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domingo, 11 de outubro de 2009

Sulcroalcoleiro



1230 de 5068 26/Jan/2009 00:18 0
1 small caps Usuário Premium Comentários: 2794 - Desde: Fev 2007
citação: jparthurSmallCaps
Boa noite
"Apesar do setor sucroalcoleiro estar em crise, devido a falta de financiamento, o que você acha das ações da Cosan (CSAN3) e são martinho SMTO3."
Você acho que como a chegada de Obama e seus planos de investir em biocombustiveis poderia haver oportunidade de negocios com os USA.
"Pessoalmente não gosta da CSAN3 devido a manipulação que houve ano passado, mas a SMTO3 me pareça interessante a longo prazo. Tambem poderá haver fusões deste setor para poder diminuir os riscos e ter mais facilidade para ter acesso ao credito."
"jparthur, este era um dos setores do ""futuro"" vendido a tantos acionista que pagaram caro pelo história. Para comprar ações de uma empresa sempre é bom verificar se já foi capaz de gerar lucros e o segmento, desde que ingressou na bolsa, nunca transformou a aposta no futuro em resultados."
"Quanto mais produz, mais prejuízos a empresa gera e agora o peso da dívida vai se avolumando cada vez mais. Se algo de impacto realmente não acontecer no médio prazo, como eventual mudança na matriz energética mundial protagonizada pelo Obama, o final desta história pode não ser muito agradável."
"Assim, diante destes riscos, eventual posicionamento em ações da companhia deve ser feito com quantia que não prejudique o futuro financeiro pessoal, a nível de investimento em ações em situação especial. Até porque não há sinais de curto prazo de melhora operacional, ainda."
1231 de 5068 26/Jan/2009 15:33 0
WK2007 Comentários: 242 - Desde: Out 2007
"Amigos, com o barril do petróleo quotado a cerca de US$ 40,00, acho desaconselhável investir neste setor. As usinas de álcool (através da UNICA) estão fazendo pesado lobby perante o Governo Federal para que os preços internos dos combustíveis não caiam, repassando a queda internacional, e se esse lobby não for vitorioso, vai deixar o setor em uma situação complicadíssima."
"Em síntese, se as companhias não davam lucro com petróleo beirando US$ 150,00, no atual preço é quase impossível ter bons resultados operacionais."
"No entanto, em decorrência da quebradeira, espera-se uma consolidação do setor, com as empresas mais capitalizadas comprando usinas a preços bem mais baratos em relação àqueles praticados até recentemente. Além disso, o BNDES sempre esteve pronto para socorrer os usineiros, e desta vez parece que não será diferente."
4273 de 5069 18/Abr/2009 09:51 1
paulorizzi Usuário Premium Comentários: 703 - Desde: Dez 2007
Acho que o historico das sucro-alcooleiras eh terrivel. Se for pra especuleta (sim eu gostcho muito) pode ate parar pra pensar. Pelos fundamentos vale uma pesquisa aqui http://www.4shared.com/file/96277493/98abe9/Small_01-04-09.html. Eu mesmo ja perguntei sobre elas para Small e Paulo.
Abraco
Capa
"Põe terrível nisto. A dívida líquida do setor é enorme (R$ 40 bilhões) e é totalmente impagável aos preços atuais do açucar e do alcool. Os preços precisam praticamente dobrar para que a situação se torne ""saudável"". Enquanto a matriz energética mundial não mudar (e como petróleo barato nada indica que mudará tão cedo) o setor permanecerá inviável, só sobrevivendo às custas do governo (contribuinte), via BNDES. Se o BNDES resolver parar de sustentar o setor, vai ter inclusive banco em dificuldades."
Setor sucroalcooleiro: com fim da safra, quem tiver maior estoque se destacará
Por: Livia Teixeira
07/01/10 - 17h01
InfoMoney
SÃO PAULO – Tendo em vista o final da safra de cana-de-açúcar, o Credit Suisse publicou um relatório mostrando os principais pontos a serem considerados em relação ao setor sucroalcooleiro. Em destaque, fica a perspectiva de que os preços do etanol continuarão subindo e favorecendo os produtores, apesar das exportações fracas.
No ano passado, as exportações de etanol alcançaram o menor nível anual, com 124 milhões de litros - queda de 64% em relação ao ano anterior. A situação, segundo o banco, já era esperada, dada a melhora econômica no mercado doméstico.
Melhores preços em SP
Para o Credit Suisse, em alguns estados do País o preço do etanol não é competitivo em relação à gasolina, como em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Já em São Paulo, onde está concentrada mais da metade do consumo, o preço do etanol continua atraente.
Na opinião dos analistas, "dada a alta participação de São Paulo no consumo total e sua importância para os produtores de etanol, os preços no estado não deverão se desviar muito do limite de 70% do preço da gasolina (explicado pela diferença na eficiência)". Para eles, não é esperado um preço acima de R$ 1,70 por litro - atualmente o valor é de R$ 1,67 por litro.
Açúcar em evidência
Em relação ao açúcar, a equipe de análise do banco espera que as exportações continuem fortes em dezembro. Com base nas informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), foram exportadas um total de 2,23 milhões de toneladas, representando um aumento de 15% na passagem anual, mas queda de 10% na passagem mensal - o que pode ser explicado pelo final do período de colheita e o pequeno estoque do produto.
Por outro lado, os preços ainda são altos, segundo a equipe, resultando em um aumento de 43% no volume financeiro em relação ao ano anterior.
Empresas beneficiadas
Segundo a análise, as empresas que reportarão melhores resultados para o ano de 2009 deverão ser aquelas que estão aptas a estocar etanol e açúcar, já que a safra de cana-de-açúcar está no final. Os nomes mencionados pelo banco são Açúcar Guarani e São Martinho.
Análise da Coin Valores
“O setor não é para cardíacos!”. Assim começava a palestra de um professor da ESALQ (Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) num seminário do setor em 2010. Os usineiros (e os
investidores) sentiram muito bem o que é fazer parte de um setor que vive numa eterna montanha russa. Vamos fazer uma análise de dois anos, para entender melhor esse sobe e desce do setor.
No começo do ano de 2009, o açúcar estava sendo negociado a aproximadamente US$ c12/lb.
Antes de começarmos a análise, é preciso entender um ponto principal: o Brasil é o maior produtor mundial, com uma participação de aproximadamente 21%, seguido pela Índia com 15% e China, com 10%. Uma das principais vantagens competitivas do Brasil é a obtenção da sacarose através do plantio de cana-de-açúcar. A beterraba sai na desvantagem já que tem de ser replantada todos os anos e exige rotação de colheita, que varia entre três e cinco anos. No Brasil, a cana é cultivada, destacadamente, nas regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste. A primeira região concentra aproximadamente 87% da produção de açúcar e álcool do país e a safra vai de abril a novembro. É por isso que dizemos aqui na Coinvalores: “os balanços do setor não acompanham as demais companhias e se iniciam num trimestre à frente.” Ou seja, o 1º trimestre da safra começa em abril até junho, assim por diante.
Com este conhecimento, verificamos que o Brasil é um dos países mais competitivos na produção de açúcar. Em números aproximados, costumamos trabalhar com um custo break even das antigas usinas do país em US$ c15/lb. Contudo, por mudanças estruturais que impactaram o custo de capital em todo o mundo, consideramos um valor de US$ c18/lb para as usinas Green Field.
Como utilizar esta informação para investir no setor? O mercado mundial de açúcar não consegue operar por muito tempo com preços abaixo de US$ c15/lb, levando a uma redução da oferta e conseqüente busca pelo equilíbrio. Contudo, as entradas de novas ofertas deverão trazer este equilíbrio para patamares um pouco mais superiores. Voltando aos preços internacionais, acompanhamos em 2009 os preços atingirem US$ c24/lb. Contudo, em maio/10, os preços derreteram para US$ c13,70/lb, levando muitos investidores ao desespero, já que se vislumbrava, até então, uma forte recuperação da safra Indiana. O crescimento veio, mas bem abaixo das expectativas. Com isso, poucos meses depois, os preços foram para US$ c29,20/lb, trazendo euforia para o setor.
Os investimentos brasileiros no setor vieram para ficar e o processo acelerado de consolidação
deverá perdurar ainda por alguns anos. Os carros flex estão tomando conta das ruas das cidades, trazendo sustentabilidade para o crescimento da produção das usinas. Para os usuários finais, já é percebido (no final de 2010) a competição com o açúcar, reduzindo a atratividade do consumo do etanol em quase todo o território nacional. Os preços do combustível apresentaram aumento médio da ordem de 16% em 2010. O primeiro trimestre de 2011 ainda vai enfrentar pressão nos preços devido a entresafra, mas já em meados de março, os preços deverão retomar menores patamares, devendo encerrar o ano com alta de cerca de 8% na média. Para o açúcar, as incertezas em relação a oferta por conta das restrições climáticas associada a expectativa da retomada da demanda mundial, os preços internacionais deverão apresentar elevação da ordem de 8,5% em 2011.
As empresas passaram, sobretudo, ao longo de 2010, por grandes consolidações, lideradas pela companhia estatal Petrobras. Como exemplo, temos a participação da gigante do petróleo nas principais companhias abertas, além do interesse na ETH (empresa do grupo Odebrecht). Este movimento deverá trazer a liderança da Petrobras no setor. Do outro lado temos a Cosan, que preferiu se associar com estrangeiros (Shell) para estimular seu crescimento. O setor vai continuar em destaque em 2011, seja pela elevação orgânica do setor, seja pela expansão dos investimentos das companhias.

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