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domingo, 11 de outubro de 2009

Fertilizantes e Defensivos





Análise Coin Valores
A adubação é imprescindível na exploração agrícola em diversos solos e a agricultura depende basicamente de três principais macronutrientes: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O nitrogênio é indispensável à fotossíntese, auxilia a formação das folhagens e favorece o rápido crescimento da planta. O potássio possui importância para o metabolismo da planta, no funcionamento dos líquidos que nela circulam. Ele é um nutriente fundamental para a qualidade dos frutos e das hortaliças e para a formação das fibras vegetais. Já o fósforo é fundamental em várias reações químicas dentro da planta, mas é na raiz que se nota a sua importância: ele faz com que a raiz explore maior área do solo e retire mais nutrientes, o que
significa plantas mais fortes e desenvolvidas, mais frutos e grãos.
Apesar de ser um dos maiores detentores mundiais de reservas de potássio e fósforo, o Brasil
é amplamente dependente de importações de insumos para fertilizantes. Com o aumento significativo nos preços dos minerais, verificados sobretudo em 2007 e 2008, o governo tem se movimentado para estimular a produção doméstica do complexo nitrogênio-fósforopotássio
(NPK).
Entre 2011 e 2014, oito projetos de investimento no setor devem entrar em operação, metade
deles liderados pela Vale. Juntos, os aportes somam R$ 7,9 bilhões e devem aumentar a capacidade de produção de fosfato, potássio e nitrogênio em 2,9 milhões de t, 1,2 milhão de t
e 1,6 milhão de t, respectivamente. O Centro-Oeste e o Nordeste concentram 46% e 23% dos
investimentos, nesta ordem, seguidos pelo Sul (14%), Sudeste (13%) e Norte (5%). Lembramos que a divisão Vale Fertilizantes assumiu os projetos da antiga Fosfértil, adquirida pela mineradora, enquanto a Vale manteve seus projetos anteriores. A empresa está em processo de consolidação e a Vale Fertilizantes deve passar a controlar também os projetos da Vale no setor, extinguindo a divisão atualmente vigente dentro do grupo. Não descartamos a possibilidade da ValeFert vir a mercado para fazer uma nova capitalização futuramente, com isso não trabalhamos com fechamento de capital da “antiga Fosfertil”. Apesar de a Petrobras contar com apenas um projeto, que envolve a utilização de gás natural para a produção de nitrogenados (amônia e uréia), o investimento de R$ 3,6 bilhões é superior aos R$ 3,4 bilhões que serão desembolsados pela Vale. A estatal também deve realizar novos projetos ou concessões, dadas as descobertas recentes de minas de potássio. Vale observar ainda que o aumento da capacidade de produção de fertilizantes no País ocorrerá com uma mudança no perfil das empresas atuantes no setor, com o aumento da presença do capital nacional e diminuição da presença de empresas multinacionais. Para 2011, com a melhora na demanda internacional por grãos, existe tendência de aumentar a propensão para o cultivo em diversos países, fato que poderá seguir favorecendo os preços dos fertilizantes com graduais recuperações, a exemplo do que se observou a partir de jul/10. Tal fato, aliado à observação das empresas do setor terem entrado no ano de 2010 com estoques mais ajustados, deverão trazer reflexos positivos em sua rentabilidade. Caso confirmadas estas expectativas, a comercialização da safra agrícola 2010/11, que ocorrerá a partir de mar/11, será realizada em patamar de preços mais favoráveis, o que deverá contribuir para a melhora na renda agrícola e, conseqüentemente, nas decisões de plantio na temporada 2011/12, com impactos positivos na cadeia do agronegócio, que envolve desde agricultores e pecuaristas até os fornecedores de fertilizantes, sementes, rações, máquinas agrícolas e equipamentos de armazenagem. Com a maturação dos investimentos no setor, seja através de novos projetos ou do aumento da capacidade das minas já em operação, deverá ocorrer uma redução na dependência do País em relação às importações, com impacto relevante sobre o saldo da balança comercial.

29659 - Bellard - 07/Mar/2010 22:14
FHER3
Fertilizantes: demanda tende a crescer pelo menos 4,5% no Brasil este ano
05 de março de 2010 - 10:54h
Autor: Valor Econômico
Após encerrar 2009 com entregas ao consumidor final estáveis em relação ao ano anterior, graças à recuperação observada sobretudo no terceiro trimestre, a indústria brasileira de fertilizantes prepara-se para um crescimento de pelo menos 4,5% da demanda em 2010, conforme diferentes projeções de mercado.
Se confirmadas as perspectivas, as entregas das misturadoras de adubos às revendas deverão alcançar cerca de 23,5 milhões de toneladas, ainda abaixo do recorde histórico de 24,6 milhões de toneladas de 2007 apontado pela Associação Nacional para difusão de Adubos (Anda). Mas há uma "ala" no segmento que acredita que o crescimento em 2010 poderá até ser maior.
Isso porque há sinais claros de melhores resultados do agronegócio nacional este ano. O primeiro deles é o maior volume de grãos que está sendo colhido agora, que deverá garantir um aumento de renda para os agricultores mesmo com a queda de preços em algumas cadeias, como soja e milho. Mas cana e café, por exemplo, têm um horizonte atraente pela frente, e além disso o crédito está menos escasso e os mecanismos oficiais de apoio preveem mais desembolsos, ainda mais em ano de eleições.
Como os estoques praticamente voltaram ao normal após iniciarem 2009 em níveis recordes, é de se esperar, também, que as importações voltem a crescer depois do tombo do ano passado.

24634 - padrinho - 06/Jan/2010 22:31
Esta é pra turma da FHER3 e FFTL4....
06/01 18:05
AGRICULTURA: Marco legal dos fertilizantes sairá até março, diz Stephanes Brasília, 6 de janeiro de 2010 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou há pouco que o marco legal dos fertilizantes sairá até março. O ministro afirmou que a definição da nova legislação será importante para o País se tornar autossuficiente no setor.
De acordo com Stephanes, a proposta de legislação para o setor de fertilizantes será apresentado em separado ao do marco regulatório da mineração. Até março, apresentamos o marco regulatório específico, disse. Stephanes considera que o setor precisa, em parte, de medidas administrativas que viabilizem a exploração de jazidas existentes nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Amapá e São Paulo. Além disso, há a necessidade de aprovar o marco regulatório para sanar outros entraves na legislação que impedem, por exemplo, a exploração da enorme reserva de potássio pela Petrobrás na região Amazônica. 

4623 - NotwenCardozo - 24/Abr/2009 01:38
"Com o intuito de ajudar a vcs entenderem melhor os balanços da FHER e FFTL, sei que o Brasil não possui minas de potássio exploradas. De acordo com o texto do site do governo abaixo, dos 3 principais fertilizantes usados na lavoura, o Brasil importa cerca de 51% dos nitrogenados, 75% dos à base de fósforo e 91% dos à base de Potássio."

17 de Abril de 2009 - 17h34
"País deve se tornar auto-suficiente na produção de fertilizantes em dez anos, diz ministro"
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
"Brasília - O governo federal apresentará, até o fim de junho, o detalhamento do Plano Nacional de Fertilizantes, uma consolidação da proposta, elaborada pelo Ministério da Agricultura em conjunto com outras pastas, para a redução da dependência externa do país nesse setor. Numa análise feita hoje (17) sobre o mercado de fertilizantes, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes disse que foi estabelecida uma meta de dez anos para que o país atinja a auto-suficiência."
"“Está comprovado que o Brasil tem jazidas, tem depósitos suficientes para se tornar auto-suficiente. O que precisamos é, em alguns casos, dimensionar melhor isso e, em outros casos, pesquisar um pouco mais, e em outras jazidas, inclusive, retomar de quem está com direito de licença tanto de pesquisa quanto de lavra e não as realizou”, afirmou o ministro."
"No detalhamento, devem estar definidas as modalidades de exploração escolhidas pelo governo e também datas para licitações nos casos da entrada de empresas privadas nas explorações, além das cassação das licenças de quem não explorá-las. Stephanes disse que algumas respostas devem ser definidas na reunião que terá, em até 15 dias, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão."
"Atualmente, o país importa, em média, 73% dos fertilizantes mais usados pelos agricultores. A produção de nitrogenados é feita pela Petrobras e, segundo Stephanes, a dependência das importações, que hoje é de 51% das necessidades, pode ser resolvida em cinco anos. De acordo com o agrônomo Ali Saab, assessor de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, a Petrobras já anunciou investimento de US$ 2,2 bilhões para uma nova fábrica de uréia."
"Em fósforo e potássio, que, junto com os nitrogenados, compõem a lista dos três principais fertilizantes usados nas lavouras, a dependência brasileira é maior, de 75% e 91%, respectivamente, e a exploração está sendo feita por empresas privadas. Por isso, o tempo para chegar à auto-suficiência deve ser maior, de seis a oito anos para o primeiro e de até dez anos para o segundo."
"No caso do potássio, considerado o mais sério pelo ministro da Agricultura, o país importou no ano passado cerca de 6,5 milhões de toneladas, o que representou um gasto de US$ 5 bilhões aos produtores. O problema é maior porque a maior parte da produção está localizada em apenas quatro países e é controlada por três empresas multinacionais, que acabam determinando o preço final do produto independentemente das mudanças na economia."
"O país, segundo maior produtor agrícola do mundo, também é um dos mais vulneráveis. Num panorama mundial que leva em conta a produção de fertilizantes de grandes produtores em relação às suas necessidades de consumo, apresentado hoje pelo ministro, enquanto o Brasil produz 35%, a situação da França é um pouco pior (29%), mas outros concorrentes são bem mais privilegiados, como Argentina (77%), Estados Unidos (81%), China (97%) e Alemanha (140%)."
"O valor do mercado de fertilizantes no Brasil chega a US$ 15 bilhões. Cerca de US$ 300 milhões são pagos já na entrada do produto nos portos do país, com o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante. Os gastos gerados por causa da falta de estrutura e o tempo que se gasta nos portos brasileiros são estimados em US$ 140 milhões."
"Atualmente, todos os fertilizantes estão numa lista de exceção que não paga a Tarifa Externa Comum (TEC) para produtos importados de países de fora do Mercosul. A dependência brasileira ganhou mais importância e preocupação nas discussões do governo quando os preços dos alimentos se elevaram muito no início do ano passado, impulsionados pelos altos custos de produção, principalmente de fertilizantes, que, em alguns casos, subiram mais de 100% em um ano."
"“O que mudou foi que o governo tomou a decisão política de que essa é uma questão estratégica, de vulnerabilidade, e que o governo precisa assumir e decidir uma política em relação aos fertilizantes”, afirmou Stephanes." 

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