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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Terra Santa (TESA)

Subsetor
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Tipo
TESA3
Novo Mercado
Balanços
3T2018 -
PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RESULTADO LÍQUIDO = Resultado Líquido de R$ -23,188 milhões no 3T18 x R$ -64,873 milhões no 3T17; RESULTADO OPERACIONAL = R$ -13,914 milhões no 3T18 x -47,096 milhões no 3T17; RESULTADO FINANCEIRO = R$ -29,218 milhões no 3T18 x -14,471 milhões no 3T17; EBITDA = R$ 22,580 milhões no 3T18 x -24,633 milhões no 3T17; RELATORIO DA ADM = A geração de caixa da Companhia tem seu impacto percebido também no endividamento líquido que reduziu em US$ 19,3 milhões nos últimos doze meses, e passou de US$ 249,7 milhões em 30 de setembro de 2017 para US$ 230,4 milhões em 30 de setembro de 2018. Nosso nível de endividamento, medido pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado, também apresenta uma melhora expressiva e passou de 8,6x no 3T17 para 4,3x no 3T18. Todavia, apesar do bom desempenho, esses patamares ainda são considerados acima do desejável pela administração da Companhia. Por isso, em complemento a essa maior geração de caixa operacional, também estamos analisando alternativas que possibilitem a redução do endividamento, dentre elas, um plano de venda de ativos não operacionais ou de baixa performance operacional no montante de R$ 100 milhões já aprovado.

3T2017 -
Características
Produção E Comércio de Produtos Vegetais (soja. Milho E Algodão) - Industrialização E Comércio de Biocombustíveis. óleo Vegetal E Subprodutos
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   Análise de Balanços do Palpites Ações 


14/02/2020 - ATUALIZAÇÃO DESEMPENHO OPERACIONAL

20/01/2020 -
Aprovação da contratação pela Companhia, na qualidade de devedora, de operação de financiamento a ser celebrada com OLAM INTERNATIONAL LIMITED com sede em 7 Straits View, Marina One
East Tower #20-01, Singapore 018936 (“Credor”), na qualidade de credor, entre outras partes, na  forma do contrato de financiamento denominado Export Prepayment Agreement, no valor principal de US$5.000.000,00.

20/01/2020 -
Aprovação da contratação pela Companhia, na qualidade de devedora, de operação de financiamento a ser celebrada com BANCO RABOBANK INTERNATIONAL BRASIL S/A , na qualidade de Credor, entre outras partes, na forma do contrato de financiamento denominado Cédula de Crédito à Exportação, no valor principal de US$1.980.000,00 

356906 - marcosvinicius2 -  18 Dez 2018, 01:21
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RESULTADO LÍQUIDO = Resultado Líquido de R$ -23,188 milhões no 3T18 x R$ -64,873 milhões no 3T17; RESULTADO OPERACIONAL = R$ -13,914 milhões no 3T18 x -47,096 milhões no 3T17; RESULTADO FINANCEIRO = R$ -29,218 milhões no 3T18 x -14,471 milhões no 3T17; EBITDA = R$ 22,580 milhões no 3T18 x -24,633 milhões no 3T17; RELATORIO DA ADM = A geração de caixa da Companhia tem seu impacto percebido também no endividamento líquido que reduziu em US$ 19,3 milhões nos últimos doze meses, e passou de US$ 249,7 milhões em 30 de setembro de 2017 para US$ 230,4 milhões em 30 de setembro de 2018. Nosso nível de endividamento, medido pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado, também apresenta uma melhora expressiva e passou de 8,6x no 3T17 para 4,3x no 3T18. Todavia, apesar do bom desempenho, esses patamares ainda são considerados acima do desejável pela administração da Companhia. Por isso, em complemento a essa maior geração de caixa operacional, também estamos analisando alternativas que possibilitem a redução do endividamento, dentre elas, um plano de venda de ativos não operacionais ou de baixa performance operacional no montante de R$ 100 milhões já aprovado.:

TESA3  
PREÇO: R$ 12,77
PAYOUT (2017): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses  

P/L 10,12
P/VPA 0,26
PSR 0,22 
DY 0,00%
EV/EBITDA 6,38
MARGEM BRUTA 23,45%
MARGEM OPERACIONAL 6,05%
MARGEM LÍQUIDA 2,16%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,262
MARGEM EBITDA 19,72%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 124,88%
ROE 2,53%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,98

Taxas de Crescimento Nominal  

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 43,69%
RESULTADO BRUTO 183,08%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 11,30%
RESULTADO OPERACIONAL -172,48%
RESULTADO LÍQUIDO -161,07%
EBITDA 312,14%

b) 3T18 sobre 3T17, nominal  
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 166,35%
RESULTADO BRUTO -334,47%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 101,91%
RESULTADO OPERACIONAL -70,46%
RESULTADO LÍQUIDO -64,26%
EBITDA -191,67%

c) lucro (taxa média anual)  
UA -161,07%
U2A ND
U3A -158,58%

d) patrimônio líquido médio  
UA -3,68%
U2A -4,01%
U3A -6,82%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 15,78
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -5,0 !!!!

rl_tri_bar.png

De acordo com o(s) BALANÇO(S) do 4T17 e 1T18 houveram dois RESULTADOS NÃO RECORRENTES desta forma utilizaremos o resultado dos U6M ANUALIZADO (indicado abaixo) para retratar melhor a condição da empresa:

TESA3  
PREÇO: R$ 12,77
PAYOUT (2017): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses  

P/L -2,70
P/VPA 0,26
PSR 0,24 
DY 0,00%
EV/EBITDA 4,82
MARGEM BRUTA 32,69%
MARGEM OPERACIONAL 8,17%
MARGEM LÍQUIDA -9,01%
LUCRO POR AÇÃO R$ -4,738
MARGEM EBITDA 29,02%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 124,88%
ROE -9,51%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,98

Taxas de Crescimento Nominal  

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 29,25%
RESULTADO BRUTO 254,95%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 66,60%
RESULTADO OPERACIONAL -188,10%
RESULTADO LÍQUIDO 129,29%
EBITDA 445,53%

b) 3T18 sobre 3T17, nominal  
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 166,35%
RESULTADO BRUTO -334,47%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 101,91%
RESULTADO OPERACIONAL -70,46%
RESULTADO LÍQUIDO -64,26%
EBITDA -191,67%

c) lucro (taxa média anual)  
UA 129,29%
U2A ND
U3A -8,96%

d) patrimônio líquido médio  
UA -3,68%
U2A -4,01%
U3A -6,82%


Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND !!!!

( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) É IMPORTANTE SALIENTAR QUE A PRECIFICAÇÃO INDICADA ACIMA FOI BASEADA NUMA QUANTIDADE LIMITADA DE INDICADORES, NESTE CASO TRATA-SE APENAS DE UMA OPINIÃO PESSOAL, PORTANTO LONGE DE SER CONSIDERADA VERDADE ABSOLUTA, PARA QUALQUER TOMADA DE DECISÃO SERÁ NECESSÁRIO O INVESTIDOR ANALISAR OUTRAS PREMISSAS (QUALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO, NÍVEL DA CONCORRÊNCIA, NOVAS TECNOLOGIAS, FATORES POLÍTICOS, MACROECONÔMICOS, CAPACIDADE DE INOVAÇÃO E ETC ), POIS NINGUEM DESTE FÓRUM SE RESPONSABILIZARÁ PELAS PERDAS DE TERCEIROS;
( *** ) DISCLAIMER: ISTO É APENAS UM COMENTÁRIO SOBRE ANÁLISE TÉCNICA E NÃO CONSTITUI NENHUMA ESPÉCIE DE ACONSELHAMENTO FINANCEIRO.
( **** ) A RENTABILIDADE OBTIDA NO PASSADO NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA.

343949 - marcosvinicius2  -  13 Nov 2017, 21:38
COMENTÁRIO: RESULTADO LIQUIDO PIOROU EM RELAÇÃO AO 2T17 E MELHOROU NA COMPARAÇÃO COM O 3T16. DOS ULTIMOS 44 TRIMESTRES, 32 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (72,7273%). LUCRO Atribuído a Sócios da Empresa Controladora DO 3T17 = -64.873 FOI MENOR DO QUE O LUCRO APRESENTADO NO 2T17 = 12.118 E MAIOR (TAMBEM) EM RELAÇÃO AO APRESENTADO NO 3T16 = -92.090. RESULTADO BRUTO TAMBEM FOI MAIOR NA COMPARAÇÃO ENTRE 3T16 = -33.995 X 3T17 = -15.096. VALOR DE MERCADO (MIL) = 265.306; VALOR MAXIMO (MIL) = 16.445.174 NO 4T14; VE PSBE (MIL) = ND:

TESA3
PREÇO: 14,81
PAYOUT (2016): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -7,17
P/VPA 0,27
PSR 0,36
DY 0,00%
EV/EBITDA 23,95
MARGEM BRUTA 11,90%
MARGEM OPERACIONAL -11,99%
MARGEM LÍQUIDA -5,08%
LUCRO POR AÇÃO -2,066
MARGEM EBITDA 6,88%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 96,72%
ROE -3,77%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,98

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -20,38%
RESULTADO BRUTO -193,33%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 199,66%
RESULTADO OPERACIONAL -62,68%
RESULTADO LÍQUIDO -81,91%
EBITDA -131,15%

b) 3T17 sobre 3T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -31,89%
RESULTADO BRUTO -55,59%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -40,38%
RESULTADO OPERACIONAL -55,21%
RESULTADO LÍQUIDO -29,55%
EBITDA -68,51%

c) lucro (taxa média anual)
UA -81,91%
U2A -42,63%
U3A -28,52%

d) patrimônio líquido médio
UA -4,34%
U2A -8,35%
U3A -7,68%

O 3T se apresenta como o trimestre que recebe o menor faturamento da Companhia, visto que a soja foi faturada no primeiro semestre e grande parte do algodão será faturado no 4T e no início do ano seguinte (estoque de passagem). Além disto, as culturas de milho e algodão apresentaram resultado bruto praticamente nulos no trimestre em função da sistemática de marcação do ativo biológico e produto agrícola, que reconhece os ganhos (ou perdas) da cultura durante o desenvolvimento da cultura, até o ponto de colheita.

Como consequência, a Companhia apresentou um resultado líquido negativo de R$ 64,9 milhões no 3T17, contra um resultado negativo de R$ 91,7 milhõesno 3T16. O EBITDA Ajustado foi negativo em R$ 17,4 milhões no 3T17, contra um valor negativo de R$ 26,0 milhões no 3T16. Já nos 9M17, esta valor totaliza R$ 42,2 milhões contra R$ 52,1 milhões nos 9M16.

Ageração de caixa operacional foi negativa em R$ 45,6 milhões e R$ 7,6 milhões nos 3T16 e 9M17, respectivamente, contra a geração de caixa operacional positiva de R$ 12,8milhões e R$ 83,4 milhões nos 3T16 e 9M16. Vale ressaltar que, a geração de caixa de 2017 foi impactada pela postergação negociada com fornecedores da safra 2015/16 no montante de R$ 63,7 milhões, cujo pagamento se deu no 1º trimestre de 2017, bem como pelo cumprimento de todas as obrigações bancárias (juros) para o ano. Desconsiderando a postergação de pagamentos de fornecedores citada, a geração de caixa da Companhia seria de R$ 56,1 milhões nos 9M17, contra R$ 19,7 milhões nos 9M16.


( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

Terra Santa (TESA3)... não comercializa terras.

336152  - paulo_prof   -  29 Mar 2017, 22:37
Comprar e desenvolver terras para depois vender, de fato, a Terra Santa (ainda) não fez. Por outro lado, entretanto, e dependendo do que vc entende ser a história da Terra Santa ... vendeu, sim, terras ... um caminhão delas!

Ecodiesel (Tini) para Ecodiesel/Maeda (Banuelos) para Vanguarda Agro (Banuelos/Pivetta, depois Pivetta) para Terra Santa (hoje, Tini ???)

Se lembro bem, a Ecodiesel original não tinha um único hectare em Mato Grosso ... hoje a Terra Santa não tem um único hectare fora do Mato Grosso, não é mesmo?

No mes passado, o Pivetta vendeu 100% de sua participação e, em consequência, caiu fora do Conselho, não é mesmo? Como não tenho o ativo em carteira, estou por fora se saiu numa boa ou brigado. De qualquer forma, achei bastante estranho o "relacionamento" de compadrio (venda de maquinário e outros ativos, defensivos e fertilizantes, preparo de solo e plantio, sub-arrendamento, etc) entre a Terra Santa e a Agropecuária Margarida, do Pivetta. Pelo andar da carruagem, talvez esta relação tenha se encerrado!

336155  - MoacirSilva   -  29 Mar 2017, 23:14
Terra Santa Agro S.A., desde a sua origem, não vendeu um único ha, a não ser aqueles terrenos onde havia usinas da Brasil Ecodiesel, que foram passadas para frente, quando da mudança do ramo comercial.
No ano passado, devolveu diversas terras arrendadas (Bahia e Piauí), que não corresponderam às expectativas.
Continua com todas as suas fazendas próprias oriundas de diversas incorporações, desde a Brasil Ecodiesel... Maeda... Vanguarda... Terra Santa.
A maior parte das terras´produtivas é arrendada.
Todas incorporações foram mal explicadas o que, talvez, seja a causa do monstruoso prejuízo acumulado registrado em seu balanço.
Quanto à saída do Pivetta, há diversas versões, mas ele continua com relacionamento comercial com a Tesa, pois é comprador de uma boa quantidade de milho...

336157  - edomr   -  30 Mar 2017, 00:03
TESA4 carrega consigo uma estrutura pesadíssima, tem um alto endividamento, o qual a empresa esta desde o tempo da ECOD3, que virou Vanguarda e agora Terra Santa.

Muitas terras arrendadas, o que contribui para diminuir ainda mais as margens.

Eu não compraria.

Só se fosse para algum trade como foi dito pelo Prof Paulo. Fora isso, tem opções melhores.

336169  - paulo_prof  - 30 Mar 2017, 14:45
O fato é que a empresa já teve inúmeras fazendas que hoje não tem mais.

Talvez eu tenha sido infeliz ao usar o termo "venda" porque a grande maioria ou totalidade destas fazendas próprias, ao terem sido oferecidas como garantia de empréstimos no passado, provavelmente foram tomadas pelos bancos.

Fazenda Violeto, Fazenda São João, Fazenda Caatinga, todas situadas no município de Cristino Castro - PI;

Fazenda Guaribas, no município de Pio XI - CE;

Fazenda São Vicente, Fazenda Esperança, Fazenda Esperança I, Fazenda Esperança Il, Fazenda Nova Esperança, todas situadas em Parambu - CE;

Fazenda Sul América, Fazenda Sul América I, estas localizadas em Setubinha - MG;

Fazenda Bandeira, Fazenda Bandeira I, Fazenda Bandeira Il, todas estabelecidas em Crateús - CE;

Fazenda Solta do Anda Só I, Fazenda Solta do Anda Só Il, estas situadas em Alvorada do Gurguéia - PI;

Fazenda Reserva, estabelecida em Sento Sé-BA;

Fazenda Reunidas Nova Brasília e Fazenda Sucesso, estas últimas situadas no município de Jussara - BA; 4

Mas não esquenta! Se a Terra Santa ou as suas antecessoras nunca venderam um único ha,, isto não quer dizer que não possa faze-lo agora, considerando que a alavancagem atual é incompatível com a capacidade de geração de caixa.
                                                         ▲                                               ▲

Tesa3 net asset value 67,7 por ação. Vale 13,05. 1t17 vem bom segundo CEO...por isso postei.

Menos mal que não tenham em carteira.

Mas tesa gera ebitda positivo? Tenho SLCE porque era uma das poucas que geravam caixa e por causa do desconto sobre o nav.

A operação esta em turn around. É um case esquecido, cuja ação tem pouquíssima liquidez, cujo CEO era da SLC. Quando surgiram notícias de que o governo iria permitir que estrangeiros comprassem terras, o papel foi a R$ 20. Está justamente em R$ 13 porque a operação não estava dando resultados bons, mas na entrevista à empiricus o presidente da empresa se mostra confiante. A assimetria entre valor liquido dos ativos versus a cotação em bolsa é muito alta na minha opinião. Se a operação continuar ruim (o que não acredito, pois a empresa já está melhorando nitidamente a relação de produção sacas/hectare) a ação continuará a refletir isso.

De cara, informo que estou completamente por fora do que está ocorrendo com a empresa e ativo ...

A TESA3 está em minha planilha, desde a Ecodiesel e passando pela Vanguarda.

Vejo que além do Silvio Tini, que mandava e desmandava na época da VAGR, há entre os acionistas a Lapace, a Gávea e a Sul América, que, com a EWZ poderiam talvez definir efetivamente os rumos que a empresa deve trilhar.

A questão crucial que se deve fazer é: será que os controladores efetivamente trabalham para que esta empresa gere lucro?

Dá para acreditar que uma empresa que atua no ramo agrícola nunca, em sua história, teve um exercício no azul? Isto não existe! Se uma empresa com atuação na área sempre tem prejuízo é porque o controlador assim planejou. Hoje, com os tais valor justo dos ativos biológicos, hedge accounting, etc., não é difícil produzir prejuízo.

Agora, se o negócio da empresa na realidade é desenvolver/preparar terras brutas para a venda, o negócio muda de figura. A exploração agrícola de fato acaba sendo subsidiária para a atividade principal, que seria passar as terras adiante.

Afinal ... qual é realmente a do Tini?

Eu acredito que a idéia deles é melhorar o operacional. A entrevista do CEO que eu postei aqui é enfática nisso. Ele diz que aceitou o convite de sair da SLC, que é a mais redonda do setor, justamente pelos desafios de melhorar o operacional da TESA3. Evidentemente, como o sr bem estacou, o histórico pesa. Portanto acredito que cabe uma posição pequena da carteira que justifique o imenso risco. Contudo, existem gatilhos de o governo permitir a venda de terras aos estrangeiros e isso pode por o NAV da TESA3 em evidência. Não obstante, existe um forista no fórum da TESA3 que entende muito de agricultura e diz que esse NAV está bem defasado. Não só isso, andei lendo alguns releases da empresa, e eles já estão conseguindo melhorar a produtividade das propriedades operacionalizadas pela TESA. Já estão acima de 60 sacas por hectare ante 50 da antiga Vanguarda Agro. Existem outros desafios que é baixar o custo de sacas por hectare que está R$ 10 a maior que da SLC. Afinal, se fosse BOM MESMO não estaria nesses preços.

Gostei de termos essa discussão aqui porque eu sou literalmente ignorante em relação a esse business. Se outros puderem ajudar poderíamos ir aprendendo mais.

336093 - cesarsousa -  28 Mar 2017, 19:32
Nem depois que virou "santa", esse troço da lucro... Qual o motivo para eu botar $$ nessa empresa? Respondo. rsrs, não achei nenhum motivo

336100  - Gusmaran  -  28 Mar 2017, 21:19
Ainda sobre o TESA3, o video publicado pela Empiricus é muito bom. O CEO disse que já restruturaram as dividas para pagarem com a geração de caixa e que, em 2013 a produção por hectare era de 40 sacas. Hoje é acima de 60. Segundo ele 90% da colheita já foi feita e produção da TESA está acima da média do Estado do Matogrosso. Sobre isso, ele ainda disse que estatisticamente esse estado é o menos afetado do Brasil por variações climáticas. Disse que os bons resultados vão começar a aparecer no 1T17. O que a maioria está dizendo aqui, a saber, que SLCE3 e AGRO3 são melhores é óbvio e isso se reflete em seus respectivos valores de mercado. TESA3 é a ovelha negra, ou melhor, a filha feia da família e isso também está nos preços. Agora, se a filha feia fizer uma plástica, ter um banho de loja e salão de beleza, a coisa muda de figura. hehehe

Gus,
o Buffet já afirmou, mais de uma vez, que não se deve investir naquilo que não se entende! Uma coisa é decidir ter TESA3 em carteira, "especulativamente", tipo, com a liberação da venda de terras para os firanges, o ativo vai valorizar no curto prazo, eu pego a onda, e caio fora. Para tanto, entender do negócio importa pouco. Outra é de fato entender muito bem o negócio da empresa, principalmente os riscos, e montar posição de acordo. Finalmente, outra ainda é montar posição sem entender do negócio, simplesmente baseado no "sentimento" de que o ativo estaria excessivamente barato (por exemplo, considerando o NAV informado). Neste último caso, o tamanho da posição a ser montada é ditado mais pelo "tamanho da ignorância" em relação ao ativo.

Para uma análise mesmo superficial são necessárias informações que não encontrei (confesso, que não procurei muito! kkkk).

Ao tentar entender o negócio, me surpreendeu a informação sobre as unidades de produção listadas no site da empresa. Em resumo:

área própria total: 89.200 ha

área arrendada total: 74.300 ha

área total sob gestão: 163.500 ha

área própria preparada para cultivar: 39.700 ha

área arrendada própria para cultivar: 73.100 ha

área total cultivável sob gestão: 112.800 ha

Considerando que da área cultivável total sob gestão, 65% seria arrendado, me parece que o foco da empresa seja a produção agrícola. O desenvolvimento e valorização de terras agrícolas, embora esteja explicitado em seu objeto social, não parece ser prioridade pelo menos no momento.

Depois de devolver as terras no Piaui (recebidas para o desenvolvimento do plantio da mamona na fase Ecodiesel) e devolução das terras arrendadas na Bahia, a empresa concentrou a sua atuação em um único estado, Mato Grosso. Como a produção está focada em soja, milho e algodão, me parece que a decisão de concentrar as atividades numa única região foi adequada: o clima, em média parece ser mais favorável, e a logística tende a ser mais barata.

Já foi salientado o histórico da empresa no que concerne a produção: simplesmente abaixo de qualquer crítica: horrível ... Felizmente, em aprox. 45 dias serão divulgados os resultados do 1T17. Com tudo favorável, ate o momento, os resultados terão que ser inequivocamente positivos. E só com resultados positivos será possível se avaliar a real situação atual da empresa.

Sem ter acesso ao laudo de avaliação das terras de propriedade da empresa, com benfeitorias, fica difícil julgar se o NAV divulgado é justo ou não. A avaliação resultou nos seguintes valores:

Iporanga (Nova Maringá): bioma floresta amazônica - 12,8 mil ha brutos - R$ 61,7 milhões - R$ 4.820,00/ha

São José (Campo Novo dos Parecis) bioma cerrado - 17,1 mil ha, 9,2 mil ha cultiváveis - R$ 256,2 milhões - R$ 14.982,00/ha

Mãe Margarida (Santa Rita do Trivelato) bioma cerrado - 14,3 mil ha, 6,0 mil ha cultiváveis - R$ 282,4 milhões - R$ 19.748,00/ha

Terra Santa (Tabapora) bioma cerrado - 29,3 mil ha, 14,6 cultiváveis - R$ 365,9 milhões - R$ 12.488,00/ha

Ribeiro do Céu (Nova Mutum) bioma cerrado - 12,6 ml ha, 8,4 mil ha cultiváveis - R$ 453,3 milhões - R$ 34.548,00/ha

Sete Placas - não avaliada

Total: 89,2 mil ha, 39,7 mil ha cultiváveis - R$ 1,4105 bilhões - R$ 15.712,00/ha

Assim, de orelhada, dá para perceber que ou há um erro meu de interpretação (tipo, a avaliação ter incluído as terras arrendadas) ou as terras estão super avaliadas. Para ter um termo de comparação, as terras da SLCE (308,72 mil ha no nordeste e centro-oeste) foram avaliadas numa média de R$ 12.119,00/ha. Se, por acaso, o valor de R$ 1,41 bilhões inclui as terras arrendadas, não há porque associar 100% do valor avaliado à empresa.

De qualquer forma e a menos que esteja enganado, no bioma cerrado é mandatório manter uma reserva legal de 35% da área total. Iporanga tem que ter uma reserva legal de 80%, ou seja, só poderá desmatar 20% para a produção de grãos ou fibras. O resto terá que ser destinado à produção de madeira, castanhas ou frutas. No que concerne as propriedades no bioma cerrado, não há informações de quais seriam os planos para a exploração da reserva legal. Se a empresa realmente é proprietária de aprox. 76.400 ha no cerrado, só poderia usar aprox. 50 mil ha para grãos e fibras. Como hoje explora aprox. 40 mil ha, restariam somente aprox. 10 mil ha para desenvolver para a cultura de grãos. Os 26 mil ha remanescentes teriam que ser utilizados com culturas compatíveis com o bioma do cerrado. Toda a questão da reserva legal e sua destinação é ignorada nos relatórios da Terra Santa.

Finalmente, há a questão do fluxo de caixa necessário para honrar as obrigações com o endividamento e necessidades de investimento. Uma rule of thumb reza que uma alavancagem de até 3 vezes o Ebitda anual é normalmente adequado. Com um endividamento líquido de R$ 750 milhões, em consequência, o ideal seria um Ebitda anual acima dos R$ 250 milhões. Para a empresa, esta meta evidentemente parece ser uma utopia! Qualquer métrica que esteja disponível para uma mensuração, apresenta valores muito distantes:

Ebitda: (R$ 16,2 milhões) em 2015; (R$ 72,3 milhões em 2016)

Ebita Ajustado I: R$ 80,1 milhões em 2015; R$ 10,8 milhões em 2016

Ebitda Ajustado II: R$ 26,5 milhões em 2015; R$ 53 milhões em 2016

Considerando uma taxa de câmbio estável, chuto que um endividamento líquido de R$ 750 milhões custa para uma empresa como a Terra santa, algo aprox. R$ 90 milhões (taxa anual média de 12%). Como é que uma empresa pode sobreviver se não for capaz de gerar nem mesmo este caixa durante o ano. Por outro lado, a atividade agrícola exige investimentos contínuos para que a produção seja mantida (ou ampliada). Em 2015 a empresa investiu R$ 200 milhões. Em 2016, R$ 78 milhões. Como é que isto é possível, cara pálida, se a empresa nem mesmo consegue pagar os encargos financeiros? Só pode ser via aumento do endividamento ou aumento de capital.

Me parece que a empresa não conseguirá escapar de uma redução de alavancagem, via venda de ativos (terras). Mas o eventual lucro com estas operações não deverá encontrar o caminho do bolso do acionista. Com R$ 1,67 bilhões em prejuízos registrados no Patrimônio Líquido, o acionista só vai ver a cor de proventos no século que vem!

O que resta, então, é exclusivamente uma torcida por uma valorização não fundamentada do ativo ... e se/quando esta ocorrer, cair fora correndo!
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