo líquido de R$ 83,6 milhões no terceiro trimestre de 2014, revertendo o lucro líquido de R$ 224,7 milhões reportado no mesmo período de 2013.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 69,7 milhões entre julho e setembro deste ano, sendo que, em igual intervalo do ano passado, foi positivo em R$ 393,2 milhões. A margem Ebitda ficou negativa em 11,8%, enquanto que, um ano antes, foi de 72,6% positivos.


Já a receita líquida da companhia somou R$ 592,1 milhões no terceiro trimestre do ano passado, alta de 9,4% na mesma comparação.

Segundo a AES Tietê, em sua apresentação dos resultados, o terceiro trimestre de 2014 foi caracterizado por um rebaixamento no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) de 15,2% e pela elevação do preço médio da energia do mercado spot do período (R$ 676,44/MWh no terceiro trimestre de 2014 ante R$ 182,71/MWh no terceiro trimestre de 2013).

"Neste trimestre, dada a estratégia de sazonalização adotada para o ano, a companhia passou de uma posição vendedora no mercado spot, que assumiu ao longo de todo o primeiro semestre deste ano, para uma posição compradora, que resultou na elevação de R$ 446,4 milhões nos custos de compra de energia no mercado spot no terceiro trimestre de 2014 em relação ao registrado no primeiro semestre de 2014 (R$ 584,5 milhões), em linha com a previsão divulgada desde o primeiro trimestre de 2014", diz a empresa.
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271331  - paulo_prof  -  10 Ago 2014, 14:44
A situação da empresa de 2016 em diante, quando termina o contrato com a Eletropaulo, está longe de ser esclarecida ... Em consequência, tentar calcular um preço justo para os ativos GETI3/4 é missão praticamente impossível.

O que se sabe é que dos 1.268 MW médios que a empresa vende para a Eletropaulo, o portfólio atual totaliza 943 MWm vendida em contratos bilaterais para entrega em 2016, 807 MWm para entrega em 2017, 474 MWm para entrega em 2018, 248MWm para entrega em 2019 e 127MWm entrega em 2020, a um preço sensivelmente menor do que os R$ 206,32 que correntemente vêm sendo pagos pela Eletropaulo.

Ocorre que hoje a Eletropaulo ainda não contratou a energia necessária a partir de 2016, em substituição à energia hoje fornecida pela GETI. Não está descartada a possibilidade da GETI vir a ser fornecedora de parte da energia que a Eletropaulo terá que comprar. A menos que o governo Dilma continue com as suas trapalhadas no setor de energia, até o final do ano a situação teria que ser esclarecida. Já que a ANEEL não permitiu que Eletropaulo e AES Tietê firmassem uma renovação do contrato de fornecimento de energia, deverá promover leilões para que este fornecimento possa ser equacionado.

Qual será a quebra no lucro da GETI a partir de 2016 não arrisco a estimar.

Suponha que hoje seja o dia D (01JAN2016) e suponha um lucro constante em termos reais por toda a eternidade. Nestas condições, para uma taxa real média de desconto de 8% o preço atual seria compatível com um LPA de R$ 1,21, 56,6% menor do que o LPA dos últimos 12 meses !!!. Na minha opinião, isto é exagerado !!!

Considerando que a GETI costuma praticar payouts acima dos 100% e que ainda faltam 3 semestres para recolher dividendos, acho que o ativo está bastante barato e o risco de um investimento nestes preços é pequeno.


GETI3
PREÇO: R$ 15,05
PAYOUT (2013): 103,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,39
P/VPA 3,00
PSR 2,15
DY 19,13%
EV/EBITDA 3,57
MARGEM BRUTA 61,2%
MARGEM OPERACIONAL 59,5%
MARGEM LÍQUIDA 39,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,791
MARGEM EBITDA 67,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 58,5%
ROE 55,64%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,99

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +20,31%
RESULTADO BRUTO +25,23%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +4,70
RESULTADO OPERACIONAL +25,93%
RESULTADO LÍQUIDO +24,94%
EBITDA +22,17%

b) 2T14 sobre 2T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +30,09%
RESULTADO BRUTO +2,70%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -36,41%
RESULTADO OPERACIONAL +4,43%
RESULTADO LÍQUIDO +4,43%
EBITDA +2,43%

c) lucro líquido, nominal
UA 24,94%
U2A 4,92%
U3A 13,91%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 1,31%
U2A -2,41%
U3A -2,02%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 27,91

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -14,0%

257413 - suzisinha  -  10 Mai 2014, 14:44
A GETI gerou 172,2 M a mais de LL só no 1T/14. (pássaro na mão)
Fora isso, cresceu 100 M no seu patrimônio líquido.

Sim. Dado o altíssimo nível de transparência da empresa, ela alerta que o déficit na geração das hidrelétricas "poderá" dar um impacto negativo de 350 milhões a 500 milhões no caixa neste ano. (pássaro voando).

A estratégia adotada pela Companhia ao declarar o seu perfil de sazonalização para o MRE, em dezembro de 2013, resultou em uma maior alocação de sua energia no primeiro trimestre de 2014, em linha com o perfil dos demais agentes participantes do MRE.
O perfil de sazonalização do lastro, por sua vez, concentrou maior alocação de garantia física para o segundo semestre de 2014.
Essa estratégia de alocação possibilitará à Companhia mitigar os impactos com compra de energia no mercado de curto prazo, considerando o cenário hidrológico desfavorável para este ano.
A AES decidiu ser mais transparente e divulgou quanto alocou de energia em cada trimestre: 1,4 mil MW no primeiro, 1,2 mil MW no segundo, 1,258 mil MW no terceiro e 1,243 mil MW no quarto. Desta forma, os investidores vão saber quanto a empresa ficará exposta assim que o GSF for conhecido.
Por conta de uma alocação mais favorável, a geradora teve um lucro 93% maior no primeiro trimestre.
A Tractebel, a maior geradora privada do país, fez justamente o inverso. A companhia lucrou 32% menos no primeiro trimestre, resultado pior que o previsto pelos analistas.

A redução da geração de energia pelas usinas hidrelétricas no SIN acarretou no 1T14 o rebaixamento da Garantia Física do SIN,
efeito esse que expõe as usinas participantes do MRE ao mercado de curto prazo, dependendo de seu nível de contratação.
Hj, ainda vigente o contrato com a ELPL, o nível de contratação é de 100%.
A partir de 2016, provavelmente menor, diminuindo a obrigatoriedade e o peso de comprar energia cara para garantir a demanda das distribuidoras contratantes.

Minha modesta visão:
_Companhia com gestão eficiente nas dificuldades impostas no momento ("nunca antes na história desse país desde 1999"). Fazer gestão quando as condições são favoráveis é bem mais fácil.
_Companhia transparente, informando as possibilidades de adversidades futuras.
_Companhia que pode diante da nova realidade imposta aproveitar para readequar sua capacidade de produção ao nível de contratação.
O nível de contratação de 100% tem obrigado a comprar energia cara para cumprimento do contrato vigente com a Eletropaulo.


Barbado,
como vc mesmo faz questão de ressaltar em vários de seus posts, essa é só a minha visão, que pode estar tremendamente errada. Então não é recomendação de compra. Mas é sim a visão do copo meio cheio ou se quiseres a visão de comprada.

256956  - suzisinha  -  08 Mai 2014, 13:10
C GETI3 15,11

Sim. É preciso olhar para dentro da empresa que tem mostrado excelente gestão diante das adversidades impostas pelo governo e dos contratos a vencer. Diante do cenário imposto, há quem só enxergue a adversidade e há quem também consiga enxergar oportunidades, particularmente no que tange à geração de energia.
A oferta de energia elétrica no Brasil precisa crescer 42.600 megawatts (MW) nos próximos dez anos para garantir o atual padrão de consumo do brasileiro.
O último relatório de acompanhamento da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica - aponta que 19 das 23 usinas em construção no país tiveram algum tipo de atraso e 10 nem saíram do papel.
A expectativa é de que fiquem prontas usinas que vão gerar 2,2 mil megawatts ainda este ano.

Bem... então ficam faltando 'apenas' 40.400 megawatts para os próximos 9 anos?!

Mais uma vez, há quem fique a reclamar da inoperância governamental. Há também quem enxergue oportunidade na mesma e até conte e aposte na ineficiência dos governantes em suprir as demandas surgidas. Os setores de geração de energia e de logística no país são alguns exemplos.


No contrato válido com a Eletropaulo até 31 de dezembro de 2015, com reajustes pelo IGP-M todo mês de julho, o preço ao final de 2013 é de R$ 194,19/MWh.
Os novos contratos para o período de 2016 a 2018 ao preço médio de R$128/MWh, totalizando 68% da energia disponível para entrega em 2016, 58% em 2017 e 33% em 2018. Então a GETI terá nos próximos anos menos energia vendida a 194,19/MWh e mais energia vendida a 128/MWh, mas porém todavia entretanto, terá mais energia sobrando para vender no mercado spot a incríveis R$ 800/MWh.
RUIM SÓ SE NÃO HOUVESSE UM ENORME DÉFICIT NA GERAÇÃO DE ENERGIA NO PAÍS OU SE VISLUMBRÁSSEMOS MAIOR EFICIÊNCIA GOVERNAMENTAL.
O resultado da hidrologia desfavorável verificada no período chuvoso de 2013 /2014 (de novembro a abril), o aumento no consumo de energia e a necessidade de manutenção de um despacho térmico elevado foram preponderantes para a adoção, nos meses de fevereiro e março de 2014, do PLD máximo regulamentado pela ANEEL no valor de R$ 822,83/MWh para o sub mercado Sudeste/Centro-Oeste (“SE/CO”). Verificou-se, portanto, um incremento no trimestre no PLD médio no submercado SE/CO de 105%, o qual passou de R$326,30/MWh no 1T13 para R$ 669,76/MWh no 1T14.

Lembrando: as novas hidrelétricas estão sendo construídas nos rios Tapajós, Xingu e Madeira (lá no nortão longe do mercado consumidor).

DA RECEITA BRUTA
No 1T14, a receita operacional bruta da AES Tietê totalizou R$ 814,0 milhões, 28,8% superior àquela
registrada no 1T13, de R$ 631,8 milhões. O resultado é explicado pelos seguintes fatores:
(i) elevação de 1.194% no volume de energia vendida no mercado de curto prazo (540,7 GWh no
1T14 ante 41,8 GWh no 1T13) associado ao maior preço médio da energia no submercado
SE/CO, do qual a Companhia faz parte (R$ 669,76/MWh no 1T14 versus R$ 326,30/MWh no
1T13 );
(ii) elevação de R$ 3,1 milhões na energia vendida por meio de outros contratos bilaterais, i.e.,
um aumento no volume de 11,6% (538,0 GWh no 1T14 ante 482,0 GWh no 1T13); esses dois
eventos foram parcialmente compensados pela:
(iii) redução de 23,8% no volume de energia vendida para a AES Eletropaulo (2.329,1 GWh no
1T14 ante 3.058,1 GWh no 1T13).

DA RECEITA LÍQUIDA
A receita operacional líquida da AES Tietê totalizou R$ 756,2 milhões no 1T14, montante 26,4% superior ao registrado no 1T13. Esse desempenho reflete, principalmente a elevação nas receitas com a CCEE, em decorrência do maior volume de energia vendida no mercado de curto prazo, parcialmente compensada pelo menor volume de energia vendida para a AES Eletropaulo.

DA ENERGIA COMPRADA
O custo com energia comprada para revenda reduziu R$ 115,9 milhões na comparação dos trimestres,
passando de R$ 185,6 no 1T13 para R$ 69,8 milhões no 1T14. Esse resultado é influenciado, principalmente,
por menores custos com compra de energia no mercado spot, associado a estratégia de sazonalização.

DO LUCRO LÍQUIDO
O lucro líquido auferido pela AES Tietê no 1T14 foi de R$ 357,9 milhões, resultado 92,7% superior ao obtido no 1T13 (R$ 185,7 milhões). Contribuíram para tal desempenho os seguintes fatores:
(i) maior volume e aumento do preço médio da energia transacionada no mercado spot, totalizando uma variação positiva de R$ 372,9 milhões; parcialmente compensados:
(ii) menor volume de energia vendida para a AES Eletropaulo , parcialmente compensado pelo aumento do preço médio do contrato

256911 - small caps  -  08 Mai 2014, 03:30
Ilustres,

GETI certamente surpreendeu com o lucro acima das expectativas...

De qualquer sorte, é bom ter em mente uma questão... antes de projetar anos a fio o lucro atual...

O Fridão trouxe este dado do fórum do carteira dividendos:

"Adição de novos contratos para o período de 2016 a 2018 ao preço médio de R$128/MWh, totalizando 839MWm ou 68% da energia disponível para entrega em 2016, 703MWm (58%) em 2017 e 370MWm em 2018 (33%)."

E questionou o impacto... Fica assim:

"A energia faturada em 2013 alcançou 15.797 GWh, uma redução de 5,6% em relação ao ano anterior. A maior parcela dessa energia é destinada ao atendimento do contrato bilateral com a AES Eletropaulo (11.108 GWh). Esse contrato é valido até 31 de dezembro de 2015 e é reajustado pelo IGP-M todo mês de julho, sendo o preço ao final de 2013 de R$ 194,19/MWh."

Portanto, é uma queda de 34% da receita bruta... o que certamente presentará uma fatia maior do que isto no lucro líquido...

Esta venda até melhorou um pouco o preço em relação a venda anterior... fruto do atual cenário de escassez de energia...

Portanto... o leite desta vaca vai diminuir... a partir de 2016... salvo preço absurdos no spot para a venda de eventual energia não comercializada...

Olha como estava até pior:
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/aes-tiete-vendeu-1-3-da-energia-apos-2016-por-r-105-mwh

256830  - paulo_prof  -  07 Mai 2014, 21:55
Não li o relatório para verificar qual o risco da empresa ficar exposta ao mercado spot no caso da ONS determinar uma redução sensível na geração de energia ...

Considerando que a empresa está distribuindo o máximo de dividendos que a legislação permite, tudo indica que este risco é muito baixo!!!

Enquanto não a situação GETI x ELPL após 2015 não se clarificar, vamos recolhendo os apetitosos dividendos ...

GETI3
PREÇO: R$ 15,60
PAYOUT (2013): 103,1%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 5,65
P/VPA 2,78
PSR 2,38
DY 18,27%
EV/EBITDA 3,80
MARGEM BRUTA 65,0%
MARGEM OPERACIONAL 63,0%
MARGEM LÍQUIDA 42,2%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,763
MARGEM EBITDA 71,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 67,6%
ROE 49,19%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,79

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,96%
RESULTADO BRUTO +25,93%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +19,89
RESULTADO OPERACIONAL +26,13%
RESULTADO LÍQUIDO +25,31%
EBITDA +22,86%

b) 1T14 sobre 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +26,44%
RESULTADO BRUTO +89,08%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -3,04%
RESULTADO OPERACIONAL +92,60%
RESULTADO LÍQUIDO +92,72%
EBITDA +77,82%

c) lucro líquido, nominal
UA 25,31%
U2A 8,33%
U3A 14,02%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA -0,44%
U2A -2,87%
U3A -2,77%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 27,63

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): -13,0%

174995 - danieljoseaa -  22 Mar 2013, 22:15
Se GETI3 apresentar um LL ruim no 1° tri(deve acontecer, talvez no 2° também), se GETI cortar seu payout de 100%(pode acontecer, pela ata que o Barbado postou) se os reservatórios continuarem nesse sofrimento(tomara que não aconteça, mas pode acontecer)...................em vez de abaixo de 17 é compra, o discurso vai passar a ser "quando voltar a 17 eu vendo".......tomara que eu esteja errado, até porque 5% da minha carteira é nela.

Não estou nem citando o fim do contrato com a ELPL daqui a 2 anos e meio, ou seja, essa "renda garantida" no fim de 2015 acaba e uma hora o mercado vai começar a precificar isso.

Bom, estou só viajando nas possibilidades, mas confesso que já fui bem mais animado com GETI também.

O setor elétrico tá absurdamente OBSCURO, não há como prever nada, infelizmente, o certo hoje pode não ser mais amanhã, basta mais uma canetada da Dilma.


Tem alguém aí para me animar e me dizer que estou falando besteira ou estou exagerando ?

174582 - Ploko -  21 Mar 2013, 21:57
AES Tietê planeja atingir 10% do mercado de comercialização

Empresa amplia área com foco para os próximos três anos

A AES Tietê, empresa de geração e comercialização de energia do grupo AES Brasil, ampliou sua área de comercialização com o desafio de aumentar sua participação no mercado livre, atingindo 10% de share nos próximos três anos. Hoje, ter essa participação equivale à liderança do mercado.

Em 2012, a companhia fechou o ano com um portfólio de clientes que totaliza 320 MW médios de energia comercializada no mercado livre. A carteira atual da empresa é composta por 40 clientes, e a expectativa da comercializadora é atingir mais de 100 clientes, entre grandes indústrias e instalações comerciais.

A expansão do mercado livre e a reposição de contratos são fatores que contribuem para a estratégia de crescimento da empresa. "Entendemos e nos antecipamos às demandas de cada perfil de cliente, do mais conservador ao mais arrojado. Além disso, entregamos serviços customizados para ajudar nossos clientes a ter uma maior eficiência na gestão de energia", destaca Ricardo Cyrino, diretor de Gestão e Comercialização de Energia da AES Tietê.

169432 - paulo_prof -  27 Fev 2013, 00:21
GETI3
PREÇO: R$ 18,42
PAYOUT 2012: 103,4%

P/L 7,79
P/VPA 3,88
PSR 3,32
DY 13,27%
EV/EBITDA 4,89
MARGEM BRUTA 65,3%
MARGEM OPERACIONAL 63,3%
MARGEM LÍQUIDA 42,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,364
MARGEM EBITDA 73,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 50,7%
ROE 49,84%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,73

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 12,01%
RESULTADO BRUTO 5,95%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -9,19
RESULTADO OPERACIONAL 6,51%
RESULTADO LÍQUIDO 6,68%
EBITDA 5,18%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -8,83%
RESULTADO BRUTO -33,94%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -7,96%
RESULTADO OPERACIONAL -34,24%
RESULTADO LÍQUIDO -30,90%
EBITDA -30,24%

c) lucro (taxa média anual)
UA 6,68%
U2A 10,56%
U3A 4,92%

d) patrimônio líquido médio
UA -2,32%
U2A -2,96%
U3A 23,51%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 29,55

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -10,5%

O Resultado do 1T13 deverá vir fraco, por causa do despacho contínuo e total das térmicas. Mesmo, assim, para o meu gosto, o ativo está barato ...

169403 - uqaz -  26 Fev 2013, 22:03
GETI:

Resultado do 4º Trimestre de 2012

A companhia divulgou lucro líquido de R$ 181,5 M no 4° trimestre de 2012, redução de 25,6% em relação ao 3T12 e decréscimo de 30,9% em relação ao 4T11. A receita líquida totalizou R$ 494,0 M no 4T12, 8,9% menor que o 3° trimestre de 2012, que foi de R$ 542,0 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 540,3 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 50,4% contra 70,5% no trimestre anterior e 69,7% no 4° trimestre de 2011. Já a margem líquida ficou em 36,7% no 4° trimestre de 2012 contra 45,0% no 3T12.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 3,9 B, redução de 4,5% em relação ao saldo no quarto trimestre de 2011. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 1,8 B neste trimestre, o que representou uma variação de -7,5% em relação ao saldo no 4° trimestre de 2011.

Nestes três meses, a ação oscilou 7,0% contra 3,0% do Ibovespa, enquanto que o valor de mercado alcançou R$ 9,0 B contra R$ 9,2 B no 4T11.

------------------------------------------------------------
Dei uma lida no release. Melhores momentos:

"No 4T12, o lucro líquido da AES Tietê totalizou R$ 181,5 milhões, 30,9% abaixo do verificado no 4T11. Contribuíram para tal desempenho os seguintes fatores: (i) a combinação entre o reajuste no preço do contrato bilateral com a AES Eletropaulo e o menor volume de energia faturada (11,4%); (ii) aumento nos custos e despesas operacionais, resultante do maior volume e, principalmente, do maior preço praticado no mercado spot, o que elevou os gastos com energia comprada para revenda; e (iii) ligeira melhora do resultado financeiro. O lucro líquido auferido pela AES Tietê em 2012 foi de R$ 901,3 milhões, resultado 6,7% superior ao obtido em 2011. Esse resultado foi influenciado pelo reajuste no preço da energia vendida à AES Eletropaulo e melhor desempenho do resultado financeiro. Em contrapartida, a elevação de R$ 149,0 milhões nos custos e despesas operacionais compensou parcialmente os efeitos positivos citados acima."

Proventos:

"...Essa destinação será submetida à aprovação da Assembleia Geral, a ser realizada até o dia 4 de abril de 2013, (...)

O montante de dividendos complementares propostos pela Administração da Companhia é de R$ 181,9 milhões, sendo R$ 0,46 por ação ON e R$ 0,50 por ação PN."
---------------------------------------------

Sinceramente....esse resultado deve alastrar um pouco para o 1T13. Mas doeu menos do que eu achava rs.

168135 - paulo_prof -  21 Fev 2013, 02:09
Acho que não é bem isto ...

Foi na assinatura do contrato de concessão que a AES Tietê assimiu uma obrigação com o governo de São Paulo, de aumentar a capacidade de geração em 15 por cento no Estado.

Esta obrigação já deveria ter sido cumprida há muito tempo. O risco que a AES Tietê corre é ser multada por não ter cumprido com o dispositivo contratual.

Esgotadas as disponibilidades hidroelétricas no estado, a opção clara era por termelétricas a gás.

Ocorre que aqui neste nosso país, as coisas são complicadas. Para viabilizar uma termelétrica à gás, são necessárias 3 condições:

a) disponibilidade de gás para a operação;
b) licença ambiental
c) aprovação da Aneel e obtenção da concessão via leilão de energia nova

Até hoje, não há garantias de concessão de gás. Culpado? A nossa Petrobrás ...

Licença ambiental é aquela novela. Uma licença ambiental prévia é concedida, algum gaiato do próprio estado contesta e a licença prévia é suspensa pela justiça. A decisão é revogada em estância superior, etc. etc.

Finalmente, há o leilão de energia. Em fins de 2011 a AES Tietê tinha uma licença prévia válida, mas não aprticipou do leilão porque não tinha garantia de fornecimento de gás.

No ano passado, para aumentar as chances, comprou uma opção de compra de uma outra termoelétrica em Araraquara. Para exercer esta opção, entretanto, o dono da concessão teria que satisfazer algumas condições prévias.

Realmente não sei como está a situação hoje. Sei que em novembro do ano passado a questão do fornecimento do gás ainda não estava equacionada, mas a AES Tietê estava pronta para participar do primeiro leilão e energia que ocorresse no estado de SP.

O custo de uma termelétrica de 550-600MW é de aprox. R$ 1 bilhão. Para a GETI, isto não seria problema pois a sua dívida líquida hoje é de aprox. R$ 550 milhões e o Ebitda anual está na faixa dos R$ 1,7 bilhões.

Se a empresa decidisse financiar as duas usinas integralmente (sem colocar um único tostão próprio (e continuar distribuindo 100% do lucro), a razão dívida líquida / Ebitda anual não ultrapassaria 1,5.

168000 - herdsman -  20 Fev 2013, 17:51
Citação: paulo_prof
Mas há uma série de "senões":
a) o payout da CPLE tem sido, na melhor das hipóteses 35% daquele da GETI; isto significa que para entregar um mesmo DY, o lucro terá que ser 2,86 vezes maior!!!
b) ninguém sabe o que vai ocorrer com a concessão da Distribuição ... se a concessão será renovada; se a Dilma inventar novas regras leoninas, etc.
Na GETI vc sabe exatamente onde está pisando!!!
Quanto ao DY, sem duvida GETI leva vantagem. Mas DY não é tudo. O patrimônio da GETI não aumenta nada. E se duvidar tende a virar zero lá em 2028.
Eletrobras assumir umas hidroelétricas é uma coisa, mas acreditar que o governo vai querer o pepino da distribuição na mão vai longe demais. Não tem muito com quem ameaçar as concessionarias. Dilma vai querer quebrar todas? Acho que não.

167965 - paulo_prof -  20 Fev 2013, 15:33
Na minha opinião, um dos ativos que certamente deverá fazer parte da lista é GETI3, se for considerado o preço atual de R$ 18,20.

A GETI tem sido um relógio.

A sua margem líquida média está na casa dos 42,5%. Não consta que existam ameaças que possam alterar esta margem substancialmente, para baixo.

Por ano, tem gerado uma média de 14.000 Gwh. Também não constam ameaças que podem alterar substancialmente este volume, para baixo.

Considerando que a GETI tem distribuído mais de 100% de seu lucro líquido, para que, ao preço corrente o DY seja igual a 8%, o lucro líquido anual em moeda de hoje teria que ser da ordem de R$ 550 milhões.

Considerando uma margem líquida de 42,5%, isto corresponde a uma Receita Líquida de R$ 1,3 bilhões, ou aprox. R$ 93,00/Mwh.

Na minha opinião, o risco da GETI não conseguir, em média, R$ 93,00/Mwh nos próximos 10 anos, é praticamente zero. Pelo contrário, ainda durante pelo menos 3 anos, o preço médio será muito superior.

Sinceramente, não consigo entender o que o mercado está enxergando que eu não sou capaz de enxergar.

As contas acima são de padeiro ... Não é necessário ser especialista!

164766 - paulo_prof - 28 Jan 2013, 19:21
Se não estou enganado, a GETI tem contratos bilaterais de fornecimento de energia em média, de aprox. 2.930 Mwh por trimestre. Em tempos "normais", ela tem gerado uma média trimestral de 3.500 Mwh, ou seja, quase 20% além do que está contratado e aprox. 25% de sua energia assegurada.

Se, devido à seca, a energia hidráulica gerada por todo o sistema nacional for maior do que aprox. 80% da energia assegurada, é meu entendimento que a GETI não teria necessidade de comprar energia no mercado livre.

Acho que a conseqüência da seca para GETI é uma diminuição da energia que ela poderá vender no mercado livre.

164722  - ispholambra  -  28 Jan 2013, 14:33
É isso ai professor... concordo plenamente...
Estao pensando que a reducao na tarifa da Eletropaulo vai impactar a GETI3, mas nao vai...
A Eletropaulo vai ter de encaixar a energia "barata" que ela terá de comprar das empresas afetadas... mas isso nao vai significar diminuir a compra de energia da GETI3... pelo visto eles vão encaixar essa energia extra no lugar de um contrato de energia eolica que eles compraram e energia nao foi entregue... inclusive ja pediram o cancelamento desse contrato junto a Aneel...
Ou seja.. o mercado está fazendo tempestade em copo dágua... de novo...
Quanto ao nivel do reservatorio de Agua Vermelha... eu nao acredito que seja por causa dele... inclusive porque o seu nivel ja vem baixo de longa data... e isso ja é de pleno conhecimento do mercado...

164719 - paulo_prof -  28 Jan 2013, 14:05
Sinceramente ... acho que o mercado está fazendo a leitura errada da situação ...

A Eletropaulo soltou um FR informando que, em função da redução do custo da energia, as tarifas reduzirão, em média, 20%. Possivelmente o mercado especula que esta redução possa impactar fortemente os resultados da AES Tietê ...

Ocorre que a Eletropaulo tem um contrato firme em vigor com a Aes Tiete e este contrato terá que ser cumprido na íntegra até fins de 2015. A diferença terá que vir da energia que a Eletropaulo compra de Itaipu e outras geradoras.

No que tange o reservatório de Água Vermelha, no dia 1o. de janeiro, o nível fechou em 16,29%. No último dia 24, o nível havia aumentado para 27,38%. Não me parece que as chuvas não estejam "correspondendo".

164463 - paulo_prof -  24 Jan 2013, 14:05
Citação: suzisinha
Professor Paulo,
essa redução da tarifa de energia não deveria favorecer, através de aumento do consumo, geradoras como a GETI? Terias uma estimativa?
O que será que está pegando em relação a GETI, se ela tem mercado crescente sem revisão até 2015?
De toda a energia gerada em 2011, a GETI vendeu 73,5% para a Eletropaulo, 3,7% para clientes através de contratos bilaterais, 12,8% ao MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) e 10,0% no mercado spot.

Os preços atuais variam muito conforme o contrato: a Eletropaulo paga R$ 182,61/Gwh, os clientes de contratos bilaterais aprox. R$ 140,00, o MRE, R$ 9,58 e no mercado spot pode ser qualquer coisa: desde algo abaixo dos R$ 100,00 para um valor acima de R$ 400,00, dependendo da disponibilidade de energia. Nos 9M12, o preço médio faturado no mercado spot pela GETI foi de aprox. R$ 100,00.

Em termos de Receita, da ordem de 89% vem da Eletropaulo, a um preço R$ 182,61, e o resto vem a um preço médio de aprox R$ 62,00, 3 vezes menor!

Até fins de 2015, tudo bem ... o status quo será mantido. Mas, e depois de 2015, quando a mamata da Eletropaulo terminar. Por qual preço médio a GETI conseguirá vender os 11.110 Gwh que hoje vende para a Eletropaulo? A Aneel certamente obrigará a Eletropaulo a abrir uma concorrência/leilão e contratar a energia para um próximo ciclo ao melhor preço. Este preço, quero crer, dependerá da energia livre disponível para venda em fins de 2015.

Suponha que que esta energia tenha que ser vendida por uns R$ 120/kwh? A quebra de receita da GETI seria de aprox. 30%. O impacto sobre o lucro líquido seria ainda maior.

Como a GETI praticamente distribui 100% do lucro, e no final da concessão praticamente tudo estará amortizado, o preço "justo" hoje é de fato o valor presente de todos os LPAs até o final das concessões. O que vai acontecer até 2015 não faz "cócegas" sobre o que vai acontecer nos outros 15 anos.

163975 - tota57 - 19 Jan 2013, 00:33
Eis o motivo da reação negativa de GETI. Geradora que tem 100% da energia assegurada contratada pode ser mais impactada por necessidade de comprar energia para garantir os contratos, mesmo gerando mais que a assegurada terá que dividir a energia no MRE.
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/energia/noticias/hidreletricas-geram-menos-que-garantia-fisica-desde-setembro-de-2012

163072 - tota57 -  10 Jan 2013, 20:59
Tentei junto ao RI da GETI pegar uma pista se eles estão tendo necessidade de comprar energia para revender, uma vez que o reservatório de Agua Vermelha tem um tempão que esta abaixo de 20%, lembrando que Agua Vermelha é 53% da capacidade instalada da empresa. A resposta ao meu e-mail dá a sensação que sim, mas fiquei com a impressão que não em grande volume. O problema de comprar energia nesse momento é o alto custo no PLD, uns R$550,00. Quem sabe ai reside a explicação do mercado ter penalizado mais as sua ações.

Abaixo os comentários enviados pelo RI:

"Os reservatórios da Companhia estão em boas condições. Apenas o reservatório de Água Vermelha está em torno de 20% de volume, sendo este o menor patamar entre os reservatórios da Companhia atualmente. A situação de oferta e demanda de energia está justa mas, como ainda estamos no meio do período de chuvas, acreditamos que está cedo para falarmos sobre qualquer tipo de risco.

A AES Tietê tem gerado energia suficiente para cumprir seus contratos. Apesar disso, o sistema é interligado e o risco é compartilhado entre as geradoras quando falta energia em determinadas regiões. Por isso, em algumas situações a Companhia precisa adquirir energia no mercado.

Estou a disposição para o esclarecimento de quaisquer duvidas adicionais."

162935 - paulo_prof -  09 Jan 2013, 23:42
Confesso não entender porque o mercado está batendo na GETI ...

Tudo bem ... 59% da energia da GETI é gerada pela usina Água Vermelha, no Rio Grande, cujo reservatório, com 16,7% da capacidade máxima está, de fato, num nível muito baixo.

Mas Água Vermelha é último reservatório do Rio Grande. Se chover bem em Furnas, o problema se resolve quase que automaticamente. Abaixo de Furnas está a M. Moraes, com 76% da capacidade, e Marimbondo, com 21,4% (mas que, em meados de dezembro, chegou a 9,27%).

Por outro lado, entretanto, A GETI não tem qualquer problema com as usinas do Tietê. Barra Bonita (com 48,9%), assim como Promissão (48,9%) e demais usinas (Bariri, Ibitinga e Nova Avanhandava) produzem 34% da energia da companhia.

Uma análise muito superficial das vazões dos principais reservatórios indica que no 4T12 a energia gerada pela GETI pode ter sido até uns 10% menor do que aquela gerada no 3T12. Mas isto não deve ser considerado como problema, porque a produção do 3T12 parece que foi recorde.

Tota ... help ... será que o mercado está achando que todas as geradoras vão enfrentar dificuldades e está penalizando especificamente a GETI porque ela não tem distribuição e transmissão para equilibrar a receita?

Na minha visão de leigo, quem mais vai sofrer é quem só tem distribuição, como a ELPL, ... que é obrigado a financiar o preço mais caro da energia ...

162935 - paulo_prof - 09/Jan/2013 22:00
AVISO
C GETI3 18,41

Executou umas das minhas ordens sovinas espalhadas nas elétricas. CPLE3 vou ter que reajustar e muito!!!

Coloquei uma OC a 18.41 frações de segundos depois de ter batido em 18.40 mas fiquei chupando dedo... vamos ver se terei chance amanhã...

Acho que ainda haverá chance pra todos.....rs

Essa ordem estava "largada" no book desde segunda-feira.....tô com muitas outras largadas em ENBR, TRPL e em CPEL. Muito sovinas.....

Vou ter que reavaliar quais manter pois se GETI continuar caindo é pra ela que vou!!!

Confesso não entender porque o mercado está batendo na GETI ...

Tudo bem ... 59% da energia da GETI é gerada pela usina Água Vermelha, no Rio Grande, cujo reservatório, com 16,7% da capacidade máxima está, de fato, num nível muito baixo.

Mas Água Vermelha é último reservatório do Rio Grande. Se chover bem em Furnas, o problema se resolve quase que automaticamente. Abaixo de Furnas está a M. Moraes, com 76% da capacidade, e Marimbondo, com 21,4% (mas que, em meados de dezembro, chegou a 9,27%).

Por outro lado, entretanto, A GETI não tem qualquer problema com as usinas do Tietê. Barra Bonita (com 48,9%), assim como Promissão (48,9%) e demais usinas (Bariri, Ibitinga e Nova Avanhandava) produzem 34% da energia da companhia.

Uma análise muito superficial das vazões dos principais reservatórios indica que no 4T12 a energia gerada pela GETI pode ter sido até uns 10% menor do que aquela gerada no 3T12. Mas isto não deve ser considerado como problema, porque a produção do 3T12 parece que foi recorde.

Tota ... help ... será que o mercado está achando que todas as geradoras vão enfrentar dificuldades e está penalizando especificamente a GETI porque ela não tem distribuição e transmissão para equilibrar a receita?

Na minha visão de leigo, quem mais vai sofrer é quem só tem distribuição, como a ELPL, ... que é obrigado a financiar o preço mais caro da energia ...

159346 - paulo_prof -    05 Dez 2012, 15:18
Citação: eduardocairo
Pessoal, quais os ativos vocês acham que ainda valem entrada nos preços atuais? Grande abraço.
BBAS3 ... está de graça ...

Só o lucro com o BBPO11 representa 25 centavos e um aumento importante no índice de Basiléia, tornando mais remota uma necessidade de capitalização no curto prazo. Importante, também, o fato do BB ter aprendido o "caminho das pedras". Considerando o interesse do mercado no BBPO11, quando julgar conveniente, o BB poderá repetir a experiência, mas agora com uma oferta muito superior, na casa de vários bilhões.

Acho que no setor elétrico há várias pechinchas. Sou capaz de apostar que a GETI3, a CMIG3 e a TRPL4, nos preços atuais acabarão se mostrando ótimas opções.

A CPLE3 também está muito barata ... mas como o payout é pequeno, será necessário ter muito mais paciência.

159300 - fazambuj -  05 Dez 2012, 01:02
"A AES Tietê, braço de geração e comercialização de energia da AES Brasil, desenvolveu, em parceria com a Unicamp e a empresa de sistemas de informação Venidera, uma tecnologia capaz de melhorar o rendimento das usinas hidrelétricas. O Otimizador Hidráulico aumenta a eficiência das usinas, possibilitando a maior geração de energia com a utilização de menos água.

O sistema avalia informações sobre vazão afluente, vazão turbinada, previsão de chuvas, histórico hidrológico, nível dos reservatórios, necessidade de geração, capacidade de geração e rendimento por máquina, entre outros dados e, a partir daí, determina a vazão e o número de máquinas ideais para cada situação.

Leia Mais sobre a Notícia nesse Link: AES Tietê desenvolve tecnologia para aprimorar a geração de energia | UltimoInstante : Notícias de Hoje
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"A AES Tietê deu início à modernização de sua maior usina, Água Vermelha. A hidrelétrica, que tem potência instalada de 1.396,2 MW e seis unidades geradoras, representa 52,8% da capacidade instalada da empresa e foi responsável por 59% da energia gerada pela AES Tietê em 2011.

O contrato para a modernização da usina foi assinado em setembro deste ano com o fabricante de turbinas VOITH HYDRO e contempla a atualização tecnológica e a recapacitação de todas as unidades geradoras da usina. O programa de modernização de Água Vermelha deve durar cerca de seis anos.

Leia Mais sobre a Notícia nesse Link: AES Tietê investe R$ 270 mi na modernização UHE Água Vermelha | UltimoInstante : Notícias de Hoje
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E depois de tudo isso, de todo esse desenvolvimento e investimento, gerando empregos de primeira linha de qualificação, o desgoverno vai lá e diz: o dinheiro é meu! Bate no caixa, rouba investimentos alheios, vai à TV dizer que está "trabalhando" pela competitividade da indústria e coloca o dinheiro dos impostos no bolso do clubinho.
É necessário um mínimo de segurança de investimento e respeito pelo capital privado para que investimentos dessa natureza possam ser recorrentes. Da forma como está, é pedir apagão. Mas o povão não tá nem aí. Preferem queda de 16% na conta de luz ouvindo abobrinha da Dona a uma queda de 40% na conta se voltando contra os impostos abusivos.
Desculpem o desabafo. Ando meio sem paciência ultimamente. No setor, só tenho geti3 que vai distribuir a própria cotação em dividendos nos próximos 10 anos (espero eu!).

155300 - paulo_prof -  06 Nov 2012, 21:24
GETI3

Taxa anual média REAL de crescimento do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária durante os próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e desconto anual real de 8% seja IGUAL ao preço atual: - 16,0%

155293 - Ikki de Phoenix -  06 Nov 2012, 21:05
GETI arrebentou a boca do balão. Tem tudo pra voltar aos 23,xx.

Dividendo generoso, é um reloginho.

155290 - danieljoseaa -  06 Nov 2012, 20:49
AES TIETÊ S.A.

CNPJ/MF N
o
02.998.609/0001-27
NIRE N° 35.300.170.555
COMPANHIA ABERTA
AVISO AOS ACIONISTAS

Comunicamos aos Srs. Acionistas que a AES Tietê S.A. (“Companhia”) por deliberação de seus Conselheiros em Reunião do Conselho de Administração realizada em 06 de novembro de 2012, às 11h00, na Avenida Dr. Marcos Penteado de Ulhôa Rodrigues, no 939, 6º andar, parte 1, Bairro Sitio Tamboré, TorreII do Condomínio Castelo Branco Office Park, CEP 06460-040, Barueri, Estado de São Paulo, aprovou a proposta da Diretoria de distribuição de dividendos intermediários aos Acionistas da Companhia, no montante total de R$ 253.775.147,88 (duzentos e cinquenta e três milhões, setecentos e setenta e cinco mil, cento e quarenta e sete reais e oitenta e oito centavos), sendo R$ 125.392.004,62 (cento e vinte e cinco milhões, trezentos e noventa e dois mil, quatro reais e sessenta e dois centavos) por ação ordinária e R$ 128.383.143,26 (cento e vinte e oito milhões, trezentos e oitenta e três mil, cento e quarenta e três reais e vinte e seis centavos) por ação preferencial, que corresponde a 97% da soma do lucro líquido obtido pela Companhia no trimestre no valor de R$ 244.042.919,83 (duzentos e quarenta e quatro milhões, quarenta e dois mil, novecentos e dezenove reais e oitenta e três centavos) ao ajuste de avaliação patrimonial de R$ 17.729.127,90 (dezessete milhões, setecentos e vinte e nove mil, cento e vinte e sete reais e noventa centavos), totalizando R$ 261.772.047,73 (duzentos e sessenta e um milhões, setecentos e setenta e dois mil, quarenta e sete reais e setenta e três centavos), conforme apurado no balanço patrimonial da Companhia levantado em 30 de setembro de 2012. Os valores distribuídos a título de dividendos intermediários estão isentos de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), de acordo com o artigo 10 da Lei nº. 9.249/95.

O pagamento será realizado em 22 de novembro de 2012. A data base para o direito ao recebimento do dividendo (“record date”) será o dia 06 de novembro de 2012 e as ações de emissão da Companhia passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de 07 de novembro de 2012.

Os dividendos serão pagos no valor de R$ 0,635020944 por ação ordinária e R$ 0,698523038 por ação preferencial.

151919 - tota57 -  12 Out 2012, 18:52
Cada distribuidora receberá uma quota de energia barata, numa quantidade suficiente para que no MIX final o preço médio de todos contratos de compra de energia seja reduzido no percentual esperado pelo governo. As quotas serão diferentes para cada distribuidora de forma que produzam o mesmo resultado, ou seja, mesma redução percentual no preço médio da energia que a distribuidora compra para revenda.
Ao colocar as quotas no Mix de contratos pode ocorrer da distribuidora ficar sobre-contratada, com mais energia que o seu mercado. Para não penalizar a distribuidora esse "excedente" será realocado pelo governo para outra distribuidora.
Resumindo coloca quota e realoca o que for necessário para que o novo preço médio de compra seja reduzido exatamente no percentual pretendido pelo governo.
Isso não afetará em nada a GETI, no máximo pode ocorrer de parte da energia do bilateral com a ELPL ir parar nas mãos de outra distribuidora. Nenhuma geradora que não esteja atingida pelas renovações de concessão será prejudicada, o máximo que pode ocorrer é a realocação de contrato de uma distribuidora para outra. Da mesma forma nenhuma distribuidora será prejudicada com o recebimento das quotas.
Toda essa engenharia de quotas e realocações de contratos existentes será feita pelo governo.

151891 - paulo_prof -  12 Out 2012, 00:05 
A quantidade de energia contratada por meio do contrato bilateral mantido com a AES Eletropaulo é de 11.108 GWh. Este é o montante de energia que deve ser entregue a cada ano até o término de vigência do contrato, em 31/12/2015.

Em 04JUL ocorreu o último reajuste (IGPM), com o preço passando de R$ 173,68/MWh para R$ 182,61/MWh.

De 30JUN2012 até o final do contrato bilateral entre as empresas restariam ainda 3,5 anos de "mamata" para a GETI.

O que não estou entendendo é como fará a Dilma para cumprir a sua promessa (de campanha eleitoral), no caso específico dos consumidores da ELPL, de reduzir o custo da energia em 16,2% para o consumidor doméstico e em 28% para a indústria?

Vc tem alguma idéia se há algo que a ANEEL poderá fazer para obrigar a Eletropaulo a comprar energia mais barata? No caso de não ser possível obrigar a Eletropaulo a descumprir os termos de um instrumento jurídico perfeito, como é que o governo federal vai fazer? Subsidiar?

151870 - paulo_prof -  11 Out 2012, 18:33
Concordo integralmente que um payout acima dos 100% do lucro líquido tenha que vir às custas do patrimônio. Eu achava que uma parcela considerável viesse do proventos não reclamados, mas acabo de verificar que os proventos não reclamados são mínimos. Na realidade, o "excesso" dos proventos está vindo do ítem Ajustes de Avaliação Patrimonial que compõe o patrimônio líquido.

Não concordo, entretanto, de que a avaliação de depreciação da ANEEL possa ter qualquer influência no PL.

Numa outra postagem mostrei que o "grosso" do imobilizado será depreciado para ZERO até o final da concessão, ou seja, os R$ 2,517 bilhões em Reservatórios, barragens e adutoras (R$ 1,539 bilhões), Máquinas e Equipamentos (R$ 0,772 bilhões) e Edificações, obras civis e benfeitorias (R$ 0,253 bilhões) serão totalmente depreciados nos 17,5 anos que faltam até o final da concessão.

A diferença no imobilizado hoje (R$ 3.105 mil - R$ 2,564 mil = R$ 0,540 bilhões) é devida principalmente a terrenos (R$ 0,408 bilhões) e Imobilizado em Curso(R$ 0,136 bilhões).

Acho que a incerteza na avaliação doa atgivos não integralmente depreciados por parte da ANEEL recairá somente sobre os R$ 136 milhões de Imobilizado em Curso

151807 - MuadibGV - 11 Out 2012, 11:39
Citação: paulo_prof
Citação: MuadibGV
Prof,
No balanço da AES está escrito que todo imobilizado são bens reversíveis junto com a concessão. Realmente não estou convicto de que existirá esse residual positivo. De qualquer forma, seja o residual positivo ou negativo, creio que você tem que colocar lá no final do seu fluxo de caixa, e não somar ao valor presente dos dividendos.
Além disso, se vc está supondo uma distribuição superior ao lucro líquido esses lucros acumulados vão diminuir ao longo dos anos, até 2029.
Estou usando distribuição de 100% do lucro líquido e taxa de desconto de 8% ao ano, que é o que paga um bom FII, por isso meu preço justo é um pouco abaixo do seu.
Continuo acreditando que o grande upside pode ser a miopia do mercado causada pelos bons dividendos até 2015, que pode causar uma valorização do ativo tipo ELPL4.

O fato de todo o imobilizado ser reversível não significa necessariamente que o ressarcimento será nulo. Por exemplo, se dirante a concessão a GETI comprou algum terreno, não há como não ser idenizada pelo valor de mercado do mesmo.
De qualquer forma, a maior parte do patrimônio líquido atual é de imobilizado ainda não 100% depreciado, correto? Trimestralmente serão contabilizadas despesas de depreciação que efetivamente não constituirão saída do caixa. No 3T12 serão/foram aprox. R$ 40 milhões. Se de fato a empresa programasse a sua "morte" ao final de 2029, ela poderia distribuir este valor em dividendos adicionais, não?
Concordo, entretanto, que o valor presente a ser contabilizado não é o patrimônio líquido atual dividido pelo no. de ações, porque as despesas de depreciação não sofrerão correção pela inflação, de modo que deveriam ser submetidas à taxa de desconto. Talvez um número mais realista para o residuo seria pegar o VPA atual e descontá-lo por 9 anos, metade do período até o final da concessão.
Para uma taxa de desconto de 6%, o VPA de R$ 4,47 cairia para R$ 2,65.
Para uma taxa de desconto de 8%, o valor cairia para R$ 2,34.
Prof,
Quando vc considera no seu fluxo de caixa um pagamento superior ao lucro líquido vc já está considerando as despesas não-caixa da depreciação , certo? São essas despesas que permitem , afinal , distribuir acima do lucro líquido. Então se considerarmos essa distribuição acima de 100% E o valor residual no cálculo estaremos sobrestimando o valor justo.
Mas no meu ponto de vista o ponto principal de insegurança para esse valor residual é que a avaliação de depreciação da ANEEL pode ser substancialmente inferior ao que consta do balanço da empresa, podendo até deixar negativo o PL, mesmo que no balanço ainda existam itens de valor real como os terrenos.

151795 - paulo_prof -  11 Out 2012, 04:01
O fato de todo o imobilizado ser reversível não significa necessariamente que o ressarcimento será nulo. Por exemplo, se dirante a concessão a GETI comprou algum terreno, não há como não ser idenizada pelo valor de mercado do mesmo.

De qualquer forma, a maior parte do patrimônio líquido atual é de imobilizado ainda não 100% depreciado, correto? Trimestralmente serão contabilizadas despesas de depreciação que efetivamente não constituirão saída do caixa. No 3T12 serão/foram aprox. R$ 40 milhões. Se de fato a empresa programasse a sua "morte" ao final de 2029, ela poderia distribuir este valor em dividendos adicionais, não?

Concordo, entretanto, que o valor presente a ser contabilizado não é o patrimônio líquido atual dividido pelo no. de ações, porque as despesas de depreciação não sofrerão correção pela inflação, de modo que deveriam ser submetidas à taxa de desconto. Talvez um número mais realista para o residuo seria pegar o VPA atual e descontá-lo por 9 anos, metade do período até o final da concessão.

Para uma taxa de desconto de 6%, o VPA de R$ 4,47 cairia para R$ 2,65.
Para uma taxa de desconto de 8%, o valor cairia para R$ 2,34

151791 - paulo_prof -  11 Out 2012, 03:45
Citação: vbreda
Professor, se importa de me explicar porque AES Tiete terá todos seus ativos depreciados em 100% até 2029?

Todas as usinas da GETI já eram "velhas" no início da concessão. Em conseqência, no final da concessão terão que ser devolvidas em princípio sem direito à idenização.

No final da concessão ainda farão parte do patrimônio os terrenos, as edificações sobre os mesmos e eventualmente investimentos que tenha sido feitos com o desenvolvimento de novos projetos de expansão da capacidade de geração e por gastos com a modernização das unidades geradoras.

Tentei simular a pior situação e supor que ao final da concessão a GETI vendesse todos os seus ativos e distribuísse o resultado desta venda aos acionistas. Considerei que o Patrimônio Líquido atual estaria disponível em grana para ser devolvido aos acionistas. Por exemplo, boa parte do patrimônio líquido atual é de imobilizado não ainda 100% depreciado. Até o final da concessão, as despesas de depreciação se encarregarão em zerar este imobilizado. Mas estas despesas de depreciação não gerarão efeito caixa, ou seja, a grana correspondente estaria disponível para ser distribuída aos acionistas.

Evidentemente, com todos estes anos até o final da concessão, é pouco provável isto acontecer. A GETI deverá investir na construção de novas usinas e participar da licitação em 2030.

Numa outra mensagem informei sobre a situação corrente.

Citação: paulo_prof em 26/09/2012 09:13

Virar pó é modo de dizer ...

A GETI lista, por exemplo, R$ 408 milhões (preço de custo) em terrenos. Não há como isto virar pó. Não há, inclusive, informações relativas ao valor de mercado destes terrenos.

O grosso do restante do imobilizado da GETI está em
Reservatórios, barragens e adutoras: R$ 2,889 bilhões (custo)
Máquinas e Equipamentos: R$ 1,214 bilhões (custo)
Edificações, obras civis e benfeitorias R$ 0,644 bilhões (custo)

Este imobilizado já sofreu uma depreciação, sendo o saldo atual ainda não depreciado
Reservatórios, barragens e adutoras: R$ 1,627 bilhões
Máquinas e Equipamentos: R$ 0,706 bilhões
Edificações, obras civis e benfeitorias: R$ 0,184 bilhões

Supondo que até o final da concessão serão 17,5 anos, e aplicando as taxas de depreciação sobre os imobilizados acima, chega-se a (aprox.)

Reservatórios, barragens e adutoras: 1,627 - 17,5*0,033*2,889 = zero
Máquinas e Equipamentos: 0,706 - 17,5*0,033*1,214 = zero
Edificações, obras civis e benfeitorias: 0,184 - 17,5*0,02*0,644 = zero

Como poder ser observado, no final de 2029, a maior parte do imobilizado que hoje está listado como em serviço será zerado. A depreciação até o final da concessão se encarregará disto. Ou seja, a maior parte dos R$ 3 bilhões que vc menciona serão "comidos" via despesa com depreciação. Restaria o imobilizado em terrenos.

Além do imobilizado em serviço, há o imobilizado em curso (composto, principalmente, por gastos com desenvolvimento de novos projetos de expansão da capacidade de geração e por gastos com a modernização em algumas de suas unidades geradoras). Este, eventualmente, não será totalmente amortizado até o final da concessão e o governo terá que ressarcir.

Finalmente, sobre a GETI paira também uma ameaça. De acordo com o contrato assinado, ela deveria ter aumentado a sua capacidade de geração no estado de São Paulo em no mínimo 15%. Se as duas termelétricas que estavam planejadas vão ou não sair do papel e se a GETI vai ou não vai conseguir se livrar de eventual multa não se sabe ... Evidentemente, todo o investimento que a GETI fizer no sentido de cumprir o que está no contrato original, mesmo fora do prazo estabelecido, não será totalmente depreciado até o final da concessão.

151692 - ac0sta - 10 Out 2012, 17:45
"No que tange a GETI, há uma previsão de que o preço da energia que estará comercializando a partir de 2016 seja mais próximos dos R$ 120,00/Mwh (deflacionados) do que os atuais R$ 100,00/Mwh."

Errado!!!

Lei da oferta e demanda... Lei básica...
A oferta de energia vai explodir e o preço vai micar...
Baixe isso pra uns 75,00/Mwh!!!!

GETI tá cara...

151689 - paulo_prof -  10 Out 2012, 17:40
Citação: herdsman
Citação: harisonoliveira
Caro Herdsman...
A geti3 vai distribuir pelo menos R$: 2,53 em 2012 falta pagar ainda pelo menos o que ela distribuiu ano passado 0,61
Vamos supor um cenário que ela mande o governo do PT para P.Q.P.
2013 + 2014 + 2015 de Dividendos = 7,59 reais + 0,61 (2012) = R$: 8,20 acho que não é pouco comparando com outros investimentos.
2016-2029 = será que a energia estará pelo mesmo preço??? se o Brasil crescer o que o governo quer, acho que não estará sobrando energia no país.
o que você acha??? Não sou nenhum especialista, mas gostaria da opinião de colegas mais experientes no assunto...
Gostaria da opinião do Tota
Harison...mas se depois de receber 8 R$ de dividendos (bem atrativo) teu GETI3 tá valendo 10R$? Eis a questão ! Os contratos de novos hidroelétricas estão no patamar de 100-110 R$ ! Claro, faltando energia e vendendo no mercado spot pode ser que esteja num preço mais alto. Mas duvido que as geradores vão ter liberdade de ir 100% pro mercado livre. E no trajeto 2016-2028 o valor 'intrinsico' do GETI vai subir ou cair? Me parece que vai cair mais um cadinho. Agora o gráfico convida a comprar. (ainda não entendo muito disso) Mas é comprar por 17,60 e vender por 18,20?
Herds, deixe-me dar um pitaco ...

A menos que esteja enganado, excetuando a energia da Teles Pires que é um ponto super fora do gráfico, o preço médio atualizado das novas usinas (Jirau, Santo Antônio e Belo Monte) é de aprox. R$ 89,00/Mwh. Por outro lado, o preço médio atualizado ofertado nos últimos leilões de energia eólica é de aprox. R$ 106,00/Mwh. Finalmente, há que se observar que o preço médio da energia no mercado livre gira hoje em torno dos R$ 100,00/Mwh.

É razoável supor, então, que a probabilidade do preço da energia livre cair abaixo dos R$ 100,00/Mwh é muito baixa. Antes, pelo contrário, é muito mais provável que o custo da energia livre nos próximos anos sofra um aumento. Se a energia "velha" barata será toda canalizada para o mercado cativo, é razoável supor que a taxa de crescimento do consumo será superior aquela da economia.

No que tange a GETI, há uma previsão de que o preço da energia que estará comercializando a partir de 2016 seja mais próximos dos R$ 120,00/Mwh (deflacionados) do que os atuais R$ 100,00/Mwh.

Se não estou enganado, hoje a Eletropaulo paga aprox. R$ 183,00/Mwh e a energia consumida é de aprox. 75% do total faturado pela GETI. Se os dados acima estiverem corretos, o preço médio da energia gerada pela GETI é hoje aprox. R$ 162,00/Mwh.

Se, de fato, a partir de 2016 a GETI conseguir um preço médio de R$ 120,00/Mwh (em valores de hoje), a Receita Líquida sofreria um redução de aprox. 26%. Na pior das hipóteses, para um preço médio da energia de R$ 100,00/Mwh, a redução seria de 38%.

Em números redondos, nos últimos 12 meses, a receita líquida somou R$ 2,15 bilhões. Os custos, incluindo o financeiro, somaram R$ 700 milhões. Em conseqüência, o resultado antes dos impostos foi de aprox. R$ 1,45 bilhões, correspondendo a um lucro líquido de aprox. R$ 970 milhões.

Fazendo uma conta de padeiro supondo que os custos totais permanecerão inalterados, chega-se a:

preço médio de R$ 100,00/Mwh
Receita Líquida de R$ 1,35 bilhões
Resultado Antes dos Impostos de R$ 0,65 bilhões
Lucro Líquido de R$ 450 milhões

preço médio de R$ 120,00/Mwh
Receita Líquida de R$ 1,60 bilhões
Resultado Antes dos Impostos de R$ 0,90 bilhões
Lucro Líquido de R$ 600 milhões

A GETI3 tem recebido aprox. 104% do lucro líquido em proventos brutos. Um lucro anual de R$ 970 milhões corresponde a proventos de R$ 2,65/GETI3. Como no exercício de 2012 já foram distribuídos R$ 1,29/GETI3, faltariam ainda R$ 1,36/GETI3.

Um lucro líquido de R$ 450 milhões corresponde a proventos brutos de R$ 1,24/GETI3.

Na pior das hipóteses, a situação seria a seguinte:

próximos 3 anos: R$ 2,65/ano
2o. semestre de 2015: R$ 1,36
2016 a 2029: R$ 1,24/ano

Para simplificar as contas, pode-se utilizar:
próximos 3 anos: R$ 2,65/ano
2015/2016: R$ 1,36 + R$ 0,62 = R$ 1,98
próximos 13 anos: R$ 1,24/ano
últimos 6 meses: R$ 0,62

Adotando uma taxa de desconto real de 6%, o valor presente destes proventos seria de R$ 17,58.

Mas além deste valor, há o capital social + reservas de lucro a serem devolvidos, numa base de aprox. R$ 4,47/ação, o que colocaria o valor justo da GETI3 próxima dos R$ 22,00.

Se vc não gostou da taxa de desconto de 6%, preferindo uma taxa real de 8% por achar que o risco é alto, o valor justo cairia para aprox. R$ 20,13.

Finalmente, há o risco do governo do estado de São Paulo acionar (e ganhar) a GETI por perdas e danos devido ao atraso no compromisso assumido de investimento num aumento da capacidade de geração. Na minha opinião, isto será resolvido via acordo bom para ambas as partes.

150052 - paulo_prof - 26/Set/2012 09:39
Já que estamos falando da GETI, há um detalhe que não deve ser esquecido e que, no meu modo de entender, atua como margem de segurança.

Se, do patrimônio líquido, for subtraído o capital social, o resultado é a soma das reservas (de lucro e/ou capital).

No caso da GETI, as reservas somam R$ 1,7 bilhões, o que, em termos da GETI3 pode ser traduzido em proventos de R$ 4,27/ação.

Noutras palavras, pode-se encarar estes R$ 4,27/GETI3 como uma gordura a ser queimada até o final da concessão.

Adotando uma taxa de desconto real de 6% até o final de 2029, a hipótese de lucro líquido semestral real de R$ 1,30/GETI3 até o final de 2015, e a hipótese de lucro líquido real caindo pela metade a partir de 2016 e sendo mantido até o final da concessão, obtém-se um "preço justo" de R$ 18,10. Nesta conta não estão considerados os terrenos da empresa que evidentemente vão valer alguma coisa no final da concessão.

Sobre este "preço justo" ainda teria que ser somada a "gordura" de R$ 4,27 referida acima (na realidade, mais do que isto, porque se a empresa fosse "liquidada" ainda restaria o capital social a ser devolvido). Esta gordura serviria para cobrir contingências, como aquela com o governo do Estado de São Paulo.

Tudo considerado ... acho que o risco de investir em GETI3 a R$ 18,10 é muito pequeno ...

150051 - paulo_prof - 26 Set 2012, 12:11
Prof,

Estou atuando como "advogado do diabo": supondo que as usinas que constituem todo o imobilizado que consta no balanço patrimonial da AES virem pó, ou seja, no fim da concessão não valham nada perante a ANEEL, restaria um patrimônio líquido negativo superior a R$ 3,00 por ação, que teriam de ser pagos pela cia.

Virar pó é modo de dizer ...

A GETI lista, por exemplo, R$ 408 milhões (preço de custo) em terrenos. Não há como isto virar pó. Não há, inclusive, informações relativas ao valor de mercado destes terrenos.

O grosso do restante do imobilizado da GETI está em
Reservatórios, barragens e adutoras: R$ 2,889 bilhões (custo)
Máquinas e Equipamentos: R$ 1,214 bilhões (custo)
Edificações, obras civis e benfeitorias R$ 0,644 bilhões (custo)

Este imobilizado já sofreu uma depreciação, sendo o saldo atual ainda não depreciado
Reservatórios, barragens e adutoras: R$ 1,627 bilhões
Máquinas e Equipamentos: R$ 0,706 bilhões
Edificações, obras civis e benfeitorias: R$ 0,184 bilhões

Supondo que até o final da concessão serão 17,5 anos, e aplicando as taxas de depreciação sobre os imobilizados acima, chega-se a (aprox.)

Reservatórios, barragens e adutoras: 1,627 - 17,5*0,033*2,889 = zero
Máquinas e Equipamentos: 0,706 - 17,5*0,033*1,214 = zero
Edificações, obras civis e benfeitorias: 0,184 - 17,5*0,02*0,644 = zero

Como poder ser observado, no final de 2029, a maior parte do imobilizado que hoje está listado como em serviço será zerado. A depreciação até o final da concessão se encarregará disto. Ou seja, a maior parte dos R$ 3 bilhões que vc menciona serão "comidos" via despesa com depreciação. Restaria o imobilizado em terrenos.

Além do imobilizado em serviço, há o imobilizado em curso (composto, principalmente, por gastos com desenvolvimento de novos projetos de expansão da capacidade de geração e por gastos com a modernização em algumas de suas unidades geradoras). Este, eventualmente, não será totalmente amortizado até o final da concessão e o governo terá que ressarcir.

Finalmente, sobre a GETI paira também uma ameaça. De acordo com o contrato assinado, ela deveria ter aumentado a sua capacidade de geração no estado de São Paulo em no mínimo 15%. Se as duas termelétricas que estavam planejadas vão ou não sair do papel e se a GETI vai ou não vai conseguir se livrar de eventual multa não se sabe ... Evidentemente, todo o investimento que a GETI fizer no sentido de cumprir o que está no contrato original, mesmo fora do prazo estabelecido, não será totalmente depreciado até o final da concessão.

149565 - paulo_prof -  20 Set 2012, 23:46
O contrato da GETI com a ELPL termina em 31DEZ2015, ou seja, são ainda 7 (cinco) semestres de faturamento nos níveis atuais garantido. Em valores de hoje, em média, a GETI3 distribui aprox. R$ 1,30 por semestre. Admitindo que este valor cairá para R$ 1,10/semestre reais após dezembro de 2015 e até 2029, ou seja, por 28 semestres, e supondo que a empresa deixará de existir daí em diante, o valor justo da GETI3 seria
a) para uma taxa de desconto real de 6% a.a.: R$ 25,04
b) para uma taxa de desconto real de 8% a.a.: R$ 21,95
c) para uma taxa de desconto real de 10% a.a.: R$ 19,45

Ocorre que até 2029 a GETI terá que, por obrigação contratual, aumentar a seua geração de energia. Se de fato o fizer, acho que o retorno semestral médio entre o final de 2015 e 2029 será maior do que os R$ 1,10 da hipótese. Por outro lado, o seu valor residual no final de 2029 não será nulo!

149365 - MuadibGV - 19 Set 2012, 14:34
Havia comprado um pouco de GETI3 a 19,35, seguindo a onda do fórum e estimulado pela grande queda que a ação havia sofrido.
Mas fui fazer umas contas e vi que o buraco pode ser um pouco mais embaixo. Adotei as seguintes premissas:
1) o lucro líquido do 1S2012 anualizado, 950 milhões, vai se manter até o vencimento da concessão em 2029. Um grande SE já que o contrato com a Eletropaulo vai até DEZ/2015 e a partir daí se espera uma queda do lucro líquido.

2) valor residual zero para a empresa após o encerramento da concessão em 2029. Uma hipótese bem razoável diante da depreciação estimada pela MP de renovação.

3) payout de 100% do lucro líquido

4) taxa de desconto de 10% até 2029.

Trouxe os pagamentos de dividendos a valor presente e obtive a soma de 19,55 por ação. Esse cálculo não leva em conta o risco da obrigação que a empresa tem de expandir sua capacidade de geração.

Apesar de acreditar que a visão míope do mercado pode proporcionar um ganho de capital até 2015, devido aos polpudos dividendos que a cia vai pagar até lá (algo semelhante a Eletropaulo até seu derradeiro desfecho) acabei vendendo minha posição diante desses cálculos.

149353  - jbegood -  19 Set 2012, 13:44
Segue post copiado lá do fórum dividendos! Geração Futuro comentando suas posições em elétricas!

Citação: GF
Redução no preço da energia elétrica

As medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir os preços de energia elétrica, trouxeram muita oscilação para as ações.

A redução de tarifas será de duas formas:

- A primeira é a redução e eliminação de encargos federais – CCC, CDE e RGR - sobre o preço da energia elétrica, e isto reduzirá em cerca de 7% a tarifa do consumidor final, não afetando a rentabilidade das empresas e possivelmente causando um impacto positivo pelo aumento consumo.

- A segunda medida, que reduzirá em aproximadamente 13% as tarifas, refere-se às imposições pelo governo para renovar as concessões de usinas de geração que tem concessão vencendo de 2015 a 2017 – exigindo corte de tarifas e investimentos para renovar estas usinas.

Como são impactadas as empresas do portfólio da Geração? As notícias impactaram todo o setor na bolsa, mas cada empresa tem um impacto diferente nos resultados. A geração investe em quatro empresas de energia, e o impacto em cada uma delas está explicado abaixo:

AES TIETÊ – É uma empresa unicamente geradora, que não tem concessões vencendo de 2015 a 2017 e não sofre diretamente estas imposições de renovação. A ação caiu, pois o mercado interpretou que o preço de energia cairá em todo o sistema devido a redução de preço específica nas usinas em que o governo interferiu, que não são as dela. A AES Tietê tem energia para vender depois de 2015 e, somente depois disso, talvez sinta impacto de redução de preços generalizada. Até 2015 seus resultados permanecem inalterados e, com a queda recente, estimamos dividend yield superior a 10% até 2015.
[...]

148473 - paulo_prof -  13 Set 2012, 01:25
Bom ... hoje foi um pregão estranho (para mim) ... de pegar faca caindo ...
[...]
GETI3: aumentei posição em R$ 20,00; R$ 19,10; R$ 18,42 e R$ 18,10
preço médio R$ 19,74 - 2,2% da carteira
A questão agora é: e daqui para frente ... o que fazer?

Vender num eventual repique amanhã?
Continuar pegando faca caindo numa eventual ampliação da queda amanhã?

A menos que surjam indicações seguras de que os preços justos dos ativos são sensivelmente menores do que aqueles do fechamento de hoje, a minha tendência é manter e aumentar posições se houver oportunidade de compra a valores aprox. 5% abaixo dos preços médios.

A primeira premissa é que não há hipótese da Dilma rasgar contratos ... ainda mais quando boa parte das concessões que estarão vencendo são de empresas controladas pela oposição.

A menos que o Tota mostre o contrário, para que os contratos não sejam rasgados, a empresa concessionária terá total liberdade para escolher entre:

a) a prorrogação automática da concessão (e assim evitar ter que concorrer), desde que novo contrato, entre outros, antecipe a data final de concessão; ou

b) terminar o contrato nas bases em que foi assinado, sem admitir a modificação de uma vírgula, e depois participar da concorrência para a nova concessão.

Não li ainda, em detalhes, mas acredito que a Medida Provisória garante as opções acima para cada concessão específica (usina de geração ou linha de transmissão, ou seja, não pode forçar uma empresa a escolher as opções acima entre o tudo ou nada.

Bom, como o governo federal não "controla" uma parte do preço da energia que lhe permita garantir os percentuais prometidos pela Dilma, já manifestei a opinião de que ela se colocou numa saia justa, que certamente terá um custo:

1) garantir às concessionárias uma vantagem que as façam optar pela alternativa a) acima; se o governo federal decidir "esfolar" o concessionário, ele simplesmente poderá escolher a alternativa b) e mandar a Dilma plantar coquinhos!

2) no caso das empresas resolverem mandar a Dilma plantar coquinhos, a alternativa seria negociar uma redução do ICMS com os governadores; estes que de bobos nada têm, já avisaram que neca feito ... para conseguir a "colaboração" dos governadores, não sairá barato ... provavelmente, tudo o que os estados deixariam de faturar teria que ser descontado em triplo de suas respectivas dívidas ...

3) o custo político de ser mostrada como uma eleitoreira mentirosa da pior espécie.

O Tota poderá explicar o que aconteceria com a promessa da Dilma, nos estados de SP e MG, se a CESP e a CMIG resolverem obrigar o governo federal a cumprir os contratos das concessões como assinados. Em tese, o governo e PT poderiam acusar a oposição estar decidindo politicamente, de estar contra a população por não permitir a redução das tarifas, etc. e a oposição poderia acusar o governo de deliberadamente ter fixado condições altamente prejudiciais às populações dos dois estados, blá, blá ... além do que, se de fato o governo fixar condições muito desvantajosas, corre o risco de não encontrar um empresa que aceite adquirir a concessão numa eventual concorrência.

No frigir dos ovos, a incógnita é o que de fato fará o governo? Vai jogar poquer (o governo não sabe, de antemão, que preço o concessionário aceitará pagar para ter uma renovação automática), ou vai jogar para ganhar na certeza (fornecer "incentivos" para que todas as empresas optem pela prorrogação das concessões e antecipação do final dos contratos antigos)?

Se eu fosse a Dilma, optaria pela 2a. alternativa ...

No que tange a GETI, é evidente que sofrerá um impacto indireto. As suas concessões só terminarão muito tempo de eu ter sido enterrado ... Ocorre que o contrato que tem com a ELPL termina em 2015. Em princípio, acho que a ANEEL forçará a ELPL a efetuar uma concorrência para o fornecimento da energia que necessita. Talvez o mercado esteja avaliando que com muita energia barato por aí, a GETI será obrigada a baixar os seus preços para o mesmo patamar ...

Em princípio, acho este raciocínio furado. Não tenho muitas dúvidas de que os preços da GETI serão impactados, mas não acredito que o impacto seja tão substancial. Se, de fato, os preços da energia caírem como está prometendo a Dilma, o consumo certamente vai aumentar. O Tota pode confirmar, mas não acredito que haja realmente tanta energia sobrando. Se não houver energia de sobra, não vejo porque a GETI será forçada a baixar sensivelmente os seus preços.

148465 - tota57 -  13 Set 2012, 00:21
Talvez o que o mercado esteja enxergando é que a situação da empresa pode se complicar um pouco mais quando tiver que comercializar a energia que atualmente é comprada pela ELPL, em 2016.

Com as medidas do governo haverá uma grande disponibilidade de energia a um custo bem mais reduzido, tem gente falando que usina 100% depreciada pode entregar energia a R$30/MWH.

Com aumento da oferta de energia barata talvez a GETI não consiga encontrar quem pague bons preços em 2016.

Eu tenho minhas duvidas, pois toda essa energia das renovações serão contratadas pelas distribuidoras para que o preço possa ser diferido para os consumidores finais, já que o governo esta garantindo que vai cair o preço para todo mundo, inclusive residencias. Se isso ocorrer em 2013 quando chegar 2016 não haverá essa oferta toda.

Por outro lado temos novas usinas em fase final e em construção, como as do Rio Madeira e Belo Monte. Ainda é cedo para saber como será a oferta e demanda de energia em 2016. Depende inclusive do crescimento do PIB. Se a economia voltar a bombar o quadro melhora. Cada ponto 1% do PIB corresponde aprox 1% de aumento na demanda.

São muitas variáveis e não dá para ser conclusivo, mas talvez estejam fazendo a leitura errada em relação a GETI.

129399 - paulo_prof - 04/Mai/2012 00:22
PREÇO: R$ 24,60


PAYOUT: (2011): 104,1%

múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L      10,45
P/VPA            4,26
PSR     4,67
DY      9,97%
EV/EBITDA  6,39
MARGEM BRUTA  69,1%
MARGEM OPERACIONAL          66,8%
MARGEM LÍQUIDA          44,7%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 2,355
MARGEM EBITDA 77,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       43,2%
ROE    40,80%
LIQUIDEZ CORRENTE     2,03

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      21,76%
U2A    7,27%
U3A    9,04%

b) do patrimonio líquido médio
UA      95,53%
U2A    74,51%
U3A    47,63%

Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido necessária, nos próximos 3 anos, para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja 1,3 vezes a cotação atual (perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%): +3%

Taxas nominais de crescimento em relação ao 1T11:
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +29,73%
RESULTADO BRUTO +28,99%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -4,80%
RESULTADO OPERACIONAL +30,29%
RESULTADO LÍQUIDO +27,36%
EBITDA +25,12%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO +1,19%

120767 - paulo_prof - 14/Mar/2012 22:22
PREÇO: R$ 23,49

PAYOUT (2011): 104,1%

Relativo aos últimos 12 meses:

P/L      10,60
P/VPA 4,58
PSR     4,75
DY      9,82%
EV/EBITDA    6,49
MARGEM BRUTA    69,1%
MARGEM OPERACIONAL 66,6%
MARGEM LÍQUIDA 44,8%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,216
MARGEM EBITDA   77,8%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO            48,9%
ROE    43,24%
LIQUIDEZ CORRENTE        1,45

Taxas anuais médias nominais de crescimento:

a) do lucro líquido:
UA      14,58%          
U2A    4,06% 
U3A    6,86% 

b) do patrimônio líquido médio (observação: efeito IFRS)
UA      94,90%
U2A    74,22%
U3A    47,47%

Taxa anual média real de crescimento do lucro líquido, durante 3 anos, necessária para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD com taxa de desconto real de 10% e perpetuidade real nula seja 150% o preço atual (1,5*R$28,60=R$42,90): 10,5%

113829 - paulo_prof - 06/Fev/2012 12:16
citação: polycrav
citação: paulo_prof
Estou interessado em GETI4 abaixo dos R$ 23,50 e/ou GETI3 abaixo dos R$ 21,00.
O que dizem os búzios? Terei que armar uma barraca melhor do que aquela do Floripa ou uma barraquinha qualquer pode dar para o gasto?
O que é mais provável? GETI4 abaixo dos R$ 23,50 ou GETI3 abaixo dos R$ 21,00?
Se os búzios estiverem meio confusos ... entenderei!
Meu bom e velho Prof..





Na visão dos búzios, a situação é a seguinte:

GETI4: 23,50? Por que não 24? Pelo diário a queda está arrefecendo e temos nessa região uma importante retração de 50% da última alta. portanto, uma região importante que deve "segurar" essa queda que dura 1 mês...

GETI3: Abaixo de 21? Tb arrefecendo. De novo temos aqui uma importante retração na região dos 21,46. Portanto, pouco provável ir abaixo de 21.

Arriscaria até a dizer que é mais provável GETI4 abaixo de 23,5 do que GETI3 abaixo de 21. Mas tb arriscaria a dizer que o mais provável é não acontecer nenhuma das duas hipóteses. A não ser que a coisa "encrespe" e tenha uma desabada nos próximos dias..

Obrigado, Poly

A minha projeção do lucro da GETI no exercício de 2012 é de aprox. R$ 800 milhões. Os R$ 23,50/21,00 visavam um DY de 11% ... Mas R$ 24,00 não é de todo ruim ...

102123 - paulo_prof - 12/Nov/2011 13:23 2
Resultados dos últimos 9 meses em relação a igual período de 2010:

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +0,8%
RESULTADO BRUTO +2,0%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +0,3%
RESULTADO OPERACIONAL +2,1%
RESULTADO LÍQUIDO +2,1%
EBITDA +1,3%

Crescimento do Patrimônio Líquido em 12 meses: +174% (efeito da nova norma contábil)

Multiplicadores relativos aos últimos 12 meses
PREÇO: R$ 21,22
PAYOUT: 100%
P/L      10,79
P/VPA            4,11
PSR     4,58
DY      9,26%
EV/EBITDA  6,49
MARGEM BRUTA  70,3%
MARGEM OPERACIONAL          63,1%
MARGEM LÍQUIDA          42,5%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,966
MARGEM EBITDA 75,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       48,6%
ROE    38,10%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,45

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      4,90% 
U2A    -5,19%           
U3A    4,32% 

b) do patrimônio líquido médio (efeito IFRS)
UA      205,52%
U2A    74,52%
U3A    447,63%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido durante 3 anos necessária para um preço justo 50% maior do que a cotação anual (perpetuidade de 0% real; taxa de desconto anual real de 10%): +19%

Preço atual é compatível com uma taxa anual real de crescimento do lucro líquido de 3% nos próximos 3 anos

101750 - rcbocardo - 15/Out/2011 14:53
AES Tietê PN (GETI4) – A AES Tietê conseguiu na terça-feira (11/10/11) a licença ambiental prévia
para a usina a gás natural Termo São Paulo, inscrita para a disputa do leilão de energia nova que
contratará a demanda do mercado cativo em 2016 (A-5), que ocorrerá em 20/12/11. A obtenção da
licença prévia é um dos pré-requisitos para que a térmica participe do leilão. Essa notícia era esperada
pelo mercado, portanto esperamos um impacto neutro para as ações da empresa.
Continuamos com nossa recomendação de compra para as ações da empresa. Os principais pontos
de nossa recomendação são:
i) geração altamente previsível de caixa;
ii) tarifas atreladas ao IGP-M;
iii) baixa necessidade de investimentos aliado a baixa alavancagem;
iv) elevada distribuição de proventos;
v) baixo risco regulatório. Um dos grandes atrativos da AES Tietê continua sendo o contrato que a
empresa possui com a AES Eletropaulo até 2015, no qual toda sua energia assegurada esta
negociada a um preço elevado (R$ 159,85/MWh no 1T11) e corrigido por IGP-M anualmente em Julho.
Por possuir a tarifa de seu principal contrato indexado ao IGP-M, as ações da empresa funcionam
como uma proteção contra a inflação. (Rafael Andreata, CNPI)

53547 - paulo_prof - 05/Nov/2010 20:23
Para o que possa servir, anualizando os resultados dos 9M10, os indicadores dos ativos da GETI são os seguintes:

MARGEM BRUTA 74,6%
MARGEM OPERACIONAL 71,4%
MARGEM LÍQUIDA 47,1%
MARGEM EBITDA 77,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,195
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 128,0%
ROE 116,63%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,64

GETI3
Preço: R$ 20,53
Payout (2009): 95,4%
P/L 9,35
P/VPA 10,91
PSR 4,40
DY 10,20%
EV/EBTIDA 6,01

GETI4
Preço: R$ 24,12
Payout (2009): 104,9%
P/L 10,99
P/VPA 12,82
PSR 5,17
DY 9,55%

O crescimento anual médio do lucro líquido por ação é de aprox. 7%

Considerando
a) um crescimento do lucro líquido de 7% durante 5 anos;
b) payout constante como informado acima durante os 5 anos;
c) perpetuidade de 3%
d) taxa de desconto anual de 12%
os preços justos seriam:

GETI3: R$ 26,04
GETI4: R$ 28,64

53555 - herdsman - 05/Nov/2010 20:50
Obrigado Danieljose pela explicação sobre BGIP...Sigo comprado.
Não gostei do resultado da GETI3...
Pouca geração
Menos lucro
ainda vem com conta alta de compra de energia de co-geração de biomassa
para fingir que vai aumentar geração com 15% conforme tratado etc.etc.
que que adianta mal e mal poder pagar 10% ano de dividendo se não tem nenhuma


perspectiva de crescimento..e ainda porcima poder ter que reduzir geração por falta de chuva..ou vender barato porque acaba o contrato com ELPL.

41197 - tota57 - 09/Ago/2010 21:16
AES Tietê espera licenças ambientais para térmica até meados de 2011

Local para a construção da usina já foi definido, mas ainda não pôde ser divulgado devido à compra do terreno, que ainda não foi concluída

Dayanne Jadjiski, da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
09/08/2010

A AES Tietê estima que as licenças ambientais para a construção de uma térmica a gás natural devem sair em meados do próximo ano. De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Rinaldo Pecchio, o local para a construção da usina já foi definido mas ainda não pode ser divulgado devido a questões ligadas à compra do terreno, que ainda não foi concluída. A expectativa é que a escolha seja divulgada ainda este ano.

Após a obtenção das licenças, Pecchio explicou que será realizado um detalhamento técnico do projeto, sobre as características da operação e a definição de parâmetros de retorno o investimento, estimado em R$ 1 bilhão. "Quando isso estiver concluído nós teremos outra fase, que é a participação em leilão. Vencida essa etapa começaria a construção e essa energia seria colocada no mercado a partir de 2016".

De acordo com o executivo, a não participação de térmicas a partir de 2015, segundo estimativas do PDE 2019, não prejudicará o empreendimento, que terá capacidade de 550 MW, em leilões. "Apesar de nao estar explícito, a matriz tende a contar com pouco mais de geração térmica. Embora não tenha um claro incentivo agora, nós entendemos que quando tivermos o projeto, ele terá condições de participar de eventuais leilões para ter essa energia vendida, que é uma energia de que o país precisa. É uma forma de estar contribuindo para o crescimento da matriz energética", disse o executivo. O executivo disse ainda que a AES Tietê já conversa com fornecedores de combustível para a térmica.

Além deste projeto, a AES Tietê pretende aumentar participação da companhia no mercado, mas não há nenhuma transação de aquisição sendo analisada no momento. Com PPA assinado, a companhia tem 6 MW de cogeração de biomassa de cana-de-açúcar contratados por 15 anos a partir de 2010. A geradora está construindo duas pequenas centrais hidrelétricas de 7 MW no Rio Jaguari-mirim, com previsão de entrada em operação no primeiro semestre de 2011. Estão sendo estudados também os projetos de duas PCHs com potência de 22 MW. A capacidade instalada atualmente da companhia é de 2.657 MW.

41169  - renato1631 - 09/Ago/2010 18:03
citação: polycravDupla GETI3/GETI4 tomando uma surra nesse momento!
Resultados ruins?
AES Tietê – Resultados Neutros e Bons Dividendos
Os resultados de AES Tietê vieram ligeiramente abaixo das estimativas do analista Marcos Severine. Esta diferença é particularmente explicada por uma provisão não-recorrente de R$ 9,2 milhões referente ao processo administrativo de compensação de tributos federais. Ele não acredita que os resultados representem um catalisador importante para pregão de hoje, lembrando que as ações da empresa apresentam alta de 11% no ano contra queda de 0,72% do Ibovespa no mesmo período. Na opinião do analista, as ações de AES Tietê continuam sendo uma ótima opção devido à combinação de um dividendo atraente, um perfil mais defensivo principalmente em um cenário de um IGP-M mais elevado este ano, além de contar com múltiplos atraentes. A recomendação para as ações é de outperform. A receita líquida da empresa no 2º trimestre foi de R$ 403 milhões e o EBTIDA em R$ 299 milhões. Por fim, o lucro líquido ficou em R$ 172 milhões, que serão 100% distribuidores em dividendos aos acionista, o que equivale a R$ 0,47 por ação de GETI4 (dividend yield de 2,1%). As ações abrem ex-dividendos hoje, dia 9 de agosto. No caso das ações ONs, o dividendo pago será de R$ 0,43 por ação.

30148 - tota57 - 14/Mar/2010 12:08
Avaliação do resultado 2009 da AES Tiete
Energia Gerada - 9,8% maior que em 2008 e 30,3% superior à Garantia Física (Energia Assegurada), que é a quantidade máxima de energia que as usinas podem comercializar, calculada conforme metodologia estabelecida pelo governo.
A GETI terminou o ano com nível de armazenamento de energia próximo de 80%, bem acima do quase 60% de dez-2008.
Em relação a 2008 a empresa teve uma redução de R$ 54 milhões na receita com as vendas no mercado Spot e Mecanismo de Realocação de Energia – MRE. O preço médio no Spot teve uma redução de R$ 135 para R$ 39, devido a melhoria no nível dos reservatórios e a redução da demanda dos grandes consumidores, em função da crise mundial.
A Eletropaulo comprou menos energia no 4º trim 2009, tanto em comparação com o 3º trim 2009, como com o 4º trim 2008. Esse volume foi suficiente para impactar negativamente em R$ 54 milhões o resultado do trimestre..
Custos e Despesas Operacionais R$ 59 milhões maiores, devido principalmente aos seguintes eventos não recorrentes:
1- R$ 20,9 milhões discussão judicial operação mercado Spot em 2000 (provisionamento para provável perda)
2- R$ 18,6 milhões baixa de despesas com 3 PCH´s no RJ, devido a baixa probabilidade do retorno desses projetos, que totalizam apenas 54 MW de potencia instalada.
3- R$ 14,4 milhões projeto reflorestamento
Lucro Liquido de R$ 780,2 milhões, 12,7% superior a 2008.
Proventos – O Pay Out continua sendo de 100% e haverá distribuição de dividendos complementares de R$0,36 para as ON´s e R$ 0,39 para as PN´s. Ultimo dia COM 30-04, data da AGO.
Divida - Bruta de R$ 969 milhões, vencimento maio/13, indexado por 10% a.a. + IGPM. A disponibilidade de caixa é de R$ 614 milhões, o que remete para uma divida líquida de R$ 354,4 milhões, que corresponde a ínfimos 0,3 x Ebitda. A empresa esta emitindo divida de R$ 900 milhões em debêntures, com prazo de vencimento de 5 anos e remuneração de CDI + 1,2% a.a. Pelo que percebi eles estão substituindo a divida com a Eletrobrás, que vence em 2013, por outra com prazo maior e com a mesma remuneração das suas disponibilidades. Nesse lance a empresa pode amenizar a pressão do governo, antecipando o pagamento da divida com a Eletrobrás, e diminuir a volatilidade da divida e resultado financeiro.
Conclusão: Não fosse a menor compra de energia pela Eletropaulo e esses eventos não recorrentes a GETI poderia ter terminado o ano com aproximadamente 880 milhões, que eu diria passa a ser a previsão conservadora para o Lucro Liquido de 2010.
Abaixo os múltiplos da GETI3, que recomendo pelo Tag Along e possibilidades de consolidação no setor elétrico.

29948 - NotwenCardozo - 11/Mar/2010 22:13
Lucro da AES Tietê avança e fica em R$ 780 milhões em 2009
Por: Equipe InfoMoney
11/03/10 - 21h55
InfoMoney
SÃO PAULO - A AES Tietê (GETI4) divulgou nesta quinta-feira (11) seu resultado do exercício de 2009, reportando um lucro líquido de R$ 780,2 milhões, o que representa um avanço de 12,7% frente ao ano anterior.
Entre janeiro e dezembro do ano passado, a companhia somou R$ 1,6 bilhão em receitas líquidas, um aumento de 4,0% frente as receitas vistas em 2008. O avanço reflete o reajuste nas tarifas, realizado em julho, aponta a administração.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,2 bilhão, um acréscimo de 0,5% na passagem anual. Já a margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e o Ebitda) veio em 75,5%, uma queda de 2,6 pontos percentuais frente ao índice visto ao fim de 2008. 


27421 - tota57 - 03/Fev/2010 22:05 
-GETI vai vender, ate o final de 2015, a R$152,00/MWH, com uma correção anual pelo IGPM.
-Nos ultimos leilões de enegia velha (usinas antigas, como as da GETI), denominados leilões A1, o preço médio de venda foi de aprox R$100,00.
-No ultimo leilão de energia nova para construção de novas usinas,em 2008, denominado Leilão A5, a Usina Hidroelétrica no Baixo Iguaçu (PR), com potencia instalada de 350MW, foi arrematada pelo Neoenergia por um preço de R$98,98 para um contrato de 30 anos.
Feitas essas considerações observamos que hoje é viavel a construção de novas usinas hidroeletricas ao preço de aproximadamente R$100,00/MWH. Fica evidente que a GETI esta vendendo sua energia a um preço muito superior ao do mercado. Se a GETI obtiver sucesso na justiça, quanto a revogação do aditivo que garantia o contrato bilateral com a ELPL até 2028, ela será a cereja do bolo do setor de geração. Se não conseguir ela vai ter que ir para o leilão A1, em 2015, para ofertar sua energia ao mercado.
A resposta para sua pergunta é complexa, pois uma nova usina hidroelétrica pode demorar ate 5 anos para ser contruida. Os ativos da GETI estão prontos e produzindo. Há ainda essas questões envolvendo a mudança de normas contábeis, IFRIC-12, aonde o tratamento dos ativos depreciados poderão refletir nos resultados das empresas. Confesso que ainda não consegui vislumbrar se isso será bom ou ruim para GETI.
É muita engenharia financeira e contabilidade para minha cabeça. Eu acho que a GETI é um bom negocio, pois sempres que surge a hipotese do BNDES vender a parte da Brasiliana, o mercado fica alvoroçado e a AES corre para dizer que vai exercer o direito de preferencia. Dizem que a Odebrecht esta de olho gordo.
http://www.epe.gov.br/leiloes/Paginas/Leil%C3%A3o%20de%20Energia%20A-5%202008/L 

27046 - angis - 30/Jan/2010 10:46
ELPL , GETI, EKTR, TRPL
Fonte: Valor Econômico
AES amplia projetos no Brasil e planeja crescer na distribuição
Josette Goulart, de São Paulo 29/01/2010
O discurso até o ano passado era de comprar a parte do BNDESPar na Brasiliana (holding que abriga a AES Tietê e a Eletropaulo) e fazer a expansão obrigatória da Tietê no Estado de São Paulo. E isso já exigiria alguns bilhões de reais. O discurso mudou. Ficou muito mais ousado, desafiando todos os grandes grupos que despontaram nos últimos tempos como compradores da Eletropaulo e da Tietê. O presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, fala agora em comprar outras distribuidoras fora do guarda-chuva da Brasiliana, além de planos para crescer em geração hidrelétrica e termelétrica.
Se é só discurso, isso só o tempo dirá. Mas Soares dá todas essas declarações apenas dois meses depois de o fundo soberano chinês ter desembarcado na AES Corp, comprando 15% das ações da companhia por US$ 2 bilhões. Esse fundo administra um capital de US$ 300 bilhões, e deixou a AES em uma situação confortável após uma crise financeira. Soares se mostra muito confiante ao dizer que a página está virada e que agora é hora de crescer. Ele se refere ao acordo em torno da dívida que a empresa ainda tinha com o BNDES e que foi resolvida com a venda das ações que detinha na Cemig para a Andrade Gutierrez , que assumiu a dívida de R$ 2,1 bilhões. Mas os planos de crescimentos não foram discutidos com o governo. "Vai chegar a hora de sentarmos para conversar", diz Soares.
"Queremos capturar crescimento com sinergia", diz ele, se referindo a oportunidades de negócio para expandir a atuação da Eletropaulo, a maior distribuidora do país, e a da AES Sul, que atende parte do estado do Rio Grande do Sul, em regiões próximas de suas áreas de concessão. A Elektro é um alvo? "Não posso negar que tenho carinho especial pela Elektro", diz Soares, lembrando os seis anos que passou na empresa como vice-presidente financeiro. Mas estão no radar da companhia também as distribuidoras do grupo português EDP, principalmente a Bandeirante Energia, com área de concessão próxima a da Eletropaulo.
Dessa forma, a AES se põe no caminho de seus concorrentes, principalmente da CPFL que chegou a tentar a compra da Elektro no ano passado e era candidata, em 2007, a adquirir a parte do BNDES na Brasiliana. Sem falar nas construtoras. A Camargo Corrêa, dona da CPFL, e a Odebrecht cobiçam os ativos dos americanos. "Não recebemos nenhuma proposta de compra", diz.
Em distribuição a AES quer crescer fora da holding Brasiliana, a não ser que o BNDES decida vender sua parte e deixar a sociedade firmada em um dos acertos de contas feito com os americanos. Mas na geração, a ideia é usar a AES Tietê, que tem o banco como sócio, e hoje gera caixa e distribui 100% de dividendos pois não tem investimentos e seu endividamento é baixo. "A Tietê tem capacidade para dobrar de tamanho", diz Britaldo. A empresa de geração tem usinas com capacidade de gerar 2,7 mil megawatts (MW).
Os esqueletos da AES no Brasil parecem ter se resolvido, mas ainda falta o desfecho de uma disputa bilionária com a Companhia de Transmissão Paulista. As duas tentam se eximir de uma dívida com a Eletrobrás feita ainda na época em que as duas companhias pertenciam à Cesp. O direito de receber da Eletrobrás é líquido e certo, só não se sabe quem pagará a conta.
De qualquer forma, os outros problemas acabaram. A sangria do caixa da AES Uruguaiana está contida - a empresa teve que zerar seus contratos por falta de gás na Argentina e chegou a gerar prejuízo, em um único ano, de R$ 600 milhões. A dívida com o BNDES foi quitada. E o plano de expansão da Tietê, obrigatoriedade do edital de privatização, está caminhando - a empresa está na fase inicial dos estudos para implantação de uma usina termelétrica a gás com capacidade de gerar 500 MW e que vai exigir R$ 1 bilhão. Além disso, questões com o fisco também foram reconhecidos. Em novembro, a Eletropaulo aderiu ao Refis para saldar dívida de R$ 910 milhões. 

24864 - tota57 - 09/Jan/2010 17:18
citação: WK2007Tota, a geti tem apresentado um desempenho ruim nos últimos meses. Qual o motivo na sua opinião? Será que é a questão da reavaliação do ativo que foi depreciado?
Acho que, se não houver nenhuma "inovação" contábil, no preço atual, a geti é quase imbatível em dividendos baseados em lucros recorrentes.
WK,
A Geti distribui dividendos trimestralmente e é um ativo muito badalado nas recomendações das corretoras. Do ponto de vista fundamentalista desconheço qualquer problema que possa estar jogando contra. Tivemos no ultimo trimestre do ano passado a noticia de que o governo de SP ia vender as ações que o Metrô tem das eletricas do estado, dentre eles Geti. É um ativo defensivo, com pouca perpectivas de grandes valorizações no CP. Talvez tenha sido pura e simplesmente troca de posições de alguns investidores. 

12475 - tota57 - 23/Ago/2009 11:47
Obrigado pela análise. É importante considerarmos o ponto de vista de quem esta fora do ativo, se é que vc não tem Geti, pois é uma visão mais isenta.
Apenas para contribuir informo que a Geti terá uma redução de custos, nos proximos 12 meses, à partir de agosto, de R$57 milhões. A Aneel reduziu a tarifa de uso do sistema de transmissão das distribuidoras, que é o local aonde as usinas acessam o sistema para injetar sua energia. R$ 57 milhões a menos na despesa pode dar um belo gás no resultado dos proximos 4 trimestres.
Acho importante considerarmos tambem que empresa vem amortizando bem sua dívida, que já é pequena. Nos ultimos 4 trimestres a redução foi de quase R$200 milhões. Esses pagamentos ajudam na redução de despesas financeiras e acabam ajudando o resultado final, apesar que o que mais interessa é resultado operacional. 


12474 - paulo_prof - 23/Ago/2009 11:34
citação: tota57paulo prof,
Amigo...até 2015 muita coisa pode acontecer e eu vou continuar antenado, mas por enquanto não abro mão dos dividendos da Geti, que estão excelentes porque meu PM é de R$14,15.
Tota
Para efeitos de rendimentos em dividendos, não é o preço médio que conta. É o preço atual. Afinal o seu capital em GETI3 é o que vale hoje, não o que vc pagou.
Até o dia de hoje, um investimento em GETI3 foi muito bom, pois:
a) em 365 dias valorizou 27%; e
b) em 365 dias pagou proventos brutos que correspondem a 12% o valor investido (sem levar em conta o re-investimento destes proventos)
Quanto vai render nos próximos 365 dias? Quando vai valorizar?
Ocorre que o crescimento anual médio da AES Tietê, nos últimos 5 anos, foi superior a 11%. Nos últimos 2 anos, entretanto, o crescimento caiu para uma média de 7%, inclusive de 2008 para 2009.
Aos preços de hoje de GETI3, para os próximos 365 dias, a minha estimativa é de um DY de 8%, para uma receita líquida que deverá crescer 6%. Como se poderia dizer: "ainda dá prá pensar, mas longe de ser aquela panacéia".

12446 - tota57 - 22/Ago/2009 20:02
Eu tinha Geti4 até um ano atrás, mas resolvi trocar para garantir o Tag Along. A AES já deixou claro que não abre mão dos ativos que tem no Brasil, mas eu prefiro ficar do lado de quem manda. Veja os gráficos de Geti3 e Geti4 em 2007, época em que o BNDES ventilou a possibilidade de vender sua participação na Brasiliana. Naquela época Geti3 valorizou bem mais que a Geti4.

12442 - tota57 - 22/Ago/2009 19:30
No início desse milenio as distribuidora tinham contratos bilaterais diretamente com as geradoras, contratos esses que eram homologados pela Aneel. Com as mudanças na legislação e fim da vigencia desses contratos houve a redução gradativa, ano após anos, de tal sorte que os dois setores pudessem se adequar ao ambiente de leilões de energia, organizados pelo governo.
Ocorre que os contratos vigentes não poderiam ser quebrados e por esse motivo o contrato de Geti com Elpl esta sendo honrado. Apesar da Geti vender bem para a ELPL, a população de São Paulo paga uma das tarifas mais baratas do Brasil. Voce vai se espantar na hora que confirmar isso no link abaixo.
Amigo...até 2015 muita coisa pode acontecer e eu vou continuar antenado, mas por enquanto não abro mão dos dividendos da Geti, que estão excelentes porque meu PM é de R$14,15.

11576 - acmmattos - 13/Ago/2009 21:27
199,2 millhões de lucro 100% dividendos - 0,498455 on e 0,548301 pn por ação, pagamento a partir 15/09. em relação a notificação a empresa diz no release que emitiu resposta em 29/07.

mas não diz o que respondeu, vamos esperar pra ver.

11566 - tota57 - 13/Ago/2009 19:45
Ainda sobre GETI,
O bom dela é que se o dolar sobe a tarifa sobe, se o dolar cai o encargo da dívida reduz, ou seja, de uma forma ou de outra resultado acaba preservado, pois tanto tarifa com dívida estão indexados ao IGPM, que acompanha o dolar.


Lembram-se quando postei esse quadro um tempo atrás?

8979 - acmmattos - 14/Jul/2009 22:26
normalmente GETI paga em 4 eventos anuais.
os proximos geralmente são agosto e novembro.


a data ex vc fica sabendo após as assembleias

8978 - msneto - 14/Jul/2009 21:46
Estou querendo mover um pouco da renda fixa para GETI3 que na casa dos 17 reais começa a ficar interessante. Vc sabe me dizer como é a distribuição de dividendos dela? Se não em engano era semestral, certo? Sabe quando (em que mês) ficam ex.
Já tenho 30% da carteira em COCE3.

8530 -  tota57 - 09/Jul/2009 17:18
Desde que começei a montar carteira de LP elegi as elétricas para ficarem com a maior parcela. Inicialmente planejei ter 1 Distribuidora, 1 Geradora e 1 Transmissora. Atualmente só me falta a Transmissora, que seria a TRPL, que acabei não comprando porque tem boa parte da concessão vencendo em 2015.
Pois bem na hora de comprar a Geradora eu fiquei dividido entre GETI e TBLE. Acabei decidindo por GETI, decisão que até o momento apresentou-se como acertada, pois GETI é a empresa que mais rendeu na minha carteira, uma vez que alem dos bons dividendos ela valorizou-se muito em 2009.
Um dos fatores é o Valor de Venda da Energia, enquanto TBLE vende o MWH a R$107 a GETI esta vendendo a R$152. Comparação de outros multiplos:
TBLE - 6.600 MW:
LC= 0,62
PL= 13,2X
ROE= 28,12%
DY%= 5,98%
PSR= 4,69X
P/VP= 3,71X
LL 2008= 1,11 Bilhões = R$ 168,18 por QuiloWatt instalado
LL 1o tri 2009= 234 milhoes = R$ 35,45 por QuiloWatt instalado
Divida Liquida/Ebitida = 1,28
GETI3- 2.600 MW:
LC= 1,51
PL= 9,67
ROE= 102,6%
DY%= 9,93%
PSR= 4,34
P/VP= 8,48X
LL 2008= 692 milhões = R$ 266,15 por QuiloWatt instalado
LL 1o tri 2009= 215 milhões = R$ 82,69 por QuiloWatt instalado
Divida Liquida/Ebitida = 0,4 X
A estiagem da região sul vem influenciando negativamente a produção de energia da TBLE. Já no Rio Tietê a GETI vem tendo condições hidrológicas mais favoráveis e vem produzindo excedentes sobre a energia assegurada, no 1o tri essa produção execedente foi superior ao mesmo periodo do ano passado. Esse excedente é comercializado no mercado Spot, gerando mais receita para a empresa.
São duas empresas bem diferentes, uma com estratégia clara de crescimento (TBLE) e outra aparentemente sem essa pretenção (GETI).
Se fosse usar exclusivamente a regrinha de Graham, de PL x PVP = 22,5, não teria comprado nenhuma das duas. Levando-se em consideração o ROE e Pay Out, a existencia de um contrato bilateral com ELPL, numa tarifa extraordinaria, basta comparar o lucro liquido por KW instalado dos 2 ativos para confirmar, GETI se apresentou mais interessante.
A TBLE tem ainda um probleminha de Liquidez Corrente, mas lançou recentemente R$ 600 Milhões em debentures. O endividamento da empresa aumentou muito entre o final do 1o trim 2008 e o final do 1o tri de 2009, saiu de R$ 800 Milhões para R$ 2,8 Bilhões.
Resumindo a GETI apresenta uma situação mais confortável. TBLE investe no crescimento e certamente será uma das principais geradoras do país. Enfim os numeros estão aí, agora é questão de estratégia de cada um.
Voce pergunto de TBLE e eu acabei falando da duas, mas ficou interessante, pois são as melhores geradoras do país. Digo melhores porque não considero as estatais e não coloco minha grana nas mãos de empresa administradas pelo governo.

8322 - tota57 - 06/Jul/2009 12:37
Eu tenho BRIV3 e não acompanho muito a financeira do banco (CRIV).

Quem manja muito dela é o Value.

8321 - tota57 - 06/Jul/2009 12:39
O daniel tem razão voce não pode limitar-se a apenas 2 multiplos para decidir investir na emrpresa. Veja o ROE da GETI3 nos ultimos anos:
2005 = 117%
2006 = 119%
2007 = 121%
2008 = 138%
1o trim 2009 = 102,6%
O endividamento liquido da empresa é apenas 0,4% do Ebitda e a empresa não tem necessidade de grandes investimentos, ou seja, o lucro liquido esta sendo totalmente distribuido para os acionistas, pay out 100%.
A tarifa da empresa teve um reajuste irrisório, para os próximos 12 meses. O preço do contrato bilateral com a ELPL saiu de pouco mais de R$ 149 para R$ 152. O pequeno reajuste deve-se ao indice do IGPM que esta deflacionando em função da queda do dolar.
Em contrapartida a divida da empresa tambem esta atrelada ao IGPM e a empresa deve fechar esse 1o semestre economizando R$100 milhões, com despesas financeiras. Outro fato importante diz respeito aos custos de conexão e transmissão de energia, que foi recalculado e trará uma redução de R$ 57 milhões com esses custos.
Hoje o mercado esta, aparentemente, reagindo negativamente ao anuncio dessa nova tarifa, mas talvez não se dado conta da redução da despesa financeira e custos de conexão e transmissão.
Eu estou otimista e acho que a empresa terá um lucro liquido melhor que o de 2008.

8120 - small caps  - 02/Jul/2009 01:36
É verdade tota57, no curto prazo, a queda do IGPM lhe é benéfica, uma vez que reduz as despesas financeiras indexadas à moeda. No longo prazo, no entanto, é prejudicial, uma vez que é o índice que reajusta as tarifas. Não duvido em IGPM acumulado negativo até agosto deste ano... Nos primeiros meses deste ano, o índice já é negativo...


A diferença entre as GETI4 e GETI3 vem retornando aos patamar históricos... isto depois de ter atingido mais de 20%, recentemente, dando uma boa "arbitragem"...

7978  - tota57 - 30/Jun/2009 19:05
GETI.
Ando meio arisco com o que vem pela frente.
Se não me engano o reajuste de tarifa é em Agosto. Como o índice tem compontente do IGPM estou pouco otimista com o que será homologado, pois o IGPM acumulado dos ultimos 12 meses deverá ser irrisório.
Já no mercado os ativos da empresa viraram coqueluche. Todo mundo faturando em cima.


Toda vez que vem à tona a possibilidade de o BNDES vender sua participação na Brasiliana a historia se repete. Vejam a valorização da AELP3 e das ações da GETI.

7359 - tota57 - 18/Jun/2009 13:19 
Não me preocupa a liquidez de COCE3, pois só vou vender se um dia ela reduzir muito o pay out, ou se houver troca de controle.
Li o livro do Bazin e Coce e Geti atendem 100% do que ele propoe.
Tag Along em Coce é interessante, em razão das recentes especulações de troca de controle, leia-se venda dos ativos da Endesa no Brasil. Coce3 tem 80% de Tag Along.
Tag Along em Geti tambem interessa, caso a AES resolva desistir do negocio no Brasil. Lembrando que a AES tem prioridade na compra das ações que estão com o BNDES e já avisou o mercado que irá exercer esse direito. Se formos acreditar no Presidente da AES o risco de troca de controle é pequeno. Como não acredito em executivo nenhum eu preferi trocar as Geti4 por Geti3 e garantir o meus 100% de Tag Along.
Hoje Geti3 é muito mais negocio que Geti4. A diferença nos DY é minima e ela esta mais barata.

7353 - tota57 - 18/Jun/2009 12:09
Ao menos de 2005 para cá observamos que elas andavam mais ou menos juntas. Em 2007 e parte 2008 a GETI3 chegou a render mais, principalmente pelas especulações de que o BNDES venderia sua participação na empresa.
Do ultimo trimestre de 2008 para cá a Geti4 descolou.
Resumo da opera...se BNDES abrir a boca de novo a GETI3 passa a GETI4.

Para quem quer comprar para LP são 2 os motivos para optar pela GETI3, o desconto atual e a segurança do Tag Along.

6456 - tota57 - 01/Jun/2009 23:29
A GETI tem um contrato com a Eletropaulo que é só alegria, entrega a energia a mais de R$140,00 Mwh, um preço excelente para geração. Para voce ter uma ideia no leilão da Sto Antonio, Rio Madeira, o consorcio vencedor levou por R$ 75,00. Até 2015 toda energia da GETI vai para a Eletropaulo indexada pelo IGPM. Como estou nela a um bom tempo não vou largar. Comentei da GETI porque voce mencionou a geração da ENBR.

Obrigado pela dicas e parabens pelo tópico, vou começar a frequentar esse belo espaço, pois pelo que vi aqui todos estão na busca de oportunidades, cada vez mais dificeis nas blues. Apesar que mesmo nas Smalls mercado esta esticadão, vou ter que usar paciencia de monge para terminar de montar minha posição, hoje estou 70% comprado, falta 30%.

6454 - small caps - 01/Jun/2009 23:11 0 
as elétricas hoje representam boa parte da minha "renda fixa turbinada". COCE5 além dos múltiplos baixos, tem a vantagem de ter tido aumento tarifário próximo de 12% no final de abril, o que só deve ser integralmente complemplado no resultado do terceiro trimestre. Não duvido de um lucros de uns R$ 100 milhões neste trimestre (o 3o.), para não ser otimista demais...
GETI3 também tenho como parcela da minha "renda fixa". A principal desvantagem do ativo é que seu desconto atual não é mais tão significativo. Há pouco negociou, no meio da crise, próximo dos R$ 10,00. Era uma "compra santa".
BRIV eu tive um bom tempo. Mas fui me enchendo o saco pela governança da empresa. Ao invés de anunciarem recompra de ações, os próprios administradores estavam comprando ações. Na minha concepção isto demonstra menos grau de interesse em promover o "bem" para todos. Então, parti para outros 7 bancos médios :)
FESA4 também aprecio bastante, mas não vejo ainda catalizadores para aumento das cotações, pois continua com tendência de queda na lucratividade. Havia na fila empresas mais "gritantemente" baratas, antes de aumentar posição em FESA4. Ela ainda será afetada com a queda do ritmo de produção, pois parece não ter feito os ajustes no primeiro trimestre. Além disso, parece que o preço dos produtos continuo caindo neste trimestre em relação ao primeiro.
CNFB4 faz parte da "carteira small caps". Tem como vantagem uma boa carteira de pedidos e estar inserida num segmento que tem maior probabilidade de manter a demanda por seus produtos. Tem a benção da Petrobrás para continuar vendendo gasodutos. Mas deve ser afetada pela queda do dólar, pois seu caixa é dolarizado. Mercado, então, pode reagir mal a este fato.
Ela está na carteira para contrabalancear os ativos que possuem dívida em dólar, como é o caso de PRVI3, MGEL4, FHER3 e BEEF3. Todas agora devem se beneficiar da queda do dólar, financeiramente.

3287 - paulorizzi - 01/Abr/2009 00:23
"citação: acmmattossmall, paulo e cia"
desculpe insistir vcs poderiam fazer uma comparação de GETI4 com as outras eletricas.
"venho mantendo em carteira, nao tenho refoçado."
"sem que o PL, P/VPA e PSR muito maior que as demais."
mas em compensação tem ROE de 100%.
"devido ao cotrato com a ELPL, tem sua demanda garantida e renovação pelo IGPM."
vem mantendo lucro e DY consistentes.
isso é suficiente para mante-la com estes preços dos indices? ou o mercado ja esta precificando demais?
"tenho COCE5 X5, ELPL6 e GETI4 X3 e EQTL3 X1."
UM ABRAÇO
acm
"O site guiainvest fornece um quadro histórico dos indicadores (3 anos), no último dia útil do ano. Os ""piores"" (ativo caro) valores dos múltiplos de GETI4 são os seguintes:"
"P/L = 10,41 em 2007; P/VPA = 12,65 em 2007; DY = 10,58% em 2007; PSR = 4,36 em 2007; margem bruta = 74,00% em 2007; margem líquida = 41,61% em 2007; DivBruta/PatLiq = 288,43% em 2006; Liq Corr = 1,13 em 2008; ROE = 121,57% em 2007."
"Os múltiplos, hoje, são:"
"P/L = 9,69; P/VPA = 13,39; DY = 10,83%; PSR = 4,14; margem bruta = 76,51%; margem líquida = 42,71%; DivBruta/PatLiq = 242,60%; Liq Corr = 1,13; ROE = 138,21%."
"Embora estejamos muito longe do final da crise econômica global, os múltiplos de GETI4 estão muito próximos dos ""piores"" valores históricos. A argumentação de que alguns destes múltiplos atingiram seus melhores valores recentemente, em 30DEZ2008, realmente é fraca. A DivBruta/PatLiq = 259,18% em 2007 e o ROE = 121,57% em 2007, po rexemplo, são muito parecidos aos valores de 2008."
"Por outro lado, um ROE maior do que 100% não necessariamente é algo que se deseje. O ROE é o Lucro Líquido dividido pelo Patrimônio Líquido. Se o Patrimônio Líquido é uma merreca, por exemplo porque a dívida é muito grande, então é fácil obter ROEs muito altos. Se, por absurdo, o Patrimônio Líquido de uma empresa é zero, 1 real de lucro fornece um ROE infinito!"
"Na minha opinião, a ""corda"" de GETI4 está ""esticada"" ao máximo. Acho um investimento arriscado. No nível de preços que GETI4 se encontra, há vários pares que pagam melhores DYs e com melhor potencial de valorização."

Mas o mercado é maluco ... é mujito fácil quebrar a cara com previsões!

1936 - small caps - 27/Fev/2009 00:17
"A curto prazo, EQTL3 vai distribuir R$ 2,58/ação (uma data ""ex"" é 21MAR e a outra a AGE vai definir). O que vc tem que ter em mente, entretanto, é que até lá, nada garante que a ação vá valorizar. É possível, também, que no(s) dia(s) ""ex"" a ação caia sensivelmente. Moral da história. É possível que vc tenha que ficar com o papel no médio prazo."
"A GETI deve apresentar um desempenho bom no último trimestre deste ano por dois fatores: reajuste forte do IGPM na receita, se não me engano a partir de agosto e por ter dívida atrelada a este índice. Ela tem um contrato de longo prazo com a ELPL que é indexado ao referido índice, trazendo maior segurança em termos de resultados futuros."
"E, no último trimestre do ano passado, o IGPM esteve bastante comportado, diminuindo o peso da dívida."
"Tenho ações da companhia também. (esta na minha carteira de dividendo$$$) Mas troquei as GETI4, por GETI3. Esta última tem menor liquidez, mas está pagando proporcionalmente mais dividendos em razão da diferença de preço entre a PN e a ON. Além disso, há ainda o direito a tag along nas ordinárias."
"As suas ações estão, é claro, atrás de COCE5, EQTL3 e CEPE5 na minha carteira..."

1919 - paulorizzi - 26/Fev/2009 16:29
"citação: JCDisciplePessoal,"
"Tenho uma pequena participação em GETI4. Entrei a R$ 14,70 e a cotação atual está em R$ 18,XX."
Qual seria a hora de vender ? Como vocês avaliam esse ponto ?
"Obrigado,"
"A próxima distribuição de provento da AES-Tietê será baseada na posição de 2X de abril (não sei se o dia exato já está definido/disponível). Na minha estimativa, o provento deverá ser algo próximo de R$ 0,40/ação. Aproximadamentre um mês depois deverá haver uma nova distribuição, de aprox. R$ 0,5 por ação. Ao preço de hoje, o DY esperado até dezembro é de aprox. 10%. Na minha opinião, a ação está cara, e eu venderia porque há diversos papéis que fornecem um DY melhor e com pouco risco. Mas o mercado é irracional. Por sinal, desfiz a minha posição quando o papel alcançou R$ 17,00. Nunca pensei que chegasse a 18,XX em tão pouco tempo."

1281 - paulorizzi - 31/Jan/2009 14:41
"Se a AES Tietê repetir os resultados do 3T08 (eu duvido, porque deve ter havido uma queda razoável no fornecimento da energia devido a crise), os proventos relativos a 2008 devem totalizar R$ 1,75. Como já foram pagos R$ 1,45, restarão R$ 0,30 a pagar (último dia com aprox. 24ABR). Relativo à cotação de fechamento de ontem, os R$ 1,75 correspondem a um DY de 11%."
"Como a política de pagamento de proventos é a de fazer uma distribuição durante o ano, GETI4 não costuma sofrer aquela ""pancada"" no dia ex-direito. No médio prazo (3-4 meses), é possível que acabe dando um retorno ao investimento melhor do que COCE5."

748 - small caps - 02/Jan/2009 21:18
"(705) abrantes_RJ, falei sobre as ações do setor elétrico nas perspectivas para as small caps, encaminhada por meio de newsletter da ADVFN e que disponibilizei também no blog. A GETI é uma opção defensiva, para quem quer ganhar dividendos. As ONs estão até um pouco mais barata e em determinados momentos, conforme a diferença de cotação com as PN's, pagando proporcionalmente mais dividendos."

Análise Coin Valores
Principal geradora do Grupo AES Brasil e segunda maior companhia privada de geração do país, a AES Tietê possui uma capacidade instalada de 2.657 Megawatts (MW), o que representa 2,4% da capacidade instalada do Brasil em 2010.
Seu parque gerador é composto de dez usinas hidrelétricas no Estado de São Paulo localizadas nos rios Tietê, Pardo, Grande e Mogi Guaçu, além de 6 PCHs no Estado de Minas Gerais. Sua geração representa 18% de toda a energia produzida dentro do Estado de São Paulo.
A Companhia possui contrato de concessão válido por 30 anos, com vencimento em 2029, passível de renovação por mais 30 anos. Toda energia que a companhia pode vender através de contratos de longo prazo está contratada até o final de 2015, por meio de um contrato bilateral de compra e venda de energia elétrica com a AES Eletropaulo.
As ações da AES Tietê estão listadas na BM&FBovespa sob os códigos GETI3 (ordinárias) e GETI4 (preferenciais). A Companhia também possui ADRs Nível I negociadas no mercado de balcão norteamericano sob os códigos AESAY (ordinárias) e AESYY (preferenciais). Desde 2007, a AES Tietê integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), também da BM&FBovespa, que reúne as empresas com os melhores desempenhos relacionados à sustentabilidade. A AES Tietê é controlada diretamente pela Companhia Brasiliana de Energia – holding formada pela AES Corporation e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

RETROSPECTIVA 2010
A AES Tietê obteve importantes conquistas ao longo deste ano como o Prêmio Destaque da Agência Estado Empresas e a eleição de Melhor Empresa do Setor de Energia pelo Guia Melhores e Maiores da Revista Exame.
No acumulado dos nove meses de 2010, a Companhia apresentou uma geração de energia 29% superior a sua garantia física, evidenciando mais uma vez a sua excelente disponibilidade operacional.
As condições macroeconômicas favoráveis do início de 2010 possibilitaram a 1ª emissão de debêntures da Companhia em abril de 2010 no valor de R$ 900 milhões, a um custo de CDI + 1,20% a.a. e com prazo de 5 anos. As debêntures pagam juros semestrais e as amortizações serão realizadas em parcelas anuais e iguais no 3º, 4º e 5º anos. Esses recursos foram integralmente utilizados para pré-pagar a única dívida da Companhia, uma confissão de dívida com a Eletrobrás. Com essa troca, a Companhia economizou R$ 25 milhões até Setembro de 2010, enquanto o prazo da divida foi alongado de 2,1 anos para 3,5 anos.
Seguindo prática adotada desde 2006, a Companhia por mais um ano distribuiu trimestralmente, por meio de proventos, 100% do seu lucro líquido, alcançando a marca de R$ 628 milhões até o terceiro trimestre de 2010.
Em outubro de 2010, a Companhia firmou contrato com o Banco Mundial, no valor de USD 1,75 milhão para vender créditos de carbono a serem gerados até o final de 2010. A previsão de venda é de 400 mil toneladas de créditos, o que representa 2.672 hectares de área plantada. O reconhecimento da receita referente a esse projeto será efetuado em 2011, somente após auditoria independente certificada pela ONU que possui conclusão prevista para setembro do ano que vem. O projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (ou MDL) promove a geração e a comercialização de créditos de carbono e contribui também para a mitigação de riscos de ocupações ilegais através do reflorestamento das áreas de preservação permanente, as chamadas APPs.
Por fim, foram implementadas ações de segurança nas usinas da AES Tietê, visando a melhoria de processos, programas e infra-estrutura local, de forma a garantir a segurança dos colaboradores da Companhia.

PERSPECTIVA 2011
Na primeira metade de 2011, entrarão em operação duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) com capacidade instalada de 7 MW localizadas no Rio Jaguari-Mirim, no Estado de São Paulo. Para esse ano também é esperada a obtenção da licença ambiental do projeto de uma usina térmica de 550 MW no interior do Estado de São Paulo que está sendo desenvolvido pela Companhia. A realização desse projeto possibilitará o cumprimento da obrigação de expansão de aproximadamente 400 MW prevista pelo Edital de Privatização. A AES Tietê continuará a busca por oportunidades de expansão através de projetos que permitam uma maior criação de valor para seus acionistas e continuará a expandir suas iniciativas de segurança e de proteção ao meio ambiente.

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