Cruzeiro do Sul
(CZRS)
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Recomendação: recomendação de venda pelo paulorizzi em
MAR/2009.
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2120 de 5068 Modificado em 06/Mar/2009 17:56 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez
2007
"CZRS distribui dividendos de R$ 0,4692086840/ação.
Último dia ""com"" é hoje."
citação: Pantão Empresas Bovespa(05/03)
CRUZEIRO SUL (CZRS – N1) - Distribuicao de Dividendos Obrigatorios
DRI: Luis Felippe Indio da Costa
Enviou o seguinte Aviso aos Acionistas
"“Sao Paulo, 04 de marco de 2009 – O
Banco Cruzeiro do Sul S/A, instituicao financeira de capital aberto, comunica
que seu Conselho de Administracao, reunido nesta data, nos termos de seu
Estatuto social, aprovou o pagamento de dividendos, em complemento aos juros
sobre o capital proprio relativo ao exercicio de 2008."
"O valor a ser distribuido, no montante
de R$ 63.550.000,00, correspondente ao valor de R$ 0,4692086840 por acao
ordinaria e R$ 0,4692086840 por acao preferencial, e sera pago em 16 de marco de
2009 aqueles acionistas que estiverem devidamente inscritos nos registros do
Banco Cruzeiro do Sul S.A. em 05 de marco de 2009, nao havendo retencao de
Imposto de Renda na Fonte, nos termos do artigo 10 da Lei n. 9249/95. A partir
de 06 de marco de 2009, as acoes passarao a ser negociadas ex-dividendos."
"Os dividendos relativos as acoes
custodiadas na CBLC – Companhia Brasileira de Liquidacao e Custodia – serao
pagos a referida CBLC, que os repassara aos acionistas titulares por intermedio
dos Agentes de Custodia.”"
Norma: A partir de 06/03/2009 acoes
escriturais ex-dividendo.
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2321 de 5068 Modificado em 11/Mar/2009 17:43 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez
2007
"citação: jose26Small / Paulo,"
"Minha carteira está com 15% de ações de bancos.
Pretendo aumentar para 20% ou até mais. Dentro deste setor, tenho 40% BICB4,
25º% PINE4, 10% CZRS4, 10% ABCB4, 10% PRBC4 e 5% BRSR6. O que vcs acham do peso
deste setor dentro da minha carteira e do peso destas ações dentro do setor???
Vale a pena acrescentar mais algum banco??? IDVL4??? DAYC4??? Também penso em
trocar minha posição em CZRS4 (com 5% de prejuízo, Paulo!!!) por BICB4. No mais
espero que o Criador recompense vcs e outros deste fórum que ensinam
gratuitamente iniciantes como eu a investir na Bolsa com inteligência."
"A decisão de rifar CZRS4, na minha
opinião, é correta. O Cruzeiro do Sul foi o único dos bancos médios privados a
ainda não apresentar o resultado 2008 e há o risco não desprezível deste
resultado ser pífio, como o foi aquele do 3T08. O resultado do 4T07 foi
excepcional devido a evento não recorrente (houve um resultado não operacional
maior do que a receita bruta de intermediação financeira no trimestre), de modo
que o lucro de 2008 será muito menor do que aquele experimentado em 2007 (se o
lucro de todo o ano de 2008 chegar à metade daquele experimentado no 4T07, eu
já ficaria surpreso). O P/L = 4,96 corrente, portanto, é fictício. Depois da
divulgação dos resultados de 2008 vai no mínimo dobrar."
"Se eu estivesse em seus sapatos
provavelmente trocaria CZRS4 por BRSR6, porque seriam menos ovos num único
cesto (vc já está bem servido de BICB4), o payout do BRSR costuma ser de 65%
(dando um DY corrente de 17,4%) e banco estatal não tem como falir."
"Na minha carteira atual, POR ACASO,
bancos representam 20%. Bancos Estatais representam 25% (BBAS3 + BRSR6); ABCB4
+ PRBC4 = 15%; PINE4 + BICB4 = 60%."
"Com a desvalorização do BICB4, PINE4
acabou dominando a carteira. Mas a situação está madura para trocar um bocado
de PINE4 por BICB4, mesmo acarretando o aumento do preço médio de BICB4. "
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2706 de 5068 Modificado em 20/Mar/2009 23:54 0
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 702 - Desde: Dez
2007
"citação: Capa_Pretacitação: paulorizziAcho que, com o
balanço que apresentou, o Banco Cruzeiro do Sul passa a ser um dos mais sérios
candidato a serem parcialmente adquiridos pela CEF."
"Paulo, pode explicar
melhor?"
Vou tentar ... O Small certamente conseguiria
explicar melhor.
"Vc tem o Banco (Controlador) e o Banco
Consolidado. O Banco Consolidado inclui uma série de empresas (seguros,
importação/exportação, corretora, promotora de vendas, securitizadora, etc) que
o banco controlava/controla e entidades de propósito específico (basicamente
fundos de investimento em direitos creditórios - FIDCs) no qual o banco
tinha/tem participações."
"Com a crise, o banco teve que
""se virar"" para manter a liquidez. Entre as medidas que o
banco foi forçado a adotar, podem ser citadas a venda de sua participação na Bancred
S/A ao Unibanco, a cessão de direitos creditórios para FIDCs e outros bancos,
venda das ações que ainda detinha da BM&F Bovespa Holding e redução do
quadro de pessoal em 20%."
"Sobre o lucro e patrimônio líquidos do
Banco Controlador, estas ações tiveram um efeito devastador no Banco
Consolidado:"
"o patrimônio líquido de R$ 1,07 bilhões
do Banco Controlador passou para R$ 650 milhões no Banco Consolidado, e o lucro
de R$ 179 milhões do Banco Controlador, passou para um prejuízo de R$ 116 do
Banco Consolidado."
"De acordo com o que foi divulgado, a CEF
estaria negociando a compra de participação em bancos e empresas que teriam
sofrido com a restrição de crédito depois do agravamento da crise. Se o Banco
Cruzeiro do Sul não se enquadra no figurino, eu não sei quem se enquadraria."
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2717 de 5068 21/Mar/2009 18:05 0
WK2007 Comentários: 242 - Desde: Out 2007
"Sobre o Banco Cruzeiro do Sul e as considerações de
Paulo Rizzi sobre eventual compra da CEF, também acho que é algo a se pensar."
"Vários analistas vêm opinando que os bancos médios
estão voltando seu foco para os setores que atuam com mais tradição. Exemplificativamente,
o Indusval ""descontinuou"" suas operações de financiamento
de veículos, e o Daycoval reduziu tais operações, ambos pretendendo priorizar o
crédito para empresas de porte médio."
"O Cruzeiro do Sul é focado em crédito consignado. Tal
atividade apresente financiamentos de longo prazo, bastante desafiador em um
contexto de liquidez apertada e aversão a risco. Assim, tem-se um descasamento
entre o ativo (de longo prazo) do banco e seu passivo (de curto prazo _ CDBs,
por exemplo), obrigando a realizar cessão de crédito de suas carteiras,
reduzindo sua lucratividade."
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6736 de 688005/Jun/2009 23:51 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] paulorizzi Usuário PremiumComentários: 854 -
Desde: Dez 2007
citação: WK2007Paulo, qual sua avaliação sobre o banco
Cruzeiro do Sul (czrs4)?
É pouco comentado, mas as operações de crédito consignado
estão crescendo muito forte, com baixa inadimplência, e o prejuízo do 1t09 se
deve a mudanças de regras contábeis (relacionadas às receitas de cessão de
crédito).
Estou bem "por fora"
pois não cheguei a ler nenhum relatório.
Entretanto, se o lucro líquido do 1T09 puder
ser repetido nos próximos trimestres, o P/L seria respeitabilíssimos 4,87. O
P/VPA está meio alto para o setor (bancos médios não oficiais) mas isto resultado
do grande prejuízo sofrido no ano passado (redução violenta do PatLiq). Acho
que vale um posicionamento inicial e reforço no caso da confirmação dos
resultados positivos no 2T09.
Não estaria o ativo ficando interessante
também do ponto de vista técnico?
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6782 de 688006/Jun/2009 15:09 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] Capa_PretaComentários: 910 - Desde: Dez 2008
Sobre CZRS4 nao vejo nada de interessante nela para
especuleta agora. Volumes baixos, trabalhando abaixo das medias longas e dentro
de uma clara congestao entre 5,00 e 5,60 (+/-).
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6783 de 688006/Jun/2009 15:21 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] paulorizzi Usuário PremiumComentários: 854 -
Desde: Dez 2007
Aguardo, pois acho que vale um investimento inicial (e ser
muito rápido no gatilho se o 2T09 vier igual ao 1T09). Mas considerando o
comportamento do ativo estar meio "maluco", acho que a AT tem
condições de mostrar um melhor momento de entrada. Como informei, estou
reduzindo o peso de minha carteira de dividendos (agora só restam ELPL6, ETER3,
EQTL3 e TLPP3) pela metade (já reduzi para 2/3 e agora estou
"queimando" mais 1/6 da posição original). Penso comprar, além de
CZRS4, BGIP4 e SULA11 (apesar da alta de 6a. feira).
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6789 de 688006/Jun/2009 16:08 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] WK2007Comentários: 293 - Desde: Out 2007
Paulo, acho que o resultado do 2t09 de czrs deve ser melhor
do que o do 1t09, pois a demanda por consignado aumentou bastante, com boas
margens e baixa inadimplência. Por outro lado, a redução da selic diminui os
custos com o passivo (remuneração dos depósitos a prazo).
Em outro post, você observou que o p/vpa estava alto, mas
só quando se verifica os dados consolidados (inclui o fidc), olhando apenas os
dados da controladora é um dos mais baixos.
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7268 de 728616/Jun/2009 10:58 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] octacmComentários: 76 - Desde: Mai 2008
boa noticia para os investidores do cruzeiro do sul (eu me
excluo dessa) hehehe
O Banco Cruzeiro do Sul conseguiu captar US$
60 milhões lançando bônus no mercado externo. Foi o primeiro banco médio a
acessar o mercado de bônus no exterior desde o a piora da crise, em outubro do
ano passado.
A demanda surpreendeu. O banco previa lançar
US$ 30 milhões, mas a procura chegou a US$ 74 milhões, vinda principalmente de
investidores asiáticos, que ficaram com 40% dos papéis.
Os bônus têm prazo de dois anos e o dinheiro
será usado para reforçar as operações de crédito consignado do Cruzeiro do Sul.
O banco projeta crescimento de 20% na carteira total de empréstimo para 2009.
Luis Octavio Indio da Costa, presidente do
Cruzeiro do Sul, conta que o banco só conseguiu emitir lá fora porque, mesmo
nos piores momentos da crise, seguiu com suas visitas periódicas aos
investidores externos. A cada 90 dias, a instituição faz um " road show
" pela Europa, Ásia e Estados Unidos mostrando seus números. Foi na última
reunião, para apresentar os números do primeiro trimestre, no início de maio,
que o banco " sentiu " que havia espaço para lançar papéis lá fora.
" Foram os próprios investidores que demonstraram interesse no papel. "
Os principais compradores foram as áreas
private (para clientes de alta renda) de bancos, que procuravam papéis com
rentabilidade atraente. O cupom (juro nominal) do bônus do Cruzeiro do Sul saiu
a 9% ao ano. A operação foi liderada pela BCP Securities. Apesar da demanda
acima da oferta, o executivo conta que o banco optou por não atender a todos os
pedidos porque não queria ficar muito concentrado em papéis de dois anos.
O Cruzeiro do Sul tem um programa de US$ 1 bilhão em bônus
como os lançados agora. Segundo o presidente do banco, o objetivo é voltar ao
mercado externo no final do segundo semestre, provavelmente com uma oferta
maior e de prazo também mais longo. " Tudo vai depender de como estiver o
mercado. " Segundo Índio da Costa, as coisas estão melhores, mas ainda
estão difíceis. " O mercado está 40% do que era antes da crise. Ainda está
complicado. "
No mercado local, Índio da Costa conta que os
investidores institucionais estão voltando a comprar papéis de bancos médios,
mas apenas por meio dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE). Esses
papéis contam com um aval extra do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que
garante até R$ 20 milhões ao aplicador se o banco quebrar. " Esse
investidor tinha sumido e agora voltou. "
O crédito do Cruzeiro do Sul também já dá
sinais de chegar a níveis pré-crise. Em junho, a previsão é que o volume de
empréstimos chegue a 80% do que foi no melhor mês do banco, no primeiro
semestre do ano passado. Em maio, ficou em 75% desse total.
As taxas devem cair mais, refletindo a queda
da Selic de um ponto na quarta-feira, que surpreendeu o mercado. Segundo Índio
da Costa, no consignado a redução deve ser menor, porque as taxas já estão
muito baixas. Segundo o Banco Central, o juro médio está em 2,12% ao mês.
Ainda entre os bancos médios, o BicBanco
anunciou que conseguiu um empréstimo de US$ 35 milhões da Corporação
Interamericana de Investimentos (CII), que pertence ao Grupo Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID). O dinheiro será usado para financiar
operações de crédito de empresas de menor porte, principalmente nas regiões
Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.
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12971 de 1301228/Ago/2009 13:53 [Citar este comentário] 0
[Nível 0] small caps Usuário PremiumComentários: 2994 -
Desde: Fev 2007
Danieljoseaa, CZRS4 tem preços efetivamente muito
interessantes. O que pesa negativamente é a volatilidade dos resultados e a
pouco convencimento que tive da diferença entre os resultados da companhia e do
consolidado, coisa não vista nas demais empresas do segmento nesta proporção.
Ainda negativamente, um dos colegas do fórum postou a
existência de fraude na concessão de alguns consignados.
Pelo lado bom, uma relevante melhora na captação com o
PDGE, que é o "CDB com seguro" e a demanda pelo consignado,
especialmente INSS subindo forte com o aumento da margem consignável.
Ainda completa o quadro positivo o ótimo DY, um dos
melhores atualmente do setor e os programas de recompra de ações.
Com esta salada, fiz compras de CZRS4, diante do aquecimento
do setor e pelo fato de voltar a apresentar lucros nas duas formas de
contabilização (companhia e consolidado). Mas a administração da empresa parece
inferior ao de BICB4, PRBC4 e PINE4, companhias que detenho participação maior.
E barato ainda, no segmento, o BGIP4, que se mantiver este
preço é um dos ativos que ainda aumentaria posição... na virada do mês para
aproveitar o benefício fiscal do IR.
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20909 de 2098813/Nov/2009 22:16 [Citar este comentário] 1
3 small capsComentários: 3250 - Desde: Fev 2007
citação: c4m1loSmall, vc analisou o balanço do CZRS4?
A primeira vista
gostei bastante. Excepcional crescimento e lucros nas "duas
contabilidades" que fazem.
Se mantivessem a anterior, utilizada ano passado durante a
crise, o resultado teria sido "animalesco"...
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21232 de 2124716/Nov/2009 00:55 [Citar este comentário] 0
2 NotwenCardozo Usuário PremiumComentários: 1027 - Desde:
Set 2008
Ainda nem transferi os dados de CZRS4. Como tenho uma
tremenda dificuldade em entender a contabilidade do Cruzeiro do Sul, não posso
dizer que é uma das prioridades. Aco que será um dos últimos que examinarei.
Pois é, não li mas acho que o ativo
surpreendeu!!! Deve subir na segunda.
citação: InfomoneyBanco Cruzeiro do Sul reporta aumento de
42,2% no lucro líquido frente 2008
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SÃO PAULO - O Banco Cruzeiro do
Sul (CZRS4) divulgou nesta sexta-feira (13) seu resultado do terceiro trimestre
de 2009, reportando um lucro de líquido de R$ 39,3 milhões, o que representa um
avanço de 42,2% frente o mesmo período do último ano.
Ao fim do trimestre, a carteira de crédito
contabilizada no balanço alcançou R$ 4,048 bilhões, crescendo 7,3% na base de
comparação anual. O banco também destaca a produção de crédito de pessoal
consignado, que somou R$ 1,088 bilhão no trimestre.
Entre julho e setembro, a companhia somou R$
259,9 milhões em receitas de intermediação financeira, representando uma queda
de 39,9% quando comparado com o terceiro trimestre de 2008.
Contudo, apesar da menor volume de receitas, o
resultado bruto de intermediação financeira apresentou crescimento de 9,5% na
mesma base de comparação, somando R$ 155,1 milhões neste ano.
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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Submetemos à apreciação de V.Sas., as
demonstrações financeiras do Banco Cruzeiro do Sul S.A. (Banco) e do Banco
Cruzeiro do Sul S.A. e suas controladas (Consolidado), correspondentes ao
período encerrado em 31 de Março de 2010, elaborado a partir de diretrizes
contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações para a contabilização das
operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional
(CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Cenário Macroeconômico e Contexto Conjuntural
No primeiro trimestre de 2010 mantivemos a estratégia de
crescimento de ativos de crédito não abandonando a atenção quanto à liquidez
principalmente neste momento em que a economia européia apresenta forte
demonstração de debilidade e influencia de contaminação ao setor bancário
internacional diferentemente do Brasil; apresentamos uma produção de credito consignado
em linha com a tendência do produto. Nossa produção de ativos tanto relativos a
créditos pessoais com consignação em folha de pagamento como a empréstimos para
pequenas e médias empresas não dispensou a forma seletiva que vinha sendo
praticada concentrando os esforços no desenvolvimento de operações com retornos
mais atraentes.
O primeiro trimestre de 2010 foi marcado, inicialmente,
pela continuidade do processo de normalização da atividade nos mercados
financeiros internacionais e, mais recentemente, por certo aumento na
volatilidade dos preços dos ativos, ainda que a percepção de risco sistêmico
permaneça limitada. Esses desenvolvimentos podem ser atribuídos a questões
fiscais em economias maduras, notadamente na Europa. Sob essas condições, houve
certa moderação na demanda por ativos de risco, como evidenciado pelo
comportamento dos mercados financeiros internacionais. Por outro lado, diante
das preocupações fiscais na área do Euro, o destaque no mercado de moedas
continuou sendo a depreciação do euro.
Esse movimento nos sinaliza para uma expectativa de aperto
de liquidez em função dos movimentos que poderão advir no mercado global.
Sob essas visões, mantivemos o controle das despesas
relativas à nossa operação, monitoramento da liquidez e também quanto ao custo
dos recursos captados visando maximização dos “spreads”. As despesas
administrativas e de pessoal continuaram sendo monitoradas buscando a adequação
do banco às novas condições de mercado e apresentam um índice de eficiência no
período de 49,2%. Cabe salientar que nossas despesas administrativas foram
impactadas pelas despesas não recorrentes referentes ao processo de nova
emissão de ações do banco no valor de R$ 1,0 milhão. Excluindo-se estas
despesas nosso índice de eficiência no período seria de 48,4%.
As captações através de DPGEs (Depósitos a prazo com
garantia especial) continuam nos proporcionando captações de recursos
consistentes tanto em volume como em termos de prazo e preço, e em conjunto com
as nossas captações no exterior vêem reduzindo nossa dependência de cessão de
ativos a outras instituições financeiras. Este aumento das captações à prazo
tanto em moeda nacional como estrangeira vem possibilitando a manutenção de
maior volume de ativos em carteira sem, contudo, dispensar o relacionamento com
as instituições financeiras parceiras com o objetivo de cessão de ativos de
crédito como fonte de recursos com patamares de preço e prazo compatíveis com a
nossa operação.
Nossa política e os procedimentos para classificação
contábil e divulgação de operações de venda ou de transferência de ativos
financeiros estão de acordo com a Resolução nº 3.809. Esta nova resolução
postergou para Janeiro de 2011 o cumprimento da Resolução 3.533, e obriga os
bancos que a adotaram a voltar seus procedimentos contábeis para as normas
existentes antes de sua adoção. Assim, o Banco Cruzeiro do Sul apresenta os
números do primeiro trimestre baseado nessa nova metodologia contábil, onde as
receitas e despesas oriundas das cessões com retenção de risco voltam a ser
apropriadas de maneira antecipada e não mais pelo prazo remanescente da
operação. Assim o resultado contábil volta a ser impactado pelas receitas
antecipadas de cessão. Porém, nossa estratégia visa à manutenção de ativos no
balanço tanto quanto for possível mantendo as cessões dentro do estritamente
necessário para nossas necessidades de recursos, reduzindo este impacto e
conseqüentemente uma oscilação da lucratividade quando a Resolução nº 3.533
vier a ser aplicada.
Resultante desta prática, o lucro líquido no primeiro
trimestre de 2010 foi de R$ 39,67 milhões.
O Patrimônio Líquido no período alcançou R$ 1.092,52
milhões, 6,3% superior ao patrimônio líquido no mesmo período de 2009 (R$
1.028,0 milhões).
A nossa disponibilidade em caixa em 31 de março de 2010 era
de R$ 737,6 milhões, representando 67,5% do patrimônio líquido no encerramento
do trimestre.
O lucro líquido no primeiro trimestre de 2010 foi de R$
39,67 milhões resultado inferior ao apresentado no quarto trimestre de 2009 (R$
41,1 milhões) em 3,48%, e revertendo a perda de R$ 21,8 milhões do primeiro
trimestre de 2009 devido aos efeitos da crise internacional de liquidez e a
adoção antecipada da resolução 3.533 do Bacen. A comparação do resultado
apresentado no primeiro trimestre de 2010 com o primeiro e o quarto trimestre
de 2009 é prejudicada devido à diferença nos procedimentos contábeis (adoção da
Resolução nº 3.533
a partir de
novembro de 2008, e adoção da Resolução nº 3.809
a partir de
novembro de 2009 ) utilizados nos períodos analisados.
Atos Societários e Eventos Relevantes
BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A
I – ASSEMBLÉIAS GERAIS (“AG”):
A Companhia não realizou Assembléias no 1º trimestre do ano
de 2010.
II – REUNIÕES DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (“RCA”):
- RCA, realizada em 29 de janeiro de 2010, deliberando
acerca do pagamento aos acionistas da Companhia no montante bruto de R$
15.500.000,00 (quinze milhões e quinhentos mil reais) à título de juros sobre
capital próprio calculados sobre o patrimônio líquido apurado no balanço da
Companhia levantado em 31/12/2009, e referente ao exercício de 2009.
- RCA, realizada em 01 de fevereiro de 2010, deliberando
acerca da aprovação do relatório quantitativo e qualitativo de atuação da
Ouvidoria da Companhia, referente ao segundo semestre de 2009.
- RCA, realizada em 12 de março de 2010, deliberando
acerca: (i) da apreciação das demonstrações financeiras referente ao exercício
findo em 31.12.2009, acompanhados do relatório da Administração, parecer dos
Auditores Independente e relatório do Comitê de Auditoria; (ii) da autorização
da divulgação das demonstrações financeiras referente ao exercício findo em
31.12.2009, acompanhados do relatório da Administração, parecer dos Auditores
Independente e relatório do Comitê de Auditoria, submetida pela Diretoria e
revisada pelo Comitê de Auditoria.
- RCA, realizada em 22 de março de 2010, deliberando acerca
da aprovação da prorrogação do Instrumento Particular de Troca de Parâmetros –
SWAP nº SW 1353/09, celebrado em 23 de março de 2009 entre a Companhia e o
Banco BTG Pactual (sucessor do Banco UBS Pactual S.A.).
- RCA, realizada em 30 de março de 2010, deliberando
acerca: 1. Aprovar os documentos e informações dispostos nas Instruções CVM nº
480 e 481, os quais serão disponibilizados aos Acionistas para apreciação e
deliberação na Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada em
30 de abril de 2010; 2. Em decorrência da deliberação 1 aprovar a divulgação
dos documentos e informações supracitados mediante remessa à CVM - Comissão de
Valores Mobiliários, BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e
Futuros, e por meio de sistema eletrônico na página da Companhia (
www.bcsul.com.br);
III - REUNIÕES DA DIRETORIA (“RD”):
- RD, realizada em 29 de janeiro de 2010, deliberando
acerca do encaminhamento ao Conselho de Administração da Companhia de proposta
de pagamento aos acionistas da Companhia a títulos de juros sobre capital
próprio (“JCP”), no montante bruto de R$ 15.500.000,00 (quinze milhões e
quinhentos mil reais), calculados sobre o Patrimônio Líquido apurado no balanço
da Companhia levantado em 31.12.2009, a ser imputado aos dividendos mínimos
obrigatórios referente ao exercício social de 2009.
- RD, realizada em 12 de março de 2010, deliberando acerca:
(i) nos termos dos incisos V e VI do artigo 25 da Instrução CVM nº 480, de 07
de dezembro de 2009 acerca do parecer dos auditores independentes e
demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de
2009; (ii) submeter, ao Conselho de Administração, as demonstrações financeiras
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, para aprovar a
divulgação das mesmas mediante remessa à CVM - Comissão de Valores Mobiliários,
BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.
- RD, realizada em 30 de março de 2010, deliberando acerca
da submissão aos Membros do Conselho de Administração dos documentos e
informações dispostos nas Instruções CVM nº 480 e nº 481, de 07 de dezembro de
2009, os quais serão disponibilizados aos Acionistas para apreciação e
deliberação na Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada em
30 de abril de 2010;
CRUZEIRO DO SUL S/A CORRETORA DE VALORES E MERCADORIAS
A Companhia não realizou atos societários no 1º trimestre
do ano de 2010.
A Companhia não realizou atos societários no 1º trimestre
do ano de 2010.
Negócios de baixo valor individual, redução do prazo médio
e fixação no crédito consignado em folha de pagamento para beneficiários do
INSS e funcionários públicos foram realizados com rapidez, segurança e
rentabilidade, configurando qualidade e liquidez necessária com a composição
segura da aplicação dos ativos, requisitos que constituem a base da política de
crédito do Banco.
Para o segmento de pequenas e médias empresas, o foco em
operações de curto e médio prazo, com garantia de recebíveis e atuação em áreas
econômicas que apresentem sustentabilidade operacional e futuro consistente.
A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, títulos e
créditos a receber e cotas subordinadas de FIDCs, existentes na rubrica de
Títulos e Valores Mobiliários (TVM), atingiu R$ 4,824 bilhões divididos em: R$
4,402 bilhões de crédito pessoal consignado, R$ 116,7 milhões de operações
financiadas através do cartão de crédito consignado, e R$ 306,0 milhões no
segmento de pequenas e médias empresas. O crescimento apresentado é de 6,0%
comparado ao 4T09 (R$ 4,553 bilhões), e 40,0% superior ao mesmo período de 2008
(R$ 3,447 bilhões).
O volume de crédito total, contando com os montantes
cedidos para outras instituições financeiras e cotas “sênior” de FIDCs,
alcançou um valor de R$ 6,146 bilhões, apresentando um crescimento de 9,2% se
comparado ao mesmo período de 2008 (R$ 5.626 bilhões).
O saldo de cessão de crédito para outras instituições
financeiras e cotas sênior de FIDCs representou 21,5% da carteira total no
1T10, contra 21,4% no 4T09. Salientamos que tanto os ativos de crédito
disponíveis no balanço como em cotas subordinadas de FIDCs, existentes na
rubrica de TVM, estão disponíveis para cessão de crédito para outras
instituições financeiras, como alternativa de liquidez imediata.
O mercado de crédito consignado público mantém o desempenho
dos últimos trimestres apresentando um crescimento entre dezembro de 2009 e
março de 2010 de 7,0%, e entre março de 2009 e março de 2010 de 39,1%,
crescimento muito além do apresentado pelo crédito pessoal total no mesmo
período que foi de 25,1%. Esse desempenho comprova que atualmente o crédito
pessoal consignado é um importante instrumento para o crescimento do crédito
pessoal no Brasil, representando 60,8% do total de crédito pessoal no País (R$
189,0 bilhões).
No primeiro trimestre de 2010
a produção
de crédito pessoal consignado do Cruzeiro do Sul somou R$ 793,13 milhões. A
média mensal no trimestre foi de R$ 264,38 milhões. A produção do primeiro
trimestre de 2010 foi 12,2% inferior ao quarto trimestre de 2009 (R$ 903,1
milhões) e se encontra em linha com a sazonalidade histórica do produto. Esta
produção é 27,5% superior ao mesmo período do ano passado (R$ 622,3 milhões).
Nossa produção mantém o foco no desenvolvimento de
operações nos códigos mais atraentes, manutenção dos níveis estratégicos de
liquidez e manutenção da demanda por este tipo de crédito pessoal.
A carteira de crédito consignado atingiu R$ 4,4 bilhões no
1T10, um crescimento de 42,1% comparado com o mesmo período de 2009 e 6,1%
comparado com o 4T09.
Cartão de Crédito Consignado
O saldo alcançou R$ 116,7 milhões, valor 75,4% superior ao
mesmo período em 2009. O número de cartões ativos alcançou 370.162 cartões,
quantidade 3,42% inferior ao mesmo ao quarto trimestre de 2009 (383,3 mil). O
número de clientes ativos que estão financiando seu saldo devedor representa a
76,2% do total, com taxa média em 31
de março de 2010 de
4,12% ao mês.
O Banco Cruzeiro do Sul atualmente possui 163 entidades e o
INSS operando através do cartão de crédito consignado. Continuamos na busca de
novos instrumentos para a distribuição do crédito consignado nos segmentos de
negócio existentes, seguindo o sucesso do cartão de crédito consignado.
Crédito para Pequenas e Médias Empresas
No primeiro trimestre de 2010 o segmento de middle market
encerrou com uma carteira financiada R$ 306 milhões, 10,7% superior ao quarto
trimestre de 2009 (R$ 276,3 milhões), e 7,7% superior ao mesmo período de 2008
(R$ 284,1 milhões). Os valores apresentados para a carteira de middle market
estão em linha com a estratégia adotada pelo Banco para este segmento de
negócios.
A área de middle market do Banco mantém uma postura
conservadora em relação à concessão deste tipo de crédito. No 1T10 continuamos
incrementando a qualidade dos recebíveis descontados bem como controlando os
prazos das operações a níveis aceitáveis
A captação de recursos do Banco Cruzeiro do Sul no mercado
nacional é feita junto a investidores institucionais, pessoas físicas e
jurídicas. Os instrumentos usados para estas captações são: depósitos a prazo
com e sem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (DPGE), depósitos
interfinanceiros, cessões de crédito para outras instituições financeiras e
Fundos de Investimentos de Direitos Creditórios (FIDCs). A captação de recursos
do Banco Cruzeiro do Sul no mercado internacional é feita através de programas
para emissão de papéis de curto e médio prazo (Short & Medium Term
Notes).
As fontes de captação do Banco Cruzeiro do Sul no 1T10 se
encontravam assim distribuídas:
· Depósitos a prazo de pessoas físicas e
jurídicas: 48,8% (4T09: 52,6%),
· Cessões de crédito a outras
instituições financeiras: 12,3% (4T09: 11,5%);
· Captações no exterior (STN &
MTN): 19,5% (4T09: 13,9%);
· Cessões de crédito a FIDCs (cotas
sênior): 14,8% (4T09: 16,3%).
· Depósitos Interfinanceiros: 4,7%
(4T09: 5,7%)
Os depósitos a prazo somaram R$ 3.397,9 milhões,
crescimento de 1,3% se comparado ao quarto trimestre de 2009 (R$ 3.354,3
milhões) e de 79,9% se comparado ao primeiro trimestre de 2008 (R$1.889,1
milhões). A carteira de depósitos a prazo com e sem garantia do Fundo
Garantidor de Crédito apresenta um custo médio ponderado de 113% do CDI, com
prazo médio ponderado de 401 dias.
Destacamos nossa captação de recursos em fevereiro de 2010,
no montante de USD 250 milhões, com de prazo de 5 anos e “coupon” de 8,5%.
No primeiro trimestre de 2010, o Banco Cruzeiro do Sul deu
continuidade às operações de sua área de câmbio, com foco nas operações no
mercado de câmbio interbancário, na importação, exportação e distribuição de
papel-moeda, na exportação de ouro e na compra e venda de moeda estrangeira
para remessas financeiras e comerciais. Seguindo uma estratégia de alto volume
aliado a baixo risco, as operações são voltadas a instituições autorizadas pelo
Banco Central do Brasil e as variações de preços sempre cobertas em mercados de
derivativos no Brasil e no Exterior.
A atuação da área no mercado interbancário de câmbio levou
o Banco Cruzeiro do Sul à 17ª posição em fevereiro de 2010, no ranking
divulgado pelo Banco Central do Brasil.
O Patrimônio Líquido no período alcançou R$ 1.092,5
milhões, 2,27% superior ao quarto trimestre de 2009 (R$ 1.068,2 milhões), e
6,27% superior ao patrimônio líquido no mesmo período de 2009 (R$ 1.028,0
milhões).
O lucro apresentado no primeiro trimestre de 2010
representa um retorno anualizado sobre o capital médio do período de 14,7%.
O Banco Cruzeiro do Sul possui 99.897.555 ações do tipo ON
e 36.829.923 ações do tipo PN, destas 26.498.021 (71,95% das PNs), em poder do
mercado, totalizando 136.727.478 ações.
O valor de mercado do banco em 31 de março de 2010 baseado
no preço de sua ação, CZRS4, de R$ 11,99/ação, era de R$ 1.639,4 milhões. O
valor de mercado representava 1,5 vezes o patrimônio do primeiro trimestre. A
ação do banco nos últimos 12 meses apresentou uma valorização de 110%. Esta
valorização não leva em consideração, dividendos e juros sobre capital próprio
pagos nos períodos mencionados.
Índice de Adequação de Capital – BIS
No 1T10, o índice de adequação de capital do Banco Cruzeiro
do Sul atingiu 15,4%. Este índice está acima do limite mínimo de 11% exigido
pelo Banco Central do Brasil adaptado as exigências da do BACEN, e conta apenas
com capital nível 1.
Gestão de Risco Operacional
Para atendimento ao requerido na Resolução do CMN nº
3.380/06 possui no Banco Cruzeiro do Sul S.A. uma estrutura específica para
gerenciamento dos riscos nas atividades operacionais. Adicionalmente, foi
aprovada pela Diretoria uma Política para Gestão do Risco Operacional.
Os resultados dos estudos efetuados pelas equipes
envolvidas no processo de Risco Operacional são avaliados pelo Comitê de Riscos
e Liquidez e pelo Conselho de Administração. Se cabível, são implementadas
ações corretivas ou preventivas de acordo com os pontos levantados.
Gestão de Risco de Mercado
Para atendimento ao requerido nas Resoluções do CMN nº
3.464/07 e 3.354/06 o Banco Cruzeiro do Sul S.A. possui uma estrutura
específica para gerenciamento dos riscos de mercado de suas operações.
Adicionalmente, foi aprovada pela Diretoria uma Política para Gestão de Risco
de Mercado.
Estamos também atendendo a Instrução CVM nº 474/08
divulgando análises de sensibilidade sobre nossas posições e exposições de
ativos e passivos, conforme Nota Explicativa –
Análise de Sensibilidade.
Os resultados das análises de risco de mercado são
discutidos periodicamente no Comitê de Riscos e Liquidez, avaliando-se
principalmente os níveis de risco assumidos pelas áreas operacionais frente aos
limites operacionais previamente aprovados pela Alta Administração.
O Banco Cruzeiro do Sul é consciente de sua
responsabilidade social, atua efetivamente em campanhas de doação, patrocina
diversos segmentos de esporte e espetáculos culturais.
Dando seqüência à estratégia de crescimento, a área de Gestão
de Pessoas trabalha para que postura e atitude estejam alinhadas aos valores
organizacionais:
· Foco e Responsabilidade no Resultado
· Comprometimento com o cliente
· Empreendedorismo e Agilidade
Em decorrência a área desenvolve e atualiza suas políticas
visando: valorização, motivação, retenção e captação de nosso capital humano,
formando profissionais experientes em suas áreas de competência. Neste sentido
desenvolveu, dentre outros, Programa Próprio de Participação nos Lucros e
Resultados (PLR – PLUS), adicional a Convenção Coletiva que tem como
fundamento:
1. Avaliação de Desempenho;
2. Reconhecimento e estimulo às
competências;
3. Dedicação profissional;
4. Identificação de pontos a serem
desenvolvidos.
Nosso Programa de Saúde e Qualidade de Vida de nossos
colaboradores e familiares, assim como oferecemos palestras, treinamentos e
Assistência Médica que abrange 1.770 vidas.
No 1T10, o quadro de colaboradores do Banco Cruzeiro do Sul
era composto de 660 funcionários, um aumento 6,1% em relação ao 4T09 (622) e
15,2 % em relação ao 1T09 (573). A adequação no número de funcionários é devido
a ajustes operacionais dadas às novas condições de mercado.
A Ouvidoria instituída pelo Banco Cruzeiro do Sul tem como
incumbência representar os clientes usuários dos produtos e serviços do Banco
Cruzeiro do Sul S.A.. Para tanto, a Diretoria do Banco garante todas as
condições para que o funcionamento da Ouvidoria seja pautado pela
transparência, independência e imparcialidade no trato com os clientes e no
acesso as informações que forem necessárias.
Relações com Investidores
O Sr. Luis Felippe Indio da Costa é o diretor responsável
por Relações com Investidores e também presidente do Conselho de Administração
do Banco Cruzeiro do Sul S.A.. O relacionamento com os investidores ocorre
através do site
www.bcsul.com.br, endereço de e-mail de
ri@bcsul.com.br,
ou (55) (11) 3848-2704.
Na área de Recursos Humanos, o aprimoramento profissional
do quadro de pessoal teve continuidade, visando à melhora na qualificação do
nosso quadro de colaboradores, buscando oferecer sempre atendimento de
excelência. O Banco Cruzeiro do Sul continuou a patrocinar cursos, seminários e
conferências para seus colaboradores sobre suas respectivas áreas de atuação,
particularmente cursos relacionados ao combate à lavagem de dinheiro e risco
operacional.
O Comitê de Auditoria do Banco Cruzeiro do Sul S.A.,
instituído nos termos do artigo 34 do Estatuto Social da Companhia, eleito pela
Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, realizada em 23/04/2008,
instalado em 03/11/2008, é um órgão estatutário composto por três membros
independentes, com mandato anual, na forma definida pela Resolução do Conselho
Monetário Nacional (CMN) nº. 3.198, de 27 de maio de 2004.
Os membros do Comitê de Auditoria foram reeleitos na Ata de
Reunião do Conselho de Administração, realizada em 16 de julho de 2009 e
empossados em 14 de janeiro de 2010 com mandato até a 1ª Reunião do Conselho de
Administração a se realizar após a Assembléia Geral Ordinária de 2010.
A composição, atribuições e as regras de condução para seu
funcionamento seguiram as normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil e
foram disciplinados pelo Estatuto Social e pelas Regras Operacionais de
Funcionamento do Comitê de Auditoria, aprovado pelo Conselho de Administração
da Companhia.
“Atualmente, o Comitê de Auditoria da Companhia é composto
pelos seguintes membros: Srs. Gilberto Braga, Miguel Vargas Franco Netto e
Paulo Roberto Barral.”
Relacionamento com os Auditores
Em conformidade com a Instrução CVM nº. 381, de 14 de janeiro
de 2003, informamos que os auditores independentes, no período, prestaram
outros serviços não relacionados à auditoria externa em patamar superior a 5%
do total dos honorários relativos aos serviços de auditoria externa, referente
ao diagnóstico sobre as diferenças entre práticas contábeis brasileiras e as
práticas contábeis internacionais (IFRS), em 2008 no montante de R$ 187 mil e
durante este ano de 2009 R$ 93 mil.
Os serviços contratados não representam quaisquer conflitos
de interesse em relação aos trabalhos de auditoria e não interferem na
independência e objetividade desses trabalhos, por estarem aderentes as
políticas adotadas pelo Banco e aos critérios internacionalmente aceitos, ou
seja: o auditor não deve auditar seu próprio trabalho, nem exercer funções
gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste.
Em observância às disposições da Instrução CVM n.480/09, a
Diretoria do Banco declara que discutiu, reviu e concordou com as opiniões
expressas no parecer dos auditores independentes e com as demonstrações
financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de Março de 2010.
Considerações Finais do Conselho de Administração e
Diretoria Executiva
No primeiro trimestre de 2010, o Cruzeiro do Sul apresentou
produção e resultado dentro das expectativas e já refletimos os esforços de
recuperação implementados pela Administração do Banco com o crescimento e a
rentabilidade podendo ser percebida no balanço que hora se encerra.
O Cruzeiro do Sul vem mantendo o cronograma de adoção e
adequação às normas financeiras internacionais – IFRS; para tanto tem investido
fortemente em adequação de procedimentos, sistemas e qualificação de pessoal,
além de aculturamento de todos os níveis hierárquicos ante a este projeto.
Essa mudança tem forte apelo estratégico pela adoção ao
IFRS em função da transparência e qualidade na apresentação das demonstrações
financeiras ao público e investidores, o que reforça o compromisso de
governança que a administração do Cruzeiro do Sul vem traçando.
Como parte da estratégia de crescimento, o Cruzeiro do Sul
continua aprimorando e sustentando ações de Governança Corporativa. Esse modelo
de Governança Corporativa com o objetivo de manter agilidade na tomada de
decisão e velocidade, mantendo a baixa burocratização dos processos internos
tem como base 3 componentes principais: Stakeholders, Mercado e Operações.
Como partes deste modelo há duas entidades que são
responsáveis pela tomada de decisão na organização: Conselho de Administração e
Comitê de Gestão. O Conselho de Administração tem como principal
responsabilidade o relacionamento com os Stakeholders, visando a perenidade da
organização, já o Comitê de Gestão, tem como principal responsabilidade o
relacionamento com o Mercado e a Gestão do Negócio.
Os Comitês que suportam o modelo de Governança são: Comitê
de Auditoria, Comitê de Planejamento, Comitê de Crédito, Comitê de Controle de
Riscos e Liquidez, Comitê de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, Comitê de
Controles Internos e Comitê de TI.
Dentro do modelo de Governança, o comitê de Auditoria atua
como entidade de fiscalização diretamente ligada ao Conselho de Administração.
O Comitê de Planejamento Estratégico atua como elo entre o Conselho de
Administração e o Comitê de Gestão, visando o médio/longo prazo da organização.
Os Comitês de Crédito, de Controle de Riscos e Liquidez, de
Prevenção à Lavagem de Dinheiro, de Controles Internos e TI, estão ligados ao
Comitê de Gestão. Estes comitês são responsáveis por suportar o Comitê de
Gestão na tomada de decisões em relação aos assuntos específicos de cada
Comitê.
Com uma comunicação transparente e no momento certo,
reforçamos o comprometimento das equipes de colaboradores para garantirmos a
efetividade e prática do Modelo de Governança implantado.
Ao final, pelas realizações e avanços alcançados, renovamos
o apoio e a confiança de nossos clientes e a dedicação e empenho de nossos
funcionários e demais colaboradores.
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O Banco Cruzeiro do Sul S.A. (Banco) é um Banco Múltiplo
que opera com a carteira comercial, de investimento, inclusive pratica
operações de câmbio e é líder do Conglomerado Cruzeiro do Sul, que também
inclui as seguintes entidades: Cruzeiro do Sul S.A. Corretora de Valores e
Mercadorias; Cruzeiro do Sul S.A. Distribuidora de Títulos e Valores
Mobiliários; BCS Seguros S.A.; Cruzeiro do Sul S.A. Companhia Securitizadora de
Créditos Financeiros; Cruzeiro do Sul Comercial, Importadora e Exportadora
Ltda, atual denominação da Cruzeiro do Sul Imobiliária, Comercial, Importadora
e Exportadora Ltda (alteração contratual em 24 de agosto de 2010) e
Companhia Promotora de Vendas - Proveban.
Em 2010 nossa produção de ativos de crédito consignado foi
superior à nossa previsão. A produção não abandonou nossa estratégia de qualidade
e liquidez, tanto relativas a crédito pessoal consignado, como a empréstimos
para pequenas e médias empresas (middle market), não dispensando a forma
seletiva que vem sendo praticada em nossa produção de ativos, sempre
concentrando os esforços no desenvolvimento de operações com retornos mais
atraentes e de baixo risco de crédito.
Projetamos para o futuro um crescimento de nossa produção
de crédito consignado acompanhando a sazonalidade do produto e as tendências do
mercado, sempre observando oportunidades de incremento de nossa fatia de
mercado. Para isso o banco mira principalmente no seu crescimento de forma
orgânica, e vem fazendo investimentos tanto de pessoal como em tecnologia,
objetivando estar pronto para o crescimento planejado para o futuro próximo.
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107596 de
10759919/Dez/2011 10:57 1
small capsComentários: 5575 - Desde: Fev 2007
Faz tempo que vendi as
ações de CZRS4... Justamente porque achava a contabilidade "meio
estranha", especialmente aquela pesada diferença das contabilidade da
companhia e do consolidado...
2 anos depois, tem mais
gente achando a mesma coisa:
Cruzeiro do Sul paga
dividendo sobre lucro
contestado pela KPMG
Por Nelson Niero e
Carolina Mandl | De São Paulo
O Banco Cruzeiro do Sul
pagou R$ 5,5 milhões aos acionistas no dia 12. Havia pago R$ 5,5 milhões no dia
5. Duas
parcelas em dezembro,
somando dez no ano - R$ 60,5 milhões depositados nas contas dos acionistas com
base nos
balanços apurados em
2011. Até setembro, o lucro líquido foi de R$ 116, 5 milhões, pelos números
divulgados em
15 de novembro.
Apesar de nunca ter
deixado de remunerar os investidores desde 2007, quando abriu o capital, o
banco deparou-se
neste ano com algo
inusitado. O lucro divulgado pelo banco foi contestado pelo seu auditor
independente, a KPMG.
Logo em seguida, a
agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota do banco.
Em todos os anos
anteriores, o Cruzeiro do Sul obteve lucro no balanço da controladora, o que é
usado para pagar
proventos aos
acionistas.
O estatuto social do
Cruzeiro do Sul prevê o pagamento de um dividendo anual obrigatório não
inferior a 25% do
lucro líquido anual.
Também prevê pagamento de dividendos intermediários, usando balanço patrimonial
semestral
ou reservas de lucros.
Estes, além dos juros sobre o capital próprio, entram no cálculo do dividendo
mínimo
obrigatório. Desde
2008, os pagamentos ficam acima de 40%.
Ampliar imagem
Em documentos enviados
à Comissão Valores Mobiliários (CVM), o banco lembra que poderá capitalizar ou
reter o
lucro para compensar
prejuízo. "Podemos não pagar dividendos aos nossos acionistas em qualquer
exercício social
se nossos
administradores manifestarem ser tal pagamento desaconselhável diante de nossa
situação financeira",
informa o banco.
Os sinais de que a
situação talvez não seja propícia à distribuição de resultados podem ter
escapado à administração
do banco.
Além dos problemas de
liquidez dos bancos médios depois da crise de 2008, o Banco Central começou em
janeiro
de 2010 uma
investigação sobre transações feitas nos balanços de 2008 e 2009. Três meses
depois a CVM iniciou
sua própria apuração do
caso. Agora, foi a vez do auditor e da Moody's acenderem o sinal amarelo.
O Cruzeiro do Sul
preferiu não conceder entrevista para explicar seus critérios de distribuição
de lucros. Apenas
explicou por meio de
uma nota que "define sua política de dividendos referente à distribuição
de resultados antes do
respectivo
exercício".
O problema apontado
pela KPMG em seu relatório sobre as demonstrações financeiras é que a
administração do
banco "revisou a
metodologia" de cálculo da provisão para crédito de liquidação duvidosa (a
reserva para cobrir os
calotes, em língua
corrente) e descobriu que ela deveria ser R$ 197 milhões maior. O banco
reconheceu o "erro",
mas adiou para o quarto
trimestre o registro contábil, que resultaria num prejuízo.
A postergação se deve
ao fato de a administração do Cruzeiro do Sul acreditar que a venda de
carteiras de crédito
para investidores, uma
medida que está em curso, produzirá "resultados positivos consistentes e
suficientes para já
no quarto trimestre
(...) compensar os efeitos negativos do aumento da provisão para créditos de
liquidação
duvidosa", segundo
as notas explicativas do balanço.
A auditoria discorda.
"É nossa avaliação que os respectivos efeitos decorrentes da revisão da metodologia
de
cálculo da provisão de
crédito de liquidação duvidosa deveriam ser registrados a partir do trimestre
findo em 30 de
setembro de 2011",
diz o auditor Francesco Luigi Celso. "Assim sendo, o valor do patrimônio
líquido e do
resultado líquido do trimestre
e período de nove meses (...) estão apresentados a mais, em aproximadamente, R$
118 milhões, líquido
dos efeitos tributários."
Apesar de o adiamento
das reservas para o calote ter gerado um lucro que, segundo o auditor, não
existiu, isso não
deve se transformar em
uma exigência de republicação dos números por parte do Banco Central. A
autoridade só
obriga os bancos a
publicar balanços anuais e semestrais. É um respaldo que o Cruzeiro tem, já que
o balanço do
terceiro trimestre foge
da exigência. Se os números estiverem corrigidos no fim do ano, para o Banco
Central é o
que basta.
Só que, além de ser
regulado pelo Banco Central por ser uma instituição financeira, o Cruzeiro do
Sul também está
sob a supervisão da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como companhia de capital aberto, com
ações
negociadas em bolsa.
Com um cronograma diferente do BC, o regulador do mercado exige a publicação de
balanços trimestrais.
A CVM informou que
"acompanha e analisa as operações envolvendo companhias abertas e adota as
medidas
cabíveis, quando
necessário" e que "não se pronuncia sobre casos específicos".
Logo depois da
publicação do balanço, a Moody's rebaixou a nota do banco por conta do
"enfraquecimento da
flexibilidade
financeira, conforme sugerido por resultados e índices de capitalização
voláteis, e os desafios
enfrentados pela
franquia de negócios do banco desencadeados pela intensa competição em seu
mercado principal".
A Moody's também
observou os "desafios que o banco enfrenta para adequar suas fontes de captação
e os custos
relacionados a uma
carteira de longo prazo em um momento de elevada volatilidade nos mercados de
captação".
Nas duas semanas
seguintes ao relatório, o banco anunciou os dividendos que seriam pagos em
dezembro.
Entre os dois
pagamentos, o banco publicou outra demonstração financeira, desta vez usando as
normas
internacionais de
contabilidade, conhecidas como IFRS, na sigla em inglês (uma liberalidade da
companhia, e ponto
para sua governança, já
que não é obrigada pelo Banco Central). Desta vez, o resultado foi um prejuízo
de R$ 36,3
milhões nos nove meses,
sem ressalva do auditor.
Como denota um erro no
balanço, a ressalva é rara, principalmente em companhias com ações em bolsa -
ou pelo
menos aquelas
consideradas de primeira linha.
O Cruzeiro do Sul está
no Nível 1 da BM&FBovespa, a porta de entrada do "segmento
diferenciado de
governança", que
ainda tem o Nível 2 e o Novo Mercado (diferenciado das empresas que seguem
apenas a
legislação em vigor).
Entre as 38 empresas do Nível 1 - das quais dez são instituições financeiras -,
só vieram com
ressalvas nos balanços
do terceiro trimestre o Cruzeiro do Sul e o PanAmericano, ex-banco de Silvio
Santos que
teve que ser resgatado
depois que o BC descobriu uma fraude bilionária.
O auditor costuma ser
um bom bode expiatório para reguladores e investidores. Assim como as agências
de
classificação de risco,
os auditores têm que viver com um conflito inerente: são pagos por quem
fiscalizam, o que
tornaria difícil uma
relação independente. Além disso, ambos têm longos históricos de casos em que
aparentemente
não estavam onde
deveriam estar. Então, os sinais de aviso sobre o Cruzeiro do Sul poderiam ser
vistos como um
avanço.
Mas a história é mais
complexa. Em abril, a KPMG e dois de seus sócios de auditoria concordaram em
pagar R$ 1
milhão para a Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar um processo por supostas infrações
encontradas nas
operações realizadas pelo Cruzeiro do Sul com direitos creditórios e fundos da
instituição.
As transações foram
realizadas em 2008 e beneficiaram o próprio banco, gerando lucro artificial no
balanço
daquele ano. Para a
CVM, os profissionais que fizeram a auditoria dos fundos envolvidos nas
operações deveriam
ter feito uma ressalva
no parecer do auditor.
A KPMG se comprometeu a
pagar R$ 400 mil, e os profissionais que assinam os balanços dos fundos, R$ 300
mil
cada um. Com o termo,
não há julgamento, nem presunção de culpa dos acusados.
Ricardo Anhesini Souza,
um dos sócios citados, disse na época à repórter Graziella Valenti que foram
seguidas as
regras do setor na
emissão dos documentos e das avaliações. "O parecer não é um documento
livre, no qual se
escreve o que quiser.
Existem regras e nosso entendimento é de que elas foram seguidas."
Um ano antes, a CVM já
havia obrigado o Cruzeiro do Sul a republicar o balanço de 2008.
Agora, mais uma vez, o
problema no balanço do Cruzeiro gira em torno dos fundos de direitos
creditórios. Mais
precisamente sobre a
forma como o banco contabilizava as provisões feitas para os créditos que estão
dentro do
fundo. Quase que 100%
da carteira de crédito do Cruzeiro do Sul, de R$ 8 bilhões, é mantida em seu
balanço por
meio de cotas de fundos de direitos creditórios. (Colaborou
Juliana Ennes, do Rio)
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121496 de
12153520/Mar/2012 22:13 2
paulo_profComentários: 6052 - Desde: Jul 2009
CZRS4
PREÇO: R$ 13,47
PAYOUT (2011): 44,1%
Múltiplos relativos aos
últimos 12 meses
P/L 13,29
P/VPA 1,52
DY 3,32%
LUCRO POR AÇÃO R$ 1,014
ROAE 11,4%
ROAA 1,20%
CRÉDITOS INADIMPLENTES 27.309
CRÉDITOS
INADIMPLENTES/OPERAÇÕES DE CRÉDITO 1,44%
PDD/OPERAÇÕES DE
CRÉDITO 6,21%
Taxas anuais médias
nominais de crescimento:
a) do lucro líquido
UA -9,46%
U2A 29,46%
U3A -8,47%
b) do patrimônio
líquido médio
UA 5,40%
U2A 6,47%
U3A 1,82%
Taxa de crescimento anual média real do lucro líquido
durante 3 anos para que o preço justo calculado pela fórmula do FCD com
perpetuidade real nula e taxa de desconto real de 10% seja 50% superior ao
preço atual: +28%
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