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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Serviços Financeiros Diversos










https://www.ricardoborges.com/noticias.htm

BANCOS e CARTÕES - Concorrência aumentando o que normalmente reduz a lucratividade do setor.

"O Deutsche Bank tem estudado o mercado brasileiro de "fintechs" para possíveis parcerias, como parte da estratégia do banco alemão de se tornar uma plataforma com soluções tecnológicas e digitais para as finanças das empresas." (Fonte: Valor Econômico)

Link para a matéria completa do jornal para ser lida:

https://www.valor.com.br/financas/5926919/deutsche...

Para quem desejar acompanhar as notícias econômicas e financeiras dos principais jornais nacionais:

https://www.ricardoborges.com/manchetes.htm

Cielo tomando tapa, o aumento da taxa tava visava compensar redução de marketshare.

BC forçará bancos a cobrar menos no débito
.. e ainda estuda teto para operações de crédito
Geraldo Samor

O Banco Central decidiu limitar a taxa cobrada pelos bancos emissores em operações de débito no cartão em 0,5% por transação — um pequeno passo para o regulador, mas um grande passo para o varejo.

A medida publicada hoje — Resolução 3887 — entra em vigor em 1 de outubro e é parte dos esforços do BC de reduzir os custos de transação para lojistas.

Segundo o BC, a taxa média cobrada pelos bancos no cartão de débito em 2017 foi de 0,82%.

A medida afeta a chamada ‘interchange’ rate — a parte da taxa paga pelo lojista que fica com o banco emissor e é o principal componente da taxa total, a chamada MDR, que remunera também a bandeira do cartão e a credenciadora.

“Vemos essa resolução como negativa para os bancos, uma vez que ela reduz as taxas médias cobradas pelos emissores de cartões,” disse Rafael Frade, analista do Bradesco, em relatório para clientes há pouco. Frade estima que a medida pode levar a uma queda de 4% no lucro líquido da Cielo. E, tentando ver o copo meio cheio, disse que a resolução pelo menos "mitiga as preocupações relacionadas a mudanças regulatórias.” Um cenário pior para os bancos seria um teto também para o interchange dos cartões de crédito.

O mercado pareceu concordar com a 'teoria do alívio': as ações de Cielo e Itaú registravam altas moderadas por volta do meio-dia.

O cartão de débito afeta os custos do varejo na veia, e a redução do interchange tem sido uma demanda do setor. Dados do BIS indicam que, no último ano, para cada novo pagamento de R$ 1 feito em dinheiro, houve R$ 3,2 pagos no cartão de crédito e R$ 6,3 no débito. Em outras palavras, o débito cada vez mais tira espaço do papel-moeda na economia.

Ao regular o interchange, o BC atacou a parte do custo do lojista onde simplesmente não há concorrência. Desde 2008, os bancos emissores conseguiram que as bandeiras Visa e Mastercard colocassem uma parte significativa do MDR no interchange. Hoje, o interchange representa, na média, 66% do MDR nas operações de débito.

O teto no interchange é em linha com a experiência internacional, mas ainda assim, a medida pode ser vista como tímida: a medida de hoje regula apenas o interchange do débito e não o do crédito, enquanto a maioria dos países que já regularam o tema impuseram tetos ao interchange em ambas as transações.

Mas o BC pode não ter terminado o trabalho. Perguntado sobre o a regulação do interchange de crédito numa coletiva hoje cedo, o diretor do BC, Reinaldo Le Grazie, disse que ainda vai estudar o assunto.

“Vamos verificar se existe espaço para mais reduções adicionais para a tarifa de intercâmbio e também verificar a conveniência de estabelecimento de limite na tarifa de intercâmbio no cartão de crédito", disse Le Grazie, segundo o Valor Econômico.

Nos últimos seis anos, desde que o mercado de cartões brasileiros foi aberto à concorrência, o interchange rate das operações de débito subiu 11,87% — de 0,74% para 0,83%. Já o interchange das operações de crédito subiu 10,33% — de 1,49% para 1,65% — segundo dados do BC.

O aumento do interchange tem sido uma forma dos bancos compensarem a perda de participação de mercado e rentabilidade de suas credenciadoras — Rede e Cielo. Outra estratégia bem sucedida foi a criação e fortalecimento de bandeiras próprias — Elo e Hipercard — assim como o aumento da emissão de cartões platinum e black, que cobram um interchange maior dos lojistas.

fonte: http://braziljournal.com/bc-forcara-bancos-a-cobrar-menos-no-debito 

Conteúdo da apresentação do Meireles sobre Cartões de Crédito.

Diferenciação de preços conforme o instrumento de pagamento
• Permitir a diferenciação de preço entre os diferentes meios de pagamento (ex. dinheiro, boleto, cartão de débito e crédito)
• Essa medida oferece vantagens para o consumidor e regulariza uma prática no comércio
• Estimula competição entre os diferentes meios de pagamento, beneficiando lojistas e consumidores
• Autorização se dará por meio de Medida Provisória

Prazo do cartão de crédito para lojista ou redução das taxas de juros cobradas ao consumidor
• Beneficiar usuários e lojistas, melhorando a eficiência da indústria de cartão de crédito por meio da redução do prazo de pagamento ao do credenciador para o lojista ou do custo do crédito rotativo ao consumidor.
• Os prazos do pagamento ao do credenciador para o lojista adotados no Brasil são mais longos que em outros países e e os juros para consumidor são maiores que os cobrados no crédito pessoal.
• Medida provisória

Universalização das formas de pagamento nos estabelecimentos comerciais
• Determina que as máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais sejam compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade de emissores e credenciadores
• Aumenta a competição no mercado de cartões e beneficia o consumidor
• Reduz o custo dos lojistas no aluguel das máquinas para diferentes bandeiras e nas taxas de desconto cobradas pelos credenciadores
• Circular 3.815, de 7/12/2016 e prazo de implementação até 24 de março de 2017
Fonte: https://cdn.oantagonista.net/uploads%2F1481833014429-Apresentac%CC%A7a%CC%83o+15.12.2016.pdf 
Sobre as medidas, acho que o que pesa mais nem é tanto a diferenciação de preços, a Cielo cobra 2,68% de taxa bruta de administração (Gross MDR) para transações de crédito e 1,60% para transações no débito. Juntando com a taxa dos bancos emissores + bandeiras deve dar uns 5% de diferença de preço, no máximo, estimo eu. Lógico que além disso tem o custo do aluguel da máquina, o que de uma forma ou de outra também está embutido no preço do produto.

Quem é do comércio pode informar melhor em quanto fica esse "custo de passar no cartão".

Essa prática já é frequente, principalmente na internet, quando você paga à vista no boleto ou em 1x no cartão, sempre dão desconto. Algumas lojas físicas idem. Agora estão oficializando, não creio que seja isso que vá quebrar a empresa.

O que me preocupa muito mais é justamente o ponto que está menos detalhado, referente ao prazo de repasse dos valores para o lojista. Como disse ontem, a Cielo segura o pagamento por cerca de 30 dias e lucra com a diferença entre o recebimento do valor pelos bancos e o repasse ao lojista, além de ainda oferecer antecipação do valor cobrando juros. Sim, safadeza total. Mas essa questão ainda está nebulosa ao que parece e não especificaram em quantos dias terá que ser feito o repasse e qual será o prazo para adequação. Aí que está a caixa preta.

Lembrando que a mudança do ISS só vai passar a valer 13 meses após a sanção presidencial.

De qualquer forma a ação perdeu 1/3 do valor de mercado desde o topo. Acredito que boa parte desse novo cenário já está precificado. Como não esperava acertar o fundo na primeira compra (sempre erro, inclusive), amanhã vou aumentar posição. Não é o fim do mundo, longe disso, Cielo tem 50% do mercado e muita margem para negociar com os lojistas condições mais favoráveis que minimizem o impacto, fora que até isso tudo entrar em prática vai levar um tempo. Por enquanto estou tranquilo, vamos aguardar a definição do prazo de repasse ser detalhada. 

Olá Pinheiro e demais, sou lojista e trabalhamos com a Cielo e com a Elavon, as taxas da Cielo para nosso estab é 3 % para crédito à vista, 3,5% para crédito à prazo até 10 parcelas e 1,95% para débito. As taxas da Elavon são mais atrativas mas eles não tem credenciamento para todas as bandeiras, então vamos ficando com as 2 por precaução.

Com relação ao prazo de repasse de 30 dias quando o cliente usa o cartão no melhor dia pra comprar ele consegue 40 dias pra pagar a fatura. Na realidade imagino que as administradoras devem fazer uma ~média~ entre os prazos de recebimento pra poder repassar aos lojistas.

Quanto à taxa de antecipação também acho muito alta. Evitamos ao máximo esta prática pra não corroer ainda mais as margens já apertadas.

Pinheiro, sobre a questão de prazos e taxas o Meireles pediu durante a coletiva 10 dias para fechar conversas com administradoras de carrão, varejistas e bancos. Até lá é tensão pura.

Acredito que quem sai ganhando com tudo isso foi a stone pagamentos (comprou a elavon) e o sócio/dono é o jorge paulo lemann. Pq de alguma maneira ela acabou de "ganhar" contrato para poder disponibilizar todas as bandeiras em suas máquinas. Visto que diz lá que todas as máquinas devem aceitar todas as bandeiras, então alguém (cielo) tem que abrir mão de contrato de "exclusividade".

331391  - NumBroker   -  16 Dez 2016, 01:29
Sobre a caixa preta do Meirelles

"Uma delas é redução do prazo de pagamento das chamadas credenciadoras, como a Cielo, para o lojista, ou do custo do crédito rotativo ao consumidor.
No caso de ser adotada a primeira hipótese, na prática as credenciadoras teriam uma pressão sobre ganhos financeiros obtidos com a antecipação de recebíveis.
Falando mais cedo nesta quinta-feira, durante reunião anual da empresa com analistas, o diretor de relações com investidores da empresa, Victor Schabbel, disse que antecipação de recebíveis responde por cerca de 25 por cento do lucro da Cielo."

Fonte: http://m.br.investing.com/news/mercado-de-ações-e-financeiro/ações-da-cielo-desabam-após-anúncio-de-medidas-para-o-mercado-de-cartões-218902

331394  - Feitumeng  -  16 Dez 2016, 10:41
Olha só a diferença que sempre me assutou...

Na China aonde temos lojas em Beijing/Shanghai as taxas que temos (e somos pequenos) são 0.9% para débito e 1.8% para crédito (2.5% para AMEX que é o mais caro devido ao modelo de intermediação deles assumindo riscos mas isto é conversa para outra hora).

Para receber o ¥¥¥ o prazo contratato é de 48h, mas a realidade é que débito chega SEMPRE no dia seguinte e crédito 90% das vezes também ... uma vez ou outra, quando o cartão é internacional pode ser que demore um dia a mais.

Estes 30 dias para repassar o dinheiro aqui no Brasil sempre achei um absurdo insustentável.

331395  - Jonas_Schwingel -  16 Dez 2016, 11:07
Esse caso da Ciel não é uma maldade do governo. Na verdade, estão é amenizando algumas das milhares de aberrações decorrentes da intervenção do governo na economia. Tenho certeza de que essas benesses às operadoras, que agora estão sendo reduzidas, são fruto de lobbies anteriores. A velha relação entre grandes corporações e políticos, onde uma mão lava a outra e quem se ferra é a classe produtiva.

Quantos casos já não presenciamos na Bovespa de ações que surfam na onda de benefícios governamentais artificiais e ficam com preços estratosféricos, totalmente descolados de fundamentos? Quem entende as lições de Graham jamais deixa dinheiro em papéis assim. Cedo ou tarde a mamata acaba e, como sempre, pra piorar, os preços começam a cair bem antes das medidas aparecerem ao público em geral, afinal, estamos em Banânia.

O lado bom disso é que pra quem está fora esses pânicos podem gerar oportunidades. O mercado com sua bipolaridade sempre extrapola as coisas e quando a insanidade está para o lado depressivo a gente estende a mão aos desesperados. Certamente haverá muita volatilidade e também bastante espaço para cair caso a depressão se intensifique. Vamos acompanhando.

331399  - pinheiro87  - 16 Dez 2016, 13:32
Certamente a Cielo e as outras empresas do setor se aproveitavam de regras de pai para filho. Não sei se devido ao lobby dos bancões, se devido ao duopólio que existia até pouco tempo, se pela falta de regulação do BC ou se todas essas somadas.

O modelo de negócio era muito vantajoso. Monopólio garantia taxas mais altas que num mercado competitivo. Exclusividade de bandeiras que existia até pouco tempo atrás dificultava abertura competitiva do setor. Prazo de repasse dos recursos aos lojistas era mais uma jabuticaba tupiniquim, como tantas outras que conhecemos.

As regras vão mudar, o ambiente ficará mais difícil. Mas não acho que isso irá afetar o racional original, que é a migração do dinheiro para meios de pagamentos eletrônicos. No Brasil, as transações com cartões correspondem a 28,5% das transações, em países mais desenvolvidos esse número fica entre 40-50%.

Estou certo que a alteração das regras não será tão traumática, o repasse não vai cair de 30 para 2 dias, creio eu. A empesa é capacitada e líder de mercado, crescimento será menor, mas continuo confiante. Existem investimentos em serviços agregados ao lojista, existe a parceria com o BB na Cateno... Resumindo, não compraria a R$36 com o futuro precificando um céu de brigadeiro, mas a R$20 com alguns bodes fora da sala e aquele pânico de sempre já é outra estória.
                                                                                                                                                                 



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