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segunda-feira, 6 de abril de 2020

BRF (BRFS)

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Compradarlancsg (2013) - ispholambra (jun/16) - Ramosiano (2016)

Carteiras
BAC 1000 (abr/16, mai/16) - Chupim PRO (set/15) - escalador (fev/18) - FRBRAVIM (set/17) - Gersonlp (jan/19) - herdsman (fev/17) - leocardoso (mar/18) - MuadibGV (mar/18) - paulo_prof (fev/17) - pinheiro87 (nov/15jan/16fev/16mar/16fev/17mar/17mai/17fev/18,   abr/18jun/18mar/20)

Códigos de Negociação
Tipo
BRFS3
 Novo Mercado 

Balanços
A2019/4T2019 - DFP 31/12/2019
paulo_prof  -
A analise da BRFS é um samba do crioulo doido! Além da empresa ter contabilizado uma receita não recorrente de R$ 1,293 bihões em 2019 relativa ao ganho da causa judicial que tratou da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS e de Outras Despesas Operacionais onde também aparecem não recorrências, há a questão do Lucro Líquido das Operações Continuadas e o Prejuízo das Operações Descontinuadas. Para se ter uma idéia, o Lucro Líquido Societário foi de "apenas" R$ 297 milhões, quando o lucro líquido das operações continuadas teria sido de R$ 1,213 bilhões. Finalmente, há a questão do Ebitda e o Ebitda supostamente "Ajustado" para efeitos não recorrentes, incluindo efeitos tributários. Em 2019, o Ebitda foi de R$ 5,254 bilhões e o EBITDA Ajustado Ex-Efeitos Tributários teria somado R$ 4,433 bilhões.
No 4T19, a rubrica Outras Receitas Operacionais somou R$ 101 milhões e a rubrica Outras Despesas Operacionais, R$ 116 milhões negativos. O Ebitda do 4T19 foi de R$ 1,382 bilhões e o EBITDA Ajustado Ex-Efeitos Tributários, R$ 1,324 bilhões, muito parecido. Finalmente, o lucro líquido societário no 4T19 foi de R$ 680 milhões, enquanto que o lucro líquido das operações continuadas, R$ 690 milhões.
Em consequência, uma "medida" melhor dos resultados de 2019 seria a anualização dos resultados societários do 4T19, incluindo o Ebitda conforme definido pela CVM. 
Baseado exclusivamente nos números do 4T19 que parecem ser aproximadeamente recorrentes, ou seja, sem levar em consideração eventuais efeitos sazonais e consequências do coronavirus, o ativo parece muito barato. Ou seja, pode ser uma oportunidade para iniciar posição.

1T2018 -
PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). Receita Operacional Líquida (ROL)= A Receita Líquida consolidada da Companhia totalizou R$8,2 bilhões no 1T18, um aumento de 5,0% a/a. Esse crescimento reflete os maiores volumes comercializados (+5,7% a/a) no Brasil, Turquia e Ásia, porém com uma ligeira queda de 0,7% a/a no preço médio durante o período. A melhor performance comercial na Europa (reflexo de preços praticados mais elevados na região) e a contínua recuperação de preços em dólar na OneFoods compensaram parcialmente a queda de preços no mercado doméstico, que por sua vez, continuaram pressionados por um mix de produtos composto por mais produtos in natura no portfólio (30,6% do portfólio total no 1T18 vs. 27,4% no 1T17). Este último grupo de produtos cresceu 9,9% a/a no 1T18, enquanto que o volume de produtos processados apresentou expansão de 1,0% durante o mesmo período, considerando os volumes consolidados.; EBITDA Ajustado = O EBITDA Ajustado do 1T18 totalizou R$ 802 milhões, 40,7% maior na comparação anual. A margem totalizou 9,8%, 2,5 p.p. acima a/a. Este resultado reflete basicamente (i) a melhora da margem bruta, muito em função da queda do preço dos grãos no comparativo 1T18 vs. 1T17; e (ii) o melhor controle das despesas de SG&A, apresentando um dos menores níveis desde 2014.

A2017/4T2017 -

Realmente os resultados foram horríveis nesses dois últimos anos e a empresa destruiu valor, mas a boa notícia é que finalmente a Petros e a Previ acordaram e decidiram expulsar a galera da Tarpon e o Abílio, convocaram assembleia extraordinária e aparentemente a companhia vai dar uma guinada de volta às origens, com a volta de pessoas da gestão antiga. Se a BRF conseguirá se reerguer é outra história... Talvez demore mais 1 ano ou 2, mas acredito que por ser uma empresa premium, líder de mercado, vale a minha aposta. Meu PM é 43 e uns quebrados e eu provavelmente aumentarei posição no ativo, que representa apenas 4% da carteira de ações. Viva a diversificação.

Itaú Corretora - 
A BRF reportou resultados muito abaixo da expectativa no 4T17. O EBITDA ajustado no trimestre atingiu BRL 645 milhões (41% abaixo da estimativa dos nossos analistas e 44% abaixo do consenso de mercado). Houve mais provisões alocadas às operações e, assumindo que são não-recorrentes, a empresa teria atingido um EBITDA de BRL 890 milhões (18% abaixo da nossa estimativa). As expectativas eram baixas, mas o EBITDA não-recorrente mostra que a nova estratégia da empresa deve ser turbulenta no curto prazo. Nossos analistas setoriais estão reduzindo o valor justo de BRL 42,0/ação para BRL 36,0/ação e mantendo o rating market perform.

2T2017 -
marcosvinicius2  -
PAPEL SOBREVALORIZADO (*). NOS ULTIMOS 45 TRIMESTRES, 6 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (13,3333%). MEDIA DE LUCRO LIQUIDO X 1.000 (U12M) = -222.699; (U24M) = 183.879; (U36M) = 327.713; (U48M) = 313.159; MAIORES VARIAÇÕES = 12M X 12M : RESULTADO OPERACIONAL (-177,87%) E RESULTADO LÍQUIDO (-137,72%); 2T16 X 2T15 : RESULTADO LIQUIDO (-646,66%) E RESULTADO OPERACIONAL (-2435,51% ???). VALOR DE MERCADO (MIL) = 34.546.362; VALOR MAXIMO (MIL) = 61.587.886 NO 3T15; VE PSBE (MIL) = 42.762.912.
DESTAQUES FINANCEIROS:
• Receita Operacional Líquida de R$8.027 milhões, 2,8% acima do 1T17;
• Lucro bruto de R$1.646 milhões (+13,6% t/t). Margem Bruta de 20,5%, 1,9 p.p. acima do 1T17;
• EBITDA de R$575 milhões (+13,7% t/t), com margem EBITDA de 7,2%, uma expansão de 0,7 p.p. em relação ao 1T17;
• CAPEX de R$457 milhões no trimestre;
• Ajustado pelos impactos (proforma) das empresas adquiridas, FOI OBTIDO um ciclo financeiro de 38,2 dias, piora de 5,3 dias vs. 1T17

A2016/4T2016 -
Resultado veio horrível.

3T2016 -
paulo_prof   -
Tem que ser muito crédulo para pagar o preço corrente da BRFS3 !!! Péssimos resultados ... Ebitda em contínua involução. 

2T2016 -
paulo_prof   -
esquece!

1T2016 -
paulo_prof  -
Realmente, o resultado do 1T16 foi um completo fiasco!
O maior problema foi a enorme queda na margem bruta. Passou de uma média de 31% em 2015 para 25% no 1T16. Só aí, o lucro da empresa foi impactado em pelo menos R$ 350 milhões. Parece que os custos dos insumos no Brasil (especialmente o milho) dispararam neste 1o. trimestre. 
Há que se monitorar para verificar se a situação vai persistir. Por outro lado, há que se esperar para ver os resultados dos investimentos que estão sendo realizados visando a globalização da empresa. 

3T2015 -
paulo_prof  -
Como é de conhecimento de alguns, a BRFS vendeu todo o seu negócio no segmento dos lácteos, em dezembro do ano passado. Desde então, a DRE tem separado os resultados deste segmento (receita líquida, resultado bruto, resultado financeiro, resultados antes dos impostos), como operações descontinuadas.
Como consequência, quando se compara os resultados de 2015 com aqueles de 2014, há distorções. Nas DREs de 2015, a empresa "corrigiu" os números de 2014, separando a parte descontinuada para não contaminar a comparação. Aqui, entretanto, por razões "operacionais", os números como apresentados originalmente (sem separar a parte descontinuada) são mantidos.
Nos 2 primeiros trimestres de 2015, o Resultado Líquido das Operações Descontinuadas (prejuízo de R$ 7 milhões) foi irrelevante (em relação ao lucro atribuído à empresa controladora (R$ 819 milhões). Neste 3T15, entretanto, o lucro das operações descontinuadas (R$ 190 milhões) impactou fortemente o lucro líquido. Para não "contaminar" os índices, no que segue desconsiderei a parte não recorrente do lucro, referente as operações descontinuadas.
Parece-me que o ativo já esteve muito mais caro! Quem acredita na empresa e estava esperando uma oportunidade ... pode ser agora.

A2014/4T2014 -
paulo_prof  -
Esta parece gostar do dolar caro !!!!
O que vc acha ???? Considerando as taxas de crescimento do lucro líquido e ebitda, vc acha que o ativo está caro ou barato?

Características
Holding Operacional

Assembleias
AGO/E - 27/04/2020 11:00 - Assunto(s):  (i) Tomar as contas dos Administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e demais documentos relativos ao exercício encerrado em 31/12/2019;; (ii) Fixar em 10 (dez) o número de membros do Conselho de Administração;; (iii) Eleger os membros do Conselho de Administração;; (iv) Aprovar, nos termos dos §6º e §7º do artigo 20 do Estatuto Social, a indicação do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho de Administração;; (v) Fixar a remuneração global anual da administração da Companhia para o exercício de 2020;; (vi) Eleger os membros do Conselho Fiscal;; (vii) Fixar a remuneração dos membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2020.; AGE: (i) Deliberar sobre a alteração do Artigo 21 do Estatuto Social da Companhia;; AGE: (ii) Autorizar a celebração de contratos de indenidade entre a Cia e os novos membros do Conselho de Administração que vierem a ser eleitos na AGO a ser realizada cumulativamente com esta AGE;; AGE: (iii) Alterar o Plano de Outorga de Opção de Compra de Ações e o Plano de Outorga de Ações Restritas da Companhia.

Apresentações
03/03/2020 - Apresentações a analistas/agentes do mercado

03/03/2020 - Press-release

Plano de Recompra de Ações

Empréstimos

Balanços (Calendário)
03/03/2020
 DFP 2019 (antes da abertura)

 ITR 1T 2020

 ITR 2T 2020

 ITR 3T 2020

Dividend Yield
2020
2019






2,83%





Payout
2020
2019






23,75%








06/04/2020 - autorização de exportação -
informando que a planta de Dourados-MS (SIF 18), cuja capacidade de  abate é de, aproximadamente,130 mil  aves/dia,está  novamente  autorizada  a  exportar ao mercado chinês.Com a  efetivação  desta  medida,  a  Companhia  totaliza 14 plantas  autorizadas  a  exportar  para  a China, sendo 10 de aves e 4 de suínos.

367539  - paulo_prof  -  03 Mar 2020, 12:41
A analise da BRFS é um samba do crioulo doido! Além da empresa ter contabilizado uma receita não recorrente de R$ 1,293 bihões em 2019 relativa ao ganho da causa judicial que tratou da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS e de Outras Despesas Operacionais onde também aparecem não recorrências, há a questão do Lucro Líquido das Operações Continuadas e o Prejuízo das Operações Descontinuadas. Para se ter uma idéia, o Lucro Líquido Societário foi de "apenas" R$ 297 milhões, quando o lucro líquido das operações continuadas teria sido de R$ 1,213 bilhões. Finalmente, há a questão do Ebitda e o Ebitda supostamente "Ajustado" para efeitos não recorrentes, incluindo efeitos tributários. Em 2019, o Ebitda foi de R$ 5,254 bilhões e o EBITDA Ajustado Ex-Efeitos Tributários teria somado R$ 4,433 bilhões.

No 4T19, a rubrica Outras Receitas Operacionais somou R$ 101 milhões e a rubrica Outras Despesas Operacionais, R$ 116 milhões negativos. O Ebitda do 4T19 foi de R$ 1,382 bilhões e o EBITDA Ajustado Ex-Efeitos Tributários, R$ 1,324 bilhões, muito parecido. Finalmente, o lucro líquido societário no 4T19 foi de R$ 680 milhões, enquanto que o lucro líquido das operações continuadas, R$ 690 milhões.

Em consequência, uma "medida" melhor dos resultados de 2019 seria a anualização dos resultados societários do 4T19, incluindo o Ebitda conforme definido pela CVM. Nestas condições, ter-se-ia:



BRFS3

PREÇO: R$ 28,20

PAYOUT: 23,75% (mínimo legal)



Múltiplos baseados nos últimos 3 meses anualizados

P/L 8,39

P/VPA 2,90

PSR 0,62

DY 2,83%

EV/EBITDA 7,01

MARGEM BRUTA 25,5%

MARGEM OPERACIONAL 2,8%

MARGEM LÍQUIDA 7,3%

LUCRO POR AÇÃO R$ 3,360

MARGEM EBITDA 14,9%

DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 263,8%

ROE 34,54%

LIQUIDEZ CORRENTE 1,13



Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 42,00

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): -8,5% !!!!


Baseado exclusivamente nos números do 4T19 que parecem ser aproximadeamente recorrentes, ou seja, sem levar em consideração eventuais efeitos sazonais e consequências do coronavirus, o ativo parece muito barato. Ou seja, pode ser uma oportunidade para iniciar posição.

03/03/2020 - DFP 31/12/2019

03/03/2020 - Press-release

03/03/2020 - estimativa  de alavancagem financeira líquida
informa que como resultado da revisão de suas premissas futuras para o mercado de câmbio,  commodities,  notadamente  milho,  e  de  proteínas,  incluindo  os  efeitos  da  peste  suína africana na Ásia, os recentes casos de gripe aviária na Europa, Ásia e Oriente Médio e os impactos conhecidos  até  o  momento  do  coronavírus  no  mundo,  dentre  outros,  atualiza  a  estimativa  de alavancagem financeira líquida da Companhia, representada pela razão entre a dívida líquida1 e o EBITDA  Ajustado  dos  últimos  12  meses,  desconsiderando  efeitos  tributários  relevantes, a  qual deverá se situar entre 2,35x e 2,75x ao final de 2020. A BRF reitera o compromisso com a disciplina financeira como sendo um dos pilares essenciais de sua estratégia. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente informados sobre qualquer desdobramento relevante a respeito do tema acima mencionado.

17/02/2020 -
comunica que, em 16 de fevereiro de 2020, tomou conhecimento da nota oficial da Saudi Food and Drug Authority – SFDA, serviço sanitário da Arábia Saudita, acerca do relatório suspendendo temporariamente dois estabelecimentos da Companhia, especificamente Dois Vizinhos-PR e Francisco Beltrão-PR, para exportação de carne de frango para aquele país. A SFDA informa que a medida é temporária e solicita às autoridades brasileiras, entre outros, mais detalhes acerca das investigações conduzidas entre 2014 e 2018 sobre supostas violações cometidas pela Companhia na produção de ração e premix, preparado contendo vitaminas e aminoácidos. O impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Dois Vizinhos, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita. A planta de Francisco Beltrão não estava realizando embarques ao país

365060  - keep_calm - 08 Nov 2019, 19:01
BRF (BRFS3): A BRF registrou lucro líquido de R$ 445,6 milhões no terceiro trimestre nas operações continuadas e lucro líquido total societário de R$ 304,4 milhões, revertendo prejuízo de R$ 812,4 milhões de igual período do ano passado.O Ebitda ajustado somou R$ 1,609 bilhão, alta de 178,1%, o que inclui ganho líquido de R$ 467 milhões referente a ações tributárias. Excluindo-se esse ganho, o EBITDA Ajustado totalizaria R$ 1,142 bilhão.A margem Ebitda ajustada foi de 19,0% no terceiro trimestre, alta de 11,6 p.p.; excluindo-se o ganho líquido das ações tributárias, a margem ajustada seria de 13,5%.A receita líquida de R$ 8,459 milhões, alta de 8,4%. Apenas no Brasil, a receita líquida subiu 6,3%, a R$ 4,382 bilhões.A companhia ainda informou que, como resultado da implementação do seu plano de restruturação operacional e financeira e das perspectivas futuras para o mercado de proteínas, atualizou as suas estimativas de alavancagem financeira líquida, representada pela razão entre a dívida líquida e o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, a qual deverá se situar em torno de 2,75x ao final de 2019. “A BRF reitera o seu compromisso com a recuperação de suas margens operacionais e sua disciplina financeira”, afirmou.(fonte:infomoney)

350997 - marcosvinicius2 -  08 Jun 2018, 21:08
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). Receita Operacional Líquida (ROL)= A Receita Líquida consolidada da Companhia totalizou R$8,2 bilhões no 1T18, um aumento de 5,0% a/a. Esse crescimento reflete os maiores volumes comercializados (+5,7% a/a) no Brasil, Turquia e Ásia, porém com uma ligeira queda de 0,7% a/a no preço médio durante o período. A melhor performance comercial na Europa (reflexo de preços praticados mais elevados na região) e a contínua recuperação de preços em dólar na OneFoods compensaram parcialmente a queda de preços no mercado doméstico, que por sua vez, continuaram pressionados por um mix de produtos composto por mais produtos in natura no portfólio (30,6% do portfólio total no 1T18 vs. 27,4% no 1T17). Este último grupo de produtos cresceu 9,9% a/a no 1T18, enquanto que o volume de produtos processados apresentou expansão de 1,0% durante o mesmo período, considerando os volumes consolidados.; EBITDA Ajustado = O EBITDA Ajustado do 1T18 totalizou R$ 802 milhões, 40,7% maior na comparação anual. A margem totalizou 9,8%, 2,5 p.p. acima a/a. Este resultado reflete basicamente (i) a melhora da margem bruta, muito em função da queda do preço dos grãos no comparativo 1T18 vs. 1T17; e (ii) o melhor controle das despesas de SG&A, apresentando um dos menores níveis desde 2014:

BRFS3
PREÇO: 23,84
PAYOUT (2017): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -20,00
P/VPA 1,75
PSR 0,57
DY 0,00%
EV/EBITDA 17,03
MARGEM BRUTA 20,65%
MARGEM OPERACIONAL -3,61%
MARGEM LÍQUIDA -2,86%
LUCRO POR AÇÃO -1,192
MARGEM EBITDA 6,38%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 210,91%
ROE -8,74%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,08

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 1T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 1,32%
RESULTADO BRUTO 0,66%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 12,62%
RESULTADO OPERACIONAL 71,55%
RESULTADO LÍQUIDO 39,77%
EBITDA -1,02%

b) 1T18 sobre 1T17, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 5,04%
RESULTADO BRUTO 6,01%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 25,28%
RESULTADO OPERACIONAL -35,75%
RESULTADO LÍQUIDO -55,83%
EBITDA 83,59%

c) lucro (taxa média anual)
UA 39,77%
U2A ND
U3A -174,16%

d) patrimônio líquido médio
UA -5,42%
U2A -9,19%
U3A -9,09%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND !!!!
[...]

350721  - Ricardo Borges - 04 Jun 2018, 19:32
http://www.ricardoborges.com/noticias.htm

Comentários sobre resultados (TEND3, CPRE3, CCRO3, KEPL3, BRFS3) e outras notícias

BRF (BRFS3) - Empresa exageradamente alavancada em minha opinião, Dívida Bruta / Pat Líq em 187% e a Dívida Liq / Ebit em 9.09 (Fonte: Fundamentus), inclusive com elevada dívida em moeda estrangeira que não para de subir, o que deve piorar os índices de alavancagem e o prejuízo financeiro no próximo resultado. A empresa tem oferecido sucessivos prejuízos aos seus sócios e ainda com a greve dos caminhoneiros, a situação deve piorar. NÃO recomendo.

Ativo_12613_LucroLiquido_12M_18060410155

Fonte: guiainvest.com.br

"A BRF registrou prejuízo líquido de R$ 114 milhões no primeiro trimestre de 2018, informou a companhia nesta quinta-feira, 10. O prejuízo é 60,2% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de R$ 286 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 783 milhões no período, um aumento de 54,8% na comparação anual. A margem Ebitda cresceu 3,1 pontos porcentuais, para 9,5%.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 517 milhões no primeiro trimestre. Em igual período do ano passado, o resultado também ficou negativo, em R$ 413 milhões." (Fonte: IstoÉ)

Link para a matéria completa do jornal para ser lida:
https://www.istoedinheiro.com.br/prejuizo-da-brf-c...

Para quem desejar acompanhar as notícias econômicas e financeiras dos principais jornais nacionais:
http://www.ricardoborges.com/manchetes.htm

349852 - Rocha Preta inc -  11 Mai 2018, 01:49
BRFS3
A BRF (BRFS3) teve no 1T18 prejuízo líquido de R$114 milhões, redução de 60,2% em relação ao 1T17, quando o prejuízo foi de 286 milhões.

O resultado foi impactado principalmente por uma receita de R$107,4 milhões de IR, reflexo do ajuste de alíquota efetiva estimada para o ano de 2018; e pelo ajuste de marcação a mercado do Total Return Swap, de -R$176 milhões.

A margem líquida ficou negativa em -1,4% no 1T18, redução 2,3 p.p. em relação ao 1T17.

EBITDA ajustado foi de R$802 milhões e margem EBITDA ajustada de 9,8%, um incremento de 40,7% e 2,5 p.p. em relação ao 1T17, respectivamente.

A Receita Líquida consolidada da companhia totalizou R$8,2 bilhões no 1T18, um aumento de 5,0% a/a. Esse crescimento reflete os maiores volumes comercializados (+5,7% a/a) no Brasil, Turquia e Ásia, porém com uma ligeira queda de 0,7% a/a no preço médio durante o período. A melhor performance comercial na Europa (reflexo de preços praticados mais elevados na região) e a contínua recuperação de preços em dólar na OneFoods compensaram parcialmente a queda de preços no mercado doméstico, que por sua vez, continuaram pressionados por um mix de produtos composto por mais produtos in natura no portfólio (30,6% do portfólio total no 1T18 vs. 27,4% no 1T17).

No 1T18, a dívida líquida da companhia totalizou R$14,0 bilhões, acréscimo de R$709 milhões quando comparada aos R$13,3 bilhões no 4T17 como consequência de uma geração de fluxo de caixa livre (FCFF) negativa de R$ 238 milhões, além de R$ 471 milhões em impactos não-caixa provenientes de juros, variação cambial e marcação a mercado de derivativos.

A alavancagem líquida, considerando a razão entre a dívida líquida e o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, finalizou o 1T18 em 4,44x, melhora de 0,02x em comparação com o trimestre anterior. “A companhia reconhece que o patamar atual de alavancagem está além do considerado ideal em termos de estrutura de capital e está envidando todos os esforços para reposicioná-la para patamares mais baixos”, afirmou a BRF.

348579  - marcosvinicius2  -  30 Mar 2018, 15:22
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO ( * ). Receita Operacional Líquida de R$ 8,9 bilhões no 4T17, 3,6% acima do 4T16. Em 2017, a Receita Operacional Líquida atingiu R$ 34,5 bilhões, 0,8% abaixo de 2016: Lucro bruto de R$ 1,9 bilhão no 4T17 (+10,8% a/a), com margem bruta de 21,1%, 1,4 p.p. acima do 4T16. Em 2017, o Lucro Bruto totalizou R$6,9 bilhões, 8,3% abaixo de 2016; EBITDA Ajustado de R$645 milhões no 4T17, com margem de 7,2%, uma melhora de 1,8 p.p. em relação ao 4T16. Em 2017, o EBITDA Ajustado alcançou R$2,9 bilhões, com margem de 8,5%, um recuo de 0,2 p.p em relação a 2016:

BRFS3
PREÇO: 22,83
PAYOUT (2017): 0,00%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -16,48
P/VPA 1,66
PSR 0,55
DY 0,00%
EV/EBITDA 18,59
MARGEM BRUTA 20,63%
MARGEM OPERACIONAL -4,02%
MARGEM LÍQUIDA -3,36%
LUCRO POR AÇÃO -1,385
MARGEM EBITDA 5,66%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 104,77%
ROE -10,05%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,29

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,78%
RESULTADO BRUTO -8,27%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -2,40%
RESULTADO OPERACIONAL 323,80%
RESULTADO LÍQUIDO 202,26%
EBITDA -30,75%

b) 4T17 sobre 4T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -0,78%
RESULTADO BRUTO -8,27%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -2,40%
RESULTADO OPERACIONAL 323,80%
RESULTADO LÍQUIDO 202,26%
EBITDA -30,75%

c) lucro (taxa média anual)
UA 202,26%
U2A ND
U3A -179,68%

d) patrimônio líquido médio
UA -8,14%
U2A -9,80%
U3A -8,94%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ ND
Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): ND !!!!
[...]

347841  - NumBroker  -  06 Mar 2018, 17:33
Sim, prof! Ponto bem importante é que JBS tava com seu negócio rodando bem quando veio a bomba, no caso da BRF o negócio tá com margens bem ruins.

Quando digo que terá oportunidade seria no overshooting mesmo, todo mundo precificando as margens atuais nas suas projeções, jogando o preço na lona. Aí que tá. Será que, com ou sem PF, numa nova administração não dá pra desfazer as cagadas do período Tarpon/Abílio, recuperando margem histórica? Com Previ e Petros encabeçando, hehehehe?

Confesso que quando pensei abaixo dos 20 lembrei desse artigo abaixo da Suno estimando valor da empresa num cenário hipotético de recuperação de margens. Tenho a sensação que um dia vai acontecer, só que deve demorar bem mesmo... talvez a régua tenha que abaixar lá pros 15 mesmo. Os problemas de gestão do negócio são mais graves que os da PF.
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/brfs3-valuation

347829 - paulo_prof  -  06 Mar 2018, 14:21
Na minha opinião, os "cases" da JBSS e BRFS são bastante distintos.

Levando em consideração o último Patrimônio Líquido publicado, aos preços atuais, a JBSS3 está sendo negociada a P/VPA = 1. Já a BRFS3, com toda a derrocada, ainda está sendo negociada a P/VPA = 1,75. Nos R$ 20,00, numbroker, a relação ainda é substancialmente maior do que 1 (P/VPA = 1,45).

BRFS3 era uma "queridinha do mercado", sendo negociada sistematicamente muito acima de seus fundamentos. Quem garante que com as suas mazelas expostas, o ativo não perderá a sua "aura" anterior (em setembro de 2015 negociava a incríveis P/VPA = 3,80). Acho que a aposta mais razoável é que vai se tornar uma JBSS (ou seja, negociando a P/VPA em torno de 1).

3 plantas importantes para a exportação foram fechadas por agentes internos. Restam poucas dúvidas que muitas outras plantas sofrerão restrições por parte de clientes externos, sem mencionar aqueles clientes que simplesmente suspenderão a importação por um ano ou mais. O que a empresa vai fazer com toda a produção que será afetada? Não sou do ramo, nem sei como é dividida, nas plantas, a produção para os mercados interno e externo. Suspeito que não haja flexibilidade para que plantas "condenadas" pelos clientes externos possam ser substituídas por plantas que produzem essencialmente para consumo interno. A consequência será, mais uma vez, altos estoques sem destinação. A produção terá que ser interrompida, ou seja., provavelmente milhões de ovos terão que ser inutilizados. E a reputação? Acho que não será recuperada sem antes mijar, pelo menos durante uns 2 anos, no pinico.

O turn around da BRFS ainda está longe de se efetivar ... e eu acho que o preço atinge R$ 15,00 antes de voltar aos R$ 30,00.

347817  - Tnl  - 06 Mar 2018, 00:16
A gente já viu esse filme da BRF na jbs , vão falar q a carne não presta, contaminadas etc... vai sofrer embargos em alguns países, os papéis vão cair mais e mais, até fazerem um fundo. O pessoal começa a esquecer, falarão q houve mudanças, demitirão um monte de gente e falarão que está melhor após até recuperar tdo com promessas q vai fazer um controle mais rígido e etc, o q pode levar 1 ano pra voltar pora 30 reais.. Agora se outra companhia aproveitar desse momento e comprar brf aí papel sobe rápido ( q eu acho bem provável). Só compro qdo estabilizar a queda, tentar pegar faca caindo e acertar cu de mosca já desisti!!

347815  - paulo_prof   -  05 Mar 2018, 22:58
Acho que só quem é do ramo pode ter um insight realista. Eu só posso especular.

Receio que a BRFS pode ter um problema sanitário sério. De outra forma, ela não se daria o trabalho de comprar fiscais e de fraudar relatórios. Muito menos, ter o seu oresidente envolvido nas falcatruas. Se tivesse que apostar no escuro, diria que a ocorrência da salmonella é maior do que a tolerável.

Não fosse a Carne Fraca, não vejo como a empresa conseguiria produzir um prejuízo em 2017, com o menor custo da ração pelo menos desde março de 2017. No mercado internacional, a empresa perdeu volume e preço. Suspeito que os compradores aproveitaram a Carne Fraca para exigir descontos. Por outro lado, muitos carregamentos devem ter sido enviados de volta.

Com as novas acusações, não há porque a situação internacional melhorar. Pelo contrário ... deverá piorar.

No mercado interno, depois de perder fatias importantes em market share em todos os segmentos, só não houve uma recuperação no segmento de frios. Há que se ver que apito a Kidelli (nova marca) vai apitar.

347788  - Titopff   -  05 Mar 2018, 10:48
BRF NA MIRA DA PF
salvar
Brasil 05.03.18 07:13   

O alvo da nova fase da Carne Fraca é a BRF Brasil Foods.

Há 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão, diz o G1.

É uma operação enorme.
https://www.oantagonista.com/brasil/brf-na-mira-da-pf/

347754  - marcosvinicius2 -  03 Mar 2018, 13:26
Encontrei esse EXCELENTE estudo da BRFS postado pelo Forista Bochan do Forum CLUBINVEST, o estudo original está disponivel no site Investing.com, como o pessoal de lá copia daqui pra lá, a gente copia de lá pra cá (INTERCÂMBIO entre Foruns):

Citação: Hora do Gráfico - BRFS3: Abílio, Segura Peão!
Achei esta análise muito boa (talvez por dizer exatamente o que eu penso- viés de confirmação). Falo da parte fundamentalista, da parte AT entendo menos ainda.
Os gráficos ficaram muito grandes, algum moderador sabe ajustar?

Do Investing.com

O site do autor:http://economiasemsegredos.com/

Hora do Gráfico - BRFS3: Abílio, Segura Peão!
Por Denis FerreiraAções16.02.2018 16:07

Operar no setor de alimentos é algo bastante complicado. Para quem estuda (ou estudou) economia sabe que os gráficos de oferta e demanda nos alimentos é um dos que mais variam.

E explico o motivo. Apesar do fato do brasileiro ser um consumidor ávido, no setor de carnes em geral os produtos são muito voláteis e seguem muito de perto as variações de inflação quando com a subida dos preços as classes mais baixas (C e D) alteram seu consumo de carnes mais caras (bovina) e vão “descendo” na escala de consumo de proteínas passando para alimentos mais baratos como frango, porco e por fim ovos.

Qualquer estresse econômico que jogue os preços lá para cima impacta rapidamente os hábitos de consumo.

Se observarmos o gráfico de consumo nacional de proteína, veremos que a partir de 2008/2009, ou seja, o estouro da crise mundial o padrão de proteína na mesa do brasileiro alterou-se de carne para frango. Repare que o de suínos também subiu.

Consumo de proteínas - BrasilConsumo de proteínas - Brasil
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/picc636afc1e24a31a08f3fcdb5dbb9b8c0.3583
Mas se isso parece ruim por um lado, onde empresas que trabalham majoritariamente com um segmento (como a JBS (SA:JBSS3 (SA:JBSS3)) por exemplo) são prejudicadas, por outro nós podemos aproveitar uma empresa que agregue todos (ou a maior parte) os itens dessa escala. Estamos falando da Brasil Foods (SA:BRFS3) (SA:SA:SA:SA:SA:SA:BRFS3) meus amigos...

Brasil Foods, um fracasso que virou um sucesso!

Para não perder muito tempo nessa parte, mas ainda assim para relembrar ou informar um desavisado aqui ou ali, vale a pena dar uma passada de pano na história da empresa.

Após um desastroso ano de 2008, em pleno crash da economia norte americana e início da crise mundial, a Sadia vivenciou a sua pior crise financeira após uma série de apostas mal realizadas no mercado de derivativos cambiais.

O que se falava até então é que a Sadia estava pronta para adquirir a Perdigão, sua principal concorrente, mas depois de registrar um prejuízo de 2.5 BILHÕES no ano, as coisas se inverteram e os controladores da Sadia pediram arrego... Foi quando a Perdigão deu a volta por cima e arquitetou a fusão de ambas as marcas sob uma única empresa. Nascia assim a BRF.

E a empresa já nasceu gigante. Com mais de 120 mil funcionários espalhados no Brasil e no mundo, mais de 40 instalações e um faturamento anual de R$ 22 Bilhões (hoje em mais de 35 bi), a nova empresa figurava entre as Top 10 empresas do continente americano.

E no começo tudo parecia ir de vento em polpa!

Dito isso, os investidores se mostraram otimistas com o futuro da empresa e isso (como sempre) se refletiu nas ações da companhia:

https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic4e0cd5182a9eb5d06dcb468c5d811e5a.1365

LTA - BRFS3LTA - BRFS3
Ah, foram seis lindos anos de amizade que deram certo para todo mundo.

A empresa expandia as suas operações no Brasil e no exterior agressivamente para realizar um maior mix de clientes e focar na exportação de produtos industrializados para países e regiões como Argentina (adquiriu a Quick Foods, dona da marca Paty), Oriente Médio (adquiriu 49% da Federal Foods) e Ásia com Hong Kong e Macau (fez parcerias com a empresa chinesa Dah Chong Hong).

Tudo parecia estar indo de acordo com os conformes, mas havia uma pedra no meio do caminho. Uma pedra não, um meteoro!

2016, o ano da virada (para baixo)!

Eu particularmente evito trabalhar com empresas como a BRF, a Mafrig e a Minerva (SA:SA:SA:SA:SA:SA:BEEF3), ou seja, empresas de alimentos e isso porque elas estão condicionadas a coisas que fogem muito do controle e das previsões humanas: o clima.

Ora, se a matéria prima da BRF é proteína animal (carne, frango e suíno) e estes tem seus ciclos de criação próprios, qual o mínimo denominador comum destes quando estamos avaliando custos produtivos? A resposta é ração... a resposta é COMMODITIES.
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic470d04698e0e339eaa1d895df0e8b387.7748
Custo ração Brasil x MundoCusto ração Brasil x Mundo

Pegando o custo da ração (em dólar USD) entre os períodos de Dez/13 a Dez/16 nós temos que dado o clima positivo em 14 e 15, ambos anos favoráveis para a agricultura, o custo produtivo do animal apresentou redução, ficando em um patamar estável por cerca de dois anos.

Mas para o meio de 2015 foi se formando a expectativa de que 2016 seria um ano de El Niño (clima desfavorável para soja/milho). A confirmação do El Niño se dá quando há aumento de temperaturas nas leituras trimestrais, devendo o clima ficar +0.5ºC por cinco trimestres consecutivos. E isso foi confirmado ao longo de todo 2015:
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pica339df1dc38ad16209acbd9c8bf6d3f6.6893
Acompanhamento de Variação Clima - El niñoAcompanhamento de Variação Clima - El niño

(Para entender melhor o que El Ninõ e La Ninã segue link: https://www.agrosmart.com.br/blog/el-nino-e-la-nina-entenda-os-fenomenos-e-impactos-no-brasil/)

Com um cenário pior para Soja/Milho, os custos começaram a ser reajustados para cima e os preços das rações dispararam novamente (farelo de soja, um dos principais compostos para rações, subiu quase 39% ano sobre ano). E para quem não sabe, o custo para se criar frango e porco é basicamente ração...
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pice19a65da0525d793841426df78e1bc01.9849
Custo produção de Aves e Suínos - BrasilCusto produção de Aves e Suínos - Brasil

Apesar do mercado mundial como um todo ter sofrido com o El Niño, os países da América Latina como Brasil e Argentina tiveram grandes quebras de safras e com isso o preço interno da soja e milho disparou, deixando as empresas por aqui em posição desfavorável de preços quando foi necessário repassar estes aos consumidores.

Porém, dada a demanda fraca e o consumo em queda frente a elevada inflação em 2016 (lembra do gráfico lá em cima), as empresas como a BRF ficaram de mãos atadas em repassar integralmente o aumento de custos ao consumidor final, tendo a sua margem esmagada:

https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pice3552002c7ea246b1c340bbebc987455.93

Margem do produtor - Frango BrasilMargem do produtor - Frango Brasil

Para piorar, com o custo elevado as nossas exportações ficaram pouco competitivas com outros pares internacionais, levando a uma queda de -11% no total exportado.

Dado uma série de contrapontos e desarranjos dentro e fora da BR Foods, o resultado disso é possível se ver no quadro abaixo, onde podemos acompanhar o lucro líquido e a geração EBITDA da companhia:
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic8e1008025243175b5962391d69e0e6c0.0495
Resultados Trimestrais - BRFS3Resultados Trimestrais - BRFS3
Menor geração de caixa leva as empresas a o que? A se endividar para girar as suas operações, é claro! Entre os anos de 2015 e 2016 a BRF viu seu endividamento líquido (já exclusos disponibilidades) subir vertiginosamente de R$ 6.2 Bi no 1Tri/15 para R$ 11.1 Bi no 4Tri/16 com uma alavancagem passando de 1,26x para 3,25x no mesmo período.
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic361dd84304fea3d53f8fbccc34fe181a.5292
Evolução de endividamento - BRFS3Evolução de endividamento - BRFS3
Tivemos com isso uma resposta do mercado, onde os papéis iniciaram sua lenta e contínua perda de valor, revertendo a sua antiga LTA até então, conforme é possível ver no gráfico abaixo:
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/piccf5d64b57a882996bbd5f5567869f5ef.2735
LTB - BRFS3LTB - BRFS3
Hora do Gráfico - Abílio, segura peão!

Nas famosas Ondas de Dow, um papel no mercado possui três grandes movimentos, sendo eles: i. Uma linha de tendência de alta/baixa, ii. Uma reversão temporária dessa tendência e iii. Retomada da tendência de alta/baixa anterior dando continuidade ao movimento maior.

E foi o que muitos pensaram ter ocorrido no final de 2015, quando o papel entrou em um breve movimento corretivo, esperando-se que logo mais a tendência anterior de alta fosse mantida. Ledo engado.

Ao contrário do que nos diz Dow, os papéis da BRF reverteram para uma LTB (linha de tendência de baixa) e depois disso foi só ladeira abaixo. O papel saiu do patamar de R$ 76,00 para próximos dos R$ 33,00 atualmente. Uma queda de mais de -55%!!!

As atenções todas se viraram para o seu frontman midiático Abílio Diniz, o mega empresário de sucesso que havia adentrado no conselho da BRF no fim de 2013 com a promessa de torna-la uma campeã, não apenas nacional, mas mundial.

Mas o que se esperava de seu chairman (Abílio) e do então presidente da companhia Pedro Faria, este segundo recomendado pela acionista Tarpon (SA:SA:SA:SA:SA:TRPN3) e fortemente apoiado pelo próprio Diniz, não foi concretizado. Pelo contrário, houveram sucessões de erros estratégicos e operacionais, dentre eles:

[b][font color="#e61952"]1) Não entender o setor: [/font][/b]

Esse foi o principal erro da nova gestão Diniz/Faria. Acostumados a empresas do setor de varejo e consumo, ambas com uma dinâmica bem diferente das empresas industriais (como é a BRF), a nova administração tentou impor velhas estratégias de sucesso em outros setores em um ramo que não cabia.

O maior equívoco feito foi quando a administração impôs a redução brusca dos estoques de rações para a criação de suínos e aves a fim de manter por maior tempo possível o dinheiro em caixa para aumentar o fluxo de caixa e não em estoques.

Resultado disso? O preço das rações disparou (como visto lá em cima) e a BRF estava com estoques baixíssimos para alimentar os animais. A consequência foi ter gastos maiores com aquisição de ração quando estas estavam em valores recordes de alta. Isso impactou fortemente os fluxos de caixa da empresa, o que gerou os consecutivos prejuízos.

2) Rosto novo, tudo novo:

O erro observado no item 1 é diretamente decorrente do erro número 2. Com a entrada de Abílio, o mega empresário decidiu que era hora de dar uma repaginada na equipe de gestão da BRF.

[b][font color="#e6196b"]Com isso, foram demitidos funcionários chave que estavam há décadas na empresa e conheciam o fluxo de operações do setor. Em seus lugares, foram trazidos para a gestão conhecidos de Diniz que estavam acostumados a outros setores (como o de fast-foods ou cervejeiros).
[/font][/b]
A falta de experiência destes no setor da BRF aliado à visão equivocada de tentar transformar a empresa em uma Ambev (SA:SA:SA:SA:ABEV3), por exemplo, levou a decisões (como a citada no ponto 1) equivocadas que pessoas experientes no setor jamais cometeriam.

Para piorar, antigos funcionários da BRF foram absorvidos pelas concorrentes, como a JBS que além de contratar funcionários com alta experiência, tiveram acesso a informações trazidas por estes funcionários.

3) Revolucionar o que não precisa ser revolucionado:

Você conhece o ditado em que diz “time que está ganhando não se mexe”? Pois é. O Abílio parece não conhecer!

Historicamente Sadia e Perdigão (ambas da BRF após a fusão) eram concorrentes diretas no mercado de alimentos processados. Com preços muito próximos, a diferenciação estava mais no paladar do consumidor do que no preço da gôndola nos supermercados.

Pensando nisso, a BRF decidiu que iria reposicionar suas marcas. O plano era transformar a Sadia em uma marca premium com um marketing agressivo, enquanto que usaria a Perdigão como marca da classe média (C e inferiores). Dessa forma, os preços da Sadia foram aumentados em média 20% e os da Perdigão foram mantidos no patamar anterior.

O problema é que os consumidores não compraram a ideia da Sadia como uma marca da classe B e A e não aceitaram bem o aumento dos preços. Além disso, os concorrentes que atuavam em preços menores que a Perdigão subiram seu valor para o mesmo patamar e começaram a concorrer diretamente com a marca.

Resultado disso... a Sadia perdeu consideravelmente o seu antigo mercado de atuação (além de não angariar quase nada da nova classe que pretendia) e a Perdigão também viu seu market-share derreter com os concorrentes atacando sua fatia de mercado:


https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic0c2c9a0ca954d6d4b587c4f68b1b3410.0421
Participação de mercado - Segmentos diversosParticipação de mercado - Segmentos diversos



Está ai agora explicado o porquê da tamanha queda. Mas será que já acabou?



BRFS3 – Vem chumbo grosso por ai!



Às vezes achamos que já chegamos ao fundo do poço, mas depois vemos que é possível descer mais! E parece esse ser o caso da BRFS3.



Desde o começo de 2017 os papéis apresentaram um desenho bem nítido de LTB (linha de tendência de baixa) sem qualquer sinal de reversão para alta. A porrada veio forte ao longo de todo o primeiro trimestre (linha A). A queda entre o 4Tri/16 e o 1Tri/17 foi de aproximadamente -40%.


https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/picc4ce28dfa4cc6416d3c888fbaa02aa57.5605
OCO - BRFS3OCO - BRFS3

O papel até chegou a ensaiar alguma reação no segundo trimestre de 2017, mas não teve força suficiente para manter o movimento. Após uma alta em torno de 25% as ações entraram em uma janela de vendas (janela B) com o MACD cruzando a Signal para baixa e o Histograma entrando em campo negativo, demonstrando que a queda seria feia. O papel voltou ao patamar anterior dos R$ 35,00.

O movimento se repetiu meses depois quando voltou aos R$ 50,00 e o que pareceu ser a retomada da BRFS3, provou-se ser um dos sinais mais temidos pelos analistas grafistas no mercado. Estávamos enxergando um possível OCO (ombro-cabeça-ombro).

O alarme foi acionado e as atenções se voltaram ao próximo movimento de alta que estava previsto para os papéis, comprovando o segundo ombro e decretando a baixa forte esperada para depois.

Mas nem isso foi necessário esperar!

Com um 3Tri/17 decepcionante, prejuízos reportados, perda de margens, aumento de alavancagem e menor volume de vendas, os papéis amargaram um forte movimento de baixa e vem desde então (análise feita em 14-Fev-17) apontando para mais quedas.

O papel já tocou a casa dos R$ 30,00 e parece ter encontrado ali um suporte temporário á espera dos números fechados de 2017 que podem dar alguma força à uma recuperação, ou decretar de vez o pessimismo com a empresa.

BRFS3 – O QUE ESPERAR DO FUTURO?

Segundo análises das principais casas de mercado, espera-se que a BRFS3 apresente um resultado negativo no 4Tri/17 e no consolidado anual. Os números refletem ainda os erros do biênio 2015/16 que vem sendo carregados até então.

Pelo lado positivo, temos o cenário favorável para commodities e, consequentemente, para rações, o que pode ajudar a margem operacional da companhia com a redução de custos:
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic648bf636847163f1c853bfae0664134d.png
Custo da ração no Brasil e em mercados selecionadosCusto da ração no Brasil e em mercados selecionados
Os custos com rações no Brasil caíram vertiginosamente em 2017 com super safras de milho e soja, tendo o país fechado com um dos menores custos para criação no período. Com isso, a margem para os produtores voltaram a subir e ficaram acima das médias históricas.
https://d30-invdn-com.akamaized.net/content/pic1662657bf4a7d2b97dad4b3d2cc57c98.png
Margem do produtor de frangoMargem do produtor de frango
Com isso esperam-se números ruins, sim, mas menos piores do que nos trimestres anteriores.

Bons investimentos!

Nota: Caso tenha gostado da análise e quer aprender a interpretá-la (ou ainda realizar as suas próprias análises) você pode baixar as primeiras páginas do Guia Prático de Análise de Investimentos clicando aqui.

Publicação original: Hora do Gráfico – BRFS3

347661 - vidadetrader  -  01 Mar 2018, 01:57
BRFS3

Razão da alta de hoje:

Tyson Foods afia suas garras para depenar a BRF

A Tyson Foods, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, prepara o bote sobre a BRF. A porta de entrada é a compra das participações da Previ, Petros, Standard Aberdeen e Tarpon Investimentos. A operação lhe daria 33% da companhia, um pedaço razoavelmente expressivo se levarmos em consideração que o controle da BRF é pulverizado em bolsa e nenhum acionista detém mais de 11%. As gestões são conduzidas pela Tarpon, que poderia ser enxergada como uma traidora não fosse o capital apátrida, covarde e desleal.

A gestora de recursos foi parceira de primeira hora de Abilio Diniz na tomada da gestão da BRF e no afastamento de seus antigos gestores. Hoje, é um dos artífices da destituição do empresário da presidência do Conselho, em consonância com os fundos de pensão que ela própria ajudou a apartear da administração da companhia. A operação junta a fome de comprar de uns com a vontade de vender de outros – notadamente o trio Previ, Petros e Tarpon.

Os fundos de pensão querem sair da BRF para fazer caixa e reduzir seus respectivos rombos atuariais. Por sua vez, a gestora de recursos enxerga na investida da Tyson Foods a possibilidade de uma saída honrosa da holding controladora das marcas Sadia e Perdigão. Assim como a gestão da Tarpon contaminou a BRF, a BRF também contaminou a Tarpon.

A empresa ainda representa mais de 40% da sua carteira. Mas, no intervalo de três anos, comeu aproximadamente 45% do total de ativos da Tarpon por conta da deterioração do seu valor de mercado. Uns vão, outros voltam. A entrada no capital da BRF significaria o retorno da Tyson Foods ao mercado brasileiro quatro anos após a venda de três unidades de abate de aves no país. Um gigante do setor – com receita de US$ 40 bilhões, valor de mercado de US$ 30 bilhões e mais de 130 mil funcionários –, o grupo norte-americano encontra-se diante de uma pechincha: a ação da BRF está no menor patamar em cinco anos.

Apenas em 2018, acumula queda superior a 20%. E Abilio Diniz? A fotografia de momento mostra o empresário como derrotado e virtualmente deposto do cargo de chairman da BRF. Mas, tratando-se de Abilio, qualquer conclusão é sempre precipitada. O empresário já saiu de corners tão ou até mais agudos, dobrando Carrefour, Casino e a própriafamília. Não seria prudente descartar uma reviravolta em um segundo momento, com a presença de Abilio como parceiro da própria Tyson na reestruturação societária da BRF. Até porque a saída dos fundos de pensão e da Tarpon terá um efeito de descompressão no ambiente societário.

http://relatorioreservado.com.br/edicao/5815/

http://www.discrepantes.com.br/2018/02/28/petros-b...

347520  - pinheiro87   -  27 Fev 2018, 19:17
Citação: muadibgv - Post #347508 - 27/Fev/2018 15:13
Pinheiro,
Nessa queda dei uma olhada e não animei... Vc acredita em recuperação da margem da operação?
Sim, mas não sei quando. Virou uma espécie de turnaround, tem que ver o que o conselho novo vai propor. Acho que a mudança de direção é essencial, se conseguirem trazer algumas pessoas da gestão antiga ou reimplantar as práticas que a gestão Tarpon alterou (contratos, estoques, etc) quem sabe dê certo. Existe risco operacional, de execução, mas também não acredito por enquanto que a empresa vá quebrar.

Numbroker e Rocha Preta, os fundos de pensão (principalmente Petros e Previ) estão no conselho de várias grandes empresas, eles não são tão burros assim. Também estavam quando a companhia dava certo e partiu deles a tentativa de mudança, então pelo menos não são idiotas para ficarem vendo Tarpon + Abílio destruir tudo.

Paturi, não sei se dá para comparar com a Vale também. Na Vale ninguém tentou reinventar a roda, bem, talvez o Agnelli tenha tentado um pouco (diversificou demais, investiu em super cargueiros que foram barrados nos portos chineses pelo lobby das transportadoras, etc), mas já faz algum tempo que a gestão é mais pé no chão e o novo CEO que veio da Klabin representa continuidade. Vale passou por um momento complicado por razões diferentes: correlação com minério e desastre de Mariana. A BRF sofre por erros operacionais e de gestão.

Herds, acredito que você conhece o setor mais do que ninguém e fico um pouco preocupado ao ler seu post, mas vou pagar para ver. Questão dos grãos é cíclica, como a própria BRF. As mudanças operacionais dos últimos anos podem ser revertidas se a galera que entende do negócio voltar para a empresa. Como eu disse, é um turnaround e existe risco operacional. Honestamente não tenho uma grande convicção e nunca daria all in, mas nessa altura do campeonato em que tudo subiu absurdos acho que vale uma aposta em algo que ainda pode capitalizar. Porém sempre com disciplina na alocação e paciência para esperar o longo prazo. Vou ver que bicho vai dar, tomara que seja frango.

347518 - herdsman -  27 Fev 2018, 18:26
Pinheiro, não estou mais acreditando no setor de carnes para exportação. Acabou a credibilidade

E não temos mais 1) grãos baratas, 2) instalações simples e 3)mão de obra barata.

BRF a nível de campo é péssimo. Erraram feio de fazer a mudança de granjas com cortinas abertas para granjas completamente fechadas e com o

'reaproveitamento' do cepilho criou se um sistema que é propensa a ter contaminação por salmonela e outros.

Cada navio que é 'desclassificado e mandado . de volta para Brasil' acaba com o lucro de 10 outros navios.

347509  - NumBroker  -  27 Fev 2018, 15:20
Pinheiro, ficar na mão dos fundos de pensão não pode ser outro problema? O próprio final da matéria dá calafrios no leitor, olha só.

"Já o futuro da BRF dependerá da capacidade dos fundos de pensão de recolocar a empresa nos trilhos e curar o trauma de mais uma mudança de comando e estratégia. E neste quesito, os fundos de pensão brasileiros são, historicamente, tão perdedores quanto a Tarpon."

A Suno fez umas contas vislumbrando o retorno das margens históricos e não viu muito upside, dá uma olhada.

BR Foods: Queda De BRFS3 É Oportunidade De Compra Ou Não? Vamos Ao Valuation…
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/brfs3-valuation/

347506  - pinheiro87  -  27 Fev 2018, 15:10
Tenho essa há algum tempo, desde a montagem de grande parte da minha carteira de ações em 2015/2016. Durante muito tempo eu li os releases e acreditei no blablabla da Tarpon e do Abílio, de que havia uma "tempestade perfeita" e que as coisas iriam melhorar com o tempo. Achei que a melhora viria com a queda do preço do milho, mas estava redondamente enganado. Só veio mais blablabla e desculpas. Aparentemente a galera """especialista""" da Tarpon, em conjunto com o Abílio, destruíram a empresa enquanto vendiam a promessa de um terreno no céu.

Eu, como não entendo nada de criar galinha, nem sou um analista de ações tão bom assim, só fui entender o tamanho do problema quando li essa matéria do sempre valoroso Geraldo Samor: http://braziljournal.com/nildemar-estava-certo-as-...

Realmente os resultados foram horríveis nesses dois últimos anos e a empresa destruiu valor, mas a boa notícia é que finalmente a Petros e a Previ acordaram e decidiram expulsar a galera da Tarpon e o Abílio, convocaram assembleia extraordinária e aparentemente a companhia vai dar uma guinada de volta às origens, com a volta de pessoas da gestão antiga. Se a BRF conseguirá se reerguer é outra história... Talvez demore mais 1 ano ou 2, mas acredito que por ser uma empresa premium, líder de mercado, vale a minha aposta. Meu PM é 43 e uns quebrados e eu provavelmente aumentarei posição no ativo, que representa apenas 4% da carteira de ações. Viva a diversificação.

347469  - rogerben1  -  26 Fev 2018, 18:50
​http://www.valor.com.br/busca/Tyson+Foods
A BRF (BRFS3) esta fazendo uma estratégia de mestre, suas ações cairam 9% na ultima sexta-feira, possibilitando agora a entrada da Tyson Foods numa negociação que já vem sendo feita a mais de um ano, e que esta prestes a ocorrer com a troca de ações entre as empresas, o que alavancaria um aumento de 25% das ações da BRFS3 comparado ao preço da ultima sexta-feira, mencionou fontes internas.

347415  - NumBroker -  23 Fev 2018, 16:33
Hummmm...

BRFS3: Resultados Fracos no 4T17 + Novo Valor Justo
23.02 - 11:51 - Tiago Binsfeld

A BRF reportou resultados muito abaixo da expectativa no 4T17. O EBITDA ajustado no trimestre atingiu BRL 645 milhões (41% abaixo da estimativa dos nossos analistas e 44% abaixo do consenso de mercado). Houve mais provisões alocadas às operações e, assumindo que são não-recorrentes, a empresa teria atingido um EBITDA de BRL 890 milhões (18% abaixo da nossa estimativa). As expectativas eram baixas, mas o EBITDA não-recorrente mostra que a nova estratégia da empresa deve ser turbulenta no curto prazo. Nossos analistas setoriais estão reduzindo o valor justo de BRL 42,0/ação para BRL 36,0/ação e mantendo o rating market perform.

Os principais destaques dos resultados foram:
- Volumes domésticos foram um dos poucos pontos positivos do trimestre. A BRF reportou crescimento de 12% nos volumes de comida processada e manteve a melhora no market share, ao custo de menor rentabilidade.
- Os mercados internacionais ainda são um desafio ao processo de desalavancagem da empresa, considerando que Europa, Japão e Arábia reduziram as margens da empresa.
- A alavancagem atingiu 4,8x (4,5x ajustada). A empresa projeta uma alavancagem de 2,5-3,0x no final de 2018, o que deveria levar, na estimativa dos nossos analistas a um EBITDA entre BRL 4.300 e 4.900 milhões.

Nossos analistas do setor reforçam que vêem uma oportunidade de compra na ação abaixo do patamar de BRL 29,0/BRFS3. Esse valor já teria implícito a parte inferior do guidance da empresa (BRL 4.300 milhões) e um múltiplo que não implica crescimento.

fonte: Itaú Corretora

347412  - leocardoso   - 23 Fev 2018, 15:53
O momento dela me parece muito com o da Vale em 2015. Prejuízos monstros,furacão de problemas, mas olha a vale hj,já multiplicou por mais de 4x desde a mínima.
Acredito que empresas lideres em setores importantes como alimentos , conseguem dar a volta por cima.
Eu vou acompanhando , parando de cair ,entro parcial...Fica aqui o registro pra posteridade,2,3 anos lá na frente;
Se não parar de cair e chegar nos 25, compro a primeira parcial de 3.Abs e sucesso

341797  - pinheiro87 -  04 Set 2017, 20:42
A BRF comeu o pão que o diabo amassou. Absolutamente tudo que podia dar errado nos últimos 2 anos deu, desde controlador/CEO batendo cabeça, recessão absurda no BR, concorrente se expandindo a qualquer custo fazendo guerra de preços (JBS), aumento drástico do principal insumo (milho), enfim, espero que a empresa saia fortalecida deste péssimo ciclo. Agora que o preço do milho caiu as coisas devem melhorar bastante. A conferir se a aposta na Sadia Halal vai trazer frutos.

Considerei trocar minhas BRFS3 por TRPN3, mas como o Prof disse, apenas uma parte pequena da receita chega ao acionista. Mesmo assim vai performar bem se BRFS3 subir, teríamos que ver quem caiu mais, etc. Tarpon resumidamente é BRFS3 e Somos Educação, esta segunda subiu consideravelmente nos últimos tempos (100% esse ano) e existem alguns boatos que está para ser vendida para a Kroton. Isso talvez encoraje a troca, infelizmente a Tarpon parece não estar nem aí para o mercado e o seu site de RI está bem abandonado.

341774  - paulo_prof  - 02 Set 2017, 20:59
Citação: willamsilva - Post #341773 - 02/Set/2017 16:16
Para quem souber/puder ajudar: a derrocada dos papeis da TRPN3 coincidiu mais ou menos com a queda da BRFS3. Isso significa dizer que se a BRFS3 voltar aos patamares anteriores (de preço e/ou lucratividade), a TRPN3 lucrará com isso ou nem tem nada a ver?
A Receita Líquida da Tarpon é constituída de duas fontes: taxa de administração e taxa de performance dos seus fundos.

Devido a incompetência de seus gestores, há muito tempo (acho que há mais de 2 anos) a empresa não recebe um centavo devido a performance. Por outro lado, a maior parte da receita com a taxa de admiistração (na faixa dos 75%) é dispendida internamente. Das Despesas Gerais e Administrativas, que somam ao ano mais de R$ 40 milhoes, aprox R$ 30 milhões são dispendidos com pessoal, incluindo bônus e opção ce compra de ações.

Os fundos de investimento da Tarpon detém aprox. 8,55% do capital da BFRS. Considerado a base de ações e o preço aprox. de mercado (R$ 40,00), conclui-se que o valor das ações da BRFS nos fundos da BRFS é de aprox. R$ 3 bilhões. Isto certamente representa um percentual relevante do patrimônio total dos fundos da Tarpon. Tudo indica que se/quando a performance da BRFS3 for superior ao índice definido para mensurar a performance, a taxa de performace deverá alterar significativamente a Receita.

Ocorre que não necessariamente a maior parte desta receita fluirá para o acionista. Sou capaz de apostar que a maior parte da Receita com a performance acabará no bolso dos gestores.

PS. Já não dera sem tempo ... finalmente o Conselho da BRFS emitiu o bilhete azul ao presidente da empresa e fundador da Tarpon. O cara não só conseguiu produzir o primeiro prejuízo da história da empresa, como está/estava tendo uma enorme dificuldade em reverte-lo.

341745  - marcosvinicius2  -  01 Set 2017, 20:46
COMENTÁRIO: PAPEL SOBREVALORIZADO (*). NOS ULTIMOS 45 TRIMESTRES, 6 APRESENTARAM LUCRO LIQUIDO NEGATIVO (13,3333%). MEDIA DE LUCRO LIQUIDO X 1.000 (U12M) = -222.699; (U24M) = 183.879; (U36M) = 327.713; (U48M) = 313.159; MAIORES VARIAÇÕES = 12M X 12M : RESULTADO OPERACIONAL (-177,87%) E RESULTADO LÍQUIDO (-137,72%); 2T16 X 2T15 : RESULTADO LIQUIDO (-646,66%) E RESULTADO OPERACIONAL (-2435,51% ???). VALOR DE MERCADO (MIL) = 34.546.362; VALOR MAXIMO (MIL) = 61.587.886 NO 3T15; VE PSBE (MIL) = 42.762.912:

BRFS3
PREÇO: 42,52
PAYOUT (2016): -166,71%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses

P/L -38,78
P/VPA 3,04
PSR 1,05
DY 0,00%
EV/EBITDA 28,95
MARGEM BRUTA 20,26%
MARGEM OPERACIONAL -4,02%
MARGEM LÍQUIDA -2,70%
LUCRO POR AÇÃO -1,096
MARGEM EBITDA 5,45%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 131,75%
ROE -7,84%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,62

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses sobre 12 terminados no 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -2,77%
RESULTADO BRUTO -28,63%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 5,87%
RESULTADO OPERACIONAL -177,87%
RESULTADO LÍQUIDO -137,72%
EBITDA -60,68%

b) 2T17 sobre 2T16, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA -5,73%
RESULTADO BRUTO -14,19%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO 37,98%
RESULTADO OPERACIONAL -2435,51%
RESULTADO LÍQUIDO -646,66%
EBITDA -50,69%

c) lucro (taxa média anual)
UA -137,72%
U2A ND
U3A -193,84%

d) patrimônio líquido médio
UA -11,84%
U2A -11,57%
U3A -7,57%

DESTAQUES FINANCEIROS:

• Receita Operacional Líquida de R$8.027 milhões, 2,8% acima do 1T17;
• Lucro bruto de R$1.646 milhões (+13,6% t/t). Margem Bruta de 20,5%, 1,9 p.p. acima do 1T17;
• EBITDA de R$575 milhões (+13,7% t/t), com margem EBITDA de 7,2%, uma expansão de 0,7 p.p. em relação ao 1T17;
• CAPEX de R$457 milhões no trimestre;
• Ajustado pelos impactos (proforma) das empresas adquiridas, FOI OBTIDO um ciclo financeiro de 38,2 dias, piora de 5,3 dias vs. 1T17;

BRFS31.png

( * ) É PRECISO VERIFICAR NO RELATÓRIO DA ADM. A EXISTÊNCIA DE RESULTADO NÃO RECORRENTE:
( ** ) EMPRESAS DO SETOR FINANC onde houve necessidade de digitar os valores de REC INT FINANC (a pesquisa avançada não importou esses valores ) = BAZA3, BBDC3, BBDC4, BEES3, BEES4, BIGP3, BGIP4, BMEB3, BMEB4, BMIN3, BMIN4, BNBR3, BPAN4, BRIV3, BRIV4, BRSR3, BRSR5, BRSR6, BSLI4, CRIV3, CRIV4, IDVL3 IDVL4 ITUB3, ITUB4, PINE4, PRBC4, SANB11, SANB3, SANB4 E SFSA4;
( *** ) A VMCM = 5,56000000 foi calculada utilizando-se uma amostragem de 327 empresas com PL > 0 (Desta vez não foi utilizado o critério de LIQUIDEZ MÍNIMA). Na tentativa de um valor abaixo do indicado, a VMCM apresentou um valor < 5, o que indicaria um mercado subprecificado: forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=6&t=10754&start=620#p2082722
( **** ) Foram EXCLUÍDAS da amostragem inicial as empresas = DAGB33, MERC4, BRAP4, BRAP3, ECPR4, JBDU3, LFFE4, LFFE3, SBSP3, BAHI3, BMTO4, BMTO3 E LIPR3;

Conforme saem novas notícias sobre a operação Carne Fraca fica claro que houve falha no detalhamento das irregularidades encontradas pela PF + falha na apuração, interpretação e repasse dos dados pela mídia.

Carne de cabeça na linguiça: ministro da agricultura disse que é permitido.

Salmonela nos contêineres da BRF: empresa disse que existem 20 tipos de bactérias da família salmonela e que apenas 2 são proibidas em produtos in natura. Não havia indícios dessas 2 proibidas.

Papelão no frango: parece que se referiam a embalagem, que deveria passar de plástico para papelão e houve um erro bizarro de interpretação.

Enfim, uma série de erros. Parece que o que era concreto mesmo era a ingerência das empresas sobre a fiscalização.

Saiu na imprensa hoje que a PF só fez perícia em 1 lote de carne de apenas um frigorífico (do Paraná). Ou seja, houve muito sensacionalismo ao comunicarem as "conclusões".

Absurdo o impacto causado nas cias do setor, vários mercados internacionais barraram momentaneamente a importação de produtos do Brasil. Provavelmente ficaremos meses embarreirados e os países importadores devem enviar novas missões para fiscalizações sanitárias, imagino.

A situação já tava complicada para as minhas BRFS3, não precisavam piorar mais ainda.

335792  - herdsman   -  21 Mar 2017, 10:43
Pinheiro vivo no meio dos granjeiros. BRFS já estava com incúbatorio fechado aqui. Muitas granjas temem que vão ser desativadas. Por quanto tempo?

É um desastre. É caso de policia. É uma lesa-patria que os próprios idiotas da PF fizeram. O que se salva ainda?

As mesmas pessoas que no facebook fizeram nojo dos produtos vivem transando com qualquer um sem camisinha, para depois ir no postinho tomar um benzetacil.
[...].

335844  - pinheiro87   -  21 Mar 2017, 21:25
Herds, realmente absurdo o impacto causado, ainda mais pela gravidade das acusações feitas tendo periciado apenas 1 lote de um frigorífico pequeno do interior do Paraná. Tiraram conclusões precipitadas e acusaram o mercado como um todo de estar bichado quando faltavam provas materiais. Parece caso de sabotagem industrial, mas conhecendo esse Brasil acho que se trata apenas da boa e velha burrice mesmo, quiseram aparecer mais que o necessário.
[...]
                                                         ▲                                               ▲

Resultado veio horrível. Tenho em carteira, gostaria de aumentar a posição lá por volta dos 35.

As coisas tendem a melhorar esse ano com o preço do milho caindo. Além disso houve um surto de gripe aviária no sudeste asiático que aumentou consideravelmente as exportações de frango a partir do Brasil em janeiro. De qualquer forma a recuperação será lenta, mas virá.

Dizem que o Abílio desceu o cacete nos executivos durante a teleconferência.

Gosto da empresa, apesar dos pesares.
Tbm acho que logo logo voltam as margens.

Mas se tá ruim, tava ruim para todo mundo. Agora descer cacete nos executivos na teleconferência acho bobagem, o homem tá la dentro mais de ano.

Se tava no leme do barco não adianta gritar com os colegas.

Está no comando da empresa a 4 anos, e vem falar na conferência da gestão passada ainda? bem fora de contexto.

Dizer que a salvação é a consultoria da BCG para reestruturar a empresa... se consultoria salvasse empresas seria ótimo não!!!

Ver o último trimestre da empresa dar prejuízo, é o pior cenário que pode ser visto. E dizer que foi custo da ração/milho/soja? mas no ultimo trimestre é onde os preços estavam mais baixos ao longo do ano (conforme demonstração da no relatório) então o que provocou o prejuízo no ultimo trimestre?

O sr abílio precisa falar menos e fazer mais 
                                                                                           ▲                                                                      ▲
331448  - fvolpato  -  19 Dez 2016, 15:41
A possível fusão entre a BRF e a Minerva Foods está repercutindo no mercado da pecuária. Procuradas pela produção do Mercado & Companhia, as empresas não comentaram o assunto. O comentarista do Canal Rural Ivan Wedekin diz que a eventual junção das duas resultaria na criação de uma companhia ainda mais forte, com maior capacidade para explorar o mercado mundial.
http://www.canalrural.com.br/videos/mercado-e-cia/...

329124  - paulo_prof   -  30 Out 2016, 15:25
Tem que ser muito crédulo para pagar o preço corrente da BRFS3 !!! Péssimos resultados ... Ebitda em contínua involução.

BRFS3
PREÇO: R$ 54,09
PAYOUT (2015): 33,9%

Múltiplos baseados nos últimos 12 meses
P/L 28,76
P/VPA 3,49
PSR 1,27
DY 1,18%
EV/EBITDA 11,21
MARGEM BRUTA 25,3%
MARGEM OPERACIONAL 3,8%
MARGEM LÍQUIDA 4,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,881
MARGEM EBITDA 14,5%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 156,9%
ROE 12,13%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,41

Taxas de Crescimento Nominal

a) últimos 12 meses vs 12 meses terminados no 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +16,62%
RESULTADO BRUTO -9,35%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +28,49%
RESULTADO OPERACIONAL -48,06%
RESULTADO LÍQUIDO -44,64%
EBITDA -18,31%

b) 3T16 vs 3T15
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +2,74%
RESULTADO BRUTO -27,56%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -19,06%
RESULTADO OPERACIONAL -90,15%
RESULTADO LÍQUIDO -97,94%
EBITDA -32,317%

c) lucro (taxa média anual)
UA -44,64%
U2A 3,05%
U3A 3,04%

d) patrimônio líquido médio
UA -13,81%
U2A -7,12%
U3A -4,11%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 18,81

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +27,5%

329064  - NumBroker -  28 Out 2016, 18:53
BR Foods – Resultados do 3T16

28.10 - 15:20 - Tiago Binsfeld
Para nossos analistas, os resultados da BR Foods vieram negativos no 3º trimestre. O EBITDA ficou 8% abaixo do esperado pelos analistas e 5% abaixo do consenso de mercado, enquanto o lucro líquido veio em R$ 18 milhões, ante projeção de R$ 169 milhões. O mercado doméstico continuou fraco, com volumes 10% menores na comparação anual, queda de 0,5% no preço médio e perda de 0,4 p.p. de participação de mercado. No mercado internacional, os analistas destacam o EBITDA negativo na Europa e, do lado positivo, a recuperação de margens na América Latina. Os analistas mantêm a recomendação de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) e, em sua opinião, a companhia deve continuar enfrentando fraqueza tanto no mercado doméstico quanto externo. Eles também atualizaram o preço justo para as ações BRFS3, agora em R$ 61,00 por ação para o final de 2017.
Fonte: Itaú

325093  - paulo_prof   -  30 Jul 2016, 04:03
Resultados da BRFS, USIM, EMBR e NATU ... esquece! 
320714 - bac 1000 - 29/Abr/2016 11:48
BRFS3, caiu bem o lucro...
Prof Paulo, qual a sua análise?

• Receita Operacional Líquida de R$8.120 milhões, 15,2% acima do 1T15;
• Lucro bruto de R$2.031 milhões, 6,1% abaixo do 1T15; Margem Bruta de 25,0%, 5,7 p.p. abaixo do 1T15;
• EBITDA de R$1.025 milhões, 7,8% acima do 1T15, com Margem EBITDA de 12,6%, 0,9 p.p. abaixo do 1T15;
• Lucro Líquido de R$39 milhões, 91,5% abaixo do 1T15, e Margem Líquida de 0,5%, 6,1 p.p. abaixo do 1T15;
• CAPEX de R$608 milhões no trimestre;
• Ajustado pelos impactos (pro-forma) das empresas adquiridas no trimestre, obtivemos: i) ciclo financeiro de 37,7 dias, aumento de 5,1
dias vs. 1T15; ii) fluxo de caixa simplificado (FCF) de R$566 milhões no 1T16 e R$2.907 milhões acumulados nos últimos doze meses; iii)
alavancagem financeira líquida de 1,69x EBITDA; e iv) ROIC (Return on Invested Capital) de 12,9%, contra 12,3% no mesmo período do ano anterior.
320883  - paulo_prof  - 30 Abr 2016, 03:35
Realmente, o resultado do 1T16 foi um completo fiasco!

O maior problema foi a enorme queda na margem bruta. Passou de uma média de 31% em 2015 para 25% no 1T16. Só aí, o lucro da empresa foi impactado em pelo menos R$ 350 milhões. Parece que os custos dos insumos no Brasil (especialmente o milho) dispararam neste 1o. trimestre.

Há que se monitorar para verificar se a situação vai persistir. Por outro lado, há que se esperar para ver os resultados dos investimentos que estão sendo realizados visando a globalização da empresa. 
                                                                                           ▲                                                                      ▲
320762  - TraderCenter -  29 Abr 2016, 17:55
O lucro líquido da BRF (BRFS3), maior exportadora de carne de frango do mundo e uma das maiores fabricantes de alimentos processados do país, recuou 91,5% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2015, para R$ 39 milhões.


O resultado refletiu um forte aumento das despesas financeiras, principalmente devido à variação cambial, e também uma piora do resultado operacional.

O resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$ 604 milhões, ante R$ 108 milhões negativos um ano antes, disse a companhia em seu relatório de resultados. Somente com a variação cambial, a empresa perdeu R$ 202 milhões no trimestre.
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Reconhecendo enfrentar um “cenário extremamente adverso em todas as regiões” onde atua, a BRF informou ontem que seu lucro líquido recuou mais de dez vezes no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a dona das marcas Sadia e Perdigão teve lucro líquido de R$ 39,062 milhões, queda de 91,6% na comparação com o lucro de R$ 464,6 milhões registrado no mesmo intervalo de 2015.

O resultado mais fraco da BRF se deve, especialmente, ao segmento de carne de frango. Além de lidar com o ciclo de baixa dos preços internacionais do produto – devido aos estoques mais elevados da proteína, com produção recorde no Brasil-, os preços do milho dispararam no mercado doméstico. Subiram cerca de 30% no primeiro trimestre.
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Além disso, a recessão econômica no Brasil, que representa mais de 40% da receita da empresa, também afetou os resultados.

Em teleconferência com analistas, Faria afirmou que o reajuste de 10 por cento nos preços da empresa no começo do ano não foi suficiente para compensar as pressões de custo geradas pela alta nos preços do milho, principal item da dieta dos animais abatidos pela companhia.

A BRF divulgou na noite da véspera lucro líquido de 39 milhões de reais para o primeiro trimestre, uma queda de 91 por cento sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado.

Os custos do milho foram cerca de 60 por cento mais altos que um ano antes no primeiro trimestre por causa de escassez do grão, afirmaram executivos.

O presidente do Conselho de Administração da BRF, Abilio Diniz, afirmou que o excesso de produção de frango no Brasil, combinado com o aumento dos custos e taxas de câmbio desfavoráveis que atingiram as exportações da empresa resultaram em um dos trimestres mais desafiadores já vividos pela companhia.

Apesar dos desafios, Faria disse que a BRF ainda espera investir 2 bilhões de reais em 2016. Embora haja preocupações de que a seca possa afetar a segunda colheita de milho do Brasil, que deve vir ao mercado em maio ou junho, a BRF avalia que os preços locais do grão vão cair.

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"Pode haver uma segunda colheita de milho um pouco melhor ou um pouco pior, mas os preços vão cair", disse Faria.
A BRF tem importado milho da Argentina e Paraguai, mas afirmou à Reuters no começo da semana que não planeja aproveitar uma nova cota para comprar milho sem tarifas de países fora do Mercosul.

O resultado operacional recuou 29,1% ante o primeiro trimestre de 2015, para R$ 689 milhões, apesar do aumento da receita líquida, em meio a um forte aumento das despesas.

A companhia afirmou que o primeiro trimestre foi marcado por "um cenário extremamente adverso em todas as regiões", elencando produção de frango recorde no Brasil, que pressionou preços e margens. Já o preço do milho, um dos principais insumos na produção de frango, subiu 30% em relação ao final de 2015.

"Em paralelo, no Brasil, o cenário econômico segue desacelerando e impactando o consumo das famílias", acrescentou a BRF.
Resultado de imagem para brfoods
A receita líquida da empresa cresceu 15,2% ano a ano e encerrou o trimestre em R$ 8,12 bilhões. O resultado foi impulsionado pela alta de 11,5% dos preços e de 3,4% dos volumes, disse.

"Além do crescimento orgânico, o resultado foi potencializado pelas habilitações de novas plantas para exportação e também pelas recentes aquisições (com destaque para Universal e GFS) cujos resultados foram parcialmente consolidados no primeiro trimestre", afirmou.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) fechou o trimestre em R$ 1,025 bilhão, 7,8% acima do obtido no mesmo período de 2015.
http://lupamercantil.blogspot.com/

320714  - BAC 1000   -  29 Abr 2016, 12:48
BRFS3, caiu bem o lucro...
Prof Paulo, qual a sua análise?

• Receita Operacional Líquida de R$8.120 milhões, 15,2% acima do 1T15;
• Lucro bruto de R$2.031 milhões, 6,1% abaixo do 1T15; Margem Bruta de 25,0%, 5,7 p.p. abaixo do 1T15;
• EBITDA de R$1.025 milhões, 7,8% acima do 1T15, com Margem EBITDA de 12,6%, 0,9 p.p. abaixo do 1T15;
• Lucro Líquido de R$39 milhões, 91,5% abaixo do 1T15, e Margem Líquida de 0,5%, 6,1 p.p. abaixo do 1T15;
• CAPEX de R$608 milhões no trimestre;
• Ajustado pelos impactos (pro-forma) das empresas adquiridas no trimestre, obtivemos: i) ciclo financeiro de 37,7 dias, aumento de 5,1
dias vs. 1T15; ii) fluxo de caixa simplificado (FCF) de R$566 milhões no 1T16 e R$2.907 milhões acumulados nos últimos doze meses; iii)
alavancagem financeira líquida de 1,69x EBITDA; e iv) ROIC (Return on Invested Capital) de 12,9%, contra 12,3% no mesmo período do ano anterior

318072  - TraderCenter   -  26 Fev 2016, 17:15
A BRF, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy, teve lucro líquido de R$ 1,415 bilhão no quarto trimestre, avanço de 42,8% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionada pelas operações internacionais e em resultado acima do esperado pelo mercado, informou na noite de quinta-feira (25).

O resultado foi favorecido por crescimento em todas as regiões exceto o Brasil e por impacto positivo de 255 milhões de reais na linha de Imposto de Renda e Contribuição Social, ante despesa de 214 milhões de reais nos três últimos meses de 2014.

A maior exportadora de carne de frango do mundo teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 1,885 bilhão de reais, alta de 7 por cento na base de comparação anual.

A expectativa média de analistas, de acordo com pesquisa da Reuters, era de lucro líquido de 866 milhões de reais e Ebitda de 1,62 bilhão de reais.

A receita líquida ficou em 9 bilhões de reais, alta de 11,3 por cento sobre os três últimos meses de 2014, com crescimento em todas as regiões na comparação anual, exceto no Brasil, que teve recuo de 0,8 por cento.

O crescimento foi puxado por um melhor mix de vendas e aumento dos preços médios em reais, disse a companhia, com destaque para Oriente Médio e África, América Latina e Europa.

A margem bruta passou a 31,3 por cento, com contração de 2,1 pontos percentuais, devido ao maior custo de produção, principalmente devido ao impacto do câmbio nos preços de grãos, embalagens e outros insumos importados. A margem Ebitda ficou em 21 por cento, baixa de 0,9 ponto percentual.

"O cenário de custos que vimos ao longo de 2015, derivado principalmente do impacto do câmbio, continuou pressionando as margens no último trimestre. Além disso, a decisão de postergar para 2016 o reajuste de preços (visando focar no retorno da Perdigão e na operação de comemorativos) acabou não ajudando a mitigar esse efeito", disse a BRF.

Os volumes no Brasil tiveram contração anual de 6,3 por cento no quarto trimestre, puxados principalmente pelos produtos in natura, cuja queda foi de 8,8 por cento.

No total de janeiro a dezembro do ano passado, o lucro líquido da BRF atingiu R$ 3,118 bilhões, uma alta de 46% na comparação com 2014.

O Ebitda também cresceu no ano, 21,9%, para R$ 5,738 bilhões. Neste período, a margem Ebitda avançou de 16,2% para 17,8%.

Em 2015, a receita líquida totalizou R$ 32,197 bilhões, uma alta de 11% contra 2014.

No acumulado do ano de 2015, o resultado financeiro foi negativo em R$ 1,670 bilhão, contra R$ 991 milhões em 2014.

Ações ordinárias

O conselho de administração da BRF aprovou o cancelamento de 60 milhões de ações ordinárias atualmente mantidas em tesouraria, sem redução do valor do capital social.

Em função do cancelamento de ações aprovado, o capital social da BRF passará a ser dividido em 812.473.246 ações ordinárias.

Uma Assembleia Geral será realizada para consignar a nova quantidade de ações.

Estrutura organizacional

O conselho de administração da BRF aprovou uma nova estrutura organizacional, no qual a companhia passa a contar com cinco vice-presidências: finanças e gestão; gente; marketing, inovação & qualidade; supply chain e legal & relações corporativas. A BRF no Brasil também passará a ter dois general manager (GM).

Diante da nova estruturação, a diretora-geral de operações no Brasil, Flávia Faugeres, deixa a companhia. Para sua função, entram o general manager de vendas & marketing, Rafael Ivanisk, e o de planejamento & distribuição, Leonardo Almeida Byrro.

O atual diretor de finanças e relações com investidores, Augusto Ribeiro Júnior, também deixa a BRF. Em sua posição assume Alexandre Borges, atual general manager Latam, como vice-presidente de finanças e gestão.

As antigas vice-presidências de marketing & inovação e de qualidade passam a ser integradas como vice-presidência de Marketing, Inovação & Qualidade, sendo comandada por Rodrigo Vieira, então VP de gente. Artur Tacla ingressa na BRF, assumindo a VP de Gente.

Na Europa e Eurásia, Colin Norton, atual CEO da BRF Invicta, assume no lugar de Roberto Banfi. Na América Latina, Jorge Luiz de Lima, assume como GM.

A BRF superou o instável ambiente econômico de 2015 quase sem nenhum arranhão. A segunda maior empresa da região Sul, conforme ranking GRANDES & LÍDERES elaborado por AMANHÃ e PwC, teve o expressivo crescimento de 46% no lucro líquido no ano passado, totalizando um ganho de R$ 3,118 bilhões. O Ebitda também cresceu no ano (22%), fechando em R$ 5,738 bilhões.

Apesar das vendas terem sido em menor volume na comparação com o ano interior, a receita operacional líquida foi de R$ 32,197 bilhões, uma alta de 11% contra 2014. Somente no Brasil, que representa metade do faturamento da empresa, entre janeiro e dezembro a companhia registrou R$ 16 bilhões em vendas, 4% superior ao ano anterior. Para alcançar este resultado, a BRF ressalta o avanço das vendas de produtos de maior valor agregado (processados), que saltou 7,4% em 2015, totalizando R$ 12,2 bilhões. O retorno da marca Perdigão, segundo a companhia, contribuiu com o desempenho.

Outro mercado no qual a BRF registrou aumento no valor de vendas foi no Oriente Médio e África (26%), fato que levou a companhia a antecipar o projeto de expansão da capacidade produtiva da fábrica de Abu Dhabi (foto), nos Emirados Árabes Unidos, passando de 70 para 100 mil toneladas/ano. Além de atender a crescente demanda local, o incremento considera potenciais novos clientes na África do Norte, África Subsaariana e Ásia.

A estratégia de expansão internacional teve passos importantes em 2015. Na Argentina, a BRF adquiriu marcas de salsichas para melhorar o mix de produtos, além de fechar um acordo de aquisição da Campo Austral, o que marca a entrada da companhia no mercado de carne suína argentino. A BRF também acertou a compra da tailandesa Golden Foods Siam, exportadora de derivados de frango, para fortalecer a presença no continente asiático e garantir acesso à Europa, onde também fez a aquisição da distribuidora britânica de alimentos Universal Meats.

Mantendo a estratégia de aprimorar a produtividade e reduzir custos aplicada pelo ex-presidente Abílio Diniz, Pedro Faria, que assumiu o cargo no final de 2014, salientou a execução de projetos de eficiência fabril e energética, automação e suporte, nos quais foram investidos mais de R$ 2 bilhões. “Mantivemos o propósito de aumentar o nível de eficiência das nossas unidades produtivas, fazendo da BRF uma empresa cada vez mais simples e ágil”, afirma Pedro Faria, CEO Global da BRF.

De acordo com o comunicado da empresa, as vendas no Oriente Médio superaram as previsões. E, no relatório de resultados, a BRF anuncia antecipação dos seus planos para a fábrica de Abu Dhabi, que fui inaugurada em 2014 e acumula “histórias de sucesso”.

“Diante do sucesso dessa operação, decidimos antecipar a sua expansão, antes prevista para 2020, aumentando a produção anual de 70 mil toneladas para 100 mil.

A capacidade de produção adicional visa atender tanto o aumento da procura nos mercados atuais quanto os potenciais novos mercados. Iremos aumentar o número de linhas dos produtos na fábrica para atender de forma ágil e personalizada às demandas de cada mercado. Também é uma maneira de fazer dos Emirados Árabes um importante polo de exportação”, afirma a empresa no seu relatório anual. A BRF disse que a expansão desta unidade também considera atender potenciais novos clientes no Norte da África, na África Subsaariana e na Ásia.

No relatório de resultados, a BRF afirma que adquiriu, em 2015, a distribuição de congelados da Qatar National Import and Export. “Assim, passamos a controlar a distribuição em quase toda a região do Golfo, fortalecendo ainda mais nossa presença na região, além de implantar um processo de eficiência, instalando um centro de serviço local”, afirma o documento.

De acordo com os resultados ,a receita obtida com a atuação da BRF no Oriente Médio e África somou R$ 7,097 bilhões, com um volume de vendas de 1,080 milhão de toneladas. As vendas da BRF na Europa somaram R$ 3,640 bilhões, na Ásia chegaram a R$ 3,290 bilhões e na América Latina, a R$ 2,132 bilhões. No Brasil, foram de R$ 16 bilhões.

Apesar do desempenho de 2015, as ações da BRF listadas na Bolsa de Valores de São Paulo registravam queda de 7,05%. Às 11h55 desta sexta-feira (26), os papéis eram negociados a R$ 50,33.

Em fato relevante, a companhia anunciou nova estrutura organizacional global, com a saída da diretora-geral de operações no Brasil, Flavia Faugéres. Para sua função, entram o general manager de vendas & marketing, Rafael Ivanisk, e o de planejamento & distribuição, Leonardo Almeida Byrro.

A movimentação na gestão não foi bem recebida pelo mercado, que viu na saída de Flávia - que estava apenas há 16 meses no cargo - que a estratégia corporativa da empresa ainda não está em plena sincronia. "Esperamos que o mercado reaja negativamente à mudança na gestão da companhia, principalmente com a saída de Flavia Faugéres", disse o Bradesco BBI. O BTG Pactual também destacou que o mercado deveria focar mais nessa mudança do que no balanço em si nesta sessão.

Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch destacou 2 pontos dos motivos pelos quais essa mudança trazia preocupação: 1) mudança mostra que a estratégia corporativa da BRF ainda não está em plena sincronia entre gestão, o conselho e seus principais acionistas; 2) a empresa já passou por muitas mudanças na gestão nos últimos 3 anos, como o CEO para o Brasil, que foi substituído depois de apenas 13 meses no cargo, e o CFO, com 2 anos. Embora a saída do CEO para o Brasil pudesse sinalizar uma mudança de estratégia e retorno para melhores margens, os analistas acreditam que as saídas dos executivos superaram quaisquer movimentos positivos para a empresa.

Após os eventos, o BofA reiterou recomendação 'underperform' (desempenho abaixo da média) para as ações da companhia, enquanto Bradesco BBI e BTG Pactual seguiram com classificação similar a compra. Os analistas do Bradesco BBI comentaram ainda que o resultado do 4° trimestre trouxe algumas leituras para 2016, como, se a empresa vai mudar sua política de preços para o mercado interno e que há mistas indicações quanto às margens de exportação.

Analistas do Itaú BBA afirmaram que o resultado foi melhor que o esperado, mas cortaram o preço-alvo da ação de R$ 86,00 para R$ 62,00, citando um cenário desafiador em 2016 diante de pressão sobre a empresa em mercados internacionais, por conta de custos maiores com grãos, e dificuldade para melhorar margem no Brasil.

O balanço
No quarto trimestre, a BRF teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão, avanço de 42,8% sobre o mesmo período do ano anterior, informou na noite de quinta-feira. A maior exportadora de carne de frango do mundo teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,885 bilhão, alta de 7% na base de comparação anual.

Em teleconferência, o presidente-executivo da BRF, Pedro Faria, disse que a empresa vai ser mais ativa na avaliação de seus preços no Brasil para proteger margens de um cenário de inflação elevada e aumento de custos com insumos como milho.

Para 2016, a empresa pretende investir um pouco mais que os cerca de 2 bilhões de reais desembolsados em 2015, disseram executivos na teleconferência. Entre os mais relevantes está uma nova fábrica no Rio de Janeiro, anunciada no final do ano passado e que deve consumir 180 milhões de reais.

Além disso, o presidente da BRF afirmou que a empresa pretende focar esforços em melhorar sua infraestrutura logística de distribuição no Brasil. A BRF fechou o quarto trimestre com caixa de 5,3 bilhões de reais, mas os executivos não comentaram se a empresa fará recompra de ações. Faria, no entanto, disse que a empresa seguirá "bastante ativa" em fusões e aquisições em 2016.
https://lupamercantil.blogspot.com

310133  - paulo_prof  -  30 Out 2015, 15:31
Como é de conhecimento de alguns, a BRFS vendeu todo o seu negócio no segmento dos lácteos, em dezembro do ano passado. Desde então, a DRE tem separado os resultados deste segmento (receita líquida, resultado bruto, resultado financeiro, resultados antes dos impostos), como operações descontinuadas.

Como consequência, quando se compara os resultados de 2015 com aqueles de 2014, há distorções. Nas DREs de 2015, a empresa "corrigiu" os números de 2014, separando a parte descontinuada para não contaminar a comparação. Aqui, entretanto, por razões "operacionais", os números como apresentados originalmente (sem separar a parte descontinuada) são mantidos.

Nos 2 primeiros trimestres de 2015, o Resultado Líquido das Operações Descontinuadas (prejuízo de R$ 7 milhões) foi irrelevante (em relação ao lucro atribuído à empresa controladora (R$ 819 milhões). Neste 3T15, entretanto, o lucro das operações descontinuadas (R$ 190 milhões) impactou fortemente o lucro líquido. Para não "contaminar" os índices, no que segue desconsiderei a parte não recorrente do lucro, referente as operações descontinuadas.

Parece-me que o ativo já esteve muito mais caro! Quem acredita na empresa e estava esperando uma oportunidade ... pode ser agora.

BRFS3
PREÇO: R$ 69,09
PAYOUT (2014): 37,0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 23,79
P/VPA 4,03
PSR 1,78
DY 1,55%
EV/EBITDA 12,07
MARGEM BRUTA 30,7%
MARGEM OPERACIONAL 8,8%
MARGEM LÍQUIDA 7,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,904
MARGEM EBITDA 16,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 78,2%
ROE 16,94%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,77

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses anteriores, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,72%
RESULTADO BRUTO +32,05%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +19,18%
RESULTADO OPERACIONAL +143,55%
RESULTADO LÍQUIDO +128,35%
EBITDA +38,03%

b) 2T15 sobre 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +12,79%
RESULTADO BRUTO +32,79%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +66,73%
RESULTADO OPERACIONAL +46,95%
RESULTADO LÍQUIDO +32,70%
EBITDA +37,03%

c) lucro líquido, nominal
UA 128,35%
U2A 44,59%
U3A 56,22%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 0,96%
U2A 1,72%
U3A 2,12%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 29,04

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +21,5%

302340  - paulo_prof  -  31 Jul 2015, 02:48
BRFS3
PREÇO: R$ 69,09
PAYOUT (2014): 37,0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 23,79
P/VPA 4,03
PSR 1,78
DY 1,55%
EV/EBITDA 12,07
MARGEM BRUTA 30,7%
MARGEM OPERACIONAL 8,8%
MARGEM LÍQUIDA 7,5%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,904
MARGEM EBITDA 16,3%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 78,2%
ROE 16,94%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,77

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses anteriores, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +11,72%
RESULTADO BRUTO +32,05%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +19,18%
RESULTADO OPERACIONAL +143,55%
RESULTADO LÍQUIDO +128,35%
EBITDA +38,03%

b) 2T15 sobre 2T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +12,79%
RESULTADO BRUTO +32,79%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +66,73%
RESULTADO OPERACIONAL +46,95%
RESULTADO LÍQUIDO +32,70%
EBITDA +37,03%

c) lucro líquido, nominal
UA 128,35%
U2A 44,59%
U3A 56,22%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 0,96%
U2A 1,72%
U3A 2,12%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 29,04

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +22,5%

296186 - paulo_prof  -  01 Mai 2015, 13:36
Acho que qualquer empresa que tinha endividamento importante em USD se deu mal CONTABILMENTE em 2008 ... Em 2008, a variação cambial sobre os passivos financeiros da Perdigão excedeu R$ 900 milhões ... enquanto que a correção cambial dos ativos foi de apenas aprox. R$ 500 milhões. Se a empresa tivesse uma política de "hedge perfeito", a diferença de mais de R$ 400 milhões seria próxima de zero !!! Do lado positivo, entretanto, há que se considerar que este resultado negativo não impactou o caixa ... pelo contrário ... a geração de caixa medida pelo Ebitda passou de R$ 803 milhões em 2007 para R$ 1.159 milhões em 2008, um aumento de 44% !!!

Vc poderia argumentar que é responsabilidade da empresa ter uma política de hedge eficiente e que, possivelmente, um melhor resultado poderia ter sido obtido em 2008. Por outro lado, entretanto, talvez o lucro líquido não seja exatamente o parâmetro mais adequado para analisar a evolução da empresa.

Talvez (seria necessário estudar bem melhor o tema) uma forma melhor de analisar a performance de uma empresa sob o ponto de vista do acionista seria mirar na evolução do seguinte parâmetro, que em última análise remunera, de uma forma ou outra, o acionista.

Ebitda - IR/CS - Resultado Financeiro Líquido Caixa - CAPEX de manutenção

Ou seja, desconsiderar receitas/despesas financeiras que não tenham efeito caixa e deduzir aquela parte dos investimentos necessária para manter o negócio da empresa !!!

296148 - paulo_prof  -  30 Abr 2015, 23:12
Mais uma queridinha do mercado para o audaz fazer as suas contas !!!!

BRFS3
PREÇO: R$ 64,40
PAYOUT (2014): 37,0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 23,10
P/VPA 3,70
PSR 1,71
DY 1,60%
EV/EBITDA 12,24
MARGEM BRUTA 29,6%
MARGEM OPERACIONAL 8,6%
MARGEM LÍQUIDA 7,4%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,788
MARGEM EBITDA 15,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 85,9%
ROE 16,03%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,88

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,83%
RESULTADO BRUTO +24,31%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +7,06%
RESULTADO OPERACIONAL +138,69%
RESULTADO LÍQUIDO +132,91%
EBITDA +35,89%

b) 1T15 sobre 1T14, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,10%
RESULTADO BRUTO +21,85%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -45,27%
RESULTADO OPERACIONAL +41,89%
RESULTADO LÍQUIDO +47,28%
EBITDA +10,94%

c) lucro líquido, nominal
UA 132,91%
U2A 56,02%
U3A 27,81%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 2,85%
U2A 2,66%
U3A 2,33%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10%: R$ 27,88

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 10%): +21,5%

291866  - paulo_prof  -  14 Mar 2015, 03:33
Esta parece gostar do dolar caro !!!!

O que vc acha ???? Considerando as taxas de crescimento do lucro líquido e ebitda, vc acha que o ativo está caro ou barato?

BRSF3
PREÇO: R$ 62,36
PAYOUT (2014): 37,0%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 24,31
P/VPA 3,47
PSR 1,70
DY 1,52%
EV/EBITDA 12,06
MARGEM BRUTA 28,7%
MARGEM OPERACIONAL 8,2%
MARGEM LÍQUIDA 7,0%
LUCRO POR AÇÃO R$ 2,566
MARGEM EBITDA 15,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 74,3%
ROE 14,27%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,83

Taxas de Crescimento:

a) últimos 12 meses sobre 12 meses terminados no 4T13, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +3,95%
RESULTADO BRUTO +20,48%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +32,52%
RESULTADO OPERACIONAL +115,18%
RESULTADO LÍQUIDO +109,43%
EBITDA +35,02%

b) 4T13 sobre 4T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +6,19%
RESULTADO BRUTO +26,53%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -22,75%
RESULTADO OPERACIONAL +515,78%
RESULTADO LÍQUIDO +388,50%
EBITDA +43,39%

c) lucro líquido, nominal
UA 109,43%
U2A 69,99%
U3A 17,62%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 3,62%
U2A 3,52%
U3A 2,69%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 25,66

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +23,0%

218494  - paulo_prof  -  28 Out 2013, 23:33
BRFS3
PREÇO: R$ 53,04
PAYOUT (2012): 39,4%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses
P/L 32,61
P/VPA 3,12
PSR 1,52
DY 1,21%
EV/EBITDA 14,42
MARGEM BRUTA 24,9%
MARGEM OPERACIONAL 5,0%
MARGEM LÍQUIDA 4,7%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,628
MARGEM EBITDA 12,1%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 66,2%
ROE 9,56%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,61

Taxas de Crescimento:

a) últimos 9 meses sobre 9 meses terminados no 3T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +9,53%
RESULTADO BRUTO +25,87%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +1,71%
RESULTADO OPERACIONAL +235,53%
RESULTADO LÍQUIDO +240,97%
EBITDA +60,86%

b) 3T13 sobre 3T12, nominal
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +5,37%
RESULTADO BRUTO +25,32%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +8,46%
RESULTADO OPERACIONAL +193,62%
RESULTADO LÍQUIDO +215,85%
EBITDA +61,18%

c) lucro líquido, nominal
UA 281,39%
U2A -6,09%
U3A 46,60%

d) patrimônio líquido médio, nominal
UA 4,10%
U2A 2,53%
U3A 3,47%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 20,35

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +24%

BRFS3
PREÇO: R$ 44,10

P/L 47,18
P/VPA 2,64
PSR 1,35
DY 0,72%
EV/EBITDA 16,92
MARGEM BRUTA 22,6%
MARGEM OPERACIONAL 2,9%
MARGEM LÍQUIDA 2,9%
LUCRO POR AÇÃO R$ 0,935
MARGEM EBITDA 9,4%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 65,5%
ROE 5,59%
LIQUIDEZ CORRENTE 1,55

Taxas de Crescimento Nominal

a) exercício de 2012 vs 2011
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +10,94%
RESULTADO BRUTO -3,09%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO +18,99%
RESULTADO OPERACIONAL -46,22%
RESULTADO LÍQUIDO -40,53%
EBITDA -17,39%

b) 4T12 vs 4T11
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA +14,74%
RESULTADO BRUTO +7,61%
RESULTADO FINANCEIRO NEGATIVO -50,97%
RESULTADO OPERACIONAL +60,26%
RESULTADO LÍQUIDO +365,06%
EBITDA +10,72%

c) lucro (taxa média anual)
UA -40,53%
U2A 0,57%
U3A 52,89%

d) patrimônio líquido médio
UA 1,02%
U2A 3,10%
U3A 17,35%

Preço justo fornecido pela fórmula do FCD para uma taxa média de crescimento real nulo do lucro líquido dos últimos 12 meses durante 5 anos, perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 8%: R$ 11,69

Ou, taxa de crescimento real do lucro líquido dos últimos 12 meses necessária, durante os próximos 5 anos, para que o preço justo fornecido pela fórmula do FCD seja igual ao preço corrente (com uma perpetuidade real nula e taxa de desconto anual real de 8%): +34,5%

34,5% reais ao ano, durante 5 anos, para justificar o preço atual ??? ... meio indigesto, não?

Se, em vez do lucro líquido do exercício de 2012 fosse considerado o lucro líquido de 2011 (que foi o melhor da história da empresa), este lucro teria que crescer, em termos reais, numa média de 20% durante 5 anos para justificar o preço atual ...

tô fora!

170268 - danieljoseaa -  05 Mar 2013, 00:05
4° trimestres bons, anuais nem tanto.
[...]
BRFS3:

Resultado do 4º Trimestre de 2012

A empresa registrou lucro líquido de R$ 562,8 M no quarto trimestre de 2012, acréscimo de 519,3% em relação ao terceiro trimestre de 2012 e aumento de 365,1% em relação ao 4° trimestre de 2011. A receita líquida totalizou R$ 4,0 B neste trimestre, uma variação de 13,4% em relação ao trimestre ligeiramente anterior e aumento de 22,8% em relação ao 4T11.

162879 - ale1972sp -  09 Jan 2013, 13:27
BRFS3 +3,21%

Abilio Diniz pode assumir Conselho da BRF
Segundo o site da revista Veja, os fundos Previ, Petros e Tarpon estão articulando o nome de Abilio Diniz para substituir Nildemar Secches como presidente do Conselho de Administração da Brasil Foods. Em 9 de abril, será realizada a reunião do Conselho da companhia, que, a cada dois anos, discute a troca ou a recondução dos seus conselheiros, inclusive do presidente. Recentemente, Diniz comprou R$ 60 milhões em ações da BRF por meio do fundo Santa Rita e, segundo fontes próximas à negociação, ele pretende atingir R$ 2 bilhões em ações, o que equivale a pouco mais de 5% do valor de mercado da companhia.

156600 - jbegood -  13 Nov 2012, 12:26
[...] sobre BRFS tem que se entender a empresa... os resultados ruins ja são esperados e nao devem melhorar nos proximos trimestres... o aumento da receita está lá, as sinergias estão la, mas a fusão é um processo demorado e as margens e a eficiencia vao levar um tempo pra voltar e de forma gradual... O que importa é ver que a gestão esta indo muito bem e que eles tem tudo planejado, passo-a-passo, trimestre a trimestre, e que esse planejamento tem sido cumprido.

156485 - renato1631 -  12 Nov 2012, 22:51
Lucro líquido da Brasil Foods cai 75% e desaponta projetado por Bradesco
Outros números da companhia, como Ebitda e receita líquida, superaram o que se esperava
Por Felipe Moreno
http://www.infomoney.com.br/brasilfoods/noticia/2609931/Lucro-liquido-Brasil-Foods-cai-desaponta-projetado-por-Bradesco

144211 - 13 Ago 2012, 23:30
Resultado do 2º Trimestre de 2012

A companhia anunciou lucro líquido de R$ 6,4 M no 2° trimestre de 2012, redução de 95,8% em relação ao 1T12 e redução de 98,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida atingiu R$ 3,4 B neste trimestre, acréscimo de 4,4% em relação ao 1° trimestre de 2012 e acréscimo de 10,7% em relação ao 2T11.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 15,2% contra 16,7% no 1T12 e 19,6% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 0,2% no 2T12 contra 4,7% no 1° trimestre de 2012.

Os ativos totais atingiram o saldo de R$ 24,6 B, aumento de 20,1% em relação ao saldo no 2T11. O patrimônio líquido alcançou a soma de R$ 14,0 B no 2° trimestre de 2012, o que representou uma variação de -1,3% em relação ao saldo no 2T11.

122020 - paulo_prof- 22/Mar/2012 21:29
BRFS3
PREÇO: R$ 36,56
PAYOUT (2011): 46,2%

Múltiplos relativos aos últimos 12 meses

P/L      23,25
P/VPA            2,25
PSR     1,24
DY      1,99%
EV/EBITDA  11,44
MARGEM BRUTA  25,9%
MARGEM OPERACIONAL          5,9%
MARGEM LÍQUIDA          5,3%
LUCRO POR AÇÃO           R$ 1,573
MARGEM EBITDA 12,6%
DÍVIDA BRUTA/PATRIMÔNIO LÍQUIDO       56,9%
ROE    9,66%
LIQUIDEZ CORRENTE     1,39

Taxas anuais médias nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA      70,05%          
U2A    145,13%        
U3A    -182,55%       

b) do patrimônio líquido médio
UA      5,37%
U2A    26,57%
U3A    33,36%

Taxa de crescimento anual média real do lucro líquido durante 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10% seja 50% superior ao preço atual: +56%

121996 - danieljoseaa - 22/Mar/2012 20:28
Bem ruim o resultado de BRFS3:

Resultado do 4º Trimestre de 2011

A companhia registrou lucro líquido de R$ 121,0 M no 4° trimestre de 2011, redução de 66,8% em relação ao 3T11 e redução de 66,4% em relação ao 4° trimestre de 2010. A receita líquida somou R$ 3,3 B no 4T11, 2,4% superior que o terceiro trimestre de 2011, que foi de R$ 3,2 B. No mesmo período do ano anterior, a receita líquida havia atingido o valor de R$ 3,0 B.

O resultado corresponde a uma margem bruta de 20,21% contra 20,40% no 3T11 e 22,02% no mesmo período do ano passado. Já a margem líquida ficou em 3,70% no quarto trimestre de 2011 contra 11,43% no 3T11.

Os ativos totais atingiram o saldo de R$ 22,1 B, crescimento de 16,7% em relação ao saldo no mesmo trimestre do ano anterior. O patrimônio líquido alcançou a soma de R$ 14,1 B no 4T11, valor 3,2% superior ao saldo no mesmo período do ano anterior.

Nestes três meses, a ação oscilou 14,44% contra 8,47% do Ibovespa, enquanto que o valor de mercado alcançou R$ 31,7 B contra R$ 23,3 B no 4T10.

100190 - paulo_prof- 31/Out/2011 16:49
citação: ghfranco
Caro Professor, Cadu, ou demais

Se, por engano, pulei, mas não vi um cálculo FCD para a BRFS3, que, como os colegas postaram, já tem projeções de sinergias (isso significa lucro? li certo?) para a ordem do um bilhão anual.

Já há algum tempo vemos comentários positivos, mas nenhum que contemple aspectos mais objetivos e centrados nos números, como margem de segurança ou outros.

O Guiainvest retorna, para os seguintes dados:
Lucro por ação: 1,80
Perpetuidade: 3%      
Taxa de crescimento (referente a 10 anos): 30%
Taxa de desconto: 11,50%
Anos de crescimento: 3

Margem de segurança = 21%

Por outro lado, como indica a própria taxa de crescimento, talvez a empresa continue crescendo a bom ritmo, por mais de 3 anos (caso de ação Buffett mesmo, com vantagem competitiva permanente, como também parece ser o caso da citada VLID3). Incluindo no cálculo 5 anos de crescimento, a margem de segurança fica nos 78%.

Tenho tido dificuldade em precificar o crescimento de ações. Outros dados mais subjetivos como macroeconomia, prognóstico do setor, vantagens sobre pares... alguém realmente inclui informações como essas na hora de precificar (objetivamente) um ativo? É a margem de segurança que deve bancar o potencial do ativo? #comofas?

Alguém comenta?

Nos últimos 12 meses, o lucro da BRFS foi de R$ 1,6 bilhões, o que fornece um LPA para a BRFS3 de R$ 1,848.

Considerando uma taxa de desconto real (descontada a inflação) de 10%, uma perpetuidade, também real, de 0% e uma fase de crescimento do lucro líquido de 3 anos, para que o valor intrínsico fornecido pela fórmulado FCD seja igual à cotação atual (R$ 35,55) com uma margem de segurança de 50%, a taxa de crescimento anual real da LPA acima, nos próximos 3 anos, teria que ser aprox. 46% !!!

Embora nos últimos 12 meses, a taxa de crescimento do lucro líquido tenha sido de 257%, não acredito que, nos próximos 3 anos, a empresa consiga uma taxa média real de crescimento do lucro, da ordem de 46% ao ano. Acho que não chega perto! Em conseqüência, o ativo estaria caro, especialmente se comparado a outras oportunidades de mercado (vide por exemplo, os tabelões dos bancos e construtoras recentemente postados).

Há duas críticas que podem ser feitas à análise acima:

a) não seria, uma margem de segurança de 50%, exagerada?
b) não seria, uma taxa de desconto real de 10%, também, exagerada?

Se a margem de segurança for reduzida para 30% e a taxa de desconto real, para 6%, a taxa de crescimento do LPA necessária cairia para (mais palatáveis) 15,5% ao ano.

Como esta taxa de crescimento do lucro líquido parece (pelo menos à 1a. vista) realizável, então, o preço da BFRS3 não estaria absurdamente alto. Comparativamente, entretanto, há oportunidades que parecem mais interessantes (tipo, que hoje propiciam uma margem de 50% mesmo se o lucro líquido ods últimos 6 meses permanecer estacionário pelos próximos 3 anos).



Por Cristian Tetzner 
PERFIL DA EMPRESA:
- A BRF - Brasil Foods é uma das maiores companhias de alimentos do mundo em valor de mercado, líder na produção global de proteínas, com participação de 9% da comercialização mundial, e maior exportadora mundial de aves. Em 2010, alcançou a posição de terceira maior exportadora do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,. É ainda uma das mais importantes captadoras e processadoras de leite do País. O portfólio de produtos é formado por mais de 3 mil itens, nos segmentos de aves, suínos, bovinos, processados de carne, leite, lácteos, margarinas, massas, pratos e vegetais congelados e outros produtos processados. Suas principais marcas são Perdigão, Sadia, Qualy, Doriana, Becel, Rezende, Batavo, Elegê, Wilson, Cotochés, Miss Daisy, Deline, Avipal, Texas Burger, Speedy Pollo, Turma da Mônica e Plusfood.


Período Analisado: 3T11 -  3o Trimestre de 2.011  ( Julho/Agosto/Setembro )

Link do Balanço:  http://www.brasilfoods.com/ri/siteri/web/arquivos/ITR_3T11.pdf

Espelho Fundamentus:  http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=BRFS3&x=23&y=16

Site do RI:  http://www.brasilfoods.com/ri/

PAINEL DE INDICADORES        30/10/11                                                                     SELIC            11,50%
Ativo   R$       PL       VP       GR      DY      LA      Dv       Ml       EB       MS
BRFS3              35,54 18,5     2,19     40,5     1,6%    5,4%    0,6       7%       5,4%    -44,7%

PONTOS POSITIVOS:
- A BRF Brasil Foods fechou o terceiro trimestre com receita líquida de R$ 6,3 bilhões, valor 10,4% superior ao obtido em igual período do ano anterior. O lucro bruto cresceu 13,5%, somando R$ 1,6 bilhão.
 - O EBITDA chegou a R$ 722,5 milhões, atingindo margem de 11,5%, e o lucro líquido totalizou R$ 365 milhões, aumento de 73%. Os bons resultados foram proporcionados pelo desempenho operacional, registrado especialmente nos negócios de carnes e reforçado pela captura de sinergias, mesmo diante do cenário desafiante de câmbio e os custos elevados das principais matérias-primas, que pressionaram as margens no trimestre
- A receita no mercado interno cresceu tanto na atividade de carnes (18,5%) quanto em lácteos (8,2%) e ultrapassou R$ 3,8 bilhões, crescimento de 14%. O destaque ficou por conta dos produtos processados de carnes (industrializados e congelados), que proporcionaram aumento de receita na ordem de 24%.    
-  A receita com as exportações foi de R$ 2,5 bilhões, 6% superior ao 3º tri de 2010. A performance registrada nos mercados do Extremo Oriente, Europa, Oriente Médio e Américas amenizaram as perdas geradas pelo banimento do mercado russo. Na maior parte do trimestre, o câmbio afetou a competitividade dos produtos comercializados internacionalmente pela companhia.
- No acumulado do ano, a receita líquida foi de R$ 18,6 bilhões. O lucro bruto totalizou R$ 4,7 bilhões no período, o que equivale a um crescimento de 21%.
- O lucro líquido entre janeiro e setembro atingiu R$ 1,2 bilhão, aumento de 180% ante ao acumulado no mesmo período do ano passado, proporcionado pela recuperação do mercado externo nos dois primeiros trimestres do ano e o bom desempenho no mercado interno.
- O EBITDA, de R$ 2,3 bilhões, apresentou elevação de 39 %, com margem de 12,5%.
- A produção de carnes ficou 8,5% superior ao mesmo trimestre do ano anterior, atendendo
a demanda dos mercados interno e externo.   

PONTOS NEGATIVOS
- Os negócios de carnes, lácteos e outros produtos processados tiveram vendas de 1,4 milhão de toneladas, 3,8% abaixo, devido a queda de 6,3% nos volumes
exportados, principalmente pelo embargo do mercado Russo.
- A atividade de lácteos obteve uma redução de 9%, em função da captação menor de leite realizada para a produção de leites fluidos.
-   .
VISÃO ESTRATÉGICA
- O processo produtivo teve foco no redirecionamento da produção da Rússia para outros mercados sem afetar volume de produção, em função do embargo ocorrido no final do 2T11, no início da produção da Coopercampos de acordo com a curva prevista, no avanço de capacidade gradativa da unidade de Lucas do Rio Verde-MT; na captura das sinergias de acordo com o planejado e na estruturação organizacional pós aprovação do CADE. Foi estruturada a área de Inteligência em compras, com o objetivo de monitorar riscos e oportunidades nas cadeias mais relevantes e implementado o Global Sourcing. Uma parcela importante das sinergias capturadas no trimestre foi obtida através da implementação de projetos de otimização, a partir do esforço conjunto de suprimentos e áreas técnicas. 
OPINIÃO DO ANALISTA
- E dá-lhe Peru de Natal! A Ceia será Farta esse Ano :D  

CURIOSIDADES
- O Conselho de Administração da Companhia autorizou em 30/05/11, o programa de recompra de ações da Companhia para a aquisição de até
4.068.336 ações ordinárias, todas escriturais e sem valor nominal, correspondentes a 0,466% do seu capital social, excluindo-se as ações em tesouraria, que irá vigorar pelo prazo de 90 (noventa) dias. O objetivo do Programa é a manutenção das ações em tesouraria para eventual atendimento ao disposto no “Plano de Opção de Compra de Ações” e no “Plano de Opção de Compra de Ações Adicional”, ambos aprovados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Companhia realizada em 31/03/2010.  

Análise Coin Valores
A BRF desponta como líder global na indústria de alimentos, sendo uma das maiores empresas do setor no mundo, dispondo de uma ampla gama de produtos e marcas. É a maior exportadora de aves e uma das maiores exportadoras de carnes no mundo e a maior empresa de proteínas global em termos de valor de mercado.
Principais números:
 R$ 20,9 bilhões de faturamento líquido em 2009 (58% Mercado Interno);
 63 fábricas;
 Mais de 100 mil funcionários;
 Exportações de aproximadamente 190 mil toneladas/mês para mais de 140 países;
 Abate de 6,7 milhões de cabeças de aves/dia e 39,3 mil cabeças de suínos + bovinos/dia;
 Produção anual de 4,8 milhões de toneladas de alimentos derivados de carne e 2 milhões de toneladas de lácteos;
 Portfólio composto por mais de 3.000 SKUs com marcas fortes.

RETROSPECTIVA 2010
Em 2010, os esforços da empresa foram direcionados para o crescimento do lucro operacional, conquistados pelo bom desempenho do mercado interno e a consistente recuperação do mercado externo, mesmo diante do cenário desafiante que combinou câmbio forte e commodities agrícolas em ascensão. Focamos nossos esforços na administração dos mercados, redução de custos e execução das estratégias delineadas.

PERSPECTIVA 2011
A empresa vai constituir bases para fortalecer a atuação da indústria brasileira no competitivo mercado internacional de alimentos. A BRF – Brasil Foods é a maior empresa global de proteínas em valor de mercado e uma das maiores dentre as empresas de alimentos.
A BRF continuará investindo em soluções que permitam levar produtos saudáveis e práticos para a mesa dos consumidores, ampliando também o acesso ao portfólio para as classes C e D, bem como, para as cadeias de food service e varejo, com maior eficiência na distribuição.
Reforçamos nosso compromisso em agregar real valor aos negócios da empresa e a prepararmos para o seu crescimento sustentado, fortalecendo nossa capacidade de  superar adversidades e buscando novas oportunidades que farão da BRF uma empresa de diferencial competitivo ímpar.


16376 - small caps - 04/Out/2009 01:12
Pouco depois de quase falir com dívidas originadas do câmbio:
(mais razões para estudar bem os fundamentos das empresas).
Moody's reafirma rating da BR Foods e eleva Sadia a investment grade
Por: Equipe InfoMoney
02/10/09 - 19h30
InfoMoney
SÃO PAULO - Em relatório desta sexta-feira (2), a agência Moody's reafirmou os ratings da Brasil Foods (PRGA3) em Ba1, destacando o sucesso da oferta de ações feita pela companhia em julho deste ano, quando foram levantados R$ 5,2 bilhões.
Ademais, a agência de classificação de risco também anunciou o upgrade da nota dos títulos seniores não-securitizados da Sadia com vencimento em 2017, de B2 para Ba1, o que representa a inclusão da companhia na listagem de empresas com investment grade. Cabe lembrar que as suas ações não são mais negociadas na bolsa paulista desde o dia 21 de setembro.
Sinergias
A ação de rating também reflete as "consideráveis oportunidades de sinergia" que deverão resultar da fusão, com sólidas perspectivas de crescimento tanto no mercado doméstico quanto no setor externo, conforme os analistas afirmam no relatório.
Ademais, aponta a Moody's, a combinação das atividades aumenta a escala e a atratividade do portfólio da empresa, com produtos líderes de vendas em quase todas as categorias.
Limites
A classificação é limitada, afirma a agência, principalmente pela fragilidade das margens da companhia frente à variação do dólar e às rupturas nos mercados exportadores, além da volatilidade dos custos incorridos com as commodities agrícolas.


No médio prazo, a nota também enfrenta o desafio da efetivação das sinergias de operações entre as duas empresas e a aprovação final da fusão pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).


5610 - small caps - 13/Mai/2009 23:02
citação: AlcinoakSmall Caps
Sobre a fusão Sadia Perdigão. Que achas? Em relação as noticias de hoje vale a pena entrar na Sadia?
Obrigado pelo seu trabalho de ajuda a todos
Alcinoak, atualmente esta questão é uma loteria. A regra é uma eventual incorporação ser realizada com um prêmio sobre a cotação de mercado. Mas nem sempre é assim. E há as mais diversas formas de se calcular a forma de incorporar uma companhia. Vai desde o fluxo de caixa descontado até a média de cotações de um determinado período.
Particularmente, com tantas barganhas disponíveis, não tenho me interessado nestes investimentos.


Prefiro pegar uma EZTC3, uma HBOR3, uma COCE5, etc... que estão bem mais seguras, pagam dividendos e não destruíram valor para o acionista, como a SDIA4.


5576 - ceoo - 13/Mai/2009 16:14
Paulo e demais colegas do fórum,
qual sua posição frente à possível fusão de Sadia e Perdigão que, segundo notícias, deve sair ainda esta semana?...já está precificado ou acham que ainda tem margem para Sdia subir mais?
abs
segue recente notícia sobre participação no mercado:
Participação de mercado no Brasil
Produtos Perdigão Sadia Sadigão
Carnes refrigeradas 25% 28% 53%
Carnes congeladas 34% 36% 70%
Massas 38% 50% 88%
Pizzas semiprontas 34% 33% 67%
Margarina 18% 30% 48%
Fonte: Corretora Santander
Ranking - maiores empresas de alimentos das Américas
Empresa Faturamento (bilhões - 12 meses)
1º ADM US$ 78,32
2º Kraft Foods US$ 42,20
3º Tyson US$ 27,18
4º General Mills US$ 14,38
5º Sara Lee US$ 13,43
6º JBS US$ 12,98
7º Kellogg US$ 12,82
8º Dean Foods US$ 12,45
9º Heinz US$10,49
10º Sadigão US$ 9,47
SÃO PAULO, 13 de maio de 2009 - A corretora Ativa avaliou como "potencialmente positivo" a fusão entre Perdigão e Sadia, que segundo rumores de mercado poderia estar próxima da concretização. Em comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Perdigão esclareceu que mantém discussões sobre uma associação entre ambas as companhias, mais que até o presente momento, ambas não chegaram a um acordo sobre os termos da associação. "A união das empresas sem desembolso financeiro e ainda com aporte do BNDESPar sanearia os números da nova empresa, provendo condições de honrar com as dívidas combinadas de curto prazo, que giravam em torno de R$7,8 bilhões em dezembro de 08", afirmou o relatório da corretora. Segundo a Ativa, utilizando a cotação de 11 de maio, o market cap combinado das empresas totalizaria R$ 9,8 bilhões, tendo cerca de 67% correspondente ao valor de Perdigão e 33% de Sadia. Além disso, a corretora afirma que o novo player iria se tornar uma das maiores empresas brasileiras e uma dos maiores do mundo em seu segmento de atuação, com R$25 bilhões de receita bruta, sendo 42% provenientes de exportações.
(Redação - InvestNews)


http://br.advfn.com/noticias/NEGOCIOS-ALIMENTOS-Fusao-entre-Perdigao-e-Sadia_37 710183.html


5470 - NotwenCardozo - 12/Mai/2009 02:53
Fusão entre Sadia e Perdigão deve sair nos próximos dias
A perspectiva é que o acordo seja assinado até o final desta semana
| 11.05.2009 | 18h54
Portal EXAME - A fusão entre Sadia e Perdigão, as duas maiores empresas brasileiras do setor de alimentos, está prestes a ser concluída, informam fontes próximas às duas empresas. O acordo que uniria as operações dependeria de detalhes, mas a perspectiva é que ele seja assinado até o final desta semana.
As negociações tiveram início no ano passado, quando a Sadia registrou prejuízos de 2,5 bilhões de reais com operações de derivativos. Desde então, os controladores da Sadia buscavam saídas para tirar a empresa da crise financeira. As alternativas iam da fusão com a principal concorrente, a Perdigão, ao aporte de recursos por fundos de private equity.
Procurada, a assessoria de imprensa da Perdigão afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto porque está em período de silêncio. A Sadia afirmou que não faria comentários e que as negociações com a Perdigão prosseguem.



4366 - paulorizzi - 20/Abr/2009 19:36
"citação: danieljoseaaPaulo tens alguma opinião sobre a Perdigão, não sei se acompanhas?"

"Teve um lucro absurdo de quase 1 bilhão no 4°tri, depois de 2 trimestres de prejuízos."

"Não baixei ainda o balanço para ver se foi através de algo não recorrente, amanhã vou ver isso, mas se você já souber, facilita, rs."

Abraço e tudo de bom.

"O caso da PRGA é semelhante ao da LLIS. Ambas empresas efetuaram aquisições com ágio durante o exercício. Confesso não entender o que, de fato, ocorreu. Acho que só um especialista para esclarecer."

"A verdade é que este ""lucro absurdo de quase 1 bilhão"", NEM DE LONGE de fato existiu. Por sinal, o resultado líquido da Perdigão no 4T08 foi NEGATIVO em R$ 20 milhões. Ocorre que, até o 3T08 inclusive, as empresas apresentaram a contabilidade nas regras antigas e optaram por contabilizar todo o ágio pago pelas aquisições, como despesa. É por isto que os resultados operacional e líquido do 2T08 são absurdamente negativos. Estes resultados negativos, evidentemente, impactaram os resultados dos 3 trimestres. Ao apresentar o balanço do exercício, entretanto, as empresas foram obrigadas a se pautar pelas regras novas. Eu suspeito (por que não encontro outra explicação) de que as regras novas de contabilidade não permitem que todo o ágio possa ser contabilizado como despesa. Em conseqüência, o balanço do 2T08 da forma como foi informado, à luz da nova lei de comtabilidade é uma peça de ficção. Ao que tudo indica, deve inclusive ter sido positivo."

"Como a informação relativa ao 4T08, no o site Fundamentus, é obtida por diferença (dados de 2008 menos dados dos 9M08) e como estes dados foram obtidos em bases contábeis diferentes, podem não ter o mínimo sentido, como ocorreu nos casos da PRGA3 e LLIS3. É preciso, portanto, ter cuidado na análise."

"A partir dos resultados do 1T09, a contabilidade ""entra nos eixos""."

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