"TxMx, PMAM3 vive um longo processo de reestruturação. Tem tentado vender alguns ativos, ante o peso da sua dívida. É um ativo para ser analisado sob o enfoque de empresa em situação especial, turnaround. Ela tem um preço razoável, diante do risco associado à dívida. Comprar suas ações equivale a acreditar de que terá êxito nas negociações para venda de seus ativos, especialmente."
3590 de 5068 05/Abr/2009 00:53 0
jparthur Comentários: 169 - Desde: Mar 2007
Small.
"O balance da Paranapanema apareceu com positivo pela primeira vez. Você acha que ela poderá vir a ser un turn-around e valeria a pena de começar a encarteirar. O VPA dela é 3,80 e o valor atual é de 2,65 (PMAM3)."
5115 de 5802Modificado em 03/Mai/2009 22:17 [Citar este comentário] 0
Em condições, digamos, normais de mercado, o problema da Paranapanema, nos últimos 2 anos, tem sido uma margem bruta que inviabiliza o seu negócio:
Em 2007, a margem bruta para uma Receita Líquida de R$ 3,95 bilhões foi de apenas 2,3% (R$ 92 milhões). Em 2008, a margem melhorou um pouco, mas ainda ficou longe do necessário para viabilizar o negócio: 5,4% para uma Receita Líquida de R$ 3,30 bilhões. Para vc ter uma idéia, em 2006 a margem bruta havia sido de 14,5% sobre uma Receita Líquida de 3,60 bilhões.
No 2o. semestre de 2008 a situação foi agravada pela desvalorizaçãodo do real e no último trimestre do ano a Receita Líquida simplesmente despencou (de uma média de R$ 980 milhões nos 3 primeiros trimestres, foi para R$ 520 milhões).
Não fosse a receita líquida de R$ 400 milhões obtida com a alienação de ativos (mineração Taboca e subsidiária Mamoré) , a Paranapanema amargaria mais um ano de enorme prejuízo (acima dos R$ 200 milhões).
A receita obtida na alienação dos ativos e uma operação de aumento de capital social foram utilizados para reduzir 2/3 da dívida (de R$ 2 bilhões para R$ 668 milhões).
Embora:
a) os encargos da dívida sejam menores;
b) a menor margem bruta da mineração Taboca (por não estar ainda operando a 100%) tenha sido eliminada; e
c) a valorização do real tende a beneficiar o resultado financeiro da empresa
resta verificar como/se a empresa conseguirá administrar a redução de 47% verificada na receita líquida no 4T08. Se não conseguir, vem mais prejuízo por aí. O balanço do 1T09 deverá ser esclarecedor.
6934 de 6941Modificado em 08/Jun/2009 12:47 [Citar este comentário] 0
Estou de olho em PMAM3, mas acho que ainda não é o momento. O resultado do 4T08 (obtido pela diferença entre os resultados de 2008 e dos 9M08) é meio confuso. Parece que praticamente todo ele é não recorrente. O resultado do 1T09 veio horrível. A empresa vendeu abaixo do custo (resultado bruto negativo). E não é a 1a. vez que isto ocorre (no 4T07 e 4T08 também teve resultado bruto negativo). Recomendo esperar o 2T09 para ver no que vai dar.
9013 de 902215/Jul/2009 13:36 [Citar este comentário] 0
Estou começando no mercado e já estou lendo o livro do "Small Caps".
Gostaria de uma dicas que achei interessante: PMAM3, EUCA4, FRAS4, GPCP3 e UOLL4. Parece que os indicadores fundamentalistas são bons, o que acham?
Abraços a todos e novamente parabéns pelo nível das informações.
Estou de olho em PMAM3, mas acho que ainda não é o momento. O resultado do 4T08 (obtido pela diferença entre os resultados de 2008 e dos 9M08) é meio confuso. Parece que praticamente todo ele é não recorrente. O resultado do 1T09 veio horrível. A empresa vendeu abaixo do custo (resultado bruto negativo). E não é a 1a. vez que isto ocorre (no 4T07 e 4T08 também teve resultado bruto negativo). Recomendo esperar o 2T09 para ver no que vai dar.
Análise Coin Valores
A Paranapanema atua no segmento de metais não-ferrosos possuindo uma divisão cobre, sendo a maior produtora não-integrada de cobre refinado no Brasil e líder de vendas com participação de cerca de 40% em volume de vendas no mercado doméstico com volume de produção é de 240mil ton/ano de cobre eletrolítico, devendo atingir cerca de 276mil ton/ano a partir de 2013. É também uma das maiores produtoras de semi-elaborados de cobre no Brasil (laminados, barras, tubos, conexões e ligas de cobre), produzidos nas plantas industriais da Eluma S.A. com volume atual de 72mil ton/ano devendo atingir 130mil ton/ano em 2013. Além disso, nossas operações incluem a divisão fertilizantes que atua na produção de superfosfato simples e fertilizantes complexos.
RETROSPECTIVA 2010
A Paranapanema finalizou seu processo de reorganização societária com a incorporação da Eluma S.A. – Indústria e Comércio em 31 de março de 2010, etapa que encerrou o ciclo de reestruturações iniciado em 2006. Esta nova estrutura organizacional consolida o segmento de
cobre da companhia, gerando maior sinergia, redução de custo, melhora na geração de caixa e
na estrutura de capital. Dando prosseguimento à política de melhoria da Governança Corporativa da companhia, em 22 de março de 2010, todas as ações preferenciais foram convertidas em ordinárias, preparando a Paranapanema para o Novo Mercado da BM&FBovespa em busca de maior liquidez de suas ações no mercado. Em 14 de julho de 2010, houve a criação do comitê de auditoria e reorganização dos comitês financeiro e de remuneração e gestão, não estatutários ligados ao Conselho de Administração, bem como a reorganização de outros comitês não estatutários ligados à Diretoria da companhia, buscando a melhoria dos controles internos. A companhia expandiu sua capacidade instalada e seu mix de produtos, disponibilizando maior volume de produtos ao mercado com qualidade. Seguindo a Política Corporativa de Gestão de Riscos de Mercado, intensificamos o foco na maximização da cadeia produtiva e no mercado interno.
PERSPECTIVA 2011
Considerando um cenário macroeconômico brasileiro favorável de 2011-2016, com crescimento do PIB de aproximadamente 5% a.a. e perspectivas positivas para a demanda de produtos de cobre com a continuidade do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Brasil, exploração de petróleo no pré-sal, dos eventos esportivos a se realizar no Brasil como a Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas em 2016, investimentos em energia elétrica e em energia limpa e aumento da demanda na construção civil, estamos realizando investimentos que somam R$ 510 milhões até 2013 que impulsionarão a demanda por cobre nos próximos anos, reforçando o posicionamento das marcas CARAÍBA e ELUMA, melhorando nossa competição no mercado com a capacidade de aumentar a oferta de produtos de elevada qualidade. Em linha com as oportunidade de investimentos, a companhia estabeleceu ações estratégicas firmando parcerias estratégicas e intensificando a reciclagem de cobre a fim de aumentar sua rentabilidade, cujo reflexo será mais significativo a partir de 2011.
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