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domingo, 11 de outubro de 2009

Mendes Junior (MEND)

Mendes Junior (MEND)

Construção e Engenharia

Recomendação: não recomendada.

4853 de 5069 27/Abr/2009 21:25 0

paulorizzi Usuário Premium Comentários: 703 - Desde: Dez 2007

citação: pdraoSmall/Paulo

Podem comentar sobre Mend5/6 Mendes Junior?

"Nunca me debrucei, realmente, sobre o balanço da empresa. Sei que P/L e P/VPA são ridiculamente baixos, os dividendos que serão creditados em 30ABR são talvez os maiores do mercado (23% da cotação de hoje) e a dívida total relativa ao Patrimônio Líquido (91,3%) não é explosiva (note que no Fundamentus e Guiainvest os tributos parcelados foram desconsiderados no cômputo da dívida). Mas as boas novas param por aí. A dívida bruta é igual à dívida líquida porque as disponibilidades são nulas. O passivo circulante (R$ 982 milhões) é infinitamente maior do que o ativo circulante (R$ 70 milhões). Para mim, é um mistério como a empresa é capaz de convencer o mercado a ""rolar"" debêntures porque não parece em condições de pagar. A boa notícia é que a situação era muito pior no final de 2007."

"Será que os dividendos que serão creditados serão efetivamente pagos? Ou será o popular ""devo, não nego, pagarei quando puder""?"

"A empresa está reinvidicando créditos por serviços prestados a diversos clientes do setor público, aparentemente considerando os mesmos em seu ativo circulante ... negócio meio esqisito."

4854 de 5069 27/Abr/2009 21:30 0

1 pdrao Comentários: 17289 - Desde: Dez 2007

"sim dizem que em 2004 a divida era mais de 80bi que teriam a receber do bb e da chesf acredito que por algum milagre, venha receber nem q seja 10% ja estaria otimo nao?"

5041 de 5069 02/Mai/2009 13:39 0

1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007

"pdrao, uma vez olhei de relance MEND5, mas percebi que a companhia se não me engano era não operacional e talvez tivesse valores por receber. No atual cenário, tenho aproveitado as barganhas de companhias operacionais que estão de graça."

"Quando estas ficarem caro, vou me debruçar sobre estas outras alternativas. Uma outra que parece estar na situação da MEND é a SGEN..."

"Mas enquanto HBOR3, PINE4, PRVI3, e tantas outras estiverem nestes preços, tem coisa mais segura e com potencial para ir encarteirando..."

6294 de 632929/Mai/2009 14:04 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] danieljoseaaComentários: 477 - Desde: Jul 2008

Alguém acompanha a empresa Mendes junior engenharia(mend5(6))?

Alguma opinião sobre a empresa?

DY acima de 20%

P/L abaixo de 1

P/VP abaixo de 0,2

Dívida/pat 0,6

e pessima liq. corrente.

Soltou hoje o resultado trimestral, lucro líquido de 92 ou 93 milhões, pórém com Ebitda negativo.

Lucro de quase 9 reais por ação.

Se alguém souber opinar....

6297 de 6329Modificado em 29/Mai/2009 14:31 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] danieljoseaaComentários: 477 - Desde: Jul 2008

Aliás essa liq.corrente do fundamentus e do guiainvest acho que está errada, pois no balanço da empresa encontra-se:

Ativo circulante: 343.378

Passivo circulante: 124.280

Logo liq. corrente= 2,76 e não 0,07 como está nos 2 sites(Fundamentus e guiainvest) e um P/capgiro de 0,16.

Ainda,

Ativo realizável a longo prazo: 52.307

Passivo exigível a longo prazo: 40.308

Confere?

6298 de 632929/Mai/2009 14:30 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] floripasempreComentários: 707 - Desde: Jun 2007

Pdrão

Essa ação chegou a valer perto de R$ 40,00 em jan/2008. Olhando os resultados anuais, temos:

2008 = R$ 16.559 mil

2007 = R$ 89.289 mil

2006 = R$ 79.457 mil

2005 = R$ 55.490 mil

Resultado do primeiro trimestre 2009 = R$ 29.980 (negativo).

VPA = R$ 5,79. Eu não conheço a ação, muito menos mercado de varejo. Olhando apenas alguns dados, parece que a mesma tem dificuldades em ambientes mais competitivos. Nesse segmento, sei que parte importante dos resultados se originam dos financiamentos. Vale o seu poder de fogo, tanto do lado ativo como passivo. Para entender melhor a situação teriamos que fazer um quadro comparativo com os principais concorrentes.

Eu disse que o negócio pode ser bom para ambas as partes, em virtude do processo de consolidação que está ocorrendo em praticamente todos os setores. Os mais eficientes engolem os demais, o que parece que é o presente caso. Qual o efeito sobre a ação? Depende muito de quem vai comprar e o quanto está disposto para ter uma fatia maior sobre o mercado. Quanto vale isso? Honestamente, eu não sei. Como diria o Small, há papéis mais atrativos...

6365 de 6419Modificado em 31/Mai/2009 23:15 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] paulorizzi Usuário PremiumComentários: 823 - Desde: Dez 2007

Daniel

Aparentemente, são empresas distintas. MEND é Mendes Jr. Engenharia. Talvez não seja a tal Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A.

O resumo do último balaço da MEND é coerente com aquele anual

Descricao

Nome de Pregao MENDES JR

Periodo 3M

Data Encerramento 31/03/2009

Patrimonio Liquido 2.685.715

Receita Liquida 452

Resultado Bruto 452

Receita (Despesa) Financeira Liquida 140.201

Resultado da Equivalencia Patrimonial

Resultado Operacional 136.748

Lucro (Prejuizo) Liquido 91.021

Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Mil ) 10.309

Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA 8,82928

Valor Patrimonial da Acao - VPA 260,52139

Nome de Pregao MENDES JR

Periodo ANL - 12M

Data Encerramento 31/12/2008

Patrimonio Liquido 2.594.694

Receita Liquida 1.707

Resultado Bruto 1.707

Receita (Despesa) Financeira Liquida 534.279

Resultado da Equivalencia Patrimonial

Resultado Operacional 498.773

Lucro (Prejuizo) Liquido 394.503

Numero de Acoes, Ex-Tesouraria ( Mil ) 10.309

Lucro (Prejuizo) por Acao - LPA 38,26782

Valor Patrimonial da Acao - VPA 251,69211

6847 de 688007/Jun/2009 13:52 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] dbseveroComentários: 7 - Desde: Jun 2009

Eu entrei em mend6 e realizei um prejuízo. O balanço da empresa é irisório, possui muitas dívidas e muitos processos judiciais. A empresa não paga dividendos (apenas anunciá-los ao mercado) e os dados do balanço são retirados de um processo que a empresa possui contra a CHESF ( que pertence a Eletrobras). Em 2004 estava na ordem de R$ 84 bilhões, no ano passado a ação foi vencida em ultima instância por R$ 200 bilhões, mas impugnaram os cálculos periciais, pois os mesmos foram feitos por um economista e não um contador. Hoje estão refazendo-os. Quando sair está ação, posso te dizer que a ação vai aos seus R$ 400,00. Caso contrário, não.

Ah, quase me esqueço a empresa possui processo contra o BB e o BB também possui processo contra ela. Os mesmos correm na justiça de New York. Os processos são dá década de 70/80, ou algo assim. Acho que vc consegue mais informações no site www.quebradecontrato.com.br


17001 de 17006Modificado em 12/Out/2009 17:33 [Citar este comentário] 1

[Nível 0] paulo_profComentários: 608 - Desde: Jul 2009

citação: fhalves2Tota, de acordo com suas tabelas MEND5 é a melhor oportunidade disparado entre as construtoras....

Só vejo a liquidez tibetana como problema...existe algum outro contra indicador??

fhalves

Tudo o que é apresentado no balanço da Mendes Junior não passa de ficção. Em seu ativo não circulante, a empresa lista R$ 6,2 bilhões como Direitos Creditórios junto à CHESF . Isto é uma ladainha que se arrasta nos tribunais desde sabe Deus quando. Estes direitos creditórios, no julgamento da empresa, produzem ganhos financeiros. Assim, por exemplo, em dezembro de 2005, os Direitos Creditórios somavam R$ 3,847 bilhões. Esta grana hipotética então produziu, nos anos de 2006, 2007 e 2008, receitas financeiras hipotéticas de R$ 588 milhões, R$ 645 milhões e R$ 926 milhões, respectivamente. Subtraindo despesas financeiras, imposto de renda e encargos sociais também hipotéticos, a empresa divulgou lucros líquidos hipotéticos, respectivamente, de R$ 221 milhões, R$ 251 milhões e R$ 396 milhões.

Uma empresa que tem lucro (hipotético) distribui proventos (evidentemente, hipotéticos). Anunciou dividendos de R$ 5,78/ação em abril de 2008 (relativos ao exercício de 2007) e de R$ 9,08/ação em abril de 2009 (relativos ao exercício de 2008). Os proventos relativos ao exercício de 2008 foram, depois cancelados. Mas o fato concreto, real, é que efetivamente não paga qualquer tostão em dividendos há mais de 15 anos

Esta mesma história da carochinha continua em 2009. No 1o. semestre, contabilizou receitas financeiras de R$ 398 milhões, as quais produziram um lucro líquido de R$ 171 milhões.

Se, um dia, a justiça mandar a CHESF pagar 25% do que a Mendes Junior está pleiteando, o ativo de fato explodiria. Enquanto isto, não passa de ficção.

.

17006 de 1700612/Out/2009 19:20 [Citar este comentário] 0

[Nível 0] stamaciaComentários: 38 - Desde: Out 2008

PRR-5 é contra indenização da Chesf a Mendes Júnior

2/6/2009 15h43

Para o Ministério Público Federal, empreiteira não provou que pediu ou precisava pedir empréstimos para manter obras da hidrelétrica de Itaparica

O Ministério Público Federal (MPF) deu parecer contrário à indenização que a construtora Mendes Júnior busca, na Justiça Federal, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). A empreiteira alega ter direito a ressarcimento pelos custos adicionais decorrentes de empréstimos que teria tomado para financiar as obras da hidrelétrica de Itaparica.

A empresa foi contratada em 1981 para construir a hidrelétrica de Itaparica, em Pernambuco, e concluiu as obras em 1986. Nesse período, a Chesf pagou com atraso algumas faturas, e a Mendes Júnior afirma que precisou buscar recursos no mercado financeiro para dar continuidade ao empreendimento.

Na primeira instância da Justiça Federal, a Chesf foi condenada a pagar o valor referente aos juros de mercado e encargos financeiros incidentes sobre o valor gasto pela empreiteira para cobrir as despesas com a obra, até o efetivo pagamento das faturas.

A partir de uma perícia feita por determinação da Justiça Federal, a Chesf estima que o valor total da suposta dívida ultrapasse R$ 1 trilhão, o que corresponderia a metade do PIB do Brasil e seria suficiente para construir centenas de hidrelétricas como a de Itaparica.

A Chesf, a União e o MPF (representado pela Procuradoria da República em Pernambuco) recorreram ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região para questionar a condenação.

Parecer - A Procuradoria Regional da República da 5ª Região, órgão do MPF que atua perante o tribunal, emitiu parecer em que se posiciona contra o ressarcimento. Segundo o MPF, a construtora não provou a captação de recursos no mercado financeiro no período em que foi construída a hidrelétrica. Também não há provas de que o dinheiro desses supostos empréstimos teria sido usado especificamente para o financiamento das obras de Itaparica.

Uma perícia feita pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, em Brasília, indicou que as faturas devidas pela Chesf tinham valores sempre menores do que os empréstimos supostamente contraídos pela Mendes Júnior naquele período. As faturas em atraso corresponderam a, no máximo, 28,26% dos recursos que a Mendes Júnior buscou no mercado financeiro.

A mesma perícia constatou que nos momentos em que captou recursos no mercado financeiro, a Mendes Júnior possuía capital de giro suficiente para levar adiante a obra, apesar dos atrasos da Chesf. “Essa circunstância resultaria em conclusão lógica de que as captações de recursos no mercado financeiro efetuadas pela empreiteira não se destinariam a cobrir despesas da construção da hidrelétrica”, afirma o MPF.

Finalmente, sabe-se que nesse período a Mendes Júnior expandiu consideravelmente seus negócios, com investimentos em siderurgia e obras no exterior, atividades com demanda elevada de recursos, que justificariam financiamentos (até mesmo de origem externa).

Segundo o MPF, “não seria correto carregar financeiramente os atrasos do pagamento das faturas pela Chesf com contratos de financiamento que, muito provavelmente, foram tomados no mercado para outros fins, quer para garantir a expansão da companhia com obras de vulto no Iraque e a atividade siderúrgica, quer para garantir a aquisição de bens ou investimentos em empresas ligadas”.

Nº do processo no TRF-5: 2000.83.00.014864-7 (AC 468441 PE)

A divulgação desta notícia não substitui a comunicação oficial deste ato pelo órgão responsável.

A Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR-5) é a unidade do Ministério Público Federal que atua perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), a segunda instância do Poder Judiciário Federal para os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.



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