12123 de 12214Modificado em 19/Ago/2009 00:36 0 paulo_profComentários: 177 - Desde: Jul 2009
Aos interessados no setor de papel e celulose. Infelizmente os ativos VCPA4 e ARCZ6 não são contemplados em minha planilha. Os múltiplos são anualizados com base nos resultados do 1º semestre. Recomendo cuidado porque em ambos os casos os resultados financeiros do 1º. semestre não poderão ser repetidos. Se as empresas conseguirem, no 2º semestre, 50% do resultado financeiro obtido no 1º já será motivo para comemoração. Neste quesito, o impacto de uma queda no ganho financeiro será menor na SUZB5 do que na KLBN4. Para o cálculo do DY foi admitido um payout mínimo de 23,75%.
Difícil decidir qual é o melhor. Acabei escolhendo SUZB5 pelo maior crescimento anual médio da receita líquida e pela melhor margem ebitda.
Análise Coin Valores
No cenário pós-crise, os setores industriais que conseguiram capturar o dinamismo econômico
interno (além de outros países emergentes) e traduzir esse bom momento em resultados, apresentaram melhor desempenho em 2010. O setor de papel e celulose foi um dos que apresentaram boa desenvoltura. Nesse ano de recuperação, observou-se um movimento de alta dos preços da celulose no mercado internacional, refletindo uma conjuntura que contemplava oferta restrita (em função da parada de produção chilena e desalento econômico europeu) e demanda pujante (destacando-se a China como o maior país consumidor). As companhias integradas do setor (produtoras de papel e celulose) inseridas neste contexto se beneficiaram tanto da contração de oferta de celulose no mercado internacional, como do bom momento das economias emergentes, que representam os principais mercados consumidores de papel. Vale destacar que o mercado europeu e chinês foram os principais destinos das exportações de celulose no acumulado do ano de 2010 até outubro (aproximadamente 70%), evidenciando a dependência da performance econômica dessas regiões. Já com relação ao papel, as exportações brasileiras foram amplamente direcionadas à América Latina, o que conferiu certa “blindagem” da indústria papeleira em meio aos distúrbios que afetaram a demanda na Zona do Euro e EUA. Na tentativa de “reanimar” sua atividade, o EUA injetou liquidez na sua economia, desvalorizando o dólar. O movimento de depreciação da moeda afetou positivamente o resultado financeiro das companhias do setor (já que a maior parte de suas dividas é em moeda estrangeira), em contrapartida, as importações atingiram níveis inquietantes, somando US$ 1,73 bilhão (crescimento de 41,2%).
Todavia, as cotações de celulose devem apresentar certa pressão no começo de 2011. Essa perspectiva baseia-se na relativa melhora dos estoques, reabertura de plantas menos competitivas que haviam sido fechadas no período de crise econômica global, bem como no processo de maturação de uma planta chinesa com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas ao ano Já para o médio prazo (decorrer de 2011), os preços devem apresentar consistência, refletindo os patamares historicamente baixos dos estoques europeus, a expansão da demanda dos países em desenvolvimento, a recuperação (ainda que lenta e gradual) da demanda dos países desenvolvidos e, principalmente, a perspectiva de que não ocorram novas (grandes) agregações de capacidade à produção mundial até 2013. A relativa manutenção dos preços nos atuais patamares manterá o Brasil como um dos países mais competitivos do mundo na produção de papel e celulose, em virtude dos baixos custos de produção. Quando olhamos para o segmento de papel, num horizonte de perspectivas mais longo (próximos 15 anos), a demanda global por papel imprensa deve recuar substancialmente, em vista do avanço dos meios digitais. Contudo, o consumo de papeis para embalagem e tissue (papel absorvente/ higiene pessoal) deve expandir-se na mesma proporção ou acima do desempenho do PIB mundial. O futuro do setor de papel e celulose contempla alguns pontos chave, para os quais as companhias deverão estar atentas para manter atuação competitiva no mercado. Entre os fatores que determinarão os “sobreviventes”, destacamos o desenvolvimento de tecnologias (tanto para diversificação de produtos como para otimização de produção) e as fontes de recursos (tanto financeiros quanto matéria-prima). São exatamente esses aspectos que diferenciam o Brasil de seus concorrentes e que sustentam as perspectivas de investimentos para o setor. Segundo informações da Bracelpa, a indústria brasileira de papel e celulose investirá cerca de US$ 20 bilhões nos próximos sete anos na base florestal e na construção de novas fábricas. Além disso, estima-se que a produção de celulose passará de 13,4 milhões para 20 milhões de toneladas em 2017. Nesse mesmo período, a produção de papel aumentará de 9,3 milhões para 12,5 milhões de toneladas, e a área de florestas plantadas crescerá 25%.
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