"Acredito que até o final do ano, o mercado interno, principalmente o consumo, que será o menos afetado pela crise em razão da gordura da máquina pública, fará algumas empresas continuarem a ter bons lucros."
Quais empresas dirigidas ao mercado interno e para consumo vc aconselharia investimentos?
"Alguém pode comentar sobre a empresa Le Lis Blanc LLIS3, é que eu li o relatório de um fundo que falava muito bem desta empresa inclusive em relação as perspectivas futuras..."
"Grande abraço,"
12kk
"Por tratar-se de uma empresa nova, não há muitos dados. Além do relatório anual de 2007, os dados existentes são restritos aos trimestres 1T08, 2T08 e 3T08. Para comentar sobre LLIS3, então, com um mínimo de base, há que se esperar pelo menos a divulgação dos resultados 2008."
"De qualquer forma, a análise de qualquer ativo tem que ser realizado no contexto de seu setor/sub-setor de atuação, em comparação com os seus pares:"
"Grazziotin, Guararapes, Renner, Marisa e Marisol. Os dados mais recentes destes ativos são (site Fundamentus ... podem existir furos):"
"Nenhuma empresa parece ter problemas de endividamento ou de liquidez. Em melhores condições no quesito financeiro estão CGRA e GUAR, porque inclusive geram resultado financeiro líquido positivo."
"O site Guiainvest fornece alguns dos múltiplos acima, calculados em 30 DEZ dos últimos 3 anos. De acordo com estes múltiplos, chega-se à conclusão que qualquer um dos ativos acima geraria lucro no longo prazo. A questão, então, seria tentar avaliar qual ou quais destes ativos apresentam melhores condições de lucro, seja no que tange o prazo ou o tamanho deste lucro."
"De cara, podemos descartar MRSL4. Tem a pior margem bruta (que vem baixando ano a ano) do setor e apresenta uma combinação ""nefasta"" de baixo DY com baixo crescimento, ou seja, o investidor nem é remunerado através de dividendos, nem através do aumento do lucro via crescimento. Empresa que não cresce tem que no mínimo conseguir distribuir proventos para empatar com a poupança. Os múltiplos históricos, absurdos a meu ver (P/L = 33 em 30DEZ2007; P/VPA = 2,10 em 30DEZ2006; PSR = 1,30 em 30DEZ2006), mostram que o ativo deve se valorizar no longo prazo, mas os seus pares são mais interessantes."
"MARI3 pode ser descartada quase pelos mesmos motivos, embora apresente um bom crescimento anual de receitas. Não li os relatórios para entender a razão da baixíssima margem líquida ( é até estranha, pois a margem bruta está em linha com os pares do setor), o DY é inexistente, e o baixo PSR guarda coerência com a baixa margem líquida. Assim como MRSL4, os múltiplos históricos (mais absurdos aqui) parecem garantir a valorização do ativo no longo prazo (P/L = 30 em 30DEZ2007; P/VPA = 2,58 em 30DEZ2007; PSR = 1,20 em 30DEZ2007)."
"LREN3 é interessante no que tange o crescimento, especialmente de for considerado o DY aos preços de hoje. Embora o P/L e P/VPA estejam bastante altos para o momento do mercado, considero válido iniciar posição. Os múltiplos históricos são: (P/L = 37,8 em 30DEZ2006; P/VPA = 7,51 em 30DEZ2007; PSR = 2,60 em 30DEZ2006)."
"Há que se aguardar o balanço de GUAR4 para verificar se a perda na margem líquida histórica se confirma no nível de 8-9% ou se será melhor. Acho praticamente impossível alcançar a média histórica de aprox. 15%, mas nunca se sabe. Caso positivo, será uma ativo muito interessante para investimento, por apresentar o menor PSR, adicionado ao bom crescimento e razoável DY. Os múltiplos históricos são: (P/L = 24 em 30DEZ2006; P/VPA = 4,19 em 30DEZ2006; PSR = 2,92 em 30DEZ2006)."
"Pendente o resultado de GUAR4, a melhor aposta no setor parece ser CGRA4. Apresenta o menor P/L, bom P/VPA (não exageradamente alto), DY razoável se for considerado o bom crescimento anual, PSR em linha com a boa margem líquida, enfim, nada de negativo que salte os olhos. Se os múltiplos forem vistos do ponto de vista histórico, observa-se (site Guiainvest) que há um aumento contínuo do VPA, margens bruta e líquida e ROE. Para referência, os demais múltiplos históricos são: P/L = 16 em 30DEZ2007; P/VPA = 3,05 em 30DEZ2007; PSR = 1,98 em 30DEZ2006)."
"Bom, depois deste longo preâmbulo, voltemos a LLIS3 que, por acaso está em minha planilha. Baseado nos últimos 12 meses, os múltiplos seriam:"
"Para o meu ""gosto"", nesta altura da vida da empresa, o PSR e P/VPA estão muito altos e, em conseqüência, a preço do ativo estaria caro. Evidentemente, os resultados do 4T08 poderão alterar substanciamente estes valores embora eu não acredite que a mudança possa ser o suficiente para tornar este ativo preferível ao CGRA4. Quem tem mais chances de poder competir com o CGRA4 é GUAR4 (mas também não boto fé)."
Fator – 02- JUN
Revisamos nossas projeções e preços-alvo para as empresas do setor de Comércio.
Incorporamos os resultados do 4T08 e 1T09, assumimos novos guidances fornecidos
pelas empresas e reduzimos a taxa de desconto em função da diminuição do Rf nominal.
O setor desacelerou-se no primeiro trimestre do ano em função da deterioração das variáveis que impulsionam seu crescimento: (1) crédito, (2) renda e (3) confiança do consumidor.
A disponibilidade de crédito para pessoa física, direcionada para o consumo, registrou crescimento médio de apenas 4,6% no 1T09 contra 13,2% em 2008, que indica maior aversão a risco. O nível de desemprego médio, que em 2008 ficou em 7,9%, aumentou para 8,6% no 1T09, contudo a renda média real habitual, de R$1.323,70 no 1T09, ficou acima da média de 2008 (R$1.272,30).
O índice de confiança do consumidor apresentou forte retração no inicio do ano, porém já
demonstra sinais de estabilização.
Os efeitos da desaceleração no nível de atividade interna (1) diminuíram nossas expectativas de crescimento de vendas, (2) reduziram a necessidade das companhias investirem em expansão e (3) determinaram postura mais conservadora por parte das empresas em aumentar vendas através de crédito.
Continuamos otimistas com relação ao setor de supermercados, que concentra suas vendas em produtos alimentícios (~75% no caso de Pão de Açúcar). Acreditamos que os segmentos de eletro/eletrônicos, eletrodomésticos (linha branca) e informática, apesar da forte desaceleração deverão ser beneficiados pela apreciação cambial e medidas de incentivo do governo (redução de IPI para linha branca).
Com relação ao setor de tecidos, vestuário e calçados, permanecemos cautelosos em função do conservadorismo adotado pelas próprias companhias na concessão de crédito ao consumidor.
24473 de 2448004/Jan/2010 13:35 [Citar este comentário] 2
3 small capsComentários: 3319 - Desde: Fev 2007
citação: bobsponjaBoa Tarde!!! A poucos dias atras o SMALL mencionou que iria preparar e divulgar o seu último trabalho, apontando as perpepctivas das Smalls para o ano de 2010. Por favor, alguém sabe se isto foi divulgado? Caso alguém saiba, peço a gentileza de me indicar onde encontrar.....tenham um 2010 com muita saúde....abraços.....
]
Ilustres, estou de férias! Volto em breve... Feliz 2010 mais uma vez.
Sobre a carteira para 2010, do texto abaixo já dá para extrair o que ainda considero interessante... com calma vou falar sobre o tema. Mas uma coisa é fundamental: NÃO HÁ MAIS BARGANHAS ABSURDAS! Então, não TENHO MAIS QUALQUER PRESSA em comprar ações...
Aliás, quem não comprou as várias barganhas durante a crise por "medo", deve URGENTENMENTE rever os métodos de análise...
bobsponja, sobre as perspectivas, seguem:
Abraço a todos!!!!!!!!!!! Que venha 2010 com mais small caps explodindo !!! :)
Perspectivas setoriais para as small caps em 2010
Comentários por Anderson Lueders - Blog Small Caps
Varejo: O setor de varejo continuará sendo um dos mais beneficiados pela retomada da confiança do consumidor e pela contínua tendência de elevação dos ganhos salariais reais, turbinada pela política de valorização do salário mínimo. A atual paridade cambial, com o Real mais valorizado continuará a pressionar os preços dos fornecedores ante a concorrência com os produtos importados, contribuindo para o aumento das margens operacionais das varejistas. Indiscutivelmente o varejo foi pouco abatido pela crise. Os múltiplos fundamentalistas evidenciam que o mercado tem reconhecido este crescimento, diminuindo a margem de segurança do investimento.
Setor de consumo e varejo segue na liderança das carteiras em fevereiro
Por: Julia Ramos M. Leite
16/02/10 - 09h35
InfoMoney
SÃO PAULO – O setor de consumo e varejo voltou a ser apontado como o preferido pelos analistas nas carteiras recomendadas para o segundo mês do ano. O setor financeiro também repetiu o resultado de janeiro e voltou a ocupar a segunda posição, enquanto os segmentos de mineração e siderurgia dividem o terceiro lugar.
As carteiras consideradas este mês, que incluíram bancos e corretoras, foram: Ágora, Amaril Franklin, Ativa, Brascan, Banif, BTG Pactual, Bradesco, BB, Citi, Coin, Fator, HSBC, Link, Omar Camargo, PAX, Planner, Pilla, Souza Barros, Spinelli, Senso, Socopa, SLW, TOV, XP Investimentos e Win.
Consumo segue em alta
Ainda embalado por boas projeções acerca da economia brasileira – e da resiliência do consumo no mercado local – o setor de consumo e varejo recebeu 46 recomendações nas carteiras para fevereiro, mantendo a liderança entre as preferências dos analistas.
Os analistas da Brascan, por exemplo, esperam que as vendas da Brasil Foods ao mercado doméstico avancem 9,3% na comparação anual, impulsionando uma recuperação nos resultados da empresa.
Já o Barclays acredita em resultados sólidos de varejistas brasileiras para este ano. A analista Marthe Shelton espera melhora nas margens, embora sem mostrar crescimento espetacular no top line. Para ela, os nomes cobertos pelo Barclays – que incluem Pão de Açúcar, Lojas Renner, B2W e Lojas Americanas – devem ter fundamentos sólidos em 2010, em função de um ano em que o consumo será suportado por aumento nos salários.
A Lojas Americanas, uma das mais recomendadas no setor, deve registrar vendas e margens sólidas no quarto trimestre, de acordo com Shelton, enquanto em 2010 os mesmos devem ser impulsionados por forte capacidade de expansão. A analista alerta, contudo, que isso já está parcialmente precificado.
Setores Recomendações
Consumo e Varejo 46
Financeiro 38
Mineração 23
Siderurgia 23
Petróleo e Gás 22
Energia e Saneamento 21
Industrial 18
Imobiliário 17
Transporte 17
Telecomunicações 13
Papel e Celulose 6
Tecnologia e Internet 5
Petroquímico 2
O Bank of America Merrill Lynch, por sua vez, destaca que o resultado da AmBev - também uma das mais citadas pelos analistas nas carteiras – deve trazer uma surpresa positiva nas operações nacionais.
Financeiras com boas perspectivas
Com 38 recomendações, o setor financeiro aparece na vice-liderança das preferências dos analistas. Aqui, mais uma vez, as boas perspectivas para a economia brasileira sustentam as projeções otimistas para o segmento.
De acordo com a agência de classificação de risco Fitch, os bancos latino-americanos estão prontos para lidar com a recuperação esperada para a região este ano, e apresentam níveis de capital ideais e reservas suficientes para a taxa de inadimplência prevista. Com isso, a agência prevê um avanço de dois dígitos dos empréstimos em 2010 para os grandes bancos da região.
Com base no cenário macroeconômico positivo, o Citi também aposta nos grandes bancos brasileiros, mostrando expectativas de maiores ganhos por ação, e possíveis aumentos das projeções para empréstimos e margens.
Vale mencionar que o Itaú Unibanco – terceira empresa mais recomendada nas carteiras do mês, e responsável pela maioria dos votos do setor – trouxe resultados bem recebidos pelo mercado, e deve ter seus números impulsionados pelas sinergias da fusão em 2010.
Além das recomendações ao Itaú Unibanco, BM&F Bovespa e Bradesco também foram empresas citadas pelos analistas nas carteiras para o mês. Apesar de ter se decepcionado com o lucro por ação reportado pelo banco no último resultado trimestral, o Citi destaca que o volume de empréstimos concedidos pelo Bradesco subiu no quarto trimestre (4%), após três períodos de estabilidade. Além disso, outro ponto positivo apontado foi a queda da taxa de inadimplência do Bradesco, que passou de 5% no terceiro trimestre para 4,7% no final do ano.
“Estes dois drivers sustentam uma projeção de forte crescimento do lucro em 2010, com crescimento do volume em 20% de financiamentos e diminuição da parcela de provisões para perdas com inadimplência”, avaliam os analistas do Citi.
Mineração e siderurgia dividem terceira posição
Com 23 votos cada, os setores de mineração e siderurgia dividem a terceira colocação nas carteiras para fevereiro.
O setor de mineração é representado pela Vale – que recebeu 21 recomendações para os papéis preferenciais e 2 para os ativos ordinários. A mineradora, a empresa mais recomendada nas carteiras de fevereiro, se beneficia especialmente de projeções positivas para o minério de ferro.
Assim, apesar de ter apresentado queda de 51% no lucro no último ano, a Vale afirma esperar que o crescimento da produção industrial global continue sólido nos próximos trimestres, refletindo o cenário de forte demanda final e queda de estoques, continuando desse modo a pressionar a demanda por minérios e metais. Para 2010, a mineradora se diz “confiante na tendência de crescimento da demanda por minerais e metais, e vemos 2010 como um ano bastante promissor para nosso desempenho financeiro e operacional”.
Entre as siderúrgicas, que absorvem as projeções positivas para o mercado imobiliário e as expectativas acerca de grandes eventos que envolvem infra-estrutura, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o destaque fica com a Gerdau. A melhora da demanda mundial por aço e o possível aumento dos preços do produto são os principais fatores que sustentam boas expectativas para as ações da empresa neste ano.
A Brascan Corretora, por exemplo, afirma que em 2010 “o crescimento na produção global de aço deve ser na ordem de 10%, compensando toda a queda verificada em 2009”.
Segundo Cristiane Viana, analista da Ágora Corretora, os papéis da Gerdau e da Gerdau Metalúrgica são considerados top picks do setor de siderurgia no Brasil, justamente pelo potencial da empresa de absorver a nova demanda.
Análise Coin Valores
Mais um ano de fortes vendas! Ou!... O melhor Natal da historia! A verdade é que o ano de 2010 foi “muito bem obrigado” para as empresas de consumo em geral. Este bom desempenho está ancorado tanto no cenário macroeconômico quanto no microeconômico. Do lado macro, os grandes catalisadores foram: o crédito crescente; emprego em expansão; confiança do consumidor forte e aumento da renda. Já do lado micro, vivendo o bom momento da economia as empresas investiram mais na abertura de lojas, nas aquisições e expansões além de se aperfeiçoarem tecnologicamente. Para o ano que se iniciam (2011), as perspectivas continuam promissoras. As companhias calçadistas preparam a nova coleção (a partir de janeiro) com mais otimismos, dado um cenário melhor, principalmente doméstico. As empresas de Bens de Consumo nunca respiraram tão aliviadas com o poder de compra dos consumidores cada vez maior. E as companhias de Varejo nem se fala, estão com as vendas indo de vento em poupa. Se considerarmos todos os indicadores macroeconômicos, como renda crescente, taxa de desemprego controlado, inflação indo para o centro da meta, crédito ainda em expansão e fortes investimentos vindo dos empresários, realmente vamos ter fortes resultados também no ano de 2011. As expectativas se mantêm forte, com crescimento do PIB na casa de 7,5% em 2010 e 4,6% para 2011. O resultado das vendas no comércio geral de outubro apresentou aumento de 0,4% se comparado com o mês anterior. Já na comparação com out/09, o varejo nacional obteve acréscimo de 8,8%. E para o final de 2010 a previsão, segundo o IBGE, é que as vendas no comércio cresçam 11,3%, contra alta de 5,9% de 2009. Tudo conspira para que as vendas no varejo se mantenham aquecidas. Para 2011, nossa projeção para as vendas do comércio é de 8,0% de crescimento se comparado ao ano de 2010. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP)
também traça um cenário mais otimista para o setor de varejo, onde as vendas reais do comércio varejista brasileiro devem crescer até 8% em 2011. Apenas para o comércio de São Paulo, a Fecomercio tem como expectativa crescimentos de 4% a 7% para o faturamento do setor. Esta projeção vem ancorada nas taxas de crescimento do emprego, da renda e do crédito e, no consumo das famílias.
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