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174677 - small caps -  22 Mar 2013, 02:01
O elevado investimento em FII tem algumas origens. Vou citar as principais:

a) a renda fixa não está pagando nem a inflação real, aquela que reajuste as mensalidades dos meus filhos, o cabelereiro, a faxina, a alimentação... a diferença é gigantesca... Entre ter a certeza de que não vou ao menos empatar com a inflação, e correr o risco de levar um troco.... preferi a segunda alternativa;

b) as ações de boas empresas estão muiiiiiiiiito caras. Tem gente achando empresa com P/L 15 uma boa oportunidade... Eu vejo uma boa oportunidade também... só que de venda... Esta queda do índice não tem nenhuma relação com os investimentos que estamos fazendo... A queda do índice se deve a porcariazada pela qual é composto. E, raramente compro empresa com P/L acima de 15, pois melhor e extraordinária que seja.

c) As poucas ações que oferecem mais do que os 8% a.a. dos melhores FII's tem riscos elevados pela frente, como a ETER3, a OIBR, a TRPL, a GETI3, a TKNO4, a VIVT3, o BGIP4, etc... Vários dividendos potentes são de vacas que estão agonizando no pasto, como a querida ELPL... É preciso pesquisar bem, e as opções diminuíram, sendo necessário elevar a concentração da carteira nas poucas alternativas ainda não descobertas.

d) é possível fazer vasta diversificação em setores da economia com os fundos imobiliários também. Imóveis comerciais se comportam de forma diferente de imóveis logísticos, industriais, de educação, de shoppings centers. Imóveis novos se comportam diferente de imóveis mais antigos; Imóveis com contratos de longo prazo reagem de forma diferente daquele que tem contratos mais curtos... Olha, as diferenças são maiúscula e basta estar bem atento na hora de escolher a entrada e ficar de olho em eventuais trocas que o mercado oportuniza.

e) com a inflação vindo aí, e com os sinais de que os juros podem, veja bem, PODEM não ser elevados o suficiente para tornar os juros reais suficientemente atrativos para estar na renda fixa... os FII's oferecem proteção dupla...

f) eles ja estão reagindo ao aumento do juro futuro. Mercado já precifica isto. Mas, uma elevação muito forte dos juros futuros, a meu juízo, impacta mais fortemente o mercado de ações, do que o de fundos imobiliário. A inflação alta naturalmente fará com que o retorno por meio de locação dos imóveis readeque o retorno exigido, ou eleve o valor da cota...

g) quando a esperada bolha imobiliária quebrar, vc ai de casa pode estar certo... RESPINGARÁ EM TUDO. Vide EUA.

Por aí vai...

174398 - small caps -  21 Mar 2013, 02:44
Citação: WALDOL
Small, Professor e demais colegas...
Tenho os FIIs ONEF11, FIIB11, AEFI11, BBPO11, HGBS11 e VRTA11,tem algum que deva vender? O meu objetivo é para longo prazo.
Antecipadamente agradeço.
WADOL, a maioria destes fundos ou tem retorno já mais baixo, como HGBS11 e BBPO11, ou tem risco mais elevado, estando até em renda garantida...

No atual preço, HGRE11 oferece uma oporunidade de aquisição inclusive abaixo do valor da oferta pública que está rolando.

Há pouco, foi possível comprar FIIP11B a R$ 169,00. A promoção acabou. HGLG estava a R$ 1260,00... todos fundos de melhor risco x retorno, a meu juízo.

ONEF11 e AEFI11 estão na renda garantida. VRTA11 ja voltou ao valor patrimonial. Não vale mais a pena vender, mas está tendo dificuldade de remontar a carteira com as mesmas remunerações. E FIIB11, se conseguir vender acima de R$ 380,00, considero que vale a troca por HGLG11 abaixo de 1.280,00.

DE qualquer sorte, acompanhe o tópico, as promoções neste segmento também são rápidas... ofertas relâmpagos...

165607 - small caps - 04 Fev 2013, 00:49
Em tempo... os FII's parecem pouco atrativos especialmente em razão do histórico recente, em que pagavam bem mais...

Mas quando se compara com a renda fixa... vê-se que nela a queda de ganho real foi ainda mais significativa...

Enfim, HOJE, ainda são atrativos... mas muito em função da ausência de alternativas de baixo risco que não tenham morrido no pasto...

Aliás, sabemos que várias vacas leiteiras ou morreram... ou viraram gado de corte...

165606 - small caps - 04 Fev 2013, 00:46
o que vc acha do atual cenário imobiliário, especialmente em cidades como Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo? Eu, particularmente, não vejo um aumento da renda que justifique a manutenção da subida dos preços, e em breve é provável que tenhamos um aumento das taxas de juros..... O que vc acha?
M84, também tenho um certo receio e tenho focado em ativos bem diversificados... FII's de diversas naturezas, inquilinos, localizações geográficas e prazos de contrato. Por isto até que comprei uns RBRD11 e FCFL11B (longos prazos). E também RDES11 (diversificação geográficas)... e uns possíveis turnarounds (MSHP11 e WPLZ11B). Os de recebíveis acho que a festa está acabando... os retornos ou vão cair, ou os fundos estão aceitando riscos deveras elevado...

Considero que eventual queda não atingirá a todos de forma igual... Vejo até que o setor de FII industrial e de logística não acompanhou este boom todo... o maior problema que vejo é o forte aumento de oferta em espaços logísticos... mas os preços permanecem mais acompanhando a inflação apenas...

Resumidamente, uma breve pincelada...

165585 - small caps -  04 Fev 2013, 00:07
Ilustres, os FII's continuam indo bem, surfando a onda inflacionária que toma conta do país e a queda de juros, que, na real, já estão negativos...

Detalhe, estes dias li que nos EUA, os REIT's (FII de lá) rendem algo como 4,x% a.a... aqui ainda paga mais de 6% a.a.

"Fundo imobiliário é investimento mais rentável de janeiro

Índice que mede desempenho dos fundos imobiliários teve retorno de 2,54% em janeiro e fechou com valorização de 35,02% em 2012

Por Gabriella D'Andréa

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários trouxeram os maiores rendimentos para os investidores no mês de janeiro. No primeiro mês do ano, o Ifix, índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários mais líquidos negociados na BM&FBovespa, registrou retorno de 2,54%, de acordo com dados da bolsa paulista. O índice de fundos imobiliários manteve o bom resultado de 2012, quando registrou alta de 35,02% e também terminou como melhor investimento.

Os principais motivos para essa alta são a redução na Selic (taxa básica de juros) e a expansão do prazo de financiamento de imóveis, de acordo com o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite. “O Brasil ainda tem um baixo volume de financiamento perto do PIB, o que mostra que esse segmento tem muito espaço para crescer. Além disso, o déficit habitacional ainda é grande por aqui, indicando essa tendência de crescimento”, afirma."

164649  - nelsonnpires -  27 Jan 2013, 14:15
Sobre FII, a questão que se coloca é o custo de oportunidade, esse monte de grana na Rf fica como?? o cara olha mesmo 0,6% ao mês, a principio juros reais caso se mantenha o valor dos imóveis ao longo do tempo, enquanto economia se manter garanto que os preços não caem, e depois olha o retorno na Rf que mal esta cobrindo a inflação, ele vai pra onde, não tem jeito muito dinheiro empossado com retorno quase zero, um pouco disso procurando outras alternativas mantem e provavelmente valoriza outros ativos. Quando falamos que um ativo esta caro ou barato e pode realmente estar, temos que pensar pra onde a grana esta migrando. Nessa fase de juros baixos o que mais esta acontecendo são administradores de fundos de pensão se reunindo para definir novas estratégias de investimento pq a atual não chega nem perto do rendimento prometido por eles, muitos pretendem propor um meio termo, diminuição do retorno previsto com consequente maior valor de contribuição, e junto a isso mudança na politica de investimento onde eles podem tomar mais riscos. Essa mudança apenas se iniciando mas vai ser algo muito significativo no direcionamento dos investimentos.

164341 - small caps -  23 Jan 2013, 00:03
Últimos dias de muita pesquisa e trabalho...
Mudei se setor e agora tenho que botar em práticas velhas lições de administração...
Para quem quer se aprofundar no setor de FII, especialmente de shoppings, uma aula de graça:
http://www.bmfbovespa.com.br/renda-variavel/download/mshp-020113.pdf

164333 - NotwenCardozo -  22 Jan 2013, 22:55
Citação: paulo_prof
Citação: NotwenCardozo
Falando em Fiis ... Será que vcs concordam?Os fundos imobiliários mais promissores em 2013
Especialistas recomendam 13 fundos com bom potencial, que rendem mais que a poupança e a renda fixa http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/os-fundos-imobiliarios-mais-promissores-em-2013?page=1

... neste exato momento, não tenho nenhum dos 13 ... não vou conseguir dormir !!!
É professor ...algumas como BBPO11, SAAG11 valorizaram muito desde o IPO (especialmente BBPO11). Aposto que deve ter vendido BBPO11 logo no primeiro dia nos 126,00! Operando no curto médio prazo. Tenho que combinar um dia desses de encontrarmos para bebermos um bom vinho! Ainda tem algum Fii?
Aposto que o Samu ainda está com todos os Fiis dele!

164250 - pppadv -  22 Jan 2013, 15:18
Onde investir | 22/01/2013 07:00
Os fundos imobiliários mais promissores em 2013
Especialistas recomendam 13 fundos com bom potencial, que rendem mais que a poupança e a renda fixa
http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/os-fundos-imobiliarios-mais-promissores-em-2013

162677 - paulo_prof -  08 Jan 2013, 11:15
Os FIIs de papel que sem dúvida parecem mais promissores são o MXRF11 e o VRTA11. Dificil afirmar qual terá maior sucesso em 2013. Ambos estão sendo negociados com o mesmo prêmio em relação ao VPA e apresentam aprox. o mesmo rendimento, embora a constituição de suas carteiras seja muito distinta. 

162635 - rogeriortms -  07 Jan 2013, 19:20Pergunta de iniciante em FII.... Se compro um FII com o objetivo de ter uma renda de aluguel, como ele se compara com o alugueis de imóveis próprios? Se ao invés disso eu tivesse comprado um imóvel eu receberia o aluguel e a valorização do mesmo. No caso do FII tem esta valorização no caso de FII papel ou tijolo? Qual a vantagem de um sobre outro, no caso imóvel próprio e FII, além da remuneração bem maior?

162647 - paulo_prof -  07 Jan 2013, 21:04
O rendimento mensal do FII de papel já considera a correção inflacionária. A maior parte dos papéis que constituem a carteira do fundo é corrigida ou pelo IGPM ou pelo IPCA. Uma vez que a correção monetária está incluída no rendimento, o patrimônio líquido dos FIIs de papel normalmente não muda (ou muda pouco) no tempo.

Já o FII de cimento, recebe e distribui renda de aluguéis. Como os aluguéis são corrigidos por um índice (IGPM ou IPCA), os rendimentos dos FIIs de cimento, na média, crescem no tempo. Com o crescimento dos rendimentos, os preços são ajustados também para cima, para que o rendimento mensal represente um percentual coerente com os rendimentos de renda fixa de mercado.

Excetuando FIIs de cimento com renda garantida por prazo determinado (como o AEFI, BBVJ, BMLC, BRCR, EDGA, FCFL, FLRP, FVBI, JRDM, KNRI, RNGO e THRA, entre outros), dificilmente o rendimento mensal ultrapassa 0,65% (FIIs mais "arriscados", como HCRI e NSLU, pagam mais!!!). O preço de mercado normalmente se ajusta para que este percentual seja menor (a média está inclusive abaixo de 0,6%).



162566 danieljoseaa -  07 Jan 2013, 01:23
Neste início do ano, estou tentando iniciar a composição de uma carteira de FIIs, de modo que inicialmente atinja em torno de 15%/20% do total investido.

Não vou mais ficar all in em ações não, pelo menos neste momento......minha idéia inicial é obedecer tio graham e alocar um máximo de 75% em ações, que é exatamente o que devo fazer neste início do ano (75% ações, 15/20% FIIs e 5/10% CDB/poupança).

Caso a bolsa, ao meu ver, comece a ficar "cara", aumento esse % de FIIs, ou no caso de uma boa oportunidade também..........caso a bolsa derreta, em algum momento posso até voltar a extrapolar esse %, como, por exemplo em um caso exemplar de 2012, onde tivemos a ida de BBAS para a casa dos 18 reais, dentre alguns outros, aí algum FII roda, rs, mas esse aumento de 75% em ações só se dará em casos muito extremos e claros, pois a idéia inicial é manter a partir de hoje esse patamar máximo de 75% em ações.

Já comprei um pouco de VRTA11, ONEF11 e quase nada de RDES11.............até fim de fevereiro pretendo cumprir esta meta.

VQV!

161164 Midyfon -  20 Dez 2012, 12:57

Eu gostaria de saber onde vocês conseguem informações sobre os fundos imobiliários. Assim como para as ações há o fundamentus.com.br e o próprio site da BM&F, gostaria de saber se há algo similar para os FII. Outra dúvida que eu tenho é sobre como analisar um FII, quais valores de P/VP são interessantes, qual % de pagto médio mensal é considerado "acima da média", etc... Estou montando uma carteira de investimentos e, no momento, estou com 40% do capital líquido e pretendo aplicar parte destes 40% em fundos imobiliários, mas não tenho conhecimento necessário para fazer uma análise de qualidade. Qualquer ajuda já será bem vinda


161186 - tetzner -  20 Dez 2012, 15:28
A fonte oficial de informações é o próprio site da BMFBovespa e os sites dos Administradores e Gestores de cada FII.

Neles você encontra mensalmente os Relatórios, fatos relevantes e ativos que compõem cada fundo.

Dá um certo trabalho eu sei, pesquisar nestes sites, mas com o tempo você se acostuma.


Informações durante o pregão podem ser obtidas neste link também(além da página de FIIs da Bovespa indicada pelo amigo acima):

Plantão Bovespa
http://www.bmfbovespa.com.br/Agencia-Noticias/ListarNoticias.aspx?Idioma=pt-br

Página de FIIs:
http://www.bmfbovespa.com.br/renda-variavel/ResumoFundosImobiliarios.aspx?Idioma=pt-br

Basicamente você encontrará fundos das administradoras: BTG Pactual, Rio Bravo, Credit Suisse Hedging Griffo, Caixa, Citibank e algumas outras.

Mas a informação vai estar dispersa e você terá de organizar.

Pensando nisso, criei no meu blog ( Tetzner.wordpress.com ) fichas para cada um dos FIIs, com todas as informações e links.

Mantenho um Ranking de Rentabilidade ( o Ranking dos FIIs ), com a lista completa de FIIs, seus tipos e segmentos, juntamente com as principais características.

Na área de conceitos e aprendizado, divulguei os guias da CVM e da uqbar ( ambos gratuitos ), com conceitos básicos sobre os Fundos Imobiliários; no blog temos o ABC dos FIIs e discussões sobre cada fundo feitas pelos amigos através de comentários.

Postei essa semana 2 vídeos que explicam rapidamente a navegação no blog, mas se restar alguma dúvida basta perguntar :)

161165 - los_gomes -  20 Dez 2012, 13:23
http://www.bmfbovespa.com.br/renda-variavel/ResumoFundosImobiliarios.aspx?idioma=pt-br

161598 - felipeamc1975 -  26 Dez 2012, 20:00
Olá amigos, vou postar esta sugestão nos três fóruns que acompanho. Sugiro que todos solicitem as suas senhas do Canal Eletrônico do Investidor (CEI) junto as suas corretoras. Depois é só entrar em:

https://seguro2.cblc.com.br/CEI/Shared/Login.aspx?inst=

Você tem acesso a todas as informações de custódia das ações e FII direto da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), proventos recebidos, proventos a receber... Ainda tem acesso ao Banco de Transações e Custódia para verificar as posições em aberto de aluguel de ações, aluguéis recebidos, etc ...

Eu já recebi a minha senha do CEI da Mirae Asset e já requeri a senha na Ágora Invest, realmente recomendo a todos.



161095- tetzner -  19 Dez 2012, 18:37
Eu particularmente não comparo risco de oportunidade de FIIs com FII; uso a Taxa Selic Líquida.

Sei que cada um usa o critério que melhor lhe convier, mas penso que qualquer FII tem seu risco próprio e intríseco, fazendo assim com que se faça uma sobreposição de riscos.

Num cenário de taxa de juros decrescentes, rumando para baixo dos 7% brutos ano que vem, como já demonstram as taxas futuras, ou seja menos que 6% a.a. liquidos, haverá um numero menor de oprtunidades nesse nível e uma procura maior.

Elevar o custo de oportunidade dos moderados 8% do amigo Small, para algo maior como sugero o amigo Qui_Mico, restrigirá por demais a viabilidade do investimento.

Pensando no fundo em si: multi locatário e disperso por vários empreendimentos, as vésperas de eventos internacionais que trarão um fluxo de visitantes "nunca antes visto" ( kkk não pude perde a piada ), com histórico de gestão e performance impecáveis, além de atuar no segmento de melhor taxa de retorno dos FIIs.

Para mim o risco seria menor e não é a toa que cotação está nestes patamares, mas isso sou eu, serve para mim e cada um pode usar seus próprios critérios.

161085 - small caps -  19 Dez 2012, 17:45
apenas deixando claro que a pesquisa por ativos que não tem um histórico de responsa ou um ROE de encher os olhos se deve a diminuta margem de segurança (até de insegurança em alguns casos) que os melhores ativos tem evidenciado...

Diante deste cenário, o recomendável é diversificar um pouco mais com FII e com novos ativos que não passariam em todos os filtros de excelência de gestão, mas oferecem mais margens de segurança que os ativos que se sobressaem neste quesito.

Poucas oportunidades estão gerando forte demanda por um mesmo ativo, inflando seus preços, acarretando riscos adicionais... É importante saber a hora em que o céu de brigadeira já está precificado, pois uma chuvinha qualquer pode desmoronar os preços...

159607 - pppadv -  06 Dez 2012, 20:17
Imóveis | 06/12/2012 05:55

Viu o oba-oba dos fundos imobiliários?
Imóveis que podem ser desapropriados, inquilinos que não pagam, garantias que só dão problema. Por que nem todos os fundos imobiliários são tão bons como se diz 
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1031/noticias/o-oba-oba-dos-fundos?page=1

São Paulo - É difícil conversar com um consultor de investimentos, hoje, sem ouvir a recomendação de que vale a pena aplicar, “ao menos uma pequena parte do patrimônio”, em fundos imobiliários. Ao investir em prédios, shoppings e outros imóveis, o aplicador pode ganhar tanto com a valorização dos prédios quanto com os aluguéis.

Nos últimos dois anos, período em que a bolsa foi mal e os juros baixaram para o menor patamar em décadas, os fundos imobiliários viraram a nova febre do mercado. O número de investidores com algum dinheiro nessas carteiras triplicou.

Como diversificar sem correr tanto risco quanto na bolsa? A resposta da moda: fundos imobiliários. Onde aplicar para ter uma renda parecida com a de um aluguel, sem ter de cuidar de uma casa? Fundos imobiliários, claro. Para melhorar, quem investe nesses fundos não paga imposto de renda. Parece, em suma, um investimento com retorno alto e risco baixo. Mas não é bem assim. 

A euforia que se vê hoje foi potencializada pelos altos retornos de muitos fundos. O Memorial Office, dono de um prédio de escritórios na zona oeste de São Paulo, rendeu 102% em apenas 12 meses. Em média, essas carteiras tiveram uma rentabilidade anual de 30% nos últimos três anos, enquanto o Ibovespa caiu 5% e um fundo conservador de renda fixa rendeu 10% ao ano.

Esses números inflaram a oferta — só em 2012, foram lançados 42 fundos imobiliários, que captaram 11 bilhões de reais. Esse tipo de fundo está ajudando a salvar o ano dos bancos de investimento, que ganham um percentual do volume emitido e a taxa de administração. Mas nada garante que os altos retornos vão continuar. Um levantamento feito por EXAME mostra os riscos que a maioria dos investidores ignora e que podem comprometer seriamente a rentabilidade. 

Foram analisados os 15 últimos fundos registrados e em análise na Comissão de Valores Mobiliários. Os problemas potenciais incluem prédios que podem ser desapropriados e inquilinos duvidosos, que dependem de licenças para começar a operar.

A análise foi feita com base nos prospectos dessas carteiras, documentos de cerca de 200 páginas em que os gestores descrevem a estratégia do investimento e anexam os laudos de avaliação dos imóveis. “Qualquer um pode ter acesso a esses dados, mas é preciso ler o prospecto, e pouca gente está disposta”, diz Paulo Colaferro, diretor da assessoria financeira Taler, que atende clientes com mais de 10 milhões de reais. 

Um dos fundos analisados, o DDI 31, gerido pelo banco BTG Pactual e que vai aplicar em edifícios comerciais do grupo Brasil Telecom em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em outras cidades, tem seis imóveis com algum tipo de irregularidade, de hipotecas judiciais e dívidas com o INSS a pedidos de desapropriação.

Outro, o SP Downtown, da gestora Brasil Plural, que vai investir em prédios comerciais no centro de São Paulo, corre o risco de receber apenas uma parcela do aluguel previsto. Segundo o prospecto, 56% dos escritórios que fazem parte da carteira serão alugados para a empresa de call center Atento, que ainda não tem o alvará para se instalar nessas salas.

No BB Progressivo II, o gestor é o Banco do Brasil, o administrador (que é responsável por analisar os números do fundo) também e todos os imóveis em carteira pertencem à instituição — são, principalmente, agências do BB. Em tese, o negócio é ótimo: o risco de inadimplência do banco é quase nulo, e os contratos são longos. 

Por isso mesmo, a demanda pelo fundo imobiliário foi dez vezes superior à oferta. Mas até nesse caso há um risco potencial. Se um dos imóveis precisar de reforma, banco e investidor podem ficar em lados opostos. Para quem investe, deixar a agência como está pode ser mais rentável. Já o banco, que quer ter pontos modernos, faz uma conta diferente.Procurado, o Banco do Brasil não deu entrevista. BTG e Brasil Plural também não comentaram por estarem no período de silêncio exigido pela CVM para lançar os fundos. 

As dores de cabeça para os investidores podem ser muitas. Um exemplo foi o que ocorreu com dois fundos que investem em hospitais, o Nossa Senhora de Lourdes e o Hospital da Criança, em São Paulo. Boa parte do retorno desses fundos vem dos aluguéis pagos pelos hospitais — e ambos atrasaram o pagamento durante três meses no fim de 2011.

O gestor, que era a Brazilian Mortgages e hoje é o BTG Pactual, entrou com uma ação de despejo, mas a lei determina que um hospital não pode ser desapropriado enquanto houver pacientes. Muitos investidores debandaram e houve desvalorização de cerca de 20%.

Neste ano, os aluguéis voltaram a ser pagos e os fundos recuperaram as perdas. Segundo especialistas, o mesmo problema pode ocorrer com fundos que investem em escolas e universidades. Como há um único inquilino, se ele ficar inadimplente, a rentabilidade vai para o brejo — e despejar uma escola também não é fácil. 

Para atrair mais investidores, alguns gestores passaram a oferecer garantia de retorno por prazos determinados. Mas isso pode ser um tiro n’água. Os problemas aparecem quando é feita uma estimativa otimista de rentabilidade.

O fundo que investe no shopping West Plaza, na zona oeste de São Paulo, pagou 0,8% por mês durante quase quatro anos até setembro — quando expirou a garantia, o percentual caiu para 0,3%, pois as receitas obtidas com o pagamento de aluguel dos lojistas ficaram abaixo do previsto. Como o fundo era obrigado a comunicar essa diferença, muitos investidores saíram da aplicação antes de a garantia acabar, o que provocou uma desvalorização de 6%. 

De forma geral, os problemas atingem uma pequena parte do mercado. Um levantamento feito pela gestora Rio Bravo, que administra carteiras imobiliárias, mostra que, dos 53 fundos negociados há pelo menos um ano, só nove tiveram perdas.

O perigo apontado por especialistas é a alta demanda por essas aplicações acabar incentivando gestores a lançar fundos às pressas, com imóveis ainda com irregularidades, e investidores a colocar dinheiro nessas carteiras sem analisar direito os riscos. Gestores, gerentes, bancos — todos estão ganhando com os fundos imobiliários. Se o investidor vai ganhar também, é outra história.

Citação: alisonvm
Professor
Por favor...poderia me explicar de forma bem simples funcionamento do lançamento de um FII??? pode ser o do BB mesmo.
Tbm de formam bem simples como ganhar os rendimentos??
E a valorição das cotas funciona como as ações???
Uma administradora de bens mobiliários (no caso acho que a Votorantim) decide lançar uma oferta ao mercado, para levantamento de recursos para determinado fim (no caso, comprar um rol de agências do BB e alugá-las ao mesmo por 10 anos). Para tal, contrata distribuidoras de títulos a participar do esforço de distribuição, mediante pagamento de comissão. 

No período de reserva, os investidores informam quanto desejam investir. Terminado o levantamento, é efetuado o rateio. No caso, como a demanda foi 10 vezes maior do que a oferta, o rateio será de 10%.

Na data de liquidação, as cotas rateadas deverão ser liquidadas e (para aqueles investidores que efetuara a reserva através de suas corretoras) as cotas correspondentes aparecerão na custódia fungível para negociação no mercado.

A negociação no Megabolsa (ou Mercado Balcão) será aberta e as cotas poderão ser negociadas assim como o são as ações.

Levantada a grana na liquidação financeira e deduzidas as despesas de colocação, o FII formaliza a compra das agências e os aluguéis pré-contratados começam a vigir. O FII será obrigado a distribuir no mínimo 95% dos aluguéis líquidos recebidos mensalmente. Ou seja, pega a receita mensal total dos aluguéis, desconta as despesas (administração, custódia, escrituração, etc) e divide 95% do resultado pelo número total de cotas. Os rendimentos são depositados automaticamente nas contas informadas pelos cotistas.

O preço das cotas negociadas nos pregões da bolsa seguem o princípio da oferta e procura. Em princípio, deveriam guardar uma relação com os rendimentos efetivos que serão distribuídos mensalmente. Mas é possível que na fase inicial de negociação o preço suba mais do que seria razoável. 

155738 small caps - 08 Nov 2012, 15:09
Mas, como estamos em promoção de FII, vendi-a para comprar FCFL11B. Não tenho certeza que a promoção de FII vai se sustentar após o término da oferta do BB.

Estou vendendo ações com P/L acima de 15, encostando nos 20 e que vejo que no curto prazo não devem apresentar lucros não esperados.

E estou comprando o máximo que posso em FII até a término da oferto do BB. Acredito bastante num rateio...

Fiz as posições novas em RDES11 e FCFL11B neste mês.
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