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domingo, 11 de outubro de 2009

Redecard (RDCD)








Links:
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Recomendação: pauloprof acho que está caro.
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Balanços:
3T2009 - paulo prof considerou indiferente.
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Características:
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13697 de 1372706/Set/2009 11:57 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] paulo_profComentários: 317 - Desde: Jul 2009
citação: baprovenzanoDiferente de tudo que eu li até agora, vcs parecem não investir em empresinhas com multiplos meio tortos...por quê?
Por que não investir numa RDCD3 ou GETI4 ou CRUZ3? Seus multiplos em relação a outras empresas do mundo estão baixíssimos e no entanto os acham altos, mesmo tendo históricos de ROEs impressionantes. O Brasil, daq pra frente, vai ser um dos polarizadores do comércio internacional e no entanto vcs avaliam as empresas por trimestres isolados, quando deveriam, a meu ve, verificarr se estas estarão preparadas para esta grande expansão industrial/comercial que está por vir.
Para começo de conversa, baprovenzano, há muitos aqui (nos quais estou incluído) cujas carteiras têm GETI4 ou GETI3. Não acho, entretanto, que GETI3/4 e RCDC3 jogam na mesma divisão.
Um multiplicador específico, o ROE, quando tomado isoladamente não diz absolutamente nada, pois empresas que atuam em segmentos distintos têm estruturas de capital distintas.
No fundo, o que interessa, é quanto o investidor põe no bolso (DY) e quanto a empresa tem condições de crescer (normalmente medido em termos do crescimento da receita líquida). Eventualmente, interessa também a curva de eficiência da empresa, medida em termos das margens, especialmente a líquida.
A Redecard apresenta um crescimento anual médio da receita líquida (baseado nos últimos 5 anos) impressionante: 59% ao ano de acordo com as minhas contas (26,6% dse acordo com o Fundamentus); acontece que o crescimento de 2008 para 2009 não deve ultrapassar os 12%. O grande risco da Redecard é o governo Lula ir adiante com a idéia de instituir um cartão dos bancos oficiais, ou proibir a mamata de faturar com as maquininhas (aliás, que eu pessoalmente acho o fim da picada).
A AES Tietê, por seu lado, cresceu a uma média de 11,5% (de acordo com os meus cálculos, que fornecem aprox. o mesmo índice do Fundamentus). Embora o crescimento de 2008 para 2009 não deva ultrapassar uns 5%, no longo prazo nada indica que aprox. 10% não possam ser mantidos. Não vejo riscos apreciáveis na vida da AES Tietê nos próximos 5 anos.
Aos preços de hoje, RDCD3 paga um DY de 6,4%. GETI3/4 pagam 11%.
O P/L, o P/VPA e o (P/L)*(P/VPA) da GETI4 são, respectivamente, 9,58; 10,95 e 104,93
O P/L, o P/VPA e o (P/L)*(P/VPA) da RDCD3 são, respectivamente, 13,08; 24,00 e 313,96
Finalmente, o Guiainvest informa que:
GETI4: valorização em 2006 = 41%; em 2007 = 18,5%; em 2008 = 0,9%; em 2009 = 52,5%; últimos 12 meses = 60,5%
GETI3: valorização em 2006 = 41,5%; em 2007 = 39,5%; em 2008 = -27,8%; em 2009 = 59%; últimos 12 meses = 39,3%
RDCD3: valorização em 2008 = -7,2%; em 2009 = 6,5%; últimos 12 meses = 1,3%
Parece não ser só o pessoal daqui a preferir GETI3/4 a RDCD3, não é?
Não tenho CRUZ3 em minhas planilhas. Mas "chuto" que está mais para RDCD3 do que para GETI3/4. Verifique vc mesmo.
18093 de 1812222/Out/2009 21:48 1 paulo_profComentários: 690 - Desde: Jul 2009

O resultado da Redecard veio sem qualquer surpresa. Um relógio! O resultado operacional foi 5,2% maior do que no trimestre passado. O lucro líquido só veio 3% menor porque no trimestre passado houve distribuição de JCP e estes podem ser deduzidos do IR. A que tudo indica, a Redecard deverá fechar o exercício de 2009 com um lucro líquido de R$ 2,07/ação, o que dá um P/L de 14,05. O DY, na cotação de hoje, seria de 5,9% (caso o payout de 83% do exercício de 2008 seja mantido).

Pessoalmente, acho um ativo caro. Mas, por achar que um ROE de 130% é coisa de outro planeta, há quem goste.

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21867 de 21873Modificado em 21/Nov/2009 22:25 [Citar este comentário] 0
3 paulo_profComentários: 937 - Desde: Jul 2009
citação: AG08Prof. Paulo, o que acha de RDCD3?
Não gosto. Especialmente porque acho que não é correto obrigar a quem contrata o serviço, a alugar os terminais. Cobrar um percentual de cada operação, tudo bem. Ter o monopólio de uma ponta da comunicação, é demais. Para mim, isto é ilegal. É mais ou menos como obrigar o Fock a, para cada Brahma que queira adquirir, levar também um guaraná. Tenho certeza que, cedo ou tarde, não será mais permitido às empresas de cartão de crédito fatuararem com a comunicação.
De qualquer forma, acho que o ativo está caro. O crescimento anual médio dos últimos 5 anos, de 60%, parece que diminuiu bastante, para algo na faixa dos 15-20%. Acho que um P/L de aprox 13, para um ativo que paga aprox. 6% de proventos e prometendo um crescimento de aprox. 15% na receita líquida, salgado. Acho que a visão do mercado é semelhante, uma vez que desde o início do ano o ativo só valorizou 8,5%. Se a isto, vc soma o risco da empresa vir a perder importante fonte de receita com a eventual proibição de monopolizar os terminais de comunicação, não recomendo o posicionamento no ativo. 
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26935 de 26974Modificado em 29/Jan/2010 12:20 [Citar este comentário] 0
4 paulo_profComentários: 1439 - Desde: Jul 2009
Redecard fechou o ano com os seguintes indicadores (ao preço de R$ 27,15):
P/L 13,10
P/VPA 25,40
PSR 7,54
DY 6,34%
EV/EBTIDA 8,33
MARGEM BRUTA 76,7%
MARGEM OPERACIONAL 86,5%
MARGEM LÍQUIDA 57,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,073
MARGEM EBITDA 90,7%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 26,0%
ROE 193,93%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,03
P/(CAP GIRO/AÇÃO) 37,37
GIRO ATIVOS 0,14
P/(ATIVO/AÇÃO) 1,05
Se for observado o mesmo payout do exercício de 2008, o total de proventos a ser distribuído é de aprox. R$ 1,72. Deste total, faltariam ainda R$ 0,70/ação, a serem distribuídospor ocasião da AGO, em meados de março.
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Análise Coin Valores
A Redecard, credenciadora multibandeira de cartões de crédito, débito e de benefícios, é uma das líderes da indústria de cartões de pagamento no mercado brasileiro. Além da atividade de credenciamento de estabelecimentos e captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações com cartões de crédito e débito, a Companhia oferece vários serviços aos seus clientes, como o aluguel dos equipamentos para captura eletrônica de transações (POS), o pré-pagamento de recebíveis aos estabelecimentos, referentes às vendas por eles realizadas com cartões de crédito, o serviço de consulta de cheques por meio dos seus equipamentos POS, além dos serviços de captura e transmissão de transações realizadas com cartões de benefícios (Voucher) e com cartões de lojas (Private Label). A Companhia valoriza a inovação em soluções de pagamentos eletrônicos por meio de produtos e serviços, como o pagamento via celular, pagamento sem contato, recarga de celular, e-commerce, verificação de cheques e saque no ponto de venda. É a única empresa do setor de meios de pagamentos que está presente no Índice de Sustentabilidade da BM&FBovespa e no Dow Jones Sustainability Index pelo segundo ano consecutivo, ao lado de apenas 6 companhias brasileiras presentes neste último índice. Além disso, a Redecard foi eleita uma das 150 Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil pelo Guia Você S/A Exame, principal ranking do gênero publicado no país.

RETROSPECTIVA 2010
A partir de 01 de julho, a Redecard iniciou a captura das transações de débito e crédito da bandeira Visa em todo seu parque de maquininhas, aumentando o seu portfólio com a bandeira de maior participação de mercado no país. Atualmente, são 22 bandeiras, e em 2010, acrescentamos seis novas bandeiras. Entre elas, destacamos a Hipercard, a maior bandeira nacional com foco no Nordeste e no Sul do Brasil, e a China Union Pay (CUP) que conta com cerca de 2,2 bilhões de cartões emitidos, uma das maiores bandeiras de cartões do mundo. No ano de 2010, a Redecard fechou parceria com os Bancos Caixa Econômica Federal e Safra, para manutenção e expansão do credenciamento por esses bancos.  Também neste ano, a Redecard realizou uma parceria com a Multiplus e passou a ser a única rede adquirente habilitada a realizar transações de resgate de benefícios, acúmulo de pontos, e consulta ao saldo de pontos acumulados pelos consumidores no programa da Multiplus.

PERSPECTIVA 2011
Tendo em vista o novo cenário competitivo estabelecido em 2010, a Redecard buscará aprofundar a gestão de seu relacionamento com clientes em 2011. A Companhia visa atingir seus objetivos de negócio enquanto reafirma seu compromisso com a conduta transparente e com boas práticas de governança corporativa e responsabilidade socioambiental, continuando a ser reconhecida internacionalmente pelo mercado de capitais como uma empresa comprometida com a sustentabilidade.
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62976 de 63029Modificado em 03/Fev/2011 11:57 [Citar este comentário]  3
5 paulo_profComentários: 3524 - Desde: Jul 2009
citação: frommars1E ai Professor, o que achou do resultado da Redecard?

Os resultados vieram em linha com as minhas estimativas (embora eu esperasse que meus chutes fossem conservativos demais).

Os novos múltiplos, na base anual dos últimos 12 meses, são:

PREÇO R$ 19,30
P/L 9,27
P/VPA 9,27
PSR 4,96
DY 10,78%
EV/EBTIDA 6,22
MARGEM BRUTA 75,6%
MARGEM OPERACIONAL 79,3%
MARGEM LÍQUIDA 53,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,081
MARGEM EBITDA 84,7%
ROE 99,96%

Se o payout de 100% for mantido, como já foram distribuídos proventos totalizando R$ 1,105, ainda restam a distribuir dividendos de R$ 0,976/ação. Esta distribuição deverá se dar na 2a. quinzena de abril.

Comparando os lucros trimestrais obtidos no exercício de 2010 com aqueles do exercício de 2009, observa-se que, antes da desregulamentação, os lucro de 2010 era 10% superiores aqueles de 2009. No 3T10, o lucro foi 2,6% inferior, de modo que a redução do lucro esperado (se não houvesse a desregulamentação) foi de aprox. 13%. No 4T10, o lucro foi 11% menor do que aquele de 2009. Em conseqüência, estimo que a quebra sobre o lucro esperado foi de aprox. 20%.

Como eu havia observado anteriormente, se as empresas sossegarem o pito e não ampliarem esta concorrência selvagem e predatória, acredito que o futuro próximo seja promissor.

A minha projeção para o lucro líquido de 2011 é de R$ 1,328 bilhões. Ao preço de hoje, R$ 19,30, isto representa um P/L = 9,78 e DY = 10,2%.
63002 de 6302903/Fev/2011 10:27 [Citar este comentário]  0
5 paulo_profComentários: 3524 - Desde: Jul 2009
citação: J R SILVAProf, o payout foi reduzido? extraido do release da Redecard:

"Com base na sua estrutura de capital e com foco em proporcionar retorno aos seus acionistas, a Redecard realizará a distribuição de 95% dos resultados de 2010 aos acionistas por meio de dividendos e juros sobre capital próprio. A data de pagamento relativa ao dividendo do segundo semestre de 2010 será referendada em Assembléia Geral Ordinária em abril de 2011."


Sim, parece mesmo que foi. Isto significa que em 20ABR deverão ser distribuídos dividendos de R$ 0,872/ação, uma redução de R$ 0,10 sobre o valor anteriormente previsto.
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71368 de 7143528/Abr/2011 22:22 [Citar este comentário]  4
4 small capsComentários: 0 - Desde: Fev 2007
Esta é a parte boa de comprar ações de empresas que precificam o apocalipse:

Ação da Redecard dispara 6% e lidera o Ibovespa, após divulgação de resultados

Por: Equipe InfoMoney
28/04/11 - 17h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Contrariando o movimento negativo do mercado brasileiro, as ações da Redecard (RDCD3) lideraram os ganhos do Ibovespa nesta quinta-feira (28) com forte alta de 5,99%, fechando cotadas a R$ 23,90, após a divulgação de seu resultado trimestral, o qual surpreendeu analistas consultados pela InfoMoney, com receita líquida de R$ 811,1 milhões, 2,24% superior ao estimado.

No entanto, é importante notar também que o lucro líquido e o Ebitda (geração operacional de caixa) frustraram as expectativas em 0,76% e em 4,07%, respectivamente. Tendo suas projeções superadas pelo resultado apresentado pela empresa, o Citigroup avalia que ainda é preciso se manter em alerta com o setor, prevendo ainda mais quedas nas margens.

A Redecard também anunciou na noite anterior que renovou por mais um ano a autorização para que a companhia adquira até 5,5 milhões de ações da própria companhia, no âmbito do plano de compra de ações.

Cielo também tem forte alta
Acompanhando o movimento positivo das ações da rival, os papéis da Cielo (CIEL3) registraram a segunda maior alta do Ibovespa nesse pregão (+5,38%), fechando cotadas a R$ 14,70. Vale mencionar que os papéis chegaram a liderar os ganhos do índice no intraday, quando estavam sendo negociados a R$ 14,89 - variação positiva de 6,74%.
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81694 de 8169728/Jul/2011 20:32 [Citar este comentário]  0
4 paulo_profComentários: 0 - Desde: Jul 2009
RDCD3 - últimos 12 meses
PREÇO: R$ 26,30
PAYOUT: 96,9% (exercício de 2010)

P/L 14,32
P/VPA 12,95
PSR 6,72
DY 6,76%
EV/EBTIDA 9,62
MARGEM BRUTA 70,9%
MARGEM OPERACIONAL 71,9%
MARGEM LÍQUIDA 47,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,836
MARGEM EBITDA 78,2%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 164,9%
ROE 90,43%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,04

TAXAS ANUAIS MÉDIAS DE CRESCIMENTO DO LUCRO LÍQUIDO
U1A = - 15%
U2A = - 3%
U3A = + 9%
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99474 de 9950226/Out/2011 23:28 4
 paulo_profComentários: 0 - Desde: Jul 2009
RDCD3
PREÇO: R$ 28,95
PAYOUT: 96,9%

Múltiplos baseados nos resultados dos últimos 6 meses anualizado:

P/L         14,62
P/VPA  16,73
PSR        7,08
DY          6,63%
EV/EBTIDA         9,96
MARGEM BRUTA            69,8%
MARGEM OPERACIONAL            72,0%
MARGEM LÍQUIDA         48,4%   
LUCRO POR AÇÃO          R$ 1,980
MARGEM EBITDA           78,9%
ROE       114,43%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,03

Taxa anual média de crescimento do lucro líquido
UA         -10,75%              
U2A       -2,84% 
U3A       7,25%   

Taxa anual média de crescimento do patrimônio líquido médio
UA         55,17%
U2A       25,95%
U3A       27,77%

No último semestre, o lucro trimestral vem crescendo numa base de 13,4% por semestre. Considerando uma taxa de desconto anual real de 10% (4,88% por semestre), uma perpetuidade de 0%, e uma taxa de crescimento do lucro líquido do último semestre de 13% por semestre (27,7% ao ano) durante 6 semestres (3 anos), o preço justo calculado pela fórmula do FCD é de R$ 39,52, com uma margem de segurança de 40% sobre o preço atual.

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Por Cristian Tetzner
PERFIL DA EMPRESA:
- A Redecard não é só uma maquininha. Somos uma das companhias líderes do mercado de meios eletrônicos de pagamento e a principal credenciadora no Brasil das bandeiras MasterCard®, Diners Club International® e Aura. Suas atividades incluem credenciamento, captura, transmissão, processamento e liquidação de transações com cartões de crédito e débito. A companhia oferece ainda aos clientes o pré-pagamento de recebíveis, o aluguel de terminais (POS), a consulta de cheque através dos terminais (POS), a captura e processamento de cartões de benefícios (Voucher) e de cartões de loja (Private Label)


Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )

Link do Balanço: http://www.mzweb.com.br/redecard/web/arquivos/RDCD3_ER_3T11_PORT.pdf

Espelho Fundamentus: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=RDCD3&x=0&y=0

Site do RI: https://services.redecard.com.br/novoportal/portals/institucional/ri/index.htm


PAINEL DE INDICADORES            28/10/11                                                                                            SELIC     11,50%
Ativo     R$           PL           VP          GR          DY          LA           Dv          Ml          EB           MS
RDCD3    28,50   14,8       16,47     243,8     6,3%      6,8%      2,0          49%       6,8%      -30,9%



PONTOS POSITIVOS:
- Receita Operacional Líquida de R$ 920,3 milhões, apresentando crescimento de 9,0% sobre o 3T10 e crescimento de 3,6% sobre o 2T11.
- Lucro Líquido de R$ 343,6 milhões, apresentando crescimento de 6,0% quando comparado ao 3T10 e crescimento de 6,5% sobre o 2T11.
- A companhia capturou R$ 58,5 bilhões em transações com cartões de crédito e débito, representando um aumento de 29,0% sobre o terceiro trimestre de 2010 – sendo 24,9% nas transações de crédito e 37,6% nas transações de débito – e um aumento de 5,1% em relação ao 2º trimestre de 2011 – sendo 2,8% nas transações de crédito e 9,7% nas transações de débito.
- No terceiro trimestre de 2011, a empresa evoluiu na revisão dos processos internos e de sua cadeia de suprimentos e concluiu a revisão de sua estrutura organizacional, aumentando sua eficiência operacional.
-

PONTOS NEGATIVOS
- Margem Líquida de 37,3% comparada a 38,4% no 3T10 e a 36,3% no 2T11; isso mesmo com corte nas despesas fazendo margem EBITDA aumentar para 61,3%,
comparativamente a 58,7% no 2T11.
- Os custos totais dos serviços prestados totalizaram R$ 252,8 milhões no 3T11 e apresentaram elevação de R$ 39,0 milhões ou 18,3% em relação ao 3T10,
VISÃO ESTRATÉGICA
- Neste trimestre em que o novo ambiente concorrencial completou seu primeiro ciclo de um ano, a Redecard evoluiu no modelo de rede de serviços para agregar valor aos Clientes e implementou uma nova segmentação de Clientes. Com isso, expandiu a sua base de estabelecimentos e ampliou sua participação no mercado de meios de pagamento eletrônicos, com o desafio e foco em excelência operacional e controle de custos.
A Companhia deu continuidade a importantes projetos voltados para a eficiência operacional, como a revisão de processos internos e na cadeia de suprimentos, e apresenta uma nova estrutura organizacional com Diretorias Executivas e Comitês revisados, além de equipes de diversas áreas sendo reestruturadas a fim de obter maior integração e agilidade.
Como parte da estratégia de rede de serviços, nesse trimestre a Redecard passou a capturar em seus terminais o programa Quilômetros de Vantagens, em parceria com a Ipiranga S.A.

OPINIÃO DO ANALISTA
- A empresa é "redondinha", está passando por uma fase de ajuste e teve de investir para se adaptar ao novo paradigma do setor; a tendência é que cada vez mais utilizemos meios eletrônicos de pagamento em detrimento ao papel.  
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17978 de 1798229/Out/2011 19:26 0
 rcbocardo Comentários: 0 - Desde: Jun 2007
REDECARD COMPRA
(RDCD3) PREÇO-ALVO: R$32,20
Resultados do 3T11 – Fortes e Confirmando nossa Opinião Positiva sobre as Adquirentes
Henrique Navarro Renato Schuetz

Notícia/Análise: no dia 26 de outubro, após o fechamento do mercado, a Redecard divulgou os resultados do 3T11. O lucro
líquido ficou acima das nossas expectativas devido ao melhor desempenho das locações de POS, à antecipação de recebíveis e
às despesas operacionais.
Cartões de crédito: a receita ficou em linha com as nossas expectativas, crescendo a uma taxa de
25% A/A, tendo a MDR (taxa de desconto comercial) de 1,14% sido ligeiramente melhor do que esperávamos.
Cartões de
débito: similar ao crédito, a receita de cartões de débito também ficou em linha com as nossas estimativas – os volumes
aumentaram 38% A/A, enquanto a MDR contraiu 0,73%.
Aluguel de POS: em termos de geração de receitas, os aluguéis de
POS foram uma das surpresas do trimestre – 9% acima da nossa estimativa. Apesar da contração de 4% nos terminais POS
ativos, a Redecard conseguiu aumentar o preço médio em 12% por terminal T/T, por meio de mudanças na política de descontos
e melhor administração da base instalada de equipamentos.
Antecipação de recebíveis: a receita da antecipação de recebíveis
também foi superior ao esperado, aumentando 8% T/T.

Embora os volumes de cartões de crédito e o % de RAV tenham ficado
em linha com as expectativas, os spreads acima do esperado impactaram a receita de forma positiva. Despesas operacionais: a
empresa registrou números inferiores às nossas estimativas, com R$7,6 milhões de economias não recorrentes devido à redução
nas despesas de marketing e à reestruturação dos canais de relacionamento dos PMEs.

Conclusão: de modo geral, o lucro líquido ficou acima das nossas expectativas em 6%, resultante de receitas e despesas
operacionais ligeiramente melhores. Consideramos esses resultados como mais um trimestre construtivo para nossa opinião
positiva sobre as adquirentes no longo prazo. No entanto, como as ações da empresa são negociadas a um P/L próximo a 15x
para o final de 2012, começamos a questionar até que ponto o potencial de alta será motivador no futuro.
real de desconto de 10% e uma perpetuidade real de 0%: +9%
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19539 de 1955124/Dez/2011 18:22 0
 rcbocardo Comentários: 4832 - Desde: Jun 2007
REDECARD (RDCD3)
PREÇO ATUAL R$30,50
PREÇO-ALVO: R$33,50

Henrique Navarro
Renato Schuetz

TESE DE INVESTIMENTO
�� Forte crescimento estrutural na indústria de cartões no Brasil. Estimamos que o
volume de transações na indústria de cartões do país pode crescer a uma taxa de
20% nos próximos dois anos.
�� Participação de mercado resiliente. A participação de mercado da Redecard deve
continuar resiliente, graças a seu modelo de "bankacquiring". Mais de um ano
depois do "Big Bang" (isto é a desregulamentação), nenhuma empresa recémchegada
penetrou significativamente no mercado brasileiro, pois acreditamos que
as barreiras à entrada foram mais fortes do que essas empresas previram
inicialmente. A barreira mais forte, a nosso ver, é o imenso poder comercial e a
capilaridade da rede de distribuição detida pelos bancos acionistas das adquirentes
existentes no Brasil.
�� Potencial de alta à frente trazido pela Hipercard. A Redecard está nas etapas finais
de concluir um acordo operacional revisado com a Hipercard, o qual deve melhorar
seu acordo original, possivelmente destravando valor para a franquia da empresa.
�� O novo relatório do Banco Central não deve trazer uma nova rodada de
regulamentação pesada para o setor, a nosso ver. Acreditamos que o novo relatório
do Banco Central do Brasil sobre o mercado de cartões do país possivelmente será
publicado entre o final de 2011 e o início de 2012. Apesar de não acreditarmos que
ele tenha tanto efeito de transformação como o primeiro (não esperamos que traga
regulamentação adicional), não descartamos o possível impacto negativo desse
fluxo de notícias sobre risco regulatório para as adquirentes brasileiras.
PERSPECTIVA PARA 2012
�� Acreditamos que a empresa atingirá um EBITDA de R$2,4 bilhões em 2012E,
11% acima de nossa estimativa para 2011. Estimamos que a taxa de desconto
comercial (MDR) em cartões de crédito tenha queda de 10 pontos-base, ao passo
que os volumes devem crescer 15%. Se a concorrência enfraquecer, vemos risco
potencial de alta para nossas estimativas.

Código Bloomberg
18,48 - 30,87
10.431
40,3
4,7%
Website
* em US$
Dados da Empresa, 13 de dezembro de 2011
Período de 52 Semanas (R$)
www.redecard.com.br
TMCC do Lucro Líquido 3 Anos (10-13E)*
Vol. Médio Diário (US$ Milhões)
Valor de Mercado (US$ Milhões)
RDCD3 BZ


REDECARD
AVALIAÇÃO E RISCOS
Nossa avaliação da Redecard baseia-se em um modelo FCD de dois estágios, com um Modelo de Crescimento Gordon na
perpetuidade. Os riscos estão associados a questões regulatórias, novas tecnologias que podem ameaçar o modelo de
negócios da Redecard, acirramento da concorrência e um crescimento do mercado abaixo do esperado em virtude de uma
desaceleração econômica.
A Redecard construiu uma grande rede de estabelecimentos comerciais afiliados no Brasil que aceitam cartões de crédito e
débito como forma de pagamento. A empresa recebe tarifas na captura, transmissão, processamento e liquidação de
operações com cartões de crédito e débito no Brasil. Atualmente, a Redecard é a principal adquirente de cartões MasterCard
e Diners Club no Brasil, passando a capturar Visa e outras bandeiras (como Hipercard) depois de 1º de junho de 2010. A
empresa oferece produtos e serviços adicionais para seus estabelecimentos comerciais e outros clientes, principalmente
através do aluguel de equipamentos eletrônicos de pontos de venda (POS) e oferecendo aos comerciantes a antecipação
dos recebíveis decorrentes das vendas com cartões de crédito. A empresa foi fundada em 1996 e é controlada pelo Itaú
Unibanco, com uma participação de pouco mais de 50%.

╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬╬
113135 de 11319601/Fev/2012 23:23 [Citar este comentário]  6
5 paulo_profComentários: 5666 - Desde: Jul 2009
Os multiplicadores de RDCD3, baseados nos últimos 12 meses, não são adequados para fornecer um quadro razoavelmente preciso do ativo.

Nos últimos 2 anos, a taxa média nominal de crescimento do lucro líquido foi pífia: UA = +0,32%; U2A = +0,35%

Ocorre que no 1S10, o lucro líquido havia sido 10% maior do que aquele no 1S09. Da mesma forma, o lucro líquido do 2S11, foi 19% maior do que aquele do 2S10.

O impacto da desregulamentação foi sentido principalmente no 2S10 (o lucro foi 8% menor do que no 2S09) e no 1S11 (o lucro foi 17% menor do que no 1S10).

Parece-me que uma hipótese para o crescimento médio real do lucro líquido nos próximos 3 anos, de 12%, é bastante conservativa (o lucro do 4T11, em termos nominais, foi 31% maior do que aquele do 4T10). Nestas condições, a fórmula simplificada do FCD, para uma perpetuidade real de 0% e taxa de desconto de 8%, fornece um preço justo de R$ 35,83.

Para um lucro, no exercício de 2012, 19% maior do que aquele de 2011 em termos nominais, a projeção do DY fornece 7,7%.

Para o que possa servir, os multiplicadores baseados nos últimos 12 meses são:

PREÇO: R$ 31,40
PAYOUT: 96,8% (exercício de 2010)
P/L 15,04
P/VPA 13,36
PSR 7,62
DY 6,44%
EV/EBTIDA 10,31
MARGEM BRUTA 71,7%
MARGEM OPERACIONAL 75,0%
MARGEM LÍQUIDA 50,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,087
MARGEM EBITDA 81,6%
ROE 88,81%
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113150 de 113201Modificado em 02/Fev/2012 00:26 [Citar este comentário]  2
5 small capsComentários: 5684 - Desde: Fev 2007
Ilustres,

Esta parte do relatório do balanço anual da Redecard exprime com exatidão o que considero de mais importante numa análise de investimento.

Não, não são os cálculos complexos...

Sim, são as premissas que utilizamos para definiar a atratividade de um investimento...

Olha só:

"iii) Receita de aluguel de equipamentos POS: Totalizou R$ 215,0 milhões no trimestre, representando crescimento de R$ 46,0 milhões ou 27,2% sobre o 4T10 e um crescimento de R$ 26,4 milhões ou 14,0% sobre o 3T11. A base de equipamentos instalados e ativos, ao final do 4T11, atingiu 1.066 mil unidades, 6,9% inferior à base de 4T10 de 1.145 mil unidades e 2,1% inferior ao 3T11 de 1.088 mil unidades, em decorrência da gestão estratégica da mesma. O valor médio mensal do aluguel de POS no 4T11 foi de R$ 66,81 e representou aumento de 32,7% sobre o 4T10 com valor médio mensal foi de R$ 50,34, e aumento de 17,6% em relação ao 3T11 quando o valor médio mensal foi de R$ 56,82, decorrente da
maturação de ações de negociação e fidelização com estabelecimentos, mudança na política de isenções que ocorreram após a abertura do mercado, maior participação de terminais sem fio, combinadas à gestão estratégica da base instalada."

No words.

Tá bem, vou falar palavras :)

Tudo que é analista dava como "certa" uma tendência a zero dos alugúeis de equipamentos (maquininhas).... erraram feio...

Abraços,
Small caps.
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113269 de 11327402/Fev/2012 15:45 [Citar este comentário]  0
2 apolo20 Usuário PremiumComentários: 2421 - Desde: Set 2009
Srs.

A Redecard divulgou ótimos resultados para o período relativo a 2011 e acima de nossas expectativas.

O volume financeiro de cartões de crédito e débito cresceu 22,1% e 31,6% respectivamente, quando comparado ao ano de 2010.

Os dados estão em linha com o que foi projetado por nós e acima da média de crescimento do mercado, de acordo com a ABECS (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviço).

Já no desempenho operacional, destacamos o forte crescimento de 28,3% na receita advinda de cartões de débito em função da melhora na taxa administrativa cobrada dos estabelecimentos.

Ainda que o volume tenha sido forte, a receita do segmento de cartões de crédito trouxe elevação de 5,5% em função da queda nas taxas administrativas, que finalizou 2011 com média de 1,18%, exatamente igual ao que projetamos.

Conforme prevíamos, a receita com aluguel de POS (Point of sale ou “maquininhas”) apresentou queda de 6,1% na comparação anual, ficando 1% acima do que foi projetado por nós.

A geração operacional de caixa medida pelo EBITDA ficou praticamente estável com margem EBITDA de 62,3%, assim como o lucro líquido que também manteve-se em linha com o mesmo período de 2010.

Ainda sem data definida, a companhia anunciou que irá distribuir 96,9% do resultado de 2011 aos acionistas. Com os bons resultados apresentados e o anuncio da forte distribuição de JCP e dividendos, acreditamos que o mercado reagirá positivamente.
Coinvalores

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