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terça-feira, 28 de abril de 2020

Saraiva (SLED) - Em Recuperacao Judicial

Recomendações
 Em Recuperacao Judicial
Compraghfranco (2013) - joaoricci (2017) - SmallCaps (jan/09 e set/12) - tatobarreto (2017)

Carteiras
beguinner1976 (jul/15) - Gersonlp (jun/18) - harleyhr (nov/17) - herdsman (ago/15mar/16, abr/16) - mauriciobaroni (jan/17)  - monedsan (mar/13) - RRunner (ago/15) - ZOTTI (jan/17)

Códigos de Negociação
Tipo
CVM
SLED3; SLED4
 Nível 2
 10472

Razão Social
CNPJ
SARAIVA LIVREIROS S.A.
60.500.139/0001-26 

Balanços

3T2018 - 
PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RECEITA BRUTA – No 3T18 a receita bruta alcançou R$ 329,3 milhões, queda de 19,4% quando comparada o valor de R$ 408,6 milhões no 3T17. A receita líquida seguiu a mesma tendência no trimestre, apresentando redução de 17,1%. Aqui cabe destacar que uma parcela da redução nas vendas é resultado do início da descontinuação da categoria de eletrônicos, que já teve seu abastecimento reduzido ao longo do trimestre.; RESULTADO BRUTO–O lucro bruto apresentou redução de 33,5% no terceiro trimestre de 2018, atingindo R$ 81,2 milhões, com declínio de 6,4 p.p. na margem bruta, que passou de 32,6% no 3T17 para 26,2% no 3T18.; DESPESAS OPERACIONAIS– A linha de despesas operacionais totalizou R$ 130,7 milhões no 3T18, apresentando forte redução de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Excluindo os valores não recorrentes incorridos no terceiro trimestre de 2017, tería-se um aumento de 0,7%.; EBITDA– O EBITDA totalizou R$ 49,5 milhões negativos no 3T18, com uma margem 9,0 p.p. abaixo do 3T17.; LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO PERÍODO– O prejuízo líquido da Companhia, antes do resultado líquido de operações descontinuadas, foi de R$ 65,4 milhões no 3T18 versus prejuízo líquido de R$ 20,5 milhões no 3T17.

A2017/4T2017 - 

PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RESULTADO BRUTO–O lucro bruto apresentou crescimento no quarto trimestre de 2017, atingindo R$ 161,2 milhões com um aumento de 1,3 p.p. na margem bruta, que passou de 32,5% no 4T16 para 33,8% no 4T17. No acumulado do ano o resultado bruto atingiu R$ 574,8 milhões com uma margem de 33,3%, apresentando queda de 3,3% e 0,9 p.p., respectivamente, em relação ao resultado de 2016..; DESPESAS OPERACIONAIS– A linha de despesas operacionais totalizou R$ 138,9 milhões no 4T17 e R$ 560,6 milhões em 2017, apresentando redução de 6,0% e 0,4%, respectivamente, em relação aos mesmos períodos do ano anterior.; EBITDA– O EBITDA ajustado refletiu o plano de ação focado na melhoria de rentabilidade implementado no 3T17 e totalizou R$ 24,4 milhões no 4T17, contra R$ 10,3 milhões atingido no 4T16. A margem EBITDA ajustada encerrou o trimestre 3,0 p.p. acima do 4T16. No ano de 2017, o EBITDA ajustado alcançou R$ 42,8 milhões ante um EBITDA de R$ 31,6 milhões em 2016, representando um crescimento de 35,4% com um ganho de 0,7 p.p. na margem EBITDA ajustada.

1T2017 -
paulo_prof   -
A Receita Liquida nas Lojas sofreu uma redução de -5,7% nominais em relação ao 1T16 e uma redução nominal de -4,3% em relação do 4T16. A Receita Líquida no e-commerce, apesar de crescimentos robustos (+11,6% em relação ao 1T16 e 21,3% em relação ao 4T16) não foi suficiente para compensar. Em consequência, a Receita Liquida Total retraiu -0,2% em relação ao 1T16 e evoluiu somente +3,4% em relação ao 4T16, abaixo da inflação.
A margem bruta caiu -2,1% em relação ao 1T16 e -0,3% em relação ao 4T16.
Em relação ao 1T16, a geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 1,6% em termos nominais, ou seja, abaixo da inflação. Em relação ao 4T16 o ganho nominal foi de +93,5%. De qualquer forma, o ebitda gerado no 1T17 (R$ 20 milhões) não foi suficiente para cobrir o resultado finaceiro negativo (-R$ 9,6 milhões), IR/CS (-R$ 1,7 milhoes), capex (-R$ 17 milhões) e proventos (-R$ 4,8 milhões).
Embora a dívida bruta total (financiamentos + parcelamentos de impostos) tenha sido reduzida em aprox. R$ 46 milhões, o caixa e equivalentes de caixa foi reduzido em R$ 115 milhões, resultando num endividamento líquido R$ 68 milhões maior.
O relatório também mostra a evolução das despesas, que vêm diminuindo de uma forma quase contínuam (houve um "soluço" no 4T15) desde o 1T15.
No frigir dos ovos, entretanto, acho que o maior risco do ativo é o fato de ter ficado praticamente no zero-a-zero no trimestre que é tradicionalmente o melhor do ano. Em minha planilha, tenho os dados desde o 4T77 ... a empresa jamais postou lucro no 2o. trimestre e em todos os 3os. trimestres só não postou prejuízo em 2!!! Tradicionalmente, a empresa tem postado lucros somente no 4T (festas) e no 1T (início das aulas). Se não consegue postar, no 4T+1T lucro suficiente para compensar os prejuízos do 2T+3T, como é que fica? Por outro lado, se o ebitda gerado no melhor trimestre não [e suficiente para cobrir o resultado financeiro, impostos, capex de manutenção e proventos, como é que fica?
Se eu estivesse comprado ... estaria preocupado!

1T2014 -
paulo_prof  -
quem te viu ... e quem te ve !!!
Como é de conhecimento da maioria, a SLED é uma empresa "sazonal", com o melhor resultado no 1T, seguido do 4T ... com o 2T+3T no prejuízo ..
Um bom resultado anual é obtido quando o prejuízo do 2T_3T é minimizado e quando o lucro do 4T+1T é maximizado. Ocorre que o 2T+3T de 2013 foi o pior da história, com um prejuízo de mais de R$ 60 milhões ... Como se isto não bastasse, o resultado do 4T13 foi também o pior dos 4Ts da história, com lucro de apenas R$ 12 milhões.
Com 3 trimestres seguidos de péssimos resultados não há Cristo que resolva ... embora o resultado do 1T14 tenha sido inferior ao do 1T13, os comprados no ativo podem almejar dias melhores, pois a recuperação em relação aos trimestres anteriores é visível ...

3T2013 -
danieljoseaa  - 
Sim tenho ainda......2° resultado consecutivo que não agrada, ainda não li, não tive tempo, mas, se não me engano, na "leitura dinâmica", rs, parece que a fatia da venda de livros para o programa do governo, não teve nenhuma parte dessa venda reconhecida nesse trimestre, diferentemente do que aconteceu no 3° tri de 2012, serão reconhecidas no 4° e no 1°........aliás, as vendas para o governo, que são o carro chefe da empresa, foram maiores que as do ano passado.
Vou manter, esperar os próximos 2 trimestres que costumam ser os "bons".

Assum_Montoro  -
SARAIVA Livreiros e Editores.
Mais um balde de água fria!!
PREJUÍZO
(22.297)

2T2013 -
danieljoseaa  -
Foi o que menos gostei........prejuízo já era certo, pela sazonalidade, porém não esperava que viesse maior que o do mesmo período do ano passado.
Mas, vem de resultados trimestrais bons, o anual de 2012 foi muito acima de 2011, o resultado do 1° tri deste ano veio muito forte, ainda vou ler o release.

1T2013 -
ZOTTI  -
SLED4 veio bom.
LL 15% maior que no ano passado.

A2012/4T2012 -

3T2012 - 



2T2012 - 

A2011/4T2011 - 
Ikki de Phoenix - 
achou bom.

4T2009 -
lesoares -
achou fraco.

Sobre
Com sede na  cidade  de  São  Paulo. Atua  no  segmento  de  varejo  por  meio  da  Saraiva  e  Siciliano  S.A. Redes varejistas de conteúdo com foco em educação e cultura. Edição. Indústria e comércio de livros e publicações em geral.

Assembleias

Balanços (Calendário)
DFP 2019

Teleconferência DFP 2019

Teleconferência ITR 1T 2020

Teleconferência ITR 2T 2020

Teleconferência ITR 3T 2020

Receita
A2019/4T2019

Receita Lojas Físicas
A2019/4T2019

Receita E-commerce
A2019/4T2019

Resultado Bruto
A2019/4T2019

Despesas Operacionais
A2019/4T2019

EBITDA
A2019/4T2019

Capital de Giro
A2019/4T2019

Receita (Despesa) Financeira Líquida
A2019/4T2019

Lucro (Prejuízo) Líquido
A2019/4T2019
O  prejuízo  líquido  ajustado  da  Companhia,  antes  do resultado líquido de operações descontinuadas, foi de R$ 67,0 milhões no 4T19, e R$ 259,8 milhões em 2019. 

Investimentos (CAPEX)
A2019/4T2019

Liquidez
A2019/4T2019



homologação parcial do aumento de capital social deliberadopelo CA em 03/11/2019, com  a  emissão  de 12.643.437  de  novas  ações,  no  valor  total  deR$  18.332.983,65, sendo  8.999.724  ações  ordinárias,  no  valor  de  R$  13.049.599,80,  e  3.643.713  ações preferenciais, no valor de R$ 5.283.383.85, passando o capital social da Companhia de R$ 282.998.580,98, representado por 28.596.123de ações, sendo 9.622.313 ordinárias e 18.973.810 preferenciais, para R$ 301.331.564,63, representado por 41.239.560 de ações, sendo 18.622.037 ordinárias e 22.617.523 preferenciais; e (ii)uma nova emissão de bônus de subscrição da Companhia, dentro do limite do capital autorizado, conforme disposto  no artigo  8º  do  Estatuto  Social  da  Saraivaeem complemento à  emissão  de bônus de subscrição deliberada pelo CA em 03/11/2019. Em conformidade com o artigo 30,  inciso  XXXII,  da  Instrução  CVM  nº  480/2009,  a  Companhia  divulga  abaixo  os detalhes da referida emissão de bônus de subscrição.EMISSÃO DE BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO1. Número de bônus de subscrição a serem emitidos3.675.769 (três milhões, seiscentos e setenta e cinco mil, setecentos e sessenta e nove) bônus  de  subscrição de  emissão  da  Companhia,  todos  nominativos  e  escriturais (“Bônus”). A subscrição será particular.2. Razões da emissão dos BônusRedução  do  endividamento  da  Companhia,  nos termos  da cláusula  11.6  do  Plano  de Recuperação, em complemento à emissão de bônusde subscrição, dentro do limite do capital  autorizado,  deliberada  pelo  Conselho  de  Administração  da  Companhia  em 03/11/2019.3.Preço de emissão dos BônusConforme  cláusula  11.6,  itens  (ii)  e  (v),  do  Plano  de  Recuperação,  cada  Bônus  será emitido e alienado pela Companhia em caráter oneroso ao preço de emissão de R$ 9,50 (nove reais e cinquenta centavos) (“Preço  de  Emissão  dos  Bônus”), que dá direito à subscrição de 1 (uma) ação ordinária e 4 (quatro) ações preferenciais, e com preço de exercício  equivalente  a  R$  0,25  (vinte  e  cinco  centavos) (“Preço  de  Exercício  dos Bônus”),  que  equivalem  a  R$  0,05  (cinco  centavos)  para  cada  ação  ordinária  ou

356829 - marcosvinicius2 -  14 Dez 2018, 00:45
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RECEITA BRUTA – No 3T18 a receita bruta alcançou R$ 329,3 milhões, queda de 19,4% quando comparada o valor de R$ 408,6 milhões no 3T17. A receita líquida seguiu a mesma tendência no trimestre, apresentando redução de 17,1%. Aqui cabe destacar que uma parcela da redução nas vendas é resultado do início da descontinuação da categoria de eletrônicos, que já teve seu abastecimento reduzido ao longo do trimestre.; RESULTADO BRUTO–O lucro bruto apresentou redução de 33,5% no terceiro trimestre de 2018, atingindo R$ 81,2 milhões, com declínio de 6,4 p.p. na margem bruta, que passou de 32,6% no 3T17 para 26,2% no 3T18.; DESPESAS OPERACIONAIS– A linha de despesas operacionais totalizou R$ 130,7 milhões no 3T18, apresentando forte redução de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Excluindo os valores não recorrentes incorridos no terceiro trimestre de 2017, tería-se um aumento de 0,7%.; EBITDA– O EBITDA totalizou R$ 49,5 milhões negativos no 3T18, com uma margem 9,0 p.p. abaixo do 3T17.; LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO PERÍODO– O prejuízo líquido da Companhia, antes do resultado líquido de operações descontinuadas, foi de R$ 65,4 milhões no 3T18 versus prejuízo líquido de R$ 20,5 milhões no 3T17.:

SLED4
PREÇO: R$ 2,05
PAYOUT (2017): -9,24%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -0,52
P/VPA 0,17
PSR 0,03
DY 17,75%
EV/EBITDA -9,37
MARGEM BRUTA 30,76%
MARGEM OPERACIONAL -7,12%
MARGEM LÍQUIDA -6,11%
LUCRO POR AÇÃO R$ -3,938
MARGEM EBITDA -1,81%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 79,03%
ROE -32,89%
LIQUIDEZ CORRENTE 0,71

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,75%
RESULTADO BRUTO -7,33%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 18,25%
RESULTADO OPERACIONAL 52,43%
RESULTADO LÍQUIDO 46,70%
EBITDA -1077,54%

b) 3T18 sobre 3T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -17,07%
RESULTADO BRUTO -33,46%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 4,21%
RESULTADO OPERACIONAL 49,47%
RESULTADO LÍQUIDO 99,18%
EBITDA 91,78%

c) lucro (taxa média anual)
UA 46,70%
U2A ND
U3A 28,00%

d) patrimônio líquido médio
UA -18,44%
U2A -14,45%
U3A -4,21%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND !!!!
[...]

351519 - paulo_prof  -  26 Jun 2018, 16:15
Citação: gersonlp - Post #351486 - 25/Jun/2018 15:13
SLED4
comprei um pouquinho, vai que um dia o boato se torne fato.
os resultados trimestrais tem apresentado melhora, quem sabe se esse turnaround não dá certo
Na minha opinião, não será vendendo livros que a Saraiva algum dia dará lucro.

O seu valor de mercado hoje é pouco superior aos R$ 50 milhões. Uma pechincha? Aparentemente, não, se a ideia for simplesmente o varejo de livros.

A Saraiva é uma empresa cíclica, com resultados normalmente positivos no 4T e 1T e resultados negativos no 2T e 3T. Para produzir lucro no ano, a empresa era obrigada a apresentar resultados sólidos no 4T (Natal) e 1T (volta às aulas). Na época áurea isto era possível por causa da Editora, cuja margem bruta nos trimestres chaves emplacava quase 80%. No Varejo, quando a empresa consegue uma margem bruta de 35% deve soltar rojões. Tendo vendido a sua galinha dos ovos de ouro, a empresa não consegue mais as margens necessárias. Assim, para conseguir produzir o lucro necessário, a empresa terá que aumentar substancialmente a Receita Líquida e, ao que parece, não será vendendo livros que o conseguirá.

Em toda a sua história, a empresa JAMAIS apresentou um resultado positivo no 2o. trimestre. No que se refere o 3o. trimestres, também. Somente em 2012 postou um resultado positivo, tendo ficado praticamente no zero-a-zero em 2007 e 2008. Nos demais exercícios, só postou prejuízos. Ou seja, a probabilidade é muito grande que poste prejuízos também no 2T18 e 3T18 e, ao que tudo indica, os lucros do 1T18 e 4T18 provavelmente não serão suficientes para compensar.

De acordo com a minha planilha, o endividamento líquido da empresa ao final do 1T18 contabilizando tudo (empréstimos, arredamento mercantil, derivativos, parcelamento de tributos) seria de R$ 312 milhões. Em tese, um endividamento neste nível deveria custar algo na faixa dos R$ 35 milhões anuais, no máximo. Nos últimos 12 meses, entretanto, o Resultado Financeiro é negativo em R$ 51 milhões. Não dá para afirmar, portanto, que a gestão financeira seja um primor.

Ao final do 1T18 a empresa tinha uma dívida de aprox. R$ 102 milhões denominada em moeda estrangeira. Como no 2T18 o real se desvalorizou quase 14%, a correção cambial do endividamento em dólar produzirá uma despesa entre R$ 13 e 14 milhões. Pessoalmente, duvido que a política de hedge que a empresa utiliza via derivativos possa produzir uma receita desta mesma ordem. Em consequência, o operacionai que já não é lá estas coisas, deverá ser pressionado por um Resultado Financeiro desfavorável.

O meu chute para o resultado do 2T18 é:

Receita Líquida: R$ 426 milhões

Resultado Bruto: R$ 140 milhões

Resultado Antes do Financeiro: (R$ 8 milhões)

Resultado Financeiro: (R$ 15 milhões)

Resultado Antes dos IR/CS: (R$ 23 milhões)

IR/CS: R$ 7 milhões

Resultado Líquido: (R$ 16 milhões)

349096 - marcosvinicius2-  19 Abr 2018, 22:42
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). RESULTADO BRUTO–O lucro bruto apresentou crescimento no quarto trimestre de 2017, atingindo R$ 161,2 milhões com um aumento de 1,3 p.p. na margem bruta, que passou de 32,5% no 4T16 para 33,8% no 4T17. No acumulado do ano o resultado bruto atingiu R$ 574,8 milhões com uma margem de 33,3%, apresentando queda de 3,3% e 0,9 p.p., respectivamente, em relação ao resultado de 2016..; DESPESAS OPERACIONAIS– A linha de despesas operacionais totalizou R$ 138,9 milhões no 4T17 e R$ 560,6 milhões em 2017, apresentando redução de 6,0% e 0,4%, respectivamente, em relação aos mesmos períodos do ano anterior.; EBITDA– O EBITDA ajustado refletiu o plano de ação focado na melhoria de rentabilidade implementado no 3T17 e totalizou R$ 24,4 milhões no 4T17, contra R$ 10,3 milhões atingido no 4T16. A margem EBITDA ajustada encerrou o trimestre 3,0 p.p. acima do 4T16. No ano de 2017, o EBITDA ajustado alcançou R$ 42,8 milhões ante um EBITDA de R$ 31,6 milhões em 2016, representando um crescimento de 35,4% com um ganho de 0,7 p.p. na margem EBITDA ajustada.:

SLED4
PREÇO: 4,53
PAYOUT (2017): -9,24%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -2,33
P/VPA 0,29
PSR 0,07
DY 3,97%
EV/EBITDA 28,72
MARGEM BRUTA 33,32%
MARGEM OPERACIONAL -3,91%
MARGEM LÍQUIDA -3,02%
LUCRO POR AÇÃO -1,948
MARGEM EBITDA 0,88%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 90,82%
ROE -12,32%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,30

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,73%
RESULTADO BRUTO -3,28%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -9,83%
RESULTADO OPERACIONAL 15,45%
RESULTADO LÍQUIDO 4,43%
EBITDA -53,56%

b) 4T17 sobre 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,73%
RESULTADO BRUTO -3,28%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -9,83%
RESULTADO OPERACIONAL 15,45%
RESULTADO LÍQUIDO 4,43%
EBITDA -53,56%

c) lucro (taxa média anual)
UA 4,43%
U2A ND
U3A -308,31%

d) patrimônio líquido médio
UA -12,20%
U2A 0,42%
U3A -2,77%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND% !!!!
[...]

348079  - mantonio01   -  14 Mar 2018, 22:49
Incrível e inacreditável !!

Parece que até os defuntos estão se levantando das covas e ganhando sobrevida !!

Resultados da Livraria Saraiva (SLED4) referente ao 4TRI2017 surpreenderam positivamente na minha opinião.

Melhora do EBITDA muito acentuada em relação ao 4TRI2016 e ao 3ºTRI2017.

Ademais, as perspectivas para o 1TRI2018, apresentadas no release de 2017, são muito positivas em comparação com 1Tri2017.

341464  - paulo_prof   -  26 Ago 2017, 00:15
Os saldos devedores de impostos como IPI, PIS, COFINS, ICMS são compensados pelos créditos fiscais das compras. Dependendo se houve um volume maior na compra ou venda, resta um saldo de Impostos a Pagar, ou Impostos a Recuperar.

No caso da SLED, entretanto, o valor total ao final do 2T17 (R$ 190,525 + 87,562 milhões) me parece excessivo comparado com os estoques (R$ 298,504 milhões). Possivelmente parte destes impostos seja associada a operações descontinuadas e, portanto, difícil de recuperar.

338080  - paulo_prof   -  17 Mai 2017, 23:00
SLED
A Receita Liquida nas Lojas sofreu uma redução de -5,7% nominais em relação ao 1T16 e uma redução nominal de -4,3% em relação do 4T16. A Receita Líquida no e-commerce, apesar de crescimentos robustos (+11,6% em relação ao 1T16 e 21,3% em relação ao 4T16) não foi suficiente para compensar. Em consequência, a Receita Liquida Total retraiu -0,2% em relação ao 1T16 e evoluiu somente +3,4% em relação ao 4T16, abaixo da inflação.

A margem bruta caiu -2,1% em relação ao 1T16 e -0,3% em relação ao 4T16.

Em relação ao 1T16, a geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 1,6% em termos nominais, ou seja, abaixo da inflação. Em relação ao 4T16 o ganho nominal foi de +93,5%. De qualquer forma, o ebitda gerado no 1T17 (R$ 20 milhões) não foi suficiente para cobrir o resultado finaceiro negativo (-R$ 9,6 milhões), IR/CS (-R$ 1,7 milhoes), capex (-R$ 17 milhões) e proventos (-R$ 4,8 milhões).

Embora a dívida bruta total (financiamentos + parcelamentos de impostos) tenha sido reduzida em aprox. R$ 46 milhões, o caixa e equivalentes de caixa foi reduzido em R$ 115 milhões, resultando num endividamento líquido R$ 68 milhões maior.

O relatório também mostra a evolução das despesas, que vêm diminuindo de uma forma quase contínuam (houve um "soluço" no 4T15) desde o 1T15.

No frigir dos ovos, entretanto, acho que o maior risco do ativo é o fato de ter ficado praticamente no zero-a-zero no trimestre que é tradicionalmente o melhor do ano. Em minha planilha, tenho os dados desde o 4T77 ... a empresa jamais postou lucro no 2o. trimestre e em todos os 3os. trimestres só não postou prejuízo em 2!!! Tradicionalmente, a empresa tem postado lucros somente no 4T (festas) e no 1T (início das aulas). Se não consegue postar, no 4T+1T lucro suficiente para compensar os prejuízos do 2T+3T, como é que fica? Por outro lado, se o ebitda gerado no melhor trimestre não [e suficiente para cobrir o resultado financeiro, impostos, capex de manutenção e proventos, como é que fica?

Se eu estivesse comprado ... estaria preocupado!

prof. paulo o sr poderia analisar o balanço da sled4 obrigado

336142  - paulo_prof   -  29 Mar 2017, 18:57

Comentar a SLED ... dureza!
A minha opinião sincera é que dificilmente a SLED vai conseguir dar a volta por cima. Ela vendeu a sua a parte rentável e ficou com o varejo num setor que não pode ser considerado "quente" no mercado brasileiro. Até concorrentes globais que não enfrentam problemas alhures estão fechando as portas. Vide a FNAC, por exemplo, cuja atuação é bem mais ampla!

No 1T, devido ao comércio de livros escolares, possivelmente conseguirá postar um pequeno lucro. No resto do ano, entretanto, a ultima linha deverá ser sempre vermelha.

Sinceramente, não sei quem administra a empresa. Mas para produzir prejuízos contínuos não seria necessário gastar quase R$ 8 milhões com a Administração. Também não sei a natureza das despesas administrativas. Não ficaria surpreso, entretanto, se ficasse demonstrado que o controlador, além de um polpudo salário como administrador, também, tivesse as suas despesas pessoais pagas pela empresa.

A geração de caixa medida pelo Ebitda não é nem capaz de pagar os encargos financeiros do endividamento. Aparentemente, a empresa não tem mais ativos para vender. Só resta, portanto, acontecer um milagre: o administrador encontrar novos produtos/serviços para serem vendidos e/ou encontrar formas de ampliar a base de consumidores (note que o e-commerce está crescendo praticamente em linha com a inflação, o que não é suficiente).

336154  - tomprado  - 29 Mar 2017, 23:06
Com muito respeito, compartilho uma visão alternativa. 1. Já teríamos lucro não fosse a operação financeira equivocada dos swaps de proteção da dívida em dólar; 2. queda nas despesas operacionais; 3 melhora nas margens por 7 trimestres consecutivos; 4. queda de despesas financeiras associadas à diminuição da dívida; 5. sazonalidade; 6. crescimento no e-commerce e ganho de market share; 7. recuperação na economia; 8. estímulos do governo, como isenção fiscal para os produtos e liberação do fgts inativo; 9. queda nos juros, o que impacta crescimento do consumo e queda da dívida; 10. aumento da confiança do consumidor. Posto que, sim, haverá lucro líquido no 1T, o mercado deve se antecipar e a ação deve subir. O momento certo de tomada de posição é o momento do pessimismo frente à quebra de uma expectativa irreal do resultado do 4t. É esse mal humor com a ação que faz com que a empresa hoje valha menos do que ela tem em caixa. Claro, queremos lucro líquido, mas qualquer lucro líquido, frente a toda melhora nos dados que está sendo ofuscada por esse dado, coloca a ação em um outro patamar de preço. Não há sentido em que haja melhora nas margens por 7 trimestres, a dívida líquida de 580 milhões tenha se revertido em um caixa de 150 milhões, o plano de negócios e os canais de venda tenham se aperfeiçoado, que a selic caia, que a gente tenha se livrado do PT, etc e que o preço da ação continue na média de 4,50. Essa é uma varejista com diversificação de produtos e de canais de venda e com grande potencial para surpreender o mercado. Claro, há ainda o problema na governança, mas isso está amplamente precificado e qualquer novidade nesse sentido causará impacto muito positivo.

336164  - paulo_prof - 30 Mar 2017, 06:27
tomprado ... to keep the record straight, como dizem os firanges, deixe-me fazer algumas correções.

1. Já teríamos lucro não fosse a operação financeira equivocada dos swaps de proteção da dívida em dólar;

Nos 9M16, o EBIT (Resultado Antes do Financeiro e Impostos) era negativo em R$ 6,061 milhões; ao final do exercício, o EBIT era negativo em R$ 4,772 milhões. Em consequência, o EBIT do 4T foi positivo em R$ 1,289 milhões.

No início do 4T, o endividamento bruto era de R$ 389 milhões; como o caixa tinha R$ 132 milhões, o endividamento líquido era de R$ 257 milhões. Ao final do 4T, a situação era um caixa de R$ 147 milhões, uma dívida bruta de R$ 345 milhões e, portanto, uma dívida líquida de R$ 198 milhões. Na média, portanto, podemos considerar que havia aprox. R$ 140 milhões em caixa, um endividamento bruto de R$ 365 milhões e um endividamento líquido de R$ 215 milhões.

Por mais competente que tenha sido o financeiro da empresa, pagaria no mínimo 13% a.a. (3,1% no trimestre) pelo endividamento bruto e receberia no máximo 10% a.a. (2,4% no trimestre) pelas aplicações do caixa. Ou seja, sem outras despesas, um Resultado Financeiro "justo" seria negativo em no mínimo R$ 8 milhões !!!!

Como vc pode ver, não há como o 4T ter produzido lucro !!!!

3. melhora nas margens por 7 trimestres consecutivos;

Como raramente o EBIT trimestral é positivo (nos 7 trimestres mencionados só foi positivo no 1T16), não tem sentido falar em margens (no plural) ... a única margem comparável é a bruta. Esta, de fato, melhorou na média, mas acho que será muito difícil superar os 35% num exercício. Afinal, a SLED não vende moda. Em consequência, a solução estaria mais para o aumento da Receita Líquida, mantida a margem bruta. Este aumento da Receita Líquida, de fato, deverá vir com a melhora da economia, e endividamento das famílias

a dívida líquida de 580 milhões tenha se revertido em um caixa de 150 milhões,

Em minha planilha, o registro da dívida líquida mostra um pico de R$ 708 milhões no 1T15. Foi exatamente o endividamento líquido incompatível com o operacional da empresa que a obrigou a se desfazer de seus melhores ativos. Agora, no final do 1T15, o tamanho do caixa era somente um pouco menor do que aquele ao final do 4T16: R$ 147 milhões vs R$ 140 milhões. A sua afirmação acima dá a impressão de que uma dívida monstruosa tenha se transformado em crédito, o que não é verdade; a dívida líquida ao final do 4T16 era de R$ 198 milhões.

Mesmo com a queda dos juros, como a empresa necessita um mínimo em caixa, dificilmente durante 2017 a condição financeira deverá ser alterar significativamente. Para projeções, usar R$ 150 milhões de caixa e R$ 350 milhões de dívida bruta é adequado. Mesmo coma queda da Selic durante o exercício, acho que supor um custo médio do endividamento de 12% e um rendimento médio do caixa de 8% já seria otimista. Isto projeta um resultado financeiro para o exercício negativo em no mínimo R$ 30 milhões.

Para o exercício de 2017, projeto que as despesas operacionais deverão somar no mínimo R$ 640 milhões. Para manter o negócio girando, estimo que serão necessários no mínimo R$ 30 milhões. No exercício, estimo que as despesas de depreciação/amortização somem R$ 35 milhões.

Em consequência, considerando uma margem bruta de 35%, para chegar nofinal do exercício no zero-a-zero, será necessária uma Receita Liquida de R$ 1,915 bilhões, ou 10% nominais maior do que em 2016. Se a Receita Líquida em 2017 for menor do que isto, acho que dificilmente a última linha vai deixar de ser, mais uma vez, vermelha.

Receita Líquida: R$ 1,915 bilhões

Resultado Bruto: R$ 670 milhões

EBIT: R$ 30 milhões

Resultado Financeiro: (R$ 30 milhões)

Resultado Antes do IR/CS: zero

EBITDA: R$ 65 milhões, suficiente para pagar os encargos financeiros, as necessidades de investimento e amortizar a ´divida em R$ 5 milhões.

336212  - tomprado   -  30 Mar 2017, 23:05
De fato, não sou um especialista. No entanto, creio que há algo ainda a acrescentar. Quando me refiro ao caixa, levo em consideração os recebíveis do cartão de crédito de 350 milhões, o que creio não ter sido considerado na sua análise e que geram um excedente sobre a dívida líquida em torno de 150 milhões - menos do que o atual valor de mercado da empresa. Além disso, talvez haja espaço para estimativas menos pessimistas frente aos efeitos da queda da selic e do crescimento. Vi projeções de que uma queda para 9,5 até o final do ano na selic pode produzir uma queda de até 35% na despesa financeira, ou de cerca de 17 milhões. Em todo caso, estou na empresa para o longo prazo. Com um preço médio no atual patamar de preços, calculo que o dia em que a empresa distribuir 12 milhões de dividendos haverá uma distribuição maior do que os rendimentos dos títulos pré-fixados - e isso sem levar em consideração o fundo já existente para a distribuição de dividendos nem o que se paga hoje pelo valor patrimonial. Em todo caso, agradeço muito pela avaliação, Prof. Paulo.

336219  - paulo_prof -  31 Mar 2017, 02:12
Vc está correto ... de fato não levei em consideração as contas a receber de clientes, como equivalentes de caixa, mesmo estando ciente de que a maior parte está distribuída entre as administradoras de cartões de crédito.

Mas isto levanta uma questão "teórica": deve-se considerar recebíveis de cartões de crédito como equivalentes de caixa?

Eu acho que não! Neste país, a maioria das compras com cartão é realizada no esquema de n-vezes "sem juros". Se assemelham, portanto, a operações de crédito. Por outro lado, o prazo médio de liquidação dos recebíveis de cartão de crédito deve ser semelhante ao prazo médio das obrigações com fornecedores. Créditos e Débitos tendem a se compensar.

Talvez se devesse considerar como equivalentes de caixa os créditos correspondentes à vendas à vista com cartões de crédito. Mas esta informação não está disponível, está tudo num único saco de contas a receber de clientes.
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335202  - ricardo09   -  08 Mar 2017, 01:17
Saraiva com balanço fraudulento http://www.valor.com.br/empresas/4889898/cvm-ve-ir...

Citação: Modo de Leitura
CVM vê 'irregularidades graves' na Saraiva 07/03/2017 às 05h00 A gerência ligada à Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou potenciais irregularidades "muito graves" no comportamento da diretoria da rede de livrarias Saraiva e decidiu encaminhar o caso para análise mais aprofundada. O órgão quer verificar se há uma prática deliberada de subavaliação ou superavaliação de provisões e resultados na empresa.

SLED parece e situação complicada ...ñ li nenhum relatório, mas ñ consegue nem resultado operacional positivo, mesmo com dívida diminuindo muito.

quem acompanha poderia comentar ?
Resolvi aguardar o release de 4t para ver onde foi parar o dinheiro da venda.

Acredito que os controladores tendo certeza que se 'livraram' do coreano querem 'tirar' uma graninha da firma para proveito próprio se for na forma de dividendos sou grato.

Se percebo que tem outros planos vou saindo aos poucos. 

a divida diminuiu bastante após a venda ...vc sabe pq n melhora o operacional ??

O Resultado Bruto do Varejo (única coisa que resta na Saraiva) nos 9M16 somou R$ 436 milhões.

As Despesas Operacionais, nos 9M16, somaram R$ 442 milhões.

Ou seja, nos 9M16, mesmo que o endividamento líquido fosse zero, a empresa ainda teria postado um prejuízo.

Se a minha planilha estiver correta, o endividamento líquido ao final do 3T16 era de R$ 257 milhões (incluindo operações com derivativos, impostos parcelados e uma pequena parcela ainda a receber relativa a venda da Editora. R$ 146 milhões da dívida bruta são denominados em USD. No 4T16, entretanto, a variação do dólar foi mínima, de modo que o Resultado Financeiro Líquido deverá ficar negativo no entorno dos R$ 10 milhões (melhor das hipóteses).

O meu chute para as despesas operacionais do 4T é de R$ 160 milhões. Considerando um Resultado Financeiro negativo em R$ 10 milhões, para produzir lucro, será necessário um resultado bruto acima dos R$ 175 milhões. Supondo uma margem bruta de aprox. 34,5%, a Receita Líquida do 4T16 terá que ser maior do que R$ 510 milhões. feito conseguido no 1T16. 

Essa eu respondo mesmo sem nunca ter lido nenhum release: vendeu a parte que dava lucro (editora) e ficou com a parte que dá prejuízo (varejo). A esperança, como o Herds citou, é resolverem distribuir parte do dinheiro da venda.

Acho que no caso da Saraiva o único gatilho possível (além do provável dividendão) é uma fusão/aquisição.

Obs: A venda da editora ocorreu em junho de 2015, imagina quem tá esperando sair a bufunfa até agora.

Perfeito. "Acho" que parte da grana foi pra abater dívidas. Veja o comentário do Prof.

Não deve sobrar grande coisa para os pequenos acionistas. Gosto da empresa, mas não está nada bem! 
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paulo prof eu purat como bom apreciador das suas análises gostaria por favor de um parecer sobre SLED4. vi que tem dívida alta de 436M mas será que está a ponto de falência? tks!
De acordo com a minha planilha, o endividamento líquido efetivo da Saraiva seria muito pequeno (da ordem R$ 11 milhões). O endividamento líquido será maior ou menor dependendo de como vc considera os ativos ...

Ao final do 1T16 a empresa tinha um caixa de R$ 116 milhões + aplicações financeiras de R$ 64 milhões. Mas, e os R$ 375 milhões das contas a receber pela venda da editora? Além disto, há que se incluir também os R$ 44 milhões em instrumentos derivativos.

O maior problema da Saraiva é que sem a editora, ela terá uma tremenda dificuldade para gerar lucro, especialmente se administrada sem profissionalismo, numa base familiar. O varejo de livros no Brasil não parece ser rentável! Como a depreciação trimestral é relativamente alta (na faixa dos R$ 10 milhões), muito provavelmente a empresa conseguirá gerar um caixa positivo, o que poderá mantê-la a tona por muito tempo ... mas com pouca ou nenhuma capacidade de distribuir proventos (a não ser para a família Saraiva que é super bem remunerada para mal administrar a empresa). 

Finalmente, há a briga entre o controlador e a GWI (minoritário mais importante). Isto não costuma acabar bem para a empresa!
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Mestre Paulo,

Ainda tenho uns cariminguás em SLED4. Estive olhando o balanço do 1T16 e lembrei de algum comentári, que dizia que com a venda de Ativos Editoriais a Saraiva ainda receberia em este ano 395 milhões. Até aí tudo bem. Ademais dizia que esse montante seria sufuciente para fazer frente ao total de sua dívida e que ainda SOBRARIAM 100 milhões.

Observo, entretanto, pelo seu ITR do 1T16 que na tabela 4(pg 25) sua dívida liquida ajustada no 1T16 monta à R$549 milhões. Como o valor líquido pela venda da editora foi de R$ 494,62 (aliás, aqui já não consegui entender o que é o tal do ajuste de preço contábil incidente sobre o valor bruto da transação de R$ 776,6) e ela já recebera no 4T15 R$ 99,165 pela venda da editora, restava-lhe receber ainda R$ 395,46, ou seja, não estariam, em realidade, FALTANDO R$ 100 milhões para uma suposta liquidação da dívida?

Deveria ter levado em consideração a dívida líquida após recebíveis na conta?

Ademais, tendo declarado dividendos de R$ 0,78 por ação. com que recursos ele pretenderá pagá-los?

Obrigado,
A Saraiva sempre considerou os recebíveis de cartão de crédito como grana em caixa !!! São aprox. R$ 200 milhões. No que se refere a dividendos ... pode esperar deitado!

Vielen Dank, Master.

Apesar de não ter grandes expectativas mesmo até pq é infímo o que nela aloquei, não consigo ver que vantagem a empresa levou em vender a parte nobre do negócio. De onde ela pretende tirar o pão nosso a partir de agora? Vai apenas focar no e-commerce e na redução da lojas visando maior eficiência? Quanto a esta segunda opção, se não me equivoco, o balanço não parece indicar redução significativa de custos e/ou despesas mesmo sem a editora. Não seria mais interessante neste caso, fechar o capital?

gracias again,

Não é tão simples assim fechar o capital ... A família Saraiva só tem aprox. 35% da empresa. A GWI e o free float têm muito mais do que isto (mais de 53%). Adicionalmente, mesmo se fosse possível fechar o capital ao preço corrente de mercado, não é dito que a família Saraiva dispõe do cacau necessário. Finalmente, não é certo que o controlador queira ter o negócio todo só para si ... 

Com a venda da parte "nobre" do negócio, o custo do endividamento líquido foi sensivelmente reduzido. Não é mandatório que a empresa seja capaz de postar lucro. Se o Ebitda for positivo e maior do que o resultado financeiro negativo, a empresa poderá empurrar com a barriga por mais de uma década. Enquanto isto, alguns dos Saraivas vão mamando nos R$ 10 milhões anuais destinados aos honorários da Administração. Por outro lado, não seria surpresa se um quinhão das Despesas Gerais e Administrativas seja utilizado para viabilizar mordomias. O que vc acha disto como o pão nosso de cada dia? Muito ruim? 
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321244  - dusteffen  -  06 Mai 2016, 03:12
Caro Herdsman,
segue a matéria completa...



05/05/2016 às 05h00
Em crise, Saraiva enfrenta reação de minoritários

Por Adriana Mattos | De São Paulo
Leonardo Rodrigues/ValorRede comandada por Jorge Saraiva Neto vem perdendo valor de mercado

Uma série de discordâncias entre os controladores da varejista Saraiva, a maior rede de livrarias do país, e acionistas minoritários motivou a interrupção das assembleias gerais extraordinária e ordinária da empresa realizadas na sexta-feira passada. O encontro foi postergado para hoje. O Valor apurou que a suspensão dos trabalhos aconteceu depois de desentendimentos entre representantes da família Saraiva e investidores, que discordam do pagamento de um bônus não previsto para a administração, e são contra a aprovação do balanço de 2015.

A reação desses sócios é pano de fundo de uma insatisfação maior. Segundo fontes, minoritários têm estado descontentes com decisões do comando da Saraiva, que enfrenta dificuldades para reerguer sua operação de varejo - único negócio da empresa após a venda, em 2015, da editora Saraiva para a Somos Educação. A deterioração do desempenho, anterior à crise econômica, acompanha uma perda de valor de mercado de quase 30% neste ano e de 40% em 2015. A rede vale R$ 128 milhões hoje, para um patrimônio de R$ 520 milhões.

O Valor apurou que cresceu a pressão de minoritários, nas últimas semanas, para a troca da presidência da rede, comandada por Jorge Saraiva Neto, filho do presidente do conselho, Jorge Eduardo Saraiva e de Olga Saraiva, também membro do conselho. Entre 2013 e 2014, Michel Levy dividiu o comando da rede com Saraiva Neto, numa tentativa de profissionalização que não deu certo.

Nos bastidores, circulam informações de uma posição mais crítica aos controladores por parte dos acionistas da família Gonçalves, detentores de ONs (com direito a voto), segundo apurou o Valor. Ruy Gonçalves, já morto, diretor da empresa por décadas, foi casado com a neta do fundador da Saraiva, e hoje quatro filhas de Ruy são acionistas da rede. A gestora GWI Asset Management, maior preferencialista da rede (com voto restrito), também estaria reforçando o discurso favorável à mudanças na empresa, segundo fontes.

A GWI tem 38,98% das PNs e 25,86% do capital total. Jorge e Olga Saraiva têm 58,7% das ONs e 24,4% do capital.

O Valor apurou que a família Gonçalves, com 20% das ONs, deve indicar na assembleia um membro para o conselho de administração. Na quinta-feira passada, Maria Cecilia Saraiva Gonçalves, titular de 5,13% das ONs, fez requerimento à companhia pedindo voto múltiplo na reunião de sexta.

O voto múltiplo aumenta a possibilidade de os minoritários ganharem representatividade no conselho, pois é possível concentrar vários votos em um candidato.

Além disso, a GWI, gestora do coreano Mu Hak You (ex- sócio de B2W e ex-Lojas Americanas) também deve indicar um candidato, o próprio Hak You.

Se forem eleitos, os indicados integrarão a chapa com Jorge e Olga Saraiva; o filho deles, Jorge Saraiva Neto; e Julio Sergio Cardozo, hoje no conselho fiscal.

Na sexta-feira, foi aprovada apenas o tópico do aumento de capital de R$ 3 milhões, mediante uma capitalização de uma reserva para futuro aumento de capital, um ponto sobre o qual não havia divergências. Quando outros assuntos foram colocados em votação, o clima ficou mais tenso, e sem deliberação, nova assembleia foi marcada.

Um dos tópicos mais polêmicos trata de um bônus de R$ 3,4 milhões, provisionado nos demonstrativos de 2015 para possível pagamento aos administradores e empregados envolvidos na transação de venda da editora Saraiva no ano passado. Na reunião, acionistas questionaram o provisionamento desse adicional, considerando o cenário atual, de fracos resultados. A empresa não pagará dividendos relativos a 2015 pela primeira vez em sua história.

Se não é possível o pagamento de dividendos, investidores têm questionado a rede sobre a razão para o pagamento do bônus.

A explicação para a não distribuição dos proventos é que o pagamento seria "incompatível" com o difícil quadro atual da empresa, disse Saraiva Neto, em conversas com investidores. A proposta de retenção do dividendo mínimo obrigatório, de R$ 22,3 milhões, é referente a 25% do lucro de 2015.

Ontem, houve conversas entre minoritários e a Saraiva para tentar alinhar algum consenso em relação a essa provisão para um possível pagamento dos R$ 3,4 milhões. Segundo fonte, a estimativa inicial da empresa era um bônus de R$ 5 milhões, e pelas pressões, teria reduzido para R$ 3,4 milhões. Não houve avanço nessas conversas ontem, apurou o Valor.

Segundo analistas, a Saraiva conseguiu "salvar" seus resultados do ano passado com a venda da editora, seu melhor negócio. Não fosse isso, daria prejuízo de R$ 145 milhões. Com a venda da operação, lucrou R$ 239 milhões em 2015, versus perda de R$ 37 milhões em 2014. As vendas líquidas da Saraiva, com 113 lojas, caíram 2,7% em 2015, para R$ 1,8 bilhão.

Desde o ano passado, a cadeia tenta recuperar resultados após a contratação da consultoria de Enéas Pestana. Na época, havia rumores de que Pestana poderia indicar um novo CEO para a empresa, o que não ocorreu. A Mckinsey teria sido contratada agora.

Procurados, os controladores da Saraiva não deram entrevista. Em nota, a empresa diz que "a partir da necessidade de esclarecimentos adicionais sobre as matérias a serem deliberadas na assembleia, que demandam diligências por parte dos administradores, os acionistas, sem qualquer manifestação em contrário, aprovaram suspender os trabalhos para os "devidos esclarecimentos".
http://www.valor.com.br/empresas/4550095/em-crise-saraiva-enfrenta-reacao-de-minoritarios

319563  - herdsman   -  30 Mar 2016, 10:38
Com a venda de Ativos Editoriais a Saraiva ainda vai receber em 2016 395 milhões.
Suficiente para pagar toda divida e ainda sobra 100 milhões.
Sendo que em 2015 o serviço da divida 'comeu' 94 milhões do resultado é possível que a partir do junho 2016 a Saraiva apresenta lucro novamente.
Declarou dividendos de 0,78 R$/ação mas no momento não tem caixa para pagar isto.

Tenho uma posição em SLED4, vou aguardar o desenrolar desta novela.
http://www.saraivair.com/download_arquivos.asp?id_arquivo=363ABB0F-BE8D-41BD-9AEC-E77A4EA47683

299808  - paulo_prof -  24 Jun 2015, 14:54
O problema que vejo na Saraiva é que uma parte do ativo a receber de clientes é em cartões de créditos (R$ 325 milhões em 31MAR2015). Como os valores a receber dos cartões de crédito são realizáveis no curto prazo, a contabilidade da empresa os deduz para retratar o endividamento líquido. Ocorre que as receitas em cartões de crédito não atenuam as despesas financeiras do endividamento. Para ter uma melhor ideia das coisas, portanto, não deduzo o ativo em cartões para retratar o endividamento líquido.

Ignorando os valores a receber em cartões de crédito, o endividamento líquido do segmento de varejo em 31MAR2015 era de aprox. R$ 547 milhões, a maior parte dos quais, em moeda estrangeira, parcialmente protegida por operações de swap. Supondo que, de fato, a Receita Líquida a ser auferida com a venda de ativos situe-se na casa dos R$ 400 milhões, Quero crer que a maior parte da mesma seja destinada para a redução do endividamento. Digamos que o endividamento líquido seja reduzido em 2/3, para aprox. R$ 180 milhões. Ainda assim, o Resultado Financeiro deverá "comer" aprox. R$ 5 milhões trimestrais do resultado operacional. Se as coisas não melhorarem sensivelmente no segmento de varejo da empresa, o lucro líquido anual recorrente deverá situar-se na casa dos R$ 10-15 milhões o que, ao preço corrente, daria um P/L entre 7 e 12 !!!

Abrir uma pequena posição parece válido ... mas há que se ter em mente de que as incertezas permanecem ... afinal, a empresa está vendendo o filé para ficar com o osso! O acionista será beneficiado, no curto prazo, pelo preço pago pelo filé ... mas depois terá que conviver com o osso !!!

299804  - paulo_prof  -  24 Jun 2015, 13:47
O Fato Relevante da Saraiva relativo à venda de ativos, só para variar, não é claro, pois não se sabe exatamente o que será vendido se o negócio prosperar. http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&protocolo=475042&funcao=visualizar&site=B

De cara, o FR informa:

... comunica aos seus acionistas e ao público em geral que, nesta data, sua controlada Saraiva e Siciliano S.A. (“Vendedora”) celebrou contrato tendo por objeto a venda de quotas representativas de 100% do capital da Saraiva Educação Ltda. (atual denominação da Editora Érica Ltda., a "Sociedade")para a Editora Ática S.A. (“Compradora”), sociedade controlada pela Abril Educação S.A.("AE")

e, em seguida informa,

A Sociedade, após a implementação da reorganização societária aprovada pelo Conselho de Administração da Companhia em 3 de junho de 2015, passou a deter e operar a unidade de negócios editoriais, de educação e conteúdo do Grupo Saraiva.

Ocorre que não há qualquer documento relativo à esta reorganização societária aprovada em 3 de junho (evidentemente, preparando o ativo para venda). Em consequência, não há como ter certeza se TODOS os ativos da Editora Saraiva (que ocorre ser a controladora do grupo) estão sendo, de fato, vendidos.

De qualquer forma, na minha intervenção anterior, a hipótese que fiz foi que somente a Editora Érica, antes da reorganização, é que era objeto da venda.

De acordo com o FR, ainda,

O valor da transação (enterprise value) é de R$ 725.000.000,00 (setecentos e vinte e cinco milhões de reais), ajustados pelo CDI a partir desta data até o fechamento.

Supondo que todos os ativos da Editora Saraiva estão sendo vendidos, tem-se:

Em 31MAR2015, o patrimônio líquido da editora Saraiva (deduzindo o PatLiq do Varejo do PatLiq total) era de R$ 250 milhões. Deduzindo o PatLiq do Valor da Transação, obtém-se R$ 475 milhões. Calculando 34% de IR/CS sobre este valor obtém-se R$ 162 milhões.

Finalmente, há que se calcular o valor líquido que seria recebido pela empresa:

Enterprise Value = Capitalização + Endividamento Líquido

Caixa e equivalentes de caixa (da controladora): R$ 118 milhões
Endividamento Bruto (da controladora): R$ 279 milhões
Endividamento Líquido = R$ 161 milhões

Assim, deduzindo do Enterprise Value, o endividamento líquido e o IR/CS, obtém-se uma Receita Líquida de aprox. R$ 400 milhões. Esta receita estaria à disposição da Administração, para melhorar a estrutura de capital (reduzir o endividamento do Varejo) e dar um retorno aos acionistas na forma de proventos.

O Lucro Líquido da venda da Editora seria de aprox. R$ 313 milhões que, de acordo com a legislação, implicariam numa distribuição mínima de proventos de aprox. R$ 78 milhões, ou R$ 2,92/ação.

Isto, evidentemente, se a parte remanescente da empresa (varejo) não acabar postando prejuízo em 2015 !!!

Só para lembrar, o segmento varejo postou um prejuízo de R$ 16 milhões em 2013 e um prejuízo de R$ 37 milhões em 2014. Do lado positivo, há que se registrar que o resultado seria positivo em ambos os exercícios, se o Resultado Financeiro fosse nulo !!! 
299551 - manguito - 19/Jun/2015 23:56
Montei uma pequena posição em SARAIVA (SLED4) com o fato relevante de ontem. Estou bastante confiante numa generosa distribuição de proventos. Os controladores com certeza são grandes interessados nesta distribuição, tendo em vista que venderam a jóia da coroa (negócio de EDUCAÇÃO).

A empresa está dividida em duas áreas: EDUCAÇÃO (Editora e Sistemas de Ensino) e VAREJO (Livrarias e Comércio de Eletrônicos).

O negócio de EDUCAÇÃO foi alienado por 725 milhões (corrigido pelo CDI até o fechamento da operação) à Abril Educação. Este montante corresponde ao EV da transação, logo para quantificar o valor a ser recebido deve ser descontada a dívida líquida atrelada aos ativos a serem transferidos.

Vamos aos números considerando os dados do RELEASE do 1T15 (http://www.saraivari.com.br/conteudo_pt.asp?idioma=0&conta=28&tipo=49696).

Atualmente toda a empresa possui dívida líquida de 386 milhões (250 milhões área de EDUCAÇÃO e 136 milhões do VAREJO).

Do montante de 725 milhões (valor da transação) a SARAIVA ficará inicialmente com cerca de 475 milhões (825 - 250 = 475), com o abatimento da dívida líquida de 250 milhões da área de EDUCAÇÃO. Portanto, o valor efetivo dos ativos a serem transferidos corresponde a aproximadamente 475 milhões.

Agora, devemos considerar os impostos incidentes sobre o ganho de capital. O negócio EDUCAÇÃO tem PL de aproximadamente 250 milhões. Considerando, como custo aproximadamente 200 milhões, temos um ganho de capital de 275 milhões (475 - 200). Os impostos incidentes, IRPJ e CSLL, tem alíquotas de 25% e 9%, ou seja, 34% do ganho de capital (Impostos = 0,34*275 = 93,5 milhões).

Por aproximação vamos adotar impostos incidentes sobre a venda de 100 milhões. Descontados os impostos restarão líquidos para a SARAIVA cerca de 375 milhões nesta transação.

O endividamento líquido no negócio VAREJO é da ordem de 135 milhões. Com a ZERAGEM deste, sobram 240 milhões a título de caixa líquido.

Aí temos o grande potencial de ganho com esta ação. Dependerá do quanto deste caixa líquido vai ser distribuído.

Atualmente, excluindo-se as ações em tesouraria, o capital social é composto por 26,7 milhões de ações (soma das ordinárias e preferenciais).

Vamos aos potenciais proventos, considerando algumas situações:

A) 240 milhões distribuídos (9,00/ação em dividendos) ... PL Remanescente de 375 milhões (14,00/ação)
B) 200 milhões distribuídos (7,50/ação em dividendos) ... PL Remanescente de 415 milhões (15,54/ação)
C) 150 milhões distribuídos (5,62/ação em dividendos) ... PL Remanescente de 465 milhões (17,40/ação)

Entendo que a situação A) seja a mais plausível: os controladores venderam o supra-sumo da CIA porque querem botar a mão no dinheiro e não enterrá-lo no difícil negócio do VAREJO. Não obstante uma farta distribuição com os acionistas recebendo 9,00/ação em dividendos, a dívida líquida seria ZERO e a CIA ficaria com 14,00/ação a título de PL para queimar ou frutificar.

Por fim, resta concluir se sou eu o louco com essas conjecturas ou é o mercado que está nos dando uma BAITA oportunidade ao negociar a ação por cerca de R$6,00 ????? (o dinheiro já está sobre a mesa, basta o CADE autorizar a transação)

Por favor, aguardo comentários.
299680 - paulo_prof - 22/Jun/2015 23:36
Se a minha planilha estiver correta, a situação da SLED é a seguinte:

dívida líquida: R$ 708 milhões
ebitda dos últimos 12 meses: R$ 71 milhões
relação dívida líquida / ebitda anual: 9,9 !!!!

Isto é claramente insustentável !!! Mesmo em seu melhor exercício (2012), a SLE gerou um fluxo de caixa medido pelo ebitda de R$ 183 milhões, o que daria uma relação dívida líquida/ebitda de 3,9, valor acima do que seria considerada uma condição ... saudável!

Se os Recebíveis do Cartão de Crédito forem considerados, a relação consolidada do endividamento líquido/ebitda anual seria 5,4.ao final do 1T15,

Por outro lado, se não me engano, em junho de 2013 a Saraiva investiu algio na faixa dos R$ 30 milhões na Editora Erica ... Em consequência, a mordida do Leão deverá ser bem maior do que aquela que vc está estimando ...

Suspeito que, considerando as condições de endividamento e capacidade atual de geração de caixa, a oferta para a aquisição da Editora Érica tenha sido irrecusável ...

De qualquer forma, mesmo com uma mordida bem maior do Leão, acho que haveria margem para uma distribuição generosa de proventos!

299718  - manguito - 23/Jun/2015 16:22
Muito obrigado pelas sábias considerações, Prof Paulo.

Quanto à questão da dívida líquida, ratificando suas considerações: No RELEASE do 1T15, a CIA consigna os recebíveis de cartão de crédito, no montante de 325 mi, como disponibilidades (Pág 8, Tabela 8 do Release). Daí, a SARAIVA quantificar o valor de sua dívida líquida no valor de 386 mi e não de 708.

299730  - paulo_prof -  23 Jun 2015, 18:43
Sim ... mas para o ebitda pífio dos últimos 12 meses (R$ 71 milhões), mesmo uma dívida líquida de R$ 386 milhões é excessiva ... O 2o. trimestre dos exercícios tem sido, de longe, o pior !!! Nos últimos 5 anos, o ebitda do 2T foi negativo em 22 milhões em 2010 e 2011, negativo em R$ 25 milhões em 2012; negativo em R$ 39 milhões em 2013 e negativo em R$ 44 milhões no ano passado.

No ano passado, também, a empresa conseguiu postar um ebitda de R$ 111 milhões, dentro do guidance! Este ano, entretanto, o resultado do 1T15 foi um desastre (o ebitda gerado foi de apenas R$ 70 milhões, quando no 1t14 havia sido de R$ 110 milhões).

Não faço ideia do ebitda que a administração da empresa projeta para 2015. Mas pode ser que o endividamento líquido diante do ebitda a ser gerado no curto e médio prazos tivesse sido considerado excessivo ... e a venda da Editora ter vindo a calhar para reduzir substancialmente este endividamento.

Confessando não saber direito o que realmente foi vendido, prefiro considerar a "pior" hipótese, supondo que o patrimônio que foi vendido tenha custado apenas R$ 30 milhões, e a dívida seja também da ordem de R$ 30 milhões, a mordida do Leão seria de aprox. R$ 225 milhões e o valor líquido a ser incorporado ao patrimônio algo no entorno dos R$ 440 milhões.

Supondo, ainda, um ebitda anual super pífio de R$ 70 milhões e um endividamento líquido de 3 vezes este ebitda, ou R$ 210 milhões, bastariam aprox. R$ 150 milhões da receita líquida para "fechar" as contas, sobrando ainda aprox. R$ 290 milhões para o que der na telha do administrador!!!

De qualquer forma, acho que no exercício de 2015 deverão ser distribuídos no mínimo uns R$ 125 milhões, ou R$ 4,65/ação !!!

O risco de uma aposta hoje em SLED4, portanto, parece bastante baixo! 
                                                                                           ▲                                                                      ▲
299431  - dusteffen  -  18 Jun 2015, 17:14
Página virada: Saraiva vende editora e vai focar varejo


A Saraiva, que ontem fechou o dia valendo 130 milhões de reais na Bovespa, acaba de vender sua editora e sistemas de ensino para a Abril Educação por 725 milhões de reais.

A partir de agora, a Saraiva passa a ser uma empresa de varejo puro, dona de uma rede de livrarias que tem 112 lojas, faturamento líquido de 1,8 bilhão de reais e EBITDA de 35 milhões de reais.

A decisão difícil mas acertada da família Saraiva quebra um tabu a respeito da inércia de empresas familiares, ao mesmo tempo em que cria valor relevante para os acionistas em um ativo que o mercado não precificava.

Os investidores sempre viram a Saraiva como uma empresa híbrida, que misturava um negócio que muitos consideram em franca decadência (livrarias físicas), outro de alto crescimento (vendas online) e um terceiro negócio de margens voláteis e dependente de escala (a editora).logo-livraria-saraiva-e1346831070774

Em janeiro, a Saraiva havia mandatado a Goldman Sachs para buscar alternativas. O endividamento do grupo estava em 5,5 vezes sua geração de caixa e sua ação havia implodido no ano passado.

Ao mesmo tempo, os mercados de editoração e sistemas de ensino estão aquecidos, com ativos negociando a múltiplos suculentos.

Como parte deste processo, a companhia conversou com investidores estratégicos, dentro e fora do Brasil, bem como fundos de private equity.

No final, a Saraiva, que negociava ontem a meros 6x EV/EBITDA 2014, vendeu a editora e os sistemas de ensino por 9,2x EV/EBITDA. A Abril Educação, controlada pela Tarpon, passa a deter os selos Saraiva, Atual, Formato, Benvirá e Caramelo, bem como os sistemas de ensino Ético e Agora.

Para a família, trata-se de uma volta às origens. A história da Saraiva começou com uma livraria em São Paulo há exatos 100 anos; a editora veio depois.

Agora capitalizada, a Saraiva tentará voltar ao nível de rentabilidade que tinha em 2012 no negócio de livrarias: um EBITDA de 100 milhões e um retorno sobre o capital investido (ROIC) de 12%.

O primeiro passo já está sendo dado internamente. Eneas Pestana, que se tornou consultor da Saraiva há cerca de três meses e tem 10 pessoas trabalhando dentro da empresa, acabou de apresentar ao conselho de administração um diagnóstico do que tem que ser feito na companhia.

A Abril Educação fará um call com seus investidores ao meio-dia e a Saraiva, às 2:30 da tarde.

Por Geraldo Samor
http://veja.abril.com.br/blog/mercados/varejistasempresas-de-consumo/pagina-virada-saraiva-vende-editora-e-vai-focar-varejo/

297316  - slf17  -  15 Mai 2015, 00:50
SARAIVA ( SLED4 )

DESTAQUES GRUPO SARAIVA – 1T15

 A Receita Líquida consolidada totalizou R$626,8 milhões no 1T15 (-7% vs 1T14).
 O Resultado Bruto consolidado atingiu R$285,1 milhões no 1T15 (-10% vs 1T14).
 O EBITDA consolidado totalizou R$69,7 milhões no 1T15 (-37% vs 1T14).

 O lucro líquido consolidado somou R$25,1 milhões no 1T15 (-55% vs 1T14).

 Contratação de operações de financiamento, com prazos entre 1 e 3 anos, cujo montante representa cerca de 55% dos vencimentos de curto prazo.
A estratégia de alongamento dos prazos de vencimento implementada no 1T15, aliada às respectivas liberações das próximas tranches pelo BNDES, resultará na melhora do perfil da dívida.
 Implantação do Orçamento Matricial, com foco na racionalização das despesas, com o apoio da Consultoria Gradus. Contratação da consultoria Enéas Pestana & Associados para auxiliar, em conjunto com os executivos da Saraiva, no
processo de reestruturação da Unidade de Negócios Varejo.

A SARAIVA tem 28,6 milhões de acoes
Lucro no 1TRI/15. : R$ 25,1 milhões

293843 - Ewald3  -  02 Abr 2015, 04:19
OK,Mestre. Entendido. Realizarei parcela da boa bocada que fiz após suas explanações.Entretanto, apesar de não vislumbrar drivers próximos, tb não consigo visualizar em seu balanço razão tão pronunciada para tamanha penalização. Por que não se poderia considerar o ano passado um fundo de poço? Na realidade, pq deve-se imaginar que a empresa seguirá prozudindo resultados piores aos do ano passado? O sujeito que havia prometido mundos e fundos e um guidance excessivamente ambicioso já foi defenestrado e a mepresa parece ter voltado à realidade.....

Ewald ...

hoje a SLED4 está sendo negociada a um P/L = 26,11; P/VPA = 0,32 e DY = 1,35%.

Em relação aos resultados de 2013, os de 2014 só foram melhores no 4T:

Lucro líquido POSITIVO do 1T14 sobre o lucro líquido do 1T13: -10,36%
Lucro líquido NEGATIVO do 2T14 sobre o lucro líquido do 2T13: +12,27%
Lucro líquido NEGATIVO do 3T14 sobre o lucro líquido do 3T13: +30,70%
Lucro líquido POSITIVO do 4T14 sobre o lucro líquido do 4T13: +91,23%

Lucro líquido POSITIVO de 2014 sobre o lucro líquido de 2013: -55,82%

Pergunto a vc ... o que vc acha que vai dar no 1T15 e no 2T15? Resultados melhores ou piores do que aqueles de 2014?

O que vc acha que vai ocorrer com o preço de SLED4? Por exemplo, onde vc acha que estará o preço, digamos, no dia 27ABR, uns 10 dias antes da divulgação dos resultados do 1T15? Qual é a maior probabilidade? Uma cotação abaixo ou acima da atual?

Há um ÚNICO indicador que pode ser considerado "exagerado" ... o P/VPA = 0,32! Mas este não é um privilégio da SLED4 ... há vários ativos com resultados muito melhores do que os da Saraiva e que estão sendo igualmente castigados !!!

Eu espero resultados ainda piores no 1T15 e 2T15 do que aqueles obtidos no exercício passado. Por outro lado, não há drivers de curto prazo a levantar o preço do papel. Os JCPs de 2014 (suculentos em relação ao preço) já foram distribuídos e nada (do ponto de vista da do acionista) deverá acontecer antes de dezembro de 2015.

SLED4
PREÇO R$ 5,63
PAYOUT (histórico) 35%%

P/L 26,11
P/VPA 0,32
PSR 0,07
DY 1,34%
EV/EBITDA 5,58
MARGEM BRUTA 40,8%
MARGEM OPERACIONAL -0,1%
MARGEM LÍQUIDA 0,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,216
MARGEM EBITDA 4,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 169,6%
ROE 1,22%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,37

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2014 vs 2013
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 6,14%
RESULTADO BRUTO +2,5586%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -80,10%
RESULTADO OPERACIONAL passou de positivo para negativo
RESULTADO LÍQUIDO -55,82 (não fosse um IR/CS negativo teria sido prejuízo)
EBITDA 17,26%

b) 4T14 vs 4T13
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +0,44%
RESULTADO BRUTO -5,05%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +133,11%
RESULTADO OPERACIONAL +226,73%
RESULTADO LÍQUIDO +91,23%
EBITDA +104,17%

c) lucro (taxa média anual)
UA -55,82%
U2A -72,67%
U3A -55,41%

d) patrimônio líquido médio
UA -6,74%
U2A -0,39%
U3A 3,23%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 2,16

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +25,0%

293386  - paulo_prof  -  29 Mar 2015, 18:28
Acho que não dá para colocar todos os ativos do setor num mesmo saco ... acho que está mais para ... cada caso ser um caso! ...

No caso específico da SLED4, o P/L é alto porque o L é ridiculamente baixo ... ou seja, mesmo com um P que é apenas pouco mais de 30% do VPA = R$ 17,70, o LPA (R$ 0,216) é tão baixo que a razão P/L explode!

Como vc pode observar em minha postagem anterior, no dia 20MAE2014, o preço era R$ 19,80, para LPA = R$ 0,460 e o P/L = 43,00. Um ano antes, em 22MAR2013, P/L = 9,73 para um preço de R$ 26,50 e LPA = R$ 2,723.

Para o mercado, o "normal" seria o LPA da SLED4 ser algo ma faixa dos R$ 2,60. Nesta faixa, o ROE seria da ordem de 15% e a SLED4 seria negociada a um P/L na faixa de 10 e P/VPA = 1,5.

Na medida em que o LPA (e ROE) caem violentamente, o preço tem que acompanhar, mas o preço cai menos do que o LPA ... em consequência o P/L tem que aumentar.

293370  - paulo_prof  -  28 Mar 2015, 19:40
Ewald ...

hoje a SLED4 está sendo negociada a um P/L = 26,11; P/VPA = 0,32 e DY = 1,35%.

Em relação aos resultados de 2013, os de 2014 só foram melhores no 4T:

Lucro líquido POSITIVO do 1T14 sobre o lucro líquido do 1T13: -10,36%
Lucro líquido NEGATIVO do 2T14 sobre o lucro líquido do 2T13: +12,27%
Lucro líquido NEGATIVO do 3T14 sobre o lucro líquido do 3T13: +30,70%
Lucro líquido POSITIVO do 4T14 sobre o lucro líquido do 4T13: +91,23%

Lucro líquido POSITIVO de 2014 sobre o lucro líquido de 2013: -55,82%

Pergunto a vc ... o que vc acha que vai dar no 1T15 e no 2T15? Resultados melhores ou piores do que aqueles de 2014?

O que vc acha que vai ocorrer com o preço de SLED4? Por exemplo, onde vc acha que estará o preço, digamos, no dia 27ABR, uns 10 dias antes da divulgação dos resultados do 1T15? Qual é a maior probabilidade? Uma cotação abaixo ou acima da atual?

Há um ÚNICO indicador que pode ser considerado "exagerado" ... o P/VPA = 0,32! Mas este não é um privilégio da SLED4 ... há vários ativos com resultados muito melhores do que os da Saraiva e que estão sendo igualmente castigados !!!

Eu espero resultados ainda piores no 1T15 e 2T15 do que aqueles obtidos no exercício passado. Por outro lado, não há drivers de curto prazo a levantar o preço do papel. Os JCPs de 2014 (suculentos em relação ao preço) já foram distribuídos e nada (do ponto de vista da do acionista) deverá acontecer antes de dezembro de 2015.


SLED4
PREÇO R$ 5,63
PAYOUT (histórico) 35%%

P/L 26,11
P/VPA 0,32
PSR 0,07
DY 1,34%
EV/EBITDA 5,58
MARGEM BRUTA 40,8%
MARGEM OPERACIONAL -0,1%
MARGEM LÍQUIDA 0,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,216
MARGEM EBITDA 4,9%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 169,6%
ROE 1,22%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,37

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2014 vs 2013
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 6,14%
RESULTADO BRUTO +2,5586%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -80,10%
RESULTADO OPERACIONAL passou de positivo para negativo
RESULTADO LÍQUIDO -55,82 (não fosse um IR/CS negativo teria sido prejuízo)
EBITDA 17,26%

b) 4T14 vs 4T13
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +0,44%
RESULTADO BRUTO -5,05%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +133,11%
RESULTADO OPERACIONAL +226,73%
RESULTADO LÍQUIDO +91,23%
EBITDA +104,17%

c) lucro (taxa média anual)
UA -55,82%
U2A -72,67%
U3A -55,41%

d) patrimônio líquido médio
UA -6,74%
U2A -0,39%
U3A 3,23%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 2,16

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +25,0%

256861  - paulo_prof  -  08 Mai 2014, 00:29
quem te viu ... e quem te ve !!!

Como é de conhecimento da maioria, a SLED é uma empresa "sazonal", com o melhor resultado no 1T, seguido do 4T ... com o 2T+3T no prejuízo ...

Um bom resultado anual é obtido quando o prejuízo do 2T_3T é minimizado e quando o lucro do 4T+1T é maximizado. Ocorre que o 2T+3T de 2013 foi o pior da história, com um prejuízo de mais de R$ 60 milhões ... Como se isto não bastasse, o resultado do 4T13 foi também o pior dos 4Ts da história, com lucro de apenas R$ 12 milhões.

Com 3 trimestres seguidos de péssimos resultados não há Cristo que resolva ... embora o resultado do 1T14 tenha sido inferior ao do 1T13, os comprados no ativo podem almejar dias melhores, pois a recuperação em relação aos trimestres anteriores é visível ...

SLED4
PREÇO: R$ 16,82
PAYOUT (2013): 192%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 85,92
P/VPA 0,98
PSR 0,25
DY 2,23%
EV/EBITDA 8,51
MARGEM BRUTA 42,0%
MARGEM OPERACIONAL 0,0%
MARGEM LÍQUIDA 0,3%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,230
MARGEM EBITDA 4,1%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 75,9%
ROE 1,14%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,53

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,68%
RESULTADO BRUTO +7,23%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +34,89%
RESULTADO OPERACIONAL -100,43%
RESULTADO LÍQUIDO -92,35%
EBITDA -52,66%

b) 1T14 sobre 1T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +9,40%
RESULTADO BRUTO +7,50%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +95,84%
RESULTADO OPERACIONAL -11,30%
RESULTADO LÍQUIDO -10,36%
EBITDA -3,61%

c) lucro líquido, nominal
UA -92,35%
U2A -70,05%
U3A -53,17%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 3,07%
U2A 6,98%
U3A 8,30%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 2,30

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +56,0%

247167  - paulo_prof  -  21 Mar 2014, 01:33
Nos últimos 5 exercícios:

payout médio = 67,89%
taxa anual média de crescimento nominal do lucro líquido = -29,08%
taxa anual média de crescimento nominal do ebitda = -5,18%
taxa anual média de crescimento nominal do patrimônio líquido médio = 9,83%
ROE médio = 12,25%

SLED4
PREÇO: R$ 19,80
PAYOUT (2013): 192%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 43,00
P/VPA 1,09
PSR 0,26
DY 4,46%
EV/EBITDA 8,34
MARGEM BRUTA 42,1%
MARGEM OPERACIONAL 0,5%
MARGEM LÍQUIDA 0,6%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,460
MARGEM EBITDA 4,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 86,5%
ROE 2,53%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,73

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,45%
RESULTADO BRUTO +7,56%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +1,92%
RESULTADO OPERACIONAL -90,31%
RESULTADO LÍQUIDO -83,09%
EBITDA -47,09%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +19,53%
RESULTADO BRUTO +17,03%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +11,49%
RESULTADO OPERACIONAL -87,31%
RESULTADO LÍQUIDO -73,81%
EBITDA -62,04%

c) lucro líquido, nominal
UA -83,09%
U2A -55,21%
U3A -40,24%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 6,38%
U2A 8,61%
U3A 9,68%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 4,60

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +10,5%

224168  - danieljoseaa  -  14 Nov 2013, 12:46
Acho que foi o monedsan que perguntou sobre SLED........

Sim tenho ainda......2° resultado consecutivo que não agrada, ainda não li, não tive tempo, mas, se não me engano, na "leitura dinâmica", rs, parece que a fatia da venda de livros para o programa do governo, não teve nenhuma parte dessa venda reconhecida nesse trimestre, diferentemente do que aconteceu no 3° tri de 2012, serão reconhecidas no 4° e no 1°........aliás, as vendas para o governo, que são o carro chefe da empresa, foram maiores que as do ano passado.

Vou manter, esperar os próximos 2 trimestres que costumam ser os "bons".


223881  - Assum_Montoro  -  13 Nov 2013, 20:16
SARAIVA Livreiros e Editores.

Mais um balde de água fria!!

PREJUÍZO

(22.297)

203555  - danieljoseaa  -  15 Ago 2013, 03:06
[...]
SLED4

Foi o que menos gostei........prejuízo já era certo, pela sazonalidade, porém não esperava que viesse maior que o do mesmo período do ano passado.
Mas, vem de resultados trimestrais bons, o anual de 2012 foi muito acima de 2011, o resultado do 1° tri deste ano veio muito forte, ainda vou ler o release.
[...]

188252 - Jorge Tomaz - 01/06/2013 20:27
citação: davilar
Uma dúvida: SLED4 pertence tanto ao grupo de varejo quanto ao grupo de "qualidade" nosso, a lá HBOR EZTC PRBC4 BBAS3 etc.... Ambos grupos caem bem. Ela tb subiu bem nos últimos meses. Hora de dar uma puladinha fora ? (ps. eu ja estou fora)
Davilar,
Uma opinião. Não sei dizer se SLED4 pertence ao grupo de “qualidade”, mas pensei em aumentar posição há um tempo atrás. O medo da Amazon me fez deixar isso de lado. Quando vi que já tinha passado os R$ 30,00 achei que tinha perdido o bonde, mas agora não acredito nisso.
No 3T11 tinhamos .........P/L=9,42......P/VPA=1,63
Hoje pelo Fundamentus P/L=11,56 e P/VPA=1,70
Em 02/03/12 pelo Guia Invest tinhamos um Preço justo=29,49 e Margem de Segurança=18,9% (quando entrei).
Hoje temos para o P=34,20 um Preço justo=91,33 e Margem de segurança=167%.

No último domingo ouvi a teleconferência. Os caras continuam falando em melhorar a eficiência da empresa, ou seja, as margens devem melhorar mais (não olhei as margens só estou citando o que ouvi).

Me parece que a busca de eficiência da empresa tem mantido a mesma barata, ou pelo menos não tão cara quanto parece. Depois dessa valorização recente é provável uma correção, mas na dúvida comprei uma mereca essa semana. Assim como PRBC4, SAPR4 e CGRA4. 
Acho que passou meio despercebido o balanço da Saraiva por aqui. Me lembro bem dos comentários do Small e do Daniel Rodrigues quando ela ainda estava nas vizinhanças dos R$19,XX. As análises do Daniel apontavam para alguns aspectos que já estão ocorrendo: 1) recuperação da rentabilidade do segmento de varejo, pois a empresa percebeu que era uma furada embarcar na guerra de preços do segmento de varejo eletrônico; 2) recuperação da margem líquida, que era pífia e agora já se recupera; 3) a superação do problema da sazonalidade do negócio que prejudica os resultados do 2T e 3T; 4) a redução dívida líquida/EBITDA. A minha impressão que ficou desse balanço é que a Saraiva está voando. São e-books, videoaulas, sistemas de ensino, eletrodomesticos, informatica, livros, dvd, editora, etc. Os caras vendem de tudo e estão ganhando share. Realmente, Small e Daniel Rodrigues estão demais. O preço da ação não deixa mentir... Acho que apesar dos múltiplos mais salgados, e tendo Krotons, Anhangueras, e segmento varejista com seus preços na lua, a SLED4 ainda está apetitosa :)
Estou com a mesma impressão, amigo higorg!
Depois do balanço, aumentei 50% da posição, batendo 10% da minha carteira. 

Olha, neste trimestre ando percebendo que chegamos a um clímax de "choque de expectativas". Vou tentar traduzir.

A empresa começa a evoluir depois de algum tempo com o papel estagnado (GRND, PTBL, BEMA, CGRA - essa última tá barata demais). Subitamente, o papel bomba por meses, com o Sr. Mercado acostumado com resultados crescentes de lucros de 20% no LL, todo trimestre. Aí, depois de certo tempo, o Sr. Mercado "sabe" como virá o próximo resultado. Estando mal acostumado, o Sr. Mercado acha normal mais um resultado de +20% no LL e aproveita pra realizar tudo no dia do resultado."Quero sair desse papel na máxima" - diz o Sr. Mercado, ou seja, no dia da divulgação de mais um resultado explosivo. Sr. Mercado acha que a paixão foi boa, houve noites de verão inesquecíveis mas ele n acredita que a empresa possa manter aquele ritmo "caliente" por muito tempo...

Ou seja, aquela bombação que acontece no dia da divulgação de um bom resultado trimestral surpreendente (por exemplo, no 1T13 foi BAUH4 ou BGIP4...) é diluída meses antes da divulgação do resultado. Aí, a data de realização é certa: o dia do próximo resultado ("supostamente todo mundo anda tão feliz com a empresa que ninguém vai notar se eu pular fora agora" - Sr. Mercado). Graham nos ensina que toda mamata, um dia, acaba. Ele explica bem isso naquele fenômeno de janeiro, qdo os preços incham/inchavam e o pessoal aproveita pra desovar. Com o tempo essa pratica veio caindo, caindo... O mesmo ocorre aqui com essas desabadas nos dias de resultado.

Algo mais intenso acontece qdo a empresa rateia na expectativa do Sr. Mercado. Isso aconteceu com PFRM e VLID no ano passado. Esperavam um resultado ultra-fodônico que não veio. Aí aquela vontade de sair correndo na máxima da véspera é amplificada. Mas só esqueceram que a profarma comprou aquelas outras drogarias pro meio/final do 1T13...elas devem começar a fazer mais efeito no 2T13 m diante....inclusive o que derrubou a profarma foram "Despesas Financeiras" - fruto desse negócio que ainda n vingou - e "Outras Despesas" que não pesquisei o que foram...

Tendo em vista isso tudo aí acima, veja só o que aconteceu com EZTC, HBOR, SLED. Nessas o Sr. Mercado não considera que há uma paixão qualquer. É um relacionamento mais sério, ele é confiante na empresa.

Acho que o Sr. Mercado viu que essa história de tentar fugir na máxima prevista por ele (dia do resultado) é errada e vai parar com esse comportamento no 2T13. Acho.

Resumindo tudo aí acima, aplica-se aquela máxima: "Compra no boato, vende no fato"

Boato: Notícia, Relatório reservado, expectativa de um resultado fodônico.
Fato: Não concretização ou falta de conhecimento da notícia por meses, divulgação de resultados fodônicos já esperados.

Estou tentado a aumentar também. Hoje representa uns 5% da carteira. Uma coisa que estou observando na Saraiva (e que o Peter Lynch usava a todo momento), é notar a qualidade dos produtos vendidos e, nesse caso, das lojas físicas que a cada dia ficam mais luxuosas e espaçosas (até cafeterias de griffe e sofás têm), com amplos estoques e utilizando um "conceito" de livraria (semelhante ao da Livraria Cultura). Isto é, o produto é de qualidade e atrai um mercado consumidor com enorme potencial de expansão. É só ver o aumento do número de matrículas no ensino superior, sem contar o acesso à educação primária. Por isso, discordo do Marcos Elias, que disse que ninguém lê no Brasil e nem compra livro e que a Saraiva era furada. Será?

185303  - paulo_prof  -  15 Mai 2013, 03:50
SLED4
PREÇO: R$ 32,55
PAYOUT (2012): 33,7%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 11,95
P/VPA 1,59
PSR 0,48
DY 2,82%
EV/EBITDA 4,54
MARGEM BRUTA 43,7%
MARGEM OPERACIONAL 5,5%
MARGEM LÍQUIDA 4,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,723
MARGEM EBITDA 10,0%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 65,5%
ROE 13,31%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,76

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses anteriores, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +2,37%
RESULTADO BRUTO +2,33%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -34,58%
RESULTADO OPERACIONAL +15,72%
RESULTADO LÍQUIDO +17,24%
EBITDA +1,35%

b) 1T13 sobre 1T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,94%
RESULTADO BRUTO =8,55%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -36,11%
RESULTADO OPERACIONAL +14,80%
RESULTADO LÍQUIDO +14,82%
EBITDA +8,86%

c) lucro líquido, nominal
UA 17,24%
U2A 15,85%
U3A 15,93%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 11,04%
U2A 11,02%
U3A 11,17%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 34,04

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -1,0%

185193  - ZOTTI  -  14 Mai 2013, 22:22
SLED4 veio bom.
LL 15% maior que no ano passado.
http://www.rad.cvm.gov.br/enetconsulta/frmGerenciaPaginaFRE.aspx?CodigoTipoInstituicao=1&NumeroSequencialDocumento=27373

174909  - danieljoseaa  -  22 Mar 2013, 19:22
Acabei de assistir a teleconferência da SLED4, gostei bastante da evolução do varejo, o LL dessa divisão pulou de 7 milhões em 2011 para mais de 20 milhões em 2012...........cada vez mais o varejo(lojas físicas e comércio eletrônico) vai aumentando a fatia na lucratividade da companhia.........aumento das margens, inauguração de 6 novas mega stores previstas para 2013.......posição mantida com boas perspectivas para 2013.......vamos acompanhando.

174743 - paulo_prof -  22 Mar 2013, 04:03
SLED4
PREÇO R$ 26,50
PAYOUT (2012) 33,7%

P/L 9,73
P/VPA 1,45
PSR 0,39
DY 3,47%
EV/EBITDA 3,86
MARGEM BRUTA 43,7%
MARGEM OPERACIONAL 5,5%
MARGEM LÍQUIDA 4,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,723
MARGEM EBITDA 9,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 57,6%
ROE 14,93%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,75

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 1,83%
RESULTADO BRUTO +4,55%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -23,62%
RESULTADO OPERACIONAL 17,96%
RESULTADO LÍQUIDO 18,62%
EBITDA 5,79%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -5,11%
RESULTADO BRUTO -6,08%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -40,29%
RESULTADO OPERACIONAL -4,05%
RESULTADO LÍQUIDO -3,13%
EBITDA -8,99%

c) lucro (taxa média anual)
UA 18,62%
U2A 12,34%
U3A 13,26%

d) patrimônio líquido médio
UA 10,88%
U2A 11,36%
U3A 11,01%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 34,04

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -5,5%

danieljoseaa
Small, ainda tem SLED4, gostou do resultado, ou achou "meia boca" ??
174694 - small caps -  22 Mar 2013, 02:27
Gostei do balanço, especialmente da melhora visível no varejo...
A queda se deu em razão da base de comparação, uma vez que há forte influência de venda de livros para o governo no quarto trimestre e este era um dos ciclos que a empresa é mais fraca (vendas ao ensino fundamental), pois ela é mais forte no ensino médio. A diferença de venda foi representativa. E a editora é a que tem as margens mais robustas.
As minhas ficam mantidas intactas: P/L abaixo de 10, proventos em crescimento ano a ano, P/EBITDA baixo e retomada das margens.


SLED4

Saraiva tem lucro 3,1% menor no quarto trimestre
Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)
21/03/13 20:05


A companhia obteve um aumento nos negócios de varejo, em que a receita cresceu 5,3% no trimestre. Já na editora, o faturamento foi 22,9% menor.

A livraria Saraiva obteve lucro líquido de R$ 45,8 milhões no quarto trimestre de 2012, uma redução de 3,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A companhia obteve um aumento nos negócios de varejo, em que a receita cresceu 5,3% no trimestre. Já na editora, o faturamento foi 22,9% menor.

No total, a receita líquida da empresa atingiu R$ 615,8 milhões durante o quarto trimestre, redução de 5,1% frente a igual período de 2011.

A editora viu uma redução nas vendas para o setor público, que registraram queda de 42% no quarto trimestre. No mercado privado, as vendas líquidas cresceram 16% no mesmo período.

"As vendas da editora são influenciadas pelo ciclo de compras de livros didáticos do Governo Federal, no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)", justificou a companhia no informe do balanço.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 9% no trimestre, para 77,2 milhões.

Em 2012, o lucro líquido totalizou R$ 77,0 milhões, 18,6% superior aos R$ 64,9 milhões obtidos em 2011.

164471 - paulo_prof -  24 Jan 2013, 14:52
Citação: 2Rath
Citação: 2Rath
Small e Prof,
Como vocês avaliam o potencial da SLED4? Tenho ela em carteira visando justamente os dois próximos balanços, mas vi que ela anda um pouco esquecida aqui no fórum.
Obrigado.
Ajuda ae, tô entre ficar com ela pros balanços ou comprar mais Oi perto dos 8 reais...
Na minha opinião, o risco de manter a SLED4 é muito baixo. Muito provavelmente, o preço que o mercado está pagando está bastante abaixo do "preço justo", especialmente considerando tratar-se de uma empresa do setor de varejo, com resultados em trajetória crescente.
[...]

159077 - DANIELBOSSAN -  03 Dez 2012, 16:27
Sim, também acho, mas como sou de comprar sempre ao final do pregão e não movimento um tostão sequer durante o dia, a não ser quando compro para deixar na carteira para longo prazo, fico tranquilo.

Na última semana o volume foi bem expressivo e me chamou atenção. A Saraiva vem de um aumento do ebitda importante na área gráfica e de editoração. Vai abrir lojas em shoppings importantes e está ampliando canais de venda como através do Walmart por exemplo.

O último balanço dela me atraiu. O corte de despesas tem assinalado que investi em uma empresa séria, pelo menos até por enquanto. Não assisti a teleconferência.

Possuo percentual pequeno e Saraiva e ele é para longo prazo, nesta parte da carteira não mecho, mas na outra onde faço uns trades curtos, creio que dê para tirar o dinheiro da coca-cola depois da análise gráfica de semana passada.

157155 - paulo_prof -  15 Nov 2012, 02:31
SLED4
PREÇO: R$ 24,60
PAYOUT (2011): 38,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses:
P/L 8,86
P/VPA 1,42
PSR 0,36
DY 4,32%
EV/EBITDA 4,17
MARGEM BRUTA 43,8%
MARGEM OPERACIONAL 5,5%
MARGEM LÍQUIDA 4,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,775
MARGEM EBITDA 9,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 70,5%
ROE 16,07%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,86

Taxas de Crescimento dos Resultados dos 9M12 em relação aos Resultados dos 9M11:
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 5,5%
RESULTADO BRUTO +10,3%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -16,1%
RESULTADO OPERACIONAL +63,9%
RESULTADO LÍQUIDO +76,3%
EBITDA +20,1%

Taxas de Crescimento dos Resultados dos 3T12 em relação aos Resultados dos 3T11:
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -10,1%
RESULTADO BRUTO +3,4%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -35,9%
RESULTADO OPERACIONAL +982,7%
RESULTADO LÍQUIDO passou de negativo para positivo
EBITDA +18,2%

Taxas Anuais Médias de Crescimento Nominal
a) do lucro líquido:
UA 21,22%
U2A 29,13%
U3A 9,04%

b) do patrimônio líquido médio
UA 10,69%
U2A 11,90%
U3A 10,93%

Taxa anual média REAL de crescimento do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária durante os próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e desconto anual real de 8% seja IGUAL ao preço atual: -11,5%

156877 - small caps -  14 Nov 2012, 01:55
[...]
SLED poucos esperavam lucro líquido...
[...]

156840 - small caps -  14 Nov 2012, 01:04
Exato, estancaram a briga irracional no segmento de comércio eletrônico... focaram em margens... estratégia adequada, a meu juízo.

156766 - Rafiusk_ro -  13 Nov 2012, 22:26
SARAIVA

Lucro Líquido – No 3T12, o Grupo Saraiva atingiu lucro líquido de R$ 6,1 milhões, contra prejuízo de R$ 0,3 milhão no 3T11. O lucro líquido consolidado alcançou R$ 31,3 milhões nos 9M12, contra R$ 17,7 milhões em igual período do ano anterior, compondo um aumento de 76,7% (+R$ 13,6 milhões).

156735 - danieljoseaa -  13 Nov 2012, 21:27
Incrível........Saraiva conseguiu ter lucro no 3° trimestre....6,1 milhões contra um prejuízo de pouco menos de 1 Milhão no 3° tri de 2011.

Lucro dos 9 meses de 2012, cerca de 31 MI, contra 17 Mi nos 9 meses de 2011.......76% MAIOR!

156734 - GARUDA20 -  13 Nov 2012, 21:25
SLED!!

Carajo!!

LL 6mi, reverte preju!

155853 - small caps -  09 Nov 2012, 01:59
Rodrigo, sobre SLED4, tem no buscador um material já:

http://advfn-reader.heroku.com/search?query=sled4&author=small+caps

Entre as postagens tem esta:

"Achei razoável o desempenho de SLED4.

O que mais gostei foi enfim uma evolução positiva na livraria. Reconhecem os desafios e já começam a melhorar as margens. Provavelmente estamos diante do ponto de inflexão.

Para entender melhor sobre a concorrÊncia no varejo eletrônico, basta uma olhadinha no balanço do Submarino...

Destaco o seguinte trecho:

"Depois do significativo crescimento das operações do varejo, que atingiram o expressivo faturamento bruto de R$ 1,5 bilhão em 2011, a Livraria objetiva priorizar a melhora da rentabilidade para 2012, além do fluxo de caixa livre positivo que, por sua vez, representa um crescimento saudável e compatível com a geração de caixa própria. O objetivo para 2012 resume-se a elevar a rentabilidade da operação varejo com manutenção do patamar em montante da dívida líquida atual, representando uma relação dívida líquida/EBITDA inferior a
atualmente apresentada.
Diversas ações vêm sendo analisadas, e recentemente foi implantada uma série de medidas que, em conjunto com outras em estudo, serão determinantes para a alteração do patamar de rentabilidade. Neste contexto, podem ser mencionados como itens já implementados no 4º trimestre de 2011 a alteração da política
comercial, avaliando seletivamente descontos, fretes, gastos com mídia on line e condição de parcelamento dos produtos em todos os canais. Também vêm sendo analisadas e implementadas várias otimizações nas diversas linhas de despesas, a exemplo da abertura do novo centro de distribuição em Salvador (BA), que trará, além da redução dos custos logísticos, a melhora do atendimento ao cliente."

Tocaram em pontos que acho muito relevantes, foram coerentes com o que disseram na última teleconferência e enfim apresentaram um início de melhora de resultado na livraria.

Vale o acompanhamento e a manutenção em carteira, a meu juízo."

O lucro maior no quarto e no primeiro trimestre se deve especialmente a venda de livros para o Governo e ao varejo de natal no último trimestre do ano.

Já no primeiro trimestre, a lucratividade vem da venda de livros para os alunos que precisam compra-los. Ou seja, o melhor negócio deles é a editora.

152590 - paulo_prof -  18 Out 2012, 14:28
Citação: pppadv
O indicativo é que alguém vai tomar multa da CVM !
Do valor da firma, há que se abater as dívidas !
Citação: siriaco
SLED4 - Fundamentalista:
Dividendos da empresa no ano passado (ainda não teve data ex)
06/12/2011 0,8782
Preço sobre Valor Patrimonial:
1,6
Tx. de crescimento da Receita Líq (Últimos 5 anos):
21%
Além de tudo isso, após a reuters publicar a notícia a nível mundial e as empresas ainda não terem se pronunciado parece ser um bom indicativo.
Citação: siriaco
SLDE4 - SARAIVA.
Conforme consulta ao site da Bovespa, a firma possui os seguintes dados contábeis:
Valor da firma................: 1.130.450.000
Numero de ações em circulação.: 28.596.000
Por um cálculo simples, o preço justo das ações é de R$ 39,53. Sua cotação na bolsa não chega nem a R$ 30,00. Então, a ação me parece bem interessante. O que acham? Professor e demais membros do fórum?
O Ebitda Anual da empresa gira em torno dos R$ 200 milhões.

Não acredito que a Amazon pague mais do que 5 vezes o Ebitda anual, ou R$ 1 bilhão. Isto corresponde a aprox. R$ 36,00/ação. Mas a SLED4 tem somente 90% de tag along ... o que diminuiria o preço limite para algo em torno dos R$ 32,50.

152662 - small caps - 18 Out 2012, 18:07
Na real, o valor intangível das obras que a Saraiva possue é bastante alto. O meio em que será oferecido é importante, mas não o único fator a ser considerado. Não há tanta gente assim no Brasil que sabe ler outras linguas. Tem que se aliar a quem tenha um portfólio bastante rico.

144494 - uqaz -  14 Ago 2012, 21:57
A empresa divulgou prejuízo líquido de R$ 29,5 M no 2° trimestre de 2012, contra um lucro líquido de R$ 54,7 M no 1T12 e um prejuízo de R$ -29,0 M no 2T11. A receita líquida somou R$ 32,7 M neste trimestre, 78,6% menor que o 1° trimestre de 2012, que foi de R$ 152,7 M. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 31,9 M.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 69,2% contra 78,7% no primeiro trimestre de 2012 e 68,5% no mesmo período do ano passado.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 677,5 M, acréscimo de 14,3% em relação ao saldo no segundo trimestre de 2011. O patrimônio líquido atingiu a soma de R$ 482,2 M no segundo trimestre de 2012, o que representou uma variação de 10,1% em relação ao saldo no 2° trimestre de 2011.


132345 - paulo_prof - 17/Mai/2012 07:54
PREÇO: R$ 21,59
PAYOUT: 38,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 8,41
P/VPA 1,17
PSR 0,31
DY 4,55%
EV/EBITDA 3,50
MARGEM BRUTA 43,4%
MARGEM OPERACIONAL 5,3%
MARGEM LÍQUIDA 3,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,567
MARGEM EBITDA 9,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 67,3%
ROE 13,93%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,92

Taxas anuais médias nominais de crescimento
a) lucro líquido
UA 14,47%
U2A 15,28%
U3A 0,32%

b) patrimônio líquido médio
UA 10,99%
U2A 11,23%
U3A 11,48%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido necessária nos próximos 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD seja 1,3 vezes a cotação atual (perpetuidade real nula; taxa de desconto real de 8%): -4,5%

Taxas nominais de crescimento relativas ao 1T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,92%
RESULTADO BRUTO +17,28%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +21,84%
RESULTADO OPERACIONAL +17,49%
RESULTADO LÍQUIDO +16,33%
EBITDA +19,02%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO +10,47%
ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO +32,05%


122016 - small caps- 22/Mar/2012 21:20
Achei razoável o desempenho de SLED4.

O que mais gostei foi enfim uma evolução positiva na livraria. Reconhecem os desafios e já começam a melhorar as margens. Provavelmente estamos diante do ponto de inflexão.

Para entender melhor sobre a concorrÊncia no varejo eletrônico, basta uma olhadinha no balanço do Submarino...

Destaco o seguinte trecho:

"Depois do significativo crescimento das operações do varejo, que atingiram o expressivo faturamento bruto de R$ 1,5 bilhão em 2011, a Livraria objetiva priorizar a melhora da rentabilidade para 2012, além do fluxo de caixa livre positivo que, por sua vez, representa um crescimento saudável e compatível com a geração de caixa própria. O objetivo para 2012 resume-se a elevar a rentabilidade da operação varejo com manutenção do patamar em montante da dívida líquida atual, representando uma relação dívida líquida/EBITDA inferior a
atualmente apresentada.
Diversas ações vêm sendo analisadas, e recentemente foi implantada uma série de medidas que, em conjunto com outras em estudo, serão determinantes para a alteração do patamar de rentabilidade. Neste contexto, podem ser mencionados como itens já implementados no 4º trimestre de 2011 a alteração da política
comercial, avaliando seletivamente descontos, fretes, gastos com mídia on line e condição de parcelamento dos produtos em todos os canais. Também vêm sendo analisadas e implementadas várias otimizações nas diversas linhas de despesas, a exemplo da abertura do novo centro de distribuição em Salvador (BA), que trará, além da redução dos custos logísticos, a melhora do atendimento ao cliente."

Tocaram em pontos que acho muito relevantes, foram coerentes com o que disseram na última teleconferência e enfim apresentaram um início de melhora de resultado na livraria.

Vale o acompanhamento e a manutenção em carteira, a meu juízo.


122000 - paulo_prof - 22/Mar/2012 20:32
PREÇO: R$ 24,60
PAYOUT (2011): 38,3%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses

P/L         10,72
P/VPA  1,49
PSR        0,37
DY          3,57%
EV/EBITDA         4,25
MARGEM BRUTA            42,5%
MARGEM OPERACIONAL            4,7%
MARGEM LÍQUIDA         3,4%
LUCRO POR AÇÃO          R$ 2,295
MARGEM EBITDA           9,1%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO                80,8%
ROE       13,93%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,80

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA         6,39%   
U2A       10,67%
U3A       -3,41% 

b) do patrimônio líquido médio
UA 11,85%
U2A       11,07%
U3A       11,98%



Taxa de crescimento anual média real do lucro líquido durante 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10% seja 50% superior ao preço atual: +19%


121938 - Ikki de Phoenix - 22/Mar/2012 17:48
citação: danieljoseaa
Não mudou muita coisa....
Resultado do 4º Trimestre de 2011

A companhia divulgou lucro líquido de R$ 47,2 M no 4° trimestre de 2011, acréscimo de 0,4% em relação ao 4° trimestre de 2010, ante um prejuízo de R$ 47,1 M no 3T11. A receita líquida somou R$ 251,2 M no quarto trimestre de 2011, uma variação de 211,7% em relação ao trimestre ligeiramente anterior e aumento de 20,7% em relação ao 4° trimestre de 2010.

A margem bruta atingiu 58,38% neste trimestre contra 67,21% no 3° trimestre de 2011 e 62,85% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 18,81% no 4° trimestre de 2011.

Os ativos totais registraram o saldo de R$ 745,4 M, crescimento de 22,3% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido alcançou a soma de R$ 466,2 M neste trimestre, valor 9,8% superior ao saldo no mesmo período do ano anterior.



Bom resultado. Pena que a companhia não consegue manter o ritmo, se conseguisse teríamos um P/L abaixo de 5 e dividendos fora de série. Não dá pra lucrar dois trimestres e tomar prejuizo nos demais. Como diz o Small, é ativo pra manter numa carteira bastante diversificada. Se voltar aos 20,xx compro mais.


110484 - jotajotajr - 15/Jan/2012 11:43
Depois der ler as analises postadas até agora sobre sled4, gostaria de tecer alguns comentários sobre o "futuro" dos negócios da empresa.
Primeiramente a questão da mudança do marketing mix que ela tem feito durante os anos, saindo de uma simples livraria para uma mega-loja que pretende vender de "tudo", na maioria das vezes imbutindo um preço acima da concorrência. Realmente isso é um fato mas até que ponto a boa performance da economia brasileira esta favorecendo a possibilidade de praticar esses preços. O que eu quero dizer é: mudando o cenário econômico, a Saraiva estará preparada para manter suas margens através da administração da empresa? (melhores negociações com seus fornecedores, melhoria dos seus processos, diminuição dos custos variáveis etc)

O segundo ponto é questão dos livros digitais. Os livros físicos so vão acabar se as editoras e o próprio varejo quiser. Quem aqui já se interessou em comprar livros digitais no Brasil deve ter ficado abismado com o que viu. Há que se investir muito em desenvolvimento e infra estrutura em tecnologia pra coisa chegar perto de ser interessante para o consumidor. Hj mesmo êh fácil vc achar livros digitais no app da saraiva mais caros que na própria loja da Saraiva. Sem contar a facilidade de piratear os livros.


A própria chegada da amazon não me parece grandes coisa coisa. Aposto que vão fazer como as montadoras fazem com o mercado automotivo nacional.


110379 - small caps - 13/Jan/2012 22:39
SLED4, só para pensar um pouquinho:
Vão ficar vendo a bagaça da venda de livros acabar?

Bem me lembro que iam acabar como a telefonia fixa e o setor de cartões?

Nananinanom!

Pensem nisso:

Receita líquida em 2005: menos de R$ 500 milhões
Receita líquida em 2010: já ultrapassa R$ 1,5 bi e galopa para chegar em breve aos R$ 2 bi anuais.

Lucro líquido em 2004: menos de R$ 20 milhões
Lucro líquido em 2010, mesmo com a montueira de despesas bem citadas por aqui: R$ 60 milhões.

Não me parece uma empresa esperando o fim do mundo para os livros chegar. Saraiva hoje não é apenas LIVROS. Já deram um pulinho no site? Já viram que vendem muiiiiiita coisa diferente disto... acho que até viagens e filmes para locação...?

Livro digital? Também vende. Eu indico este aqui ó:
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3373328/investindo-em-small-caps/
:)

E meu amigo Roger já tratou desta empresa assim ó:
http://www.acaoereacao.net/

Depois de mais de 50% de queda, acredito que a conclusão dele seria diferente.

Um FATO RELEVANTE, no entanto: as melhores oportunidades ainda estão no setor de bancos médios. Porém, diversificar é um antídoto poderosíssimo quanto à possibilidade de estar errado. Aqui, a meu Juízo, é um jogo de soma positiva e uma diversificação que traz a possibilidade de ganho de capital SE a bolsa se recuperar.

Aliás, estou focando nisto no momento... Jà digo o que mais comprei na sequencia com esta enfase...


109810 - DanielRodrigues - 10/Jan/2012 17:51
Paulo, se o resultado financeiro for expressivo e positivo a margem líquida pode superar a EBITDA, vide Ez Tec (Margem Ebitda de 39,80% no 3T e margem líquida de 45,10%). Tal fato justifica o por quê a margem líquida não acompanhou a EBITDA nos últimos anos na Saraiva, o forte crescimento levou a um aumento do endividamento e, consequentemente, piora do resultado financeiro (note que isso acaba deteriorando apenas a margem líquida não a Ebitda). Com o endividamento mantendo-se estável nos próximos trimestres não seria natural esperar maior alinhamento do crescimento das duas margens?



Obs: estou brigando com os números da Saraiva, existe um problema em separar os negócios, pois existem vendas da editora para a própria livraria (essas receitas não são consideradas no resultado consolidado). Logo, a soma das partes torna-se distinta dos valores informados pela empresa. Fiz algumas perguntas para o RI da empresa, questionando sobre qual a % dessas vendas entre empresas em relação ao faturamento total da editora. Aguardo esses dados para seguir com meus cálculos.


109771 - NotwenCardozo - 10/Jan/2012 12:38
citação: padrinho
citação: danieljoseaaEu, sinceramente, não vejo nada de muito atraente em SLED4, múltiplos nada muito descontados, sempre 2 trimestres de lucro e 2 trimestres de prejuízo, coisa que tão cedo não deve mudar, DY nada chamativo.
Já tive na época que todo mundo aqui teve, mas hoje vejo pelo menos uns 30 ativos mais interessantes(se quiserem posso cita-los, só de bancos tem uns 10, construtoras uns 6 ou 7).
Sinceramente não entendo o "reboliço" em cima do papel.
Quem quiser me xingar, fique a vontade, mas é minha opinião e só minha opinião, nada além disso.
Abraços.
Daniel "sincero" José.

Faço coro a você! Não deixo de acreditar que não vá crescer ao longo dos anos vindouros mas fica a pergunta: quanto pagaria de DY´s, por exemplo, nos próximos 3 ou 5 anos? Poderia fazer, assim como você, uma lista de ativos que remunerariam "a la Bazin" o capital inicial de uma forma melhor e ainda com boas chances de crescimento.

PS: a Amazon vai "fincar" raízes no Brasil.



Sem realmente me referir especialmente à SLED4, noto que quando a empresa sempre tem lucros cosecutivos mesmo que sem crescimento tão elevado, ou seja, sem prejuízos trimestrais, o papel sofre bem menos. Embora esticada, me sinto confortável em segurar a TGMA3 por causa do modelo do negócio, perspectivas de crescimento e porque a empresa não cria dívidas irresponsáveis. Aposto que muitos pensaram que o papel fosse cair bem mais do que caiu. Na verdade em 2011 se valorizou 5,34% e pagou dividendos (interessantes para quem comprou as ações a preços baixos).


109752 - small caps - 10/Jan/2012 10:48
É importante considerar o que "não está no balanço" neste momento:

a) Macroeconomia é uma delas, favorecendo as companhias que atendem o mercado interno;

b) Aumento do nível de educação do brasileiro, elevando o consumo de livros, que possue margem maior.

Sobre a queda das margens, a empresa especifica que se deve ao novo mix de produto. O que ela passou a vender tem margens bem mais reduzidas.

Sobre a queda do lucro líquido apesar do EBITDA maior se resolve com o preço da aquisição e os investimentos que está fazendo em melhorar seus produtos literários e suas lojas. É a "dor" do crescimento. A dívida líquida cresceu bastante também em razão do maior estoque requerido para os novos produtos que vende.

O que o preço "esquece":

a) vale uma boa nota o cartão de crédito Saraiva;
b) sistemas de ensino por aí tem custado uma fortuna...

O que se esquece o investidor:

a) existe a possibilidade de com pequeno aumento de margem, os múltiplos ficarem excelentes;
b) outras empresas hoje com P/L melhores estão afeitas a preços que não controla, como o minério, e seus múltiplos podem ficar piores que o de SLED4;



Por fim, como bem dito por aqui, é um ativo interessante para quem DIVERSIFICA...


102139 -  paulo_prof - 12/Nov/2011 16:46
Resultados dos últimos 9 meses em relação a igual período de 2010:

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +20,9%
RESULTADO BRUTO +19,5%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +55,3%
RESULTADO OPERACIONAL +26,7%
RESULTADO LÍQUIDO +26,7%
EBITDA +34,8%

Crescimento do Patrimônio Líquido em 12 meses: +12,4%

Multiplicadores relativos aos últimos 12 meses

PREÇO: R$ 22,50
PAYOUT: 36,4%
P/L         9,84
P/VPA  1,47
PSR        0,36
DY          3,70%
EV/EBITDA         4,21
MARGEM BRUTA            42,7%
MARGEM OPERACIONAL            5,1%
MARGEM LÍQUIDA         3,6%
LUCRO POR AÇÃO          R$ 2,287
MARGEM EBITDA           9,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO                71,8%
ROE       14,89%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,90

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA         37,56%
U2A       3,41%
U3A       -0,30% 

b) do patrimônio líquido médio
UA         13,13%
U2A       11,05%
U3A       12,68%

Taxa anual média de crescimento real do lucro líquido durante 3 anos necessária para um preço justo 50% maior do que a cotação anual (perpetuidade de 0% real; taxa de desconto anual real de 10%): +15%


Análise Coin Valores
Com mais de 95 anos de existência, atualmente o Grupo Saraiva é composto por duas empresas distintas. A Saraiva S.A. Livreiros Editores, atuante nos negócios de edição de livros, sistemas de ensino e comercialização de conteúdo, e a Saraiva e Siciliano S.A., uma empresa dedicada ao varejo de livros e demais produtos ligados à cultura, lazer e informação. A Livraria Saraiva é a maior rede de livrarias do país em termos de faturamento e um dos maiores varejistas de livros por meio da internet. Em 2008 adquiriu a rede de lojas da Livraria Siciliano e consolidou sua liderança no Brasil.

RETROSPECTIVA 2010
Nos primeiros nove meses do ano, a receita bruta consolidada somou R$ 1,1 bilhão, o que representa crescimento de 22% em relação à igual período do ano anterior. Este resultado decorre dos recentes investimentos realizados nas várias frentes de negócios nos quais o grupo atua. A Editora Saraiva ampliou sua atuação no segmento Editorial e vem conquistando
importantes ganhos de participação de mercado no programa de compras de livros do governo, o PNLD. Em 2010, este contrato de fornecimento de livros totalizou R$ 140,4 milhões, o que representa 15,8% do total do programa, ganho de 2,7 pontos percentuais de participação de mercado. A Divisão de Sistemas de Ensino, por meio da marca Ético, obteve crescimento de 84% no número de alunos até setembro de 2010. Em 2010, ainda, a Livraria praticamente concluiu o processo de transformação das lojas Siciliano para o padrão Saraiva. Nos primeiros nove meses de 2010 a receita bruta atingiu R$ 907 milhões, 26% superior à do mesmo período o do ano anterior, e refletiu o bom desempenho tanto do varejo eletrônico (+31%) quanto das lojas físicas (+24%). Neste período, as operações da Saraiva.com responderam por 36% da receita da Livraria.

PERSPECTIVA 2011
A Editora continuará a investir em novos formatos de comercialização de seu conteúdo. O processo de conversão de conteúdos para vendas digitais está em desenvolvimento, assim como novas iniciativas relacionadas à aplicação de tecnologia nos processos de ensino-aprendizagem.
No próximo ano haverá ampliação dos programas oficiais de compra de livros para o Ensino Médio (PNLD 2012), por meio de aquisições de novos conteúdos em língua estrangeira, filosofia e sociologia. Em 2011, a Divisão de Sistemas de Ensino ampliará sua atuação e passará a comercializar soluções para a rede pública, por meio da marca “Agora”. O plano de expansão da rede de lojas da Livraria para os próximos dois anos (2011 e 2012) prevê a inauguração de até 8 novas lojas e outras 3 lojas no modelo iTown. Na divisão de varejo eletrônico, o foco continuará no incremento das operações, com a inclusão de novas categorias de produtos. Em 2011, a plataforma de venda e aluguel de filmes estará disponível para utilização em computadores Macintosh e por meio de streaming. O Saraiva Digital Reader, a plataforma de venda de e-books da Saraiva, por outro lado, já pode ser acessado por usuários de PC, iPhone e iPad. A intenção da Livraria é tornar suas soluções digitais acessíveis em várias plataformas e hardwares, de modo a consolidar esse mercado no Brasil, graças ao aumento do nível do consumo e da utilização de crédito entre a população brasileira.


30714 - Kings of Leon - 19/Mar/2010 19:42
Li agora os resultados da Saraiva, pode ser que o lucro de 2009 tenha caído 26% comparado a 2008, mas a integração das lojas Siciliano foi uma pedra no sapato em 2009.Os resultados podem aparecer mais a frente.Segue um trecho importante da demonstração:
"Em 2009, vinte e oito importantes pontos-de-venda da Siciliano foram reformados e já oferecem atributos similares àqueles oferecidos na
rede Saraiva. As intervenções nestes pontos-de-venda promoveram uma melhora significativa da experiência de compra dos clientes por meio da introdução de novas categorias de produtos e serviços. O crescimento de vendas das lojas
transformadas em Saraiva ao longo de 2009 foi de 90,2%, em comparação com o mesmo período de 2008."
Agora para realmente gerar valor ao acionista eles deviam investir pesado na Editora pelas maiores margens(absurdamente melhores) comparando com as livrarias que tem margens muito menores.
Do mais a Saraiva parece cara no momento(multiplos) mas vou segurar pela qualidade da empresa. Imaginem 2010 com os resultados otimizados da integracao, sinergias, melhora possível da governança corporativa, expansão da Saraiva.com, etc


30609 - lesoares - 19/Mar/2010 00:43
bem fraquinhu o resultado de sled4 hein.. 
Lucro líquido da Saraiva cai para R$ 33 milhões no último trimestre
Recomendar!
Por: Equipe InfoMoney
18/03/10 - 21h23
InfoMoney
SÃO PAULO - A Saraiva (SLED3, SLED4) divulgou na noite desta quinta-feira (18) seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre do ano passado, reportando um lucro líquido de R$ 33,1 milhões, 18,5% menor que o visto em igual período de 2008. No acumulado de 2009 também houve redução, de 26,4%, totalizando R$ 53 milhões.
A empresa destacou que "o quarto trimestre é bastante representativo em relação ao resultado acumulado do ano, quando tradicionalmente acontece a entrega dos livros no âmbito do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) para os níveis fundamental e médio".
Entre outubro e dezembro do ano passado, tanto a receita líquida como a geração operacional de caixa da companhia foram menores que 2008. A primeira totalizou R$ 140,2 milhões no trimestre, queda de 20,4%, enquanto que a segunda teve decréscimo de 24,4%, para R$ 38 milhões. No acumulado de 2009, por sua vez, os números tiveram retração de 4,7% e 9%, respectivamente, em comparação com o exercício de 2008, somando R$ 335,6 milhões e R$ 78,7 milhões, nessa ordem. 


11580 - small caps - 13/Ago/2009 21:42 
ELPL6 também soltou belo dividendo R$ 2,00 por ação...
SLED4 tem apresentado pesados gastos decorrentes da reestruturação das livrarias Siciliano... O crescimento da receita tem sido muito relevante...
HBOR3 e GRND3 são dois belos exemplos de empresas que conseguem lucrar mais mesmo no cenário de crise total... comprovando a tese de que mesmo com a economia definhando, sempre haverá alguém se sobressaindo...
FHER3 devolveu parte do prejuízo contábil cambial, o que deve permanecer no trimestre atual. O destaque ficou por conta do aumento do martket share e negativamente foi o EBITDA vermelho... 

11287 - small caps - 11/Ago/2009 17:26
citação: aleslProf Paulo, na sua planilha mágica vc poderia confirmar os números dos dados atualizados da sled4 (ainda só com o 1tri09), pelas minhas contas (sem certeza, por isso do pedido de confirmação):
P/L anualizado = 4,47
P/VPA anualiz = 1,51
ROE anualiz= 45,3%
desculpe se tiver algum erro (estou iniciando nos cálculos), caso esteja certo me parece com excelentes múltiplos.


alesl, tome bastante cuidado quando anauliza o resultado das empresas. A saraiva lucra mais no início do ano (editora de livros) e no final do ano (livrarias / natal). No meio do ano vive só para pagar as contas e nem sempre consegue.


9487 - jvarela - 24/Jul/2009 12:34
Só uma observação...SLED4 tem que tomar cuidado SEMPRE no SEGUNDO trimestre..
ela sempre da prejuizo no segundo bimestre...olhem o guiainvest...primeiro, terceiro e quarto trimestre só alegria.


Para mim, a melhor que voce colocou é CNFB4, crescimento constante, parceira da Petrobras, tudo de bom...não cai nem quando o IBOV desce...um abraço.


8495 -  danielbehar - 09/Jul/2009 01:23
citação: danielbeharPrezados,
Há alguns dias o pessoal do tópico nos alertou acerca do SPREAD entre RAPT4 e RAPT3. Antes da fusão com SATIPEL, havia um SPREAD considerável entre DURA3 e DURA4.
Hoje percebo que há uma diferença, na minha opinião injustificável, entre as cotações de SLED4 e SLED3. A diferença talvez se fundae na baixa liquidez das ordinárias. Para posições de longo prazo, não me parece que isso seja relevante.
Há um lote de 2800 SLED3 sendo vendido por R$ 20,00. As preferenciais estão cotadas a R$ 23,40. Estou pensando em fazer a troca. O que acham?
Eu não recomendaria, Daniel. A liquidez é baixa demais. Este ano, SLED3 foi negociada em exatamente seis pregões, e em dois destes pregões foi negociada no mercado fracionário. Com esta liquidez, para valer a pena, o DY (4%) teria que ser sensivelmente maior.


Fator – 02-JUN
Incorporação do plano de reforma das lojas Siciliano, expansão das vendas por m² para os níveis das lojas Saraiva e elevação no nível de despesas com vendas na rede de varejo (livrarias) em função do processo de integração das lojas reformadas. · Redução na expectativa de crescimento do comércio eletrônico para 37,5% em 2009 (de 40%).


5668 - danieljoseaa - 14/Mai/2009 15:56
O resultado de Sled era uma das minhas maiores expectativas, agora continuam, pelo menos para mim, GRND3, CEBR3, LLIS3, FESA4 (essas já tenho) e CEPE5, BGIP4, BMEB4,CTNM3, MGEL4 (essas eu tô de olho).


Vamos ver.....


5667 - WK2007 - 14/Mai/2009 15:50
Por falar em Saraiva:
A fantástica fábrica de downloads
A Saraiva inaugura o primeiro serviço de aluguel e venda de filmes digitais do país e dá início à era pós-DVD
Germano Lüders Pousada, da Saraiva: serviço pioneiro segue os passos da Apple e da Amazon Por Luiza Dalmazo | 13.05.2009 | 00h01
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ENVIAR POR EMAIL IMPRIMIR COMPARTILHARTamanho da letra: A A A Revista EXAME -
No início de abril, o filme Crepúsculo chegou às videolocadoras. Bárbara Alessi, de 14 anos, correu para alugar o DVD na maior loja de aluguel de filmes de Concórdia, no extremo oeste de Santa Catarina. Não conseguiu. Teve de enfrentar uma fila de espera de uma semana e meia, que já estava organizada antes mesmo da chegada do disco à cidade. A Cine Vídeo, locadora da qual Bárbara é cliente, comprou dez cópias do filme e nem assim conseguiu evitar as filas. Casos como esse se repetem semanalmente na maioria das 8 000 videolocadoras do país. Afinal de contas a quantidade de DVDs disponíveis para aluguel é limitada. Ou melhor, era. A entrega digital de filmes, que já começa a ganhar corpo nos grandes mercados do exterior, chega ao Brasil neste mês. A varejista Saraiva, dona do terceiro maior site de comércio eletrônico do país, está abrindo uma loja de downloads de filmes. Batizado de Saraiva Digital, o serviço é o primeiro no país a oferecer aluguel ou compra de filmes sob demanda. Com um computador e uma conexão de banda larga, será possível assistir a lançamentos, títulos de catálogo e programas de TV sem precisar ir até a locadora - ou à banca dos camelôs que vendem cópias piratas. O formato MP3 e os downloads legais (e também os ilegais) transformaram para sempre a indústria da música. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com os programas de televisão e o cinema. A indústria cinematográfica, um negócio que hoje movimenta 62 bilhões de dólares no mundo, está prestes a vivenciar a maior transformação desde o fim do cinema mudo.
A entrega digital de filmes tem vantagens óbvias sobre os discos. A maior delas é a comodidade. Não é preciso sair de casa nem se preocupar com filmes indisponíveis. Outra diferença fundamental dos serviços de download é o acervo. Por problemas de espaço, uma locadora de médio porte tem a qualquer momento em seu acervo uma média de 4 000 filmes. Num serviço digital, esse limite obviamente deixa de existir. A Saraiva Digital estreia com 700 títulos, mas o plano é crescer a coleção rapidamente para atingir 10 000 títulos em catálogo até o fim do ano. Há também a questão da distribuição geográfica. Embora haja locadoras nos mais remotos cantos do país (muitas vezes alugando filmes piratas), com a internet, a distância deixa de ser um obstáculo para a distribuição de filmes. Finalmente, existe a questão da variedade. Em geral, uma locadora mantém nas prateleiras somente os hits que têm mais procura. Quem está interessado em obras menos conhecidas tem de contar com a sorte - e olhe lá.
Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de serviços de downloads de filmes em operação, o mercado de venda e aluguel de filmes online movimentou 620 milhões de dólares no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado Screen Digest. Esse número deve triplicar até 2012. Ainda é pouco diante dos 5,5 bilhões do mercado tradicional, mas é o segmento da indústria que mais cresce. O mundo da distribuição digital também é palco das maiores mudanças no tradicional jogo de forças do setor. Considere o caso da indústria da música. Lançada em abril de 2003, a loja virtual iTunes, da Apple, levou menos de seis anos para passar o Wal-Mart e tornar-se a maior vendedora de música dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Apple respondia por 19% das vendas de música no mercado americano, segundo o instituto de pesquisas NPD Group. Além de músicas, a Apple vende filmes e séries de TV e enfrenta a concorrência de empresas como a locadora Netflix, que entrega os DVDs pelo correio e agora tem a opção dos downloads, e a gigante do comércio eletrônico Amazon, com 40 000 títulos à disposição do usuário.
A Saraiva Digital é uma experiência pioneira, e a empresa não se arrisca a fazer previsões sobre o tamanho do mercado. Hoje, só 18% das residências brasileiras têm acesso à internet, e menos da metade dos assinantes conta com uma conexão rápida o suficiente para baixar filmes. Mas a ideia é olhar para o futuro, segundo Marcílio DAmico Pousada, presidente da Livraria Saraiva, responsável pela iniciativa digital da empresa. "Sabemos que as pessoas vão comprar mais mídias digitais e queremos ser pioneiros nesse modelo que vai fazer parte da vida das pessoas", diz Pousada. "Temos 95 anos de vida e sempre sobrevivemos antecipando as necessidades dos clientes." EXAME acompanhou de perto os meses finais da montagem do serviço. Um dos maiores obstáculos foi vencer a burocrática liberação dos grandes estúdios. Inicialmente, apenas Warner Bros e Paramount Pictures farão parte do catálogo, além de distribuidoras independentes. (Com a Apple, a história foi parecida, e em menos de um ano todos os grandes estavam a bordo.) Para fazer marketing, a Saraiva pretende aproveitar a circulação de seu site, que tem 1 milhão de clientes ativos e processa 12 000 pedidos por dia. A empresa escolheu a tecnologia da Microsoft para a codificação e a segurança dos arquivos, e a loja virtual e o sistema de entrega foram desenvolvidos pela Truetech, uma companhia brasileira especializada em vídeos online.


O maior concorrente dos serviços online, não apenas da Saraiva mas em todo o mundo, ainda é o tempo. Embora as conexões de banda larga estejam se tornando o padrão, o meio físico ainda deve ter uma longa sobrevida. "Estimamos mais cinco ou dez anos de crescimento até que o vídeo online sob demanda se torne o líder de vendas", afirma o vice-presidente de comunicação corporativa da americana Netflix, Steve Swasey. Além dos DVDs atuais, os estúdios de cinema começaram a lançar seus títulos de catálogos no formato Blu-ray, que oferece imagens em alta definição. Mas, apesar da vitória na guerra com o padrão HD-DVD, o Blu-ray pode se tornar um mercado comparativamente pequeno. Existem vários indícios de que o consumidor médio abre mão da qualidade da imagem em nome de um acervo vasto e de acesso imediato. Na cola da Saraiva, outras empresas, como Blockbuster Online, NetMovies e Virtus, já têm planos de lançar ofertas semelhantes. As locadoras de pequeno porte, que já sofreram um golpe com a chegada da rede Blockbuster ao país nos anos 90 (agora parte do grupo B2W), vão ter um novo concorrente, invisível e com espaço infinito nas prateleiras. Mais uma vez, o sucesso da venda de músicas digitais serve de exemplo: tecnicamente, a qualidade do áudio de um CD é superior à de um MP3 - mas as lojas especializadas em música continuam fechando as portas em todo o mundo. Bem-vindo à era pós-DVD.


5650 - 2Rath - 14/Mai/2009 13:35
Valeu Daniel, também gostei muito do resultado. Acho que até o fim do ano vai melhorar ainda mais à medida que novas lojas forem capacitadas e com as vendas de fim de ano. Já garanti mais um lote de SLED.


5647 - danieljoseaa - 14/Mai/2009 13:34
Muito bom o resultado da Saraiva, mesmo com várias despesas não recorrentes, ainda provenientes do processo de adequação da rede Siciliano aos padrões Saraiva, conseguiu um lucro maior que no mesmo período do ano passado.
A diluição das despesas operacionais da Livraria no 1T09 está negativamente influenciada pelo fechamento de importantes lojas Siciliano neste período, que passaram por reformas visando essa adaptação.
Além da menor apropriação de receitas das lojas que passaram por reformas ao longo do 1T09, o resultado operacional da Livraria está negativamente influenciado por gastos pré-operacionais da loja do Shopping BeiraMar em Florianópolis (SC), inaugurada em março de 2009, e das lojas do Shopping Manauara, em Manaus (AM), Shopping Paralela em Salvador (BA), e Shopping Iguatemi Caxias do Sul, na cidade de Caxias do Sul (RS), inauguradas no 2T09.
As lojas que foram reformadas, após a sua reabertura apresentaram um aumento de vendas até 30/04, de expressivos 127,5%.
Com todas essas despesas extras, Sled4 nos proporcionou:
Lucro líquido de 43.016 M, ante 42,900 M, incremento de 0,2%
Receita líquida de 132 milhões, incremento de 17,3%
Ebitda de 61.130 M, incremento de 15,5%
Lucro por ação de 1,52.


Viva, como diz o Capa, o faro de Mr. Small caps.


5639 - Gersonlp - 14/Mai/2009 10:30
Saraiva - release 1º tri


http://www.saraivari.com.br/port/download/release/release_1T09.pdf


5638  - 2Rath - 14/Mai/2009 10:23
Lucro líquido 43 Mi;
Receita Líquida 360 Mi;


Ebitda 75,6 Mi.


5636 - Gersonlp - 14/Mai/2009 10:21
(14/05) SARAIVA S.A. LIVREIROS EDITORES 31/03/2009 LS
Resumo dos Dados Consolidados Recebidos
R$ Mil Legislacao Societaria
Descricao
Nome de Pregao SARAIVA LIVR
Periodo 3M
Data Encerramento 31/03/2009
Patrimonio Liquido 379.135
Receita Liquida 359.961
Resultado Bruto 191.719
Receita (Despesa) Financeira Liquida (3.016)
Resultado da Equivalencia Patrimonial
Resultado Operacional 68.415
Lucro (Prejuizo) Liquido 43.016
Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Mil ) 28.230
Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA 1,52377
Valor Patrimonial da Acao - VPA 13,43022



5635 - 2Rath - 14/Mai/2009 10:18
Lucro líquido da Saraiva foi de 43 Mi no 1º tri. Alguém comenta?



5471 - paulorizzi  - 12/Mai/2009 07:36
Se o balanço de SLED não for um desastre, acho que SLED4. O crescimento médio da empresa nos últimos 3 anos, de 26% anuais, impressiona. O crescimento anual (projetado) da HGTX é muito bom, mas bem menor (19%). O lucro líquido excepcional que a HGTX obteve no 1T09 não é sustentável, pois é turbinado pela valorização do real. No curto prazo, entretanto, acho que HGTX3 é interessante, pois o 2T09 deve vir muito bom, mais uma vez turbnado pela valorização do real.


3828 - danieljoseaa - 08/Abr/2009 16:57
"Saraiva(sled) anunciou distribuição de dividendos no valor de 1,991 mil."
"1.991/28.596(n° de ações)= 0,069."
"Estou levando em consideração a distribuição igualitária para ON e PN, não sei se é isso que acontece."
"Vale lembrar que esses dividendos somam-se aos JCP previamente distribuidos de 0,63, dando um total por volta de 0,70 por ação, o que na atual cotação da um DY de +ou- 4,2% e um Payout por volta de 27,5%."
"Ações a partir de 24/04 ex-div(0,069)."


3437 - small caps - 03/Abr/2009 15:11

"citação: DdiegoOla Small,"
"Seguindo a onda de agradecimentos, deixo aqui os meus. Este forum foi um porto seguro entre tantas tempestades, aonde aprendi e tenho aprendido muito. Acompanho aqui do outro lado do mundo, pois moro na China. Porém, de passagem pelo Brasil no Natal, fui direto na Fnac, quarto andar, finanças, e peguei o último exemplar do livro disponível. Li e agora começo a releitura pois confesso que, apesar da linguagem muito didática, preciso ler mais uma vez antes de tentar vôos maiores."
Aproveito e deixo também agradecimentos a todos os outros membros e em especial ao Paulo e ao Capa.
"Para contribuir, deixo link de uma notícia sobre a Saraiva que encontrei por acaso, no guia Maritimo, ao estudar sobre comercio exteroior. Me parece que você acertou mais uma, e eu vi o post na primeira vez que foi colocado aqui, mas demorei analisando demais e perdi a primeira valorizada."
Grande abraço a todos a quem acompanho por várias madrugadas.
Diego
39906
Aliança inaugura transporte para Saraiva
"'A Saraiva tem planos audaciosos e certamente daremos continuidade aos projetos', diz executivo do armador."
"A Aliança Navegação realizou o transporte de 52 toneladas de cargas da Livraria Saraiva entre os portos de Santos e Manaus. Os equipamentos serão utilizados na 1ª Saraiva MegaStore de Manaus, localizada no Manauara Shopping, que será inaugurado na próxima segunda-feira."
segue...http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=751&gmn=1
"Ddiego, obrigado!"
"Além disso, consta nos relatórios empresariais que a Saraiva está fazendo ""uma revolução"" com as unidades da Siciliano."
"Após a reconfiguração conforme os padrões da Saraiva, algumas das unidades que eram da Siciliano chegaram a aumentar em 100% a receita... E tem muitas lojas ainda para reformular... Isto pode ainda gerar bons ganhos de sinergia."
Fiquei muito satisfeito também com o resultado do quarto trimestre em plena crise.
"Era o tipo de companhia que tinha estudado previamente e fiquei esperando apenas a confirmação do resultado para comprar. Quando ele veio acima do que esperava, comprei. E lá estavam ofertas de venda a R$ 13,20 :)"
"Na parte de ""reação a resultados"" trato desta estratégia... que foi possível utilizar em larga escala nesta temporada de balanços..."


3208 - danieljoseaa - 30/Mar/2009 13:24
"Fala Eurico, tranquilo?"
"Em relação a compra da Siciliano, como sou novato em verificação de balanços, terei que fazer novamente o download do mesmo, pois isso eu vi ontem, como agora eu tô meio enrolado, verei isso a noite, porém se alguém puder esclarecer antes, sinta-se a vontade."
"Mas, qualquer que tenha sido a forma contabilizada, creio tratar-se de uma boa oportunidade, seria até legal o Small comentar sobre o ativo."


3205 - eurico22 - 30/Mar/2009 12:56
Eu gosto do ativo. E gosto ainda mais quando o Small passa a gostar dele.
"Mas não dá pra tomar o lucro de um trimestre como referência, né? O setor é sazonal demais."
Esses 60 milhões da compra da Siciliano foram contabilizados como despesa? Não deveria entrar no ativo como ágio?


"Com 80 milhões de despesas não recorrentes, o papel estaria bem barato mesmo, sem dúvida!"


2656 - small caps -  20/Mar/2009 00:48
"Hoje, belo resultado da SLED4. Abri posição. Reforcei COCE5 também."
3202 de 5068 30/Mar/2009 12:37 0
danieljoseaa Comentários: 430 - Desde: Jul 2008
"Small, beleza?"
"Hoje comprei um pouquinho de Sled4, seguindo sua ""orientação"", e também depois de ""analisar"" seu balanço, o qual achei bastante interessante, a empresa conta já atualmente com múltiplos interessantes, mesmo tendo gasto em 2008 mais de 80 milhões de reais com gastos não recorrentes como por exemplo os 60 milhões da compra da Siciliano."
"E no 4°tri mesmo com 5 milhões em gastos não recorrentes, apresentou um lucro líquido de respeito, 40 milhões de reais."
"Além disso o que achei interessante foi apesar da empresa apresentar uma situação financeira bem tranquila, ela contraiu um empréstimo de 140 milhões para ajudar na adequação das lojas Siciliano ao padrão Saraiva, fazer reforma nas lojas, empréstimo este que só começará a ser pago daqui a 30 meses, ou seja, temos bastante tempo para usufruí-lo,rs."
"Inclui-se aí também adequação de estoques de lojas Siciliano e Saraiva próximas uma da outra, mantendo apenas um estoque para as duas, o que vai acarretar numa bela diminuição de gastos."


"Mantendo-se o lucro do 4° tri nos próximos 4 trimestres chegaremos a um P/L projetado menor que 3 e um DY mínimo de 10%, ou seja, acredito que mais uma vez small, você está enxergando bem antes que o mercado."



1040 - small caps - 18/Jan/2009 23:04
"É perceptível no balanço da SLED4 como seus resultados são mais fortes no primeiro e no quarto trimestre, influenciado pelo calendário de aulas e de natal. Antes de ter ganhos de sinergia com a aquisição da Siciliano, há os gastos para adequar a companhia adquirida. No médio prazo, sendo bem administrada a transição, isto costuma elevar os ganhos. Os preços atuais já indicam a possibilidade de iniciar as compras. O acompanhamento dos resultados é que vai reforçar o tamanho das compras a serem realizadas ou a necessidade de rever a atratividade das ações."

989  - luck3  - 17/Jan/2009 12:50
"Parabéns primeiramente pelo post, dos melhores do fórum, além de vc ser um cara super solicito e educado."
"Gostaria sem abusar de uma análise da Saraiva livraria, SLED4, ela fez aquisição da Siciliano, me parece q foi por preço de banana, só q também adquiriu muitos problemas gerenciais dessa nova empresa. Não sei aonde esse tipo de operação impacta a cia e qto tempo leva para se acertar. Ela voltou de R$33,00 para R$15,00. Acho q pode ser uma boa, apesar de sua baixa liquidez."

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