Veja os melhores Comentários do Forum do Small Caps
Escolha abaixo as ações que deseja consultar

domingo, 11 de outubro de 2009

Mineração



334030  - clauc -  12 Fev 2017, 17:13
Olha como o negócio é bipolar:

Setor de mineração se entusiasma com promessas de Trump

Outra preocupação é com relação ao dólar. Um aumento no crescimento da economia dos EUA poderia valorizar a moeda americana, que é usada para definir o preço da maioria das commodities mundo afora. Um dólar forte geralmente pressiona a demanda dessas commodities para baixo e prejudica as mineradoras.

Um aumento nos impostos de importação nos EUA provavelmente teria implicações fortes nos preços das commodities no mundo todo e poderia fazer que o dólar disparasse mais de 10% em relação a outras moedas, segundo Robert Ryan, vice-presidente da firma canadense de dados financeiros BCA Research.

Algumas mineradoras de ouro, especialmente, estão preocupadas. Quando o dólar sobe, a cotação do ouro geralmente cai.

“Toda a sua política parece ser voltada para dentro, direcionada para fortalecer os EUA”, o que poderia pressionar a valorização do dólar, diz Mark Bristow, diretor-presidente da Randgold Resources, mineradora de ouro africana.

Outros dizem que as incertezas com relação às políticas de Trump poderiam ser benéficas para o ouro.

“Tudo o que precisamos é um bom tweet todo fim de semana” para manter os preços do ouro em alta, diz Srinivasan Venkatakrishnan, diretor-presidente da AngloGold Ashanti Ltd., da África do Sul, referindo-se ao prolífico uso do Twitter pelo presidente americano para abordar uma ampla gama de tópicos — geralmente adotando uma linguagem contundente.

“A incerteza geralmente ajuda a alimentar o preço do ouro”, acrescenta Venkatakrishnan.

http://br.wsj.com/articles/SB126028179553878048802...

167724 - bravodelta -  19 Fev 2013, 15:58
Governo se apressa para levar marco da mineração ao Congresso em março (Brasil Econômico, CAPA E 8)

O Brasil Econômico informa que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, apertou o passo para encaminhar ao Congresso Nacional a proposta de criação do novo marco regulatório da mineração até o fim de março, conforme determinou a presidente Dilma Rousseff. Ontem, um batalhão de mais de 20 representantes de instituições ligadas ao setor, ao governo federal e ao governo do Pará, foi recebido pela ministra. A ideia é formatar um código o mais conciliador possível. O principal nó é a Cfem, que atualmente tem taxa média de 2%. Enquanto os governadores defendem dobrar a taxa, o empresariado preconiza que a Cfem deve ser reduzida, para impedir a fuga de investimentos. A alegação é de que, somando a taxa aos encargos tributários, a parcela deixada nos cofres do governo é muito elevada. Outro ponto controverso do marco regulatório é a criação de licitação para outorgas. Pela proposta que está sendo formatada na Casa Civil, depois de ser elaborada pelo Ministério das Minas e Energia, há prazo de 35 anos para concessão de lavra, o que, no entender de especialistas da área, contraria a realidade dos empreendedores, já que a tradição é que a exploração seja feita até a exaustão da jazida. A criação de um agência reguladora é vista com bons olhos pelos governos estaduais, e entre os empreendedores há a compreensão de que os critérios para a autorização de lavras sejam estabelecidos em lei.

164624 - Matiasco -  26 Jan 2013, 15:57
Sobre preços do minério de ferro (VALE):

" O consenso está com um preço de minério de ferro médio para 2013 em $ 120/ton, o que é abaixo da média dos dois últimos anos. No ano passado o preço do minério caiu fortemente no início do segundo semestre devido a estoques altos de minério na China e produtos acabados e incertezas sobre a atividade econômica.
Acredito que o preço do minério de ferro não caia pelo menos nesse curto prazo pelos seguintes motivos:

- estoques nos portos da China ainda estão em níveis baixos.

- estoques nas siderúrgicas chinesas também estão baixos.

- os últimos dados econômicos da China estão vindo melhores.

- após o ano novo chinês, haverá retomada de compra de minério de ferro, o que deve sustentar o preço.

Outros motivos que podem surpreender a favor da companhia nesse ano:

- redução do capital de giro.

- a empresa está focada na redução de custos.

- o consenso espera um dividendo mínimo entre $3.5 – 4.0 para 2013, no ano passado com um preço de minério médio $128/ton, a empresa pagou $6 bilhões de dividendo e em 2011 pagou aproximadamente $ 10 bilhões.

- empresa está desistindo de investir em projetos non-core.

- a relação com o governo melhorou bem nos últimos meses.

A posição técnica em relação a Rio Tinto está num nível historicamente baixo.

Até as pessoas terem certeza que o preço do minério não cairá tanto como se imagina para esse ano, a Vale deverá fazer um catch-up em relação a Rio e deve outperformar."

163248 - paulo_prof -  12 Jan 2013, 00:04
Citação: vellinhotrt4
Pessoal...
Prof. Paulo!!!
Quem irá se beneficiar mais com o aumento de preço do aço: CSNA ou USIM????
Se habilitam???
O preço do minério deve continuar pressionado durante todo o 1o. semestre. Ao preço atual, as mineradoras chinesas deveriam estar trabalhando a pleno vapor e, em conseqüência, equilibrando a oferta com a demanda. Ocorre que este é o inverno mais frio da China nos últimos 30 anos, o que está limitando muito a produção. Quando as condições climáticas permitirem, a produção das mineradoras chinesas vai proporcionar um choque de oferta, e os preços do 2o. semestre deverão ser sensivelmente menores do que aqueles praticados neste momento.

Ponto para a CSNA que, com a Mina Casa de Pedra, está infinitamente melhor posicionada relativamente ao insumo minério de ferro.

Há quem acredite que neste ano as chuvas virão 30% abaixo da média histórica. Se isto de fato ocorrer, acho que o ONS não terá alternativa a continuar despachando as térmicas durante praticamente todo o ano. Ponto para a CSNA que é auto-suficiente em energia.

Mas o ponto mais importante é que nas condições vigentes no 2T12 e 3T12, a margem bruta do negócio siderurgia para a Usiminas era próxima de zero. A margem bruta do segmento de siderurgia do 2T12+3T12 da Usiminas foi de aprox. 0,7% quando aquele da CSN foi de aprox. 18,2%. Não há termos de comparação. A CSN leva vantagem em praticamente tudo ... o único ponto favorável à Usiminas é a dívida líquida quando comparada ao Patrimônio Líquido. Mas como o enorme patrimônio líquido da Usiminas não gera um Ebitda minimamente compatível, a Dívida Líquida em relação ao Ebitda anual (que é a relação que realmente interessa) acaba sendo maior na Usiminas.

160277 - suzisinha - 13 Dez 2012, 12:12
Mineração e Siderurgia

13/12/2012 - 09:36

Minério de ferro volta a subir e é cotado a US$ 126,4 a tonelada

São Paulo, 13/12/12 - O preço do minério de ferro segue com sua trajetória de alta, tendo alcançado hoje o valor de US$ 126,4 a tonelada seca, ante US$ 125 registrados ontem. Esse é o maior valor da tonelada do insumo desde o dia 18 de julho, quando o minério estava sendo cotado a US$ 128,3. Esse preço segue a referência da matéria-prima com teor de 62% de concentração importado pelo porto de Tianjin, na China.

Nas últimas semanas o preço do minério de ferro tem buscado recuperação, após cair abaixo de US$ 90 a tonelada em setembro, registrando o menor preço em três anos. No ano, o preço mais alto da matéria-prima foi anotado no dia 13 de abril, quando a tonelada foi negociada a US$ 149,4. Na outra ponta o menor preço foi registrado em 05 de setembro, quando a cotação ficou em US$ 86,7 a tonelada. (Fernanda Guimarães - fernanda.guimaraes@estadao.com)

Análise Coin Valores
Sempre quando nós falamos em minério de ferro, associamos à produção siderúrgica. Com isso, precisamos analisar também este setor. A China praticamente dita o movimento da indústria siderúrgica, com produção de aproximadamente 50% (cerca de 650 milhões de toneladas) de todo aço mundial. Ou seja, a Ásia é, e continuará sendo, o principal destino de nosso minério de ferro. Numa continha básica, cada tonelada de aço consome cerca de 1,5 tonelada de minério de ferro. Só existem três lugares no mundo com grandes reservas do metal: Austrália, África e Brasil. A Austrália tem poucas jazidas ainda não exploradas. Na África, a instabilidade política e a infraestrutura precária tornam os investimentos extremamente arriscados. O Brasil é o único lugar onde há minas de grande porte e produto de alta qualidade disponíveis. Neste sentido, deverão ser investidos US$ 39 bilhões até 2014 para exploração do minério de ferro no Brasil. As exportações locais deverão passar de um pouco mais de 300 milhões de toneladas para cerca de 626 milhões em 2015. Para a economia, esse montante se traduz em superávit comercial, já que não importamos minério de ferro. O setor de minério, sobretudo os ferrosos, tem passado por um cenário de aperto entre oferta e demanda, tendo oferta restrita e demanda pujante. No lado da oferta, grande parte da “impossibilidade” de aumento pode ser justificada aos gargalos de logística brasileiros. Embora detenha uma imensa reserva de minério de ferro de alta qualidade, o Brasil ainda possui entraves logísticos que minam o desenvolvimento da capacidade de exportação - o Brasil possui cerca de 26 bilhões de toneladas de minério de ferro em reservas e é um dos principais exportadores mundiais (em 2009 foi o segundo país em quantia exportada da commodity – atrás apenas da Austrália). Em nossa opinião, as companhias que procuraram desenvolver projetos de minério de ferro vão ter que passar pela logística, podendo, em última instância, ter que se associar (ou vender ativos) para a utilização dos meios de transporte, como aconteceu em 2010 com a Usiminas e a MMX. É por este motivo que sempre, na programação de investimentos das grandes companhias do setor, acompanhamos expressivos volumes de recursos destinados para a logística do minério. Investimentos no setor estão sendo feitos e segundo o Ministério de Minas e Energia, a produção brasileira de minério de ferro deverá chegar a 1 bilhão de toneladas em 2030, representando aumento de cerca de 150% em relação a produção atual.
Vamos deixar um espaço para falarmos um pouco sobre fertilizantes, contudo, maiores detalhes poderão ser obtidos no setorial deste segmento, em páginas anteriores. Lembramos que o setor também pode ser considerado como commodities minerais, sendo que os fertilizantes têm seus preços formados no mercado internacional. Entre 2011 e 2014, devem entrar em operação oito projetos de investimento no setor de insumos para fertilizantes, metade deles liderados pela Vale, embora os maiores aportes devam ser da Petrobras. Voltando para a mineração, não trabalhamos com expressivas altas para o minério de ferro ao
longo de 2011, contudo, deveremos manter a trajetória de alta, beneficiada por fatores como: má fase da produção indiana e maior dependência chinesa por importações. Os investimentos
programados deverão se traduzir em forte expansão da oferta mundial e trazer queda nos preços da commodity no longo prazo, mas tal efeito não deverá ser percebido neste ano.
Como uma das características de risco destacamos a possibilidade de uma nova regulamentação do setor de mineração, o que poderia implicar em aumento de custos das mineradoras brasileiras. Com a mudança do quadro do governo federal, este assunto não deverá ganhar relevância no 1º semestre de 2011, entretanto, recomendamos aos investidores acompanharem as comissões de Minas e Energia, já que o assunto (além de outras questões tributárias) poderá ser acalorado.

Nenhum comentário: